You are on page 1of 1218

Tribunal de Contas da União

Secretaria das Sessões

ATA Nº 43, DE 28 DE OUTUBRO DE 2015

- SESSÃO ORDINÁRIA -

PLENÁRIO

APROVADA EM 4 DE NOVEMBRO DE 2015


PUBLICADA EM 6 DE NOVEMBRO DE 2015

ACÓRDÃOS Nºs 2669 a 2709 e 2710 a 2756


2

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

ATA Nº 43, DE 28 DE OUTUBRO DE 2015


(Sessão Ordinária do Plenário)

Presidente: Ministro Aroldo Cedraz


Representante do Ministério Público: Procurador-Geral Paulo Soares Bugarin
Secretário das Sessões: AUFC Luiz Henrique Pochyly da Costa
Subsecretária do Plenário: AUFC Marcia Paula Sartori

À hora regimental, a Presidência declarou aberta a sessão ordinária do Plenário, com a presença dos
Ministros Benjamin Zymler, Augusto Nardes, Raimundo Carreiro, José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e
Vital do Rêgo, dos Ministros-Substitutos Augusto Sherman Cavalcanti (convocado para substituir o
Ministro Walton Alencar Rodrigues), Marcos Bemquerer Costa (convocado para substituir a Ministra Ana
Arraes), André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira e do Procurador-Geral Paulo Soares Bugarin.
Ausentes, em férias, o Ministro Walton Alencar Rodrigues e a Ministra Ana Arraes.

HOMOLOGAÇÃO DE ATA

O Tribunal Pleno homologou a Ata nº 42, referente à sessão ordinária realizada em 21 de outubro
(Regimento Interno, artigo 101).

PUBLICAÇÃO DA ATA NA INTERNET

Os anexos desta ata, de acordo com a Resolução nº 184/2005, estão publicados na página do Tribunal
de Contas da União na Internet (www.tcu.gov.br).

COMUNICAÇÕES (v. inteiro teor no Anexo I a esta Ata)

Da Presidência:

Apresentação dos resultados alcançados pelo TCU no período de planejamento encerrado em


setembro último;
Eleição do TCU para presidir o Comitê de Criação de Capacidades da Organização Latino-Americana
e do Caribe de Entidades Fiscalizadoras Superiores (Olacefs), para o triênio 2016-2018;
Realização do “Seminário Internacional - Governança e Desenvolvimento: Práticas Inovadoras e o
Papel do Controle Externo”, no qual será lançado o segundo produto do estudo internacional TCU-OCDE:
Supreme Audit Institutions: External oversight, insight and foresight;
Apresentação de projeto de portaria que disporá sobre as orientações dirigidas às unidades prestadoras
de contas quanto à elaboração do conteúdo dos Relatórios de Gestão e de informações suplementares
referentes ao exercício de 2015 e sobre a operacionalização do Sistema de Prestação de Contas
disponibilizado pelo Tribunal. Foi aberto prazo de 15 dias para a apresentação de emendas e sugestões;
Cumprimentos a todos os servidores públicos, especialmente aos colegas desta Casa, distribuídos por
todo o território nacional, pelo transcurso do dia do servidor público;
Participação da conferência Predict Analytics World for Government 2015, evento estruturado para
ajudar líderes e gestores de agências governamentais e órgãos públicos a aplicarem as mais modernas
tecnologias de modelagem preditiva no cumprimento de suas missões. Na oportunidade, o Ministro-
Substituto Augusto Sherman Cavalcanti informou sua participação em reunião com equipe da Segecex e da
Seginf e destacou as iniciativas que o Tribunal vem adotando para adequar sua atuação aos desafios e às
oportunidades que se apresentam diante das novas tecnologias, especialmente no que se refere à análise
preditiva de dados. O Ministro Benjamin Zymler e os Ministros-Substitutos André Luís de Carvalho e
3

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Weder de Oliveira associaram-se à manifestação e parabenizaram a Presidência, que agradeceu os


cumprimentos.

Do Ministro Bruno Dantas:

Proposta, aprovada pelo Plenário, de determinar à Segecex que autue processo de acompanhamento
da possível contaminação por urânio em águas de consumo humano no município de Lagoa Real, no interior
da Bahia, a qual decorreria da atuação da estatal Indústrias Nucleares do Brasil.

Do Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti, em substituição ao Ministro Walton Alencar


Rodrigues:

Apresentação de projeto de resolução que altera a Resolução-TCU nº 146, que dispõe sobre
implementação da Gratificação de Desempenho dos integrantes da Carreira de Especialista do Tribunal de
Contas da União. Foi aberto prazo de 15 dias para a apresentação de emendas e sugestões.

SORTEIO ELETRÔNICO DE RELATOR DE PROCESSOS

De acordo com o parágrafo único do artigo 28 do Regimento Interno e nos termos da Portaria da
Presidência nº 9/2011, entre os dias 22 e 28 de outubro, foi realizado sorteio eletrônico dos seguintes
processos:

Processo: 020.297/2014-9
Interessado: Instituto Nacional do Seguro Social
Motivo do sorteio: Impedimento - Art. 111 e 151, inciso II do R.I.
Tipo do sorteio: Sorteio de Relator de Processos - Plenário
Relator sorteado: Ministro BRUNO DANTAS

Processo: 025.278/2015-0
Interessado: Fábio Moreira Fabrini
Motivo do sorteio: Impedimento - Art. 111 e 151, inciso II do R.I.
Tipo do sorteio: Recurso da Lei de Acesso à Informação
Relator sorteado: Ministro RAIMUNDO CARREIRO

Processo: 035.498/2011-0
Interessado: Não há
Motivo do sorteio: Revisão de ofício - questão de ordem - Ata 33/2006-P
Tipo do sorteio: Sorteio de Relator de Processos - Plenário
Relator sorteado: Ministro JOSÉ MÚCIO MONTEIRO

Processo: 025.278/2015-0
Interessado: Fábio Moreira Fabrini
Motivo do sorteio: Impedimento - Art. 111 e 151, inciso II do R.I.
Tipo do sorteio: Recurso da Lei de Acesso à Informação
Relator sorteado: Ministro WALTON ALENCAR RODRIGUES

Recurso: 003.112/2001-9/R001
Recorrente: Wigberto Ferreira Tartuce
Motivo do sorteio: Recurso de revisão
Relator sorteado: AUGUSTO NARDES
4

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Recurso: 015.844/2003-0/R001
Recorrente: Alfredo Fernandes Neto
Motivo do sorteio: Recurso de revisão
Relator sorteado: VITAL DO RÊGO

Recurso: 009.261/2005-9/R001
Recorrente: CONCEICAO DE MARIA COSTA SOARES
Motivo do sorteio: Pedido de reexame
Relator sorteado: AUGUSTO NARDES

Recurso: 020.477/2007-2/R001
Recorrente: Heberth Gualberto de Souza
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
Relator sorteado: RAIMUNDO CARREIRO

Recurso: 030.632/2007-5/R001
Recorrente: JOSÉ ROBERTO DE PAIVA MARTINS
Motivo do sorteio: Pedido de reexame
Relator sorteado: BRUNO DANTAS

Recurso: 006.478/2009-6/R001
Recorrente: Fernando Jorge Carrera Saldanha Filho
Motivo do sorteio: Pedido de reexame
Relator sorteado: WALTON ALENCAR RODRIGUES

Recurso: 008.216/2010-0/R001
Recorrente: CONSÓRCIO EMSA/M.MARTINS
Motivo do sorteio: Pedido de reexame
Relator sorteado: RAIMUNDO CARREIRO

Recurso: 026.136/2010-4/R001
Recorrente: ENTIDADES/ÓRGÃOS DO GOVERNO DO ESTADO DO PIAUÍ
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
Relator sorteado: VITAL DO RÊGO

Recurso: 003.835/2011-1/R001
Recorrente: Evaldo Costa Gomes
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
Relator sorteado: VITAL DO RÊGO

Recurso: 009.587/2011-0/R002
Recorrente: Eduardo Tarcísio Brito Targino
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
Relator sorteado: BENJAMIN ZYMLER

Recurso: 009.587/2011-0/R003
Recorrente: Paulo Roberto de Albuquerque Garcia Coelho
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
Relator sorteado: BENJAMIN ZYMLER
5

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Recurso: 009.587/2011-0/R004
Recorrente: OSM CONSULTORIA E SISTEMAS LTDA.
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
Relator sorteado: BENJAMIN ZYMLER

Recurso: 011.876/2011-5/R001
Recorrente: MAURÍCIO CALIXTO DA CRUZ
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
Relator sorteado: VITAL DO RÊGO

Recurso: 019.532/2011-3/R001
Recorrente: Varley Gonçalves Ferreira
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
Relator sorteado: AUGUSTO NARDES

Recurso: 019.532/2011-3/R002
Recorrente: Genailzo Alves Chalegra
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
Relator sorteado: AUGUSTO NARDES

Recurso: 003.201/2012-0/R002
Recorrente: Antonio Carlos Rosa de Oliveira Junior
Motivo do sorteio: Pedido de reexame
Relator sorteado: WALTON ALENCAR RODRIGUES

Recurso: 042.024/2012-9/R001
Recorrente: ÁGERE - COOPERAÇÃO EM ADVOCACY/IRADJ ROBERTO EGHRARI/GUITTY
MASROUR MILANI
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
Relator sorteado: RAIMUNDO CARREIRO

Recurso: 003.478/2013-0/R001
Recorrente: MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL
Motivo do sorteio: Pedido de reexame
Relator sorteado: WALTON ALENCAR RODRIGUES

Recurso: 021.241/2013-9/R001
Recorrente: Gioconda Santos E Souza Martinez
Motivo do sorteio: Pedido de reexame
Relator sorteado: BENJAMIN ZYMLER

Recurso: 026.058/2013-8/R001
Recorrente: Maria Lúcia Cardoso
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
Relator sorteado: JOSÉ MÚCIO MONTEIRO

Recurso: 003.372/2014-6/R003
Recorrente: CONSTRUTORA PARICA LTDA - ME
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
6

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Relator sorteado: VITAL DO RÊGO

Recurso: 003.372/2014-6/R004
Recorrente: Anderson José de Souza
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
Relator sorteado: VITAL DO RÊGO

Recurso: 010.139/2014-1/R001
Recorrente: Paulo Maia de Souza Valente
Motivo do sorteio: Pedido de reexame
Relator sorteado: JOSÉ MÚCIO MONTEIRO

Recurso: 010.139/2014-1/R002
Recorrente: Fernando Alves do Nascimento
Motivo do sorteio: Pedido de reexame
Relator sorteado: JOSÉ MÚCIO MONTEIRO

Recurso: 014.511/2014-2/R001
Recorrente: IQUEILA MOURA VIEIRA
Motivo do sorteio: Pedido de reexame
Relator sorteado: JOSÉ MÚCIO MONTEIRO

Recurso: 016.854/2014-4/R003
Recorrente: Pedro Ricardo da Silva
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
Relator sorteado: VITAL DO RÊGO

Recurso: 017.230/2014-4/R001
Recorrente: Raimundo Tarcisio Macedo
Motivo do sorteio: Pedido de reexame
Relator sorteado: JOSÉ MÚCIO MONTEIRO

Recurso: 023.216/2014-0/R001
Recorrente: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais
Motivo do sorteio: Pedido de reexame
Relator sorteado: JOSÉ MÚCIO MONTEIRO

Recurso: 023.216/2014-0/R002
Recorrente: REGIANE CRISTINA MAGALHÃES
Motivo do sorteio: Pedido de reexame
Relator sorteado: JOSÉ MÚCIO MONTEIRO

Recurso: 025.744/2014-3/R001
Recorrente: Romildes Oliveira Rios Machado
Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração
Relator sorteado: BRUNO DANTAS

Recurso: 001.239/2015-5/R001
Recorrente: Deivson Oliveira Vidal/INSTITUTO MUNDIAL DE DESENVOLVIMENTO E DA
CIDADANIA - IMDC
7

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Motivo do sorteio: Recurso de reconsideração


Relator sorteado: BRUNO DANTAS

SUSTENTAÇÕES ORAIS

Na apreciação do processo nº TC-011.620/2012-9, cujo relator é o Ministro-Substituto Marcos


Bemquerer Costa, os Drs. Léo da Silva Alves e Antony Araújo Couto produziram sustentação oral em nome
de Waldir Ronaldo Rodrigues e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo,
respectivamente.
Na apreciação do processo nº TC-018.515/2014-4, cuja relatora é a Ministra Ana Arraes, a
Presidência indeferiu o pedido de sustentação oral apresentado pela Dra. Tatiane Rodrigues Soares, uma vez
que o § 9º do artigo 168 do Regimento Interno veda sua realização na apreciação de agravo.
Na apreciação do processo nº TC-014.846/2014-4, cujo relator é o Ministro-Substituto Marcos
Bemquerer Costa e o revisor, o Ministro-Substituto André Luís de Carvalho, a Presidência indeferiu os
pedidos de sustentação oral apresentados pela Dra. Marina Santana Oliveira de Sá e pelo Dr. Ricardo
Barretto de Andrade, uma vez que o processo já se encontra em fase de votação (pedido de vista formulado
com base no art. 119 do RI).
Na apreciação do processo nº TC-010.405/2006-1, cujo relator é o Ministro Raimundo Carreiro, a
Presidência indeferiu o pedido de sustentação oral apresentado pelo Dr. Rafael Resende de Andrade, por ser
intempestivo.
Na apreciação do processo nº TC-015.753/2010-7, cujo relator é o Ministro Vital do Rêgo, o Dr.
Rodrigo Jansen compareceu para produzir sustentação oral autorizada pela Presidência, em nome da
Construtora Queiroz Galvão S.A. Em razão da exclusão do processo de pauta, a sustentação oral não foi
realizada.

PROSSEGUIMENTO DE VOTAÇÃO

Nos termos do § 3º do art. 119 do Regimento Interno, deu-se prosseguimento à votação do processo nº
014.846/2014-5 (Ata nº 24/2015) e o Plenário aprovou o Acórdão nº 2712, sendo vencedora a proposta do
relator, Ministro-Substituto Marcos Bemquerer Costa.

CONVOCAÇÃO DE SESSÃO EXTRAORDINÁRIA

Durante a discussão do processo nº TC-005.214/2009-3, o Plenário decidiu pela realização de sessão


para apreciação exclusiva dos processos nºs 011.101/2003-6 e 007.822/2005-4, que tratam da prescrição da
pretensão punitiva. A Presidência convocou, então, com fundamento no art. 28, inc. VII, do Regimento
Interno, Sessão Extraordinária para o dia 11 de novembro, às 10 horas.

ALTERNÂNCIA NA PRESIDÊNCIA

Durante a discussão do processo nº TC-011.620/2012-9, o Ministro Raimundo Carreiro assumiu a


Presidência dos trabalhos.

PEDIDOS DE VISTA

Com base no artigo 112 do Regimento Interno, foi adiada a discussão do processo nº TC-
027.492/2013-3, cujo relator é o Ministro Benjamin Zymler, em função de pedido de vista formulado pelo
Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti.
Com base no artigo 119 do Regimento Interno, foi suspensa a votação do processo nº TC-
005.214/2009-3, cujo relator é o Ministro Raimundo Carreiro, em função de pedido de vista formulado pelo
8

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Ministro Benjamin Zymler. O relator votou no sentido de conhecer dos Pedidos de Reexame para, no
mérito, dar-lhe provimento e tornar insubsistentes os itens 9.2, 9.3 e 9.4 do Acórdão 1.546/2012-TCU-
Plenário. O relatório, o voto e a minuta de Acórdão constam do Anexo III desta Ata.

PROCESSOS EXCLUÍDOS DE PAUTA

Foram excluídos de pauta, nos termos do artigo 142 do Regimento Interno, os seguintes processos:

TC-009.210/2015-6, TC-012.544/2011-6, TC-013.719/2015-7, TC-017.928/2015-0, TC-


024.597/2008-7, TC-024.950/2014-9, TC-025.459/2015-5 e TC-026.089/2015-7, cujo relator é o Ministro
Walton Alencar Rodrigues;
TC-008.467/2005-9, cujo relator é o Ministro Benjamin Zymler;
TC-030.711/2011-8, cujo relator é o Ministro Benjamin Zymler, a pedido do 2º revisor (art. 119),
Ministro Vital do Rêgo;
TC-010.405/2006-1, TC-025.512/2015-3 e TC-044.735/2012-0, cujo relator é o Ministro Raimundo
Carreiro;
TC-020.008/2010-4, cujo relator é o Ministro Bruno Dantas;
TC-015.753/2010-7, cujo relator é o Ministro Vital do Rêgo;
TC-008.959/2015-3, cujo relator é o Ministro-Substituto André Luís de Carvalho; e
TC-024.796/2014-0, cujo relator é o Ministro-Substituto Weder de Oliveira.

PROCESSOS APRECIADOS POR RELAÇÃO

O Tribunal Pleno aprovou as relações de processos a seguir transcritas e proferiu os Acórdãos de nºs
2669 a 2709.

RELAÇÃO Nº 52/2015 – Plenário


Relator – Ministro BENJAMIN ZYMLER

ACÓRDÃO Nº 2669/2015 - TCU - Plenário

Vistos, relacionados e discutidos estes autos de recurso de reconsideração, interposto pela


empresa Britto Construtora Ltda. contra o Acórdão 2.875/2014-Plenário, por meio do qual esta Corte
negou provimento aos recursos de reconsideração opostos pelos Srs. Marco Aurélio Saber de Lima e
Annerita de Lima Menezes, bem como pela empresa Britto Construtora Ltda. contra o Acórdão
3.059/2011-Plenário, com redação dada pelo Acórdão 2.807/2013-Plenário;
Considerando que o presente recurso não foi conhecido pelo Tribunal, conforme Acórdão
5.250/2015-1ª Câmara;
Considerando que, na pauta da sessão de julgamento, publicada no DOU em 11/9/2015, não
constou o nome da advogada da empresa Britto Construtora Ltda., Sra. Mariana Pereira de Sá
(OAB/GO 30.090 – procuração à peça 204);
Considerando que a omissão do nome de advogado legalmente constituído na publicação da
pauta prejudica o exercício da ampla defesa e do contraditório, uma vez que há prejuízo ao direito de o
responsável requerer sustentação oral e de apresentar memoriais previamente à sessão, ensejando a
declaração de nulidade absoluta da decisão;
Considerando o posicionamento do Ministério Público de Contas, à peça 211, no sentido de que
seja declarado de ofício a nulidade do Acórdão 5.250/2015-1ª Câmara e apreciado, novamente, o
recurso interposto à peça 196;
9

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Considerando não ser admissível a interposição de recurso de reconsideração contra deliberação


que apreciou recurso de reconsideração interposto anteriormente (art. 278, §§ 3º e 4º, do Regimento
Interno do TCU);
Considerando os pareceres uniformes da Secretaria de Recursos e do Ministério Público junto
ao Tribunal no sentido do não conhecimento do presente recurso (peças 200, 201, 202 e 205);
Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ACORDAM,
por unanimidade, em:
1. declarar, de oficio, a nulidade do Acórdão 5.250/2015-1ª Câmara;
2. receber a peça 196 como mera petição e negar recebimento ao pleito, em razão da preclusão
consumativa e do disposto no artigo 278, §§ 3º e 4º, do Regimento Interno do TCU, e nos termos do
art. 50, § 3º, da Resolução-TCU 259, de 7 de maio de 2014;
3. dar ciência ao recorrente deste acórdão, bem como dos pareceres que o fundamentam.

1. Processo TC-005.207/2004-8 (TOMADA DE CONTAS - Exercício: 2003)


1.1. Apensos: 010.428/2003-1 (Representação)
1.2. Responsáveis: Adenir José de Sousa (806.158.721-15); Annerita de Lima Menezes
(247.339.621-34); Antônio Gomes de Aguiar (315.266.241-68); Benevides Leonel da Silva
(056.665.461-04); Britto Construtora Ltda. (01.909.541/0001-08); Christine Ferreira Resplande
Noguira (509.274.851-68); Ely Rodrigues de Almeida (254.460.611-87); Fernanda da Silva Frazão
(836.283.041-72); Gláucia Maria Teodoro Reis (169.165.901-06); Gleyson Alves de Morais
(817.100.701-53); Gonçalo Teixeira e Silva (075.290.901-00); Humberto Vilani (382.091.282-72);
José Chaves de Melo (035.717.421-68); José Fernando Alves de Sousa (378.752.486-04); Lacy de
Lourdes Borges (124.390.291-49); Luiz Antônio da Veiga Jardim (282.601.711-04); Lícia Camilher
Machado Brandão (251.214.801-72); Marco Aurélio Saber de Lima (222.899.506-10); Marcus Flavio
Noleto Jube (382.288.661-00); Marllus Naves de Avila (517.877.761-15); Nailton Severino da
Fonseca (377.899.961-34); Paulo Maria Teles Antunes (021.349.501-53); Pedro Lucchesi Junior
(234.401.471-34); Roldão Oliveira de Carvalho (052.932.431-87); Salvador Lopes (012.798.901-34);
Stanley Simmonds (509.838.901-10); Thales Perrone Machado (730.505.040-72); Ubiratan Cipriano
Aguiar (347.632.441-91); Wilson Gamboge Junior (799.305.061-87).
1.3. Recorrente: Britto Construtora Ltda. (01.909.541/0001-08)
1.4. Órgão/Entidade: Tribunal Regional Eleitoral de Goiás
1.5. Relator: Ministro Benjamin Zymler
1.6. Representante do Ministério Público: Procurador Júlio Marcelo de Oliveira
1.7. Relator da deliberação recorrida: Ministro Benjamin Zymler
1.8. Unidades Técnicas: Secretaria de Recursos (Serur); Secretaria de Controle Externo no
Estado de Goiás (Secex-GO).
1.9. Advogados constituídos nos autos: Marcos Cesar Gonçalves de Oliveira (OAB/GO 20.631),
Mariana Pereira de Sá (OAB/GO 30.090)
1.10. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2670/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ACORDAM, por


unanimidade, com fundamento no art. 143, inciso V, alínea "d", do Regimento Interno/TCU, c/c o
Enunciado nº 145 da Súmula de Jurisprudência predominante no Tribunal de Contas da União, de
acordo com os pareceres emitidos nos autos:

1. Processo TC-016.796/2012-8 (TOMADA DE CONTAS ESPECIAL)


10

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

1.1. Responsáveis: Deusimar Nunes Alvarenga (519.506.427-04); Francisca Daise Lustosa


Landim Pinto (663.042.107-87); Ivan Anastácio da Silva (592.866.607-15); Janete Nogueira Hartmut
Behm (452.215.707-00); Marcos Antônio Dantas Lopes (736.780.407-30); Maria das Graças Tatagiba
Lannes (989.717.867-87); Maria de Fátima dos Santos (412.682.027-20); Mauro Cassiano dos Santos
(072.362.127-68)
1.2. Órgão/Entidade: Gerência Executiva do INSS – Rio de Janeiro
1.3. Relator: Ministro Benjamin Zymler
1.4. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Lucas Rocha Furtado
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio de Janeiro (SECEX-RJ).
1.6. Advogados constituídos nos autos: Elisangela Correa de Queiroz (OAB/RJ 144.183); Egler
S G Barbosa (OAB/RJ 141.464); Glenio S Guedes (OAB/RJ 66.450); Samira S G Barbosa (OAB/RJ
141.703); Cibele Gomes Giacoia (OAB/RJ 116.913); Charles Pachciarek Frajdenberg (Defensor
Público Federal)
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações: apostilar o Acórdão 2.263/2015-Plenário nos
seguintes termos:
1.7.1. no item 9.2.3 onde se lê o nome “Marcos Antônio Dantas”, passe-se a ler “Marcos
Antônio Dantas Lopes”;
1.7.2. no item 9.2.4 onde se lê o valor de R$ 529,17 na parcela correspondente ao dia
71/06/1996, leia-se a data como 11/06/1996.
1.7.3. dar ciência aos responsáveis do teor deste acórdão.

ACÓRDÃO Nº 2671/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ACORDAM, por


unanimidade, com fundamento nos art. 143, inciso V, alínea “d”, do Regimento Interno/TCU, c/c
Enunciado 145 da Súmula de Jurisprudência predominante no Tribunal de Contas da União, em
retificar, por inexatidão material, o Acórdão nº 2.264/2015 - Plenário, prolatado na Sessão de 9/9/2015,
Ata nº 36/2015, relativamente ao primeiro parágrafo do relatório de peça 18, onde se lê “Adoto como
relatório a instrução elaborada no âmbito da Secex/AM, ...”, leia-se “Adoto como relatório a
instrução elaborada no âmbito da Secex/TO, ...”; e relativamente ao preâmbulo do mencionado
acórdão (peça 16), onde se lê “VISTOS, relatados e discutidos (...) Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos – Diretoria Regional do Ceará – ECT-DR/CE, decorrente de prejuízos (...) no município
de Maués/AM”, leia-se “VISTOS, relatados e discutidos (...) Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos – Diretoria Regional do Tocantins – ECT-DR/TO, decorrente de prejuízos (...) no
município de Palmeirante/TO”; mantendo-se os demais termos do Acórdão ora retificado, de acordo
com os pareceres emitidos nos autos.

1. Processo TC-026.040/2014-0 (TOMADA DE CONTAS ESPECIAL)


1.1. Responsável: Wilians Pereira da Mota (980.423.511-00)
1.2. Órgão/Entidade: Diretoria Regional da Ect Em Tocantins - Dr/to
1.3. Relator: Ministro Benjamin Zymler
1.4. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Lucas Rocha Furtado
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado de Tocantins (SECEX-TO).
1.6. Representação legal: Celma Aguiar da Silva (OAB/TO 4608).
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2672/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, ACORDAM, por


unanimidade, com fundamento no art. 1º, inciso II, da Lei 8.443/92, c/c o inciso V do art. 169 do
11

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Regimento Interno, em considerar cumprida a determinação do item 1.6.1/1.6.1.3 do Acórdão


4283/2012-2ª Câmara, ordenar o arquivamento do processo a seguir relacionado e o apensamento
definitivo ao TC 019.169/2011-6, com fulcro nos artigos 36 e 37 da Resolução TCU Nº 259/2014, de
acordo com os pareceres emitidos nos autos:

1. Processo TC-041.065/2012-3 (MONITORAMENTO)


1.1. Órgão/Entidade: Ministério das Cidades (vinculador)
1.2. Relator: Ministro Benjamin Zymler
1.3. Representante do Ministério Público: não atuou
1.4. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Mato Grosso do Sul (Secex-
MS).
1.6. Representação legal: não há.
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2673/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, ACORDAM, por


unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, II, e 41, II e IV, ambos da Lei nº 8.443/1992 e no art. 250,
inciso II, do Regimento Interno do TCU, em dar ciência das falhas detectadas nesta auditoria, de
acordo com os pareceres emitidos nos presentes autos.

1. Processo TC nº 016.942/2015-9 (RELATÓRIO DE AUDITORIA)


1.1. Interessado: Secretaria de Controle Externo no Estado do Espírito Santo (SECEX–ES).
1.2. Entidades: Associação de Cineclubes de Vila Velha (ES) e Prefeituras Municipais de Serra
(ES), Vila Velha (ES) e Vitória (ES).
1.3. Relator: Ministro Benjamin Zymler.
1.4. Representante do Ministério Público: não atuou.
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Espírito Santo (SECEX-ES).
1.6. Representação legal: não há.
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações:
1.7.1. dar ciência, com fundamento no art. 7º da Resolução TCU nº 265/2014, à Secretaria
Executiva do Ministério da Cultura e à Associação de Cineclubes de Vila Velha, a respeito da saída de
recursos do Convênio nº 745.034/2010, no valor de R$ 90.000,00, sem o cadastramento no Siconv da
documentação comprobatória, correspondente à diferença entre o valor liberado e o comprovado, e da
ausência de documentação que ampare os serviços relacionados como contrapartida, correspondentes a
R$ 78.750,00, ocorrências essas que contrariam o disposto nos arts. 50, caput e § 3º, e 57, parágrafo
único, ambos da Portaria Interministerial nº 127/2008 - MPOG/MF/CGU, nos arts. 24, 64 e 73,
parágrafo único, da Portaria Interministerial nº 507/2011 - CGU/MF/MP e no § 2º da cláusula oitava
do Termo do Convênio nº 745.034/2010;
1.7.2. enviar cópia deste Acórdão, bem como da instrução elaborada pela unidade técnica, à
Secretaria Executiva do Ministério da Cultura e à Associação de Cineclubes de Vila Velha;
1.7.3. apensar o presente processo ao TC nº 010.247/2015-7.

ACÓRDÃO Nº 2674/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão Plenária, ACORDAM, por


unanimidade, com fundamento nos art. 143, inciso V, alínea “d”, do Regimento Interno do Tribunal de
Contas da União, e no art. 54 da Resolução TCU 164/2003, c/c o enunciado 145 da Súmula de
Jurisprudência predominante do Tribunal, em autorizar a Secretaria de Controle Externo competente a
12

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

apostilar o Acórdão 1.853/2015-TCU-Plenário, para fins de correção de inexatidão material na redação


dos itens 3.1, 9.2.1 e 9.3.1, de acordo com os pareceres emitidos nos autos, nos termos abaixo:

a) No subitem 3.1, onde se lê: “Ailthon Januário Ferreira (322.394.211-00)”, leia-se: “Ailthon
Januário Pereira (322.434.211-00)”; onde se lê: “João Sena Teodoro Silva”, leia-se: “João de Sena
Teodoro Silva”; bem como incluir o nome da Sra. Crys Angélica Ulrich (738.731.109-97);
b) no subitem 9.2.1, onde se lê: “Ailthon Januário Ferreira”, leia-se: “Ailthon Januário Pereira”;
e
c) no subitem 9.3.1, onde se lê: “Instituto Corpore para o Desenvolvimento para a Qualidade de
Vida”, leia-se: “Instituto Corpore para o Desenvolvimento da Qualidade de Vida”.

1. Processo TC-024.432/2014-8 (RELATÓRIO DE AUDITORIA)


1.1. Responsáveis: Ailthon Januário Pereira (322.434.211-00); Aparecida Lúcia Darcin Rigo
(601.523.979-49); Cláudio Rogério Malacrida (158.897.088-48); Crys Angélica Ulrich (738.731.109-
97); Edson Bernardes de Souza (629.176.509-82); Hélio Belarmino Pereira (482.525.499-34); Instituto
Corpore para o Desenvolvimento da Qualidade de Vida (07.229.374/0001-22); João de Sena Teodoro
Silva (449.394.699-72); Sandra Sebastiana Pilegi Pinheiro (742.290.799-15); Terezinha de Fátima
Inocenti Bitencourt (239.377.939-68); Vanderley Estruzani (443.709.039-04); Ângelo Roberto
Bertoncini (209.593.119-04).
1.2. Órgão/Entidade: Prefeitura Municipal de Bela Vista do Paraíso - PR
1.3. Relator: Ministro Benjamin Zymler
1.4. Representante do Ministério Público: Procurador Marinus Eduardo De Vries Marsico
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Paraná (Secex-PR).
1.6. Representação legal: não há.
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

Ata n° 43/2015 – Plenário


Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária

RELAÇÃO Nº 29/2015 – Plenário


Relator – Ministro AUGUSTO NARDES

ACÓRDÃO Nº 2675/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, quanto ao processo a seguir relacionado,


ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 143, inciso V, alínea “d”, do Regimento
Interno do TCU, aprovado pela Resolução nº 155/2002; 38 e Anexo VI da Resolução nº 164/2003, c/c,
o Enunciado n. 145 da Súmula de Jurisprudência predominante no Tribunal, em retificar, por
inexatidão material, o Acórdão 3.265/2014-TCU-Plenário, prolatado na Sessão de 26/11/2014, Ata nº
47/2014, relativamente ao seu subitem 9.5.1, onde se lê o valor de R$ “53200” na parcela
correspondente ao dia 08/05/2001, leia-se o valor como R$ “532,00”, mantendo-se inalterados os
demais termos do acórdão ora retificado, de acordo com os pareceres emitidos nos autos.

1. Processo TC-005.986/2013-3 (TOMADA DE CONTAS ESPECIAL)


1.1. Responsáveis: Adalgisa Soares de Oliveira (037.415.177-63); Alzira Fernandes da Costa
(022.029.037-71); José Benício dos Santos (005.284.777-22); Selma Xavier Batista (513.252.687-04)
1.2. Órgão/Entidade: Gerência Executiva do Inss - Rio de Janeiro-centro/RJ - Inss/MPS
1.3. Relator: Ministro Augusto Nardes
1.4. Representante do Ministério Público: Procurador-Geral Paulo Soares Bugarin
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio de Janeiro (SECEX-RJ).
13

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

1.6. Representação legal: não há.


1.7. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2676/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, quanto ao processo a seguir relacionado,


ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 143, inciso V, alínea “d”, do Regimento
Interno do TCU, aprovado pela Resolução nº 155/2002; 38 e Anexo VI da Resolução nº 164/2003, c/c
o Enunciado n. 145 da Súmula de Jurisprudência predominante no Tribunal, em retificar, por
inexatidão material, o Acórdão nº 3481/2012-TCU-Plenário, sessão de 10/12/2012 (peça 30),
relativamente ao seu item 8., onde se lê: “Advogado constituído nos autos: não há”, leia-se:
“Advogados constituídos nos autos: Luiz Carlos dos Anjos Cereja, OAB/PA 6977- Procurações (peças
21 e 34).”, e ao subitem 9.2., onde se lê: “[....], o recolhimento dos valores aos cofres do Tesouro
Nacional:” leia-se: “[....], o recolhimento dos valores aos cofres do Centro Federal de Educação
Tecnológica do Pará-Cefet/PA”, mantendo-se inalterados os demais termos do acórdão ora retificado,
de acordo com os pareceres emitidos nos autos.

1. Processo TC-028.453/2009-3 (TOMADA DE CONTAS ESPECIAL)


1.1. Responsáveis: Maria Auxiliadora Souza dos Anjos (037.565.562-04); Maria Francisca
Tereza Martins de Souza (155.291.692-87); Maria Gabriela Cabral Monteiro de Azevedo Berger
(192.961.857-34); Ruy Leite Berger Filho (154.908.747-91); Sérgio Cabeça Braz (025.383.502-04)
1.2. Unidade: Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará –
1.3. Relator: Ministro Augusto Nardes
1.4. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Lucas Rocha Furtado
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Pará (SECEX-PA).
1.6. Representação legal: Luiz Carlos dos Anjos Cereja (6977/OAB-PA), representando Maria
Auxiliadora Souza dos Anjos; Luiz Carlos dos Anjos Cereja (6977/OAB-PA), representando Maria
Francisca Tereza Martins de Souza; Luiz Carlos dos Anjos Cereja (6977/OAB-PA), representando
Sérgio Cabeça Braz.
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2677/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, quanto ao processo a seguir relacionado,


ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos art. 1º, inciso XVII, da Lei 8443/1992 c/c arts. 1º,
inciso XXV, art. 264, 265, 143, inciso V, do Regimento Interno do TCU, em não conhecer da consulta
a seguir relacionada, por não preencher os requisitos de admissibilidade, encaminhar cópia desta
deliberação aos Exmos. Deputados Federais, ora “consulentes”, e do Acórdão 2641/2014-Plenário,
acompanhado do relatório e voto que o motivaram, uma vez que, o TCU já se manifestou sobre a
questão consultada em sede de Solicitação do Congresso Nacional, que demandou à Corte auditoria
nos recursos do subsídio de equalização dos custos de produção de etanol, e arquivar o processo, de
acordo com os pareceres emitidos nos autos:

1. Processo TC-017.924/2015-4 (CONSULTA)


1.1. Relator: Ministro Augusto Nardes
1.2. Representante do Ministério Público: não atuou
1.3. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura de Petróleo, Gás Natural e
Mineração (SeinfraPet).
1.4. Representação legal: não há.
1.5. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.
14

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

ACÓRDÃO Nº 2678/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, quanto ao processo a seguir relacionado,


ACORDAM, por unanimidade, com fundamento no art. 143, inciso V, alínea "e", do Regimento
Interno, em prorrogar em 30 (trinta) dias o prazo para o atendimento do item “c” do Ofício de
diligência 265/2015-TCU/SecexPrevidência, de 20/3/2015; tornar insubsistente o Acórdão 672/2013-
TCU-Plenário, de 27/3/2013 (conforme item 63.3 da Portaria Segecex 27, de 19/10/2009); nos termos
da proposta da unidade técnica (peça 117), sem prejuízo das determinações indicadas no subitem 1.6
desta deliberação.

1. Processo TC-012.387/2012-6 (RELATÓRIO DE AUDITORIA)


1.1. Órgão/Entidade: Codevasf - Set. Contábil e Financeira - MI; Companhia de
Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
1.2. Relator: Ministro Augusto Nardes
1.3. Representante do Ministério Público: Procurador-Geral Paulo Soares Bugarin
1.4. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo da Previdência, do Trabalho e da
Assistência Social (SecexPrevi).
1.5. Representação legal: não há.
1.6. Determinações/Recomendações/Orientações:
1.6.1. Determinar à Controladoria Geral da União (CGU) que informe nas próximas prestações
de contas da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf)
quanto ao andamento da Ação Ordinária 4155- 62.2011.4.1.3309, movida pelo Distrito de Irrigação do
Projeto Estreito (DIPE), com o objetivo de homologar acordo de indenização pela Codevasf aos
produtores do Perímetro de Estreito em virtude das perdas de safras decorrentes de estiagem ocorrida
nos exercícios de 2009 e 2010;
1.6.2. Arquivar oportunamente os presentes autos, com fulcro no art. 169, inciso III, do
Regimento Interno do TCU, após a juntada da documentação a ser encaminhada em atendimento ao
item “c” do Ofício de diligência 265/2015-TCU/SecexPrevidência, de 20/3/2015, no caso de não
restarem outras análises a serem realizadas.

ACÓRDÃO Nº 2679/2015 - TCU - Plenário

Trata-se de levantamento de auditoria efetuado originalmente pela Secretaria de Controle


Externo do Ceará (Secex/CE) e atualmente conduzido pela Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura
Portuária, Hídrica e Ferroviária (SeinfraHidroFerrovia), no âmbito do Fiscobras 2006, junto à
Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), com vistas a fiscalizar a execução das
obras alusivas à implantação do Sistema de Trens Urbanos de Fortaleza/CE, englobando os Programas
de Trabalho de número 15.453.1295.0A40.0023 (1º estágio - trecho Vila das Flores - João Felipe) e
15.453.1295.0B12.0023 (modernização do trecho João Felipe - Caucaia).
Considerando que foram cumpridas as determinações exaradas no Acórdão 1.934/2015- TCU-
Plenário e constatando que as determinações anteriores no âmbito do presente processo também já
foram cumpridas;
Os Ministros do Tribunal de Contas da União, quanto ao processo a seguir relacionado,
ACORDAM, por unanimidade, com fundamento no art. 143, inciso V, alínea “a”, do Regimento
Interno/TCU, c/c, os arts. 36, 37 e 40 da Resolução TCU n. 259/2014, em apensar o presente processo
ao TC- 008.523/2012-6 (Tomada de Contas Especial), conforme proposta da unidade técnica nos autos
(peça 617).

1. Processo TC-008.122/2006-9 (RELATÓRIO DE LEVANTAMENTO)


15

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

1.1. Apensos: 007.790/2009-1 (RELATÓRIO DE LEVANTAMENTO); 000.401/2011-0


(SOLICITAÇÃO); 006.925/2008-1 (RELATÓRIO DE LEVANTAMENTO); 005.543/2011-8
(SOLICITAÇÃO); 016.172/2013-2 (SOLICITAÇÃO); 014.814/2007-9 (RELATÓRIO DE
LEVANTAMENTO); 006.980/2012-0 (SOLICITAÇÃO); 023.537/2009-2 (MONITORAMENTO)
1.2. Responsáveis: Ana Lourdes Teixeira de Miranda (059.685.933-34); Anneliete Maria
Chagas Silva Gouveia (121.580.623-04); Antonio Chalita de Figueiredo (373.161.684-04); Antônio
Alberto Rocha Aguiar (400.391.537-20); Bombardier Transportation Brasil Ltda (00.811.185/0001-
14); Clovis de Lima Picanço (060.224.303-30); Companhia Brasileira de Trens Urbanos
(42.357.483/0001-26); Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (02.003.575/0001-93);
Concremat Engenharia e Tecnologia S.a. (33.146.648/0001-20); Construcoes e Comercio Camargo
Correa (61.552.512/0001-02); Construtora Queiroz Galvão Sa (33.412.792/0001-60); Consulfer -
Projetos e Consultoria Ltda (37.113.172/0001-81); Diogo Vital de Siqueira Cruz (139.393.273-87);
Edilson Rocha Portírio (002.264.163-72); Frederico Pires da Silva (663.602.507-72); Germano
Sanford Diógenes (410.266.833-00); Jefferson Vasconcelos Santos (524.849.473-72); Joao Luiz da
Silva Dias (011.089.806-00); José Aurilo Cavalcante Lima (013.369.243-49); José Fontenelle Barros
(020.390.603-91); José Marques Feitosa Neto (092.108.903-10); Júlio César Fontes Monnerat
(422.392.737-04); Kely Regina da Silva Oliveira (741.317.533-91); Leão Humberto Montezuma
Santiago Filho (163.353.683-15); Luciana Albuquerque Guimarães (440.572.453-91); Luiz Alfredo
Campos Quintanilha (341.754.907-87); Luiz Eduardo Barbosa de Moraes (230.278.003-53); Lyttelton
Rebelo Fortes (000.298.233-15); Lúcio de Castro Bomfim Júnior (162.729.513-53); Marcio Ferreira
Victorino (748.842.637-15); Montini Silva Maranhão (230.294.803-30); Mwh Brasil Engenharia e
Projetos Ltda (01.483.360/0001-54); Newton Braga Quental (021.137.674-49); Octávio Pontes Júnior
(036.881.943-49); Plínio Pompeu de Saboya Magalhães Neto (384.773.356-72); Raimundo Helder de
Girão e Silva (020.833.963-91); Rômulo dos Santos Fortes (639.369.333-91); Sérgio Machado
Nogueira (222.104.663-34)
1.3. Interessados: Advocacia-geral da União (); Companhia Brasileira de Trens Urbanos
(42.357.483/0001-26); Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (02.003.575/0001-93);
Consórcio Queiroz Galvão - Camargo Corrêa (08.321.510/0001-72); Ministério das Cidades
(vinculador) (); Procuradoria da República/ce - Mpf/mpu (26.989.715/0011-84)
1.4. Órgão/Entidade: Companhia Brasileira de Trens Urbanos; Entidades/órgãos do Governo do
Estado do Ceará
1.5. Relator: Ministro Augusto Nardes
1.6. Representante do Ministério Público: não atuou
1.7. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Portuária, Hídrica e
Ferroviária (SeinfraHid).
1.8. Representação legal: Ademilson de Brito Alves Viana (244877/OAB-SP), representando
Bombardier Transportation Brasil Ltda; Alcione Soares Menezes Filho, representando Companhia
Brasileira de Trens Urbanos; Ana Claudia Lourenço Stein (330929/OAB-SP), representando
Bombardier Transportation Brasil Ltda; Andressa Lin Fidelis (305.270/OAB-SP), representando
Bombardier Transportation Brasil Ltda; Antonio Carlos Monteiro da Silva Filho (124.536/OAB-SP),
representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Adriana Fernandes Pereira (21199/OAB-CE),
representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Ailyn Lopes Santoro (16741/OAB-CE),
representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Alcino Luís da Costa Júnior (36.946/OAB-
DF), representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Alex Schur Faiwichow, representando
Bombardier Transportation Brasil Ltda; Alexandre Aroeira Salles (71.947/OAB-MG), representando
Construtora Queiroz Galvão Sa; Anderson Monteiro de Lima, representando Bombardier
Transportation Brasil Ltda; Andreia Silva Machado, representando Construtora Queiroz Galvão Sa;
Antonio Carlos G. Gonçalves (33.766/OAB-DF), representando Bombardier Transportation Brasil
Ltda; Antonio Lielson Gonçalves, representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Antônio de Almeida
Pinto, representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Arthur Pimentel Diogo (156788/OAB-SP),
16

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

representando Companhia Brasileira de Trens Urbanos; Augusto Nogueira da Silva, representando


Construtora Queiroz Galvão Sa; Aylla Mara de Assis (285098/OAB-SP), representando Bombardier
Transportation Brasil Ltda; Ayna Cavalcante Pereira (15231-B/OAB-CE), representando Mwh Brasil
Engenharia e Projetos Ltda; Barbara Marchiori de Assis (299.811/OAB-SP), representando
Bombardier Transportation Brasil Ltda; Belchior Guimarães Alves Filho, representando Construtora
Queiroz Galvão Sa; Breno Barbosa Moreira (21228/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia
e Projetos Ltda; Bruno Murilo Rodrigues de Oliveira (27480/OAB-CE), representando Mwh Brasil
Engenharia e Projetos Ltda; Bruno de Luca Drago (194948/OAB-SP), representando Bombardier
Transportation Brasil Ltda; Caio Mário da Silva Pereira Neto (163.211/OAB-SP), representando
Bombardier Transportation Brasil Ltda; Camila Cabó Maia (27638/OAB-CE), representando Mwh
Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Camila Rioja Arantes (41862/OAB-DF), representando Bombardier
Transportation Brasil Ltda; Carlos Alberto Silva Pereira, representando Construtora Queiroz Galvão
Sa; Carlos Augusto Barbosa Lima Oliveira, representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Carolina
Feitosa Dolabela Chagas (96.205/OAB-MG), representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Celene
Lopes Bezerra, representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Ciro Alvarenga, representando
Bombardier Transportation Brasil Ltda; Cynthia Póvoa de Aragão (22.298/OAB-DF), representando
Construtora Queiroz Galvão Sa; Daniel Lopes Linhares (20366/OAB-CE), representando Mwh Brasil
Engenharia e Projetos Ltda; David Veras Bezerra (19347/OAB-CE), representando Mwh Brasil
Engenharia e Projetos Ltda; Dellane Emanuelle Pinheiro Gadelha (21270/OAB-CE), representando
Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Elisa A. Athaide de Andrade (281789/OAB-SP),
representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Eduardo Rosa Marques (41024/OAB-DF),
representando Companhia Brasileira de Trens Urbanos; Flavio Antonio Esteves Galdino (256.411-
A/OAB-SP), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Francisco Freitas de Melo Franco
Ferreira (89.353/OAB-MG), representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Franklin Viana Moreira
(3.179/OAB-CE), representando Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos; Fabianna Vieira
Barbosa Morselli (303067/OAB-SP), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Fabio da
Costa Vilar (167078/OAB-SP), representando Companhia Brasileira de Trens Urbanos; Fernando Luiz
Freitas de Carvalho (20816/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda;
Francisco William Braga Rocha, representando Companhia Brasileira de Trens Urbanos; Francisco de
Assis Barros da Silva Junior (20092/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda;
Fábio Batista Bastos, representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Fábio Luis Celli (222893/OAB-
SP), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Gaston Nevenschwander Neto,
representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Glênio José Peters Ligório Jr., representando
Bombardier Transportation Brasil Ltda; Hálisson Adriano Costa (26.638/OAB-DF), representando
Bombardier Transportation Brasil Ltda; Ingrid Vasconcelos de Sousa Araújo (21200/OAB-CE),
representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Isabela Ximenes Andrade (25307/OAB-CE),
representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Isadora C. M. S. R. Saldanha, representando
Bombardier Transportation Brasil Ltda; Jair Barbedo Marins, representando Companhia Brasileira de
Trens Urbanos; Joao Alberto Teixeira, representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Joaquim
Nogueira Porto Moraes (163.267/OAB-SP), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda;
Jose Isailton Alves, representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Juliana Tiemi Mizumoto Akaishi
(257.913/OAB-SP), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Julio Gonzaga Andrade
Neves (298.104-A/OAB-SP), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Janaina Sousa
Gonçalves, representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Jean Guilherme Arnaud Deon,
representando Construtora Queiroz Galvão Sa; José Arnaldo Delgado, representando Construtora
Queiroz Galvão Sa; José Augusto Macedo Barros, representando Construtora Queiroz Galvão Sa; José
Aurilo Cavalcante Lima (2.694/OAB-CE), representando Companhia Cearense de Transportes
Metropolitanos; José Ró Silva de Oliveira, representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Karine
Rocha Montenegro (21134/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Karla
Karina Lucas Monteiro (24559/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda;
17

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Lauro Miguel, representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Layza Maria Viana de
Albuquerque (10.602/OAB-CE), representando Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos;
Luciana Mendes Lobo (18.266/OAB-CE), representando Companhia Cearense de Transportes
Metropolitanos; Lucila Almeida de Moura Ferreira (36363/OAB-DF), representando Companhia
Brasileira de Trens Urbanos; Luiz Carlos Cavalcanti, representando Construtora Queiroz Galvão Sa;
Lívia Torres Ribeiro (22085/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Maria
Stella de Moraes (276.585/OAB-SP), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Marilia
Cruz Avila (285.748/OAB-SP), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Mateus Piva
Adami (235.070/OAB-SP), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Milena Fernandes
Mundim (23881/OAB-DF), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Marcelo Memoria
de Araujo (14407/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Marco Antonio
de Albuquerque, representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Marco Antônio Fonseca Júnior
(34449/OAB-DF), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Marina Hermeto Correa
(75.173/OAB-MG), representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Mario Jorge Cavalcante de Araújo
(28460/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Mário Roberto Villanova
Nogueira (88300/OAB-SP), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Nelson Wilians
Fratoni Rodrigues (128341/OAB-SP), representando Companhia Brasileira de Trens Urbanos; Nayron
Sousa Russo (106.011/OAB-MG), representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Paulo Leonardo
Casagrande (215.894/OAB-SP), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Paola Regina
Petrozziello Pugliese (174001/OAB-SP), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda;
Patrícia Araújo Ramos (17343/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda;
Patrícia Guercio Teixeira Delage (90.459/OAB-MG), representando Construtora Queiroz Galvão Sa;
Paulo Fernandes Viana de Araújo (21007/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos
Ltda; Renato Poltronieri (160231/OAB-SP), representando Bombardier Transportation Brasil Ltda;
Ricardo Ferreira de Macedo (164.063/OAB-SP), representando Bombardier Transportation Brasil
Ltda; Rubens Ricardo da Fonseca Diniz, representando Companhia Brasileira de Trens Urbanos;
Rafael Sganzerla Durand (211648/OAB-SP), representando Companhia Brasileira de Trens Urbanos;
Raphael Henrique Ferreira Modesto de Castro, representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Raquel
Chaves Santiago (19277/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Remisson
Soares da Costa (39997/OAB-DF), representando Companhia Brasileira de Trens Urbanos; Renata
Aparecida Ribeiro Felipe (97.826/OAB-MG), representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Ricardo
Ferreira, representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Rui Novais Dias, representando
Construtora Queiroz Galvão Sa; Sávio Carvalho Cavalcante (16215/OAB-CE), representando Mwh
Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Sérgio Ribeiro da Conceição, representando Bombardier
Transportation Brasil Ltda; Thiago Miotto Palo (272.506/OAB-SP), representando Bombardier
Transportation Brasil Ltda; Taisa Andrade Soares (89.334/OAB-MG), representando Construtora
Queiroz Galvão Sa; Talita Lima Amaro (15284/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia e
Projetos Ltda; Tarcila Maria de Alencar Araripe (19597/OAB-CE), representando Mwh Brasil
Engenharia e Projetos Ltda; Tathiane Vieira Viggiano Fernandes (101379/OAB-MG), representando
Construtora Queiroz Galvão Sa; Thyago da Silva Bezerra (26990/OAB-CE), representando Mwh
Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Urbano Ramos de Andrade Lima, representando Construtora
Queiroz Galvão Sa; Victor Cesar Frota Pinto Filho (24327/OAB-CE), representando Mwh Brasil
Engenharia e Projetos Ltda; Victor Frias Françoso (192242-E/OAB-SP), representando Bombardier
Transportation Brasil Ltda; Vivian Wolf Krauss, representando Bombardier Transportation Brasil
Ltda; Washington de Aguiar Soares, representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Wilas Silva
Freitas, representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Williane Gomes Pontes Ibiapina
(12538/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Yasmin Greff Teixeira
Náufel, representando Bombardier Transportation Brasil Ltda; Zara Lais Radge Monteiro
(27828/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda; Érlon André de Matos
18

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

(103096/OAB-MG), representando Construtora Queiroz Galvão Sa; Ícaro Freitas Sampaio


(27082/OAB-CE), representando Mwh Brasil Engenharia e Projetos Ltda.
1.9. Determinações/Recomendações/Orientações:
1.9.1. Comunicar à Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) e à
Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) que o apensamento dos autos deste processo, relativo
ao Contrato 14/METROFOR/1998, à TCE 008.523/2012-6, não altera a decisão cautelar do Tribunal
de Contas da União, por meio das determinações do Acórdão 3.070/2008-TCU-Plenário e do item
9.5.2 do Acórdão 2.450/2009-TCU-Plenário, pela necessidade de retenção parcial de valores no
referido contrato e manutenção de eventuais valores já retidos, ressalvadas as decisões judiciais em
sentido contrário, até que esta Corte decida sobre o mérito dos sobrepreços apontados em sede da TCE
008.523/2012-6;
1.9.2. Encaminhar cópia desta deliberação à Companhia Cearense de Transportes
Metropolitanos (Metrofor) e à Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

ACÓRDÃO Nº 2680/2015 - TCU - Plenário

O E. Plenário do Tribunal, em Sessão Ordinária de 18/4/2012, por meio do Acórdão 896/2012


(retificado pelo Acórdão 2.861/2012-TCU-Plenário), aplicou multa prevista no art. 58, inciso II da Lei
8.443/92 aos responsáveis indicados (peça 17).
Considerando que, os Srs. Fernando José de Araújo Lou, Antonio Mathias de Oliveira e Maciel
Bezerra da Silva solicitaram parcelamento da dívida em 36 meses (peça 39);
Considerando que, conforme demonstrativo de atualização de débito de peças 165/167 as multas
aplicadas aos Srs. Fernando José de Araújo Lou, Antonio Mathias de Oliveira e Maciel Bezerra da
Silva foram devidamente pagas e comprovadas não restando saldo devedor;
Os Ministros do Tribunal de Contas da União, quanto ao processo a seguir relacionado,
ACORDAM, por unanimidade, com fundamento no art. 27 da Lei 8.443/92, c/c o art. 218 do
Regimento Interno, em expedir certificado de quitação aos Srs. Fernando José de Araújo Lou CPF:
284.546.774-53; Antonio Mathias de Oliveira, CPF: 871.532.208-44, e Maciel Bezerra da Silva, CPF:
021.893.004-60, ante o recolhimento integral das multas que lhes foi cominada mediante o subitem 9.5
do Acórdão nº Acórdão 896/2012, (retificado pelo Acórdão 2.861/2012-TCU-Plenário).

1. Processo TC-015.332/2009-0 (REPRESENTAÇÃO)


1.1. Apensos: 011.668/2012-1 (MONITORAMENTO); 015.280/2014-4 (SOLICITAÇÃO)
1.2. Responsáveis: Antonio Mathias de Oliveira (871.532.208-44); Fernando José de Araújo
Lou (284.546.774-53); Gerson Klayton da Silva (428.593.954-15); Gilberto Coutinho Freire
(505.645.874-00); Jorival França de Oliveira Júnior (625.048.604-63); Maciel Bezerra da Silva
(021.893.004-60); Manoel Elizeu Brandão (079.392.054-04); Maria da Saúde Lima dos Santos
(029.360.664-17); Prefeitura Municipal de Mata Grande - AL (12.226.205/0001-79)
1.3. Interessados: Controladoria-geral da União (05.049.940/0001-99); Secretaria de Controle
Externo - Alagoas (00.414.607/0002-07)
1.4. Órgão/Entidade: Município de Mata Grande - AL
1.5. Relator: Ministro Augusto Nardes
1.6. Representante do Ministério Público: Procurador Marinus Eduardo De Vries Marsico
1.7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado de Alagoas (SECEX-AL).
1.8. Representação legal: Arthur Fernandes dos Anjos Carvalho (9330/OAB-AL), representando
Gerson Klayton da Silva; Bruno Zeferino do Carmo Teixeira (7.617/OAB-AL), representando Antonio
Mathias de Oliveira; Bruno Zeferino do Carmo Teixeira (7.617/OAB-AL), representando Fernando
José de Araújo Lou; Bruno Zeferino do Carmo Teixeira (7.617/OAB-AL), representando Maciel
Bezerra da Silva; Carlos Bernardo (5908/OAB-AL), representando Gerson Klayton da Silva; Diogo
Zeferino do Carmo Teixeira, representando Antonio Mathias de Oliveira; Diogo Zeferino do Carmo
19

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Teixeira, representando Fernando José de Araújo Lou; Diogo Zeferino do Carmo Teixeira,
representando Maciel Bezerra da Silva; Eduardo Wagner Queiroz Tavares Cordeiro (8636/OAB-AL),
representando Gerson Klayton da Silva; Fábio Henrique Cavalcante Gomes (4801/OAB-AL),
representando Gerson Klayton da Silva; Mércio José Tavares Lopes Junior (4292/OAB-AL),
representando Gerson Klayton da Silva; Ricardo Alexandre de Araújo Porfírio (7528/OAB-AL),
representando Gerson Klayton da Silva; Rubens Marcelo Pereira da Silva (6638/OAB-AL),
representando Gerson Klayton da Silva; Tizianne Candido da Silva Nascimento (7784/OAB-AL),
representando Gerson Klayton da Silva; Victor Fernandes dos Anjos Carvalho (7696/OAB-AL),
representando Gerson Klayton da Silva; Vitor Hugo Pereira da Silva (7.051/OAB-AL), representando
Antonio Mathias de Oliveira; Vitor Hugo Pereira da Silva (7.051/OAB-AL), representando Fernando
José de Araújo Lou; Vitor Hugo Pereira da Silva (7.051/OAB-AL), representando Maciel Bezerra da
Silva; Wanderson Lima Barros (6717/OAB-AL), representando Gerson Klayton da Silva; Yusha
Marinho de Oliveira (8144/OAB-AL), representando Gerson Klayton da Silva.
1.9. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2681/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, quanto ao processo a seguir relacionado,

ACORDAM, por unanimidade, com fundamento no art. 1º, inciso II, da Lei nº 8.443, de 16 de

julho de 1992, c/c os arts. 237, inciso VII e parágrafo único, 235, e 169, inciso II do Regimento

Interno deste Tribunal c/c, o art. 113, § 1º, da Lei 8.666/1993, e de acordo com os pareceres

emitidos nos autos, em conhecer da presente representação, para, no mérito, considerá-la

procedente; indeferir o pedido de concessão de medida cautelar formulado pela Representante,

tendo em vista a inexistência dos pressupostos para a sua concessão, e em arquivar os autos após

a adoção das providências indicadas no subitem 1.7., desta deliberação.

1. Processo TC-016.553/2015-2 (REPRESENTAÇÃO)


1.1. Representante: Agência de Integração Empresa Escola Ltda. (CNPJ: 01.416.617/0001-74)
1.2.Órgão/Entidade: Agência Nacional de Transportes Terrestres
1.3. Relator: Ministro Augusto Nardes
1.4. Representante do Ministério Público: não atuou
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas (Selog).
1.6. Representação legal: Paulo Sergio Bezerra dos Santos, representando Agência Nacional de
Transportes Terrestres; Renata Amado Ferreira, representando Agência Nacional de Transportes
Terrestres.
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações/providências:
1.7.1. Com amparo na Resolução – TCU 265/2014, dar ciência à Agência Nacional de
Transportes Terrestres, com vistas à adoção de providências internas que previnam a ocorrência de
outras semelhantes, de que, no edital do Pregão Eletrônico 9/2015, exigiu-se que as empresas licitantes
20

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

comprovassem terem prestado serviços em determinadas localidades, descumprindo o artigo 30, § 5º,
da Lei 8.666/1993, que veda a exigência de comprovação de atividade ou de aptidão com limitações de
tempo ou época ou ainda em locais específicos. De igual modo, tal vedação também se aplica ao caso
de exigência de número mínimo de convênios firmados com instituições de ensino superior e médio,
públicas ou privadas, em determinadas localidades;
1.7.2. Comunicar à Agência Nacional de Transportes Terrestres e à representante o inteiro teor
desta deliberação, acompanhada de cópia da instrução da unidade técnica (peça 23);

ACÓRDÃO Nº 2682/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, quanto ao processo a seguir relacionado,


ACORDAM, por unanimidade, com fundamento no art. 1º, inciso II, da Lei nº 8.443, de 16 de julho de
1992, c/c os art.169, incisoV, do Regimento Interno do TCU, aprovado pela Resolução nº 155, de 4 de
dezembro de 2002, de acordo com os pareceres emitidos nos autos, em:
a) considerar cumprida a determinação do subitem 1.6.1 do Acórdão 2.115/2015-TCU-Plenário,
pela Câmara dos Deputados;
b) considerar que houve perda de objeto da determinação do subitem 1.6.2 do Acórdão
2115/2015-TCU-Plenário, dirigida à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério
do Planejamento, Orçamento e Gestão (SLTI);
c) arquivar os presentes autos, após encaminhar cópia desta deliberação à representante, à
Câmara dos Deputados e à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão (SLTI).

1. Processo TC-018.522/2015-7 (REPRESENTAÇÃO)


1.1. Órgão/Entidade: Câmara dos Deputados
1.2. Relator: Ministro Augusto Nardes
1.3. Representante do Ministério Público: não atuou
1.4. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas (Selog).
1.5. Representação legal: não há.
1.6. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

Ata n° 43/2015 – Plenário


Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária

RELAÇÃO Nº 46/2015 – Plenário


Relator – Ministro RAIMUNDO CARREIRO

ACÓRDÃO Nº 2683/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, quanto ao processo abaixo relacionado, que trata
de Monitoramento cujo objetivo é acompanhar e verificar o cumprimento de determinação prescrita no
subitem 9.2, do Acórdão 3437/2014-TCU-Plenário (peça 1), proferido no âmbito do TC 000.831/2009-
4 (MON).
Considerando que foi atendida satisfatoriamente a determinação estipulada no subitem 9.2.1.2 do
Acórdão 2786/2008-TCU-1ª Câmara, reiterada por meio do subitem 9.6 do Acórdão 2931/2011-TCU-
Plenário, do subitem 1.5.1 do Acórdão 6656/2009-TCU-1ª Câmara e do subitem 9.2 do Acórdão
3437/2014-TCU-Plenário.
Considerando quer em atendimento à sistemática instituída pela Portaria TCU 82/2012 arrola-se
como benefícios do controle externo neste processo a expectativa de controle e a indução de melhoria
na gestão da UJ.
21

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

ACORDAM, com fundamento nos arts. 143, inciso III, 15, 105 e 243, do Regimento
Interno/TCU, em:
Considerar atendida à determinação contida no subitem 9.2, do Acórdão 3437/2014-TCU-
Plenário, bem como de apensamento definitivo destes autos ao TC 016.708/2007-5, no contexto do
qual foi exarada a determinação originária (subitem 9.2.1.2, do Acórdão 2786/2008-1ª Câmara), sem
prejuízo de juntar cópia da deste Acórdão ao TC 000.831/2009-4.

1. Processo TC-004.489/2015-2 (MONITORAMENTO)


1.1. Responsável: Adailton Cardoso Dias (159.812.585-00)
1.2. Órgão/Entidade: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes
1.3. Relator: Ministro Raimundo Carreiro
1.4. Representante do Ministério Público: não atuou
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado de Tocantins (SECEX-TO).
1.6. Representação legal: não há.

Ata n° 43/2015 – Plenário


Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária

RELAÇÃO Nº 50/2015 – Plenário


Relator – Ministro JOSÉ MÚCIO MONTEIRO

ACÓRDÃO Nº 2684/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, com fundamento


nos arts. 1º, inciso I; 16, inciso II; 18 e 23, inciso II, da Lei 8.443/1992, c/c os arts. 1º, inciso I; 17,
inciso I; 143, inciso I; e 208 do Regimento Interno/TCU, ACORDAM em julgar as contas a seguir
relacionadas regulares com ressalva e dar quitação aos responsáveis, conforme os pareceres emitidos
nos autos:

1. Processo TC-005.991/2003-1 (TOMADA DE CONTAS ESPECIAL)


1.1. Apensos: TC-001.095/2015-3 (Solicitação); TC-008.037/2006-6 (Tomada de Contas
Especial)
1.2. Responsáveis: Antônio Luiz Silva de Menezes (092.036.057-20); Arisio Stanzani Franca
(750.451.687-20); Carlos Alberto Pereira de Oliveira (539.638.907-97); Carlos Eduardo Sardenberg
Bellot (490.791.077-00); Carlos Tadeu da Costa Fraga (465.343.697-53); Construtora Norberto
Odebrecht S/A (15.102.288/0022-07); Francisco Roberto André Gros (038.644.137-53); Ibsen Flores
Lima (403.228.077-00); Irani Carlos Varella (132.512.360-91); Javer Gonçalves dos Reis
(289.253.946-34); Jorge Marques de Toledo Camargo (114.400.151-04); José Miranda Formigli Filho
(553.031.707-30); José Antônio de Figueiredo (507.172.357-34); José Coutinho Barbosa
(003.161.053-68); José Roberto Saraiva Monteiro (722.590.277-68); João Carlos Soares Nunes
(182.212.460-34); João Pinheiro Nogueira Batista (546.600.417-00); Liliane Amaral do Patrocínio
Porto (848.276.027-00); Luis Fernando Mendonça Frutuoso (382.235.897-53); Luiz Carlos
Cronemberger Mendes (160.959.953-53); Mauricio Antônio Costa Diniz (325.563.736-87); Plínio
Cesar de Mello (797.662.188-20); Rogério Almeida Manso da Costa Reis (599.705.617-15); Rubens
Pessanha Filho (000.087.517-14); Sergio Akira Suzuki (459.180.589-15) e UTC Engenharia S/A
(44.023.661/0001-08)
1.3. Unidade: Petróleo Brasileiro S.A.
1.4. Relator: Ministro José Múcio Monteiro
1.5. Representante do Ministério Público: Procurador-Geral Paulo Soares Bugarin
22

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

1.6. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo da Administração Indireta no Rio de


Janeiro (SecexEstataisRJ)
1.7. Advogados constituídos nos autos: Adriano Chaves Jucá Rolim (OAB/BA 11.320), Ana
Beatriz Rocha Mascarenhas (OAB/BA 13.835), Carlos Roberto de Siqueira Castro (OAB/DF 20.015),
Carlos da Silva Fontes Filho (OAB/RJ 59.712), Cristiana Muraro Tarsia (OAB/RJ 164.957), Polyanna
Ferreira Silva Vilanova (OAB/DF 19.273), Samara da Silva Bernardes (OAB/RJ 160.361) e outros
1.8. Determinações/Recomendações/Orientações: não há

ACÓRDÃO Nº 2685/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, quanto ao


processo abaixo relacionado, com fundamento no art. 43, inciso I, da Lei 8.443/1992 c/c os arts. 143,
inciso III, e 237 do Regimento Interno/TCU, ACORDAM em conhecer da representação, para no
mérito considerá-la improcedente, indeferir o requerimento de medida cautelar e o pedido de ingresso
nos autos como interessada da empresa Decolando Turismo e Representações Ltda., arquivando-a e
dando ciência à representante e à Fundação Nacional do Índio, com o envio de cópia da respectiva
instrução, conforme os pareceres emitidos nos autos:

1. Processo TC-027.907/2015-5 (REPRESENTAÇÃO)


1.1. Representante: Decolando Turismo e Representações Ltda. (CNPJ: 05.917.540/0001-58)
1.2. Unidade: Fundação Nacional do Índio (Funai)
1.3. Relator: Ministro José Múcio Monteiro
1.4. Representante do Ministério Público: não atuou
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas (Selog)
1.6. Advogado constituído nos autos: Jonas Sidnei Santiago de Medeiros Lima (OAB/DF
12.907)
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações: não há

Ata n° 43/2015 – Plenário


Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária

RELAÇÃO Nº 41/2015 – Plenário


Relator – Ministro BRUNO DANTAS

ACÓRDÃO Nº 2686/2015 - TCU - Plenário

Considerando que, à vista dos elementos contidos nos autos, não foram atendidos os requisitos
específicos de admissibilidade estabelecidos pelo art. 35 da Lei nº 8.443/1992;
Considerando que não foram apresentados fatos novos, mas sim alegações já amplamente
discutidas no âmbito deste processo;
Considerando que meros argumentos e teses jurídicas representam elementos ordinários que
somente justificariam o seu exame em sede de recurso de reconsideração, espécie recursal prevista no
artigo 33 da Lei 8.443/1992 e já manejada no presente processo;
Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento
nos art. 35 da Lei nº 8.443/1992, c/c o art. 288 do Regimento Interno/TCU, em não conhecer do
presente recurso de revisão, por não preencher os requisitos de admissibilidade, dando-se ciência desta
deliberação à recorrente:

1. Processo TC-019.659/2011-3 (RECURSO DE REVISÃO EM TOMADA DE CONTAS


ESPECIAL)
23

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

1.1. Responsáveis: Normélia Maria Rocha Correia (173.344.385-15); Prefeitura Municipal de


Conceição do Jacuípe-BA (14.222.574/0001-19); Tania Marli Ribeiro Yoshida (252.235.185-00)
1.2. Recorrente: Normélia Maria Rocha Correia (173.344.385-15)
1.3. Órgão/Entidade: Prefeitura Municipal de Conceição do Jacuípe-BA
1.4. Relator: Ministro Bruno Dantas
1.5. Relator da deliberação recorrida: Ministro-Substituto André Luís de Carvalho
1.6. Representante do Ministério Público: Subprocuradora-Geral Cristina Machado da Costa e
Silva
1.7. Unidades Técnicas: Secretaria de Recursos (SERUR); Secretaria de Controle Externo no
Estado da Bahia (SECEX-BA).
1.8. Representação legal: Allan Oliveira Lima (OAB/BA 30.276) e outros, representando
Normélia Maria Rocha Correia; Tamara Costa Medina da Silva (OAB/BA 15.776) e outros,
representando Prefeitura Municipal de Conceição do Jacuípe-BA; Joel de Souza Neiva Junior
(OAB/BA 21.118) e outros, representando Tania Marli Ribeiro Yoshida.
1.9. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2687/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento


no art. 143, inciso V, "a" e 169, inciso V, do Regimento Interno/TCU, em considerar implementadas as
recomendações constantes dos subitens 9.1.1 e 9.1.2, não implementadas as constantes dos subitens
9.1.3, 9.1.5 e 9.1.6, em implementação a constante do subitem 9.1.4 e atendido o item 9.2, todas do
Acórdão 104/2015-TCU-Plenário; dar ciência deste acórdão, com cópia da instrução (peça 14), à
unidade jurisdicionada e determinar o apensamento definitivo destes autos ao TC 015.869/2014-8, de
acordo com os pareceres emitidos nos autos:

1. Processo TC-002.042/2015-0 (MONITORAMENTO)


1.1. Órgão/Entidade: Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
1.2. Relator: Ministro Bruno Dantas
1.3. Representante do Ministério Público: não atuou
1.4. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Mato Grosso do Sul
(SECEX-MS).
1.5. Representação legal: não há.
1.6. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2688/2015 - TCU - Plenário

Considerando que a UFBA comprovou o cumprimento da determinação desta Corte e


apresentou o plano de ação contendo as informações relacionadas as recomendações constantes dos
itens 9.2 do Acórdão 3.453/2014-TCU-Plenário;
Considerando que as providências adotadas/informadas são suficientes para que se possa
considerar cumprida a determinação desta Corte e que o presente monitoramento atendeu o objetivo
para o qual foi constituído;
Considerando que o cumprimento das ações previstas no Plano apresentado pela UFBA será
monitorado pela Secex Bahia por meio dos relatórios de gestão e/ou prestações de contas anuais, que
já preveem o fornecimento dessas informações, ou mesmo por meio de novas fiscalizações;
Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento
no art. 143, inciso V, "a" e 169, inciso V, do Regimento Interno/TCU, em considerar cumprida a
determinação constante do item 9.2 do Acórdão 3.453/2014-TCU-Plenário, prolatado no TC
018.187/2014-5, dar ciência à Secretaria de Controle Externo na Bahia e à Universidade Federal da
24

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Bahia e em determinar o apensamento definitivo destes autos de monitoramento ao TC 020.808/2014-


3, sem prejuízo das medidas a seguir, de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

1. Processo TC-007.992/2015-7 (MONITORAMENTO)


1.1. Interessado: Secretaria de Controle Externo no Estado de Alagoas (00.414.607/0002-07)
1.2. Órgão/Entidade: Universidade Federal da Bahia
1.3. Relator: Ministro Bruno Dantas
1.4. Representante do Ministério Público: não atuou
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado de Alagoas (SECEX-AL).
1.6. Representação legal: não há.
1.7. determinar à UFBA que informe nos relatórios de gestão e/ou prestações de contas anuais
sobre o cumprimento das medidas indicadas do plano de ação apresentado;
1.8. determinar à unidade instrutiva de origem que verifique o cumprimento do item anterior.

ACÓRDÃO Nº 2689/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento


no art. 143, inciso V, "a" e 169, inciso V, do Regimento Interno/TCU, em considerar cumprido o item
1.8.1 do Acórdão 1179/2015-TCU-Plenário (TC 018.679/2014-5) e em determinar o apensamento
definitivo destes autos ao TC 018.679/2014-5, de acordo com os pareceres emitidos nos autos:

1. Processo TC-011.278/2015-3 (MONITORAMENTO)


1.1. Responsável: Marcio Antonio da Silveira (283.283.451-53)
1.2. Órgão/Entidade: Fundação Universidade Federal do Tocantins
1.3. Relator: Ministro Bruno Dantas
1.4. Representante do Ministério Público: não atuou
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado de Tocantins (SECEX-TO).
1.6. Representação legal: não há.
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2690/2015 - TCU – Plenário

Considerando que a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) apresentou informações acerca


da adoção de providências para implementar as recomendações constantes do Acórdão 3.450/2014-
TCU-Plenário;
Considerando que a entidade não está oferecendo obstáculo à implementação das recomendações
ainda pendentes, tendo apresentado justificativas pertinentes;
Considerando que a implementação dos itens correspondentes poderá ser monitorada pela
unidade instrutiva por meio dos relatórios de gestão e/ou prestações de contas anuais, que já preveem o
fornecimento dessas informações;
Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento
no art. 143, inciso V, "a" e 169, inciso V, do Regimento Interno/TCU, em considerar parcialmente
cumprida a determinação contida no item 9.3 do Acórdão 3.450/2014-TCU-Plenário, cuja verificação
dar-se-á por meio dos relatórios de gestão e/ou das prestações de contas anuais, nos termos da Decisão
Normativa-TCU 146, de 30/9/2015, e em determinar o apensamento definitivo destes autos de
monitoramento ao processo original TC 011.491/2014-0, de acordo com os pareceres emitidos nos
autos:

1. Processo TC-011.860/2015-4 (MONITORAMENTO)


1.1. Responsável: Márcia Perales Mendes Silva (214.861.902-00)
25

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

1.2. Interessado: Secretaria de Controle Externo do TCU-AC


1.3. Órgão/Entidade: Fundação Universidade Federal do Amazonas
1.4. Relator: Ministro Bruno Dantas
1.5. Representante do Ministério Público: não atuou
1.6. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Acre (SECEX-AC).
1.7. Representação legal: não há.
1.8. Determinações/Recomendações/Orientações:
1.8.1. determinar à Secretaria de Controle Externo no Estado do Amazonas (Secex-AM) e à
Controladoria-Geral da União no Estado do Amazonas (CGU/PR-AM) que acompanhem, na avaliação
da gestão da Fundação Universidade Federal do Amazonas (Ufam) nos próximos exercícios, a
implementação das recomendações constantes dos itens 9.1.1, 9.1.2, 9.1.4 do Acórdão 3.450/2014-
TCU-Plenário;
1.8.2. encaminhar cópia desta decisão à CGU/PR-AM e à Ufam, nos termos do art. 169, § 1º, do
Regimento Interno/TCU.

ACÓRDÃO Nº 2691/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento


no art. 143, inciso V, "a" e 169, inciso V, do Regimento Interno/TCU, em considerar atendidas as
determinações exaradas nos itens 9.1 e 9.2 do Acórdão 2.375/2013 – TCU – Plenário, dar ciência deste
acórdão, juntamente com a instrução inicial (peça 22), à unidade jurisdicionada e em determinar o
apensamento definitivo destes autos ao TC-018.739/2011-3, de acordo com os pareceres emitidos nos
autos:

1. Processo TC-024.825/2013-1 (MONITORAMENTO)


1.1. Interessado: Secretaria de Controle Externo do TCU/MS (00.414.607/0022-42)
1.2. Órgão/Entidade: Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
1.3. Relator: Ministro Bruno Dantas
1.4. Representante do Ministério Público: não atuou
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Mato Grosso do Sul
(SECEX-MS).
1.6. Advogado constituído nos autos: não há.
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2692/2015 - TCU - Plenário

Considerando a informação de que o pregão está suspenso, haja vista a necessidade de se


analisar as impugnações encaminhadas, bem como de que o projeto básico está sendo revisto pelas
áreas competentes, havendo a possibilidade de sua alteração em decorrência da análise das
impugnações recebidas e da conclusão desta representação;
Considerando que o art. 23, § 1º, da Lei 8.666/1993 impõe a obrigatoriedade do parcelamento do
objeto em tantas parcelas quantas se comprovarem técnica e economicamente viáveis, procedendo-se à
licitação com vista ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado e à ampliação da
competitividade sem perda de economia de escala;
Considerando que as condições para participação no pleito contidas no subitem 8.6 do edital
restringem o universo de possíveis interessados na licitação e seu caráter competitivo;
Considerando a não constatação do periculum in mora, ante a suspensão do andamento do
pregão;
Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento
no art. 43, inciso I, da Lei nº 8.443/1992, arts. 17, inciso IV; 143, inciso III; 235 c/c o art. 237,
26

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

parágrafo único, e art. 237, todos do Regimento Interno/TCU, em conhecer da presente representação,
por preencher os requisitos de admissibilidade, para, no mérito, considerá-la parcialmente procedente,
indeferir a medida cautelar pleiteada, pela ausência dos requisitos autorizadores, e em dar ciência desta
deliberação à unidade jurisdicionada e à representante, com cópia da instrução (peça 10), sem prejuízo
da medida abaixo, promovendo-se, ao final, o arquivamento, de acordo com os pareceres emitidos nos
autos:

1. Processo TC-025.485/2015-6 (REPRESENTAÇÃO)


1.1. Órgão/Entidade: Fundação Oswaldo Cruz
1.2. Relator: Ministro Bruno Dantas
1.3. Representante do Ministério Público: não atuou
1.4. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio de Janeiro (SECEX-RJ).
1.5. Representação legal: não há.
1.6. dar ciência à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a fim de evitar a mesma ocorrência em
futuras licitações e em particular no Pregão Eletrônico 053/2015-DIRAC, se este for retomado, da
ocorrência da seguinte impropriedade na primeira versão do edital do Pregão Eletrônico 053/2015-
DIRAC:
1.6.1 não parcelamento do objeto em tantas parcelas quantas se comprovarem técnica e
economicamente viáveis, conforme prescrito no art. 23, §1º da Lei 8.666/1993.

ACÓRDÃO Nº 2693/2015 - TCU - Plenário

Considerando que a presente representação se trata de reprodução de outra já distribuída e em


análise por esta Corte, no bojo do TC 013.775/2015-4;
Considerando que a primeira representação se encontra em estágio mais avançado;
Considerando que o pedido de medida cautelar postulado nos presentes autos já fora objeto de
análise e indeferimento, por inexistência dos requisitos autorizadores, inexistindo fato novo que
pudesse ensejar a reapreciação da decisão;
Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento
no art. 43, inciso I, da Lei nº 8.443/1992, arts. 17, inciso IV; 143, inciso III; 235 c/c o art. 237,
parágrafo único, e art. 237, todos do Regimento Interno/TCU, em conhecer da presente representação,
por preencher os requisitos de admissibilidade, indeferir a medida cautelar pleiteada, por inexistência
dos pressupostos de sua concessão, apensar os presentes autos ao TC 013.775/2015-4 e em dar ciência
desta deliberação à representante, com cópia da instrução (peça 5), de acordo com os pareceres
emitidos nos autos:

1. Processo TC-026.388/2015-4 (REPRESENTAÇÃO)


1.1. Órgão/Entidade: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
1.2. Relator: Ministro Bruno Dantas
1.3. Representante do Ministério Público: não atuou
1.4. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas (Selog).
1.5. Representação legal: não há.
1.6. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

Ata n° 43/2015 – Plenário


Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária

RELAÇÃO Nº 44/2015 – Plenário


Relator – Ministro VITAL DO RÊGO
27

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

ACÓRDÃO Nº 2694/2015 - TCU – Plenário

Trata-se de pedido de reexame interposto por Clériston José da Silva Andrade, Secretário
Municipal de Educação e Esportes, contra os itens 9.3 e 9.4 do Acórdão 1.673/2015-TCU-Plenário,
que rejeitou as razões de justificativa apresentadas pelo recorrente, relativas à assinatura de “Termo de
Referência” com qualificação técnica em desconformidade com a Lei 8.666/1993, aplicando-lhe multa.
Considerando que, regularmente notificado, em 27/7/2015 (peça 71), acerca da deliberação
recorrida (Acórdão 1.673/2015-TCU-Plenário), o interessado somente compareceu aos autos em
13/8/2015, oportunidade em que protocolizou seu pedido de reexame (peça 72);
Considerando que o prazo para a interposição desse recurso é de 15 (quinze) dias, nos termos dos
artigos 285 e 286, parágrafo único, do Regimento Interno do TCU;
Considerando que “a data de início do prazo é contada a partir do primeiro dia em que houver
expediente no Tribunal”, nos termos do art. 19, §3º, da Resolução TCU 170/2004, o termo a quo para
análise da tempestividade foi o dia 28/7/2015, sendo certo que o termo final para sua interposição se
deu no dia 11/8/2015;
Considerando, paralelamente, que o interessado não apresenta fatos novos capazes de alterar o
mérito do acórdão alvejado, o que, por si só, inviabiliza o conhecimento da peça recursal em tela, ex
vi, nos termos do artigo 32, parágrafo único, da Lei 8.443/1992, c/c os artigos 285, caput e §2º, e 286,
parágrafo único, do Regimento Interno/TCU;
Considerando o princípio da fungibilidade e que, ante as circunstâncias expostas, os pareceres da
unidade técnica e do representante do Ministério Público junto a este Tribunal são convergentes no
sentido do não conhecimento do recurso (peças 72, 74, 75, 76 e 79);
Os Ministros do Tribunal de Contas da União, quanto ao processo a seguir relacionado,
ACORDAM, por unanimidade, com fundamento no art. 32, parágrafo único, da Lei 8.443/1992, e nos
arts. 143, inciso IV, alínea "b" e § 3º, 277, inciso II, 285, § 2º, e 286, parágrafo único, do Regimento
Interno do TCU, em:
a) não conhecer do pedido de reexame interposto por Clériston José da Silva Andrade, por
restar intempestivo e não apresentar fatos novos;
b) dar ciência desta decisão ao recorrente, ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
e à Prefeitura Municipal de Juazeiro - BA.

1. Processo TC-012.333/2013-1 (RELATÓRIO DE AUDITORIA)


1.1. Responsáveis: Chirley Vanuyre Vianna Cordeiro de Santana (416.359.735-20); Clériston
José da Silva Andrade (638.707.385-53); e Edson Moraes Ruas (964.215.688-15).
1.2. Recorrente: Clériston José da Silva Andrade (638.707.385-53).
1.3. Interessados: Congresso Nacional e Prefeitura Municipal de Juazeiro - BA
(13.914.981/0001-24).
1.4. Órgão/Entidade: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e Prefeitura Municipal
de Juazeiro – BA.
1.5. Relator: Ministro Vital do Rêgo.
1.6. Representante do Ministério Público: Procurador-Geral Paulo Soares Bugarin.
1.7. Relator da deliberacao recorrida: Ministro Bruno Dantas.
1.8. Unidades Técnicas: Secretaria de Recursos (Serur) e Secretaria de Fiscalização de
Infraestrutura Urbana (SeinfraUrb).
1.9. Representação legal: Luiz Antonio Costa de Santana (OAB/BA 14.496).
1.10. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2695/2015 - TCU - Plenário


28

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento


nos arts. 143, inciso III, 235, e 237, inciso VI, e parágrafo único do Regimento Interno/TCU, de acordo
com os pareceres emitidos nos autos, em:
a) conhecer da presente representação, satisfeitos os requisitos de admissibilidade previstos no
Regimento Interno deste Tribunal, para, no mérito, considerá-la improcedente;
b) arquivar o presente processo, com fundamento no art. 169, inciso V, do Regimento Interno do
TCU.

1. Processo TC-016.286/2011-1 (REPRESENTAÇÃO)


1.1. Órgão: Secretaria Executiva do Ministério da Educação.
1.2. Relator: Ministro Vital do Rêgo.
1.3. Representante do Ministério Público: não atuou.
1.4. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo da Educação, da Cultura e do Desporto
(SecexEduc).
1.5. Representação legal: não há.
1.6. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2696/2015 - TCU – Plenário

Trata-se de representação autuada pela Secex/RS, a partir do Ofício 7ª Turma 13/2015, de


30/9/2015, encaminhado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região.
Considerando a informação apresentada pelo citado expediente, no sentido de que a 7ª Turma do
Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, em processo trabalhista, reconheceu a responsabilidade
subsidiária do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS por obrigações trabalhistas descumpridas
por empresa contratada para a prestação de serviços de vigilância;
Considerando que a matéria constante da documentação encaminhada é de competência do
Tribunal, referindo-se a responsável sujeito a sua jurisdição, acompanhando o indício concernente à
irregularidade ou ilegalidade.
Considerando, todavia, que o valor da condenação não consta nos documentos que deram origem
à presente representação e que, em casos semelhantes, valores referentes a verbas trabalhistas têm sido
de baixa materialidade;
Considerando que o caráter subsidiário da condenação imposta ao INSS apresenta reduzida
materialidade comparativamente ao orçamento gerido pelo Instituto;
Considerando, por fim, tratar-se de caso isolado, de baixo risco, materialidade e relevância para
unidade.
Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento
nos arts. 143, inciso III, 235 e 237, inciso VI, e parágrafo único, do Regimento Interno/TCU, em:
a) conhecer da presente representação, satisfeitos os requisitos de admissibilidade previstos no
Regimento Interno deste Tribunal, para, no mérito, considerá-la procedente;
b) encaminhar cópia da presente deliberação, acompanhada da instrução da unidade técnica, ao
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao respectivo órgão de controle interno, conforme
determinado pelo art. 106, § 3º, I, da Resolução-TCU 259/2014;
c) arquivar os presentes autos, dando ciência à 7ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª
Região e à Secretaria de Controle Externo da Previdência, do Trabalho e da Assistência Social, nos
termos do art. 106, § 4º, da Resolução-TCU 259/2014.

1. Processo TC-028.032/2015-2 (REPRESENTAÇÃO)


1.1. Responsável: Instituto Nacional do Seguro Social (29.979.036/0001-40).
1.2. Interessado: Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região/RS (02.520.619/0001-52).
1.3. Entidade: Instituto Nacional do Seguro Social.
29

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

1.4. Relator: Ministro Vital do Rêgo.


1.5. Representante do Ministério Público: não atuou.
1.6. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio Grande do Sul (Secex-
RS).
1.7. Representação legal: não há.
1.8. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2697/2015 - TCU - Plenário

Trata-se de representação de autoria do Ministério Público Federal no Estado do Amazonas, a


respeito de possíveis irregularidades na gestão de Odiney Rodrigues Hayden, no período em que geriu
a Coordenação Regional da Funai em Manaus, bem como sua responsabilidade e do servidor João
Melo Farias acerca do afundamento de embarcação de propriedade da Funai.
Considerando que a representação preenche os requisitos de admissibilidade constantes dos arts.
235 e 237, inciso I e parágrafo único, do Regimento Interno do TCU;
Considerando que, em relação às irregularidades noticiadas e ocorridas no exercício de 2010, o
somatório dos valores representa o total de R$ 11.795,40, sendo baixa a materialidade;
Considerando que o próprio representante reconhece em seu parecer que não resta clara a prática
de atos ímprobos por parte do então Coordenador da Funai;
Considerando que, em relação à perda da embarcação da Funai, foi instaurado Processo
Administrativo Disciplinar (PAD), o qual apontou no seu relatório a responsabilidade dos Srs. João
Melo Farias e Odiney Rodrigues Hayden, propondo a aplicação de pena de demissão para ambos;
Considerando que a Advocacia-Geral da União (AGU), após análise processual do referido
PAD, sugeriu a imposição de pena de suspensão de 30 (trinta) dias para ambos os responsáveis, bem
como o encaminhamento dos autos à Procuradoria Federal Especializada da Funai, para a adoção das
providências necessárias quanto ao ressarcimento do dano, cujo valor de aproxima de R$ 15.390,00;
Considerando, entretanto, que não existem informações nestes autos quanto ao ressarcimento do
dano provocado em decorrência da perda da embarcação;
Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento
nos arts. 143, inciso III, 235, e 237, inciso I, e parágrafo único do Regimento Interno/TCU, de acordo
com os pareceres emitidos nos autos, em:
a) conhecer da presente representação, satisfeitos os requisitos de admissibilidade previstos no
Regimento Interno deste Tribunal, para, no mérito, considerá-la parcialmente procedente;
b) fazer a determinação especificada no subitem 1.6;
c) encaminhar cópia desta deliberação, acompanhada da instrução da unidade técnica ao
representante;
d) arquivar o presente processo.

1. Processo TC-029.586/2014-3 (REPRESENTAÇÃO)


1.1. Órgão: Coordenação Regional da Funai de Manaus.
1.2. Relator: Ministro Vital do Rêgo.
1.3. Representante do Ministério Público: não atuou.
1.4. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Amazonas (Secex-AM).
1.5. Representação legal: não há.
1.6. Determinar à Coordenação Regional da Funai em Manaus, com fundamento no art. 250,
inciso II, do RI/TCU, que, no prazo de 90 (noventa) dias, apresente a documentação que comprove ter
tomado as medidas necessárias, com vistas a obter o ressarcimento do dano provocado, decorrente da
perda da embarcação da Funai, cuja responsabilidade foi atribuída, em Processo Administrativo
Disciplinar (PAD), aos Srs. João Melo Farias e Odiney Rodrigues Hayden.
30

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Ata n° 43/2015 – Plenário


Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária

RELAÇÃO Nº 52/2015 – Plenário


Relator – Ministro-Substituto AUGUSTO SHERMAN CAVALCANTI

ACÓRDÃO Nº 2698/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão de Plenário, quanto ao


processo a seguir relacionado, com fundamento no art. 143, inciso V, alínea "d", do Regimento
Interno, c/c o Enunciado 145 da Súmula de Jurisprudência predominante no Tribunal de Contas da
União, ACORDAM, por unanimidade, em retificar, por inexatidão material, o Acórdão 1292/2011-
TCU - Plenário, como a seguir:

Item 3:
Onde se lê: 3. Responsável: Nilson Santos Garcia - CPF 062.067.513-68 - ex-Prefeito.
Leia-se: 3. Responsáveis: Nilson Santos Garcia - CPF 062.067.513-68 - ex-Prefeito; Weder
Pereira Garcia (CPF 761.544.163-34), Márcio Ribeiro de Jesus Sousa (CPF 819.489.133-72), Fabiane
Pinheiro Trinta (CPF 689.961.362-04), I.F. Terraplenagem e Construções Ltda. (CNPJ
05.149.148/0001-06), C.J. Construções Ltda. (CNPJ 04.445.928/0001) e A.J. Ferreira Serviços de
Urbanização (CNPJ 00.887.274/0001-44).

Item 9.5.
Onde se lê "C.F. Construções Ltda."
Leia-se "C.J. Construções Ltda."

1. Processo TC-009.826/2006-0 (TOMADA DE CONTAS ESPECIAL)


1.1. Apensos: 004.808/2012-6 (COBRANÇA EXECUTIVA); 004.807/2012-0 (COBRANÇA
EXECUTIVA); 004.699/2012-2 (COBRANÇA EXECUTIVA); 004.710/2012-6 (COBRANÇA
EXECUTIVA); 004.806/2012-3 (COBRANÇA EXECUTIVA); 004.804/2012-0 (COBRANÇA
EXECUTIVA)
1.2. Responsáveis: AJ Ferreira Serviços de Urbanização (00.887.274/0001-44); C.J.
Construções Ltda. (04.445.928/0001-30); Fabiane Pinheiro Trinta (689.961.362-04); IF Construções e
Terraplenagem Ltda. (05.149.148/0001-06); Márcio Ribeiro de Jesus Sousa (819.489.133-72); Nilson
Santos Garcia (062.067.513-68); Weder Pereira Garcia (761.544.163-34)
1.3. Órgão/Entidade: Prefeitura Municipal de Palmeirândia - MA
1.4. Relator: Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti
1.5. Representante do Ministério Público: Procurador Júlio Marcelo de Oliveira
1.6. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Maranhão (SECEX-MA).
1.7. Representação legal: não há.
1.8. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2699/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão de Plenário, quanto ao


processo a seguir relacionado, com fundamento nos arts. 1º, inciso II, e 43, inciso I, da Lei 8.443, de
16 de julho de 1992, c/c os arts. 17, inciso IV, 143, inciso III, 237, todos do Regimento Interno,
ACORDAM, por unanimidade, em considerar a presente representação prejudicada, ante a perda de
objeto com a anulação do certame a que se referia (Tomada de Preços 002/2015), consoante os
motivos expostos no parecer da Secex/BA, restando prejudicada, também, a medida cautelar pleiteada,
31

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

e em dar ciência desta deliberação à representante e ao Município de Maiquinique/BA, arquivando-se


os autos com fundamento no art. 169, V, do RI/TCU.

1. Processo TC-027.504/2015-8 (REPRESENTAÇÃO)


1.1. Representante: Statuss Construtora e Serviços Ltda. - ME (CNPJ 04.322.716/0001-66)
1.2. Órgão/Entidade: Prefeitura Municipal de Maiquinique - BA
1.3. Relator: Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti
1.4. Representante do Ministério Público: não atuou
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado da Bahia (SECEX-BA).
1.6. Representação legal: não há.

ACÓRDÃO Nº 2700/2015 - TCU - Plenário

VISTOS e relacionados estes autos de representação, formulada por equipe de fiscalização da


Secex/CE em face de possíveis irregularidades no Contrato de Repasse 0198505-67/2006, celebrado
pela Caixa Econômica Federal com vistas à transferência de recursos do Ministério das Cidades para a
construção de 519 unidades habitacionais no Município de Eusébio/CE,
Considerando que por meio do Acórdão 152/2013 – TCU – Plenário este Tribunal conheceu da
representação e revogou a medida cautelar adotada nestes autos por decisão monocrática deste Relator,
permitindo-se, em consequência, a continuidade da execução das obras e a liberação de recursos
financeiros para pagamentos relacionados ao Contrato de Repasse 0198505-67/2006 (Siafi 567551),
Considerando que mediante referida deliberação este Tribunal determinou, ainda, à Secex/CE
que realizasse o aprofundamento do exame dos critérios de habilitação da licitação, conforme sugerido
na instrução da Secob-3, e, caso persistissem indícios de irregularidades relativos à possível restrição
indevida ao caráter competitivo do certame, capaz de ter conduzido à contratação de obra sem
observância do princípio licitatório da busca da proposta mais vantajosa para a administração,
identificasse os responsáveis e realizasse audiência desses, para que apresentassem razões de
justificativa, com fulcro no art. 43, inciso II, da Lei 8.443/1992,
Considerando que a Secex/CE assim o procedeu, realizando a audiência dos Srs.(as) Acilon
Gonçalves Pinto Júnior, prefeito municipal à época, Marleyane Gonçalves Lobo, então Secretária
Municipal do Trabalho e Ação Social, Sillan Alves de Almeida, ex-Secretário Municipal de
Desenvolvimento Urbano, Serviços Públicos e Meio Ambiente, Francisco Éber Martins Costa e Silva,
engenheiro da Prefeitura de Eusébio, José Alves da Cunha, Francisco, Freitas Cunha, Verônica Maria
Melo Martins, Tânia Cavalcante da Silva, Edilvan Tavares de Matos e Mary Luce Albuquerque
Nogueira, membros da comissão de licitação,
Considerando que em derradeira instrução de peça 134, corroborada pelos pronunciamentos de
peças 135/136, a Secex/CE entendeu que poderiam ser acolhidas as razões de justificativa apresentadas
pelos responsáveis, com extensão de seus efeitos àqueles que não responderam às audiências (Sr.
Francisco Éber Martins Costa e Silva e Sra. Mary Luce de Albuquerque Nogueira), em face da
insubsistência de elementos caracterizadores de eventual inabilitação excessiva de licitantes por
critérios exclusivamente restritivos no edital,
Considerando que, nessa linha, propõe a secretaria que a representação seja considerada
improcedente, arquivando-se os autos,
ACORDAM, os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão de Plenário, por
unanimidade, em:
a) acolher as razões de justificativa apresentadas pelos responsáveis Sr. Acilon Gonçalves Pinto
Junior, Sra. Marleyane Gonçalves Lobo de Farias, Sr. Sillam Alves de Almeida, Sr. Francisco Freitas
Cunha, Sr. José Alves da Cunha, Sra. Verônica Maria Melo Martins, Sra. Tânia Cavalcante da Silva,
Sr. Eldivan Tavares de Matos, com extensão aos responsáveis Francisco Éber Martins Costa e Silva e
Sra. Mary Luce de Albuquerque Nogueira;
32

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

b) considerar a representação, no mérito, improcedente;


c) dar ciência deste acórdão ao Município de Eusébio/CE, e
d) arquivar o processo, após ciência aos interessados.

1. Processo TC-036.234/2011-7 (REPRESENTAÇÃO)


1.1. Responsáveis: Acilon Gonçalves Pinto Júnior (091.881.853-20); Construtora Chc Ltda
(09.425.042/0001-49); Eldivan Tavares de Matos (265.609.173-04); Francisco Eber Martins Costa e
Silva (617.214.683-15); Francisco Freitas Cunha (061.360.523-34); Francisco Jose Bardawil Filho
(013.860.013-92); José Alves da Cunha (052.616.863-34); Marleyane Gonçalves Lobo Pinto Junior
(463.459.223-15); Mary Luce Albuquerque Nogueira (190.739.683-72); Sillam Alves de Almeida
(473.219.383-87); Tania Cavalcante da Silva (797.876.223-87); Veronica Maria Melo Martins
(230.395.903-91)
1.2. Interessado: Secretaria de Controle Externo do TCU no Estado do Ceará (00.414.607/0006-
22)
1.3. Órgão/Entidade: Prefeitura Municipal de Eusébio - CE
1.4. Relator: Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti
1.5. Representante do Ministério Público: não atuou
1.6. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Ceará (SECEX-CE).
1.7. Representação legal: Eugenio de Araujo e Oliveira Lima (18264/CE-OAB) e outros,
representando Acilon Gonçalves Pinto Júnior; Sergio Rebouças (18383/CE-OAB) e outros,
representando Construtora Chc Ltda; Ana Carolina Cavalcante de Paula e outros, representando
Francisco Freitas Cunha.
1.8. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

Ata n° 43/2015 – Plenário


Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária

RELAÇÃO Nº 36/2015 – Plenário


Relator – Ministro-Substituto MARCOS BEMQUERER COSTA

ACÓRDÃO Nº 2701/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento


nos arts. 143, inciso V, alínea e, e 183, inciso I, alínea d, do Regimento Interno/TCU, em prorrogar o
prazo, por mais 60 (sessenta) dias, a contar da notificação desta deliberação, para que a Caixa
Econômica Federal cumpra a determinação constante do subitem 9.4.4 do Acórdão n. 3.271/2013 –
Plenário:

1. Processo TC-005.849/2014-4 (MONITORAMENTO)


1.1. Interessado: Tribunal de Contas da União.
1.2. Órgão/Entidade: Caixa Econômica Federal; Secretaria Executiva do Ministério das Cidades;
Secretaria Municipal de Projetos e Obras Especiais de Porto Velho/RO.
1.3. Relator: Ministro-Substituto Marcos Bemquerer Costa.
1.4. Representante do Ministério Público: não atuou.
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Urbana (SeinfraUrb).
1.6. Representação legal: não há.
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2702/2015 - TCU - Plenário


33

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento


no art. 143, inciso V, alínea c, do Regimento Interno/TCU, em reiterar determinação contida no
subitem 1.8.1 do Acórdão n. 890/2015 – Plenário, de acordo com o parecer emitido pela SeinfraUrb:

1. Processo TC-017.121/2012-4 (MONITORAMENTO)


1.1. Apensos: TC-005.358/2014-0 (Solicitação); TC-018.002/2015-3 (Solicitação).
1.2. Responsável: Inês da Silva Magalhães (051.715.848-50).
1.3. Órgão/Entidade: Caixa Econômica Federal; Secretaria Federal de Controle Interno da
Controladoria-Geral da União; Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades.
1.4. Relator: Ministro-Substituto Marcos Bemquerer Costa.
1.5. Representante do Ministério Público: não atuou.
1.6. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Urbana (SeinfraUrb).
1.7. Representação legal: Guilherme Lopes Mair (OAB/DF n. 32.261) e outros, representando
Caixa Econômica Federal.
1.8. Determinação/Informação:
1.8.1. à Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades e à Caixa Econômica
Federal, com fundamento no art. 45 da Lei n. 8.443/1992 e no art. 250, inciso II, do Regimento
Interno/TCU, para que, no prazo de 90 (noventa) dias a contar da ciência desta deliberação, apresente
os elementos comprobatórios destinados a demonstrar a efetiva implantação dos procedimentos
operacionais concernentes à verificação de que os municípios deram cumprimento aos critérios de
hierarquização, seleção da demanda e de publicidade, nos termos do disposto no item 8 do anexo da
Portaria/MCidades n. 595/2013, devendo a documentação contemplar:
1.8.1.1. definição oficial acerca dos responsáveis por verificar se os municípios
cumpriram/cumprem as regras de hierarquização, de seleção da demanda e de publicidade,
estabelecidas no programa;
1.8.1.2. normativos internos da SNH/MCidades e/ou CEF, com definição das respectivas áreas
técnicas responsáveis por essa verificação no âmbito dessas instituições;
1.8.1.3. procedimentos/roteiros formalizados para essa verificação, inclusive os procedimentos
adotados nas hipóteses em que se concluir que os municípios não deram cumprimento a essas regras.
1.8.2. informar à Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades e à Caixa
Econômica Federal que a reincidência no descumprimento de determinação poderá ensejar a aplicação
de multa aos responsáveis, com base no art. 58, inciso VII, da Lei n. 8.443/1992.

ACÓRDÃO Nº 2703/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento


nos arts. 143, incisos III e V, alínea a, e 169, inciso V, do Regimento Interno/TCU, e considerando o
cumprimento das determinações constantes do Acórdão n. 987/2012 – Plenário, em arquivar o presente
processo:

1. Processo TC-017.185/2012-2 (MONITORAMENTO)


1.1. Interessado: Tribunal de Contas da União.
1.2. Órgão/Entidade: Caixa Econômica Federal; Secretaria Executiva do Ministério das Cidades;
Prefeitura Municipal de Serra/ES.
1.3. Relator: Ministro-Substituto Marcos Bemquerer Costa.
1.4. Representante do Ministério Público: não atuou.
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Urbana (SeinfraUrb).
1.6. Representação legal: não há.
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.
34

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

ACÓRDÃO Nº 2704/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento


no art. 27 da Lei n. 8.443/1992, c/c o art. 218 do Regimento Interno/TCU, em dar quitação ao Sr.
Carlos Eduardo Chaves, ante o recolhimento da multa que lhe foi imputada, de acordo com o parecer
da SeinfraAeroTelecom:

1. Processo TC-000.277/2010-0 (RELATÓRIO DE AUDITORIA)


1.1. Apenso: TC-013.780/2015-8 (Solicitação).
1.2. Órgão/Entidade: Caixa Econômica Federal; Secretaria Executiva do Ministério das Cidades;
Secretaria Executiva do Ministério das Cidades.
1.3. Responsáveis: Carlos Eduardo Chaves (266.177.158-10); Pedro Euzébio Alves de Souza
(386.303.202-06); Tiago Dambrós Costa Beber (889.420.151-15); Valmir Queiroz de Medeiros
(205.216.854-00).
1.4. Relator: Ministro-Substituto Marcos Bemquerer Costa.
1.5. Representante do Ministério Público: Subprocuradora-Geral Cristina Machado da Costa e
Silva.
1.6. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura de Aviação Civil e
Comunicações (SeinfraAeroTelecom).
1.7. Representação legal: Iuri Batista de Oliveira (OAB/DF n. 14.066) e outros, representando
Caixa Econômica Federal; Elio Oliveira Cunha (OAB/RO n. 6.030) e outros, representando Tiago
Dambrós Costa Beber e Valmir Queiroz de Medeiros.
1.8. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

Quitação relativa ao subitem 9.1.4, do Acórdão n. 3.271/2013, proferido pelo Plenário, em


Sessão de 27/11/2013, conforme Ata n. 47/2013.
Valor original da multa: R$ 2.500,00 Data de origem da multa: 27/11/2013
Valor recolhido: R$ 2.898,34 Data do recolhimento: 27/5/2015

ACÓRDÃO Nº 2705/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento


no art. 47, caput, da Lei n. 8.443/1992, em converter os presentes autos em Tomada de Contas
Especial, encaminhando-os à SecexDefesa para a realização das citações, audiências e demais medidas
propostas pela unidade técnica:

1. Processo TC-018.459/2014-5 (RELATÓRIO DE AUDITORIA)


1.1. Apensos: TC-018.517/2013-7 (Representação); TC-018.744/2012-5 (Representação).
1.2. Responsáveis: Carlos Vuyk de Aquino (967.646.868-15); Fernando Cesar Pereira Santos
(662.127.587-00); José Roberto Machado e Silva (440.443.567-34); Juniti Saito (007.990.250-20);
Luiz Anesio de Miranda (345.019.597-20); Luiz Paulo Moraes da Silveira (469.474.428-34); Marco
Aurélio Gonçalves Mendes (449.425.758-34); Organização Brasileira Para o Desenvolvimento
Científico e Tecnológico do Controle do Espaço Aéreo (05.979.994/0001-53); Ronaldo Yuan
(729.310.277-15).
1.3. Órgão/Entidade: Centro de Controle Interno da Aeronáutica; Departamento de Controle do
Espaço Aéreo da Aeronáutica – MD/CA.
1.4. Relator: Ministro-Substituto Marcos Bemquerer Costa.
1.5. Representante do Ministério Público: não atuou.
1.6. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo da Defesa Nacional e da Segurança
Pública (SecexDefesa).
35

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

1.7. Representação legal: Eurico Jorge de Lima e outros, representando Centro de Controle
Interno da Aeronáutica.
1.8. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2706/2015 - TCU – Plenário

Registro, inicialmente, que atuo neste processo em substituição à ministra Ana Arraes, nos
termos da Portaria TCU 300, de 26 de outubro de 2015.
Visto este agravo (peça 250) apresentado pela Associação dos Advogados do Banco do Brasil –
ASABB em face de despacho à peça 241, que remeteu ao relator a quo deste feito um recurso
nominado pela agravante como pedido de reexame, por considerar que o referido recurso tratava-se de
agravo contra determinação de caráter essencialmente cautelar, expressamente fundamentada no art.
276, § 5º, do Regimento Interno do TCU, além de ponderar que inexistia no processo qualquer juízo de
mérito sobre a matéria tratada;
considerando, com fundamento no art. 289 do Regimento Interno, que o prazo estabelecido para
interposição de agravo contra despacho decisório é de cinco dias, contados na forma do art. 183;
considerando que, nos termos do art. 183, inciso II, do Regimento Interno, os prazos relativos à
processualística do TCU contam-se dia a dia, a partir da data constante de documento que comprove a
ciência da parte;
considerando que o despacho agravado foi proferido em 08/07/2015 (peça 241) e que os
representantes legais da agravante compareceram aos autos para solicitar vista e cópia deste processo
em 08/09/2015 (peça 246) e apenas apresentaram o presente agravo em 22/09/2015(peça 250);
considerando, por fim, em aplicação analógica, que, nos termos do art. 179, § 4º, do Regimento
Interno, supre a falta da citação ou da audiência o comparecimento espontâneo do responsável;
ACORDAM os ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, por
unanimidade, em não conhecer o agravo apresentado pela Associação dos Advogados do Banco do
Brasil – ASABB (peça 250), com fundamento nos arts. 278, § 2º, 289, e nos termos do art. 143, inciso
IV, ‘b’, do Regimento Interno, em razão da intempestividade do pleito, e, previamente à remessa ao
relator a quo, em enviar os autos à Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio de Janeiro para
dar ciência à agravante e à unidade jurisdicionada do teor desta decisão.

1. Processo TC-018.515/2014-2 (REPRESENTAÇÃO)


1.1. Apenso: TC 012.423/2014-9 (REPRESENTAÇÃO)
1.2. Classe de Assunto: I.
1.3. Recorrente: Associação dos Advogados do Banco do Brasil – ASABB (CNPJ
00.438.999/0001-55).
1.4. Unidade: Banco do Brasil S.A. – Centro de Apoio aos Negócios e Operações Logísticas de
São Paulo.
1.5. Relator: ministro-substituto Marcos Bemquerer Costa.
1.6. Relatora da deliberação recorrida: ministra Ana Arraes.
1.7. Representante do Ministério Público: não atuou.
1.8. Unidade Técnica: não atuou.
1.9. Representação legal: Tatiane Rodrigues Soares (OAB/DF 16.141), representando a Asabb, e
outros.
1.10. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

ACÓRDÃO Nº 2707/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União ACORDAM, por unanimidade, com fundamento


nos arts. 143, inciso V, alínea a, e 169, inciso V, do Regimento Interno/TCU, e considerando o
36

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

cumprimento das determinações constantes dos subitens 9.2.1 e 9.2.2 do Acórdão n. 1.452/2015 –
Plenário, em arquivar o presente processo, de acordo com o parecer da Secex/PE:

1. Processo TC-028.044/2014-2 (REPRESENTAÇÃO)


1.1. Representante: Imunizadora Guarani Ltda. – Me (10.633.029/0001-64).
1.2. Órgão/Entidade: 16º Batalhão de Infantaria Motorizado – MD/CE.
1.3. Relator: Ministro-Substituto Marcos Bemquerer Costa.
1.4. Representante do Ministério Público: não atuou.
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado de Pernambuco (Secex/PE).
1.6. Representação legal: Sérgio Genes e outros.
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

Ata n° 43/2015 – Plenário


Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária

RELAÇÃO Nº 37/2015 – Plenário


Relator – Ministro-Substituto ANDRÉ LUÍS DE CARVALHO

ACÓRDÃO Nº 2708/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão de Plenário, ACORDAM, por


unanimidade, com fundamento nos arts. 143, inciso V, alínea “e”, e 183, parágrafo único, do
Regimento Interno do TCU, aprovado pela Resolução nº 246/2011, em deferir a solicitação
apresentada pela Sra. Eliana Pontes de Mendonça, Coordenadora-Geral de Gestão de Pessoas do
Ministério da Saúde, e conceder ao Ministério da Saúde a prorrogação, por 60 (sessenta) dias, do prazo
para atendimento ao item 9.4 do Acórdão 1.176/2015-TCU-Plenário, devendo o novo prazo ser
contado a partir do término daquele originalmente concedido, de acordo com o parecer emitida pela
unidade técnica:

1. Processo TC-034.062/2011-4 (REPRESENTAÇÃO)


1.1. Interessado: Tribunal de Contas da União.
1.2. Órgão/Entidade: não há.
1.3. Relator: Ministro-Substituto André Luís de Carvalho.
1.4. Representante do Ministério Público: Procurador Júlio Marcelo de Oliveira.
1.5. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Pessoal (Sefip).
1.6. Representação legal: não há.
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

Ata n° 43/2015 – Plenário


Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária

RELAÇÃO Nº 25/2015 – Plenário


Relator – Ministro-Substituto WEDER DE OLIVEIRA

ACÓRDÃO Nº 2709/2015 - TCU - Plenário

Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, na forma do art.


143, V, 'e' do RI/TCU, combinado com o art. 183 parágrafo único do RI/TCU e art. 7º da Instrução
Normativa TCU 63/2010, e de acordo com a proposta emitida pela Unidade Técnica, ACORDAM, por
unanimidade, em conhecer da presente solicitação e prorrogar, em caráter excepcional, para
37

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

16/11/2015, o prazo para apresentação do processo de contas do Banco Nacional de Desenvolvimento


Econômico e Social - BNDES pela Controladoria-Geral da União.

1. Processo TC-027.826/2015-5 (SOLICITAÇÃO)


1.1. Interessado: Controladoria Geral da Uniao - CGU (05.914.685/0001-03).
1.2. Relator: Ministro-Substituto Weder de Oliveira.
1.3. Representante do Ministério Público: não atuou.
1.4. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo da Administração Indireta no Rio de
Janeiro (SecexEstat).
1.5. Representação legal: não há.
1.6. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.

Ata n° 43/2015 – Plenário


Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária

PROCESSOS APRECIADOS DE FORMA UNITÁRIA

Por meio de apreciação unitária de processos, o Plenário proferiu os Acórdãos de nºs 2710 a 2756, a
seguir transcritos e incluídos no Anexo II desta Ata, juntamente com os relatórios e os votos em que se
fundamentaram.

ACÓRDÃO Nº 2710/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 015.986/2014-4.
2. Grupo I – Classe de Assunto: V – Levantamento de Auditoria.
3. Interessados: Tribunal de Contas da União.
4. Órgão/Entidade: Ministério do Trabalho e Previdência Social.
5. Relator: Ministro Augusto Nardes.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo da Previdência, do Trabalho e da Assistência
Social (SecexPrevidência).
8. Representação legal: não há.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de levantamento de auditoria com objetivo de
comparar o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) brasileiro com os regimes previdenciários de
quatro países da União Europeia - Portugal, Grécia, Polônia e Hungria -, no que se refere, entre outros
aspectos à estrutura demográfica e econômica, benefícios, regras, financiamento, indicadores de
sustentabilidade do sistema, ações para mitigar pressões sobre o equilíbrio fiscal e principais reformas
previdenciárias realizadas nos últimos anos,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em
9.1. encaminhar, para ciência, cópia desta deliberação, acompanhada do relatório e voto que a
fundamentam e dos estudos produzidos pelos peritos local e externo, constantes das peças 23 e 24, ao
Ministério do Trabalho e Previdência Social, ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), à Casa Civil da Presidência da República,
às Presidências do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, à Comissão de Assuntos Econômicos
do Senado Federal, à Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal, à Comissão de Meio
Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado Federal, à Comissão de
Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, à Comissão de Finanças e Tributação da
38

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Câmara dos Deputados, à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados,
à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, à representação da União Europeia
no Brasil;
9.2. determinar à SecexPrevidência que realize acompanhamento anual da situação da
Previdência Social brasileira, em especial das questões tratadas neste levantamento;
9.3. arquivar os presentes autos;

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2710-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Augusto Nardes
(Relator), Raimundo Carreiro, José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2711/2015 – TCU – Plenário

1. Processo 011.620/2012-9.
2. Grupo: I; Classe de Assunto: VII – Representação.
3. Interessados/Responsáveis
3.1. Interessados: Secex/SP e Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues (CPF 040.796.928-46).
3.2. Responsáveis: Ângelo Petto Neto (CPF 197.976.308-97), Izildinha Aparecida Amaral Vieira
(CPF 011.049.768-62), José Tadeu da Silva (CPF 720.451.168-91), Waldir Ronaldo Rodrigues (CPF
040.796.928-46).
4. Entidade: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo – Crea/SP.
5. Relator: Ministro-Substituto Marcos Bemquerer Costa.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado de São Paulo – Secex/SP.
8. Representação legal: Antony Araújo Couto, OAB/SP 226.033; Júlio de Souza Comparini,
OAB/SP 297.284; Renata Valéria Pinho Casale Cohen, OAB/SP 225.847; Ricardo Campos, OAB/SP
176.819.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos da Representação formulada pela Secex/SP, com
fundamento no art. 237, inciso VI, do RI/TCU, em que noticia possíveis irregularidades ocorridas no
âmbito do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo – Crea/SP.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. conhecer da presente Representação, satisfeitos os requisitos de admissibilidade previstos
nos arts. 235 e 237, inciso VI, do RI/TCU, para, no mérito, considerá-la parcialmente procedente;
9.2. acatar parcialmente as razões de justificativa apresentadas pela Sra. Izildinha Aparecida
Amaral Vieira, e afastar a aplicação de multa à responsável;
9.3. rejeitar as razões de justificativa dos Srs. Ângelo Petto Neto, José Tadeu da Silva e Waldir
Ronaldo Rodrigues;
9.4. aplicar individualmente a multa prevista no art. 58, II, da Lei 8.443/1992 no valor de R$
5.000,00 (cinco mil reais) aos Srs. Ângelo Petto Neto e José Tadeu da Silva, e de R$ 15.000,00 (quinze
mil reais) ao Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, fixando-lhes o prazo de 15 (quinze) dias, a contar das
notificações, para que comprovem, perante o Tribunal (art. 214, inciso III, alínea ‘a’, do RI/TCU), o
39

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

recolhimento das dívidas ao Tesouro Nacional, atualizadas monetariamente desde a data deste acórdão
até a dos efetivos recolhimentos, se forem pagas após o vencimento, na forma da legislação em vigor;
9.5. autorizar, caso requerido, nos termos do art. 26 da Lei 8.443/1992, o parcelamento da dívida
em até trinta e seis parcelas mensais e sucessivas, esclarecendo aos responsáveis que a falta de
pagamento de qualquer parcela importará no vencimento antecipado do saldo devedor (art. 217, § 2º,
do RI/TCU, sem prejuízo das demais medidas legais;
9.6. autorizar, desde logo, nos termos do art. 28, inciso II, da Lei 8.443/1992, a cobrança judicial
das dívidas caso não atendidas as notificações;
9.7. determinar ao Crea/SP, com fundamento no art. 250, inciso II, do RI/TCU, que no prazo de
180 dias adote as seguintes medidas, com comunicação ao Tribunal das providências adotadas:
9.7.1. exclua as referências salariais acima do teto constitucional de sua tabela remuneratória, em
observância ao limite do teto remuneratório constitucional;
9.7.2. verifique a situação do funcionário Waldir Ronaldo Rodrigues, em relação à irregularidade
quanto ao cargo supostamente ocupado de Gerente de Departamento ‘em extinção’, assim como avalie
a regularidade da situação funcional dos demais funcionários por ele apontados – Srs. José Batista
Novaes, Cecília Maria Lourenço e Zoel Rosa Trombeti;
9.7.3. implemente as medidas pertinentes, inclusive com a observância do direito ao
contraditório e à ampla defesa, para efetuar as correções na remuneração do Sr. Waldir Ronaldo
Rodrigues, decorrentes da incorporação de anuênios e de função comissionada, no limite de dez
décimos, e do irregular reenquadramento do aludido empregado no cargo de “Gerente de
Departamento – em extinção”;
9.7.4. apure, após a efetivação das correções de que trata o subitem anterior, o montante pago
irregularmente acima do teto constitucional na remuneração do Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues e adote
as providências administrativas para o devido ressarcimento, instaurando, se necessário, a devida
tomada de contas especial;
9.8. recomendar ao Crea/SP que:
9.8.1. implemente melhorias na normatização e nos procedimentos de controles internos, em
especial por parte da Superintendência de Controladoria, para coibir a ocorrência de novas
irregularidades como as apontadas no presente processo, a saber, a aprovação e pagamento de
remunerações acima do teto constitucional, bem como de transformações de cargos e incorporações de
vantagens sem observância aos princípios da razoabilidade, moralidade, eficiência e economicidade,
bem como aos parâmetros de mercado;
9.8.2. adote, se ainda não fez, providências tendentes ao estudo e revisão do plano de cargos e
salários do Conselho, avaliando a situação das incorporações de funções comissionadas por
funcionários do Crea/SP, para adequação dos benefícios pagos a seus funcionários a parâmetros de
mercado, assim como para evitar que os futuros reajustes anuais produzam novamente referências
salariais acima do teto remuneratório constitucional;
9.8.3. estude a possibilidade de implementar limitação temporal máxima, podendo coincidir com
o período de uma gestão, prorrogável por mais uma, para o exercício de cago comissionado ou função
de confiança em áreas estratégicas da entidade;
9.9. determinar à Secex-SP que monitore o cumprimento deste acórdão;
9.10. dar ciência deste Acórdão, assim como do Relatório e do Voto que o fundamentam, aos
responsáveis e ao Crea/SP.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2711-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
40

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer


Costa (Relator).
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO 2712/2015 – TCU – Plenário

1. Processo TC 014.846/2014-4.
2. Grupo: I; Classe de Assunto: VII – Representação.
3. Representante: Inbraterrestre Indústria e Comércio de Materiais de Segurança Ltda. (CNPJ
12.887.936/0001-65).
4. Unidade Jurisdicionada: Comando Logístico do Exército Brasileiro – Ministério da Defesa.
5. Relator: Ministro-Substituto Marcos Bemquerer Costa.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidades Técnicas: Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas – Selog e
Secretaria de Controle Externo da Defesa Nacional e da Segurança Pública – SecexDefesa.
8. Advogados constituídos nos autos: Marçal Justen Filho, OAB/PR 7.468; Cesar Augusto
Guimarães Pereira, OAB/PR 18.662; Fernão Justen de Oliveira, OAB/PR 18.661; Eduardo Talamini,
OAB/PR 19.920; André Guskow Cardoso, OAB/PR 27.074; Aline Lícia Klein, OAB/PR 29.615;
Alexandre Wagner Nester, OAB/PR 24.510; Marçal Justen Neto, OAB/PR 35.912; Rafael Wallbach
Schwind, OAB/PR 35.318; Felipe Scripes Wladeck, OAB/PR 38.054; Paulo Osternack Amaral,
OAB/PR 38.234; Guilherme Fredherico Dias Reisdorfer, OAB/PR 42.475; Karlin Olbertz, OAB/PR
46.962; Diogo Albaneze Gomes Ribeiro, OAB/SP 272.428; Mayara Ruski Augusto Sá, OAB/PR
49.049; William Romero, OAB/PR 51.663, Rodrigo Goulart de Freitas Pombo, OAB/PR 53.450,
Mônica Bandeira de Mello Lefrevre, OAB/PR 57.540; Juliane Erthal de Carvalho, OAB/PR 58.065;
Alan Garcia Troib, OAB/PR 58.064; Guilherme Augusto Vezaro Eiras, OAB/PR 61.483; Diego
Franzoni, OAB/PR 54.632; Daniel Siqueira Borda, OAB/PR 63.688; Mayara Gasparoto Tonin,
OAB/PR 65.886; Ricardo Barretto de Andrade, OAB/DF 32.136; Vitor Lanza Veloso, OAB/DF
35.110; Maria Augusta Rost, OAB/DF 37.017; João Bosco Leopoldino da Fonseca, OAB/MG 10.907;
Maurício Leopoldino da Fonseca, OAB/MG 55.454; Patrícia de Oliveira Leite Leopoldino, OAB/MG
55.456; Ana Regina Leopoldino da Fonseca Spalenza, OAB/MG 72.112; Fabrício Leopoldino Duflles,
OAB/MG 83.561; Aendria de Souza do Carmo, OAB/MG 106.808; Ana Amélia Ribeiro Sales,
OAB/MG 140.649; Fernanda Araújo C. E. M. Nogueira, OAB/MG 120.272; Maria Cristina de Sena e
Souza, OAB/MG 62.843; Paula Norton Fornaciari, OAB/MG 105.498; Lilian Barros Assis, OAB/MG
111.256; Marina Santana Oliveira de Sá, OAB/MG 132.791.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de Representação formulada pela Empresa
Inbraterrestre Indústria e Comércio de Materiais de Segurança Ltda. contra o Pregão Eletrônico 1/2014
do Comando Logístico do Exército Brasileiro – Colog, do tipo menor preço por item, que tem por
objeto o registro de preços para eventual aquisição, num período de doze meses, de capacetes de
combate.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário,
ante as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. com fundamento no art. 237, inciso VII, c/c art. 235, parágrafo único, do Regimento
Interno/TCU, c/c art. 113, § 1º, da Lei 8.666/1993, conhecer da presente Representação, para, no
mérito, considerá-la improcedente;
9.2. determinar, nos termos do art. 250, II e III, do RITCU, ao Ministério da Defesa que, em
conjunto com os Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, no prazo de 360 dias contados
da ciência desta deliberação, apresente um plano de ação ao TCU com a descrição e a atualização de
todos os procedimentos para a aquisição, pelas administrações militares, de materiais, produtos ou
41

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

equipamentos controlados, no Brasil e no exterior, atentando, entre outras situações, para a


necessidade de superação das seguintes inconsistências que, nos presentes autos, foram detectadas no
procedimento de aquisição de capacetes de combate:
9.2.1. o fornecimento de capacetes para o Exército Brasileiro vem sendo dominado,
fundamentalmente, ao longo do tempo, por apenas duas empresas (Inbraterrestre e Glágio), de tal
modo que a realização do correspondente pregão pode estar apresentando conotação meramente
formal;
9.2.2. o prazo de validade, no ciclo de vida, do referido capacete é de 5 anos, sendo ele definido,
contudo, pela própria empresa fornecedora e sem maior rigor técnico, de sorte que, assim, as empresas
podem gerar o seu próprio nicho de negócios com inegável concentração de mercado, sabendo que, a
cada quinquênio, os lotes deverão ser inteiramente trocados pelo Exército;
9.2.3. a suscitada falta de maior rigor técnico na definição do ciclo de vida do aludido capacete
(estipulado em 5 anos pela própria empresa) pode resultar em incertezas sobre a segurança no emprego
do equipamento, não havendo evidências técnicas, por exemplo, de que, com 4 anos, o capacete seja
de fato razoavelmente seguro ou mesmo de que, com 6 anos, ele não possa mais ser razoavelmente
seguro;
9.2.4. o referido capacete carece de indelével identificação quanto ao lote, ano de fabricação ou
número de série, entre outros elementos de individualização, permitindo, inclusive, por exemplo, que,
ao final do correspondente ciclo de vida (5 anos), o material já usado possa, de algum modo, ser
recondicionado e vendido, como novo, no mercado, mostrando-se necessário, por exemplo, que o
equipamento usado seja submetido a um efetivo plano de descarte ou de destruição;
9.2.5. algumas normas técnicas americanas vêm sendo empregadas, apenas parcialmente, para a
aferição do cumprimento dos requisitos técnicos no Retex, sem haver disciplina clara, em norma
própria, sobre as especificações e peculiaridades que devem ser observadas no ambiente brasileiro;
9.3. recomendar ao Ministério da Defesa, em conjunto com os Comandos da Marinha, da
Aeronáutica e do Exército, que no plano a que se refere o item 9.2 deste Acórdão, apresente, também,
estudos que abordem a possibilidade de que esses materiais, produtos ou equipamentos sejam
adquiridos mediante concorrência internacional, fundamentando, tão somente, se for o caso, a eventual
impossibilidade da adoção desse tipo de concorrência, por razões de segurança nacional ou da
Sociedade.
9.4. determinar que a Segecex, em conjunto com a Selog e com a SecexDefesa, adote as
providências necessárias para a apresentação ao TCU, ainda no 1º semestre de 2016, de relatório final
de levantamento sobre todo o atual procedimento de aquisição, pelas administrações militares, de
materiais, produtos ou equipamentos controlados, no Brasil e no exterior, demonstrando, entre outras
questões, as semelhanças e as diferenças nos correspondentes procedimentos de aquisição adotados
pelos Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, determinando, nesse ponto, ainda, que a
matriz de planejamento da referida fiscalização, com os correspondentes objetivos, seja apresentada ao
Relator até o dia 1º de março de 2016;
9.5. enviar cópia do presente Acórdão, acompanhado do Relatório e do Voto que o fundamenta,
ao Ministério da Defesa, ao Comando da Marinha, ao Comando do Exército e ao Comando da
Aeronáutica; e
9.6. arquivar este processo.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2712-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro
(Declaração de Voto), José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministro que não participou da votação: José Múcio Monteiro
42

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

13.3. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti, Marcos Bemquerer Costa


(Relator) e André Luís de Carvalho (Revisor).
13.4. Ministro-Substituto presente: Weder de Oliveira.

14. Primeira votação (itens 9.2 a 9.5):


14.1. Proposta vencedora por unanimidade: Ministro-Substituto Marcos Bemquerer Costa
(Relator)
14.2. Ministro que não participou da votação: Walton Alencar Rodrigues

15. Segunda votação (itens 9.1 e 9.6):


15.1. Ministro que votou em 24/6/2015: Walton Alencar Rodrigues
15.2. Proposta vencedora: Ministro-Substituto Marcos Bemquerer Costa (Relator), acompanhado
pelos Ministros Walton Alencar Rodrigues, Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro, Bruno Dantas e
Vital do Rêgo e pelo Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti.
15.3 Ministro-Substituto convocado com voto vencido: André Luís de Carvalho (Revisor).

ACÓRDÃO Nº 2713/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 009.199/2001-8.
2. Grupo I – Classe de Assunto: I – Recurso de Revisão em Prestação de Contas Simplificada
3. Interessados/Responsáveis:
3.1. Interessado: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco
(10.475.689/0001-64)
3.2. Responsáveis: Dilma de Brito Silva (027.596.378-08); Ericene Bezerra Correia
(075.148.084-34); Franklin de Araujo Lima (102.632.174-34); Gilvanise Correia Lima (010.190.664-
15); Ionaldo Martins Barbosa de Souza (080.943.224-20); Jose Viana de Carvalho (015.452.304-63);
Maria José Amaral Morais (335.342.764-34); Sergio Guimarães da Costa Florido (033.986.414-15);
Sérgio Gaudêncio Portela de Melo (372.750.464-15); Valeria Americo Dantas (307.785.061-34);
Webster Silva Campelo (105.867.844-20).
4. Órgão/Entidade: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco.
5. Relator: Ministro Benjamin Zymler.
6. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Lucas Rocha Furtado.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado de Pernambuco (SECEX-PE).
8. Representação legal: não há

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de recurso de revisão interposto pelo Ministério
Público junto ao Tribunal de Contas da União contra o Acórdão 370/2002, que julgou regulares com
ressalvas as contas do então Centro Federal de Educação Tecnológica de Pernambuco – Cefet/PE,
atual Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco- IFPE, do exercício de 2000,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. conhecer do recurso de revisão, com fundamento no art. 35 da Lei 8.443/1992, para, no
mérito, dar-lhe provimento, de forma a alterar o Acórdão 370/2002-Plenário, no sentido de julgar
irregulares as contas dos Srs. José Viana de Carvalho, CPF 015.452.304-63; Sérgio Guimarães da
Costa Florido, CPF 033.986.414-15; Ionaldo Martins Barbosa de Souza, CPF 080.943.224-20, e da
Sra. Valéria Américo Dantas, CPF 307.785.061-34, com fundamento nos arts. 1º, inciso I, 16, inciso
III, alínea “b”, da Lei 8.443/1992 c/c os arts. 19, parágrafo único, e 23, inciso III, da mesma Lei, e com
arts. 1º, inciso I, 209, inciso II, e 214, inciso III, do Regimento Interno do TCU, em face das
irregularidades constatadas em sua gestão e tratadas no TC 016.687/2002-2, mantendo inalterados o
43

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

julgamento das contas dos demais gestores e os demais termos do referido Acórdão;
9.2. dar ciência desta deliberação ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de
Pernambuco - IFPE e aos demais interessados.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2713-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler (Relator), Augusto
Nardes, Raimundo Carreiro, José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.

ACÓRDÃO Nº 2714/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 011.481/2015-3.
2. Grupo I – Classe de Assunto: V – Relatório de Auditoria
3. Interessados/Responsáveis:
3.1. Interessado: Congresso Nacional (vinculador).
4. Órgãos/Entidades: Caixa Econômica Federal; Instituto Estadual do Ambiente do Rio de
Janeiro (Inea); Ministério das Cidades (vinculador).
5. Relator: Ministro Benjamin Zymler.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Urbana (SeinfraUrb).
8. Representação legal: Jailton Zanon da Silveira (OAB/RJ 77.366); Murilo Fracari Roberto
(OAB/DF 22.934).

9. Acórdão:

VISTOS, relatados e discutidos estes autos de relatório de auditoria realizada nas obras de
canalização e dragagem do Rio Bengalas, bem como de recuperação da microdrenagem nos bairros
Cristina Ziede e Duas Pedras, em Nova Friburgo/RJ,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário,
ante as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. com fundamento no art. 250, inciso V, do RITCU, determinar as oitivas do Ministério das
Cidades, da Caixa Econômica Federal, do Instituto Estatual do Ambiente e do Consórcio Rio Bengalas
(17.612.173/0001-63), para que se manifestem, no prazo de quinze dias, acerca:
9.1.1. dos indícios de irregularidades apurados neste relatório de auditoria quanto à mudança do
objeto licitado devido às alterações contratuais acima dos limites permitidos pela art. 65, da Lei
8.666/1993 e o disposto na Decisão 215/1999-TCU-Plenário, e que teve por consequência a elevação
do preço original de ambas as intervenções abrangidas pelo Contrato 09/2013-Inea (Achado III.1);
9.1.2. da alegada existência de incompatibilidade entre os repasses financeiros relativos ao
Termo de Compromisso 367.938-83/2011 e a execução física da obra objeto do Contrato 09/2013-
Inea, em face do disposto no art. 40, inciso XIV, alínea “b”, e no art. 66 da Lei 8.666/1993 (Achado
III.2);
9.1.3. das paralisações e do baixo andamento das obras objeto do Contrato 09/2013-Inea,
incompatível com o caráter emergencial das intervenções, tendo em vista o disposto no art. 66 da Lei
8.666/1993 (Achado III.2);
9.1.4. dos riscos de não cumprimento dos atuais prazos de conclusão das obras objeto do
Contrato 09/2013-Inea em função de pendências relativas a desapropriações de áreas e de construções
44

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

localizadas ao longo das intervenções, tendo em vista o disposto no art. 66 da Lei 8.666/1993 (Achado
III.2);
9.1.5. do cumprimento das disposições constantes dos arts. 14, 15, 17, §§ 1º e 2º, do Decreto
7.983/2013 nos aditamentos realizados no Contrato 09/2013-Inea, encaminhando a este Tribunal
planilha demonstrativa de cálculo;
9.2. promover, com fundamento no art. 43, inciso II, da Lei nº 8.443/1992 e no art. 250, inciso
IV, do Regimento Interno, as audiências dos seguintes responsáveis:
9.2.1. Marco Aurélio Damato Porto, Presidente do Inea, e Fernando Antônio de Freitas
Mascarenhas, Diretor de Recuperação Ambiental do Inea, para que apresentem, no prazo de 15
(quinze) dias, razões de justificativa por celebrarem o Termo Aditivo nº 59/2014-Inea e os respectivos
termos de re-ratificação, que promoveram significativas alterações no Contrato 09/2013-Inea,
descaracterizando o objeto licitado, sem observância aos limites legais impostos pelo art. 65, §§ 1º e
2º, da Lei nº 8.666/1993 e pela jurisprudência do TCU, a exemplo da Decisão 215/1999-Plenário e dos
Acórdãos 749/2010, 2.819/2011, 2.059/2013 e 1.498/2015, todos do Plenário;
9.2.2. Alan Carlos Vieira Vargas, fiscal do contrato, João Carlos Grilo Carletti, na qualidade de
supervisor do contrato, e José Lima da Silva Júnior, gerente do contrato, por confeccionarem parecer
propondo diversas alterações no projeto licitado, sem justificativas adequadas e suficientes das
alterações tidas por necessárias, não embasadas em estudos técnicos pertinentes, e sem demonstrar
devidamente o interesse público nas alterações promovidas e a natureza superveniente dos fatos
ensejadores das modificações, em relação ao momento da licitação.
9.3. determinar à SeinfraUrbana, valendo-se do apoio da Secex-RJ, caso entenda necessário, que
adote as seguintes providências, com a urgência que o caso requer, ficando desde já autorizada a
realizar as diligências e inspeções que entender necessárias:
9.3.1. com base no exame das oitivas ora determinadas, identifique de forma conclusiva os
motivos e eventuais responsáveis pelos atrasos observados no Contrato 09/2013-Inea e, caso verifique
a prática de atos irregulares, submeta ao relator as propostas cabíveis;
9.3.2. verifique se houve prorrogações injustificadas do prazo de execução contratual, sem
amparo no art. 57, §1º, da Lei 8.666/1993, bem como se foram adotadas providências cabíveis no caso
de se apurar mora imputável ao contratado;
9.3.3. realize o exame dos aditamentos contratuais verificados no Contrato 09/2013-Inea,
analisando os seguintes aspectos:
9.3.3.1. se houve cumprimento das disposições constantes dos arts. 14, 15 e 17, §§ 1º e 2º, do
Decreto 7.983/2013;
9.3.3.2. se as principais modificações de projeto estão suficientemente embasadas,
manifestando-se sobre a adequação técnica e se há interesse público nas alterações realizadas.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2714-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler (Relator), Augusto
Nardes, Raimundo Carreiro, José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministro-Substituto presente: André Luís de Carvalho.

ACÓRDÃO Nº 2715/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 011.582/2011-1.
2. Grupo I – Classe de Assunto: VII – Aposentadoria (revisão de ofício)
45

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

3. Interessado: Adalberto Ariosto Rodrigues Dias (047.401.493-20).


4. Órgão/Entidade: Superintendência Estadual da Funasa no Estado do Piauí.
5. Relator: Ministro Benjamin Zymler.
6. Representante do Ministério Público: Procurador Júlio Marcelo de Oliveira.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Pessoal (SEFIP).
8. Representação legal: André Nascimento Cruz (5.849/OAB-PI), representando Adalberto
Ariosto Rodrigues Dias.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de revisão de ofício de aposentadoria deferida pela
Superintendência da Funasa no Estado do Piauí, objeto do Acórdão 3.399/2011-1ª Câmara,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário,
diante das razões expostas pelo Relator, com fundamento no art. 71, inciso III, da Constituição Federal
e nos arts. 1º, inciso V, 39, inciso II, e 45 da Lei 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c o art. 260, § 2°, do
Regimento Interno, em:
9.1. rever de ofício, parcialmente, o Acórdão 3.399/2011-1ª Câmara para considerar ilegal a
aposentadoria de Adalberto Ariosto Rodrigues Dias, cancelando o registro do ato número de controle
10367934-04-2009-000064-8, anteriormente deferido;
9.2. dispensar o ressarcimento das quantias indevidamente recebidas, em boa-fé, pelo
interessado, consoante o Enunciado 106 da Súmula de Jurisprudência deste Tribunal;
9.3. determinar à Superintendência da Funasa no Estado do Piauí, com fulcro nos arts. 71, inciso
IX, da Constituição Federal e 262 do Regimento Interno desta Corte, que:
9.3.1. corrija, no prazo de 15 (quinze) dias contado a partir da ciência desta deliberação, sob pena
de responsabilidade solidária da autoridade administrativa omissa, o percentual de anuênios atribuído
ao Sr. Adalberto Ariosto Rodrigues Dias, excluindo, para tanto, os períodos trabalhados nas esferas
estadual e municipal de governo;
9.3.2. emita e cadastre no sistema Sisac novo ato de aposentadoria para o servidor, escoimado da
falha apontada nestes autos;
9.3.3. dê ciência do inteiro teor desta deliberação ao Sr. Adalberto Ariosto Rodrigues Dias,
alertando-o de que o efeito suspensivo proveniente da interposição de eventuais recursos, caso não
providos, não o exime da devolução dos valores indevidamente percebidos após a notificação;
9.3.4. envie a esta Corte de Contas, no prazo de 30 (trinta) dias, por cópia, comprovante de que o
Sr. Adalberto Ariosto Rodrigues Dias teve ciência desta deliberação;
9.4. determinar à Sefip que monitore o cumprimento das medidas indicadas nos subitens
anteriores.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2715-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler (Relator), Augusto
Nardes, Raimundo Carreiro, José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministro-Substituto presente: André Luís de Carvalho.

ACÓRDÃO Nº 2716/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 015.383/2011-3.
2. Grupo I – Classe de Assunto: II – Tomada de Contas Especial.
46

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

3. Interessados/Responsáveis:
3.1. Responsáveis: Abílio Martins Ferreira (038.485.587-34); Adeli Francisco de Santana
(721.511.537-20); Ademir Jose de Menezes (118.806.191-72); Ademir José Ciriaco (025.027.607-04);
Albino Baptista Castro (029.273.657-68); Altair Dias da Silva (464.003.627-20); Antônio Figueredo
de Santana (355.115.327-20); Clarice Helena dos Santos Vieira Cesário (025.938.087-30); Eliana
Silva de Souza (570.551.227-91); Elizabeth Schwan Ferreira (839.520.717-49); Ely Dias Duarte
(556.289.237-53); Gelson Adalberto Teixeira (339.889.007-53); Guilherme Soares Teixeira
(267.981.827-04); Ida Novello (775.935.537-87); Joel Carneiro Viana (372.603.407-20); José Luiz
Campos (204.964.437-04); José Rodrigues de Lima (359.436.967-68); João Batista Ribeiro da Silva
(375.653.977-68); João Silvano da Silva (184.856.777-49); Lealice Nóbrega Pinto da Silva
(375.225.587-00); Luiz Gonzaga Torres (681.715.794-34); Mafalda Pereira Penha (736.373.357-00);
Maria Elba Magalhães de Meio Neto (315.629.067-04); Maria Ester de Pinho Souza (904.659.467-04);
Maria Neide Viana (049.272.653-15); Maria Teresa Viana da Costa (757.382.878-00); Maria
Therezinha Camara (446.233.057-91); Maria da Conceição Monteiro Ribeiro (763.231.107-68);
Marlene Machado Brandão (035.626.797-00); Marlene Vieira de Santana (596.797.517-91); Marília
Aldighieri Silva Pinto (187.693.307-00); Neube Carvalho (540.056.127-68); Sandra Maria da Silva e
Silva (814.847.637-34); Sueli Garcia Rodrigues de Oliveira (405.954.807-30); Suely Farias Nunes da
Silva (142.010.544-20); Tânia Nascimento de Barros (359.672.697-20); Vicente Maurício Alves
(305.386.887-34); Walmira Araújo Rocha (299.460.007-25); Zenaide Laise Farago (285.199.118-38).
4. Órgão/Entidade: Instituto Nacional do Seguro Social.
5. Relator: Ministro Benjamin Zymler.
6. Representante do Ministério Público: Subprocuradora-Geral Cristina Machado da Costa e
Silva.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio de Janeiro (SECEX-RJ).
8. Representação legal :
8.1. Darcy Alanbert Rodrigues (38964/RJ-OAB) e outros, representando Ademir José Ciriaco;
8.2. Antonio Correia da Cunha (75794/RJ-OAB) e outros, representando Albino Baptista Castro;
8.3. Carlos Vargas Farias (74.153/RJ-OAB) e outros, representando Antônio Figueredo de
Santana;
8.4. Erlande Nunes Filgueira (105.793/RJ-OAB) e outros, representando Clarice Helena dos
Santos Vieira Cesário;
8.5. Guilherme Scott (59.350/RJ-OAB) e outros, representando Elizabeth Schwan Ferreira;
8.6. Carlos Leno de Moraes Sarmento (75.458/RJ-OAB) e outros, representando Guilherme
Soares Teixeira;
8.7. Danilo Saramago Sahione de Araujo (56.034/RJ-OAB) e outros, representando Ida Novello;
8.8. Marcio Fernando Aparecido Amorozini (242.635/SP-OAB) e outros, representando Maria
Teresa Viana da Costa.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de tomada de contas especial apreciada pelo
Tribunal, por meio do Acórdão 1.422/2015-Plenário, Sessão de 10/6/2015, segundo o qual foram
julgadas irregulares as contas de Eliana Silva de Souza, Clarice Helena Vieira Cesário, Suely Farias
Nunes e Albino Baptista Castro em razão de prejuízos causados aos cofres do Instituto Nacional de
Seguridade Social (INSS),
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. rever de ofício o Acórdão nº 1.422/2015 – Plenário, para tornar insubsistente, no que toca ao
senhor Albino Baptista Castro (029.273.657-68), seu subitem 9.7., nos termos do art. 174 do RI/TCU;
9.2. encaminhar os autos à Unidade Técnica para que seja notificado o espólio do Sr. Albino
Baptista Castro (029.273.657-68), na pessoa de seu inventariante, quanto ao débito aplicado no
47

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Acórdão nº 1.422/2015 - Plenário, observando que, em caso de conclusão do processo de inventário, a


notificação deve ser encaminhada aos sucessores do falecido, para fins de ressarcimento da dívida, até
o limite do valor do patrimônio transferido, nos termos do art. 5º, inciso XLV, da Constituição Federal
de 1988; e
9.3. remeter cópia ao Procurador da República no Estado do Rio de Janeiro, nos termos do art.
16, § 3º, da Lei nº 8.443/1992, c/c art. 209, § 6º, do Regimento Interno do TCU.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2716-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler (Relator), Augusto
Nardes, Raimundo Carreiro, José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministro-Substituto presente: André Luís de Carvalho.

ACÓRDÃO Nº 2717/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 016.862/2013-9.
1.1. Apensos: 032.916/2014-0; 032.917/2014-7
2. Grupo II – Classe de Assunto: I - Agravo (em Recurso de Revisão)
3. Interessados/Responsáveis/Recorrentes:
3.1. Interessado: Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimarães - MT (03.507.530/0001-19)
3.2. Responsáveis: Flavio Daltro Filho (072.306.051-72); Gilberto Schwarz de Mello
(523.182.651-00)
3.3. Recorrente: Gilberto Schwarz de Mello (523.182.651-00).
4. Órgão/Entidade: Município de Chapada dos Guimarães - MT.
5. Relator: Ministro Augusto Nardes
5.1. Relator da deliberação recorrida: Ministro Augusto Nardes.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: não atuou.
8. Representação legal:
8.1. Carlos Arruda de Carli (14691/OAB-MT), representando Flavio Daltro Filho;
8.2. Edwin de Almeida Costa (14621/OAB-MT), representando Gilberto Schwarz de Mello;
8.3. Fábio Luiz Palhari (19.255-O/OAB-MT), representando Gilberto Schwarz de Mello;
8.4. Pedro Aparecido de Oliveira (7549/OAB-MT), representando Flavio Daltro Filho.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de que tratam, nesta fase processual, de agravo
interposto pelo Sr. Gilberto Schwarz de Mello contra despacho de minha autoria que conheceu do
Recurso de Revisão manejado contra o Acórdão nº 4.523/2014-TCU-Segunda Câmara, entretanto, sem
a atribuição de efeitos suspensivos,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão Plenária, ante as
razões expostas pelo Relator, com fundamento no art. 289, § 1º, do Regimento Interno deste Tribunal,
em:
9.1. conhecer do presente Agravo para, no mérito, negar-lhe provimento;
9.2. cientificar o agravante desta deliberação, mediante envio de cópia do presente Acórdão, bem
como do Relatório e Voto que o fundamentam;
9.3. remeter cópia do presente acórdão, acompanhado do relatório e do voto que o fundamentam,
48

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

para conhecimento e eventuais providências, à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Prefeitura


Municipal de Chapada dos Guimarães (MT);
9.4. encaminhar os autos à Serur, para as providências de praxe e exame do recurso de revisão.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2717-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministro-Substituto convocado: Augusto Sherman Cavalcanti.

ACÓRDÃO Nº 2718/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 022.133/2015-1.
2. Grupo I – Classe de Assunto: II – Solicitação do Congresso Nacional.
3. Interessado: Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI – FUNDOS DE PENSÃO).
4. Entidade: Câmara dos Deputados.
5. Relator: Ministro Augusto Nardes.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo da Previdência, do Trabalho e da Assistência
Social (SecexPrevi).
8. Representação legal : não há

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de Solicitação da Comissão Parlamentar de Inquérito,
instalada em 12/8/2015 (CPI-FUNDOS DE PENSÃO), por meio da qual requer seja disponibilizada,
em meio eletrônico, a documentação de todos os processos, em andamento ou concluídos, envolvendo
os fundos de pensão PETROS, PREVI, FUNCEF E POSTALIS,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão de Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. conhecer a presente Solicitação, por terem sido cumpridos os requisitos de admissibilidade
previstos no art. 38, inciso II, da Lei 8.443/1992, c/c o art. 232, inciso III, do Regimento Interno do
TCU, e o art. 4º, inciso I, alínea “b”, da Resolução-TCU 215/2008;
9.2. autorizar desde já, com fundamento nos arts. 1º, II, e 38, II, da Lei 8.443/1992 c/c arts. 1º,
III, e 159, II, do Regimento Interno do TCU, o encaminhamento de todas as peças dos processos TC
019.048/2003-3, TC 007.671/2010-5, TC 001.485/2013-0, TC 013.043/2014-5, TC 016.626/2015-0,
TC 024.579/2013-0, TC 026.609/2013-4, TC 024.718/2014-9, TC 014.779/2015- 3, TC 015.443/2015-
9, TC 007.671/2010-5, TC 046.352/2012-0, TC 004.446/2013-5, TC 012.886/2005-2, TC
032.650/2011-6, TC 014.524/2012-0, TC 027.703/2008-5, TC 017.683/2009- 5, TC 039.120/2012-0,
TC 029.252/2010-5, TC 016.029/2005-0, TC 014.449/2007-2, TC 015.430/2005-9, TC 020.594/2005-
2 e TC 004.348/2010-9 e TC 026.639/2014-9, ao Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito
relativa aos Fundos de Pensão da Câmara dos Deputados, Deputado Efraim Filho;
9.3. alertar o requerente, em face dos regramentos contidos nas Resoluções TCU 254/2013 e
259/2014, sobre o caráter sigiloso aplicável à documentação, com a consequente necessidade de se
manter a confidencialidade das informações disponibilizadas bem como indicar a natureza preliminar
daquelas informações relacionadas a processos que ainda não contém deliberação deste tribunal com
trânsito em julgado;
9.4. encaminhar cópia do presente Acórdão, bem como do Relatório e Voto que o fundamentam,
ao Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito relativa aos Fundos de Pensão da Câmara dos
49

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Deputados, Deputado Efraim Filho, e ao autor do requerimento de informações encaminhado a esta


Corte, Deputado Fernando Francischini; e
9.5. arquivar os presentes autos, nos termos do art. 14, inciso IV da Resolução-TCU
215/2008.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2718-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministro-Substituto convocado: Augusto Sherman Cavalcanti.

ACÓRDÃO Nº 2719/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 023.142/2015-4.
2. Grupo II – Classe de Assunto II: Solicitação do Congresso Nacional.
3. Interessados/Responsáveis: Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.
4. Órgão/Entidade: Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.
5. Relator: Ministro Augusto Nardes.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Coordenação-Geral de Controle Externo da Área de Infraestrutura e da
Região Sudeste - Coinfra.
8. Representação legal: não há.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de Solicitação do Congresso Nacional oriunda da
Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, que encaminhou o Requerimento de
Informações nº 116 de 2015 de autoria do Exmo. Sr. Deputado Pauderney Avelino de informações
acerca da participação societária de empresas estatais na estruturação de empresas privadas.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. conhecer da presente solicitação, por preencher os requisitos de admissibilidade previstos no
art. 38, I, da Lei 8.443/1992, c/c o art. 232, I, do Regimento Interno TCU, para, no mérito, considerá-la
atendida, nos termos do art. 17 da Resolução TCU 215/2008;
9.2. informar ao Exmo. Relator do TC 025.655/2015-9 que há conexão entre o processo e esta
Solicitação e requisitar cópia das peças 7 e 8 do referido processo, que contém as informações
necessárias ao atendimento desta solicitação, nos termos do art. 13 da Resolução 215/TCU/2008;
9.3. informar ao Exmo. Sr. Deputado Pauderney Avelino, autor do Requerimento de Informações
116/2015, e à Exma. Sra. Deputada Soraya Santos, Presidente da Comissão de Finanças e Tributação,
que o Levantamento de que trata o TC 025.655/2015-9 está em curso e que o produto esperado desse
trabalho é eventual proposta de fiscalização a ser submetida ao colegiado desta Corte, encontrando-se
na fase de planejamento e que as informações constantes do item seguinte ainda não foram submetidas
à deliberação final deste Tribunal;
9.4. dar ciência deste Acórdão, bem como do Relatório e Voto que o fundamentam ao Exmo.
Deputado Pauderney Avelino, autor do Requerimento 116/2015, bem como à Exma. Sra. Presidente da
Comissão de Finanças e Tributação, Deputada Soraya Santos, signatária do Of. Pres. nº 249/15-CFT,
nos termos do art. 19 da Resolução 215/TCU/2008, com envio das peças 7 e 8 do TC 025.655/2015-9;
9.5. solicitar ao Relator do TC 025.655/2015-9 que, quando da análise de mérito daqueles autos,
faça encaminhar cópia do acórdão a ser proferido, bem como do relatório e voto que o fundamentarem,
50

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

ao Exmo. Sr. Deputado Pauderney Avelino, autor do Requerimento de Informações 116/2015, e à


Exma. Deputada Soraya Santos, Presidente da Comissão de Finanças e Tributação;
9.6 arquivar os presentes autos, de acordo com o art. 169, V, do RI/TCU.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2719-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministro-Substituto convocado: Augusto Sherman Cavalcanti.

ACÓRDÃO Nº 2720/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 028.227/2011-5.
1.1. Apenso: TC 015.347/2011-7 e TC 000.012/2011-4.
2. Grupo I – Classe de Assunto I: Pedido de reexame ( em Relatório de Auditoria).
3. Recorrentes: Duncan Frank Semple (329.743.531-34); Janaína Cristina Machado Pinto
Amazonas (725.652.921-04).
4. Órgão/Entidade: Ministério do Turismo.
5. Relator: Ministro Augusto Nardes
5.1. Relator da deliberação recorrida: Ministro Benjamin Zymler.
6. Representante do Ministério Público: Procurador Júlio Marcelo de Oliveira.
7. Unidades Técnicas: Secretaria de Recursos (Serur).
8. Representação legal: não atuou.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos em que se apreciam pedidos de reexame interpostos
contra o Acórdão nº 2.235/2014-TCU-Plenário,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário,
diante das razões expostas pelo Relator, em:
9.1. com fundamento no art. 48 da Lei nº 8.443, de 1992, conhecer dos pedidos de reexame
interpostos pelo Sr. Duncan Frank Semple (329.743.531-34) e pela Sra. Janaína Cristina Machado
Pinto Amazonas (725.652.921-04) para, no mérito, negar-lhes provimento;
9.2. dar ciência desta deliberação, bem como do Relatório e do Voto que a fundamentam, aos
recorrentes e ao Ministério do Turismo.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2720-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministro-Substituto convocado: Augusto Sherman Cavalcanti.

ACÓRDÃO Nº 2721/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 012.030/2003-7
1.1. Apenso: 006.942/2003-1
2. Grupo I – Classe de Assunto - IV: Tomada de Contas (exercício de 2002)
51

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

3. Responsáveis: Deusdeth Gomes do Nascimento (CPF 059.877.255-34), José Edilberto


Ramalho Leite (CPF 002.349.823-49), Miguel Lessa Gonçalves (CPF 349.303.967-00), Sérgio Luiz
Côrtes da Silveira (CPF 817.161.767-00), Telmo Silva Hoelz (CPF 354.119.457-04), Adir dos Santos
Soares (CPF 631.716.867-91) e Jorge de Oliveira (CPF 351.220.487-20)
4. Entidade: Instituto Nacional de Tráumato-Ortopedia (Into)
5. Relator: Ministro Raimundo Carreiro
6. Representante do Ministério Público: Procurador Sergio Ricardo Costa Caribé
7. Unidade Técnica: Secex/RJ
8. Advogados constituídos nos autos: José Henrique Barbosa Moreira Lima Neto (OAB/RJ
83795), Flávia Maria de Figueiredo Teixeira (OAB/RJ 109255), Pedro Henrique Pittella de Souza
Leite (OAB/RJ 181590-E), Lincoln Magalhães da Rocha (OAB/DF 24089), Ivan Ribeiro dos Santos
Nazareth (OAB/RJ 121685) e outros

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos da tomada de contas do Instituto Nacional de
Tráumato-Ortopedia (Into) referente ao exercício de 2002,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário,
diante das razões expostas pelo Relator, em:
9.1. excluir da relação processual o Sr. Paulo César Rondinelli (CPF 367.095.307-87)
9.2. julgar regulares com ressalva as contas dos Srs. José Edilberto Ramalho Leite e Telmo Silva
Hoelz, com fundamento nos arts. 1º, inciso I, 16, inciso II, 18 e 23, inciso II, da Lei nº 8.443/1992, c/c
os arts. 1º, inciso I, 208 e 214, inciso II, do Regimento Interno, dando-lhes quitação;
9.3. julgar irregulares as contas dos Srs. Deusdeth Gomes do Nascimento, Sérgio Luiz Côrtes da
Silveira e Miguel Lessa Gonçalves, bem como das sociedades LETECM Serviços Técnicos Ltda. ME,
Volume Construções e Participações Ltda. e M & One Serviços Técnicos Ltda., nos termos dos arts.
1º, inciso I, e 16, inciso III, alíneas "b" e "c", 19 e 23, inciso III, da Lei nº 8.443/1992, c/c os arts. 1º,
inciso I, 209, incisos II e III, 210 e 214, inciso III, do Regimento Interno, condenando-os, em
solidariedade, ao pagamento das quantias a seguir especificadas, com a fixação do prazo de 15
(quinze) dias, a contar das notificações, para comprovarem, perante o Tribunal (art. 214, inciso III,
alínea “a”, do Regimento Interno), o recolhimento da dívida aos cofres da Fundação Nacional de
Saúde, atualizada monetariamente e acrescida dos juros de mora, calculados a partir da data
discriminada, até a data do recolhimento, na forma prevista na legislação em vigor:
9.3.1. Deusdeth Gomes do Nascimento (CPF 059.877.755-35) e LETECM Serviços Técnicos
Ltda. ME (CNRT 04.366.430/0001-82), pelo pagamento a maior efetuado durante o exercício de 2002,
relativos ao Processo nº 250057.0892, conforme Relatório Pericial nº 21/2004 da Equipe de Perícia em
Obras do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde:

Valor Original do Débito (R$) Data da Ocorrência


4.262,72 24/06/2002

9.3.2. Deusdeth Gomes do Nascimento (CPF 059.877.755-35) e Volume Construções e


Participações Ltda. (CNPJ 34.265.298/0001-83), por pagamentos a maior efetuados durante o
exercício de 2002, relativos ao Contrato nº 13/2000, conforme Relatório Pericial nº 22/2005 da Equipe
de Perícia em Obras do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde:

Valor Original do Débito Data da Ocorrência


118.737,44 23/01/2002
149.830,85 08/02/2002
115.045,67 13/03/2002
5.175,32 18/04/2002
52

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

295.003,71 31/05/2002
112.390,10 04/07/2002
173,21 30/07/2002
28.243,17 30/07/2002

9.3.3. Sérgio Luiz Côrtes da Silveira (CPF 817.161.767-00) e M & One Serviços Técnicos Ltda.
ME. (CNPJ 04.366.424/0001-25), por pagamentos a maior efetuados durante o exercício de 2002,
relativos ao Contrato nº 22/2002, conforme Relatório Pericial nº 20/2004 da Equipe de Perícia em
Obras do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde:

Valor Original do Débito (R$) Data da Ocorrência


132.461,81 24/10/2002

9.4. aplicar aos Srs. Deusdeth Gomes do Nascimento e Sérgio Luiz Côrtes da Silveira, bem
como às empresas LETECM Serviços Técnicos Ltda. ME, Volume Construções e Participações Ltda.
e M & One Serviços Técnicos Ltda. ME a multa prevista no art. 57 da Lei nº 8.443/92 c/c art. 267 do
Regimento Interno, no valor individual de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), fixando-lhes o prazo de 15
(quinze) dias, a partir da notificação, para que comprovem, perante o Tribunal (art. 214, III, alínea "a"
do Regimento Interno), o seu recolhimento aos cofres do Tesouro Nacional, atualizadas
monetariamente a partir da data deste acórdão até a dos efetivos recolhimentos, se forem pagas após o
vencimento, na forma da legislação em vigor;
9.5. rejeitar as razões de justificativa dos seguintes responsáveis, relativas às ocorrências
especificadas, aplicando-lhes a multa prevista no art. 58, inciso II, da Lei nº 8.443/92, no valor
individual assinalado, fixando-lhes o prazo de 15 (quinze) dias, a partir da notificação, para que
comprovem, perante o Tribunal (art. 214, III, alínea “a” do Regimento Interno), seu recolhimento aos
cofres do Tesouro Nacional, atualizadas monetariamente a partir da data deste acórdão até a dos
efetivos recolhimentos, se forem pagas após o vencimento, na forma da legislação em vigor:
9.5.1. Sérgio Luiz Côrtes da Silveira (CPF 817.161.767-00), multa no valor de R$ 10.000,00
(dez mil reais):
Ocorrência: não designação pelo Instituto Nacional de Tráumato-Ortopedia de profissional
habilitado para fiscalizar, acompanhar e receber os serviços, contrariando o art. 67 da Lei 8.666/93,
bem como inexistência dos Termos de Aceitação Provisório e Definitivo da obra, contrariando o
disposto nas alíneas “a” e “h” do inciso I do art. 73 da Lei 8.666/93 (Nota de Empenho 900966, de
20/09/2002, Contrato 22/2002);
Ocorrência: o Instituto Nacional de Tráumato-Ortopedia não ter procedido ao recebimento
definitivo da obra, nos termos do art.73 e seu § 3º da Lei 8.666/93, ou determinado à contratada a
adoção das providências previstas no art. 69 da Lei 8.666/93 visando à correção de vícios, defeitos ou
incorreções porventura ocorridos na execução da obra, ou, ainda, a aplicação das sanções contratuais
previstas no art. 58, inciso IV, art. 77 e art. 87 da Lei 8.666/1993 (Contrato 13/2000);
Ocorrência: ausência de justificativa do preço, nos termos do inciso III, parágrafo único, do art.
26 da Lei 8.666/93, no processo 1700/2002 (itens 89 a 94 da instrução constante das folhas 3-35 da
peça 18);
Ocorrência: ausência de justificativa do preço, nos termos do inciso III, parágrafo único, do art.
26 da Lei 8.666/93, por ocasião da prorrogação dos contratos processo 1.119/2001 e 917/2000;
Ocorrência: ausência de instrumento de contrato, nos termos do art. 62 da Lei 8.666/93, no
processo 1700/2002, tendo em vista que o curso teve início em 4/12/2002 e sua data de término estava
prevista para 05/11/2003;
Ocorrência: transgressão ao art. 26, parágrafo único, inciso I, da Lei 8.666/93, quando da
contratação dos serviços objeto do processo 1327/2002, em caráter emergencial, extrapolando as
exigências determinadas pelo relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
53

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Ocorrência: contratação para execução de obras emergenciais da empresa M & ONE Serviços
Técnicos Ltda-ME - processo 1327/2002, que tem como objetivo, segundo o contrato social, a
prestação de serviços de reparos de aparelhos eletrodomésticos, eletrônicos, elétricos e de refrigeração,
serviços não compatíveis com a atividade que foi realizada;
Ocorrência: ausência de planilha de medição nos processos de pagamento da obra objeto do
processo 1327/2002, efetuados à empresa M & ONE Serviços Técnicos Ltda., ferindo o art. 63 da Lei
4.320/64, que estabelece que a liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido pelo
credor, a fim de apurar a importância exata a pagar e a origem e o objeto do que se deve pagar;
9.5.2. Miguel Lessa Gonçalves (CPF 349.303.967-00), multa no valor de R$ 3.000,00 (três mil
reais):
Ocorrência: autorizar o prosseguimento dos procedimentos que objetivavam efetivação do
pagamento dos processos 1484/2002 e 1693/2002, efetuados à empresa M & ONE Serviços Técnicos
Ltda., embora o atesto de que a obra foi realizada a contento tenha sido emitido sem a elaboração de
planilha de medição, ferindo o art. 63 da Lei 4.320/64, bem como pelo fato de que os servidores que
atestaram a execução não eram qualificados para tal;
9.5.3. Deusdeth Gomes do Nascimento (CPF 059.877.755-35), multa no valor de R$ 5.000,00
(cinco mil reais):
Ocorrência: pagamento de serviços à Hemopan Serviços Médicos Ltda. sem amparo contratual,
durante o período de 14/02/2002 a 02/05/2002, no processo 763/2001;
Ocorrência: ausência de justificativa do preço, nos termos do inciso III, parágrafo único, do art.
26 da Lei 8.666/93, no processo 763/2001;
Ocorrência: ausência de justificativa do preço, nos termos do inciso III, parágrafo único, do art.
26 da Lei 8.666/93, no processo 529/2002, com relação aos itens relativos ao frete internacional,
seguro internacional e serviços do agente consolidador da carga no país de origem da mercadoria;
9.5.4. Adir dos Santos Soares (CPF 631.716.867-91) e Jorge de Oliveira (CPF 351.220.487-20),
multa no valor individual de R$ 3.000,00 (três mil reais):
Ocorrência: efetuar atesto de que a obra foi realizada a contento, sem a elaboração de planilha
de medição, no processo de pagamento efetuado à empresa M & ONE Serviços Técnicos Ltda.,
processo 1693/2002, ferindo o art. 63 da Lei 4.320/64;
9.6. autorizar, desde logo, nos termos do art. 28, inciso II, da Lei nº 8.443/92, a cobrança
judicial das dívidas, caso não atendidas as notificações;
9.7. acolher as alegações de defesa apresentadas pelo Sr. Deusdeth Gomes do Nascimento e pela
sociedade Rhana Carga Internacional Ltda. (itens 11.27 a 11.35 e 15.1 a 15.13 da instrução constante
das folhas 2-36 da peça 23);
9.8. nos termos do art. 16, § 3º, da Lei nº 8.443/1992, encaminhar cópia deste acórdão, bem
como do relatório e voto que o fundamentam, à Procuradoria da República no Estado do Rio de
Janeiro, para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2721-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro
(Relator), José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministro-Substituto presente: Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2722/2015 – TCU – Plenário


54

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

1. Processo nº TC 015.330/2010-9.
2. Grupo II – Classe de Assunto: VI - Monitoramento (em Pensão Civil)
3. Interessados/Responsáveis:
3.1. Interessados: Albertina Sousa Neto (330.896.632-87); Jairo do Carmo Silva (697.236.992-
49); Joaquim Jose do Carmo Silva (635.940.212-20); Josineide do Carmo Silva (697.265.822-53);
Juliana Maciel Angelino (521.640.802-97); Manoel Damiao da Silva (004.868.092-34); Zeneide do
Carmo Silva (377.839.982-91)
4. Órgão/Entidade: Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no
Estado do Pará.
5. Relator: Ministro Raimundo Carreiro.
6. Representante do Ministério Público: Procurador Sergio Ricardo Costa Caribé.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Pessoal (SEFIP).
8. Representação legal: não há.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de Pensão Civil, em que se apreciam os resultados
de monitoramento das determinações expedidas no Acórdão 3.630/2011-TCU-2ª Câmara, em que este
Tribunal, entre outras deliberações, considerou ilegal o ato de pensão civil instituída por Hugo Lopes
Neto, em face da informação, no respectivo ato, de que a pensionista Albertina Sousa Neto incorria em
vedação prevista no art. 225 da Lei 8.112/1990 (acumulação de mais de duas pensões); bem como
expediu determinações à Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Pará,
que incluíram a aferição a posteriori da regularidade do benefício pensional instituído por Raimundo
Azevedo da Silva em favor de Josiane do Carmo Silva e Josineide do Carmo Silva.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário,
diante das razões expostas pelo Relator, em:
9.1 nos termos do art. 71, inciso IX, da Constituição Federal, fixar o prazo de 15 (quinze) dias,
a contar da ciência desta deliberação, para que a Superintendência Federal de Agricultura,
Pecuária e Abastecimento no Pará adote as providências necessárias ao exato cumprimento do art.
5º, parágrafo único, da Lei 3.373/1958, no caso da pensionista Josiane do Carmo Silva, devendo
franquear previamente à interessada o direito de defesa, em face da perda de sua condição de solteira
decorrente de seu casamento ou união estável com o Sr. Waldemar do Nascimento da Silva¸ conforme
dados do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, situação que implica o
cancelamento do referido benefício pensional (item 5, “ii”, do Voto que integra este Acórdão; e
subitem 9.4.4 do Ac. 3.630/2011-TCU-2ª Câmara);
9.2 nos termos do art. 250, inciso II, do Regimento Interno deste Tribunal, determinar à
Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Pará, que, no prazo de 15
(quinze) dias, a contar da ciência desta deliberação:
9.2.1 encaminhe cópia dos presentes Relatório, Voto e Acórdão à sra. Josineide do Carmo
Silva, informando-a que o Tribunal de Contas da União identificou que a interessada possui vínculo
empregatício com estabelecimento particular de ensino e que, a teor da Súmula-TCU 285, tal situação
é, em tese, incompatível com a pensão instituída por Raimundo Azevedo da Silva nos termos do art. 5º
da Lei 3.373/1958;
9.2.2 promova a oitiva da sra. Josineide do Carmo Silva para que comprove documentalmente,
junto ao órgão, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da ciência da notificação, que seus rendimentos
complementares à pensão instituída por Raimundo Azevedo da Silva não são suficientes para garantir-
lhe subsistência condigna, nos termos definidos no Acórdão 892/2012-TCU-Plenário;
9.2.3 caso conclua que os documentos apresentados em resposta à oitiva determinada no item
9.2.2 não são capazes de demonstrar a imprescindibilidade da pensão instituída por Raimundo
Azevedo da Silva para garantir subsistência condigna à sra. Josineide do Carmo Silva, promova o
imediato cancelamento do benefício pensional;
55

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.2.4 encaminhe cópia dos presentes Relatório, Voto e Acórdão à sra. Albertina Sousa Neto,
beneficiária da pensão instituída por Hugo Lopes Neto, informando-a que o eventual restabelecimento
da aposentadoria por idade identificada sob o número 546481728, concedida originalmente pelo
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), é compatível com as disposições do art. 225 da Lei
8.112/1990, e não implica o cancelamento da pensão estatutária instituída, em seu favor, por Hugo
Lopes Neto;
9.2.5 informe a este Tribunal, no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da ciência desta deliberação,
sobre as providências adotadas e resultados obtidos em cumprimento às determinações descritas nos
itens 9.2.1 a 9.2.4 e 9.3 do presente Acórdão;
9.3 reiterar à Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Pará
a determinação contida na parte final do subitem 9.4.2 do Acórdão 3.630/2011-2ª Câmara, fixando-lhe
o prazo de 15 (quinze) dias, a contar da ciência desta deliberação, para que emita novo ato de pensão
instituída por Hugo Lopes Neto em favor de Albertina Sousa Neto, a ser submetido a este Tribunal nos
termos e prazos definidos na IN-TCU 55/2007, sob pena de responsabilidade da autoridade omissa,
elidindo-se a incorreção lançada no campo relativo à informação sobre acúmulo de mais de duas
pensões, consoante as razões apresentadas no Voto que integra este Acórdão;
9.4 determinar à Secretaria de Fiscalização de Pessoal (Sefip) que:
9.4.1 monitore o cumprimento das determinações expedidas neste Acórdão;
9.4.2 analise a possibilidade de alterar, no formulário Sisac, a pergunta “Possui mais de 2
benefícios?”, contida no quadro “Dados do Beneficiário”, ajustando-a rigorosamente à redação do art.
225 da Lei 8.112/90, que veda apenas a acumulação de mais de duas pensões (e não aposentadorias),
bem como promova os necessários ajustes, no mesmo formulário, em face das inovações trazidas na
Lei 13.135/2015, que passaram a proibir também a “percepção cumulativa de pensão deixada por mais
de um cônjuge ou companheiro ou companheira”;
9.5 encaminhar cópia do presente Acórdão, bem como do Relatório e Voto que o fundamentam,
à Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Pará.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2722-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro
(Relator), José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2723/2015 – TCU – Plenário

1. Processo: TC 018.273/2009-1
1.1. Apensos: TCs 018.397/2009-9 e 026.095/2011-4
2. Grupo I, Classe de Assunto V – Prestação de Contas – Exercício de 2008
3. Interessado: TCU
4. Órgão/Entidade/Unidade: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit)
4.1. Responsáveis: Angela Maria Barbosa Parente (135.620.373-68); Antonio Muriel de Luna
Coutinho (003.134.324-49); Antonio Pedro Vasconcelos de Oliveira (221.376.707-63); Armando
Fontenelle Albuquerque (071.142.903-06); Carlos Alberto de Moreira Sarmento (004.817.005-44);
Carlos Alves Fernandes (338.160.347-72); Cezar Castilho Maciel (170.900.400-20); Daniele de Lima
Menezes (514.873.571-68); David José de Castro Gouvêa (232.236.859-87); Denise Gomes Simões
(466.098.656-04); Divaldo de Arruda Camara (025.342.154-34); Edson Aires dos Anjos (087.822.026-
56

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

72); Edson Campos (153.735.091-91); Eduardo de Souza Costa (426.024.246-68); Elieze Bulhoes de
Carvalho (688.262.301-53); Emanuel Leite Borges (029.015.442-15); Eneida Coelho Monteiro
(462.323.971-34); Euristenes Guimaraes Guerra (038.893.861-72); Expedito Leite da Silva
(112.494.634-91); Fernando Fortes Melro Filho (787.303.504-25); Fernando Guimarães Rodrigues
(277.964.346-34); Francisco Antelius Sérvulos Vaz (080.277.733-34); Francisco Fernando de
Figueiredo Lopes (219.548.367-91); Francisco de Assis Ramalho Além (644.691.408-30); Gabriel de
Lucena Stuckert (268.698.457-00); Georges Ibrahim Andraos Filho (323.290.671-00); Gerardo de
Freitas Fernandes (062.944.483-87); Gustavo Adolfo Andrade de Sá (160.953.084-53); Heraldo
Cosentino (468.395.778-72); Hernani Lacerda Alves (049.923.185-68); Hideraldo Luiz Caron
(323.497.930-87); Hugo Sternick (296.677.716-87); Ismar Portela Santos (011.182.933-04); Jair
Sarmento da Silva (092.354.500-04); Jaqueline Costa da Silva (552.182.371-91); Jefferson Souza
Carvalho (780.973.475-04); Joao Bosco Lobo (005.984.702-63); Joaquim Guedes Martins Neto
(246.136.573-34); Jose Narcelio Marques Sousa (003.013.884-15); Jose da Silva Tiago (089.172.641-
15); José Henrique Coelho Sadok de Sá (160.199.387-00); José Otávio Ferreira Soares (549.920.877-
87); José Ribamar da Cruz Oliveira (076.076.283-04); José Roberto de Moraes Rego Paiva Fernandes
Júnior (524.117.291-20); João José dos Santos (542.170.249-91); João Silvio Cerqueira Monteiro
(052.474.895-00); Lauri Alarcao Correia Lima (112.401.131-53); Lindorf de Souza Lima Carrijo
(298.935.697-53); Lourdes Bernadete Leite (316.279.511-72); Luis Felipe de Aguilar Paulinyi
(814.498.441-20); Luiz Antonio Pagot (435.102.567-00); Luiz Claudio dos Santos Varejão
(905.106.407-10); Marcelino Augusto Santos Rosa (153.831.647-15); Marcelo Almeida Pinheiro
Chagas (791.483.526-91); Marcelo Ibrahim da Fonseca Alves (928.277.566-68); Marcelo Perrupato e
Silva (010.821.326-91); Marcos Cesar Crispim de Lima (584.731.304-72); Marcos Ledermann
(001.422.550-68); Marcus Elicio Bastos Brasil (302.293.677-04); Maria Auxiliadora Dias Carvalho
(265.599.862-68); Mauro Sergio Almeida Fatureto (562.076.976-34); Michel Dib Tachy
(000.376.135-53); Miguel Mário Bianco Masella (006.288.598-72); Miguel de Souza (098.365.274-
00); Márcio Simão (267.319.911-04); Nei Japur (071.927.036-72); Nilton Correa Vieira (072.798.846-
87); Nilton de Brito (140.470.121-49); Olimpio Luiz Pacheco de Moraes (800.430.117-72); Omir
Mello Ferreira (097.124.610-68); Orlando Fanaia Machado (789.624.046-72); Paulo Sérgio Oliveira
Passos (128.620.881-53); Pricilla Maria Santana (584.264.691-91); Raimundo Brito Facanha
(019.270.352-87); Renato da Costa Usier (222.569.718-30); Ricardo Rossi Madalena (137.221.248-
59); Riumar dos Santos (193.432.301-25); Roberto Borges Furtado da Silva (490.589.751-34);
Rodrigo Antônio Ribeiro Costa (747.267.907-06); Romerito Gonçalves Valadão (067.562.711-72);
Rommel Mello Cruz (564.167.174-68); Romulo do Carmo Ferreira Neto (288.906.631-20); Rui
Barbosa Egual (361.213.046-34); Saulo Filinto Pontes de Souza (096.808.535-00); Sebastião
Coriolano de Andrade (021.823.273-04); Sebastião Donizete de Souza (288.866.236-15); Sebastião
Vitor Braga Ribeiro (035.972.103-68); Simone Couto Ferreira (572.374.172-15); Teresa Valdy Reto
(305.033.298-00); Valter Casimiro Silveira (564.286.341-04); Vladimir Roberto Casa (413.585.540-
72); Wilson Izidorio Cruz (199.376.447-04); Zilda Maria dos Santos Mello (436.702.457-15); Élio
Bahia Souza (189.776.697-15)
5. Relator: Ministro Raimundo Carreiro
6. Representante do Ministério Público: Procurador Júlio Marcelo de Oliveira
7. Unidade Técnica: SeinfraRodov
8. Representação legal: Andrea Viera Andreis (OAB/DF 25.357); Cintia Bastista Angelini
Carvalho (OAB/DF 33.265)

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário,
diante das razões expostas pelo Relator, em:
9.1. levantar o sobrestamento do julgamento das presentes contas;
57

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.2. quanto ao Sr. Michel Dib Tachy, CPF 000.376.135-53, Diretor de Infraestrutura Aquaviária
de 14/8/2007 a 10/3/2009:
9.2.1. acatar parcialmente as razões de justificativas quanto aos dois indícios de irregularidades
pelos quais foi chamado em audiência:
9.2.1.1. as deficiências frequentes no acompanhamento e fiscalização de convênios da área
aquaviária;
9.2.1.2. o encaminhamento para assinatura do convênio 7/2008, em desacordo com o
Parecer/HRMDM/PGE/DNIT/Nº 02091/2007;
9.2.3. julgar regulares com ressalvas suas contas, com fundamento nos art. 16, inciso II, e 18 da
Lei 8.4443/1992, em razão das falhas citadas no item 9.2.1 acima;
9.3. em relação ao Sr. Miguel de Souza, CPF 098.365.274-00, Diretor de Planejamento e
Pesquisa de 23/10/2007 a 31/3/2010:
9.3.1. acatar suas razões de justificativas quanto à não responsabilização das empresas
projetistas por falhas em projetos;
9.3.2. acatar parcialmente suas razões de justificativas acerca:
9.3.2.1. das deficiências diversas e generalizadas no controle, no planejamento e no
gerenciamento da realização de estudos e projetos e da contratação de obras rodoviárias;
9.3.2.2. da ausência de providências para dotar a Autarquia de normas, sistemas e
procedimentos para realizar, de forma consolidada, a estimativa do impacto orçamentário-financeiro
das obras de implantação, construção, pavimentação e adequação de capacidade que acarretem novas
despesas;
9.3.3. julgar regulares com ressalvas suas contas, com fundamento nos arts. 16, inciso II, e 18
da Lei 8.443/1992, em razão das falhas citadas no item 9.3.2 acima;
9.4. no que tange ao Sr. Hideraldo Luiz Caron, CPF 323.497.930-87, Diretor de Infraestrutura
Rodoviária de 27/4/2004 a 26/7/2011:
9.4.1. acatar suas razões de justificativa acerca da não responsabilização das empresas
projetistas por falhas em projetos;
9.4.2. acatar parcialmente suas razões de justificativas sobre o descumprimento do disposto no
art. 16, inciso I, da Lei Complementar 101/2000 – LRF e descumprimento dos itens 9.1 e 9.1.1 do
Acórdão 1085, Ata 23/2007 – Plenário;
9.4.3. rejeitar suas razões de justificativas acerca das deficiências frequentes no
acompanhamento e fiscalização de convênios da área rodoviária – o que era de sua responsabilidade,
conforme inscrito nos arts. 12, inciso VI, 80, incisos I e VI, e 126, incisos I, II, III, IV e VII, do
Regimento Interno do DNIT – evidenciadas pela inexistência de relatórios adequados nos processos
relativos aos ajustes e às suas prestações de contas analisadas no exercício de 2008 e pelas situações
nas quais foram observados problemas na execução dos convênios, conforme apurado em exame da
amostra constante dos autos, em desacordo com o art. 116, § 3º, incisos I, II e III da Lei 8.666/1993,
arts. 21 e 23 da IN STN 1/1997, Decreto 1.819/1996, Decreto 6.170/2007 e os Acórdãos TCU
2059/2008 — Plenário, 1666/2008 — Plenário e 1777/2004 — Plenário;
9.4.4 julgar irregulares suas contas, com fundamento nos arts. 16, inciso III, alínea “b”, e 19,
parágrafo único, da Lei 8.443/1992, em razão das falhas consignadas no item 9.4.3 acima;
9.4.5. aplicar ao Sr. Hideraldo Luiz Caron a multa do art. 58, inciso I, da Lei 8.443/1992, no
valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias, a contar da notificação,
para que comprove, perante o Tribunal (art. 214, inciso III, alínea ‘a’, do Regimento Interno/TCU), o
recolhimento da referida quantia ao Tesouro Nacional, atualizada monetariamente, desde a data do
Acórdão até a do efetivo recolhimento, se for paga após o vencimento, na forma da legislação em
vigor;
9.4.6. autorizar, desde já, o parcelamento das dívidas em até 36 parcelas, nos termos do art. 26
da Lei 8.443/92 c/c o art. 217 do Regimento Interno do TCU;
9.4.7. autorizar, desde logo, nos termos do art. 28, inciso II, da Lei 8.443/1992, a cobrança
58

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

judicial das dívidas, caso não atendida a notificação;


9.5. no que concerne ao Sr. José Henrique Sadok de Sá, CPF 160.199.387-00, Diretor
Executivo, de 11/8/2006 a 31/7/2011:
9.5.1. acatar suas razões de justificativa sobre as deficiências no controle, no planejamento e no
gerenciamento da realização de estudos e projetos e da contratação de obras rodoviárias;
9.5.2. julgar regulares suas contas, com fundamento nas arts. 16, inciso I, e 17 da Lei
8.443/1992, dando-lhe quitação plena;
9.6. quanto ao Sr. Luiz Antônio Pagot, CPF 435.102.567-00, Diretor Geral, de 4/10/2007 a
25/7/2011:
9.6.1. acatar suas razões de justificativas que tratam:
9.6.1.1. das deficiências gerais na atividade de desapropriação de imóveis cujas áreas são
utilizadas na infraestrutura de transportes;
9.6.1.2. da não implementação de normas internas, sistemas, procedimentos e mecanismos de
controle para responsabilizar as empresas projetistas em caso de falhas técnicas em projetos;
9.6.1.3. da ausência de ações afetivas para dotar a Diretoria de Planejamento e Pesquisa – DPP
de instrumentos de planejamento necessários para tomada de decisão de início da elaboração de
projetos e de um gerenciamento adequado dos projetos em elaboração e em estoque;
9.6.1.4. da ausência de ações de sua competência para dotar a Autarquia de normas, sistemas e
procedimentos para realizar, de forma consolidada a estimativa do impacto orçamentário-financeiro
das obras de implantação, construção, pavimentação e adequação de capacidade que acarretem novas
despesas;
9.6.2. acatar parcialmente suas razões de justificativas sobre a ausência de ações gerenciais
efetivas compatíveis e necessárias para contornar os problemas e restrições na estrutura organizacional
da autarquia quanto à deficiência frequente no acompanhamento e fiscalização de convênios das áreas
aquaviária e rodoviária;
9.6.3. julgar regulares com ressalva suas contas, com alicerce nos arts. 16, inciso II, e 18 da Lei
8.443/92, em razão das falhas citadas no item “f.2” acima, dando-lhe quitação;
9.7. em relação ao Sr. Rômulo do Carmo Ferreira Neto, CPF 288.906.631-20, Diretor de
Infraestrutura Ferroviária, de 1/1/2008 a 30/12/2008, julgar regulares com ressalva suas contas, com
base nos arts. 16, inciso II, e 18 da Lei 8.443/92, devido à rejeição de suas razões de justificativas no
TC 018.910/2009-0, Acórdão 2091/2011-Plenário, no qual foi constatada a execução de obra,
decorrente do Edital de Concorrência 33/2007, com divergência em relação ao projeto executivo, sem
aditivos contratuais e sem definição dos custos das alterações;
9.8. com fundamento nos arts. 16, inciso I, e 17 da Lei 8.443/92, sejam julgadas regulares as
contas de Angela Maria Barbosa Parente (135.620.373-68); Antonio Muriel de Luna Coutinho
(003.134.324-49); Antonio Pedro Vasconcelos de Oliveira (221.376.707-63); Armando Fontenelle
Albuquerque (071.142.903-06); Carlos Alberto de Moreira Sarmento (004.817.005-44); Carlos Alves
Fernandes (338.160.347-72); Cezar Castilho Maciel (170.900.400-20); Daniele de Lima Menezes
(514.873.571-68); David José de Castro Gouvêa (232.236.859-87); Denise Gomes Simões
(466.098.656-04); Divaldo de Arruda Camara (025.342.154-34); Edson Aires dos Anjos (087.822.026-
72); Edson Campos (153.735.091-91); Eduardo de Souza Costa (426.024.246-68); Elieze Bulhoes de
Carvalho (688.262.301-53); Emanuel Leite Borges (029.015.442-15); Eneida Coelho Monteiro
(462.323.971-34); Euristenes Guimaraes Guerra (038.893.861-72); Expedito Leite da Silva
(112.494.634-91); Fernando Fortes Melro Filho (787.303.504-25); Fernando Guimarães Rodrigues
(277.964.346-34); Francisco Antelius Sérvulos Vaz (080.277.733-34); Francisco Fernando de
Figueiredo Lopes (219.548.367-91); Francisco de Assis Ramalho Além (644.691.408-30); Gabriel de
Lucena Stuckert (268.698.457-00); Georges Ibrahim Andraos Filho (323.290.671-00); Gerardo de
Freitas Fernandes (062.944.483-87); Gustavo Adolfo Andrade de Sá (160.953.084-53); Heraldo
Cosentino (468.395.778-72); Hernani Lacerda Alves (049.923.185-68); Hugo Sternick (296.677.716-
87); Ismar Portela Santos (011.182.933-04); Jair Sarmento da Silva (092.354.500-04); Jaqueline Costa
59

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

da Silva (552.182.371-91); Jefferson Souza Carvalho (780.973.475-04); Joao Bosco Lobo


(005.984.702-63); Joaquim Guedes Martins Neto (246.136.573-34); Jose Narcelio Marques Sousa
(003.013.884-15); Jose da Silva Tiago (089.172.641-15); José Otávio Ferreira Soares (549.920.877-
87); José Ribamar da Cruz Oliveira (076.076.283-04); José Roberto de Moraes Rego Paiva Fernandes
Júnior (524.117.291-20); João José dos Santos (542.170.249-91); João Silvio Cerqueira Monteiro
(052.474.895-00); Lauri Alarcao Correia Lima (112.401.131-53); Lindorf de Souza Lima Carrijo
(298.935.697-53); Lourdes Bernadete Leite (316.279.511-72); Luis Felipe de Aguilar Paulinyi
(814.498.441-20); Luiz Claudio dos Santos Varejão (905.106.407-10); Marcelino Augusto Santos
Rosa (153.831.647-15); Marcelo Almeida Pinheiro Chagas (791.483.526-91); Marcelo Ibrahim da
Fonseca Alves (928.277.566-68); Marcelo Perrupato e Silva (010.821.326-91); Marcos Cesar Crispim
de Lima (584.731.304-72); Marcos Ledermann (001.422.550-68); Marcus Elicio Bastos Brasil
(302.293.677-04); Maria Auxiliadora Dias Carvalho (265.599.862-68); Mauro Sergio Almeida
Fatureto (562.076.976-34); Miguel Mário Bianco Masella (006.288.598-72); Márcio Simão
(267.319.911-04); Nei Japur (071.927.036-72); Nilton Correa Vieira (072.798.846-87); Nilton de Brito
(140.470.121-49); Olimpio Luiz Pacheco de Moraes (800.430.117-72); Omir Mello Ferreira
(097.124.610-68); Orlando Fanaia Machado (789.624.046-72); Paulo Sérgio Oliveira Passos
(128.620.881-53); Pricilla Maria Santana (584.264.691-91); Raimundo Brito Facanha (019.270.352-
87); Renato da Costa Usier (222.569.718-30); Ricardo Rossi Madalena (137.221.248-59); Riumar dos
Santos (193.432.301-25); Roberto Borges Furtado da Silva (490.589.751-34); Rodrigo Antônio
Ribeiro Costa (747.267.907-06); Romerito Gonçalves Valadão (067.562.711-72); Rommel Mello Cruz
(564.167.174-68); Rui Barbosa Egual (361.213.046-34); Saulo Filinto Pontes de Souza (096.808.535-
00); Sebastião Coriolano de Andrade (021.823.273-04); Sebastião Donizete de Souza (288.866.236-
15); Sebastião Vitor Braga Ribeiro (035.972.103-68); Simone Couto Ferreira (572.374.172-15); Teresa
Valdy Reto (305.033.298-00); Valter Casimiro Silveira (564.286.341-04); Vladimir Roberto Casa
(413.585.540-72); Wilson Izidorio Cruz (199.376.447-04); Zilda Maria dos Santos Mello
(436.702.457-15); Élio Bahia Souza (189.776.697-15), dando-lhes quitação plena;
9.9. dar ciência aos responsáveis deste Acórdão, bem como do Relatório e Voto que a
fundamentam.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2723-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro
(Relator), José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministro-Substituto convocado: Marcos Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2724/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 002.652/2014-5
1.1. Apenso: TC 022.400/2007-6
2. Grupo II – Classe I – Embargos de Declaração (em Tomada de Contas Especial)
3. Embargante: Aluísio Vinagre Regis (CPF 090.660.204-15), ex-prefeito
4. Unidade: Prefeitura Municipal de Conde/PB
5. Relator: Ministro José Múcio Monteiro
5.1. Relator da deliberação recorrida: Ministro José Múcio Monteiro
6. Representante do Ministério Público: não atuou
7. Unidade Técnica: não atuou
8. Advogados constituídos nos autos: Hermann Lundgren Correia Regis (OAB 12.767/PB), Ilma
60

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Isabelle dos Santos Vieira Régis (OAB 30.629/PB) e Arthur Henrique de Pontes Régis (OAB
27.251/PB)

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos em fase de embargos de declaração opostos ao
Acórdão 1.430/2015 – Plenário.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão Plenária, diante
das razões expostas pelo Relator e com fundamento nos arts. 32, inciso II, e 34 da Lei 8.443/1992, em:
9.1. conhecer dos presentes embargos de declaração para, no mérito, acolhê-los parcialmente e,
em consequência, alterar os termos do item 9.1 do Acórdão 1.430/2015 – Plenário, que passa a ter a
seguinte redação:
“9.1 julgar irregulares as contas de Temístocles de Almeida Ribeiro, Aluísio Vinagre Regis,
Jurandir Ronaldo da Silva, Kenro Kaimmy Ribeiro da Silva, Josemar Alves de Freitas, JR Projetos e
Construções Ltda., Jesus e Ribeiro Ltda. e JAF Construções e Comércio Ltda., condenando-os ao
pagamento das quantias a seguir especificadas, atualizadas monetariamente e acrescidas dos juros de
mora, calculados a partir das respectivas datas até o dia do efetivo pagamento, e fixando- lhes o
prazo de 15 (quinze) dias, contados da ciência, para que comprovem perante o TCU o recolhimento
dos montantes aos cofres do Tesouro Nacional:”
9.2. manter em seus exatos termos os demais itens do Acórdão 1.430/2015 – Plenário;
9.3. notificar o embargante acerca desta deliberação;
9.4. encaminhar os presentes autos à Serur, para exame de admissibilidade referente aos recursos
interpostos por Elias Ferreira Viana e Roosevelt Araújo de Oliveira contra o Acórdão 1.430/2015 –
Plenário.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2724-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro (Relator), Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministro-Substituto convocado: Marcos Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2725/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 007.253/2007-4
2. Grupo I – Classe I – Embargos de Declaração (em Tomada de Contas Especial)
3. Embargante: Rodrigo José Pereira Leite Figueiredo (CPF 669.649.975-04, ex-Secretário
Executivo do Ministério das Cidades)
3.1. Responsáveis: Rodrigo José Pereira Leite Figueiredo (CPF 343.945.911-04, ex-Secretário
Executivo do Ministério das Cidades), Magda Oliveira de Myron Cardoso (CPF 295.784.930-53,
ex-Subsecretária de Planejamento, Orçamento e Administração), Renato Stoppa Cândido
(CPF 227.209.521-68, ex-Coordenador-Geral de Recursos Logísticos), Wilson Felicissimo de Lima
(CPF 461.731.291-91, ex-Coordenador-Geral de Recursos Logísticos substituto), José Maria Martins
(CPF 225.617.811-00, Fiscal da Execução dos Serviços), Francisco Cavalcante Bizerra
(CPF 220.627.261-04, Fiscal da Execução dos Serviços substituto), Aplauso Organização de Eventos
Ltda. (CNPJ 37.986.239/0001-92), Centro de Apoio a Atividades Sociais e Educativas e Culturais –
Casec (CNPJ 07.208.231/0001-34), Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares dos Três
Estados do Sul – Cooperhaf (CNPJ 04.801.878/0001-87), Federação dos Trabalhadores na Agricultura
Familiar da Região Sul – Fetraf-Sul (CNPJ 05.684.806/0001-60), Inteligência Digital Brasil
61

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

(CNPJ 06.213.760/0001-63), Instituto Nelly de Faro Pires (CNPJ 08.530.707/0001-11), Royal Court
(CNPJ 01.848.212/0001-96) e Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicação do Distrito
Federal (CNPJ 00.618.520/0001-62)
4. Unidade: Ministério das Cidades
5. Relator: Ministro José Múcio Monteiro
5.1. Relator da deliberação embargada: Ministro José Múcio Monteiro
6. Representante do Ministério Público: não atuou
7. Unidade Técnica: SecexDensenvolvimento
8. Advogados constituídos nos autos: Rodrigo José Pereira Leite Figueiredo (OAB/DF
nº 14.933), Ana Paula de Albuquerque Cavalcante (OAB/DF nº 39.938), Claudismar Zupiroli
(OAB/DF nº 12.250), Fábio Henrique Binicheski (OAB/DF nº 16.980), Juliana Gonçalves de Souza
Guimarães (OAB/DF nº 21.410), Lúcio Landim Batista da Costa (OAB/DF nº 40.009), Marcelo
Alexandre Amaral Dalazen (OAB/DF nº 21.903) e Mirian Lavocat (OAB/DF nº 19.524)

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de tomada de contas especial que tratam, nesta fase
processual, de embargos de declaração opostos por Rodrigo José Pereira Leite Figueiredo (ex-
Secretário Executivo do Ministério das Cidades) contra o Acórdão nº 671/2015-TCU-Plenário, que
julgou irregulares as contas dos inúmeros responsáveis, com condenação em débito, cominação de
multa e declaração de inabilitação de quatro servidores para o exercício de cargo em comissão ou
função de confiança no âmbito da Administração Pública Federal, em razão das ilegalidades detectadas
na realização de eventos pelo Ministério das Cidades, por intermédio da Aplauso Organização de
Eventos Ltda.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, e com fundamento nos arts. 31, 32, inciso II, e 34 da Lei
nº 8.443/1992, em:
9.1. conhecer dos presentes embargos de declaração, para, no mérito, rejeitá-los, mantendo em
seus exatos termos o acórdão recorrido;
9.2. dar ciência desta deliberação ao embargante.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2725-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro (Relator), Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministro-Substituto convocado: Marcos Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2726/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 018.128/2010-6
2. Grupo II - Classe IV - Tomada de Contas Especial
3. Responsáveis: Alvino Rodrigues Leitão, ex-prefeito (CPF 209.821.603-30) e Edinalva de
Nasaré da Luz, ex-tesoureira municipal (CPF 710.239.333-49); Ana Maria Dias (CPF 955.275.753-
34), Ilton Carlos Rodrigues Carvalho (CPF 375.420.603-68) e Aristônio Cavalcante da Luz, (CPF
868.480.893-20), ex-membros da CPL municipal; Casa da Carne Búfalo Bill Ltda. (CNPJ
04.157.356/0001-94), D. P. Mendes - O Domingão (CNPJ 01.611.388/0001-20), T. M. de J. Chaves de
Sousa Comércio e Representações - Livraria e Papelaria Santa Teresinha (CNPJ 04.839.979/0001-47),
Teresinha Chaves de Sousa - ME - Livraria Chaves (CNPJ 10.426.609/0001-80), M. V. Pereira da
62

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Silva - Distribuidora Janifarma (CNPJ 04.220.187/0001-90) e Construtora Maryelle Ltda. (CNPJ


04.426.925/0001-50)
4. Unidade: Prefeitura Municipal de Tufilândia/MA
5. Relator: Ministro José Múcio Monteiro
6. Representante do Ministério Público: Procurador Marinus Eduardo De Vries Marsico
7. Unidade Técnica: Secex/MA
8. Advogado constituído nos autos: Antonio Carlos de Oliveira Filho (OAB/MA 8007)

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de tomada de contas especial instaurada por força do
subitem 9.3.1 do Acórdão 3.918/2008 - 2ª Câmara (TC 004.021/2004-1), em razão de irregularidades
na aplicação dos recursos da União ocorridas na Prefeitura Municipal de Tufilândia/MA, entre os anos
de 2002 e 2004.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, com
fundamento nos arts. 1º, inciso I; 12, § 3º; 16, inciso III, alíneas “b”, “c” e “d”, e §§ 2º e 3º; 19, caput;
23, inciso III; 28, inciso II; 46; 57; 58, inciso II; e 60 da Lei 8.443/1992, c/c os arts. 202, § 6º; 209;
214, inciso III, alíneas “a” e “b”; 215; 216; 267; e 268, inciso II, do Regimento Interno, e ante as
razões expostas pelo Relator, em:
9.1. julgar irregulares as contas de Alvino Rodrigues Leitão, Edinalva de Nasaré da Luz, Casa da
Carne Búfalo Bill Ltda. e D. P. Mendes - O Domingão;
9.2. condenar os seguintes responsáveis, solidariamente, ao pagamento das quantias abaixo
discriminadas, fixando-lhes o prazo de 15 (quinze) dias, a contar das notificações, para comprovarem,
perante o Tribunal, o recolhimento das dívidas aos respectivos cofres, acrescidas da correção
monetária e dos juros de mora calculados a partir das referidas datas até a do efetivo recolhimento, na
forma da legislação em vigor:
9.2.1. Alvino Rodrigues Leitão e Edinalva de Nasaré da Luz
Cofre: Fundo Nacional da Saúde - FNS
Data da ocorrência Valor (R$)
24/1/2002 1.035,00
1/3/2002 2.070,00
6/4/2002 2.070,00
16/8/2002 2.070,00
2/4/2002 8,00
5/4/2002 0,03
19/4/2002 60,80
26/4/2002 22,04
3/5/2002 8,00
10/5/2002 0,03
10/5/2002 5,00
17/5/2002 34,21
31/5/2002 15,20
4/6/2002 8,00
7/6/2002 0,03
21/6/2002 30,62
29/1/2004 0,35
29/1/2004 10,00
30/1/2004 3,00
5/2/2004 0,35
5/2/2004 10,00
63

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

13/2/2004 3,00
15/3/2004 6,67
16/3/2004 0,35
16/3/2004 10,00
17/3/2004 6,67
18/3/2004 0,35
18/3/2004 10,00
12/4/2004 3,00
13/5/2004 6,75
4/5/2004 0,35
5/5/2004 6,75
6/5/2004 0,35
6/5/2004 10,00
6/5/2004 10,00
20/7/2004 15,00
30/7/2004 12,42
28/2/2004 96,18
31/3/2004 45,68
12/5/2004 46,64
9/6/2004 47,62
9/7/2004 49,91
30/6/2004 45,48
17/9/2004 55,63
20/10/2004 30,34
4/2/2003 613,40
4/2/2003 720,00
4/2/2003 10.230,50
3/3/2003 782,20
3/3/2003 585,50
8/4/2003 1.081,00
8/4/2003 258,40
2/5/2003 10.539,80
2/5/2003 758,00
2/5/2003 733,00
4/6/2003 1.060,50
9/6/2003 302,50
1/7/2003 949,00
11/7/2003 378,00
4/8/2003 799,00
4/8/2003 589,50
4/8/2003 10.335,80
3/9/2003 6.679,40
5/9/2003 657,00
5/9/2003 728,00
1/10/2003 2.599,00
1/10/2003 1.507,00
Cofre: Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação - Fundeb
64

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Data da ocorrência Valor (R$)


30/1/2004 6.990,00
26/2/2004 2.890,00
8/5/2002 8.060,00
8/8/2002 1.500,00
2/10/2002 1.700,00
13/5/2002 7.800,00
5/6/2002 7.947,00
10/11/2003 1.487,57
9/6/2003 1.568,00
5/9/2003 1.558,00
1/12/2003 594,00
2/5/2003 2.013,00
4/8/2003 1.783,80
3/11/2003 1.248,00
15/3/2002 31,02
6/5/2002 3,00
22/5/2002 0,35
10/2/2003 4,50
10/2/2003 3,00
30/5/2003 3,00
14/7/2003 0,35
12/12/2003 10,00
12/12/2003 0,35
31/12/2003 0,35
29/1/2004 3,00
2/2/2004 3,00
18/2/2004 3,00
30/7/2004 9,24
28/2/2004 61,72
31/3/2004 25,68
30/4/2004 59,93
9/6/2004 39,82
10/8/2004 33,25
17/9/2004 51,99
Cofre: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE
Data da ocorrência Valor (R$)
19/8/2002 4.266,60
6/3/2003 4.862,00
7/3/2003 4.862,00
28/3/2003 4.862,00
30/4/2003 4.862,00
30/6/2003 4.862,00
28/7/2003 4.862,00
2/8/2003 4.862,00
8/10/2003 4.862,00
26/11/2003 4.862,00
20/2/2004 4.862,00
65

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

12/8/2004 5.023,00
27/11/2004 5.916,00
19/2/2003 3.000,00
26/8/2003 3.755,90
28/10/2003 4.862,00
8/10/2003 2.350,00
10/12/2003 2.350,00
26/11/2003 2.350,00
1/6/2004 4.812,00
30/3/2004 5.000,00
30/4/2004 5.400,00
10/11/2003 5.136,00
9.2.2. Alvino Rodrigues Leitão, Edinalva de Nasaré da Luz e Casa da Carne Búfalo Bill Ltda.
Cofre: Fundo Nacional da Saúde - FNS
Data da ocorrência Valor (R$)
20/2/2004 63.995,00
23/1/2004 65.114,00
28/4/2004 68.800,00
Cofre: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE
Data da ocorrência Valor (R$)
15/3/2004 13.206,00
8/7/2004 12.773,00
30/7/2004 6.500,00
20/9/2004 5.800,00
20/10/2004 2.475,00
19/11/2004 4.520,00
19/11/2004 4.250,00
8/12/2004 4.750,00
9.2.3. Alvino Rodrigues Leitão, Edinalva de Nasaré da Luz e D. P. Mendes – O Domingão
Cofre: Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação - Fundeb
Data da ocorrência Valor (R$)
30/4/2003 34.400,00
31/7/2003 25.900,00
25/8/2003 8.500,00
9.3. aplicar, individualmente, pelos fundamentos legais discriminados, aos responsáveis a seguir
arrolados multa nos respectivos valores, fixando-lhes o prazo de 15 (quinze) dias, a contar da
notificação, para que comprovem, perante o Tribunal, o recolhimento das quantias aos cofres do
Tesouro Nacional, atualizadas monetariamente da data do presente acórdão até a do efetivo
recolhimento, se forem pagas após o vencimento, na forma da legislação em vigor:
Responsável Valor (R$) Fundamento da Multa
Alvino Rodrigues Leitão 106.000,00
Edinalva de Nasaré da Luz 106.000,00 Art. 57 da Lei
Casa da Carne Búfalo Bill Ltda. 50.000,00 8.443/1992.
D. P. Mendes - O Domingão 13.000,00
Alvino Rodrigues Leitão 20.000,00
Edinalva de Nasaré da Luz 20.000,00 Art. 58, inciso II, da
Aristônio Cavalcante da Luz 10.000,00 Lei 8.443/1992.
66

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Ilton Carlos Rodrigues Carvalho 10.000,00


Ana Maria Dias 10.000,00
9.4. declarar as empresas Construtora Maryelle Ltda., T. M. de J. Chaves de Sousa Comércio e
Representações - Livraria e Papelaria Santa Teresinha, Teresinha Chaves de Sousa - ME - Livraria
Chaves, M. V. Pereira da Silva - Janifarma Distribuidora, Casa da Carne Búfalo Bill Ltda. e D. P.
Mendes - O Domingão inidôneas para participar de licitação na Administração Pública Federal, por 5
(cinco) anos;
9.5. declarar Alvino Rodrigues Leitão e Edinalva de Nasaré da Luz inabilitados para o exercício
de cargo em comissão ou função de confiança no âmbito da Administração Pública Federal, pelo
período de 5 (cinco) anos,;
9.6. autorizar a cobrança judicial das dívidas, caso não atendidas as notificações;
9.7. encaminhar cópia deste acórdão, bem como do relatório e voto que o fundamentam, à
Procuradoria da República no Estado do Maranhão, à Controladoria-Geral da União e ao Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão, para a adoção das medidas pertinentes, em decorrência das
condenações e sanções acima.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2726-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro (Relator), Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministro-Substituto convocado: Marcos Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2727/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 022.386/2013-0
2. Grupo I – Classe de Assunto: IV – Tomada de Contas Especial
3. Responsáveis: Francisco Gilson Mendes Luiz (ex-prefeito, CPF 437.058.804-97); Município
de Nazarezinho/PB (CNPJ 08.999.708/0001-0); e Vetor Premoldados Comércio Construções e
Serviços Ltda. - ME (CNPJ 05.828.370/0001-35)
4. Unidade: Prefeitura Municipal de Nazarezinho/ PB
5. Relator: Ministro José Múcio Monteiro
6. Representante do Ministério Público: Subprocuradora-Geral Cristina Machado da Costa e
Silva
7. Unidade Técnica: Secex/PB
8. Advogado constituído nos autos: não há

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de tomada de contas especial instaurada em razão da
não execução do objeto do Convênio 1.145/2006, celebrado entre a Fundação Nacional de
Saúde/Funasa e o município de Nazarezinho/PB, cujo objeto era a execução de melhorias sanitárias
domiciliares.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão Plenária, com
fundamento nos arts. 1º, inciso I, 16, incisos II e III, alíneas “c” e “d”, 19, 23, inciso III, 28, inciso II,
57 e 60 da Lei 8.443/92, c/c os arts. 209, 210 e 214, inciso III, alínea “a”, e 267 do Regimento Interno,
em
9.1 julgar regulares com ressalva as contas do Município de Nazarezinho/PB, dando-lhe
quitação;
67

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.2 julgar irregulares as contas de Francisco Gilson Mendes Luiz e da empresa Vetor
Premoldados Comércio, Construções e Serviços Ltda., condenando-os, solidariamente, ao pagamento
das importâncias discriminadas, atualizadas monetariamente e acrescidas dos juros de mora,
calculados a partir das datas indicadas até a do efetivo recolhimento do débito, fixando-lhes o prazo de
15 (quinze) dias para que comprovem, perante o Tribunal, o recolhimento das referidas quantias aos
cofres da Fundação Nacional de Saúde:

Valor Histórico (R$) Data de ocorrência


20.000,00 4/7/2007
32.000,00 24/8/2007
20.000,00 21/12/2007
15.000,00 8/2/2008
17.000,00 12/9/2008
9.3 aplicar, individualmente, a Francisco Gilson Mendes Luiz e à empresa Vetor Premoldados
Comércio, Construções e Serviços Ltda. multa no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) , com a
fixação do prazo de quinze dias, a contar da notificação, para comprovarem, perante o Tribunal, o
recolhimento das dívidas aos cofres do Tesouro Nacional, atualizadas monetariamente desde a data
deste acórdão até a do efetivo recolhimento, se forem pagas após o vencimento, na forma da legislação
em vigor;
9.4 declarar Francisco Gilson Mendes Luiz inabilitado para o exercício de cargo em comissão ou
função de confiança no âmbito da Administração Pública Federal, pelo período de 5 (cinco) anos;
9.5 autorizar, desde logo, a cobrança judicial das dívidas, caso não atendidas as notificações; e
9.6 encaminhar cópia desta deliberação, acompanhada do relatório e voto que a fundamentam, à
Procuradoria da República no Estado da Paraíba, para adoção das medidas que entender cabíveis.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2727-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro (Relator), Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministro-Substituto convocado: Marcos Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2728/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 023.724/2015-3
2. Grupo II - Classe I - Embargos de Declaração (em Representação)
3. Embargante: Infotec Consultoria e Planejamento Ltda. (CNPJ 29.884.632/0001-4)
4. Unidade: Petróleo Brasileiro S.A.
5. Relator: Ministro José Múcio Monteiro
5.1. Relator da deliberação recorrida: Ministro José Múcio Monteiro
6. Representante do Ministério Público: Procurador-Geral Paulo Soares Bugarin (manifestação
oral)
7. Unidade Técnica: não atuou
8. Advogados constituídos nos autos: Mariana Araújo Becker (OAB/DF 14.675), Luis Eduardo
Oliveira Alejarra (OAB/DF 39.534), Annelise Cristhina Dias Costa (OAB/DF 44.170) e Rogério
Vinhaes Assumpção (OAB/RJ 59.400)

9. Acórdão:
68

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

VISTOS, relatados e discutidos estes autos que tratam, nesta fase, de embargos de declaração
opostos pela empresa Infotec Consultoria e Planejamento Ltda. ao Acórdão 2.471/2015 - Plenário.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, e com fundamento com nos arts. 32, inciso II, e 34 da Lei 8.443/1992;
146, §§ 1 e 2º, e 287 do Regimento Interno do Tribunal; e no Enunciado 145 da Súmula da
Jurisprudência desta Corte, em:
9.1. indeferir o pedido da empresa Infotec Consultoria e Planejamento Ltda. de ingresso como
interessada nos autos;
9.2. considerar, em consequência, prejudicados os presentes embargos de declaração, uma vez
que têm por objeto unicamente provocar a deliberação sobre a habilitação da embargante como
interessada;
9.3. retificar, por inexatidão material, o Acórdão 2.471/2015 - Plenário, relativamente ao subitem
1.6, para que ele passe a constar com o seguinte teor: “Representação legal: Mariana Araújo Becker
(OAB/DF 14.675), Luis Eduardo Oliveira Alejarra (OAB/DF 39.534), Lilian de Argollo Bramont
(CPF 421.817.715-53), Annelise Cristhina Dias Costa (OAB/DF 44.170) e Rogério Vinhaes
Assumpção (OAB/RJ 59.400)”;
9.4. notificar a embargante.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2728-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro (Relator), Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministro-Substituto convocado: Marcos Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2729/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 032.311/2013-3
2. Grupo I – Classe de Assunto: I - Recurso de Reconsideração (em Tomada de Contas Especial)
3. Recorrente: Francisco Airton Felix (CPF: 095.031.615-68), ex-diretor presidente da Oscip
Tercon Brasil
4. Unidade: Oscip Tercon Brasil (CNPJ: 05.138.035/0001-05)
5. Relator: Ministro José Múcio Monteiro
5.1. Relator da deliberação recorrida: Ministro-Substituto André Luís de Carvalho
6. Representante do Ministério Público: Procurador Júlio Marcelo de Oliveira
7. Unidades Técnicas: Serur e Secex/CE.
8. Representação legal: Max Alves Carvalho (238869/SP-OAB) e outros, representando
Francisco Airton Felix

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos, que tratam, neste estágio, de recurso de
reconsideração interposto por Francisco Airton Felix contra o Acórdão 2.778/2014 - Plenário,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, com
fundamento nos arts. 32, inciso I, e 33 da Lei 8.443/92 e diante das razões expostas pelo Relator, em:
9.1. conhecer do presente recurso de reconsideração, para, no mérito, negar-lhe provimento;
9.2. dar ciência do inteiro teor deste acórdão ao recorrente.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


69

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.


12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2729-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro (Relator), Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministro-Substituto convocado: Marcos Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2730/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 004.540/2015-8.
2. Grupo I – Classe de Assunto: VII - Representação.
3. Responsável: UTB União Transporte Brasília Ltda. (37.098.480/0001-85).
4. Órgão/Entidade: Agência Nacional de Transportes Terrestres.
5. Relator: Ministro Bruno Dantas.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Rodoviária (SeinfraRod).
8. Advogado constituído nos autos: Edvan Teles da Silva (OAB/DF 44.326), Cláudio Renato
Canto Farág (OAB/DF 14.005) e Felipe Teixeira Vieira (OAB/DF 31.718).

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de representação, com pedido de medida cautelar,
formulada pela Cootransp Cooperativa de Transportes Ltda. em face do Edital 2/2014-lote 3 da
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), cujo objeto é a permissão para prestação de
serviços de transporte rodoviário semiurbano de passageiros para atendimento a região do Distrito
Federal e do entorno.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1.conhecer a presente representação, para, no mérito, considerá-la parcialmente procedente;
9.2. revogar a medida cautelar concedida em Despacho à peça 16;
9.3. com fulcro no art. 71, inciso IX, da Constituição Federal de 1988, c/c art. 45, caput, da Lei
8.443/1992, assinar prazo de 15 (quinze) dias para que a Agência Nacional de Transportes Terrestres
adote as providências necessárias no sentido de anular os atos que levaram à habilitação da empresa
UTB União Transporte Brasília Ltda., no Edital 2/2014-Lote 3, bem como os atos subsequentes,
facultando-lhe a retomada do processo licitatório no momento imediatamente anterior a essa etapa ou
mesmo o desfazimento de todo o procedimento licitatório no que se refere ao Lote 3;
9.4. com fulcro no art. 250, inciso III, do Regimento Interno do TCU, recomendar à Agência
Nacional de Transportes Terrestres que, na hipótese de optar pelo desfazimento de todo o
procedimento licitatório referente ao Lote 3 do Edital 2/2014, avalie a oportunidade e a conveniência
de rever a pertinência e a razoabilidade das cláusulas de habilitação e qualificação adotadas,
ponderando a possibilidade de ajustes que permitam uma maior competitividade, sem descuidar da
necessidade de se assegurar a aptidão do licitante para a boa prestação dos serviços;
9.5. encaminhar a este Tribunal, no prazo de 30 (trinta) dias, a documentação comprobatória do
atendimento ao item 9.3.;
9.6. indeferir o pedido de habilitação nos autos como interessado, formulado pela cooperativa
Cootransp Cooperativa de Transportes Ltda.;
9.7. autorizar o apensamento dos presentes autos ao TC 025.089/2013-7, após a comprovação
do cumprimento da decisão, conforme os arts. 36, caput, e 40, inciso III, da Resolução-TCU 259/2014;
9.8. encaminhar cópia deste Acórdão, bem como do Relatório e do Voto que o fundamentam, à
representante (Cootransp Cooperativa de Transportes Ltda.), à Agência Nacional de Transportes
70

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Terrestres e à UTB União Transporte Brasília Ltda;


9.9. encaminhar cópia deste Acórdão, bem como do Relatório e do Voto que o fundamentam à
Procuradoria da República no Distrito Federal para adote as providências que entender cabíveis ante os
fatos noticiados na presente representação no que tange a possíveis irregularidades cometidas pelos
agentes públicos na condução do certame em apreço.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2730-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas (Relator) e Vital do Rêgo.
13.2. Ministro-Substituto convocado: Marcos Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2731/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 011.538/2015-5.
2. Grupo I – Classe de Assunto: V - Relatório de Auditoria (Fiscobras 2015)
3. Interessados/Responsáveis:
3.1. Interessados: Congresso Nacional (vinculador); Secretaria Municipal de Infraestrutura
Urbana e Obras de São Paulo (46.392.171/0001-04)
3.2. Responsáveis: Carlos Antonio Vieira Fernandes (274.608.784-72); Dario Rais Lopes
(976.825.438-68); Elton Santa Fé Zacarias (063.908.078-21); Maria Beatriz de Marcos Millan Oliveira
(073.610.538-74); Miriam Aparecida Belchior (056.024.938-16); Osvaldo Misso (860.279.058-91);
Ricardo Pereira da Silva (355.420.126-04); Roberto Nami Garibe Filho (112.313.258-52).
4. Órgãos/Entidades/Unidades: Caixa Econômica Federal; Ministério das Cidades (vinculador);
Prefeitura Municipal de São Paulo/SP.
5. Relator: Ministro Bruno Dantas.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Urbana (SeinfraUrbana).
8. Representação legal: Guilherme Lopes Mair (OAB/DF 32261); Jose Mauro Gomes (não
advogado); Murilo Fracari Roberto (OAB/DF 22.934).

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de Relatório de Auditoria realizada no lote 1 do
Edital RDC Presencial 003/2015, referente às obras de implantação do Corredor de Ônibus Perimetral
Itaim Paulista-São Mateus (Município de São Paulo), no âmbito do Fiscobras 2015.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo relator, em:
9.1. comunicar à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso
Nacional, em cumprimento ao art. 117, caput, da Lei 13.080/2015 (LDO 2015), que foram detectados
indícios de irregularidades graves do tipo IG-P (inciso IV do § 1º do art. 112 da LDO 2015) no lote 1
do Edital de Licitação RDC Presencial 3/2015/SIURB, relativo aos serviços de execução das obras e
elaboração de projeto executivo da obra Corredor de ônibus Perimetral Itaim Paulista-São Mateus –
trechos 2 e 3 e Terminal Itaim Paulista, localizados no município de São Paulo/SP, tendo sido
estimado potencial dano ao erário de R$ 59.020.900,56 devido aos indícios de sobrepreço e que o TCU
reavaliará a recomendação de paralisação caso a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e
Obras de São Paulo/SP (Siurb/SP) adote a seguinte medida corretiva:
9.1.1. republicar o Edital de Licitação RDC Presencial 3/2015, nos termos da legislação em
71

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

vigor, adequando os preços unitários do orçamento-base aos referenciais de mercado, nos termos dos
arts. 3º, 4º e 5º do Decreto 7.983/2013;
9.2. com fulcro no art. 250, inciso V, do Regimento Interno do TCU, realizar a oitiva da
Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras de São Paulo/SP (Siurb/SP), para que, no prazo
de quinze dias, se manifeste acerca dos seguintes indícios de irregularidade, identificados na
documentação referente às obras do Corredor Perimetral Itaim Paulista-São Mateus, trechos 2 e 3 e
Terminal Itaim Paulista, Edital de licitação RDC Presencial 3/2015/Siurb (lote 1):
9.2.1. sobrepreço decorrente de preços excessivos frente ao mercado, no valor de
R$ 59.020.900,56 (data-base julho/2014), conforme item III.2 do relatório de auditoria (peça 72) e
instrução à peça 86;
9.2.2. ausência de parcelamento do objeto, conforme item III.3 do relatório de auditoria (peça
72);
9.2.3. lançamento de edital com recursos insuficientes, visto que o termo de compromisso
firmado (nº 0445.950-17/2014-SP) não cobre as despesas relacionadas à obra, conforme item III.4 do
relatório de auditoria (peça 72);
9.3. com fulcro no art. 250, inciso V, do Regimento Interno do TCU, realizar a oitiva da Caixa
Econômica Federal, para que, no prazo de quinze dias, se manifeste acerca dos seguintes indícios de
irregularidade, identificados na documentação referente às obras do Corredor Perimetral Itaim
Paulista-São Mateus, trechos 2 e 3 e Terminal Itaim Paulista, Edital de licitação RDC Presencial
3/2015/Siurb (lote 1):
9.3.1. sobrepreço decorrente de preços excessivos frente ao mercado, no valor de
R$ 59.020.900,56 (data-base julho/2014), conforme item III.2 do relatório de auditoria (peça 72) e
instrução à peça 86;
9.3.2. termo de compromisso (nº 0445.950-17/2014-SP) firmado em valores insuficientes para
cobrir as despesas relacionadas à obra, conforme item III.4 do relatório de auditoria (peça 72);
9.4. com fulcro no art. 250, inciso V, do Regimento Interno do TCU, realizar a oitiva do
Ministério das Cidades, para que, no prazo de quinze dias, se manifeste acerca dos seguintes indícios
de irregularidade, identificados na documentação referente às obras do Corredor Perimetral Itaim
Paulista-São Mateus, trechos 2 e 3 e Terminal Itaim Paulista, Edital de licitação RDC Presencial
3/2015/Siurb (lote 1):
9.4.1. sobrepreço decorrente de preços excessivos frente ao mercado, no valor de
R$ 59.020.900,56 (data-base julho/2014), conforme item III.2 do relatório de auditoria (peça 72) e
instrução à peça 86;
9.4.2. ausência de parcelamento do objeto, conforme item III.3 do relatório de auditoria (peça
72);
9.4.3. termo de compromisso (nº 0445.950-17/2014-SP) firmado em valores insuficientes para
cobrir as despesas relacionadas à obra, conforme item III.4 do relatório de auditoria (peça 72); e
9.5. encaminhar cópia desta deliberação, incluindo o voto e o relatório que a fundamentam, bem
como do relatório de auditoria (peça 72) à Siurb/SP, ao Ministério das Cidades, à Caixa Econômica
Federal e ao Tribunal de Contas do Município de São Paulo/SP.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2731-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas (Relator) e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.
72

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

ACÓRDÃO Nº 2732/2015 – TCU – Plenário.

1. Processo nº TC 012.687/2013-8.
1.1. Apenso: 020.270/2013-5.
2. Grupo I – Classe de Assunto: I – Pedido de Reexame (Representação).
3. Interessados/Responsáveis/Recorrentes:
3.1. Interessados: Estruturadora Brasileira de Projetos S.A. (09.376.475/0001-51); Casa Civil da
Presidência da República; Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
3.2. Recorrente: Deputado Federal Augusto Rodrigues Coutinho de Melo (331.556.234-20).
4. Órgão: Secretaria Especial de Portos da Presidência da República.
5. Relator: Ministro Bruno Dantas.
5.1. Relator da deliberação recorrida: Ministro Walton Alencar Rodrigues.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidades Técnicas: Secretaria de Recursos (Serur); Secretaria de Fiscalização de
Infraestrutura Portuária, Hídrica e Ferroviária (SeinfraHid).
8. Advogado constituído nos autos: Apuám Carvalho Costa (OAB/DF 32.322); Eduardo
Rodrigues Lopes (OAB/DF 29.283); Luis Justiniano Haiek Fernandes (OAB/DF 2.193A) e outros.

9. Acórdão:
VISTO, relatado e discutido este pedido de reexame em processo de representação, interposto
pelo Deputado Federal Augusto Rodrigues Coutinho de Melo contra o Acórdão 1.155/2014 – TCU –
Plenário.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator e com fundamento no art. 48 da Lei 8.443/1992, c/c o art. 286 do
Regimento Interno, em:
9.1. conhecer do pedido de reexame, para no mérito, negar-lhe provimento;
9.2. dar ciência desta deliberação ao recorrente, à Secretaria de Portos da Presidência da
República e aos interessados constantes do item 3.1 deste Acórdão.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2732-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas (Relator) e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2733/2015 - TCU - Plenário

1. Processo nº TC 024.139/2015-7.
2. Grupo I - Classe de Assunto: VII - Representação.
3. Interessados/Responsáveis: não há.
4. Unidades jurisdicionadas: Superintendência do Patrimônio da União em São Paulo; Prefeitura
Municipal de São Paulo.
5. Relator: Ministro Bruno Dantas.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio de Janeiro (Secex-RJ).
73

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

8. Representação legal: não há

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos que tratam de representações ofertadas por Carlos
Alberto La Selva e Sice do Brasil Ltda., com pedido de medida cautelar, acerca de possíveis
irregularidades relacionadas à concorrência pública 01-B/SDTE/2014, conduzida pela Secretaria
Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo do município de São Paulo, cujo
objeto é a concessão de obra pública para a implementação, operação, manutenção e exploração
econômica do Circuito das Compras, em área da União denominada “Pátio do Pari”, cedida mediante
contrato de Concessão de Direito Real de Uso,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, em:
9.1. conhecer das presentes representações, nos termos do art. 113, § 1º, da Lei 8.666/1993, c/c
arts. 235, caput, e 237, inciso VII e parágrafo único, do Regimento Interno do TCU;
9.2. indeferir os pedidos de medida cautelar formulados pelas representantes, ante a ausência de
plausibilidade jurídica (fumus boni iuris) na impugnação referente à incompatibilidade de prazos entre
as concessões;
9.3. no mérito, considerar as representações parcialmente procedentes;
9.4. com fulcro no art. 250, inciso II, do Regimento Interno do TCU, determinar à
Superintendência do Patrimônio da União em São Paulo e à Prefeitura Municipal de São Paulo que
procedam a formalização de aditivo ao contrato de Concessão de Direito Real de Uso do imóvel
denominado Pátio do Pari a fim de fazer constar no instrumento jurídico a condição de eficácia para
início do prazo de vigência de 35 anos estipulado para a Concessão de Direito Real de Uso, com vistas
a conferir maior segurança jurídica ao negócio;
9.5. nos termos do art. 250, inciso II, in fine, do Regimento Interno do TCU, arquivar o presentes
processo, sem prejuízo do monitoramento do cumprimento das determinações.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2733-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas (Relator) e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2734/2015 - TCU - Plenário

1. Processo nº TC 026.025/2014-0.
1.1. Apensos: 004.222/2015-6; 046.492/2012-7.
2. Grupo I - Classe de Assunto: V - Monitoramento.
3. Interessados/Responsáveis: não há.
4. Órgão: Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão (SLTI/MPOG).
5. Relator: Ministro Bruno Dantas.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Tecnologia da Informação (Sefti).
8. Representação legal: não há.

9. Acórdão:
74

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

VISTOS, relatados e discutidos estes autos de monitoramento que teve por objetivo avaliar o
cumprimento e a implementação de deliberações constantes dos Acórdãos 1.647/2010, 1.793/2011 e
2.601/2011, todos do Plenário, com vistas a contribuir para o aprimoramento do Sistema de
Administração de Serviços Gerais (Siasg) e do sistema ComprasNet (atualmente Compras
Governamentais),
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, em:
9.1. considerar cumpridas/implementadas as deliberações 9.1.3, 9.1.4, 9.1.5, 9.1.6, 9.1.7, 9.1.9,
9.1.13, 9.2.1.1, 9.2.1.2, 9.2.1.3, 9.2.1.4, 9.2.1.5, 9.2.4, 9.2.7 e 9.3 do Acórdão 1.647/2010-TCU-
Plenário; 9.2.1.2, 9.2.1.3, 9.2.1.4, 9.2.1.5, 9.2.1.6, 9.2.1.7, 9.2.2.1, 9.2.2.2, 9.2.3, 9.2.4, 9.2.6, 9.2.8,
9.2.9, 9.3.1, 9.3.2.2, 9.3.3, 9.3.4, 9.3.5, 9.5.1.1, 9.5.1.2, 9.5.1.3, 9.5.1.4, 9.5.1.5.1, 9.5.1.5.2, 9.5.1.6,
9.5.1.7, 9.5.1.8, 9.5.1.9, 9.5.2 e 9.11 do Acórdão 1.793/2011-TCU-Plenário; e 9.1, 9.2.1 e 9.2.2 do
Acórdão 2.601/2011-TCU-Plenário;
9.2. considerar parcialmente cumpridas/implementadas as deliberações 9.1.1 do Acórdão
1.647/2010-TCU-Plenário e 9.6 do Acórdão 1.793/2011-TCU-Plenário;
9.3. considerar não cumpridas/implementadas as deliberações 9.1.8, 9.1.12.1, 9.1.12.2, 9.1.12.3,
9.1.12.4 e 9.2.8 do Acórdão 1.647/2010-TCU-Plenário e 9.2.5 e seus subitens do Acórdão 1.793/2011-
TCU-Plenário;
9.4. considerar em implementação as recomendações 9.2.9 do Acórdão 1.647/2010-TCU-
Plenário e 9.3.6 do Acórdão 1.793/2011-TCU-Plenário;
9.5. declarar insubsistentes as deliberações 9.2.2, 9.2.3, 9.2.5.1, 9.2.5.2, 9.2.5.3, 9.2.5.4 e 9.2.6
do Acórdão 1.647/2010-TCU-Plenário e 9.2.7, 9.12 e 9.14 do Acórdão 1.793/2011-TCU-Plenário;
9.6. determinar à Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão que envie a este Tribunal, no prazo de 90 (noventa) dias após o
recebimento da notificação, relatório final sobre o atendimento aos itens do Acórdão 1.647/2010-TCU-
Plenário consignados como não atendidos em sua integralidade neste monitoramento (itens 9.1.1,
9.1.8, 9.1.12.1, 9.1.12.2, 9.1.12.3, 9.1.12.4, 9.2.8 e 9.2.9 do referido Acórdão), atualizando as
informações prestadas por meio do ofício 2.621/2014-DELOG/SLTI/MPOG e da nota técnica
189/2010-DLSG/SLTI/MPOG necessariamente em confronto com os apontamentos realizados acerca
dos referidos itens na presente deliberação;
9.7. determinar à Secretaria-Geral de Controle Externo deste TCU que envide esforços para
iniciar, no menor prazo possível, a ação de fiscalização em desdobramento aos itens 9.12 do Acórdão
906/2009-TCU-Plenário, 9.3 do Acórdão 3.348/2012-TCU-Plenário e 9.7 do Acórdão 2.393/2013-
TCU-Plenário, incluindo, no escopo de tal fiscalização, análise sobre as questões apontadas nos
parágrafos 10-14 do Voto que fundamenta a presente deliberação;
9.8. encaminhar cópia do inteiro teor da presente deliberação:
9.8.1. a todos os órgãos que originalmente foram destinatários dos Acórdãos monitorados;
9.8.2. aos Procuradores Orlando Monteiro Espíndola da Cunha e Ariane Guebel de Alencar, em
atenção aos ofícios 3.896/2015-PRDF/MPF e 1.436/2015-PRDF/MPF (TC 004.222/2015-6, apenso);
9.9. nos termos do art. 5º, inciso II, da Portaria-Segecex 27/2009, juntar cópia da presente
deliberação aos TC’s 011.643/2010-2 e 014.474/2011-5, nos quais foram proferidos, respectivamente,
os Acórdãos 1.793 e 2.601/2011-TCU-Plenário, e apensar o presente processo ao TC 012.538/2009-1,
no qual foi proferido o Acórdão 1.647/2010-TCU-Plenário.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2734-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas (Relator) e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
75

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2735/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 004.595/2015-7.
2. Grupo I – Classe de Assunto: II – Tomada de Contas Especial.
3. Responsáveis: Arlindo Carvalho Meireles (042.679.247-59); Bella Furtado (410.709.097-34);
Deusimar Nunes Alvarenga (519.506.427-04); Ermelinda Cardoso Caetano (035.533.387-25); Garben
Lúcia Oliveira Lima (035.533.567-07).
4. Entidade: Instituto Nacional do Seguro Social.
5. Relator: Ministro Vital do Rêgo.
6. Representante do Ministério Público: Subprocuradora-Geral Cristina Machado da Costa e
Silva.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio de Janeiro (SECEX-RJ).
8. Representação legal: não há.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de tomada de contas especial instaurada pelo Instituto
Nacional do Seguro Social – INSS, em desfavor de Deusimar Nunes Alvarenga, ex-servidora daquele
Instituto, em razão do prejuízo por ela causado na habilitação e concessão irregulares de
aposentadorias em agências da Previdência Social localizadas nos bairros Copacabana e Barra da
Tijuca, no município do Rio de Janeiro;
ACORDAM os ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário,
diante das razões expostas pelo relator, em:
9.1. excluir da relação processual os responsáveis Arlindo Carvalho Meireles, Bella Furtado,
Ermelinda Cardoso Caetano e Garben Lúcia Oliveira Lima;
9.2. julgar irregulares as contas de Deusimar Nunes Alvarenga, com fundamento nos arts. 1º,
inciso I, 16, inciso III, alínea “d”, e 19, caput, da Lei 8.443/1992;
Achado 1. 9.3. condená-la ao recolhimento das importâncias abaixo especificadas ao Instituto
Nacional do Seguro Social – INSS, acrescidas de encargos legais a partir das datas
mencionadas até a data do pagamento:
- pagamentos efetuados ao segurado Arlindo Carvalho Meireles:

Data Moeda Valor Tipo


04/01/1993 Cr$ 16.699.000,00 D
01/02/1993 Cr$ 7.879.000,00 D
01/03/1993 Cr$ 7.961.000,00 D
01/04/1993 Cr$ 10.879.234,00 D
03/05/1993 Cr$ 10.879.300,00 D
01/06/1993 Cr$ 20.820.806,00 D
01/07/1993 Cr$ 20.856.300,00 D
02/08/1993 CR$ 29.294,60 D
01/09/1993 CR$ 35.024,00 D
01/10/1993 CR$ 59.629,36 D
01/11/1993 CR$ 74.576,01 D
01/12/1993 CR$ 186.538,90 D
14/02/1995 R$ 1.060,35 D
10/03/1995 R$ 402,06 D
76

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

10/05/1995 R$ 402,06 D
09/06/1995 R$ 574,37 D
05/07/1995 R$ 574,37 D
05/10/1995 R$ 1.148,74 D
06/11/1995 R$ 574,37 D
04/12/1995 R$ 1.148,74 D
03/01/1996 R$ 574,37 D
05/02/1996 R$ 574,37 D
02/04/1996 R$ 574,37 D
29/05/1996 R$ 1.148,74 D
04/06/1996 R$ 660,52 D
25/07/1996 R$ 660,52 D
28/08/1996 R$ 660,52 D
19/09/1996 R$ 660,52 D
09/10/1996 R$ 660,52 D
08/11/1996 R$ 4.681,12 D

- pagamentos efetuados à segurada Bella Furtado:

Data Moed Valor Tipo


a
02/09/1991 Cr$ 605.527,31 D
01/10/1991 Cr$ 74.218,24 D
01/11/1991 Cr$ 74.218,00 D
03/02/1992 Cr$ 163.147,00 D
01/04/1992 Cr$ 163.149,00 D
01/06/1992 Cr$ 437.469,00 D
01/07/1992 Cr$ 437.469,00 D
03/08/1992 Cr$ 437.469,00 D
01/09/1992 Cr$ 600.584,00 D
01/10/1992 Cr$ 1.350.040,00 D
03/11/1992 Cr$ 1.350.040,00 D
01/12/1992 Cr$ 3.071.140,00 D
04/01/1993 Cr$ 1.806.040,00 D
01/02/1993 Cr$ 3.830.000,00 D
01/03/1993 Cr$ 3.989.000,00 D
01/04/1993 Cr$ 5.372.800,00 D
01/05/1993 Cr$ 5.620.500,00 D
01/06/1993 Cr$ 10.032.500,00 D
01/07/1993 Cr$ 10.458.500,00 D
01/11/1993 CR$ 36.344,34 D
01/12/1993 CR$ 76.311,42 D
03/01/1994 CR$ 57.292,84 D
01/03/1994 CR$ 109.067,53 D
04/04/1994 CR$ 153.613,94 D
02/05/1994 CR$ 218.433,56 D
01/07/1994 R$ 164,58 D
11/01/1995 R$ 493,74 D
77

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

09/02/1995 R$ 179,58 D
09/03/1995 R$ 164,58 D
11/04/1995 R$ 164,58 D
10/05/1995 R$ 164,58 D
09/06/1995 R$ 235,11 D
11/07/1995 R$ 235,11 D
09/08/1995 R$ 235,11 D
12/09/1995 R$ 235,11 D
10/10/1995 R$ 235,11 D
10/11/1995 R$ 235,11 D
11/12/1995 R$ 470,22 D
10/01/1996 R$ 235,11 D
09/02/1996 R$ 235,11 D
11/03/1996 R$ 235,11 D
11/04/1996 R$ 235,11 D
10/05/1996 R$ 235,11 D
12/06/1996 R$ 270,37 D
09/07/1996 R$ 270,37 D
09/08/1996 R$ 270,37 D
10/09/1996 R$ 270,37 D
10/10/1996 R$ 270,37 D
11/11/1996 R$ 270,37 D
10/12/1996 R$ 540,74 D
10/01/1997 R$ 270,37 D
13/02/1997 R$ 270,37 D
11/03/1997 R$ 270,37 D
09/04/1997 R$ 270,37 D
12/05/1997 R$ 270,37 D
12/06/1997 R$ 270,37 D
09/07/1997 R$ 291,35 D
11/08/1997 R$ 291,35 D
09/09/1997 R$ 291,35 D
09/10/1997 R$ 291,35 D
12/11/1997 R$ 291,35 D
09/12/1997 R$ 582,70 D
12/01/1998 R$ 291,35 D
11/02/1998 R$ 291,35 D
11/03/1998 R$ 291,35 D
15/04/1998 R$ 291,35 D
13/05/1998 R$ 291,35 D
09/06/1998 R$ 291,35 D
09/07/1998 R$ 305,36 D
12/08/1998 R$ 305,36 D
11/09/1998 R$ 305,36 D
09/10/1998 R$ 305,36 D
11/11/1998 R$ 305,36 D
09/12/1998 R$ 610,72 D
09/01/1999 R$ 305,36 D
78

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

10/02/1999 R$ 305,36 D
09/03/1999 R$ 305,36 D
14/04/1999 R$ 305,36 D
11/05/1999 R$ 305,36 D
10/06/1999 R$ 305,36 D
09/07/1999 R$ 319,43 D
10/08/1999 R$ 319,43 D
10/09/1999 R$ 319,43 D
11/10/1999 R$ 319,43 D
10/11/1999 R$ 319,43 D
09/12/1999 R$ 638,86 D
11/01/2000 R$ 319,43 D
09/02/2000 R$ 319,43 D
13/03/2000 R$ 319,43 D
11/04/2000 R$ 319,43 D
10/05/2000 R$ 319,43 D
09/06/2000 R$ 319,43 D
11/07/2000 R$ 337,98 D
09/08/2000 R$ 337,98 D
12/09/2000 R$ 337,98 D
10/10/2000 R$ 337,98 D
10/11/2000 R$ 337,98 D
11/12/2000 R$ 675,96 D
10/01/2001 R$ 337,98 D
09/02/2001 R$ 338,00 D
09/03/2001 R$ 338,00 D
10/04/2001 R$ 338,00 D
10/05/2001 R$ 338,00 D
11/06/2001 R$ 338,00 D
10/07/2001 R$ 364,00 D
09/08/2001 R$ 364,00 D
12/09/2001 R$ 364,00 D
09/10/2001 R$ 364,00 D
12/11/2001 R$ 364,00 D
11/12/2001 R$ 727,80 D
10/01/2002 R$ 364,00 D
13/02/2002 R$ 364,00 D
13/03/2002 R$ 364,00 D

- pagamentos efetuados à segurada Ermelinda Cardoso Caetano:

Data Moeda Valor Tipo


03/02/1992 Cr$ 241.205,00 D
02/03/1992 Cr$ 241.205,00 D
01/04/1992 Cr$ 241.205,00 D
04/05/1992 Cr$ 241.205,00 D
01/06/1992 Cr$ 555.643,00 D
01/07/1992 Cr$ 555.644,00 D
79

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

03/08/1992 Cr$ 555.644,00 D


01/09/1992 Cr$ 555.644,00 D
01/10/1992 Cr$ 1.249.020,00 D
03/11/1992 Cr$ 1.249.020,00 D
01/12/1992 Cr$ 2.498.030,00 D
04/01/1993 Cr$ 12.159.870,00 D
09/11/1995 R$ 2.667,25 D
11/12/1995 R$ 434,50 D
16/01/1996 R$ 217,25 D
08/02/1996 R$ 217,25 D
08/03/1996 R$ 217,25 D
08/04/1996 R$ 217,25 D
09/05/1996 R$ 217,25 D
11/06/1996 R$ 249,83 D
08/07/1996 R$ 249,83 D
08/08/1996 R$ 249,83 D
09/09/1996 R$ 249,83 D
09/10/1996 R$ 249,83 D
08/11/1996 R$ 249,83 D
09/12/1996 R$ 499,66 D
09/01/1997 R$ 249,83 D
17/02/1997 R$ 249,83 D
13/03/1997 R$ 249,83 D
08/04/1997 R$ 249,83 D
12/05/1997 R$ 249,83 D
10/06/1997 R$ 249,83 D
10/07/1997 R$ 269,21 D
12/08/1997 R$ 269,21 D
09/09/1997 R$ 269,21 D
09/10/1997 R$ 269,21 D
11/11/1997 R$ 269,21 D
09/12/1997 R$ 538,42 D

- pagamentos efetuados ao segurado Garben Lúcia Oliveira Lima:

Data Moeda Valor Tipo


03/02/1992 Cr$ 241.205,00 D
02/03/1992 Cr$ 241.205,00 D
01/04/1992 Cr$ 241.205,00 D
04/05/1992 Cr$ 241.205,00 D
01/06/1992 Cr$ 2.186.758,00 D
01/07/1992 Cr$ 555.644,00 D
03/08/1992 Cr$ 555.644,00 D
01/09/1992 Cr$ 555.644,00 D
01/10/1992 Cr$ 1.249.014,00 D
03/11/1992 Cr$ 1.249.014,00 D
01/12/1992 Cr$ 2.498.028,00 D
04/01/1993 Cr$ 12.270.925,00 D
80

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

01/02/1993 Cr$ 3.012.782,00 D


01/03/1993 Cr$ 3.012.782,00 D
01/04/1993 Cr$ 4.117.569,00 D
03/05/1993 Cr$ 4.117.569,00 D
03/06/1993 Cr$ 7.893.684,00 D
03/07/1993 Cr$ 7.893.684,00 D
02/08/1993 CR$ 11.087,39 D
01/09/1993 CR$ 13.222,80 D
01/10/1993 CR$ 22.576,11 D
01/11/1993 CR$ 28.258,51 D
01/12/1993 CR$ 70.601,06 D
16/11/1995 R$ 2.667,25 D
14/12/1995 R$ 5.234,50 D
16/01/1996 R$ 217,25 D
14/02/1996 R$ 217,25 D
14/03/1996 R$ 217,25 D
16/04/1996 R$ 217,25 D
15/05/1996 R$ 217,25 D
17/06/1996 R$ 249,83 D
12/07/1996 R$ 249,83 D
14/08/1996 R$ 249,83 D
13/09/1996 R$ 249,83 D
15/10/1996 R$ 249,83 D
14/11/1996 R$ 249,83 D
17/12/1996 R$ 499,66 D
15/01/1997 R$ 249,83 D
20/02/1997 R$ 249,83 D
14/03/1997 R$ 249,83 D
16/04/1997 R$ 249,83 D
19/05/1997 R$ 249,83 D
13/06/1997 R$ 249,83 D
17/07/1997 R$ 269,21 D
18/08/1997 R$ 269,21 D
18/09/1997 R$ 269,21 D
16/10/1997 R$ 269,21 D
24/11/1997 R$ 269,21 D
16/12/1997 R$ 538,42 D
16/01/1998 R$ 269,21 D
13/02/1998 R$ 269,21 D
18/03/1998 R$ 269,21 D
22/04/1998 R$ 269,21 D
18/05/1998 R$ 269,21 D
16/06/1998 R$ 269,21 D
16/07/1998 R$ 282,15 D
18/08/1998 R$ 282,15 D
21/09/1998 R$ 282,15 D
16/10/1998 R$ 282,15 D
16/11/1998 R$ 282,15 D
81

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

14/12/1998 R$ 564,30 D

Achado 2. 9.4. fixar prazo de quinze dias, a contar da notificação, para comprovação, perante o
Tribunal, do recolhimento da dívida acima imputada, com fundamento no art. 23, inciso III, da
Lei 8.443/1992;
Achado 3. 9.5. autorizar a cobrança judicial da dívida, caso não atendida a notificação, na forma
do art. 28, inciso II, da Lei 8.443/1992;
9.6. autorizar, desde logo, caso solicitado e o processo não tenha sido remetido para
cobrança judicial, o pagamento da dívida em até 36 parcelas mensais e consecutivas, nos termos do
art. 26 da Lei 8.443/1992, c/c o art. 217 do Regimento Interno/TCU, fixando-se o vencimento da
primeira parcela em 15 dias, a contar do recebimento da notificação, e o das demais a cada 30 dias,
devendo incidir sobre cada valor mensal os correspondentes acréscimos legais, na forma prevista na
legislação em vigor, sem prejuízo de alertar o responsável de que a falta de comprovação do
recolhimento de qualquer parcela implicará o vencimento antecipado do saldo devedor;
Achado 4. 9.7. encaminhar cópia deste acórdão, bem como do relatório e do voto que o
fundamentam, ao Procurador-Chefe da Procuradoria da República no Estado do Rio de
Janeiro, conforme determina o art. 16, § 3º, da Lei 8.443/1992 c/c o art. 209, § 7º, do
Regimento Interno do TCU.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2735-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo (Relator).
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2736/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC-005.203/2015-5.
2. Grupo I; Classe de Assunto: II – Tomada de Contas Especial.
3. Responsáveis: Vera Lúcia Ferreira Costa (CPF 144.635.358-32) e Telmo Tavares Primo
(CPF 257.610.056-20).
4. Entidade: Gerência Executiva do INSS em Campinas/SP.
5. Relator: Ministro Vital do Rêgo.
6. Representante do Ministério Público: Procurador Júlio Marcelo de Oliveira.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado de São Paulo – Secex/SP.
8. Advogado constituído nos autos: não há.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de tomada de contas especial instaurada em
decorrência da concessão irregular de benefícios previdenciários, no âmbito da Gerência Executiva do
Instituto Nacional do Seguro Social em Campinas/SP;
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão Plenária, em:
9.1. excluir da relação processual o Sr. Telmo Tavares Primo;
9.2. com fundamento nos arts. 1º, inciso I, e 16, inciso III, alínea “d”, 19 e 23, inciso III, da
Lei 8.443/1992, julgar irregulares as contas da Sra. Vera Lúcia Ferreira Costa, condenando-a, em
consequência, ao pagamento das importâncias abaixo especificadas, atualizadas monetariamente e
82

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

acrescidas dos juros de mora, calculados a partir das datas originais dos débitos a seguir indicadas até a
sua efetiva quitação, fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias, para que comprove, perante o Tribunal, o
recolhimento das referidas quantias aos cofres do INSS, nos termos do art. 23, inciso III, alínea “a”, da
citada Lei, c/c o art. 214, inciso III, alínea “a”, do Regimento Interno/TCU;
Valores históricos e datas de ocorrência:
29/12/2003 1.950,06
12/3/2004 1.114,32
12/3/2004 1.114,32
14/4/2004 1.114,32
31/5/2004 1.114,32
7/6/2004 1.164,79
6/7/2004 1.164,79
5/8/2004 1.164,79
13/9/2004 1.164,79
8/10/2004 1.164,79
9/11/2004 1.164,79
7/12/2004 2.329,58
11/1/2005 1.164,79
9/2/2005 1.164,79
17/3/2005 1.164,79
14/4/2005 1.164,79
10/5/2005 1.164,79
13/6/2005 1.238,81
29/7/2005 1.238,81
23/8/2005 1.238,81
19/9/2005 1.238,81
6/10/2005 1.238,81
7/11/2005 1.238,81
6/12/2005 2.477,62
5/1/2006 1.238,81
6/2/2006 1.238,81
6/3/2006 1.238,81
6/4/2006 1.238,81
5/5/2006 1.300,75
6/6/2006 1.300,75
6/7/2006 1.300,75
4/8/2006 1.300,75
6/9/2006 1.951,12
5/10/2006 1.300,99
7/11/2006 1.300,87
6/12/2006 1.951,37
5/1/2007 1.300,87
6/2/2007 1.300,87
6/3/2007 1.300,87
5/4/2007 1.300,87
7/5/2007 1.343,79
6/6/2007 1.343,79
83

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

5/7/2007 1.343,79
6/8/2007 1.343,79
6/9/2007 2.015,68
4/10/2007 1.343,79
7/11/2007 1.343,79
6/12/2007 2.015,69
7/1/2008 1.343,79
11/2/2008 1.343,79
6/3/2008 1.343,79
4/4/2008 1.410,97
7/5/2008 1.410,97
5/6/2008 1.410,97
4/7/2008 1.410,97
6/8/2008 1.410,97
6/4/2009 1.494,49
7/5/2009 1.494,49
4/6/2009 1.494,49
6/7/2009 1.494,49
6/8/2009 1.494,49
4/9/2009 2.241,73
6/10/2009 1.494,49
6/11/2009 1.494,49
4/12/2009 2.241,74
7/1/2010 1.494,49
4/2/2010 1.586,25
4/3/2010 1.586,25
7/4/2010 1.586,25
6/5/2010 1.586,25
7/6/2010 1.586,25
6/7/2010 1.586,25
5/8/2010 1.751,52
8/9/2010 2.414,79
6/10/2010 1.609,86

9.3. aplicar à Sra. Vera Lúcia Ferreira Costa, a multa prevista no art. 57, da Lei 8.443/1992, no
valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias, a contar da
notificação, para que comprove, perante o Tribunal, o recolhimento da referida quantia aos cofres do
Tesouro Nacional, atualizada monetariamente, a contar da data deste Acórdão até a data do efetivo
recolhimento, caso não seja paga no prazo estabelecido, na forma da legislação em vigor;
9.4. autorizar, desde logo, a cobrança judicial das dívidas, nos termos do art. 28, inciso II, da
Lei 8.443/1992, caso não atendidas as notificações;
9.5. autorizar, desde logo, caso solicitado e o processo não tenha sido remetido para cobrança
judicial, o pagamento da dívida em até 36 parcelas mensais e consecutivas, nos termos do art. 26 da
Lei 8.443/1992, c/c o art. 217 do Regimento Interno/TCU, fixando-se o vencimento da primeira
parcela em 15 dias, a contar do recebimento da notificação, e o das demais a cada 30 dias, devendo
incidir sobre cada valor mensal os correspondentes acréscimos legais, na forma prevista na legislação
em vigor, sem prejuízo de alertar a responsável que a falta de comprovação do recolhimento de
qualquer parcela implicará o vencimento antecipado do saldo devedor;
84

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.6. inabilitar a Sra. Vera Lúcia Ferreira Costa para o exercício de cargo em comissão ou função
de confiança no âmbito da Administração Pública, pelo período de cinco anos, com fundamento no
art. 60 da Lei 8.443/1992;
9.7. encaminhar cópia do presente acórdão, bem como do relatório e do voto que o
fundamentam, ao Procurador-Chefe da Procuradoria da República em São Paulo, nos termos do § 3º
do art. 16 da Lei 8.443/1992, c/c o § 7º do art. 209 do Regimento Interno do TCU, para adoção das
medidas que entender cabíveis.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2736-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo (Relator).
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2737/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 007.315/2011-2.
1.1. Apensos: 007.316/2011-9; 007.317/2011-5.
2. Grupo II – Classe de Assunto: V - Relatório de Auditoria.
3. Responsável/Recorrente:
3.1. Responsável: Aldemir Bendine (043.980.408-62).
3.3. Recorrente: Petróleo Brasileiro S/A. (33.000.167/0001-01).
4. Entidade: Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras).
5. Relator: Ministro Vital do Rêgo
5.1. Relator da deliberação recorrida: Ministro Vital do Rêgo.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: não atuou.
8. Representação legal: 8.1. Bruno Henrique de Oliveira Ferreira (15345/OAB-DF); 8.2. Carlos
Roberto de Siqueira Castro (20015/OAB-DF); 8.3. Carolina Bastos Lima (135073/OAB-RJ),; 8.4.
Daniele Domingues Lima e Silva (7286/OAB-AL); 8.5. Geórgia Valverde Leão Romeiro
(18578/OAB-BA); 8.6. Lais Estorani de Faria (131272/OAB-MG); 8.7. Nilton Antônio de Almeida
Maia (67.460/OAB-RJ); 8.8. Polyanna Ferreira Silva Vilanova (19.273/OAB-DF); 8.9. Raphaela
Cristina Nascimento Perini Rodrigues (129398/OAB-RJ); 8.10. Taísa Oliveira Maciel (118.488/OAB-
RJ); 8.11. Samara da Silva Bernardes (160361/OAB-RJ); 8.12. Ésio Costa Júnior (59.121/OAB-RJ);
todos representando Petróleo Brasileiro S/A.
a)
b) 9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos petição apresentada pela Petrobras contra o Acórdão 2.154/2015-
TCU-Plenário, por meio do qual o Tribunal indeferiu pedido de prorrogação de prazo apresentado pela
estatal e manteve os exatos termos do Acórdão 1.441/2015-TCU-Plenário;
ACORDAM os ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário,
diante das razões expostas pelo relator, em:
9.1. informar a Petrobras que a aplicação imediata dos comandos estabelecidos nos
subitens 9.1.1, 9.1.2 e 9.1.6. do Acórdão 1441/2015- TCU- Plenário poderá ser dispensada nos casos
de processos licitatórios de obras e serviços de engenharia em que as propostas oferecidas pelas
empresas participantes já tenham sido abertas, consoante relação que integra o Anexo II da peça 107
85

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

dos presentes autos, devendo para tanto serem registradas, nos respectivos processos licitatórios, as
razões que justifiquem a não aplicação dos mencionados dispositivos;
9.2. determinar à Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura de Petróleo, Gás Natural e
Mineração que acompanhe as contratações de obras e serviços de engenharia realizadas pela Petrobras
no tocante ao atendimento do rito processual determinado nos Acórdãos 621 e 1.441/2015-TCU-
Plenário e avalie se as justificativas são razoáveis, além de verificar a imprescindibilidade da
contratação e se os documentos contratuais repartem clara e objetivamente as responsabilidades das
partes, preservando o patrimônio da Estatal.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2737-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, José Múcio Monteiro,
Bruno Dantas e Vital do Rêgo (Relator).
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2738/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 011.586/2015-0.
2. Grupo II – Classe de Assunto: I - Embargos de Declaração (Representação).
3. Recorrente: GLS Engenharia e Consultoria Ltda. (68.558.972/0001-30).
4. Entidade: Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev).
5. Relator: Ministro Vital do Rêgo.
5.1. Relator da deliberação recorrida: Ministro Vital do Rêgo.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio de Janeiro (Secex-RJ).
8. Representação legal: José Eduardo Coelho Branco Junqueira Ferraz (OAB/RJ 106.810) e
outros, representando GLS.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos que tratam de embargos de declaração opostos em
face do Acórdão 2.318/2015-TCU-Plenário, prolatado no âmbito de representação, com pedido de
medida cautelar, formulada a este Tribunal pela empresa GLS Engenharia e Consultoria Ltda., com
fulcro no art. 113, § 1º, da Lei 8.666/93, versando sobre supostas irregularidades no edital do Pregão
Eletrônico 357/2015, promovido pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social -
Dataprev, tendo por objeto a "contratação de empresa especializada para prestação de serviços, pelo
prazo de sessenta meses, de manutenção integrada de infraestrutura de datacenter do Centro de
Processamento Rio de Janeiro - CPRJ, preservando as certificações das normas ABNT NBR 15.247 e
NBR 60.529 obtidas, com a realização de serviços de adaptações, inclusive de infraestrutura, para que
o referido datacenter alcance a certificação de sustentabilidade de operações máxima do padrão Tier
III (Operational Sustainability)";
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário,
diante das razões expostas pelo Relator, em:
9.1. com fundamento no art. 34 da Lei nº 8.443/1992 combinado com os arts. 282 e 146, §1º, do
Regimento Interno do TCU, não conhecer dos presentes embargos de declaração, em virtude de a
empresa GLS Engenharia e Consultoria Ltda não ser parte interessada nos presentes autos;
9.2. dar ciência deste Acórdão, bem como do Relatório e Voto que o fundamentam, à
86

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

representante.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2738-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, José Múcio Monteiro,
Bruno Dantas e Vital do Rêgo (Relator).
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2739/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 011.812/2010-9.
2. Grupo I – Classe de Assunto: I – Recurso de Revisão.
3. Recorrentes: Aristeu Chaves Filho (069.141.604-49) e Valexport (12.657.896/0001-65).
4. Entidade: Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale
do São Francisco – Valexport.
5. Relator: Ministro Vital do Rêgo.
6. Representante do Ministério Público: Procurador Marinus Eduardo De Vries Marsico.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Recursos (Serur).
8. Representação legal: Antônio Renato Lima da Rocha (OAB/PE 4.422).

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de recurso de revisão interposto pela Associação dos
Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco – Valexport e por
Aristeu Chaves Filho, ex-presidente daquela Associação, contra o Acórdão 1.548/2012-TCU-Plenário;
ACORDAM os ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário,
diante das razões expostas pelo relator, em:
9.1. conhecer do recurso de revisão, com fulcro nos arts. 31, 32 e 35 da Lei 8.443/1992, para, no
mérito, dar-lhe provimento e tornar insubsistente o Acórdão 1.548/2012-TCU-Plenário;
9.2. arquivar os presentes autos, sem julgamento de mérito, com fundamento no disposto no art.
212 do Regimento Interno do TCU, por ausência de pressupostos de constituição e de
desenvolvimento válido e regular do processo;
9.3. dar ciência desta deliberação aos recorrentes, a Luciano Cezar Rocha Azevedo e Daniel Reis
de Souza, ao Desembargador Federal Néviton Guedes do Tribunal Regional Federal da Primeira
Região - TRF-1ª Região, ao Procurador-Chefe da Procuradoria da República no Estado de Pernambuco
e à Controladoria-Geral da União;
9.4 dar ciência desta deliberação ao Procurador Marinus Eduardo De Vries Marsico, responsável
pelas atividades de cobrança executiva no âmbito do TCU, para a adoção das medidas cabíveis.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2739-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, José Múcio Monteiro,
Bruno Dantas e Vital do Rêgo (Relator).
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
87

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2740/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 012.030/2015-5.
2. Grupo II – Classe de Assunto: I - Embargos de declaração (Representação).
3. Recorrente: Cetest Minas Engenharia e Serviços S.A. (24.016.172/0001-11).
4. Entidade: Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev).
5. Relator: Ministro Vital do Rêgo.
5.1. Relator da deliberacao recorrida: Ministro Vital do Rêgo.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio de Janeiro (Secex/RJ).
8. Representação legal: José Eduardo Coelho Branco Junqueira Ferraz (OAB/RJ 106.810) e
outros, representando Cetest.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos que tratam de embargos de declaração opostos em
face do Acórdão 2.319/2015-TCU-Plenário, prolatado no âmbito de representação, com pedido de
medida cautelar, formulada a este Tribunal pela empresa Cetest Minas Engenharia e Serviços S.A.,
com fulcro no art. 113, § 1º, da Lei 8.666/93, versando sobre supostas irregularidades no edital do
Pregão Eletrônico 355/2014, promovido pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência
Social - Dataprev, tendo por objeto a "contratação de empresa especializada para prestação de serviços,
pelo prazo de sessenta meses, de manutenção integrada de infraestrutura de datacenter do Centro de
Processamento São Paulo - CPSP, preservando as certificações das normas ABNT NBR 15.247 e NBR
60.529 obtidas, com a realização de serviços de adaptações, inclusive de infraestrutura, para que o
referido datacenter alcance a certificação de sustentabilidade de operações máxima do padrão Tier III
(Operational Sustainability)";
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário,
diante das razões expostas pelo Relator, em:
9.1. com fundamento no art. 34 da Lei nº 8.443/1992 combinado com os arts. 282 e 146, §1º, do
Regimento Interno do TCU, não conhecer dos presentes embargos de declaração, em virtude de a
empresa Cetest Minas Engenharia e Serviços S.A. não ser parte interessada nos presentes autos;
9.2. dar ciência deste Acórdão, bem como do Relatório e Voto que o fundamentam, à
embargante.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2740-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo (Relator).
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2741/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 033.088/2013-6.
2. Grupo II – Classe de Assunto: I - Embargos de declaração (Representação).
3. Recorrente: Empresa de Pesquisa Energética - EPE (06.977.747/0001-80).
88

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

4. Entidade: Empresa de Pesquisa Energética - EPE.


5. Relator: Ministro Vital do Rêgo.
5.1. Relator da deliberação recorrida: Ministro Vital do Rêgo.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo da Administração Indireta no Rio de Janeiro
(SecexEstatais).
8. Representação legal: Fabrini Muniz Galo (108.596/RJ-OAB) e outros, representando Empresa
de Pesquisa Energética.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de embargos de declaração opostos pela Empresa de
Pesquisa Energética (EPE) contra o Acórdão 1.707/2015-TCU-Plenário;
ACORDAM os ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo relator, em:
9.1. conhecer dos embargos, com fulcro nos arts. 32 e 34 da Lei 8.443/1992, para, no mérito,
rejeitá-los;
9.2. dar ciência desta deliberação à embargante.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2741-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo (Relator).
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2742/2015 - TCU - Plenário

1. Processo TC-014.137/2015-1
2. Grupo: I - Classe: V - Assunto: Relatório de Auditoria.
3. Interessado: Congresso Nacional.
4. Unidade: Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região/ES.
5. Relator: Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade técnica: Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Urbana (SeinfraUrb).
8. Representação legal: não há.

9. Acórdão:
Vistos, relatados e discutidos estes autos de auditoria realizada no Tribunal Regional do
Trabalho da 17ª Região - TRT/ES, em Vitória/ES, no âmbito do Fiscobras 2015, em cumprimento ao
Acórdão 1.184/2015 - Plenário (TC-029.823/2014-5), com o objetivo de fiscalizar a regularidade dos
atos relativos à construção do novo edifício-sede do órgão,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. determinar ao Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, nos termos dos arts. 250, inciso
II, do RI/TCU, e 2º da Resolução TCU 265/2014, que:
9.1.1. encaminhe ao TCU, no prazo de trinta dias após a conclusão das análises, o resultado das
apurações em curso naquele órgão, relativas à responsabilização e ressarcimento pelo dano decorrente
89

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

da inutilização das estacas hélice contínua, projetadas pela NBC Arquitetura e Construções Ltda. e
executadas pela Delta Construções S.A., bem como de eventuais outros danos decorrentes das falhas
no projeto estrutural do edifício; e
9.1.2. caso as apurações em curso não logrem êxito em obter o ressarcimento pelos danos,
providencie a instauração da competente tomada de contas especial, disciplinada pela Instrução
Normativa TCU 71/2012;
9.2. enviar cópia desta deliberação, bem assim das peças que a fundamentam, ao Tribunal
Regional do Trabalho da 17ª Região e ao Conselho Nacional de Justiça, atualizando as informações
repassados pelo Acórdão 3.068/2010-TCU-Plenário, e também para o Conselho Superior da Justiça do
Trabalho, com vistas à adoção das providências que julgar pertinentes, no âmbito de suas
competências,
9.3. autorizar o arquivamento dos presentes autos, sem prejuízo do monitoramento, em processo
apartado, da determinação contida no item 9.1 desta deliberação.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2742-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti (Relator) e Marcos
Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2743/2015 - TCU - Plenário

1. Processo TC-017.635/2014-4.
2. Grupo: II - Classe: V - Assunto: Auditoria.
3. Interessado: Tribunal de Contas da União.
4. Unidade: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
5. Relator: Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade técnica: Secex/RJ.
8. Representação Legal: não há.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de auditoria integrante dos trabalhos de Fiscalização
de Orientação Centralizada (FOC) - Governança e Gestão das Aquisições, realizada com os objetivos
de avaliar se as práticas de governança e gestão das aquisições no Tribunal de Justiça do Distrito
Federal e Territórios (TJDFT) apresentam-se aderentes às boas práticas e à legislação pertinente, bem
como dar sequência ao trabalho realizado no TC-025.068/2013-0, que consistiu no levantamento da
situação de governança e gestão das aquisições na Administração Pública Federal (Perfil Governança
das Aquisições - Ciclo 2013),
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. recomendar ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, com fundamento no art.
43, inciso I, da Lei 8.443/1992, c/c o art. 250, inciso III, do Regimento Interno do TCU, que avalie a
conveniência e a oportunidade de adotar os seguintes procedimentos, com vistas à melhoria do sistema
de controle interno da organização:
9.1.1. expedir orientações no sentido de que, quando pertinente, a escolha dos ocupantes de
90

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

funções-chave, funções de confiança ou cargos em comissão na área de aquisições seja fundamentada


nos perfis de competências definidos no modelo e sempre pautada pelos princípios da transparência, da
motivação, da eficiência e do interesse público;
9.1.2. adotar o código de ética formalmente, inclusive avaliando a necessidade de complementar
o código de ética do servidor público federal ante as suas atividades específicas;
9.1.3. promover ações de disseminação, capacitação ou treinamento do código de ética adotado;
9.1.4. constituir comissão de ética ou outro mecanismo de controle e monitoramento do
cumprimento do código de ética instituído;
9.1.5. aprovar plano de trabalho anual para atuação da comissão de ética;
9.1.6. estabelecer formalmente:
9.1.6.1. objetivos organizacionais para a gestão das aquisições, alinhados às estratégias de
negócio;
9.1.6.2. pelo menos um indicador para cada objetivo definido na forma acima, preferencialmente
em termos de benefícios para o negócio da organização;
9.1.6.3. metas para cada indicador definido na forma acima;
9.1.6.4. mecanismos que a alta administração adotará para acompanhar o desempenho da gestão
das aquisições;
9.1.7. estabelecer diretrizes para área de aquisições, incluindo:
9.1.7.1. estratégia de terceirização;
9.1.7.2. política de estoques;
9.1.7.3. política de compras conjuntas;
9.1.8. estabelecer, em normativos internos, as competências, atribuições e responsabilidades dos
dirigentes, inclusive quanto à delegação de competências, com respeito às aquisições, incluindo a
responsabilidade pelo estabelecimento de políticas e procedimentos de controles internos necessários
para mitigar os riscos nas aquisições;
9.1.9. estabelecer diretrizes para o gerenciamento de riscos da área de aquisições;
9.1.10. capacitar os gestores na área de aquisições em gestão de riscos;
9.1.11. realizar gestão de riscos das aquisições;
9.1.12. observar as diferenças conceituais entre controle interno (a cargo dos gestores
responsáveis pelos processos que recebem o controle) e auditoria interna, de forma a não atribuir
atividades de cogestão à unidade de auditoria interna;
9.1.13. avaliar, em decorrência da distinção conceitual mencionada no subitem anterior, a
necessidade de segregar as atribuições e competências da atual Secretaria de Controle Interno, de
forma que essa unidade organizacional não possua concomitantemente atribuições e competências
relativas a atividades de controle interno e a atividades de auditoria interna;
9.1.14. incluir nas atividades de auditoria interna a avaliação da gestão de riscos da organização;
9.1.15. publicar todos os documentos que integram os processos de aquisições (e.g., solicitação
de aquisição, estudos técnicos preliminares, estimativas de preços, pareceres técnicos e jurídicos, etc.)
na internet;
9.1.16. publicar na sua página na internet a decisão quanto à regularidade das contas proferida
pelo órgão de controle externo;
9.1.17. publicar a agenda de compromissos públicos do principal gestor responsável pelas
aquisições;
9.1.18. elaborar e aprovar um Plano de Gestão de Logística Sustentável (PLS), isto é, um plano,
contendo objetivos e responsabilidades definidas, ações, metas, prazos de execução e mecanismos de
monitoramento e avaliação, que permite a organização estabelecer práticas de sustentabilidade e
racionalização de gastos e processos;
9.1.19. publicar no seu sítio na internet o PLS aprovado;
9.1.20. estabelecer mecanismos de monitoramento para acompanhar a execução do PLS;
9.1.21. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, os
91

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

seguintes controles internos na etapa de elaboração dos estudos técnicos preliminares:


9.1.21.1. levantamento de mercado junto a diferentes fontes possíveis, efetuando levantamento
de contratações similares feitas por outros órgãos, consulta a sítios na internet (e.g. portal do software
público), visita a feiras, consulta a publicações especializadas (e.g. comparativos de soluções
publicados em revistas especializadas) e pesquisa junto a fornecedores, a fim de avaliar as diferentes
soluções que possam atender às necessidades que originaram a contratação (art. 6º, inciso IX, alínea
“c”, da Lei 8.666/1993);
9.1.21.2. definição do método de cálculo das quantidades de materiais necessários à contratação;
9.1.21.3. documentação do método utilizado para a estimativa de quantidades de materiais no
processo de contratação, juntamente com os documentos que lhe dão suporte;
9.1.21.4. definição do método de cálculo das quantidades de postos de trabalho necessários à
contratação;
9.1.21.5. documentação do método utilizado para a estimativa de quantidades no processo de
contratação, juntamente com os documentos que lhe dão suporte;
9.1.21.6. definição do método para a estimativa de preços, considerando uma cesta de preços,
podendo utilizar-se das diretrizes contidas na IN-SLTI 5/2014;
9.1.21.7. documentação do método utilizado para a estimativa de preços no processo de
contratação, juntamente com os documentos que lhe dão suporte;
9.1.21.8. avaliação se a solução é divisível ou não, levando em conta o mercado que a fornece e
atentando que a solução deve ser parcelada quando as respostas a todas as quatro perguntas a seguir
forem positivas: 1ª) É tecnicamente viável dividir a solução? 2ª) É economicamente viável dividir a
solução? 3ª) Não há perda de escala ao dividir a solução? 4ª) Há o melhor aproveitamento do mercado
e ampliação da competitividade ao dividir a solução?
9.1.21.9. avaliação, no caso de contratação de serviços continuados, as diferentes possibilidades
de critérios de qualificação econômico-financeiras previstas no art. 19, inciso XXIV, da IN-SLTI
2/2008, considerando os riscos de sua utilização ou não;
9.1.22. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e
a gestão dos contratos decorrentes, os seguintes controles internos na etapa de elaboração do termo de
referência ou projeto básico:
9.1.22.1. definição dos requisitos para aferição da qualidade dos serviços prestados;
9.1.22.2. vinculação dos pagamentos realizados nos contratos à entrega dos serviços com a
qualidade contratada;
9.1.22.3. previsão, no modelo de gestão do contrato, quando se tratar de contratação de serviços,
da segregação das atividades de recebimento de serviços de forma que:
9.1.22.3.1. o recebimento provisório, a cargo do fiscal que acompanha a execução do contrato,
baseie-se no que foi observado ao longo do acompanhamento e fiscalização (art. 73, inciso I, alínea
“a”, da Lei 8.666/93);
9.1.22.3.2. o recebimento definitivo, a cargo de outro servidor ou comissão responsável pelo
recebimento definitivo, deve basear-se na verificação do trabalho feito pelo fiscal e na verificação de
todos os outros aspectos do contrato que não a execução do objeto propriamente dita (art. 73, inciso I,
alínea “b”, da Lei 8.666/93);
9.1.22.4. estabelecimento de critérios de aceitabilidade de preços global e unitários, fixando
preços máximos para mão de obra e materiais utilizados, de forma que propostas com valores
superiores sejam desclassificadas;
9.1.22.5. previsão, no edital de pregão, de cláusulas de penalidades específicas para cada conduta
que possa se enquadrar no contido no art. 7º da Lei 10.520/2002, observando os princípios da
proporcionalidade e prudência;
9.1.23. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e
a gestão dos contratos decorrentes, os seguintes controles internos na etapa de gestão contratual:
9.1.23.1. estabelecimento de mecanismo de controle gerencial acerca da produtividade dos
92

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

postos de trabalho empregados nos contratos de limpeza, a fim de subsidiar a estimativa para as futuras
contratações;
9.1.23.2. exigência, antes do início da execução contratual, da designação formal do preposto
responsável por representar à contratada durante execução contratual;
9.1.23.3. verificação, a cada prorrogação contratual, se a contratada mantém as mesmas
condições de habilitação econômico-financeira e técnico-operacional exigidas à época da licitação;
9.1.23.4. estabelecer modelos de lista de verificação para atuação da consultoria jurídica na
emissão pareceres de que trata o art. 38, parágrafo único, da Lei 8.666/1993, em especial, na aprovação
das minutas de instrumentos convocatórios das licitações e de ajustes decorrentes de repactuações,
podendo ser adotados os modelos estabelecidos pela Advocacia-Geral da União;
9.1.24. estabelecer um modelo de competências para os ocupantes das funções-chave da área de
aquisição, em especial daqueles que desempenham papeis ligados à governança e à gestão das
aquisições;
9.2. determinar ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, com fulcro no art. 43,
inciso I, da Lei 8.443/1992, c/c o art. 250, inciso II, do Regimento Interno do TCU, que:
9.2.1. em atenção ao art. 6º, inciso IX, alínea “c”, da Lei 8.666/1993, antes da eventual
prorrogação do Contrato 115/2011, ou da elaboração de edital para licitação com vistas a substituí-lo,
inclua, nos estudos técnicos preliminares da contratação, a avaliação das alternativas de soluções
disponíveis no mercado para atender à necessidade que originou a contratação atual (resolver o
problema do transporte de pessoas e cargas em regiões metropolitanas), a fim de identificar a solução
mais vantajosa dentre as existentes, considerando, por exemplo, as alternativas de compra de veículos,
locação de veículos e contratação de serviços de transporte pagos por quilometro rodado;
9.2.2. em atenção ao art. 6º, inciso IX, alínea “f”, e ao art. 7º, § 4º, da Lei 8.666/1993, antes da
elaboração de edital de licitação com vistas a substituir o Contrato 062/2010, inclua, nos estudos
técnicos preliminares da contratação:
9.2.2.1. o estudo e definição da produtividade da mão de obra que será utilizada na prestação de
serviços de limpeza, à semelhança do previsto no art. 43, parágrafo único, da IN-SLTI 2/2008;
9.2.2.2. a definição do tamanho das áreas que serão objeto de limpeza com base em planta do
prédio ou documento técnico equivalente;
9.2.3. em atenção ao art. 6º, inciso IX, alínea “c”, da Lei 8.666/1993, antes da elaboração de
edital para licitação com vistas a substituir o Contrato 223/2012, realize estudo técnico preliminar com
objetivo de definir a localização, quantidade e tipo de todos os postos de trabalho de vigilância, à
semelhança do previsto no art. 49, inciso I, da IN-SLTI 2/2008;
9.2.4. em atenção ao art. 66 da Lei 8.666/1993, abstenha-se de efetuar, ao final do Contrato
223/2012, com vencimento previsto para 27/9/2017, pagamento à contratada relativo a aviso prévio
trabalhado, conforme disposto no item 3 do Capítulo “OBSERVAÇÕES IMPORTANTES”, constante
do Edital 08/2011, tendo em vista que tal parcela já foi provisionada mensalmente ao longo da
execução contratual;
9.2.5. em atenção ao art. 68 da Lei 8.666/93, oficie a contratada para designar formalmente outro
empregado para desempenhar as funções de preposto do Contrato 223/2012, o qual não poderá ser um
terceirizado vinculado a essa contratação;
9.2.6. em atenção ao art. 65, § 5º, da Lei 8.666/1993, e ao princípio da legalidade, informe ao
TCU, no prazo de sessenta dias, os resultados alcançados em cumprimento ao item 9.2.1 do Acórdão
2.859/2013-TCU-Plenário, incluindo detalhamento da quantidade de contratos revisados e a economia
(redução de valor contratual) obtida;
9.2.7. encaminhe, no prazo de sessenta dias a contar da ciência, plano de ação para a
implementação das medidas prolatadas neste acórdão, contendo:
9.2.7.1. para cada determinação, as ações que serão adotadas pela organização, o prazo e o
responsável (nome, cargo e CPF) pelo desenvolvimento das ações;
9.2.7.2. para cada recomendação cuja implementação seja considerada conveniente e oportuna,
93

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

as ações que serão adotadas pela organização, o prazo e o responsável (nome, cargo e CPF) pelo
desenvolvimento das ações;
9.2.7.3. para cada recomendação cuja implementação não seja considerada conveniente ou
oportuna, justificativa da decisão;
9.3. dar ciência ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios acerca das seguintes
impropriedades, para que sejam adotadas medidas internas com vistas a prevenir a ocorrência de outras
semelhantes:
9.3.1. o Edital 22/2009, constante do processo administrativo 14.758/2009, contendo realização,
na sua forma presencial, de licitação na modalidade pregão, sem a demonstração da inviabilidade de
realizar o procedimento na forma eletrônica, afronta o princípio da eficiência e a jurisprudência
majoritária do TCU, a exemplo dos Acórdãos do Plenário 1.099/2010 e 2.368/2010, sendo que não
mais será considerada, por este Tribunal, a boa-fé na repetição de tal ocorrência;
9.3.2. as cláusulas 13.4, constante do Edital 22/2009, e 9.3.e do Edital 84/2012, contendo fixação
de prazo para iniciação do serviço em 24 horas e dois dias, respectivamente, sem justificativa para tal,
é incompatível com a necessidade de mobilizar pessoas para prestação dos serviços e afronta o art. 3º,
§ 1º, inciso I, da Lei 8.666/1993;
9.3.3. a cláusula 24.1, constante do Edital 22/2009, contendo a fixação de valores para os salários
a serem pagos pela contratada aos seus empregados, quando o serviço de limpeza e conservação deve
ser pago por resultado, constitui-se intervenção indevida na gestão da contratada e afronta o princípio
da eficiência;
9.3.4. o item 3 do Capítulo “OBSERVAÇÕES IMPORTANTES”, constante do Edital 084/2012,
contendo a previsão de pagamento, ao final do contrato, de valor fixo relativo ao aviso prévio
trabalhado, quando ele já foi provisionado ao longo da execução contratual, afronta ao princípio da
economicidade;
9.4. dar ciência desta deliberação ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios;
9.5. arquivar os presentes autos, nos termos do disposto no art. 169, inciso V, do Regimento
Interno do TCU.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2743-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti (Relator) e Marcos
Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2744/2015 - TCU - Plenário

1. Processo TC-018.688/2014-4
2. Grupo: I - Classe: V - Assunto: Auditoria.
3. Interessado: Tribunal de Contas da União.
4. Unidade: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
5. Relator: Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade técnica: SecexDesenvolvimento.
8. Advogado constituído nos autos: não há.

9. Acórdão:
94

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

VISTOS, relatados e discutidos estes autos de auditoria de natureza operacional tendo por objeto
a avaliação da governança da política pública no tratamento administrativo do comércio exterior,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão de Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. recomendar à Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior e à Receita Federal do Brasil, órgãos componentes do Comitê Gestor do
Siscomex, com fundamento no art. 250, inciso III, do Regimento Interno do TCU, que:
9.1.1. coloquem em prática rotinas periódicas de monitoramento e avaliação do Programa Portal
Único do Comércio Exterior, tal como a própria metodologia de gerenciamento de projetos da Receita
Federal do Brasil, com vistas a aferir e divulgar precisamente o grau de progresso dos projetos e ações
pretendidos, confrontando-o com o cronograma estipulado, e a identificar e executar correções que se
façam necessárias, em consonância com os princípios da publicidade, transparência e eficiência;
9.1.2. realizem estudo para identificar a arquitetura mais adequada para a implementação do
Portal Único do Comércio Exterior, avaliando o impacto que a implementação terá nos sistemas
legados, as implicações nas soluções de TI, os respectivos custos, considerando as necessidades de
previsão orçamentária, bem como a adequação do cronograma de implementação, de forma a
determinar com precisão o objeto a ser contratado e contratar provedor de serviços de TI capacitado
para o desenvolvimento do Programa;
9.1.3. avaliem periodicamente a oportunidade e conveniência de designar servidores com
dedicação exclusiva ao desenvolvimento e implementação do Programa Portal Único do Comércio
Exterior, como medida de aprimoramento à governança na implementação da política pública;
9.2. informar aos órgãos e entidades anuentes relacionados na peça 23, p. 04/06, e ao Ministério
do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Órgão Central do Sistema de Planejamento e de
Orçamento Federal, acerca da necessidade de previsão orçamentária específica para a implementação
do Programa Portal Único do Comércio Exterior, especialmente quanto ao desenvolvimento de
solução de tecnologia interna adequada ao sistema single window a ser desenvolvido, resguardando,
dessa forma, o cumprimento dos objetivos do programa;
9.3. alertar a Casa Civil da Presidência da República e o Ministério do Planejamento, Orçamento
e Gestão para o risco de que eventual insuficiência de recursos orçamentários pode inviabilizar o
alcance dos objetivos pretendidos pela política, em especial quando esses recursos destinem-se a
atender soluções de tecnologia a serem desenvolvidas pelos órgãos e entidades gestores (Receita
Federal do Brasil e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e anuentes participantes da
implementação do Portal Único do Comércio Exterior;
9.4. incluir a Receita Federal do Brasil como parte do presente processo para que tenha acesso a
todas as peças que o compõem, tendo em vista que, em decorrência do Decreto 8.229/1994, tratar-se
de gestora do Programa Portal Único do Comércio Exterior;
9.5. encaminhar cópia deste acórdão, bem como das peças que o fundamentam, à Casa Civil da
Presidência da República, ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ao
Ministério da Fazenda, à Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara
dos Deputados e à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, e
9.6. arquivar o presente processo, com fulcro no art. 169, inciso II, do Regimento Interno do
TCU.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2744-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti (Relator) e Marcos
95

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2745/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 020.443/2014-5.
2. Grupo I – Classe: V - Assunto: Relatório de Auditoria.
3. Interessado: Congresso Nacional.
4. Órgão/Entidade: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
5. Relator: Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Rodoviária (SeinfraRod).
8. Representação legal: não há

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de auditoria realizada no Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes – DNIT, no âmbito do Fiscobras 2015, tendo por objetivo fiscalizar o
Edital RDC Eletrônico 272/2014-00 - Contratação Integrada, relativo às obras de adequação da BR-
364/RO, Travessia Urbana de Porto Velho/RO, cuja licitação culminou na formalização do Contrato
TT-702/2014-00, entre o DNIT e o Consórcio Construtor Equipav/Madecon/Concresolo, no valor de
R$ 76.490.000,00 (jan/2014),
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. determinar ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, com fundamento no
art. 45 da Lei 8.443/1992 c/c o art. 251, caput, do RI/TCU, que adote as medidas necessárias, no prazo
de quinze dias, no sentido de incluir cláusula específica no Contrato TT-702/2014-00 prevendo a
responsabilidade integral do Consórcio Construtor Equipav/Madecon/Concresolo por toda a obra em
questão, e não apenas pelas obras remanescentes que forem executadas pelo referido Consórcio;
9.2. dar ciência ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - Dnit das seguintes
ocorrências:
9.2.1. a tabela de dados históricos que subsidiou a análise de risco e a definição do valor da
reserva de contingência das obras remanescentes da travessia urbana de Porto Velho/RO, relativas ao
Edital RDC Eletrônico 272/2014-00 - Contratação Integrada, apresentou dados não representativos,
contrariando o disposto no art. 7º, parágrafo 1º da IS/DG/DNIT n° 1, de 2/1/2014;
9.2.2. o art. 3º, §1°, inciso III, da IS/DG/DNIT n° 1, de 2/1/2014, não permite entendimento
conclusivo se a definição do número mínimo de dados a serem utilizados no estudo estatístico da obra
trata de quantidade de contratos ou de família de serviços, acarretando risco de descumprimento do
disposto no art. 7º, parágrafo 1º, da referida Instrução de Serviço;
9.3. encaminhar cópia da presente deliberação, bem como das peças que a fundamentam, ao
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes;
9.4. determinar à SeinfraRod que monitore o cumprimento da determinação constante do
subitem 9.1 desta deliberação, e
9.5. arquivar os presentes autos.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2745-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
96

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti (Relator) e Marcos


Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2746/2015 - TCU - Plenário

1. Processo TC-021.938/2014-8
2. Grupo: I - Classe: V - Assunto: Relatório de Auditoria.
3. Interessados/Responsáveis:
3.1. Responsável: Tarcísio Gomes de Freitas (180.777.838-05).
4. Unidade: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
5. Relator: Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade técnica: Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas (Selog).
8. Representação Legal: não há.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de relatório de auditoria integrante dos trabalhos de
Fiscalização de Orientação Centralizada (FOC) - Governança e Gestão das Aquisições, realizada com
o objetivo de avaliar se as práticas de governança e gestão das aquisições no Departamento Nacional
de Infraestrutura de Transportes (Dnit) apresentam-se aderentes às boas práticas e à legislação
pertinente, bem como dar sequência ao trabalho realizado no TC-025.068/2013-0, que consistiu no
levantamento da situação de governança e gestão das aquisições na Administração Pública Federal
(Perfil Governança das Aquisições - Ciclo 2013),
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. recomendar ao Dnit, com fundamento no art. 43, inciso I, da Lei 8.443/1992 c/c o art. 250,
inciso III, do Regimento Interno/TCU, que avalie a conveniência e a oportunidade de adotar os
seguintes procedimentos, com vistas à melhoria do sistema de controle interno da organização:
9.1.1. expedir orientações no sentido de que, quando pertinente, a escolha dos ocupantes de
funções-chave, funções de confiança ou cargos em comissão na área de aquisições seja fundamentada
nos perfis de competências definidos no modelo e sempre pautada pelos princípios da transparência, da
motivação, da eficiência e do interesse público;
9.1.3. promover ações de disseminação, capacitação ou treinamento do código de ética adotado;
9.1.4. aprovar plano de trabalho anual para atuação da sua comissão de ética;
9.1.5. estabelecer formalmente:
9.1.5.1. objetivos organizacionais para a gestão das aquisições, alinhados às estratégias de
negócio;
9.1.5.2. pelo menos um indicador para cada objetivo definido conforme o subitem anterior,
preferencialmente em termos de benefícios para o negócio da organização;
9.1.5.3. metas para cada indicador definido conforme o subitem anterior;
9.1.5.4. mecanismos que a alta administração adotará para acompanhar o desempenho da gestão
das aquisições;
9.1.6. estabelecer diretrizes para área de aquisições, incluindo pelo menos as seguintes:
9.1.6.1. estratégia de terceirização;
9.1.6.2. política de compras;
9.1.6.3. política de estoques;
9.1.6.4. política de compras conjuntas;
9.1.7. estabelecer em normativos internos as competências, atribuições e responsabilidades dos
cargos efetivos e comissionados da área de aquisições;
97

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.1.8. estabelecer diretrizes para o gerenciamento de riscos da área de aquisições;


9.1.9. capacitar os gestores na área de aquisições em gestão de riscos;
9.1.10. realizar gestão de riscos das aquisições;
9.1.11. incluir nas atividades de auditoria interna a avaliação da governança, da gestão de riscos
e dos controles internos da organização;
9.1.12. publicar todos os documentos que integram os processos de aquisições (e.g., solicitação
de aquisição, estudos técnicos preliminares, estimativas de preços, pareceres técnicos e jurídicos etc.)
na internet;
9.1.13. publicar na sua página na internet a decisão quanto à regularidade das contas proferida
pelo órgão de controle externo;
9.1.14. publicar a agenda de compromissos públicos do principal gestor responsável pelas
aquisições;
9.1.15. executar processo de planejamento das aquisições, contemplando, pelo menos:
9.1.15.1. elaboração, com participação de representantes dos diversos setores da organização, de
um documento que materialize o plano de aquisições, contemplando, para cada contratação pretendida,
informações como: descrição do objeto, quantidade estimada para a contratação, valor estimado,
identificação do requisitante, justificativa da necessidade, período estimado para aquisição (e.g., mês),
programa/ação suportado (a) pela aquisição, e objetivo (s) estratégico (s) apoiado (s) pela aquisição;
9.1.15.2. aprovação, pela mais alta autoridade da organização, do plano de aquisições;
9.1.15.3. divulgação do plano de aquisições na Internet;
9.1.15.4. acompanhamento periódico da execução do plano, para correção de desvios;
9.1.16. elaborar um Plano de Gestão de Logística Sustentável, contendo objetivos e
responsabilidades definidas, ações, metas, prazos de execução e mecanismos de monitoramento, que
permita a organização estabelecer práticas de sustentabilidade e racionalização de gastos e processos;
9.1.17. estabelecer um modelo de competências para os ocupantes das funções chave da área de
aquisição, em especial daqueles que desempenham papéis ligados à governança e à gestão das
aquisições;
9.1.18. ao elaborar o plano anual de capacitação, contemplar ações de capacitação voltadas para
a governança e gestão das aquisições;
9.1.19. adotar mecanismos para acompanhar a execução do plano anual de capacitação;
9.1.20. definir, aprovar e publicar um processo formal de trabalho para:
9.1.20.1. planejamento de cada uma das aquisições considerando, inclusive, as falhas e
impropriedades que culminaram na expedição das recomendações constantes dos subitens 3.16, 3.17,
3.18, 3.19, 3.20, 3.22, 3.23, 3.24 e 3.36 do relatório de auditoria integrante destes autos;
9.1.20.2. seleção do fornecedor, considerando, inclusive, as falhas e impropriedades que
culminaram na expedição das recomendações constantes dos subitens 3.25, 3.26, 3.27 e 3.28 do
relatório de auditoria integrante destes autos;
9.1.20.3. gestão dos contratos, considerando, inclusive, as falhas e impropriedades que
culminaram na expedição das recomendações constantes dos subitens 3.17, 3.29, 3.30, 3.31, 3.32,
3.33, 3.34 e 3.35 do relatório de auditoria integrante destes autos;
9.1.21. estabelecer e adotar padrões para especificações técnicas de objetos contratados
frequentemente;
9.1.22. no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, que vier a
ser elaborado, incluir os seguintes controles internos na etapa de elaboração dos estudos técnicos
preliminares:
9.1.22.1. realizar levantamento de mercado junto a diferentes fontes possíveis, efetuando
levantamento de contratações similares feitas por outros órgãos, consulta a sítios na internet (e.g.
portal do software público), visita a feiras, consulta a publicações especializadas (e.g. comparativos de
soluções publicados em revistas especializadas) e pesquisa junto a fornecedores, a fim de avaliar as
diferentes soluções que possam atender às necessidades que originaram a contratação, nos termos da
98

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Lei 8.666/1993, art. 6º, inciso IX, alínea “c”;


9.1.22.2. definir método de cálculo das quantidades de materiais necessários à contratação (item
3.17);
9.1.22.3. documentar o método utilizado para a estimativa de quantidades de materiais no
processo de contratação, juntamente com os documentos que lhe dão suporte;
9.1.22.4. definir método de cálculo das quantidades de postos de trabalho necessários à
contratação;
9.1.22.5. documentar o método utilizado para a estimativa de quantidades no processo de
contratação, juntamente com os documentos que lhe dão suporte;
9.1.22.6. estabelecer mecanismo de controle gerencial acerca da produtividade dos postos de
trabalho empregados nos contratos de limpeza, a fim de subsidiar a estimativa para as futuras
contratações;
9.1.22.7. definir método para a estimativa de preços, considerando uma cesta de preços, podendo
utilizar-se das diretrizes contidas na IN-SLTI 5/2014;
9.1.22.8. documentar o método utilizado para a estimativa de preços no processo de contratação,
juntamente com os documentos que lhe dão suporte;
9.1.22.9. avaliar, no caso de contratação de serviços continuados, as diferentes possibilidades de
critérios de qualificação econômico-financeiras previstas na IN-SLTI 2/2008, art. 19, inciso XXIV,
considerando os riscos de sua utilização ou não;
9.1.23. no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços e a gestão
dos contratos decorrentes, que vier a ser elaborado, incluir os seguintes controles internos na etapa de
elaboração do termo de referência ou projeto básico:
9.1.23.1. definir requisitos para aferição da qualidade dos serviços prestados, a exemplo das
especificações de qualidade para serviços de conservação e limpeza contidas nas contratações
decorrentes do Pregão Eletrônico 13000239 - DR/SPM, dos Correios (peça 18, p. 72-77), e do Pregão
Eletrônico 23/2014, da São Paulo Previdência (peça 19, p. 49-56), e para os serviços de vigilância
contidas na contratação decorrente do Pregão Eletrônico 152/2012, do Conjunto Hospitalar de
Sorocaba (peça 20, p. 53-63);
9.1.23.2 vincular os pagamentos realizados nos contratos à entrega dos serviços com a qualidade
contratada;
9.1.23.3. prever no modelo de gestão do contrato, quando se tratar de contratação de serviços, a
segregação das atividades de recebimento de serviços de forma que:
9.1.23.3.1. o recebimento provisório, a cargo do fiscal que acompanha a execução do contrato,
baseie-se no que foi observado ao longo do acompanhamento e fiscalização (Lei 8.666/93, art. 73,
inciso I, “a”);
9.1.23.3.2. o recebimento definitivo, a cargo de outro servidor ou comissão responsável pelo
recebimento definitivo, deve basear-se na verificação do trabalho feito pelo fiscal e na verificação de
todos os outros aspectos do contrato que não a execução do objeto propriamente dita (Lei 8.666/93,
art. 73, inciso I, “b”);
9.1.23.3.3. prever cláusulas de penalidades observando as seguintes diretrizes:
9.1.23.3.3.1 atrelar multas às obrigações da contratada estabelecidas no modelo de execução do
objeto (e.g. multas por atraso de entrega de produtos e por recusa de produtos);
9.1.23.3.3.2 definir o rigor de cada multa de modo que seja proporcional ao prejuízo causado
pela desconformidade;
9.1.23.3.3.3 definir o processo de aferição da desconformidade que leva à multa (e.g. cálculo do
nível de serviço obtido);
9.1.23.3.3.4 definir a forma de cálculo da multa, de modo que seja o mais simples possível;
9.1.23.3.3.5 definir o que fazer se as multas se acumularem (e.g. distrato);
9.1.23.3.3.6 definir as condições para aplicações de glosas, bem como as respectivas formas de
cálculo;
99

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.1.23.3.3.7 estabelecer critérios de aceitabilidade de preços global e unitários, fixando preços


máximos para mão de obra e materiais utilizados, de forma que propostas com valores superiores
sejam desclassificadas;
9.1.23.3.3.8. prever, no edital de pregão, cláusulas de penalidades específicas para cada conduta
que possa se enquadrar no art. 7º da Lei 10.520/2002, observando os princípios da proporcionalidade e
prudência;
9.1.23.3.3.9 incluir no modelo de gestão do contrato listas de verificação para os aceites
provisório e definitivo na etapa de planejamento da contratação, de modo que os atores da fiscalização
tenham um referencial para atuar na fase de gestão do contrato;
9.1.24. no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e a gestão
dos contratos decorrentes, que vier a ser elaborado, incluir os seguintes controles internos na etapa de
gestão do contrato:
9.1.24.1. manter controle gerencial acerca da utilização dos materiais empregados nos contratos,
a fim de subsidiar a estimativa para as futuras contratações;
9.1.24.2. exigir, antes do início da execução contratual, a designação formal do preposto
responsável por representar à contratada durante a execução contratual;
9.1.24.3. registrar todas as ocorrências relativas à execução contratual;
9.1.24.4. aplicar as penalidades previstas à contratada sempre que uma ocorrência registrada
caracterizar uma situação passível de punição;
9.1.24.5. a cada prorrogação contratual, verificar se a contratada mantém as mesmas condições
de habilitação econômico-financeira e técnico-operacional exigidas à época da licitação;
9.1.24.6. avaliar os riscos de descumprimento pela contratada das obrigações trabalhistas,
previdenciárias e com o FGTS para determinar a extensão das amostras que serão utilizadas na
fiscalização do cumprimento:
9.1.24.6.1. das obrigações trabalhistas pela contratada, levando-se em consideração falhas que
impactem o contrato como um todo e não apenas erros e falhas eventuais no pagamento de alguma
vantagem a um determinado empregado;
9.1.24.6.2. das contribuições previdenciárias e dos depósitos do FGTS, por meio da análise dos
extratos retirados pelos próprios empregados terceirizados utilizando-se do acesso as suas próprias
contas (o objetivo é que todos os empregados tenham tido seus extratos avaliados ao final de um ano -
sem que isso signifique que a análise não possa ser realizada mais de uma vez para um mesmo
empregado, garantindo assim o “efeito surpresa” e o benefício da expectativa do controle);
9.1.24.7. documentar a sistemática de fiscalização administrativa utilizada em cada período (item
3.33);
9.1.24.8. quando da realização de repactuações, utilizar informações gerenciais do contrato para
negociar valores consentâneos com a realidade da respectiva execução contratual;
9.1.25. estabelecer modelos de lista de verificação para atuação do pregoeiro ou comissão de
licitação quando da execução de atividades na fase externa da licitação;
9.1.26. realizar uma autoavaliação da atual contratação dos serviços de limpeza e conservação,
fim de identificar a eventual ocorrência das deficiências detectadas no Contrato 1/2009, anteriormente
celebrado, de forma a, com fundamento na Lei 8.666/1993, art. 65, inciso I, alínea “a”, promover os
ajustes necessários no contrato atual para melhor adequação técnica aos seus objetivos, informando ao
TCU, no prazo de 30 dias, as medidas porventura adotadas;
9.1.27. promover, com fundamento na Lei 8.666/1993, art. 65, inciso I, alínea “a”, os ajustes
necessários no Contrato 155/2012 para melhor adequação técnica aos seus objetivos;
9.2. determinar ao Dnit, com fulcro no art. 43, inciso I, da Lei 8.443/1992 que:
9.2.1. em atenção às disposições contidas no Decreto 5.707/2006, art. 5º, 2º, c/c Portaria MP
208/2006, art. 2º, I e art. 4º, elabore Plano Anual de Capacitação para a organização;
9.2.2. em atenção à Lei 8.666/1993, art. 6º, inciso IX, alínea “c”, antes da eventual prorrogação
do Contrato 146/2011, ou da elaboração de edital para licitação com vistas à substituí-lo, inclua, nos
100

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

estudos técnicos preliminares da contratação, a avaliação das alternativas de soluções disponíveis no


mercado para atender à necessidade que originou a contratação atual (resolver o problema do
transporte de pessoas e cargas em regiões metropolitanas), a fim de identificar a solução mais
vantajosa dentre as existentes, considerando, por exemplo, outras alternativas existentes (e.g. compra
de veículos, locação de veículos e contratação de serviços de transporte pagos por quilometro rodado);
9.2.3. em atenção à Lei 8.666/1993, art. 6º, inciso IX, alínea “f” e art. 7º, § 4º, por ocasião de
futuras contratações de serviços como aqueles que constaram do Contrato 1/2009 ou, por ocasião de
eventual prorrogação do contrato existente (caso deficiente nos quesitos abaixo), inclua, nos estudos
técnicos preliminares da contratação:
9.2.3.1. o estudo e definição da quantidade de material que será utilizada na prestação de
serviços de limpeza;
9.2.3.2. o estudo e definição da produtividade da mão de obra que será utilizada na prestação de
serviços de limpeza, à semelhança do previsto na IN-SLTI 2/2008, art. 43, parágrafo único;
9.2.3.3. obrigação da contratada quanto à adoção de práticas de sustentabilidade na execução dos
serviços de limpeza e conservação, nos termos da IN-SLTI/MPOG 1/2010, art. 6º e IN-SLTI/MPOG
2/2008, art. 42, inciso III;
9.2.4. em atenção à Lei 8.666/1993, art. 6º, inciso IX, alínea “c”, antes da eventual prorrogação
do Contrato 155/2012, ou antes da elaboração de edital para licitação com vistas a substituí-lo, realize
estudo técnico preliminar com objetivo de definir a localização, quantidade e tipo de todos os postos
de trabalho de vigilância, à semelhança do previsto na IN-SLTI/MPOG 2/2008, art. 49, I;
9.2.5. em atenção a Lei 8.666/93, art. 68, oficie a empresa contratada por meio do contrato
155/2012, para que designe formalmente o preposto para representa-la, informando ao TCU, em trinta
dias, as medidas adotadas;
9.2.6. encaminhe, no prazo de noventa dias a contar da ciência deste acórdão, plano de ação para
a implementação das medidas objeto de determinação/recomendação, incluindo:
9.2.6.1. para cada determinação, as ações que serão adotadas pela organização, o prazo e o setor
responsável pelo desenvolvimento das ações;
9.2.6.2. para cada recomendação cuja implementação seja considerada conveniente e oportuna,
as ações que serão adotadas pela organização, o prazo e o setor e pessoa responsável pelo
desenvolvimento das ações (com nome, cargo e CPF);
9.2.6.3. para cada recomendação cuja implementação não seja considerada conveniente ou
oportuna, justificativa da decisão;
9.3. dar ciência ao Dnit sobre as seguintes impropriedades/falhas, para que sejam adotadas
medidas internas com vistas à prevenção de ocorrência de outras semelhantes:
9.3.1. o item 10.2.c, constante do Edital 217/2008, contendo obrigatoriedade de vistoria prévia às
instalações onde os serviços serão prestados como condição de habilitação, afronta o art. 3º, § 1º,
inciso I, da Lei 8.666/1993;
9.3.2. o item 15.2.2, constante do Edital 217/2008, contendo exigência de que a contratada deve
submeter previamente a relação dos empregados ao exame da contratante, podendo esta recomendar a
substituição daqueles que, a seu juízo, não preencham as condições de idoneidade e de capacidade
exigível para o serviço, constitui-se intervenção indevida na gestão da contratada, e afronta o princípio
da eficiência e da impessoalidade;
9.3.3. a inclusão da parcela “treinamento, capacitação e reciclagem” como o item de “Insumos
de mão de obra” da planilha de custos e formação de preços do Contrato 1/2009, foi indevida, visto
que tal parcela já é coberta pelas pela rubrica “despesas administrativas”, conforme Acórdão
825/2010-Plenário;
9.3.4. a inclusão da parcela “reserva técnica” na planilha de custos e formação de preços do
Contrato 1/2009, foi considerada indevida, conforme jurisprudência desta Corte (e.g., Acórdãos
645/2009-P, 727/2009-P, 1.942/2009-P, 2.060/2009-P, 825/2010-P, 1.597/2010-P e 3.006/2010-P);
9.4. arquivar os presentes autos, nos termos do RI/TCU, art. 169, V, sem prejuízo de que a Selog
101

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

monitore a decisão que vier a ser proferida em processo próprio.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2746-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti (Relator) e Marcos
Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2747/2015 - TCU - Plenário

1. Processo TC-022.394/2014-1
2. Grupo: II - Classe: V - Assunto: Auditoria.
3. Interessado: Tribunal de Contas da União.
4. Unidade: Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região/PA e AP.
5. Relator: Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade técnica: Secex/RJ.
8. Advogado constituído nos autos: não há.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de auditoria integrante dos trabalhos de Fiscalização
de Orientação Centralizada (FOC) - Governança e Gestão das Aquisições, realizada com os objetivos
de avaliar se as práticas de governança e gestão das aquisições no Tribunal Regional do Trabalho da 8ª
Região/PA e AP apresentam-se aderentes às boas práticas e à legislação pertinente, bem como dar
sequência ao trabalho realizado no TC-025.068/2013-0, que consistiu no levantamento da situação de
governança e gestão das aquisições na Administração Pública Federal (Perfil Governança das
Aquisições - Ciclo 2013),
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. recomendar ao Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, com fundamento no art. 43,
inciso I, da Lei 8.443/1992, c/c o art. 250, inciso III, do Regimento Interno do TCU, que avalie a
conveniência e a oportunidade de adotar os seguintes procedimentos, com vistas à melhoria do sistema
de controle interno da organização:
9.1.1. realizar avaliação quantitativa do pessoal do setor de aquisições, de forma a delimitar as
necessidades de recursos humanos para que esse setor realize a gestão das atividades de aquisições da
organização;
9.1.2. promover ações de disseminação, capacitação ou treinamento do código de ética adotado;
9.1.3. adotar mecanismo de controle e monitoramento do cumprimento do código de ética
instituído;
9.1.4. aprovar plano de trabalho anual para atuação da comissão de ética;
9.1.5. estabelecer formalmente:
9.1.5.1. objetivos organizacionais para a gestão das aquisições, alinhados às estratégias de
negócio;
9.1.5.2. pelo menos um indicador para cada objetivo definido na forma acima, preferencialmente
em termos de benefícios para o negócio da organização;
9.1.5.3. metas para cada indicador definido no subitem anterior;
102

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.1.5.4. mecanismos de gestão dos riscos relacionados aos objetivos;


9.1.5.5. mecanismos que a alta administração adotará para acompanhar o desempenho da gestão
das aquisições;
9.1.6. estabelecer diretrizes para área de aquisições incluindo:
9.1.6.1. estratégia de terceirização;
9.1.6.2. política de compras;
9.1.6.3. política de estoques;
9.1.6.4. política de Sustentabilidade;
9.1.6.5. política de compras conjuntas;
9.1.7. avaliar a necessidade de atribuir a um comitê, integrado por representantes dos diversos
setores da organização, a responsabilidade por auxiliar a alta administração nas decisões relativas às
aquisições, com objetivo de buscar o melhor resultado para a organização como um todo;
9.1.8. estabelecer diretrizes para o gerenciamento de riscos da área de aquisições;
9.1.9. capacitar os gestores na área de aquisições em gestão de riscos;
9.1.10. realizar gestão de riscos das aquisições;
9.1.11. observar as diferenças conceituais entre controle interno (a cargo dos gestores
responsáveis pelos processos que recebem o controle) e auditoria interna, de forma a não atribuir
atividades de cogestão à unidade de auditoria interna;
9.1.12. avaliar, em decorrência da distinção conceitual acima, a necessidade de segregar as
atribuições e competências da atual Secretaria de Controle Interno, de forma que essa unidade
organizacional não possua concomitantemente atribuições e competências relativas a atividades de
controle interno e a atividades de auditoria interna;
9.1.13. incluir nas atividades de auditoria interna a avaliação da gestão de riscos da organização;
9.1.14. adotar um sistema de monitoramento para acompanhar o cumprimento das
recomendações proferidas pela unidade de auditoria interna;
9.1.15. publicar todos os documentos que integram os processos de aquisições (e.g., solicitação
de aquisição, estudos técnicos preliminares, estimativas de preços, pareceres técnicos e jurídicos, etc...)
na internet;
9.1.16. publicar na sua página na internet a decisão quanto à regularidade das contas proferida
pelo órgão de controle externo;
9.1.17. publicar na internet a agenda de compromissos públicos do principal gestor responsável
pelas aquisições;
9.1.18. executar processo de planejamento das aquisições, contemplando, pelo menos:
9.1.18.1. elaboração, com participação de representantes dos diversos setores da organização, de
um documento que materialize o plano de aquisições, contemplando, para cada contratação pretendida,
informações como: descrição do objeto, quantidade estimada para a contratação, valor estimado,
identificação do requisitante, justificativa da necessidade, período estimado para aquisição (e.g., mês),
programa/ação suportado (a) pela aquisição e objetivo (s) estratégico (s) apoiado (s) pela aquisição;
9.1.18.2. aprovação, pela mais alta autoridade da organização, do plano de aquisições;
9.1.18.3. divulgação do plano de aquisições na internet;
9.1.18.4. acompanhamento periódico da execução do plano, para correção de desvios;
9.1.19. estabelecer um modelo de competências para os ocupantes das funções chave da área de
aquisições, em especial daqueles que desempenham papéis ligados à governança e à gestão das
aquisições;
9.1.20. definir um processo formal de trabalho para:
9.1.20.1. planejamento de cada uma das aquisições;
9.1.20.2. seleção do fornecedor;
9.1.20.3. gestão dos contratos;
9.1.21. estabelecer e adotar:
9.1.21.1. padrões para especificações técnicas de objetivos contratados frequentemente;
103

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.1.21.2. padrão de editais e contratos, podendo valer-se das minutas publicadas pela AGU;
9.1.21.3. procedimentos para elaboração das estimativas de preços das contratações;
9.1.22. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, os
seguintes controles internos na etapa de elaboração dos estudos técnicos preliminares:
9.1.22.1. realizar levantamento de mercado junto a diferentes fontes possíveis, efetuando
levantamento de contratações similares feitas por outros órgãos, consulta a sítios na internet (e.g.
portal do software público), visita a feiras, consulta a publicações especializadas (e.g. comparativos de
soluções publicados em revistas especializadas) e pesquisa junto a fornecedores, a fim de avaliar as
diferentes soluções que possam atender às necessidades que originaram a contratação (Lei 8.666/1993,
art. 6º, inc. IX, alínea c);
9.1.22.2. definir método de cálculo das quantidades de materiais necessários à contratação;
9.1.22.3. documentar o método utilizado para a estimativa de quantidades de materiais no
processo de contratação, juntamente com os documentos que lhe dão suporte;
9.1.22.4. definir método para a estimativa de preços, considerando uma cesta de preços, podendo
utilizar-se das diretrizes contidas na IN-SLTI 5/2014;
9.1.22.5. documentar o método utilizado para a estimativa de preços no processo de contratação,
juntamente com os documentos que lhe dão suporte;
9.1.22.6. avaliar se a solução é divisível ou não, levando em conta o mercado que a fornece e
atendando que a solução deve ser parcelada quando as respostas a todas as 4 perguntas a seguir forem
positivas: 1ª) É tecnicamente viável dividir a solução? 2ª) É economicamente viável dividir a solução?
3ª) Não há perda de escala ao dividir a solução? 4ª) Há o melhor aproveitamento do mercado e
ampliação da competitividade ao dividir a solução?
9.1.22.7. avaliar, no caso de contratação de serviços continuados, as diferentes possibilidades de
critérios de qualificação econômico-financeiras previstas na IN-SLTI 02/2008, art. 19, inciso XXIV,
considerando os riscos de sua utilização ou não;
9.1.23. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, o
seguinte controle interno na etapa de gestão contratual:
9.1.23.1. manter controle gerencial acerca da utilização dos materiais empregados nos contratos,
a fim de subsidiar a estimativa para as futuras contratações;
9.1.23.2. definir o método de cálculo das quantidades de postos de trabalho necessários à
contratação e documentar o método utilizado para a estimativa de quantidades no processo de
contratação, juntamente com os documentos que lhe dão suporte;
9.1.23.3. estabelecer mecanismo de controle gerencial acerca da produtividade dos postos de
trabalho empregados nos contratos de limpeza, a fim de subsidiar a estimativa para as futuras
contratações;
9.1.24. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e
na gestão dos contratos decorrentes, os seguintes controles internos na etapa de elaboração do termo de
referência ou projeto básico:
9.1.24.1. estabelecimento de critérios de aceitabilidade de preços global e unitários, fixando
preços máximos para mão de obra e materiais utilizados, de forma que propostas com valores
superiores sejam desclassificadas;
9.1.24.2. previsão, no edital de pregão, de cláusulas de penalidades específicas para cada conduta
que se possa enquadrar no contido na Lei 10.520/2002, art. 7º, observando os princípios da
proporcionalidade e prudência;
9.1.25. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e
na gestão dos contratos decorrentes que vierem a ser elaborados em atenção a processo formal de
trabalho, os seguintes controles internos na etapa de elaboração do termo de referência ou projeto
básico:
9.1.25.1. atrelamento de multas às obrigações da contratada estabelecidas no modelo de
execução do objeto (e.g. multas por atraso de entrega de produtos e por recusa de produtos);
104

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.1.25.2. definição do rigor de cada multa de modo que seja proporcional ao prejuízo causado
pela desconformidade;
9.1.25.3. definição do processo de aferição da desconformidade que leva à multa (e.g. cálculo do
nível de serviço obtido);
9.1.25.4. definição da forma de cálculo da multa, de modo que seja o mais simples possível;
9.1.25.5. definição das medidas a serem adotadas caso as multas se acumulem (e.g. distrato);
9.1.25.6. definição das condições para aplicações de glosas, bem como as respectivas formas de
cálculo;
9.1.26. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e
na gestão dos contratos decorrentes, os seguintes controles internos na etapa de gestão do contrato:
9.1.26.1. exigência, antes do início da execução contratual, da designação formal do preposto
responsável por representar à contratada durante execução contratual;
9.1.26.2. registro de todas as ocorrências relativas à execução contratual;
9.1.26.3. aplicação das penalidades devidas sempre que uma ocorrência registrada caracterizar
uma situação passível de punição;
9.1.26.4. verificação, a cada prorrogação contratual, se a contratada mantém as mesmas
condições de habilitação exigidas à época da licitação;
9.1.26.5. avaliação dos riscos de descumprimento pela contratada das obrigações trabalhistas,
previdenciárias e com o FGTS para determinar a extensão das amostras que serão utilizadas na
fiscalização do cumprimento:
9.1.26.5.1. das obrigações trabalhistas pela contratada, levando-se em consideração falhas que
impactem o contrato como um todo e não apenas erros e falhas eventuais no pagamento de alguma
vantagem a um determinado empregado;
9.1.26.5.2. das contribuições previdenciárias e dos depósitos do FGTS, por meio da análise dos
extratos retirados pelos próprios empregados terceirizados utilizando-se do acesso às suas próprias
contas (o objetivo é que todos os empregados tenham tido seus extratos avaliados ao final de um ano -
sem que isso signifique que a análise não possa ser realizada mais de uma vez para um mesmo
empregado, garantindo assim o “efeito surpresa” e o benefício da expectativa do controle);
9.1.26.6. documentar a sistemática de fiscalização utilizada em cada período;
9.1.27. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e
na gestão dos contratos decorrentes que vierem a ser elaborados, os seguintes controles internos na
etapa de planejamento da contratação:
9.1.27.1. inclusão, no modelo de gestão do contrato, de mecanismos que permitam o
rastreamento dos pagamentos efetuados, isto é, que permitam, para cada pagamento executado,
identificar os bens ou serviços fornecidos pela contratada;
9.1.27.2. inclusão, no modelo de gestão do contrato, da exigência de que a garantia cubra o
pagamento de encargos trabalhistas e previdenciários não quitados pela contratada;
9.1.27.3. inclusão, nas cláusulas de penalidades, de previsão de sanção para o atraso na entrega
das garantias contratuais, inclusive as respectivas atualizações de valores decorrentes de aditivos
contratuais;
9.1.28. incluir na etapa de gestão do contrato, no modelo de processo de aquisições para a
contratação de bens e serviços, e na gestão dos contratos decorrentes que vierem a ser elaborados, o
controle interno atinente à utilização de informações gerenciais do contrato, quando da realização de
repactuações, para negociar valores mais justos para a Administração;
9.1.29. estabelecer modelos de lista de verificação para atuação da consultoria jurídica na
emissão de pareceres de que trata o art. 38, parágrafo único, da Lei 8.666/1993, em especial, na
aprovação das minutas de instrumentos convocatórios das licitações e de ajustes decorrentes de
repactuações, podendo adotar os modelos estabelecidos pela Advocacia-Geral da União;
9.2. determinar ao Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, com fulcro no art. 43, inciso I,
da Lei 8.443/1992, c/c o art. 250, inciso II, do Regimento Interno do TCU, que:
105

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.2.1. em atenção ao art. 6º, inciso IX, alínea “c”, da Lei 8.666/1993, antes da eventual
prorrogação dos contratos de transporte de cargas e materiais, ou da elaboração de edital para licitação
com vistas a substituí-lo, inclua, nos estudos técnicos preliminares da contratação, a avaliação das
alternativas de soluções disponíveis no mercado para atender à necessidade que originou a contratação
atual (resolver o problema do transporte de pessoas e cargas em regiões metropolitanas), a fim de
identificar a solução mais vantajosa dentre as existentes, considerando, por exemplo, as alternativas de
compra de veículos, locação de veículos e contratação de serviços de transporte pagos por quilômetro
rodado;
9.2.2. em atenção ao art. 6º, inciso IX, alínea “f” e art. 7º, § 4º, da Lei 8.666/1993, não prorrogue
o 36/2013, e antes da elaboração de edital para licitação com vistas a substituí-lo, inclua, nos estudos
técnicos preliminares da contratação:
9.2.2.1. estudo e definição da produtividade da mão de obra que será utilizada na prestação de
serviços de limpeza, à semelhança do previsto no art. 43, parágrafo único, da IN-SLTI 2/2008;
9.2.2.2. definição do tamanho das áreas que serão objeto de limpeza com base em planta do
prédio ou documento técnico equivalente;
9.2.3. antes da elaboração de edital para licitação com vistas a substituir os Contratos 104/2010 e
105/2010, realize estudo técnico preliminar com objetivo de definir a localização, quantidade e tipo de
todos os postos de trabalho de vigilância, à semelhança do previsto no art. 49, inciso I, da IN-SLTI
02/2008;
9.2.4. em atenção ao princípio da eficiência, insculpido no art. 37, caput, da Constituição
Federal, nas contratações que vierem a substituir os Contratos 104/2010, 105/2010, 104/2011 e
36/2013, inclua, no termo de referência, requisitos para aferição da qualidade dos serviços prestados e
vincule os pagamentos realizados à entrega dos serviços com a qualidade contratada;
9.2.5. em atenção ao art. 3º, caput, da Lei 8.666/1993, antes da licitação com vistas a substituir o
Contrato 104/2011, avalie a possibilidade de incluir, como obrigação da contratada, a adoção de
práticas de sustentabilidade na execução dos serviços de limpeza e conservação, nos termos do art. 6º
da IN-SLTI/MPOG 1/2010, e do art. 42, inciso III, da IN-SLTI 2/2008;
9.2.6. em atenção ao art. 71, inciso IX, da Constituição Federal, e ao princípio da legalidade
insculpido no seu art. 37, caput, adote, no prazo de noventa dias, as medidas necessárias, incluindo o
prévio contraditório da contratada, à recuperação dos valores pagos em decorrência dos materiais de
limpeza não utilizados na prestação de serviços na Vara do Trabalho de Altamira (outubro e novembro
de 2013) à conta do Contrato 36/2013;
9.2.7. em atenção ao art. 71, inciso IX, da Constituição Federal, adote as medidas para excluir na
Planilha de Custos e Formação de Preços dos Contratos 104/2011 e 36/2013 a parcela “Aviso Prévio
Trabalhado”, após 12 meses de contrato, em consonância com o item 9.2.2 do Acórdão 3006/2010-
TCU-Plenário;
9.2.8. em atenção ao art. 71, inciso IX, da Constituição Federal, adote, no prazo de noventa dias,
as medidas necessárias à recuperação dos valores pagos indevidamente em decorrência dos ajustes
mencionados no subitem anterior nos Contratos 104/2011 e 36/2013;
9.2.9. em atenção ao art. 65, § 5º, da Lei 8.666/1993, e ao princípio da legalidade, informe ao
TCU, no prazo de sessenta dias, os resultados alcançados em cumprimento ao item 9.2.1 do Acórdão
2.859/2013-TCU-Plenário, incluindo detalhamento da quantidade de contratos revisados e a economia
(redução de valor contratual) obtida;
9.2.10. encaminhe, no prazo de sessenta dias a contar da ciência, plano de ação para a
implementação das medidas prolatadas neste acórdão, contendo:
9.2. 10.1. para cada determinação, as ações que serão adotadas pela organização, o prazo (caso
não estipulado) e o responsável (nome, cargo e CPF) pelo desenvolvimento das ações;
9.2. 10.2. para cada recomendação cuja implementação seja considerada conveniente e oportuna,
as ações que serão adotadas pela organização o prazo e o responsável (nome, cargo e CPF) pelo
desenvolvimento das ações;
106

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.2. 10.3. para cada recomendação cuja implementação não seja considerada conveniente ou
oportuna, justificativa da decisão;
9.3. com fundamento no art. 250, inciso V, do Regimento Interno do TCU, determinar as
seguintes oitivas:
9.3.1. do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região e da empresa contratada por meio do
Contrato 104/2010 a respeito da inclusão da parcela referente à reciclagem da planilha de custos e
formação de preços do Contrato 104/2010, tendo em vista que tal parcela já é coberta pela rubrica
“despesas administrativas”, conforme Acórdão 825/2010-TCU-Plenário;
9.3.2. do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região e das empresas contratadas por meio dos
Contratos 104/2011 e 36/2013 a respeito da inclusão da parcela “Aviso Prévio Trabalhado”, após 12
meses de contrato, em desacordo com o estabelecido no item 9.2.2 do Acórdão 3006/2010-TCU-
Plenário;
9.4. dar ciência ao Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região sobre a realização de pagamentos
em desacordo com o previsto no contrato, identificada nos pagamentos do Contrato 104/2010, o que
afronta o disposto no art. 66, da Lei 8.666/1993, com vistas à adoção de providências internas que
previnam a ocorrência de outras semelhantes;
9.5. dar ciência desta deliberação ao Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região;

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2747-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti (Relator) e Marcos
Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2748/2015 - TCU - Plenário

1. Processo TC-022.923/2014-4.
2. Grupo: II - Classe: V - Assunto: Auditoria.
3. Interessado: Tribunal de Contas da União.
4. Unidade: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
5. Relator: Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade técnica: Secex/RJ.
8. Representação Legal: não há.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de auditoria integrante dos trabalhos de Fiscalização
de Orientação Centralizada (FOC) - Governança e Gestão das Aquisições, realizada com os objetivos
de avaliar se as práticas de governança e gestão das aquisições na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
apresentam-se aderentes às boas práticas e à legislação pertinente, bem como dar sequência ao trabalho
realizado no TC-025.068/2013-0, que consistiu no levantamento da situação de governança e gestão
das aquisições na Administração Pública Federal (Perfil Governança das Aquisições - Ciclo 2013),
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. recomendar, com fulcro no art. 43, inciso I, da Lei 8.443/1992, c/c o art. 250, inciso III, do
Regimento Interno do TCU, à Fundação Oswaldo Cruz que avalie a conveniência e a oportunidade de
107

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

adotar os seguintes procedimentos, com vistas à melhoria do sistema de controle interno da


organização:
9.1.1. expedir orientações no sentido de que, quando pertinente, a escolha dos ocupantes de
funções-chave, funções de confiança ou cargos em comissão na área de aquisições seja fundamentada
nos perfis de competências definidos no modelo e sempre pautada pelos princípios da transparência, da
motivação, da eficiência e do interesse público;
9.1.2. proceder, periodicamente, à avaliação quantitativa e qualitativa do pessoal do setor de
aquisições, de forma a delimitar as necessidades de recursos humanos para que esse setor realize a
gestão das atividades de aquisições da organização;
9.1.3. avaliar a necessidade de complementar o código de ética do servidor público federal ante
as suas atividades específicas;
9.1.4. promover ações de disseminação, capacitação ou treinamento do código de ética adotado;
9.1.5. constituir comissão de ética ou outro mecanismo de controle e monitoramento do
cumprimento do código de ética instituído;
9.1.6. aprovar plano de trabalho anual para atuação da comissão de ética;
9.1.7. estabelecer formalmente:
9.1.7.1. objetivos organizacionais para a gestão das aquisições, alinhados às estratégias de
negócio;
9.1.7.2. pelo menos um indicador para cada objetivo definido conforme o subitem anterior,
preferencialmente em termos de benefícios para o negócio da organização;
9.1.7.3. metas para cada indicador definido conforme o subitem anterior;
9.1.7.4. mecanismos que a alta administração adotará para acompanhar o desempenho da gestão
das aquisições;
9.1.8. estabelecer diretrizes para a área de aquisições incluindo:
9.1.8.1. estratégia de terceirização;
9.1.8.2. política de compras;
9.1.8.3. política de estoques;
9.1.8.4. política de sustentabilidade;
9.1.8.5. política de compras conjuntas;
9.1.9. estabelecer em normativos internos:
9.1.9.1. estabelecer, em normativos internos, as competências, atribuições e responsabilidades
dos dirigentes, inclusive quanto à delegação de competências, com respeito às aquisições, incluindo a
responsabilidade pelo estabelecimento de políticas e procedimentos de controles internos necessários
para mitigar os riscos nas aquisições;
9.1.9.2. as competências, atribuições e responsabilidades dos cargos efetivos da área de
aquisições;
9.1.9.3. política de delegação de competência para autorização de contratações;
9.1.9.4. controles internos para monitorar os atos delegados relativos às contratações;
9.1.10. avaliar a necessidade de atribuir a um comitê, integrado por representantes dos diversos
setores da organização, a responsabilidade por auxiliar a alta administração nas decisões relativas às
aquisições, com objetivo de buscar o melhor resultado para a organização como um todo;
9.1.11. estabelecer diretrizes para o gerenciamento de riscos da área de aquisições;
9.1.12. capacitar os gestores na área de aquisições em gestão de riscos;
9.1.13. realizar gestão de riscos das aquisições;
9.1.14. observar as diferenças conceituais entre controle interno (a cargo dos gestores
responsáveis pelos processos que recebem o controle) e auditoria interna, de forma a não atribuir
atividades de cogestão à unidade de auditoria interna;
9.1.15. definir manuais de procedimentos para serem utilizados pela unidade de auditoria interna
na execução de suas atividades;
9.1.16. incluir nas atividades de auditoria interna a avaliação da gestão de riscos da organização;
108

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.1.17. avaliar a conveniência e oportunidade de publicar todos os documentos que integram os


processos de aquisições (e.g., solicitação de aquisição, estudos técnicos preliminares, estimativas de
preços, pareceres técnicos e jurídicos etc.) na internet;
9.1.18. publicar na sua página na internet a decisão quanto a regularidade das contas proferida
pelo órgão de controle externo;
9.1.19. publicar a agenda de compromissos públicos do dirigente responsável pelas aquisições;
9.1.20. executar processo de planejamento das aquisições, contemplando, pelo menos:
9.1.20.1. elaboração, com participação de representantes dos diversos setores da organização, de
um documento que materialize o Plano de Aquisições, contemplando, para cada contratação
pretendida, informações como: descrição do objeto, quantidade estimada para a contratação, valor
estimado, identificação do requisitante, justificativa da necessidade, período estimado para aquisição
(e.g., mês), programa/ação suportado (a) pela aquisição e objetivo (s) estratégico (s) apoiado (s) pela
aquisição;
9.1.20.2. aprovação, pela mais alta autoridade da organização, do plano de aquisições;
9.1.20.3. divulgação do plano de aquisições na internet;
9.1.20.4. acompanhamento periódico da execução do plano, para correção de desvios;
9.1.21. estabelecer um modelo de competências para os ocupantes das funções-chave da área de
aquisição, em especial daqueles que desempenham papéis ligados à governança e à gestão das
aquisições;
9.1.22. definir um processo formal de trabalho para seleção do fornecedor;
9.1.23. estabelecer e adotar:
9.1.23.1. padrões para especificações técnicas de objetos contratados frequentemente;
9.1.23.2. listas de verificação para padronizar os procedimentos que devem ser executados
durante a fase de julgamento das licitações;
9.1.23.3. procedimentos para elaboração das estimativas de preços das contratações, abrangendo
a elaboração das planilhas de custos e formação de preços;
9.1.24. na contratação que eventualmente venha a ser realizada com vistas a substituir o Contrato
92/2010-Dirac, incluir, nos estudos técnicos preliminares da contratação, a avaliação do
custo/benefício do modelo de fiscalização administrativa que será utilizado, considerando, além da
conta vinculada, outras possibilidades como a aplicação dos controles previstos no Acórdão
1.214/2013-TCU-Plenário (combinação de controles mais rígidos na seleção do fornecedor - e.g., itens
9.1.10, 9.1.12 e 9.1.13 - com controles mais eficientes na fiscalização - e.g., itens 9.1.2, 9.1.3, 9.1.4,
9.1.5.6, 9.1.6.6, 9.1.7, 9.1.8 e 9.1.9);
9.1.25. estabelecer modelos de listas de verificação para atuação do pregoeiro ou da comissão de
licitação durante a fase de seleção do fornecedor;
9.1.26. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, os
seguintes controles internos na etapa de elaboração dos estudos técnicos preliminares:
9.1.26.1. realização de levantamento de mercado junto a diferentes fontes possíveis, efetuando
levantamento de contratações similares feitas por outros órgãos, consulta a sítios na internet (e.g.
portal do software público), visita a feiras, consulta a publicações especializadas (e.g. comparativos de
soluções publicados em revistas especializadas) e pesquisa junto a fornecedores, a fim de avaliar as
diferentes soluções que possam atender às necessidades que originaram a contratação (art. 6º, inciso
IX, alínea “c”, da Lei 8.666/1993);
9.1.26.2. definição do método de cálculo das quantidades de materiais necessários à contratação;
9.1.26.3. documentação do método utilizado para a estimativa de quantidades de materiais no
processo de contratação, juntamente com os documentos que lhe dão suporte;
9.1.26.4. definição do método de cálculo das quantidades de postos de trabalho necessários à
contratação;
9.1.26.5. documentação do método utilizado para a estimativa de quantidades de postos de
trabalho no processo de contratação, juntamente com os documentos que lhe dão suporte;
109

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.1.26.6. definição método para a estimativa de preços, considerando uma cesta de preços,
utilizando as diretrizes contidas na IN/SLTI 5/2014;
9.1.26.7. incluir no método definido no subitem anterior a elaboração de planilhas de custos e de
formação de preços que expressem a composição de todos os custos unitários;
9.1.26.8. documentação do método utilizado para a estimativa de preços no processo de
contratação, juntamente com os documentos que lhe dão suporte;
9.1.26.9. avaliação se a solução é divisível ou não, levando em conta o mercado que a fornece e
atendando que a solução deve ser parcelada quando as respostas a todas as 4 perguntas a seguir forem
positivas: 1) é tecnicamente viável dividir a solução? 2) é economicamente viável dividir a solução? 3)
não há perda de escala ao dividir a solução? 4) há o melhor aproveitamento do mercado e ampliação da
competitividade ao dividir a solução?
9.1.26.10. incluir, no levantamento dos requisitos da contratação, requisitos para aferição da
qualidade dos serviços prestados, vinculando os pagamentos realizados à entrega dos serviços com a
qualidade contratada;
9.1.26.11. avaliação, no caso de contratação de serviços continuados, das diferentes
possibilidades de critérios de qualificação econômico-financeiras previstas no art. 19, inciso XXIV, da
IN/SLTI 02/2008, considerando os riscos de sua utilização ou não;
9.1.27. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, o
seguinte controle interno na etapa de elaboração do termo de referência ou projeto básico:
9.1.27.1. previsão, no modelo de gestão do contrato, de cláusulas de penalidades observando as
seguintes diretrizes:
9.1.27.1.1. atrelamento de multas às obrigações da contratada estabelecidas no modelo de
execução do objeto (e.g. multas por atraso de entrega de produtos e por recusa de produtos);
9.1.27.1.2. definição da gradação das multas, de modo que seja proporcional ao prejuízo causado
pela desconformidade;
9.1.27.1.3. definição do processo de aferição da desconformidade que leva à multa (e.g. cálculo
do nível de serviço obtido);
9.1.27.1.4. definição da forma de cálculo da multa, de modo que seja o mais simples possível;
9.1.27.1.5. definição da medida a ser adotada caso as multas se acumulem (e.g. distrato);
9.1.27.1.6. definição das condições para aplicações de glosas, bem como as respectivas formas
de cálculo;
9.1.27.2. estabelecimento de critérios de aceitabilidade de preços global e unitários, fixando
preços máximos para mão de obra e materiais utilizados, de forma que propostas com valores
superiores sejam desclassificadas;
9.1.27.3. previsão, no edital de pregão, de cláusulas de penalidades específicas para cada conduta
que se possa enquadrar no contido no art. 7º da Lei 10.520/2002, observando os princípios da
proporcionalidade e prudência;
9.1.27.4. previsão, no modelo de gestão do contrato, de listas de verificação para os aceites
provisório e definitivo, de modo que os atores da fiscalização tenham um referencial claro para sua
atuação;
9.1.28. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, o
seguinte controle interno na etapa de gestão do contrato:
9.1.28.1. estabelecimento de mecanismo de controle gerencial acerca da utilização dos materiais
empregados nos contratos, a fim de subsidiar a estimativa para as futuras contratações;
9.1.28.2. estabelecimento de mecanismo de controle gerencial acerca da produtividade dos
postos de trabalho empregados nos contratos, a fim de subsidiar a estimativa para as futuras
contratações;
9.1.28.3. verificação, a cada prorrogação contratual, se a contratada mantém as mesmas
condições de habilitação econômico-financeira e técnico-operacional exigidas à época da licitação;
9.1.28.4. avaliação dos riscos de descumprimento pela contratada das obrigações trabalhistas,
110

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

previdenciárias e com o FGTS para determinar a extensão das amostras que serão utilizadas na
fiscalização do cumprimento:
9.1.28.4.1. das obrigações trabalhistas pela contratada, levando-se em consideração falhas que
impactem o contrato como um todo e não apenas erros e falhas eventuais no pagamento de alguma
vantagem a um determinado empregado;
9.1.28.4.2. das contribuições previdenciárias e dos depósitos do FGTS, por meio da análise dos
extratos retirados pelos próprios empregados terceirizados utilizando-se do acesso às suas próprias
contas (o objetivo é que todos os empregados tenham tido seus extratos avaliados ao final de um ano -
sem que isso signifique que a análise não possa ser realizada mais de uma vez para um mesmo
empregado, garantindo assim o “efeito surpresa” e o benefício da expectativa do controle);
9.1.28.5. documentação da sistemática de fiscalização utilizada em cada período, conforme o
subitem 9.1.28.4 deste Acórdão;
9.1.28.6. designação formal de todos os servidores, titulares e substitutos, que irão atuar na
gestão e fiscalização dos contratos;
9.1.28.7. exigência, antes do início da execução contratual, da designação formal do preposto
responsável por representar à contratada durante execução contratual;
9.1.28.8. utilização, quando da realização de repactuações, de informações gerenciais do contrato
para negociar valores mais justos para a Administração;
9.2. determinar, com fulcro no art. 71, inciso IX, da Constituição Federal, à Fundação Oswaldo
Cruz que:
9.2.1. adote, no prazo de trinta dias, as medidas necessárias para excluir das planilhas de custos e
formação de preços dos Contratos 92/2010-Dirac e 51/2009-Dirac a parcela “aviso prévio trabalhado”
após o primeiro ano de vigência contratual, conforme o disposto no art. 19, inciso XVII, e no art. 30-A,
§ 4º, da IN/SLTI 02/2008 e na Jurisprudência desta Corte (Acórdão 3006/2010-TCU-Plenário, item
9.2.2);
9.2.2. adote, no prazo de noventa dias, as medidas necessárias à recuperação dos valores pagos
em decorrência das parcelas indevidamente contidas na planilha de custos e formação de preços dos
Contratos 92/2010-Dirac e 51/2009-Dirac;
9.3. determinar, com fulcro no art. 43, inciso I, da Lei 8.443/1992, c/c o art. 250, inciso II, do
Regimento Interno do TCU, à Fundação Oswaldo Cruz que:
9.3.1. inclua nos estudos técnicos preliminares com vistas à eventual contratação com vistas à
substituição do Contrato 92/2010-Dirac:
9.3.1.1. o estudo e definição da produtividade da mão de obra que será utilizada na prestação de
serviços de limpeza, de acordo com o previsto no art. 43, parágrafo único, da IN/SLTI 2/2008;
9.3.1.2. a definição do tamanho das áreas que serão objeto de limpeza com base em planta do
prédio ou documento técnico equivalente, de acordo com o previsto no art. 2º, inciso II, do Decreto
2.271/97;
9.3.1.3. a elaboração de planilhas de custos e formação de preços que expressem a composição
de todos os custos unitários, de acordo com o previsto no art. 6º, inciso IX, alínea “f”, da Lei
8.666/1993;
9.3.2. inclua nos estudos técnicos preliminares com vistas à eventual contratação com vistas à
substituição do Contrato 51/2009-Dirac:
9.3.2.1. a definição da localização, quantidade e tipo (escala e turno) de todos os postos de
trabalho de vigilância, de acordo com o previsto no art. 49, inciso I, da IN/SLTI 02/2008;
9.3.2.2. a elaboração de planilhas de custos e formação de preços que expressem a composição
de todos os custos unitários, de acordo com o art. 6º, inciso IX, alínea “f”, da Lei 8.666/1993;
9.3.3. inclua nos termos de referência dos editais das eventuais contratações com vistas a
substituir os Contratos 92/2010-Dirac e 51/2009-Dirac, em atenção ao art. 37, caput, da Constituição
Federal, (princípio da eficiência), c/c o art. 3º, inciso II, da Lei 10.520/2002, o art. 3º, § 1º, do Decreto
2.271/1997, e o art. 110 da IN/SLTI 02/2008, requisitos para aferição da qualidade dos serviços
111

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

prestados, vinculando os pagamentos a serem realizados à entrega dos serviços com a qualidade
contratada;
9.3.4. elabore e aprove, em atenção ao art. 16 do Decreto 7.746/2012, um Plano de Gestão de
Logística Sustentável, isto é, um plano, contendo objetivos e responsabilidades definidas, ações, metas,
prazos de execução e mecanismos de monitoramento e avaliação, que permita à organização
estabelecer práticas de sustentabilidade e racionalização de gastos e processos;
9.3.5. publique, em atenção ao art. 12 da IN/SLTI 10/2012, no seu sítio na internet o Plano de
Gestão de Logística Sustentável aprovado;
9.3.6. estabeleça, em atenção aos arts. 13 e 14 da IN/SLTI 10/2012, mecanismos de
monitoramento para acompanhar a execução do Plano de Gestão de Logística Sustentável;
9.3.7. elabore, em atenção às disposições contidas no art. 5º do Decreto 5.707/2006 c/c o art. 2º,
inciso I, e art. 4º da Portaria/MP 208/2006, Plano Anual de Capacitação que contemple,
particularmente, ações de capacitação voltadas para a governança e gestão das aquisições, com
previsão de que os fiscais e gestores de contrato recebam treinamento específico antes de assumirem o
encargo pela primeira vez e, posteriormente, periodicamente;
9.3.8. adote mecanismos para acompanhar a execução do Plano Anual de Capacitação;
9.3.9. inclua nos estudos técnicos preliminares da contratação, em atenção ao art. 6º, inciso IX,
alínea “c”, da Lei 8.666/1993, antes da eventual prorrogação do Contrato 36/2014-Dirac, ou da
elaboração de edital para licitação com vistas a substituí-lo, a avaliação das alternativas de soluções
disponíveis no mercado para atender à necessidade que originou a contratação atual (resolver o
problema do transporte de pessoas em regiões metropolitanas), a fim de identificar a solução mais
vantajosa dentre as existentes, considerando, por exemplo, as alternativas de compra de veículos,
locação de veículos e contratação de serviços de transporte pagos por quilometro rodado;
9.3.10. encaminhe, no prazo de sessenta dias, a contar da ciência deste Acórdão, plano de ação
para a implementação das medidas prolatadas, contendo:
9.3.10.1. para cada determinação, o prazo (caso não estipulado) e o responsável (nome, cargo e
CPF) pelo desenvolvimento dessas;
9.3.10.2. para cada recomendação cuja implementação seja considerada conveniente e oportuna,
o prazo e o responsável (nome, cargo e CPF) pelo seu desenvolvimento;
9.3.10.3. para cada recomendação cuja implementação não seja considerada conveniente ou
oportuna, justificativa da decisão;
9.4. com fundamento no art. 250, inciso V, do Regimento Interno do TCU, determinar a oitiva da
Fundação Oswaldo Cruz e da empresa contratada por meio do Contrato 92/2010-Dirac a respeito da
inclusão, na planilha de custos e formação de preços do contrato, das parcelas referentes às despesas
com a parcela técnica, por contrariar a jurisprudência desta Corte (e.g., Acórdão 3.166/2011-2ª
Câmara) e o percentual de 4,72% para o risco acidente de trabalho (RAT), incompatível com aquele
constante da GFIP, em desacordo com o art. 22, inciso II, da Lei 8.212/1991;
9.5 dar ciência desta deliberação à Fundação Oswaldo Cruz;

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2748-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti (Relator) e Marcos
Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2749/2015 - TCU - Plenário


112

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

1. Processo TC-023.204/2014-1
2. Grupo: II - Classe: V - Assunto: Auditoria.
3. Interessado: Tribunal de Contas da União.
4. Unidade: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
5. Relator: Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade técnica: Secex/RJ.
8. Representação Legal: não há.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de auditoria integrante dos trabalhos de Fiscalização
de Orientação Centralizada (FOC) - Governança e Gestão das Aquisições, realizada com os objetivos
de avaliar se as práticas de governança e gestão das aquisições na Universidade Federal do Rio Grande
do Norte (UFRN) apresentam-se aderentes às boas práticas e à legislação pertinente, bem como dar
sequência ao trabalho realizado no TC-025.068/2013-0, que consistiu no levantamento da situação de
governança e gestão das aquisições na Administração Pública Federal (Perfil Governança das
Aquisições - Ciclo 2013),
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. recomendar à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com fundamento no
art. 43, inciso I, da Lei 8.443/1992, c/c o art. 250, inciso III, do Regimento Interno do TCU, que avalie
a conveniência e a oportunidade de adotar os seguintes procedimentos, com vistas à melhoria do
sistema de controle interno da organização:
9.1.1. expedir orientações no sentido de que, quando pertinente, a escolha dos ocupantes de
funções-chave, funções de confiança ou cargos em comissão na área de aquisições seja fundamentada
nos perfis de competências definidos no modelo e sempre pautada pelos princípios da transparência, da
motivação, da eficiência e do interesse público;
9.1.2. realizar, periodicamente, avaliação quantitativa e qualitativa do pessoal do setor de
aquisições, de forma a delimitar as necessidades de recursos humanos para que esse setor realize a
gestão das atividades de aquisições da instituição;
9.1.3. estabelecer, quanto à liderança organizacional:
9.1.3.1. objetivos organizacionais para a gestão das aquisições, alinhados às estratégias de
negócio;
9.1.3.2. pelo menos um indicador para cada objetivo definido no subitem anterior,
preferencialmente em termos de benefícios para o negócio da organização;
9.1.3.3. metas para cada indicador definido no subitem anterior;
9.1.3.4. mecanismos que a alta administração adotará para acompanhar o desempenho da gestão
das aquisições;
9.1.4. aprovar e publicar diretrizes para área de aquisições, incluindo:
9.1.4.1. estratégia de terceirização;
9.1.4.2. política de compras;
9.1.4.3. política de estoques;
9.1.4.4. política de sustentabilidade;
9.1.4.5. política de compras conjuntas, podendo utilizar-se do Forplad na construção de política
regional;
9.1.5. estabelecer, em normativos internos:
9.1.5.1. a estrutura organizacional da área de aquisições;
9.1.5.2. as competências, atribuições e responsabilidades das áreas e dos cargos efetivos e
comissionados;
113

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.1.5.3. estabelecer, em normativos internos, as competências, atribuições e responsabilidades


dos dirigentes, inclusive quanto à delegação de competências, com respeito às aquisições, incluindo a
responsabilidade pelo estabelecimento de políticas e procedimentos de controles internos necessários
para mitigar os riscos nas aquisições;
9.1.5.4. controles internos para monitorar os atos delegados relativos às contratações;
9.1.6. atribuir a um comitê, integrado por representantes dos diversos setores da universidade, a
responsabilidade por auxiliar a alta administração nas decisões relativas às aquisições, com objetivo de
buscar o melhor resultado para a instituição;
9.1.7. adotar os seguintes procedimentos sobre gestão de riscos:
9.1.7.1. estabelecimento de diretrizes para o gerenciamento de riscos da área de aquisições;
9.1.7.2. capacitação dos gestores na área de aquisições em gestão de riscos;
9.1.7.3. realização de gestão de riscos das aquisições;
9.1.8. adotar as seguintes providências quanto à transparência:
9.1.8.1. avaliar a conveniência e oportunidade de publicar na internet todos os documentos que
integram os processos de aquisições (e.g. solicitação de aquisição, estudos técnicos preliminares,
estimativas de preços, pareceres técnicos e jurídicos etc.);
9.1.8.2. publicar na internet a agenda de compromissos públicos do dirigente responsável pelas
aquisições;
9.1.8.3. publicar na internet a decisão quanto à regularidade das contas proferida pelo órgão de
controle externo;
9.1.9. estabelecer um modelo de competências para os ocupantes das funções-chave da área de
aquisição, em especial daqueles que desempenham papeis ligados à governança e à gestão das
aquisições;
9.1.10. definir um processo formal de trabalho para:
9.1.10.1. planejamento de cada uma das aquisições, considerando, inclusive, as falhas e
impropriedades que culminaram na proposta das recomendações constantes dos seguintes subitens do
relatório de fiscalização transcrito no Relatório parte desta deliberação: 3.12 (parágrafo 136), 3.13
(parágrafo 141, “a”), 3.14 (parágrafo 147), 3.15 (parágrafo 151), 3.20 (parágrafo 171) e 3.22
(parágrafo 180);
9.1.10.2. seleção do fornecedor;
9.1.10.3. gestão dos contratos, considerando, inclusive, as falhas e impropriedades que
culminaram na proposta das recomendações constantes dos seguintes subitens do relatório de
fiscalização transcrito no Relatório parte desta deliberação: 3.13 (parágrafo 141, “b”), 3.19 (parágrafo
167), 3.24 (parágrafo 188), 3.25 (parágrafo 192), 3.26 (parágrafo 199, “a” e “b”), 3.28 (parágrafo 211)
e 3.31 (parágrafo 231);
9.1.11. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços
(isto é, processo de trabalho para a contratação de bens e serviços e a gestão dos contratos
decorrentes), os seguintes controles internos na etapa de elaboração dos estudos técnicos preliminares:
9.1.11.1. realização de levantamento de mercado junto às diferentes fontes possíveis, efetuando
levantamento de contratações similares feitas por outros órgãos, consulta a sítios na internet (e.g.
portal do software público), visita a feiras, consulta a publicações especializadas (e.g. comparativos de
soluções publicados em revistas especializadas) e pesquisa junto a fornecedores, a fim de avaliar as
diferentes soluções que possam atendem às necessidades que originaram a contratação;
9.1.11.2. definição do método de cálculo das quantidades de postos de trabalho necessários à
contratação, documentando o método utilizado para a estimativa de quantidades no processo de
contratação, juntando os documentos que lhe dão suporte;
9.1.11.3. definição do método para a estimativa de preços, considerando uma cesta de preços,
contemplando, além de pesquisa junto aos fornecedores, pesquisa ao portal de compras
governamentais e sites especializados ou entes públicos, podendo utilizar-se das diretrizes contidas na
IN/SLTI 5/2014;
114

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.1.11.4. documentação do método utilizado para a estimativa de preços no processo de


contratação, com a juntada dos documentos que lhe dão suporte;
9.1.11.5. avaliação se a solução é divisível ou não, levando em conta o mercado que a fornece e
atentando que a solução deve ser parcelada quando as respostas a todas as quatro perguntas a seguir
forem positivas: 1) é tecnicamente viável dividir a solução? 2) é economicamente viável dividir a
solução? 3) não há perda de escala ao dividir a solução? 4) há o melhor aproveitamento do mercado e
ampliação da competitividade ao dividir a solução?
9.1.11.6. avaliação das diferentes possibilidades de critérios de qualificação econômico-
financeiras previstas no art. 19, inciso XXIV, da IN/SLTI 2/2008, considerando os riscos de sua
utilização ou não;
9.1.12. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços
(isto é, processo de trabalho para a contratação de bens e serviços e a gestão dos contratos
decorrentes), como forma de controle interno na etapa de fiscalização técnica do contrato, a
manutenção do controle gerencial acerca da produtividade do pessoal empregado nos contratos, a fim
de subsidiar a estimativa para as futuras contratações;
9.1.13. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços
(isto é, processo de trabalho para a contratação de bens e serviços e a gestão dos contratos
decorrentes), os seguintes controles internos na etapa de elaboração do termo de referência ou projeto
básico:
9.1.13.1. previsão, no modelo de gestão do contrato, quando se tratar de contratação de serviços,
da segregação das atividades de recebimento de serviços, de forma que:
9.1.13.1.1. o recebimento provisório, a cargo do fiscal que acompanha a execução do contrato,
baseie-se no que foi observado ao longo do acompanhamento e fiscalização (art. 73, inciso I, alínea
“a”, da Lei 8.666/1993);
9.1.13.1.2. o recebimento definitivo, a cargo de outro servidor ou comissão responsável pelo
recebimento definitivo, deve basear-se na verificação do trabalho feito pelo fiscal e na verificação de
todos os outros aspectos do contrato que não a execução do objeto propriamente dita (art. 73, inciso I,
alínea “b” da Lei 8.666/1993);
9.1.13.2. previsão cláusulas de penalidades observando as seguintes diretrizes:
9.1.13.2.1. atrelamento de multas às obrigações da contratada estabelecidas no modelo de
execução do objeto (e.g. multas por atraso de entrega de produtos e por recusa de produtos);
9.1.13.2.2. definição do rigor de cada multa de modo que seja proporcional ao prejuízo causado
pela desconformidade;
9.1.13.2.3. definição do processo de aferição da desconformidade que leva à multa (e.g. cálculo
do nível de serviço obtido);
9.1.13.2.4. definição da forma de cálculo da multa, de modo que seja o mais simples possível;
9.1.13.2.5. definição das medidas a serem adotadas caso as multas se acumulem (e.g. distrato);
9.1.13.2.6. definição das condições para aplicações de glosas, bem como as respectivas formas
de cálculo;
9.1.13.3. estabelecimento de critérios de aceitabilidade de preços global e unitários, fixando
preços máximos global e unitário para os postos de trabalho e materiais utilizados, de forma que
propostas com valores superiores sejam desclassificadas;
9.1.14. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços
(isto é, processo de trabalho para a contratação de bens e serviços e a gestão dos contratos
decorrentes), os seguintes controles internos na etapa de gestão do contrato:
9.1.14.1. designação formal de todos os servidores, titulares e substitutos, que irão atuar na
gestão e fiscalização dos contratos;
9.1.14.2. juntada das portarias de designação dos servidores responsáveis pela gestão e
fiscalização dos contratos aos autos do processo administrativo da contratação;
9.1.14.3. utilização, quando da realização de repactuações, de informações gerenciais do contrato
115

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

para negociar valores mais justos para a Administração;


9.1.15. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços
(isto é, processo de trabalho para a contratação de bens e serviços e a gestão dos contratos
decorrentes), os seguintes controles internos na etapa de planejamento da contratação:
9.1.15.1. inclusão, no modelo de gestão do contrato, de mecanismos que permitam o
rastreamento dos pagamentos efetuados, isto é, que permitam, para cada pagamento executado,
identificar os bens ou serviços fornecidos pela contratada;
9.1.15.2. inclusão, no modelo de gestão do contrato, da exigência de que a garantia cubra o
pagamento de encargos trabalhistas e previdenciários não quitados pela contratada;
9.1.15.3. inclusão, no modelo de gestão do contrato, da obrigação de abertura de processo de
penalização da contratada pelo atraso na entrega da garantia contratual;
9.1.15.4. inclusão, nas cláusulas de penalidades, do atraso na entrega das garantias contratuais,
inclusive as respectivas atualizações de valores decorrentes de aditivos contratuais;
9.1.16. orientar os servidores envolvidos na atividade de acompanhamento e fiscalização dos
contratos, acerca do modelo de gestão adotado pela instituição;
9.1.17. estabelecer modelos de lista de verificação para atuação da consultoria jurídica na
emissão de pareceres aos quais se refere o art. 38, parágrafo único, da Lei 8.666/1993, podendo ser
adotados os modelos estabelecidos pela Advocacia-Geral da União;
9.1.18. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços
(isto é, processo de trabalho para a contratação de bens e serviços e a gestão dos contratos
decorrentes), listas de verificação para auxiliar as atividades desenvolvidas pelo pregoeiro ou comissão
de licitação durante a fase de seleção de fornecedor;
9.1.19. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços
(isto é, processo de trabalho para a contratação de bens e serviços e a gestão dos contratos
decorrentes), listas de verificação para os aceites provisório e definitivo na etapa de planejamento da
contratação, de modo que os atores da fiscalização tenham um referencial claro para atuar na fase de
gestão do contrato;
9.2. determinar à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com fundamento no
art. 43, inciso I, da Lei 8.443/1992, c/c o art. 250, inciso II, do Regimento Interno do TCU, que:
9.2.1. com fundamento no art. 71, inciso IX, da Constituição Federal, adote, no prazo de trinta
dias, as seguintes medidas:
9.2.1.1. exclusão da parcela “Itens Diversos (Mat/Maq/Equip)” da Planilha de Custos e
Formação de Preços do Contrato 55/2011, uma vez que essa parcela deveria ser retirada após doze
meses, conforme proposta da contratada;
9.2.1.2. exclusão da parcela “Aviso Prévio Trabalhado” das Planilhas de Custos e Formação de
Preços dos contratos 55/2011 e 85/2010, uma vez que essa parcela deveria ser retirada após doze
meses, conforme jurisprudência do TCU;
9.2.2. com fundamento no art. 71, inciso IX, da Constituição Federal, em atenção ao princípio da
legalidade, insculpido no art. 37, caput, da Constituição Federal, realize, no prazo de noventa dias,
levantamento dos valores pagos em decorrência das verbas “Itens Diversos (Mat/Maq/Equip)”, no
âmbito do Contrato 55/2011, e “Aviso Prévio Trabalhado”, no âmbito dos Contratos 55/2011 e
85/2010, adotando as medidas necessárias à recuperação dos valores pagos indevidamente;
9.2.3. encaminhe, no prazo de sessenta dias a contar da ciência deste acórdão, plano de ação para
a implementação das medidas prolatadas, contendo:
9.2.3.1. para cada determinação, o responsável (nome, cargo e CPF) pelo desenvolvimento das
ações;
9.2.3.2. para cada recomendação cuja implementação seja considerada conveniente e oportuna, o
prazo e o responsável (nome, cargo e CPF) pelo desenvolvimento das ações;
9.2.3.3. para cada recomendação cuja implementação não seja considerada conveniente ou
oportuna, justificativa da decisão;
116

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.3. dar ciência à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) sobre as seguintes
falhas ou impropriedades, para que sejam adotadas medidas internas com vistas à prevenção de
ocorrência de outras semelhantes:
9.3.1. a contratação de serviços de transporte de pessoas e de carga de documentos sem avaliação
das alternativas de soluções disponíveis no mercado para atender à necessidade que originou a
contratação (resolver o problema do transporte de pessoas e carga de documentos, a fim de identificar
a solução mais vantajosa dentre as existentes, considerando, por exemplo, as alternativas de compra de
veículos, locação de veículos e contratação de serviços de transporte pagos por km rodado, entre outras
possíveis), a exemplo do constatado no Contrato 50/2010, contraria o disposto no art. 6º, inciso IX,
alínea “c”, da Lei 8.666/1993;
9.3.2. a ausência de estudo para definição da produtividade da mão de obra que será utilizada na
contratação (ou na prorrogação de contrato) de serviços de limpeza, nos termos do art. 43, parágrafo
único, da IN/SLTI 2/2008, a exemplo do constatado no Contrato 55/2011, contraria o disposto no art.
6º, inciso IX, alínea “f”, e no art. 7º, § 4º, da Lei 8.666/1993;
9.3.3. a ausência de documento técnico que fundamente a definição do tamanho das áreas que
serão objeto de contratação de serviços de limpeza (e.g. planta do prédio ou laudo de medição), a
exemplo do constatado no Contrato 55/2011, contraria o disposto no art. 6º, inciso IX, alínea “f”, e no
art. 7º, § 4º, da Lei 8.666/1993;
9.3.4. a não definição da localização, quantidade e tipo de postos de trabalho de vigilância, à
semelhança do previsto no art. 49, inciso I, da IN/SLTI 02/2008, a exemplo do identificado na
contratação de serviços de vigilância (Contrato 85/2010), contraria o disposto no art. 6º, inciso IX,
alínea “c”, da Lei 8.666/1993;
9.3.5. a não definição dos diferentes turnos para os postos de vigilância, de acordo com as
necessidades da organização, para postos de escala 44h semanais, visando eliminar postos de 12 x 36h
que ficam ociosos nos finais de semana, à semelhança do previsto no art. 51-A da IN/SLTI 2/2008, a
exemplo do identificado na contratação de serviços de vigilância (Contrato 85/2010), contraria o
disposto no art. 6º, inciso IX, alínea “c”, da Lei 8.666/1993;
9.3.6. a contratação dos serviços especificados no Decreto 2.271/1997, sem a elaboração,
aprovação e publicação de plano de trabalho, bem como as prorrogações das contratações dessa
natureza, a exemplo do ocorrido nos Contratos 55/2011 e 85/2011, contraria os ditames do art. 2º do
supracitado decreto;
9.3.7. a falta de requisitos para aferição da qualidade dos serviços prestados e a ausência de
vinculação dos pagamentos realizados à entrega dos serviços com a qualidade contratada, constatadas
nas especificações dos objetos dos Contratos 55/2011 e 85/2010, contraria o princípio da eficiência,
insculpido no art. 37, caput, da Constituição Federal;
9.3.8. a contratação de serviços de limpeza e conservação sem avaliação da possibilidade de
incrementar, como obrigação da contratada, a adoção de novas práticas de sustentabilidade na
execução dos serviços (e.g. utilização de equipamentos de limpeza que não gerem ruído no seu
funcionamento e realização de um programa interno de treinamento de seus empregados, nos três
primeiros meses de execução contratual, para redução de consumo de energia elétrica, de consumo de
água e redução de produção de resíduos sólidos), a exemplo do constatado no Contrato 55/2011,
contraria o art. 3º da Lei 8.666/1993, o art. 6º da IN/SLTI/MPOG 1/2010, e o art. 42, inciso III, da IN
SLTI 2/2008;
9.3.9. a contratação de serviços de limpeza e de vigilância sem realização de estudos técnicos
preliminares que contemplem avaliação do custo/benefício do modelo de fiscalização administrativa
que será utilizado, considerando, além da conta vinculada, outras possibilidades como a aplicação dos
controles previstos no Acórdão 1.214/2013-TCU-Plenário (combinação de controles mais rígidos na
seleção do fornecedor - e.g. itens 9.1.10, 9.1.12 e 9.1.13 - com controles mais eficientes na fiscalização
- e.g. itens 9.1.2, 9.1.3, 9.1.4, 9.1.5.6, 9.1.6.6, 9.1.7, 9.1.8 e 9.1.9) e a possibilidade de contratação de
empresa especializada para apoiar a avaliação do cumprimento, pelas contratadas, das obrigações
117

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

trabalhistas, previdenciárias e para com o FGTS, a exemplo do constatado no Contrato 55/2011 e no


Contrato 85/2010, contraria o disposto no art. 14 do Decreto-lei 200/1967, bem como o princípio da
eficiência;
9.3.10. as cláusulas estabelecendo a obrigatoriedade de vistoria prévia às instalações onde os
serviços serão prestados como condição de habilitação, a exemplo do ocorrido no item 5 do Edital
27/2010, afronta o art. 3º, § 1º, inciso I, da Lei 8.666/1993;
9.3.11. a fixação de valores para os salários a serem pagos pela contratada aos seus empregados,
a exemplo do verificado no item 10 do Anexo II do Edital 27/2010, constitui intervenção indevida na
gestão da contratada, e afronta o princípio da eficiência;
9.3.12. a fixação de prazo exíguo para início da prestação do serviço contratado, sem justificativa
para tal, a exemplo do verificado no item 5.1 do Edital 133/2009, é incompatível com a necessidade de
mobilizar pessoas para prestação dos serviços, e afronta o art. 3º, § 1º, inciso I, da Lei 8.666/1993;
9.3.13. a realização de pagamentos em desacordo com o previsto no contrato, conforme
verificado nos pagamentos dos Contratos 55/2011 e 85/2010, afronta o art. 66 da Lei 8.666/1993;
9.4. dar ciência desta deliberação à Universidade Federal do Rio Grande do Norte;
9.5. arquivar os presentes autos, nos termos do disposto no art. 169, inciso V, do Regimento
Interno do TCU.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2749-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti (Relator) e Marcos
Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2750/2015 - TCU - Plenário

1. Processo TC-023.270/2014-4
2. Grupo: II - Classe: V Assunto: Auditoria.
3. Interessado: Tribunal de Contas da União.
4. Unidade: Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-7ª).
5. Relator: Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade técnica: Secex/RJ.
8. Representação Legal: não há.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de auditoria integrante dos trabalhos de Fiscalização
de Orientação Centralizada (FOC) - Governança e Gestão das Aquisições, realizada com os objetivos
de avaliar se as práticas de governança e gestão das aquisições no Tribunal Regional do Trabalho da 7ª
Região apresentam-se aderentes às boas práticas e à legislação pertinente, bem como dar sequência ao
trabalho realizado no TC-025.068/2013-0, que consistiu no levantamento da situação de governança e
gestão das aquisições na Administração Pública Federal (Perfil Governança das Aquisições - Ciclo
2013),
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. determinar Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região, com fulcro no artigo 43, inciso I, da
118

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Lei 8.443/1992, c/c o artigo 250, inciso II, do Regimento Interno do TCU, que:
9.1.1. em atenção ao art. 6º, inciso IX, alínea “f”, e ao artigo 7º, parágrafo 4º, da Lei 8.666/1993,
antes de eventual prorrogação do contrato de limpeza em vigor, ou da elaboração de edital para
licitação com vistas a substituí-lo, inclua nos estudos técnicos preliminares da contratação:
9.1.1.1. estudo e definição da produtividade de mão de obra que será utilizada na prestação de
serviços de limpeza, à semelhança do previsto no artigo 43, parágrafo único, da IN-SLTI 2/2008;
9.1.1.2. definição do tamanho das áreas que serão objeto de limpeza com base em planta do
prédio atualizada ou documento técnico equivalente;
9.1.2. em atenção ao art. 6º, inciso IX, alínea c, da Lei 8.666/1993, antes da elaboração de edital
para licitação com vistas a substituir o contrato de vigilância em vigor, realize estudo técnico
preliminar com objetivo de definir a localização, quantidade e tipo de todos os postos de trabalho de
vigilância, à semelhança do previsto no art. 49, inciso I, da IN-SLTI 02/2008;
9.1.3. em atenção ao art. 3º, caput, da Lei 8.666/1993, antes da eventual prorrogação do contrato
de limpeza e conservação, ou da licitação com vistas a substituí-lo, avalie a possibilidade de incluir
como obrigação da contratada a adoção de práticas de sustentabilidade na execução dos serviços de
limpeza e conservação, à semelhança do contido no art. 6º da IN-SLTI/MPOG 01/2010, e no art. 42,
inciso III, da IN-SLTI 2/2008;
9.1.4. em atenção ao art. 65, § 5º, da Lei 8.666/1993, e ao princípio da legalidade, informe ao
TCU, no prazo de sessenta dias, os resultados alcançados em cumprimento às orientações contidas no
item 9.2.1 do Acórdão 2.859/2013-TCU-Plenário, incluindo detalhamento da quantidade de contratos
revisados e a economia (redução de valor contratual) obtida, e as providências para reaver os valores
pagos a maior;
9.1.5. encaminhe ao TCU, no prazo de sessenta dias, plano de ação para a implementação das
medidas constantes deste acórdão, contendo:
9.1.5.1. para cada determinação, as ações que serão adotadas pelo órgão, o prazo (caso não
estipulado) e o responsável (nome, cargo e CPF) pelo desenvolvimento das ações;
9.1.5.2. para cada recomendação cuja implementação seja considerada conveniente e oportuna,
as ações que serão adotadas pela organização, o prazo e o responsável (nome, cargo e CPF) pelo
desenvolvimento das ações;
9.1.5.3. para cada recomendação cuja implementação não seja considerada conveniente ou
oportuna, justificativa da decisão;
9.2. recomendar ao Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região, com fulcro no art. 43, inciso I,
da Lei 8.443/1992, c/c o art. 250, inciso III, do Regimento Interno do TCU, que avalie a conveniência
e a oportunidade de adotar os seguintes procedimentos, com vistas à melhoria do sistema de controle
interno da organização:
9.2.1. expedir orientações no sentido de que, quando pertinente, a escolha dos ocupantes de
funções-chave, funções de confiança ou cargos em comissão na área de aquisições seja fundamentada
nos perfis de competências definidos no modelo e sempre pautada pelos princípios da transparência, da
motivação, da eficiência e do interesse público;
9.2.2. realizar avaliação quantitativa e qualitativa de pessoal do setor de aquisições, de forma a
delimitar as necessidades de recursos humanos para que esse setor realize a gestão das atividades de
aquisições da organização;
9.2.3. estabelecer diretrizes para área de aquisições incluindo:
9.2.3.1. estratégia de terceirização (aqui considerada como execução indireta de serviços de
forma generalizada, com ou sem cessão de mão de obra);
9.2.3.2. política de compras;
9.2.3.3. política de estoques;
9.2.3.4. política de compras conjuntas;
9.2.4. estabelecer, em normativos internos:
9.2.4.1. as competências, atribuições e responsabilidades dos dirigentes, inclusive quanto à
119

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

delegação de competências, com respeito às aquisições, incluindo a responsabilidade pelo


estabelecimento de políticas e procedimentos de controles internos necessários para mitigar os riscos
nas aquisições;
9.2.4.2. as competências, atribuições e responsabilidades dos cargos efetivos da área de
aquisições, em especial dos pregoeiros e fiscais de contratos;
9.2.4.3. controles internos para monitorar os atos delegados relativos às contratações;
9.2.5. avaliar a necessidade de atribuir a um comitê, integrado por representantes dos diversos
setores da organização, a responsabilidade por auxiliar a Alta Administração nas decisões relativas às
aquisições, com o objetivo de buscar o melhor resultado para a organização como um todo;
9.2.6. estabelecer diretrizes para o gerenciamento de riscos da área de aquisições;
9.2.7. capacitar os gestores na área de aquisições em gestão de riscos;
9.2.8. realizar gestão de riscos das aquisições;
9.2.9. incluir nas atividades de auditoria interna a avaliação de governança e de gestão de riscos
da organização, bem como dos controles internos na função aquisição;
9.2.10. publicar na internet a agenda de compromissos públicos do principal gestor responsável
pelas aquisições;
9.2.11. executar processo de planejamento das aquisições contemplando, pelo menos:
9.2.11.1. elaboração, com participação de representantes dos diversos setores da organização, de
um documento que materialize o plano de aquisições, contemplando, para cada contratação pretendida,
informações como: descrição do objeto, quantidade estimada para a contratação, valor estimado,
identificação do requisitante, justificativa da necessidade, período estimado para a aquisição,
programa/ação suportado (a) pela aquisição, e objetivo estratégico apoiado pela aquisição;
9.2.11.2. aprovação pela mais alta autoridade da organização, do plano de aquisições;
9.2.11.3. divulgação do plano de aquisições na internet;
9.2.11.4. acompanhamento periódico da execução do plano para a correção de desvios;
9.2.12. elaborar e aprovar um Plano de Gestão de Logística Sustentável (PLS), contendo
objetivos e responsabilidades definidas, ações, metas, prazos de execução e mecanismos de
monitoramento e avaliação, que permita à organização estabelecer práticas de sustentabilidade e
racionalização de gastos e processos, publicando no seu sítio na internet o PLS aprovado;
9.2.13. estabelecer mecanismos de monitoramento para acompanhar a execução do PLS;
9.2.14. estabelecer um modelo de competências para os ocupantes das funções-chave da área de
aquisições, em especial daqueles que desempenham papeis ligados à governança e à gestão das
aquisições;
9.2.15. elaborar Plano Anual de Capacitação para a organização contemplando ações de
capacitação voltadas para a governança e gestão das aquisições;
9.2.16. adotar mecanismos para acompanhar a execução do Plano Anual de Capacitação;
9.2.17. definir um processo formal de trabalho para:
9.2.17.1. planejamento de cada uma das aquisições;
9.2.17.2. seleção do fornecedor;
9.2.17.3. gestão dos contratos;
9.2.18. estabelecer e adotar padrões para especificações técnicas de objetos contratados
frequentemente;
9.2.19. adotar minutas de editais e contratos, podendo valer-se das minutas publicadas pela
Advocacia-Geral da União;
9.2.20. estabelecer e adotar procedimentos para elaboração das estimativas de preços das
contratações;
9.2.21. incluir, no modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e a
gestão dos contratos decorrentes que vierem a ser elaborados em atenção ao subitem 9.2.17 deste
acórdão, o seguinte controle interno na etapa de elaboração dos estudos técnicos preliminares: realizar
levantamento de mercado junto a diferentes fontes possíveis, efetuando levantamento de contratações
120

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

similares feitas por outros órgãos, consulta a sítios na internet (e.g. portal do software público), visita a
feiras, consulta a publicações especializadas (e.g. comparativos de soluções publicados em revistas
especializadas) e pesquisa junto a fornecedores, a fim de avaliar as diferentes soluções que possam
atender às necessidades que originaram a forma de prestação de serviços utilizada (art. 6º, inciso IX,
alínea “c”, da Lei 8.666/1993);
9.2.22. incluir, no modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e a
gestão dos contratos decorrentes que vierem a ser elaborados em atenção ao subitem 9.2.17 deste
acórdão:
9.2.22.1. os seguintes controles internos na etapa de elaboração dos estudos técnicos
preliminares:
9.2.22.1.1. definição do método de cálculo das quantidades de materiais necessários à
contratação;
9.2.22.1.2. documentação do método utilizado para a estimativa de quantidades no processo de
contratação, juntamente com os documentos que lhe dão suporte;
9.2.22.2. o seguinte controle interno na etapa de fiscalização técnica do contrato:
9.2.22.2.1. manter controle gerencial acerca da utilização dos materiais empregados nos
contratos, a fim de subsidiar a estimativa para as futuras contratações;
9.2.23. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e
a gestão dos contratos decorrentes, e a gestão dos contratos decorrentes que vierem a ser elaborados
em atenção ao item 2.17 retro (letras “a” e “c”), os seguintes controles internos:
9.2.23.1. na etapa de elaboração dos estudos técnicos preliminares:
9.2.23.1.1. definição do método de cálculo das quantidades de postos de trabalho necessários à
contratação;
9.2.23.1.2. documentação do método utilizado para a estimativa de quantidades no processo de
contratação, juntamente com os documentos que lhe dão suporte;
9.2.23.2. na etapa de fiscalização técnica do contrato:
9.2.23.2.1. manter controle gerencial acerca da produtividade do pessoal empregado nos
contratos, a fim de subsidiar a estimativa para as futuras contratações;
9.2.24. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e
a gestão dos contratos decorrentes que vierem a ser elaborados em atenção ao subitem 9.2.17 deste
acórdão, inclua o seguinte controle interno na etapa de elaboração do termo de referência ou projeto
básico, previsão, no modelo de gestão do contrato, quando se tratar de contratação de serviços, da
segregação das atividades de recebimento de serviços de forma que:
9.2.24.1. o recebimento provisório, a cargo do fiscal que acompanha a execução do contrato,
baseie-se no que foi observado ao longo do acompanhamento e fiscalização (art. 73, inciso I, “a”, da
Lei 8.666/1993);
9.2.24.2. o recebimento definitivo, a cargo de outro servidor ou comissão responsável pelo
recebimento definitivo, deve basear-se na verificação do trabalho feito pelo fiscal e na verificação de
todos os outros aspectos do contrato que não a execução do objeto propriamente dita (art. 73, inciso I,
“b”, da Lei 8.666/1993);
9.2.25. incluir, no modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e de
gestão dos contratos decorrentes que vierem a ser elaborados em atenção ao subitem 9.2.17 deste
acórdão, na etapa de elaboração dos estudos técnicos preliminares, o controle interno consistente na
avaliação, no caso de contratação de serviços continuados, das diferentes possibilidades de critérios de
qualificação econômico-financeiras previstas no art. 19, inciso XXIV, da IN-SLTI 02/2008,
considerando os riscos de sua utilização ou não;
9.2.26. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e
de gestão dos contratos decorrentes que vierem a ser elaborados em atenção ao subitem 9.2.17 deste
acórdão, na etapa de elaboração do termo de referência ou projeto básico, o controle interno
consistente no estabelecimento de critérios de aceitabilidade de preços global e unitários, fixando
121

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

preços máximos para mão de obra e materiais utilizados, de forma que propostas com valores
superiores sejam desclassificadas;
9.2.27. incluir, no modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e de
gestão dos contratos decorrentes que vierem a ser elaborados em atenção ao subitem 9.2.17 deste
acórdão, na etapa de elaboração do termo de referência ou projeto básico, o controle interno
consistente na previsão, no edital de pregão, de cláusulas de penalidades específicas para cada conduta
que possa se enquadrar no contido no art. 7º da Lei 10.520/2002, observando os princípios da
proporcionalidade e prudência;
9.2.28. incluir, no seu modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e
a gestão dos contratos decorrentes que vierem a ser elaborados em atenção ao subitem 9.2.17 deste
acórdão, na etapa de gestão do contrato, o controle interno consistente na exigência, antes do início da
execução contratual, da designação formal do preposto responsável por representar à contratada
durante esse período;
9.2.29. incluir, no modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e a
gestão dos contratos decorrentes que vierem a ser elaborados em atenção ao subitem 9.2.17 deste
acórdão, os seguintes controles internos na etapa de gestão do contrato:
9.2.29.1. avaliação dos riscos de descumprimento pela contratada das obrigações trabalhistas,
previdenciárias e com o FGTS para determinar a extensão das amostras que serão utilizadas na
fiscalização do cumprimento:
9.2.29.1.1. das obrigações trabalhistas pela contratada, levando-se em consideração falhas que
impactem o contrato como um todo e não apenas erros e falhas eventuais no pagamento de alguma
vantagem a um determinado empregado;
9.2.29.1.2. das contribuições previdenciárias e dos depósitos do FGTS, por meio da análise dos
extratos retirados pelos próprios empregados terceirizados utilizando-se do acesso às suas próprias
contas (o objetivo é que todos os empregados tenham tido extratos avaliados ao final de um ano - sem
que isso signifique que a análise não possa ser realizada mais de uma vez para um mesmo empregado,
garantindo assim o “efeito surpresa” e o benefício da expectativa do controle);
9.2.29.2. documentação da sistemática de fiscalização utilizada em cada período;
9.2.30. estabelecer modelos de lista de verificação para atuação da consultoria jurídica na
emissão de pareceres de que trata o art. 38, parágrafo único, da Lei 8.666/1993, em especial, na
aprovação das minutas de instrumentos convocatórios das licitações, podendo adotar os modelos
estabelecidos pela Advocacia-Geral da União;
9.2.31. estabelecer uma lista de verificação para atuação do pregoeiro ou da comissão de
licitação durante a fase de seleção do fornecedor;
9.2.32. incluir, no modelo de processo de aquisições para a contratação de bens e serviços, e a
gestão dos contratos decorrentes que vierem a ser elaborados em atenção ao subitem 9.2.17 deste
acórdão, na etapa de planejamento da contratação, o controle interno consistente na inclusão, no
modelo de gestão do contrato, de listas de verificação para os aceites provisório e definitivo, de modo
que os atores da fiscalização tenham um referencial claro para atuar na fase de gestão do contrato;
9.2.33. estabelecer modelos de lista de verificação para atuação da consultoria jurídica na
emissão de pareceres de que trata o art. 38, parágrafo único, da Lei 8.666/1993, em especial, na
aprovação das minutas de ajustes decorrentes de repactuações, podendo ser adotados os modelos
estabelecidos pela Advocacia-Geral da União;
9.2.34. em atenção ao art. 6º, inciso IX, alínea “c”, da Lei 8.666/1993, antes de eventual
elaboração de edital para licitação com vistas à contratação de serviços de transporte de pessoas,
cargas e materiais, incluir, nos estudos técnicos preliminares da contratação, a avaliação das
alternativas de soluções disponíveis no mercado para atender à necessidade, a fim de identificar a
solução mais vantajosa dentre as existentes, considerando, por exemplo, as alternativas de compra de
veículos, locação de veículos e contratação de serviços de transporte pagos por quilômetro rodado;
9.3. com fundamento no art. 250, inciso V, do Regimento Interno do TCU, determinar a oitiva
122

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região e da empresa contratada por meio do Contrato 13/2011
a respeito da inclusão, na planilha de custos e formação de preços do contrato, da parcela referente
despesas com treinamento, capacitação e reciclagem como item Insumos de Mão de Obra do Contrato
13/2011, visto que tal parcela já é coberta pela rubrica Despesas Administrativas, conforme o item
1.5.2 do Acórdão 825/2010-TCU-Plenário;
9.4. dar ciência ao Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região acerca da impropriedade
consistente na falta de requisitos para aferição da qualidade dos serviços prestados e a vinculação dos
pagamentos realizados à entrega dos serviços com a qualidade, constatadas nas especificações do
objeto dos Contratos 13/2011 e 13/2012, em afronta ao princípio da eficiência, insculpido no art. 37,
caput, da Constituição Federal; e
9.5. dar ciência desta deliberação ao Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2750-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti (Relator) e Marcos
Bemquerer Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2751/2015 – TCU – Plenário

1. Processo n. TC 011.470/2015-1.
2. Grupo: I – Classe de Assunto: V – Relatório de Levantamento de Auditoria.
3. Interessado: Secex/PI.
4. Órgãos/Entidades: Codevasf – Superintendência Regional de Teresina/PI – 7ª SR e Entidades/
órgãos do Governo do Estado do Piauí.
5. Relator: Ministro-Substituto Marcos Bemquerer Costa.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secex/PI.
8. Advogados constituídos nos autos: não há

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos do Relatório de Levantamento de Auditoria realizado
no âmbito do tema “Desenvolvimento” com recorte da Região Nordeste (FiscNordeste) cujo objetivo
específico foi obter uma visão ampla e abrangente da situação geográfica e econômico-social do
Estado do Piauí.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão Plenária, ante as
razões expostas pelo Relator, em:
9.1. determinar à Secretaria de Controle Externo no Estado do Piauí – Secex/PI que, no processo
de planejamento de suas ações de controle externo, utilize as informações obtidas nestes autos como
parâmetro para definição das áreas prioritárias que devem ser objeto de fiscalizações por parte deste
Tribunal;
9.2. encaminhar cópia desta deliberação, bem como do Relatório e do Voto que a fundamentam,
à Secretaria de Controle Externo no Estado de Pernambuco – Secex/PE, com vistas a subsidiar o
trabalho de consolidação das informações relativas ao Estado do Piauí, no âmbito da construção do
Relatório Sistêmico da Região Nordeste;
9.3. arquivar os presentes autos.
123

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2751-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa (Relator).
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2752/2015 – TCU – Plenário

1. Processo TC-024.630/2012-8. Apenso: TC-008.393/2015-0.


2. Grupo: II – Classe de Assunto: V – Monitoramento – Relatório de Auditoria de
Conformidade.
3. Interessado: Congresso Nacional.
4. Entidades: Secretaria Executiva do Ministério das Cidades, Caixa Econômica Federal,
Secretaria de Estado do Trabalho, Habitação e da Assistência Social (Sethas) do Governo do Estado do
Rio Grande do Norte e Companhia Estadual de Habitação e Desenvolvimento Urbano (Cehab).
5. Relator: Ministro-Substituto Marcos Bemquerer Costa.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidades Técnicas: Secex/RN e SeinfraUrbana.
8. Advogado constituído nos autos: não há.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos do monitoramento das determinações exaradas no
Relatório de Auditoria de Conformidade integrante da Fiscalização de Orientação Centralizada – FOC,
objetivando avaliar a execução das obras de construção de unidades habitacionais em Natal/RN
(Contrato de Repasse n. 226.012-13/2007), obras essas previstas no Programa de Aceleração do
Crescimento – PAC.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão Plenária, ante as
razões expostas pelo Relator, em:
9.1. determinar:
9.1.1 ao Ministério das Cidades, à Caixa Econômica Federal e ao Estado do Rio Grande do
Norte que apresentem, no prazo de 90 (noventa) dias, a contar da ciência deste Acórdão, a
comprovação das providências adotadas para retomada da execução das obras relativas ao Contrato de
Repasse n. 621.856;
9.1.2 ao Ministério das Cidades que:
9.1.2.1 na impossibilidade configurada de retomada da execução da obra, nos termos do subitem
acima, apresente em 60 (sessenta) dias, a contar do prazo final de sua apresentação, o resultado da
análise da prestação de contas do Contrato de Repasse n. 621.856;
9.1.2.2 em qualquer das hipóteses aventadas nos subitens 9.1.1 ou 9.1.2.1 acima, avalie a
possibilidade de dano ao erário e, se for o caso, adote as medidas indicadas no art. 8º da Lei n.
8.443/1992;
9.2 remeter cópia deste Acórdão, assim como do Relatório e do Voto que o fundamentam, ao
Procurador da República no Estado do Rio Grande do Norte, Sr. Paulo Sérgio Duarte da Rocha Júnior,
interessado no TC-008.393/2015-0, em apenso.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


124

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.


12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2752-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa (Relator).
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2753/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 029.083/2013-3.
2. Grupo II – Classe de Assunto: I – Agravo (Desestatização)
3. Agravante: Augusto Rodrigues Coutinho de Melo (331.556.234-20).
4. Unidades/Interessado:
4.1. Unidades: Agência Nacional de Transportes Aquaviários – Antaq e Secretaria de Portos da
Presidência da República – SEP/PR.
4.2. Interessado: Tribunal de Contas da União.
5. Relator: Ministro Marcos Bemquerer Costa.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: não atuou.
8. Advogado: Apuám Carvalho da Costa (OAB-DF nº 32.322).

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos em que se aprecia agravo interposto pelo Deputado
Federal Augusto Rodrigues Coutinho de Melo contra o despacho que recebeu peça nominada de
embargos de declaração como mera petição, nos termos do art. 287, § 6º, do Regimento Interno do
TCU, e negou-lhe seguimento,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário,
ante as razões expostas pelo Relator, em:
9.1. conhecer do agravo, com fundamento no art. 289 do Regimento Interno deste Tribunal,
interposto pelo Deputado Federal Augusto Rodrigues Coutinho de Melo para, no mérito, negar-lhe
provimento;
9.2. dar ciência desta deliberação ao agravante.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2753-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa (Relator).
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

ACÓRDÃO Nº 2754/2015 – TCU – Plenário

1. Processo n. TC 035.902/2011-6.
2. Grupo II – Classe de Assunto: I – Embargos de Declaração.
3. Interessado: José Tadeu da Silva (720.451.168-91).
125

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

4. Entidade: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo.


5. Relator: Ministro-Substituto Marcos Bemquerer Costa.
6. Representante do Ministério Público: Procurador-Geral Paulo Soares Bugarin.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo em São Paulo (Secex/SP).
8. Representação Legal: Thiago Santos de Araújo (OAB/SP 324.659), Fátima Cristina Pires
Miranda (OAB/SP 109.889), Wilton Luís da Silva Gomes (OAB/SP 220.788), Cristiano Vilela de
Pinho (OAB/SP 221.594), Renan Bronzatto Adorno (OAB/SP 301.385), Priscila Lima Aguiar
Fernandes (OAB/SP 312.943), Rubens Catirce Júnior (OAB/SP 316.306), Gabriel Angeli Pesato
(OAB/SP 329.916), Juliana Ferreira Andrade da Silva (OAB/SP 335.963), Flávia Botta (OAB/SP
351.859), Eduardo Conde da Silva Júnior (OAB/SP 357.171), Erika Juliane Nakamura (OAB/SP
207.524-E), Camille Vaz Hurtado Pavani (OAB/SP 223.302), Erika Alves Oliver Watermann
(OAB/SP 181.904), Adriana Ferreira (OAB/SP 324.077), Antony Araújo Couto, OAB/SP 226.033,
Jadir José Alberti (OAB/SC 33.692B), Renata Valéria Pinho Casale Cohen (OAB/SP 225.847), César
Eduardo Abranches Cavalcante Foratiero (OAB/SP 199.304-E), Robson do Nascimento Ribeiro
(OAB/SP 206.013-E).

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de Embargos de Declaração opostos contra o
Acórdão n. 1.656/2015 – Plenário, por parte do Sr. José Tadeu da Silva, ex-Presidente do Conselho
Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo – Crea/SP.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão do Plenário,
ante as razões expostas pelo Relator, em:
9.1 conhecer dos presentes Embargos de Declaração referentes ao Acórdão n. 1.656/2015 –
Plenário, opostos pelo Sr. José Tadeu da Silva, para, no mérito, negar-lhes provimento;
9.2. declarar, de ofício, a nulidade do aludido Acórdão n. 1.656/2015 – Plenário, somente em
relação ao Sr. Ariosto Mila Peixoto, ante o descumprimento do § 1º do art. 236 do Código de Processo
Civil;
9.3. determinar à Secex/SP que providencie a notificação do Sr. Ariosto Mila Peixoto acerca da
deliberação inserta no subitem 9.2 retro e a reinstrução dos autos;
9.4 dar ciência desta Deliberação ao Sr. José Tadeu da Silva.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2754-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa (Relator).

ACÓRDÃO Nº 2755/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 006.374/2012-3.
1.1. Apenso: 006.439/2010-1
2. Grupo I –Classe V - Assunto: Relatório de Auditoria.
3. Interessados/Responsáveis:
3.1. Interessado: Congresso Nacional.
3.2. Responsáveis: Adalva Pereira Tonhá de Menezes (CPF 117.579.905-00); Caixa Econômica
Federal (00.360.305/0001-74); Cláudia Maia de Freitas (599.430.451-87); Companhia de
Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (13.595.251/0001-08); Deir Nazareth Andrade Costa da
126

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Silva (CPF 268.879.165-68); Dellano Carvalho Abreu (811.902.555-53); Gilbert Souza Santos
(728.893.815-87); José Ubiratan Cardoso Matos (452.920.195-34); Leonardo Barbosa dos Santos
(959.199.295-53); Luiz Eduardo Lopes Jenkins (066.694.505-59); Ministério das Cidades
(vinculador); Márcio Reis de Jesus (917.762.605-20); Rita de Cássia Alves de Sousa (CPF
408.825.945-91); Sz Construtora e Incorporadora Ltda (09.655.659/0001-50).
4. Órgãos/Entidades: Caixa Econômica Federal; Companhia de Desenvolvimento Urbano do
Estado da Bahia; Ministério das Cidades (vinculador).
5. Relator: Ministro-Substituto Weder de Oliveira.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Urbana (SeinfraUrb).
8. Representação legal: Murilo Oliveira Leitão (17611/ OAB-DF) e outros, representando a
Caixa Econômica Federal.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de auditoria de obras realizada no Ministério das
Cidades, na Caixa Econômica Federal (Caixa) e na Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado
da Bahia (Conder), com o objetivo de fiscalizar a contratação e execução de obras de urbanização do
bairro Nova Constituinte em Salvador/BA, custeadas pelo contrato de repasse 218.855-47/2007.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator em:
9.1. acolher parcialmente as razões de justificativa da Sra. Adalva Pereira Tonhá de Menezes
(CPF 117.579.905-00);
9.2. considerar elidida a imputação inicialmente feita às Sras. Rita de Cássia Alves de Sousa
(CPF 408.825.945-91) e Deir Nazareth Andrade Costa da Silva (CPF 268.879.165-68);
9.3. dar ciência desta deliberação à Caixa Econômica Federal, à Companhia de Desenvolvimento
Urbano do Estado da Bahia, ao Ministério das Cidades, aos responsáveis e à Comissão Mista de
Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional;
9.4. encerrar o presente processo e arquivar os autos.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2755-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira (Relator).

ACÓRDÃO Nº 2756/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 022.899/2015-4.
2. Grupo I – Classe II - Assunto: Solicitação do Congresso Nacional.
3. Interessado: Comissão Parlamentar de Inquérito - Câmara dos Deputados.
4. Entidade: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
5. Relator: Ministro-Substituto Weder de Oliveira.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo da Administração Indireta no Rio de Janeiro
(SecexEstataisRJ).
8. Representação legal: André Carvalho Teixeira, 18135/OAB-DF, e outros, representando o
127

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de solicitação do Congresso Nacional em que a
Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados destinada a investigar supostas
irregularidades no BNDES requer cópia do TC 012.641/2009-2.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão Plenária, ante as
razões expostas pelo relator, em:
9.1. conhecer da presente solicitação do Congresso Nacional, nos termos do art. 4º, I, ‘b’, da
Resolução TCU 215/2008;
9.2. encaminhar cópia do TC 012.641/2009-2 à Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara
dos Deputados destinada a investigar supostas irregularidades no BNDES, informando-a de que o
processo encontra-se em fase de instrução, não havendo até o momento decisão desta Corte;
9.3. solicitar à referida Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados, em sede
do art. 25, § 2º, da Lei 12.527/2011 e do art. 4º, § 2º, da Resolução TCU 254/2013, a necessidade de
observar a salvaguarda de sigilo que recai sobre as peças referenciadas na peça 178 do
TC 012.641/2009-2;
9.4. considerar integralmente atendida a presente solicitação do Congresso Nacional;
9.5. encerrar o processo e arquivar os autos.

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2756-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro,
José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira (Relator).

ENCERRAMENTO

Às 17 horas e 54 minutos, a Presidência encerrou a sessão, da qual foi lavrada esta ata, a ser aprovada
pelo Presidente e homologada pelo Plenário.

MARCIA PAULA SARTORI


Subsecretária do Plenário

Aprovada em 4 de novembro de 2015.

AROLDO CEDRAZ DE OLIVEIRA


Presidente

ANEXO I DA ATA Nº 43, DE 28 DE OUTUBRO DE 2015


(Sessão Ordinária do Plenário)

COMUNICAÇÕES

Comunicações proferidas pela Presidência.


128

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

COMUNICAÇÃO DA PRESIDÊNCIA

Senhores Ministros,
Senhor Procurador-Geral,

Tenho a grata satisfação de comunicar a Vossas Excelências que, no período de planejamento que se
encerrou em setembro último, esta Corte de Contas alcançou o expressivo desempenho de 112,97%.
Foi determinante, para esse resultado, a superação da meta dos seguintes indicadores: o índice de
trabalhos de especial relevância, bem como o de atos de pessoal, apreciados conclusivamente; e o índice de
redução do estoque de processos autuados até 2012.
Aproveito para agradecer o empenho dos Ministros, Ministros-Substitutos, Membros do Ministério
Público junto ao TCU e servidores desta Casa para o alcance das metas, o que demonstra o elevado
compromisso de todos com os objetivos institucionais.
Informações detalhadas sobre os resultados obtidos nessa fase, os processos considerados prioritários
e a situação dos autos por gabinete e por secretaria estão disponíveis para consulta no Portal Corporativo do
Tribunal.

TCU, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 28 de outubro de 2015.

AROLDO CEDRAZ DE OLIVEIRA


Presidente

COMUNICAÇÃO DA PRESIDÊNCIA

Senhora Ministra,
Senhores Ministros,
Senhor Procurador-Geral,

Comunico a Vossas Excelências que no último dia 5 de outubro o TCU foi eleito, por unanimidade,
para presidir o Comitê de Criação de Capacidades (CCC) da Organização Latino-Americana e do Caribe de
Entidades Fiscalizadoras Superiores (Olacefs), para o triênio 2016-2018.
Naquela ocasião, enfatizei o caráter técnico das propostas constantes da postulação desta Corte ao
cargo e enfatizei relevantes resultados obtidos por meio das auditorias coordenadas e de significativa
quantidade de cursos virtuais que o Tribunal ofereceu no âmbito do CCC.
A Entidade Fiscalizadora Superior (EFS) do Peru, candidata ao cargo e que presidia o comitê há oito
anos, diante das diversas manifestações oficiais de apoio ao TCU, optou por desistir do seu pleito e aderir à
candidatura brasileira.
Oportuno registrar que nossas propostas foram apresentadas pelo Ministro-substituto Weder de
Oliveira na reunião anual do CCC, realizada no período de 14 a 16 de outubro, em Santo Domingo, na
República Dominicana.
TCU, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 28 de outubro de 2015.

AROLDO CEDRAZ DE OLIVEIRA


Presidente

COMUNICAÇÃO DA PRESIDÊNCIA
129

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Senhores Ministros,
Senhor Procurador-Geral,

Comunico a Vossas Excelências que o Tribunal de Contas da União sediará nos dias 3 e 4 de
novembro próximos, no Auditório Ministro Pereira Lira, o “Seminário Internacional - Governança e
Desenvolvimento: Práticas Inovadoras e o Papel do Controle Externo”, no qual será lançado o segundo
produto do estudo internacional TCU-OCDE: Supreme Audit Institutions: External oversight, insight
and foresight, que consolida visões e abordagens inovadoras sobre a atuação das Entidades Fiscalizadoras
Superiores (EFS).
O encontro reunirá representantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico
(OCDE) e atores-chave dos poderes Executivo e Legislativo brasileiro, da academia e das EFS que integram
o estudo, procedentes da Polônia, da África do Sul, dos Estados Unidos, do Chile, da Suécia e do Peru, além
de palestrantes nacionais e estrangeiros.
Aproveitando a oportunidade da estada do Secretário-Geral da OCDE no mencionado evento, esta
Presidência irá assinar, em nome deste Tribunal, Protocolo de Intenções com aquela Organização, o qual
tem por objetivo dar continuidade à parceria que já existe, desde 2011, entre esta Corte de Contas e aquela
Organização e que tem apresentado excelentes resultados.
A nova fase dessa parceria tem por objeto a realização de estudo internacional sobre o
“Aprimoramento da Coordenação e do Desempenho de Políticas Públicas Descentralizadas por meio de
Auditorias Coordenadas”, a ser conduzido pela OCDE no período de 2016 a 2019.
Oportunamente, trarei ao conhecimento deste Plenário o Acordo de Cooperação que será firmado
entre o Tribunal e a OCDE.
Portanto, convido a todos, autoridades e servidores desta Casa, para prestigiarem o evento, em
especial a abertura, que acontecerá no dia 3, às 10h30, em nossa Sala de Conferências, oportunidade em que
os enviados da OCDE mostrarão o status do projeto em curso, tratarão de temas de relevância para o
estreitamento da parceria Brasil-OCDE e apresentarão detalhes sobre novo projeto a ser celebrado com a
entidade.
TCU, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 28 de outubro de 2015.

AROLDO CEDRAZ DE OLIVEIRA


Presidente

COMUNICAÇÃO DA PRESIDÊNCIA

Senhores Ministros,
Senhor Procurador-Geral,

Comunico a este Plenário que a Secretaria-Geral de Controle Externo - Segecex apresentou, no


âmbito do TC-019.760/2015-9, proposta de projeto de portaria, a ser assinada pela Presidência desta Casa, a
qual disporá sobre as orientações dirigidas às unidades prestadoras de contas quanto à elaboração do
conteúdo dos Relatórios de Gestão e de informações suplementares referentes ao exercício de 2015, bem
como sobre a operacionalização do Sistema de Prestação de Contas disponibilizado pelo Tribunal, nos
termos do art. 4º, § 1º, da Decisão Normativa-TCU 146, de 30 de setembro de 2015.
O mencionado dispositivo regulamentar determinou que portaria do Presidente do Tribunal, a ser
publicada em até sessenta dias da edição da referida Decisão Normativa, divulgará a data da abertura do
Sistema e-Contas para o exercício de 2015, detalhará os procedimentos para a sua operacionalização e
definirá o formato e a profundidade em que o conteúdo do Relatório de Gestão e as informações
suplementares estabelecidas no art. 6º daquela DN devem ser elaborados e apresentados.
130

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Embora a competência para aprovar o normativo em questão tenha sido atribuída à Presidência,
entendo que o fato de este alcançar todas as Listas de Unidades Jurisdicionadas vinculadas aos Relatores
justifica a submissão do projeto à avaliação de Vossas Excelências.
Como isso, submeto o projeto de portaria à consideração de Vossas Excelências para que, no prazo de
quinze dias, sejam oferecidas emendas e sugestões que possam aprimorar o mencionado documento.
Para tanto, solicito à Secretaria das Sessões que disponibilize aos Gabinetes de Vossas Excelências
cópia do aludido projeto e da respectiva representação.

TCU, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 28 de outubro de 2015.

AROLDO CEDRAZ DE OLIVEIRA


Presidente

COMUNICAÇÃO DA PRESIDÊNCIA

Prezados servidores,

Em nome do Colegiado e de toda a nossa Casa, considero hoje um dia muito importante, que deve ser
comemorado por todos os brasileiros: o dia do servidor público. Esse agente do Estado que dedica o tempo,
as energias e a inteligência para melhorar as condições do País e do cidadão.
Como servidores públicos que somos, temos orgulho de trabalhar com dedicação, comprometimento e
responsabilidade, especialmente no Tribunal de Contas da União, que congrega um corpo técnico da mais
alta competência, respeitabilidade e de reconhecimento nacional e internacional.
Nós sabemos que o sucesso desta Corte de Contas nas ações de Controle Externo e no
aperfeiçoamento da Administração Pública resulta da visão inovadora de grandes personalidades do
passado, como Rui Barbosa e Serzedello Corrêa, e da atuação de homens e mulheres que, ao longo da nossa
centenária história, olhando para frente, promoveram contínuos aprimoramentos do sistema que protege a
sociedade da malversação dos recursos estatais, tornando esta Instituição uma verdadeira guardiã da
Constituição, imune às crises e turbulências temporárias, sem aceitar interferência à sua autonomia e
funcionalidade (modus operandi).
Que possamos continuar nessa trajetória de bons serviços prestados à Nação, sempre com a
perspectiva de aprimorar cada vez mais nossas ações e, com isso, contribuir para o engrandecimento do
País, inclusive no cenário internacional, como já estamos fazendo.
Parabéns, portanto, a todos os servidores públicos, especialmente aos colegas desta Casa, distribuídos
por todo o território nacional.

TCU, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 28 de outubro de 2015.

AROLDO CEDRAZ DE OLIVEIRA


Presidente

COMUNICAÇÃO DA PRESIDÊNCIA

Senhora Ministra,
Senhores Ministros,
Senhor Procurador-Geral,
131

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Entre os dias 13 e 16 deste mês, uma comitiva deste Tribunal participou da conferência Predict
Analytics World for Government 2015, em Washington, EUA, evento especificamente estruturado para
ajudar líderes e gestores de agências governamentais e órgãos públicos a aplicarem as mais modernas
tecnologias de modelagem preditiva no cumprimento de suas missões.
Foram apresentados casos e experiências de líderes e de especialistas provenientes de agências
governamentais de extraordinária distinção, como o Internal Revenue Service, responsável pela
arrecadação de impostos nos Estados Unidos da América, o National Security Agency, encarregada dos
serviços de inteligência e segurança americanos, a Australian Transaction Reports and Analysys Centre,
unidade do governo australiano especializada em inteligência financeira e combate à lavagem de dinheiro,
entre outras.
Também, foram abordados problemas, soluções, tendências e inovações, inclusive com a participação
de grandes fornecedoras de tecnologia e de empresas de consultoria, as quais contribuíram com exposições,
minicursos e encontros individuais com os membros da comitiva, ocasião em que transmitiram orientações e
sugestões direcionadas à nossa realidade institucional.
Essa experiência integra o conjunto de iniciativas que o Tribunal vem adotando para adequar a sua
atuação aos desafios e às oportunidades que se apresentam diante das novas tecnologias.
TCU, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 28 de outubro de 2015.

AROLDO CEDRAZ DE OLIVEIRA


Presidente

Comunicação proferida pelo Ministro Bruno Dantas.

COMUNICAÇÃO DO MINISTRO BRUNO DANTAS

Sr. Presidente,
Sra. Ministra, Srs. Ministros,
Sr. Procurador-Geral,
Gostaria de trazer ao conhecimento deste Colegiado notícias veiculadas na imprensa acerca de uma
possível contaminação por urânio em águas de consumo humano no município de Lagoa Real, no interior da
Bahia, a qual supostamente decorreria da atuação da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que atua
na região de Caetité, município vizinho, realizando mineração e beneficiamento de urânio.
Segundo as notícias, foi detectada a presença de urânio em um poço de Lagoa Real, cujo volume do
metal estaria quatro vezes superior ao limite estabelecido pelos órgãos de saúde para consumo humano, bem
como a falta de transparência da Estatal no fornecimento de informações para os órgãos ambientais do
estado e federal, estaria dificultando a verificação mais aprofundada do assunto.
Também é veiculado que já foi constatado um aumento nos novos casos de câncer na região de
Caetité, superior ao número de casos de todo o restante do Estado da Bahia, assim como uma maior
incidência da doença como causa de mortes nessa região, o que teria levado o estado a prever a instalação de
uma Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) neste município.
Trata-se de uma questão ambiental e de saúde pública que afeta a população de pequenas
comunidades da Bahia, meu estado de origem, e que está sendo acompanhada por diversos órgãos públicos
federais, tais como a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério
de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ao qual a INB é vinculada, e o próprio Ministério do Meio
Ambiente, além dos órgãos estaduais e municipais. Sem dúvida, a questão clama pela atenção desta Corte de
Contas.
132

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Informo aos nobres senhores que minha assessoria fez contato com a SecexAmbiental e, por meio
desta, colheu informações junto ao Ibama, o qual esclareceu que já recebeu todas as informações necessárias
da INB e está analisando o caso com a urgência e profundidade recomendáveis. O exame do Ibama irá
confirmar se o urânio encontrado nos poços examinados decorre da própria natureza da bacia hidrográfica
em que se localizam ou eventualmente das atividades exploratórias da INB. Também será reavaliado o
licenciamento ambiental concedido para exploração da mina de Caetité, permitindo assim o elucidamento
do caso.
Considerando a relevância da matéria, submeto a este colegiado a proposta de determinar à Segecex
que autue um processo de acompanhamento do assunto, identificando as unidades técnicas que devem ser
envolvidas no processo de acordo com suas competências e os procedimentos de acompanhamento a serem
definidos.
TCU, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 28 de outubro de 2015.

BRUNO DANTAS
Ministro-Relator

Comunicação proferida pelo Ministro-Substituto Augusto Sherman Cavalcanti, em substituição ao


Ministro Walton Alencar Rodrigues.

COMUNICAÇÃO AO PLENÁRIO

Senhor Presidente,
Senhores Ministros,
Senhor Procurador-Geral,

Comunico a Vossas Excelências, com fundamento na Portaria da Presidência nº 299, de 23/10/2015,


em virtude do afastamento do Exmo. Sr. Ministro Walton Alencar Rodrigues, que Sua Excelência foi
sorteado relator do processo administrativo TC-008.313/2015-6, projeto de resolução que altera a
Resolução-TCU nº 146, de 28 de dezembro de 2001, que dispõe sobre implementação da Gratificação de
Desempenho dos integrantes da Carreira de Especialista do Tribunal de Contas da União.
Na forma do art. 75, § 1º, do Regimento Interno, propõe a abertura do prazo de quinze dias para
oferecimento de emendas pelos senhores ministros e de sugestões pelos senhores ministros-substitutos e
pelo senhor Procurador-Geral.
A propósito, solicita à Secretaria das Sessões que providencie o encaminhamento, aos gabinetes de
Vossas Excelências, de cópia de toda a documentação que embasa a proposta de normativo em questão.
É a matéria que trago à consideração do Plenário, Senhor Presidente.

TCU, Sala das Sessões, em 28 de outubro de 2015.

AUGUSTO SHERMAN CAVALCANTI


Ministro-Substituto

ANEXO II DA ATA Nº 43, DE 28 DE OUTUBRO DE 2015


(Sessão Ordinária do Plenário)

PROCESSOS APRECIADOS DE FORMA UNITÁRIA


133

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Relatórios e Votos emitidos pelos respectivos relatores, bem como os Acórdãos de nºs 2710 a 2756,
aprovados pelo Plenário.

GRUPO I – CLASSE V – Plenário


TC 015.986/2014-4
Natureza: Relatório de Levantamento
Órgão/Entidade: Ministério da Previdência Social (vinculador)
Interessado: Tribunal de Contas da União
Representação legal: não há.

SUMÁRIO: LEVANTAMENTO DE AUDITORIA. ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O


REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL (RGPS) COM OS REGIMES PREVIDENCIÁRIOS
PÚBLICOS DE QUATRO PAÍSES DA UNIÃO EUROPEIA (PORTUGAL, GRÉCIA, POLÔNIA E
HUNGRIA). CONTRIBUIÇÕES PARA O APRIMORAMENTO DA GOVERNANÇA E PARA O
DEBATE SOBRE A SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA E ATUARIAL DA PREVIDÊNCIA
SOCIAL. CIÊNCIA AOS DIVERSOS ÓRGÃOS, ENTIDADES E COMISSÕES DO CONGRESSO
NACIONAL AFETAS ÀS ÁREAS PREVIDENCIÁRIA E ORÇAMENTÁRIA.

RELATÓRIO

Em exame Levantamento de Auditoria realizado com o objetivo de comparar o Regime Geral de


Previdência Social (RGPS) brasileiro com os regimes previdenciários públicos de quatro países da
União Europeia - Portugal, Grécia, Polônia e Hungria -, no que se refere à estrutura demográfica e
econômica, benefícios, regras, financiamento, indicadores de saúde do sistema e de qualidade dos
serviços, benefícios não sustentáveis, ações para mitigar pressões sobre o equilíbrio fiscal e principais
reformas previdenciárias realizadas nos últimos anos.
2. Os dados e informações levantados e os resultados obtidos foram sintetizados no Relatório
elaborado pela Secretaria de Controle Externo da Previdência, do Trabalho e da Assistência Social –
SecexPrevidência, que integra a peça 28, reproduzido a seguir, com os ajustes de forma considerados
pertinentes, que contou com a anuência do corpo dirigente da unidade técnica (peças 29 e 30).
“Análise comparativa da estrutura, dos indicadores e dos controles previdenciários da União
Europeia com o Regime Geral de Previdência Social brasileiro
1 – Apresentação
O presente trabalho insere-se no Tribunal de Contas da União como um Levantamento de
auditoria, nos moldes previstos pela Portaria-Segecex 15/2011, autorizado pela Portaria de
Fiscalização 739/2014, com o objetivo de comparar o Regime Geral de Previdência Social (RGPS)
brasileiro com os regimes previdenciários públicos de quatro países da União Europeia, no que se
refere a estrutura demográfica e econômica, benefícios, regras, financiamento, indicadores de saúde
do sistema e de qualidade dos serviços, benefícios não sustentáveis, ações para mitigar pressões sobre
o equilíbrio fiscal e principais reformas previdenciárias realizadas nos últimos anos.
Além desse objetivo específico, buscou-se a realização de comparativo técnico entre o Brasil e
os países da OCDE, de forma a avaliar aspectos relacionados às distorções introduzidas no sistema
de Previdência Social pela concessão de benefícios considerados anacrônicos e não condizentes com
a realidade demográfica e econômica brasileira, conforme proposta do Ministro Walton Alencar,
aprovada pelo Plenário do TCU em 9/10/2013 (peças 26 e 27).
O Levantamento Operacional é decorrente de deliberação constante do Despacho de
29/04/2014 do Ministro Aroldo Cedraz (TC 005.274/2014-1) e está descrito no processo
TC 015.986/2014-4.
Deve-se destacar, no entanto, que o presente Levantamento de auditoria possui peculiaridades
que exigem a não aplicação integral dos padrões sugeridos na Portaria-Segecex 15/2011, a saber:
134

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Trabalho realizado em conjunto pelo Tribunal de Contas da União e pelos Diálogos


Setoriais, com financiamento do ente externo (definição, a priori, de baixa dedicação de servidores do
TCU na execução do trabalho);
Produção de conhecimento de entes não controlados pelo TCU (países da União Europeia),
como forma de buscar padrões internacionais de referência na aplicação e controle de políticas
públicas previdenciárias pelo Ministério da Previdência Social (escopo mais amplo que o definido na
portaria-segecex);
Produção de relatórios de especialistas em língua estrangeira (relatórios produzidos por
especialistas externos, aumentando a dificuldade operacional de consolidação dos trabalhos no
padrão interno);
Dessa forma, algumas alterações foram realizadas ao modelo proposto de Levantamento de
auditoria, em especial:
Planejamento:
o O trabalho de levantamento objetivou o conhecimento e compreensão dos regimes
previdenciários públicos de quatro países europeus, sem buscar a descrição de seus principais
processos de trabalho, por não haver interesse ou competência do Tribunal na fiscalização dos
sistemas estrangeiros;
o A Matriz de Planejamento do presente Levantamento foi alterada, para a forma de Tópicos,
Questões Principais e Questões, para orientar especialistas externos, não familiarizados com as
peculiaridades dos processos de Controle Externo do TCU;
o Os especialistas financiados pelos Diálogos Setoriais foram os responsáveis por identificar as
‘Fontes de informação’, ‘Procedimentos’ e ‘Detalhamentos dos Procedimentos’; coube ao Tribunal a
definição dos campos ‘Assunto/Tema/Processo’, ‘Informações Requeridas’, ‘Período’, e ‘O que a
análise vai permitir dizer’, na forma das questões propostas e nos períodos definidos no seguinte
Cronograma previsto:
Data inicial Data final Nome da Atividade Responsável
28/04/2014 09/05/2014 Planejamento das atividades por equipe de servidores do TCU TCU/UE
09/06/2014 10/06/2014 Definição dos tópicos e conteúdos do relatório a ser desenvolvido pelos peritos TCU/UE
11/06/2014 29/06/2014 Relatório de Estudo - versão 1 - perito externo UE
30/06/2014 18/07/2014 Relatório de Estudo - versão 1 - perito nacional UE
30/06/2014 18/07/2014 Relatório de Estudo - versão final - perito externo UE
23/07/2014 24/07/2014 Missão à Comissão Europeia TCU
19/07/2014 08/08/2014 Relatório de Estudo - versão final - perito nacional UE
18/08/2014 19/08/2014 Reunião Final - Relatório de Estudo - discussão final TCU/UE
09/09/2014 09/09/2014 Painel de referência com participação de convidado local TCU/UE
29/10/2014 29/10/2014 Entrega do Relatório Final da Ação (julgamento pelo TCU) TCU
Execução:
o Como o escopo do Levantamento não incluiu, diretamente, a clientela do TCU, não foram
realizadas as etapas de ‘Reunião de Apresentação’; ‘Ofício de Apresentação’; ‘Requisição de
Documentos e Informações’; e ‘Reunião de Encerramento’;
o Por se tratar de trabalho comparativo de regimes, não houve a identificação dos riscos
presentes nos processos fiscalizados, e nem a criação de Matriz de Riscos;
Relatório:
o Não foram utilizadas as seções: ‘Apresentação’; ‘Visão Geral do Órgão/entidade’;
‘Principais Processos’; ‘Principais Riscos e Possíveis Ações de Controle’;
o Foram inseridas as seções: Tópicos, de 1 a 7, onde os principais resultados do Levantamento
são descritos;

2 – Introdução
Com o intuito de melhorar a Governança do Estado brasileiro, especificamente quanto às
políticas de Previdência Social do Regime Geral (RGPS), o Tribunal de Contas da União buscou a
União Europeia (UE) para a realização de estudo conjunto.
135

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Esse estudo busca comparar o regime brasileiro com os regimes nacionais de alguns países
europeus, bem como o papel supervisor da Comissão Europeia sobre todos os sistemas de Previdência
dos países integrantes.
Delimitou-se o escopo dessa análise em um grupo de quatro países: Portugal, Grécia, Polônia e
Hungria, países que possuem características semelhantes às brasileiras, tais como: o nível de gastos
com aposentadorias e pensões – todos gastam mais que a média da União Europeia; o modelo inicial
de Previdência Social adotado – os quatro países partem de sistemas Bismarkianos do tipo pay-as-
you-go (PAYG, ou regimes de repartição); o número de reformas legislativas recentes; e a variedade
nas escolhas de estratégia para tais reformas – variando de mudanças paramétricas à adoção de
modelos capitalizados com contas individuais.
A limitação a quatro países da União Europeia se deu por orientação dos Diálogos Setoriais,
uma vez que os peritos contratados não teriam carga horária suficiente ou tempo hábil para analisar
detalhadamente mais do que quatro países. Dessa forma, os critérios supramencionados foram
estabelecidos pelo TCU para aproximar os resultados dos trabalhos ao cenário da Previdência Social
brasileira.
O tema dividiu-se em sete tópicos, cada um abordado em um dos capítulos seguintes, juntamente
com informações trazidas pelos peritos local e externo, bem como por análises realizadas pela equipe
de auditoria. Ressalta-se que a equipe do TCU coletou informações de diferentes fontes públicas, tais
como relatórios da OCDE, do Banco Mundial, das Nações Unidas, da União Europeia e do IBGE.
Em alguns casos, as fontes utilizadas pelo perito externo traziam dados prévios (banco de dados
da Eurostat, por exemplo). Nesses casos, os dados foram atualizados até a data de confecção do
relatório.
Compõem o presente trabalho, ainda, impressões e argumentos coletados de Painel de
Referências, realizado em 9 de setembro de 2014, e em missão à unidade de Proteção Social e
Sistemas de Ativação (Social Protection and Activation Systems) da Comissão Europeia, entre 23 e
24 de julho de 2014. No painel, os principais temas analisados pelos peritos foram apresentados a um
grupo de especialistas do Tribunal de Contas da União, do Ministério da Previdência Social (MPS),
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Consultoria de Orçamento da Câmara dos
Deputados (Conof), entre outros. Na missão, foram discutidos os principais desafios enfrentados pela
supervisão supranacional da Comissão Europeia, no tema da Previdência Social.
Observaram-se, quando possível, os padrões de levantamento definidos pelo TCU,
considerando-se as limitações indicadas na seção Apresentação.

3.1 – Tópico 1: Estrutura econômica e demográfica


A primeira questão trata da análise dos principais indicadores relacionados com a estrutura
previdenciária de um país. Ao perito externo, subdividiu-se a primeira questão em cinco questões e, a
essas questões, somaram-se três questões direcionadas ao perito local.
Esse primeiro tópico aborda os principais indicadores demográficos e macroeconômicos que
podem ser utilizados para se definir qual o grau de semelhança entre diferentes países. Analisaram-se
tanto indicadores tradicionalmente relacionados com a Previdência, como a estrutura etária, a taxa
de dependência e as idades média e mediana das populações estudadas; quanto indicadores de
atributos indiretamente relacionados, como a educação, o nível de renda, o coeficiente de Gini, entre
outros.
A primeira análise do tema, realizada pelo perito externo, trouxe os principais números para
diferentes variáveis, dos quatro países europeus escolhidos, e os contextualizou, quanto à sua forma
de cálculo, valores históricos e relevância ao tema Previdência.
A primeira informação destacada foi a da estratificação das populações europeias selecionadas
em três faixas etárias: população com até 14 anos (jovens); população com idade entre 15 e 64 anos
(população em idade ativa); e população com 65 anos ou mais (idosos), que utilizou como base o
banco de dados provido pelo Eurostat (Diretoria-Geral da Comissão Europeia, responsável por
136

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

prover informação estatística aos institutos na União Europeia e por promover a harmonização dos
métodos estatísticos dos estados membros, candidatos ao acesso à UE e países da Associação
Europeia de Livre Comércio, ec.europa.eu/eurostat).
Sobre as faixas etárias escolhidas, cabe especial menção a impressão de alguns especialistas
ouvidos no Painel de Referência de que não há consenso na utilização da faixa de idosos como o
agregado das faixas etárias com idades superiores a 65 anos. O argumento utilizado é de que, no
Brasil, o desenho do modelo previdenciário atual permite aposentadorias mais precoces, resultando
em uma idade média de aposentadoria em torno dos 59 anos. A faixa etária de 60 anos ou mais
refletiria, portanto, de maneira mais fiel o público brasileiro aposentado.
Apesar dessa peculiaridade brasileira, a faixa etária comumente utilizada em estudos
comparativos internacionais é a de pessoas com mais de 65 anos, razão pela qual definimos tal faixa
etária para o presente relatório, mesmo que disso resultem conclusões menos conservadoras, como a
majoração da taxa de dependência, por utilizar o conceito de idoso como aquele com mais de 60 anos.
Ainda quanto à divisão por faixas etárias, o perito local complementou esses dados com
informações demográficas brasileiras, disponibilizadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios 2012 do IBGE (as informações do Eurostat estão atualizadas até 2013).
Para compreender de forma mais ampla a estrutura etária brasileira, foram consultados, ainda,
dados relativos aos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico
(OCDE,www.oecd.org, informações demográficas atualizadas até 2013) e do conjunto dos países
analisados pelas Nações Unidas (projeções demográficas atualizadas até 2010, esa.un.org/unpd/wpp),
dados que serão referenciados, respectivamente, como ‘dados da OCDE’ e ‘dados da ONU’ no corpo
do relatório.
Esses dados, sintetizados no Gráfico 1 abaixo, indicam que as informações demográficas atuais
do Brasil o posicionam como um país relativamente jovem, apesar de já mais antigo que a média dos
países em desenvolvimento, dos países da América Latina e do conjunto de todos os países analisados
pelas Nações Unidas (o indicador ‘Brasil’ foi calculado com base nos dados extraídos da Pnad-
2012/IBGE; os indicadores ‘Mundo’, ‘América do Sul’, ‘Regiões em desenvolvimento’ e ‘Regiões
desenvolvidas’ utilizam dados da ONU; e o indicador ‘OCDE’ apresenta dados da OCDE).
Gráfico 1 - Estrutura etária
Brasil

Mundo
América do Sul
Regiões em desenvolvimento
Regiões desenvolvidas

OCDE
União Europeia

Portugal
Polônia
Hungria
Grécia

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Até 14 anos 15 a 64 anos Acima de 65 anos

Destacaram-se, no trabalho do perito externo, duas tendências nas séries históricas dos quatro
países europeus: a faixa de jovens declinou de forma acentuada nos últimos cinquenta anos; e a faixa
de idosos teve incrementos expressivos, como se pode verificar no Gráfico 2 (em preto os percentuais
relativos ao cenário brasileiro de 2012).
137

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Observa-se que os quatro países partiram de situações semelhantes à do Brasil em 1980 para
patamares semelhantes aos dos demais países europeus em um intervalo de vinte (caso de Portugal e
Grécia, em que a maior parte da mudança demográfica se deu entre 1980 e 2000) ou trinta anos
(Polônia e Hungria, entre 1980 e 2010), períodos que podem ser considerados curtos, em termos
demográficos e previdenciários.
Gráfico 2 - Evolução da estrutura etária
Brasil - 2012

Portugal - 2010
Portugal - 2000
Portugal - 1980
Portugal - 1960

Polônia - 2010
Polônia - 2000
Polônia - 1980
Polônia - 1960

Hungria - 2010
Hungria - 2000
Hungria - 1980
Hungria - 1960

Grécia - 2010
Grécia - 2000
Grécia - 1980
Grécia - 1960
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Até 14 anos 15 a 64 anos Acima de 65 anos

Outro fator que explica o rápido envelhecimento das populações europeias analisadas é o
comportamento da taxa de fecundidade, que apresentou declínio, entre os anos de 1960 e 2012,
resultando em índices abaixo da taxa de reposição teórica de 2,1 crianças por mulher em idade fértil,
o que pode ser observado na Tabela 1. É importante notar, conforme argumentação apresentada por
especialistas no Painel de Referências, que a taxa de reposição teórica é definida em termos de
projeção demográfica e de manutenção da população total do país, ou seja, não são considerados
outros efeitos do crescimento populacional, como a pressão de uma superpopulação mundial sobre
recursos naturais escassos.
Tabela 1: Taxa de Fecundidade (em número de crianças)
1960 1980 2000 2010 2011 2012
Grécia 2,23 2,23 1,27 1,51 1,58 1,34
Hungria 2,02 1,91 1,32 1,25 1,39 1,34
Polônia : : 1,37 1,38 1,26 1,30
Portugal 3,16 2,25 1,55 1,39 1,30 1,28
UE : : : 1,61 1,58 1,58
Foi salientado pelo perito local que o Brasil, hoje com uma taxa de fecundidade de 1,74 criança
por mulher em idade fértil (dados 2014), apresentará índices semelhantes aos dos países citados em
2030, época em que a expectativa de vida do brasileiro, no nascimento, também se aproximará da
média europeia. O comportamento histórico é ilustrado no Gráfico 3, abaixo:
Gráfico 3 – Taxa de Fecundidade Total – Brasil – 2000 a 2013
138

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Para análises previdenciárias, além da estratificação etária, é importante a análise por gênero,
devido à diferenciação das longevidades médias entre homens e mulheres e ao tratamento
previdenciário diferenciado aplicado às mulheres no Brasil (geralmente os requisitos de idade para
mulheres, em aposentadorias, são menores que os dos homens em cinco anos).
Nos países europeus estudados, a proporção de mulheres na população total inicia-se em
48,8%, em média, na faixa de jovens (até 14 anos); passa por 50,6% na faixa de 15 a 64 anos; e chega
a 59,8% na faixa de idosos (variando entre 55,7% na Grécia e 62,9% na Hungria). Tal diferenciação
também se nota na sobrevida média após 65 anos (16,4 anos para homens e 20,1 para mulheres) e na
expectativa de vida ao nascer (74,9 anos para homens e 81,7 anos para mulheres). A maior diferença
na expectativa de vida ao nascer foi detectada na Polônia – 8,4 anos – e a menor na Grécia – 5,4
anos; já entre as sobrevidas médias após 65 anos, os países com maior e menor diferenças foram os
mesmos, com os índices de 4,5 anos e 2,9 anos, respectivamente.
Comparados com os demais países da União Europeia, as sobrevidas médias após 65 anos de
Portugal e Grécia apresentam os melhores valores (os valores médios de todos os países da UE são
17,7 anos para homens e 21,1 para mulheres), mas todos apresentaram rápido aumento na
longevidade desde 2000, sendo que Hungria e Polônia apresentam alto crescimento (acima da média
europeia) nas projeções de sobrevida média após os 65 anos em 2060 (a Tabela 2 apresenta os dados
discutidos para os quatro países e para a UE nos períodos informados).
139

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Tabela 2: Sobrevida média após 65 anos


Homens
1960 1980 2000 2010 2011 2012 2060
Grécia : 15,2 16,2 18,2 18,2 18,1 22,7
Hungria 12,3 11,6 13,0 14,1 14,3 14,3 20,8
Polônia : : 13,5 15,1 15,4 15,4 21,3
Portugal 12,3 13,1 15,4 17,2 17,8 17,6 22,3
UE : : : 17,5 17,8 17,7 :

Mulheres
1960 1980 2000 2010 2011 2012 2060
Grécia : 17,0 18,7 20,9 21,2 21,0 25,4
Hungria 13,9 14,7 16,7 18,2 18,3 18,1 24,1
Polônia : : 17,5 19,5 19,9 19,9 24,9
Portugal 14,5 16,1 19,1 21,0 21,6 21,3 25,6
UE : : : 21,0 21,3 21,1 :
Em termos de proporção entre gêneros, o perito local ilustra que o Brasil também apresenta
superioridade feminina nas faixas etárias mais idosas e prevalência masculina na mais nova, com
percentuais de 48,8% de mulheres na faixa de até 14 anos, 51,5% com idade entre 15 e 64 anos e
56,6% de idosas.
Do site do IBGE, podem ser extraídas informações de outros períodos, de forma a compor a
evolução da proporção de homens e mulheres na população brasileira, conforme observado na Tabela
3. Desses dados, depreende-se que apenas na faixa etária de 0 a 14 anos há maioria de homens na
população brasileira, parcela que se reduz à medida que a faixa escolhida reflete populações mais
idosas. A coluna ‘UE 4’ traz as informações médias de proporção de homens e mulheres por faixa
etária considerando os quatro países analisados pelo perito externo.
Tabela 3: Proporção entre homens e mulheres por faixa etária no Brasil
Homens
1950 1960 1970 1980 1991 2000 2012 UE 4
0 a 14 anos de idade 51% 51% 50% 50% 51% 51% 51% 51%
15 a 39 anos de idade 49% 49% 49% 49% 49% 49% 49% 49%
40 a 59 anos de idade 52% 51% 51% 50% 49% 48% 47% 49%
60 a 69 anos de idade 50% 51% 50% 49% 47% 46% 46% 49%/40%
70 anos e mais de idade 44% 47% 46% 45% 44% 43% 42% 40%

Mulheres
1950 1960 1970 1980 1991 2000 2012 UE 4
0 a 14 anos de idade 49% 49% 50% 50% 49% 49% 49% 49%
15 a 39 anos de idade 51% 51% 51% 51% 51% 51% 51% 51%
40 a 59 anos de idade 48% 49% 49% 50% 51% 52% 53% 51%
60 a 69 anos de idade 50% 49% 50% 51% 53% 54% 54% 51%/60%
70 anos e mais de idade 56% 53% 54% 55% 56% 57% 58% 60%
Ressalta-se que a faixa etária de 65 a 69 anos foi considerada como parte da faixa ‘Acima de 65
anos’ pelo perito externo, mas os dados fornecidos pelo IBGE a consideram como parte de ‘60 a 69
anos de idade’, razão pela qual foram indicados os dois percentuais europeus para uma única faixa
etária brasileira.
Quando a diferença entre gêneros é analisada pelo viés da expectativa de vida, o perito local
frisa que:
A Tábua de Mortalidade projetada para o ano de 2012 resultou em uma expectativa de vida de
74,6 anos para ambos os sexos, um acréscimo de 5 meses e 12 dias em relação ao valor estimado para
o ano de 2011 (74,1 anos). Para a população masculina o aumento foi de 4 meses e 10 dias passando
de 70,6 anos para 71,0 anos, em 2012. Já para as mulheres o ganho foi maior: em 2011 a esperança
de vida ao nascer era de 77,7 anos se elevando para 78,3 anos em 2012, 6 meses e 25 dias maior.
140

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Em termos previdenciários, a diferença de expectativa de vida de 7,3 anos a favor das mulheres
soma-se à menor idade e tempo de contribuição requeridos pela Constituição (é assegurada a
aposentadoria no RGPS obedecidas as condições de 35 anos de contribuição para homens e 30 anos
para mulheres, respeitadas as idades mínimas de 65 para aqueles e 60 para estas, ou 60 e 55,
respectivamente, no caso de aposentadorias rurais) resultando em diferentes períodos esperados de
pagamento de aposentadorias: 18,3 anos para mulheres e 6 anos para homens.
Segundo a pesquisa ‘Cadastro Central de Empresas 2014’ (Cempre 2012), em 2012, a
participação de homens e mulheres no pessoal ocupado assalariado de todas as organizações do país
era, respectivamente, de 57,3% e 42,7%, indicando que a participação feminina ainda é inferior à
masculina quanto ao mercado de trabalho. Essa tendência se repete nos valores médios pagos a cada
um dos gêneros: R$ 2.126,67 para homens e R$ 1.697,30 para mulheres (ou seja, em média, elas
recebem o equivalente a 79,8% do salário dos homens).
Essa mesma pesquisa, no entanto, traz indicadores de que tal desigualdade tende a se modificar.
Na comparação dos dois últimos anos, a participação relativa feminina, na variação de pessoal
ocupado assalariado, foi pela primeira vez superior à participação masculina: 41,5%, ou 439,9 mil
homens, ingressaram ao mercado de trabalho, enquanto 58,5%, ou 619,8 mil foram mulheres. Os
aumentos relativos de salários médios também indicam um possível comportamento rumo a uma
igualdade entre gêneros: o aumento real dos salários masculinos foi de 2%, enquanto o feminino foi
de 2,4%. É importante destacar, ainda, a participação feminina de 58,9% em entidades da
Administração Pública, superior à masculina.
Com a crescente participação feminina no mercado de trabalho e a aproximação dos valores
pagos a ambos os sexos, para se manter a sustentabilidade e a igualdade material do sistema
previdenciário, deve-se discutir a necessidade de uma futura revisão na diferenciação de exigências
etárias por gênero, a exemplo dos países europeus analisados, trazendo à discussão ferramentas
utilizadas por eles para compensar realidades sociais específicas, como a compensação de créditos
previdenciários para reconhecer o afastamento do mercado de trabalho para cuidados com crianças,
por exemplo (assunto detalhado em tópico específico).
A diferenciação por gênero em critérios previdenciários também foi discutida pelos especialistas
do Painel de Referência. A posição majoritária é a de que a diferença entre gêneros não encontra
mais justificativa no atual cenário do mercado de trabalho, mas que outras soluções deveriam ser
implementadas de forma a não prejudicar mulheres que dediquem parte de sua idade economicamente
ativa ao cuidado de seus filhos. Duas sugestões que se destacaram foram: a diferenciação do tempo
de contribuição por gênero com a equiparação das idades mínimas; e o uso de créditos
previdenciários proporcionais ao número de filhos.
A última variável demográfica analisada foi a taxa de dependência, razão entre os grupos
etários com idades superior a 65 anos e com idades entre 15 e 64 anos. Esse indicador – usualmente
utilizado para definir um país como sendo jovem ou antigo – é de suma importância às análises
previdenciárias por tratar de grupos etários geralmente aposentados e contribuintes à previdência
oficial, respectivamente. Quanto maior essa taxa, maior é, em tese, a dificuldade de o sistema
permanecer sustentável financeira e atuarialmente.
No Brasil, a taxa de dependência é definida como a população em idade inativa (jovens com até
14 anos e idosos com mais de 65 anos) dividida pela população em idade ativa (adultos com idades
entre 15 e 64 anos), enquanto a definição utilizada pelo perito externo não computa no cálculo o
percentual de jovens com até 14 anos. Considerar-se-á, neste trabalho, a taxa de dependência pela
fórmula de cálculo utilizada pelo perito externo, já que ela permite o uso do indicador mais preciso
em trabalhos previdenciários.
Nesse ponto, os números europeus também exibiram drástica alteração entre 1960 e 2013, com
tendência identificada nas projeções a 2060, conforme ilustrado na Tabela 4.
141

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Tabela 4: Taxa de dependência


Cálculo europeu - [65+ anos] / [15 a 64 anos]
1960 1980 2000 2010 2011 2012 2060
Grécia 14,2% 20,6% 24,2% 28,4% 30,0% 30,9% 61%
Hungria 13,6% 20,9% 22,0% 24,2% 24,6% 25,1% 52%
Polônia 9,5% 15,5% 17,8% 19,0% 19,4% 20,1% 61%
Portugal 12,4% 17,8% 23,8% 27,5% 28,8% 29,4% 64%
Brasil : 7,0% 9,1% 10,8% : 12,6% 44%
Cálculo brasileiro - ([Até 14 anos] + [65+ anos]) / [15 a 64 anos]
1960 1980 2000 2010 2011 2012 2060
Grécia 51,8% 56,7% 47,1% 50,5% 52,3% 53,3% 85%
Hungria 52,3% 54,8% 46,8% 45,7% 45,7% 46,2% 78%
Polônia 64,0% 52,3% 47,0% 40,2% 40,7% 41,4% 85%
Portugal 59,2% 59,4% 48,2% 50,5% 51,4% 51,9% 85%
Brasil : 73,2% 54,9% 45,9% : 45,9% 66%

Pelo exposto, os casos europeus analisados comprovam que a situação demográfica de um país
pode ser alterada drasticamente em um curto período de tempo, levando em consideração o contexto
social e histórico por que passaram esses países nos últimos cinquenta anos. Alguns desses fatores
também podem ser observados no caso brasileiro atual – como a queda na taxa de fecundidade e o
aumento da expectativa de vida – e nos cenários projetados para os próximos anos, o que reafirma a
necessidade de constante observação e análise das tendências demográficas brasileiras, orientando
futuras discussões sobre Previdência Social e possíveis reformas legislativas nesse tema.
No quesito de projeções populacionais, o perito local destacou a atual condição de bônus
demográfico por que o Brasil passa atualmente, salientando que tal fenômeno tende a persistir até o
ano 2022, quando a taxa de dependência reverterá seu atual comportamento de queda, o que ilustra
uma curta oportunidade de oito anos para reformas estruturais. Atualmente, a população brasileira
apresenta estrutura etária em formato de ‘sino’, mas a base da figura, que representa pessoas em
idade produtiva, tenderá a se estreitar, até equiparar-se ao formato de países mais antigos, como os
europeus ou o Japão, em formato de ‘vaso’. Os dois gráficos abaixo, elaborados pelo IBGE, ilustram
essa evolução.
Gráfico 4 – Pirâmide Etária Absoluta – Brasil – Projeção 2010

Gráfico 5 – Pirâmide Etária Absoluta – Brasil – Projeção 2060


142

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Esse comportamento também pode ser observado nas projeções realizadas pela ONU, onde se
nota a convergência entre os dados informados pelas Nações Unidas e pelo IBGE. Os Gráficos 6 e 7,
abaixo, ilustram as projeções estimadas pelas duas instituições, em termos percentuais, que permitem
acompanhar a evolução da taxa de dependência brasileira.
Gráfico 6 - Evolução da distribuição percentual da população
80

70

60

50

40

30

20

10

Até 14 anos - ONU 15 a 64 anos - ONU 65 anos ou mais - ONU


Até 14 anos - IBGE 15 a 64 anos - IBGE 65 anos ou mais - IBGE
143

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Gráfico 7 - Evolução da Taxa de dependência - IBGE e ONU


100

90

80

70

60

50

40

30

20

10

Taxa de dependência ONU (metodologia europeia) Taxa de dependência IBGE (metodologia europeia)
Taxa de dependência ONU (metodologia IBGE)

Da evolução da taxa de dependência, extrai-se que até o ano 2020, época em que ocorre o
bônus demográfico (ponto de inflexão aproximado da curva laranja no Gráfico 6), há um aumento
lento e gradual na taxa de dependência, alcançando-se cerca de 13%. Esse aumento acelera-se, então,
entre os anos de 2020 e 2070, ultrapassando o patamar de 50%, indicando que, nesse momento, a
cada duas pessoas em idade ativa, haverá um idoso. Ocorre, no terceiro momento, uma redução na
aceleração do crescimento da taxa de dependência, resultando em valores pouco superiores a 60% em
2100, o que significa que, neste momento, para cada 10 brasileiros em idade ativa, haverá 6 idosos
com mais de 65 anos.
Em cinza, no Gráfico 7, insere-se a taxa de dependência agregando aos idosos os jovens com
até 14 anos. Nessa curva, verifica-se mais claramente o impacto da redução da fecundidade brasileira
na taxa de dependência, com a respectiva diminuição percentual do número de jovens. Nessa curva,
também se vê a inflexão ocorrida em 2020, ponto com a menor taxa de dependência do período.
Ainda no tema da estrutura demográfica brasileira, quando o Brasil é comparado com os países
da OCDE, nota-se que ele ainda pode ser considerado um país jovem – apenas o México e a Turquia
apresentam taxas de dependência menores que a brasileira –, conforme se observa na Tabela 5:
144

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Tabela 5: Taxa de dependência


Taxa de Taxa de
País País
dependência dependência
Japão 40,4% República Checa 24,6%
Itália 32,7% Noruega 23,7%
Alemanha 31,3% Canadá 22,3%
Grécia 30,9% Austrália 21,6%
Suécia 29,9% Nova Zelândia 21,6%
Portugal 29,4% Estados Unidos 20,6%
Finlândia 28,9% Luxemburgo 20,2%
França 27,8% Polônia 20,1%
Dinamarca 27,6% Islândia 19,5%
Estônia 27,2% Irlanda 18,6%
Bélgica 26,8% Eslováquia 18,4%
Áustria 26,8% Israel 17,0%
Reino Unido 26,4% Corea do Sul 16,7%
Espanha 26,3% Chile 14,2%
Suíça 25,7% Brasil 12,6%
Holanda 25,5% Turquia 11,3%
Hungria 25,1% México 10,0%
Eslovênia 25,0%
Já na comparação mundial, nota-se que o Brasil possui uma taxa de dependência menor que a
média mundial, assemelhando-se aos países da América do Sul, conforme dados disponíveis na Tabela
6. Em vermelho os países ou agrupados que possuem taxa de dependência superior à brasileira, em
verde os países com valores menores (dados da ONU, posição 2010).
Tabela 6: Taxa de dependência (mundo)
Taxa
Área, região ou país
dependência
MUNDO 11,7%
Regiões desenvolvidas 23,8%
Regiões pouco desenvolvidas 8,9%
Regiões menos desenvolvidas 6,2%
Demais regiões pouco desenvolvidas 9,3%
Regiões pouco desenvolvidas (sem a China) 8,0%
ÁFRICA 6,2%
ÁSIA 10,1%
EUROPA 23,9%
AMÉRICA LATINA E CARIBE 10,4%
Caribe 13,1%
America Central 9,2%
América do Sul 10,6%
Argentina 16,5%
Bolívia 7,9%
Brasil 10,2%
Chile 13,4%
Colômbia 8,6%
Equador 9,8%
Guiana Francesa 6,9%
Guiana 5,5%
Paraguai 8,4%
Peru 9,4%
Suriname 9,9%
Uruguai 21,8%
Venezuela 8,7%
AMÉRICA DO NORTE 19,6%
OCEANIA 16,4%
145

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

A taxa de dependência também é uma das variáveis de interesse no estudo realizado pelas
Nações Unidas e publicado no ‘World Population Ageing 2013’. Nesse documento, identifica-se a
projeção para 2050 do indicador para a população mundial e para regiões com três níveis diferentes
de desenvolvimento (no original, more developed regions, less developed regions e least developed
regions), conforme ilustrado no Gráfico 8.
Essa taxa de dependência utiliza a mesma metodologia de cálculo do IBGE, ou seja, inclui
crianças e idosos na comparação com os indivíduos em idade ativa. Dessa forma, argumenta-se que o
mundo hoje está com a menor taxa de dependência de sua história e do período projetado (até 2050).
Gráfico 8 – Taxa de dependência – Projeção 2050 ONU

Uma informação de destaque no trabalho das Nações Unidas é a composição da faixa etária dos
idosos (65 anos ou mais). O relatório identifica que a faixa dos idosos também está envelhecendo, com
os muito idosos (acima de 80 anos) passando de 7% dos idosos em 1950 a 14% em 2013. Ilustra-se
essa evolução no Gráfico 9.
Gráfico 9 – Composição dos idosos
146

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Essa característica dos idosos, apontada durante o debate do Painel de Referência, ainda não
está sendo discutida na sociedade brasileira, que não tem se preocupado em analisar a qualidade com
que a população tem envelhecido, apenas com o fato de estar envelhecendo. A qualidade de
envelhecimento é um tema importante, uma vez que os muito idosos (acima de 80 anos) têm
necessidades ainda mais específicas que os idosos com até 80 anos, com impactos à sua colocação no
mercado de trabalho e aos gastos que o sistema de saúde deverá incorrer.
No trabalho da ONU, o Brasil é citado como um dos dez países com maior número de idosos
com mais de 80 anos no mundo, 16 milhões de pessoas, atrás apenas da China, Índia, Estados Unidos
e Japão.
Contudo, não é apenas a demografia de um país que define seus rumos previdenciários. Deve-se
analisar o mercado de trabalho, o nível educacional da população e outros fatores que, indiretamente,
reflitam nas variáveis previdenciárias.
O primeiro ponto levantado pelo perito externo, nas variáveis macroeconômicas afetas à
Previdência, foi a participação no mercado de trabalho, ou taxa de participação (glossário da
OCDE), que é definida como a razão da força de trabalho em relação à população em idade
economicamente ativa.
Essa medida indica o tamanho relativo do suprimento de mão de obra disponível para a
produção de bens e serviços (pessoas empregadas ou ativamente procurando emprego) e é geralmente
subdividida em faixas etárias e de gênero.
Os índices de participação no mercado de trabalho dos quatro países escolhidos apresentaram,
desde 2000, valores crescentes de participação, tanto para homens quanto para mulheres. No caso
das mulheres, há diferença de até dezenove pontos percentuais, a menor, em relação à taxa dos
homens, como observado na Grécia – a taxa masculina é de 77,4%, enquanto a feminina é de apenas
58,5%. No outro extremo, Portugal – país com taxa superior à média europeia de 71,9% – apresentou
índices masculino e feminino de 77,1% e 70,2%, respectivamente, totalizando uma taxa de
participação no mercado de trabalho nacional de 73,6%, conforme Tabela 8.
147

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Tabela 8: taxa de participação


Total
1990 2000 2010 2012 2013
Grécia 59,1 63,9 68,2 67,9 68,0
Hungria : 59,9 62,4 64,3 65,1
Polônia : 66,1 65,3 66,5 67,0
Portugal 68,8 71,1 74,0 73,9 73,6
Homens
1990 2000 2010 2012 2013
Grécia 76,8 77,6 78,9 77,4 77,4
Hungria : 67,6 68,3 70,5 71,7
Polônia : 71,8 72,1 73,3 73,9
Portugal 81,4 78,7 78,2 77,9 77,1
Mulheres
1990 2000 2010 2012 2013
Grécia 42,6 50,6 57,6 58,4 58,5
Hungria : 52,5 56,7 58,3 58,8
Polônia : 60,5 58,5 59,7 60,1
Portugal 57,1 63,7 69,9 70,1 70,2
O perito local destacou que, segundo a Pnad de 2012, a população brasileira ocupada
totalizava 93,9 milhões de trabalhadores, ou uma taxa de atividade de 65,9%. A composição da
população ocupada está descrita na Tabela 9, abaixo.
Tabela 9: taxa de participação
Pnad 2012
Tipo de empregado Pop (hab) %
Empregados 58,3 62,1%
Trabalhadores por conta própria 19,5 20,8%
Trabalhadores domésticos 6,4 6,8%
Empregadores 3,6 3,8%
Trabalhadores não remunerados 2,5 2,7%
Trabalhadores na produção para o próprio consumo 3,5 3,7%
Trabalhadores na construção para próprio uso 0,1 0,1%
Total 93,9 100,0%
Considerando, ainda, a participação no mercado, o perito externo identificou a taxa de emprego
da população entre 15 e 64 anos dos países selecionados. Tais taxas, bem como os valores equivalente
para todos os países da União Europeia, encontram-se na Tabela 10.
148

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Tabela 10: taxa de emprego


Total
1990 2000 2010 2012 2013
Grécia 59,1 63,9 68,2 67,9 68,0
Hungria : 59,9 62,4 64,3 65,1
Polônia : 66,1 65,3 66,5 67,0
Portugal 68,8 71,1 74,0 73,9 73,6
UE : 62,2 64,1 64,2 64,2
Homens
1990 2000 2010 2012 2013
Grécia 76,8 77,6 78,9 77,4 77,4
Hungria : 67,6 68,3 70,5 71,7
Polônia : 71,8 72,1 73,3 73,9
Portugal 81,4 78,7 78,2 77,9 77,1
UE : 70,8 70,1 69,7 69,5
Mulheres
1990 2000 2010 2012 2013
Grécia 42,6 50,6 57,6 58,4 58,5
Hungria : 52,5 56,7 58,3 58,8
Polônia : 60,5 58,5 59,7 60,1
Portugal 57,1 63,7 69,9 70,1 70,2
UE : 53,7 58,2 58,7 58,9
O total das populações empregadas de 15 a 65 anos dos quatro países selecionados alcança 27
milhões de pessoas, ou 12,7% do total da União Europeia. Desses, 5 milhões são considerados
autônomos (self-employed), com taxas que variaram de 10,4% na Hungria a 31,9% na Grécia, em
2013. No mesmo período, a média europeia foi de 14,4%.
Já os empregados parciais (part-time) alcançam mais de 10% em Portugal e 6,3% na Hungria
(menor taxa entre os quatro países), valores menores que a média europeia de 19,5%. A maior parte
desses trabalhadores, cerca de dois terços, eram constituídas por mulheres.
A informalidade também foi citada pelo perito externo como característica relevante nos
mercados de trabalho dos países selecionados: Portugal (19,4%), Hungria (22,5%), Grécia (24%) e
Polônia (24,4%) possuem níveis de informalidade superiores aos da média europeia (15%).
Os índices de Gini, que medem a desigualdade na distribuição de renda, apresentaram-se, nos
quatro países estudados, em patamares semelhantes à média europeia, e significativamente inferiores
(representando menos desigualdade) aos índices brasileiros dos períodos estudados (em torno de
0,500), conforme se observa na Tabela 11.
Tabela 11: índice de Gini
Total
2000 2010 2011 2012 2013
Grécia 0,330 0,329 0,335 0,343 :
Hungria 0,260 0,241 0,268 0,269 0,280
Polônia 0,300 0,311 0,311 0,309 0,307
Portugal 0,360 0,337 0,342 0,345 :
UE : 0,305 0,308 0,306 :
Segundo o perito local, a precária universalização da educação, aliada à forte desigualdade do
nosso modelo vigente, traz importante norte para qualquer reforma estrutural do sistema brasileiro, o
qual, inexoravelmente, ainda terá de contar com ações assistenciais complementares, ao menos
enquanto tais aspectos da educação e economia brasileiras não forem superados.
Ainda segundo ele, o IBGE atesta que, embora tenha ocorrido aumento em todas as classes de
rendimento médio mensal, não houve alteração significativa do índice, que passou de 0,501 para
0,500 (o índice de Gini varia entre 0 – completa igualdade de renda – a 1 – completa desigualdade de
renda).
149

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Outra variável destacada pelo perito externo foi a da mediana do rendimento disponível
(median equivalised disposable income), especialmente para a faixa etária de 15 a 64 anos, ajustada
ao poder de compra. Segundo a Comissão Europeia, essa variável representa o total de renda de um
agregado familiar, após taxas e outras deduções, que está disponível para gastos ou poupança,
dividido pelo número de membros do agregado familiar. Os membros são convertidos pela aplicação
de um peso, variável de acordo com a idade de cada pessoa (1 para o primeiro adulto; 0,5 para cada
outra pessoa com mais de 14 anos; e 0,3 para cada criança com até 14 anos).
Os valores para os quatro países selecionados podem ser visualizados na Tabela 12, abaixo. A
OCDE também acompanha a variável para seus países-membro, utilizando essa variável em seus
estudos de distribuição de renda e pobreza, mas não possui uma base de dados tão completa quanto à
europeia (o que dificulta a comparabilidade entre os países).
Tabela 12: mediana do rendimento disponível
2000 2010 2011 2012
Grécia 9,383 13,413 12,088 10,01
Hungria : 6,856 7,189 7,561
Polônia : 7,815 8,426 8,822
Portugal 8,309 10,316 10,139 9,887
Uma variável comumente observada na comparação entre diferentes sistemas previdenciários
nacionais é o nível de renda do país. No Brasil, a variável que mais se presta a essa comparação é a
renda per capita, indicador que ajuda a saber o grau de desenvolvimento econômico de um país,
consistindo na divisão da Renda Nacional pela população. Por vezes, como no presente trabalho,
utiliza-se o Produto Interno Bruto (PIB ou GDP, em inglês) nesse cálculo.
Em análises comparativas, utiliza-se, na Comissão Europeia, o PIB per capita, ajustado à
paridade do poder de compra (ppc, em inglês: purchasing power parity), valores disponíveis na
Tabela 13. Destaca-se o comportamento da Grécia – que, apesar de possuir o maior nível de renda
relativo, passou por grave deterioração desde a crise financeira – e da Polônia e Hungria – que,
desde o ingresso à União Europeia, têm apresentado melhorias constantes e substanciais em seu nível
de renda.
Tabela 13: evolução do PIB per capita
(ajustado à paridade do poder de compra)
2001 2002 2003 2004 2005 2006
Grécia 17,1 18,4 19,2 20,3 20,4 21,8
Hungria 11,5 12,5 12,9 13,6 14,2 14,9
Polônia 9,4 9,9 10,1 10,9 11,5 12,3
Portugal 15,9 16,3 16,4 16,7 17,9 18,7

2007 2008 2009 2010 2011 2012


Grécia 22,6 23,2 22,3 21,6 20,3 19,5
Hungria 15,3 15,9 15,3 16,1 16,9 17,0
Polônia 13,6 14,1 14,2 15,4 16,4 17,1
Portugal 19,6 19,5 18,8 19,6 19,3 19,4
€ mil (ppc)
Em termos de projeção, segundo o documento da Comissão Europeia ‘Ageing Report 2012’,
citado pelo perito externo, o PIB per capita da Grécia, em 2060, terá aumentado, em média, 0,9%;
enquanto Portugal teria um aumento de 1,3%. Como a média para a União Europeia foi estimada em
1,4%, esses países estariam perdendo espaço na economia do bloco. Por outro lado, a posição da
Hungria e da Polônia são favoráveis, está crescendo 1,8% por ano e aquela 1,4%, valores iguais ou
superiores aos da média da UE.
Dados do Banco Mundial, permitem a comparação da evolução do PIB per capita, ajustados
pela paridade de poder de compra, entre o Brasil, os países selecionados e outros agrupamentos
regionais, como se observa nos Gráficos. No primeiro gráfico, retirou-se o agrupamento ‘América do
150

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Norte’, por conter valores de PIB per capita muito superiores aos demais países ou agrupamentos
selecionados.
Gráfico 10: PIB per capita - 1990 a 2012

Europa e Ásia Central


Portugal
Grécia
Polônia
Hungria

Oriente Médio e Norte da África

Brasil
América Latina e Caribe
Mundo
Leste da Ásia e Pacífico

Sul da Ásia

África Subsaariana

US$ mil

O Gráfico 11, que ilustra a comparação do PIB per capita do Brasil com os países que
compõem a OCDE, demonstra que a situação brasileira ainda está aquém dos países desse grupo. Os
países que mais se aproximam da renda brasileira de US$ 15.033,78 são o México (US$ 16.463,39),
Turquia (US$ 18.975,46) e Chile (US$ 21.911,30).
Gráfico 11: PIB per capita - OCDE - 1990 a 2012

Luxemburgo

Noruega

Chile
Turquia
México
Brasil

US$ mil

A inflação de 2000 a 2013, nos quatro países selecionados, tem evoluído gradualmente ao nível
do restante da União Europeia. Recentemente (maio de 2014), houve índices negativos de inflação na
Grécia e em Portugal, 0% na Hungria e apenas 0,3% na Polônia. A evolução do período está
demonstrada na Tabela 15.
151

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Tabela 15: inflação 2001 - 2012


2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006
Grécia 2.9 3.7 3.9 3.4 3.0 3.5 3.3
Hungria 10.0 9.1 5.2 4.7 6.8 3.5 4.0
Polônia 10.1 5.3 1.9 0.7 3.6 2.2 1.3
Portugal 2.8 4.4 3.7 3.3 2.5 2.1 3.0

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013


Grécia 3.0 4.2 1.3 4.7 3.1 1.0 -0.9
Hungria 7.9 6.0 4.0 4.7 3.9 5.7 1.7
Polônia 2.6 4.2 4.0 2.7 3.9 3.7 0.8
Portugal 2.4 2.7 -0.9 1.4 3.6 2.8 0.4

Dados do Banco Mundial indicam que a evolução da inflação brasileira a aproxima da inflação
húngara, valores anuais na faixa de 4% a 8% ao ano, semelhança que se cessa a partir de 2013
(apesar de sua adesão à União Europeia em 2004 e da não adoção do Euro pelo país). Esse
comportamento pode ser verificado no Gráfico 12.
Gráfico 12: Inflação - países selecionados e Brasil - 2000 a 2013

Brasil

Hungria
Polônia
Portugal

Grécia

Na comparação da inflação brasileira com a dos países da OCDE, observa-se que apenas a
Turquia e a Islândia apresentam valores, entre 2004 e 2013, que ultrapassam os brasileiros. Em 2013,
a inflação brasileira (6,2%) ficou abaixo da inflação turca (7,49%), mas acima dos demais índices do
agregado (os índices da OCDE concentram-se entre 1% de deflação e 4% de inflação ao ano).
Os dados do Banco Mundial divergem do índice oficial mais utilizado pelo IBGE, o IPCA. Tal
divergência, para os últimos cinco anos, pode ser observada no Gráfico 13, mas a divergência não é
suficiente para descaracterizar a comparação entre Brasil e demais países analisados.
152

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Gráfico 13: Inflação brasileira - Banco Mundial vs. IPCA


7,00%

6,50%

6,00%

5,50%

5,00%

4,50%

4,00%
2009 2010 2011 2012 2013
Banco Mundial IBGE (IPCA)

Quanto ao desemprego, os países europeus analisados apresentaram taxas que indicam duas
tendências opostas: até 2008 os países apresentaram índices de desemprego que convergiam à faixa
de 7% a 8%; e, após essa data, índices crescentes de desemprego, com as situações mais graves
observadas na Grécia (evolução de 11,5% em 2000 para 7,8% em 2008 e 27,5% em 2013) e em
Portugal (respectivamente, 4%, 8,1% e 17% nessas datas). Esse comportamento pode ser observado
na Tabela 16 e no Gráfico 14, bem como os dados do Banco Mundial para o Brasil, que em 2012
apresentou o valor de 6,9% (o valor oficial do IBGE apontou 5,5% para a média anual do indicador
de 2012 e 5,4% para 2013).
Tabela 16: desemprego 2001 - 2012
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006
Grécia 11,5 10,6 10,1 9,5 10,4 10,0 9,0
Hungria 6,6 5,7 5,6 5,8 5,9 7,2 7,5
Polônia 16,6 18,7 20,2 19,7 19,4 18,0 14,0
Portugal 4,0 4,1 4,8 6,5 6,7 8,1 8,1
Brasil 9,5 9,3 9,1 9,7 8,9 9,3 8,4

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013


Grécia 8,4 7,8 9,6 12,7 17,9 24,5 27,5
Hungria 7,4 7,9 10,1 11,2 11,0 11,0 10,3
Polônia 9,7 7,2 8,3 9,7 9,8 10,2 10,5
Portugal 8,5 8,1 10,0 11,4 13,4 16,4 17,0
Brasil 8,1 7,1 8,3 7,9 6,7 6,9 :
Gráfico 14: Desemprego - países selecionados e Brasil - 2000 a 2012

Grécia

Portugal

Hungria
Polônia

Brasil
153

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

O perito externo apontou, ainda, a relação entre escolaridade e desemprego. Verificou que há
expressivo impacto do desemprego entre os de mais baixa escolaridade (entre 20% e 30%).
O último ponto discutido com os peritos sobre a estrutura demográfica e econômica do Brasil e
dos países europeus foram os padrões utilizados pela Comissão Europeia para considerar
determinado sistema previdenciário como adequado ou inadequado.
Segundo o perito externo, apesar de ser um dos maiores objetivos das políticas previdenciárias
nacionais, não há uma definição formal de ‘adequação previdenciária’. Apesar disso, tem-se utilizado
um conjunto de indicadores desde 2001 para monitorar a generosidade relativa dos sistemas
previdenciários e sua efetividade na redução da pobreza e no auxílio aos indivíduos de manterem o
padrão de vida que tinham antes da aposentadoria.
O primeiro desses indicadores é a proporção da população com mais de 65 anos que recebem
menos de 60% da renda mediana disponível. Por utilizar a mediana da população, essa metodologia
favorece a análise da pobreza em termos relativos, dentro de uma mesma população.
Baseando-se nessa medida, cada país traçou metas nacionais para a redução do número de
pobres ou pessoas em exclusão social, de forma que a União Europeia reduza o número de pobres em
20 milhões até 2020. A Grécia e a Hungria definiram uma redução de 450 mil pessoas, enquanto
Portugal foi mais conservador, buscando a redução de 200 mil pessoas. No outro extremo, a Polônia
busca reduzir a população pobre em 1,5 milhão de pessoas.
Não há, contudo, definição de qual seria o percentual aceitável da proporção de pobreza para
uma política previdenciária ser adequada. Comparam-se os indicadores nacionais e observam-se os
países com os índices mais baixos. Outra forma de comparação é verificar se o índice nacional é
maior ou menor que o índice médio da União Europeia – 14,5%.
Depreende-se dos dados de 2000 a 2012 dessa variável para os países selecionados, constante
da Tabela 17, que, apesar da crise internacional, Portugal e Grécia mantêm constante redução na
proporção de pobres entre os idosos, o que reflete o fato de que a renda disponível da população
diminuiu, mas os rendimentos de aposentadorias não.
Tabela 17: adequação previdenciária
proporção de idosos com menos de 60% da mediana da renda disponível nacional
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006
Grécia 31,0 33,0 : 29,4 28,2 27,9 25,6
Hungria 8,0 12,0 8,0 10,0 : 6,5 9,4
Polônia 8,0 7,0 : : : 7,3 7,8
Portugal 33,0 30,0 : : 28,9 27,6 26,1

2007 2008 2009 2010 2011 2012


Grécia 22,9 22,3 21,4 21,3 23,6 17,2
Hungria 6,1 4,3 4,6 4,1 4,5 6,0
Polônia 7,8 11,7 14,4 14,2 14,7 14,0
Portugal 25,5 22,3 20,1 21,0 20,0 17,4
O segundo indicador adotado para mensurar a adequação dos sistemas previdenciários
europeus é a taxa de reposição agregada, que compara a aposentadoria mediana da faixa etária de
65 a 74 anos com a renda mediana dos trabalhadores da faixa etária de 50 a 59 anos.
A escolha dessas faixas se dá para refletir a renda dos recém-aposentados com os rendimentos
dos trabalhadores que se aproximam da idade de aposentadoria. A média europeia do indicador para
2012 foi de 54%. Nos países selecionados, apenas a Grécia não alcançou a média europeia, o que
sugere que os sistemas previdenciários dos outros três países estão conseguindo manter boa parte do
poder de compra na aposentadoria de seus idosos. Os dados individualizados de 2003 a 2012 podem
ser observados na Tabela 18.
154

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Tabela 18: adequação previdenciária


taxa de reposição agregada
2003 2004 2005 2006 2007
Grécia 48 50 49 49 40
Hungria : : 61 54 58
Polônia : : 58 59 58
Portugal : 53 60 59 47

2008 2009 2010 2011 2012


Grécia 41 41 42 45 52
Hungria 61 62 60 59 58
Polônia 56 56 57 55 58
Portugal 51 50 53 56 58
A terceira variável utilizada para a comparação de sistemas é a taxa de reposição teórica, valor
teórico que indica qual o nível de renda que se receberia ao contribuir quarenta anos para o sistema
previdenciário. Essa taxa não considera o que efetivamente ocorre no sistema previdenciário,
reduzindo o efeito de aposentadorias precoces, regimes especiais, períodos de desemprego, diferenças
de oportunidade no mercado de trabalho ou períodos dedicados ao cuidado de crianças.
Na União Europeia, ao se contribuir quarenta anos para a Previdência, recebe-se, em média,
65% dos rendimentos pré-aposentadoria. Nos países estudados – à exceção da Grécia, com reposição
superior a 100% –, os índices de reposição teórica se aproximam da média da UE.
No entanto, devido às recentes reformas previdenciárias, esperam-se mudanças drásticas nos
índices de reposição, com reduções de um quarto ou um terço do índice nos próximos quarenta anos.
Trabalhadores jovens encontrarão sistemas previdenciários bem diferentes dos atuais aposentados.
Além disso, reformas previdenciárias têm introduzido penalidades significativas àqueles sem
histórico completo de contribuição previdenciária, ou seja, mesmo países com boas taxas de
reposição teóricas podem ser, na prática, sistemas pouco adequados do ponto de vista previdenciário.
O Relatório da Comissão Europeia sobre adequação previdenciária de 2012 (EU Comission
report on pension adequacy) traz os valores do indicador para os países selecionados, para o ano de
2010, conforme ilustrado na Tabela 19.
Tabela 19: adequação previdenciária
taxa de reposição teórica
2010
Grécia 109%
Hungria 60%
Polônia 65%
Portugal 73%

Já a análise do perito local indicou que no Brasil também não há consenso sobre a mensuração
ideal de um sistema protetivo, especialmente pelas variantes futuras e imprevisíveis do segmento. De
toda forma, destacou que alguns elementos de análise são possíveis, como a exclusão da pobreza.
A proteção social, no Brasil, reflete-se no melhor rendimento médio das pessoas em idade
avançada. De acordo com o IBGE, em 2012, o pagamento de benefícios pela Previdência Social
retirou da condição de pobreza 25 milhões de pobreza, redução de 13,1% na taxa de pobreza (frisa-se
que a definição diverge da metodologia europeia anteriormente descrita: no Brasil, considera-se que
são retirados da pobreza aqueles que, sem os rendimentos de aposentadoria, seriam considerados
pobres).
Na comparação dos indicadores de adequação previdenciárias citados, o perito local frisa que a
taxa de reposição teórica brasileira pode ser considerada elevada, uma vez que o índice brasileiro
aproxima-se de 100% de reposição, à semelhança da taxa grega – a maior dos países analisados.
Quando se leva em consideração que as regras desses países têm sido alteradas recentemente, a
divergência entre o sistema brasileiro e os europeus tende a se agravar.
Um exemplo sugerido pelo perito local, passível de adoção no Brasil, é a fixação e
monitoramento de metas relacionadas à redução da pobreza entre os idosos. Todos os países
155

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

selecionados apresentam tais parâmetros, impondo objetivos concretos de ação e, ao mesmo tempo,
viabilizando o controle social das políticas adotadas.
O Tribunal de Contas da União, em sua função de zelar pelo patrimônio público e garantir a
melhoria contínua da Governança da gestão pública, tem orientado seus esforços a trabalhos que não
busquem apenas a verificação da conformidade dos gastos públicos, mas também avaliações
qualitativas que permitam o aprimoramento de técnicas e processos realizados pelos gestores
públicos.
Nesse contexto, a Corte de Contas tem demonstrado preocupação com a atuação preventiva nos
problemas previdenciários em trabalhos realizados nos últimos anos, destacando atributos da
estrutura demográfica e econômica brasileira.
No Acórdão 2.059/2012 – Plenário, o TCU julgou auditoria realizada no Regime Geral da
Previdência Social, no Regime Próprio dos Servidores Civis da União e nos Encargos Financeiros da
União com os Militares Inativos e seus Pensionistas.
Dentre os pontos estudados, destaca-se a atenção dada à estrutura dos regimes previdenciários
brasileiros. Em consonância com os estudos dos peritos local e externo, acima citados, o Tribunal
orientou o Ministério da Previdência Social a realizar estudos que subsidiem projetos de lei visando
instituir mudanças paramétricas no regime geral, a médio e longo prazos, de forma a garantir a
manutenção do equilíbrio financeiro e atuarial da clientela urbana do RGPS.
Segundo o relatório elaborado:
‘41. Os déficits registrados no RGPS estão relacionados a uma série de fatores, dentre os quais
se destacam, em ordem de importância: evasão fiscal (incluindo informalidade nas relações de
trabalho); aposentadoria rural; baixa efetividade na recuperação da dívida previdenciária; renúncias
de receitas; reajustes do salário mínimo acima dos índices de inflação; déficit urbano – resultado do
desenho do plano de benefícios no Brasil.
42. Sobre esse último ponto, embora esteja longe de ser, atualmente, um dos mais relevantes na
formação do déficit da previdência, cabe salientar que a população brasileira vem envelhecendo e,
cada vez mais, a base de contribuintes será proporcionalmente menor em relação aos beneficiados,
o que poderá, em um horizonte mais ou menos curto, comprometer a sustentabilidade do sistema.
Por isso mesmo, recentemente, o Fundo Monetário Internacional recomendou aos países que criem
mecanismos automáticos de elevação da idade da aposentadoria sempre que haja aumento na
longevidade da população. A questão, apesar de politicamente delicada, algum dia deverá ser
enfrentada por nosso país (grifo nosso).’
Do exposto no Tópico 1: Estrutura Econômica e Demográfica, conclui-se que, apesar das
diferenças significativas de alguns indicadores e características entre os países europeus analisados e
o Brasil, é possível comparar os dois conjuntos de países.
Verifica-se, ainda, que demograficamente, o Brasil é um país mais jovem que os europeus, mas
que apresenta indicadores que apontam um rápido envelhecimento da população brasileira nos
próximos anos, aproximando, assim, as duas realidades.
Finalmente, a análise macroeconômica destacou as diferenças a serem consideradas na
comparação do caso brasileiro com o dos países estudados. O Brasil é um país que ainda apresenta
alto nível de desigualdade de renda, baixa razão de PIB per capita e alta inflação, apesar de contar
com índices de desemprego mais favoráveis que os europeus.

3.2 – Tópico 2: Principais benefícios de Seguridade Social


A segunda questão trata da análise dos principais sistemas de benefícios previdenciários dos
países selecionados. Ao perito externo, subdividiu-se a questão em cinco questões e, a essas questões,
somaram-se três questões direcionadas ao perito local.
Enquanto a primeira questão focava na comparabilidade entre as características demográficas
e econômicas dos países comparados, a segunda parte busca uma análise específica e detalhada dos
sistemas de Previdência Social adotados.
156

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

O primeiro ponto questionado foi sobre a forma em que a Previdência Social se estrutura nos
quatro países escolhidos.
O sistema da Grécia é baseado em um pilar público por repartição (pay-as-you-go), e os
Fundos de Seguro Social são organismos autogovernados, sob a supervisão do Ministério do
Trabalho e Seguridade Social (Ministry of Labour and Social Security), e geridos por representantes
dos empregados, empregadores e do governo. Até o ano 2000, o setor era bastante fragmentado, o que
foi gradualmente diminuindo o número de fundos de 130 a 4, atualmente. Apesar da integração dos
fundos, ainda existem diferenças significativas entre os esquemas de previdência de algumas
profissões. Além desse pilar, há fundos ocupacionais de Previdência Complementar.
A Hungria define seu sistema de Seguridade Social como o conjunto de serviços de Previdência
e Saúde, incluindo o sistema de acidentes de trabalho. Ele é supervisionado pelo Ministério de
Recursos Humanos (Ministry of Human Resources), que, em conjunto com o Ministério da Economia
Nacional (Ministry of National Economy), administra separadamente outros benefícios, como o de
desemprego, apoio à família e assistência social. Até 2011, era obrigatório que novos trabalhadores
contribuíssem a fundos privados com esquemas de contribuição definida, hoje, porém, todas as
contribuições da Seguridade Social integram o sistema estatal.
Desde 1999, o sistema de previdência polonês possui dois pilares. O primeiro é administrado
pela Instituição do Seguro Social (Social Insurance Institution), sob a supervisão do Ministério do
Trabalho e Política Social (Ministry od Labour and Social Policy), enquanto o segundo pilar é um
esquema obrigatório de previdência aberta, gerenciado por companhias de investimento privados e
supervisionado pela Autoridade de Supervisão Financeira Polonesa (Polish Financial Supervision
Authority). Ademais, existe um fundo público destinado à reabilitação de pessoas com deficiência.
Benefícios à família e seguro desemprego também não estão sob a competência da Instituição.
Em Portugal, o Ministério da Solidariedade e da Segurança Social provê supervisão geral ao
tema, por meio da Secretaria de Estado da Solidariedade e da Segurança Social. Os esquemas de
Seguridade Social são geridos pelo Instituto de Seguridade Social ou por institutos específicos. O
Centro Nacional de Pensões, por exemplo, gerencia benefícios de longo prazo, enquanto o Centro
Nacional de Proteção contra Riscos Profissionais é responsável pelo tratamento de doenças
profissionais e incapacidades (à exceção de seguros acidentários, que são providos por empresas
privadas supervisionadas pelo Ministério das Finanças).
Nota-se, conforme salientado pelo perito local, que há diversas semelhanças com o sistema
brasileiro, especialmente quanto à gestão da proteção social, a qual, em regra, possui uma unidade
central e unidades autônomas responsáveis pela manutenção das ações protetivas em concreto.
Destaca-se, ainda, a existência de estruturas distintas de acordo com a ação protetiva, como a
prevalência da cobertura diferenciada de prestações acidentárias e para prestações relacionadas ao
desemprego.
Outro ponto importante é que não há uniformidade nos modelos estudados. Alguns, como o
grego, lembram os antigos modelos brasileiros por categoria profissional; outros, como o polonês,
admitem a cobertura simultânea entre o pilar público e o privado, sendo esse último compulsório e
gerido por entidades privadas.
Apesar de cada país integrante da União Europeia ser livre para decidir seu regramento
previdenciário nacional, a UE dita regras comuns para proteger os direitos de Seguridade Social de
cidadãos que decidam se movimentar dentro da Europa (inclusive com alguns países não membro,
tais como a Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça).
Como parte da Estratégia de Lisboa (2000), estabeleceu-se o Método Aberto de Coordenação
(open method of coordination – OMC), que permite aos Estados-membro avaliarem-se uns aos outros
(pressão dos pares), o que trouxe ao bloco um grau mínimo de controle difuso sobre as políticas
públicas nacionais de cada país. Nesse contexto, o Parlamento Europeu e a Corte de Justiça não têm
praticamente nenhuma atuação.
157

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Esse método de coordenação é utilizado em áreas que estão sob a competência dos Estados-
membro, tais como Emprego, Proteção Social, Inclusão Social, Educação, Juventude e Treinamento.
Suas bases são a identificação e definição conjunta de objetivos a serem atingidos; estabelecimento
conjunto de instrumentos de medição; e estudos de casos de sucesso (benchmarking), com
intercâmbio das melhores práticas entre as instituições nacionais especializadas.
Dependendo da área envolvida, utilizam-se medidas que tragam obrigações aos Estados-
membro, com diferentes graus de obrigatoriedade (nunca na forma de regulação, diretivas ou
decisões; ao invés disso, orienta-se que o país defina seu próprio planejamento e que o encaminhe à
Comissão).
Outra ferramenta de controle utilizada pela União Europeia, que tem afetado as políticas
previdenciárias dos países europeus, é o processo chamado Semestre Europeu (European Semester),
que é a publicação de recomendações específicas a cada Estado-membro com base na avaliação do
planejamento que os países submetem sobre a saúde de suas Finanças Públicas e do planejamento das
mensurações de políticas de estímulo ao crescimento e à geração de empregos.
Cabe destacar, nesse ponto, que, quando um país solicita auxílio econômico e financeiro da UE,
como recentemente ocorreu com a Grécia, ele deve satisfazer a critérios específicos estabelecidos em
programas de ajuste econômico, ou seja, países que buscam ajuda financeira tendem a perder parte
de sua soberania de definir regras de Seguridade Social.
As questões específicas sobre benefícios os dividem em três categorias: aposentadorias (por
idade, por tempo de contribuição, por invalidez); pensões; e benefícios relacionados a doenças ou
acidentes de trabalho.
Sobre as aposentadorias, o perito externo dividiu a análise em: princípios básicos; período de
elegibilidade; condições para aposentadoria integral; idade padrão para aposentadoria; fatores
determinantes no cálculo do benefício; suplementos a dependentes; método de cálculo; rendimentos
de referência; aposentadoria máxima, mínima, antecipada ou adiada; e aposentadorias por invalidez.
Quanto aos princípios básicos dos sistemas dos quatro países, conforme destacado pelo perito
local, há grande convergência entre eles: todos possuem ao menos um esquema público e obrigatório;
são financiados por diferentes contribuições; e geram aos segurados benefícios relacionados aos seus
rendimentos, variando de acordo com as contribuições e com a duração da afiliação ao sistema.
O tempo mínimo de contribuição, para obtenção do benefício, oscila entre 15 e 20 anos, de
forma similar ao brasileiro, no que diz respeito à aposentadoria por idade. Porém, exige-se, em todos
os sistemas estudados, idade mínima para aposentar-se, ao contrário da aposentadoria por tempo de
contribuição no sistema nacional. O perito local frisa, nesse ponto, que a aposentadoria por tempo de
contribuição foi amplamente utilizada nos sistemas europeus no pós-guerra, como forma de assegurar
o pleno emprego, mas que tal política foi abandonada nos anos 70.
Ainda quanto à aposentadoria por idade, nota-se, conforme destaca o perito local, uma
tendência de elevação do limite existente, além da equiparação entre as idades de aposentadoria para
homens e mulheres. Na Grécia a idade padrão para aposentadoria de homens e mulheres é de 62 anos
(para 40 anos de contribuição) ou 67 (para 15 anos de contribuição). Na Hungria, em 2009, a idade
para aposentadoria era de 62 anos, valor que vem sendo aumentado até alcançar 65 anos em 2022. A
Polônia, que até 2013 utilizava limites etários diferenciados por gênero (60 anos para mulheres e 65
para homens), decidiu ajustá-los a 67 anos, para ambos os sexos. Em Portugal, a idade mínima é de
65 anos para homens e mulheres.
Quanto aos valores dos benefícios, a quantificação da renda mensal inicial dos benefícios é, de
forma uniforme entre os países estudados, estabelecida com base em médias dos salários obtidos (os
períodos básicos oscilam entre 10 e 40 anos, com possível escolha de melhores salários em
determinado interregno), com eventual adequação do montante mediante aplicação da expectativa de
vida. O modelo brasileiro também se utiliza da variável relacionada à longevidade, mas unicamente,
de forma obrigatória, na aposentadoria por tempo de contribuição. Outro fator destacado pelo perito
158

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

local é que, em todos os modelos europeus selecionados, há, na quantificação de renda,


proporcionalidade relacionada aos anos de contribuição.
Nesse aspecto, cita o perito local, a comparação com os modelos europeus reflete a urgência
necessária em medidas estruturais de reforma no modelo brasileiro, ao contrário das ações
meramente paramétricas que têm sido adotadas desde 1998.
Sobre os limites, mínimo e máximo, das aposentadorias, não há distorções graves frente ao
modelo nacional, tendo em vista a existência de valor mínimos que, no limite, podem ser inferiores ao
salário mínimo brasileiro ou superiores ao teto nacional.
Segundo o perito externo, aposentadorias antecipadas, de forma geral, têm sido severamente
restringidas, sendo raramente admitida antes de 60 anos, especialmente para as novas gerações.
Benefícios especiais para atividades insalubres e pessoas desempregadas em idade avançada ainda
são admitidos. Todavia, nenhum deles admite aposentadorias especiais antes de 55 anos.
Como regra geral, os países selecionados bonificam os segurados que adiam a aposentadoria. O
incremento anual pelo adiamento varia de 0,33% a 3,3%. Nesse aspecto, frisa o perito local, o Brasil
poderia buscar, em alguma medida, reintroduzir esses mecanismos, como o antigo abono de
permanência em serviço, ou algo semelhante ao concedido aos atuais servidores públicos que adiam a
aposentadoria plena.
Finalmente, quanto à aposentadoria por invalidez, o destaque se dá ao fato de os sistemas
apresentados, além de mensurarem a potencial aptidão para o trabalho, buscarem avaliar a
demonstração da impossibilidade de obter determinada fração de sua remuneração usual, por meio de
análises físicas e sociais da invalidez. Alguns países adotam benefícios proporcionais, em forma
análoga ao auxílio-acidente brasileiro.
A renda das aposentadorias por invalidez é calculada considerando aspectos relacionados à
gravidade da incapacidade e o tempo de contribuição do seguro, diferentemente do modelo brasileiro,
que paga o benefício pleno em qualquer hipótese.
De acordo com a Comissão Europeia, em seu trabalho Demography, active ageing and
pension, publicado em 2012, Aposentadorias por Idade são o tipo mais comum de aposentadoria,
alcançando 73,5% das aposentadorias do bloco em 2008, seguido por Pensões por Morte (13,0%),
Aposentadorias por Invalidez (7,9%), Aposentadorias Antecipadas (3,6%), entre outras.
Já a OCDE, em seu trabalho Pensions at a glance, publicado em 2013, descreve brevemente os
sistemas previdenciários dos países membros, trazendo algumas características e indicadores.
O terceiro capítulo dessa publicação (Chapter 3. Design of pension systems) traz a estrutura
dos sistemas previdenciários dos países analisados, que constam resumidos na Tabela 20.
Nela os sistemas públicos são divididos entre Direcionados (Targeted), Básicos (Basic) e
Mínimos (Minimum), que significam, respectivamente: sistemas com pagamento de benefícios
maiores aos beneficiados mais pobres e benefícios menores aos mais ricos; sistemas que pagam
benefícios de valor único a qualquer beneficiário ou cujo cálculo apenas leva em consideração anos
trabalhados, mas não respectivas contribuições; e sistemas que utilizam para o cálculo de benefícios
apenas o rendimento de aposentadorias.
Outra informação compilada informa quais os tipos de planos de previdência, públicos ou
privados: Benefício Definido (BD), Contribuição Definida (CD) e modelos com componentes
capitalizados ou com planos de conta nocionais (NDC). Os sistemas que estão identificados com a
palavra ‘pontos’ são sistemas em que os trabalhadores recebem ‘pontos de aposentadoria’ baseados
em seus rendimentos a cada ano, sendo que na aposentadoria a soma desses pontos é convertida em
um pagamento regular de aposentadoria.
159

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Tabela 20: análise comparativa - sistemas previdenciários da OCDE


Público Público Privado
Direcionado Básico Mínimo Tipo Tipo
Austrália a CD
Áustria BD
Bélgica a a BD
Canada a a BD
Chile a a CD
República Tcheca a a BD
Dinamarca a a CD
Estônia a Pontos CD
Finlândia a BD
França a BD+Pontos
Alemanha a Pontos
Grécia a BD
Hungria BD
Islândia a a BD
Irlanda a
Israel a CD
Itália a NDC
Japão a BD
Coréia do Sul a a BD
Luxemburgo a a a BD
México a CD
Holanda a BD
Nova Zelândia a
Noruega a NDC CD
Polônia a NDC CD
Portugal a BD
Eslováquia a Pontos CD
Eslovênia a BD
Espanha a BD
Suécia a NDC CD
Suíça a a BD BD
Turquia a BD
Reino Unido a a a BD
Estados Unidos BD

Outras economias:
Argentina a BD
Brasil BD
China a NDC/CD
Índia BD + CD
Indonésia CD
Rússia a NDC CD
Arábia Saudita a BD
África do Sul a
A exemplo da aposentadoria, a análise do perito externo sobre as pensões por morte se deu nos
seguintes critérios: princípios básicos; pessoas habilitadas; pré-requisitos do instituidor; pré-
requisitos para cônjuge sobrevivente; pré-requisitos para cônjuge divorciado; pré-requisitos para
companheiros; pré-requisitos para crianças; pré-requisitos para outros beneficiados; regras para
160

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

pensões a cônjuge sobrevivente, cônjuge separado ou companheiro; impacto de novo casamento;


benefícios a crianças órfãs; cálculo do valor (valores mínimos e máximos); e outros benefícios
relacionados.
Apesar da semelhança entre os princípios básicos das pensões por morte dos quatro países e do
Brasil – uma vez que todas se inserem no programa nacional de cobertura compulsória do seguro
social e possuem hipóteses de dependentes elegíveis similares –, o perito local destaca que todos os
países estudados estabelecem parâmetros mínimos para a concessão do benefício, seja por meio de
uma carência mínima, seja pela condição de aposentado do falecido. No caso de Portugal, um dos
mais benevolentes do grupo, a concessão do benefício exige ao menos três anos de contribuição
prévia.
No caso do benefício ao cônjuge sobrevivente – situação mais corriqueira do benefício – todos
os países estudados possuem requisitos rigorosos para a concessão, em geral combinando variáveis
relacionadas ao tempo de união, idade do requerente e até mesmo, em diversos casos, limitando a
duração do benefício, como forma de permitir uma transição razoável, mas sem eternizar o benefício,
como ocorre no Brasil. Nesse aspecto, cita o perito local, não há dúvidas que o modelo brasileiro é
inadequado.
Destaca-se, ainda, que os sistemas estrangeiros estudados permitem a eventual ampliação do
limite etário na hipótese de estudantes, podendo chegar a 27 anos, caso de Portugal. O perito local
observa que uma eventual restrição a benefícios de cônjuges e companheiros permitiria melhor
adequação à cobertura de filhos, estendendo o atual limite adotado de 21 anos sem afetar a
sustentabilidade das pensões por morte.
No que tange ao cálculo dos benefícios, percebe-se que eles chegam, em média, a menos de 70%
do valor da aposentadoria (à exceção da Polônia, com rendimentos de 85% a 95%). Há casos que,
além da redução no valor, há redução também no tempo em que o benefício é pago, em especial a
jovens viúvos e viúvas. Ao contrário do caso brasileiro, a realização de novo casamento cessa, em
regra, as pensões por morte nesses países (salvo o sistema polonês).
O TCU atuou sobre as pensões por morte em auditoria de 2012 (Acórdão 666/2013-Plenário). O
foco da auditoria foi avaliar os controles internos associados aos procedimentos de concessão de
benefícios e a alimentação das bases de dados das pensões, ou seja, a ênfase se deu a aspectos de
conformidade das três espécies de benefícios.
Identificou-se que havia: falhas com indicativo de pagamento indevido de benefícios e dano ao
erário e falhas que comprometem a integridade da base de dados do INSS, o que resultou em
determinações e recomendações de forma a revisar benefícios com indícios de irregularidades e a
alterar os sistemas de concessão e controle para evitar erros futuros.
Além dessas determinações e recomendações corretivas, o Voto do Ministro Relator aborda dois
pontos que derivam diretamente das disposições legais pertinentes, e cuja solução estaria na esfera de
decisão política (alheio, portanto, à atuação originária do TCU): a ausência de período de carência
para concessão de pensões por morte; e a inexistência de redutor nos valores de pensão em função da
idade ou condições econômicas do beneficiário.
Quanto aos benefícios relacionados à cobertura de doenças e acidentes, o perito local destaca
que, no aspecto conceitual, os modelos estudados não apresentam diferenças significativas frente ao
brasileiro. Todos agregam ao modelo estatal de Previdência Social a cobertura de doenças e
acidentes, cobrindo todos os segurados e, também, exigindo perícia médica prévia à concessão do
benefício.
À exceção da Hungria, todos exigem período mínimo de vinculação ao sistema, assim como o
brasileiro, o qual, todavia, comporta algumas exceções, especialmente em acidentes. Interessante
notar que na Hungria e Polônia, ao contrário de Grécia e Portugal, o empregador permanece
encarregado de pagar salários ao empregado por algum tempo limitado, assim como ocorre no
Brasil.
161

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Um aspecto para o qual o perito local chama a atenção é a renda mensal da prestação, a qual,
em regra e em todos os países, não alcança o elevado percentual previsto no Brasil de 91% para toda
e qualquer hipótese de afastamento. Sugere que esse comparativo deveria mensurar a taxa de
reposição de acordo com variáveis como número de dependentes, tempo de vinculação ao sistema ou
mesmo a gravidade da doença.
Outro aspecto interessante é a previsão, em todos os modelos, de tempo máximo de duração,
com possível conversão em invalidez. Essa limitação temporal de benefício por incapacidade não
existe mais no Brasil. Com exceção da Polônia, nota-se a existência de prestações próprias para
cuidados de crianças sob a responsabilidade dos segurados. Essa cobertura não existe no Brasil.
Já na cobertura de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais algumas diferenças relevantes
surgem. Enquanto na Grécia e Hungria o modelo é análogo ao brasileiro, com cobertura integrada ao
regime geral, Polônia e Portugal adotam modelo diverso, com cobertura acidentária autônoma,
apesar de compulsória e, eventualmente, privada (Portugal).
O perito local destaca que a Constituição brasileira, desde o final de 1998, permite a atuação
do setor privado na cobertura de acidentes do trabalho. Todavia, o tema até hoje não conta com
regulamentação, até pela forte divergência existente. Talvez um aprofundamento no estudo desses
modelos possa, em alguma medida, orientar o melhor regime para o sistema brasileiro. De toda
forma, a divisão existente nos países escolhidos já é emblemática quanto à polêmica em segregar o
modelo acidentário do regime geral de proteção social.
Apesar de haver dados agregados para o total de pessoas em aposentadorias adiantadas, por
invalidez e recebendo outros tipos de benefícios sociais, essa informação não está disponível por faixa
etária, o que dificulta definir qual a proporção da população em idade economicamente ativa que se
encontra em cada uma dessas condições.
Segundo a Pesquisa de Força de Trabalho da Eurostat (Eurostat’s Labour Force Survey), em
2013, Grécia, Hungria e Polônia apresentaram proporção de inativos superior à média da União
Europeia na faixa etária de 15 a 64 anos (28,1%), conforme ilustrado na Tabela 21.
Tabela 21: proporção de inativos entre 15 e 64 anos
2000 2008 2010 2012 2013
Grécia 36,1 32,9 31,8 32,1 32,0
Hungria 40,1 38,5 37,6 35,7 34,9
Polônia 33,9 36,2 34,7 33,5 33,0
Portugal 28,9 25,8 26,0 26,1 26,4
Dois grupos se destacam entre os inativos em idade economicamente ativa, os que optaram por
estarem inativos, em razão de aposentadorias, e os que estão afastados por estarem doentes ou
incapazes. A comparação entre essas informações, para os países selecionados, pode ser observada
na Tabela 22.
Tabela 22: proporção de inativos entre 15 e 64 anos
por tipo de inatividade (2013)
Inativos Aposentadoria Doença ou invalidez Outros
Grécia 32,0 7,6 2,1 22,3
Hungria 34,9 8,2 5,4 21,3
Polônia 33,0 7,3 6,0 19,7
Portugal 26,4 3,0 5,7 17,7
Sobre a quantidade dos benefícios previdenciários pagos no Brasil, o perito local destaca o
caráter de prestação precoce de dois benefícios: Aposentadoria por Invalidez e Pensão por Morte,
benefícios que ultrapassam 11 milhões de beneficiários no Brasil; o que permite dizer que cerca de
10% da população economicamente ativa (100 milhões de pessoas segundo a Pnad 2012) foi afastada
precocemente do mercado.
Agregando os afastamentos por aposentadoria, o afastamento chega a 30% da população
economicamente ativa, reproduzindo os padrões europeus ilustrados na Tabela 22, superando o índice
de Portugal.
162

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Os benefícios por incapacidade provisória oscilam entre 4,0% e 4,5%, o que corresponde aos
padrões europeus, mas a quantificação exata não é possível, pois o auxílio-acidente não
necessariamente está correlacionado à incapacidade para o trabalho e o auxílio-doença, por sua vez,
não necessariamente implica incapacidade para toda e qualquer atividade, conforme análise do perito
local.
Outra informação disponível relacionando o mercado de trabalho e aposentadorias voluntárias
é a idade média de saída do mercado de trabalho, acompanhada pela OCDE. No Gráfico 15, essas
idades são visualizadas, divididas por gênero, para o período de 1970 a 2010. Neste gráfico estão
ilustradas as evoluções dos países da OCDE (área escura limitada pelas linhas dos países com
menores – Lowest countries – e maiores idades médias – Highest countries), bem como a idade
média de saída desses países (linha escura com a marca ‘OCDE average’).
Nota-se leve redução nas idades médias de homens e mulheres entre os anos de 1970 e 2000,
com leve aumento entre 2000 e 2012. Apesar das diferenças históricas da participação dos dois
gêneros no mercado de trabalho, entre 2005 e 2012 as idades médias de saída do mercado de
trabalho dos dois gêneros estão se aproximando (aproximando-se de 65 anos). Nos países com as
saídas femininas mais precoces, a mudança se deu de forma menos gradual, com o aumento de 55
anos de 2007 a quase 60 anos em 2012.
Gráfico 15: Idade média de saída do mercado de trabalho, por gênero

Homens Mulheres

Quando se analisam apenas os benefícios previdenciários concedidos, verifica-se a


predominância das aposentadorias por idade, com a participação expressiva das pensões por morte.
No Gráfico 16, visualiza-se a proporção desses benefícios, nos quatro países selecionados, no ano de
2011.
163

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Gráfico 16: Proporção de benefícios previdenciários (%) - 2011


Grécia Hungria

19
25,8
5,8
4,8 8,8 56,2
70,3

9,1

Polônia Portugal

15,3
24,1
10,6
5,5
15,4 58,7 59,3

11,1

Considerando apenas as quatro categorias de benefícios identificadas para os quatro países, e


utilizando a Aposentadoria por Tempo de Contribuição no lugar da Aposentadoria Adiantada, os
dados para a quantidade de benefícios mantidos pelo INSS, ao final do exercício 2012, está ilustrada
no Gráfico 17.
Gráfico 17: Proporção de benefícios previdenciários (%) - 2012

Brasil

30
37

20
13

Aposentadoria por idade Aposentadoria por invalidez

Aposentadoria por tempo de contribuição Pensão por morte

Destaca-se a participação das Pensões por Morte no modelo brasileiro, em patamar superior
aos dos países selecionados. Segundo o perito local, tendo em vista a média etária brasileira ser
inferior, tais números se justificam pelo regramento excessivamente flexível da legislação brasileira
quanto a Pensões por Morte.
Dos números referentes ao Brasil, ainda se pode extrair a alta participação das aposentadorias
por tempo de contribuição na composição dos benefícios previdenciários – 13% do total. Nos países
selecionados, a aposentadoria adiantada (espécie mais próxima em termos comparativos) situa-se
entre os 5,5% e 10,6% (em média, os números brasileiros ultrapassam quase 70% os percentuais
europeus).
Verificou-se, ainda, que a maior parte dos recursos financeiros destinados a esses benefícios foi
dedicado às Aposentadorias por Idade, apesar dos altos gastos com Aposentadorias Adiantadas. Por
164

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

outro lado, as Pensões por Morte tendem a ter menor percentual de gasto, conforme se observa na
Tabela 23.
Tabela 23: proporção de gastos previdenciários 2011 (% do PIB)
Aposentadoria Aposentadoria Aposentadoria Pensões por
Total
por idade Adiantada por Invalidez morte
Grécia 8,6 3,3 0,8 2,3 14,9
Hungria 7,2 1,5 1,0 1,3 11,1
Polônia 7,1 1,6 1,1 1,7 11,6
Portugal 10,6 0,6 1,9 1,7 14,8
UE 9,5 1,1 0,9 1,6 13,0
Os números apresentados acima foram coletados da base de dados do Eurostat, mas eles se
aproximam aos valores informados pela OCDE, em sua publicação Pensions at a glance, referentes
ao ano de 2012: Grécia – 13,0%; Hungria – 9,9%; Polônia – 11,8%; e Portugal – 12,3%. Não
constam informações do Brasil quanto ao percentual de gastos previdenciários em relação ao PIB
nessa publicação.
Os gastos previdenciários do RGPS, constantes do Anuário Estatístico da Previdência Social,
divulgado pelo INSS, são consolidados na Tabela 24. Frisa-se que apenas o Regime Geral de
Previdência Social está apresentado, não incluindo informações dos regimes próprios da União,
estados, DF e municípios. Conforme destacado por especialistas presentes no Painel de Referências,
esta exclusão pode tornar a análise da sustentabilidade da Previdência Social incompleta, uma vez
que os regimes de servidores públicos de alguns países estão inseridos nos gastos previdenciários
nacionais.
Tabela 24: gastos previdenciários do RGPS
Gastos em 2012 %PIB
Benefícios do RGPS: 278.777.984 6,3%
Previdenciários 270.742.115 6,1%
Aposentadorias
Tempo de Contribuição 84.848.866 1,9%
Idade 70.447.610 1,6%
Invalidez 31.127.126 0,7%
Pensão por morte 68.292.289 1,6%
Auxílios
Doença 14.877.501 0,3%
Reclusão 317.684 0,0%
Acidente 233.102 0,0%
Salário maternidade 595.284 0,0%
Outros 2.653 0,0%
Acidentários 8.035.869 0,2%
R$ mil
O percentual de 6,3% do PIB em gastos previdenciários colocaria o Brasil no conjunto de
países com gastos em nível inferior à média dos países da OCDE, conforme ilustrado no Gráfico 18,
mas deve-se observar que esse nível de gastos é considerado alto, quando se comparam, também, o
percentual de idosos no Brasil e nos países da OCDE (percentuais destacados em laranja).
165

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Gráfico 18 - Gastos previdenciário em percentual do PIB


Países abaixo da média da OCDE
21,1
Islândia Percentual de idosos (65+)
11,4
México
17,9
Coreia do Sul
China 13,1
23,1
Austrália
Chile 16,0

Canadá 23,7

23,1
Nova Zelândia
19,4
Israel
19,4
Irlanda
27,3
Holanda
Noruega 26,1
29,9
Dinamarca
Reino Unido 28,9

12,2
Brasil
28,1
Suíça
12,5
Turquia
22,8
Estados Unidos
Eslováquia 19,2

Luxemburgo 22,6
25,5
OCDE
0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0

Os demais países da OCDE, o que inclui os quatro países europeus analisados, estão ilustrados
no Gráfico 19.
Gráfico 19 - Gastos previdenciário em percentual do PIB
Países acima da média da OCDE
25,5 Percentual de idosos (65+)
OCDE
29,1
Estônia
32,5
Suécia
República Tcheca 25,3

19,6
Rússia
Espanha 27,9

30,9
Finlândia
27,2
Hungria
29,6
Bélgica
42,2
Japão
26,6
Eslovênia
34,8
Alemanha
21,6
Polônia
30,1
Portugal
31,7
Grécia
29,7
Áustria
30,0
França
34,5
Itália
0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0

Assim como no modelo brasileiro, nota-se nos quatro países estudados, uma uniformidade na
adoção de regramentos diferenciados para determinadas categorias e profissões. Segundo o perito
local, a existência desses regramentos diferenciados é natural e compreensível, dada a natureza
usualmente corporativista dos modelos bismarckianos de Previdência Social.
166

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Percebe-se, ainda, que os modelos europeus têm passado por diversas reformas nos últimos
anos, de forma a restringir as prestações diferenciadas por carreira ou ocupação, o que ocorreu, em
menor escala, no Brasil em 1995.
Destaca o perito local que a opção de se preservar algumas situações especiais não deve inibir
a uniformização de tratamento junto ao sistema protetivo, não somente como forma de preservar sua
viabilidade financeira e atuarial, mas, também, concretizar tratamento igualitário aos segurados da
Previdência Social.
Todos os países estudados contam com algum sistema complementar de cobertura
previdenciária. Em geral, são custeados pelos interessados e geridos por entidades privadas, com
exceção de Portugal, que ainda prevê um modelo complementar público. São em regra de ingresso
voluntário, assim como no modelo brasileiro, com exceção da Polônia, que prevê um modelo
complementar privado compulsório, mas com as contribuições recolhidas primeiramente ao Estado.
O perito local destacou a tendência por uma opção minimalista dos modelos públicos básicos de
proteção, os quais tendem a buscar, como objetivo, a preservação do mínimo existencial. Contudo,
modelos complementares compulsórios não são incomuns, como forma de preservar patamar
superior, assecuratório do bem-estar.
Finaliza o tópico de análise dos principais benefícios sociais o atendimento assistencial aos
idosos. No Brasil, há Benefício de Prestação Continuada (BPC) definido para a assistência de idosos
com mais de 65 anos e que não tenham rendimentos suficientes para sua própria manutenção (dita a
Constituição Federal de 1988 que um dos objetivos da Assistência Social é ‘a garantia de um salário
mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir
meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família’, o que está definido na Lei
Orgânica da Assistência Social como renda familiar per capita inferior a um quarto do Salário
Mínimo).
Nos países estudados, em maior ou menor grau, há mecanismos equivalentes para garantir a
proteção ao idoso vulnerável, exigindo-se, em variados graus, a comprovação da necessidade,
similarmente ao caso brasileiro.
Do exposto no Tópico 2: Principais benefícios de Seguridade Social, conclui-se que, hoje, o
modelo brasileiro possui algumas semelhanças nas espécies de benefícios e em suas condições, mas
há alguns pontos com divergências significativas, como a ausência de condicionalidades das pensões
por morte e a aposentadoria por tempo de contribuição, benefício que tem sido eliminado dos sistemas
previdenciários europeus.

3.3 – Tópico 3: Estrutura de financiamento


A terceira questão trata da análise das formas que os sistemas previdenciários europeus
utilizam para se financiar. Ao perito externo, subdividiu-se a questão em quatro questões e, a essas
questões, somaram-se duas questões direcionadas ao perito local.
Conforme destacado pelo perito local, o financiamento dos modelos estudados não difere muito
do sistema brasileiro, sendo financiado por contribuições dos beneficiários diretos e indiretos
(empregados e empregadores), reproduzindo a lógica bismarckiana de custeio dos sistemas.
Como no sistema brasileiro, parte dos modelos também se financiam com a utilização de
tributos, o que está previsto na Constituição Brasileira de 1988, na hipótese de déficit do sistema de
Seguridade Social.
Considerando a soma dos benefícios de Aposentadoria por Idade, Invalidez, Auxílios-doença,
Pensões por Morte e benefícios acidentários, as alíquotas de contribuição brasileira e europeias não
se diferenciam tanto, especialmente do ponto de vista do empregado (nos quatro países, os
empregados devem contribuir de 7,07% na Grécia a mais de 13% na Polônia, valores semelhantes à
alíquota variável brasileira – em regra, de 8% a 11%).
Dois casos de destaque são Portugal e Hungria. As contribuições portuguesas podem ser
reduzidas para algumas atividades e empregadores, como Organizações Não Governamentais, e para
167

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

alguns grupos de empregados, como jovens procurando seu primeiro emprego e pessoas portadoras
de deficiência. Já na Hungria, aqueles que tiverem se aposentado, mas houverem retornado à
atividade, também encontram alíquotas reduzidas.
As formas de gerenciar os sistemas previdenciários dos quatro países não divergem
significativamente da brasileira, à exceção de alguns modelos que tentam adotar elementos
capitalizados ou planos de conta nocionais (NDC).
O perito externo traz os modelos adotados em cada país, destacando a forma de controle
adotada neles. Na Grécia, devido à grande fragmentação do sistema, diversas organizações são
responsáveis por administrar os fundos de Previdência, todas sob a supervisão do governo. Esse
cenário tende, porém, a se alterar no médio prazo, devido às recentes reformas por que passa o país.
A partir de 2019, o financiamento dos diferentes órgãos de Previdência passará a um fundo geral
(Generational Solidarity Insurance Fund), que perseguirá o equilíbrio atuarial do sistema.
Na Hungria, o sistema de repartição simples funciona como o brasileiro: gerenciamento
centralizado, contribuições realizadas pelo Ministério das Finanças (Ministry of Finance) e
pagamento pelo Fundo de Aposentadoria Estatal (State Pension Fund), com os déficits sendo pagos
anualmente pelo Tesouro (Central Budget). Um ponto interessante de se focar é que houve a tentativa
de se criar um segundo pilar de previdência obrigatória com recursos administrados por particulares.
Após a transferência de algumas contribuições, o governo renacionalizou grande parte do recurso
para financiar o déficit financeiro do primeiro pilar.
A Polônia decidiu alterar a lógica de seu sistema previdenciário, trazendo mais elementos de
capitalização às aposentadorias. O sistema geral possui dois pilares: um esquema de Contribuição
Definida Nocional (NDC); e um esquema privado obrigatório, escolhido individualmente. O sistema
antigo é gerenciado pelo mesmo órgão que gerencia esses pilares. O perito externo aponta que a
administração desse novo sistema tem encontrado algumas dificuldades: como parte das
contribuições estão sendo divididas com os sistemas privados de aposentadoria (segundo pilar), os
déficits no sistema têm crescido. Outro ponto negativo dessa opção é a necessidade de se manter
registros muito precisos das contribuições individuais dos segurados, de forma a garantir o caráter
capitalizado do sistema (os recursos não compõem efetivamente uma conta individual, há apenas a
criação de contas fictícias – nocionais).
O sistema português se assemelha ao brasileiro, mas o Fundo Fiduciário de Seguridade Social
português possui autonomia legal, administrativa e financeira para gerir parte dos recursos coletados
por contribuições e tributos, ao contrário do Fundo do Regime Geral de Previdência Social, que,
ainda está sendo estruturado e não tem (ou terá) personalidade jurídica própria. Por outro lado, o
gerenciamento financeiro do sistema português está centralizado no Instituto de gerenciamento
financeiro da Seguridade Social.
Sobre o tema, o perito local destaca que, de modo geral, os sistemas previdenciários dos países
estudados têm passado por reformas que podem, no futuro, propiciar melhor controle dos valores
envolvidos, mesmo nos sistemas que não adotam o NDC (que já exigiria tal controle).
Uma das formas de se verificar as políticas públicas de incentivo à formalização do mercado de
trabalho é a análise tributária e previdenciária das pequenas empresas e dos profissionais autônomos.
Na Grécia, os profissionais autônomos devem buscar seu registro em associações ou câmaras
específicas, para, então, buscar registro nas respectivas instituições de Seguridade Social. Desde
2011, o setor tem ampliado ações para harmonizar os pré-requisitos para aposentadorias entre
empregados e profissionais autônomos. Um dos subgrupos de profissionais autônomos agrega os
trabalhadores rurais.
As Previdências Sociais da Hungria e da Polônia não possuem aspectos especiais para os
profissionais autônomos, à exceção dos trabalhadores rurais, que, na Hungria, possuem amplo
financiamento governamental e, na Polônia, contribuem com alíquotas reduzidas.
168

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Em Portugal, a contribuição dos trabalhadores autônomos é inferior à combinação das


contribuições de empregados e empregadores (34,75% para estes e 29,5% para aqueles), mas há
equivalência entre os benefícios pagos aos dois grupos.
Sobre a inclusão previdenciária de autônomos, o perito local destaca que nenhum dos modelos
bismarckianos estudados produziu, de forma adequada, inclusão previdenciária dos trabalhadores
autônomos, ao contrário do sistema brasileiro, que tem buscado, nos últimos anos, a adesão desses
trabalhadores, mediante simplificação e redução da contribuição, que pode chegar a somente 5% do
salário mínimo.
No caso brasileiro, o Tribunal de Contas da União dedicou especial atenção à Previdência da
clientela rural em auditoria sobre a sustentabilidade dos regimes previdenciários brasileiros
(Acórdão 2.059/2012 – Plenário). Apesar de a atual forma de concessão ser eficaz na diminuição dos
efeitos negativos da informalidade no campo, o pouco controle na concessão pode elevar o risco de se
permitir fraudes na concessão de benefícios.
Em complementação à informação de proporção de gastos previdenciários detalhada na Tabela
23, do Tópico 2 desse Relatório, o perito externo agregou dados das contribuições sociais nacionais
para identificar quais países operam em déficit ou em superávit, conforme ilustrado na Tabela 25,
abaixo. Ele destaca, em seu estudo, que as contribuições sociais são, em todos os países, suficientes
para cobrir as aposentadorias por idade, sendo na Grécia a maior folga entre tais despesas e as
receitas sociais totais (6,8%, pouco abaixo da média europeia de 7,2%).
Tabela 25: Contribuições e despesas previdenciárias 2011 (% do PIB)
Contribuições Aposentadoria Aposentadoria Aposentadoria Pensões por Resultado
sociais por Idade Adiantada por Invalidez morte previdenciário
Grécia 15,4 8,6 3,3 0,8 2,3 0,4
Hungria 12,9 7,2 1,5 1,0 1,3 1,9
Polônia 11,7 7,1 1,6 1,1 1,7 0,2
Portugal 12,4 10,6 0,6 1,9 1,7 -2,4
UE 16,7 9,5 1,1 0,9 1,6 3,6
No modelo brasileiro, como afirma o perito local, não há sequer consenso sobre a existência de
déficit do sistema, pois, na contabilidade do modelo previdenciário brasileiro, são incluídas
prestações assistenciais e, ao mesmo tempo, excluídas receitas derivadas de formas alternativas de
tributação para alguns setores e renúncias fiscais variadas (cita o entendimento da Associação
Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil – Anfip).
A Anfip, em sua publicação ‘Seguridade e Previdência Social – Contribuições para um Brasil
mais justo’, de 2014, defende não haver, atualmente, déficit da Previdência Social. Argumenta que se
deve analisar o resultado da Seguridade Social, que é superavitário. Em todos os anos de 2010 a
2013, as receitas de Seguridade Social foram maiores que a soma das despesas nas áreas
previdenciária, assistencial, de saúde e dos benefícios do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Defende, ainda, que o Resultado da Seguridade Social seria o identificado na Tabela 26.
169

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Tabela 26: Receitas e despesas da seguridade social - 2010 a 2013 - Anfip


2010 2011 2012 2013
RECEITAS REALIZADAS 458.094 527.080 595.736 651.066
Receita de contribuições sociais 441.266 508.095 573.854 634.359
Receita Previdenciária 211.968 245.890 283.441 317.164
Cofins 140.023 159.625 181.555 199.410
CSLL 45.754 57.582 57.316 62.545
PIS/Pasep 40.372 41.584 47.778 51.185
CPMF e Outras contribuições 3.148 3.414 3.765 4.055
Receitas de entidades da Seguridade 14.693 16.730 20.109 14.855
Recursos próprios do MDS 305 86 66 239
Recursos próprios do MPS 267 672 708 819
Recursos próprios do MS 2.700 3.221 3.433 3.858
Recursos próprios do FAT 10.978 12.240 15.411 9.430
Taxas, multas e juros da fiscalização 443 511 491 509
Contrapartida do Orçamento Fiscal para EPU 2.136 2.256 1.774 1.852
DESPESAS REALIZADAS 403.009 451.000 512.435 572.897
Benefícios previdenciários 256.259 281.438 316.589 355.274
Previdenciários urbanos 199.461 218.616 243.954 274.652
Previdenciários rurais 55.473 61.435 71.135 78.625
Compensação previdenciária 1.325 1.387 1.500 1.996
Benefícios assistenciais 22.234 25.117 30.324 33.869
Assistenciais - Loas 20.380 23.353 28.485 32.119
Assistenciais - RMV 1.854 1.764 1.839 1.750
Bolsa-família e outras transferências 13.493 16.767 20.530 24.004
EPU - Benefícios de legislação especial 2.136 2.256 1.774 1.852
Saúde: despesas do MS 61.965 72.332 80.063 85.456
Assistência Social: despesas do MDS 3.425 4.033 5.669 6.224
Previdência Social: despesas do MPS 6.482 6.767 7.171 7.179
Outras ações da seguridade social 7.260 7.552 9.824 11.972
Benefícios do FAT 29.204 34.173 39.950 46.561
Outras ações do FAT 551 565 541 505
RESULTADO DA SEGURIDADE SOCIAL 55.085 76.080 83.301 78.169
R$ milhões
Do exposto no Tópico 3: Estrutura de Financiamento, conclui-se que os modelos de
financiamento estudados não diferem significativamente do modelo brasileiro, assim como as formas
de se gerenciar os sistemas previdenciários nacionais.

3.4 – Tópico 4: Sustentabilidade financeira e atuarial


A quarta questão trata da análise da sustentabilidade financeira e atuarial dos sistemas
nacionais de Previdência Social. Ao perito externo, subdividiu-se a questão em seis questões e, a essas
questões, somaram-se três questões direcionadas ao perito local.
Anualmente, os reajustes dos benefícios previdenciários do Regime Geral de Previdência Social
são definidos na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) que, para 2015, a exemplo dos anos
anteriores, definiu, em seu projeto de lei (PLDO 2015) que ‘os benefícios são reajustados conforme a
variação da inflação, com exceção dos benefícios equivalentes ao piso previdenciário, que variam de
acordo com o ajuste do salário mínimo’.
Dessa forma, nota-se a influência de dois fatores nos gastos previdenciários do regime geral: a
inflação e o ajuste do salário mínimo (que tem buscado utilizar a fórmula de ajuste da soma da
inflação com o crescimento do Produto Interno Bruto).
Nos quatro países, a inflação também é levada em consideração nos ajustes das aposentadorias
por idade, sendo que, em alguns países, outros fatores são considerados, tais como o crescimento do
PIB, o crescimento dos salários reais ou índices de referência sociais. Os peritos destacam que,
mesmo em países com regramento específico estabelecido, essas regras podem ser suspensas, como
170

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

ocorreu em Portugal em 2013, que congelou todos os benefícios, com exceção daqueles em valor
mínimo.
Como regra geral, os benefícios dos países estudados possuem variáveis relacionadas ao tempo
de contribuição, valor acumulado (real ou nocional) e, até, aspectos atuariais. Tais condições,
segundo o perito local, podem subsidiar futura reforma no modelo brasileiro, de forma a considerar,
nos benefícios em geral – e não somente nas aposentadorias –, as variáveis apresentadas.
Ao se analisar a composição das receitas previdenciárias, nota-se que os quatro países possuem
grande participação de receitas de contribuições dos participantes no total das receitas dos sistemas
de Seguridade Social. As receitas dos sistemas nacionais e das contribuições podem ser visualizadas
no Gráfico 20.
Gráfico 20: evolução das receitas da Seguridade Social - 2002 a 2011
(%PIB)
35

30

25

20

15

10
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Grécia - receita Seguridade Hungria - receita Seguridade
Polônia - receita Seguridade Portugal - receita Seguridade
Grécia - contribuições Hungria - contribuições
Polônia - contribuições Portugal - contribuições

Do gráfico de evolução das receitas da Seguridade Social dos quatro países analisados, extrai-
se que, nos últimos dez anos, houve grande variação na composição das receitas totais (em linhas
contínuas), mas pouco desse impacto foi diretamente transferido às contribuições dos participantes
(linhas tracejadas). Na Grécia, por exemplo, a receita total passou de 25% do PIB a pouco mais de
30% em um crescimento constante, enquanto as contribuições mantiveram-se no patamar de 15% do
PIB. A situação mais estável, nos quatro países, foi detectada na Polônia, que apresentou, durante
todo o período, participação das contribuições em 61% a 63% nas receitas totais, havendo inclusive
tendência de redução nos gastos de Seguridade Social, que passaram de 21,5% a 18,7% do PIB.
Pela ótica da despesa da Seguridade Social, deve-se destacar que o Eurostat considera os
gastos com Saúde como parte da Seguridade Social (como no Brasil), mesmo havendo financiamento
direto através de tributos, em muitos deles. Os gastos com Aposentadorias por idade, Pensões por
Morte, Aposentadorias por Invalidez, Benefícios para Desempregados, Benefícios para Família ou
Crianças e Garantias Mínimas de Renda podem ser visualizados no Gráfico 21.
171

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Gráfico 21: evolução das despesas da Seguridade Social - 2002 a 2011


(%PIB)
25

20

15

10
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Grécia Hungria Polônia Portugal

As informações de receitas e despesas sociais, para os anos de 2009 a 2011, estão consolidadas
na Tabela 27, onde se apresentam as receitas de contribuições sociais, as receitas totais, as despesas
com Assistência e Previdência Sociais, o Resultado 1 (diferença entre as receitas totais e as despesas
com Assistência e Previdência Sociais), as despesas com Saúde e o Resultado da Seguridade Social.
Nota-se que em Portugal, nos últimos três anos, há capacidade de financiamento suficiente para o
sistema, enquanto a Polônia tem apresentado dificuldade, chegando a registrar um déficit de 0,5% do
PIB em 2010.
Tabela 27: resultado social 2009 a 2011 (% do PIB)
2009
Receitas Despesas Despesas Resultado
Contribuições Resultado 1
Seguridade Assist+Previ Saúde Seguridade
Grécia 15,2 29,0 19,9 9,1 7,5 1,6
Hungria 14,5 27,7 18,8 8,9 5,1 3,8
Polônia 11,8 18,9 14,9 4,0 3,9 0,1
Portugal 12,4 27,8 18,5 9,3 7,0 2,3
2010
Receitas Despesas Despesas Resultado
Contribuições Resultado 1
Seguridade Assist+Previ Saúde Seguridade
Grécia 15,6 29,5 20,5 9,0 7,7 1,3
Hungria 13,6 27,1 17,4 9,7 5,2 4,5
Polônia 11,2 18,3 15,0 3,3 3,8 -0,5
Portugal 12,3 27,7 18,7 9,0 6,7 2,3
2011
Receitas Despesas Despesas Resultado
Contribuições Resultado 1
Seguridade Assist+Previ Saúde Seguridade
Grécia 15,4 30,5 21,9 8,6 7,0 1,6
Hungria 12,5 22,4 16,9 5,5 5,9 -0,4
Polônia 11,7 18,7 15,1 3,6 3,6 0,0
Portugal 12,4 27,6 19,0 8,6 6,0 2,6
Para o caso brasileiro, o Gráfico 22 ilustra o comportamento das arrecadações, dos
pagamentos de benefícios e da necessidade de financiamento do RGPS. Nota-se que, apesar do nível
de gastos estar em patamar inferior aos dos quatro países analisados (no Brasil o percentual não
chega a 8% do PIB, enquanto nos países europeus gasta-se entre 11% e 15%, conforme já ilustrado
nas Tabelas 23 e 25), há constante necessidade de financiamento, na ordem de 1% do PIB brasileiro.
172

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Gráfico 22: Necessidade de financiamento em relação ao PIB


(valores nominais) 2009 a 2013
8,0%

7,0%

6,0%

5,0%

4,0%

3,0%

2,0%

1,0%

0,0%
2009 2010 2011 2012 2013
Benefícios Previdenciários Arrecadação líquida Necessidade de financiamento

Registra-se, novamente, que há divergência na literatura previdenciária na análise da


sustentabilidade do sistema previdenciário. Há especialistas que sugerem a utilização do resultado da
Seguridade Social, como o Eurostat realiza (Gráficos 20 e 21 e Tabela 27), enquanto outros defendem
o estudo das receitas e despesas estritamente previdenciárias (Gráfico 22).
A OCDE apresenta, em sua publicação Pensions at a glance, informações individualizadas dos
países que a compõem, além de outras economias monitoradas, como é o caso da brasileira. As
variáveis analisadas são as seguintes:
Renda média dos trabalhadores do País (em moeda nacional e em dólares);
Renda média dos trabalhadores da OCDE (em moeda nacional e em dólares);
Percentual das despesas previdenciárias em função do PIB;
Expectativa de vida ao nascer (do país estudado e da OCDE);
Expectativa de vida aos 65 anos (do país estudado e da OCDE);
Percentual da população com mais de 65 anos em função da população economicamente
ativa (do país estudado e da OCDE).
Enquanto as informações relacionadas ao envelhecimento da população foram ilustradas nos
Gráficos 18 e 19 do Tópico 2, no presente tópico ilustra-se a comparação do percentual das despesas
previdenciárias, em função do PIB, entre o Brasil e os Estados-membro da OCDE.
O valor de 7,4% do PIB, do Regime Geral de Previdência Social brasileiro, aproxima-se da
média da OCDE (7,8%), mas afasta-se de países do grupo mais comparáveis ao Brasil, seja em grau
de desenvolvimento, seja na composição etária de sua população (México, 1,7%; Chile, 3,6%; China,
3,0%; Coreia do Sul, 2,1%). Os níveis de gastos do Brasil aproximam-se aos gastos da Turquia
(6,8%) – país mais comparável ao Brasil em termos de percentual de idosos na população e gastos
percentuais em Previdência –, Estados Unidos (6,8%), Eslováquia (7,0%), Luxemburgo (7,7%),
Estônia (7,9%) e Suécia (8,2%).
Quanto à contabilização dos sistemas previdenciários europeus, os peritos destacam que apenas
a Polônia utiliza um sistema de capitalização nocional, o que exige a manutenção de informações
detalhadas sobre as reservas potencialmente construídas individualmente pelos participantes. Os
demais países, assim como o Brasil, utilizam o critério de Benefício Definido (BD), muito embora, na
quantificação de renda mensal, existam parâmetros relacionados ao tempo de contribuição e
expectativa de vida.
O perito local destaca, ainda, que as informações relacionadas às receitas e despesas dos
sistemas possuem contabilização própria e permitem imediata e clara identificação de eventuais
déficits ou superávits. De modo geral, esses sistemas têm buscado, nos últimos anos, adequações que
permitam maior viabilidade financeira e atuarial.
173

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Segundo o perito local, baseando-se nas informações trazidas pelo perito externo, infere-se que
eventuais isenções de contribuições limitam-se a casos particulares, especialmente voltados a pessoas
engajadas em cuidados com a prole ou no desemprego, sem haver ajuste específico nas contas
previdenciárias.
Cada Estado-membro da União Europeia mantém sua soberania quanto à escolha de suas
políticas de Previdência Social e seu respectivo sistema de controle e monitoramento. Destaca-se,
contudo, que há uma crescente preocupação quanto ao controle das finanças envolvendo a proteção
social.
Embora a regra seja a autonomia nacional, controles do Comitê de Proteção Social da União
Europeia e a conscientização dos Estados-membros têm propiciado reformas visando o equilíbrio dos
sistemas nacionais a longo prazo, conforme observado pelo perito local. Alguns países utilizam-se,
para tanto, de estímulos a sistemas privados complementares de Previdência ou a adequações dos
trabalhadores e do mercado de trabalho para a inclusão de pessoas de idade avançada.
O perito local destaca, porém, que o sistema brasileiro aplica regras que vão de encontro aos
objetivos perseguidos pelos sistemas europeus: estimula-se o retiro precoce, via aposentadoria por
tempo de contribuição, e inexiste qualquer estímulo ou adequação ao mercado de trabalho para a
absorção de trabalhadores idosos.
Os casos da Polônia e Hungria, por exemplo, indicam que algumas mudanças estruturais do
sistema previdenciário podem impactar diretamente a forma de controle adotada: ao alocar parte das
receitas da Seguridade Social em um sistema privado de aposentadorias, os problemas financeiros de
longo prazo da repartição simples tornam-se pontos de atuação urgente. Essa pressão por resolução
de gargalos sistêmicos contribui para o aumento do monitoramento financeiro do sistema, à medida
que a pressão sobre as transferências governamentais aumenta.
Já em Portugal e na Grécia, o maior efeito no controle dos gastos previdenciários se deu pelos
efeitos da crise econômica. Para serem elegíveis aos programas de ajustes econômicos, esses países
sofreram substanciais reformas previdenciárias, o que trouxe à tona discussões sobre a qualidade e
necessidade das projeções atuariais desses sistemas.
Apesar da intervenção direta da União Europeia ser rara (apenas nos casos de programas de
ajuste financeiro), ela tem se utilizado do Método Aberto de Coordenação (OMC) para orientar as
políticas previdenciárias dos Estados-membro. Os trabalhos nessa área estão a cargo do Comitê de
Proteção Social (Social Protection Comittee – SPC), que monitora as condições sociais na UE,
estuda temas como Inclusão Social, Saúde e Aposentadorias, promove discussões e coordena
intercâmbios entre governos nacionais e a Comissão.
Nesse contexto, em fevereiro de 2012, a Comissão Europeia produziu um relatório chamado
White Paper on Pensions, onde discute a adequação, segurança e sustentabilidade das
aposentadorias europeias. Desse trabalho, o perito externo destaca as seguintes propostas:
Criar melhores oportunidades para trabalhadores idosos, ao estimular a adaptação dos
locais de trabalho e das práticas de mercado e ao utilizar o Fundo Social Europeu (European Social
Fund) para estimular o mercado de trabalho dos idosos;
Desenvolver esquemas privados de aposentadoria complementar, ao encorajar parceiros
sociais a desenvolver esses esquemas e aos Estados-membro a estimular via tributos ou outros
incentivos;
Aumentar a segurança dos esquemas de aposentadoria complementar, incluindo a revisão
das diretivas dos Institutos de Provisão para Aposentadorias Profissionais (Institutions for
Occupational Retirement Provision – IORP) e o fornecimento de informações mais detalhadas aos
consumidores;
Tornar esquemas de aposentadoria complementar compatíveis com a mobilidade,
protegendo o direito dos trabalhadores e promovendo a rastreabilidade desses serviços por toda a
UE;
174

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Encorajar Estados-membro a promover vidas laborativas mais longevas, ao relacionar


idade de aposentadoria com expectativa de vida, restringindo aposentadorias precoces e eliminando a
diferenciação por gênero; e
Continuar a monitorar a adequação, sustentabilidade e segurança das aposentadorias,
apoiando as reformas previdenciárias dos Estados-membro.
Desde 2001, a Comissão Europeia e os Estados-membro preparam relatórios, a cada dois anos,
onde analisam o envelhecimento das populações europeias (Ageing Report). Esses estudos baseiam-se
em metodologias, definições e premissas previamente acordadas entre os participantes, e buscam
analisar os impactos econômicos e orçamentários que o envelhecimento populacional exerce em cada
país. Verificam-se, ainda, as projeções de gastos em Previdência, Saúde; Cuidados de Longa Duração
(doenças crônicas e deficiências, do inglês Long-term care), Desemprego e Educação para os
próximos cinquenta anos.
Em 2001, definiram-se, também, os três objetivos das políticas previdenciárias, a saber:
1. Adequação: rendimentos de aposentadoria adequados para todos e acesso a aposentadorias
que permitam às pessoas a manutenção, em um grau razoável, de seu padrão de vida após a
aposentadoria, no espírito da solidariedade e justiça entre as gerações;
2. Sustentabilidade: a sustentabilidade financeira dos esquemas públicos e privados de
aposentadoria, considerando as pressões do envelhecimento populacional nas finanças públicas e no
contexto das três vertentes da estratégia previdenciária: apoiar vidas laborais mais longevas e ativas;
equilibrar contribuições e benefícios de forma socialmente equilibrada e justa; e promover a
acessibilidade e segurança de esquemas privados de aposentadoria; e
3. Modernização: sistemas transparentes, adaptados às necessidades e aspirações de homens e
mulheres, e às mudanças estruturais e demográficas das sociedades modernas, garantindo, ainda, que
as pessoas tenham informação suficiente para planejar sua aposentadoria e que as reformas sejam
conduzidas com base no mais amplo consenso.
Esses objetivos são divididos em indicadores monitorados anualmente pelo Eurostat
(epp.eurostat.ec.europa.eu/portal/page/portal/employment_social_policy_equality/social_protection_
social_inclusion/indicators/pension). Os indicadores primários são indicados a seguir (há
indicadores secundários para cada objetivo, que não serão tratados no presente trabalho):
1. Adequação:
1. População idosa em risco de pobreza: proporção de pessoas com 65 anos ou mais com
rendimento inferior a 60% do rendimento mediano disponível em termos equivalentes;
2. Renda mediana da população idosa: percentual do rendimento mediano das pessoas com 65
anos ou mais, comparado com pessoas com até 64 anos;
3. Taxa de reposição agregada: mediana das aposentadorias da faixa etária de 65 a 74 anos,
comparada à mediana dos rendimentos individuais da faixa de 50 a 59 anos, excluídos outros
benefícios sociais;
4. Mudança projetada da taxa teórica de reposição para os próximos 40 anos: mudança no
nível de rendimento teórico que um trabalhador hipotético sofreria ao se aposentar, em comparação
com o último ano trabalhado (indicador em construção);
2. Sustentabilidade:
1. Gastos previdenciários totais (% PIB): gastos com aposentadorias por invalidez,
aposentadorias precoces por redução na capacidade laboral, aposentadorias por idade,
aposentadorias adiantadas, aposentadorias parciais, pensões por morte e aposentadorias precoces
por razões de mercado de trabalho;
2. Nível de emprego da faixa etária de 55 a 64 anos: proporção de pessoas empregadas em
razão do total da faixa etária;
3. Idade de saída efetiva do mercado de trabalho: média da idade de saída do mercado de
trabalho, baseada em modelo probabilístico considerando as mudanças relativas das taxas de
atividade de um ano ao seguinte, em determinado grupo etário;
175

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

4. Gastos previdenciários projetados para os próximos 50 anos (% PIB): projeção dos gastos
previdenciários em um ponto 50 anos no futuro (indicador em construção);
3. Modernização:
1. Risco de pobreza por gênero: diferença entre gêneros no risco de pobreza de pessoas com 65
anos ou mais;
2. Rendimento de idosos por gênero: diferença entre gêneros na renda relativa mediana de
idosos;
3. Taxa de reposição agregada por gênero: diferença entre gêneros na taxa.
Esses indicadores, incialmente aplicados apenas a países específicos, hoje são acompanhados
para toda a UE, incentivando uma análise comparativa entre os países, de forma a salientar as piores
performances e auxiliar tais países com recomendações específicas.
Sobre a interferência do Judiciários dos países europeus (ou supranacional) ou de outras
instituições na concessão de aposentadorias, os peritos destacam que essas interferências não são
lineares e dependem de aspectos jurídicos, políticos e culturais. De qualquer forma, elas não
alcançam a mesma amplitude do caso brasileiro, que possui parte da Justiça Federal dedicada a esse
tema.
Especial atenção se dá à atuação da Corte Europeia de Justiça – que interveio em casos de
Direitos Humanos, discriminação de gênero nas políticas previdenciárias ou em questões de
coordenação da Seguridade Social, determinando quando havia cortes de aposentadorias de
trabalhadores que contribuíram em país diverso ao da aposentadoria – e à Corte Europeia de
Direitos Humanos, que admite discussões previdenciárias, frequentemente referendando o tema com
base do direito à propriedade.
Cita o perito local que a admissão de direitos previdenciários como uma propriedade do
segurado foi inicialmente rechaçada pela Corte, em 1960, mas posteriormente admitida, em 1971,
partindo-se da premissa que, ao verter contribuições ao sistema protetivo, há um direito à parcela do
fundo previdenciário, que pode ser afetado de acordo com como venha a ser gerido, embora, nesse
primeiro caso concreto, a pretensão tenha sido indeferida devido ao caráter solidário do sistema de
proteção social. Uma aceitação mais ampla deste preceito, em matéria previdenciária, somente veio
em 1994. Também não é incomum encontrar-se lides previdenciárias como instrumento de garantia da
liberdade real e, portanto, dotada das mesmas prerrogativas de defesa que os direitos civis.
Outro ponto levantado é que a Corte Europeia já admitiu, expressamente, até a possibilidade
redução de benefício já concedido, desde que visando, comprovadamente, estabelecer um sistema
previdenciário eficiente e equilibrado. O balanço adequado entre justiça social e a economia do
Estado não seria alcançado se imposto ao segurado um ônus excessivo. Tais premissas podem
subsidiar, em alguma medida, a conduta das Cortes brasileiras, de forma a explicitar a necessidade
de adequação financeira e atuarial, preservando o sistema previdenciário para gerações futuras.
Do exposto no Tópico 4: Sustentabilidade financeira e atuarial, conclui-se que há grande
preocupação, tanto nos países estudados, quanto no Brasil, com a evolução das receitas e despesas
previdenciárias e da Seguridade Social. Há uma diferença de abordagem quanto à forma de controle
e definição da saúde financeira dos sistemas previdenciários nacionais: enquanto no Brasil a maior
preocupação das entidades envolvidas se dá no resultado previdenciário, ou seja, no déficit ou
superávit resultante da soma de despesas e receitas previdenciárias; na Comissão Europeia, o
controle busca identificar qual o nível de despesas que as nações dedicam à Previdência Social, bem
como os resultados dos sistemas adotados (adequação), respeitando, assim, a soberania de cada
Estado-membro.

3.5 – Tópico 5: Contribuições parciais


A quinta questão trata da contribuição parcial aos sistemas previdenciários, caso que inclui o
fenômeno da informalidade. Ao perito externo, subdividiu-se a questão em três questões e, a essas
questões, somaram-se três questões direcionadas ao perito local.
176

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Como já foi explicado, os sistemas previdenciários nacionais são independentes e soberanos


para ditar suas regras e formas de financiamento. No entanto, para viabilizar e estimular a liberdade
de movimentação dos trabalhadores europeus, estabeleceram-se alguns princípios para guiar as
regras de Seguridade Social interpaíses.
1. Uma pessoa está coberta pela legislação de um país por vez e, portanto, só deve contribuir a
um país. A decisão de qual legislação é aplicável é feita pelas instituições de Seguridade Social;
2. Um trabalhador está sujeito aos mesmos direitos e obrigações que os nacionais do país de
cobertura. Esse é o princípio da não-discriminação, ou do tratamento igualitário;
3. Quando se solicita um benefício, os períodos prévios de seguro, trabalho ou residência em
outros países devem ser levados em consideração; e
4. Se alguém tem direito a um benefício em dinheiro em um país, geralmente ele permanece
fazendo jus a esse direito independente de seu país de residência. Esse é o princípio da
‘exportabilidade’ (exportability).
As regras dos benefícios os dividem em dois grupos: benefícios de curto prazo e benefícios de
longo prazo. Aos de curto prazo, como benefícios por doença ou desemprego, utiliza-se o princípio da
‘integração’, ou seja, apenas um benefício é concedido ao trabalhador, calculado de acordo com a
legislação de apenas um Estado-membro.
Já os benefícios de longo prazo, como as Aposentadorias por Idade ou Invalidez e a Pensão por
Morte, utilizam o método de aposentadorias parciais. Isso significa que a aposentadoria do
trabalhador é calculada com base nos períodos de contribuição adquiridos nos Estados-membro onde
ele foi empregado, resultando em responsabilidade conjunta de mais de um Estado para o pagamento
da aposentadoria de um cidadão.
Nesse ponto, é interessante notar a semelhança com o sistema brasileiro de compensações
financeiras que pode ser realizado entre o Regime Geral de Previdência Social e os regimes próprios
da União, dos estados e dos municípios.
O perito local aponta que o caso europeu possui abrangência e complexidade superior ao do
atual sistema do Mercosul, o qual, muito limitadamente, abrange as aposentadorias e a Pensão por
Morte, não cobrindo benefícios por incapacidade, por exemplo.
Quanto aos regimes, geral e próprios, o perito local aponta que a regra do modelo brasileiro é a
totalização do tempo de contribuição no último regime a que está vinculado o trabalhador, mediante
averbação das contribuições realizadas frente aos demais regimes e consequente acerto financeiro
entre eles (previsto na Lei 9.796/99).
Uma solução adequada seria, de forma semelhante à da União Europeia e à do Mercosul, a
adoção de benefícios por totalização, de forma que cada regime arque com o pagamento proporcional
do benefício devido, o que seria dificultado pela extensão territorial brasileira e pela complexidade
dos sistemas. Outra forma seria unificação do regime protetivo, pondo fim, no âmbito previdenciário,
ao regramento jurídico e administrativo diferenciado entre trabalhadores privados e servidores
(RGPS e RPPSs, respectivamente).
Os países europeus estudados, bem como os demais participantes da União Europeia,
organizam sua Previdência Social em nível nacional, não havendo comparabilidade total com o caso
dos servidores públicos brasileiros.
A Comissão Europeia estima que, em 2012, a economia informal equivalia a 15% do total da
economia da União Europeia. Nos quatro países estudados, as estimativas superam essa média, com a
Grécia e Polônia liderando (24%), seguidas pela Hungria (23%) e por Portugal (19%). No Brasil,
estima-se que a informalidade alcance 33% da população ocupada (IPEA, 2014).
As razões que justificam a informalidade, no entanto, diferem de país para país. Alguns casos
explicam-se pelo grande número de empregados autônomos; outros pela grande proporção de setores
pagos em dinheiro, como o turismo; enquanto alguns espelham democracias ainda jovens, que
possuem baixa confiança nas instituições.
177

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Assim como no Brasil, os países selecionados demandam, para a cobertura previdenciária,


tempo mínimo de filiação e contribuição, resultando em aposentadorias mínimas ou a adesão a
benefícios assistenciais.
Em alguns sistemas previdenciários europeus, há, contudo, a contabilização de períodos
passados fora do mercado de trabalho por desemprego involuntário ou para cuidado de filhos, sob
incentivo da Comissão Europeia. Uma das tendências em se permitir créditos previdenciários àqueles
que se dedicam ao cuidado de crianças é a equiparação de mínimos etários feminino e masculino.
Dessa forma, é reduzido o impacto do afastamento do mercado de trabalho de mulheres que decidam
dedicar-se exclusivamente ao cuidado de seus filhos, ao mesmo tempo em que se assegura a isonomia
entre gêneros.
Nesse tema, o perito local destaca que, em todos os países estudados, o Seguro Desemprego
vincula-se ao sistema de proteção social, como forma de atender patamares mínimos de cobertura.
Nesse aspecto, o modelo brasileiro poderia evoluir e inserir o desemprego involuntário como parte do
sistema de Previdência Social, como desejaria a própria Constituição Federal de 1988.
Do exposto no Tópico 5: Contribuições parciais, conclui-se que, apesar de ser um fenômeno
comum às realidades europeia e brasileira, a informalização do mercado de trabalho é mais relevante
e material no mercado brasileiro, e que os sistemas de Previdência e Trabalho europeus ainda não
identificaram mecanismos capazes de mitigar satisfatoriamente a influência da informalidade na
adequação dos sistemas previdenciários nacionais.

3.6 – Tópico 6: Reformas previdenciárias


A sexta questão trata das recentes reformas previdenciárias por que passaram os países
estudados. Ao perito externo, subdividiu-se a questão em duas questões e, a essas questões, somaram-
se duas questões direcionadas ao perito local.
Os países europeus passaram por diferentes cenários sociais e políticos nas últimas décadas, o
que influenciou diretamente na forma como conduzem suas políticas de Seguridade Social e de
Previdência Social.
No caso dos países do Leste Europeu, por exemplo, as reformas previdenciárias iniciaram-se
mais cedo que as reformas iniciadas pelos países mediterrâneos e movimentaram-se
significativamente para sistemas com maior participação privada ou de gerenciamento de contas
individuais. Esse movimento explica-se, em parte, pela generosidade dos sistemas de Seguridade
Social empregados nesses países na era comunista e pela transição a um sistema de economia de
mercado.
Apesar das semelhanças, Hungria e Polônia optaram por diferentes soluções: enquanto na
Hungria se manteve um benefício relativamente generoso, por repartição simples, adicionado ao
resultado das contas individuais; a Polônia utilizou mais fortemente a noção de benefícios de
Contribuição Definida Nocional (NDC), possivelmente pelos números financeiros negativos do país
entre 1990 e 2000, conforme destacado pelo perito externo.
Na Grécia, antes da crise da dívida soberana, apesar do alto crescimento dos gastos
previdenciários, as reformas previdenciárias não obtiveram muito êxito, salvo mudanças pontuais em
aposentadorias precoces e na harmonização do sistema (antes fragmentado).
Já as mudanças do sistema português, contemplaram grandes alterações, tais como o
alinhamento das idades de homens e mulheres a 65 anos e os incentivos ao aumento do período
laboral (reduzindo aposentadorias precoces e incentivando aposentadorias em idade mais avançada).
Uma das razões citadas pelo perito externo para as reformas portuguesas terem sido mais amplas que
as gregas foram os aumentos relativos dos gastos previdenciários dos dois países: enquanto Portugal
viu seu gasto quase duplicar entre 1990 e 2003 (5,4% a 10,5% do PIB), a Grécia percebeu um
aumento comparativamente menos expressivo (11,1% a 12,4% do PIB) no período.
Sobre esses pontos, o perito local aponta que há, nos quatro países, preferência pelo modelo
estatal básico, conjugado com modelos privados de cobertura, como coadjuvantes. Especialmente
178

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

após 2008, as reformas foram priorizadas, gerando fortes encargos para a geração atual, nem sempre
de forma razoável na transição, como na Polônia, que apresenta já bons resultados nas contas
previdenciárias, mas à custa de forte retração da reposição dos benefícios.
Opina, ainda, que, para o Brasil, a manutenção de um modelo estatal prioritariamente
financiado no sistema de repartição simples (PAYG), mas, simultaneamente, fundado em prestações
nocionais de acordo com as variáveis econômicas e demográficas pode conjugar, em boa medida, a
necessidade de ajustes do sistema com a responsabilização individual pela formação de reservas
previdenciárias, ainda que fictícias. Dessa forma, os riscos dos modelos capitalizados puros, como
aspectos macroeconômicos (inflação), variações demográficas e riscos políticos seriam minimizados
ou evitados.
Apesar dos sistemas estudados terem caráter predominantemente de repartição simples, o perito
local destaca que a experiência internacional aponta para outras opções viáveis, como o caso do
Canadá, que utiliza a sistemática de financiamento misto e partiu de sistema previdenciário
semelhante ao brasileiro.
Outro ponto levantado foi que a combinação de diferentes pilares de atuação garantiria
cobertura inicial universal – de forma a garantir condições mínimas de vida digna –, bem como a
manutenção do bem estar – com a adoção de pilar complementar de contribuição. Essa opção, no
entanto, traz consigo aumento em alguns riscos, pois regimes capitalizados demandariam forte
autonomia frente ao poder político, de forma a não serem utilizados como forma adicional de
financiamento de déficits públicos.
Ainda sobre o financiamento do sistema, o perito local aponta que se deve pensar em alguma
alternativa ao modelo atual. Uma possível solução seria a extinção das contribuições sociais, com
financiamento único com base em impostos.
Esse modelo adotaria dois pilares públicos e compulsórios. Um primeiro pilar de cobertura
universal, garantidor de prestações mínimas de sobrevivência a qualquer pessoa dentro dos
parâmetros estabelecidos em lei (conjugando a vulnerabilidade da população coberta com os recursos
disponíveis), e custeada por impostos arrecadados pelas bases atualmente previstas na Constituição
brasileira.
Um segundo pilar poderia ser custeado por um adicional de imposto de renda, arrecadado
individualmente, em substituição à atual contribuição previdenciária dos segurados da Previdência
Social. Haveria, nesse caso, tripla vantagem: tratamento idêntico a todas as pessoas, que prestariam
contas de sua previdência ao órgão estatal controlador, simplificação do modelo fiscal vigente e, por
fim, estimulo à prestação de contas verdadeira ao Fisco, tendo em vista os reflexos previdenciários
evidentes. Esse segundo pilar complementaria a prestação do pilar inicial, superando o pagamento
mínimo, assegurando melhor grau de bem-estar.
Do exposto no Tópico 6: Reformas previdenciárias, conclui-se que a União Europeia, por se
tratar de conjunto heterogêneo de países, com diferentes perfis demográficos, econômicos e sociais,
pode servir de inspiração ao planejamento de políticas públicas previdenciárias.

3.7 – Tópico 7: Adoção de indicadores para avaliação de políticas previdenciárias


A sétima questão resultou de pontos levantados após a primeira versão entregue pelo perito
externo. Os pontos discutidos foram condensados em duas questões.
O Tópico 7 aproveita parte da experiência do perito externo em comparar sistemas
internacionais de Previdência Social, principal objeto do presente Levantamento de Auditoria. Para
os países da OCDE, o perito explicou que a instituição mantém Grupo de Trabalho para discussão e
coleta de dados relacionados ao mercado de trabalho, emprego e assuntos sociais (Directorate for
Employment, Labour and Social Affairs), destacando, porém, que a atuação da OCDE não possui
competência e foco equivalentes aos do OMC da UE.
Especificamente quanto aos indicadores de Previdência Social, a OCDE divide o tema em 5
áreas: Direito à Aposentadoria (Pension entitlements); Renda de idosos e pobreza (Incomes and
179

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

poverty of older people); Sistemas de financiamento de Aposentadoria (Finances of retirement-


income systems); Contexto demográfico e econômico (Demographic and economic context); e
Reservas para aposentadorias públicas e privadas (Private pensions and public pension reserves).
Os 28 indicadores acompanhados dividem-se nos 5 temas citados da seguinte forma
(www.oecd.org/els/public-pensions/indicators.htm):
Direito à Aposentadoria:
o Taxa de reposição bruta;
o Taxa de reposição bruta – esquemas públicos e privados;
o Tratamento tarifário de aposentados e trabalhadores;
o Taxa de reposição líquida;
o Taxa de reposição líquida – esquemas públicos e privados;
o Risco de investimentos e aposentadorias privadas;
o Riqueza bruta previdenciária;
o Riqueza líquida previdenciária;
o Mudanças nas riquezas previdenciárias;
o Progressividade no cálculo de benefícios previdenciários;
o Relação entre aposentadorias e rendimentos;
o Médias ponderadas: riqueza previdenciária e níveis de aposentadoria;
o Composição das aposentadorias;
Renda de idosos e pobreza:
o Renda de idosos;
o Pobreza entre idosos;
Sistema de financiamento de aposentadoria:
o Contribuições;
o Gasto previdenciário público;
o Gasto com benefícios previdenciários: públicos e privados;
Contexto demográfico e econômico:
o Taxa de Fecundidade;
o Expectativa de vida;
o Razão de dependência – idosos;
o Rendimentos: médias e distribuição;
Reservas para aposentadorias públicas e privadas:
o Taxa de cobertura da previdência privada;
o Ativos em fundos de previdência e fundos de reservas da previdência pública;
o Ativos alocados a fundos de previdência/Fundos de reservas da previdência pública
(informações segregadas);
o Performance dos investimentos de fundos de previdência/Fundos de reserva da previdência
pública (informações segregadas);
o Custos operacionais de fundos de previdência/tarifas;
o Taxas de funding de planos de Benefícios Definidos.
Alguns dos indicadores acompanhados pela OCDE abordam temas tratados no presente
relatório, como os indicadores do Direito à Aposentadoria, do Sistema de financiamento de
Aposentadoria e do Contexto demográfico e econômico.
O indicador de ‘Progressividade no cálculo de benefícios previdenciários’, por exemplo, foi
desenhado de forma a identificar o relacionamento entre os rendimentos de aposentadoria e os
rendimentos durante a idade laboral. Os resultados variam de 100, para esquemas Pure-basic (que
pagariam o mesmo benefício não importando o histórico dos rendimentos e outras fontes de renda do
trabalhador), como a Irlanda e a Nova Zelândia; a 0, para esquemas Pure-insurance (que buscam
pagar a mesma taxa de reposição para todos os trabalhadores que se aposentam), como a Hungria,
Indonésia e Arábia Saudita (estes dois são países não membros da OCDE).
180

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Na publicação da OCDE Pensions at a glance, apenas dois países apresentaram números


negativos (que indicariam que o sistema, como um todo, é regressivo): o Brasil e a Suécia. A média do
índice para os países da OCDE foi de 39,2 em 2013, enquanto para os países da União Europeia foi
de 29,1. Argentina, México e Chile (os outros países sul-americanos acompanhados) apresentaram
índices de 26,4; 47,4; e 27,9.
Em termos de contribuições, o Brasil é identificado como o terceiro país com maior nível
percentual de contribuição em 2012, com 31% (11% do empregado e 20% do empregador). Acima
estariam apenas a Hungria (34%) e a Itália (33%). A média da OCDE para o indicador foi de 19%,
enquanto a da UE foi de 23%.
Para os gastos com Aposentadorias por Idade e Pensões por Morte, a OCDE não explicita os
números brasileiros, mas aponta a média do bloco como de 7,8% em 2009, com 27% deste total gasto
diretamente pelos governos. Os números brasileiros, para o RGPS, foram apresentados no Tópico 2, e
equivalem a 1,6% do PIB para cada espécie, totalizando 3,2%, valor em patamar próximo ao de
países da OCDE como a Austrália (3,5%), o Chile (3,6%) e o Canadá (4,5%).
Dentre os demais indicadores, o perito externo destaca a ‘Taxa de reposição bruta’ brasileira,
indicador que apontou a semelhança da generosidade das aposentadorias brasileiras com as
europeias para os trabalhadores que recebam valores médios de salários e que tenham contribuído
em toda sua idade laboral. Destaca, no entanto, que essa semelhança cessa aos casos de salários
maiores ou menores que a média, quando o sistema brasileiro se torna menos generoso àqueles que
recebem abaixo da média e mais generoso aos que recebem acima da média, conforme pode ser
visualizado na Tabela 28.
Tabela 28: Taxa bruta de reposição - OCDE 2013
Mediana 0,5*Média Média 1,5*Média
Grécia 64,0 75,4 53,9 46,7
Hungria 73,6 73,6 73,6 73,6
Polônia 48,8 49,3 48,8 48,8
Portugal 55,0 67,5 54,7 54,1

OCDE - homens 57,9 71,0 54,4 48,4


OCDE - mulheres 57,2 70,3 53,7 47,7

Brasil - homens 57,5 55,4 57,5 61,7


Brasil - mulheres 52,3 50,3 52,3 56,1

UE - homens 60,0 69,6 58,0 53,3


UE - mulheres 59,7 69,3 57,7 53,1
O trabalho do perito externo finaliza com uma análise crítica de quais os principais pontos em
que o sistema de controle e monitoramento da Comissão Europeia poderia inspirar o Brasil e quais
pontos que, no contexto europeu, ainda precisariam de melhorias.
Uma das maiores inovações identificadas por ele foi o Método Aberto de Coordenação (OMC),
que permitiu à União Europeia o desenvolvimento de uma nova forma de lidar com o desenvolvimento
das políticas públicas dos Países membros. A ruptura se deu ao passar de um relacionamento de
alterações legislativas baseadas em tratados (forma rígida e burocrática) a um sistema em que a
competência de se aprimorar a Governança do ente permanece com o Estado, mas os demais a
influenciam de uma forma mais sutil.
O método agregaria, portanto, dois elementos: cognitivo, com a ênfase em se criar
oportunidades para que os Estados estivessem cientes do que acontecia nos territórios vizinhos e que
pudessem aprender com essas outras experiências; e normativo, uma vez que se acordavam objetivos
e indicadores comuns, implementando a chamada ‘pressão dos pares’.
Há, no entanto, críticas a como o OMC deveria ser implementado. Partidários de uma maior
federalização da União Europeia o criticam por suas decisões não serem vinculantes e pelo baixo
181

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

impacto direto nas políticas nacionais e da Comissão Europeia; enquanto partidários de uma maior
soberania nacional dos países europeus creem que o método cria uma harmonização às escondidas,
expandindo o papel da Comissão Europeia sobre áreas de crucial interesse e competência dos
parlamentos nacionais.
De qualquer maneira, o perito externo destaca o sucesso da aplicação do OMC, uma vez que se
conseguiu desenvolver uma série de indicadores e estatísticas em uma área complexa e heterogênea,
como a Previdência Social. Uma das razões desse sucesso, segundo o perito, é o uso de indicadores de
resultado, ao invés de indicadores de insumos. Não se analisa, por exemplo, o nível de generosidade
de determinado país, mas sim os indicadores de pobreza e desigualdade. Seria, em sua opinião, mais
fácil concordar quanto a objetivos a serem atingidos do que às formas em que eles seriam alcançados.
Uma crítica levantada à história do OMC é a falta de sinergia dos processos burocráticos.
Inicialmente, as políticas previdenciárias e as políticas de emprego eram vistas como independentes.
Por um lado, alterações previdenciárias para aumentar os requisitos etários ou para estimular
maiores períodos contributivos devem ser ajustados por políticas de emprego, de forma a não
aumentar a pobreza ou a desigualdade. Já pelo viés do trabalho, políticas ativas de emprego, quando
não envolvem políticas previdenciárias, podem estimular as pessoas a não trabalhar.
Outro conflito decorrente dessa falta de sinergia é a escolha entre adequação e
sustentabilidade. Dada a crescente união econômica e monetária por que passou a UE, surgiu a
necessidade de se aumentar, também, a integração fiscal. As diretorias de assuntos econômicos e
financeiros da Comissão Europeia focaram, então, nos gastos previdenciários, principal item dos
gastos públicos de muitos países. A diretoria de assuntos sociais e de emprego, no entanto,
desaprovou o viés utilizado no primeiro Ageing Report e auxiliou na criação de um relatório conjunto
entre os dois grupos, de forma a estabelecer critérios de adequação e modernização dos sistemas
previdenciários.
A partir de então, o OMC tem utilizado a premissa de que sustentabilidade e adequação não são
objetivos conflitantes, mas dois lados de uma mesma moeda: um sistema inadequado criará pressão
política para sua expansão, enquanto um sistema insustentável resultará em mudanças ad-hoc e
tempestivas com impactos sociais negativos (aumentando a inadequação do sistema).
Uma das críticas trazidas pelo perito externo, nesse tema, é a ausência de projeções quanto aos
indicadores de adequação. Apesar de se projetarem os gastos previdenciários, não há projeções para
pobreza entre idosos e taxas de reposição. A Comissão Europeia conta apenas com projeções da taxa
teórica de reposição (com as regras atuais, essa taxa seria a reposição que alguém que contribuísse
quarenta anos iria receber).
Em suma, o perito externo traz que, para haver um sistema de monitoramento efetivo, em
políticas previdenciárias, é necessário que se desenvolva:
a) Objetivos claros para o sistema previdenciário;
b) Indicadores que foquem resultados, correntes e projetados;
c) Modo transparente para avaliação de progresso (por meio de metas quantificáveis, para
maior accountability);
d) Fóruns para constante discussão dos indicadores e avaliação de progresso (ambientes
técnicos, mas que contemplem os diferentes stakeholders); e
e) Acordo claro de Governança, que defina a natureza das recomendações resultantes e que
tenha impacto nas decisões relacionadas às políticas previdenciárias.
Do exposto no Tópico 7: Adoção de indicadores para avaliação de políticas previdenciárias,
conclui-se que o método utilizado pela Comissão Europeia para acompanhar os indicadores nacionais
(Método Aberto de Cooperação) poderia ser replicado no Brasil, substituindo os atores internacionais
(Estados-membro) por stakeholders nacionais (órgãos dos Poderes Legislativos e Executivos da
União, estados e municípios, associações representantes de empregados, empregadores e
aposentados, entre outros), de modo a aprimorar o controle social, transparência e Governança das
políticas públicas previdenciárias.
182

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

4 – Conclusão
Pelo exposto no presente Levantamento de Auditoria, nota-se a complexidade do tema em
destaque: a sustentabilidade dos regimes brasileiros de Previdência Social. Buscou-se compará-lo a
alguns sistemas de previdência estrangeiros, de forma a aprimorar a discussão da Previdência Social
brasileira, permitindo que se busquem soluções de longo prazo aos problemas enfrentados por esses
países nos últimos anos.
Nesse contexto, é essencial a conscientização dos formadores e aplicadores de políticas públicas
quanto ao risco que o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) corre ao não se abordarem temas
como o envelhecimento populacional, a redução da taxa de fecundidade, o aumento da expectativa de
vida, e os impactos que tais mudanças geram à saúde financeira do RGPS.
O trabalho buscou, por meio das análises de peritos externo e local, comparar a situação do
Brasil, país ainda jovem e com pouco desenvolvimento econômico e social, com países mais velhos
(em diferentes graus) e com desenvolvimento econômico e social semelhante, verificando quais as
soluções e resultados adotados por esses países.
Essa experiência, por se inserir em um trabalho conjunto com os Diálogos Setoriais, permitiu,
ainda, o intercâmbio de experiências com especialistas de Previdência Social, permitindo enriquecer
o arcabouço ferramental da equipe do Tribunal.
Dessa forma, os dados e informações coletados no Levantamento, permitirão ao TCU aprimorar
o debate das políticas públicas brasileiras, contextualizando-os com as evoluções por que o tema tem
passado internacionalmente.

5 – Propostas de encaminhamento
Considerando as diferenças estruturais dos sistemas previdenciários europeus e brasileiro, bem
como as características singulares do acordo realizado entre o Tribunal de Contas da União e os
Diálogos Setoriais, propomos que o Tribunal de Contas da União:
Dê ciência ao Ministério da Previdência Social, ao Instituto Nacional do Seguro Social, às
Presidências e Comissões temáticas de Previdência Social do Senado Federal e da Câmara dos
Deputados, à Casa Civil e aos Diálogos Setoriais das decisões que vierem a ser proferidas no âmbito
do presente processo, acompanhadas da presente instrução e dos estudos produzidos pelos peritos
local e externo, constantes das peças 23 e 24.
Arquive o atual processo”.
É o relatório.

VOTO
Trago à apreciação deste Plenário trabalho que considero de extrema relevância em face da
atualidade do tema e do constante desafio nacional por um equilíbrio fiscal sustentável, provavelmente
um dos mais interessantes que submeto a este Colegiado no presente ano. Trata-se de Levantamento de
Auditoria que tem o objetivo de promover estudo comparativo entre o Regime Geral de Previdência
Social (RGPS) brasileiro com os regimes previdenciários públicos de quatro países da União Europeia
- Portugal, Grécia, Polônia e Hungria -, no que se refere à estrutura demográfica e econômica,
benefícios, regras, financiamento, indicadores de saúde do sistema e de qualidade dos serviços,
benefícios não sustentáveis, ações para mitigar pressões sobre o equilíbrio fiscal e principais reformas
previdenciárias realizadas nos últimos anos, a fim de apontar oportunidades de melhoria a serem
incorporadas ao nosso sistema.
2. Além desse objetivo específico, o levantamento buscou a realização de comparativo técnico
entre o Brasil e os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),
de forma a avaliar aspectos relacionados às distorções introduzidas no sistema de Previdência Social
183

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

pela concessão de benefícios considerados anacrônicos e não condizentes com a realidade demográfica
e econômica brasileira, conforme proposta apresentada pelo Ministro Walton Alencar Rodrigues na
Sessão Plenária de 9/10/2013.
3. A dimensão valorativa da função Previdência Social pode ser traduzida pela magnitude de
seus números. A título de ilustração, as informações referentes ao exercício de 2014 são as seguintes:
valor das contribuições para o Regime Geral de Previdência Social: R$ 312 bilhões, correspondendo a
25% do total arrecadado; despesas empenhadas: R$ 495 bilhões, correspondendo a cerca de 40% do
montante, considerando apenas as despesas primárias, ou seja, excluindo-se do total as despesas
financeiras associadas aos serviços da dívida pública (fonte das informações: TC 005.335/2015-9 –
Contas do Governo da República, exercício 2014).
4. Com efeito, a oportunidade e a relevância do tema são notórias, mormente no cenário
econômico atual em que o país enfrenta desequilíbrio nas contas públicas, em especial diante dos
gastos com a Previdência Social, e a redução do nível de atividade econômico, com aumento do
desemprego, agrava a crise fiscal.
5. Sensível à importância estratégica da matéria no contexto nacional, o Ministro Vital do Rego,
relator dos processos do Ministério da Previdência Social, trouxe a apreciação deste colegiado, em
2/9/2015, algumas informações que ilustram um quadro geral do sistema previdenciário brasileiro:
elevação da expectativa de vida: hoje são 22 milhões de idosos e até 2040 esse número deve triplicar;
nos últimos 13 anos, a expectativa de vida subiu 12,4 anos; aumentos significativos no piso dos
benefícios (salário mínimo); benefício rural não é contributivo; momento atual de elevação de
desemprego e da informalidade, o que deverá gerar tendência de redução da arrecadação; elevação
substancial, ano a ano, do déficit previdenciário: em 2014, o déficit foi de R$ 120 bi; em 2015, deve
ser de R$158 bi; em 2016, deve ser de R$ 195 bi; elevação anual de R$ 40 bi.
6. A propósito, este Tribunal, em 2014, determinou por meio do Acórdão 3.414/2014-Plenário,
Fisc-Previdência Social, que a Casa Civil apresentasse plano de ação para, dentre outras, atacar as
fragilidades identificadas no RGPS.
7. Ademais, a realização desse estudo comparativo também tem como intuito contribuir para a
melhora da Governança do Estado brasileiro, especificamente quanto às políticas de Previdência
Social.

II
8. O presente trabalho foi realizado em conjunto pelo Tribunal de Contas da União e pelos
Diálogos Setoriais, que são uma nova dinâmica de cooperação entre a União Europeia (UE) e o Brasil,
sobre os mais diversos temas, que se dão com base em princípios de reciprocidade e
complementaridade e visam o intercâmbio de conhecimentos e experiências em áreas de interesse
mútuo.
9. Partindo de premissas definidas pela equipe de auditoria do Tribunal (definição do escopo do
trabalho, das questões a serem abordadas e dos critérios e países a serem estudados), consubstanciadas
na definição da matriz de planejamento, perito europeu contratado com suporte do Projeto Apoio aos
Diálogos Setoriais UE-Brasil realizou estudo para levantar informações dos sistemas previdenciários
de países europeus, entre elas estrutura, critérios e indicadores de avaliação e controle previdenciários
e formas de financiamento dos benefícios, além de experiências bem-sucedidas. Com base na
experiência europeia retratada nesse estudo, perito brasileiro realizou análise comparativa dessas
informações com a realidade previdenciária do Brasil.
10. Compõem o presente trabalho, ainda, impressões e argumentos coletados em Painel de
Referência coordenado pelo Tribunal e em missão técnica do TCU à unidade de Proteção Social e
Sistemas de Ativação (Social Protection and Activation Systems) da Comissão Europeia. No painel,
a equipe de auditoria apresentou os principais temas analisados pelos peritos a um grupo de
especialistas do Ministério da Previdência Social (MPS), do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS), da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, entre outros. Por sua vez, na referida
184

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

missão, foram discutidos os principais desafios enfrentados pela supervisão supranacional da


Comissão Europeia no tema da Previdência Social.
11. No Relatório de Levantamento de Auditoria, o tema foi dividido em sete tópicos e a
abordagem de cada tópico foi realizada juntamente com informações trazidas pelos peritos local e
externo, bem como por análises realizadas pela equipe de auditoria, que coletou informações de
diferentes fontes públicas, tais como relatórios da OCDE, do Banco Mundial, das Nações Unidas, da
União Europeia e do IBGE.
12. Importante ressaltar que o estudo comparativo não se restringiu aos quatro países, haja vista
que os auditores do Tribunal utilizaram informações de todos os integrantes da OCDE, em
atendimento à proposta do Ministro Walton Alencar aprovada na sessão plenária de 9/10/2013.

III
13. Consoante exposto no relatório precedente, as informações, dados, análises e conclusões do
trabalho permitirão ao TCU aprimorar o debate das políticas públicas previdenciárias brasileiras,
contextualizando-o com as evoluções por que o tema tem passado em âmbito internacional.
14. Dos sete tópicos em que se estruturou o estudo, destaco os seguintes pontos.
III.1. Estrutura econômica e demográfica dos países
15. Em relação aos dados demográficos, verifica-se que o Brasil tem uma pirâmide etária mais
jovem que a dos países europeus. Embora a situação brasileira seja considerada favorável, pelo bônus
demográfico atual, as projeções são preocupantes, pois indicam rápido envelhecimento da população
brasileira nos próximos anos, semelhante ao ocorrido nos países europeus em passado recente,
aproximando, assim, as duas realidades.
16. Os gráficos 4, “Pirâmide Etária Absoluta – Brasil – Projeção 2010”, e 5, “Pirâmide Etária
Absoluta – Brasil – Projeção 2060”, constantes do relatório precedente, ilustram que a população
brasileira ainda apresenta estrutura etária em formato de “sino”, mas a base da figura, que representa
pessoas em idade produtiva, tenderá a se estreitar, até equiparar-se à conjuntura de países mais antigos,
como os europeus ou o Japão, em formato de “vaso”.
17. Esse comportamento também pode ser observado nas projeções realizadas pela Organização
das Nações Unidas (ONU), conforme se observa nos gráficos 1 e 2, a seguir, que permitem
acompanhar a evolução da taxa de dependência brasileira (razão entre a população em idade inativa e a
população em idade ativa).
185

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

18. Da evolução da taxa de dependência, extrai-se que até o ano 2020, época em que ocorre o
fim do bônus demográfico (ponto de inflexão aproximado da curva vermelha no gráfico 1), haverá um
aumento lento e gradual na taxa de dependência, alcançando-se cerca de 13% (gráfico 2) (significa que
para cada 8 pessoas em idade ativa, haverá 1 em idade inativa - idoso). Esse aumento será acelerado,
então, entre os anos de 2020 e 2070, ultrapassando o patamar de 50%, indicando que, nesse momento,
a cada duas pessoas em idade ativa, haverá um idoso. Ocorre, no terceiro momento, uma redução na
aceleração do crescimento da taxa de dependência, resultando em valores pouco superiores a 60% em
2100, o que significa que para cada 10 brasileiros em idade ativa, haverá 6 idosos com mais de 65
anos.
19. Em verde, no gráfico 2, insere-se a taxa de dependência agregando aos idosos os jovens com
até 14 anos. Nessa curva, verifica-se mais claramente o impacto da redução da fecundidade brasileira
na taxa de dependência, com a respectiva diminuição percentual do número de jovens. Nessa curva,
também se vê a inflexão ocorrida em 2020, ponto com a menor taxa de dependência do período.
20. Os trabalhos realizados por esta Corte de Contas nos últimos anos têm demonstrado
preocupação com os problemas previdenciários, em especial com o impacto da estrutura demográfica e
econômica brasileira na sustentabilidade financeira e atuarial da previdência (Acórdãos TCU-Plenário
2.059/2012 e 3.414/2014).
21. No Acórdão 2.059/2012-Plenário, Relator Ministro José Múcio Monteiro (Auditoria sobre a
sustentabilidade dos regimes previdenciários brasileiros), dentre os pontos estudados pelo Tribunal,
destaca-se a atenção dada à estrutura dos regimes previdenciários brasileiros. Nessa deliberação, o
TCU orientou o Ministério da Previdência Social a realizar estudos que subsidiem projetos de lei
visando instituir mudanças paramétricas no regime geral, a médio e longo prazos, de forma a garantir a
manutenção do equilíbrio financeiro e atuarial do RGPS. Ressalto que essa orientação está em
consonância com o que está mostrando o estudo comparativo dos presentes autos. O seguinte trecho
dessa deliberação ilustra essa situação:
“41. Os déficits registrados no RGPS estão relacionados a uma série de fatores, dentre os quais
se destacam, em ordem de importância: evasão fiscal (incluindo informalidade nas relações de
trabalho); aposentadoria rural; baixa efetividade na recuperação da dívida previdenciária; renúncias
de receitas; reajustes do salário mínimo acima dos índices de inflação; déficit urbano – resultado do
desenho do plano de benefícios no Brasil.
42. Sobre esse último ponto, embora esteja longe de ser, atualmente, um dos mais relevantes na
formação do déficit da previdência, cabe salientar que a população brasileira vem envelhecendo e,
cada vez mais, a base de contribuintes será proporcionalmente menor em relação aos beneficiados,
186

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

o que poderá, em um horizonte mais ou menos curto, comprometer a sustentabilidade do sistema.


Por isso mesmo, recentemente, o Fundo Monetário Internacional recomendou aos países que criem
mecanismos automáticos de elevação da idade da aposentadoria sempre que haja aumento na
longevidade da população. A questão, apesar de politicamente delicada, algum dia deverá ser
enfrentada por nosso país (grifo nosso).”

III.2. Principais benefícios de Seguridade Social


22. Embora o modelo brasileiro possua algumas semelhanças nas espécies de benefícios e em
suas condições, existem alguns pontos com divergências significativas, como a ausência de
condicionalidades das pensões por morte e a aposentadoria por tempo de contribuição, benefício que
tem sido eliminado dos sistemas previdenciários europeus.
23. Oportuno destacar que as recentes alterações no sistema previdenciário brasileiro incluíram
alguns condicionantes para a concessão das pensões por morte (Lei 13.135, de 17 de junho de 2015).
24. Em relação aos gastos previdenciários em percentual do PIB, o Brasil situa-se no mesmo
patamar de países com percentual de idosos bem superiores aos nossos, ou seja, gastamos o mesmo
montante de recursos que países que tem mais que o dobro de nosso percentual de idosos (somos um
país jovem com gastos previdenciários elevados). O Gráfico 18 – “Gastos previdenciários em
percentual do PIB - Países abaixo da média da OCDE”, constante do relatório precedente, ilustra bem
essa situação.
25. Quanto aos valores dos benefícios, em todos os modelos europeus selecionados, há, na
quantificação de renda, proporcionalidade relacionada aos anos de contribuição. Nesse aspecto, a
comparação com os modelos europeus reflete a urgência necessária de medidas estruturais de reforma
no modelo brasileiro, ao contrário das ações meramente paramétricas que têm sido adotadas desde
1998.

III.3. Estrutura de financiamento e controle


26. Neste tópico, o estudo mostra que os modelos de financiamento avaliados não diferem
significativamente do modelo brasileiro, sendo financiado por contribuições dos beneficiários diretos e
indiretos (empregados e empregadores), reproduzindo a lógica bismarckiana de custeio dos sistemas,
assim como as formas de se gerenciar os sistemas previdenciários nacionais, à exceção de alguns
outros modelos.
27. Como no sistema brasileiro, parte dos modelos também se financiam com a utilização de
tributos, na hipótese de déficit do sistema de Seguridade Social.
28. Importante registrar que os sistemas previdenciários dos países estudados têm passado por
reformas que podem, no futuro, propiciar melhor controle dos valores envolvidos.

III.4. Sustentabilidade financeira e atuarial


29. O estudo mostra que há grande preocupação, tanto nos países estudados, quanto no Brasil,
com a evolução das receitas e despesas previdenciárias.
30. No tocante à forma de controle e definição da saúde financeira dos sistemas previdenciários,
foi observada diferença de abordagem: enquanto no Brasil a maior preocupação das entidades
envolvidas se dá no resultado previdenciário, ou seja, no déficit ou superávit resultante da soma de
despesas e receitas previdenciárias; na Comissão Europeia, o controle busca identificar qual o nível de
despesas que as nações dedicam à Previdência Social, bem como os resultados dos sistemas adotados
(adequação, efetividade da política previdenciária), respeitando, assim, a soberania de cada Estado-
membro.
31. O comportamento das arrecadações, dos pagamentos de benefícios e da necessidade de
financiamento do RGPS brasileiro está ilustrado no Gráfico 22 – “Necessidade de financiamento em
relação ao PIB (valores nominais) 2009 a 2013”, constante do relatório precedente. Observa-se que,
apesar do nível de gastos brasileiro situar-se em patamar inferior aos dos quatro países da UE
187

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

analisados - no Brasil o percentual não chega a 8% do PIB, enquanto nos países europeus gasta-se
entre 11 e 15% -, há constante necessidade de financiamento, na ordem de 1% do PIB brasileiro.
32. Oportuno destacar que desde 2001, a Comissão Europeia e os Estados-membro preparam
relatórios, a cada dois anos, em que analisam o envelhecimento das populações europeias (Ageing
Report). Esses estudos baseiam-se em metodologias, definições e premissas previamente acordadas
entre os participantes e buscam analisar os impactos econômicos e orçamentários que o
envelhecimento populacional exerce em cada país. Verificam-se, ainda, as projeções de gastos em
Previdência, Saúde, Cuidados de Longa Duração (doenças crônicas e deficiências), Desemprego e
Educação para os próximos cinquenta anos.
33. Além disso, em 2001, essa Comissão definiu três objetivos das políticas previdenciárias, a
saber: (i) adequação: rendimentos de aposentadoria adequados para todos e acesso a aposentadorias
que permitam às pessoas a manutenção, em um grau razoável, de seu padrão de vida após a
aposentadoria, no espírito da solidariedade e justiça entre as gerações; (ii) sustentabilidade: a
sustentabilidade financeira dos regimes públicos e privados de aposentadoria, considerando as pressões
do envelhecimento populacional nas finanças públicas e no contexto das três vertentes da estratégia
previdenciária: apoiar vidas laborais mais longevas e ativas; equilibrar contribuições e benefícios de
forma socialmente equilibrada e justa; e promover a acessibilidade e segurança de regimes privados de
aposentadoria; e (iii) modernização: sistemas transparentes, adaptados às necessidades e aspirações de
homens e mulheres, e às mudanças estruturais e demográficas das sociedades modernas, garantindo,
ainda, que as pessoas tenham informações suficientes para o planejamento de suas aposentadorias e
que as reformas sejam conduzidas com base no mais amplo consenso.
34. Esses objetivos são desmembrados em indicadores, primários e secundários, que são
monitorados anualmente para toda a UE, incentivando uma análise comparativa entre os países, de
forma a salientar as piores performances e auxiliar tais países com recomendações específicas.
35. Finalizando esse tópico, relevante observar que Corte Europeia já admitiu, expressamente,
até a possibilidade da redução de benefício já concedido, desde que visando, comprovadamente,
estabelecer um sistema previdenciário eficiente e equilibrado. O balanço adequado entre justiça social
e a economia do Estado não seria alcançado se imposto ao segurado um ônus excessivo. Tais
premissas podem subsidiar, em alguma medida, a conduta das Cortes brasileiras, de forma a explicitar
a necessidade de adequação financeira e atuarial para preservação do sistema previdenciário para
gerações futuras.

III.5. Contribuições parciais


36. Esta questão inclui o fenômeno da informalidade do mercado de trabalho, comum às
realidades europeia e brasileira. O estudo conclui que a informalização é mais relevante e material no
mercado brasileiro e que os sistemas de Previdência e Trabalho europeus ainda não identificaram
mecanismos capazes de mitigar satisfatoriamente a influência da informalidade na adequação dos
sistemas previdenciários nacionais.
37. Importante ressaltar que a informalidade no Brasil é um problema gravíssimo para a
previdência e assistência social (vide Acórdão TCU-Plenário 733/2015, Relator Ministro-Substituto
Augusto Sherman Cavalcanti – Levantamento de Auditoria no Programa do Seguro-Desemprego com
foco na análise comparativa e avaliativa dos sistemas de seguro-desemprego adotados no Brasil e nos
países da União Europeia (UE), acerca da viabilidade e da sustentabilidade dos respectivos modelos de
gestão e controle).

III.6. Reformas previdenciárias


38. Nas últimas décadas, os países europeus passaram por cenários de crises fiscais, agravadas
por questões demográficas, o que exigiu a implementação de reformas previdenciárias no sentido de
equacionar a sustentabilidade de seus regimes.
188

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

39. Nesse contexto, o Brasil tem a oportunidade identificada neste levantamento de propor
alterações no seu sistema previdenciário com vista a repartir o impacto econômico e social que essas
reformas causarão. Quanto mais tardar tais reformas, maior será o impacto que esses ajustes
acarretarão.
40. O estudo conclui que a União Europeia, por se tratar de conjunto heterogêneo de países, com
diferentes perfis demográficos, econômicos e sociais, pode servir de inspiração ao planejamento das
políticas públicas previdenciárias brasileiras.

III.7. Adoção de indicadores para avaliação de políticas previdenciárias


41. Nesta questão, verificou-se a existência de diversos indicadores, bem como de Grupo de
Trabalho para discussão e coleta de dados relacionados ao mercado de trabalho, emprego e assuntos
sociais (Directorate for Employment, Labour and Social Affairs).
42. Especificamente quanto aos indicadores de Previdência Social, a OCDE dispõe de vinte e
oito divididos em cinco áreas: Direito à Aposentadoria (Pension entitlements); Renda de idosos e
pobreza (Incomes and poverty of older people); Sistemas de financiamento de Aposentadoria
(Finances of retirement-income systems); Contexto demográfico e econômico (Demographic and
economic context); e Reservas para aposentadorias públicas e privadas (Private pensions and public
pension reserves).
43. Identificou-se como uma das maiores inovações o Método Aberto de Coordenação (Open
Method of Coordination - OMC), que permitiu à União Europeia o desenvolvimento de uma nova
forma de lidar com a questão das políticas públicas dos países membros. Passou-se de um
relacionamento de alterações legislativas baseadas em tratados, estruturados de forma rígida e
burocrática, a um sistema em que a competência de se aprimorar a governança do ente permanece com
o Estado, mas os demais a influenciam de uma forma mais sutil.
44. Esse método, cujas bases são a identificação e definição conjunta de objetivos a serem
atingidos, estabelecimento conjunto de instrumentos de medição, e estudos de casos de sucesso
(benchmarking), com intercâmbio das melhores práticas entre as instituições nacionais
especializadas, permite aos Estados-membro avaliarem-se uns aos outros (pressão dos pares), o que
trouxe ao bloco um grau mínimo de controle difuso sobre as políticas públicas nacionais de cada país.
45. Uma vez que se conseguiu desenvolver uma série de indicadores e estatísticas em área
complexa e heterogênea como a Previdência Social, a aplicação do OMC foi um sucesso. Uma das
razões é o uso de indicadores de resultado, ao invés de indicadores de insumos. Não se analisa, por
exemplo, o nível de generosidade de determinado país, mas sim os indicadores de pobreza e
desigualdade. Seria mais fácil concordar quanto a objetivos a serem atingidos do que às formas em que
eles seriam alcançados.
46. Ainda segundo o estudo, para haver um sistema de monitoramento efetivo em políticas
previdenciárias, é necessário que se desenvolvam Objetivos claros para o sistema previdenciário;
Indicadores que foquem resultados, correntes e projetados; Modo transparente para avaliação de
progresso (por meio de metas quantificáveis, para maior accountability); Fóruns para constante
discussão dos indicadores e avaliação de progresso (ambientes técnicos, mas que contemplem os
diferentes stakeholders); e Acordo claro de governança, que defina a natureza das recomendações
resultantes e que tenha impacto nas decisões relacionadas às políticas previdenciárias.
47. Neste tópico, o estudo comparativo conclui que o método utilizado pela Comissão Europeia
para acompanhar os indicadores nacionais - Método Aberto de Cooperação - poderia ser replicado no
Brasil, substituindo os atores internacionais (Estados-membro) por stakeholders nacionais (órgãos dos
Poderes Legislativos e Executivos da União, estados e municípios, associações representantes de
empregados, empregadores e aposentados, entre outros), de modo a aprimorar o controle social, a
transparência e a governança das políticas públicas previdenciárias.
189

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

48. Além dos efeitos positivos de se utilizar o OMC na esfera federal (RGPS), esse método
também poderá servir de modelo à supervisão realizada pelo Ministério de Previdência Social nos
regimes próprios de Previdência Social estaduais e municipais.

IV

49. A oportunidade e relevância deste trabalho desenvolvido pela Secretaria de Controle Externo
da Previdência, do Trabalho e da Assistência Social – SecexPrevidência, em conjunto com Diálogos
Setoriais, devem ser reconhecidas em face da necessidade e urgência de se promover ajustes no
sistema de Previdência Social brasileiro, não só pelas pressões demográficas, mas também, e
principalmente, para que se busque sustentabilidade financeira e atuarial das contas da previdência.
50. Não podemos perder de vista o impacto que a Previdência Social tem sobre os brasileiros que
contribuem durante longos anos de suas vidas para que, em momentos críticos ou em que alcançarem
determinada idade, possam ter garantida a tranquilidade de contar com o apoio da máquina estatal,
tanto no aspecto de poder programar sua aposentadoria com segurança e previsibilidade quanto na
dignidade do recebimento de benefícios previstos na forma da lei.
51. Entendo que é primordial a conscientização dos formadores e aplicadores de políticas
públicas quanto ao risco que a Previdência Social corre ao não se abordarem temas como o
envelhecimento populacional, a redução da taxa de fecundidade, o aumento da expectativa de vida, e
os impactos que tais mudanças geram à saúde financeira da Previdência Social.
52. O estudo evidencia que, frente à previdência europeia, a brasileira tem grandes desafios,
entre os quais destaco: idade mínima atrelada à expectativa de vida da população, condicionantes para
concessão de pensões, aposentadoria por tempo de contribuição, diferenciação de gênero, benefício
rural não contributivo, informalidade, inadimplência e adequação dos benefícios.
53. Com o aumento exponencial do déficit da previdência social, se o Brasil não encontrar uma
solução no curto prazo, cada vez teremos de cortar mais recursos de outras áreas para cobrir esse
déficit. Está na hora do Brasil fazer reforma previdenciária seguindo as boas práticas de governança,
como os países europeus!
54. Conforme bem realçou a SecexPrevidência, o TCU, em sua função de zelar pelo patrimônio
público e garantir a melhoria contínua da governança da gestão pública, tem orientado seus esforços a
trabalhos que busquem, além da verificação da conformidade dos gastos públicos, também a realização
de avaliações qualitativas que permitam o aprimoramento de técnicas e processos realizados pelos
gestores públicos.
55. Nesse contexto, oportuno lembrar que o Tribunal de Contas da União, por meio dos diversos
trabalhos realizados ao longo dos últimos anos, tem atuado como agente catalisador na evolução do
controle e na definição das políticas públicas previdenciárias, e, assim, contribuído para o
aprimoramento da governança do sistema previdenciário brasileiro. Dentre esses trabalhos, destaco
três: Acórdão 3.414/2014-Plenário – Relatório Sistêmico da Função Previdência Social – Fisc -
Previdência Social –, Ministro Relator Aroldo Cedraz (TC 010.651/2014-4); Acórdão 2.059/2012-
Plenário – Auditoria sobre a sustentabilidade dos regimes previdenciários brasileiros (TC
015.529/2010-0), e o recente Acórdão 2.314/2015-Plenário – Monitoramento das determinações
expedidas por meio do Acórdão 2.059/2012-Plenário com as alterações introduzidas pelo Acórdão
2.468/2013-Plenário (TC 034.660/2014-3), ambos da relatoria do Ministro José Múcio Monteiro.
56. Considero que o presente Levantamento de Auditoria atingiu o objetivo previsto de fornecer
um estudo comparativo entre o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) brasileiro com os regimes
previdenciários públicos de quatro países da União Europeia e de países da OCDE. Esse estudo
avaliou soluções de longo prazo aos problemas enfrentados por esses países nos últimos anos, no
sentido de contribuir e aprimorar o debate sobre a Previdência Social brasileira.
57. Dessa forma, entendo adequada a proposta da SecexPrevidência de se dar ciência do acórdão
que vier a ser prolatado nestes autos, bem como do relatório e voto que o fundamentam,
190

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

acompanhados dos estudos produzidos pelos peritos local e externo, constantes das peças 23 e 24, aos
diversos órgãos, entidade e Comissões do Congresso Nacional diretamente envolvidos nas áreas
previdenciária e orçamentária, e, também, aos Diálogos Setoriais.
58. Por último, gostaria de destacar a qualidade e o zelo dos trabalhos desenvolvidos pelos
auditores da SecexPrevidência, na figura de seu Secretário, do Supervisor e do Coordenador da Equipe
de Auditoria, respectivamente Fabio Henrique Granja e Barros, Jorge Mendes de Oliveira Castro Neto
e Rodrigo Otavio Coelho Hildebrand, e pelos peritos – local, Dr. Fábio Zambitte Ibrahim, e externo,
Dr. Aaron George Grech –, cujas informações, análises e conclusões, expostas de forma clara e
objetiva, visam contribuir para o aprimoramento do sistema previdenciário brasileiro.
59. Por oportuno, acolho a sugestão do eminente Ministro-Substituto André Luís de Carvalho de
incluir determinação para que a SecexPrevidência realize acompanhamento anual da situação da
Previdência Social brasileira.
60. Feitas essas considerações, acolho a proposta de encaminhamento formulada pela equipe de
auditoria coordenada pela Secretaria de Controle Externo da Previdência, do Trabalho e da Assistência
Social, com os ajustes que entendo pertinentes, bem como a sugestão do Ministro-Substituto André
Luís de Carvalho acima referenciada, e VOTO por que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à
deliberação deste Plenário.

ACÓRDÃO Nº 2710/2015 – TCU – Plenário

1. Processo nº TC 015.986/2014-4.
2. Grupo I – Classe de Assunto: V – Levantamento de Auditoria.
3. Interessados: Tribunal de Contas da União.
4. Órgão/Entidade: Ministério do Trabalho e Previdência Social.
5. Relator: Ministro Augusto Nardes.
6. Representante do Ministério Público: não atuou.
7. Unidade Técnica: Secretaria de Controle Externo da Previdência, do Trabalho e da Assistência
Social (SecexPrevidência).
8. Representação legal: não há.

9. Acórdão:
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de levantamento de auditoria com objetivo de
comparar o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) brasileiro com os regimes previdenciários de
quatro países da União Europeia - Portugal, Grécia, Polônia e Hungria -, no que se refere, entre outros
aspectos à estrutura demográfica e econômica, benefícios, regras, financiamento, indicadores de
sustentabilidade do sistema, ações para mitigar pressões sobre o equilíbrio fiscal e principais reformas
previdenciárias realizadas nos últimos anos,
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ante
as razões expostas pelo Relator, em
9.1. encaminhar, para ciência, cópia desta deliberação, acompanhada do relatório e voto que a
fundamentam e dos estudos produzidos pelos peritos local e externo, constantes das peças 23 e 24, ao
Ministério do Trabalho e Previdência Social, ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), à Casa Civil da Presidência da República,
às Presidências do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, à Comissão de Assuntos Econômicos
do Senado Federal, à Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal, à Comissão de Meio
Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado Federal, à Comissão de
Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, à Comissão de Finanças e Tributação da
Câmara dos Deputados, à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados,
à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, à representação da União Europeia
no Brasil;
191

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

9.2. determinar à SecexPrevidência que realize acompanhamento anual da situação da


Previdência Social brasileira, em especial das questões tratadas neste levantamento;
9.3. arquivar os presentes autos;

10. Ata n° 43/2015 – Plenário.


11. Data da Sessão: 28/10/2015 – Ordinária.
12. Código eletrônico para localização na página do TCU na Internet: AC-2710-43/15-P.
13. Especificação do quorum:
13.1. Ministros presentes: Aroldo Cedraz (Presidente), Benjamin Zymler, Augusto Nardes
(Relator), Raimundo Carreiro, José Múcio Monteiro, Bruno Dantas e Vital do Rêgo.
13.2. Ministros-Substitutos convocados: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer
Costa.
13.3. Ministros-Substitutos presentes: André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.

GRUPO I – CLASSE VII – Plenário

TC-011.620/2012-9.
Natureza: Representação.
Entidade: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia no Estado de São Paulo – Crea/SP.
Interessados: Secex/SP e Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues.

SUMÁRIO: REPRESENTAÇÃO DE UNIDADE TÉCNICA DO TRIBUNAL. POSSÍVEIS


IRREGULARIDADES RELACIONADAS À: 1) REMUNERAÇÃO DE EMPREGADO DA
ENTIDADE ACIMA DO TETO CONSTITUCIONAL; 2) OFERTA DE CONVÊNIO/SEGUROS DE
SAÚDE PELA ENTIDADE AOS SEUS ASSOCIADOS; 3) DIFERENÇA DE VALORES EM
CAIXA DA ENTIDADE. DILIGÊNCIAS. NÃO COMPROVAÇÃO DAS QUESTÕES ATINENTES
À OFERTA DE CONVÊNIO/SEGUROS DE SAÚDE E À DIFERENÇA DE CAIXA. INSPEÇÃO
PARA AVERIGUAR REMUNERAÇÃO ACIMA DO TETO: INDÍCIOS DE FALHAS NA
INCORPORÇÃO DE ANUÊNIOS E DE FUNÇÕES COMISSIONADAS, E NA PROGRESSÃO DE
NÍVEIS DECORRENTES DA AVALIAÇÃO DE MÉRITO. AUDIÊNCIA DOS RESPONSÁVEIS.
INCIDÊNCIA DA REGRA CONSTITUCIONAL DO TETO REMUNERATÓRIO AOS
CONSELHOS DE FISCALIZAÇÃO PROFISSIONAL, DADA A SUA NATUREZA
AUTÁRQUICA. PARA EFEITO DOS LIMITES REMUNERATÓRIOS DO TETO
CONSTITUCIONAL, INCLUEM-SE AS VANTAGENS PESSOAIS E EXCLUEM-SE AS
PARCELAS DE CARÁTER INDENIZATÓRIO. ACOLHIMENTO PARCIAL DAS RAZÕES DE
JUSTIFICATIVA DE UMA RESPONSÁVEL. REJEIÇÃO DA DEFESA DOS DEMAIS GESTORES
E APLICAÇÃO DA MULTA PERTINENTE. CONHECIMENTO. PROCEDÊNCIA PARCIAL.
DETERMINAÇÕES.
1) Os Conselhos de Fiscalização de Profissões regulamentadas, dada a natureza autárquica que
possuem, são alcançados pela regra constitucional do teto remuneratório (art. 37, inciso XI, da Constituição
Federal).
2) As vantagens pessoais e outras de qualquer natureza integram o somatório da remuneração para
efeito de verificação do teto constitucional, excluindo-se tão somente aquelas de caráter indenizatório
(art. 37, inciso XI, § 11, da Constituição Federal).

RELATÓRIO
192

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Cuidam os autos da Representação formulada pela Secex/SP a partir dos documentos constantes das
Peças 1 e 2 (denúncia sem a identificação da autoria), com base no art. 237, inciso VI, do Regimento
Interno/TCU, acerca de possíveis irregularidades ocorridas no Conselho Regional de Engenharia e
Agronomia do Estado de São Paulo – Crea/SP.
2. As falhas noticiadas nesta Representação referem-se à:
2.1. remuneração percebida por funcionário do Crea/SP (Peça 1, p. 2): de acordo com o
expediente, o funcionário do Crea/SP Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, supostamente cedido para o
Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea, estaria recebendo cerca de R$ 33 mil por mês
de salário do Crea/SP, valor que supera o teto de remuneração para servidores públicos, e teria
patrimônio incompatível com o de um funcionário de autarquia;
2.2. oferta de convênios e/ou seguros de saúde pelo Crea/SP a seus associados (Peça 1, p. 2/3): o
documento questiona se o oferecimento de planos de saúde, seguros e convênios de saúde para todos
os profissionais registrados faz parte das finalidades legalmente estabelecidas (Lei 5.194/1966) para
aquela Autarquia Federal de fiscalização do exercício profissional. Acrescenta que, pelo acesso aos
mais de 400.000 profissionais registrados no Crea/SP, com a chancela do seu presidente, inclusive pelo
seu site oficial, as empresas Qualicorp, Sul América, Unimed Paulistana, Qamil, Omint, Medial e
Notre Dame, que vendem planos de saúde, a alta direção do Crea/SP receberia cerca de R$ 100.000,00
por mês, de forma não registrada;
2.3. diferença de valores em caixa do Crea/SP (Peça 2, p. 2): constam também informações de
que a autarquia profissional teria interrompido, desde setembro do ano de 2011, a publicação de seus
balanços financeiros. Esse fato estaria ligado a alegações do ex-Presidente José Tadeu da Silva, no
sentido de que teria deixado no Crea/SP, após seu desligamento para assumir a Presidência do Confea,
R$ 180 milhões em caixa. Isso porque o presidente que assumiu o Crea/SP em janeiro de 2012 estaria
afirmando publicamente, inclusive em reuniões plenárias mensais (filmadas e gravadas), que só
encontrara R$ 30 milhões em caixa.
3. Após a promoção de diligência pela Secex/SP ao Crea/SP com vistas a obter informações e
documentos para avaliar a matéria representada (Peça 8), registro que autorizei o ingresso nos autos do
Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues na condição de interessado, nos termos do art. 144, § 2º, 146, caput e §
1º, do RI/TCU, consoante o Despacho da Peça 14.
4. Na peça 21, a unidade técnica examinou a resposta à diligência e considerou não confirmadas
as questões relativas à publicação de balanços financeiros e aos registros de valores de caixa do
Crea/SP, bem como aquela atinente à formalização de convênios e/ou seguros de saúde oferecidos aos
associados.
5. Sobre essas duas questões, a unidade instrutiva assim se manifestou (Peça 21, p. 2/3):
‘8. Quanto à ausência de publicação de balancetes financeiros e à suposta diferença de valores
em caixa, o Crea-SP informou que os demonstrativos contábeis são publicados em seu site na Internet,
após serem apreciados pelo Plenário do Conselho (peça 10, p. 9-10).
9. Sobre os atrasos na publicação, esclarece que com a criação do Conselho de Arquitetura e
Urbanismo de São Paulo (CAU-SP), por meio da Lei Federal 12.378/2010, que determinou o repasse
de 90% da receita sobre anuidades e ARTs, foi necessário auditar o desmembramento da receita, o que
ocasionou atraso no fechamento dos balanços. A pendência, segundo o Crea, já foi sanada, conforme
documentação encaminhada.
10. De fato houve a criação do CAU-SP entre 2010 e 2011, sendo justificável que, no período
em que ocorreu o desmembramento das áreas de Arquitetura e Urbanismo do Crea, tenha havido
algum atraso nas publicações dos balancetes. Ademais, foi confirmado que os demonstrativos
contábeis do exercício de 2011encontram-se publicados no site do Crea-SP e não foram identificadas
quaisquer situações que corroborassem as alegações de irregularidades, razão pela qual conclui-se pela
improcedência da denúncia quanto a esse aspecto.
193

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

11. No que se refere ao oferecimento de planos de saúde, seguros e convênios de saúde aos
profissionais registrados, o Crea-SP informa que disponibiliza em seu sítio eletrônico um link sobre
planos de saúde e outros benefícios, oferecidos a preços reduzidos em relação ao mercado, para a
categoria dos profissionais da área tecnológica (peça 10, p. 4-5).
12. De acordo com as informações apresentadas, ao Conselho caberia possibilitar que a
Administradora de Benefícios Qualicorp tivesse acesso aos profissionais associados por intermédio de
correspondências comuns, publicações, revistas, boletins informativos, site do Crea-SP, bem como por
meio de congressos, feiras e exposições das quais viesse a participar. Ou seja, a responsabilidade pelas
tratativas junto às operadoras de planos de saúde seria da Administradora Qualicorp, não havendo
quaisquer ajustes entre as empresas e o Conselho Regional.
13. O Conselho destaca que a Qualicorp realizava prestação de serviço à classe, sem qualquer
custo para o Crea-SP e com efetivo benefício dos profissionais registrados. Cópias dos termos de
convênio foram anexadas ao ofício de resposta do Crea (peça 10, p. 765-781).
14. O Secretário Geral do Crea-SP esclarece que os convênios em questão, celebrados em
3/8/2011 com empresas do Grupo Qualicorp, foram firmados em gestão anterior (2009/2011). A nova
Administração do Conselho, iniciada em janeiro/2012, concluiu que os instrumentos foram celebrados
com ausência de cláusulas e falhas de formalização, o que resultou na não prorrogação desses ajustes
após 2/8/2012 (peça 10, p. 7). Assim, foi firmado novo convênio com outra administradora de
benefícios, conveniada com o Crea-SP, mediante chamamento público regularmente realizado, que
assumiria a responsabilidade pela administração dos planos de saúde coletivos por adesão dos
profissionais registrados no Conselho.
15. A partir das informações apresentadas e das cópias dos instrumentos de convênio celebrados
com a Qualicorp, verifica-se que o oferecimento desse tipo de serviço não resulta em qualquer ônus
financeiro ao Conselho. Na peça denunciativa também não são anexadas quaisquer provas ou
elementos que possam corroborar as afirmações de percepção de valores por funcionários do Crea-SP
na celebração desses ajustes. Inclusive pagamentos de taxa de cadastramento e implantação,
correspondentes a uma parcela do valor total do benefício contratado, são cobrados pela Qualicorp
diretamente do usuário titular que subscrever o pedido de adesão, conforme se depreende da cláusula
4.3 do convênio (peça 10, p. 769).
16. Dessa forma, verificada toda a documentação que consta nos autos, não foi identificada
irregularidade na celebração desses convênios entre o Crea-SP e empresas administradoras de planos
de saúde.’
6. A respeito da percepção de salário em valor acima do teto constitucional (art. 37, XI, CF), a
unidade instrutiva constatou, com base nas folhas de pagamento do pessoal do Crea/SP, que o
empregado Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues percebeu a remuneração de R$ 36.117,22, em julho/2012
(Peça 10, p. 695), quantia superior ao teto constitucional de R$ 26.723,13, vigente à época da
ocorrência (Peça 21).
7. Considerando a necessidade de se fazer um mapeamento da cadeia de responsáveis que
possibilitaram a efetivação do pagamento do salário tido como irregular bem como de se obter
informações e documentos adicionais ao entendimento da matéria, a unidade técnica sugeriu e
promoveu inspeção no Crea/SP, com fundamento no art. 240 do RI/TCU e do art. 1º, VI, da Portaria
GAB/MIN/MBC 1/2007 (Peças 21, 22 e 23).
8. Na instrução constante da Peça 69, com a inspeção então realizada no Crea/SP, restaram
configuradas as seguintes irregularidades na remuneração doo Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues:
8.1. incorporação de anuênios: incidência sobre a totalidade do salário (inclusive sobre rubrica
de incorporação judicial de função) e não apenas sobre o salário base;
8.2. incorporação de funções comissionadas: extrapolação do limite de 100% de uma função
para incorporação, com recebimento de 15/10 de funções comissionadas diversas; exoneração e
imediata nomeação para o mesmo cargo, ou cargo semelhante, com incorporação dos décimos da
função até então exercida; e
194

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

8.3. avaliações de mérito: obtenção de aumento de sete níveis na tabela do Crea (do degrau 57
para o 63), mediante processos elaborados pelo próprio beneficiário, de forma desarrazoada e não
alinhada a parâmetros de mercado, e sem que fosse observado o critério de ‘equilíbrio entre os pares’
ou havido apreciação sobre se sua remuneração ultrapassaria o degrau inicial do cargo imediatamente
superior.
9. Em razão de tais achados, a unidade técnica propôs a realização de (Peças 69, 70 e 71): i)
audiência dos responsáveis identificados (Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, ex-Superintendente
Administrativo; Sra. Izildinha Aparecida Amaral Vieira, ex-Gerente de Recursos Humanos; Sr. Ângelo
Petto Neto, ex-Vice Presidente; Sr. José Tadeu da Silva, ex-Presidente); ii) oitiva do Sr. Waldir
Ronaldo Rodrigues e do Crea/SP; e iii) diligência à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego
de São Paulo para que informasse ao TCU a quantidade de carteiras de trabalho emitidas em nome do
Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, encaminhando a cópia dos registros existentes em seu nome.
10. Autorizados os procedimentos, de acordo com o Despacho da Peça 72, a unidade
encaminhou aos destinatários os Ofícios/TCU/Secex/SP 1.370/2013 (Peça 75), 1.371 (Peça 78),
1.372/2013 (Peça 77) e 1.780/2013 (Peça 116), a fim de que apresentassem as razões de justificativa
pelas falhas a eles atribuídas.
11. Cientes dos ofícios de audiências (Peças 83, 95, 105 e 121), os responsáveis ofereceram as
razões de justificativa tempestivamente, ainda que se utilizando de prorrogações de prazo, de acordo
com os documentos constantes das peças 103, 111, 113, 114, 115, 119 e 127. As oitivas e a diligência
também foram respondidas pelos requeridos.
12. Transcrevo, a seguir, excerto da instrução da Peça 133, em que os elementos de defesa
foram assim resumidos e analisados no âmbito da unidade técnica:
‘EXAME TÉCNICO
Resposta à diligência
10. Sobre a diligência realizada junto ao Ministério do Trabalho e Emprego, a Gerência Regional
Norte informou não ser possível fornecer as informações solicitadas (peça 112), visto que na Gerência
não há um controle de emissão de carteiras de trabalho que possibilite uma consulta específica.
Acrescenta que o cidadão pode solicitar a emissão de CTPS em qualquer posto conveniado, não sendo
um serviço exclusivo do órgão, portanto não existe qualquer tipo de arquivo e controle desses dados.
Respostas às oitivas
11. Em ofício de resposta (peça 103), o Crea-SP informa que foi inserido no pólo passivo de
Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal, na qual foi determinada a suspensão
liminar do pagamento do valor excedente ao teto constitucional. O Crea foi instado a contestar o
quanto requerido pelo Ministério Público, manifestando-se pelo reconhecimento jurídico do pedido,
uma vez que o próprio funcionário Waldir Ronaldo Rodrigues realizou pedido administrativo de
aposentadoria na condição de servidor público estatutário.
12. Acrescenta o Conselho que não realizou de ofício os descontos relativos aos valores
anteriormente pagos, por não constar da sentença liminar tal determinação, e que aguarda a sentença
de mérito para regularizar a situação.
13. Sobre os apontamentos quanto aos itens que compõem a remuneração do referido
funcionário, apresenta os seguintes esclarecimentos (peça 103, p. 3):
‘Inicialmente e, por oportuno, ressaltamos que, primeiramente na função de Gerente do
Departamento de Recursos Humanos e, depois, de Coordenador e de Superintendente Administrativo,
o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues mantinha sob seu domínio a área de Recursos Humanos e,
consequentemente, seus registros, processos e prontuários, de modo a tornar questionável a
legitimidade dos apontamentos atualmente encontrados sobre o período.
Outrossim, considerando a impossibilidade de se considerar uma função com evidentes
características de comissionamento, como é a de ‘Gerente’, como sendo um cargo efetivo, bem como
em razão das apontadas inconsistências encontradas nos registros funcionais e nos normativos internos
do Conselho, entendemos necessária a realização de uma apuração dos fatos.
195

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Nota-se já ser um posicionamento deste Conselho que o cargo de Gerente de Departamento


nunca existiu em nosso quadro de carreira, estando presente, tão somente, no quadro de funcionários
comissionados ou ocupantes de função de confiança, sendo inconsistente e carente de averiguação a
classificação do Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues como ocupante do ‘cargo’ de ‘Gerente de
Departamento - em extinção’, ainda mais se considerarmos que esse ‘reenquadramento’ foi um dos
responsáveis por sua expressiva evolução salarial.
Assim, no tocante às irregularidades apontadas por esse Tribunal de Contas acerca do cargo
efetivamente exercido, da remuneração recebida, da incorporação de vantagens e da concessão de
aumentos de salários e vantagens ao funcionário Waldir Ronaldo Rodrigues, destacamos que,
consoante já determinado pelo Presidente deste Regional, será instaurado Processo Administrativo
para apuração dos respectivos fatos e responsabilidades.’
14. Tece ainda o Crea considerações sobre a natureza jurídica dos conselhos profissionais,
classificados como autarquias federais sui generis, informa que seu pessoal está sujeito às normas e
regime da CLT e que os cargos/empregos existentes são criados por ato administrativo e não por lei.
Alega que as supostas irregularidades apontadas em relação ao Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues teriam
sido praticadas enquanto ele conduzia os rumos do Departamento de Recursos Humanos do Crea-SP, e
que o caso não guarda relação com a atual política de Gestão de Pessoas da instituição.
15. Anexa à sua manifestação cópia de processo de avaliação dos funcionários do conselho,
relativa ao 2º semestre de 2007, na qual o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues também foi escolhido para ser
promovido na tabela salarial, processo que teria tido ‘seus efeitos cancelados em razão da suspeita de
eventual manipulação de resultados por parte da área responsável por sua condução’. Um processo
administrativo teria sido instaurado para apuração do assunto, com parecer jurídico exarado
salientando a ausência de transparência no procedimento adotado para a avaliação e a necessidade de
averiguação dos fatos e apuração de responsabilidades (peça 103, p. 7). O processo, instruído com os
esclarecimentos do Superintendente Administrativo – Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues – não teria sido
apreciado, constando apenas despacho sem assinatura, do então Presidente, José Tadeu da Silva,
juntado na contracapa, determinando seu arquivamento. Informa o Crea-SP que esses fatos também
serão apurados no processo administrativo a ser instaurado.
16. As informações prestadas pelo Crea-SP serão consideradas nas análises das justificativas dos
responsáveis ouvidos, assim como para os encaminhamentos a serem propostos por esta unidade
técnica. A resposta da oitiva apresentada pelo Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues será considerada e
avaliada após a análise das razões de justificativas decorrentes de sua audiência.
17. Passa-se à análise das razões de justificativas apresentadas pelos responsáveis.
18. Izildinha Aparecida Amaral Vieira, CPF 011.049.768-62, ex-Gerente de Recursos
Humanos.
18.1. Conduta: aprovar o pagamento inicial de remuneração ao funcionário Waldir Ronaldo
Rodrigues, acima do teto constitucional, em desconformidade com o art. 37, XI, da CF/1988 e a
jurisprudência do TCU sobre a matéria.
18.2. Razões apresentadas (peça 115): alega a ex-Gerente de RH que não aprovou o pagamento
mencionado, tendo apenas encaminhado a folha de pagamento elaborada de acordo com os normativos do
Conselho, o Plano de Cargos e Salários e a CLT.
18.2.1. Em suas justificativas, defende que não tem poder de aprovação dos pagamentos, sendo
que a folha era encaminhada para a Controladoria, a qual aprovaria tais pagamentos. Afirma que o
encaminhamento da folha ao Superintendente Administrativo era praxe no Conselho, e que os
pagamentos foram aprovados pela Presidência, por delegação de poderes ao Superintendente de
Controladoria, e pelo Diretor Tesoureiro.
18.2.2. Diz que, por determinação superior, aplicava a CLT a todos os funcionários do Conselho,
o que já ocorreria antes de seu período de gestão.
18.2.3. Acrescenta que o funcionário Waldir Ronaldo Rodrigues não foi o único a receber salário
acima do teto e que os pagamentos continuaram a ser realizados após sua saída do cargo, sendo
196

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

interrompidos apenas por decisão judicial. Assim, em maio e junho de 2012 já haviam sido trocados
todos os Chefes de Seção de RH, a Gerência de RH e a Superintendência Administrativa e, além de
continuarem os pagamentos, novo caso foi gerado, pelos novos ocupantes dos cargos. Isso
comprovaria que todos no Crea-SP tinham o mesmo entendimento.
18.2.4. Sobre a consulta realizada por meio do Memorando 653/2011, de 30/9/2011 (peça 35, p.
150-151), afirma que o assunto não dizia respeito ao teto constitucional e sim ao teto salarial da tabela
do Crea-SP – à época, R$ 29.997,88.
18.3. Análise das justificativas: inicialmente, assiste razão à Gerente de RH quanto a suas
considerações sobre Memorando 653/2011, no sentido de que a consulta efetuada por ela não abordava
o teto constitucional. A consulta consistiu em esclarecer ‘se para os casos em que ocorrer processo de
mérito, deve-se considerar teto salarial o salário base (degrau no qual o salário do funcionário está
enquadrado) ou na composição salarial do funcionário (soma de todos os vencimentos)’.
18.3.1. No entanto, ao contrário do que alega em suas justificativas, no primeiro momento em
que surgiu pagamento de remuneração acima do teto constitucional, o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues
foi sim o único a receber salário acima desse patamar. O outro caso a que se refere – o funcionário
João Batista Novaes – somente surgiria nos meses de maio e junho de 2012, tendo sido comprovada a
regularização mediante restituição do excedente aos cofres do Conselho (peça 68).
18.3.2. Sobre sua participação na efetivação dos pagamentos irregulares, depreende-se dos
processos de pagamento acostados aos autos (peça 34) que a Gerente de RH recebia as folhas de
pagamento elaboradas pelo setor competente e as encaminhava ao Superintendente Administrativo,
que por sua vez as remetia à Superintendência de Controladoria para pagamento.
18.3.3. Dessa forma, cabe analisar se sua conduta é culpável e merece ser apenada com a
aplicação de pena de multa. De acordo com o rol de atribuições e responsabilidades dos funcionários e
gestores da área de Recursos Humanos, cabia à Gerente de RH planejar, desenvolver, organizar e
gerenciar todas as atividades desenvolvidas pelas áreas de Administração de Pessoal e Gestão de
Pessoas; e coordenar e gerenciar as atividades de administração de pessoal, assegurando o
desenvolvimento dos trabalhos de folha de pagamento, encargos sociais, controle de benefícios,
admissões, férias, obrigações trabalhistas/previdenciárias e orçamento de pessoal. Ou seja, detinha
função gerencial e decisória no processo.
18.3.4. Por outro lado, há que se considerar as circunstâncias que a cercavam quando praticou o
ato. O assunto era até aquele momento inédito no Crea-SP, já que se tratava da primeira vez que a
remuneração de um funcionário extrapolava o teto constitucional. Ademais, seu superior imediato era
o Superintendente Administrativo, único beneficiário do ato naquele momento, o qual aprovou o
pagamento, situação que tornava mais difícil exigir da responsável a contestação do pagamento.
18.3.5. Diante do exposto, embora o ato praticado pela Gerente de RH tenha contribuído para a
consecução da irregularidade na implementação do pagamento, e que a funcionária deva balizar os
seus procedimentos em preceitos que regem a Administração Pública, em especial os princípios da
razoabilidade, moralidade, eficiência e economicidade, conclui-se por acatar parcialmente as
justificativas sobre a conduta adotada pela Sra. Izildinha Aparecida Amaral Vieira, consideradas as
circunstâncias que a cercavam, para afastar a aplicação de multa à responsável.
19. Ângelo Petto Neto, CPF 197.976.308-97, ex-Vice-Presidente do Crea-SP.
19.1. Conduta: no exercício da Presidência, determinar a continuidade do pagamento de
remuneração ao funcionário do Conselho, Waldir Ronaldo Rodrigues, em patamar superior ao teto
constitucional, em desconformidade com o art. 37, XI, da CF/1988 e a jurisprudência do TCU sobre a
matéria.
19.2. Razões apresentadas (peça 119): informa inicialmente que, de forma diversa ao que
constou na instrução do processo, ocupou o cargo de Vice-Presidente no período de janeiro/2011 a
janeiro/2012 e que esteve no exercício da Presidência nos meses de agosto, setembro e outubro de
2011, em face do licenciamento do Presidente, para disputa eleitoral da Presidência do Confea.
19.2.1. Elenca julgados para demonstrar a natureza jurídica do Crea, uma autarquia federal de
197

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

regime especial (sui generis), cujos funcionários são regidos pela legislação trabalhista – CLT (peça
119, p. 3-8). Além disso, registra que os conselhos não recebem recursos do governo e, portanto, os
salários de seus empregados não são custeados pela máquina estatal (peça 119, p. 13).
19.2.2. Tece considerações sobre a normatização do teto remuneratório em função dos
dispositivos da CF/1988 e da emenda constitucional 41/2003, para respaldar a tese de que deviam ser
excluídas vantagens pessoais para fins de limitação do teto remuneratório até o dia 4/2/2004. Isso teria
fundamentado seu entendimento e consequente despacho pela continuidade do pagamento acima do
teto constitucional (peça 119, p. 16).
19.2.3. Afirma que considerou ainda o parecer jurídico que registrou a existência de ‘inúmeros
julgados que vinham optando por aguardar a manifestação do Supremo Tribunal Federal’. Outra
justificativa seria a transitoriedade de seu exercício no cargo, considerando que a questão seria
reavaliada pela próxima gestão (peça 119, p. 18).
19.2.4. Aponta também que o Acórdão citado na instrução é posterior à data do despacho dado
(peça 119, p. 18).
19.2.5. Por fim, registra que houve outra ocorrência de pagamento acima do teto (em
maio/2012), apontada no relatório de auditoria, e que como essa falha foi considerada sanada com o
ressarcimento pelo funcionário, que o mesmo procedimento seja adotado para o Sr. Waldir Ronaldo
Rodrigues (peça 119, p. 19-20).
19.3. Análise das justificativas: preliminarmente, o período em que o responsável informa que
exerceu o cargo de Vice-Presidente – jan/2011 a jan/2012 – não afasta a irregularidade, visto que seu
despacho é datado de 20/10/2011, portanto dentro do período por ele apontado.
19.3.1. Não há qualquer objeção com relação às considerações do gestor sobre a natureza
jurídica dos conselhos profissionais apontada pelo gestor – autarquia federal sui generis, regidos pela
CLT e custeados com recursos não oriundos da máquina estatal –, o que inclusive encontra respaldo na
jurisprudência desta Corte de Contas, como, por exemplo, nos Acórdãos 341/2004, 393/2007,
298/2010, 1572/2010 e 2569/2013, todos do Plenário do TCU. No entanto, o fato de não haver
transferência direta de recursos do Governo Federal aos conselhos profissionais não implica na
liberdade total de seus gestores para fixação e pagamento dos salários de seus empregados.
19.3.2. A jurisprudência pacífica do Tribunal, já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, é
no sentido de que, por receberem contribuições de natureza parafiscal, os conselhos de fiscalização
profissional sujeitam-se aos princípios constitucionais aplicáveis à Administração Pública. Isso
implica, por exemplo, na necessidade de realizar concurso público para admissão de pessoal e de
promover processo licitatório para aquisição de bens e serviços. Decisões nessa linha podem ser
verificadas, por exemplo, nos Acórdãos TCU 2.201/2007 e 58/2009, do Plenário; 594/2007 e
409/2009, da 1ª Câmara; e 845/2006, 551/2008 e 2.723/2012, da 2ª Câmara.
19.3.3. Ademais, os julgados desta Corte de Contas apontam para a necessidade de observância
de parâmetros de mercado para os pagamentos de salários e benefícios aos funcionários, o que não foi
observado no presente caso. Nesse sentido, o recente Acórdão 3.438/2013-TCU-Plenário, ao avaliar
vantagens praticadas pelo Crea-SP, assim deliberou:
‘9.2. determinar ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo -
Crea/SP que:
9.2.1. se abstenha de conceder aos seus funcionários vantagens não previstas em lei ou
incondizentes com a realidade do mercado, tais como gratificações equivalentes a décimo quarto e
décimo quinto salários;
9.2.2. antes da concessão de novos aumentos, reajustes e auxílios/adicionais, observe a legislação
trabalhista vigente, os parâmetros de mercado e os princípios aplicáveis à Administração Pública, e
inclua na comparação salarial todos os adicionais e outras vantagens que compõem a remuneração dos
seus funcionários.’
19.3.4. Esse posicionamento desta Corte de Contas revela que não há total liberdade do gestor
para estabelecimento de vantagens remuneratórias aos funcionários de conselhos profissionais.
198

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

19.3.5. A transitoriedade no cargo também não pode ser utilizada para afastar a responsabilidade
pelo ato praticado. O assunto ‘pagamento acima do teto constitucional’ no âmbito do Crea-SP resultou
na emissão de parecer jurídico, que apontou para a necessidade de observância desse limite
remuneratório pelos conselhos profissionais. O despacho do gestor foi decisivo para a continuidade do
pagamento e, inclusive, para a outra ocorrência de pagamento ‘extra teto’ a funcionário, verificada em
maio e junho/2012.
19.3.6. Cabe destacar que a controvérsia apontada pelo parecerista jurídico destacava casos
discutidos em processos judiciais, não se referindo, portanto, à esfera administrativa.
19.3.7. Sobre o acórdão referido no relatório de auditoria ser posterior à data de seu despacho,
cabe esclarecer que o Acórdão 2.950/2011-TCU-Plenário refere-se ao monitoramento do Acórdão
910/2004-TCU-Plenário, o qual já havia determinado em 2004 ao Conselho Federal de Farmácia que
ajustasse os salários de servidores e dirigentes ao limite de remuneração estabelecido no art. 37, XI, da
Constituição Federal. Portanto, bem antes do despacho do então Vice-Presidente.
19.3.8. Quanto ao suposto cabimento de exclusão de vantagens pessoais para fins de limitação do
teto remuneratório, a jurisprudência do Tribunal vem adotando como parâmetro o que dispõe a
Resolução STF 318/2006 e as Resoluções do Conselho Nacional de Justiça nos 13 e 14, ambas de
2006, nos termos dos Acórdãos 1.199/2009-TCU-Plenário e 2.274/2009-TCU-Plenário. Inicialmente
adotados pelo Poder Judiciário, esses dispositivos também passaram a ser utilizados no Executivo e
Legislativo.
19.3.9. Nessa linha, a Resolução CNJ 14/2006, art. 2º, alínea ‘f’, dispõe expressamente que estão
sujeitos ao teto remuneratório todos os ‘adicionais, inclusive anuênios, biênios, triênios, qüinqüênios,
sexta-parte, ‘cascatinha’, 15% e 25%, trintenário e quaisquer outros referentes a tempo de serviço’,
enquanto que a alínea ‘h’, itens 4 e 5, inclui no cálculo as vantagens de qualquer natureza, tais como
quintos e vantagens pessoais e as nominalmente identificadas – VPNI. Portanto, não prosperam as
exclusões requeridas.
19.3.10. No que se refere ao outro pagamento acima do teto (em maio/2012), classificado como
falha e considerada sanada com o ressarcimento pelo Sr. João Batista Novaes, cumpre esclarecer que
tal pagamento só foi possível por conta do ato do então Vice-Presidente pela manutenção do
entendimento de que os pagamentos acima do teto constitucional devessem continuar a ser pagos. De
todo modo, quanto ao requerido pelo gestor de que mesmo procedimento seja adotado para o Sr.
Waldir Ronaldo Rodrigues, ou seja, que seja sanada a ocorrência com a promoção de ressarcimento
pelo funcionário, registre-se que determinação para promoção do ressarcimento será objeto de
proposta de encaminhamento no presente processo. No entanto, ainda que ressarcidos os valores pelo
funcionário, tal providência não afasta o ato irregular praticado, sendo cabível, portanto, a aplicação de
multa ao responsável.
20. José Tadeu da Silva, CPF 720.451.168-91, ex-Presidente do Crea-SP.
20.1. Conduta: autorizar a promoção de sete níveis salariais do funcionário Waldir Ronaldo
Rodrigues, mediante processos elaborados pelo próprio beneficiário, de forma desarrazoada e não
alinhada a parâmetros de mercado, e sem que fosse observado o critério de ‘equilíbrio entre os pares’
ou havido apreciação sobre se sua remuneração ultrapassaria o degrau inicial do cargo imediatamente
superior, com consequentes distorções salariais.
20.2. Razões apresentadas (peça 127): inicialmente, o gestor alega que ao assumir a direção do
Crea-SP em 2006, teria revertido resultado de déficit para superávit, realizado diversos investimentos e
acumulado aplicações financeiras superiores a R$ 100 milhões, sendo as denúncias decorrentes de
entraves políticos no âmbito do Sistema Confea/Creas.
20.2.1. Sobre o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, defende sua formação e carreira profissional e
registra que no período de sua gestão na Presidência o funcionário de carreira já se encontrava em
posição de destaque e possuía salário mais elevado, tendo sido ‘sobejamente reconhecido por outras
administrações’ (peça 127, p. 4-5).
20.2.2. Afirma que quando assumiu a gestão já havia um trabalho de reestruturação do Conselho,
199

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

dentro do qual se incluía o Plano de Cargos e Salários e demais disposições de regulação do pessoal do
Conselho, portanto apenas o teria implementado. O plano teria sido amplamente discutido e aprovado
pela Diretoria do Crea, e em sua execução não teria havido privilégios, mas um sistema de avaliações
de desempenho e recompensas por mérito funcional, que substituiu os anuênios, extintos em sua gestão
(peça 127, p. 5-8).
20.2.3. Defende que ao final de seu período como Presidente, o salário do Sr. Waldir Ronaldo
Rodrigues era de R$ 32.833,83, e que o valor de R$ 36.117,22 foi decorrência de aumento concedido
pela atual administração. Cita ainda outros casos de comissionados e funcionários de carreira com
salários entre R$ 19,6 mil e R$ 28,2 mil, para contestar a afirmação de que as promoções teriam sido
dadas de forma desarrazoada e não alinhada com parâmetros de mercado (peça 127, p. 10).
20.2.4. O gestor defende que, de forma diversa ao que aponta o relatório, o funcionário não foi
progredido em todas as avaliações. A progressão por mérito teria ocorrido quatro vezes, no período de
seis anos, e aponta que o funcionário João Batista Novaes também teria sido progredido na mesma
periodicidade (peça 127, p. 11). E sobre os processos de avaliação, alega que eram elaborados por
todos os gestores de pessoal do Conselho, em conjunto com seus respectivos subordinados, e não pela
Gerente de Recursos Humanos, como registrado.
20.2.5. O critério de ‘equilíbrio entre os pares’ estaria estabelecido em Instruções do Crea-SP (de
gestões anteriores – 2004 e de sua gestão – 2007) e no Plano de Cargos e Salários de 2009. Ao tecer
comentários sobre a sistemática de avaliação, afirma que o empregado Waldir Ronaldo Rodrigues não
tinha como conduzir o processo, uma vez que o primeiro item a ser considerado para que pudesse
passar para o processo de premiação por mérito era a avaliação de desempenho, a qual era realizada
por seu superior, no caso pela Presidência e não por ele próprio (peça 127, p. 13-15). Ademais, por
haver apenas um Superintendente Administrativo no Conselho, não haveria possibilidades de
comparação.
20.2.6. Complementa que por não haver cargo superior ao Superintendente Administrativo, não
seria possível apreciar se a remuneração ultrapassaria o degrau inicial do cargo imediatamente
superior, e que essa apreciação tinha por finalidade evitar que um empregado fosse promovido e
passasse a receber mais que seu superior. Na linha hierárquica do Conselho, não existindo cargos
superiores, o objetivo era que não ultrapassasse o degrau final da carreira, que no caso dos
Superintendentes era o degrau final – número 70 da tabela (peça 127, p. 16).
20.2.7. Com relação aos parâmetros de mercado, diz que rotineiramente eram realizadas
pesquisas salariais, que o Conselho deve juntar, demonstrando a paridade com o mercado.
20.3. Análise das justificativas: preliminarmente, registre-se que os resultados financeiros do
Crea-SP na época da gestão do responsável não estão em discussão no presente processo.
20.3.1. O levantamento da evolução salarial do Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues considerou sua
vida funcional durante todo o período no Crea, e não apenas o período de gestão do responsável.
Entretanto, no período da gestão do Presidente José Tadeu da Silva, o salário do funcionário passou de
R$ 16.492,41 (em jan/2006) para R$ 33.345,38 (em out/2011), pouco antes de sua saída do cargo de
Presidente. Ou seja, em seis anos o funcionário teve aumento superior a 100%, o que inclusive resultou
na extrapolação do teto constitucional. Isso demonstra que as promoções do funcionário foram dadas
de forma desarrazoada e não alinhada com parâmetros de mercado.
20.3.2. Também não há como acatar a tese de que o gestor teria apenas implementado o Plano de
Cargos e Salários, que já estaria pronto quando assumiu a Presidência do Crea-SP. As distorções
referentes às progressões de nível salarial concedidas ao funcionário ocorreram na execução desse
plano, ou seja, no processamento das avaliações, processo que aconteceu predominantemente em sua
gestão. Além disso, essas ocorrências foram repetidas no plano subsequente, o qual foi concebido sob
sua presidência.
20.3.3. Assiste razão ao gestor em sua alegação de que o valor de R$ 36.117,22 pagos ao Sr.
Waldir Ronaldo Rodrigues decorre de aumento salarial posterior a sua gestão (reajuste geral de 10%).
No entanto, cabe ressaltar o levantamento do perfil da folha de pagamento realizado a partir da
200

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

inspeção no Crea, referente ao período de abril a junho/2012 – portanto poucos meses após sua saída
do Sr. José Tadeu da Presidência do Conselho (peça 21, p. 9):
– 1 funcionário;
– 1 funcionário;
– 5 funcionários;
– 14 funcionários;
– 47 funcionários;
– 726 funcionários.
20.3.4. Como o aumento dado em abril/2012 aos funcionários do Crea-SP foi linear de 10%, a
distorção salarial apontada no relatório foi anterior à atual gestão. Como se percebe, os outros salários
apontados pelo ex-Presidente – entre R$ 19,6 mil e R$ 28,2 mil – não afastam a situação singular
detida pelo Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues na folha salarial. Destaque-se que esse valor de R$
36.117,22 refere-se ao pagamento ao funcionário sem que ele exerça qualquer tipo de cargo ou função
em comissão. Trata-se apenas do exercício do cargo efetivo e de suas incorporações, as quais são
objeto de questionamentos ao longo do relatório.
20.3.5. Com efeito, essa situação ocorreu, pois, ao contrário do que defende o gestor, em todas as
avaliações examinadas o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues foi beneficiado para progressão de um ou dois
níveis. Inclusive no processo de avaliação do 2° semestre de 2007, que segundo informações do Crea-
SP teve ‘seus efeitos cancelados em razão da suspeita de eventual manipulação de resultados por parte
da área responsável por sua condução’, o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues foi mais uma vez escolhido
para promoção na tabela salarial.
20.3.6. Quanto ao caso do funcionário João Novaes, que também teria sido progredido na mesma
periodicidade que o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, registre-se que se trata do segundo maior salário
do Conselho (o valor de R$ 26.895,59, referenciado no quadro de faixas salariais), e não foi objeto da
verificação realizada. Sem embargo, por ter sido mencionado pelos responsáveis para respaldo do
pagamento ao Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, o qual foi considerado irregular, bem como por também
ocupar posição de destaque em relação aos demais salários pagos, cabe proposta ao Crea para que
institua comissão de sindicância para apuração da regularidade desse pagamento ao funcionário João
Batista Novaes.
20.3.7. Outro aspecto a ser destacado é que, nos termos da descrição da irregularidade, consta o
apontamento de que o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues elaborou e conduziu o processo de avaliação, e
não que ele tivesse realizado todas as avaliações como alega o gestor. Da documentação analisada, fica
claro que as avaliações do então Superintendente foram realizadas pelo Presidente do Conselho, porém
sem que isso altere as conclusões obtidas.
20.3.8. A alegação de que a existência de apenas um Superintendente Administrativo no Crea
inviabiliza as comparações salariais também não se sustenta. Há no Conselho outros dirigentes, como,
por exemplo, nas áreas técnica, jurídica e de controle, que podem servir de parâmetro comparativo.
Outro critério importante a ser considerado é o valor salarial do cargo efetivo exercido pelo
funcionário, já que o cargo de Superintendente Administrativo tem caráter de cargo em comissão.
20.3.9. Sobre as pesquisas salariais que demonstrariam a paridade com o mercado, cumpre
registrar que o assunto foi analisado em outro processo do Crea-SP – TC 010.955/2013-5 –, no qual se
concluiu que não havia distorções significativas nos salários praticados pelo Conselho em relação ao
mercado de trabalho. No entanto, ainda que na média os salários estejam compatíveis com o mercado, o
mesmo não pode ser dito sobre o caso específico do Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, cujo salário de R$
36.117,22 (em 2012) era sim bastante superior aos patamares tanto de outros cargos similares no
mercado, quanto de outros conselhos profissionais, ou até mesmo dentro do próprio Crea-SP.
20.3.10. Com base no exposto, conclui-se pela responsabilidade do gestor na irregularidade
praticada, razão pela qual será proposta aplicação de multa ao Sr. José Tadeu da Silva.
21. Waldir Ronaldo Rodrigues, CPF 040.796.928-46, ex-Superintendente Administrativo.
21.1. Conduta: como único beneficiário do pagamento de remuneração acima do teto
201

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

constitucional no Crea-SP, em desconformidade com o art. 37, XI, da CF/1988 e a jurisprudência do


TCU sobre a matéria, e ocupando o cargo máximo da estrutura do Conselho na área administrativa, ter
autorizado o envio da folha de pagamento de maio/2010 para pagamento, bem como, ao ter
questionada a legalidade do pagamento de sua própria remuneração por parte de seus subordinados,
emitir despacho e participar de decisão do Vice-Presidente pela continuidade do pagamento
21.2. Razões apresentadas (peça 111, p. 1-47): inicialmente, o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues
apresenta as mesmas argumentações oferecidas pelo Sr. José Tadeu e Sr. Ângelo Petto sobre a
natureza jurídica dos conselhos profissionais, sua característica sui generis, sujeição à CLT e
inexistência de verbas da união e de lei que fixe as remunerações de seu pessoal, colacionando
manifestação do Crea em dissídio coletivo e decisões da justiça trabalhista (peça 111, p. 1-15). Isso, no
seu entender, excluiria o pessoal do Crea da limitação do teto remuneratório constitucional.
21.2.1. As verbas de sua remuneração teriam sido incorporadas antes de fevereiro/2004, data em
que o STF fixou o valor do subsídio de seus ministros. Com isso, desconsideradas essas vantagens, o
valor de seu salário estaria abaixo do teto constitucional. Relaciona jurisprudência para defender que
as vantagens anteriores a fev/2004 não estão sujeitas ao teto constitucional (peça 111, p. 16-26). Além
disso, o Crea-SP teria sido auditado pelo Confea, tendo suas contas de 2006 a 2011 sido aprovadas
sem ressalvas.
21.2.2. Defende sua boa-fé no processo, por ter promovido estudo do assunto e encaminhado
para decisão superior e que o Conselho teria fornecido apenas parte dos processos, com falta de peças
que prejudicaram as análises, o que seria decorrente de questões políticas e de perseguição a sua
pessoa por parte do Crea-SP. Aduz que ao retornar do Confea foram-lhe atribuídas tarefas de baixa
complexidade, incompatíveis com sua experiência e formação profissional. Informa que com tudo isso
ingressou com ação judicial contra o Conselho (peça 111, p. 28-32).
21.2.3. Sobre a conduta na autorização do pagamento de seu salário acima do teto, defende que
não foi o único beneficiado, que o cargo que ocupava – Superintendente Administrativo – não era o
único na posição mais alta na Administração do Conselho, já que existia a Superintendência de
Controladoria que tinha competência para realizar os pagamentos dos salários (peça 111, p. 32-34). E
essa área de Controladoria, responsável pelos pagamentos, teria a responsabilidade de controlar e não
detectou irregularidade nos valores pagos acima do teto (peça 111, p. 37-39).
21.2.4. Ademais, a atual administração não interrompeu os pagamentos acima do teto até a
decisão judicial, situação que, aliada ao aumento concedido ao Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues em
maio/2012 e ao fato de ter havido outro pagamento em maio e junho/2012, demonstraria que o
entendimento havido anteriormente foi corroborado pela nova gestão do Conselho (peça 111, p. 34).
Com isso, pleiteia a inclusão dos atuais administradores do Conselho no rol de responsáveis (peça 111,
p. 47).
21.2.5. Defende que o Acórdão TCU 2.950/2011 – Plenário é posterior ao despacho de
pagamento, ocorrido em maio/2012 e que a decisão pela suspensão do pagamento acima do teto é de
caráter liminar, sem decisão judicial definitiva (peça 111, p. 35).
21.2.6. Segundo o gestor ouvido em audiência, estaria sendo dado tratamento diferenciado em
relação ao outro caso de pagamento acima do teto, para o qual foi dada a oportunidade de
regularização com o ressarcimento dos valores, e na instrução de Auditoria seu caso foi tratado como
irregularidade, enquanto que o caso do Sr. João Batista Novaes teria sido considerado como falha
(peça 111, p. 36-37).
21.2.7. Por fim, aponta que a consulta realizada pela Gerente de RH não estava assinada e não
tratava do teto constitucional, mas do teto da tabela de padrões existentes no Plano de Cargos Salários
e Carreiras do Conselho (peça 111, p. 40).
21.3. Análise das justificativas: ao apresentar suas justificativas, o gestor se utiliza por vezes de
fundamentos repetidos ao longo de suas considerações, os quais foram todos sintetizados e
considerados na avaliação, conclusão e encaminhamento da matéria.
21.3.1. Conforme posicionamento do Tribunal sobre a natureza jurídica dos conselhos
202

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

profissionais, na linha adotada pelo STF e consoante já abordado na análise de justificativas do Sr.
Ângelo Petto, cabe registrar que são autarquias federais sui generis, regidos pela CLT e custeados com
recursos não oriundos da máquina estatal. No entanto, o fato de não haver transferência direta de
recursos do Governo Federal aos conselhos profissionais não implica na liberdade total de seus
gestores para fixação e pagamento dos salários de seus empregados.
21.3.2. A jurisprudência pacífica do TCU, já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, é no
sentido de que, por receberem contribuições de natureza parafiscal, os conselhos de fiscalização
profissional sujeitam-se aos princípios constitucionais aplicáveis à Administração Pública. Isso
implica, por exemplo, na necessidade de realizar concurso público para admissão de pessoal, de
promover processo licitatório para aquisição de bens e serviços e de observar parâmetros de mercado
para os pagamentos de salários e benefícios aos funcionários. O posicionamento desta Corte de Contas
revela que não há total liberdade do gestor para estabelecimento de vantagens remuneratórias aos
funcionários de conselhos profissionais.
21.3.3. O Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues manifesta-se no sentido de que seus direitos estariam
sendo prejudicados, por controvérsia em relação à sua condição funcional (peça 111, p. 15), in verbis:
a) Pretende o TCU a redução de seus vencimentos ao teto constitucional sob o argumento de que
o mesmo estaria enquadrado na condição de servidor público;
b) Já o CREA não concede a aposentadoria ao funcionário, por entender que seus funcionários
estão sujeitos ao regime celetista.
21.3.4. Quanto a essa questão, cabe registrar que, ao contrário do alegado pelo funcionário, em
momento algum se argumentou que estaria o funcionário enquadrado na condição de servidor público.
Com efeito, isso não seria possível, pois, como dito, o Tribunal entende de forma pacífica que os
conselhos são regidos pela legislação trabalhista. Assim, correta a linha do Crea de não conceder
aposentadoria integral ao funcionário como pleiteado, até porque nunca houve o recolhimento das
contribuições previdenciárias pela totalidade de sua remuneração, característica essencial do regime
estatutário, sendo que a concessão de aposentadoria nessas condições comprometeria o equilíbrio de
receitas e despesas que deve revestir os sistemas de previdência social.
21.3.5. Sobre o acórdão referido no relatório de auditoria ser posterior à data de seu despacho,
cabe esclarecer que o Acórdão TCU 2.950/2011 – Plenário refere-se a monitoramento do Acórdão
910/2004 – Plenário, o qual já havia determinado desde 2004 ao Conselho Federal de Farmácia que
ajustasse os salários de servidores e dirigentes ao limite de remuneração estabelecido no art. 37, XI, da
Constituição Federal. Portanto, bem antes do despacho de pagamento.
21.3.6. Quanto ao suposto cabimento de exclusão de vantagens pessoais para fins de limitação do
teto remuneratório, a jurisprudência do Tribunal adota como parâmetro o que dispõe a Resolução STF
318/2006 e as Resoluções do Conselho Nacional de Justiça nos 13 e 14, ambas de 2006, nos termos
dos Acórdãos 1.199/2009-TCU-Plenário e 2.274/2009-TCU-Plenário. Inicialmente adotados pelo
Poder Judiciário, esses dispositivos também passaram a ser utilizados no Executivo e Legislativo.
21.3.7. Nessa linha, a Resolução CNJ 14/2006, art. 2º, alínea ‘f’, dispõe expressamente que estão
sujeitos ao teto remuneratório todos os ‘adicionais, inclusive anuênios, biênios, triênios, qüinqüênios,
sexta-parte, ‘cascatinha’, 15% e 25%, trintenário e quaisquer outros referentes a tempo de serviço’,
enquanto que a alínea ‘h’, itens 4 e 5, inclui no cálculo as vantagens de qualquer natureza, tais como
quintos e vantagens pessoais e as nominalmente identificadas – VPNI. Consequentemente, não
prosperam as exclusões requeridas.
21.3.8. No que se refere às alegações de o Conselho ter fornecido apenas partes dos processos
para apreciação do Tribunal, cabe esclarecer que as peças anexadas aos presentes autos são apenas
partes desses processos de avaliação, sendo que a integralidade foi disponibilizada para análise por
ocasião da inspeção realizada. Juntar a integralidade dos processos não foi considerado necessário; ao
contrário, seria descabida a juntada de todas as peças e documentos desses processos avaliativos, por
demais extensos e detalhados. Não obstante, foi juntada ao processo toda a documentação
encaminhada pelo Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, o que inclui cópia de processos de avaliação (peças
203

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

113 e 114). Também não cabe a esta unidade técnica adentrar nas questões políticas apontadas pelo
responsável, cumprindo registrar que todas as conclusões apresentadas são decorrentes de análise da
documentação requerida e disponibilizada pelo Crea, solicitada por meio de diligência e de inspeção.
21.3.9. A apreciação pelo Confea das contas do Crea-SP também não afasta a irregularidade
praticada nem a competência do TCU para apreciação da matéria. A situação liminar da decisão
judicial não interfere na jurisdição do Tribunal para avaliar o pagamento acima do teto remuneratório
constitucional.
21.3.10. Outrossim, a existência de uma controladoria no Conselho não pode ser utilizada para
afastar sua responsabilidade na ocorrência irregular. Ocorre que no Crea, como apontado pelo próprio
funcionário Waldir Ronaldo Rodrigues, a Superintendência de Controladoria tinha competência para
realizar os pagamentos das folhas de salários. Ou seja, não tinha apenas funções de planejamento e
controle, mas também de execução de pagamentos. Entendeu-se que a irregularidade restou
configurada ao elaborar a folha com o pagamento acima do teto remuneratório e encaminhá-la para
pagamento, com o agravante de que o único beneficiário – naquele momento – foi o agente que
encaminhou essa folha de pagamento. Portanto, não poderia alegar desconhecimento da situação. De
todo modo, embora não tenham sido objeto de apuração os procedimentos de controle adotados pelo
Conselho ou pela Superintendência de Controladoria para coibir esse tipo de irregularidade, será
proposta determinação ao Crea-SP para que implemente melhorias nesses procedimentos.
21.3.11. O fato de não ter havido interrupção dos pagamentos acima do teto constitucional após
o início de gestão da atual administração do Crea não interfere na configuração de irregularidade de
sua conduta, anteriormente concretizada. A continuidade dos pagamentos configura ato praticado em
momento posterior, cujas circunstâncias que o revestem devem ser avaliadas em separado. Nessa
esteira, não parece razoável exigir de um gestor que, assim que assuma a Presidência do conselho (em
jan/2012), interrompa um pagamento salarial e promova, de imediato, ações de forma diversa ao que
vinha sendo adotado na gestão anterior. De concreto, observa-se que houve acatamento do Crea-SP
sobre a decisão judicial de suspender o pagamento (em dez/2012), e que após isso não foram
verificados outros casos de pagamento acima do teto. Entende-se que essa situação de inexigibilidade
de conduta diversa do atual Presidente afasta a aplicação de multa, sem prejuízo de determinação ao
Conselho para regularização dos pagamentos praticados tanto pela atual gestão, quanto pela
administração anterior.
21.3.12. Sobre a consulta realizada pela Gerente de RH não estar assinada ou não tratar do teto
constitucional, mas do teto da tabela de padrões existentes no Plano de Cargos Salários e Carreiras do
Conselho, embora sem assinatura, a própria funcionária reconheceu ter realizado tal consulta. Sem
embargo, esse fato não altera as conclusões expostas, já que foi afastada a aplicação de multa à
referida gerente.
21.3.13. Ademais, o parecerista jurídico concluiu não haver dúvidas quanto à incidência do teto
constitucional aos salários do Conselho (peça 35, p. 142):
‘Ante as considerações acima mencionadas, ressai induvidosa a incidência do teto remuneratório
constitucional em relação aos agentes integrantes do quadro de pessoal deste Conselho, nos termos da
norma constitucional aplicável à matéria. Ou seja: como regra geral não pode haver no âmbito do
CREA/SP remunerações que extrapolem o subsídio dos Ministros do STF, salvo parcelas
indenizatórias.’
21.3.14. Em seguida, ao apreciar o parecer jurídico e encaminhar o assunto, o então
Superintendente declara expressamente que o assunto em análise abrangia ‘Valores da tabela, acima do
teto constitucional’ (peça 35, p. 147).
21.3.15. Finalmente, no que concerne ao outro caso de pagamento acima do teto (em maio e
junho/2012), apontado na instrução como falha, a qual foi considerada sanada com o ressarcimento
pelo funcionário, cumpre esclarecer que esse pagamento irregular só foi possível por conta do
entendimento de que as remunerações acima do teto constitucional devessem continuar a ser pagas,
com destaque para o fato de que tal ato teve como único beneficiário, no momento de sua expedição, o
204

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

próprio funcionário responsável pelo encaminhamento, o que afasta a presunção de boa-fé na conduta.
De todo modo, quanto ao requerido pelo Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues de que mesmo procedimento
seja adotado em seu caso, ou seja, que seja sanada a ocorrência com a promoção de ressarcimento dos
valores acima do teto, registre-se que esse procedimento será objeto de proposta de encaminhamento
no presente processo. No entanto, ainda que ressarcidos os valores pelo funcionário, tal providência
não afasta a irregularidade do ato praticado, sendo cabível, portanto, a aplicação de multa ao
responsável.
22. Waldir Ronaldo Rodrigues, CPF 040.796.928-46, ex-Superintendente Administrativo.
22.1. Conduta: elaborar o processo de avaliação e aprovar sua própria promoção de sete níveis
salariais, o que serviu de base para a autorização do Presidente, de forma desarrazoada e não alinhada
a parâmetros de mercado, e sem que fosse observado o critério de ‘equilíbrio entre os pares’ ou havido
apreciação sobre se sua remuneração ultrapassaria o degrau inicial do cargo imediatamente superior.
22.2. Razões apresentadas (peça 111, p. 86-101): uma vez que o responsável apresentou as
razões de justificativas de sua audiência (referente ao Ofício 1370/2013, peça 75) em conjunto com a
resposta de oitiva (referente ao Ofício 1374/2013, peça 74), serão tratados neste item apenas as
questões relacionadas à conduta acima descrita, relacionada aos processos de avaliação e aprovação de
aumento de sua própria promoção de sete níveis salariais. As manifestações referentes aos demais
pontos do relatório serão tratadas em seguida, ao avaliar os pontos da oitiva.
22.2.1. De acordo com o responsável, o conceito de avaliação de desempenho não foi instituído
na gestão do Presidente José Tadeu da Silva, mas decorreria de época em que não ocupava função na
área de recursos humanos, e que teve sua formatação aprovada em 2003. As avaliações seriam feitas a
partir de aplicação de formulários, com técnicas de pontuação a quesitos positivos de comportamentos
e condutas. Relaciona os diversos trâmites na execução dos procedimentos avaliatórios (peça 111, p.
86).
22.2.2. A atividade do Departamento de Recursos Humanos seria somente reunir as informações
das avaliações realizadas e encaminhá-las ao Superintendente Administrativo, que por sua vez o
submetia para a consideração e aprovação pela instância superior. Afirma que houve processos
avaliativos em 2004/2005/2006 e que ele não foi progredido, portanto é errada a constatação de que
tenha sido progredido em todos os processos avaliativos (peça 111, p. 87-88).
22.2.3. Faz referência a dispositivos do plano de cargos e salários para demonstrar que havia
critérios para avaliação e que a aprovação final dos processos de Reclassificação em Função de Mérito
Funcional era do Presidente do Crea (peça 111, p. 90-92).
22.2.4. Defende que era empregado de carreira, ocupava a função de confiança de
Superintendente Administrativo, por ocasião das promoções por mérito e não possuía pares para
comparação. O mesmo teria ocorrido com o funcionário João Batista Novaes (peça 111, p. 93). Cita
que não havia cargo hierarquicamente superior, por isso não seria possível a avaliação de
‘ultrapassagem do degrau inicial do cargo imediatamente superior’ (peça 111, p. 94).
22.2.5. Conclui que todos os procedimentos seguiram o disposto no Plano de Cargos, Salários e
Carreiras do Crea-SP, devidamente aprovado pelo Plenário e pela Diretoria, em todas as suas fases e
em determinações emanadas de autoridades superiores, sendo que não detinha poder para aprovar as
promoções, por ser de competência exclusiva do ordenador de despesas e que não poderia aprovar
qualquer tipo de alteração que dissesse respeito à sua própria pessoa (peça 111, p. 106).
22.3. Análise das justificativas: no ano de 2003, em que o responsável afirma que foi aprovada a
formatação da avaliação de desempenho aplicada no Crea (peça 111, p. 86), o Sr. Waldir Ronaldo
Rodrigues já ocupava, desde 31/08/2001, a Gerência do Departamento Administrativo acumulada com
a Gerência de Recursos Humanos (peça 65, p. 3). Após essa data, passou a ocupar o cargo de
Coordenador da Divisão Administrativa e Financeira; e em 9/2/2007, foi designado para ocupar a
função de confiança de Superintendente Administrativo e Financeiro, que teve a denominação
posteriormente alterada para Superintendente Administrativo, cargo que ocupou até 31/12/2011.
Portanto, não cabe qualquer alegação de que não ocupava cargo comissionado na área de RH.
205

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

22.3.1. O responsável tece diversas considerações sobre a legalidade dos procedimentos, de que
tudo estava previsto em normativos do Crea, aprovados por Plenário e Diretoria. Entretanto, não
constou da instrução que o processo não estivesse normatizado. Ao contrário, foram juntadas diversas
peças e normas dos planos de cargos e salários e desses processos avaliativos, necessários para
caracterização das falhas. A conduta irregular do gestor foi sua participação na elaboração e execução
desses planos de carreira e sistemas de avaliação, de forma a produzir as distorções apontadas no
relatório.
22.3.2. Sobre sua ação enquanto Gerente do Departamento de Recursos Humanos, que seria
somente reunir as informações das avaliações realizadas e encaminhá-las ao Superintendente
Administrativo, cabe destacar as atribuições do Gerente do Departamento de Recursos Humanos
elencadas na instrução de audiência (peça 69, p. 5-6):
-Planejar, desenvolver, organizar e gerenciar todas as atividades desenvolvidas pelas áreas de
Administração de Pessoal e Gestão de Pessoas, visando assegurar que o Conselho disponha de pessoal
qualificado, treinado e motivado para atingir seus objetivos;
-Coordenar e gerenciar as atividades de administração de pessoal, assegurando o
desenvolvimento dos trabalhos de folha de pagamento, encargos sociais, controle de benefícios,
admissões, férias, obrigações trabalhistas/previdenciárias e orçamento de pessoal.
22.3.3. Assim, verifica-se que o cargo de Gerente detém funções de planejamento,
desenvolvimento, organização, coordenação e gerência nas áreas de administração de pessoal, gestão
de pessoas e folha de pagamento, o que aponta para sua participação na elaboração dos planos e
sistemas avaliatórios, ao contrário do que defende o ex-gestor.
22.3.4. De forma diversa ao procedimento adotado pela funcionária Izildinha Aparecida Amaral
Vieira, cujo ato omissivo na condição de Gerente de RH resultou na não implementação de rubrica
‘abate teto’ no contracheque de seu superior imediato e possibilitou o pagamento irregular, o ato
praticado pelo Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues no exercício do cargo de Gerente de RH consistiu em sua
participação na elaboração do plano de cargos e salários que possibilitaria a obtenção de progressão de
níveis salariais, contribuindo futuramente em grande parte pelos vultosos aumentos em sua
remuneração. Nessa situação, considera-se que era exigível conduta diversa por parte do gestor e
entende-se afastada sua boa-fé no ato praticado.
22.3.5. Sobre os processos avaliativos de 2004 a 2006, em que ele não teria sido progredido, não
foram identificados funcionários progredidos nesse período. Portanto, não procede a alegação que seja
errada a constatação de que tenha sido progredido em todos os processos avaliativos, pois nos
processos em que não houve sua progressão, não houve funcionários beneficiados no conselho. E
ainda que haja algum processo em que tenham sido contemplados outros funcionários e que ele não
fosse beneficiado, anteriormente a 2006, isso não afastaria a irregularidade quanto ao período em que
se beneficiou com os diversos níveis auferidos nos processos avaliativos, conforme apontado na
instrução de audiência.
22.3.6. Cabe reforçar os efeitos ocasionados pelos sete níveis de remuneração concedidos ao
funcionário, quase R$ 6 mil mensais apenas em seu salário base, como demonstrado na instrução de
audiência, (peça 69, p. 17):
Degrau Salário (R$)
57 17.499,38
58 18.374,38
59 19.293,07
60 20.257,70
61 21.270,61
62 22.334,13
63 23.450,88
Fonte: tabela Crea-SP (peça 65, p. 282).
22.3.7.Ademais, nas constatações registradas, também não foi apontada a inexistência de
critérios estabelecidos para as avaliações de desempenho. O que se registrou foi a participação do
206

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

funcionário, em primeiro momento na elaboração dos planos de cargos e salários e processos


avaliatórios, e num segundo momento na condução dos processos de avaliação, situação que afasta a
presunção de boa-fé do ex-gestor na prática da irregularidade. Cabe esclarecer que também não foi
apontado que o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues tivesse realizado diretamente todas as avaliações dos
funcionários do Crea, as quais são realizadas pelos diversos chefes das áreas. A participação do gestor
é na consolidação dos dados e na conclusão do processo, cujo resultado o beneficiava por ter sido
escolhido para progressão em todos os processos de avaliação, logicamente naqueles em que houve
funcionários beneficiados.
22.3.8. Sobre a questão de ocupar a função de confiança de Superintendente Administrativo, que
não havia cargo hierarquicamente superior e por isso não seria possível a avaliação de ‘ultrapassagem
do degrau inicial do cargo imediatamente superior’, não possuindo pares para comparação, duas
observações cabíveis. A primeira é que essa assertiva contradiz as diversas alegações de que o cargo
não seria o mais alto na esfera administrativa. Depois, como afirma o funcionário, ele é do quadro de
carreira do Crea, portanto tem cargo efetivo, parâmetro que deveria ser considerado, já que a função de
Coordenador ou Superintendente é ad nutum. E mesmo sobre a função de Superintendente, há outros
superintendentes dentro do Crea, ou mesmo em outros conselhos profissionais, parâmetros que
poderiam ser utilizados para evitar distorções como a que se verifica no caso em análise.
22.3.9. Não é demais relembrar que em 2012 o funcionário recebia remuneração de R$
36.117,22, quase 35% a maior que o segundo maior salário do Crea – R$ 26.895,59, sendo que não
exercia qualquer função comissionada no Conselho, ao contrário do segundo caso, que exercia cargo
de Superintendente. Assim, não há como deixar de considerar como expressiva a distorção do atual
salário percebido pelo funcionário, superior ao teto remuneratório constitucional, que resultou na
implementação de rubrica ‘abate teto’, como já abordado.
22.3.10. De todo modo, sobre seu caso ser o mesmo do funcionário João Batista Novaes, o qual
percebe esse segundo maior salário do Crea, há que se considerar que referido funcionário trabalha na
área fim do Conselho e institucionalmente não detém prerrogativas na condução dos processos
avaliatórios, exceto quanto à avaliação de seus subordinados, como qualquer outro ocupante de função
comissionada. Não obstante, cumpre esclarecer que o caso desse outro funcionário não foi objeto de
verificação no presente processo, mas que diante das diversas referências a esse funcionário, e ainda
pelo fato de que em 2012 sua remuneração de R$ 26.895,59 era mais de 20% superior ao terceiro
salário (que era de R$ 22.334,13), será determinado ao Conselho que institua comissão para apuração
da regularidade de sua situação funcional e dos componentes de sua remuneração.
22.3.11. A partir das análises expostas, considera-se que as razões apresentadas pelo responsável
não afastaram as irregularidades apontadas, cabendo aplicação de multa ao responsável.
23. Waldir Ronaldo Rodrigues, CPF 040.796.928-46, ex-Superintendente Administrativo –
respostas apresentadas em sede de oitiva, em atenção ao Ofício 1.374/2013 (peça 74), que solicitou
manifestação do responsável sobre as irregularidades identificadas no presente processo. As alegações
do funcionário são extensas e detalhadas, tendo sido apresentadas em conjunto com as razões de
justificativas de sua audiência.
23.1. Esclarecimentos apresentados (peça 111): excluindo-se as manifestações referentes ao teto
remuneratório constitucional e aos processos de progressão funcional, temas já tratados nos itens
precedentes, o funcionário ainda apresentou, em síntese, as considerações seguintes.
Sobre o cargo de Gerente de Departamento ‘em extinção’
23.1.1. O Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues defende que as mudanças em seu cargo ocorreram em
1990, muito antes do período de 2007 a 2011, no qual foi Superintendente Administrativo, e em época
na qual não exercia função na área de recursos humanos (peça 111, p. 48). Imputa responsabilidade
aos Srs. Francisco Kurimori, atual Presidente do Crea-SP, e Nivaldo José Bósio, atual Secretário
Geral, pelo enquadramento de seu cargo e anexa diversos memorandos para demonstrar a origem das
decisões da área de pessoal do Conselho (peça 111, p. 48-50). Assim, estranha que não tenham sido
apresentados todos os documentos sobre o enquadramento de seu cargo, já que datam de 1990, época
207

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

em que o atual Secretário Geral exerceria o cargo de Diretor Executivo, segundo ele ‘autoridade
máxima da estrutura’ (peça 111, p. 52-53).
23.1.2.Defende que sua remuneração decorre do tempo de exercício no Crea (36 anos) e de sua
qualificação profissional e compara seu salário ao de três superintendentes contratados e com pouco
tempo de casa, bem como de um funcionário concursado como Agente Administrativo e que também
ocuparia cargo de superintendente (peça 111, p. 50-51).
23.1.3. Informa que empreendeu esforços e acabou por localizar a carteira de trabalho que não
vinha encontrando, a qual estaria anexa para comprovação das transformações de seus cargos. Alega
que depois de ocupar os cargos de datilógrafo e escriturário, teria ocupado o cargo de Oficial de
Escritório, cargo esse de nível superior, e que percebia adicional pelo desempenho de função de
confiança de Chefe de Departamento (peça 111, p. 53-54). Assim, com base no Ato 54 do Crea-SP, de
7/6/1990, artigo 19, foi disposto que ‘Ficam extintas as funções gratificadas, incorporando-se aos
salários, as comissões recebidas pelo desempenho das funções gratificadas’. A partir desse ato, as
funções gratificadas teriam sido extintas e passado à condição de cargos, o que justificaria o registro
levado a efeito na carteira de trabalho.
23.1.4. Cita que essa transformação de cargos ocorreu não apenas em seu caso, mas também com
outros funcionários do conselho, como, por exemplo, os casos de Cecília Maria Lourenço e Zoel Rosa
Trombeti (peça 111, p. 56).
23.1.5. Posteriormente, no Plano de Cargos, Salários e Carreiras de 1994, por não poder ser
enquadrado como Analista de Serviços Administrativos, visto que era um cargo inferior ao de Gerente,
foi classificado como Gerente ‘em extinção’ (peça 111, p. 54). Inclusive o Crea o teria classificado
como Analista de Serviços Administrativos, enquadrado do padrão 31 ao padrão 48, 2 padrões abaixo
do teto da tabela, que era padrão 50, mas meses depois retificou o registro para Gerente de
Departamento. Esse cargo, na tabela do Plano de Carreira para Cargos de Carreira e/ou Efetivos,
iniciaria no degrau 46, podendo chegar até o degrau 70 (peça 111, p. 62).
23.1.6. Segundo o funcionário, a maior parte dos empregados, por medo de possíveis retaliações,
acabou por aceitar o enquadramento, contudo alguns questionaram o procedimento, como foi seu caso
e das outras duas funcionárias mencionadas (peça 111, p. 58).
23.1.7. No Plano de Cargos e Salários de 2009, aprovado em 2012, teria constado o cargo de
Gerente de Departamento ‘em extinção’, e os registros em sua carteira de trabalho respaldariam que
seu cargo é de Gerente de Departamento. Com base nisso, requer que sejam verificados os prontuários
e as carteiras de trabalho dos demais empregados na mesma condição (peça 111, p. 58-60).
23.1.8. Aponta contradição nas alegações do Secretário Geral do Crea, que primeiro teria dito
que o cargo de Gerente de Departamento nunca existiu, mas que em outro momento alegaria que o
PCCS previa a criação de cargo de Gerente de Departamento. Indica outros registros em que constaria
seu cargo como Gerente de Departamento, tais como demonstrativos de pagamento e exames médicos
anuais (peça 111, p. 61).
Sobre a incorporação de anuênios
23.1.9. Alega que não foi beneficiado pela extinção dos anuênios ocorrida em 2006, que a
medida foi adotada para todos os funcionários, que já fazia jus ao benefício máximo de 25%, pois
contava com 29 anos de casa. As alterações na base de cálculo dos anuênios e no entendimento de que
o valor da Função Gratificada deveria compor o salário base decorreu de dissídio coletivo, sem sua
participação (peça 111, p. 64-66).
23.1.10. Sobre sua responsabilidade nas decisões, afirma que não ocupava cargos decisórios na
área administrativa e de recursos humanos do Crea, porque haveria um cargo de Superintendente
Executivo, atribuições hoje exercidas pelo Secretário Geral. Assim, as decisões teriam emanado desse
Superintendente Executivo (peça 111, p. 68).
Sobre a incorporação de funções comissionadas
23.1.11. Afirma que a prática do Crea era realizar as incorporações diretamente nos salários,
somando o valor da tabela de gratificação de função aos salários. Com o tempo, se perderia a
208

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

informação sobre a incorporação realizada (peça 111, p. 65). Assim, a cada cálculo de incorporação
era retirado o valor já incorporado do valor a que teria direito na nova função, de modo a evitar dupla
contagem, sem resultar em benefício adicional (peça 111, p. 69).
23.1.12. Nessa sistemática, teria havido a incorporação de 8/10 correspondente à função de
Gerente Administrativo e 7/10 da função de Coordenador/Superintendente, mas quando do cálculo da
FG de Coordenador/Superintendente seria abatido o valor já incorporado da FG de Gerente
Administrativo (peça 111, p. 72).
23.1.13. Acrescenta que parte da incorporação decorre de decisão judicial e que não procede a
alegação de acumulações de gratificações de função além dos 10/10 (peça 111, p. 71). Completa que
em 2003, o funcionário teria passado a ocupar o cargo de Coordenador de Divisão e acima havia um
cargo de Superintendente, portanto, seu cargo não era o maior na estrutura (peça 111, p.73).
23.1.14. Alega que a alteração de degrau da nota 9 (peça 65, p. 74) se deu no cargo de carreira,
por isso não teve qualquer interferência na FG e que esse mesmo procedimento teria sido utilizado
para os outros coordenadores. Teria havido mudança de degrau do cargo de carreira, que, como já
enfatizado, podia chegar até o final da tabela – degrau 70 (peça 111, p.74).
Sobre os planos de cargos e salários
23.1.15. Quanto ao Plano de 2003, que possibilitou o maior aumento anual em sua remuneração
– de 29,71% na comparação entre maio/2004 e maio/2003, o responsável alega que esse aumento teria
abrangido todos os funcionários, mas que o percentual em seu salário foi maior em função de sua
nomeação para ocupar a função de Confiança de Coordenador de Divisão, função essa superior à de
Gerente do Departamento Administrativo, bem como ao aumento anual referente ao dissídio coletivo
da categoria (peça 111, p. 75). Aponta que o mesmo procedimento foi adotado para três
coordenadores, um deles o já mencionado funcionário João Batista Novaes.
23.1.16. Registra uma situação atualmente existente no Crea-SP, a qual teria sido criada na atual
gestão, em que um Agente Administrativo foi designado como Superintendente (peça 111, p. 76). Seu
salário base seria de R$ 2.254,28, função gratificada de R$ 15.271,28 e incorporação parcial de FG no
valor de R$ 2.076,23, o que poderia gerar futura distorção, quando deixar essa função de confiança.
23.1.17. Sobre a elaboração do plano de cargos e salários de 2003, alega que apenas teria juntado
documentos, numerado e rubricado as páginas do plano, mas que não teria participado de sua
elaboração (peça 111, p. 77).
23.1.18. Em relação a essa época, com base em trechos do regimento e de normativos do
Conselho, afirma que teria havido uma reestruturação entre 2000 e 2003, a partir de grupos de trabalho
com 150 empregados, para estudo dos processos, aprovada pela instância máxima do Crea (peça 111,
p. 78-82). Mesma situação teria ocorrido em outro processo de estudo sobre a reformulação dos
formulários de Avaliação de Desempenho em 2009, que também teria contado com participação de
outros funcionários do Conselho. Sob sua ótica, isso demonstraria que não houve direcionamento na
elaboração das regras de avaliação.
Sobre os reajustes reais de salário
23.1.19. Os reajustes salariais teriam sido praticados não apenas na gestão do Sr. José Tadeu da
Silva, mas em períodos anteriores (desde 1991) e até mesmo na gestão atual, em 2012, sendo que todos
os atos foram aprovados pelo Plenário do Conselho (peça 111, p. 85).
23.2. Análise da oitiva: antes de abordar as situações específicas trazidas pelo responsável, cabe
uma contextualização da situação que levou aos apontamentos sobre o funcionário constantes do
presente processo. As análises procedidas sobre a regularidade da remuneração do Sr. Waldir Ronaldo
Rodrigues decorreram de sua situação em relação aos demais funcionários do Conselho, o que
resultou, inclusive, na extrapolação do teto constitucional remuneratório, como já abordado. Com base
nas folhas de pagamento de abril a junho/2012, verificou-se a seguinte distribuição dos salários dos
funcionários do Crea-SP:
R$ 36.117,22 – 1 funcionário;
R$ 26.895,59 – 1 funcionário;
209

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

De R$ 20.000,00 a R$ 22.334,13 – 5 funcionários;


De R$ 15.000,00 a R$ 19.405,73 – 14 funcionários;
De R$ 10.000,00 a R$ 14.992,84 – 47 funcionários;
Abaixo de R$ 10 mil – 726 funcionários.
23.2.1. O quadro acima aponta uma situação que não é normal em uma entidade que deveria
observar preceitos da Administração Pública, como os princípios da razoabilidade, legalidade,
impessoalidade, moralidade e economicidade. A alegação de que isso seja devido a 36 anos de
trabalho, como alega o ex-gestor, também não é suficiente para legitimar essa situação, especialmente
quando se verifica que seu salário é pago sem que exerça qualquer função ou cargo comissionado, o
que não ocorre com o segundo maior salário, cujo ocupante exerce função de Superintendente.
23.2.2. A remuneração total do funcionário, na data-base março/2013, era composta por salário
base, adicional por tempo de serviço e incorporação de funções gratificadas (parte por decisão
judicial), mediante pagamento em quatro rubricas, a saber:
Rubrica Valor R$ Participação
0010 Salário base 23.450,88 64,93%
0055 Ad Tempo Serviço 6.145,70 17,02%
3014 Incorp. Parcial FG 4.578,40 12,68%
3079 Incorp. Judicial FG 1.942,24 5,38%
TOTAL 36.117,22
Fonte: Tabela – peça 64, p. 3
23.2.3. Também há que ser considerada a evolução salarial do funcionário apontada no relatório
(peça 69, p. 12). Em abril/2003, a remuneração bruta do funcionário era de R$ 8.798,04, mas a partir
de então ocorreram diversos aumentos em sua remuneração ao longo dos anos seguintes, a saber:
Mês/ano Valor R$ Aumentos em relação
ao ano anterior
Maio/2003 10.393,13 18,13%
Maio/2004 13.479,95 29,71%
Maio/2005 15.416,41 14,37%
Maio/2006 16.492,41 6,98%
Maio/2007 17.627,63 6,88%
Maio/2008 20.798,84 17,99%
Maio/2009 24.214,20 16,42%
Maio/2010 28.255,24 16,69%
Maio/2011 33.345,38 18,01%
Maio/2012 36.117,22 8,31%
Fonte: planilha elaborada por TCU (peça 64, p.1-3)
23.2.4. Feitas essas considerações iniciais, passa-se a avaliar as manifestações do funcionário
sobre a evolução dos diversos componentes de seu salário que levaram a essa situação.
23.2.5. A partir da análise de sua pasta funcional, verificou-se preliminarmente que seu cargo
efetivo não poderia ser de Gerente de Departamento, por ter característica de cargo em comissão. O
enquadramento apontado pelo funcionário, com suporte em suas carteiras de trabalho, teria como
fundamento o Ato 54 do Crea-SP, de 7/6/1990, artigo 19, que dispôs que ‘Ficam extintas as funções
gratificadas, incorporando-se aos salários, as comissões recebidas pelo desempenho das funções
gratificadas’.
23.2.6. Da leitura desse dispositivo, não se verifica a transformação de seu cargo em Gerente de
Departamento, como defende o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, mas a incorporação de valores
percebidos quando do exercício daquele cargo comissionado. Conforme informações prestadas pelo
Crea, essa mudança e o reenquadramento de cargo estão sendo revisados pelo Crea-SP, por ausência
de fundamento legal. O próprio funcionário admite que o enquadramento nesse ‘cargo’ só teria
ocorrido após seu questionamento junto com outros funcionários – aponta os casos de Cecília Maria
Lourenço e Zoel Rosa Trombeti – e que outros funcionários não tiveram o mesmo tratamento.
Portanto, esse benefício teria sido adotado em apenas poucos casos, sendo que outros teriam sido
enquadrados em cargos efetivos.
210

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

23.2.7. O fato de haver referência a esse cargo de Gerente de Departamento ‘em extinção’ em
planos, normativos ou quaisquer outros documentos do Crea-SP não é suficiente para legitimar ou
regularizar a situação que originou essa situação.
23.2.8. A imputação de responsabilidade pelo ato de reenquadramento irregular do cargo do
funcionário como Gerente de Departamento ‘em extinção’ revela-se difícil por se tratar de fato
ocorrido há mais de vinte anos. No entanto, o que pode ser feito pelo Conselho é o levantamento de
toda informação disponível e revisão dessa situação irregular. Assim, como foi informado pelo Crea-
SP que está em andamento um estudo sobre a situação do cargo do Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues,
cabe determinar que esse processo seja concluído, e que sejam também avaliados esses dois outros
casos apontados, para verificação de sua regularidade.
23.2.9. O problema apontado quanto aos anuênios não foi sua extinção em 2006 como faz crer o
ex-gestor, mas a alteração de base de cálculo ocorrida em novembro/2002, que passou a incidir sobre o
total da remuneração, sem que tenha sido apresentado normativo ou documento expresso que
autorizasse a mudança. Nessa época, o funcionário já acumulava a Gerência do Departamento
Administrativo com a Gerência de Recursos Humanos, portanto já tinha cargo decisório na área de RH
do Crea. Inclusive, em fevereiro/2005, esse benefício passou a considerar na base de cálculo uma
incorporação de função gratificada obtida por meio de processo judicial, sem que fosse apresentado
qualquer despacho ou normativo que suportasse a mudança.
23.2.10. Sobre a incorporação de funções, o que foi apontado é a falta de controle do Crea sobre
os décimos das funções incorporadas aos salários. Desde dez/1997, esse tipo de vantagem não mais
existe para os servidores públicos. Ainda que não aplicável ao Crea, a Lei 8.112/1990 previa que as
funções fossem incorporadas na razão de 1/5 ou 1/10 ao ano, até que completassem o valor integral.
Em caso de exercício de função de valor maior, e já atingidos 10/10 incorporados, as frações eram
substituídas – 1/10 da função de maior valor em lugar do 1/10 da função menor – até que fosse
incorporado o valor da nova função comissionada. Assim, não era possível a um servidor público
incorporar mais que 10/10 de função.
23.2.11. Verificou-se que nos planos de cargos e salários do Crea, essas incorporações ainda são
realizadas e não foi identificado qualquer controle sobre essa vinculação ao valor da função, com
vistas a impedir que sejam ultrapassados os 10/10 (ou seja, 100%) do valor de uma função.
23.2.12. Há que se avaliar a sistemática dessa forma de incorporação que afeta todos os
funcionários do Crea que exercem função comissionada. O próprio funcionário ouvido aponta o caso
de um funcionário que tem salário base de R$ 2.254,28 e função gratificada de R$ 15.271,28, com
incorporação parcial de FG no valor de R$ 2.076,23, que pode gerar futura distorção quando esse
funcionário deixar essa função de confiança. A distorção que poderia ser ocasionada seria o
funcionário, sem que exercesse qualquer comissionamento, adquirisse direito a um salário muito
elevado, independente da atividade exercida no Conselho – ou seja, a mesma situação hoje verificada
com o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues. Assim sendo, será proposta determinação para que o Crea-SP
avalie essa situação de incorporação de funções comissionadas e promova os devidos ajustes para
evitar esse tipo de distorção.
23.2.13. Foram avaliados os planos de cargos e salários do Conselho a partir de 2003, bem como
instruções com modificações e atualizações de regras. Embora o funcionário não tenha sido o único
beneficiado pelas alterações constantes do plano, foi com esses planos que ocorreu a implementação
da sistemática de avaliação de desempenho, que resultou nos diversos níveis salariais concedidos ao
funcionário. Sobre os planos de cargos do Crea-SP, cabe observar que não existe uma tabela para cada
cargo, mas uma única tabela de 70 níveis salariais para todos os funcionários, sejam do quadro
efetivo ou apenas comissionados. Essa situação de tantos níveis é peculiar e não costuma ser
identificada em outros órgãos ou conselhos profissionais. Com isso, as referências mais altas chegam a
extrapolar o teto constitucional e possibilitam a efetivação de distorções salariais, como as registradas
com o funcionário objeto da presente representação.
23.2.14. Desde 2003, o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, como já pontuado, ocupou cargos
211

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

decisórios na área administrativa e de recursos humanos, a saber: desde 31/08/2001 a Gerência do


Departamento Administrativo acumulada com a Gerência de Recursos Humanos; a partir de
5/12/2003, o cargo de Coordenador da Divisão Administrativa e Financeira; e em 9/2/2007, foi
designado para ocupar a função de confiança de Superintendente Administrativo e Financeiro, que teve
a denominação posteriormente alterada para Superintendente Administrativo, cargo que ocupou até
31/12/2011.
23.2.15. Sobre os reajustes anuais de salário, estes foram apontados no processo para demonstrar
seus efeitos sobre a remuneração do funcionário, que diante dessas diversas parcelas incorporadas ao
longo do tempo, somada às progressões de níveis salariais, potencializaram os aumentos e foram um
dos fatores responsáveis por extrapolar o teto constitucional. Com efeito, como demonstrado na
planilha de evolução salarial do funcionário (peça 64), os sucessivos aumentos de 10% ao ano tiveram
contribuição relevante para o montante atingido pelo salário do Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues.
23.2.16. A concessão desses reajustes anuais e sua potencial distorção nos salários já foram
tratados no TC-010.955/2013-5, no qual foi proferido o Acórdão 3.438/2013-TCU-Plenário, que
determinou ao Crea-SP que antes da concessão de novos aumentos, reajustes e auxílios/adicionais,
observe a legislação trabalhista vigente, os parâmetros de mercado e os princípios aplicáveis à
Administração Pública, e inclua na comparação salarial todos os adicionais e outras vantagens que
compõem a remuneração dos seus funcionários (vide Informações Adicionais).Portanto, não cabe
abordar novamente o assunto neste processo.
23.2.17. Diante do exposto, analisadas as informações apresentadas pelo Sr. Waldir Ronaldo
Rodrigues, não foram afastadas as situações apontadas na instrução que originou a oitiva, assim como
não há alteração de entendimento sobre as audiências realizadas ou sobre as conclusões obtidas.’
13. Feita a análise da matéria, a Secex/SP propõe ao Tribunal (Peça 133, p. 24/25; 134 e 135):
13.1. conhecer da presente Representação, satisfeitos os requisitos de admissibilidade previstos
nos arts. 235 e 237, inciso VI, do RI/TCU, para, no mérito, considerá-la parcialmente procedente;
13.2. acatar parcialmente as razões de justificativa apresentadas pela Sra. Izildinha Aparecida
Amaral Vieira, para, consideradas as circunstâncias que a cercavam, afastar a aplicação de multa à
responsável;
13.3. rejeitar as razões de justificativa do Srs. Ângelo Petto Neto, José Tadeu da Silva e Waldir
Ronaldo Rodrigues;
13.4. aplicar aos Srs. Ângelo Petto Neto, José Tadeu da Silva e Waldir Ronaldo Rodrigues,
individualmente, a multa prevista no art. 58, II, da Lei 8.443/1992, fixando-lhes o prazo de 15 (quinze)
dias, a contar da notificações, para que comprovem, perante o Tribunal (art. 214, inciso III, alínea ‘a’,
do RI/TCU), o recolhimento das dívidas ao Tesouro Nacional, atualizadas monetariamente desde a
data do acórdão até a dos efetivos recolhimentos, se forem pagas após o vencimento, na forma da
legislação em vigor;
13.5. autorizar, nos casos cabíveis, o desconto das dívidas na remuneração dos funcionários,
observado, por analogia, o disposto no art. 46 da Lei 8.112/1990;
13.6. autorizar, desde logo, nos termos do art. 28, inciso II, da Lei 8.443/1992, a cobrança
judicial das dívidas caso não atendidas as notificações e não seja possível o desconto determinado;
13.7. determinar ao Crea/SP, com fundamento no art. 250, inciso II, do RI/TCU, que no prazo
de 180 dias adote as seguintes medidas, com comunicação ao Tribunal das providências adotadas:
13.7.1. exclua as referências salariais acima do teto constitucional de sua tabela remuneratória,
tendo em vista os precedentes jurisprudenciais desta Corte que vêm coibindo essa prática, como por
exemplo o já mencionado Acórdão 2.950/2011 – TCU – Plenário;
13.7.2. implemente melhorias na normatização e nos procedimentos de controles internos, em
especial por parte da Superintendência de Controladoria, para coibir a ocorrência de novas
irregularidades como as apontadas no presente processo, a saber, a aprovação e pagamento de
remunerações acima do teto constitucional, bem como de transformações de cargos e incorporações de
vantagens sem observância aos princípios da razoabilidade, moralidade, eficiência e economicidade,
212

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

bem como os parâmetros de mercado;


13.7.3. institua Comissão para estudo e revisão do plano de cargos e salários do Conselho,
avaliando a situação das incorporações de funções comissionadas por funcionários do Crea/SP, para
adequação dos benefícios pagos a seus funcionários a parâmetros de mercado, assim como para evitar
que os futuros reajustes anuais produzam novamente referências salariais acima do teto remuneratório
constitucional;
13.7.4. adote providências para apuração da situação do funcionário Waldir Ronaldo Rodrigues,
em relação à irregularidade quanto ao cargo supostamente ocupado de Gerente de Departamento ‘em
extinção’, assim como avalie a regularidade da situação funcional dos demais funcionários por ele
apontados – Srs. José Batista Novaes, Cecília Maria Lourenço e Zoel Rosa Trombeti;
13.7.5. institua, caso ainda não o tenha feito, ou conclua o Processo Administrativo Disciplinar
para apuração de responsabilidades do funcionário Waldir Ronaldo Rodrigues na concretização dos
fatos apontados no presente processo;
13.7.6. proceda o desconto dos valores pagos irregularmente acima do teto constitucional dos
próximos salários do funcionário Waldir Ronaldo Rodrigues, cujo montante original informado pelo
Crea/SP atingiria R$ 173.314,76 (Peça 37, p. 77), devidamente corrigidos;
13.8. encaminhar ao Crea/SP cópia de toda a documentação e informações apresentadas pelo Sr.
Waldir Ronaldo Rodrigues, para que sejam considerados nos estudos e apurações em andamento;
13.9. dar ciência do Acórdão que vier a ser proferido, assim como do Relatório e do Voto que o
fundamentarem, aos responsáveis e ao Crea/SP.
14. Encerrada a fase de instrução processual, nos termos do art. 160, § 2º, do RI/TCU, o Sr.
Ângelo Petto Neto (Peça 138) e o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues (Peça 141) apresentaram elementos
complementares, respectivamente às Peças 138 e 141, em relação aos itens questionados por este
Tribunal, razão por que restitui o feito à Secex/SP para que examinasse os novos elementos de defesa
(Peça 142).
15. Na sequência, o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues apresentou elementos adicionais à Peça 143,
relativamente às ocorrências consideradas de sua responsabilidade, e o Crea/SP encaminhou o
documento da Peça 145, por meio do qual informou as providências adotadas por aquele Conselho.
16. Em derradeira instrução, a Secex/SP examina os elementos complementares dos Srs. Ângelo
Petto Neto e Waldir Ronaldo Rodrigues e as informações prestadas pelo Crea/SP (Peça 149):
‘EXAME TÉCNICO (elementos complementares)
4. Sr. Ângelo Petto Neto, CPF 197.976.308-97, ex-Vice-Presidente do Crea-SP.
4.1. Conduta: no exercício da Presidência, determinar a continuidade do pagamento de
remuneração ao funcionário do Conselho, Waldir Ronaldo Rodrigues, em patamar superior ao teto
constitucional, em desconformidade com o art. 37, XI, da CF/1988 e a jurisprudência do TCU sobre a
matéria.
4.2. Razões apresentadas (elementos complementares – peça 138):
4.2.1. Tendo em vista que os elementos juntados a título de complemento às razões de
justificativa apresentadas anteriormente (peça 119, p. 1-20), reproduzem, em seus exatos termos, as
argumentações já expostas, entende-se despiciendo remontá-las nesta oportunidade, uma vez já
sumariadas adequadamente nos itens 19.2; 19.2.1 a 19.2.5 da instrução precedente (peça 133).
4.2.2. De inédito, alguns comentários inseridos, a saber:
‘(...) Em manifestação anterior transcrevi trechos de contestações apresentadas pelo CREA, no
exercício de 2011, exercício em que, na qualidade de Vice-Presidente, assumi a Presidência do
Conselho, em face da licença do Presidente, conforme já relatado. (peça 138, p. 1)
(...) A despeito de tudo o que foi colocado no relatório de auditoria, o fato é que o Conselho
nunca reconheceu a situação de enquadramento de seus empregados, até a formulação da denúncia
anônima que motivou o presente processo. O mesmo ocorreu com a questão da necessidade de
realização de concursos públicos, que foi ignorado por completo pelo Crea-SP e por todos os outros
Conselhos, restando seu implemento somente quando o assunto foi tratado pelo judiciário e se
213

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

transformou em matéria pacificada. Observo que no Crea-SP há cerca de 130 empregados contratados
sem concurso público, cuja situação ainda encontra-se pendente. (peça 138, p. 2)
(...) Registro, mais uma vez, que meu despacho foi balizado no parecer jurídico mencionado, ou
seja, agi com boa-fé e amparado pelo suporte jurídico do Conselho, o que, entendo, deva ser levado em
consideração, pois não agi de modo a causar qualquer dano ou ilegalidade, muito pelo contrário: Ao
assumir a Presidência, por três meses, encontrei situação já instalada e, à vista de parecer jurídico
recebido, despachei nos termos consignados.’ (peça 138, p. 4)
4.3. Análise:
4.3.1. Conforme já pontuado, o responsável não logrou juntar elementos supervenientes, sendo
que mesmo as inserções ‘inéditas’, na realidade, de substancialmente novo nada apresentam,
porquanto apenas ratificam as justificativas anteriores.
4.3.2. No respeitante à alegação de boa-fé, vale explicitar que não merece prosperar. Conforme
exame empreendido com base nas informações e documentos juntados aos autos, o parecer jurídico
mencionado apontava para a exigência de os Conselhos observarem o teto constitucional. Nas
circunstâncias em que se encontrava, não poderia o Sr. Ângelo desconhecer o fato, sendo que, ao não
adotar conduta diversa, propiciou a continuidade do pagamento irregular. Portanto, não se afasta a sua
culpabilidade pontuada para o ato em desconformidade com o art. 37, XI, da CF/1988 e a
jurisprudência do TCU sobre a matéria.
4.3.3. Por elucidativo, destaca-se o exame efetuado na instrução anterior quanto a este aspecto:
‘19.3.5.A transitoriedade no cargo também não pode ser utilizada para afastar a responsabilidade
pelo ato praticado. O assunto ‘pagamento acima do teto constitucional’ no âmbito do Crea-SP resultou
na emissão de parecer jurídico, que apontou para a necessidade de observância desse limite
remuneratório pelos conselhos profissionais. O despacho do gestor foi decisivo para a continuidade do
pagamento e, inclusive, para a outra ocorrência de pagamento ‘extra teto’ a funcionário, verificada em
maio e junho/2012.
19.3.6. Cabe destacar que a controvérsia apontada pelo parecerista jurídico destacava casos
discutidos em processos judiciais, não se referindo, portanto, à esfera administrativa.’
4.3.4. Portanto, diante da análise demonstrada nos itens 19.3; 19.3.1 a 19.3.10 da instrução de
peça 133, p.6-8, que abordou todos os argumentos levantados pelo responsável, mantém-se o juízo
acerca da sua conduta reprovável dando ensejo à aplicação da multa prevista na Lei 8.443/1992.
5. Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, CPF 040.796.928-46, ex-Superintendente Administrativo.
5.1. Cumpre informar que ao Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues foram atribuídas duas condutas
irregulares, abaixo identificadas. No entanto, os elementos complementares ora apresentados não
fazem nenhuma distinção, tendo o responsável optado em apresentar as informações adicionais em
blocos. Assim, embora se siga o critério no momento da descrição da defesa, - no momento da análise,
para melhor compreensão, a exemplo do adotado na instrução precedente de peça 133 – a abordagem
do assunto será feita em relação às condutas inquinadas.
Conduta (1): como único beneficiário do pagamento de remuneração acima do teto
constitucional no Crea-SP, em desconformidade com o art. 37, XI, da CF/1988 e a jurisprudência do
TCU sobre a matéria, e ocupando o cargo máximo da estrutura do Conselho na área administrativa, ter
autorizado o envio da folha de pagamento de maio/2010 para pagamento, bem como, ao ter
questionada a legalidade do pagamento de sua própria remuneração por parte de seus subordinados,
emitir despacho e participar de decisão do Vice-Presidente pela continuidade do pagamento.
Conduta (2): elaborar o processo de avaliação e aprovar sua própria promoção de sete níveis
salariais, o que serviu de base para a autorização do Presidente, de forma desarrazoada e não alinhada
a parâmetros de mercado, e sem que fosse observado o critério de ‘equilíbrio entre os pares’ ou havido
apreciação sobre se sua remuneração ultrapassaria o degrau inicial do cargo imediatamente superior.
5.2. Razões apresentadas (elementos complementares – peças 141 e 143):
5.2.1. Primeiramente, faz menção ao seu tempo de casa (37 anos, tendo ingressado em 1977) e
desenvolvimento profissional (mais de uma graduação superior, dois MBAs, mestrado e doutorado,
214

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

além da publicação de quatro livros e artigos). Destaca que, durante os 37 anos, em mais de trinta
esteve nomeado para funções de confiança. Informa que, a despeito do cargo e salário, lhe são
outorgadas tarefas de baixíssima complexidade ‘por problemas políticos’. Exemplifica – aplicando o
abate-teto, recebe a importância de R$ 29.395,08, sendo que um empregado comissionado (de fora do
Conselho), com tempo de casa bem menor, percebe R$ 26.090,50 (Anexo 1- peça 141, p. 10). Reporta-
se à ação que tramita na Justiça Federal de São Paulo, por ele impetrada em 28/5/2013, à vista da
perseguição que enfrentava, antes do relatório de auditoria deste Tribunal.
Sobre o teto constitucional
5.2.2. Discorre que, desde março/2010, a totalidade de seus vencimentos começou a superar o
valor do teto constitucional, situação que perdurou até dezembro/2012, quando o Conselho passou a
realizar o abate-teto, em face de liminar concedida por meio de ação, segundo o responsável, ainda em
andamento (Ação Civil Pública 019916-14.2012.4.03.6199-JFSP).
5.2.3. Em 2011, em total demonstração de sua boa-fé, questionou o jurídico do Conselho sobre o
assunto, sendo à época emitido parecer ‘já juntado aos autos’ no sentido da continuidade dos
pagamentos até decisão definitiva. Infere que não era autoridade competente para decidir e não havia
como praticar o abate-teto em seu próprio salário. Sustenta ademais que ainda que coubesse o abate-
teto, nos seus vencimentos estão computadas vantagens obtidas antes de fevereiro de 2004 (data em
que o STF fixou o valor do subsídio mensal de seus ministros, em observância ao art. 8º da EC
41/2003), que não alcançariam o valor do teto constitucional, vantagens essas que excluídas deixariam
seus vencimentos abaixo do teto constitucional.
Sobre a controvérsia do assunto e a falta de definição de aplicação do abate-teto aos conselhos de
fiscalização do exercício profissional
5.2.4. No entender do Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, o Crea-SP possui a visão de que seus
empregados são distintos do funcionalismo público e os tratam como se pertencessem à iniciativa
privada. Nesta esteira, aduz que sobre a questão ainda não há definição definitiva por parte do
judiciário. Cita que até no TCU tramita o processo TC 024.037/2013-3, autuado por força do Acórdão
1.641/2013-TCU-Plenário, que trata da ‘questão referente aos valores da remuneração bruta paga pelo
Confea ao empregado Waldir Ronaldo Rodrigues, haja vista a possibilidade de subordinação dos
Conselhos de Fiscalização Profissional ao teto remuneratório constitucional’ (grifo no original).
Acresce que a Sefip, Unidade Técnica deste Tribunal, ao analisar a matéria, apresentou a seguinte
proposta de encaminhamento:
‘b) por que seja firmado o entendimento de que os salários pagos por entes da Administração
Indireta que não recebam recursos do Tesouro Nacional, notadamente os conselhos de fiscalização
profissional, não são alcançados pelo teto remuneratório constitucional...’
Sobre a evolução salarial1020/2013), foi elaborado o Memorando 133/2014-UPE/DPF/SUPADF
(Anexo 2 –peça 141, p. 12-32), com sua evolução salarial. Noticia que, apesar de incompleto, referido
memorando apresenta informações diferentes daquelas fornecidas pelo Crea/SP ao auditor do TCU,
gerando as conclusões as quais se chegaram. Segundo o responsável, naquele memorando consta
tabela, especificando os eventos históricos que originaram as evoluções, que se tratam dos seguintes
itens: aumentos compensáveis, reajuste salarial, alteração de cargo, alteração de função, promoção,
reclassificação, desacumulo de cargo, exoneração, acordo sindical, decisão judicial e mérito. Salienta
que todos esses eventos são e sempre foram de competência exclusiva do ordenador de despesas, no
caso, o Presidente. Explicita como são operacionalizados tais eventos (peça 141, p. 3-4)
5.2.6 Conclama que, em todos os casos envolvendo sua pessoa, nunca houve despacho em causa
própria, e nem poderia ocorrer, ‘diferentemente do consignado no relatório de auditoria, onde constou
elaborar o processo de avaliação e aprovar a sua própria promoção.’ Para fazer prova a esta alegação, o
Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues junta o Memorando 004/05-Superint, de 12/1/2005 (fl. 58 do processo
C-453/03) – peça 141, p. 4.
Sobre a competência para as alterações salariais e suas origens
5.2.7 Afirmando que a competência para a prática de todos os atos relativos a pessoal era do
215

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

ordenador de despesas, enumera os atos ‘questionados pela auditoria’ e quem efetivamente os ordenou:
- concessão de anuênio (25% no seu caso) – fls. 108/109 do processo C-24/88 – Despacho
assinado pelo então Presidente João Abukater Neto em 12/4/88 e aprovado pelo Plenário do Conselho
(peça 30 do relatório de auditoria);
- ato 46, de 30/10/1985, assinado pelo então Presidente Izrael M. Rozemberg, em 3/10/1985.
Segundo o responsável, o referido ato estabeleceu o cargo de Oficial de Escritório, onde teria sido
enquadrado. Este ato percorria do padrão 5-E a 7-E numa tabela salarial que se iniciava no padrão 1-A
até 9-E, demonstrando que o cargo possibilitava a progressão até perto do final da tabela (peça 30);
- ato n. 54 de 5/4/1990, assinado pelo então Presidente João Abukater Neto, de 5/4/1990, e
aprovado pelo Plenário. Nesse ato foram extintas as funções gratificadas, incorporando-se aos salários
as comissões recebidas pelo desempenho de funções gratificadas (peça 30);
Observa que na situação acima, houve ‘alteração significativa’, pois as gratificações de funções
foram simplesmente incorporadas aos salários, fato que teria ocorrido com todos os ocupantes de
função de confiança e, ‘nessa não estava no RH, o que só ocorreu mais de dez anos atrás.’
- Plano de Cargos, Salários e Carreiras de 1994 (processo C-0343/94), assinado pelo então
Presidente André Monteiro de Fázio em novembro de 1994 e aprovado pelo Plenário. Nesse plano foi
estabelecido o pagamento de novas funções gratificadas e a criação do quadro de cargos em extinção –
(peça 30);
Neste estágio, o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues ressalta que também houve ‘nova alteração
significativa’, tendo em vista que novas gratificações foram concedidas sobre o salário com as
gratificações anteriores incorporadas. Novamente diz que ‘nessa não estava no RH, o que só ocorreu
mais de dez anos atrás.’
- Plano de Cargos, Salários e Carreiras de 25/11/2013 (Processo C-453/03) assinado pelo então
Presidente José Eduardo de Paula Alonso e aprovado pelo Plenário.
- Instrução 2373, de 11/2/2004, assinada pelo então Presidente José Eduardo de Paula Alonso,
estabelecendo procedimentos para administração da estrutura de cargos e salários, quadro de pessoal,
estrutura hierárquica, plano de movimentação e carreira. O Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues cita que a
Instrução ditava as regras para avaliações e promoções por mérito, bem como definia as regras para
pagamento de anuênios e demais componentes salariais. (peça 30);
- Instrução 2423, de 1º/9/2005, assinada pelo então Presidente José Eduardo de Paula Alonso,
com as mesmas finalidades da Instrução 2373/2004, então revogada (peça 31);
- Instrução 2456, de 6/3/2007, assinada pelo então Presidente José Tadeu da Silva, com as
mesmas finalidades da Instrução 2423/2004, então revogada (peça 31);
- Instrução 2466, de 10/8/2007, assinada pelo então Presidente José Tadeu da Silva, com as
mesmas finalidades da Instrução 2456/2007, então revogada (peça 31);
- Plano de Cargos, Salários e Carreiras de 24/1/2007 (Processo C-31/2007), assinada pelo então
Presidente José Tadeu da Silva e aprovado pela Diretoria do Conselho. Da mesma forma que as
Instruções, estabelecia regras para avaliações e promoções por mérito e as bases para pagamento dos
anuênios e demais verbas salariais. (peça 31);
- Alterações introduzidas no PCSC de 2009 (Processo C-639/2009), assinada pelo atual
Presidente Francisco Yutaka Kurimori em 2012 e aprovado pela Diretoria.
Salienta o responsável que tais alterações foram basicamente de estrutura e criação de cargos,
mantendo-se inalterados ‘os mecanismos existentes de avaliação de desempenho e de mérito e o cargo
de Gerente de Departamento de Extinção (fl. 768), o que está com vigência até hoje.’ (peça 141, p. 6)
- Nomeação para a função de Coordenador de Divisão, em 5/12/2003 – com isso, o Sr. Waldir
Ronaldo Rodrigues informa que passou do degrau 60 da tabela (peça 31 – fls. 30 a 40 do processo C-
453/03)
Observa que houve aqui alteração substancial em face da designação para uma função de
confiança, cujo degrau inicial era superior (a diferença dos valores era paga como função gratificada).
Da mesma forma, isso foi praticado para todos os que estavam na mesma situação.
216

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

- Despacho de Incorporação Judicial, de 23/11/2004, assinado pelo então Presidente José


Eduardo de Paula Afonso, determinando a incorporação do valor no salário a partir de dezembro de
2004, em verba separada no demonstrativo de pagamento (peça 58);
- Despacho de alteração da base para pagamento de anuênio, assinado pelo então Presidente José
Eduardo de Paula Afonso, em novembro de 2002, definindo o conceito de salário-base (mesma
definição contida na Instrução 2373 e seguintes, que tratavam de assuntos de pessoal);
- Despachos de promoção de mérito devido os resultados obtidos nas avaliações de desempenho:
a) de 2007, fl. 26 do C-610/2006, assinado em 23/1/2007 pelo então Presidente José Tadeu da Silva
(peça 65); b) de 2008, assinado pelo Diretor Administrativo no exercício da Presidência Valdemar
Antônio Demétrio (fl. 152 do processo C-61/06 – peça 55); c) de 2009 (fl. 120 do C-501/2007),
assinado em 16/3/2009 pelo então Presidente José Tadeu da Silva (peça 65); d) de 2010 (fl. 402 do C-
501/2007), assinado em 18/3/2010 pelo então Presidente José Tadeu da Silva (peça 65)
Sobre suposta ‘conduta irregular’, consistente na elaboração dos planos de cargos, salários e
carreiras e sua execução
5.2.8. Contesta a conclusão, ‘à vista das informações dadas pelo Conselho’, de que a conduta
irregular que enseja a aplicação de multa consiste na participação da elaboração e execução desses
Planos (item 22.3.1 do relatório de auditoria de 25/3/2014). Reafirma que, conforme consta do
processo C-110/2003, o Plano de Cargos foi elaborado por grupo de empregados em virtude da
reestruturação efetuada em 2000/2003 e aprovada pelo Presidente e pelo Plenário, de acordo com o
Planejamento Estratégico – Meta 1- levantar a partir de 07/2000 informações necessárias junto aos
gerentes para subsidiar a revisão do PCSC... (Anexo 4 – peça 141, p. 34 - 35) – peça 141, p. 6
5.2.9. Acrescenta que as alterações que se seguiram no PCSC foram feitas em decorrência de
revisões realizadas por Comissão constituída de empregados de diversas áreas, de Diretor e de
Conselheiro do Crea/SP. Informa que todos os trabalhos dessa Comissão encontram-se registrados em
atas constantes do processo, sendo que demonstram claramente a origem das alterações, não havendo
que se atribuir a autoria do Plano a sua pessoa, imputação esta descabida e ainda que fosse o
responsável pela elaboração (o que não ocorreu), o Plano jamais poderia ser implantado sem a
aprovação do Presidente e do Plenário. No que tange à execução, aduz por óbvio que a
responsabilidade seria da área de Recursos Humanos, cujos trabalhos resumiam-se na
abertura/fechamento do processo, disponibilização dos formulários individualizados em sistema
informatizado, computação de dados, nos ‘exatos termos do previsto no Plano de Cargos, Salários e
Carreiras’.
5.2.10. O Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues refuta a constatação inserta no item 22.3 do relatório,
pois teria exercido a função de gerente de RH de 31/8/2001 a 5/12/2003 (‘vide anexo 2’, peça 141,
p.27). Em dezembro de 2003, imediatamente após a aprovação do PCSC, assegura que foi designado
para a função de Coordenador da Divisão Administrativa e Financeira, e a Gerência de RH continuou
existindo, para a qual foi designado novo titular. Deste modo, infere que todas as avaliações - a partir
de 2004 – foram realizadas pela Gerência de RH.
5.2.11. Consignou também como errôneas as afirmações constantes dos itens 22.3.2, 22.3.3 e
22.3.4 do relatório, por não ter sido o responsável pela elaboração do Plano e, enquanto Gerente de RH
(de 31/8/2001 a 5/12/2003), não ser o executor de qualquer processo de avaliação – mormente porque
essas avaliações só iniciaram em 2004 (vide todos os processos juntados, em que as execuções foram
feitas pelos respectivos gerentes de RH à época de cada avaliação)
Sobre a existência de cargo hierarquicamente superior para efeito de comparação
5.2.12. Prosseguindo, o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues refere-se ao item 22.3.8 do relatório como
‘outro equívoco’, e aponta como base os documentos juntados, em especial nas peças 30 e 31 do
primeiro relatório de auditoria. Explica que, até 8/12/2008, haviam cargos na estrutura funcional do
Conselho hierarquicamente superiores ao que ocupava, que eram os de Secretário Geral (alterado para
Superintendente, Diretor Executivo e por fim, Secretário Executivo). Até 8/12/2008, sempre existiu
um superior hierárquico, contudo, por mais de uma década, noticia o interessado, esse cargo de gerente
217

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

e coordenador (que teria passado a se denominar posteriormente de superintendente) foi ocupado por
empregados comissionados e não de carreira, por opção das administrações do Conselho.
5.2.13. Em 9/12/2008 (fl. 193 do processo C-031/2007) foi extinto o cargo de Secretário
Executivo e criadas duas funções no Gabinete da Presidência (Chefe de Gabinete e Chefe de Relações
Institucionais), responsáveis pelo acompanhamento das quatro superintendências.
5.2.14. Sustenta que, deste modo, a partir da avaliação de desempenho de 2009 não existia mais
superior hierárquico após os Superintendentes.
5.2.15. Por outro lado, comenta o interessado, a tabela salarial do Conselho sempre previu e
ainda prevê que os cargos de gerencia podem chegar até o último degrau da tabela, ou seja, degrau 70,
e hoje está enquadrado no degrau 63. Afirma que o seu cargo atual é de gerente de departamento (em
extinção), o que foi corroborado pela atual gestão do Crea-SP, consoante a alteração feita em 2012 (fls.
768 do processo C-639/2009).
5.2.16. Destaca que há o reconhecimento do cargo, conforme se pode depreender da
manifestação feita pelo Conselho, em 3/12/2012, nos autos da ação civil pública 0019916-14.2012-
403-6100 (fls. 19 a 23 do processo C-921/2012 – peça 59): ‘O funcionário supracitado foi admitido
por este Conselho em 31/1/1977 e, consoante disposto no Plano de Cargos, Salários e Carreiras do
Crea-SP de 1994, seu cargo de carreira é o de Gerente de Departamento – em extinção...’ (peça 141, p.
8). ‘Ou seja, tanto administrativamente como judicialmente, o Conselho afirma que meu cargo é o de
gerente de departamento, mas quando convém, alega que esse cargo não existe.’ – preleciona o
interessado. Ressalva, contudo, que ainda assim não fosse, o último cargo de carreira, desconsiderando
o de gerente de departamento, era o de Oficial de Escritório, que poderia chegar até próximo ao final
da tabela, não mudando o quadro atual.
5.2.17. Rebate ainda o item 22.3.9 do relatório, em que se relembra que em 2012 recebia
remuneração quase 35% maior que o segundo maior salário do Crea-SP, sendo que não exercia
qualquer função comissionada, ao contrário do segundo caso. Expõe que o empregado detentor do
segundo maior salário, Sr. João Batista Novaes, também foi exonerado de suas funções, continuando a
perceber a mesma remuneração, pois, a exemplo do ora defendente, aquele já havia incorporado quase
todas as funções gratificadas (Anexo 5 – peça 141, p. 36). Chama atenção o Sr. Waldir Ronaldo
Rodrigues para o fato de não ter havido menção no relatório de que possui mais de 37 anos de casa,
quase o dobro do outro empregado com o qual foi comparado. E mais, em relação às incorporações de
funções gratificadas, ressalta que essas continuam sendo praticadas pela atual gestão ‘tal e qual no
passado’, juntando os demonstrativos de pagamentos de empregados que perderam a função de
confiança, neste ano, e tiveram as incorporações operacionalizadas, proporcionais ao tempo em que
exerceram a função. (Anexo 6 – peça 141, p. 37-42). Salienta que no seu caso, as incorporações foram
quase totais, haja vista ter permanecido nas funções de confiança por mais de dez anos, ‘nos termos
dos regramentos existentes desde a década de 80 e que ainda permanecem válidos no Conselho, para
todo o corpo funcional que exerce função de confiança.’
5.2.18. Ademais, as incorporações remontam há mais de vinte anos e como já demonstrado
anteriormente, relata que assumiu a função comissionada de Gerente de RH de 31/8/2001 a 5/12/2003,
posteriormente a tais fatos, cuja época data de 5/4/1990, quando o Crea-SP, assim como os demais
órgãos de fiscalização do exercício profissional, entendiam e agiam como se fossem entes privados –
nos quais era, e ainda é, absolutamente normal a existência de gerente como cargo. Durante toda a
década de 90 reinou esse entendimento, até mesmo com o advento da Lei 9649/1998 que, em seu art.
58 estabeleceu que ‘os serviços de fiscalização de profissões regulamentadas serão exercidos em
caráter privado, por delegação do poder público, mediante autorização legislativa’, situação alterada
com a ADIN 1717-6.
5.2.19. Conclui que ‘toda essa situação pretérita gerou o quadro existente’, o qual não foi criado
por ele.
Sobre a boa-fé do defendente
5.2.20. O Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, ao final de seu arrazoado, alega a boa-fé, e que, a seu
218

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

juízo, fica patente em todos os documentos existentes, visto que, relativamente à questão do teto
constitucional, os entendimentos são controversos, tendo consultado o jurídico sobre a aplicação, que
acabou por resultar na determinação da autoridade competente pela continuidade até definição em
esfera superior.
5.2.21. No que pertine ao seu enquadramento e salário, o interessado registra que a situação do
cargo e as incorporações datam de mais de duas décadas, época em que não ocupava cargo no RH.
5.2.22. Além disso, anuncia que, enquanto na gerência de RH, solicitou por diversas vezes a
realização de auditorias, sendo que havia no quadro de pessoal auditor contratado para essa finalidade
e no entanto, nenhuma providência foi tomada. Ressalta que o Conselho criou uma Superintendência
de Controladoria, com a justificativa e finalidade específicas.
5.2.23. Frisa que todos os atos relativos à situação funcional e salarial ora em discussão sempre
foram originados pelos ordenadores de despesas e nunca por ato próprio. Igualmente, todas as
promoções por mérito ocorreram após avaliação de desempenho e nos estritos termos dos regramentos
existentes nos Planos de Cargos, Salários e Carreiras do Conselho.
Sobre a deficiência dos documentos apresentados pelo Crea/SP à auditoria e sobre os pedidos de
fornecimento de cópias não atendidos
5.2.24. Alega que os subsídios (material/informações) fornecidos pelo Crea/SP não foram
adequados e suficientes, restando prejudicados os trabalhos de auditoria. Por esse motivo, solicitou ao
atual Presidente do Crea/SP - em vão - o complemento com a juntada de documentos, por meio de
pedidos datados de 19/3/2014 (Anexo 8 – peça 141, p. 47- 53, reiterado em 18/6/2014 (Anexo 9 – peça
141, p. 54- 61) e novamente em 27/6/2014 (Anexo 10 – peça 141, p. 62- 64).
5.3. Análise:
5.3.1. De início, é preciso registrar que os elementos ora colacionados, em essência, tratam-se de
fragmentos do arrazoado anteriormente apresentado a este Tribunal (peças 111, 113 e 114), em
atendimento à audiência e à oitiva feitas, nos termos do Ofício 1370/2013, de 28/6/20113 –
TCU/SECEX-SP (peça 75) e Ofício 1374/2013, de 28/6/2013 – TCU/SECEX-SP (peça 74),
respectivamente. Como já esclarecido, embora o responsável tenha optado em apresentar as
informações adicionais em blocos – a presente análise, para melhor compreensão, a exemplo do
adotado na instrução precedente de peça 133, levará em conta o assunto abordado em relação às
condutas inquinadas.
5.3.2. Quanto à conduta (1): como único beneficiário do pagamento de remuneração acima do
teto constitucional no Crea-SP, em desconformidade com o art. 37, XI, da CF/1988 e a jurisprudência
do TCU sobre a matéria, e ocupando o cargo máximo da estrutura do Conselho na área administrativa,
ter autorizado o envio da folha de pagamento de maio/2010 para pagamento, bem como, ao ter
questionada a legalidade do pagamento de sua própria remuneração por parte de seus subordinados,
emitir despacho e participar de decisão do Vice-Presidente pela continuidade do pagamento
5.3.3. O responsável traz, no que interessa, as mesmas alegações, as quais foram sintetizadas nos
itens 21.2; 21.2.1; 21.2.2; 21.2.3; 21.2.4; 21.2.6 e 21.2.7 da instrução de peça 133. Examinando a
defesa, a instrução elucidou os pontos atacados conforme se depreende a partir dos itens 21.3; 21.3.1 a
21.3.15, cabendo ressaltar o seguinte:
- no que se refere à natureza jurídica dos conselhos profissionais:
‘21.3.1.Conforme posicionamento do Tribunal sobre a natureza jurídica dos conselhos
profissionais, na linha adotada pelo STF e consoante já abordado na análise de justificativas do Sr.
Ângelo Petto, cabe registrar que são autarquias federais sui generis, regidos pela CLT e custeados com
recursos não oriundos da máquina estatal. No entanto, o fato de não haver transferência direta de
recursos do Governo Federal aos conselhos profissionais não implica na liberdade total de seus
gestores para fixação e pagamento dos salários de seus empregados.
21.3.2. A jurisprudência pacífica do TCU, já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, é no
sentido de que, por receberem contribuições de natureza parafiscal, os conselhos de fiscalização
profissional sujeitam-se aos princípios constitucionais aplicáveis à Administração Pública. Isso
219

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

implica, por exemplo, na necessidade de realizar concurso público para admissão de pessoal, de
promover processo licitatório para aquisição de bens e serviços e de observar parâmetros de mercado
para os pagamentos de salários e benefícios aos funcionários. O posicionamento desta Corte de Contas
revela que não há total liberdade do gestor para estabelecimento de vantagens remuneratórias aos
funcionários de conselhos profissionais.’
- no que concerne às parcelas salariais para fins de limitação do teto constitucional
‘21.3.6. Quanto ao suposto cabimento de exclusão de vantagens pessoais para fins de limitação
do teto remuneratório, a jurisprudência do Tribunal adota como parâmetro o que dispõe a Resolução
STF 318/2006 e as Resoluções do Conselho Nacional de Justiça nos 13 e 14, ambas de 2006, nos
termos dos Acórdãos 1.199/2009-TCU-Plenário e 2.274/2009-TCU-Plenário. Inicialmente adotados
pelo Poder Judiciário, esses dispositivos também passaram a ser utilizados no Executivo e Legislativo.
21.3.7. Nessa linha, a Resolução CNJ 14/2006, art. 2º, alínea ‘f’, dispõe expressamente que
estão sujeitos ao teto remuneratório todos os ‘adicionais, inclusive anuênios, biênios, triênios,
qüinqüênios, sexta-parte, ‘cascatinha’, 15% e 25%, trintenário e quaisquer outros referentes a tempo de
serviço’, enquanto que a alínea ‘h’, itens 4 e 5, inclui no cálculo as vantagens de qualquer natureza,
tais como quintos e vantagens pessoais e as nominalmente identificadas – VPNI. Consequentemente,
não prosperam as exclusões requeridas.’
5.3.4. Diante disso, não prospera a tese suscitada sobre a controvérsia do assunto (natureza
jurídica dos conselhos) e a falta de definição de aplicação do abate-teto aos conselhos de fiscalização
do exercício profissional, bem como à exclusão das vantagens pessoais para fins de limitação do teto
remuneratório.
5.3.5. Quanto ao entendimento que estaria sendo firmado no TC 024.037/2013-3, acerca do
limite remuneratório no âmbito dos conselhos profissionais, em consulta ao sistema de registros
processuais deste Tribunal, verifica-se que o citado processo, de fato, decorre do Acórdão 1.641/2013
– TCU- Plenário (sigiloso), mas não certifica que aquele posicionamento é definitivo, dado o estágio
atual do processo – pendente de deliberação por este Tribunal.
5.3.6. Também não lhe assiste razão ao inferir que a ausência do rol de documentos solicitados
tenha prejudicado os trabalhos de auditoria – o responsável valeu-se desta alegação em etapa anterior,
ao ser instado em sede de audiência e oitiva (peça 111, p. 28), como se comprova do trecho abaixo
transcrito:
‘(...) Por outro lado, vê-se do processo desse TCU, cuja vista foi concedida, ajuntada de apenas
parte de processos do Crea/SP, com a falta de peças fundamentais à elucidação dos fatos. Assim,
vislumbra-se a falta de juntada de vários documentos e até de processos inteiros, sem qualquer menção
a respeito, ficando prejudicados os trabalhos realizados e, como via de consequência, muitas das
conclusões a que se chegou (...)’
5.3.7.A instrução precedente assim se manifestou (peça 133, p. 12):
‘21.3.8. No que se refere às alegações de o Conselho ter fornecido apenas partes dos processos
para apreciação do Tribunal, cabe esclarecer que as peças anexadas aos presentes autos são apenas
partes desses processos de avaliação, sendo que a integralidade foi disponibilizada para análise por
ocasião da inspeção realizada. Juntar a integralidade dos processos não foi considerado necessário; ao
contrário, seria descabida a juntada de todas as peças e documentos desses processos avaliativos, por
demais extensos e detalhados. Não obstante, foi juntada ao processo toda a documentação
encaminhada pelo Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, o que inclui cópia de processos de avaliação (peças
113 e 114). Também não cabe a esta unidade técnica adentrar nas questões políticas apontadas pelo
responsável, cumprindo registrar que todas as conclusões apresentadas são decorrentes de análise da
documentação requerida e disponibilizada pelo Crea, solicitada por meio de diligência e de inspeção.’
5.3.8. Quanto à existência de uma controladoria no Conselho, foi feita a seguinte análise:
‘21.3.10. Outrossim, a existência de uma controladoria no Conselho não pode ser utilizada para
afastar sua responsabilidade na ocorrência irregular. Ocorre que no Crea, como apontado pelo próprio
funcionário Waldir Ronaldo Rodrigues, a Superintendência de Controladoria tinha competência para
220

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

realizar os pagamentos das folhas de salários. Ou seja, não tinha apenas funções de planejamento e
controle, mas também de execução de pagamentos. Entendeu-se que a irregularidade restou
configurada ao elaborar a folha com o pagamento acima do teto remuneratório e encaminhá-la para
pagamento, com o agravante de que o único beneficiário – naquele momento – foi o agente que
encaminhou essa folha de pagamento. Portanto, não poderia alegar desconhecimento da situação. De
todo modo, embora não tenham sido objeto de apuração os procedimentos de controle adotados pelo
Conselho ou pela Superintendência de Controladoria para coibir esse tipo de irregularidade, será
proposta determinação ao Crea-SP para que implemente melhorias nesses procedimentos.’
5.3.9. Igualmente, o fato de ter solicitado auditoria porque havia no quadro de pessoal auditor
contratado, não vem ao propósito de eximi-lo da responsabilidade na ocorrência irregular.
5.3.10. No tocante à boa-fé e ao fato de ter se baseado em parecer jurídico, a instrução assim
consignou (peça 133, p. 13):
‘21.3.12. Sobre a consulta realizada pela Gerente de RH não estar assinada ou não tratar do teto
constitucional, mas do teto da tabela de padrões existentes no Plano de Cargos Salários e Carreiras do
Conselho, embora sem assinatura, a própria funcionária reconheceu ter realizado tal consulta. Sem
embargo, esse fato não altera as conclusões expostas, já que foi afastada a aplicação de multa à
referida gerente.
21.3.13.Ademais, o parecerista jurídico concluiu não haver dúvidas quanto à incidência do teto
constitucional aos salários do Conselho (peça 35, p. 142):
‘Ante as considerações acima mencionadas, ressai induvidosa a incidência do teto remuneratório
constitucional em relação aos agentes integrantes do quadro de pessoal deste Conselho, nos termos da
norma constitucional aplicável à matéria. Ou seja: como regra geral não pode haver no âmbito do
CREA/SP remunerações que extrapolem o subsídio dos Ministros do STF, salvo parcelas
indenizatórias.’
21.3.14. Em seguida, ao apreciar o parecer jurídico e encaminhar o assunto, o então
Superintendente declara expressamente que o assunto em análise abrangia ‘Valores da tabela, acima do
teto constitucional’ (peça 35, p. 147).
5.3.11. Ou seja, o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues, diante das circunstâncias relatadas, não poderia
negar ciência do fato, sendo que ao ignorá-lo e ter autorizado o envio da folha de pagamento de
maio/2010 para pagamento, incorreu em conduta reprovável, deflagrando o pagamento de
remuneração acima do teto constitucional, em seu próprio benefício.
5.4. Quanto à conduta (2): elaborar o processo de avaliação e aprovar sua própria promoção de
sete níveis salariais, o que serviu de base para a autorização do Presidente, de forma desarrazoada e
não alinhada a parâmetros de mercado, e sem que fosse observado o critério de ‘equilíbrio entre os
pares’ ou havido apreciação sobre se sua remuneração ultrapassaria o degrau inicial do cargo
imediatamente superior.
5.4.1. As razões de justificativa foram sumariadas nos itens 22.2; 22.2.1 a 22.2.5 da instrução de
peça 133 e examinadas consoante itens 22.3; 22.3.1 a 22.3.11 da mesma instrução (p. 14-16).
5.4.2. Acerca da alegação de que todos os atos relativos à situação funcional e salarial ora em
discussão sempre foram originados pelos ordenadores de despesas e nunca por ato próprio e que,
igualmente, todas as promoções por mérito ocorreram após avaliação de desempenho e nos estritos
termos dos regramentos existentes nos Planos de Cargos, Salários e Carreiras do Conselho, impera
frisar que o questionamento, neste caso, não se refere a este aspecto. Fato que foi esclarecido nos
termos dos itens 22.3.1 (peça 133, p. 15) e 22.3.7 (peça 133, p.16):
‘22.3.1. O responsável tece diversas considerações sobre a legalidade dos procedimentos, de que
tudo estava previsto em normativos do Crea, aprovados por Plenário e Diretoria. Entretanto, não
constou da instrução que o processo não estivesse normatizado. Ao contrário, foram juntadas
diversas peças e normas dos planos de cargos e salários e desses processos avaliativos,
necessários para caracterização das falhas. A conduta irregular do gestor foi sua participação na
elaboração e execução desses planos de carreira e sistemas de avaliação, de forma a produzir as
221

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

distorções apontadas no relatório. (grifamos)


(...)
22.3.7. Ademais, nas constatações registradas, também não foi apontada a inexistência de
critérios estabelecidos para as avaliações de desempenho. O que se registrou foi a participação do
funcionário, em primeiro momento na elaboração dos planos de cargos e salários e processos
avaliatórios, e num segundo momento na condução dos processos de avaliação, situação que afasta a
presunção de boa-fé do ex-gestor na prática da irregularidade. Cabe esclarecer que também não foi
apontado que o Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues tivesse realizado diretamente todas as avaliações
dos funcionários do Crea, as quais são realizadas pelos diversos chefes das áreas. A participação
do gestor é na consolidação dos dados e na conclusão do processo, cujo resultado o beneficiava
por ter sido escolhido para progressão em todos os processos de avaliação, logicamente naqueles
em que houve funcionários beneficiados.’ (grifamos)
5.4.3. Deste modo, enumerar os atos normativos – obtidos inclusive durante a inspeção no
Crea/SP e já focados no exame empreendido posteriormente que concluiu pelas distorções salariais ora
em discussão - ou apresentar documento – ainda incompleto - contendo a evolução salarial da qual se
teve ciência quando da fiscalização no órgão – sequer serve ao propósito de atenuar a irregularidade
apontada.
5.4.5. Ou seja, não se trata de imputar culpa por ser o autor absoluto ou responsável direto pela
execução do Plano, mas notadamente porque resultou configurada a sua participação substancial no
processo que autorizou o sistema avaliativo que posteriormente o favoreceu de maneira injustificada.
Isto fica claro no item 22.3.4 da instrução, abaixo reproduzido.
‘22.3.4. De forma diversa ao procedimento adotado pela funcionária Izildinha Aparecida Amaral
Vieira, cujo ato omissivo na condição de Gerente de RH resultou na não implementação de rubrica
‘abate teto’ no contracheque de seu superior imediato e possibilitou o pagamento irregular, o ato
praticado pelo Sr. Waldir Ronaldo Rodrigues no exercício do cargo de Gerente de RH consistiu em sua
participação na elabo