You are on page 1of 3

Roteiro – Estruturas de Mercado

0. Preliminares: uma perspectiva histórica


 Teóricos do século XIX e XX como Smith e Ricardo, defesa do livre comércio
 Perdem força as teorias: vide 1929 com o crash. Keynesianismo
 Movimento de concentração de mercados: participação mais forte do estado na
economia: Japão (Keiretsu), Alemanha (dirigismo estatal, Otto Von Bismark,
welfare estate), Coréia do Sul (Chaebols)
 Teorias econômicas também nos estados unidos: Sherman Act (1895)
 BRASIL:
o Constituição de 1946: Agamenon Guimarães – repressão do poder político
na esfera econômica por meio de empresários nacionais e gringos em prol
do Estado e do consumidor. Tripé, constituição indevida da posição
dominante, abuso de posição dominante e concorrência desleal
o 1967 e 1969: Governo Militar – reorientação. Chamada do capital
estrangeiro para desenvolvimento econômico. Não fazia sentido aplicar a
rigor a lei brasileira de proteção.
o Constituição de 1988: dualismo. Uns argumentam que o tema da
concorrência passou a margem da CF. Outro não concordam. Vamos trazer
rapidamente os Art 170, 219 e 173 da CF/88. Falar da Lei.8884/94 que dá
maior autonomia ao CADE. Chegando até os dias de hoje, Lei 12.529/11.

1. Abertura da disciplina
Puxar o gancho do conteúdo de custos que vimos anteriormente. Mencionar que o
conceito de custos, margem, lucro são fatores importantes que permearão a discussão
dos processos que são julgados no CADE (veremos adiante quando formos revisar a
legislação sobre defesa da concorrência e o “fluxo” padrão das análises dos processos
no CADE).
Sobre a introdução, começarmos com o slide dos fabricantes de carro. A idéia é
mostrar que na verdade temos a ilusão de termos uma opção livre, mas estamos
presos aos poucos fabricantes globais. Idem para os bens de consumo. Trazemos as
manchetes para reforçar a relevância do conteúdo no mundo prático e para o Direito.
Para fechar a introdução, uma explicação sobre os fatores que impactam a dinâmica
de mercados e perguntar a eles se saberiam dar exemplos práticos de cada um desses
fatores.

2. Concorrência Perfeita
Explicação do conceito. Depois, fazê-los pensar se existe alguma estrutura de mercado
de concorrência perfeita. Seria utópico ou possível? Podemos dizer que no mundo
moderno é possível. Recordei-me do mercado de câmbio, criptomoedas, leilão
eletrônico (todos, guardadas as devidas proporções, mas que possuem traços fortes
desta estrutura de mercado). Se lembrar de outras me avise. Depois explico o gráfico
da concorrência perfeita.
3. Monopólio
Mostrar o conceito, dar muitos exemplos. Reforçar o conceito da barreira de entrada
com os exemplos que coloquei. Correios (natural, do governo), Patentes (SAAB – caças
Gripen NG, defesa nacional e Novo Nordisk – única do mundo com a patente de um
medicamento pra diabetes feita de enzima animal sintetizada) e o Nióbio, no qual o
Brasil detem 90% das reservas. Para fechar Monopólio, deixar a classe se dividir em
grupos para discutir se monopólios são bons ou ruins a luz dos casos dos correios e da
Petrobras. Aqui vc pode colocar o viés que quiser. O meu viés é de que o monopólio
pode ser bom e desejável em alguns casos como o da Petro.

4. Oligopólio
Já na abertura, mostrar a figura que trata do mercado de Telecom, um oligopólio.
Explicar o conceito, falar sobre os cartéis que são formas de oligopólio. Pode até citar o
narcos. Comentar sobre OPEP e já fazer o gancho para o Dilema do Prisioneiro,
mostrando que esta estrutura no longo prazo tende a ser instável por conta da
estratégia dominante.

5. Concorrência monopolística
Só conceitual

6. Fatores de produção
Explicar monopsônio com base na Vale e Petrobras, especialmente sobre a Vale
quando ela vai instalar uma unidade em lugares inóspitos e “rouba” Mao de obra
criando um monopsônio no mercado de trabalho.
Oligopsônio: sob a ótica das montadoras, mercado de obras de artes, etc.
Monopólio bilaterail: retomando o conceito do nióbio, mas agora conectando com a
produção de turbinas para avião, de controle da GE.

7. CADE (onde o bicho pega e onde será mais divertido)


Explicar alguns dispositivos importantes na Lei 12.529/11 que a principal que rege a
defesa da concorrência e reformou a atuação do CADE.
Exceto o primeiro que fala sobre as disposições gerais, todos os demais slides serão
explorados do ponto de vista econômico. A idéia é fazer com que eles consigam
associar as ideias econômicas que passamos até agora com o trazido pela Lei. Aqui
vamos mostrar o quanto economia e direito devem conversar e conversam. Conceitos
como a livre concorrência, dominação de mercado, aumento de lucros, exercício de
forma abusiva do domínio de mercado são essencialmente conceitos econômicos.
(aqui dá para brincar bastante). Veja no slide que falamos sobre posição dominante,
mercado relevante, etc que o conceito não é engessado e precisamos de um exercício
econômico para chegar nas definições. Aqui está o segredo.

ETAPAS SEGUIDAS PELO CADE:


i) Definição do mercado relevante:
a. Mercado produto: produto ou serviço que concorre naquele mercado
b. Mercado geográfico: área do território
c. Ótica da demanda e da oferta: regra geral, quase sempre olha pra
demanda (pelo conceito da elasticidade). Commodity: sem diversificação,
o que conta é o preço. Apple: inelástico.
ii) Parecela do Mercado - Entrada e Rivalidade: para entender o conceito de
entrada, trazer alguns mercados que possuem barreira de entrada grande, por
exemplo, seguros, petróleo e gás, infra. Calcular particpação de mercado

Dos atos de concentração (Art.88 a 91), importante pois é uma das grandes mudanças
em relação à legislação anterior (Lei 8884/94) que tinha um postura ex-post e agora o
processo é ex-ante. É um grande ganho. Tem um parágrafo polêmico, que é a exceção
criada para lei na apreciação e aprovação dos atos de concentração (a Jaboticaba
brasileira). Este polêmico parágrafo é que será a base e objeto de discussão do nosso
case.

Sobre o case: vou trazer excertos das decisões e dos autos do processo da Nestle /
Garoto onde as empresas, para tentarem se safar da questão da concentração de
mercado, invocam esse polêmico parágrafo. Aí está a semente do mal da criatividade
econômica fazendo conta de chegada para justificar o ato de concentração. As
empresas podem justificar qualquer coisa aqui. Que os consumidores se beneficiarão
por baixar preços, pois agora a empresa terá ganhos de produtividade (de escala), que
agora com os canais de distribuição mais pessoas terão acesso e blá bla´blá, São
explicações mercadológicas. O problema é que fica muito difícil comprovar relamente
esses ganhos e a análise pós-aprovação não é feita corretamente. E aí é que entra o
case Ambev, onde a compra das marcas foram todas aprovadas, mas veja, tivemos
ganho ou benefício vertido para o consumidor? Deixo as conclusões para os alunos e
para você! RS. Mas tomando uma Heineken, por favor....