CARTILHA ECF

1 – O QUE É UM ECF? É o equipamento Emissor de Cupom Fiscal, disciplinado pelo Convênio ICMS/156/94, homologado pela Comissão Técnica Permanente do ICMS – COTEPE/ICMS, órgão ligado ao Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ, Na nova redação dada pelo Convênio ICMS 50/2000, ECF é o equipamento de automação comercial com capacidade para emitir documentos fiscais e realizar controle de natureza fiscal, referentes a operações de circulação de mercadorias ou prestações de serviços. Há três tipos de equipamentos ECF, conforme se segue. ECF – PDV O Equipamento Emissor de Cupom Fiscal Terminal Ponto de Venda ECF-PDV sofisticado, possuindo a capacidade de descriminar a mercadoria e a alíquota respectiva situação tributária, efetuar o cálculo do imposto e indicar, no Cupom Fiscal, Grande Total de Vendas GT atualizado. Oferece ainda a possibilidade de funcion conectado a sistema de processamento de dados, produzindo diversos relatóri gerenciais. ECF – IF O equipamento Emissor de Cupom Fiscal do tipo Impressora Fiscal ECF-IF tem a mesm capacidade do ECF-PDV e se constitui somente do módulo impressor, que é conectado computador e a outros periféricos. ECF – MR O Equipamento Emissor de Cupom Fiscal do tipo Máquina Registradora ECF-M discrimina a mercadoria registrada, porém não realiza automaticamente o cálculo d imposto devido: indica apenas a situação tributária, utilizando-se de Totalizador Parciais específicos. Alguns modelos podem ser interligados a sistema de processamen eletrônico de dados, produzindo diversos relatórios gerenciais. 2 – TODOS OS EQUIPAMENTOS EXISTENTES NO MERCADO SÃO ECF? Desde 1995, é fabricado, para fins fiscais, somente equipamento ECF. Ainda existem, todavia, em uso no mercado, equipamentos que não apresentam todas as características definidas pelo Convênio ICMS 156/94 e atualmente pelo Convênio 50/2000. A partir de 01/04/96, somente está sendo expedida autorização para uso de equipamento denominado ECF. 3 – QUEM ESTÁ OBRIGADO A UTILIZAR O ECF? Há algum tempo já se considerava no meio tributário a necessidade de estender a todas as empresas varejistas a obrigatoriedade do uso de equipamento emissor de cupom fiscal, como forma de assegurar melhor controle na emissão de documentos fiscais. A previsão da obrigatoriedade surgiu com a Medida Provisória 1.602/97, posteriormente transformada em lei Federal 9.532, de 10 de dezembro de 1997:

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“Artigo 61 ... As empresas que exercem atividade de venda ou revenda de bens a varejo e as empresas prestadoras de serviços estão obrigadas ao uso de equipamento Emissor de Cupom Fiscal – ECF” Lei Federal 9.532/97

Assim sendo, há previsão genérica de obrigação de uso de ECF para toda e qualquer empresa varejista de venda de mercadoria ou empresa prestadora de serviço. A mesma lei federal estabeleceu, no artigo 63, que a implementação dessa obrigatoriedade dar-se-á nos termos de Convênio celebrado entre a Secretaria da Receita Federal, os Estados e o Distrito Federal, representados no Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ. Surgiu assim o Diploma Legal para o uso obrigatório: CONVÊNIO ECF 1 DE 18/02/98, Publicado no D.O.U de 25/02/98 que traz a regras a serem seguidas por todos os Estados na implantação da obrigatoriedade do ECF. No caso específico do Pará, a obrigatoriedade e o uso de ECF são disciplinados também pelo Regulamento do ICMS do Estado do Pará (RICMS/PA), aprovado pelo Decreto n.º 4.676 de 18 de junho de 2001. Atenção: estão excluídos da obrigatoriedade de uso do ECF no Estado até posteriores deliberações. • • • • estabelecimento cuja receita bruta anual for inferior a R$ 120.000,00; estabelecimento que realizar EXCLUSIVAMENTE operações com veículos automotores; operações realizadas por concessionária ou permissionária de serviço público; operações realizadas fora do estabelecimento.

4 – EMPRESA QUE INICIARÁ SUAS ATIVIDADES JÁ ESTÁ OBRIGADA AO USO DE ECF? Para a empresa que iniciará suas atividades, a obrigatoriedade de uso de ECF somente existe se a expectativa de receita anual for superior a R$ 120.000,00 Dessa forma, o contribuinte que dará início à atividade de comércio varejista ou de prestação de serviço, com expectativa de faturamento inferior a R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) por ano, não está obrigado a utilizar ECF. 5 – ECF PODE SER UTILIZADO PARA CONTROLE INTERNO?

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Art. 466 do RICMS/PA. É vedado o uso de equipamento ECF exclusivamente para operações de controle interno do estabelecimento, bem como de qualquer outro equipamento emissor de cupom ou com possibilidade de emiti-lo, que possa ser confundido com Cupom Fiscal, no recinto de atendimento ao público. A proibição do uso de ECF para efeitos não-fiscais em recinto de atendimento ao público consta do artigo 62 Lei Federal 9.532/97, que assim estabelece: “Artigo 62 – A utilização, no recinto de atendimento ao público, de equipamento que possibilite o registro ou o processamento de dados relativos a operações com mercadorias ou com a prestação de serviços somente será admitida quando estiver autorizada, pela unidade da Secretaria de Estado da Fazenda, com jurisdição sobre o domicílio fiscal da empresa, a integrar o ECF.”. Lei Federal 9.532/97

6 - O QUE ACONTECE QUANDO ESTIVER SENDO UTILIZADO O EQUIPAMENTO APENAS PARA CONTROLE INTERNO? O equipamento que possibilite registro ou processamento de dados relativos a operação com mercadoria ou prestação de serviço, encontrado no recinto de atendimento ao público e que estiver sendo utilizado para fins não-fiscais, será apreendido pelo fisco, conforme consta na Lei Federal 9.532/97: Parágrafo único – O equipamento em uso, sem a autorização a que se refere o “caput” ou que não satisfaça os requisitos desta, poderá ser apreendido pela Secretaria da Receita Federal ou pela Secretaria da Fazenda da Unidade Federada e utilizado como prova de qualquer infração à legislação tributária, decorrente de seu uso”. Lei Federal 9.532/97 7 – QUAIS OS PRAZOS PARA ADOÇÃO DE ECF? Todos os prazos para adoção de ECF expiraram em 31/12/ 2000. 8 – QUANDO OS PRESTADORES DE SERVIÇO DE TRANSPORTE OU DE COMUNICAÇÃO ESTARÃO OBRIGADOS A ADOTAR ECF? Art. 406. Os estabelecimentos com receita bruta acima de R$120.000,00 (cento e vinte mil reais), que exerçam a atividade de venda ou revenda de mercadorias ou bens, ou de prestação de serviços em que o adquirente ou o tomador seja pessoa natural ou jurídica não-contribuinte do ICMS, estão obrigados ao uso de equipamento ECF, observado o disposto no § 3º. § 1º Para o enquadramento neste artigo, deverá ser considerado o somatório da receita bruta anual de todos os estabelecimentos da mesma empresa situados no Estado do Pará. § 2º Considera-se receita bruta para os efeitos deste artigo o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações em conta alheia, não incluído o Imposto sobre

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Produtos Industrializados - IPI, as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. § 3º O estabelecimento prestador de serviços de transporte interestadual e intermunicipal de passageiro, com receita bruta anual acima de R$120.000,00 (cento e vinte mil reais), independente do início de suas atividades, é obrigado ao uso de equipamento ECF a partir de 31 de dezembro de 2002. (Convênio ECF 02/01) § 4º O disposto no "caput" não se aplica: I - às operações em que o adquirente esteja inscrito no Cadastro de Contribuintes do ICMS; II - a contribuinte com receita bruta anual de até de R$120.000,00 (cento e vinte mil reais); III - às operações realizadas por contribuintes sem estabelecimento fixo ou permanente, que exerçam atividade comercial na condição de barraqueiros, ambulantes, feirantes, mascates, tendas e similares; IV - às operações com veículos sujeitos a licenciamento por órgão oficial; V - às operações realizadas por concessionárias ou permissionárias de serviço público, relacionadas com fornecimento de energia elétrica, fornecimento de gás canalizado e distribuição de água; VI - às prestações de serviço de telecomunicações. 9 – COMO SE CALCULA A RECEITA BRUTA? Para o enquadramento no prazo, a partir do qual é obrigatória a adaptação às novas regras de uso do ECF, deverá ser considerado: - ... o somatório da receita bruta anual de todos os estabelecimentos, situados neste Estado, pertencentes à mesma empresa.”

Para essa finalidade, considera-se “receita bruta”: -... o produto da venda de bens e serviços nas operações em conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido na operações em conta alheia, não incluído o valor do imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, o das vendas canceladas e dos descontos concedidos incondicionalmente.” 10 – SERÁ PERMITIDO EMITIR CONSUMIDOR POR MEIO MANUAL? NOTA FISCAL DE VENDA A

O objetivo da lei é que toda empresa varejista somente emita documento fiscal por meio de equipamento ECF. A partir da data de início da obrigatoriedade de uso do equipamento, não será admitida a emissão de nota fiscal por outro meio, exceto nos casos expressamente ressalvados pela legislação. - Somente será permitida a emissão de documento fiscal por outro meio, inclusive o manual, por razão de força maior ou caso fortuito, tais como falta de energia

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elétrica, quebra ou furto do equipamento, desde que atendidas as normas contidas na legislação, hipótese em que deverá anotar o motivo no livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e termos de Ocorrências (RUDFTO), modelo 6.”. Assim sendo, somente por razões de força maior será permitido ao estabelecimento obrigado ao uso do ECF emissão de nota fiscal por outro meio. Os documentos emitidos deverão ser escriturados em linha(s) específica(s), diferentes das utilizadas para escrituração dos Cupons Fiscais e Notas Fiscais de Venda a consumidor emitidas por ECF. (Ajuste SINIEF 10/99) 11 – CONTRIBUINTE OBRIGADO AO USO DE ECF PODE EMITIR NOTA FISCAL – MODELO 1 OU 1-A – QUANDO SOLICITADO PELO COMPRADOR? Art. 444 do RICMS/PA. As prerrogativas para uso de equipamento ECF, previstas neste Capítulo, não eximem o usuário de emitir Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, quando solicitado pelo adquirente da mercadoria, assim como não vedam a emissão de Nota Fiscal, modelos 1 ou 1-A, em função da natureza da operação, observado o disposto neste Regulamento. 12 – É PERMITIDO EMITIR NOTA FISCAL DE VENDA A CONSUMIDOR (MODELO 2), POR PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS PED? Não. Desde outubro de 1997, não é mais permitido a emissão de Nota Fiscal de Venda a Consumidor – modelo 2 – por sistema eletrônico de processamento de dados, devendo o contribuinte passar a utilizar equipamento ECF. 13 – A VENDA FEITA ATRAVÉS DE ECF CONFERE CRÉDITO DE ICMS? Não. O documento fiscal emitido por ECF não propicia crédito do imposto ao adquirente do produto. Havendo interesse na transmissão de crédito, dever-se-á emitir Nota Fiscal, modelo 1 ou 114 – O CUPOM FISCAL PODE SER CANCELADO? Art. 459 do RICMS/PA. Os equipamentos ECF-PDV e ECF-IF poderão emitir Cupom Fiscal Cancelamento, desde que o façam imediatamente após a emissão do cupom a ser cancelado. § 1º O Cupom Fiscal cancelado deverá conter as assinaturas do operador do equipamento e do supervisor do estabelecimento. § 2º A prerrogativa prevista neste artigo obriga a escrituração do Mapa Resumo ECF previsto no art. 454, ao qual deverão ser anexados os cupons relativos à operação. § 3º O Cupom Fiscal totalizado em zero, nos equipamentos ECF-PDV ou no ECF-IF, será considerado cupom cancelado e, como tal, deverá incrementar o Contador de Cupons Fiscais Cancelados. § 4º Nos casos de cancelamento de item ou cancelamento do total da operação, os valores acumulados nos totalizadores parciais de cancelamento serão sempre brutos.

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§ 5º É vedado cancelamento de item que não se refira, exclusivamente, ao lançamento imediatamente anterior, no Cupom Fiscal não totalizado. 15 – PODE SER EFETUADO DESCONTO EM DOCUMENTO EMITIDO POR ECF? Art. 460 do RICMS/PA. É permitida, em equipamento ECF-PDV ou ECF-IF, a operação de desconto em documento fiscal ainda não totalizado, desde que: I - o equipamento ECF não imprima, isoladamente, o subtotal nos documentos emitidos; II - o equipamento ECF possua Totalizador Parcial de Desconto para a acumulação dos respectivos valores líquidos. 16– COMO DEVE SER EFETUADA A VENDA A PRAZO? Obrigatoriamente informando a identificação e o endereço do destinatário. 17 – COMO DEVE SER EFETUADA A VENDA COM ENTREGA DA MERCADORIA EM DOMICÍLIO? Art. 469 do RICMS/PA. É permitida a utilização de documento fiscal emitido por equipamento ECF, na entrega de mercadoria em domicílio dentro do Estado, inclusive nas vendas a prazo, hipótese em que deverão constar, também, as informações referidas no § 7º do art. 170, desde que impresso, pelo próprio equipamento, ainda que no verso, sem prejuízo dos demais requisitos legais, o seguinte: I - a identificação do adquirente: nome, números de inscrição estadual, do CNPJ ou do CPF; II - o endereço do destinatário; III - a descrição das mercadorias objeto da operação, ainda que resumida, o código previsto no art. 487; IV - a data e a hora da saída da mercadoria. Parágrafo único. Fica condicionado, ainda, que a entrega da mercadoria seja efetuada por veículo e/ou empregado da empresa fornecedora da mercadoria. 18 – A EMPRESA DEVE EMITIR CUPOM FISCAL QUANDO REALIZAR OPERAÇÕES OU PRESTAÇÕES COM EMPRESA CONTRIBUINTE DO ICMS? Não. O documento deve ser sempre a Nota Fiscal modelo 1. Operações ou prestações entre contribuinte sempre devem ser acobertadas com emissão de Nota Fiscal modelo 1. Os documentos emitidos nos ECF hoje existentes, somente devem ser utilizados para operações ou prestações com consumidor final, não contribuinte do ICMS.

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19 – E QUANTO A EMPRESA QUE TRABALHE COM TRANSFERÊNCIA ELETRÔNICA DE FUNDOS - TEF (CARTÃO DE CRÉDITO OU DÉBITO AUTOMÁTICO EM CONTA CORRENTE)? Eis um ponto importante: Equipamento para emissão de comprovante relativo a cartão de crédito ou débito automático em conta corrente Ÿ
SOMENTE SERÁ PERMITIDO SE INTEGRAR O ECF

Empresa obrigada ao uso de ECF, que realize operações ou prestações por cartão de crédito ou por débito automático em conta corrente (operação TEF), deverá emitir o comprovante de pagamento relativo à operação ou à prestação por equipamento ECF, não mais podendo ser utilizado qualquer outro meio. É importante frisar que a obrigatoriedade de uso de ECF na emissão do comprovante aplica-se apenas à empresa que, pela legislação, estiver obrigada ao uso do equipamento ECF. Art. 464 do RICMS/PA. A partir do uso de equipamento ECF, a emissão do comprovante de pagamento de operação ou prestação, efetuado com cartão de crédito ou débito automático em conta corrente somente poderá ser feita por meio de equipamento ECF, devendo o comprovante estar vinculado ao documento fiscal emitido na operação ou prestação respectiva. 20 – O ECF PODE SER UTILIZADO PARA AUTENTICAÇÃO DE VALOR RECEBIDO? Alguns equipamentos ECF possibilitam a autenticação de documentos, devendo ser atendidas as condições previstas, entre as quais consta que a autenticação deve ser efetuada após o registro do valor correspondente no documento emitido ou em emissão. 21 – PODE SER UTILIZADO ECF NAS OPERAÇÕES NÃO SUJEITAS AO ICMS? O ECF poderá ser utilizado na emissão de documento denominado Comprovante Não Fiscal, desde que compridas as exigências do Convênio ICMS 50/2000, entre as quais consta a de que o documento emitido deverá trazer impressa, em seu início e a cada dez linhas, a expressão “Não é Documento Fiscal”. 22 – É PERMITIDA A INTERLIGAÇÃO DE ECF A COMPUTADOR? Art. 457 do RICMS/PA. É permitida a interligação de equipamento ECF-PDV ou ECF-IF a computador ou a periféricos que permitam um posterior tratamento de dados. § 1º É permitido ao equipamento ECF-MR interligado a computador, desde que o programa aplicativo básico (software básico), a exemplo do que acontece nos demais
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equipamentos, não possibilite ao aplicativo alterar totalizadores e contadores, habilitar funções ou teclas bloqueadas, modificar ou ignorar a programação residente do equipamento ou do programa aplicativo básico (software básico), conforme estabelecido em Parecer de Homologação ou Ato COTEPE da COTEPE / ICMS. § 2º Os equipamentos ECF podem ser interligados entre si para efeito de relatório e tratamento de dados. 23 – O CUPOM FISCAL SERVE COMO COMPROVANTE PERANTE A LEGISLAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA? A Lei Federal 9.532, de 10/12/97 – publicada no D.O.U. de 11/12/97, que determinou a obrigatoriedade do ECF, faz a seguinte exigência: “Art. 61 - ... § 1º - para efeito de comprovação de custos e despesas operacionais, no âmbito da legislação do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, os documentos emitidos pelo ECF, devem conter, em relação à pessoa física ou jurídica compradora, no mínimo: a) sua identificação, mediante a indicação no número de inscrições no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF, se pessoa física, ou Cadastro Geral de Contribuinte – CGC, se pessoa jurídica, ambos no Ministério da Fazenda; b) a descrição dos bens ou serviços objeto da operação, ainda que resumida ou por códigos; c) a data e o valor da operação.”. 24 – O QUE É MEMÓRIA FISCAL? Conjunto de dados, internos ao ECF, que contém a identificação do equipamento, a identificação do contribuinte usuário e, se for o caso, a identificação do prestador do serviço de transporte quando este não for usuário do ECF, o Logotipo Fiscal, o controle de intervenção técnica e os valores acumulados que representam as operações e prestações registradas diariamente no equipamento. (Cláusula Segunda, Parágrafo único, inciso IV, do Convênio ICMS 50/2000). Os equipamentos de fabricação mais recente estão obrigados a trazer na leitura da memória fiscal a indicação do valor acumulado em cada totalizador parcial. Dessa forma, também estarão disponíveis os totais diários das vendas por situação tributária (isenção, alíquota de 12%, 17%, de 25% e etc.). Ao final de cada período de apuração deve-se efetuar a leitura da memória fiscal, que ficará à disposição do fisco, anexa ao Mapa Resumo ECF do dia respectivo. 25 – O FISCO AUTORIZARÁ O USO DE EQUIPAMENTOS ANTIGOS? Art. 485 do RICMS/PA. Os equipamentos do tipo MR e PDV disciplinados pelos Convênios ICM 24, de 19 de junho de 1986, e ICM 44, de 20 de agosto de 1987, deixaram de existir, para controle fiscal neste Estado, a partir de 1º de janeiro de 2001.

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Para ter uso autorizado para fins fiscais, o equipamento deve reunir todas as características técnicas do ECF. Os equipamentos homologados pela COTEPE/ICMS que atendem as condição do Convênios ICMS 156/94 e 50/2000. Devemos sempre ficar atentos para as disposições finais do Parecer de Homologação ou Ato COTEPE do ECF. 26 – COMO PEDIR AUTORIZAÇÃO PARA USO DE ECF? Art. 410 do RICMS/PA. O pedido de uso de equipamento ECF deverá ser dirigido à repartição fiscal de circunscrição do estabelecimento interessado, mediante o preenchimento do formulário próprio denominado “Pedido de Uso ou Cessação de Uso de Equipamento Emissor de Cupom Fiscal”, em 2 (duas) vias, contendo, no mínimo, as seguintes informações: I - motivo do requerimento (uso, alteração ou cessação de uso); II - identificação e endereço do contribuinte; III - número e data do parecer homologatório ou Ato COTEPE do equipamento ECF junto à COTEPE / ICMS; IV - marca, modelo, número de fabricação, versão do programa aplicativo básico (software básico), número atribuído ao equipamento pelo estabelecimento usuário, capacidade de acumulação dos totalizadores e contadores; V - identificação e endereço da empresa credenciada para efetuar intervenção técnica no equipamento ECF; VI - data, identificação e assinatura do responsável ou representante legal do usuário. § 1º O formulário de pedido de uso a que se refere o caput será preenchido individualmente para cada equipamento. § 2º O pedido de uso será acompanhado dos seguintes documentos: I - 1ª via do Atestado de Intervenção do Equipamento Emissor de Cupom Fiscal, parcialmente preenchido; II - cópia do documento fiscal referente à entrada do equipamento no estabelecimento; III - cópia do contrato de arrendamento mercantil, se for o caso, dele constando, obrigatoriamente, cláusula segundo a qual o equipamento só poderá ser retirado do estabelecimento após a anuência do Fisco; IV - cópia do pedido de cessação de uso do equipamento ECF, homologado pela Delegacia Regional da Fazenda Estadual competente, quando se tratar de equipamento usado; V - cópia do Parecer de Homologação ou Ato COTEPE do equipamento ECF junto à COTEPE / ICMS; VI - folha demonstrativa acompanhada de: a) Cupom Fiscal; b) Cupom Fiscal Cancelamento;

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c) Cupom de Redução “Z”, efetuada após a emissão de cupons fiscais com valores mínimos; d) Cupom de Leitura “X”, emitida imediatamente após o Cupom de Redução “Z”, visualizando o Totalizador Geral irredutível; e) Cupom de Leitura da Memória Fiscal, emitida após as leituras anteriores; f) Leitura da Memória da Fita Detalhe - MFD, quando for o caso; g) outros documentos relativos a operações não sujeitas ao ICMS; h) indicação de todos os símbolos utilizados com os respectivos significados; VII - cópia da autorização de impressão da Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, a ser usada no caso de impossibilidade temporária de uso do equipamento ECF, ou, se for o caso, do Bilhete de Passagem; VIII - declaração da empresa que desenvolveu o programa aplicativo do usuário, de que este software não tem capacidade de alterar ou ignorar o programa aplicativo básico; IX - relação de mercadorias ou tabela de decodificação, em se tratando de ECFMR não interligado. § 3º Na autorização de equipamento ECF oriundo de adaptação de “Kit ECF”, em substituição ao documento citado no inciso II do parágrafo anterior, deverá ser apresentado o seguinte: I - cópia do documento fiscal de aquisição do “Kit ECF”; II - cópia do documento fiscal de entrada do equipamento no qual foi adaptado o “Kit ECF”; III - declaração do fabricante ou empresa credenciada de que o “Kit ECF” foi instalado na forma prevista na legislação pertinente. § 4º Nos casos previstos no parágrafo anterior, a marca, o modelo, a versão do programa aplicativo básico (software básico) e o número de fabricação a serem informados no pedido de uso serão aqueles pertencentes ao “Kit ECF”. 27 – QUANDO NECESSÁRIO, O EQUIPAMENTO AUTORIZADO PARA USO EM UM ESTABELECIMENTO PODERÁ SER REMOVIDO PARA OUTRO DA MESMA EMPRESA? Não. Uma vez autorizado o uso do equipamento, sua remoção para outro estabelecimento, ainda que do mesmo titular, somente será permitida após deferida a cessação de uso. Art. 420 do RICMS/PA. Em caso de transferência de equipamento ECF de um estabelecimento para outro do mesmo contribuinte, deverá ser cessado o uso no estabelecimento de origem e solicitada nova autorização de uso no estabelecimento de destino. 28 – COMO SABER SE O EQUIPAMENTO ESTÁ REGULAR?

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Somente com o despacho da Autoridade Fiscal no Formulário de Pedido de Uso garante que o equipamento está regular perante o FISCO. Agora é bom ressaltar que o equipamento deverá está lacrado com o dispositivo de inviolabilidade de segurança (LACRES) que possuí o logotipo “SEFA-ECF”. estando sem indícios de violação. 29 – COMO OBTER O CREDENCIAMENTO PARA INTERVIR EM ECF? Art. 426 do RICMS/PA. O interessado no credenciamento deverá formular requerimento à SEFA, em 2 (duas) vias, contendo, no mínimo: I - nome, endereço e número de inscrição estadual, federal e municipal do requerente; II - objeto do pedido; III - informação, se é fabricante, importador ou outro estabelecimento possuidor de atestado de responsabilidade e capacitação técnica; IV - marca e respectivos modelos de equipamentos ECF para os quais está habilitado tecnicamente a intervir; V - data, assinatura e identificação do requerente, juntando-se prova de representação, se for o caso. § 1° O requerimento de que trata este artigo será instruído com os seguintes documentos: I - atestado de responsabilidade e capacitação técnica, emitido, em papel timbrado, pelo fabricante ou pelo importador da marca em nome da empresa requerente e assinado pelo responsável ou representante legal, comprovada a capacidade de representação, com indicação do nome e os números de inscrição da Carteira de Identidade, CIC e no Cadastro de Pessoa Física - CPF do técnico inscrito no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Pará - CREA/PA e capacitado a intervir no equipamento ECF; II - cópia de documento probatório de vinculação dos técnicos ao requerente, quando for o caso; III - cópia autenticada da Cédula de Identidade, CIC e comprovante de endereço residencial da(s) pessoa(s) que irá(ão) assinar o Termo de Acordo e Credenciamento pela firma a ser credenciada; IV - cópia autenticada do contrato social, registro de firma individual, estatuto ou ato de constituição da sociedade e respectivas alterações, comprovando capital social mínimo equivalente a 15.000 (quinze mil) Unidades Padrão Fiscal do Estado do Pará UPF-PA; V - cópias autenticadas dos comprovantes de inscrição federal, estadual e municipal; VI - Certidões Negativas de Débitos das Fazendas Federal, Estadual e Municipal, ou cópias autenticadas das mesmas; VII - cópia autenticada da Certidão de Registro e Quitação da empresa junto ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Pará -

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CREA-PA, onde deverá estar indicado o responsável ou responsáveis técnicos pela empresa. § 2° A instrução do pedido em desacordo com o disposto no parágrafo anterior implica indeferimento do mesmo. 30 – QUAIS AS ATRIBUIÇÕES DA EMPRESA CREDENCIADA? Art. 428 do RICMS/PA. Constitui atribuição e conseqüente responsabilidade do credenciado: I - atestar o funcionamento do equipamento ECF, de conformidade com as exigências previstas neste Capítulo; II - instalar e, nas hipóteses expressamente previstas, remover o lacre destinado a impedir a abertura do equipamento ECF sem que fique evidenciado; III - intervir em equipamento ECF para manutenção, reparos e outros atos da espécie; IV - aplicar tantos lacres quantos forem exigidos pelo Parecer de Homologação ou Ato COTEPE do referido equipamento ECF, de forma que somente seja acessível, sem que haja violação dos mesmos, a abertura destinada à colocação de bobina de papel e da fita impressora. § 1º É de exclusiva responsabilidade do credenciado a guarda dos lacres, de forma a evitar sua utilização indevida. § 2º O cupom de Leitura “X” deve ser emitido antes e depois de qualquer intervenção no equipamento. § 3º Na impossibilidade de emissão do primeiro cupom de leitura de que trata o parágrafo anterior, os totais acumulados devem ser apurados mediante a soma dos dados constantes na última Leitura “X”, ou Redução “Z”, ou Leitura da Memória de Trabalho, a que for mais recente, e das importâncias posteriormente registradas na Fita Detalhe. 31 – QUAIS OS PRINCIPAIS DEVERES DO USUÁRIO DE ECF? Em relação ao equipamento, são os seguintes os principais deveres do usuário: 1) Emitir documento fiscal a cada operação de venda realizada e, independente de ser solicitado, entregá-la ao consumidor; 2) Fechar a gaveta do equipamento após completar a operação de venda; 3) Emitir “Leitura X” no início e no fim da Fita-Detalhe, quando da troco da bobina; 4) Comunicar, imediatamente e por escrito, à credenciada pela lacração e ao Fisco, Qualquer defeito ou ocorrência não usual com o equipamento; 5) Diariamente: emitir “Leitura X” dos equipamentos que não estiverem em uso e “Redução Z” dos em uso; 6) ao final do período de apuração: emitir “Leitura da Memória Fiscal” relativa ao período. 7) Fazer a ocorrência no RUDFTO de todas as anormalidades que vir

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acontecer no ECF. Em relação ao documento fiscais, são os seguintes os principais deveres do usuário : 1) Manter no estabelecimento: autorização de uso e 2ª via do último Atestado de Intervalo de cada equipamento, além de talonário de nota fiscal para ocasiões em que se fizer necessário; 2) Arquivar em ordem cronológica e por equipamento; cupons de “Leitura X” e de “Redução Z”, Mapas-Resumo ECF, 2ªs vias dos Atestados de Intervenção e Fitas-Detalhe, estas em lotes mensais, dobradas em bobinas. 32 – QUANDO O ECF PODERÁ SER APREENDIDO? Quando utilizado de forma irregular ou quando estiver em situação irregular. O equipamento utilizado de forma irregular é aquele que tem uso desvirtuado de suas funções. um exemplo é o ECF-MR utilizado com programação de parâmetro diferente daquele estabelecido pelo FISCO. Nesse caso, a empresa credenciada pode ser considerada responsável solidário, pois cabe a esta efetuar a programação do equipamento. Também consideramos uso de forma irregular quando não há emissão de cupom fiscal com todos os requisitos exigidos pela legislação: não identificando a mercadoria ou o serviço registrado. Podemos dizer que o equipamento está irregular quando: a)não estiver autorizado pelo FISCO; b) não estiver devidamente lacrado; c) apresentar indício de adulteração ou falta da etiqueta do software básico do equipamento; d) estiver sendo utilizado em estabelecimento distinto daquele para o qual tenha sido autorizado; e) apresentar outras irregularidades. 33 - COMO É FEITA A ESCRITURAÇÃO DOS TOTAIS APURADOS PELO ECF? Art. 454 do RICMS/PA. Com base no cupom de Redução “Z”, as operações e/ou prestações serão registradas, diariamente, no “Mapa Resumo ECF”, contendo as seguintes indicações: I - denominação: “Mapa Resumo ECF”; II - numeração, em ordem seqüencial, de 1 a 999.999, reiniciada quando atingido este limite; III - nome, endereço e números de inscrição, federal e estadual, do estabelecimento; IV - data (dia, mês e ano); V - Número de Ordem Seqüencial do equipamento ECF;

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VI - número constante no Contador de Reduções, quando for o caso; VII - número do Contador de Ordem de Operação da última operação do dia; VIII - série, subsérie e número de ordem específico final dos documentos préimpressos emitidos no dia, quando for o caso; IX - coluna “Venda Bruta Diária ou Movimento do Dia”: diferença entre os valores acumulados no final do dia e no final do dia anterior, no Totalizador Geral; X - coluna “Cancelamento/Desconto”, quando for caso: importâncias acumuladas nos totalizadores parciais de cancelamento e desconto; XI - coluna “Venda Líquida Diária ou Valor Contábil”: valor apontado na coluna “Venda Bruta Diária ou Movimento do Dia” ou a diferença entre os valores indicados nas colunas “Venda Bruta Diária ou Movimento do Dia” e “Cancelamento/Desconto”; XII - coluna “Substituição Tributária”: importância acumulada no totalizador parcial de substituição tributária; XIII - coluna de “Isenta ou não tributada”: soma das importâncias acumuladas nos totalizadores parciais de isentas e não tributadas; XIV - coluna “Base de Cálculo”: os valores sobre os quais incide o ICMS, segundo as alíquotas aplicáveis às operações e/ou prestações; XV - coluna “Alíquota”: alíquota do ICMS aplicada à base de cálculo indicada conforme inciso anterior; XVI - coluna “Imposto Debitado”: montante do correspondente imposto debitado; XVII - coluna “Outros Recebimentos”; XVIII - linha “Totais”: soma de cada uma das colunas previstas nos incisos IX a XVII. § 1º O Mapa Resumo ECF poderá ser dispensado para estabelecimentos que possuam até 3 (três) equipamentos ECF. § 2º Relativamente ao Mapa Resumo ECF, é permitido: I - supressão das colunas não utilizáveis pelo estabelecimento; II - acréscimo de indicações de interesse do usuário, desde que não prejudiquem a clareza do documento; III - dimensionamento das colunas de acordo com as necessidades do estabelecimento; IV - indicação de eventuais observações em seguida ao registro a que se referirem ou ao final do período diário, com as remissões adequadas. § 3º Os registros das indicações previstas nos incisos IX e XVII serão efetivados em tantas colunas quantas forem as situações tributárias das operações correspondentes. § 4º A identificação dos lançamentos de que trata o inciso X poderá ser feita por meio de códigos, indicando-se no próprio documento a respectiva decodificação.

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CARTILHA ECF
§ 5º O Mapa Resumo ECF deverá ser conservado, em ordem cronológica pelo prazo de 5 (cinco) anos, contado da data de sua emissão, juntamente com os respectivos cupons previstos no art. 451. § 6º Na hipótese da ocorrência do disposto no § 3° do art. 428, deverá o usuário lançar os valores apurados através da soma da Fita Detalhe no campo “Observações” do Mapa Resumo ECF ou do livro Registro de Saídas, acrescendo aos mesmos os valores das respectivas situações tributárias do dia. Do Registro de Saídas Art. 455. Os totais apurados na forma do inciso XVIII do artigo anterior, relativamente às colunas indicadas nos incisos IX a XVII do mesmo artigo, devem ser escriturados nas colunas próprias do livro Registro de Saídas, observando-se, quanto à coluna sob o título “Documento Fiscal”, o seguinte: I - como espécie: a sigla “CF”; II - como série e subsérie: a sigla “ECF”; III - como números inicial e final do documento fiscal: o número do Mapa Resumo ECF emitido no dia; IV - como data: aquela indicada no respectivo Mapa Resumo ECF. Art. 456. O estabelecimento que for dispensado da emissão do Mapa Resumo ECF deverá escriturar o livro Registro de Saídas, consignando-se as seguintes indicações: I - na coluna “Documento Fiscal”: a) como espécie: a sigla “CF”; b) como série e subsérie: o número do ECF atribuído pelo estabelecimento; c) como números inicial e final do documento: os números de ordem inicial e final das operações do dia; II - nas colunas “Valor Contábil” e “Base de Cálculo” de “Operações com Débito do Imposto”, o montante das operações realizadas no dia, que deverá ser igual à diferença entre o valor acumulado no final do dia e o acumulado no final do dia anterior, no Grande Total; III - na coluna “Observações”, o valor do Totalizador Geral e o número do Contador de Reduções. 34 – QUAIS EQUIPAMENTOS ECF PODEM SER AUTORIZADOS? Quando do Pedido de Autorização de Uso de um equipamento Emissor de Cupom Fiscal – ECF, a Fiscalização Estadual deverá verificar se a marca, o modelo e a versão do software básico estão homologados pela COTEPE/ICMS, bem como se no Estado do Pará existe empresa credenciada para prestar assistência técnica ao equipamento.

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CARTILHA ECF
Algumas marcas que podem ser autorizadas no Estado do Pará

URANO DIGISAT YANCO GENERAL EAGLE SID SCHALTER

PROCOMP BEMATECH ZANTHUS SIGTRON NCR SWEDA

CORISCO ELGIN UNISYS QUALID IBM ITAUTEC

35 - DAS DISPOSIÇÕES COMUNS DO RICMS/PA. Art. 461. Somente será permitida a emissão de documento fiscal por qualquer outro meio, inclusive manual, por razão de força maior ou caso fortuito, e nas condições previstas no art. 50 do Convênio SINIEF S/Nº, de 15 de dezembro de 1970, devendo o usuário anotar o motivo no livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrência, modelo 6. Art. 462. É obrigatória a comunicação, por escrito, à Delegacia Regional da Fazenda Estadual de circunscrição do usuário, até o 5º (quinto) dia do mês subseqüente, de defeito de equipamento que impossibilite o seu uso por prazo superior a 15 (quinze) dias. Art. 463. A utilização, no recinto de atendimento ao público, de equipamento que possibilite o registro ou o processamento de dados relativos às operações com mercadoria ou com prestações de serviço somente será admitida quando integrar o equipamento ECF, de acordo com autorização concedida pela SEFA. Parágrafo único. O equipamento em uso, sem a autorização a que se refere o caput deste artigo ou que não satisfaça os requisitos desta, poderá ser apreendido pela SEFA e utilizado como prova de infração à legislação tributária. Art. 464. A partir do uso de equipamento ECF, a emissão do comprovante de pagamento de operação ou prestação, efetuado com cartão de crédito ou débito automático em conta corrente somente poderá ser feita por meio de equipamento ECF, devendo o comprovante estar vinculado ao documento fiscal emitido na operação ou prestação respectiva. Art. 465. A utilização, por empresa não obrigada ao uso de equipamento ECF, de equipamento, eletrônico ou não, destinado ao registro de operação financeira com cartão de crédito ou equivalente, somente será permitida, quando constar no anverso do respectivo comprovante: I - o tipo e o número do documento fiscal vinculado à operação ou prestação, seguido, se for o caso, do número seqüencial do equipamento no estabelecimento, devendo o tipo do documento fiscal emitido ser indicado por:

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CARTILHA ECF
a) CF, para Cupom Fiscal; b) BP, para Bilhete de Passagem; c) NF, para Nota Fiscal; d) NC, para Nota Fiscal de Venda a Consumidor; II - a expressão “Exija o documento fiscal de número indicado neste comprovante”, impressa em caixa alta, tipograficamente ou no momento da emissão do comprovante. Art. 466. É vedado o uso de equipamento ECF exclusivamente para operações de controle interno do estabelecimento, bem como de qualquer outro equipamento emissor de cupom ou com possibilidade de emiti-lo, que possa ser confundido com Cupom Fiscal, no recinto de atendimento ao público. Art. 467. Em relação aos documentos fiscais emitidos pelo sistema previsto neste Capítulo, poderá ser permitido: I - o cancelamento, imediatamente após a emissão, hipótese em que deverá conter, ainda que no verso, as assinaturas do operador do equipamento ECF e do responsável pelo estabelecimento, desde que: a) emita, se for o caso, novo Cupom Fiscal relativo às mercadorias efetivamente comercializadas; b) emita, diariamente, exceto no caso de emissão do Cupom Fiscal Cancelamento previsto no art. 459, Nota Fiscal de entrada, globalizando todas as anulações do dia, que deverá conter anexados os Cupons Fiscais respectivos; II - acréscimo de indicações necessárias ao controle de outros impostos, obedecidas as normas da legislação pertinente; III - acréscimo de indicações de interesse do emitente, que não prejudiquem a clareza do documento; IV - acréscimos financeiros, desde que possuam totalizador parcial específico, sejam adicionados ao Totalizador Geral e, se tributados, adicione aos totalizadores parciais da respectiva situação tributária. Art. 468. A memória que contém o programa aplicativo básico (software básico) homologado pela COTEPE / ICMS deverá ser afixada à placa de controle fiscal mediante soquete e etiqueta ou outro dispositivo de segurança previsto na legislação específica. § 1º A etiqueta deverá possuir os seguintes requisitos: I - numeração seqüencial pré-impressa; II - número do parecer homologatório ou Ato COTEPE correspondente; III - identificação do fabricante, pré-impressa; IV - identificação do credenciado, pré-impressa, se por este substituída; V - destruir-se ao ser retirada. § 2º A etiqueta deverá ser colocada sobrepondo-se à memória, à superfície da placa de controle fiscal e, se necessário, aos componentes eletrônicos adjacentes.

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CARTILHA ECF
Art. 469. É permitida a utilização de documento fiscal emitido por equipamento ECF, na entrega de mercadoria em domicílio dentro do Estado, inclusive nas vendas a prazo, hipótese em que deverão constar, também, as informações referidas no § 7º do art. 170, desde que impresso, pelo próprio equipamento, ainda que no verso, sem prejuízo dos demais requisitos legais, o seguinte: I - a identificação do adquirente: nome, números de inscrição estadual, do CNPJ ou do CPF; II - o endereço do destinatário; III - a descrição das mercadorias objeto da operação, ainda que resumida, o código previsto no art. 487; IV - a data e a hora da saída da mercadoria. Parágrafo único. Fica condicionado, ainda, que a entrega da mercadoria seja efetuada por veículo e/ou empregado da empresa fornecedora da mercadoria. Art. 470. Considerar-se-á desacompanhada de documento fiscal a operação ou prestação acobertada por documento inidôneo, assim entendido, para esse efeito, as hipóteses elencadas neste regulamento e aqueles que: I - omitirem indicações citadas nos arts. 442, 443 e 446; II - não guardem as exigências ou os requisitos previstos neste Capítulo. Art. 471. Serão consideradas como tributados quaisquer operações registradas em equipamento ECF, utilizado em desacordo com as normas deste Capítulo. 36 - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS DO RICMS/PA. Art. 472. Os pedidos de uso de equipamento ECF serão efetuados em processos independentes, em relação a cada equipamento ECF, ainda que pertencente ao mesmo estabelecimento. Art. 473. O fabricante, o importador ou o revendedor que promover a saída do equipamento ECF deverá comunicar à SEFA a entrega do mesmo. § 1º A comunicação referida no caput deverá conter, no mínimo, os seguintes elementos: I - denominação: “Comunicação de Entrega de ECF”; II - mês e ano de referência; III - nome, endereço e números de inscrição, federal e estadual, do estabelecimento emitente; IV - nome, endereço e números de inscrição, federal e estadual, do estabelecimento destinatário; V - em relação a cada destinatário: a) número da Nota Fiscal do emitente; b) marca, modelo e número de fabricação do equipamento ECF; c) finalidade: comercialização ou uso próprio do destinatário.

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CARTILHA ECF
§ 2º A comunicação de que trata o caput deverá ser enviada pelo estabelecimento remetente do equipamento ECF à SEFA até o dia 10 (dez) do mês subseqüente ao da operação. § 3º Não se aplica à exigência deste artigo à saída e ao correspondente retorno de assistência técnica por credenciado. Art. 474. O usuário do equipamento ECF deverá zelar pela conservação do lacre e pelo funcionamento do equipamento, segundo as exigências deste Regulamento, bem como somente permitir intervenção no mesmo por empresa credenciada. Art. 475. O usuário de equipamento ECF deverá utilizar Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, conforme o caso, quando o equipamento ECF não estiver em condições de funcionamento. Art. 476. É vedada a transferência de equipamento ECF de um estabelecimento para outro, ainda que da mesma empresa, sem prévia autorização da SEFA. Art. 477. O uso de equipamento ECF em desacordo com as normas deste Regulamento sujeita-o à apreensão, sem prejuízo das demais medidas cabíveis. Art. 478. O contribuinte que mantiver equipamento ECF em desacordo com as disposições deste Capítulo poderá ter fixada, mediante arbitramento, a base de cálculo do imposto devido. Art. 479. O fabricante e/ou credenciado, sem prejuízo das demais cominações legais cabíveis, responderão, solidariamente, com os usuários, sempre que contribuírem para o uso indevido de equipamento ECF. Art. 480. A empresa credenciada é obrigada a apresentar ao Fisco laudo técnico do fabricante, toda vez que o equipamento ECF sofrer mais de 8 (oito) intervenções técnicas por ano. Art. 481. As referências feitas neste Capítulo à venda de mercadoria aplicamse, também, à prestação de serviço quando sujeita ao ICMS. Art. 482. O equipamento ECF deverá ter sua utilização vedada para fins fiscais sempre que for constatado tanto na programação (software) como na construção do equipamento (hardware), possibilidade de prejuízo aos controles fiscais. Art. 483. As características do equipamento ECF, seus dispositivos e os documentos por este emitidos estão contidos no Convênio que serviu de base para sua homologação ou revisão. Art. 484. A empresa credenciada deverá fornecer ao Fisco, quando solicitado, o manual do usuário e o de programação técnica do equipamento ECF. Art. 485. Os equipamentos do tipo MR e PDV disciplinados pelos Convênios ICM 24, de 19 de junho de 1986, e ICM 44, de 20 de agosto de 1987, deixam de existir, para controle fiscal neste Estado, a partir de 1º de janeiro de 2001. Art. 486. O equipamento ECF-MR somente poderá ser autorizado para controle fiscal, quando o mesmo possuir capacidade para armazenar em sua memória todos os itens disponíveis para comercialização no estabelecimento.

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CARTILHA ECF
Art. 487. Deverá ser utilizado o código “European Article Number” - EAN para identificação das mercadorias registradas em equipamento ECF. § 1º Na falta de codificação no padrão EAN, admite-se a utilização de outro código, desde que o usuário do equipamento mantenha no estabelecimento, para exibição ao Fisco, listagem contendo código e descrição completa das mercadorias. § 2º O código a ser utilizado para o registro das prestações de serviço observará norma específica da Secretaria da Receita Federal. Art. 488. Por motivo de força maior, o Fisco poderá proceder à remoção de lacres em equipamento ECF, mediante a emissão, pela autoridade competente, do “Termo de Deslacre de ECF”, que será emitido, no mínimo, em 3 (três) vias, com as seguintes destinações: I - 1ª via, ao estabelecimento usuário; II - 2ª via, à repartição fiscal de sua circunscrição; III - 3ª via, à Diretoria de Fiscalização / Núcleo de Monitoramento Fiscal. Art. 489. Na salvaguarda de seus interesses, o Fisco poderá impor restrições ou impedir a utilização de equipamento ECF. 37 - SIGLAS E ACRÔNIMOS RELACIONADOS AO USO DE ECF.
A–C CCD – Comprovante de Crédito ou Débito CCF – Contador de Cupom Fiscal CDC – Contador de Comprovante de Crédito ou Débito CER – Contador Específico de Relatório Gerencial CF – Cupom Fiscal CFC – Contador de Cupom Fiscal Cancelado CFD – Contador de Fita-Detalhe CM – Conferência de Mesa CMV – Contador de Mapa Resumo de Viagem CNC – Contador de Nota Fiscal de Venda a Consumidor Cancelada CNF – Comprovante Não-Fiscal CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CON – Contador Específico de Operação Não-Fiscal COO – Contador de Ordem de Operação CRO – Contador de Reinício de Operação CRZ – Contador de Redução Z CVC – Contador de Nota Fiscal de Venda a Consumidor D–I ECF – Emissor de Cupom Fiscal ECF – Número de Ordem Seqüencial do ECF (quando indicado no documento) ECF-IF – Emissor de Cupom Fiscal – Impressora Fiscal ECF-MR – Emissor de Cupom Fiscal – Máquina Registradora ECF-PDV – Emissor de Cupom Fiscal – Terminal Ponto de Venda GNF – Contador Geral de Operação Não-Fiscal GRG – Contador Geral de Relatório Gerencial

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CARTILHA ECF
GT – Totalizador Geral ICMS – Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicações IE – Inscrição Estadual IM – Inscrição Municipal ISSQN – Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza J–M LMF – Leitura da Memória Fiscal LMT – Leitura da Memória de Trabalho LX – Leitura X MF – Memória Fiscal MFD – Memória de Fita-Detalhe MIT – Modo de Intervenção Técnica MRV – Mapa Resumo de Viagem MT – Memória de Trabalho N–Q NFC – Contador Geral de Operação Não-Fiscal Cancelado NFVC – Nota Fiscal de Venda a Consumidor PCF – Placa Controladora Fiscal R–Z RS – Razão Social RV – Registro de Venda RZ – Redução Z SB – Software Básico VB – Venda Bruta Diária VL – Venda Líqüida Diária

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CARTILHA ECF

38 - MODELOS DE FORMULÁRIOS.
PEDIDO DE USO OU CESSAÇÃO DE USO DE EQUIPAMENTO EMISSOR DE CUPOM FISCAL IDENTIFICAÇÃO DO USUÁRIO FIRMA OU RAZÃO SOCIAL/ NOME: ENDEREÇO: MUNICÍPIO: PEDE AUTORIZAÇÃO PARA: UF: USO DE ECF INS EST: CÓD. ATIV.ECON.: CGC/MF: CESSAÇÃO DE USO DE ECF ____ª VIA

ESPECIFICAÇÕES DO EQUIPAMENTO MARCA: Nº DE FABRICAÇÃO: PARECER HOMOLOGAÇÃO Nº : DATA DO PARECER:

MODELO: VERSÃO DO SOFTWARE BÁSICO: MR PDV IF

DO TOTALIZADOR GERAL: CAPACIDADE DE ACUMULAÇÃO DOS TOTALIZADORES PARCIAIS DOS CONTADORES DE REDUÇÕES

DO CONTADOR DE ORDEM DE OPERAÇÃO CAPACIDADE DE REGISTRO POR ITEM: QUANTIDADE DE TOTALIZADORES PARCIAIS: CONTADOR DE REINÍCIO DE OPERAÇÃO: EMPRESA CREDENCIADA FIRMA OU RAZÃO SOCIAL/ NOME: ENDEREÇO: REQUERENTE: LOCAL NOME ESPÉCIE DO DOCUMENTO NÚMERO UF DATA TELEFONE ASSINATURA TERMO DE CREDENCIAMENTO:

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CARTILHA ECF
OBSERVAÇÕES:

PARA USO DA REPARTIÇÃO DOCUMENTOS ANEXOS ATESTADO DE INTERVENÇÃO EM ECF Nº _____ CÓPIA DOCUMENTO FISCAL DA AQUISIÇÃO ECF CÓPIA DO DAE (nos casos de difer.de alíquota) CÓPIA DO TERMO DE CESSAÇÃO (ECF usado) CÓPIA DO AIDF DE NFVC Nº________________ CUPONS NÃO FISCAIS CÓPIA DO CONTRATO (arrendamento mercantil) DESPACHO: DEFERIDO INDEFERIDO INDICAÇÃO DOS SIMBOLOS FOLHA DEMONSTRATIVA ACOMPANHADA DE CUPOM FISCAL REDUÇÃO Z

LEITURA X

LEITURA MEM. FISCAL

CÓPIA DO ATESTADO ANTERIOR (na cessação)

Em: ____/_____/______ PELO SERVIDOR: _____________________________MATRÍCULA:_____________ ASSINATURA: _____________________________________________________

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CARTILHA ECF ATESTADO DE INTERVENÇÃO EM EQUIPAMENTO EMISSOR DE CUPOM FISCAL
2. IDENTIFICAÇÃO DO EMITENTE
Razão Social: Inscrição Estadual: Endereço: CNPJ/MF: Município:

N.º_________ _ _______via

VÁLIDO ATÉ :

3. IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO USUÁRIO DO EQUIPAMENTO
Razão Social: Inscrição Estadual: Endereço: CNPJ/MF: Município:

4. IDENTIFICAÇÃO DO EQUIPAMENTO
Tipo do equipamento:
Marca: Número de Fabricação:

MR-MF

IF
Modelo:

PDV-MF

ECF-MR

ECF-IF

ECF-PDV

Número de Ordem Seqüencial: Número da Etiqueta da EPROM do Software Básico:

Versão de Software Básico:

5. VALOR REGISTRADO OU ACUMULADO
CONTADORES E TOTALIZADORES Contador de Ordem de Operação (COO) Contador de Reinicio de Operação (CRO) Contador de Redução Z (CRZ) Contador de NF de Venda a Consumidor Totalizador Geral (GT) Totalizador de Venda Bruta Diária Totalizador de Cancelamento Totalizador de Desconto Totalizador de Acréscimo Totalizador de Isento (I) Totalizador de Substituição Tributária (F) Totalizador de Não-tributado (N) Totalizador Tributado a % Totalizador Tributado a % Totalizador Tributado a % Totalizador Tributado a % Totalizador Tributado a % Totalizador Tributado a % ANTES DA INTERVENÇÃO APÓS A INTERVENÇÃO

6. LACRE
Número:
Local da Intervenção:

RETIRADOS
Data de Início:

COLOCADOS
Data de Término:

7. MOTIVO DA INTERVENÇÃO 8. IDENTIFICAÇÃO DO TÉCNICO INTERVENTOR
Na qualidade de credenciado atestamos, com pleno conhecimento do disposto na legislação referente ao crime de sonegação fiscal e sob nossa inteira responsabilidade, que o equipamento identificado neste atestado atende às disposições previstas na legislação pertinente. Assinatura:
Nome: RG:

9. IDENTIFICAÇÃO DO RESPONSÁVEL PELO ESTABELECIMENTO USUÁRIO
Assinatura: Nome Legível RG:

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CARTILHA ECF
39 - PENALIDADES LIGADAS AO USO DE ECF. L E I Nº 6.335, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2000. Altera dispositivos da Lei nº 5.530, de 13 de janeiro de 1989, que disciplina o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS, e dá outras providências. A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ estatui e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Os dispositivos da Lei nº 5.530, de 13 de janeiro de 1989, que disciplina o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS, passam a vigorar com as seguintes alterações: Art. 78. Na hipótese de descumprimento da obrigação principal e/ou acessória prevista na legislação tributária, apurado mediante procedimento fiscal cabível, serão aplicadas as seguintes multas, sem prejuízo do pagamento do imposto, quando devido: V - com relação a equipamento emissor de cupom fiscal: a) emitir documento fiscal através de equipamento emissor de cupom fiscal não autorizado pela Secretaria Executiva de Estado da Fazenda - multa equivalente a 10 (dez) UFIR por documento, sem prejuízo do imposto; b) emitir cupom fiscal por meio de equipamento emissor de cupom fiscal que deixe de identificar corretamente a mercadoria comercializada ou o serviço prestado multa equivalente a 10 (dez) UFIR por documento emitido; c) utilizar equipamento emissor de cupom fiscal, autorizado pela Secretaria Executiva de Estado da Fazenda, sem lacre de inviolabilidade, com o lacre violado ou colocado de forma frouxa, ou ainda com lacre que não seja o legalmente exigido - multa equivalente a 1.000 (mil) UFIR por equipamento; d) não registrar no livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrência, modelo 6, os dados relativos ao equipamento emissor de cupom fiscal, na forma do regulamento, na hipótese de autorização de uso e/ou cessação de uso - multa equivalente a 10 (dez) UFIR por equipamento; e) emitir documento fiscal através de equipamento emissor de cupom fiscal em estabelecimento diverso daquele autorizado pela Secretaria Executiva de Estado da Fazenda, mesmo que o estabelecimento seja do mesmo proprietário - multa equivalente a 10 (dez) UFIR por documento; f)não registrar no livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrência, modelo 6, o atestado de intervenção técnica em equipamento emissor de

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CARTILHA ECF
cupom fiscal do estabelecimento, na forma do regulamento - multa equivalente a 50 (cinqüenta) UFIR por registro; g) emitir atestado de intervenção técnica em equipamento emissor de cupom fiscal com rasura ou falta de preenchimento de campo obrigatório - multa equivalente a 100 (cem) UFIR por documento; h) não afixar a etiqueta evidenciadora de autorização de uso para equipamento emissor de cupom fiscal, ou fazê-lo de forma diversa do disposto em regulamento multa equivalente a 100 (cem) UFIR; i) não entregar, no local, na forma e no prazo previstos na legislação tributária: 1. relatório mensal de utilização de lacres de equipamentos emissores de cupom fiscal - multa equivalente a 100 (cem) UFIR por relatório; 2. relatório mensal de devolução de lacres retirados de equipamentos emissores de cupom fiscal, acompanhado dos respectivos lacres - multa equivalente a 100 (cem) UFIR por relatório; 3. relatório mensal de emissão de atestados de intervenção técnica em equipamentos emissores de cupom fiscal - multa equivalente a 100 (cem) UFIR por relatório; 4. relatório mensal de venda de equipamentos emissores de cupom fiscal multa equivalente a 500 (quinhentas) UFIR por relatório; j) emitir atestado de intervenção técnica em equipamento emissor de cupom fiscal sem anexar as respectivas Leituras "X" de antes e depois da intervenção realizada, ou, na impossibilidade da emissão daquelas leituras, de demonstrativo ou outro documento que as substituam, conforme previsto em regulamento - multa equivalente a 200 (duzentas) UFIR por documento; k) retirar ou permitir a retirada do estabelecimento de equipamento emissor de cupom fiscal autorizado para aquele estabelecimento, salvo nos casos permitidos na legislação tributária - multa equivalente a 200 (duzentas) UFIR por equipamento; l) intervenção técnica em equipamento emissor de cupom fiscal por empresa credenciada junto à Secretaria Executiva de Estado da Fazenda, cujo credenciamento não englobe aquela marca e/ou modelo - multa equivalente a 300 (trezentas) UFIR; m) utilizar em equipamento emissor de cupom fiscal: 1. percentual de situação tributária inferior ao estabelecido na legislação tributária para a operação e/ou prestação sujeitas ao imposto - multa equivalente a 500 (quinhentas) UFIR por equipamento; 2. operações tributadas como isentas ou não-tributadas - multa equivalente a 500 (quinhentas) UFIR por equipamento, sem prejuízo do pagamento do imposto;

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CARTILHA ECF
n) perda, extravio ou inutilização de lacre fornecido para utilização em equipamento emissor de cupom fiscal - multa equivalente a 500 (quinhentas) UFIR por lacre; o) não comunicar a entrega ou prestar informações inverídicas à Secretaria Executiva de Estado da Fazenda quando fornecer equipamento emissor de cupom fiscal a qualquer pessoa física ou jurídica, situada no Estado - multa equivalente a 500 (quinhentas) UFIR; p) deixar de entregar os atestados de intervenção técnica quando do encerramento das atividades ou cessação do credenciamento - multa equivalente a 500 (quinhentas) UFIR; q) permitir a realização de intervenção técnica em equipamento emissor de cupom fiscal por empresa não-credenciada, para esse fim, junto à Secretaria Executiva de Estado da Fazenda - multa equivalente a 1.000 (mil) UFIR por documento; r) seccionar a Fita Detalhe de forma diversa da prevista na legislação - multa equivalente a 1.000 (mil) UFIR; s) estabelecimento obrigado ao uso de equipamento emissor de cupom fiscal que não possuir o equipamento - multa equivalente a 1.000 (mil) UFIR por mês ou fração de mês referente ao período em que já se encontrava obrigado ao uso, além do fechamento do estabelecimento até que adquira e seja autorizado o uso do equipamento; t) estabelecimento que possua, na área de atendimento ao público, equipamento emissor de cupom fiscal sem autorização específica, ou qualquer outro equipamento eletrônico que emita cupom ou assemelhado, que possa ser confundido com cupom fiscal - multa equivalente a 1.000 (mil) UFIR por equipamento e apreensão dos mesmos; u) efetuar o rompimento do lacre de equipamento emissor de cupom fiscal de forma diversa da estabelecida em regulamento - multa equivalente a 1.000 (mil) UFIR por lacre; v) propiciar o uso de equipamento emissor de cupom fiscal que: 1. não atenda às exigências da legislação - multa equivalente a 3.000 (três mil) UFIR, sem prejuízo da perda do credenciamento; 2. utilize versão de software básico anterior à última homologada, para a respectiva marca e modelo, pela COTEPE/ICMS - multa equivalente a 500 (quinhentas) UFIR por equipamento; w) deixar a empresa credenciada de atualizar a versão do software básico dos equipamentos emissores de cupom fiscal autorizados para uso fiscal, na hipótese, na forma e nos prazos exigidos no Ato COTEPE que homologue a nova versão - multa equivalente a 500 (quinhentas) UFIR por equipamento;

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CARTILHA ECF
x) perder, extraviar ou inutilizar Fita Detalhe, exceto se em decorrência de roubo, furto ou sinistro, devidamente comprovados por processo competente - multa equivalente a 3.000 (três mil) UFIR por fita; y) utilizar equipamento emissor de cupom fiscal adulterado mediante a inserção de dispositivo não permitido, retirada de dispositivo obrigatório ou modificação de software básico, segundo o estabelecido no respectivo parecer de homologação do equipamento - multa equivalente a 5.000 (cinco mil) UFIR por equipamento e apreensão dos mesmos, sem prejuízo do pagamento do imposto; z) falta de emissão, por meio de equipamento emissor de cupom fiscal, do comprovante de pagamento relativo à operação ou prestação, efetuado por meio de cartão de crédito ou débito automático em conta corrente, por contribuinte obrigado ao uso de equipamento ECF - multa equivalente a 10 (dez) UFIR por documento;

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CARTILHA ECF

SENHOR INTERESSADO EM CASO DE DÚVIDA PROCURE O NÚCLEO REGIONAL DE ECF DA DELEGACIA DE SUA CIRCUNSCRIÇÃO OU ENTRE EM CONTATO COM O GRUPO ESPECIAL DE TRABALHO DE ECF (GET-ECF), SITUADO À AVENIDA DOCA DE SOUZA FRANCO, 110 SALA T–A-14 – BELÉM – PARÁ. (ÓRGÃO CENTRAL DA SEFA). TELEFONES: 222-7394 OU 218-4356. E-MAIL: getecf@sefa.pa.gov.br

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