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Mecânica dos Sólidos

Profª MSc. Evelyn Batista de Bôrtoli


evelynbbortoli@gmail.com

Mecânica Aplicada
Referência. HIBBELER, R.C. Estática: Mecânica para Engenharia. Pearson Prentice-Hall. Profª. Evelyn Batista de Bortoli
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HORÁRIO

Disciplina: Mecânica dos Sólidos

Carga Horária: 60 horas

Curso: Engenharia Elétrica

Horários (2015/1):

Segunda-feira 18:50 – 20:20 Sala -

Terça-feira 20:20 – 22:00 Sala -

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HORÁRIO
Limites de Faltas: 15 horas (20 aulas), somando os dois bimestres.

Horários de chamadas: 19:10 – 20:15, 20:40 – 21:50. As saídas e


chegadas serão observadas.

Problemas com faltas só serão resolvidos com o colegiado.

Uso do celular: se possível não utilizar para o bom funcionamento


das aulas.

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Mecânica
Mecânica Geral - Estática
+
Resistência dos Materiais

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EMENTA

 Estática

 Noções e Métodos da Resistência dos materiais

 Tensão

 Deformação

 Propriedades mecânicas dos materiais

 Flexão

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METODOLOGIA

 Exposição Teórica

 Resolução de exercícios em aula

 Sugestão de exercícios propostos para resolução extra-classe

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CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
 1º Bimestre
 Prova 1 – 5,0 pontos ( / 03 / 2016)
 Prova 2 – 5,0 pontos ( / 04 / 2016)

 2º Bimestre
 Prova 3 – 5,0 pontos ( / 05 /2016)
 Prova 4 – 5,0 pontos ( / 06 /2016)

 Prova 2ª Chamada ( / 06 / 2015) – matéria toda.

 Prova Final – 10,0 pontos ( / 06 ou 07 /2015) – matéria toda.

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CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
 Testes e Provas
 As provas são individuais.
 Não será permitido o uso de folha de rascunho.
 Não esqueçam a calculadora.
 É expressamente proibido o uso de celular durante as avaliações.

 Em caso de qualquer irregularidade, ou seja, “desobediência” a pelo menos


um dos sub-itens citados acima, a avaliação será recolhida.

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Mecânica Geral

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OBJETIVO DO CURSO

 Desenvolver a capacidade de analisar qualquer problema relacionado com

corpo rígido “parado” ou estático, de um modo lógico e aplicar em sua solução

alguns princípios fundamentais da Mecânica Newtoniana **.

** Mecânica Newtoniana – corpos estáticos ou com velocidades pequenas quando


comparadas com a velocidade da luz (300.000 km/s)
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INTERDISCIPLINARIDADE
 Geometria plana e sólida

 Álgebra escalar e vetorial

 Trigonometria

 Geometria analítica

 Cálculo

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Básico:

 HIBBELER, R. C. Estática: Mecânica para Engenharia. São Paulo: Prentice


Hall, 2006.

Complementar:

 BEER, F. P. e JOHNSTON, E.R. Mecânica Vetorial para Engenheiros: Estática.


7a Edição. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 1985.

 MERIAM, J. L.; KRAIGE, L. G. Engineering Mechanics – Statics. John Wiley &


Sons, Inc. 1997.

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Sumário 13

MECÂNICA - ESTÁTICA
 CAPÍTULO 1: PRINCÍPIOS GERAIS
 Mecânica
 Conceitos e Princípios Fundamentais
 Unidades de Medida
 Sistema Internacional de Unidades
 Método de Resolução de Problemas
 Precisão Numérica

 CAPÍTULO 2: VETORES FORÇA


 Escalares e Vetores
 Operações Vetoriais
 Adição de vetores
 Adição de um Sistema de Forças Coplanares
 Decomposição dos componentes de uma força
 Componentes retangulares de uma força. Vetores unitários
 Adição de forças pela soma dos componentes x e y
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Sumário 14

MECÂNICA - ESTÁTICA
 CAPÍTULO 3: EQUILÍBRIO DE UM PONTO MATERIAL
 Diagrama de Corpo Livre
 Sistemas de Forças Coplanares
 Sistema de Força Tridimensional

 CAPÍTULO 4: RESULTANTES DE SISTEMAS DE FORÇAS


 Momento de uma Força – Formulação Escalar
 Produto Vetorial
 Momento de uma Força – Formulação Vetorial
 Princípios dos Momentos
 Momento de uma Força em relação a um Eixo Específico
 Momento de um Binário
 Sistema Equivalente
 Resultantes de um Sistema de Forças e Momentos de Binários
 Reduções Adicionais de um Sistema de Forças e Momentos
 Redução de um Sistema Simples de Cargas Distribuídas
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Sumário 15

MECÂNICA - ESTÁTICA
 CAPÍTULO 5: EQUILÍBRIO DE UM CORPO RÍGIDO
 Condições de Equilíbrio para um Corpo Rígido
 Equilíbrio em duas dimensões – Diagramas de Corpo Livre
 Equações de Equilíbrio
 Elementos com duas ou três forças
 Equilíbrio em três dimensões – Diagramas de Corpo Livre
 Equações de Equilíbrio

 CAPÍTULO 6: ANÁLISE ESTRUTURAL

 CAPÍTULO 7: FORÇAS INTERNAS


 Forças Internas Desenvolvidas em Elementos Estruturais

 CAPÍTULO 8: ATRITO

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Mecânica dos Sólidos

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OBJETIVO DO CURSO

Geral:
Dimensionar componentes por meio da identificação dos esforços internos
atuantes sobre os mesmos.

Específicos:

Conhecer as causas e efeitos das forças internas, tensões e deformações


atuantes em componentes mecânicos, Conhecer as propriedades mecânicas dos
materiais, principalmente do aço. Identificar os tipos de esforços atuantes em
componentes, como tração, compressão, cisalhamento, flexão. Aplicar as
equações de dimensionamento para cada tipo de esforço identificado. Aplicar os
critérios de resistência dos materiais.

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INTERDISCIPLINARIDADE
 Mecânica - Estática

 Mecânica - Dinâmica

 Geometria plana e sólida

 Álgebra escalar e vetorial

 Trigonometria

 Geometria analítica

 Cálculo

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Básico:

 HIBBELER, R.C. Resistência dos Materiais. São Paulo: Pearson - 7a. Edição,
2010.

Complementar:

 BEER, F.P.; JOHNSTON, E.R. Resistência dos Materiais. São Paulo: Pearson
- 3a. Edição, 1995.

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Capítulo 1

Princípios Gerais

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Capítulo 1: Introdução à Estática 21

 O que é Mecânica?
 Mecânica pode ser definida como a ciência que descreve e prediz as
condições de repouso ou movimento dos corpos sob a ação de forças.

 Divide-se em três partes:.

ESTÁTICA
Mecânica dos corpos rígidos
Cinemática e Dinâmica

Mecânica dos corpos deformáveis

Mecânica dos fluidos


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Capítulo 1: Introdução à Estática 22

 História
 Aristóteles (384-322 a.C.)
 Arquimedes (287-212 a.C.)
 Isaac Newton (1642-1727). Na parte final do século XVII, Sir Issac Newton
estabeleceu os princípios fundamentais da mecânica, que constituem a
base de grande parte da engenharia atual. Em seu livro Principia, publicado
em 1687, ele resumiu seu trabalho em mecânica terrestre, celestial e
fluidos.
 Outros: Euler, D‟Alembert, Lagrange e Hamilton.
 Albert Einstein. Teoria da Relatividade (1905).

 Aplicações Modernas: análise e projeto de estruturas estáticas.

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Capítulo 1: Introdução à Estática 23

 Conceitos Fundamentais
 Espaço está associado à noção de posição de um ponto P. É uma
grandeza vetorial, ou seja, possui intensidade (módulo), direção e sentido.

 Tempo está associado à duração de um evento.

 Massa está associado à resistência a uma variação de movimento de


translação.

 Força está associado à ação de um corpo sobre outro. É uma grandeza


vetorial, ou seja, possui intensidade (módulo), direção e sentido.

 Partícula é uma quantidade de matéria muito pequena, e que por hipótese,


ocupa um único ponto no espaço.

 Corpo rígido é uma combinação de um grande número de partículas que


ocupam posições fixas umas em relação às outras.

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Capítulo 1: Introdução à Estática 24

 Princípios Fundamentais da Mecânica

 Lei do paralelogramo

 Transmissibilidade

 Primeira Lei de Newton

 Segunda Lei de Newton

 Terceira Lei de Newton

 Lei de Newton da Gravitação

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Capítulo 1: Introdução à Estática 25

 Princípios Fundamentais da Mecânica

 Lei do paralelogramo. Essa lei estabelece que duas forças que atuam sobre
uma partícula podem ser substituídas por uma única força, denominada de
RESULTANTE DE FORÇAS, que se obtém traçando-se a diagonal do
paralelogramo cujos lados são iguais às forças dadas.

Lei do paralelogramo
Forças A e B

Construção do triângulo

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Capítulo 1: Introdução à Estática 26

 Princípios Fundamentais da Mecânica

 Transmissibilidade. Esse princípio estabelece que as condições de equilíbrio


ou de movimento de um corpo rígido permanecerão inalteradas se uma força
que atue em um dado ponto do corpo rígido for substituída por uma força de
igual intensidade e de igual direção, porém atuando em um ponto diferente,
desde que as duas forças tenham a mesma linha de ação.

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Capítulo 1: Introdução à Estática 27

 Princípios Fundamentais da Mecânica

 Primeira Lei de Newton. Se a força resultante que atua em uma partícula for
nula, a partícula permanecerá em repouso (se originalmente em repouso) ou
se moverá a velocidade constante em linha reta (se originalmente em
movimento).


F  0

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Capítulo 1: Introdução à Estática 28

 Princípios Fundamentais da Mecânica

 Segunda Lei de Newton. Se a força que atua sobre uma partícula não for nula,
a partícula terá uma aceleração de magnitude proporcional à intensidade da
resultante e na mesma direção dessa força resultante.
 
 F  m. a

 Terceira Lei de Newton. As forças de ação e reação entre corpos em contato


têm a mesma intensidade, a mesma direção e sentidos opostos.

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Capítulo 1: Introdução à Estática 29

 Princípios Fundamentais da Mecânica

 Lei de Newton da Gravitação. Essa lei estabelece que duas partículas de


massa M e m são mutuamente atraídas com forças iguais e opostas F e –F de
intensidade F dada pela expressão:

M .m
F  G.
r2
Onde:
F = força de atração mútua entre duas partículas
G = constante universal, denominada constante de gravitação
G = 6,673 . (10-11) m3/(kg.s2)
M e m = as massas das duas partículas
r = distância entre os centros das partículas

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Capítulo 1: Introdução à Estática 30

 Unidades de Medida
 Sistema Internacional de Unidades (SI)
 Sistema Norte-Americano

Comprimento
Nome Tempo (T) Massa (M) Força (F)
(L)
Sistema Internacional quilograma newton* (N)
metro (m) segundo (s)
de Unidades (SI) (kg) (kg.m/s²)
slug*
Usual Americano pé (ft) segundo (s) libra (lb)
(lb.s²/ft)

* Unidade derivada.

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Capítulo 1: Introdução à Estática 31

 Conversão de um sistema de unidades para outro

 Comprimento

1 [ ft ]  0,3048 [m]

 Força

1 [lb]  4,4482 [ N ]

 Massa
 lb.s 2 
1 [ slug ]  1    14,5938 [kg ]
 ft 

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Capítulo 1: Introdução à Estática 32

 Sistema Internacional de Unidades (SI)

 Prefixos

Forma
Prefixo Símbolo SI
Exponencial

1 000 000 000 109 giga G


Múltiplos

1 000 000 106 mega M

1 000 103 quilo K


Submúltiplos

0,001 10-3 mili m

0,000001 10-6 micro µ

0,000000001 10-9 nano n

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Capítulo 1: Introdução à Estática 33

 Método de resolução de problemas

 A solução deve se basear nos seis princípios fundamentais estabelecidos


anteriormente.

 No caso particular da Estática, o “somatário de forças é igual a zero”


sempre será a condição inicial para solucionar o problema.

 Geralmente, a sequência de resolução é:

• Ler atentamente o enunciado, anotando todos os dados fornecidos.

• Incluir um desenho claro com todas as grandezas envolvidas.

• Desenhar o diagrama de corpo livre (DCL) para cada corpo rígido em


estudo.

• Antes de realizar qualquer tipo de cálculo, deve-se primeiramente,


mentalizar a sequência a ser adotada para chegar ao resultado desejado.
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Capítulo 1: Introdução à Estática 34

 Precisão numérica

 Sempre utilizar DOIS algarismos após a vírgula.

• 1,23

• 148,36

Obs: Obedecer as regras de arredondamento na Numeração Decimal

- Norma ABNT NBR 5891

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Capítulo 2

Vetores Força

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Capítulo 2: Vetores Força 36

 Introdução

 A primeira parte do capítulo é dedicada ao estudo de forças contidas em


um único plano, ou forças coplanares.

 A segunda parte é dedicada ao estudo de forças no espaço tridimensional.

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Capítulo 2: Vetores Força 37

 Força sobre uma partícula.

 Força é uma grandeza vetorial.

 Caracteriza-se por módulo, direção e sentido.

 Módulo de uma força é igual a sua intensidade,

por exemplo: 3,0 [kN], 150.000 [kgf]

 Direção de uma força é a sua linha de ação que geralmente é fornecida em


função do ângulo que a força faz em relação a um eixo qualquer. Geralmente o
eixo adotado é o horizontal e o sentido do ângulo é anti-horário (positivo).

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Capítulo 2: Vetores Força 38

 Resultante de forças sobre uma partícula.

 Constata-se experimentalmente que duas forças P e Q que atuem sobre


uma partícula A podem ser substituídas por uma única força R que tem o
mesmo efeito sobre a partícula A . A diagonal que passa pela partícula A
representa a resultante das forças P e Q e é determinado pela lei do
paralelogramo.

Condição de
carregamento.

Lei do paralelogramo.

Resultante das forças P e Q.

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 Resultante de forças sobre uma partícula.

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Capítulo 2: Vetores Força 40

 Vetores.
 Vetores são expressões matemáticas que têm intensidade, direção e sentido,
que se somam de acordo com a lei do paralelogramo.
 Exemplos de vetores encontrados na estática são força, posição e momento.
 Exemplos de grandezas escalares ou não vetoriais: volume, massa e
energia.
 Vetores são representados por setas nas ilustrações e por letras em negrito,
como A. Para manuscritos, em geral, um vetor é representado por uma seta

acima da letra usada, como A

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Capítulo 2: Vetores Força 41

 Forças concorrentes e coplanares.


 Forças concorrentes são aquelas que se interceptam em um único ponto.
 Forças coplanares são aquelas que atuam no mesmo plano.
 Resultante de várias forças concorrentes.
• Solução gráfica.
• Solução trigonométrica. Lei dos senos e dos cossenos.
• Solução trigonométrica alternativa.
• Solução vetorial.
Lei dos cossenos:
C  A2  B 2  2. A.B. cos c

Lei dos senos :


A B C
 
sen a sen b sen c
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Capítulo 2: Vetores Força 42

Exercício. As duas forças P e Q atuam sobre um parafuso A. Determine a sua


resultante.

Solução trigonométrica:
Lei do paralelogramo.
Lei dos senos.
Lei dos cossenos.

Lei dos cossenos:


P ^
25o R  Q  P  2.Q.P. cos R
2 2

Sendo :
Q R Q  60[ N ]
P  40[ N ]
^
R  180 o  25o  155 o
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Capítulo 2: Vetores Força 43

Exercício. Uma barcaça é puxada por dois rebocadores. Se a resultante das


forças exercidas pelos rebocadores é uma força de 22.250 [N] direcionada ao
longo do eixo da barcaça, determine a força de tração em cada um dos cabos, (a)
sabendo-se que  = 45o e (b) o valor do ângulo  para o qual a tração no cabo 2 é
mínima.

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Capítulo 2: Vetores Força 44

Solução. Força de tração em cada um dos cabos, sabendo-se que  = 45o.

Solução trigonométrica:
Aplica-se a LEI DOS SENOS.

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Capítulo 2: Vetores Força 45

Solução. Valor do ângulo  para o qual a tração no cabo 2 é mínima.

Análises:
Linha 1-1’ é a direção da força de tração do cabo 1 (T1).
Linhas 2-2’ são possibilidades de direções da força de
tração do cabo 2 (T2).

Conclusão:
Graficamente, observa-se que T2 é mínima
quando as linhas 1-1‟ e 2-2‟ são perpendiculares.

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46

Exercício. O parafuso tipo gancho abaixo está sujeito a duas forças F1 e F2.
Determine a intensidade e a direção da força resultante.

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47

Exercício. O anel abaixo está submetido a duas forças F1 e F2. Se for


necessário que a força resultante tenha intensidade de 1kN e seja orientada
verticalmente para baixo, determine (a) a intensidade de F1 e F2, desde que
θ = 30°, e (b) as intensidades de F1 e F2 se F2 for mínima.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 48

 Adição de Forças Vetoriais

 Quando os problemas envolvem a adição de mais de duas forças, pode-se


aplicar de modo sucessivo a regra do paralelogramo ou o triângulo de
vetores de modo a se obter a força resultante. As figuras abaixo
representam esse tipo de situação:

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Capítulo 2: Estática das Partículas 49

 Sugestão de exercícios extra-classe:

 Página 18: 2.1, 2.3.

 Páginas 19 a 21: 2.1 a 2.3, 2.9, 2.10, 2.18, 2.19, 2.26 a 2.28.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 50

 Decomposição dos componentes de uma força.

 Uma força única F que atua sobre uma partícula pode ser substituída por
duas ou mais forças que, juntas, têm o mesmo efeito sobre a partícula.

 Essas forças são chamadas de componentes da força original F, e o


processo de substituição de F por elas é denominado decomposição dos
componentes da força F.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 51

 Decomposição de Forças – Notação Escalar

 As figuras abaixo apresentam as componentes retangulares de uma força


no plano. Como essas componentes formam um triângulo retângulo, suas
intensidades podem ser determinadas por:

Fx  F cos
e
Fy  Fsen

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Capítulo 2: Estática das Partículas 52

 Decomposição de Forças – Notação Escalar

 No entanto, ao invés de usar o ângulo θ, a direção de F também pode ser


definida por um pequeno triângulo „da inclinação‟. Como esse triângulo e o
triângulo maior sombreado são semelhantes, o comprimento proporcional
dos lados fornece:

Fx a a
 ou Fx  F  
F c c
e
Fy b b
 ou Fy   F  
F c c
OBS: A componente y é um escalar negativo, já que Fy está orientada ao longo do eixo y
negativo. Vale lembrar que a notação escalar positiva/negativa deve ser usada apenas
para fins de cálculos, não para representações gráficas em figuras.
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Capítulo 2: Estática das Partículas 53

 Decomposição de Forças – Notação de Vetor Cartesiano

Convenção de Sinais.
 x – Positivo para a direita, negativo para a esquerda.
 y – Positivo para cima, negativo para baixo.

     
F  Fx i  Fy j F '  F 'x i  F ' y j
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Capítulo 2: Estática das Partículas 54

 Resultante de Forças Coplanares


 Decompor as forças em seus componentes x e y.
 Utilizar trigonometria, decomposição em seno e cosseno

Vetores cartesianos: Vetor resultante:


  
 
FR  F1  F2  F3
F1  ( F1x ) i  ( F1 y ) j
      
  FR  F1x i  F1 y j  F2 x i  F2 y j  F3 x i  F3 y j
F2  ( F2 x ) i  ( F2 y ) j
  
  FR  ( F1x  F2 x  F3 x ) i  ( F1 y  F2 y  F3 y ) j
F3  ( F3 x ) i  ( F3 y ) j
  
FR  ( FRx ) i  ( FRy ) j
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Capítulo 2: Estática das Partículas 55

 Resultante de Forças Coplanares

F Rx
  Fx Intensidad e da Força Resultante :

  F Ry
2 2

F Ry
  Fy F R F Rx

Direção da Força Resultante :


FRy
  tg 1

FRx

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Capítulo 2: Estática das Partículas 56

 Exercício. O olhal da figura abaixo está submetido a duas forças F1 e F2.


Determine a intensidade e a direção da força resultante.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 57

 Exercício. A extremidade de uma lança O na Figura está submetida a três


forças concorrentes e coplanares. Determine a intensidade e a orientação da
força resultante.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 58

 Exercício. Quatro forças atuam no parafuso A, como mostra a figura abaixo.


Determine a resultante das forças no parafuso.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 59

 Exercício. Determine os componentes x e y de cada uma das forças indicadas.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 60

 Exercício. Determine a intensidade da força resultante e sua direção a partir


do eixo x.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 61

 Exercício 2.39. Determine a intensidade de F1 e sua direção θ, de modo que a


força resultante seja direcionada verticalmente para cima e tenha a intensidade
de 800N.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 62

 Sugestão de exercícios extra-classe:

 Página 26: 2.7, 2.8.

 Páginas 27 a 29: 2.32 a 2.34, 2.36, 2,37, 2.40.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 63

 Componentes retangulares de um Vetor

 Quando o paralelogramo desenhado for um retângulo, os componentes da


força original serão chamados de componentes retangulares.

 Quando se deseja resolver problemas de estática, as metodologias de


cálculo algébrico, trigonométrico e vetorial são os adotados, conforme
exercícios anteriores. Entretanto, solucionar problemas tridimensionais a
metodologia adotada é o vetorial.

 Decompor forças em componentes ortogonais facilitará escrever as forças


de forma vetorial.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 64

 Componentes retangulares de vetor

 Sistema de Coordenadas utilizando a Regra da mão direita.

A  Ax  A y  Az

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Capítulo 2: Estática das Partículas 65

 Vetor unitário  Vetores Cartesianos Unitários

A direção de A é especificada Em três dimensões, o conjunto de


usando-se um vetor unitário, que vetores unitários é usado para
possui esse nome por ter designar as direções dos eixos x, y e
intensidade igual a 1. z, respectivamente.

Para um vetor A :
A
uA 
A
Para um vetor força :
F
uF 
F

Vetores unitários

Vetor unitário
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Capítulo 2: Estática das Partículas 66

 Representação de um Vetor Cartesiano

Vetor Cartesiano :
   
A  Ax i  Ay j  Az k

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Capítulo 2: Estática das Partículas 67

 Intensidade de um Vetor Cartesiano

A A'  Az
2 2

A'  Ax  Ay
2 2

Logo, a Intensidad e
do Vetor Cartesiano :
A Ax2  Ay2  Az2

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Capítulo 2: Estática das Partículas 68

 Direção de um Vetor Cartesiano

 Ângulos diretores.

Ângulos diretores , , . Plano do ângulo diretor .


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Capítulo 2: Estática das Partículas 69

 Direção de um Vetor Cartesiano

 Ângulos diretores.

Ângulos diretores , , . Plano do ângulo diretor .


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Capítulo 2: Estática das Partículas 70

 Direção de um Vetor Cartesiano

 Ângulos diretores.

Ângulos diretores , , . Plano do ângulo diretor .


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Capítulo 2: Estática das Partículas 71

 Direção de um Vetor Cartesiano

 Considerando a projeção de A sobre os eixos.

Ângulos diretores , , . Plano do ângulo diretor . Plano do ângulo diretor . Plano do ângulo diretor .

Ax Ay Az
cos   cos   cos  
A A A
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Capítulo 2: Estática das Partículas 72

 Direção de um Vetor Cartesiano


Um modo mais fácil de obter os cossenos diretores de A é criar um vetor unitário
na direção de A. Desde que A seja expresso sob a forma de vetor cartesiano.



A Ax  Ay  Az  A Ax2  Ay2  Az2
uA   i j k
A A A A
Ax
cos  
A
   
u A  cos  i  cos  j  cos  k Ay
cos  
A
Az
  cos  
A  Au A A
   
A  A cos  i  A cos  j  A cos  k
   
A  Ax i  Ay j  Az k
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Capítulo 2: Estática das Partículas 73

 Adição e Subtração de Vetores


Cartesianos

As operações vetoriais de adição e


subtração de dois ou mais vetores são
bastante simplificadas se os vetores são
expressos em função de seus
componentes cartesianos.

     
R  A B  ( Ax  Bx ) i  ( Ay  By ) j  ( Az  Bz ) k
     
R  A B  ( Ax  Bx ) i  ( Ay  B y ) j  ( Az  Bz ) k
'

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Capítulo 2: Estática das Partículas 74

 Sistema de Forças Concorrentes

Se o conceito de soma vetorial for aplicado em um sistema de várias forças


concorrentes, a força resultante será a soma de todas as forças do sistema e pode
ser escrita da seguinte forma:

  
FR  F  F x i F
y j F
z k

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Capítulo 2: Estática das Partículas 75

Exercício. Uma força de 500N forma ângulos de 60°, 45° e 120°, respectivamente,
com os eixos x, y e z. Encontre os componentes Fx, Fy e Fz.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 76

Exercício. A força F tem os componentes Fx=90N, Fy=-135N e Fz=270N. Determine


sua intensidade F e os ângulos α, β, γ que essa força forma com os eixos
coordenados.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 77

Exercício. Determine a intensidade e os ângulos diretores coordenados da força


resultante que atua sobre o anel, conforme mostrado na figura.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 78

Exercício. Determine a intensidade e os ângulos diretores coordenados da força


resultante que atua sobre o anel, conforme mostrado na figura.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 79

Exercício 2.68 (10ªEd.). Os cabos fixados no olhal de um parafuso estão sujeitas


as três forças apresentadas. Expresse cada força na forma de vetor cartesiano e
determine a intensidade e os ângulos diretores da força resultante.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 80

Exercício. Duas forças atuam sobre o gancho mostrado na figura.


Especifique os ângulos diretores coordenados de F2, de modo que a força
resultante FR atue ao longo do eixo y positivo e tenha intensidade FR= 800N.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 81

Exercício 2.74. O mastro está sujeito às três forças mostradas. Determine os


ângulos diretores coordenados α1, β1, γ1 de F1, de modo que a força resultante
que atua sobre o mastro seja FR=(350i)N.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 82

 Sugestão de exercícios extra-classe:

 Páginas 37 a 39: 2.75 a 2.77, 2.81, 2.85.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 83

 Vetores Posição – Coordenadas x, y, z.


 As coordenadas do ponto A são obtidas a partir de O, medindo-se xA= +4m
ao longo do eixo x, depois yA = +2m ao longo do eixo y e,finalmente, zA = –
6m ao longo do eixo z. Portanto, A (4m, 2m, –6m). De modo semelhante,
as medidas ao longo dos eixos x, y, z desde O até B resultam nas
coordenadas de B, ou seja, B (6m, –1m, 4m).

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Capítulo 2: Estática das Partículas 84

 Vetor Posição

 Se r estende-se da origem de coordenadas O até o ponto P (x, y, z),

 Então r pode ser expresso na forma de um vetor cartesiano, como:

   
r  x i  y j z k

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Capítulo 2: Estática das Partículas 85

 Vetor Posição entre dois pontos fora da origem


 O vetor posição é calculado a partir da subtração das coordenadas x, y, z das
extremidades dos vetores em análise. O vetor posição indica o comprimento
real ou a distância entre dois pontos no espaço.

  

r r r
AB B A

   
rAB  xB  x A  i   yB  y A  j  z B  z A  k
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Capítulo 2: Estática das Partículas 86

 Vetor Posição
 Se um sistema de coordenadas x, y, z é estabelecido, então as coordenadas
dos pontos A e B podem ser determinadas. A partir daí, a posição do vetor r
que atua ao longo do cabo pode ser formulada. Sua intensidade representa o
comprimento do cabo e seu vetor unitário, u = r/r, fornece a direção definida
por α, β, γ.


 r
u
r

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Capítulo 2: Estática das Partículas 87

 Exercício. A fita mostrada na figura está presa aos pontos A e B, determine


seu comprimento e sua direção, medidos de A para B.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 88

 Vetor Força Orientado ao Longo de uma Reta


 Pode-se definir uma força como um vetor cartesiano pressupondo que ele
tenha a mesma direção e sentido que o vetor posição r orientado do ponto A
para o ponto B na corda.

r

F  F u  F 
 

r
 
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Capítulo 2: Estática das Partículas 89

 Exercício. O homem mostrado na figura puxa a corda com uma força de 350 N.
Represente essa força, que atua sobre o suporte A, como um vetor cartesiano e
determine sua direção.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 90

 Exercício. A cobertura é suportada por cabos, como mostrado. Determine a


intensidade da força resultante que atua em A.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 91

 Exercício 2.86(12Ed). Determine a posição do vetor r direcionado do ponto A


para o ponto B e o comprimento da corda AB. Sendo Z = 4 m..

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Capítulo 2: Estática das Partículas 92

 Exercício 2.97. A porta é mantida aberta por meio de duas correntes. Se a


tensão em AB e CD for FAB = 300 N e FCD = 250 N, respectivamente, expresse
cada uma dessas forças na forma vetorial cartesiana.

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Capítulo 2: Estática das Partículas 93

 Sugestão de exercícios extra-classe:

 Páginas 44 e 45: 2.19, 2.21.

 Páginas 45 a 48: 2.87, 2.89, 2.90, 2.96, 2.104.

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94

Capítulo 3

Equilíbrio de um Ponto Material

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 95

 Equilíbrio de um Ponto Material – 2D

 Uma partícula está em equilíbrio estático quando a resultante das forças


atuantes sobre ela é igual a zero.

 As figuras abaixo apresentam o polígono fechado representando que a


resultante é zero.

Figura. Polígono fechado, ou seja,


resultante das forças é igual a zero.
Figura. Condição de carregamento.

F  0
 Equação de equilíbrio da estática
(duas dimensões):
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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 96

 Primeira Lei de Newton do movimento

“Se a força resultante que atua sobre uma partícula é nula, a partícula

permanecerá em repouso (se originalmente em repouso) ou se moverá a

velocidade constante em linha reta (se originalmente em movimento).”

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 97

 Problemas que envolvem o equilíbrio de uma partícula. Diagramas de


corpo livre.

 Exemplos:

Cabos de aço para fixação de uma torre de


antena celular.
Gancho de içamento de cargas.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 98

 Diagramas de Corpo Livre


 O diagrama de corpo livre representa um esboço do ponto material que mostra
todas as forças que atuam sobre ele.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 99

 Diagramas de Corpo Livre - Molas


 Quando se utilizar uma mola elástica, o comprimento da mola variará em
proporção direta com a força que atua sobre ela.
 A equação da força atuante na mola é apresentada a seguir.

F  k s
Onde:
k = Constante elástica da mola.
s = Deformação da mola.

s  l  l0
Onde:
l = comprimento deformado da mola
l0 = comprimento sem deformação da mola.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 100

 Diagramas de Corpo Livre – Cabos e Polias


 Cabos suportam apenas uma força de tração que atua na direção do mesmo.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 101

 Equações de Equilíbrio
 Se um ponto material estiver submetido a um sistema de várias forças
coplanares e colineares, cada força poderá ser decomposta em componentes x
e y, e para a condição de equilíbrio é necessário que as seguintes condições
sejam atendidas.

F  0
x

F  0
y

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 102

 Exercício Exemplo.
 Determine a tensão nos cabos AB e AD para o equilíbrio do motor de 250kg
mostrado na figura.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 103

 Exercício Exemplo. Diagrama de Corpo Livre

Peso do motor :
P  m  g  250  9,81  2452 N
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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 104

 Exercício Exemplo. Diagrama de Corpo Livre

Peso do motor :
P  m  g  250  9,81  2452 N

Equações de Equilíbrio :
F x  0  TB  cos 30  TD  0 (I)
F y  0  TB  sen30  P  0 (II)

Equação II :
Equação I :
TB  sen30  2452  0
TB  cos 30  TD  0
2452
TB   4904N TD  4904  cos 30  4247N
sen30

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 105

 Exercício 3.1 (10ªEd.). Determine as intensidades de F1 e F2 de modo que o


ponto material P esteja em equilíbrio.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 106

 Exercício 3.8 (10ªEd.). Determine a força necessária nos cabos AB e AC para


suportar o semáforo de 12kg.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 107

 A caixa de 200 kg é suspensa usando as cordas AB e AC. Cada corda


pode suportar uma força máxima de 10 kN antes de se romper. Se AB
sempre permanece horizontal, determine o menor ângulo θ para o qual a
caixa pode ser suspensa antes que uma das cordas se rompa.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 108

 Determine o peso máximo que pode ser sustentado pelo sistema de


correntes da figura de modo a não exceder a uma força de 450 N na
corrente AB e de 480 N na corrente AC.

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Capítulo 2: Estática das Partículas109

 Sugestão de exercícios extra-classe:

 Páginas 67 e 68: 3.1, 3.3, 3.5 e 3.6

 Páginas 68 a 73: 3.1, 3.5, 3.6, 3.8, 3.16

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 110

 Equilíbrio de um Ponto Material – 3D


 Para o Equilíbrio é necessário que:

F  0
  

F x i F y j F Z k 0

F  0 x

F  0 y

F  0 Z

A solução é obtida por um sistema


de três equações e três incógnitas

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 111

 Exercício Exemplo – 3D
 Determine a intensidade e os ângulos diretores da força F necessários para o
equilíbrio do ponto O.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 112

 Exercício Exemplo – 3D. Solução.Determine a intensidade e os ângulos


diretores da força F necessários para o equilíbrio do ponto O.

Determinaç ão das forças :


   
F  Fx i  Fy j  Fz k
 
F1  (400 j ) N
 
F2  (800 k ) N
 
F3  F3  u OB

Vetor Unit ário :


      

r OB  2 i  3 j  6 k  2 i  3 j  6 k
u OB   
rOB 2²  3²  6² 7


 2  3  6    
F3  700  i  j  k   (200 i  300 j  600 k ) N
 7 7 7 
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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 113

 Exercício Exemplo – 3D. Solução. Determine a intensidade e os ângulos


diretores da força F necessários para o equilíbrio do ponto O.

Condição de Equilíbrio :

F  0
   
F1  F2  F3  F  0
       
400 j  800 k  200 i  300 j  600 k  Fx i  Fy j  Fz k  0

Sistema de Equações :
F x  0  200  Fx  0  Fx  200N

F y
 0  400  300  Fy  0  Fy  100N

F z
 0  800  600  Fz  0  Fz  200N

Vetor Força F :
   
F  (200 i  100 j  200 k ) N
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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 114

 Exercício Exemplo – 3D. Solução.


 Determine a intensidade e os ângulos diretores da força F necessários para o
equilíbrio do ponto O.

 
Vetor Força F : Módulo de F :
   
F  (200 i  100 j  200 k ) N F  200²  100²  200²  300N

 200 
  cos    48,19
-1

 300 
-1  100 
  cos     109,47
 300 
-1  200 
  cos    48,19
 300 

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 115

 Exercício 3.41 (10ªEd.). Determine a intensidade e o sentido F1 necessários


para manter o sistema de força concorrente em equilíbrio.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 116

 Exercício 3.42 (10ªEd.). Determine as intensidades de F1, F2 e F3 para uma


condição de equilíbrio do ponto material.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 117

 Exercício 3.43 (10ªEd.). Determine as intensidades de F1, F2 e F3 para uma


condição de equilíbrio do ponto material.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 118

 Exercício 3.44 (10ªEd.). Determine a intensidade e o sentido P necessários


para manter o sistema de força concorrente em equilíbrio.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 119

 Exercício 3.45 (10ªEd.). Os três cabos são usados para suportar a luminária
de 800N. Determine a força desenvolvida em cada cabo para a condição de
equilíbrio.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material 120

 Exercício 3.46 (10ªEd.). Considerando que o cabo AB esteja submetido a uma


força de tração de 700N, determine as forças de tração nos cabos AC e AD e a
intensidade da força vertical F.

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Capítulo 3: Equilíbrio de um Ponto Material121

 Sugestão de exercícios extra-classe:

 Página 79: 3.8, 3.9, 3.11

 Páginas 80 a 82: 3.48, 3.60 ,3.67

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122

Capítulo 4

Resultante de
Sistemas de Forças

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Capítulo 4: Resultante de Sistemas de Forças 123

Objetivos do capítulo

 Discutir o conceito do momento de uma força e


mostrar como calcular esse momento em duas e
três dimensões.

 Apresentar um método para obtenção do


momento de uma força em relação a um eixo
específico.

 Definir o momento de um binário.

 Apresentar métodos para a determinação das


resultantes de sistemas de forças não
concorrentes.

 Mostrar como converter uma carga distribuída


simples em uma força resultante e seu ponto de
aplicação.
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Capítulo 4: Resultante de Sistemas de Forças 124

 Momento de uma Força


 O momento de uma força em relação a um ponto ou a um eixo fornece uma
medida da tendência dessa força de provocar uma rotação de um corpo em
torno do ponto ou do eixo.

Momento – Eixo z Momento – Eixo x Não há Momento no tubo

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Capítulo 4: Resultante de Sistemas de Forças 125

 Momento de uma Força

 Quanto maior a força ou a distância (braço de momento), maior é o efeito da


rotação.

 A tendência de rotação também é chamada de torque, momento de uma força


ou simplesmente momento.

 Para problemas em duas dimensões é mais conveniente se utilizar uma


formulação escalar e para problemas em três dimensões a formulação vetorial
é mais conveniente.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 126

 Momento de uma Força: Formulação Escalar

 Momento é uma grandeza vetorial, possui intensidade direção e sentido.

 Intensidade

M o  F .d

 Direção e Sentido

Convenção de sinais:
Segue a regra da mão direita
Rotação no sentido horário – Momento negativo
Rotação no sentido anti-horário – Momento positivo

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 127

 Momento de uma Força: Formulação Escalar

 Momento resultante de um sistema de forças coplanares

MR  o  F.d
 Momentos Positivos = Sentido anti-horário

 Momentos Negativos = Sentido horário

M R  F1 .d1  F2 .d 2  F3 .d 3
o

 Desse modo, se o resultado numérico for um escalar positivo, será um


momentos no sentido anti-horário (para fora da página) e vice-versa.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 128

Em geral,

M  F .d

 Onde d é o braço de momento ou a distância perpendicular do ponto no eixo


do momento até a linha de ação da força.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 129

 Exercício Exemplo

Determine o momento da força em relação ao ponto O em cada caso ilustrado nas


figuras.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 130

 Exercício Exemplo

Determine o momento da força em relação ao ponto O em cada caso ilustrado nas


figuras.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 131

 Exercício Exemplo

Determine o momento da força em relação ao ponto O em cada caso ilustrado nas


figuras.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 132

 Exercício

Determine os momentos da força de 800 N que atua sobre a estrutura na Figura


abaixo em relação aos pontos A, B, C e D.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 133

 Exercício

Determine o momento resultante das quatro forças que atuam na haste mostrada
da figura abaixo em relação ao ponto O.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 134

 Princípio dos Momentos

Chamado também de Teorema de Varignon.

“O momento de uma força em relação a um ponto é igual à soma dos momentos


das componentes da força em relação ao mesmo ponto”.

Para problemas bidimensionais, podemos usar esse princípio decompondo a força


em suas componentes retangulares e, depois, determinar o momento usando uma
análise escalar. Logo,

M O   Fx . y  Fy .x

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 135

 Exercício

Determine o momento da força de 200N em relação ao ponto A.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 136

 Exercício

Determine o momento da força de 400N em relação ao ponto O.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 137

 Exercício 4.4 (10ª Ed.). Determine a intensidade, a direção e o sentido do


momento da força em A em relação ao ponto O.
 Exercício 4.5 (10ª Ed.). Determine a intensidade, a direção e o sentido do
momento da força em A em relação ao ponto P.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 138

 Exercício 4.6 (10ª Ed.). Determine a intensidade, a direção e o sentido do


momento da força em A em relação ao ponto O.
 Exercício 4.7 (10ª Ed.). Determine a intensidade, a direção e o sentido do
momento da força em A em relação ao ponto P.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 139

 Exercício 4.10. A chave de boca é usada para soltar o parafuso. Determine o


momento de cada força em relação ao eixo do parafuso que passa através do
ponto O.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças140

 Sugestão de exercícios extra-classe:

 Página 96: 4.2 a 4.8

 Páginas 97 a 99: 4.4, 4.14, 4.17, 4.18

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 141

 Formulação do Vetor Cartesiano


 Pode ser utilizada para obter o produto vetorial de qualquer par de vetores
unitários cartesianos.

       
i j  k ik   j i i  0
       
j k  i j i   k j j  0
       
k i  j k j   i k k  0

  
i j k
 
A B  Ax Ay Az
Bx By Bz

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 142

 Momento de uma Força: Formulação Vetorial


 O momento de uma força em relação a um ponto pode ser determinado
através da aplicação das regras de produto vetorial.
 A regra do produto vetorial para o cálculo de momentos geralmente é aplicada
para sistemas em três dimensões.

  
M o  r F   
i j k
  
M O  r  F  rx ry rz
Fx Fy Fz

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 143

 Momento de uma Força: Formulação Vetorial


 Intensidade

M o  rFsen  F rsen    Fd
 O ângulo θ é medido entre as origens de r e F.
 Para definir este ângulo, r deve ser tratado como um vetor deslizante.
 Braço do momento d = r senθ

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 144

 Momento de uma Força: Princípio da Transmissibilidade

      
M o  r1 F  r2  F  r3  F

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 145

 Momento resultante de um sistema de força

  
M RO   ( r  F )

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 146

 Exercício 4.34 (10ª Ed.). Determine o momento da força F em A relativamente


ao ponto O. Expresse o resultado como um vetor cartesiano.

 Exercício 4.35 (10ª Ed.). Determine o momento da força F em A relativamente


ao ponto P. Expresse o resultado como um vetor cartesiano.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 147

 Exercício Exemplo 4.4 (10ª Ed.). O poste mostrado está sujeito a uma força
de 60N na direção de C para B. Determine a intensidade do momento criado
por essa força em relação ao suporte no ponto A.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 148

 Exercício 4.36 (10ª Ed.). Determine o momento da força F em A relativamente


ao ponto O. Expresse o resultado como um vetor cartesiano.

 Exercício 4.37 (10ª Ed.). Determine o momento da força F em A em relação


ao ponto P. Expresse o resultado como um vetor cartesiano.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 149

 Exercício 4.40 (10ª Ed.). A força F = {600i + 300j – 600k} N atua na


extremidade da viga. Determine o momento da força em relação ao ponto A.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 150

 Exercício 4.39 (10ª Ed.). O bastão curvado se estende no plano x-y e tem uma
curvatura de 3m. Sabendo que a força F é igual a 80N, determine o momento
dessa força em relação ao ponto B.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 151

 Momento de um Binário

 Um binário é definido como duas forças paralelas de mesma intensidade,


sentidos opostos e separadas por uma distância d.

 O efeito de um binário é proporcionar rotação ou tendência de rotação em um


determinado sentido.

Formulação Escalar Formulação Vetorial


  
M  F d M RO  (r F)
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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 152

 Momento de um Binário


   

M  rA    F   rB  F
 

  
M   rB  rA    F 
   

Mas :
     
rB  rA  r  r  rB  rA

Logo :
  
M  r F
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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 153

 Binários Equivalentes

 Dois binários são ditos equivalentes se produzem o mesmo momento.


 O momento resultante de dois binários é obtido pela soma dos binários.

NotaçãoEscalar
MR   F  d 
NotaçãoVetorial
  
MR  (r F)

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 154

 Exercício Exemplo. Um binário atua nos dentes da engrenagem mostrada na


figura. Substitua esse binário por um equivalente, composto por um par de
forças que atuam nos pontos A e B.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 155

 Solução..
Cálculo das forças :
M  F d
24  F  0,2
24
F  120 N
0,2
Momentodo binário :
M  F d
M  40  0,6
M  24 Nm

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 156

 Exercício Exemplo. Determine o momento de binário que age no elemento


mostrado na figura abaixo.

M D  120(0)  90(2)  90(5)  120(1)  390lb  pés


M A  90(3)  120(1)  390lb  pés

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 157

 Exercício. Determine o momento de binário resultante dos três binários agindo


sobre a chapa na figura abaixo.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 158

 Exercício. Determine a intensidade e a direção do momento de binário agindo


sobre a engrenagem na figura abaixo.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 159

 Exercício 4.69 (10ª Ed.). Determine a intensidade, a direção e o sentido do


momento de binário.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 160

 Exercício 4.70 (10ª Ed.). Se o momento de binário tem intensidade de 250


Nm, determine a intensidade F das forças que o compõem.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 161

 Exercício 4.71 (10ª Ed.). Determine a intensidade, a direção e o sentido do


momento de binário. Cada força tem intensidade F = 8 kN.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 162

 Exercício 4.81. As extremidades da chapa triangular estão sujeitas a três


binários. Determine a dimensão d da chapa de modo que o momento de
binário resultante seja 350N.m no sentido horário.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 163

 Exercício 4.82 (10ª Ed.). Dois binários atuam na viga mostrada na figura.
Determine a intensidade de F de modo que o momento de binário resultante
seja 300 lb.pés no sentido anti-horário.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças164

 Sugestão de exercícios extra-classe:

 Página 113: 4.19 a 4.22.

 Páginas 115: 4.80, 4.84

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 165

 Redução de um Carregamento Distribuído Simples


 Algumas vezes, um corpo pode estar sujeito a um carregamento que está
distribuído sobre sua superfície.

Pressão do vento sobre a Pressão da água dentro de um


superfície de um outdoor tanque

Peso da areia sobre piso de


uma caixa de armazenamento

 Carregamento uniforme ao longo de um único eixo


 É o tipo mais comum de carga distribuída encontrado na prática de engenharia.

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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 166

 Intensidade da força resultante


 A intensidade da força resultante é equivalente a soma de todas as forças
atuantes no sistema e em muitos casos deve ser calculada por integração, uma
vez que existem infinitas forças atuando sobre o sistema.
 A força resultante é igual a área total sob o diagrama de carregamento.

  FR   F FR  
L 
w( x).dx  dA  FR  A
A
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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 167

 Posição da força resultante


 A localização da linha de ação da força resultante em relação ao eixo x pode
ser determinada pela equação de momentos da força resultante e da
distribuição de forças em relação ao ponto O.
 A força resultante tem uma linha de ação que passa pelo centróide da área
definida pelo diagrama de carregamento.

M RO   M O

x .FR   x.w( x).dx 

x
 x.w( x).dx  x.dA
L
 A
L
 w( x).dx  dA
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L A Mecânica Aplicada
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Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças 168

Redução de um sistema simples de cargas distribuídas

Força resultante:

FR   w( x).dx
L

Posição em relação ao
referencial:


x
 x.w( x).dx
L

 w( x).dx L

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Capítulo 4: Resultante de Sistemas de Forças 169

 Exemplo de um Carregamento Distribuído

Carga distribuída aplicada ao longo de um Carga concentrada equivalente posicionada


comprimento igual a b. a uma distância (a+b/2) em relação a um
referencial.

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Capítulo 4: Resultante de Sistemas de Forças 170

Exercício Exemplo. Determine a intensidade e a posição da força resultante


equivalente que agem sobre o eixo.

1
L 
FR  w( x).dx  A  ab
3
2m  (240 N/m)
FR   160 N
3


x
 x.w( x).dx 3
L
 a
 w( x ).dx
L
4
 3
x  (2m)  1,5 m
4

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Capítulo 4: Resultante de Sistemas de Forças 171

Exercício Exemplo. Um material granular gera um diagrama de carregamento


sobre a viga, conforme mostrado na figura. Determine o módulo e a localização da
força resultante equivalente dessa carga.

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Capítulo 4: Resultante de Sistemas de Forças 172

Solução.

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Capítulo 4: Resultante de Sistemas de Forças 173

Solução.

 1 1
1 1
F1  Atriângulo  bh  (9)(50)  225 lb x1  h  (9)  3 pés
2 2 3 3
F2  Aretângulo  bh  (9)(50)  450 lb  1
x2  (9)  4,5 pés
2
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Capítulo 4: Resultante de Sistemas de Forças 174

Solução.


F1  225 lb x1  3 pés

F2  450 lb x2  4,5 pés

Podemos determinar a posição de

  FR   F
FR com referência ao ponto A.
MR  MA
FR  225  450  675 lb _
 x(675)  3(225)  4,5(450 )
_
x  4 pés
Mecânica Aplicada
Referência. HIBBELER, R.C. Estática: Mecânica para Engenharia. Pearson Prentice-Hall. Profª. Evelyn Batista de Bortoli
Capítulo 4: Resultante de Sistemas de Forças 175

 Exercício 4.144 (10ª Ed.). Substitua o carregamento mostrado por uma única
força resultante e especifique sua localização sobre a viga em relação ao ponto
O.

Mecânica Aplicada
Referência. HIBBELER, R.C. Estática: Mecânica para Engenharia. Pearson Prentice-Hall. Profª. Evelyn Batista de Bortoli
Capítulo 4: Resultantes de Sistemas de Forças176

 Sugestão de exercícios extra-classe:

 Página 137: 4.37 a 4.42

 Páginas 138 a 139: 4.142 a 4.144, 4.146, 4.154.

Mecânica Aplicada
Referência. HIBBELER, R.C. Estática: Mecânica para Engenharia. Pearson Prentice-Hall. Profª. Evelyn Batista de Bortoli