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ÏUUNFO

I G L E S I A .
EL TRIUNFO
DE

LA IGLESIA
REFUTACION DE LAS HEREJIAS

TRADUCIDO AL CASTELLANO

POR EL PRESBITERO D. AKTOLIN HOMSCILLO


DOCTOR E N SAGRADA

PARIS O J í a m m i CC ' ^
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LIBRERIA ÜE ROSA, BOUFÉ&Ü (j&S & CU»— ***

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s u DON. SEVERO ANDRIANi,
OBISPO DE PAMPLONA.

Recordando la honrosa acogida que tuve en


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'p! • la diócesis de V. E . , y las recomendaciones con
que me favoreció desde el punto de su-expatria-
wm ción al de mi confinamiento; asioomo la b o n d a ^
con que desde aquella época viene distinguién-
dome V. E . , no he vacilado un-momento eri de-
dicarle la obrita de S . ALFONSO LIGORIO que acabo
de traducir; bien persuadido de que si para un
príncipe de la Iglesia es muy escaso homenaje
la versión de un libro, valdrá iíucljp sin duda'
en el justo aprecio de Y. E . el nombre de su au-
bibuotra wbuca tor, que ademas de hallarse inscrito eñ el nú-
tít NUEVO i M mero de los santos, goza por sus sabias procluc
ciones de una reputación particular en todo el
mundo católico.
Ademas, cuando tanto linage de combates ha
sostenido Y. E . con honra y gloria del elevado
puesto que ocupa en la gerarquía eclesiástica,
bien merece ser leido el n o m b r e de Y. E . , al
frente de una obra que presenta en cuadros las BIOGRAFIA DEL AUTOR
victorias de la Iglesia, y la derrota de las here-
jías.

B. L . M . de Y. E . ,

Excelentísimo señor,
San ALFONSO MARÍA D E LIGORIO, Obispo de
ANTO [.IN MONESCILLO. S a n t a A g u e d a d e los G o d o s en el r e i n o d e N á p o -
les, y f u n d a d o r de la congregación d e los m i s i o -
n e r o s del Santo Redentor, nació e n N á p o l e s el 2 6
d e s e t i e m b r e d e 1 6 9 6 . S e d e d i c ó á la p r o f e s i o n d e
a b o g a d o , y la e j e r c i ó a l g u n o s a ñ o s con muchos
a p l a u s o s y feliz é x i t o ; p e r o e n 1 7 2 2 , l e o c u r r i ó u n
a c c i d e n t e e n u n a c a u s a i m p o r t a n t e , y e s t o l e dis-
g u s t ó d e la c a r r e r a . P a r e c i ó l e e n t o n c e s q u e u n s e n -
t i m i e n t o i n t e r i o r le l l a m a b a al e s t a d o e c l e s i á s t i c o ,
y l e a b r a z ó d e s d e l u e g o sin a t e n d e r á l a s vivas s o l i -
c i t a c i o n e s d e su f a m i l i a , y á l a s b r i l l a n t e s e s p e -
r a n z a s q u e el m u n d o le o f r e c i a . A p e n a s f u é s a c e r -
d o t e c u a n d o se a d h i r i ó á la c o n g r e g a c i ó n d e l a
Propaganda, d e d i c á n d o s e á la p r e d i c a c i ó n y á los
t r a b a j o s d e l a s m i s i o n e s c o n u n celo v e r d a d e r a -
m e n t e apostólico. Habia observado que las aldeas e s t o r b a r o n c o m p o n e r u n g r a n n ú m e r o d e o b r a s , ya
eran principalmente las necesitadas de instrucción; p a r a vindicar ¡a moral, ya p a r a c o m p l e t a r la i n s t i -
y esta o b s e r v a c i ó n le s u g i r i ó el d e s i g n i o d e i n s t i - t u c i ó n d e su o r d e n , o r a p a r a c o n f i r m a r la v e r d a d
t u i r u n a c o n g r e g a c i ó n , p a r a la cual p u s o los p r i - d e la r e l i g i o n católica, ya e n fin p a r a e x c i t a r s e n -
m e r o s f u n d a m e n t o s e n la e r m i t a d e S a n t a María d e l i m i e n t o s d e p i e d a d e n el a l m a d e los c r i s t i a n o s .
la Scala, y la l l a m ó congregación del Santo Reden- H a d e j a d o l a s o b r a s s i g u i e n t e s : Theologia moralis,
tor. E s t a f u n d a c i ó n e x p e r i m e n t ó d e s d e l u e g o con- impresa en Nápoles en 1755, 3 tomos en 4o. A u n -
t r a d i c c i o n e s q u e l l e g ó á v e n c e r la p a c i e n c i a d e L i - que L i g o r i o t r a b a j a s e esta T e o l o g í a s e g ú n la d e
g o r i o . S u c o n g r e g a c i ó n f u e a p r o b a d a p o r la S a n t a B u s e m b a u m , cuyo m é t o d o a d m i r a b a , n o siguió s u s
S e d e , y m u y p r o n t o s e e x t e n d i ó p o r el r e i n o d e p r i n c i p i o s sin u n a p r u d e u t e r e s e r v a . De esta T e o -
N á p o l e s , p o r l a Sicilia y a u n p o r el e s t a d o r o m a n o . logía r e p r o d u c i d a b a j o u n n u e v o t í t u l o y con c o r -
T a n t o s s e r v i c i o s c o m o h a b í a h e c h o á la c a u s a d e la r e c c i o n e s del a u t o r , s e h a n h e c h o h a s t a 1 8 4 1 v e i n t e
r e l i g i ó n n o p o d í a n q u e d a r s i n r e c o m p e n s a . E n el e d i c i o n e s e n d i v e r s o s p a í s e s ; y f u e a d o p t a d a en el
m e s de junio de 1 7 6 2 , fue n o m b r a d o por Clemen- s e m i n a r i o d e la P r o p a g a n d a , y e n o t r o s m u c h o s s e -
t e X I I I p a r a el o b i s p a d o d e S a n t a A g u e d a d e los m i n a r i o s y casas d e m i s i o n e s en I t a l i a , y en o t r a s
Godos; y no sin trabajo pudo conseguirse que p a r t e s . I m p u g n a d a sin razón por algunos teólogos
a c e p t a r a t a n a l t a d i g n i d a d . A l cabo d e t r e c e a ñ o s f r a n c e s e s f u e d e f e n d i d a p o r Mr G o u s s e t , p r o f e s o r
de episcopado, c o n s u m i d o d e fatigas, ya s o r d o y e n t o n c e s en el s e m i n a r i o m a y o r d e B e s a n ç o n , y a l
casi ciego c o n s i g u i ó e n j u l i o d e 1 7 7 5 q u e se l e re- p r e s e n t e a r z o b i s p o d e R e i m s . C o n s u l t a d a la S a g r a -
l e v a s e d e l c a r g o d e g o b e r n a r su I g l e s i a , y se r e t i r ó da P e n i t e n c i a r í a p o r el C a r d e n a l d e R o h a n , A r z o -
á N o c e r a de' pagani á u n a casa d e c o n g r e g a c i ó n . b i s p o d e B e s a n ç o n , d i r i g i ó á S . E m i n e n c i a en 1 8 3 1
P e r m a n e c i ó allí c e r c a d e o n c e a ñ o s e n el recogi- u n a decisión q u e decía : I o Q u e u n profesor de Teo-
o
m i e n t o , y m u r i ó el I d e agosto d e 1 7 8 7 . F u e b e a - logía puede seguir y profesar todas las opiniones
t i f i c a d o el 6 d e s e t i e m b r e d e 1 8 1 6 ; y se d i o e l d e - que San Alfonso d e Ligorio profesa e n sus escritos
c r e t o n e c e s a r i o p a r a p r o c e d e r á s u c a n o n i z a c i ó n el teológicos. 2 o Q u e n o s e d e b e i n q u i e t a r a l c o n f e s o r
1 6 de m a y o d e 1 8 3 0 , y en 1 8 4 0 f u e i n s c r i t o en q u e p o n e en p r á c t i c a l a s o p i n i o n e s d e l m i s m o d o c -
el n ú m e r o d e l o s s a n t o s el n o m b r e d e e s t e g l o r i o s o t o r , s i n e x a m i n a r l a s r a z o n e s intrínsecas que pue-
doctor. Se creería q u e tantos trabajos absorvieron d e n a l e g a r s e e n su f a v o r ; j u z g a n d o q u e e s t a s o p i -
t o d o s los t o r m e n t o s d e L i g o r i o , s i n e m b a r g o n o le n i o n e s s o n s e g u r a s p o r lo m i s m o q u e el d e c r e t o de
revisione operum del ano 1 8 0 3 , d e c l a r a q u e los es- di Lambido Pritanio redivivo. Ligorio respondió á
critos de S. Alfonso de Ligorio nada contienen ella p o r u n e s c r i t o t i t u l a d o : Riposta ad un' autore
digno de censura. — Homo apostolicus instructus in che ha censurato il libro del P. D. Alphonse di Ligo-
sua vocatione ad audìendas confessiones, Yenecia, rio, sotto il titolo, Glorie di Maria. — Operette spi-
o
1 7 8 2 , 3 t o m o s en 4 . — Directorium ordinandorum, rituali, ossia l' amor dell' anime e la visita al San-
dilucida brevique methodo explicatum, Ibid., 1758. tissimo Sacramento, Y e n e c i a , 1 7 8 8 , 2 t o m o s e n 12°.
— Institutio catechistica ad populum, in prcecepta — Discorsi sacro-morali pertutte le domeniche dell'
decalogi, Bassano, 1768. — Instruzion e pratica anno, V e n e c i a , 1 7 8 1 , e n 4 ° . — Istorie di tutte l' e-
per i confessori, e t c . , B a s s a n o , 1 7 8 0 , 3 t o m o s e n 12°. resie con loro confutazione, 1 7 8 3 , 3 t o m o s en 8o,
— Praxis confessarli, Venecia, 1781. — Disserta- t r a d u c i d a al f r a n c é s b a j o el t í t u l o : Teologie dog-
zione circa V uso moderato dell' opinione probabile, matique d e S . A . M . d e L i g o r i o , Réfutation des hé-
N á p o l e s , 1 7 5 4 . — A p o l o g i a della dissertazione circa résies, ou le Triomphe de l'Eglise, p o r el a b a t e S i -
l'uso moderato dell' opinione probabile contra le op- m o n i n , L y o n , 1 8 3 3 , 2 t o m o s en 12°, q u e es la q u e
posizione fatte dal P. Lettore Adelfo Dositeo, Vene- a h o r a a p a r e c e en c a s t e l l a n o . C o n t i e n e q u i n c e d i -
c i a , 1 7 6 5 . — E s t a o b r a es u n a r e s p u e s t a al P . J u a n s e r t a c i o n e s e n el o r d e n s i g u i e n t e : C o n t r a S a b e l i o ,
V i c e n t e P a t u z z i , d o m i n i c o , a n t a g o n i s t a celoso d e l A r r i o , M a c e d o n i o , los g r i e g o s , P e l a g i o , los s e m i -
p r o b a b i l i s m o . P e n s a b a L i g o r i o q u e e n el c o n f e s o n a - p e l a g i a n o s , N e s t o r i o E u t i q u e s , los m o n o t e l i t a s , Be-
r i o e r a n e c e s a r i o e v i t a r la d e m a s i a d a i n d u l g e n c i a , r e n g e r , L u t e r o y Calvino, Bayo, J a n s e n i o , Molinos
y el r i g o r i s m o d e s e s p e r a n t e , s e g ú n esta m á x i m a d e Berruyer, a u t o r d e la Historia del pueblo de Dios.
S . B u e n a v e n t u r a : « Prima sape salvai damnandum; E l a b a t e S i m o n i n la h a a ñ a d i d o o t r a s d o s d i s e r t a -
secunda contra damnat salvandúm. » — Verità della c i o n e s , u n a p a r a r e f u t a r la p r e t e n d i d a c o n s t i t u t i o n
fede, ossia confutazione de' materalisti, deiste e civil del c l e r o e n F r a n c i a , y o t r a c o n t r a los e r r o r e s
settari, etc., Yenecia, 1 7 8 1 , 2 tomos en 8o. — La d e los a n t i - c o n c o r d a t a r i o s ó la Petite-Eglise. — Vit-
vera sposa di Cristo, cioè la monacha santa, Yene- torie de martiri, ossia la vita di moltissimi santi
cia, 1 7 8 1 , 2 t o m o s e n 1 2 ° . — Scelta id i materie martiri, V e n e c i a , 1 7 7 7 , 2 t o m o s en 12°. — Opera
predicabili ed istintive, e t c . , Y e n e c i a , 1 7 7 9 , 2 to- dogmatica, contra gli eretici pretesi risformati, Ve-
m o s e n 8 o . — Le glorie di Maria, etc., Yenecia, n e c i a , 1 7 7 0 . — Selva, ó elección de objetos destina-
1 7 8 4 , 2 tomos en 8o. — E s t e opúsculo fue i m p u - dos para servir de materiales á los predicadores,
g n a d o en u n e s c r i t o t i t u l a d o , Epistola parenelica 1 t o m o s e n 18°. — Reloj de la Pasión, etc. — E n
t o d o s e s t o s l i b r o s es d e a d m i r a r al m i s m o t i e m p o
la f u e r z a e x t r a o r d i n a r i a y l a p u r e z a d e d o c t r i n a , la
a b u n d a n c i a y v a r i e d a d d e la c i e n c i a , á la vez q u e
p r e c i o s a s e n s e ñ a n z a s d e s o l i c i t u d eclesiástica y u n
celo m a r a v i l l o s o p o r la r e l i g i ó n . P e r o lo q u e m e r e c e
e s p e c i a l a t e n c i ó n es q u e h a b i e n d o s i d o r e c o n o c i d a s
sus obras según un maduro examen (dice el S o b e -
r a n o P o n t í f i c e en el a c t a d e c a n o n i z a c i ó n del s a n i o EL TRADUCTOR
d o c t o r ) , a u n q u e n u m e r o s a s , pueden leerse por los
fieles con toda seguridad. Asi q u e esta acia a u t é n -
t i c a d e la S a n t a S e d e c o n f i r m a l a d e c i s i ó n d i r i g i d a
p o r la s a g r a d a p e n i t e n c i a r í a al C a r d e n a l d e R o h a n .
E l abate J e a n c a r d h a escrito de una m a n e r a inte-
r e s a n t e la v i d a d e e s t e s a n t o d o c t o r , 1 8 2 8 , 1 l o - Parecerá extraño que se publique en lengua vulgar una
m o en 8 o . — V é a s e la Biographie Universelle, par obra, cuyo objeto revela desde luego que debeu presentarse
M. Feller, édition de París, 1845. en ella al desnudo y en toda su deformidad los extravíos y
errores del entendimiento humano. Confieso con sencillez que
me alarma toda idea sobre semejantes revelaciones; y á seguir
los sentimientos de mi eorazon, y las convicciones de mi con-
ciencia, quisiera que asi como la Iglesia tiene su lengua pro-
pia, peculiar y facultativa, se encontraran escritos solo en ella
los tratados y apologías que versan sobre el dogma v la moral
católica. Todo lo relativo á la piedad, y á la edificación, cuanto
sirve para los ejercicios catequísticos, y prácticas de virtud
lo veo en su propia forma cuando está escrito en las lenguas
patrias; mas lo que dice relación á la Teología didáctica, y á
la controversia católica, créolo en la esfera de los estudios que
deben profesarlos ministros de la religión; y por consiguiente
sus maestros. Tal es mi dictamen sobre esta materia; y cuando
por primera vez devoré la obrita cuya traducción ofrezco, pa-
recióme un tanto extraño que se escribiera en lengua vulgar :
sin embargo, bien pronto cedió mi ligera prevención á la sola
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¡dea que inspira el nombre de su autor que en este concepto pertinaces. Lo mas santo de la Iglesia, lo mas santo de la
goza de una reputación universal en el mundo católico; y religión, lo mas augusto de los misterios, y lo mas adorable
relativamente á su autoridad, y á sus virtudes, basta saber de las profundidades de la ciencia y sabiduría de Dios, pñnese
que todo lo que salió de su pluma puede ser leído con segu- en la balanza del orgullo humano por calcular su peso y so-
ridad, y que su nombre está inscrito en el catálogo de los lidez ; y como si la criatura quisiera enseñar á Dios, se atreve
santos que veneramos. á decirle quién es, lo que es, lo que tiene, y aquello que le
Esto supuesto, no he recelado traducir á nuestra lengua la falta. Blasfemando así con satánica soberbia, se levanta Sabelio
Refutación de las herejías ó El triunfo de la Iglesia, respe- para negar la Trinidad de personas, negando la distinción real
tando las autoridades que el mismo autor tuvo por conveniente que entre ellas existe. La Iglesia sin embargo ejerce su divina
dejar en el idioma latino. Si parecieren muchas, ó extensas, misión, y como fiel depositaría de la eterna verdad, sale á la
téngase en cuenta que no es dado al traductor de una obra defensa de las tres personas divinas declarándolas realmente
de S. Alfonso de Ligorio hacer que prevalezca el propio con- distintas entre si, en el mismo sentido que las sagradas letras
sejo á la sabia circunspección con que el santo procedía en revelan. Y aquí empieza la Iglesia á desplegar su energía, su
todas materias. Consideraciones de este género me han obli- poder y sabia previsión. El triunfo alcanzado debe conducirla
gado también á guardar el rigor de la letra, sacrificando el en su vida militante á nuevas y señaladas victorias; y á la
número y elegancia de los periodos á las veces á la precision aparición de Arrio vérnosla de nuevo combatir; y confirmar
y tecnicismo teológico. con sus conquistas lo cierto é infalible de las promesas que
Dicho lo bastante para justificar los motivos de esta publi- Jesucristo la hiciera. Las puertas del infierno pelearon con
cación, y sin hacer frente al rumbo que han tomado la polé- ella; mas la hemos visto prevalecer. Las escrituras, los padres
mica y literatura católicas, ya vulgarizadas en todas las len- y los concilios se coadunaron en el común indestructible in-
guas europeas, fíjese un instante la consideración sobre la terés de la verdad y á voz acorde la revelación, la tradición y
obra á que me refiero. la Iglesia declararon, y confirmaron la divinidad del Verbo
negada por el heresiarca. Por eso dice san Agustín que la con-
Está dividida por disertaciones, y párrafos : antes de entrar
denación de Sabelio y la de Arrio está admirablemente con-
en la refutación de los errores, los expone el autor con clari-
tenida en estas palabras de Jesucristo : Ego el Paler xmum
dad, sencillez, y concision : sigílense las pruebas de su in-
sumus. Non dicit : Ega et !'aler unum sum; sed, Ego el Paler
tento, y termina el asunto con la respuesta á las objeciones
unum sumus. Quod dico unum, audiat Arrianus; Quod dico
hechas por los contrarios.
sumus, audiat Sabellianus; non dividat Arianus unxm, non
Al empezar la lectura de esta obra se horroriza el católico
deleat Sabellianus sumus.
de ver una atmósfera tan extrañamente cargada de nieblas
horribles, v de vapores hediondos, precisa exhalación del vol- Como para completar esta discusión blasfema apareció
can de la herejía; mas apenas da un paso adelante cuando Macedonio negando la divinidad del Espíritu Santo, tan
aparece la revelación disipando la tempestad; y- guiándole á expresa en las sagradas escrituras, como declaradas contra
toda luz por el camino de la verdad hasta presentarle los a u - el error de Sabelio, y con este motivo el concilio de Cons-
gustos títulos de la fé de sus mayores. Causa horror cierta- tantin^ila añadió al de Nicéa despues de las palabras :
mente contemplar el nacimiento de las sectas rebeldes, y El in Spirilum Sanclum. estas otras : Dominum, el vivifi-
diendo una por una los miserables atavíos del error, diriase
cantem, ex Paire Filioqúe procedentem, et cum Paire et
Filio adorandum et glorificandum. que las agobia la investidura funesta que lomaron.
El misterio de la Santísima Trinidad y el dogma de la gracia
Preséntase luego la herejía de los griegos; y fue tanto mas
imponente cuanto que levantó un muro de división entre las divina han sido impugnados de varias maneras: y acaba de
Iglesias latina y griega; pero despues de la inaudita incons- verse el resultado de la contienda. Parece llegar el turno á
tancia de los griegos, y de sus catorce retractaciones hasta la otra herejía no menos audaz y escandalosa, que consiste en
celebración del concilio de Florencia, volvieron de nuevo á nesar la unión hipostática de la persona del Verbo con la
su error, proscripto y condenado por la Iglesia. naturaleza humana, y por consiguiente en admitir dos perso-
Hasta ahora parece haber recorrido la soberbia humana la nas en Jesucristo contra lo que enseña la f é ; y en negar que
escala mas alta, y distante de sus miras, ó al menos intentó la Virgen María sea propia, y verdaderamente madre de Dios.
salvarla; y si la Iglesia católica vio con asombro tanta osadía Claro está que semejante "herejía mina por sus cimientos la
y escíndalo, muy luego confirmó contra los cismáticos que el religión cristiana, una vez que destruye el misterio de la En-
Espíritu Santo no solamente procede del Padre sino también carnación en sus dos puntos principales. Al llegar aquí es
del Rijo : Y he aquí como entre Sabelio, Arrio, Macedonio y inconcebible el consuelo que experimenta el creyente viendo
los griegos dieron ocasion á las mas esplicitas declaraciones que el Símbolo de Nicea condenó esta herejía aun antes de su
acerca de los mas augustos dogmas. nacimiento.
Los combates de la Iglesia renacen de nuevo contra el im- Siguen despues las herejías de Eutyques, y la de los mono-
petuoso Pelagio, y á pesar de la pertinacia, y el genio empren- lelitas; el primero que no admitía en Jesucristo mas que una
dedor, y propagandista de este heresiarca, queda establecida sola naturaleza; y aquellos una sola voluntad y operacion.
!a necesidad de la gracia, y su graluilidad. Al verla resistencia Herejías ciertamente condenadas por todo género de testimo-
del famoso Margan (nombre que cambió por el de Pelagio), nios, siendo notable acerca de la primera la definición del conci-
al contemplar la impetuosidad con que se oponia á las deci- lio de Calcedonia celebrado contra el heresiarca, y al cual con-
siones, y la facilidad con que adoptaba de nuevo sus retracta- currieron cerca de seiscientos padres; y contra la herejía de
ciones, fue cuando le escribió san Agustin diciendo : « La los monotelitas la definición del concilio III deConstantinopla.
causa terminó en el momento que habló Roma linde rescrip- Aquí parece detenerse un poco el orgullo humano para
ta venerunt, caussa finita esl: utinam aliquando finiatur tomar una dirección mas segura contra la verdad revelada.
error! » Cuanto pertenece á la naturaleza de los augustos misterios de
A pesar de la triste celebridad de Pelagio, no faltan espí- la Trinidad y déla Encarnación, y sobre el dogma de la divina
ritus díscolos que intentan levantar los escombros del derruido gracia queda impugnado con el ardor propio de los heresiar-
alcazar; preséntanse en la lid los semi-pelagianos, y queriendo cas. y completamente defendido por la autoridad de las escri-
atribuirse el principio de la fé y de la buena voluntad, renue- turas, de la tradición, y de los concilios que dijeron anatema
van en gran parte el error proscripto; mas hubieron de su- contra los hijos del error. Así la Iglesia, en posesion de sus
cumbir ante el tribunal infalible de la Iglesia. victorias, estaba destinada á nuevos combates, cuando el espí-
De esta manera se va enlazando la historia de las herejías ritu de la impiedad disfrazado bajo el hábito de la reforma,
con los triunfos del catolicismo ; y al ver cómo todas van per- presenta como apóstoles á Berenger y sus adeptos, quienes
empiezan á blasfemar contra el adorable sacramento de la Viene en seguida la herejia del quietista Molinos, esencial-
Eucaristía, diciendo que no era otra cosa mas que la figura de mente trastornadora, por cuanto se ocupa en la obra pésima
Jesucristo. Levántanse en el siglo XII los petrobusianos, y de destruir el bien y establecer el mal; y como las anteriores
otros : sigílenles en el XIII los albigensés, y de escándalo en queda reducida á un debido anatema.
escándalo viene arrastrándose el precursor satánico hasta en- La última disertación de san Alfonso deLigorio se reduce á
roscarse en el siglo XVI, para ahogar, si pudiera, á la hermo- refutar los muchos y detestables errores del P. Berruyer, rela-
sa matrona de la fé católica. Entonces fue cuando la apostasía, tivos en su parte principal á echar por tierra cuanto las escri-
la rebelión, y el espíritu anárquico, que tiempo ha fermen- turas y los concilios nos enseñan sobre el misterio de la
taba, estalló con horrísono estruendo, causando terribles Encarnación, fundamento de nuestra creencia y salvación. Por
desastres. Lulero y Calvino simbolizan este largo período de manera que en solas quince disertaciones, puede decirse que
calamidades y desventuras; y al volver la vista á lo pasado, y recorre el santo doctor (¡oda la historia de la iglesia, expo-
á los vestigios funestos que aun restan, se hiela en el corazon niendo su doctrina con admirable acierto y solidez, y em-
la sangre de los buenos católicos. Sin embargo, cuanto pudo pleando en la refutación de los errores la mas escogida y
reunir el tiempo, las circunstancias, la preparación de los oportuna erudición.
ánimos, y las prevenciones de los políticos, vino á estrellarse
Para completar hasta nuestros dias el cuadro que esta obra
contra la basa de la columna inamovible de la iglesia, que,
presenta, añadió el abale Simonin dos interesantes disertacio-
alarmada con tan funesto escándalo, esperaba, no obstante,
nes, la una que versa sobre la constitución civil del clero de
con seguridad imperturbable la mas cabal victoria.
Francia, y la segunda contra los anticoncordatarios, ó la l'etite-
Estaba reservado este triunfo al concilio de Tiento, y en EgVse, que se formó también allí para sostener contra el
vano es recordar que lo alcanzó cumplidamente, y como cua- concordato de 180 s las antiguas constituciones de la iglesia,
draba á los importantes asuntos que en él se ventilaron. La como si un celo exagerado por ellas, y sin embargo de ser en
fe católica quedó confirmada, fue proscripto el error, y la mala gran manera venerables y dignas de todo acatamiento, pudiera
y mentida reforma trajo la saludable y positiva que ansiaban justificar la resistencia de ciertos prelados á los decretos del
los cristianos celosos. vicario de Jesucristo, quien según las circunstancias, y para
Apareció despues Miguel Bayo; y Cornelio Jansenio, here- remediar las calamidades de la misma iglesia, puede derogar
dero de sus doctrinas, dió nombre en lo sucesivo á una secta algunas veces sus leyes.
hipócrita, insidiosa, y esencialmente descarada; por mas que Estas dos últimas disertaciones interesan particularmente
se disfrazase con el hábito de una ardiente devocion, escudán- en nuestros dias, ya por su reciente historia, ya porque las
dose al propio tiempo con la egida venerable de san Agustín. ideas, como los hombres, parecen destinadas á una emigración
Son incalculables los daños que ha causado á la Iglesia de continua. No quiera Dios que en España se presente la terrible
Dios la raza janseníslica; y si el tiempo y la crítica no la hu- y lamentable ocasion de hacer aplicaciones sobre uno y otro
bieran declarado por hija legítima, aunque solapada, del pro- objeto; pero cuando no ha mucho hubo necesidad de ofrecer
testantismo, costaría trabajo creer que un jansenista simbolice un paralelo entre el proyecto de arreglo eclesiástico formulado
lo mismo al luterano, que al calvinista, al presbiteriano, al por un ministro español, y las constituciones cismáticas de
constitucional, que al jacobino y al anarquista. Inglaterra y Francia, no es fuera de propósito recordar ei;
resumen lo que la llamada constitución civil francesa contenia
Permítaseme una reserva prudente sobre nuestro presunto
EL TRIUNFO
concordato, con la solo indicación de que son muy diferentes
DE
las circunstancias actuales de nuestro pais de las que rodeaban
a la francia de 1801.

LA IGLESIA.

DISERTACION PRIMERA.

REFUTACION DE LA H E R E J Í A DE SABELIO, QUE NEGABA

LA DISTINCION DE LAS PERSONAS DIVINAS.

1. Enseña la Iglesia católica q u e hay en Dios una


sola naturaleza, y tres personas distintas. Arrio, cuya
herejía refutaremos en la disertación siguiente, reco-
nociendo la distinción de las personas, pretendía q u e
las tres personas tenían entre sí diversas naturalezas, ó
a u n , según la expresión de los arríanos posteriores, que
las tres personas eran de tres naturalezas distintas. Sa-
belio, al contrario, confesaba la u n i d a d de naturaleza,
y rechazaba la distinción de persouas : á creerle, el Pa-
dre, el Hijo y el Espíritu Santo no eran mas q u e puras
denominaciones dadas á la sustancia divina, según los
diferentes efectos que producía ; y así como no hay en
Dios mas que una sola naturaleza, no debía haber mas
que una sola persona. El primero que ensenó esta here-
resumen lo que la llamada constitución civil francesa contenia
Permítaseme una reserva prudente sobre nuestro presunto
EL TRIUNFO
concordato, con la solo indicación de que son muy diferentes
DE
las circunstancias actuales de nuestro pais de las que rodeaban
a la francia de 1801.

LA IGLESIA.

DISERTACION PRIMERA.

REFUTACION DE LA H E R E J Í A DE SABELIO, QUE NEGABA

LA DISTINCION DE LAS PERSONAS DIVINAS.

1. Enseña la Iglesia católica q u e hay en Dios una


sola naturaleza, y tres personas distintas. Arrio, cuya
herejía refutaremos en la disertación siguiente, reco-
nociendo la distinción de las personas, pretendía q u e
las tres personas tenían entre sí diversas naturalezas, ó
a u n , según la expresión de los arríanos posteriores, que
las tres personas eran de tres naturalezas distintas. Sa-
belio, al contrario, confesaba la u n i d a d de naturaleza,
y rechazaba la distinción de persouas : á creerle, el Pa-
dre, el Hijo y el Espíritu Santo no eran mas q u e puras
denominaciones dadas á la sustancia divina, según los
diferentes efectos que producía ; y así como no hay en
Dios mas que una sola naturaleza, no debía haber mas
que una sola persona. El primero que ensenó esta here-
jía fue Praxeas, á cuya r e f u t a c i ó n consagró Tertuliano g u í e n t e m u c h o s dioses : dichas palabras, pues, deben
lodo u u libro. Adoptada por Sabelio (Euseb., Hist. eccl.) entenderse únicamente de la pluralidad de personas.
en 257, hizo grandes progresos en la Libia; y muy lue- Observa Teodoreto (Q. 19, in Gen.) con Tertuliano, que
go este heresiarca encontró u n celoso discípulo en Pa- dice Dios en plural faciamus para indicar la pluralidad
blo de Samosáta. Estos h e r e j e s estaban de acuerdo en d e p e r s o n a s ; y q u e añade en seguida el n ú m e r o singu-
negar la distinción de p e r s o n a s , y por consiguiente la lar ad imaginem (y no ad imagines), para designar la
divinidad de J e s u c r i s t o ; y p o r esto los sabelianos, se- u n i d a d de la naturaleza divina.
g ú n refiere san Agustín ( T r a c t . 26, in Sab.), fueron 5. Los socinianos oponen á esta p r u e b a , I o que si
llamados palripasianos; p u e s q u e r e h u s a n d o reconocer Dios habla en plural, es en consideración de su perso-
en Dios otra persona q u e la del Padre, se veian forzados n a . á la m a n e r a que lo hacen los reyes de la tierra
á decir q u e el Padre había encarnado y padecido por la cuando q u i e r e n intimar alguna o r d e n . Se responde q u e
redención de los hombres. Despues de haber quedado en efecto los reyes se sirven del p l u r a l en sus edictos de
por mucho tiempo sepultada en el olvido esta herejía, la manera s i g u i e n t e : « Queremos, m a n d a m o s , » porque
la renovó Sociuo, cuyas dificultades quedarán resueltas entonces representan toda la sociedad ; pero no es cier-
en esta disertación. t o que se expresen así cuando hablan de sus acciones
personales : á n i n g ú n rey se le ocurrió decir por ejem-
plo : « Adoramos, m a r c h a m o s , etc. » Objetan, 2" q u e
§i.
Dios n o se dirige en aquel caso á las personas divinas,
Se prueba la distinción real d e las tres personas divinas. Sino á los ángeles. Tertuliano, san Basilio, Teodoreto y
s a n Ireneo (1) se b u r l a n con razón de esta vana sutileza:
2 . P R U E B A P R I M E R A . — La pluralidad y la distinción
«stas palabras ad imaginem et similitudinem nostram
real de las tres personas en la naturaleza divina, se bastan para destruirla, puesto que el h o m b r e no está
prueba desde luego p o r el antiguo Testamento, y en hecho á la imágen de los ángeles, sino á la de Dios.
p r i m e r lugar por estas p a l a b r a s del Génesis: Faciamus Oponen, 5 o que Dios se dirige á sí mismo la palabra co-
hóniinem ad imaginan et similitudincm nostram (Gen. 1, m o para excitarse á la creación del h o m b r e , á la manera
26). \enite, descendamus, et confuiulamus ibi linguam ilel estatuario q u e dijese : Veamos, hagamos esta eslá-
eorum (11, 7). Estas p a l a b r a s faciamus, descendamus, t u a . . . San Basilio (loco cit., p. 87), que pone esta obje-
confundamus, designan claramente la pluralidad de ción en boca de los j u d í o s , exclama con indignación :
personas, puesto q u e no p o d r í a n entenderse de la p l u - Quis enirn faber ínter siue artis instrumenta decidens,
ralidad de naturalezas, apareciendo manifiesto de las sibi ipsi admurmurat, dicens : Faciamus g l a d i u n i ?
santas escrituras q u e no hay mas que u n Dios; y si
(I) Teriull., lib. contra l ' r a x . , c. 12.— S. Basil., 1.1, hom, 9, in Hexamcr.
hubiera m u c h a s naturalezas divinas, habría por consi- — Tüeodor. Q. 19, in Gen. — S . I r a u . , 1 . 1 , 4 , n . 57.
esf (S. Matt., 45)? Quería m a n i f e s t a r por esto q u e Cristo,
Quiere d a r á e n t e n d e r con esto el santo doctor, que
a u n q u e hijo de David, no era menos su Señor y su Dios,'
Dios no habría podido decirse á sí mismo faciamus, sin
como el Padre Eterno.
q u e se dirigiese á alguna otra persona, con la cual ha-
6. P R U E B A C U A R T A . - P o r lo demás, si la distinción
blara, puesto q u e es inaudito q u e u n o se diga á sí pro-
de las personas divinas no f u e mas claramente expresa-
pio « h a g a m o s ; » pero habiendo empleado Dios esta
da en la antigua ley, era p o r temor á que los judíos,
expresión faciamus, es claro q u e dirigía la palabra a l a s
arrastrados por el ejemplo de los egipcios q u e adoraban
otras personas divinas.
m u c h o s dioses, no llegaran á imaginarse q u e había tres
4. S E G U N D A P R D E B A . — 2 o Hé a q u í las palabras del sal-
esencias de Dios en las tres divinas personas. Pero en el
mo II (5, 7 ) : Dominas dixit ad me : Filius meus es tu,
nuevo Testamento, q u e f u e el medio elegido por Dios
ego hodie genui te. En este versículo se habla del Padre
para llamar los gentiles á la fé, la distinción d é l a s tres
q u e e n g e n d r a al Hijo, y del Hijo que es engendrado, y
personas en la esencia divina no puede estar m a s ter-
al cual se d i r i g e esta promesa del mismo s a l m o : Dabo
m i n a n t e m e n t e expresada. Pruébase pues este dogma
tibí gentes hereditatem tuam, et possessionem tuarn tér-
según el nuevo Testamento, I o por el texto de San Juan :
minos terree. No es posible distinguir con mas claridad
In principio erat verbum, et verbum erat apud Deum,et
la persona del Hijo d e la persona del Padre puesto q u e
Deus erat verbum (Joan, i , 1). Estas palabras, et ver-
no p u e d e decirse d e la misma persona q u e engendra, y
bum erat apud Deum, enuncian claramente q u e el Ver-
q u e es e n g e n d r a d a . Estas palabras deben, pues, enten-
bo es distinto del Padre, puesto que no puede decirse
derse d e Cristo, Hijo de Dios; y asi lo declara san Pablo
de n i n g ú n ser q u e esté en sí mismo. Pero como es falso
cuando dice : Sic et Cliristus non semetipsum clarifica-
q u e el Verbo sea distinto del Padre p o r la naturaleza,
vit, ul pontifex fieret, sed qui locutus est ad eum : Fi-
p u e s que continua el Evangelista que el Verbo era Dios
lias meus es tu, ego hodie genui te (Heb. 5, 5).
(et Deus erat verbum), es necesario creer que lo es pol-
5 . T E R C E R A P R U E B A . — 3° El Salmo (109, 1) d i c e : la persona : así es como discurren Tertuliano y san
Dixit dominus domino meo : Sede a, dextris más. De Atanasio (Tertull. adv. Prax. c. 26. — S. Athan. orat.
este p a s a j e p r e c i s a m e n t e se sirve el Salvador para con- cont. Sab. Gregal.), Por otra p á r t e s e lee despues en el
vencer á los j u d í o s , y persuadirles q u e verdaderamente mismo capítulo : Vidimus gloriam ejus quasi unigeniti a
él es el Hijo d e Dios, tomando de aquí ocasion para p r e - Paire. Mas nadie p u e d e ser hijo único de sí mismo : es,
g u n t a r l e s de q u i é n creían q u e fuese hijo Cristo : Quid pues, el Hijo realmente distinto del P a d r e .
vobis videtur de Christo ? Cujus filius e s t ? (S. Matt. 22,
7. PRUEBA — 2 o Hé a q u í el precepto q u e el
QUINTA.
42.) De David, r e s p o n d i é r o n l o s fariseos. Pero inmedia-
Salvador intima á sus apóstoles : Emites ergo, docete
t a m e n t e replicó n u e s t r o Señor diciendo : Como es q u e
omneS genies baptizantes eos in nomine Patrié, et Filii,
David llama á Cristo su Señor, si Cristo es su Hijo? Si
et Spiritus Sancti (Math. 2 8 , 1 9 ) . La expresión in no-
ergo David vocat eum Dominum, (¡uomodo filius ejus
2
tinción d é l a s tres personas divinas. Objetan que no se
mine denota claramente la u n i d a d de naturaleza, mani- halla este versículo séptimo en m u c h o s ejemplares, ó al
festando que el bautismo es u n a sola operaciou de todas menos que no se encuentra entero. Respondemos con
las tres personas n o m b r a d a s ; en seguida la denomina- Estio en su comentario sobre este mismo pasaje de san
ción distinta de cada u n a expresa abiertamente su dis- Juan, q u e Roberto Estevan asegura en su bella edición
tinción real. Añádase á esto q u e si las tres personas no del nuevo Testamento, q u e entre diez y seis antiguos
f u e r a n Dios, sino puras c r i a t u r a s , se seguiría de aquí ejemplares griegos recogidos en Francia, España é Ita-
que Cristo habría igualado las criaturas á Dios, confun- lia, siete habia solamente q u e no tenían in ccelo; pero
diéndolas bajo el mismo n o m b r e , lo cual es el mayor de sí todo lo d e m á s . Los doctores de Lovaina atestiguan
los absurdos. que entre u n gran n ú m e r o de manuscritos sagrados que
8. P R U E B A S E X T A . — Se t o m a del texto de san J u a n : reunieron en 1580 para la edición de la Vulgata, no
PhÚippe, qui v'ulet me, videt et Patrem...Et ego rogabo hubo mas q u e cinco en los cuales ó no estuviese el sép-
Patrem, et alhim paracletum dabit vobis (Joan. 14, 9 t i m o versículo en cuestión, ó no se hallará íntegro (1).
y 16). Estas palabras qui videt me, videt Patrem, de- Compréndese p u e s q u e la semejanza de las primeras y
m u e s t r a n la u n i d a d de la naturaleza d i v i n a ; y estas últimas palabras de dicho versículo con las del octavo
otras, et ego rogabo Patrem, la distinción de personas; ha podido d a r lugar á q u e copistas poco atentos salta-
puesto que la misma p e r s o n a no p u e d e ser á la vez Pa- sen el séptimo. En efecto hé aquí cómo están concebidos
dre, Hijo y Espíritu Santo. Queda perfectamente confir- ambos versículos : Tres sunt qui testimonium dant in
mada esta verdad con otras palabras del capítulo 15 ccelo, Pater, Verbum, et Spiritus Sanctus, et Id tres
(5, 3 6 ) : Cum venerit Paracletus quera ego mittam vobis unum sunt (v. 7). Et tres sunt qui testimonium dant in
a Paire, Spiritum veritatis, qui a Patre proceda, Ule térra, Spiritus, et aqua, et sanguis, et hi tres unum
testimonium perlúbebit de me. sunt (v. 8). El yerro ha sido fácil, y distraída la vista ha
9. P R U E B A S É P T I M A . — Aparece de este otro texto de podido muy bien tomar estas palabras del versículo 8 :
san J u a n , sacado de su p r i m e r a carta (cap. 5, v. 7). Testimonium dant in térra, por las del versículo 7 :
Tres sunt qui testimonium dant in ccelo, Pater, verbum Testimonium dant in ccelo. Por lo ciernas, es cierto que
et Spiritus Sanctus, ethi tres unum sunt. Seria absurdo el versículo séptimo se halla íntegro, ó al menos aña-
el oponernos que el P a d r e , el Verbo y el Espíritu Santo dido á la márgen en m u c h o s de los antiguos ejemplares
se distinguen ú n i c a m e n t e p o r el n o m b r e , m a s no en griegos, y todos los latinos. Añadamos á esto que u n
r e a l i d a d ; p o r q u e si toda la distinción estuviera en el gran n ú m e r o de Padres le h a n citado, entre otros san
nombre, no habria tres testigos sino u n o solo : lo cual Cipriano, san Atanasio, san Epifanio, san Fulgencio,
es formalmente d e s m e n t i d o por el texto. Los socinianos
(1) Véase Tourn. Tbeo!. comp. t. 2, q . 3, p. 4 1 ; y Juen. Theol. t. s , c. 2 ,
hacen inauditos esfuerzos para eludir el golpe que les vers. 5 .
da u n texto, que expresa con demasiada claridad la dis-
— -28 - — 29 -
T e r t u l i a n o , san Gerónimo, Víctor de Vite (1). Pero lo por el agua, la q u e salió del costado del Salvador: por
que saca victoriosa á n u e s t r a causa, es q u e el Concilio la sangre, la q u e corrió d e su corazon pasado con la
de Trefilo, en su decreto sobre la canonicidad de los li- l a n z a ; y p o r el e s p í r i t u , el alma d e Jesucristo. Pero
bros santos (sesión IV), m a n d a recibir cada u n o de los ; vengamos al punto en cuestión. Yo 110 sé si es posible
libros de la Vulgata, con todas sus partes, según se encontrar u n a objecion mas inepta q u e la que hacen
acostumbra á leerlas en la iglesia : Si (¡uis libros ipsos a q u í los socinianos cuando nos oponen que estas pala-
íntegros cim ómnibus suis partibus, proui iri Ecclesia bras de San Juan : Pater, Verbum et Spiritus Sanctus,
calliolica legi consueverunt. el in veíeri vulgata cdilione no establecen la distinción de personas, p o r q u e dicen
lia'oeniur, pro sacris el canonicis non susceperit... ana- estas personas unum sunt, esto es, p o r q u e ellas no h a -
íhcmasit.. El versículo, p u e s , de q u e se trata se lee en cen mas que u n solo testimonio, y p o r lo mismo atesti-
la iglesia en m u c h a s circunstancias, y particularmente guan q u e no son m a s q u e u n a sola esencia. Mas noso-
el Domingo in albis. tros respondemos q u e aquí 110 se trata de probar q u e
Dios es u n o , es decir, u n a sola esencia, y no tres esen-
10. Pero, dicen los socinianos, del texto citado de
cias, nuestros mismos adversarios no d u d a n de esta
san Juan no p u e d e i n f e r i r s e q u e haya en Dios tres per-
verdad, q u e ademas p u e d e probarse p o r otros mil tex-
sonas distintas, y u n a sola esencia. — ¿Y porqué así?
tos de la Escritura admitidos p o r ellos, como lo vere-
— Porque, r e s p o n d e n , e s t a s palabras del versículo sép-
mos luego. Así a u n cuando les concedíesemos que estas
timo, et lú tres unum sunt, no establecen otra unidad
palabras unum sunt no designan otra u n i d a d que la de
q u e la unidad d e testimonio, asi como las del versículo
testimonio, ¿ q u é ventaja reportarían de esta concesion?
octavo : Tres sunt qui testmonium dant in térra, spiri-
La cuestión, pues, no es de saber si el texto de san J u a n
tus, sanguis, el agua, et lú tres unum sunt, es decir,
prueba la u n i d a d de la esencia divina, sino si p r u e b a
conveniunl in unum, convienen (según nosotros) en pro-
la distinción real de las personas divinas; y no veo po-
bar q u e Cristo es v e r d a d e r a m e n t e hijo de Dios, propo-
sible r e h u s a r la afirmativa sobre la última cuestión,
sicion q u e san J u a n acababa de establecer, y que dice
después de estas palabras t a n formales de san J u a n .
estar confirmada p o r el testimonio del agua del bautis-
Tres sunt qui testimonium dant in coelo, Pater, Ver-
mo, de la sangre d e r r a m a d a por Jesucristo, y del Espí-
bum.et Spiritus Sanctus. Si tres son los que dan testi-
ritu Santo que la enseña p o r sus inspiraciones, según
monio, no hay pues u n a sola persona, sino tres real-
los comentarios de san Agustín, de san Ambrosio, de
m e n t e distintas; y esto es lo q u e teníamos q u e probar.
Nicolás de Lyra, e t c . , citados p o r T i r i n o , q u i e n rechaza
Sobre este p u n t o se e n c u e n t r a n en los autores diferen-
la interpretación d e u n a u t o r a n ó n i m o , q u e entendia
tes respuestas; pero la que acabo de dar m e parece ser
la mas conveniente contra los socinianos, y creo que sea
(l) s . Cypr. 1. 1, i le Uní». Eccles. — S . Alhan. 1. ad Theopli. — S-
Küipli. licer. — S . Fulg. 1. cont. Arian. — Tertull. 1. adv. Prax. 25. — S. preferible á cualquiera otra.
Hicr. (aut auctor) prol. ad e p . canon. — Viteus. 1. 3 de Pers. Afr.
i l . P R U E B A OCTAVA. — T a m b i é n se prueba la distin- Agustín, san Juan Damascetío, etc. (I), q u e en Dios hav
ción de las personas divinas por la tradición de los Pa- una sola esencia, y tres personas realmente d i s t i n t a s ;
dres q u e de eomnn acuerdo ha proclamado esta ver- y aun entre los P a d r e s de los tres primeros siglos, p u e -
dad. Mas para evitar toda equivocación bueno es saber den citarse á san Clemente, san Policarpo, Atenágoras,
q u e en el siglo cuarto hacia el año 580, se levantó en san Justino, Tertuliano, san Irenéo, san Dionisio de
el seno de la misma Iglesia u n a gran contienda eutre Alejandría, y á s a n Gregorio Taumaturgo (2). Este dogma
los Santos Padres sobre la p a l a b r a hyposiasis. Se forma- ha sido declarado y confirmado despues por 1111 gran
r o n dos partidos : los q u e p e n s a b a n como Melecio, sos- número de concilios generales, el de Nicea (in sím-
tenían que debian a d m i t i r s e en Dios tres hijpostasis ; y bolo fidei), el 1 de Constantinopla (in symb.), el de
al contrario, los que estaban unidos á Paulino preten- Efeso (act. 6), en el cual se confirmó el símbolo de Ni-
dían que 110 debía admitirse m a s q u e una. De a q u í vino cea ; el de Calcedonia ( i n s y m b . ) , el II de Constantinopla
q u e los partidarios de Melecio acusaban de sabelianis- (act. 6); el 111 de idern (act. 17); el IV id. (act. 10); el
mo á los del partido de P a u l i n o , mientras estos por su IV de Letran (cap. 1), el II de León (can. 1); el de Flo-
parte trataban de arríanos á sus adversarios. Pero toda rencia, en el decreto de u n i ó n , y finalmente por el con-
la disputa venia de un equívoco, y de q u e no se e n t e n - cilio de Trento, q u e aprobó el de Constantinopla I, con
día la significación de la p a l a b r a kypostasis. Algunos la adición Filioque. Añadimos q u e esta creencia de los
Padres, á saber los que h a b í a n abrazado el partido de cristianos era también conocida de los gentiles, que les
Paulino, entendían por hijpostasis la esencia ó la natu- oponían que a u n q u e cristianos adoraban tres dioses, co-
raleza divina; en lugar de q u e los partidarios de Mele- mo consta d é l o s escritos de Orígenes contra Celso, y de
cio entendían por dicha voz la p e r s o n a . El mismo equí- la apología compuesta por san Justino. Si los cristianos
voco caia s ó b r e l a palabra GÙB'M, que puede tomarse pol- no hubieran creído firmemente en la divinidad de las *>
la esencia y por la persona. Por eso luego que se hubie- tres personas divinas, sin d u d a h a b r í a n replicado que
ron entendido sobre los t é r m i n o s en el sínodo de Ale- no reconocian por Dios mas que al Padre, y 110 á las
j a n d r í a , ambos partidos q u e d a r o n a c o r d e s ; y desde otras dos personas ; pero nada de eso, continuaban con-
aquel momento (por un uso continuado hasta n u e s t r o s fesando en alta voz, y sin temor de a d m i t i r muchos dio-
dias) se ha echado mano de la p a l a b r a M x para designar ses, que el Hijo y el Espíritu Santo son igualmente Dios
la esencia, y de la voz ÙTTÓSTCCGH; p a r a significar la per-
sona. Por lo demás con san Cipriano, san Atanasio, san (í) S. H i l . i n 1 2 tib. — S . Greg. Naz. in piar. orat. — Nyss. orat. cont.
Epifanio, san Basilio, san Gerónimo, y san Fulgencio, Ennorn. S. Chrys. in 5 liom. — S . Ambr. lib. de Spir. S . — August. I. 15.—
S. Damas 1. I de fide.
á quienes hemos citado en el n ú m e r o 9, reconocen y (2) S. Clern. epist. ad Corintb. — Polycarp. orat. in s u o martyr. apud
enseñan san Hilario, san Gregorio Nacianceno, san Gre- Euseb. 1. 4, hist. c. 14. — Aibenag. legal, pro Christ. - Justin. Apol. pro
gorio de Nisa, san Juan Crisòstomo, san Ambrosio, san Christ. - S . Iren. ¡11 ejus oper. — Teri. conira Prax. — Dionys. Alex. epist.
ad Paul. Samot. — S. Greg. Thaum. i a expos. ñdei.
como el Padre, porque a u n q u e f u e s e n con el Padre tres cristo llamado por s a n Pablo unus Dominus, no es el
personas distintas, su esencia, y su naturaleza no dejaba solo Señor con exclusión del P a d r e ; así también a u n -
de ser u n a . Esta observación confirma mas y mas q u e
que el Padre sea llamado unus Deus, no debemos creer
tal era la fé de los primeros siglos.
por esto q u e sea u n solo Dios con exclusión de Cristo,
y del Espíritu Santo. El Apóstol pues, ha querido de-
§ II. signar con las palabras unus Deus Pater, no la u n i d a d
Respnesia á las objeciones. de persona, sino la de naturaleza.
1 3 . S E G U N D A O B J E C I O N . — Se opone en segundo lugar
12. P R I M E R A O B J E C I Ó N . — En p r i m e r l u g a r nos oponen
q u e á la m a n e r a que consultando las luces naturales de
los sabelianos muchos pasajes d e la E s c r i t u r a , q u e di-
la razón, tres personas h u m a n a s constituyen tres dife-
cen q u e Dios es solo, que es uno : Ego sum Dominus fa-
rentes h u m a n i d a d e s individuales, del mismo modo con
cíais omnia, extendeos coelos solus, stabiliens terram, et
respecto á Dios las tres personas, si f u e r a n r e a l m e n t e
millas mecum (Is. 46, 24). Hé a q u í , pues, dicen, cómo
distintas una de otra, deberían constituir tres diferentes
atestigua el Padre haber sido solo para criar el m u n d o .
divinidades. Se r e s p o n d e q u e no debemos juzgar de los
Se responde q u e estas palabras Ego Dominas no dicen
misterios divinos p o r las luces de n u e s t r a débil razón :
relación solamente al Padre, sino también á las tres per-
p u e s t o q u e s u p e r a n i n f i n i t a m e n t e la capacidad de
sonas, q u e son u n solo Dios, y u n solo Señor. Se lee en
nuestra inteligencia. Si inter nos et Deum nilúl est clis-
otro lugar : Ego Deas, et non est alius (Is. 55, 22). La
criminis, dice san Cirilo de Alejandría (I. 2 , i n Joan.,
respuesta es idéntica : el p r o n o m b r e ego no solo desi-
p. 99), divina nostris metiamur; sin autem incompre-
gna la persona del Padre, sino también las del Hijo y
hensibile est intervallum, cur nuturie nostree defectus
del Espíritu Santo, porque las tres personas son u n solo
normam Deo prcefiniunt? Por esto s i n o podemos lle-
Dios : estas voces non est alius, q u e van despues, están
gar á c o m p r e n d e r las cosas divinas, debemos adorarlas,
allí para excluir todas las d e m á s personas q u e no son
y contentarnos con c r e e r l a s ; y para que estemos obli-
Dios. Pero, replican nuestros adversarios, se dice en u n
gados á creerlas, basta q u e n e sean evidentemente con-
l u g a r de la Escritura que el título de solo Dios pertenece
trarias á la razón. Así como no podemos c o m p r e n d e r la
únicamente al Padre : Nobis tamen unas Deus Pater,
grandeza infinita de Dios, tampoco está bajo nuestros
ex (¡uo omnia, et nos in ilhim : et urius Dominus Jesús
alcances el comprender la m a n e r a con q u e existe. Pe-
Christus, per quem omnia, nos per ipsum (1. Cor. 8 , 6 ) .
ro ¿ c ó m o creer, replican nuestros adversarios, q u e
Respóndese á esto q u e el Apóstol q u i e r e enseñar á los fie-
tres personas realmente distintas son no obstante un
les la creencia en u n solo Dios e n tres personas, o p o -
solo Dios, y n o tres d i o s e s ? Porque, responden los san-
niéndola á la de los Gentiles q u e adoraban m u c h o s dio-
tos padres, no hay mas q u e un solo principio de la di-
ses, en m u c h a s personas. Así como creemos que Jesu-
vinidad, á saber : el Padre que no procede de nadie,
procediendo de él las otras dos p e r s o n a s ; mas no pro- — S o -
ceden de tal manera que p o r ello dejen de existir con q u e son una misma cosa entre sí en cuanto á la sustan-
él, según estas palabras de nuestro Señor : Pater in me cia ; mas p o r q u e no convienen e n t e r a m e n t e entre sí eu
est, et eijo in Paire (Joan. 10, 38). Véase ahora la di- cuanto á la personalidad, á causa de la oposicion rela-
ferencia q u e existe entre tres personas h u m a n a s , y las tiva que existe entre ellas, y q u e nace de q u e el Padre
tres personas divinas. E n nosotros tres personas cons- comunica su esencia á las otras dos personas, y estas la
tituyen tres sustancias diversas, p o r q u e a u n siendo de í-eciben del Padre, por esta razón la persona del Padre,
la misma especie, no dejan de ser tres sustancias indi- es realmente distinta de la del Hijo, y de la del Espíritu
viduales y singulares, tres naturalezas singulares, y ca- Santo, q u e recibe el ser del Padre y del Hijo.
da persona tiene su naturaleza particular. Pero en Dios
l o . C U A R T A O B J E C I O N . — Se objeta lo cuarto, q u e
la naturaleza ó sustancia es indivisible, es enteramente
sieudo infinita la persona divina debe p o r lo mismo ser
lo único de u n a sola divinidad ; y lié a q u í la razón por
única, puesto q u e no p u e d e haber m a s q u e u n infinito
que las personas divinas, a u n q u e realmente distintas
en perfección; q u e d e esta misma infinidad de Dios se
entre sí todas tres, p o r lo mismo que tienen idéntica
parte para demostrar que no p u e d e haber muchos dio-
naturaleza y sustancia, n o constituyen mas q u e u n a sola
ses, porque si los h u b i e r a , no poseería el u n o toda la
divinidad, u n solo Dios.
perfección de! otro, y p o r consiguiente no seria infinito,
1 4 . T E R C E R A O B J E C Í O M . — Se nos opone en tercer l u - ni Dios. Se r e s p o n d e , pues, que a u n q u e d é l a infinidad
gar este axioma filosófico : Quce sunt eadem uní tertio, de Dios debe concluirse q u e no hay muchos dioses, sin
sunt eadem ínter se. Luego si las tres personas divinas, embargo de q u e la persona divina de nuestro Dios es
dicen, son u n a misma cosa con la naturaleza divina, infinita, no resulta en manera alguna q u e no pueda
deben ser una misma cosa e n t r e s í ; y por consiguiente haber tres personas divinas; porque en Dios, a u n q u e
no pueden ser realmente distintas. Pudiéramos respon- las tres personas sean realmente distintas, sin embargo,
der á esto, como lo hicimos arriba, á saber, q u e la cada una contiene todas las perfecciones de las otras
aplicación de este axioma filosófico no debe buscarse por razou de la unidad d e esencia. Pero, replican, el
mas q u e en las cosas criadas, á las cuales no deben ar- Hijo no contiene la perfección del Padre en virtud de
reglarse las cosas divinas. P e r o h é aquí u n a respuesta la cual engendra, y el Espíritu Santo no tiene la per-
directa que no deja de ser clara : El axioma propuesto fección q u e se llama espiración activa y q u e conviene
tiene su aplicación en las cosas q u e convienen á u n a al Padre y al Hijo; luego el Hijo no es infinito como el
tercera, y que convienen á sí m i s m a s ; pero no cuando P a d r e ; luego el Espíritu Santo no tiene todas las per-
se trata de cosas q u e en n i n g ú n concepto convienen fecciones q u e poseen el Padre y el Hijo. A esto se con-
entre sí. Las personas divinas convienen entre sí per- testa, q u e en uinguna cosa hay otra verdadera perfec-
fectamente en cuanto á la esencia divina, y hé aquí por ción, q u e la q u e conviene á cada u n o según su natura-
leza ; así, como la perfección del Padre consiste en en-
g e n d r a r , s e g ú n la naturaleza divina, también la del drado siempre al hijo, y q u e el hijo siempre lia existido,
Hijo consiste en ser engendrado según la misma natura- porque ha sido engendrado desde la eternidad, y lo
leza, y la perfección del Espíritu Santo en ser producido será siempre c o n t i n u a m e n t e ; pues si se dice en el
p o r espiración. S e g ú n esto, como dichas perfecciones salmo II (5. 7) : Ego hodie gemá te, es p o r q u e en la
son relativas, n o p u e d e n ser las mismas en cada per- eternidad no hay sucesión de tiempo, y porque todo
s o n a ; d e otra m a n e r a quedaría destruida la distinción está presente á Dios. En cuanto á la réplica de q u e era
de las p e r s o n a s , y p o r ello a u n la perfección de la na- inútil q u e el Padre engendrase al Hijo, puesto q u e
turaleza d i v i n a , q u e exige q u e las personas sean real- siempre ha existido, respondemos : que la divina gene-
m e n t e d i s t i n t a s , y q u e la esencia sea común á cada u n a ración es eterna : que como el Padre que engendra es
d e ellas. I n s t a n n u e s t r o s adversarios : Pero estos cua- eterno, el Hijo ha sido siempre eternamente engendra-
t r o n o m b r e s d e esencia, de Padre, AeHijo, y de Espi- do : el uno y el otro son e t e r n o s ; pero el Padre ha sido
rita Santo, n o son s i n ó n i m o s ; es, pues, necesario que siempre el principio de la naturaleza divina.
haya t a m b i é n c u a t r o cosas distintas y p o r consiguiente 17. S E X T A O B J E C I O N . — Se dice, por último, que los
será preciso a d m i t i r en Dios no solamente la t r i n i d a d , primeros cristianos no ádmilian el misterio de la Trini-
sino t a m b i é n la c u a t e r n i d a d . Tan ridicula como es la dad, porque si lo h u b i e r a n admitido, les habrían opuesto
objecion, es clara la respuesta. Sin duda q u e los cuatro los gentiles las grandes dificultades que descubre nues-
n o m b r e s citados no son s i n ó n i m o s ; pero esto no quiere tra razón en este m i s t e r i o ; al menos hubieran sacado
decir q u e la esencia divina sea diferente y distinta délas partido de esta creencia para establecer la pluralidad
p e r s o n a s : l a esencia divina es u n a cosa absoluta, mas de sus dioses : sin embargo, nada semejante á esto se
c o m ú n á todas l a s tres personas divinas ; es verdad que encuentra, ni en los escritos de los gentiles, ni en las
las tres p e r s o n a s se distinguen u n a de otra; pero n o por apologías d e los cristianos. Se contesta I o , que en los
la esencia, p o r q u e la esencia está en cada u n a d é l a s per- primeros tiempos los pastores de la iglesia ensenaban
s o n a s , como lo declara el cuarto Concilio de Letran bien á los catecúmenos el símbolo de los Apóstoles, en
(Can. 2 ) : In Deo trinilas est, non quaternitas, quia qute- donde se contiene ya el misterio de la Trinidad ; pero
libet triuni personarían est illa res, videlicet essentia no lo manifestaban abiertamente á los gentiles p o r q u e
sive natura divina, quce sola est universorum princi- excediendo estas cosas á su capacidad, blasfemaban lo
pium, prceter quod aliad inveniri n o » potest. que no e n t e n d i a n : 2 o , que la vejez por u n a parte, y por
otra los edictos de los príncipes cristianos, h a n sido la
16. Q O I N T A O B J E C I O N . — 0 el Hijo de Dios existia ya,
causa de la destrucción de u n gran n ú m e r o de obras de
dicen los s o c i n i a n o s , cuando lo engendró el Padre, ó
los gentiles ; y también han perecido muchas apologías.
a u n no existia : en la p r i m e r a suposición, era inútil que
•Por lo demás, Praxcas q u e negaba la Trinidad, acusaba
el Hijo fuese e n g e n d r a d o y en la segunda, no habría
ya á los católicos de autorizar la pluralidad de los dio-
existido s i e m p r e . Se responde q u e el P a d r e ha engen-
ses de los gentiles, a d m i t i e n d o en Dios tres personas. consustancial al Padre, Arrio al contrario, p o r u ñ a hor-
Por otra parte se lee en la primera apología de S . J u s t i n o rible blasfemia sostenía que el Yerbo 110 era ni Dios, ni
que los idólatras echaban en cara á los cristianos que eterno, ni consustancial, 111 semejante al Padre, sino
adoraban á Cristo como h i j o de Dios. Celso que era q u e era p u r a c r i a t u r a , hecha en tiempo, mas perfecta
pagano, les objetaba ya q u e la pluralidad de dioses sin embargo que las otras, de la cual se había servido
emanaba de su creencia en la T r i n i d a d ; y Orígenes (lib. Dios como de u n i n s t r u m e n t o para criar el m u n d o
contra Celsum) q u e refiere esta objecion, respondia, que De spues muchos sectarios de Arrio mitigaron su d o c -
la Trinidad no constituye tres dioses, sino u n solo Dios, trina. Dijeron los unos que el Verbo era semejante al
porque a u n q u e el Padre, el Hijo, y el Espíritu Santo P a d r e , y los otros q u e había sido criado abccterno; pero
sean tres personas, sin e m b a r g o , 110 son mas que u n a n i n g u n o de estos herejes quisó convenir en que fuese
sola y misma esencia. En fin, cualquiera p u e d e conven- consustancial al Padre. Nos bastará, pues, el probar la
cerse por mil pasajes de las actas de los santos m á r t i - proposicíon católica q u e liemos establecido al principio,
res , que los cristianos reconocían á Jesucristo p o r y en ella habremos refutado, no solamente à los arria-
verdadero Hijo de Dios; lo cual no podían a d m i t i r sin nos con los anomeos, los ennomianos y seríanos, q u e
creer al mismo tiempo q u e hay en Dios tres personas- siguieron en todo la doctrina de Arrio, sino aun á los
basilienses que fueron semi-arrianos, y q u e , ya en el
concilio de Antioquía, celebrado en 341, ya en el de
Ancyra, celebrado en 358, llamado al Verbo ¿UOKÑLV
Patri, es decir, semejante al padre en sustancia,, per-
sistieron en rechazar el I V - ^ t c v q U e significa de la
DISERTACION SEGUNDA. misma sustancia q u e el Padre. Habremos r e f u t a d o tam-
bién á los acacianos, que guardaron un término medio
REFUTACION DE LA H E R E J Í A DE ARRIO, QUE SEGABA LA entre los arríanos y semi-arrianos, enseñando que el
DIVIKIDAD » E L VERBO. Verbo era en verdad Patri, esto es, semejante
al Padre, mas no semejante en sustancia. Todos estos
enemigos de la verdad q u e d a r á n convencidos después
que hayamos demostrado q u e el Verbo es no solamente
La divinidad del Verbo s e prueba por las sagradas letras.
semejante al Padre en todo, sino q u e es también con-
sustancial al Padre, es decir, de su misma sustancia.
1. Enseña la iglesia católica como un dogma de fe',
Y por consiguiente habremos reducido tambieu al silen-
que el Yerbo divino, á s a b e r , la persona del Hijo de
cio á los simonianos, cerinlianos, chionítas,paulinianos
Dios es por naturaleza Dios como el P a d r e ; igual en todo '
y folinianos, q u e pusieron los primeros f u n d a m e n t o s
al Padre, perfecto y e t e r n o como el Padre, en una palabra,
ses de los gentiles, a d m i t i e n d o en Dios tres personas. consustancial al Padre, Arrio al contrario, p o r u ñ a hor-
Por otra parte se lee en la primera apología de S . J u s t i n o rible blasfemia sostenía que el Yerbo 110 era ni Dios, ni
que los idólatras echaban en cara á los cristianos que eterno, ni consustancial, 111 semejante al Padre, sino
adoraban á Cristo como h i j o de Dios. Celso que era q u e era p u r a c r i a t u r a , hecha en tiempo, mas perfecta
pagano, les objetaba ya q u e la pluralidad de dioses sin embargo que las otras, de la cual se había servido
emanaba de su creencia en la T r i n i d a d ; y Orígenes (lib. Dios como de u n i n s t r u m e n t o para criar el m u n d o
contra Celsum) q u e refiere esta objecion, respondia, que De spues muchos sectarios de Arrio mitigaron su d o c -
la Trinidad no constituye tres dioses, sino u n solo Dios, trina. Dijeron los unos que el Verbo era semejante al
porque a u n q u e el Padre, el Ilijo, y el Espíritu Santo P a d r e , v los otros q u e había sido criado abccterno; pero
sean tres personas, sin e m b a r g o , 110 son mas que u n a n i n g u n o de estos herejes quisó convenir en que fuese
sola y misma esencia. En fin, cualquiera p u e d e conven- consustancial al Padre. Nos bastará, pues, el probar la
cerse por mil pasajes de las actas de los santos m á r t i - proposicion católica q u e liemos establecido al principio,
res , que los cristianos reconocían á Jesucristo p o r y en ella habremos refutado, no solamente à los arria-
verdadero Hijo de Dios; lo cual no podían a d m i t i r sin nos con los anomeos, los ennomianos y seríanos, q u e
creer al mismo tiempo q u e hay en Dios tres personas- siguieron en todo la doctrina de Arrio, sino aun á los
basilienses que fueron semi-arrianos, y q u e , ya en el
concilio de Antioquía, celebrado en 341, ya en el de
Ancyra, celebrado en 358, llamado al Verbo ¿UOKÑLV
Patri, es decir, semejante al padre en sustancia, per-
sistieron en rechazar el I V - ^ t c v q U e significa de la
DISERTACION SEGUNDA. misma sustancia q u e el Padre. Habremos r e f u t a d o tam-
bién á los acacianos, que guardaron un término medio
REFUTACION DE LA H E R E J Í A DE ARRIO, QUE NEGABA LA entre los arríanos y semi-arrianos, enseñando que el
DIVINIDAD DEL VERBO. Verbo era en verdad Patri, esto es, semejante
al Padre, mas no semejante en sustancia. Todos estos
enemigos de la verdad q u e d a r á n convencidos después
que hayamos demostrado q u e el Yerbo es no solamente
La divinidad del Verbo s e prueba por las sagradas letras.
semejante al Padre en todo, sino q u e es también con-
sustancial al Padre, es decir, de su misma sustancia.
1. Enseña la iglesia católica como un dogma de fe',
Y por consiguiente habremos reducido tambieu al silen-
que el Yerbo divino, á s a b e r , la persona del Hijo de
cio á los simonianos, cerinlianos, chionitas,paulinianos
Dios es por naturaleza Dios como el Padre, igual en todo '
y fotinianos, q u e pusieron los primeros f u n d a m e n t o s
al Padre, perfecto y e t e r n o como el Padre, en una palabra,
de esta execrable h e r e j í a , diciendo que Cristo era un de Faraón (Exod. 7, 1.), y que los jueces son llamados
p u r o h o m b r e n a c i d o como los demás del comercio dioses en el salmo 81, v. 6, les decia : A liad est Deum
conyugal de José y d e María, y que no existía en manera duri, aliud est Deum esse. In Pliaraon enim Deus datus
alguna antes de su nacimiento temporal. Pero u n a vez est (Moyses), ceterumnon eiestet natura et nomen, ut
demostrado q u e el Verbo es verdadero Dios como el Pa- Deus sil, vel sicut justi dii dicuntur : ego d i x i : dii estis.
dre, todos estos artífices del error q u e d a n confundidos, Ubi enim refertur ego dixi, loquentis polius est sermo,
puesto q u e el Verbo se ha unido á l a h u m a n i d a d en una quám rei nomen...; et ubi se nuncupationis auclor osten-
sola persona, s e g ú n estas palabras de san Juan : Et l er- dit, ibi per sermonem auctoris est nuncupatio, non natu-
bum caro factum est. Probando, pues, q u e el Verbo es rale nomen in genere. At vero lúe Verbum Deus est, res
verdadero Dios, p r o b a m o s a l a vez que Cristo no fue un existil in Verbo, Verbi res enuniiatur in nomine; Verbi
p u r o h o m b r e , s i n o al m i s m o tiempo Dios y h o m b r e . enim appellatio in Dei Filio de sacramento nalivitatis
2. P R I M E R A P R U E B A . - E s t e dogma de la fé católica est. Por manera que, según san nilario, el n o m b r e de
se p r u e b a por m u c h o s textos de la escritura q u e r e d u - Dios dado á Moisés respecto de Faraón, y á los jueces
cimos ¡i tres clases. Contiene la primera aquellos pasajes de que habla David en el salmo 81, no era mas q u e u n a
en q u e el Verbo es llamado Dios, no simplemente por p u r a denominación q u e Dios les daba en virtud de su
gracia ó p o r p r e d e s t i n a c i ó n , como lo entienden los a u t o r i d a d ; pero de n i n g ú n modo su n o m b r e propio y
socinianos, sino verdadero Dios por naturaleza y sus- verdadero : al contrario, cuando se trata del Verbo, nos
tancia. San J u a n empieza su evangelio con estas pala- dice san Juan, no solo que es llamado Dios, sino que
bras : In principio erat Verbum, et Verbum erat apucl verdaderamente lo era, et Deus erat Verbum.
Dcum, et Deus erat Verbum. Omnia per ipsum faM 5. Objetan los socinianos en segundo lugar, q u e lee-
sunt, et sine ipso factum est ñihil quod factum est No mos m a l el texto de san J u a n , que se debe poner una
colocamos el p u n t o después de la palabra nilúl, aunque coma después de la palabra erat, y quitar el p u n t o q u e
Maldonado p r e t e n d e q u e debiera colocarse así (Com. m ponemos antes de estas oti'as palabras hoc eral; de suer-
J o a n . , cap. 2). E s t e p a s a j e parecía a san Hilario (1. 7 de te que en vez de leer : et Deus erat Verbum. Hoc erat
T r i n i t . , n. 10) p r o b a r tan claramente la divinidad del in principio apud Deum, se debia leer : et Deus erat,
Verbo, q u e e x c l a m ó : Cum audio et Deus erat Verbum, Verbum hoc erat in principio apud Dcum. Pero este
non dictum solum ándito Verbum Dcum, sed demonstra- trastorno del verdadero sentido no se funda en n i n g u n a
tum esse quod Deus est Hic res signifícala substanlia apariencia de razón, y se opone no solamente á todas
nuestras escrituras aprobadas p o r los concilios, sino
est, cum dicitur D e u s erat. Esse aulem non est accidcns
también á toda la antigüedad, q u e siempre ha leido et
nomen, sed subsistens veritas. Algunas líneas antes, este
Deus erat Verbum sin coma ni separación. Ademas que
santo doctor, p r e v i n i e n d o la objecion de aquellos que
si se admitiese la lectura de los socinianos, seria ridícu-
quisieron d e c i r q u e también fue Moisés llamado Dios
lo el sentido del testo, como si s a n J u a n quisiera certi- el artículo enfático h. He aquí lo q u e se lee en san P a b l o :
ficarnos que hay un Dios, despues de haber dicho ya JÍC w v ó XOIOTOÍ, TO XARA CRAS/.A, ó cov ÍTA IJOWTUV ©SO; EUXOPRO; et?

q u e el Yerbo estaba en Dios. Añadimos q u e hay tantos TCU; aiffiva; : Ex quibus est Christus secundum carnem qui
otros testos en los cuales el Yerbo es llamado Dios, que estsuper omnia Deus benedictus in siecula (P»om. 9 , 5 ) . E n
los mas doctos de los socinianos h a n tomado el partido fin enseña santo Tomás que si no se ha puesto el artículo
de abandonar esta miserable interpretación q u e 110 hacia antes de la palabra Dios, en el texto en cuestión, es por-
honor á su causa, y r e c u r r i r á otros medios para des - q u e está como atributo, y no como sugeto: Batió autem
embarazarse de un testo tan f o r m a l ; pero h a r e m o s ver (habla santo Tomás) quareevangelista non apposuit arti-
que estos medios son i g u a l m e n t e fútiles y quiméricos. culum huicnomini Deas..., est quod Deus ponitur hic in
prfedicato et tenetur formaliter : consuetum erat autem,
4. Los arrianos á quienes la debilidad de su causa
quod nominibus in pnedicato positis non ponitur articu-
obliga á r e c u r r i r á mil fruslerías, objetan lo tercero, q u e
lus, cum discretionem importet (in cap. '1, Joan., lect. 4).
si en este lugar da la E s c r i t u r a al Verbo el n o m b r e de
Dios, no le hace preceder el a r t í c u l o , griego ó, q u e es 5. Objetan por cuarta vez, q u e si el Verbo es llama-
enfático, y que acompaña s i e m p r e al n o m b r e de Dios, do Dios en el texto de san J u a n , 110 es p o r q u e lo fuese
cuando se trata del Dios S u p r e m o y por naturaleza Pe- verdaderamente por naturaleza y sustancia, sino única-
ro hacemos observar q u e en el versículo diez y seis de m e n t e por la dignidad y autoridad de q u e estaba reves-
este capítulo, dice san J u a n : Fuit homo missusuüeo, tido ; y es, añaden, en este sentido en el que las divinas
cal nomen eral Joannes. El A p ó s t o l habla aquí cierta- Escrituras atribuyen también á los ángeles y á los j u e -
m e n t e del Dios s u p r e m o , y sin embargo no se trata del ces el nombre de Dios. Ya hemos visto p o r el texto de
artículo ó; la misma observación p u e d e hacerse acerca san Hilario referido en el n ú m e r o 2, que hay u n a gran
de los versículos 12, 15 y 18. Hay igualmente m u c h o s diferencia entre dar á u n objeto el n o m b r e de Dios, y
pasajes de la Escritura en los cuales el n o m b r e de Dios decir expresamente que lo es. Pero á esta respuesta
110 está precedido del artículo ó, como en san Mateo (14, p u e d e añadirse la de q u e : Es falso que el n o m b r e d e
55 y 22, 45), en san Pablo (1. Cor. 8, 4 y 6., Rom. 1. Dios sea u n apelativo q u e pueda convenir de u n a mane-
7., E p h . 4 , 6). Mientras q u e al contrario, en las Actas ra absoluta á u n ser que n o fuese Dios por naturaleza :
de los Apóstoles (7, 45), en l a s cartas 2. Cor. 4, 4, y así a u n cuando algunas criaturas hayan sido llamadas
Gal. 4 , 8, el n o m b r e de Dios es atribuido á los ídolos dioses no se ve sin embargo q u e el n o m b r e de Dios se le
con el artículo ó ; y c i e r t a m e n t e q u e j a m á s se ocurrió ni haya dado á alguna de ellas de u n a manera absoluta, n i
á san Lucas, ni á san Pablo h a c e r de un ídolo el Dios que se le haya llamado verdadero Dios, Dios altísimo, ó
Supremo. Ademas como observa san J u a n Crisóstomo (in simplemente Dios en singular, como se dice de Jesucristo
Joan.), de quien h e m o s t o m a d o esta respuesta, puede en san J u a n : Et scimus quoniam fdius Dei venit, et dedit
citarse u n pasaje en el cual el Verbo es llamado Dios con nobis sensum ut cognoscamus verum Deum, et scimus in
vero Filio ejus (S. J o a n . 1, ep. 5, 2 0 ) ; en san Pablo]: creatura non est, Deus est. Et si non est Filias ejusdem
Expectantes beatam spem, et adventam gloria? magni substantue cujus Pater, ergo facta substantia est. Si
Dei et salvatoris nostri Jesu Christi (Tit. 2, 15); Ex facta substantia est, non omnia per ipsum facía sunt; at
quibus est Christus secundum cameni; qui est super omnia per ipsum facta sunt. Ut unius igitur ejusdemque
omnia Deus benediclus in siecula (Rom. 1, 25). E n san cum Patre substantue est, et ideo non tantum Deus. sed
Lucas, dirige san Zacarías á su hijo Juan estas palabras et verus Deus. Parecerá quizá u n poco largo este pasaje
proféticas : Et tu puer, propheta Altissimi vocaberis, de san Agustín; pero es demasiado convincente para
prceibis enim ante faciem Domini parare vías ejus... que hayamos podido omitirle.
Per viscera mise ricordile Dei nostri, in quibus visitavit 7 . PRUEBA TERCERA. — Llegamos ya á la segunda
non oriens ex alto (Luc. 1, 76). clase q u e comprende los lugares en donde se atribuye
6. P . U E B A S E G U N D A . — El pasaje ya citado del primer al Verbo la misma naturaleza divina, y la misma sus-
capítulo del Evangelio d e san J u a n , nos ofrece también tancia que la del Padre. E n p r i m e r lugar, el mismo
u n a p r u e b a b r i l l a n t e d e la divinidad del Verbo en las Verbo encarnado nos enseña esta verdad cuando dice :
palabras siguientes : Omnia per ipsum facta sunt, et Ego et Pater unum sumus (san Juan 10, 50). Replican
sine ipso factum est nihil quod factum est. Los enemi- los arríanos q u e no se habla aquí de la unidad de n a t u -
gos de la divinidad del Verbo se ven obligados por la raleza sino de la unidad de consentimiento. Calvino
fuerza del texto á d e c i r , ó q u e el Yerbo no lia sido he- pretende lo mismo, a u n q u e con la protesta de no ser
cho, y q u e es e t e r n o , ó q u e se ha hecho á sí mismo. Pe- arriano : Abusi sunt hoc loco veteres, ut probarent
ro seria demasiado a b s u r d o suponer que el Verbo se Christum esse Patri ¿¡Moüotw ñeque enim Cliristus de
hubiese hecho á sí m i s m o , puesto que es incontestable unilate substantice disputat, sed de consensu, quem cum
el p r i n c i p i o de q u e nemo dal quod non habet. Se ven, Patre habet. Pero los Santos Padres que merecen m a s
pues, en la precision d e convenir en q u e el Verbo no ha fé que Calvino y los a r r í a n o s , entienden todos este
sido hecho : de otro m o d o se habría engañado san Juan texto acerca d e la u n i d a d d e sustancia. Hé aquí como se
al decir : sine ipso factum est nihil quod factum est. expresa san Atanasio (orat. 4 , contra Arian., n. 9) :
Asi d i s c u r r í a s a n Agtistin (lib. de Trim., cap. 6), con- Quocl si dúo unum sunt, necesse est tilos dúos quidem
cluyendo sin réplica q u e el Verbo es de la m i s m a sus- unum esse, unum verum secundum divinitatem, et qua-
tancia q u e el P a d r e • Ñeque enim (licit omnia nisi quie tenus Filius Patri est consubstanlialis... Ita ut dúo qui-
facta sunt, id est omnem creaturam, unde liquido appa- dem sint, guia Pater est el Filius; unum autem, quia
ret, ipsum factum non esse, per quem facta sunt omnia. Deus unus est. Asi lo entendió san Cipriano cuando
El si factum non est, creatura non est : si autem crea- dijo (de Unit. Eccl.) : Dicil Dominus : Ego et Pater
tura non est, ejusdem cum Patre substantia est. Omnis unum sumus. Et ilerum de Paire, et Filio, el Spirilu
enim substantia quaDeus non est, creatura est; et quie Sánelo scriptum est: et lú Ivés unum sunt. De la m i s -
m a m a n e r a lo entendieron san Ambrosio (1. 5, de Spirit. Pater in me est, et ego in Paire (J. 10, 57 y 38). Hay
S.), san A g u s t i n y s a n J u a n Crisòstomo, como veremos mas, llevado Jesucristo á presencia de Caifás declara
muy pronto ; y también los j u d í o s mismos, q u e á estas expresamente que es verdadero hijo d e Dios : Rursum
palabras cogieron piedras para a p e d r e a r á Jesucristo, co- sumus sacerdos interrogabat eum et d'ixit ei: Tu es
m o s e refiere en el Evangeliode san Juan (10, 32). ¿ Y q u é Christus Filius Dei benedicti? Jesús autem dixit illi :
les dijo entonces n u e s t r o Señor? Multa bona opera osten- Ego sum. Despues de un testimonio t a n formal, ¿ q u i é n
di vobis ex Paire meo, propter quod eorum opus me la- se atreverá á negar que Jesucristo sea hijo d e Dios,
p'ulastis? Y ellos respondieron : De bono opere non lapi- cuando él m i s m o lo atestigua expresamente?
damus te, sed de blasphemia : et quia tu, homo cum sis, 8. Pero dicen los arríanos, orando el Salvador por
facis te ipsum Deum. Ecce judiei, exclama san Agustín todos sus discípulos, dijo á su Padre : Et ego clariia-
(tract. d , in Joan.), intellexerunt quod non intelligunt tem, quam dedisti mihi, dedi eis, ut sint unum, sicut et
arriani. Ideo enim irati sunt, quoniam senserunt non nos unum sumus (.!. 17, 22), ¿ n o es claro que habló de
posse cíici : Ego et pater u n u m s u m u s , itisi ubi tvquali- la u n i d a d de voluntad, y no de s u s t a n c i a ? Responde-
tas est Patris et Filii. SI los j u d í o s , añade san Juan Cri- mos que una cosa es decir : Ego et Pater unum sumus,
sòstomo, se h u b i e r a n engañado creyendo que el Salva- y otra : ut sint unum, sicut et nos unum sumus; así co-
dor por estas palabras se hacia igual al Padre en su po- mo hay u n a gran diferencia entre decir : Pater vesler
der, era ei caso sacarlos de su e r r o r , y hacer q u e cesase ccelestis perfectus est, y : estote ergo vos perfecti, sicut
el escándalo dando u n a pronta explicación; pero muy et Pater vesler ccelestis, perfectus est (Math. 5, 48). La
lejos de eso : Non tamen (son las propias palabras del partícula sicut indica conformidad ó imitación, como
santo doctor) liane Jesus abstulit suspicionem, qiue si observa san Atanasio explicando este pasaje : Ut sint
faisa fuisset, corrigenda fuisset, et discendimi : Cur unum, sicut nos unum sumus; particulam sicut, imita-
hoc facitis ? non parem meam dico et Patris potestatem tionem declarare, non eumdem modum conjunclionis
(Hom. 60 in Joan.). Al c o n t r a r i o , dice san Juan Crisòs- (orat. 4 , adv. Arian.) Así pues, á la manera q u e el Se-
tomo, no hace mas q u e confirmarlos en su sospecha, ñor nos exhorta á que hagamos todos los esfuerzos po-
por la increpación q u e les dirige : Sed nunc totum con- sibles para imitar la perfección divina, así también pide
trarium, eam con firmai, et maxime cum exasperaren- á su Padre q u e sus discípulos lleguen á unirse á Dios
tur; ñeque se accusai ac si mata dixisset, sed illos re- cuanto sean capaces ; lo cual ciertísimamente no p u e d e
prehendit. lié a q u í la r e p r e n s i ó n q u e da J e s u c r i s t o por entenderse mas q u e de la unión de voluntad. Pero
respuesta á los judios, la cual establece claramente que cuando Jesucristo dice : Ego et Pater unum sumus, no
es igual al Padre : Si non fació opera Patris mei, nolite se trata de imitación ó de simple conformidad, sino de
credere milii; si aulem fació, et si mi Id non vultis cre- u n i d a d de sustancia, p u e s q u e afirma de u n a m a n e r a ab-
dere, operibus credile, ut cognoscatis et credalis, quia soluta que es una misma cosa con el Padre, unum sumus.
9. P R U E B A C O A R T A . ' — La divinidad del Verbo se pación el igualarse á Dios, es innegable que es de la
p r u e b a t a m b i é n a d m i r a b l e m e n t e por otros dos textos misma sustancia q u e Dios; de otro modo habría usur-
clarísimos. El m i s m o Señor dice en san J u a n : Omnia pado un título que no tenia, atreviéndose á declararse
qiuecumque habet Pater. mea sant (16, 15), y en el ca- igual al mismo Dios. Si se objeta este otro pasaje en que
pítulo s i g u i e n t e (17, 10) : Et omnia mea tuasunt. et Jesucristo dice : Pater major me est (Joan. 14, 28), res-
tua mea sunt, e s t a s palabras pronunciadas sin restric- ponde san Aguslin q u e el Yerbo era inferior al P a d r e e n
ción d e m u e s t r a n hasta la evidencia la consustanciali- cuanto á la forma de siervo que habia tomado hacién-
dad de Cristo con el P a d r e ; en efecto, si es verdad, co- dose h o m b r e ; pero que en cuanto á la forma de Dios
m o consta d e estos t e x t o s , que todo lo q u e es del Padre, q u e tenia por naturaleza, y que no había perdido p o r
es t a m b i é n d e Cristo, ¿ q u i é n osará decir que el Padre hacerse hombre, de ninguna manera es inferior, sino
tenga alguna cosa q u e no tenga el Hijo? ¿Y no seria re- igual al Padre. Hé a q u í las propias palabras del santo
husárselo t o d o al Hijo, el rehusarle la misma sustancia doctor : In forma Dei cequalem esse Deo, non ei rapiña
del P a d r e , p u e s t o q u e en esta suposición seria infini- fuerat, sed natura... Propterea vero Patrem dicit esse
t a m e n t e i n f e r i o r á s u P a d r e ? Pero Jesucristo dice que majorcm, quia seipsum exinanivit, formam servi acci-
t i e n e lodo lo q u e posee su p a d r e , sin la m e n o r excep- piens, non amiltens Dei (ep. 66).
c i ó n ; es p u e s , i g u a l en todo á su Padre. Nihil (dice
11. P R U E B A S E X T A . — Nuestro divino Salvador dice
san Aguslin) Patre minus liabet Ule, qui dicit: Omnia
también de sí mismo : Qucecumtjue enim Ule feceril,
q u e h a b e t P a t e r m e a s u n t ; cequalis est ujitúr (1.1, con-
liceo et Filius similiter fácil (J. 5, 19). De estas palabras
t r a Max., cap. 2 4 ) .
concluyó san Hilario que el Hijo de Dios es verdadero
1 0 . P R U E B A Q U I S T A . — Viene también san Pablo en Dios como el Padre : Filius est, quia ab se nihil potesl:
apoyo d e esta v e r d a d , cuando dice de Cristo : Qui cum Deus est, quia qiuecumque Pater fácil, el ipse eadem
in forma Dei esset, non rapinam arbitratus est, esse se fácil : unum sunt, quia eadem facit. non alia (1. 7. de
cequalem Deo; sed semelipsum exinanivit, formam servi Trin., n. 21). Si Cristo no fuera consustancial al Padre,
accipiens (Phil. 2 , 6 ) . Así s e g ú n el apostol, se humilla no pudiera tener con él la misma operacion indivisa,
Jesucristo h a s t a t o m a r c a r n e h u m a n a : semelipsum exi- p o r q u e en Dios no hay distinción entre operacion y sus-
nanivit, formam servi accipiens; aquí se ven claramente tancia.
expresadas las dos naturalezas en las cuales subsiste 12. P R U E B A S É P T I M A . — Colócanse en tercera cíaselos
Cristo, p u e s t o q u e existiendo ya en la naturaleza divi- textos de la Escritura q u e atribuyen al Verbo propieda-
n a , como lo d i c e n l a s palabras precedentes, cum in for- des que no pueden convenir mas que á quien es Dios
ma Dei esset, non rapinam arbitratus est, esse se cequa- por naturaleza, y q u e tiene la misma sustancia q u e el
lem Deo, se a n o n a d a d e s p u e s para tomar la naturaleza P a d r e . I o Se atribuye al Verbo la eternidad por estas
de esclavo. Si J e s u c r i s t o uo ha mirado como u n a usur- palabras q u e comienzan el Evangelio de san Juan : In
— so — — SI —

principio erat Verbum (C. i, v. 1). La palabra erat de- mos que Moisés dice : in principio creavit Deus; en vez
nota que el Yerbo ha existido s i e m p r e ; y por esto según q u e S. Juan no dice que el Verbo haya sido hecho in
observa san Ambrosio (1. 1 de F i d e ad Gratia en. 5), la principio, sino que existia, y que todas las cosas h a n
repite san Juan hasta cuatro veces : Eeee quater Erat, sido hechas por él.
ubi impius invenit quod non erat? También se encuen- 15. Pretenden 5° que el n o m b r e de Verbo no designa
tra la prueba de la eternidad del Verbo en esta expre- u n a persona distinta del P a d r e , sino únicamente la sa-
sión in principio. In principio erat Verbum, esto es, el biduría interna del Padre, no distinguida de él, por la
Yerbo existia antes que todas las cosas. Precisamente se cual todas las cosas h a n sido hechas. Pero esta explica-
apoya también en este texto el p r i m e r concilio de Nicea ción es enteramente falsa, puesto que san Juan después
cuando condena la proposicion d e los arríanos concebi- de haber dicho del Yerbo que, omnia per ipsum facta
da en estos lérmiuos. Fuit aliquando tempus, quanclo sunt, añade hácia el fin del mismo capítulo : El Verbum
Fiíius Dei non erat. caro factum est, et liabitavil in nobis; es, p u e s , m a n i -
15. Dicen los a r r í a n o s : I o q u e san Agustín (1. 6, de fiesto que estas últimas palabras 110 pueden entenderse
Trin , c. 5) entiende esta palabra, in principio, del mis- de la sabiduría interna del Padre, sino únicamente de
mo P a d r e ; y según esta i n t e r p r e t a c i ó n , añaden que el este mismo Yerbo, por quien acababa de decirse que to-
Yerbo podia existir realmente en Dios antes de todas las das las cosas h a n sido hechas, y quien se hizo carne,
cosas, sin por esto ser eterno. P e r o respondemos, que a u n q u e fuese ya Ilijo d e Dios, como se dice en el mismo
si in principio debiese significar in Paire, por lo mis- l u g a r : El vidimus (jloriam ejus quasi unigeniti a Paire;
mo q u e hay precisión de a d m i t i r q u e el Yerbo existia lo que confirma también el Apóstol san Pablo cuando
antes de todas las cosas, se sigue de a q u í incontestable- enseña que el m u n d o ha sido hecho por medio del Hijo
mente q u e el Verbo es eterno y que j a m á s ha sido h e - (el mismo á quien san Juan llama el Verbo) : Diebusis-
c h o ; puesto que habiendo sido hechas todas las cosas tis locutus est nobis in Filio... per quern fecit et scecula
p o r él, omnia per ipsum (acta sunt, seria preciso supo- (Hebr. 1, 2 ) ; ademas q u e la eternidad del Verbo se
n e r , si no hubiera sido eterno, s i n o creado en tiempo, prueba también por este pasaje del Apocalypsis ( i , 8 ) :
q u e se habría creado á sí m i s m o , lo cual es manifiesta- Ego sum Alpha et aniega, principium et finís : qui est,
mente imposible, según la m á x i m a generalmente reci- qui erat, et qui venturas est; y a u n por este texto de san
bida que ya hemos citado, nemo dat quod non habet. Pablo á los Hebreos (15, 8) : Christus lieri, et hodie,
ipse est in scecula.
14. Dicen 2o que esta expresión in principio debe te-
ner aquí la misma significación q u e en el capítulo pri- 16. Arrío negó constantemente la eternidad del Yer-
mero del Génesis, en donde se d i c e : In principio crc.a- bo ; pero en lo sucesivo algunos de sus últimos discí-
vit Deus ccelum et terram; p o r consiguiente que debe pulos, convencidos por la evidencia de las escrituras,
entenderse de la creación del Verbo. A esto responde- llegaron hasta confesar que el Yerbo era eterno, p r e -
tendiendo, sin embargo, q u e era u n a criatura eterna,
y en el que f u e criado el m u n d o : In principio creavil
y no u n a persona divina. A este nuevo error, inventado
Deus ccelum et terram. La creación del cielo y de la
por los a r r í a n o s , oponen muchos teólogos que es im-
tierra, según la doctrina de todos los padres y teólogos,
posible q u e u n a criatura sea eterna. Dicen estos teó-
comprende la creación de todas las cosas, tanto m a t e -
logos, p a r a q u e sea verdad el decir que toda criatura
riales, como espirituales. El Verbo, al contrario, exis-
ha sido c r i a d a , ha debido ser producida ex nihilo; por
tia antes que hubiese criatura alguna, como se vé en
consiguiente h a debido pasar de la no-existencia á la
los proverbios, en donde la sabiduría, esto es, el Yerbo,
existencia real : de donde debe concluirse, en último
se expresa asi : Dominus possedil me ab initio viarum
análisis, q u e h u b o un tiempo en que esta criatura 110
suarum, antequam quidquam faceret a principio (Prov.
existía. P e r o esta respuesta es poco convincente, en aten-
8, 22). El Verbo no es, pues, u n a cosa criada, puesto
ción á q u e enseña santo Tomás, y esta opinion es muy
que existia antes q u e Dios criase cosa alguna.
probable, q u e para q u e pueda decirse q u e una cosa es
1 7 . P R U E B A OCTAVA. — Los materialistas de nuestros
criada, 110 es necesario que haya u n tiempo en q u e
110 haya existido, ni que la no-existencia haya precedido días razonarian muy mal si infiriesen de lo que hemos
a su e x i s t e n c i a , sino q u e basta que esta criatura no sea dicho, q u e la materia ha podido ser eterna por sí mis-
nada p o r s u n a t u r a l e z a , ó por sí misma, y que reciba ma, p o r q u e si decimos que u n a criatura ha podido exis-
su ser de Dios. Para q u e pueda decirse que una cosa es tir desde la eternidad, es suponiendo q u e Dios ha po-
hecha de n a d a , dice el santo doctor, requiritur ut non dido desde la m i s m a eternidad comunicarla el ser que
esse prcecedat esse reí, non duratione, sed natura : quia no tenia, y que no podia emanar de otro sino de él.
videlicel, si ipsa sibi relinqueretur, nihil esset, esse vero Pero la m a t e r i a , como lo liemos demostrado en nuestro
solum ab alio habet. Puesto que para decir que u n a cosa libro sobre la Verdad de la fe, no podia existir de nin-
ha sido c r i a d a no es necesario r e c u r r i r á la suoosicion g ú n modo sin que recibiese de Dios el ser, puesto que
d e u n t i e m p o en q u e 110 existiese : Dios, q u e es eterno, es incontestable, según este axioma, Nemo dat quod
podia c o n f e r i r á la criatura desde la eternidad el ser non habet, citado ya muchas veces , q u e no podia darse
q u e no t e n i a p o r su naturaleza. La verdadera, la pe- á sí misma u n a existencia q u e 110 tenia. De estas pala-
rentoria r e s p u e s t a es que, por lo mismo q u e es preciso bras de san Juan : Omnia per ipsum facta sunt, resul-
convenir en q u e el Verbo es eterno, no se puede menos t a , no solamente q u e el Verbo es eterno, sino también
de r e c o n o c e r q u e no es una criatura, puesto q u e es de q u e tiene el poder de criar, poder que solo p u e d e con-
fe, como lo e u s e ñ a n todos los santos p a d r e s con santo venir á Dios, puesto q u e para criar son necesarios una
Tomás (1 p a r t . , Q. lib., art. 2 et 5), que de hecho ja- virtud, y poder infinito, q u e , según la doctrina u n á n i -
más ha h a b i d o criatura eterna, habiendo sido criadas me de los teólogos, no puede Dios comunicar á n i n g u -
todas en t i e m p o , y al principio del cual habla Moisés, na criatura. Para volver á la eternidad del Verbo, de-
cimos, que si el Padre por necesidad de naturaleza ha
- Sí —
debido engendrar al Hijo desde la eternidad, siendo 26), es atribuida e x p r e s a m e n t e por S. Pablo al Hijo de
eterno el mismo Padre, debe serlo también el Hijo ne- Dios, como p u e d e verse en el versículo décimo del pri-
cesariamente ; y como el Padre es eternamente princi- mer capítulo de su carta á los hebreos. Y para conven-
pio el II,jo á su vez es eternamente producido. Asi cerse de ello, basta leer todo el capítulo citado, y en
queda p o r esto plenamente r e f u t a d o el e r r o r de los
especial el octavo versículo que dice : ad Fitium autem
materialistas modernos, q u e hacen á la materia eterna
thronus tuus Deus, etc. Y en el versículo trece se lee :
p o r si m i s m a .
Ad quera autem Angelorum dixit aliquando : Sede a
18. Si todo ha sido hecho p o r el Verbo, infiérese ne- dextris meis? Declara p u e s san Pablo q u e el Ilijo de
c e s a n a m e n t e que el Verbo no ha sido h e c h o ; de otra Dios, el mismo á q u i e n san Juan llama Verbo, y que ha
manera habría alguna cosa criada que no fuese obra criado el cielo y la tierra, es verdadero Dios, y en
del Verbo, lo cual es manifiestamente contrario al texto cualidad de tal no h a sido u n simple i n s t r u m e n t o ,
de san Juan : Omnia per ipsum facta sunt. Tal era el sino la causa p r i n c i p a l d e la creación del m u n d o . No
gran a r g u m e n t o de san Agustín contra los arríanos que debe darse consideración alguna á la miserable dificul-
pretendían que el Verbo había sido hecho : Quomodo tad que proponen los arríanos, á saber, q u e dice san
(les decía el santo doctor) potest fieri ut Verbum Dei Juan : Omnia per ipsum (y uo ab ipso) facta sunt, pues-
factum sit, (¡umido Deus per Verbum fecit omnia ? Si et to que no es raro e n c o n t r a r en la e s c r i t ú r a l a partícula
Verbum Dei ipsum factum est, per quod aliud Verbum per u n i d a á la causa principal : Possedi honúnem per
factum est? Si liocdicis, quia hoc est Verbum Verbi Deum (Gen. 4) ; Per me reges regnant (Prov. 8, 1 5 ) ;
per quod factum est, illud ipsum dico ego unicum fi. Paulus vocatus aposlolus Jesu Christi per voluntatem
hum Dei. Si autem non dicis Verbum Verbi, concede non Dei (1. Cor. 1).
factum per quod facta sunt omnia; non enim per seip-
2 0 . PRUEBA, S O S A . — Demuéstrase también la divini-
surn fieri potuit, per quem facta sunt omnia.
dad del Verbo por el texto de san Juan que dice que
19. No teniendo los arríanos otra respuesta q u e dar el Padre quiere se r i n d a n á su hijo lodos los honores
á un a r g u m e n t o tan apremiante, replican que san J u a n que á él mismo son debidos : Pater omne judicium de-
no dice, omnia ab ipso, sino omnia per ipsum facta dil Filio, ut omnes honorificent Fiiium, sicut honorifi-
sunt, y de esto infieren que el Verbo no ha sido causa cant Patrem (Joan. 5 , 22). Se prueba ademas, tanto la
principal de la creación del m u n d o , y sí un i n s t r u - divinidad del Hijo, como la del Espíritu Santo, por el
mento de q u e se ha servido el Padre para criar todas mandato dado á los a p ó s t o l e s : Euntesergo, docete omnes
las cosas ; y por consiguiente q u e el verbo no es Dios. gentes, baptizantes eos in nomine Patris, et Filii, et
Pero se responde que la creación del mundo descrita Spiritus Sancti (Matth. 28, 19). Todos los santos pa-
en este pasaje de David : ínitio tu, Domine, terram dres, sanAtanasio, san Hilario, san Fulgencio, etc., se
fundasti, et opera manuum tuarum sunt cceli (Sal. 101, h a n servido de la a u t o r i d a d de este pasaje para coufun-
dir a los a r r í a n o s : en efecto, pues que el bautismo debe Hay mas, el gran sacerdote Caifás, ante el cual fue lle-
conferirse en el n o m b r e de las tres personas divinas, es vado Jesús para q u e se le juzgase, le dice : Tu es Chris-
claro q u e estas personas tienen u n a autoridad igual, y tus filius Dei benedicti? Respóndele Jesús : Tú lo has
q u e son Dios. De otro modo, si el Dijo y el Espíritu dicho : Jesús autem dixit illi: Ego sum. Hé a q u í ahora
Santo no f u e s e n mas q u e criaturas, recibirían los cris- cómo se discurre : niegan los arríanos que Cristo sea
tianos el b a u t i s m o en el n o m b r e del Padre que es Dios, verdadero hijo de Dios, pero jamás han pretendido q u e
y en el de dos criaturas, cuya doctrina nos prohibe san fuese u n i m p i o ; lejos de esto, le veneran como á un
Pablo e x p r e s a m e n t e : Ne quis dicat quod in nomine meo • h o m b r e perfecto en comparación de los demás, y favo-
baptizali estis (1. Cor. 1, 15). recido ademas de virtudes y dones celestiales. Si este
2 1 . P R U E B A DÉCIMA. — Se establece, en fin, la divini-
h o m b r e pues hubiera querido pasar por hijo de Dios,
dad del Verbo p o r dos argumentos muy concluyentes. no siendo mas q u e u n a simple criatura ; si hubiera per-
El p r i m e r o se t o m a del poder de que estaba revestido, m i t i d o que los unos le creyesen verdaderamente hijo
y q u e desplega á favor del paralítico, cuando á la cu- de Dios, y que para los otros fuesen sus palabras un
ración perfecta del cuerpo u n e el perdón de los peca- motivo t a n grande de escándalo, yo pregunto : ¿si no
dos, diciéndole : Homo, remittuntur tibi pcccata tua hubiera sido verdaderamente hijo de Dios, no habría
(Luc. 5, 20). El p e r d o n a r , pues, los pecados es una fa- ¿ sido u n impio que se arrogaba u n título q u e no tenia,
cuitad reservada á solo Dios, como lo comprendieron. y que se burlaba de la sencillez del p u e b l o ? ¿ N o e r a ,
perfectamente los fariseos, q u e tomaron estas palabras - pues, el caso de explicarse, y de quitar lodo asomo del
p o r una blasfemia, y exclamaron al p u n t o : Quis est lúe, l m e n o r equívoco ? Pero no, no añade declaración alguna,
qui loquitur blasphemias ? Quis potest dimittire pcccata, : no procura desengañar á los judíos, los deja en la idea
nisi solas Deus (Luc. 5, 21)? de q u e ha blasfemado, a u n q u e sabe que es el principal
motivo que alegan sus enemigos para arrancar de Pila-
2 2 . P R U E B A U N D É C I M A . — E l otro argumento en favor
tos su condena para crucificarle : Secundum legem ele-
de la divinidad del Verbo es la declaración que de sí
bel mori, quia Filium Dei se fecit (Joan. 19, 7). En
mismo hace, cuando se dá á conocer terminantemente
resumen : Despues de haber declarado Jesucristo for-
por el Hijo de Dios. Lo declara muchas veces; pero eu •
m a l m e n t e q u e es hijo de Dios (ego sum), como hemos
especial c u a n d o despucs de haber preguntado á sus
visto en el texto de S. Marcos (14. 62), despues, digo :
discípulos sobre lo que de él pensaba el pueblo, y que
de u n a declaración tan formal q u e debia costarle la
San Pedro le h u b o dado este bello testimonio : Tu es
vida, ¿ q u i é n osará decir q u e Crislo no es verdadera-
Christus fdius Dei vivi, dícele el Señor que era Dios
m e n t e hijo de Dios?
mismo q u i e n le liabia revelado esta verdad : Beatas es,
Simón Barjona, quia caro et sanguis non revelavit tibi,
sed Pater meus, qui in coelis est (Matth. 1 6 , 1 5 , al. 1 7 ) .
p u e s , á los socinianos, produciremos aquí solamente la
autoridad de los padres q u e precedieron al concilio, y
§ II-
quienes, si no emplearon expresamente la voz consus-
Se prueba la Divinidad del Verbo por la autoridad de los padres y de los tancial, ó la de sustancia del Verbo con el Padre, al
concilios. menos enseñaron lo mismo en términos equivalentes.
24. San Ignacio mártir, sucesor de" san Pedro en la
2 3 . La objecion en q u e m a s insisten los arríanos para silla de Autioquía, y m u e r t o el año 108, proclama en
desacreditar el concilio d e Nicea, y justificar su deso- muchos lugares la divinidad de Jesucristo. En su carta
bediencia, era relativa á la voz consustancial, que se á los trailienses escribe : Qui vete natus ex Deo, et Vir-
atribuye al Verbo, y q u e p r e t e n d í a n no haber sido em- (jine, sed non eodem modo; y mas abajo : Venís natus
pleada jamás p o r los a n t i g u o s padres de la Iglesia. Deus Verbum e Virgine, vere in útero genitus est is qui
Pero san Atanasio, san Gregorio Niseno, san Hilario y ennnes liomines in útero portat; y en su carta á los de
san Agustín sostienen q u e l o s padres de Nicea habían be- / Efeso : Unus est medicas carnalis, et spirilualis, factus,
bido esta expresión en las f u e n t e s de la tradición cons- . et non factus, in homine Deus, in morte vera vita, et ex
tante de los primeros d o c t o r e s de la Iglesia. Por lo de- María et ex Deo. Se lee también en su carta á los ma-
mas nos enseñan los e r u d i t o s q u e u n gran número de > gnesianos : Jesús Ckristus, qui ante écecula apud Pa-
obras de los padres c i t a d o s p o r san Atanasio, san Basi- trem erat, in fine apparuit; y en seguida : Unus est
lio, y a u n por Ensebio, se h a n perdido en el discurso | Deus, qui seipsum manifestum reddidit per Jesum Chris-
de los tiempos. Ademas es necesario observar, que los { tum filium suum, qui est ipsius verbum sempiternum.
antiguos padres anteriores al nacimiento de las here-4 2 5 . E n la famosa carta de que hace mención Euse-
1 bio (Hist., 1. 4, c. -15), y que la iglesia de E s m i m a es-
jías, no se expresaron s i e m p r e con la misma precisión
q u e lo hicieron despues c u a n d o las verdades de la fe cribió el ano 167 á las iglesias del Ponto, p a r a informar-
hubieron adquirido mas desarrollo, y se consolidaron. | las del martirio de su obispo Policarpo, q u e habia sido
Las dudas suscitadas p o r los enemigos de la religión, I discípulo de san J u a n , se e n c u e n t r a n estas notables pa-
dice san Agustín, dieron ocasion para examinar y esta- labras que el santo pontífice profirió al tiempo de con-
blecer m e j o r los dogmas q u e se debían creer : Ab ad - s u m a r su sacrificio : Quamobrem de ómnibus te laudo,
te benedico, te glorifico per sempiternum pontifican Je-
versario mota quaestio discendi existtt occasio (lib. 10, |
sum Christum dilectuni Filium tuum, per quem tibí una
de Civ., c. 2). No dudan l o s socinianos que los Padres
cum ipso in Spiritu Sancto gloria nunc el in scecula sce-
posteriores al Concilio de Nicea hayan estado todos de |
culorum, amen. I o San Policarpo llama á Cristo pontífice
acuerdo para atribuir al Yerbo la consustancialidad con
eterno; nadie, pues, sino Dios es e t e r n o . 2 o Glorifica al
el P a d r e ; pero niegan q u e hayan sentido de esta ma-
Hijo con el Padre, y le atribuye u n a gloria igual : lo
nera los p a d r e s anteriores al Concilio. Para desmentir
q u e ciertamente 110 hubiera podido hacer, si no hubiera
el Hijo, no p o r razón de tiempo, sino p o r razón d e orí-
creido que el Hijo era Dios como el Padre. Ademas, el
g e n ; y hé aquí, porque algunos doctores llaman al
mismo san Policarpo en su carta á los filipenses enseña
Padre Causa del Hijo en cuanto es su principio. Objetan
que pertenece al Hijo como al Padre el conferir la gra-
también los socinianos q u e san Justino da al hijo la
cia y la salvación : Deus autem Paler, et Jesús Christüs
cualidad de ministro de Dios, Administrum esse Deo.
sanctificet vos in fule el vertíate... el det vobis sortem el
Respóndese á esto : Que es ministro como hombre, ó
•partera ínter sánelos suos.
en cuanto á la naturaleza h u m a n a . Usan también de
2 6 . San Justino, filósofo y mártir que m u r i ó el año otras sutilezas que p u e d e n verse con sus respuestas cor-
161, establece c l a r a m e n t e en sus Apologías la divini- respondientes en Juenin (Theo!., t o m . 5, c. 1, § í) ;
dad de Jesucristo. Hé aquí lo que dice en la primera : J pero las solas palabras de san Justino que h e m o s citado :
Clirislus filias Dei Patris qui solas proprie filius dici- Cuín Verbum Deus etiam est, responden á todo.
tur, ejusque Verbum, quod simul eum illo ante ereatum . 27. San Ireneo, discípulo de S. Policarpo, y obispo
el existil, et gignitur. Asi q u e , según este santo doctor, c e Lyon, q u e m u r i ó al principio del siglo segundo,
Cristo es propiamente el Hijo, y el Yerbo que existe coa ; atestigua q u e el Hijo es verdadero Dios como el Padre,
el Padre, antes de todas las criaturas, engendrado por . cuando dice (1. 3, adv. Hieres , c . 6) : iYeque igitur Do-
el Padre ; el Yerbo es, pues, el propio Hijo de Dios, que ) minus (Pater), ñeque Spiritus Sanctus eum absolute
existe con el Padre antes de las c r i a t u r a s ; no es pues el | Deum nominassenl, nisi essetvere Deus. Y en otro lugar
Yerbo u n a criatura. En la segunda Apología se leen estas l escribe (1. A, c. 8) : Mensura est Pater, et infinitas; et
palabras : Cuín Verbum primogénitas Dei sit, Deus | hune tamen capii, et metitur Filius, et kunc quoque
etiam est. E n su Diálogo con Trifon demuestra san Jus- f infinitum esse necesse est. Oponen los herejes á unos
tino, q u e Cristo es llamado en el Antiguo Testamento testimonios tan formales, q u e san Ireneo enseña que
Dominus virtutum, Deus Israelis; (le donde concluyó solo el Padre conoce el dia del j u i c i o , v que es mavor
contra los judíos : Si dicta prophelarum intellexisseth q u e el Hijo ; pero ya se ha respondido á esto en el nú-
non inficiali essetis ipsum esse Deum, singularis el mero 10. También se lee en otro pasaje de S. Ireneo
ingeniti Dei filium. Paso en silencio otros lugares en (1. 3, c. 11) : Ipse igitur Christüs cum Patre vivorum
d o n d e se encuentran las mismas cosas para responder est Deus.
á las objeciones q u e hacen los socinianos. Dicen que 28. Atenágoras d e Atenas, filósofo cristiano, escribe
san J u s t i n o en su Diálogo con Trifon. y en su Apología, e n su Apología del Cristianismo á los emperadores An-
afirma q u e el Padre es causa del Verbo, y q u e es anterior tonino y Commodo, q u e la razón por la cual se dice que
al Yerbo. Hé aquí la respuesta : El padre es causa del todo ha sido hecho p o r el Hijo (omnia per ipsum facta
Hijo no en el sentido q u e haya sido criado, sino en el de sunt), es esta : Cum sil unum Paler et Filius, et sit in
q u e le engendra y p r o d u c e ; como el Padre es antes que Patre Filius, et Pater in Filio, unirne el virtute Spirìtus,

k
mens et Verbum Dei Films est. E n estas palabras, cum (sect. 3, diss. 16, a r t . 2 ) ; pero es manifiesto, según
sit unum Pater et Films, enuncia la unidad de n a t u r a , las que hemos citado, que Orígenes confesaba que Jesus
loza entre el Hijo y el P a d r e ; e n estas otras, et sit in era Dios, é hijo de Dios.
Paire Filiiis, et Pater in Filio, establece h propiedad de 50. Dionisio de Alejandría f u e acusado hacia la mitad
la Trinidad llamada por los teólogos circuminsession, por del siglo III, de haber negado que el Verbo fuese con-
la cual u n a persona está en otra. Ánade despues : Dum sustancial al P a d r e ; pero él se justifica con estas pala-
asserimus el Filium ipsius Verbinn, et Spiritum sanc- b r a s : Ostendi crimen, quod deferunt contra me, falsum
tum virtutc unitos. esse,quasi qui non dixerim Christum esse Deo consubstan-
tialcm (apud S. Äthan., t. 1, p. 561). S. Gregorio T a u -
29. Teofilo, obispo de A n l i o q u í a , bajo el Emperador
m a t u r g o , q u e fue discípulo de Orígenes, y obispo del
Marco-Aurelio,escribía (Theoph., 1 . 5 , Allegor. inEvang.):
Ponto, que asistió al sínodo de Antioquía celebrado
Sciendum est, quod Christus Dominus noster ila venís
contra Pablo de Samosata, se expresa de esta m a n e r a
homo et verus Deus est, de Patre Deo Deus, de matre
en su profesion de fe (part. 1, op. apud Greg. Nyss. in
homine homo. Hé a q u í cómo se expresa Clemente de
vita Greg. Thaum.) : Unus Deus, Pater Verbi viventis...
Alejandría (in Admon. ad G r e c o s ) : Nunc autem appa
perfectus perfecü genitor, Pater fiíii unigeniú, unus
ruit hominibus lúe ipse Verbum, qui sólus est ambo|
Dominus, solus ex solo; Deus ex Deo unusque Spi-
Deus et homo Verbum divinum, qui re vera est Deus ritus Sanctus ex Deo existentiam habens. San Metodio,
manifestissimus. Y en otro l u g a r d i c e (1. 1, Psedagog., obispo d e T y r o , como asegura san Gerónimo (de Scrip.
c. 8 ) : NiliH erg o odio habet Deus, sed ñeque Verbum; eccl. c. 54), martirizado bajo el imperio deDiocleciano,
utrumque enim unum est nempe Deus, dixil enim : In dice hablando del Verbo en su libro de Martyribus cita-
principio erat Yerbum, et V e r b u m erat in Deo, et Deus do por 'feodoreto (Dial. 1, p. 57) : Dominum et Filium
erat Verbum. Orígenes (1. 5, c o n t r a Cels.) escribe estas Dei, non qui rapinam arbitratus est, esse cequalem
palabras contra Celso, que e c h a b a en cara á los cristia- Deo.
nos el q u e tuviesen á Jesucristo p o r Dios, no obstante de
51. Pasemos á los padres latinos. San Cipriano, obis-
haber muerto : Sciant isti crim'niatores, hunc Jesum,
po de Cartago (de Unit, eccl.), p r u e b a la divinidad del
quemjam olim Deuni, Deique Filium esse credimus. Y
Yerbo con los mismos textos que ya hemos copiado :
en otro lugar dice (1. 4, contra C e l s . ) : q u e si Cristo
Dicit Dominus Ego et Pater u n u m s u m u s . Et ilerum
padeció como hombre, de n i n g u n a m a n e r a padeció el
de Patre, et Filio et Spiritu sancto scriptum est: et hi
Verbo que era Dios •. Responden potest, distinguendum
tres u n u m s u n t . Y en otro lugar dice (de Idol variet.):
divini Verbi naturam, quee Deus est, et Jesu animam.
Deus cum homine mzseetur, hic Deus noster, lúe Chris-
Me abstengo de copiar las p a l a b r a s que siguen, y las
tus est. Paso en silencio los testimonios de san Dionisio
cuales h a n dado lugar á los t é o l o g o s á poner en duda
de Roma, de san Atanasio, de Arnobio. Lactancio ; Mi-
la fe de Orígenes, como puede v e r s e en Natal Alejandro
nució F é l i x , Zenon y otros autores antiguos q u e defien- queni omnia facta sunt. La misma profesión de fe se ha
den con v i g o r la divinidad del Verbo. Me contentaré con conservado desde entonces ya siempre en los concilios
referir a q u í a l g u n o s pasajes de Tertuliano, u n a vez que generales siguientes y en toda la Iglesia.
los s o c i n i a n o s se h a n prevalido de la autoridad de este
P a d r e . D i c e h a b l a n d o del Verbo (Apol.,c. 2 1 ) : Hunc ex
Deo prolatum didichnus, etprolatione gencralum, et id- § III.
circo Filium Dei, ctDeum dictum ex unitale subslantite.
Tía de Spiritu Spiritus, et de Deo Deus, et lumen de Respuesta á las objeciones.
lamine. Y e n otra parte : Ego el Paler untan sumus
ad substantice unitatem, non ad numeri singularitatem 53. Antes de e n t r a r en materia no será fuera de pro-
( c o n t r a P r a x . , c. 25). Se ve claramente por dichos textos pósito el referir aquí lo q u e dice san Ambrosio (1. 5. de
q u e T e r t u l i a n o crcia que el Verbo era Dios como el Fide, c. 8. n. 115), relativo á la inteligencia de los
Padre, y c o n s u s t a n c i a l al Padre. Nuestros adversarios lugares de la Escritura, de q u e abusan los herejes para
nos o p o n e n ciertos pasajes oscuros del mismo Padre, i m p u g n a r la divinidad del Verbo confundiendo las cosas,
q u e p o r lo d e m á s es muy oscuro en sus o b r a s ; pero dirigiendo contra Jesucristo como Dios, lo que no le
puede v e r s e la respuesta á todas las miserables sutilezas conviene sino como á h o m b r e : Pía mens, guie leguntur
de a q u e l l o s , e n diferentes autores (1). secundum carnem, divinitatemque distinguet, sacrilega
52. A d e m a s es incontestable q u e por la autoridad confundit, et ad divinitatis detorquet injuriam, quidquid
de los p a d r e s de los tres primeros siglos, se ha man- secundum humililatem camis est diclum. Esto es preci-
tenido c o n s t a n t e m e n t e en la Iglesia la fe d e la divinidad samente Jo que hacen los arríanos al c o m b a t i r l a divini-
y de la c o n s u s t a n c i a l i d a d del Verbo con el Padre, como dad del Verbo : no cesan de prevalerse de los pasajes
lo confiesa e l m i s m o Socino (ep. ad Radoc., l o m . 1 suor. en donde se dice que Jesucristo es inferior á su Padre.
oper.). I n s t r u i d o s en la escuela de esta tradición los Para echar por tierra la mayor parle de sus argumentos,
t r e s c i e n t o s d i e z y ocho padres del Concilio general de es, pues, necesario tener siempre á la mano esta res-
Nicea c e l e b r a d o el año 325, redactaron la definición puesta, que Jesucristo como hombre es menor que el
s i g u i e n t e d e f e : Credimus in unum Dominum Jesum Padre, pero q u e como Dios p o r el Verbo al cual está
Christum filium Dei ex Paire natum unigenitum, id unida su h u m a n i d a d , es en todo igual al Padre. Asi q u e ,
est exsubstantia Patris, Deum ex Deo, lumen ex lumbre, hablando de Jesucristo como hombre, p u e d e decirse
Deum verum ex Deo vero, consubstantialem Patri, per qne ha sido criado, que ha sido hecho, q u e obedece á su
Padre, que le está sumiso y otras cosas semejantes.
54. P R I M E R A O B J E C I O S . — Vengamos ahora á las im-
(1) J o e n i n . t . 3 , q . 2, c. l , a . 2, § 2.— Tournely, t. 2 , q . 4, art. 5, secu2.
— Auiou. T h e o l . t r a c l . de Trin. c. art. 5.
portunas objeciones de n u e s t r o s adversarios. Nos oponen

4.
en p r i m e r l u g a r el texto de san Juan (14, 28) : Pater cómo el Hijo está a q u í opuesto al Padre que es llamado
major me est. Pero autes de objetarnos este pasaje, Dios. Se responde que es en cuanto h o m b r e y no en
h u b i e r a n debido a t e n d e r á las palabras precedentes de cuanto Dios. De estas palabras : Glorificavi Filium
Jesucristo. Si diligerelis me, gauderetis litigue, guia suum, deben entenderse de Cristo respecto á la natura-
vado ad Patrem; guia Pater major me est. Jesucristo, leza h u m a n a . S. Ambrosio añade : Quod si unius Dei
p u e s no se reconoce i n f e r i o r á su Padre mas que en cuan- nomine Paler inlelligalur, quia ab ipso est omnis duc-
to á la h u m a n i d a d , puesto q u e solo en el concepto de tor il as.
h o m b r e es como va al cielo á su Padre. Por lo demás 55. S E C O N D A O B J E C I O N . — Las objeciones que siguen
hablando d e s p u e s el Salvador de sí en cuanto á la tienen mucha relación con las p r i m e r a s . Se opone en
naturaleza divina, dice : Ego et Pater unum sumus, á cuarto lugar el texto de los proverbios (8, 22) : Domi-
cuyo texto p u e d e n agregarse todos los demás que ya nus possedit me in miào viarum suarum, antequam
h e m o s alegado en el § I, en donde se encuentra clara- quidquam facerct a principio. Asi es como se lee en la
m e n t e expresada la divinidad del Yerbo y de Cristo. Vulgata, y esta lección es conforme al texto hebreo; pe-
Objetan en s e g u n d o l u g a r estas palabras de Jesucristo. ro los setenta traducen : Domimis creavit me initium
Descendí de coelo, non ut faciam voluntaiém meam, sed viarum suarum. Luego la sabiduría divina, d é l a cual
voluntatem. ejus, gui misil me (Joan., 6, 58); y ademas se habla aquí (dicen los arríanos), ha sido creada. La
estas otras de san Pablo : Cum autem subjecla fuerint m i s m a consecuencia sacan de este pasaje del Ecclesiàs-
iíli omnia, tum el ipse Filius subjectus crit ei, gui sub- tico (24, 14) : Ab inilio et anle swculu creala stini. Al
jecit sibi omnia (I Cor. 15, 28). Luego el Hijo obedece, p r i m e r texto se responde, que la verdadera lección es
luego está sujeto al P a d r e ; no es p u e s Dios. En cuanto la de la Vulgata, y á ella sola debemos conformarnos
al p r i m e r texto respondemos, que Jesucristo designa las según el concilio de Trento ; pero entendiendo bien la
dos voluntades relativas á las dos naturalezas que habia versión griega, nada tiene que nos sea contrario, porque
en él; á saber, la v o l u n t a d h u m a n a según la cual debia el término creavit q u e se halla en los proverbios, y en
obedecer al Padre, y la voluntad divina q u e le era co- el Ecclesiàstico, no significa estrictamente criar; sirio
m ú n con su Padre. E n cuanto al segundo texto, dice que como enseñan san Gerónimo (in cap. 4, ep. ad
S. Pablo, q u e el Hijo como h o m b r e estará s i e m p r e s u - Eph.) y san Agustín (lib. de Fide et Symb.), se toma in-
jeto al Padre, lo q u e es incontestable; ¿ p e r o qué hay en diferentemente por el verbo gignere. Asi q u e va designa
esto de lo cual p u e d a n prevalerse nuestros adversarios? la creación, y la generación solamente, como consta de
Objetan en tercer l u g a r este pasaje de las Acias de los • este pasaje del Deuteronomio (35, 18) : Deum, qui te ge-
Apóstoles (3, 15) : Deus Abraham, et Deus Isaac, et nuil, derequisii, et obliins es Domini crcatoris lui, en
Deus Jacob, Deus Patrum nostrorum. glorificavit filium donde la simple generación está tomada p o r l a creación.
suum Jesum, guem vos irad'ulisús etc. Yéase, dicen, El pasaje, pues, de los Proverbios no p u e d e entenderse
m a s que de la generación eterna del Verbo, como es fá-
15). Concluyen de este pasaje que el Hijo es u n a criatura
cil convencerse de ello por el contesto, en donde se
perfecta, m a s sin embargo u n a pura criatura. Se p u e d e
d i c e d e la misma sabiduría : Ab (eterno ordinatasum, et
responder con san Cirilo (1. 25, Thesaur.), que aquí se
ex antiquis... ante colles ego parturiebar, etc., estas pa-
trata de Cristo relativamente á la naturaleza h u m a n a ;
labras, ab (eterno ordinata sum, indican en qué sentido
pero mas c o m u n m e n t e se entienden estas palabras de la
debe tomarse el término creavit. Pudiera también darse
naturaleza divina : Cristo es llamado allí el primogé-
esta respuesta de S. Hilario (1. de Synod., c. 5), que es
nito de toda criatura, p o r q u e , como lo explica san Ba-
probable q u e la voz creavit se refiere á la naturaleza hu-
silio (liv. k, contra E u n o m . ) , es la causa de todas :
mana tomada en tiempo, y la de parturiebar á la gene-
Quoniam in ipso condila sunt universa in ccelis, et in
ración eterna del verbo : Sapientia itaque, qute se dixit
terra. En el mismo sentido le llama también el Apo-
creatam. eadem in consequenti se dixit et genitam; crea-
calipsis (1, 5) primogénitas mortuorum. Quod causa
tioneni referens ad parentis immutabilem naturam, qiue
sit resurrectionis ex mortuis, dice el mismo santo doc-
extra humani partís specicm et consuetudinem, sine itn-
t o r . También puede decirse q u e es el primogénito por-
rninutione aliqua ac diminutione sui creavit ex seipsa
q u e fue engendrado antes q u e nada existiese, como lo
quod genuit. Respecto del pasaje del Ecclesiástico, las
interpreta Tertuliano (contra Prax., c. 7) : Primogenitus
palabras siguientes : Et qui creavit me, requievit in
est ante omnia gcnitus et unigenitus ut solus ex Deo ge~
tabernáculo meo, indican claramente q u e se habla en
hitus. San Ambrosio (I. de Fide, c. 6) dice lo mismo :
ellas de la sabiduría encarnada, pues que en efecto por
Legimus primogenitum fdium, legimus unigenitum: pri-
medio de la encarnación, Dios que crió á Jesucristo,
mogenitum, quid nemo ante ipsum; unigenitum, quia
qui creavit me (en cuanto á la h u m a n i d a d ) , requievit in
nemo post ipsum.
tabernáculo meo, descansó en esta m i s m a humanidad.
57. O Ü J E C I O S C O A R T A . — Oponen lo sexto estas pala-
E n seguida vienen estas palabras. In Jacob inhabita, et
bras de san J u a n Bautista : Qui post me venturus est,
in Israel hcereditare, et in electis meis mitte radices,
ante me factus est ( J o a n . , 1 , 1 5 ) . Y dicen, luego el Verbo
todas las cuales cosas convienen á la sabiduría increada,
ha sido criado. San Ambrosio (1. 5 de Fide) responde
q u e tomó la carne de Jacob, y de Israel, y de esta ma-
que por estas palabras, ante me factus est, no pretende
nera se hizo la raiz de todos los escogidos. San Agustín
san Juan decir otra que mihi prcelatus est et prceposilus
(1. 5, d e T r i n . , c. 12), san Fulgencio (1. contra serm.,
est, y q u e da al p u n t o la razón de esto cuando añade
Faslid. Arian), y en especial san Atanasio (írat. 2. contra
quia prior me eral. El Verbo le habia precedido desde
Arian), h a n adoptado esta interpretación.
la eternidad, y he aquí por qué no era digno de desa-
tarle el calzado. Cujus non sum dignus ut solvam ejus
5 6 . T E R C E R A O B J E C I O X . — S E arguye en quinto lugar
corrigiam calceamenti. La misma respuesta sirve para
con lo q u e san Pablo dice de Jesucristo : Qui est imago
este pasaje de san Pablo : Tanto melius angelis effeclus
ci invisibilis, primogénitas omnis creatune (Coloss., 1,
(Hete;, i , 4), es decir, tanto m a s elevado en dignidad
q u e los mismos ángeles. opone : Unus Deus, et Pater omnium, qui est super om-
58. QUINTA ODJECIOS. — Arguyen en séptimo lugar nes, et per omnia, etin ómnibus ( E p h . , 4 , ^ se responde
con este pasaje de san J u a n : II,ec est vita a-terna : ut q u e estas expresiones unus Deus, et Pater omnium no
cognoseant te solum Deum verum (Patrem) el quem mi- excluyen a d . v i n i d a d d e las otras dos personas ; ademas
sisti Jesum Christum (Joan., 17. 5). Hé aquí, pues, di- que la p a l a b r a Pater no debe tomarse a q u í en el sen-
cen, que solo el Padre es verdadero Dios; pero se res- tido estricto q u e no convenga mas q u e á la persona del
p o n d e q u e la palabra solum no esciuyc de la divinidad Padre, sino e n cuanto d e s í g n a l a esencia divina, y es
mas que á las criaturas. Leemos e n ' s a n Mateo : Nemo prop.o a toda la Trinidad, á q u i e n invocamos t o d a ' e n -
novit Filium, nisi Pater; ñeque Patrem nisi Filius tera cuando decimos : Pater noster, qui es in ccelis.
(Matth., 1 1 , 2 7 ) . Sin embargo ¿ q u i é n ha inferido j a m á s De la misma manera se explica este otro pasaje de la
de estas palabras q u e el P a d r e no se conociese á sí primera carta de san Pablo á Timoteo (2, 5) .- Unus
m i s m o ? Es, pues, necesario e n t e n d e r la partícula so- enim Deus, unus et mediator Dei et hominum, homo
lum, en el testo que se nos opone, como se entiende Christüs Jesús. Estas palabras unus Deus no excluyen
en este del üeuterouomio (32, 12) : Dominus solas dux la divinidad de Jesucristo; y las que siguen, unus me-
ejus fuit, et nonerat cum eo Deus alienus, ó en este otro diator Dei et hominum Christüs Jesús, indican clara-
de san Juan, en dondfc Jesucristo dice á sus discípulos : mente, dice s a n Agustín, que Jesucristo es Dios y h o m -
Et me solum relinquatis (Joan., 16; 52). En este último bre todo j u n t o : Mortem enim nec solus Deus sentiré
pasaje, la palabra solum no está allí para excluir al Pa- nec solus homo superare potuisset.
dre puesto que el Salvador añade inmediatamente : Et 4 0 . S E X T A O B J E C I O N . — Objetan en octavo l u g a r el
non sum solus, quia Pater mecum est. En el mismo sen- texto de san Marcos (15, 52) : De die autem illo, vct
tido debe tomarse el texto s i g u i e n t e de san Pablo • Sci- hora, nemo scit, ñeque angeli in ccelo, ñeque Filius, ñe-
mus, quia nihil est idolum in mundo, et quod hullas est que Pater. Luego, dicen, el Hijo no conoce todas las
Deus, nisi unus. Nam étsi sunt qui dicantur dii sive in cosas. Alguno ha respondido que Jesucristo no sabia el
ocelo, sive in térra... Nobis lamen unus Deus Pater, ex dia del juicio en cuanto hombre, sino solamente en
quo omnia, et nos in illum; et unus Dominus Jesús cuanto Dios ; pero desechamos esta respuesta, porque
Christüs per quem omnia, et nos per ipsum (1. Cor. 8, 4. dicela E s c r i t u r a terminantemente que Cristo aun como
5 y 6). Estas palabras, unus Deus Pater, están puestas h o m b r e f u e dotado de la plenitud de ciencia : Vidimus
para excluir los falsos dioses, y no la divinidad del Hijo, gloriam ejus, gloriam quasi nnigeniti a Paire, plcnum
como ni estas, et unus Dominus Jesús Christüs i m p i - gratice, el véritaús (Joan. 1, 14); y en otro l u g a r : In
den que el Padre sea nuestro Señor. quo sunt omnes thesauri sapientice et scienlue absconditi
(Coloss., 2, 5). Tratando san Ambrosio la misma cues-
59. Del mismo modo al texto siguiente q u e se nos tión, dice : Quomodo nescivit judicii diern, qui horam
— To-
judicii, et locum, et signa expressit, et causam ? (L. 5de no nos permiten dudar que Cristo haya recibido de su
Fide, c. 1 6 , n. 2 0 4 . ) La iglesia de Africa exigió también Padre u n a plena potestad : Sciens quia omnia dedil ei
u n a r e t r a c t a c i ó n á Leporio q u e habia dicho que Cristo - Pater in manus (Joan. 15, 5). Omnia mihitradita sunt
en c u a n t o h o m b r e ignoró el dia del juicio, y se retractó a Patre meo (Matth. 2, 27) : Data est mihi omnispot.es-
v o l u n t a r i a m e n t e . La verdadera respuesta es, que se tas in crelo et in terra (Matth. 28, 18). ¿Cómo, p u e s ,
dice h a b e r i g n o r a d o Jesucristo el dia del juicio poique se dice que no le pertenece el d a r á los hijos del Zebe-
era i n ú t i l , y poco conveniente q u e lo manifestase á los deo el lugar que deseaban? L a s o l u c i o n d e la dificultad
h o m b r e s : esta d o c t r i n a es de san Agustín : Quod dk- se halla en la respuesta misma que les da el Señor :
tutu est, nescire Filium, sic dictuni est, quia facit nes- Non est meum daré vobis, sed quibus paratum est a Pa-
cire homines, id est non prod.it eis, qaod inuliülcr sá- ire meo. Jesucristo no dice que no esté en su poder el
rent. C o n c l u i m o s , pues, de estas palabras, q u e el Padre distribuir los sitios en el cielo, sino q u e no puede dar-
no ha q u e r i d o q u e el Hijo manifestase aquel dia, y que, los, vobis, á vosotros que fundáis vuestras pretensiones
el Hijo enviado del P a d r e ha podido decir que no lo para obtenerlos en u n simple derecho de parentesco,
sabia, p o r q u e n o t e n i a misión de revelarlo. porque el cielo se concede á los que el Padre ha prepa-
4 1 . S É P T I M A O B J E C I Ó N . — Oponen, en nono l u g a r , que rado, así como Cristo que es igual al Padre. Si omnia,
solo el P a d r e es l l a m a d o b u e n o con exclusión del Hijo: escribe S. Agustín, quee habet Paler, mea sunt; el hoc
Quid me dicis bonum? Nenio bonus, nisi unus Dem) utique meum est, et cum Patre illa paravi (1.1 de Trin.,
(Marc., 10, 1 8 ) : Confiesa, pues, el mismo Cristo que no c. 12).
es Dios. R e s p o n d e san Ambrosio (l. 2 de Fide, c. l ) q u e |
45. NO.NA O B J E C I O N . — Oponen, p o r último, este pa-
esto es u n a especie de reprensión que Jesucristo dirice
saje de S. Juan .v. 19¡ : Non polest Filius a se facere
al j ó v e n del E v a n j e l i o , como si le dijera : ¿No me reco-;
quidquam, nisi quod viderit Pairan facientem. Sanio
noces p o r Dios, y m e llamas bueno ? Dios solo es bueno
Tomás (1 part. Q. 42, a r t . 6 ad 1.) responde : Quod
p o r sí m i s m o y p o r eseucia : Ergo vel bonum non ap- ;
dicitur, Filius non polest a se facere q u i d q u a m , non
pella, velDeum me esse crede, son las palabras del sanio í
subtralútur Filio aliqua pótelas, quam habeat Pater;
doctor.
cum statim subdatur, quod quíecumque Pater facit,
4 2 . O C T A V A O B J E C I O N . — Oponen, lo d é c i m o , que | Filius similiter facit.: sed ostenditur quod Filius hubeat
Cristo n o t i e n e u n pleno poder sobre las cosas cria- [ potestatem a Patre, a quo habet naturam. Ende dicit Hi-
das, p u e s t o q u e r e s p o n d e á la m a d r e de Santiago y de r larius (1. 9 de Trin.) : Nalurce dirime hcec imitas est,
J u a n q u e l a p e d i a m a n d a r a sentar sus dos hijos uno á [ ut ita per se agdt Filius, quod non agat a se. La misma
su derecha, y el o t r o á su izquierda en el cielo : Seden respuesta p u e d e aplicarse á estos otros textos que nos
ad dexteram et sinistram, non est meum daré, etc. (Mat., ' oponen los adversarios : Mea doctrina non est mea
2 0 , 23). R e s p ó n d e s e á esto q u e las divinas escrituras { (Joan. 7, 16). Pater diligit Filium, et omnia demons-
tralei (Joan. 5, 20). Omnia miíú traditá simia Paire defendió y divulgó esta herejía con el mayor encarniza-
meo (Malth. 2, 27). Pretenden inferir de estos pasajes miento. Hemos demostrado contra los socinianos, al
q u e el Ilijo n o p u e d e ser Dios por naturaleza y sustan- r e f u t a r la herejía de Sabelio, q u e el Espíritu-Santo es
cia. Pero se r e s p o n d e que siendo engendrado el Hijo la tercera persona de la Santísima Trinidad, subsistente
p o r el P a d r e , recibe de él por comunicación todas las y realmente distinta del Padre y del Hijo : vamos á
cosas, y q u e el P a d r e engendrando al Hijo le comunica probar ahora que el Espíritu-Santo es verdadero Dios,
todo lo q u e tiene, excepto la paternidad, p o r la cual es igual y consustancial al Padre y al Hijo.
relativamente opuesto al Hijo ; y esta es la razón por-
q u e el p o d e r , la sabiduría y la voluntad son perfecta-
m e n t e u n a m i s m a cosa en el Padre, en el Hijo, y en el
Espíritu-Santo. Los arríanos oponen muchos otros tex-
Se prueba la divinidad del Espiritu-Sanio por las sanias Escrituras, por la
tos d e la e s c r i t u r a ; m a s como no contienen dificultades tradición de los padres, y por los concilios generales.
p a r t i c u l a r e s , será fácil responder á ellos p o r lo que h e -
mos dicho. 2. P R I M E R A P R U E B A . — Se toma de las escrituras.
Ciertamente que bastaría u n solo texto para establecer
de una manera evidente este dogma católico, y seria el
de san Mateo, en q u e Jesucristo impone á sus discípu-
los la obligación de p r o m u l g a r la fe : Euntes ergo, iló-
cete mines gentes, baptizantes eos in nomine Patris, et
DISERTACION TERCERA. Filii, el Spiritus-Sancti(Matth. 2 8 , 1 9 ) . Por esta creencia
se profesa la religión cristiana q u e está f u n d a d a en el
REFUTACION D E LA H E R E J Í A DE MACEDONIO, QUE NEGABA LA misterio de la Trinidad, el mas augusto de nuestra fe :
DIVINIDAD DEL ESPÍRITU-SANTO. p o r la virtud de estas palabras se i m p r i m e el carácter
de cristiano en todo h o m b r e que entra en la iglesia por
! . No negó Arrio formalmente la divinidad del Es- la via del bautismo, cuya forma aprobada por todos los
píritu-Santo ; pero sus principios la combatían, porque santos padres, y usada desde los primeros siglos, es
es evidente q u e si el Hijo no era Dios, el Espíritu-Santo esta : Ego te baptizo in nomine Patris, et Filii, et Spi-
que procede del Padre y del Hijo, tampoco podía serlo. rilus-Saneti. Nombrar seguidas las tres personas y sin
Sin embargo, Aecio, Eunomio. Eudoxio, y los demás la m e n o r distinción, es reconocer q u e son iguales en
discípulos de Arrio, q u e enseñaron después q u e el Hijo poder y en virtud. Decir in nomine en singular, y no in
era d e s e m e j a n t e al Padre, combatieron la divinidad del nominibus, es proclamar la unidad de esencia de estas
Espíritu-Santo, y de este número f u e Macedonio, q u e mismas personas divinas, Poniendo la conjunción copu-
tralei (Joan. 5, 20). Omnia miíú traditá simia Paire defendió y divulgó esta herejía con el mayor encarniza-
meo (Malth. 2, 27). Pretenden inferir de estos pasajes miento. Hemos demostrado contra los socinianos, al
q u e el Ilijo n o p u e d e ser Dios por naturaleza y sustan- r e f u t a r la herejía de Sabelio, q u e el Espíritu-Santo es
cia. Pero se r e s p o n d e que siendo engendrado el Hijo la tercera persona de la Santísima Trinidad, subsistente
p o r el P a d r e , recibe de él por comunicación todas las y realmente distinta del Padre y del Hijo : vamos á
cosas, y q u e el P a d r e engendrando al Hijo le comunica probar ahora que el Espíritu-Santo es verdadero Dios,
todo lo q u e tiene, excepto la paternidad, p o r Ja cual es igual y consustancial al Padre y al Hijo.
relativamente opuesto al Hijo ; y esta es la razón por-
q u e el p o d e r , la sabiduría y la voluntad son perfecta-
m e n t e u n a m i s m a cosa en el Padre, en el Hijo, y en el
Espíritu-Santo. Los arríanos oponen muchos otros tex-
Se prueba la divinidad del Espiritu-Sanio por las sanias Escrituras, por la
tos d e la e s c r i t u r a ; m a s como no contienen dificultades tradición de los padres, y por los concilios generales.
p a r t i c u l a r e s , será fácil responder á ellos p o r lo que h e -
mos dicho. 2. P R I M E R A P R U E B A . — Se toma de las escrituras.
Ciertamente que bastaría u n solo texto para establecer
de una manera evidente este dogma católico, y seria el
de san Mateo, en q u e Jesucristo impone á sus discípu-
los la obligación de p r o m u l g a r la fe : Euntes ergo, do-
cete omnes gentes, baptizantes eos in nomine Patris, et
DISERTACION TERCERA. Filii, el Spiritus-Saneti(Matth. 2 8 , 1 9 ) . Por esta creencia
se profesa la religión cristiana q u e está f u n d a d a en el
REFUTACION D E LA H E R E J Í A DE MACEDONIO, QUE NEGABA LA misterio de la Trinidad, el mas augusto de nuestra fe :
DIVINIDAD DEL ESPÍRITÜ-SASTO. p o r la virtud de estas palabras se i m p r i m e el carácter
de cristiano en todo h o m b r e que entra en la iglesia por
I . No negó Arrio formalmente la divinidad del Es- la via del bautismo, cuya forma aprobada por todos los
píritu-Santo ; pero sus principios la combatían, porque santos padres, y usada desde los primeros siglos, es
es evidente q u e si el Hijo no era Dios, el Espíritu-Santo esta : Ego te baptizo in nomine Palris, et Filii, et Spi-
que procede del Padre y del Hijo, tampoco podía serlo. ritus-Saneti. Nombrar seguidas las tres personas y sin
Sin embargo, Aecio, Eunomio. Eudoxio, y los demás la m e n o r distinción, es reconocer q u e son iguales eu
discípulos de Arrio, q u e enseñaron después q u e el Hijo poder y en virtud. Decir in nomine en singular, y no in
era d e s e m e j a n t e al Padre, combatieron la divinidad del nominibus, es proclamar la unidad de esencia de estas
Espíritu-Santo, y de este número f u e Macedonio, q u e mismas personas divinas. Poniendo la conjunción copu-
lativa et, se confiesa la distinción real que existe entre
estas personas : de otra manera, si se dijese in nomine baptismus, qui in Patre, et Filio, et Spiritu-Sancto con-
Patris, Filii, ct Spiriíus-Sancti, podría tomarse el tér- fcrtur, et una fules esl in eamdem Trinitatem, ut ait
mino Spiriíus-Sancti, no por u n nombre propio y sus- Apostolus; sic Sancta Trinitas in seipsa consistáis, et
tantivo, como lo es en efecto, sino por u n simple adje- in se unita, nihil liabet in re factarum rerum. Así que,
tivo, p o r un simple epíteto dado al Padre y al Hijo. Por á la manera que Ja unidad de la Trinidad es indivisa, así
esta m i s m a razón, dice Tertuliano, q u e quiso el Señor también la fé en las tres personas unidas en ella es u n a
q u e en la administración del bautismo se hiciese una é indivisa ; y p o r esto debemos creer que el nombre del
ablución cada vez que se nombra u n a persona, á fin de Espíritu-Santo, es decir, d é l a tercera persona divina,
q u e creyésemos firmemente que las tres personas de la tantas veces repetido en las escrituras de una m a n e r a
Trinidad son entre sí realmente distintas : Mandavit expresa, no es un nombre imaginario ó inventado al
ut tingerent inPatrcm, ctFiüum,et Spirilum-Sanctum: placer, sino el verdadero de la tercera persona, que es
non in unum, nam ncc semcl, sed ter ad síngala nomina Dios como el Padre y el Hijo. Yo, pues, sena de parecer
in personéis singulas linqimur (Tertull., contra Prax que al escribir el n o m b r e del Espíritu-Santo se pusiese
c. 26). entre las dos voces que le componen u n a rayita (1) para
indicar q u e no son simplemente dos palabras que p u e -
5. S. Atanasio escribe en su famosa carta á Serapion dan aplicarse al Padre y al Hijo, sino verdaderamente
que en el b a u t i s m o se u n e de lal modo el nombre del un solo n o m b r e propio, el de la tercera persona de la
Espíritu-Santo al del Padre y del Hijo, que si se omi- Santísima Trinidad. Y añade san Atanasio (ep. 5 ad
tiera seria n u l o el sacramento : Qui de Trinitale aliquid Serapion. n. 6), ¿con qué fin hubiera Jesucristo aso-
exirnit, el in solo Patris nomine bapthatur, aut solo ciado al Padre y al Hijo el Espíritu-Santo si este último
nomine Filii, aut sine Spiritu in Paire, et Filio, nihil no hubiese sido mas q u e una simple c r i a t u r a ? ¿Qué
accipit; nam in Trinitate initiatio perfecta consistit (ep. faltaba, pues, á Dios para q u e llamase á u n a sustancia
1. ad S e r a p i o n , n. 50. Así no hay bautismo sin la invo- extraña á partir con él su gloria? Quod si Spiritus
cación del Espíritu-Santo, porque el bautismo es u n crealura esset, non cum Patre copulasset, ut Trinitas sibi
s a c r a m e n t o en el cual se profesa la fe, y esta fe contiene ipsi dissimilis esset, si extraneum quidpiam et alienum
la creencia d e las tres divinas personas u n i d a s en u n a adjungeretur. Quid enim Deo deerat, ut quidquam diver-
sola esencia : p o r manera q u e quien negase u n a sola
persona, n e g a r í a al mismo Dios. Esto es lo q u e expresa
(í) Tan fundada y critica es la observación de san Alfonso Ligorio que
el pasaje siguiente del mismo santo doctor (ibidem). honra sobremanera el buen sentido y delicado ingenio con que está dictada.
Qui Filium a Patre dividit, aut Spirilum-Sanctum ad Desde ahora, pues, se notará que M a n í a s veces baya de escribir el nombre
de la tercera persona de la Santísima Trinidad, lo haré en la forma que indica
creaturarum condiüoncm delrahit, ñeque Filium habct, el samo ser de su agrado. S e ve, pues, muy en claro cuan ingenioso es un
ñeque Pairan. Et quidem mérito; ut enim mus est celo discreto, y como previene todos los riesgos que pudiera correr a u n r e -
motamente la causa por él susteniada
svsubmntke assumeref, etc., ut eum Uto glorificaren? a Paire, Spiritimi veritatis, qui a Paire proceda, Ule
S E « ™ * de S. Mateo q u e aca-
PRÜ£IU. _ A , ^ T O lestimonium perlúbebit de me. Jesucristo, pues, envia
bamos de referir, y en el cual nuestro Señor Je u r 0 al Espíritu de verdad, ego mittam vobis, etc. : mas este
intima a sus discípulos, n o solamente que bautice en Espíritu no p u e d e ser entendido del Espíritu propio de
S
' - Personas, sino t l b i e h | : : ,2 Cristo, porque el Espíritu propio se da y se comunica,
e J ficles pero no se envia : enviar significa trasmitir una cosa
¿°> » creencia de estas mismas p e r -
sonas : Hocete omnes gentes, baptizantes, eos in nonúne distinta de la persona q u e envia. Añade el Salvador:
Patns, etc. corresponde este otro de san J u a n Tres qui a Patre procedit; la procesion, respecto de las
d a n t
™ ^ ^ personas divinas, lleva consigo la igualdad : también
Spintus-Scuictus; et Id tres unum sunt (Joan. 1, Ep 5 h a n empleado los santos padres este argumento contra
los arríanos para p r o b a r la divinidad del Verbo, como
( m o d jímos en ,a disc!taci
s ' b S f r r ; °» cont^
p u e d e verse en S. Ambrosio (I. 1 d e S p i r . - S . , c. 4). La
Sab lio„ 9) denotan e v i d e n t e m e n t e la u n i d a d de n a t u - razón es clara : proceder de otro es recibir el ser mis-
raleza, asi como la d i s t i n c i ó n de las tres personas m o del principio de donde p a r t e la procesion. Si, pues,
taas. Dice el texto : eí Ai ( n a unum sunt: s i l o s £ el Espíritu-Santo procede del Padre, recibe de él necesa-
testigosson una misma cosa, luego cada u n o de ellos r i a m e n t e l a divinidad, tal como existe en el Padre m i s m o .
b m Sma
' ó la misma sustancia : de ot a
manera, dice san Isidoro (1. 7 Etymol., c. 4). no seria 6. C U A R T A P R U E B A . — Otra p r u e b a muy convincente
en favor d e la divinidad del Espíritu-Santo es, que en
Iíwí a
S'in p^hl' ^ ^ , 0
a sint, unum U atl : cum tVi
« U. n Pablo expresa la m i s m a verdad escribiendo á las escrituras es l l a m a d o Dios como el Padre, sin a d i -
s fi le de C o n a t o : Gratia Domini nostri Jesuckñsü, ción, restricción, ni desigualdad. Isaías (cap. 6, v. 1 de
et chantas Da, et conmunicatio Sancti-Spiritus sit sus profecías) habla en esta materia del Dios Supremo :
cum ómnibus vobis (2 Cor. 1 5, \ 3).
Vidi Dominum sedentemsuper solium excelsum... Sera-
5. P U D E B A TERCERA. - La divinidad del Espíritu-San- plúm stabant super illud... et clamabant alter ad aite-
to se enseña t e r m i n a n t e m e n t e en los lugares de la es- rum, et dicebant : Sanctus, sanctus, sanctus Dominus
c r i t u r a , en donde se habla d e su misión sobre la i g l e - Deus exercituum, piena est omnis terra gloria ejus... Et
sia. Se lee en el evangelio d e san J u a n (14, 16) • Eao audivi vocem Domini dicentis... Vade, et dices populo
rogaba Patrem, et alium Paracletum clabit vobis ut huic : Audite audientes, et notile intelliqere... Excceca
maneat vobiscum in celernum. Por estas palabras, alium cor populi hujus, et aures ejus aggrava. San Pablo,
I arac etum, da á e n t e n d e r c l a r a m e n t e Nuestro Señor la p u e s , nos asegura que este Dios Supremo de q u e habla
igualdad que existe e n t r e él y el Espíritu-Santo Dice Isaías es el Espíritu-Santo : hé a q u í sus palabras : Quia
t a m b i é n en el capítulo 15 y 16 del mismo evangelio • bene Spiritus-Sanctus loculus est per Isaiam prophetam
luríi autem venerit Paracletus, rpiem ego mittam vobis ad Paires nostros, dicens : Vaile ad populum istum, et
dic ad eos : Aure audietis, et non intelligetis, etc. (Act. sion que dirige á Ananías, dá al Espíritu-Santo ei n o m -
28, 25 y 26). Se ve, pues, q u e el Espíritu-Santo es el bre de Dios, por oposicion á la criatura : Anania cur
mismo Dios á quien llama Isaías Dominas Deus exerci- lentavit Satanas cor tuum mentili te Spiritui-Sancto,
tuum. San Basilio (1. 5 contra Eunom.) hace u n a bella et fraudare de pretto agri... Non es mentilus hominibus,
observación sobre este texto de Isaías : dice que estas sed Deo (Act. 5, 4). Que san Pedro haya querido desi-
m i s m a s p a l a b r a s , Deus exerciluum, son aplicadas al gnar aquí por Dios la tercera persona de la Trinidad, es
P a d r e por Isaías en el pasaje q u e acabamos de citar : al manifiesto por el mismo pasaje ; y así lo han reconoci-
Hijo por san Juan, en el versículo 58 y siguientes del do san Basilio (1. 1 contra E u n o m . e t l i b . de Spir.-S.
capítulo doce, en el cual refiere el texto de Isaías ; y en c. 16), san Ambrosio (1. 1 de Spir.-S. c. 4), san Grego-
fin al Espíritu-Santo por san Pablo, como ya liemos rio Nazianceno (orat. 57), san Agustin y otros padres.
visto. Escuchemos á san Basilio : Propheta inducit Hé aquí lo que dice san Agustin (1. 2 contra Maximin.
Patris in quem Juckei credebanl, Personam : Evange- c. 21) : Atque ostendam, Deum esse Spirilum-Sanctum,
lista., Filii: Paulas, Spiritus; Ulian ipsum qui visas non es, inquit, mentitus hominibus, sed Deo.
fuerat unum Dominum Sabaoth. eommuniter nominatus. 8. P R U E B A Q U I S T A . — Otra prueba no menos evidente
Sermonem quem de hypostasi instituerunt, dislinxere, d é l a divinidad del Espíritu-Santo es q u e la E s c r i t ú r a l e
indistincta manenteineis.de uno Deo seníentia. El Padre, atribuye propiedades q u e no pueden convenir mas que
el Hijo, y el Espíritu-Santo son, p u e s , tres personas dis- á aquel solo que es Dios por naturaleza ; y desde luego
t i n t a s : y sin embargo, todas son el mismo Dios que h a - la inmensidad q u e llena el m u n d o , á q u é otro puede
bla por la boca de los profetas. Citando el Apóstol estas convenir sino á Dios? Coelum et terram ego impleo,
palabras del salmo 94 (v. 9) : Tcntuverunt me Paires dice el Señor (Jer. 23, 24). La escritura atestigua, pues,
vestri, asegura q u e este Dios, tentado por los israelitas, que el Espíritu Santo llenó el m u n d o : Spiritus Domini
no es otro que el Espíritu-Santo : Quapropter sieul iiiál replevit orbem terrarum (Sap. 1 , 1 7 ) . Luego el Espíritu-
Spiritus-Sanctus... Tentaverunt me Paires vestri (liebr. Santo es Dios. Escuchemos á san Ambrosio : De qua
creatura dici potest, universa : quia repleverit quod
5, 7 y 9).
scriptum est de Spiritu-Sancto : Effundam de Spirita
7. Se confirma esta verdad con el testimonio de san
meo super omnem cameni, etc. Domini enim est omnia
Pedro (Act. 1 , 16), q u e atestigua q u e el Espíritu-Santo
compiere, qui dicit : Ego coelum et terram impleo (1. 1,
es el mismo Dios q u e habló p o r boca de los Profetas | de Spir.-S., c. 7). Se leen ademas en las Actas de los
Oporlet impleri scripluram, quam pnedixit Spiritus- apóstoles (2, 4) estas palabras : Depleli sunt omnes Spi-
Sanctus per os David. Y en su segunda Carta (cap. 1, ritu-Sancto. ¿Señó j a m á s en las escrituras, exclama
v. 21) : Non enim volúntate humana alíala esl aliquando Dydimo, q u e alguno estuviese lleno de u n a c r i a t u r a ?
prophetia, sed Spirilu-Sanclo, inspirati locuti sunl Aeiwo aulem in scvipluris, sive in consuetudine sermonis
sancti Dei homines. El mismo san Pedro en la repren-
ptenus creatura dicitur. Resta que concluir que todos
Spiritu oris ejus omnis virtus eorum. San Lucas es a u n
fueron verdaderamente llenos de Dios, y este Dios era
mas t e r m i n a n t e en el pasaje en donde refiere la res-
el Espíritu-Santo.
puesta que dió el Arcángel á la Santísima Virgen, cuan-
0. En segundo l u g a r si creemos á san Ambrosio, á
do le preguntó q u e cómo habia de ser m a d r e , después
solo Dios pertenece el conocer los secretos de la Divini -
de haber consagrado á Dios su virginidad : Spiritiis-
dad : A 'ano enim inferior superioris scrutatur arcana.
Sanctus supervenid inte, et virtus Altissimi obumbrabit
San Pablo nos revela q u e : Spiritus enim omnia scru-
tibi... Quia non est impossibile apud Deum omne Ver-
tatur, etiam profunda Bei. Quis enim kominum scit quie
ini™ (Luc. 1, 35). Ile aquí, pues, q u e nada es imposible
•sunt hominis, tlisi spiritus hominis qui in ipso est? Ita
al Espíritu-Santo. El es q u i e n ha criado el universo :
et quas Dei sunt, nenio cognovit, nisi Spiritus Dei (1 Cor.
Emine Spiritimi tuum, et creabuntur (Psal. 105, 50).
2. 10 y l i ) . Concluimos pues, q u e ei Espíritu-Santo es
Se lee en Job : Spiritus Domini ornavit ccelos (Job. 26,
Dios; p o r q u e , exclama í'ascasio, ¿si á Dios solo perte-
15). El poder de criar es u n a propiedad que solo per-
nece el conocer el cornzon del h o m b r e , scrutans corda,
tenece á la omnipotencia divina. Lo cual hizo decir á
et renes Deus, cuanto m a s el sondear las profundidades
san Atanasio, (ep. 5, ad Serapion, n. 5) : Cum hoc igi-
de Dios? Si enim hominis occulta cognoscere divinitatis
tur scriptum sit, manifestum est, Spiritimi non esse
est proprium, quanto magis scrutari profunda Dei satu-
creaturani, sed in creando adesse : Pater enim per Ver-
rni in persona Spiri tus-Saiieti majestatis insigne est?
bum in Spiritu creai omnia., quandoquidemubi Verbum,
Con el mismo texto de san Pablo p r u e b a san Atanasio la
illicet Spiritus; et quat per Verbum creantur, habentex
consustancialidad del Espíritu-Santo con el Padre y el
Spiritu per Filium vini existendi. Ita enim scriptum est
Hijo. A la manera, dice, q u e el espíritu del hombre,
(Psai. 52) : Verbo Domini cceli firmati s u n t , et Spiritu
que conoce los secretos del h o m b r e no Je es extraño, si-
oris ejus omnis virtus e o r u m . Nimirum ita Spiritus in-
no de la misma sustancia, así también el Espíritu-Santo
divisu-s est a Filio, ut ex supradictis nullus sit dubitandi
que conoce los secretos de Dios, no pudiera serle ex-
locus.
traño ; antes bien tiene con Dios u n a sola y m i s m a sus-
11. — 4 o La gracia de Dios no puede venir sino de
tancia : Annoti sunimce hnpielatis fuerit dicere, rem
Dios mismo : Grciliam et qloriatn dabit Dominus (Ps. 17,
crcatam esse Spiritimi qui in Dco est, et qui profunda
15). Está escrito del Espíritu-Santo : Charitas Dei dif-
Dei scrutatur? nani qui in ea mente est, fateti utique
fusa est in cordibus nostris per Spiritum-Sanctum, qui
cogelur, spirUum hominis extra hominem esse (ep. I, ad
datus est nobis (Rom. 5, 5). Sobre lo cual hace Dydimo
Sera p i a n . n . 22),
(üb. de Spir. Sanct.) esta observación : Ipsum effusio-
10. — ?j" A solo Dios c o n v i e n e la o m n i p o t e n c i a ; y nis nomen increatam Spiritus-Sancti substantiam pro-
sin e m b a r g o vemos quo el s a l m o (55, 6 ) , la a t r i b u y e a l bat; ncque enim Deus, cum angelum mittit, effundam
Espíritu-Santo : Fer&o Domini cceli firmati sunt, et dicit de angelo meo. Respecto á la justificación dijo el
mismo Jesucristo á sus discípulos : Acápite Spirilum- tam vobis a Patre spiritum verilatis, qui a Paire proee-
Sanctum ; quorum remisseritis peccata, remiüunlur eis (lit. E s t e pasaje establece contra los arrianos y macedo-
(Joan. 20, 22 y 23). Si el poder de p e r d o n a r los pecados nianos que el Espíritu-Santo no solamente procede del
viene del Espíritu-Santo, claro está que es Dios. Ademas Padre, cuyo dogma f u e despues definido en el concilio
nos asegura el apóstol que Dios es quien obra todas las deConstantinopla en estos t é r m i n o s : Et Spiritum-Sanc-
cosas en nosotros : Deus qui operatur omnia in ómnibus tum Dominum, el vivificanteni, el ex Paire proceden-
(1 Cor. 12, 6), y añade en seguida en el mismo lugar iem, etc.; sino que prueba al mismo tiempo que el Es-
(v. 2), q u e Dios es el mismo Espíritu-Santo : Eoc auíem píritu-Santo procede del Hijo : h é a q u í sus p a l a b r a s :
omnia operatur unus atque idem Spiritus dividcns sin- quem ego mitiam vobis, las cuales se e n c u e n t r a n repe-
gidis prout. vidt. Por esto, dice san Atanasio, nos ense- tidas en otros lugares del mismo evangelio de san Juan:
ña la Escritura que la operación de Dios es la del Espí- Si enim non abiero, Paracletus non venid ad vos, si au-
ritu-Santo. tem abiero, mittam eum ad vos (Joan. 16, 7); Paracletus
1 2 . _ 50 Nos dice san Pablo q u e somos los templos autem Spiritus-Sanetus, quem mittet Pater in nomine
de Dios (1 Cor. o, 16) : Nescilis quia templum Dei estis. meo (Joan. 14, 26). En la divinidad no p u e d e ser e n -
Y después añade en otro lugar de la misma carta (6, 16), viada una persona sino p o r la otra de q u i e n procede :
q u e nuestro cuerpo es el templo del Espíritu-Santo: An así el Padre que es el origen d é l a divinidad, no consta
nescilis, quoniam membra vestra templum sunt Spiriíus- en parte alguna de la escritura que sea enviado; y el
Sancti, qui in vobis est? Si somos los templos de Dios, y Hijo q u e no procede mas que del Padre, se dice q u e es
los del Espíritu-Sanio, preciso es convenir en que el enviado por é l ; pero j a m á s p o r el Espíritu-Santo : Sicul
Espíritu-Santo es Dios; de otro modo, si el Espíritu- misit me vivens Pater, etc. Misil. Deus Filium suum
Santo no es m a s que u n a criatura, será necesario decir factum ex muliere, etc. Luego si el Espíritu-Santo es
q u e el templo de Dios es también el de la criatura : tal enviado por el Padre y p o r el Hijo, es necesario q u e
es el raciocinio de san Agustin, lié aquí sus p a l a b r a s : proceda de a m b o s ; y esta consecuencia es tanto mas
Si Deus Spiritus-Sanetus non esset, templum ulique nos necesaria, cuanto q u e la misión de u n a persona divina
ipsos non haberet... Nonne si templum alicui sánelo vel p o r otra no puede hacer ni por via de mandato, ni de
angelo faceremus, anathemaremur a vertíate Christi et instrucción, ni de otra manera alguna, teniendo las
ab Ecclesia Dei; quoniam crealurce exhiberamus eam tres personas divinas u n a autoridad igual, y u n a igual
servilutem, qiue unitantum debelur Deo. Si ergo sacri- sabiduría. No queda, pues, cómo entender esta misión
legi essemus. faciendo templum cuicumque crealurce quo- sino del origen y de la procesión de las personas, pro-
modo non est Deus verus, cui non templum facimus, sed cesión q u e no implica dependencia ni desigualdad.
nos ipsi templum sumus? Resumiendo san Fulgencio en Luego si el Espíritu-Santo es enviado por el Hijo, nece-
pocas palabras las p r u e b a s q u e liemos sacado de la Es- sariamente procede de él. Ab illo ilaquemiltitur, a quo

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de decirse que es el espíritu del Hijo porque es su ins-
emanat, d i c e s a n Agustín (1. 4 , d e T r i n . , c. 50); y añade
t r u m e n t o , ó p o r q u e es su santidad extrínseca, pues
en seguida í Sed Pater non dicitur missus, non enim
q u e esta clase de cosas no pueden decirse de las perso-
liabet de quo sit, can ex quo procedat.
nas divinas. Luego el Espíritu es llamado el espíritu
o. Replican los griegos q u e el Hijo no envía á la
del Hijo porque de él procede. Esto es lo que Jesu-
persona del Espíritu-Santo, sino únicamente los dones
cristo quiso dar á entender á sus discípulos, cuando
de la gracia, que se le a t r i b u y e n . Respóndese á esto q u e
habiéndose manifestado á ellos despues de su resurrec-
semejante explicación es inadmisible, puesto q u e se
ción, insufflavit et dixit eis : Acápite Spiritum-Sanc-
dice en el mismo lugar del Evangelio de san J u a n , q u e
tum, etc. (Joan. 20, 22). Sopló, insufflavit, et dixit,
el Espíritu de verdad enviado por el Hijo, procede del
para designar q u e así como el soplo procede de la boca,
Padre : Quem ego miitam vobis a Paire, Spiritus verila-
así el Espíritu-Santo procedía de él. Escuchemos á san
lis, qui a Patre proceda. No son, p u e s , los dones del
Agustín que hace valer esta prueba de una manera ad-
Espíritu-Santo los enviados p o r el Hijo, sino el mismo
mirable (I. 4 de T r i n . , c. 20) : Nec possumus dicere,
Espíritu de verdad que procede del Padre.
quoel Spiritus-Sanctus et a Filio non procedat; ñeque
4 . S E G U N D A P R U E B A . — Se prueba en segundo lugar este enim frustra ídem Spiritus et Patris et Filii Spiritus
dogma por lodos los pasajes de la E s c r i t u r a , en ios dicitur. Nec video quid aliud significare voluerit, cum
cuales el Espíritu-Santo es llamado el Espíritu del sufflans in faciem discipuloruin ait: Accipite S p i n t u m -
Hijo : Misit Deus Spiritum Filii sni in corda vestru Sanclum, Ñeque enim flatus Ule corporeus... Substanlia
(Gal., 4, 6j; así como vemos q u e en otras partes es lla- Spiritus-Sancú fuit, sed demonstratio per congruam
mado el Espíritu del P a d r e : Non enim vos eslis, qui lo- significationem, non lantum a Patre, sed a Filio proce-
quimini, sed Spiritus Patris vestri, qui loquitur in vobis dere Spiritum-Sanctum.
(Malth., 10, 20). Si el Espíritu-Santo es llamado el espí-
5. T E R C E R A P R U E B A . — Se halla la prueba de dicha
r i t u del Padre, únicamente p o r q u e de él procede, ¿poi-
verdad en todos los lugares de la Escritura en donde
qué razón será también llamado el espíritu del Hijo,
se dice q u e el Hijo tiene todo lo que tiene el Padre, y
sino porque procede también de é l ? Así discurre san
que el Espíritu-Santo recibe del Hijo. Nótense estas pa-
Agustín (Tract., 99 in Joan.) : Cur non credamus quoel
labras de san J u a n (16, 15 y s i g . ) : Cum aulem vencrit
etiam de Filio procedat Spiritus-Sanctus, cum Filii,
Ule Spiritus veritatis, doccbitvos omnem veritatem; non
quoque ipse sit Spiritus? Y uo se diga, como lo S a c i a n
enim loquetur, a semetipso, sed qucecumque audiet loque-
los griegos, q u e el E s p í r i t u - S a n t o es llamado el espíritu
tur, et quee ventura sunt annuntiabit vobis. Ule me clari-
del Hijo porque la persona del Espíritu-Santo es con-
ficaba, quia de meo accipiet, et annuntiabit vobis. Omnia
sustancial al Hijo; p o r q u e en tal caso pudiera decirse
qinecumque habet Pater mea sunt; propterea dixi, quia
igualmente que el Hijo es el espíritu del Espíritu-Santo,
de meo accipiet, et annuntiabit vobis. Es terminante según
p u e s t o q u e le es también consustancial. Tampoco p u e -
— too — — 101 —
este pasaje, q u e el E s p í r i t u - S a n t o r e c i b e del Hijo, de Ule Filias est Patris de quo est genitus : iste autem Spi-
meo accipiet. Cuando se trata de l a s p e r s o n a s divinas ritus ulriusque quoniam de utroque procedit. Sed ideo
no p u e d e decirse q u e u n a recibe d e l a o t r a , sino en el cum de illo Filius loqueretur, ait: d e Patre procedit,
sentido q u e procede d e ella. Recibir y p r o c e d e r son una quoniam Pater proeessionis ejus est auctor, qui talem
m i s m a c o s a ; y seria absurdo el d e c i r q u e el Espíritu- Filium genuit... Et gignendo, ei dedit ut etiam de ipso
Santo, q u e es Dios como el Hijo y q u e t i e n e con el Hijo procederet Spiritus. Previene a q u í el santo doctor la ob-
la misma naturaleza, recibe de él l a c i e n c i a ó la doctri- jeción de Marco de Efeso, que consiste en decir, que so-
na. Si recibe del Hijo como consta p o r l a s Escrituras, lamente se habla en las E s c r i t u r a s de que el E s p í r i t u -
es pues p o r q u e procede d e él, y d e él r e c i b e por comu- Santo procede del Padre, y no del H i j o ; pero san Agus-
nicación la n a t u r a l e z a y todos los a t r i b u t o s . tín había respondido ya que si la Escritura no menciona
6. Se equivocan los griegos c u a n d o c r e e n eludir la mas q u e la procesión del Padre, es porque engendrando
al Hijo le comunica también la propiedad de ser p r i n -
Tuerza de esta p r u e b a , replicando que Jesucristo no
cipio del Espíritu-Santo : Gignendo, ei dedit, ut etiam
dice q u e el Espíritu-Santo recibe a me, sino de meo,
de ipso procederet Spiritus-Sanetus.
es decir de meo Patre. Mas esta r e s p u e s t a no es vale-
dera,. p o r q u e el m i s m o Jesucristo e x p l i c a p o r las pala- 7. San Anselmo (lib. de Proc. Spir.-S., c. 7).confir-
b r a s siguientes lo q u e quiso decir : Quaicumque habet m a esta verdad con u n principio recibido por todos los
Pater, mea sunt; propterea dixi, quia de meo accipiet: teólogos á saber, que : In divinis omnia sunt unum, et
idem, ubi non obviat relationis opposiúo. Según este
Con esta doctrina nos lo enseña t o d o á la vez, á saber,
principio no hay en Dios otras cosas realmente distin-
q u e el Espíritu-Santo recibe del P a d r e y d e l Hijo, p o r -
tas, sino las que tienen entre sí una oposicion relativa
q u e procede de ambos. La razón d e e s t o es clara, si el
de 'producto y p r o d u c e n t e . El p r i m e r producente no
Hijo posee todo lo q u e tiene el P a d r e (excepto la sola
p u e d e producirse á sí mismo ; porque en otro caso exis-
p a t e r n i d a d q u e dice oposicion r e l a t i v a c o n la filiación),
tiría y no existiría al mismo tiempo ; existiría porque se
y el P a d r e tiene la propiedad de s e r p r i n c i p i o del Espí-
producirla á sí mismo, y sin embargo no podria existir
r i t u - S a n t o ; luego el Hijo t a m b i é n d e b e serlo, p o r q u e
sin ser antes producido ; lo cual es manifiestamente ab-
de lo contrario carecería d e a l g u n a c o s a d e las q u e el
surdo. También repugna esto al axioma incontestable
Padre posee. Asi lo enseña e x p r e s a m e n t e E u g e n i o IV en
de que, nemo dat quod non habet; porque si el p r o d ú -
su carta de unión : Quoniam omnia quce Patris sunt,
ceme se diera el ser á sí propio antes de ser producido,
ipse Pater unigénito Filio gigueado declit, prceter esse se daría á sí mismo el ser q u e no tiene. ¿Pero Dios no
Patrem, lioc ipsum quod Spiritus-Sanetus procedit ex existe por sí m i s m o ? I n d u d a b l e m e n t e que Dios tiene el
Filio, ipse Films leternaliter habet, a quo etiam celcrna- ser por sí mismo ; pero es falso q u e á sí mismo se dé el
liler genitus est. San Agustin (1. 2, a l i a s 5 , c o n t r a Maxim, ser : Dios es u n ser necesario q u e en virtud de esta n e -
c. 14) habia dicho m u e b o antes q u e E u g e n i o IV : Ideo 6.
cesidad siempre existió, y s i e m p r e existirá, y éí es
Santo, en razón á que ¡10 hay mas que un solo poder de
q u i e n da el ser á t o d o ; si p o r un instante dejase d e
criar, que pertenece igualmente á las tres personas di-
existir, cesarían todas las cosas en el acto. Mas volva-
v i n a s ; de la misma m a n e r a , en cuanto 110 hay mas que
mos á la cuestión : el Padre es el principio de la divi-
u n a sola virtud de producir por espiración al Espíritu
nidad, y es distinto del Hijo p o r la oposicion de p r o d u -
Santo, la cual se halla igualmente en el Padre y en el
cente a producido que entre a m b o s existe. Al c o n t r a r i o
Hijo, debe decirse que es uno solo el principio, y una
nada de lo q u e hay en Dios tiene entre sí oposicion re-
sola la espiración del Espíritu Santo. Pero pasemos á
ativa, todas las cosas son en Dios idénticas, son a b s o -
otras pruebas de la cuestión principal, que consisle
l u t a m e n t e u n a sola y misma cosa. De donde debe c o n -
en q u e el Espíritu-Santo procede del Padre y del Hijo.
cluirse que el Padre es una m i s m a cosa con el Hijo en
8. P R U E B A C O A R T A . — Se prueba en cuarto lugar que
todo lo que con él no está r e l a t i v a m e n t e o p u e s t o ; y p o r
el Espíritu-Santo procede del Padre y del Hijo por este
cuanto el Padre no se opone r e l a t i v a m e n t e al Hijo ni
otro a r g u m e n t o , que emplearon los latinos contra los
este al P a d r e , en lo q u e concierne al p r i n c i p i o y á la
griegos en el concilio de Florencia, cuyo argumento es-
espiración del Espíritu - S a n t o , p o r lo m i s m o , a u n -
tá concebido en estos términos : Si el Espíritu-Santo no
q u e el E s p í r i t u - S a n t o sea p r o d u c i d o p o r espiración
procediese del Hijo, no seria distinto de é l : la razón de
del Padre y del Hijo, de q u i e n e s procede, es un a r
esto es clara : 110 p u e d e haber en Dios (como ya he di-
ticulo de fe definido por los concilios, el de Lyott II y el
cho) distinción real sino entre las cosas que media opo-
de í l o r e n c i a , que ei Espíritu-Sanio procede de un solo
sicion relativa de producente á producido. Luego si el
principio y de una sola espiración, y , 1 0 de dos p r i n c i -
Espíritu-Santo no procediese del Hijo, no habria entre
pios y dos espiraciones : Nos damnamus (dicen los pa-
los dos dicha oposicion; y por consiguiente la u n a de
dres del p r i m e r concilio citado) et reprobamus omnes
estas personas 110 seria distinta de la otra. A una razón
qui temerario aüsu asserunt, quod Spiritus-Sanetus ei
tan convincente responden los griegos, que en este mis-
fatre et t<iho, tanquam ex duobus principas, non ton.
mo caso existiría u n a distinción entre las dos personas,
quam ab uno proeedat, etc. Y los p a d r e s del concilio'de
una vez que el Hijo procedería por el entendimiento del
Florencia declaran : Befinimus quod Spiritus-Sanetus a
Padre, en vez q u e el Espíritu-Santo procedería por la vo-
Patre et Filio elernaliter, tanquam ab uno principio et
l u n t a d . Pero contextan los latinos con razón q u e esto 110
muca spiratione, proeedat, etc. E n efecto, u n a m i s n n
basta para establecer una distinción real entre el Hijo y
es la virtud en el Padre y en el Hijo de p r o d u c i r p o r es-
el Espíritu-Santo, que á lo mas seria una.distiucion vir-
piración al Espíritu-Santo, y b a j o este aspecto no hay
tual, tal como la que existe en Dios entre el entendi-
e n t r e los dos oposicion relativa, así como no se cesa d e
miento y la voluntad ; pero la fe católica enseña que
oír que hay un solo criador, a u n q u e el m u n d o hava si-
las tres personas divinas, a u n q u e tienen una misma
do criado p o r el Padre, por el Hijo, y p o r el E s p í r i t u -
naturaleza y u n a misma sustancia, no son monos r e a l -
m e n t e distintas e n t e sí. E s verdad que algunos padres
Deo et ex Patre), proprius autem ipsius, et in ipso, et
como san Agustín y san Ambrosio dijeron que el Hijo y
ex ipso Spiritus est. Y en otra parte (1. 14 Thesaur.) :
el E s p í r i t u - S a n t o se distinguían también el uno del
Quoniam ex essentia Patris Filiique Spiritus, qui pro-
otro, en que procedían, el uno del entendimiento, y el
cedit ex Paire et ex Filio. Lo mismo se encuentra en
otro de la v o l u n t a d ; pero en esto no pretendían hablar
san Atanasio (orat. 3 contra Arian., n. 24) expresado
mas q u e de Ja c a u s a r e m o t a de aquella distinción; y es-
en términos equivalentes : Nec Spiritus Verbum cum
tos m i s m o s p a d r e s enseñaron al contrario, y de una
Paire conjungit, sed potius Spiritus hoc a Verbo ac-
m a n e r a clara y expresa q u e la causa próxima y formal
cipit...; qucecumque Spiritus habet, hoc a Verbo habet.
de la distinción real q u e existe eutre el Hijo y el Espí-
San Basilio (1. 5 contra E u n o m . ) responde á u n hereje
ritil-Santo, no p u e d e ser otra que la oposiciou relativa
q u e le preguntaba porqué el Espíritu-Santo no se lla-
que resulta de q u e el Espíritu-Santo procede del Hijo.
maba el Hijo del Hijo : Non quod ex Deo non sit per Fi-
Hé a q u í , como se expresa san Gregorio Nisenó (1. ad
lium, sed ne Trinilas putetur esse infinita multitudo, si
Ablavium) : Dislinguitur Spiritus - Sanclus a Filio,
quis eam suspicarclur, ut fit in hominibus, fdios ex filiis
(¡uod per ipsum est. Y el mismo san Agustín (Tract. 39
habere. E n t r e los padres latinos, hé a q u í como se ex-
in Joan.), de q u i e n se prevalen nuestros adversarios,
presa Tertuliano (cont. Prax., c. 4 ) : Filium non aliunde
dice : Ihec solo numerum insinuant, quod ad invicem
deduco, sed de subslanlia Patris...; Spiritum non aliun-
sunt; y san J u a n Damasceno (1. 1 de Fide, c. 11) :In so-
de puto, quam a Patre per Filium. San Hilario (1. 2 de
lis aatem proprietatibas, nimirum paternitatis, fdialio-
Trin.) dice : Loqui de eo (Spirilu-Sancto) non necesse
nis et proeessionis, seeundum causam, el eausalum dis-
est, qui Patri et Filio auctoribus confilendus est. San
crimen advertimos. El Concilio XI de Toledo (en el ca-
Ambrosio (1. 1 de Espir.-S., c. 11 al 10) : Spiritus quo-
pítulo 1) d i c e : Inrelatione personarum numerus cerni-
que Sanctus cum procedit a Patre et Filio, etc. Y en
tur; hoc solo numerum insinuant quod ad invicem sunt.
otro lugar (de Symb. a p . , c. 3 0 ) : Spirilus-Sanctus vere
9 . P R U E B A Q U I N T A . — Se demuestra en fin este dogma Spiritus, procedens quidem a Patre et Filio, sed non est
d e la fe católica por la tradición de todos los siglos, ipse Filius.
q u e se manifiesta en los escritos a u n de los padres grie- 10. Me abstengo de referir los testimonios de otros
gos cuya a u t o r i d a d reconocen nuestros adversarios, y padres, ya griegos ya latinos, que f u e r o n reunidos en
t a m b i é n en los d e a l g u n o s otros padres latinos que es- el concilio de Florencia p o r el teólogo J u a n contra Mar-
cribieron antes del cisma de los griegos. San Epifanio cos de Efeso, cuyas vanas sutilezas r e f u t ó entonces tan
en su Ancliora dice : Christus ex Paire creditur, Deus victoriosamente el mismo Juan. Pero lo q u e importa
de Deo, el Spiritus ex Christo, aut ex ambobus, Spiritus mas que todo, es la autoridad de m u c h o s concilios ge-
ex Spiritu. San Cirilo escribe (in Joel., c. 2) : Et ex nerales q u e establecieron sólidamente este d o g m a ; ta-
Deo quidem seeundum naturam Filius (genitus emití ex les son el de Efeso, el de Calcedonia, y el II y III de Con-
stanfinopla, que a p r o b a r o n la carta sinódica de san Ci-
argumento invencible para convencerlos de h e r e j í a ; de
rilo de Alejandría, en la cual se dice expresamente que
otro modo seria preciso decir que toda la iglesia latina
el Espíritu Santo p r o c e d e del P a d r e y del Hijo : Spirilus
y griega reunida en tres concilios generales definió un
appellatus est verileáis, et verilas Christus est; únele el
error.
ab isto similiter, sicut ex Paire, proeedit. En el conci-
12. En cuanto á razones teológicas adoptamos arriba
lio IV de Letran, celebrado el año 1215, bajo el ponti-
las dos mas principales. La primera es que el Hijo po-
ficado de Inocencio III, definieron los latinos de acuerdo
see todo lo q u e tiene el Padre, excepto la sola paterni-
con los griegos (cap. 1 5 5 ) ' : Palera millo, iiíuis autem
dad, que es incompatible con la filiación : Omnia quie-
a solo Paire, ac Spirilus autem ab utroqué pariler, abs-
cumque habet Pater, mea sunt (Joan. 16, 15). Luego si
que initio semper, ac sine fine. En el concilio II de Lyon
el Padre tiene la virtud de producir al Espíritu-Santo
celebrado el año 1274, b a j o el pontificado de GregorioX,
por espiración, debe también pertenecer al Hijo esta
cuando los griegos se r e u n i e r o n de nuevo con los lati-
misma virtud productiva, puesto que no hay oposicion
nos, se definió de c o m ú n acuerdo (como ya se ha di-
relativa entre la espiración activa y la filiación La se-
cho), que el Espíritu-Santo procede del Padre y del Hi-
gunda razón teológica que hemos adoptado es, que si
j o : Ficleli ac devota confessione fatemur, quocl Spirilus-
el Espíritu-Santo no procediese del nijo, no seria real-
Sanctus ex Paire et Filio, non tanquam ex eluobus prin-
mente distinto de él, porque no habria entre ellos ni
cipiis, sed tanquam ab uno principio, non duabus spira-
oposicion relativa, ni distinción real; y esto d e s t r u i r í a
lionibus, sed única spiralione proeedit.
el misterio de la Trinidad. Las demás razones que a l e -
11. Finalmente en el concilio de Florencia celebrado gan los teólogos, ó están contenidas en estas, ó no son
el año 1458, bajo el pontificado de Eugenio IV, en mas que razones de congruencia, por lo cual creemos
donde nuevamente se r e u n i e r o n los griegos con los lati- deber omitirlas.
nos, se redactó de c o m ú n a c u e r d o esta definición de f e :
Ut luec fidei verilas ab ómnibus christianis credatur
§11,
et suscipialur, sicque omnes profiteantur, quod Spiri-
tus-Seinctus ex Patre et ex Filio (eternaliter tanquam Respuesta á las objeciones
ab uno principio et una spiralione proeedit Defini-
mas in super explicalionem verborum illorum filioque,
15. PRIMERA ORJECIOS.— En primer lugar se alega
véñtaús declarandce ejratia, et inminente tune neces-
que la Escritura solamente dice que el Espíritu-Santo
ítate, licite ac ralionabiliter symbolo fume opposilam.
procede del Padre, y no que procedia del Hijo. Ya h e -
Todos estos concilios e n l o s cuales unidos los griegos á
mos respondido á esto en el n ú m . 6. Bástenos decir
Jos latinos definieron q u e el Espíritu-Santo procede del
aquí, que si la sagrada Escritura no ha expresado este
Padre y del Hijo, nos o f r e c e n contra los cismáticos un
dogma en términos formales, lo ha hecho al menos en
términos equivalentes, como ya lo hemos demostrado critura, dirige justas reprensiones á cualquiera q u e ose
arriba. Por otra parte, los griegos reconocen igual- negar la divinidad del Espíritu-Santo : Dicatur igi-
m e n t e q u e los latinos la autoridad de la tradición; y tur, si ccelorum virtutem potuit firmare, qui non est
esta tradición nos enseña q u e el Espíritu-Santo proce- Deus; si polest inbaptismalis regenerationesancii ficare,
de del Padre y del Hijo. qui non est Deus; si polest charitatem tribuere, qui non
1 4 . S E G U N D A O E J E C I O N . — Se dice q u e en el concilio est Deus; si polest gratiam dare, qui non est Deus; si
I d e Constantinopla, en el cual se definió la divinidad potest templum membra Christi liabere, qui non est
del Espíritu-Santo, no se definió que procede del Padre Deus ; et digne Spiritus-Sanctus negabilur Deus. Rur-
y del Hijo, sino únicamente del Padre. A esto se res- sus dicatur : si ea quee de Spiritu-Sancto commemorata
ponde, que si el concilio no proclamó este dogma fue sÈnt, potest aliqua creatura facere, et digne Spiritus-
p o r q u e entonces no se trataba de saber si el Espíritu- Sanctus dicatur creatura. Si autem ime creatura possi-
Santo procede del Hijo. Los macedoniauos y eunomeos biliànunquam fuerunt, et inveniuntur in Spiritu-Sancto,
negaban q u e el Espíritu-Santo procediese del Padre, y quee tàmen soli competimi Deo, non debemusnaliiraliter
con esto negaban la divinidad del Espíritu-Santo; hé diversum à Patre, Filioque dicere, quem in operimi po-
a q u í p o r q u e se contentó el concilio con definir q u e el tenlia diversum non possumus invenire. De esta u n i d a d
Espíritu-Santo procede del Padre. La iglesia no da de- de poder y de operacion concluimos con san Fulgen-
finiciones de fe sino á medida q u e aparecen los errores; cio, que debe reconocerse también en el Espíritu-Santo
y así vemos que en lo sucesivo declaró en muchos con- la u n i d a d de naturaleza y de divinidad.
cilios generales, q u e el Espíritu-Santo procede también
1 3 PRUEBA, SEXTA. — A todas estas pruebas de la
del Hijo.
E s c r i t u r a añádese la tradición de la iglesia, en cuyo
1 5 . T E R C E R A O B J E C I O N . — Se dice que habiendo leido seno se ha conservado s i e m p r e indestructible desde el
públicamente el sacerdote Carasio en el concilio de Efe- principio la creencia de la divinidad del Espíritu-Santo,
so u n símbolo compuesto por Nestorio, en donde se y de su consustancialidad con el Padre y con el Hijo,
decia que el Espíritu-Santo no era del Hijo, y que no ya en la forma del b a u t i s m o , y ya en las oraciones, en
tenia su sustancia por el Hijo, no fue este artículo cen- las cuales el Espíritu-Santo es invocado j u n t a m e n t e con
surado por los padres del concilio. Se r e s p o n d e I o q u e el Padre y con el Hijo, y entre otras en esta, que la
era posible que negase Nestorio en el sentido católico Iglesia ha usado f r e c u e n t e m e n t e , y q u e se lee al fin de
q u e el Espíritu-Santo fuese del Hijo, es decir, que fue- todos los salmos é himnos : Gloria Patri, el Filio, et
se u n a criatura del Hijo, como pretendían los macedo- Spiritui-Sancto, ó bien, Gloria Patri, cum Filio, et
nianos, quienes sostenían que había recibido el ser del Spiritu-Sanclo, ó también, Gloria Patri per Filium, in
Hijo lo mismo que todas las demás criaturas ; 2 o que Spiritu-Sancto. Estas tres f ó r m u l a s h a n sido usadas en
en el concilio de Efeso no se trataba del dogma de la la Iglesia. San Atanasio, san Basilio, san Ambrosio, sau
de san Clemente, p u e s t o q u e no t e n e m o s en el dia mas
Hilario, Dydimo, Teodoreto, san Agustín y otros padres
que algunos f r a g m e n t o s de la segunda, y q u e debemos
se lian servido mucho de ellas contra los macedonianos.
creer q u e san Basilio q u e p u d o leerla íntegra, vio en ella
San Basilio (1. 1 de Spir.-Sancto, o. 2o) hace observar
las palabras q u e ahora no e n c o n t r a m o s .
q u e la fórmula Gloria Patri, et Filio, et Spiritui-Sanc-
to, se emplea rara vez en la Iglesia, y que se usa co- 15. Dice san Justino en su segunda apología : Verum
m u n m e n t e esta o t r a : Gloria Patri, et Filio, cura Spiritu- Imnc ipsum (habla del Padre), et qui ab eo venit, Filium,
Saneto. Ademas todas estas f ó r m u l a s convienen entre el Spirilion-Sanctum colimas, etadoramus, cían ratione,
sí perfectamente, lo mismo que. estas partículas, ex quo, etveritate venerantes. Se vé pues, q u e san Justino ren-
per quera, in quo, de las cuales se sirve la Escritura día el mismo culto al Hijo, y al Espíritu-Santo, que al
respecto d e las tres personas divinas; por ejemplo al P a d r e . En la apología de Atenágoras se lee : Deum as-
hablar del P a d r e dice, ex quo omnia, cuando habla del serimus, et Filium ejus Verbum, et Spiritum-Sanctwn,
Hijo, per quera omnia, y cuando del Espíritu-Santo, in virtule unitos Filius enim Palris mens, verbum, et
quo omnia, cuyas partículas tienen la misma significa- sapíentia est, et effluentia ut lumen ab igne Spiritus.
ción, sin denotar la m e n o r desigualdad. Esto no admite San I r e n e o 1. 1 adv. Ha;res. c. 19) enseña que Dios
duda, según las palabras d e san Pablo al hablar del Padre lo ha criado todo, y lo gobierna por el Hijo y el
mismo Dios : Quoniamex ipso, et per ipsum, et in ipso Espíritu-Santo': Nilúl enim indiget omnium Deus, sed
sunt omnia, ipsi gloria in scecula (Rom. 2, 56). per Verbum et Spiritum suum omnia faciens, el dispo-
nens et gubemans. Empieza este santo doctor por esta-
14 Esta creencia universal de la iglesia se encuentra
blecer que Dios de nada necesita, é i n m e d i a t a m e n t e
consignada en los escritos de los padres, a u n de los
despues añade q u e todo lo hace por el Yerbo y por el
primeros siglos. San Basilio (1. de Spir.-Sancto, c. 29),
E s p í r i t u - S a n t o ; luego el Espíritu-Santo es el m i s m o
q u e fue u n o de los mas celosos defensores d e la divini-
Dios con el Padre. Dice también en otro l u g a r (1. 5, c.
dad del Espíritu-Santo, cita u n p a s a j e del papa san Cle-
12l, q u e el E s p í r i t u - S a n t o es criador y eterno, por
m e n t e diciendo : Sedet Clemens antiquior: vivit, inquit,
oposicion al espíritu criado : Alium autem est quod
Pater, et Dominas Jesús Christus, et Spiritus-Sanctus.
factum est, ab eo qui feeit; afflatus igitur temporalis,
Así, vemos q u e san Clemente atribuye á las tres perso-
Spirilus autem sempiternus. Luciano que vivía á p r i n -
nas divinas la m i s m a vida; y por consiguiente q u e las
cipios del siglo segundo, pone esta respuesta en boca
tenia á todos por Dios en v e r d a d y en sustancia. Y es
del interlocutor Trifon en u n diálogo titulado Philopa-
esto tanto mas incontestable, c u a n t o q u e san Clemente
tris q u e se le atribuye, sobre esta p r e g u n t a que hace un
opone aquí las tres personas divinas á los dioses de los
g e n t i l : Quodnam igitur tibí jurabo ? Deum alte regnan-
gentiles, q u e no tienen vida, al paso que Dios loma en
ias escrituras el n o m b r e de Deus vivens. Y no se objete iem Filium Palris, Spiritum ex procedentem, unum
que dichas palabras no se e n c u e n t r a n en »s dos cartas ex tribus, et ex uno tria. El p a s a j e es demasiado termi-
» a n t e para q u e necesite comentario. Clemente Alejan-
suientes, porque son innumerables : me limitaré á
drino escribia (Paedagog. 1. 1, c. 6) : Vnus quidem est
nombrar á los que entraron en la lid para combatir
universorum Pater, unus est edam Verbum universorum,
la herejía de Macedonio t h é aquí sus nombres : san
et Spiritus-Sanctus unus, quiet ipse est ubique] Establece
Atanasio (ep. ad Serap.), san Basilio (1. 5 y o contra
claramente en otro lugar (1. o, c. 7) la divinidad y
E u n o m . et lib. de Spir.-Sancto), san Gregorio Na-
consustancialidad del Espíritu-Santo con el Padre y con
zianzeno (1, 5 de Theol.), san Gregorio de Nysa (1. ad
el Hijo : Gratias agamus soli Patri, et Filio una E u s t . ) , san Epifanio (Híer. 74), Dvdimo (1. d e Spir.-
curii Sancto-Spiritu, per omnia uni, in quo omnia, per Sancto), san Cirilo d e j e r u s a l e n (Hier. Catech 16 y 17),
quem omnia unum, per qucm est, quod semper est. ¿Se san Cirilo de Alejandría (1. 7 de Trin. 1 de Spir.-Sancto)
puede e n s e n a r e n términos mas claros q u e las tres per- y san Hilario (1. de Trin.). Apenas apareció la herejía de
sonas divinas son p e r f e c t a m e n t e i g u a l e s , y que no Macedonio, cuando se reunieron de común acuerdo para
tienen e n t r e sí mas q u e una sola y misma esencia? condenarla como contraria á la fe de toda la Iglesia.
Tertuliano (de Pudicit., c. 21) hace profesión de creer :
16. Esta misma herejía f u e condenada despues por
Trinilatem ünius divinitatis, Patrem, Filium, et Spiri-
muchos concilios generales y particulares. Lo fue pri-
tuni-Sanctum. Y en otro lugar (contr. Prax. c. 5) dice :
meramente (dos años despues q u e Macedonio la publi-
Pitos quidem definimus, Patrem et Filium, cliam tres
có) por el concilio de Alejandría, celebrado por san
cuín Spiritu-Sancto Dúos tamen Déos numquam ex Atanasio en 372 : se declara en él q u e el Espíritu-Santo
ore nostro proferimus, non quasi non et Pater Deus, et es consustancial en la Trinidad. En 577 fue condenada
Filius Deus, et Spiritus-Sanctus Deus, et Deus unus- por la santa sede cu el sínodo de Iliria ; y por el mismo
quisque, etc. Hablando san Cipriano (ep. ad Subajan) tiempo lo f u e t a m b i é n , según refiere Teodoreto (1.
de la Trinidad escribe : Cuín tres unum sint, quomodo 2 Hist., c. 2 2 ' , en otros dos sínodos romanos cele-
Spiritus-Sanctus placatus ei esse potest, qui aut Patris brados bajo el papa san Dámaso. En fin, fue proscripta
aut Filli inimicus est. P r u e b a en la misma carta que el de nuevo en el p r i m e r concilio de Constantinopla bajo
b a u t i s m o conferido en el n o m b r e solo d e Cristo es en- el mismo santo, y se añadió este artículo al símbolo de
teramente nulo : Ipse Christus gentes baptizari jubeat la f e : Credimus in Spiritum-Sanctum, Dominum el vivi-
in plena et adunata Trinilate. San Dionisio de Roma se ficantem ex Patre procedenlem, et cum Patre et Filio
expresa de esta m a n e r a en su carta contra Sabelio : adorandum et gtorificandum: qui locutus est per pro-
Non igilur dividemla in tres dátales admirabilis et phetas. Ciertamente que es Dios aquel á quien debe
divina imitas Sed credendum est in Deum Patrem dar?e el mismo culto que al Padre y al Hijo. Este con-
omnipotenlem, et in Christum Jesum Filium ipsius, cilio ha sido siempre reconocido por ecuménico, por-
el in Spiritimi-Sancluni. Omito referir a q u í los testi- q u e a u n q u e no fuese compuesto mas que de ciento
monios de los padres q u e vivieron en los siglos si- cincuenta obispos todos de Oriente, habiendo los de
Occidente definido Io mismo acerca de la divinidad del santo doctor q u e hay cosas q u e no se hallan en las es-
Espíritu-Santo, y reunidos con el papa san Dámaso, y crituras t e r m i n a n t e m e n t e , y que sin embargo son no
liácia el mismo tiempo, con razón se ha mirado siempre menos incontestables, p o r q u e se e n c u e n t r a n en térmi-
esta definición como u n a decisión de la iglesia univer- nos equivalentes que tienen la misma fuerza para esta-
sal : este mismo símbolo fue confirmado despues por blecer su verdad. Por esta razón nos remitimos á los
los concilios ecuménicos que siguieron, á saber : pol- números 2 , -i y 6, en los cuales el Espíritu-Santo es cier-
los de Calcedonia, el de Constantinopla II y III, y el II tísimamente declarado Dios de u n a manera equivalente.
d e N i c e a . Mas tarde anatematizó á Macedonio el cuarto 18. O B J E C I Ó N S E G D N D A . — Dicen en segundo lugar
concilio de Constantinopla, y definió q u e el E s p í r i t u - que hablando san Pablo en su p r i m e r a carta á los co-
Santo es consustancial al Padre y al Hijo. En fin, el rintios de los beneficios q u e d e r r a m a Dios sobre los
cuarto concilio d e L e t r a n (en el cap. 1 "deSumma Trinit.) h o m b r e s , hace mención del P a d r e y del Hijo, sin decir
concluyó con esta definición : Definimus, quoti antis palabra del Espíritu-Santo. Respóndese á esto q u e no
solas est venís Deus, Pater, et Filius, et Spiritus-Sanc- hay necesidad, al hacer mención de Dios, el n o m b r a r
tus, tres quidem personce. sed una essenlia, substantia siempre expresamente á todas las personas divinas, pues-
seu natura simplex omnino. Añade que estas tres p e r - to q u e en n o m b r a n d o u n a , se cree nombrarlas todas,
sonas son consubstanciales, coomnipotentes, el cocelernie, cuando se trata d e las operaciones ail extra, que son
unum universorum principium. operaciones indivisas de toda la Trinidad, pues que
concurren á ellas de la m i s m a manera á todas las per-
sonas : Qui benedicitur in Christo, dice san Ambrosio
§ ».
(1. 1 de Spir.-S. c. 3) benedicitur in nomine Patris,
Fila, et Spiritus-Sancti, quia unum nomen, potestas
Respuesta á las objeciones.
ana; ita etiam ubi operatio Spiritus-Sancti designalur,
17. PRIMERA OBJECION. — Los socinianos q u e h a n non solum ad Spiritum-Sanctum, sed etiam acl Patrem
renovado en los últimos tiempos las a n t i g u a s herejías, refertur, et Filium.

se apoyan en u n a r g u m e n t o negativo para i m p u g n a r la 1 9 . T E R C E R A O B J E C I O N . — Objetan lo tercero que el

divinidad del Espíritu-Santo : dicen q u e no es llamado Espíritu-Santo era ignorado de los primeros cristia-
Dios en ninguna parte de la E s c r i t u r a , ni se le propone nos, como puede verse por las Actas de los Apóstoles
á la adoracion ni invocación de los h o m b r e s . Pero san (49, 2), en donde se dice q u e p r e g u n t a d a s por san Pa-
Agustín (1. 2 alias 3, contra Maxim, c. 5) habia ya con- blo unas personas bautizadas si habian recibido el Espí-
f u n d i d o al mismo Macedonio con esta respuesta : Ubi r i t u - S a n t o , le respondieron : Sed ñeque si Spiritus-
legisti Patrem Deum ingenitum vel innatum? et lamen Sanctus est, audivimus. Pero la respuesta á esto se
verum est. Con estas palabras q u e r i a dar á e n t e n d e r el encuentra en el m i s m o l u g a r q u e se nos opone, puesto
Occidente definido lo mismo acerca de la divinidad del santo doctor q u e hay cosas q u e no se hallan en las es-
Espíritu-Santo, y reunidos con el papa san Dámaso, y crituras t e r m i n a n t e m e n t e , y que sin embargo son no
liácia el mismo tiempo, con razón se ha mirado siempre menos incontestables, p o r q u e se e n c u e n t r a n en térmi-
esta definición como u n a decisión de la iglesia univer- nos equivalentes que tienen la misma fuerza para esta-
sal : este mismo símbolo fue confirmado despues por blecer su verdad. Por esta razón nos remitimos á los
los concilios ecuménicos que siguieron, á saber : pol- números 2 , -i y 6, en los cuales el Espíritu-Santo es cier-
los de Calcedonia, el de Constantinopla II y III, y el II tísimamente declarado Dios de u n a manera equivalente.
d e N i c e a . Mas tarde anatematizó á Macedonio el cuarto 18. O B J E C I Ó N S E G D N D A . — Dicen en segundo lugar
concilio de Constantinopla, y definió q u e el E s p í r i t u - que hablando san Pablo en su p r i m e r a carta á los co-
Santo es consustancial al Padre y al Hijo. En fin, el rintios de los beneficios q u e d e r r a m a Dios sobre los
cuarto concilio d e L e t r a n (en el cap. 1 " d e S u m m a Trinit.) h o m b r e s , hace mención del P a d r e y del Hijo, sin decir
concluyó con esta definición : Definimus, quod unus palabra del Espíritu-Santo. Respóndese á esto q u e no
solas est venís Deus, Pater, et Filius, et Spiritus-Sanc- hay necesidad, al hacer mención de Dios, el n o m b r a r
tus, tres quidem personce. sed una essenlia, substantia siempre expresamente á todas las personas divinas, pues-
seu natura simplex omnino. Añade que estas tres p e r - to q u e en n o m b r a n d o u n a , se cree nombrarlas todas,
sonas son consubstantiales, coomnipotentes, el cocelernie, cuando se trata d e las operaciones ail extra, que son
unum universorum principium. operaciones indivisas de toda la Trinidad, pues que
concurren á ellas de la m i s m a manera á todas las per-
sonas : Qui benedicitur in Christo, dice san Ambrosio
§ II. (1. 1 de Spir.-S. c. 3) benedicitur in nomine Patris,
Fila, et Spiritus-Sancti, quia unum nomen, potestas
Respuesta á las objeciones.
una; ita etiam ubi operatio Spiritus-Sancti designatur,
17. PRIMERA OBJECION. — Los socinianos q u e h a n non solum ad Spiritum-Sanctum, sed etiam acl Patrem
renovado en los últimos tiempos las a n t i g u a s herejías, refertur, et Filium.

se apoyan en u n a r g u m e n t o negativo para i m p u g n a r la 1 9 . T E R C E R A O B J E C I O N . — Objetan lo tercero que el

divinidad del Espíritu-Santo : dicen q u e no es llamado Espíritu-Santo era ignorado de los primeros cristia-
Dios en ninguna parte de la E s c r i t u r a , ni se le propone nos, como puede verse por las Actas de los Apóstoles
á la adoracion ni invocación de los h o m b r e s . Pero san (49, 2), en donde se dice q u e p r e g u n t a d a s por san Pa-
Agustín (1. 2 alias 3, contra Maxim, c. 5) había ya con- blo unas personas bautizadas si habian recibido el Espí-
f u n d i d o al mismo Macedonio con esta respuesta : Ubi r i t u - S a n t o , le respondieron : Sed ñeque si Spiritus-
lecjisli Patrem Deum ingenitum vel innatum? et lamen Sanctus est, audivimus. Pero la respuesta á esto se
verum est. Con estas palabras q u e r i a dar á e n t e n d e r el encuentra en el m i s m o l u g a r q u e se nos opone, puesto
q u e san Pablo replica inmediatamente : In quo erijo mittam vobis a Patre Spiritum veritatis, qui a Patre
baptizad estis? y q u e estos responden : In Joannis proccdit. Dicen que ser enviado implica sujeción y de-
baptismalc. ¿ E s muy extraño que ignorasen el Espíritu- pendencia, y por consiguiente q u e el Espíritu-Santo no
Santo, no habiendo sido bautizados todavía con el bau- es Dios. Se responde que esto es verdad respecto de
tismo mandado por Jesucristo? aquel á quien se envia por mandato ; mas el Espíritu-
2 0 . O B J E C I Ó N CUARTA . — Dicen lo cuarto, q u e hablando Santo es enviado por el Padre y el Hijo por via de pro-
del Espíritu-Santo el concilio de Constantinopla no le cesión según que procede del uno y del otro. La misión
llama Dios. Se r e s p o n d e , que dicho concilio le declara in divirus consiste simplemente en que una persona
Dios suficientemente llamándole : Señor vivificante, divina aparece en u n efecto sensible, q u e se le atribuye
q u e procede del Padre, y que se le debe adorar y con- con especialidad. Tal f u e precisamente la misión del
glorificar con el Padre y el Hijo. La misma respuesta Espíritu-Santo cuando descendió al cenáculo para hacer á
p u e d e darse relativamente á san Basilio y á otros padres los apóstoles dignos de f u n d a r la iglesia; así como el Ver-
q u e no h a n llamado Dios expresamente al Espíritu- bo eterno habia sido enviado por el Padre para encarnar,
Santo. Ademas estos mismos padres h a n defendido y rescatar á los hombres. Esta respuesta p u e d e aplicarse
vigorosamente la divinidad del Espíritu-Santo, y con- igualmente á este otro pasaje de san Juan (16, 14 y 15):
denado á quien osare llamarle u n a criatura. Si san Ba- ISon loquetur a semetipso, sed qutecumque aucliet, loque-
silio se abstuvo de llamarle Dios en sus discursos, se tur Ule me clarificabit, quia de meo accipiet. El
condujo así con u n a laudable prudencia en unos tiem- Espíritu-Santo recibe del Padre y del Hijo la ciencia de
pos funestos en q u e los herejes buscaban la ocasion todas las cosas, no porque adquiera conocimientos por
favorable de a r r o j a r de sus sillas á los obispos católicos, via de instrucción, sino procediendo del Padre y del
y de e n t r o n i z a r á u n o s lobos en su lugar. San Basilio Hijo, sin la m e n o r dependencia, y por pura necesidad
defiende la divinidad del Espíritu-Santo en mil pasajes de su naturaleza divina. Esto es lo q u e designan las
de sus o b r a s ¡ bástenos referir aquí l o q u e escribia en el palabras : de meo accipiet, que el Padre comunica al
p r i m e r título del libro q u i n t o contra E u n o m i o : Quce Espíritu-Santo por medio del Hijo, con la esencia divina,
eommunia sunt Patri, et Filio, sunt et Spiritui; nain la sabiduría y todos los atributos del Hijo : Ab illo au-
quibus designatur in scriptura Pater, et Filius esse diet, escribe san Agustín (Tract. 99 in Joan.), a quo
Deus, ejusdem designatur et Spiritus-Sanctus. procedit. Audire illi, scire est; scire vero, esse. Quia
2 1 . O B J E C I Ó N Q U I N T A . — N o s oponen lo q u i n t o algunos ergo non est a semetipso, sed ab illo a quo procedit, a
pasajes de la E s c r i t u r a ; pero ó estos pasajes son equí- quo illi est essentia, ab illo scientia. Ab illo igitür au-
vocos, ó no hacen mas que probar la divinidad del Es- dientia, quod niliil est aliud quam scientia. San Am-
píritu-Santo. Se f u n d a n principalmente en el texto de brosio (1. 2 de Spir. S., c. 12) da la misma respuesta.
san J r a n (15, 26) : Cum venerit Paracktus, quem ego 22. SEXTA OBJECION. — Nos objetan en sexto lugar
que no se puede decir q u e todas las cosas han sido h e -
estas palabras de san Pablo (Rom. 8, 26) : Ipse Spiri-
chas p o r el Verbo, p o r q u e seria necesario decir que
tus postulat pro nobis gemitibus inenarrabilibus ; de don-
también el Padre ha sido criado. El Espíritu-Santo no
de concluyen q u é el Espíritu-Santo es capaz de gemidos,
ha sido hecho, sino q u e procede del Padre y del Hijo
y que pide como lo hace un inferior. S a n Agustín (collat.
como de u n solo principio, p o r u ñ a necesidad absoluta
cnm Maximin.) explica en qué sentido deben e n t e n d e r s e
de la naturaleza divina, y sin la m e n o r dependencia.
dichas palabras : Gemilibus interpellât, ut intelligere-
mus, gemitibus interpellare nos faeit. San Pablo q u i e r e
decir, q u e el Espíritu-Santo por la gracia que nos con-
fiere nos hace suplicantes y llorosos, haciéndonos p e d i r
c o n grandes gemidos, y en el m i s m o sentido es nece-
sario e n t e n d e r este otro pasaje de s a n Pablo (2 Cor. 2,
DISERTACION CUARTA.
44) : T)eo autem (¡rañas, qui semper triumphat nos in
REPUTACION D E LA HEREJIA DE LOS GRIEGOS, QUE DICEN
Christo Jesu.
QUE EL ESPIRITU-SANTO PROCEDE SOLAMENTE
2 3 O B J E C I Ó N S É P T I M A . — Oponen t a m b i é n este pasaje DEL PADRE Y NO DEL H I J O .
de san Pablo (1 Cor. 2, 10) : Spirilus enim omnia scru-
tatili• etiam profunda Dei. P r e t e n d e n q u e la palabra
1. La conformidad de la materia nos obliga á colo-
scrutatili• denota en el Espíritu-Santo la ignorancia de
car a q u í la refutación de la herejía de los griegos cis-
los secretos de Dios. Se responde q u e esta palabra no
máticos, q u e niegan q u e el Espíritu-Santo procede del
significa aquí u n a investigación, sino l a simple contem-
Hijo, y dicen q u e solamente procede del Padre : este
plación de toda la esencia divina, y d e todas las cosas;
f u n e s t o e r r o r estableció u n m u r o de separación entre la
en este mismo sentido se dice d e Dios (Ps., 7, 1 0 ) :
Iglesia latina y griega. No están de acuerdo los sabios
Scrutans corda et renes Deus : lo c u a l significa q u e
acerca del a u t o r de esta herejía. Hay quienes dicen que
Dios conoce perfectamente todos los s e n t i m i e n t o s , y
Teodoreto p u s o los f u n d a m e n t o s de aquel e r r o r en la
pensamientos mas secretos del h o m b r e . De d o n d e c o n -
r e f u t a c i ó n que hizo del nono anatematismo de san Cirilo
cluye san Ambrosio (1. 2 de Spir.-S. c. 11) : ShnUiter
contra Nestorio ; pero otros h a n salido con razón á la
ergo scrutator est Spiritus-Sanctus ut Pater, simiñler
defensa de Teodoreto (ó de cualquiera otro que nos
seni tutor ut Filius, cujus proprietale sermonis id expri-
opongan los cismáticos), q u e en dicho lugar no quiso
viitur, ut videalur nilúl esse quod nesciat.
decir otra cosa sino que el Espíritu-Santo no é r a l a cría-
2 4 . Objetan por último estas p a l a b r a s de s a n J u a n tura del Hijo, como pretendian los arríanos y macedo-
(cap. 1) : Omnia per ipsum facía sunl, et sine ipso fac- nianos. Por lo demás no p u e d e negarse que los escritos
tum est nihil quod factum est. Luego el Espíritu-Santo, de Teodoreto, así como de algunos otros Padres, dirigí-
dicen, ha sido hecho, es p u e s u n a c r i a t u r a . Se responde
que no se puede decir q u e todas las cosas han sido h e -
estas palabras de san Pablo (Rom. 8, 26) : Ipse Spiri-
chas p o r el Verbo, p o r q u e seria necesario decir que
tus postulat pro nobis gemitibus inenarrabUibus ; de don-
también el Padre ha sido criado. El Espíritu-Santo no
de concluyen q u e el Espíritu-Santo es capaz de gemidos,
ha sido hecho, sino q u e procede del Padre y del Hijo
y que pide como lo hace un inferior. S a n Agustín (collat.
como de u n solo principio, p o r u ñ a necesidad absoluta
cum Maximin.) explica en qué sentido deben e n t e n d e r s e
de la naturaleza divina, y sin la m e n o r dependencia.
dichas palabras : Gemitibus interpellât, ut intelUgere-
mus, gemitibus interpellare nos facit. San Pablo q u i e r e
decir, q u e el Espíritu-Santo por la gracia que nos con-
fiere nos hace suplicantes y llorosos, haciéndonos p e d i r
c o n grandes gemidos, y en el m i s m o sentido es nece-
sario e n t e n d e r este otro pasaje de s a n Pablo (2 Cor. 2,
DISERTACION CUARTA.
14) : Deo autem gratias, qui semper triumphat nos in
REPUTACION DE LA HEREJIA DE LOS GRIEGOS, QUE DICEN
Christo Jesu.
QUE E L E S P I R I T U - S A N T O PROCEDE SOLAMENTE
2 3 O B J E C I Ó N S É P T I M A . — Oponen t a m b i é n este pasaje DEL PADRE V NO DEL HIJO.
de san Pablo (1 Cor. 2, 10) : Spiritus enim omnia scru-
tatili• etiam profunda Dei. P r e t e n d e n q u e la palabra
1. La conformidad de la materia nos obliga á colo-
scrutatili• denota en el Espíritu-Santo la ignorancia de
car a q u í la refutación de la herejía de los griegos cis-
los secretos de Dios. Se responde q u e esta palabra no
máticos, q u e niegan q u e el Espíritu-Santo procede del
significa aquí u n a investigación, sino l a simple contem-
Hijo, y dicen q u e solamente procede del Padre : este
plación de toda la esencia divina, y d e todas las cosas;
f u n e s t o e r r o r estableció u n m u r o de separación entre la
en este mismo sentido se dice d e Dios (Ps., 7, 1 0 ) :
Iglesia latina y griega. No están de acuerdo los sabios
Scrutans corda et renes Deus : lo c u a l significa q u e
acerca del a u t o r de esta herejía. Hay quienes dicen que
Dios conoce perfectamente todos los s e n t i m i e n t o s , y
Teodoreto p u s o los f u n d a m e n t o s de aquel e r r o r en la
pensamientos mas secretos del h o m b r e . De d o n d e c o n -
r e f u t a c i ó n que hizo del nono anatematismo de san Cirilo
cluye san Ambrosio (1. 2 de Spir.-S. c. 11) : ShnUiter
contra N e s t o r i o ; pero otros h a n salido con razón á la
ergo scrutator est Spiritus-Sanctus ut Pater, sinúñier
defensa de Teodoreto (ó de cualquiera otro que nos
scrii tutor ut Filius, cujus proprietate sermonis id expri-
opongan los cismáticos), q u e en dicho lugar no quiso
viitur, ut videaturnihil esse quod nesciat.
decir otra cosa sino que el Espíritu-Santo no é r a l a cría-
2 4 . Objetan por último estas p a l a b r a s de san J u a n tura del Hijo, como pretendian los arrianos y macedo-
(cap. 1) : Omnia per ipsuin facta sunt, et sine ipso fac- nianos. Por lo demás no p u e d e negarse que los escritos
tum est nihil quod factum est. Luego el Espíritu-Santo, de Teodoreto, así como de algunos otros Padres, dirigí-
dicen, ha sido hecho, es p u e s u n a c r i a t u r a . Se responde
dos contra los arríanos y macedonianos, mal tenidos
procesion del Espíritu-Santo, y esta fue la razón por-
por cismáticos griegos, no habían dado ocasión á estos
que nada quiso definir sobre este particular : como ya
últimos de adherirse á este error, que hasta Focio es-
hemos indicado, los concilios se imponían la obligación
tuvo reducido á un corlo n ú m e r o de particulares. Pero
de no tomar parte en las cuestiones incidentales, para
desde que Focio u s u r p ó el patriarcado de Constantino-
ocuparse exclusivamente de la condenación de los e r -
pla hácia el ario 858, sobre todo desde el momento en
rores q u e corrían entonces.
que fue condenado por el papa Nicolás 1, en 865, se
1 6 . O B J E C I Ó N C U A R T A . — Opónense ciertos pasajes de
constituyó no solamente jefe de este desgraciado cisma
los padres que al parecer niegan q u e el Espíritu-Santo
quedividia tantos años há la iglesia griega de la latina,
procede del Hijo. San Dionisio (1. 1 d e D i v . noni. c. 2)
sino que fue también causa de q u e toda la iglesia grie-
escribe : Solum Patrem esse divinitatis fontem consub-
ga adoptase la herejía que consiste en decir que el Es-
stantialem. San Atanasio (Q. de Nat. Dei) dice : Solum
píritu-Santo procede del Padre solo, y no del Hijo. Los
Patrem causam esse duorum. San Máximo (ep. ad Ma-
griegos, según refiere Osio (lib. de Sacerd. conjug.),
rin) : Paires non concedere Filium esse causam, id est
hasta el concilio de Florencia celebrado el año 1429
principium Spiritus-Sancti. Y san J u a n Damasceno
renunciaron catorce veces á este error y se u n i e r o n á
(1. 1 d e F i d e o r t h . c. 11) : Spiritum - Sanctum et ex
los latinos para volver á él despues. En fin, en el concilio
Patre esse slatuimus, et Filii Spiritum appellamus. A
de Florencia los griegos, de concierto con los latinos,
estos pasajes añaden algunos otros de Teodoreto ; y ale-
redactaron la definición de fe que establecia q u e el
gan finalmente el hecho del papa Leon III, que quiso
Espíritu-Santo procede del P a d r e y del Hijo : lo cual
se descartase del símbolo de Constantinopla la adición
hacia esperar que esta ú l t i m a reunión seria durable;
Filioque hecha por los latinos, y que para eterna me-
pero no fue así : los griegos se retiraron del concilio
moria se grabase en láminas de plata el mismo símbolo
p o r la intriga de Marco d e E f e s o (como hemos dicho en
sin adición. Se responde que todos estos alegatos nada
nuestra Historia de las Herejías (cap. 9, n. 51), y vol-
prueban en favor de los griegos. San Dionisio dice q u e
vieron de nuevo á su error. Hablo de los griegos que es-
solo el P a d r e es la f u e n t e de la divinidad porque él solo
taban sujetos á los patriarcas de Oriente, p o r q u e los otros
es su p r i m e r origen, el p r i m e r principio sin principio
quedaron unidos á la iglesia r o m a n a en la m i s m a fe.
que no procede de n i n g u n a otra persona de la Trini-
dad. En el mismo sentido es necesario ententer este
I 1. pasage de san Gregorio Nazianceno (Orat. 24 ad episc.):
Quidquid liabet Pater, idem Filii est, excepta cansa.
Se prueba que el Espftilu-Saiito procede del Padre y del Hijo.
No i n t e n t a el santo decir otra cosa sino que el Padre
2 . P R I M E R A P R U E B A . — Se toma del texto de san Juan es p r i m e r principio ; y bajo este aspecto es especial-
(15, 26) : Cum autem venerit Paracleus, quem ego mit- m e n t e causa del Hijo y del Espíritu-Santo, puesto que

7
el Hijo mismo no es p r i m e r principio p o r cuanto trae para aquí al Padre con el sol, al Hijo con el rayo, y al
su origen del Padre; pero esto no impide para que el Espíritu-Santo con el e s p l e n d o r ; y así demuestra cla-
Hijo sea con el P a d r e el principio del Espíritu-Santo, ramente que á la manera q u e el esplendor procede del
como lo e n s e ñ a n san Basilio, san Juan Crisóstomo, san sol y del rayo, el Espíritu-Santo procede del Padre y del
Atanasio y otros padres citados en el n ú m . 9. La misma Hijo.
respuesta se aplica también al pasaje de san Máximo, y 18. Con respecto á Teodoreto, ó su autoridad no es
con tanta m a s razón, según observa el sabio Pelavio competente en este p u n t o , porque sobre él estaba en
(1. 7 de T r i n . c. 17, n . cuanto que entre los grie- oposicion con san Cirilo, ó no tenia mas objeto q u e el
gos la palabra principio significa p r i m e r a f u e n t e y pri- de c o n f u n d i r á los macedonianos que decian q u e el Es-
m e r origen, lo cual r e a l m e n t e no conviene mas que al píritu-Santo era la criatura del Hijo. En fin el papa
Padre. León III no negó el dogma católico de la procesion del
17. En cuanto al pasaje de san J u a n Damasceno se Espíritu-Santo, en lo cual estaba de acuerdo con los
puede responder q u e el santo se explica con reserva en diputados de la iglesia galicana, y del emperador Car-
dicho lugar atendiendo á los macedonianos que prelen- lomagno, como consta de las actas de la diputación
dian que el Espíritu-Santo era la criatura del H i j o ; y consignadas en el tomo segundo de los concilios de la
por u n a precaución semejante no quiso q u e se llamase F r a n c i a ; sino que desaprobó ú n i c a m e n t e la adición de
á la Santísima Virgen, m a d r e de Cristo : Chrisli param estas palabras Filioque, hecha en el símbolo sin una
Virginem sanctam non dicimus, temiendo favorecer la necesidad suficiente, y sin el beneplácito de toda la
herejía de Nestorio, q u e la llamaba m a d r e de Cristo, á iglesia. Esta adición se hizo despues en concilios gene-
fin de i n t r o d u c i r con esto dos personas en Jesucristo. rales-, cuando por una parte la necesidad reclamaba
Por lo demás, como hizo observar muy bien Bessarion esta m e d i d a , despues de haber vuelto los griegos m u -
en el concilio de Florencia (Orat. pro u n i t . ) , san Juan chas veces á sus errores, y por otra cuando la iglesia
Damasceno emplea la partícula ex para designar el prin- universal se hallaba reunida en concilio
cipio sin principio, que no puede ser mas que el Padre.
1 9 . O B J E C I Ó N Q U I N T A . — La última objecion de los
A pesar de lodo, san J u a n Damasceno enseña q u e el
griegos está f u n d a d a en este raciocinio : Si el Espíritu-
Espíritu-Santo procede del Hijo, ya en el pasaje en
Santo procediese del Padre y del Hijo, habria dos prin-
cuestión, en donde le llama el Espíritu del Hijo, ya en
cipios, y no u n solo principio del Espíritu-Santo, pues-
este otro que sigue al mismo capítulo : Quemadmodum
to que serian dos las personas q u e le p r o d u c i r í a n . Ya
videlicet ex solé est radius et splendor; ipse enhn (el
se ha respondido á esta objecion en el n ú m . 6 ; pero
Padre) et radii etsplcndoris fons est; per radium autem
daremos á esta respuesta la mayor claridad posible.
splendor nobis communicalur, absque ipse est qui nos
Aunque el Padre y el Hijo sean dos personas realmente
colhistrat, et a nobis percipitur. El santo doctor com-
distintas, sin embargo no son dos principios, sino u n
solo principio del Espíritu-Santo, porque la virtud por la ley q u e nos enseña cómo debemos vivir, ya el buen
la cual le producen es u n a , y absolutamente la misma ejemplo de Jesucristo, ya el perdón d e los pecados, ya
en el Padre y en el Hijo ; ni el Padre es principio del también u n a pura iluminación i n t e r i o r e n el e n t e n d i -
Espíritu-Santo por la p a t e r n i d a d , ni el Hijo por la filia- miento para conocer el bien y el m a l ; a u n q u e Julián,
ción, p o r q u e entonces serian dos principios ; sino q u e discípulo de Pelagio, admitió también la gracia de la
el Padre y el Hijo son principio del Espíritu-Santo por voluntad ; pero ni Pelagio ni los pelagianos admitieron
la espiración activa, que siendo u n a sola y la m i s m a , j a m á s la necesidad de la gracia : apenas reconocieron
siendo c o m ú n é indivisible en el Padre y el Hijo, estas que fuese necesaria para hacer mas fácil la práctica del
dos personas, no son dos principios del Espíritu-Santo; bien ; y negaron que esta gracia fuese g r a t u i t a , q u e -
y a u n q u e haya dos personas que le p r o d u c e n por espi- riendo q u e se concediese según nuestros méritos n a -
ración, no hay sin embargo mas q u e u n a sola espira- t u r a l e s . Tenemos, pues, que establecer dos puntos, el
ción. Todo lo cual se halla claramente expresado en la uno relativo á la necesidad de la gracia, y el otro á su
definición del concilio de Florencia. gratuitidad.

§ I-

De la necesidad de la gracia.

DISERTACION QUINTA. 2. P R I M E R A P R U E B A . — Se toma de esta sentencia d e


Jesucristo (Joan. 6, 4 4 ) : Nemo potest venire admenisi
REFUTACION DE LA HEREJIA DE PELAGIO.
Pater, qui misit me, traxerit eum. Es manifiesto por
estas solas palabras que nadie p u e d e hacer u n a acción
1. No es mi plan el r e f u t a r aquí todos los erores de buena en el orden sobrenatural sin el auxilio de la gra-
Pelagio sobre el pecado original, y sobre el libre albe- cia interior. Se confirma esta verdad con otra sentencia
d r í o ; me limitaré á los relativos á la gracia. He dicho del mismo Evangelio (15, 5) : Ecjo sumvitis, vos pal-
ya en la historia que de ellos h e escrito ¡cap. 5, artícu- mites; quimanetin me, et ego meo; lúe fert fruetum
lo TI, n ú m . 6), q u e la herejía principal de Pelagio con- rríültum; quta sine me nihil poteslis facere. Así que se-
sistió en negar la necesidad de la gracia para evitar el g ú n la enseñanza de Jesucristo nada podemos por noso-
mal y hacer el bien ; referí en el mismo lugar los d i - tros mismos en el orden de la salvación ; luego nos es
versos subterfugios á que recurrió para declinar la ca- absolutamente necesaria la gracia para toda buena ac-
lificación de hereje, diciendo ya que la gracia no es otra ción ; sin ella, dice san Agustín, no podemos adquirir
cosa q u e el libre albedrío q u e Dios nos ha dado, ya que mérito alguno para la vida eterna : Ne quisquam pu-
solo principio del Espíritu-Santo, porque la virtud por la ley q u e nos enseña cómo debemos vivir, ya el buen
la cual le producen es u n a , y absolutamente la misma ejemplo de Jesucristo, ya el perdón d e los pecados, ya
en el Padre y en el Hijo ; ni el Padre es principio del también u n a pura iluminación i n t e r i o r e n el e n t e n d i -
Espíritu-Santo por la p a t e r n i d a d , ni el Ilijo por la filia- miento para conocer el bien y el m a l ; a u n q u e Julián,
ción, p o r q u e entonces serian dos principios ; sino q u e discípulo de Pelagio, admitió también la gracia de la
el Padre y el Hijo son principio del Espíritu-Santo por voluntad ; pero ni Pelagio ni los pelagianos admitieron
la espiración activa, que siendo u n a sola y la m i s m a , j a m á s la necesidad de la gracia : apenas reconocieron
siendo c o m ú n é indivisible en el Padre y el Hijo, estas que fuese necesaria para hacer mas fácil la práctica del
dos personas, no son dos principios del Espíritu-Santo; bien ; y negaron que esta gracia fuese g r a t u i t a , q u e -
y a u n q u e haya dos personas que le p r o d u c e n por espi- riendo q u e se concediese según nuestros méritos n a -
ración, no hay sin embargo mas q u e u n a sola espira- t u r a l e s . Tenemos, pues, que establecer dos puntos, el
ción. Todo lo cual se halla claramente expresado en la uuo relativo á la necesidad de la gracia, y el otro á su
definición del concilio de Florencia. gratuitidad.

§ I-

De la necesidad de la gracia.

DISERTACION QUINTA. 2. P R I M E R A P R U E B A . — Se toma de esta sentencia d e


Jesucristo (Joan. 6, 4 4 ) : Nemo potest venire admenisi
REFUTACION DE LA HEREJIA DE PELAGIO.
Pater, qui misit me, traxerit eitm. Es manifiesto por
estas solas palabras que nadie p u e d e hacer u n a acción
1. No es mi plan el r e f u t a r aquí todos los erores de buena en el orden sobrenatural sin el auxilio de la gra-
Pelagio sobre el pecado original, y sobre el libre albe- cia interior. Se confirma esta verdad con otra sentencia
d r í o ; me limitaré á los relativos á la gracia. He dicho del mismo Evangelio (15, 5) : Ecjo sumvilis, vos pal-
ya en la historia que de ellos h e escrito ¡cap. 5, artícu- mites; quimanet in me, et ego ineo; lúe fert fruetum
lo 11, n ú m . 6), q u e la herejía principal de Pelagio con- midtum; quta sine me nihil poteslis facere. Así que se-
sistió en negar la necesidad de la gracia para evitar el g ú n la enseñanza de Jesucristo nada podemos por noso-
mal y hacer el bien ; referí en el mismo lugar los d i - tros mismos en el orden de la salvación ; luego nos es
versos subterfugios á que recurrió para declinar la ca- absolutamente necesaria la gracia para toda buena ac-
lificación de hereje, diciendo ya que la gracia no es otra ción ; sin ella, dice san Agustín, no podemos adquirir
cosa q u e el libre albedrío q u e Dios nos ha dado, ya que mérito alguno para la vida eterna : Ne quisquam pu-
taret, parvum aliquem fructum posse a semetipso pal- gracia de la ley no nos basta, como pretendía Pelagio,
mitem ferré, cum dixisset h i c fert f r u c t u m m u l l u m , porque tenemos necesidad de la gracia actual para poder
non ait, quia sine me parum poteslis faceré, sed nihil observar la ley (Gal. 2, 21) : Si per legem justilia, ergo
potestis facere : sive ergo parum, sive mullum, sine illo gratis Christus mortuus est. Por justitia es menester
fieri non potest, sine quo niliil fieri potest. Se prueba e n t e n d e r la observancia de los preceptos, según este
en segundo lugar la necesidad de la gracia por lo que otro pasaje de la E s c r i t u r a (1 Joan. 3, 7) : Qui facit
dice san Pablo (á quien los santos padres llaman el pre- justiliam, justus est. Así, quiere decir el apóstol : Si el
dicador de la gracia), escribiendo á los filipenses (Phil. h o m b r e puede observar la ley con el auxilio solo de la
2, 12 y 1 5 ) : Cum metu et tremore vestram salutem ope- ley, en vano pues ha m u e r t o Jesucristo. Pero no, cier-
ramini; Deus est enim qui operatur in vobis, et velle, et t a m e n t e q u e tenemos necesidad de la gracia que Jesu-
perficere. Comienza desde luego exhortándolos á que cristo nos ha p r o c u r a d o p o r su m u e r t e . Tanto falta para
sean humildes, in humilitate superiores sibi invicem ar- q u e la ley baste para observar los preceptos, q u e al con-
bitrantes, á ejemplo de Jesucristo que, añade el apóstol, trario, la ley ha llegado á ser para nosotros una ocasion,
liumiliavit semetipsum usque ad mortem, en seguida les como dice el mismo apóstol, de traspasar los precep-
hace saber que Dios es q u i e n obra en ellos todo el bien, tos, p u e s t o q u e por las prohibiciones de la ley entró la
insinuándoles esta sentencia de san Pedro (1 Petr. 5, concupiscencia en nosotros : Occasione autem accepta,
5), Deus superbis resistit, humilibus autem dat gra- peccatum per mandatum operatum est in me omnem con-
tiam. San Pablo, en u n a p a l a b r a , q u i e r e convencernos cupiscentiam; sine lege enim peccatum mortuum eral;
de la necesidad de la gracia para q u e r e r y ejecutar toda sed cum venisset mandatum, peccatum revixit (Rom. 7,
acción buena, y nos enseña q u e p o r esta razón d e b e - 8 y 9). San Agustín explica de qué manera nos hace
mos ser h u m i l d e s , p o r q u e de otro modo nos haríamos mas culpables q u e inocentes el conocimiento de la ley :
indignos de ella; y á fin de q u e los pelagianos no pu- Nace esto, dice el santo doctor (1. de Spir.-S. et lilt.),
diesen decir que no se trata a q u í de la necesidad abso- d e la condicion de n u e s t r a corrompida voluntad que
luta de la gracia, sino de su necesidad para o b r a r el es tal, que por el a m o r que tiene á la libertad, se in-
bien mas fácilmente, según ellos lo entienden, añade clina con mas vehemencia liácia las cosas prohibidas,
el mismo santo en otro l u g a r (4 Cor. 12, 5) : Nemo po- q u e hácia las que son permitidas. Es, pues, cosa de la
test, dicere, Dominus Jesús, nisi in Spiritu-Sancto. Si, gracia el hacernos a m a r y practicar el bien q u e cono-
pues, no podemos ni a u n p r o n u n c i a r el n o m b r e de Je- cemos deber hacer, como expresa el concilio II de Car-
sús de una manera provechosa á nuestra alma, sin la tago : Ut quod faciendum cognovimus, per gratiam
gracia del Espíritu-Santo, c u á n t o menos podremos obrar prcestatur, etiam facere dirigamus, atque valeamus.
nuestra salvación sin el auxilio de esta m i s m a gracia. ¿Quién pudiera sin la gracia cumplir el primero y mas
importante de todos los preceptos, que consiste en a m a r
5. S E S D S D A PRUEBA. — Nos enseña san Pablo q u e la
— 117 -
á Dios? Clmritas Uei diffusa est incordibus nostris per
Spiritum-Sanctum, qui datas estnobis{Rom. 5, 5). J J3 siguiente nuestras fuerzas naturales no bastan solas para
caridad es u n p u r o don de Dios que no podemos ob- hacernos obrar cosa alguna en orden á la salud eterna,
tener por n u e s t r a s propias fuerzas. Amor Dei quo si por la gracia no son elevadas á un orden superior,
pei-venitur ad Déum, non est nisi a Deo, escribe san puesto que la naturaleza no puede hacer por sí misma
Agustín (1. 4 , c o n t r . Julián, c. 3). ¿Quién pudo sin la lo que la es superior, como acontece con los actos de
gracia vencer j a m á s las tentaciones, al menos las graves"? un orden sobrenatural. A la debilidad de nuestras fuer-
He a q u í cómo habla David (Psal. 117, 13) : Impulsas zas naturales que son incapaces de producir actos so-
eversus sum, ut caderem, el Dominus suseepit me Salo- brenaturales, se agrega la corrupción de nuestra natu-
món dice (Sap. 8, 21) : Nema poiest esse continens (es raleza ocasionada por el pecado, lo cual nos hace sentir
decir, vencer los movimientos de incontinencia) nisi mas la necesidad de la gracia.
Deus del. Por esto el apóstol después de haber hablado
de las tentaciones q u e nos asaltan, añade (Rom. 8, 37;- §11.
Sed in his ómnibus superamus propter eum; y en otro
lugar dice (1 Cor. 2, 14); Deo grafías, qui semper De la gratuitidad de la gracia.
triumphai nos in Chnsto Jesu. Si san Pablo da gracias
á Dios por la victoria que consiguió contra las tentacio- 5. P R I M E R A P R U E B A . — N o s revela el apóstol en muchos
nes, es porque se reconocía deudor de esta victoria á lugares que la gracia divina es enteramente gratuita,
la gracia. Serian ridiculas estas acciones de gracias y únicamente la obra de la misericordia de Dios, que
dice san Agustín (in loe. cit. ad Corinth.), si la victoria no depende de nuestros méritos naturales. Dice (Phil.
no viniese de Dios : Irrisoria est etiam illa actio gratia- 1, 29), Vobis donatum est pro Clirislo, non solum ut in
ruin, si oh lioe gralue aguntur Deo, quod norl úonavil eum eredatis, set ut etiam pro illo patiamini. Según
ipse, nec fecit. Todo esto demuestra cuán necesaria es pues lo observa san Agustín (de Prifedest. ss., c. 2), es
tanto para hacer el bien como para evitar el mal. u n don de Dios que nos adquirió Jesucristo no sola-
mente el sufrir por su amor, sino también el creer en
4. P R U E B A T E R C E K A . — Pero veamos la razón teo-
é l ; luego si es don de Dios, no puede ser el fruto de
lógica de la necesidad de la gracia. Los medios deben
nuestros méritos : Utrumque ostendit Dei donum, quia
ser proporcionados al fin : consistiendo pues nuestra
utrumque dixit esse donatum; nec ait, ut plenius et
salvación eterna en gozar de Dios sin enigmas, lo que
perfectius eredatis, sed ut eredatis in eum. La misma
ciertamente es u n íiu de orden sobrenatural; claro es
doctrina enseña el apóstol en su primera carta á los
que los medios que conduzcan á este fin, deben ser tam-
corintios cuando dice (c. 7, 25) : Misericordiam conse-
bién sobrenaturales. Todo Jo que conduce á la salvación
cutus a Domino, ut sim fuleíis. Si por la misericordia de
es un medio en orden a la salvación m i s m a ; y por cou-
Dios somos fieles, no es p u e s por nuestro mérito. Non

7.
ail (dice san Agustín en el l u g a r citado) quia fidelis
eram; fideli ergo dalur quidem, sed dalum est etiam ut comparación de todos los demás q u e permanecieron en
esset fidelis. la incredulidad.) Si aulem gralia, jam non ex operibus,
6. P R U E B A S E G U A D A . — Para convencerse de que alioquin gratia jam non est gralia. No podia san Pablo
cuantas luces y fuerza nos da Dios para obrar, no son expresar de u n a manera mas clara esta verdad católica,
efecto de nuestro m é r i t o , sino un don enteramente que la gracia es u n don gratuito de Dios, y q u e no
gratuito suyo, basta leer este otro pasaje de san Pablo depende de los méritos de nuestro libre albedrío, sino
(1 Cor. 4, 7) : Quis te discernü? quid aulem habes, quod de la p u r a liberalidad del Señor.
non accepisti ? Si autem accepisti, quid gloriaris, quasi
non acceperis? Si la gracia se concediese según nuestros
§ 111.
méritos naturales procedentes de las solas fuerzas de
nuestro libre a l b e d r í o , e l h o m b r e que obra su salvación Se prueba la necesidad y gratuitidad de la gracia por la tradición confirmada
se discerniría él mismo de aquel que no la obra. ¥ por las decisiones de los concilios, y de los sumos pontífices.
como observa con razón san Agustín, si Dios no nos
diese mas que el libre albedrío, es decir, u n a voluntad 8. San Cipriano (1. 5 ad Quirin., c. 4) establece co-
libre q u e pudiese ser indiferentemente buena ó mala, mo una máxima fundamental en esta materia la s e n -
según el uso que de ella hiciésemos, suponiendo que l ! tencia siguiente : In nullo gloriandum, quando nostrum
voluntad viniese de nosotros y no de Dios, lo q u e pro- nihil est. San Ambrosio (1. 7 i n Luc. c. 3) escribe :
cediese de nosotros, seria mejor que lo procedente de Ubique Domini virtus studiis cooperatili• liumanis,
Dios : A a m ñ nobis libera qucedam voluntas ex Deo, ul nemo possit edificare sine Domino, nemo custodire
quce adhuc potest esse vel bona, vel mala; bona vero sine Domino, nemo quicquam incipere sine Domino.
voluntas ex nobis est, melius est id quod a nobis, quam San Juan Crisòstomo (hom. 13 in Joan.) d i c e : Gratia
quod ab illoest (1. 2 de peccat. merit. c. 18). Pero no, Dei semper in beneficivi priores sibi partes vindicat; y
enseña el apóstol t e r m i n a n t e m e n t e que todo lo q u ¡ en otra parte (hom. 22 i n Gen.) : Quia in nostra, volún-
tenemos de Dios, se nos ha dado gratuitamente, y que tale lotum posi gratiam Dei relictum est, ideo et peccan-
p o r lo mismo de nada podemos gloriarnos. tibus supplicia proposila sunt, et bene operantibus relri-
buliones. Se expresa de u n a manera todavía mas clera
7. T E R C E R A T R U E B A . - El dogma en fin de la gra- en otro lugar (hom. in cap. 4, 1 ad Cor.) : Igilur quod
c i l i d a d de la gracia se halla confirmado en estas pala- accepisti, habes; ncque hoc tantum, aut illud, sed quicl-
bras de la carta del mismo apóstol á ios Romanos (2, quid habes, non enim merita tua luec sunt, seel Dei
o y 6 ) : Sie ergo et in hoc lempore reliquia secundum gralia, quamvis fidem adducas, quamvis dona, quam-
cleetionem gralia saine fuetee sunt. (Por reliquia? en- vis doctrince sermonem, quamvis virtutem, omnia libi
tiende aquí el corto número de judíos que creyeron, en inde provenerunt. Quid ighiir habes, quarso, quod. ac-
ceptum non habeas? num. ipse per te reete operatus es ?
*on sane, sed aecepisti... Propterea eohibearis oportet sicut augmentum, ita etiam inilium fidei, ipsumque ere-
non enim tuum ad mums est, sed larqienús. Enseña dulitatis affectum, quo in eum credimus, qui juslificat
san Geronimo (1. 3 contra Pelag.) que : Dominum gratia impium, el ad generalionem sacri baptismatis perveni-
sua nos in singulis operibus juvare, atque substernal. mus, non per gradee donuín, id est per inspiradonem
1 en otro lugar (epist. ad Demetriad.) : Velie et noil-> Spiritus-Sancti corrigentem voluntatem noslram ab infi-
nostrum est; ipsumquc quod nostrum est, sine ilei ml delitate ad fulern, ab impietate ad pietatem, sed natu-
seratione nostrum non est; y en otra parte (epist ad raliter nobis inesse dicit apostolicis documentis adversa-
Ctesiph.) : Velie et amere meum est; sed ipsum meum rius approbalur.
sine Bei semper auxilio non erit meum. Omito l u c h o s 11. Unese á la autoridad de los concilios la de los
otros testimonios de los p a d r e s , que pudiera citar, para soberanos pontífices que aprobaron y confirmaron mu-
pasar a los sínodos. chos sínodos particulares celebrados contra Pclagio.
Inocencio I en su carta al concilio Milevitano aprueba
9. No es m i ánimo el r e f e r i r aquí todos los decretos
la fe de estos p a d r e s contra Pelagio y Celestino y les e s -
de los sínodos particulares contra Pelagio : me atendré
cribe estas palabras : Cum in ómnibus divinis paginis
a as decisiones de algunos aprobados p o r la santa
voluntad liberce, nonnisi adjiitorium Dei legimus esse
sede, y recibidos en toda la iglesia. De este n ú m e r o es
nectendum, eamque nih.il posse coelcsdbus priesidiis des-
e de Cartago, al cual asistieron los obispos de toda
dtutam, quonam modo huic soli possibililatem hanc,
et Alrica. He a q u í pues lo q u e de él refiere san Prós-
perdnuciler defendentes, sibimet, imo plurimis, Pelagius
pero (respons. ad cap. 8 Gallor.) : Cum 214 sacerdoti-
Ccelésdusque persuadenl. Ademas el papa Zosimo en su
bus, quorum consthulionem contra húmicos c,vadee Dei
carta encíclica á todos los obispos del m u n d o , citada
mus mundus amplexus est; veraci professione, quemad-
por Celestino I en su carta á los obispos de las Galias,
modum ipsorum habet senno, dicamus gradoni Dei per
.se expresa a s í : In ómnibus causis, cogitalionibus, mo-
Jesum Christum Dominum, non solum ad cognoscendam
libus adjulor et protector orandus est. Superbum est
venan ad faciendum juslidam, nos per actus únanlos
enim, ut qiúdquam sibi humana natura prcesumat. Se
adjuvan, ita sine illa nihil verce sanctceque pietatis ha-
e n c u e n t r a n despues hácia el fin de la carta de Celes-
bere, cogitare, dicere, agere valeamus.
tino I muchos capítulos tomados de las definiciones de
10. Se lee en el sínodo II d e Orange (canon 7) • Si
los otros pontífices y de los concilios africanos, relati-
qms per natane vigorcm bonum aliquod. quod ad salu-
vos á la gracia. Se lee en el capítulo Y : Quod omnia
toni pert inet vine cierme cogitare, aut eligere posse
studia, et omnia opera, ac merita sancionan ad Dei
conpnnet, absque illuminaüone et inspiration Spirìtus-
gloriam laudemque rejerendu sunt; quia non aliiinde ei
oancti, licerelico fallitur spirita. El mismo sínodo h a -
placet, nisi ex eo quod ípse donaverit; y en el capítulo
bía dado esta definición, que es aun mas clara : quis
VI: Quod da Deus in cordibus liominum, atque in ipso
libero operatur arbitrio, ut sancta cocjitatio, pium consi-
lium, omnisque mótus borne voluntalis ex Deo sit, quia § IV.
per illuni aliquid boni possumus, sine quo nihil possu-
Respuesta á las olijeeiones.
mus.
12. Los pelagianos fueron condenados f o r m a l m e n t e
15. Dicen los pelagianos : Si se admite q u e la gracia
en el concilio e c u m é n i c o de Efeso, como lo demuestra
es absolutamente necesaria para obrar cualquier acto
el cardenal Orsi ( H i s t eccl., tom. 15, lib. 29, n . 52. —
que esté en el orden de la salvación, será necesario de-
S. Prosp. lib. contra Collat., c. 21). Nestorio recibió
cir q u e el h o m b r e no goza de libertad, y que el libre
bien en Constantinopla á los obispos pelagianos, porque
albedrío está enteramente destruido. Responde san
convenia con Pelagio en el p u n t o de q u e la gracia no
Agustin que ciertamente el h o m b r e caido no es mas
se nos concede p o r Dios g r a t u i t a m e n t e , sino según
libre con la gracia, ya para empezar, ya para acabar
nuestros propios m é r i t o s ; esta errónea doctrina agra-
alguna acción que tienda á la vida e t e r n a ; pero que
daba áNestorio, p u e s se acomodaba á su sistema, a sa-
recobra esta libertad por la gracia de Dios, puesto que
ber, que el Yerbo habia elegido á la persona de Cristo
las fuerzas que le fallaban para poder hacer el bien, le
para templo de su m o r a d a en consideración de sus p r o -
son suministradas por la gracia que Jesucristo nos ha
pias virtudes. Conociendo, pues, los padres del concilio
merecido, la cual le hace recobrar la libertad y la fuerza
de Efeso la obstinación de los obispos pelagianos, los
de obrar su e t e r n a salvación, sin que por esto le nece-
condenaron como h e r e j e s . Finalmente el concilio d e
site, ó imponga necesidad : Peecato Adíe arbilrium
Trento, en la sesión 6 a de Juslificatione, definió en dos
liberum de hominum natura periisse, non dicimus, sed
cánones todo lo concerniente á esta materia. Dice en el
ad peccandum valere in homine subdito dicibolo. Ad bene
canon 2 : Si quis dixerit, divinam gratiam ad hoc so-
autem pieque vivenilum non valere, nisi ipsa voluntas
limi ilari, ut facilius homo juste vivere, ae ad vilam
hominis Del graiia fuerit libérala, et ad omne bonum
letcmam promoveri possit, quasi per liberum arbitrimi
aeúonis, sermonis, eogilalionis acljuta. Así habla san
sine grafia utrumque, secl cegre tamen et difficidter pos-
Agustin (1. 2 cont. duas ep. Pelag., c. 5).
sit, anathema sit. Y añade en el canon 5 : Si quis dixe-
14. S E G U N D A O B J E C I O N . — Se oponen estas palabras
rit, sine prceveniente Spirilus-Sancti inspiratione, atque
que Dios dirigió á Ciro (Is. 44, 28) : Qui dico Cgro :
ejus adjulorio, hominem credere, sperare, diligere, aut
Pastor meus es, et omnem voluntatcm meam complebh;
•pcenitere posse sieut oporlet, ut ei justificalionis graiia
V en el capítulo 46, v. 11, le llama hombre de su vo-
cmferatur, anathema sit.
luntad . l ints voluntalis mete. Sobre lo cual discurren
así los pelagianos : Ciro era idólatra, por consiguiente
estaba privado de la gracia de Dios q u e se concede p o r
J e s u c r i s t o ; y s i n embargo se ve, según estos lugares
ponde I o , que este h o m b r e era j u d í o , q u e como tal
de la E s c r i t u r a , q u e observó todos los precepLos na-
creía en Dios, é implícitamente en Cristo, y que por
t u r a l e s ; luego el h o m b r e p u e d e sin la gracia cumplir
esto pudo tener la gracia para observar los preceptos
toda la ley n a t u r a l . Se responde á esto q u e es preciso
del Decálogo; 2 o , q u e estas palabras : hcec omnia ob-
distinguir con los teólogos la voluntad de signo, y la
servavi, no deben extenderse á todos los preceptos,
voluntad de beneplácito. Esta última es la que está fun-
sino únicamente á los q u e nuestro Señor mencionó
dada en un d e c r e t o absoluto, y debe tener infalible-
(v. 1 9 ) : Ne adulteres, ne occulas, ne fureris. Por lo de-
m e n t e su e f e c t o ; y s i e m p r e es ejecutada hasta por los
mas, manifiesta el Evangelio, que aquel hombre obser-
impios. La v o l u n t a d de signo es la que dice relación á
vaba poco el precepto de amar á Dios sobre todas las
los preceptos divinos, q u e nos son manifestados : el
cosas, puesto q u e no correspondió á la invitación q u e
cumplimiento d e esta voluntad divina exige nuestra
Jesucristo le hizo de abandonar sus riquezas : por esto
cooperacion, "la cual no podemos poner sin el auxilio
el Señor le reprendió tácitamente profiriendo esta sen-
de la gracia. Esta voluntad 110 siempre tiene su ejecu-
tencia (v. 2 5 ) : Quarn difficile, ¿fui pecunias liabent, in
ción de parle d e los impios. Con respecto á Ciro no se
reqnum Dei introibunt!
habla en Isaias d e la voluntad de signo, sino de la de
16. O B J E C I Ó N CUARTA. — Dicen nuestros adversarios
beneplácito. Este beneplácito de Dios era que Ciro liber-
q u e estando a u n san Pablo bajo el yugo de la ley, y
tase á los j u d i o s de Ja cautividad, y que permitiese la
a u n q u e todavía no estaba constituido en gracia, c u m -
reedificación del templo y de la ciudad. Jo cual debia
plió no obstante toda la ley, como él mismo atestigua
ejecutarse por Ciro al pie de la letra. Vemos al contra-
(Philipp. 5, 6) : Secundum justitiam, quce in lege est,
rio, q u e Ciro f u e idólatra y sanguinario, que invadió
conversatus sine querela. Se responde que san Pablo,
los estados de otro, y p o r consiguiente q u e no cumplió
antes de su conversión, observó la ley en la parte cere-
los preceptos naturales.
monial, mas 110 en lo q u e tenia de interior, amando á
15. O B J E C I Ó N T E R C E U A . — Se arguye con lo q u e dice Dios sobre todas las cosas, según q u e el mismo apóstol
san Marcos en el capitulo 10, v. 20, de cierto hombre escribe (ad. Tit. 5, 5) : Eramus aliquando et nos insi-
q u e respondió á n u e s t r o Señor Jesucristo q u e le exhor- pientes, increduli, errantes, servientes desideriis et vo-
taba á observar los preceptos : Magister hcec omnia ob- luptalibus variis in malilla... odíenles invicem.
servavi a juvenlulemea; y que en e s t o d e c i a verdad, co- 47. Q U I N T A O B J E C I O N . — Recurren por último á este
mo lo demuestran las palabras q u e añade el Evange- argumento : 0 todos los preceptos del Decálogo son po-
lista : Jesús atitem inluitus eum, dilexil eum. Hé aquí, sibles ó imposibles. Si lo primero, luego podemos ob-
pues, dicen los pelagianos, u n h o m b r e que ha observa- servarlos por las solas fuerzas del libre albedrío; y si
do lodos los preceptos naturales sin el auxilio de la son imposibles, no se peca traspasándolos, p o r q u e n a -
gracia, y sin haber creído antes en Jesucristo. Se res- die está obligado á lo q u e no p u e d e . Respóndese á este
dilema, que no podemos observar todos los preceptos
sin la gracia; pero sí con su auxilio. Escuchemos á § I-
santo Tomás (1. 2, Q. 109, a. 4, a d 2 ) : IUud quod pos- El principio de la fe, asi como el de toda buena voluntad, no proviene de
súmus cum auxilio divino, non est nobis omnino impos- nosotros, sino de Dios

sibile... Unde Hieronimus confitelur, sic nostrum esse li-


2. P R I M E R A P R U E B A . — Este dogma se prueba de u n a
berum arbitrium, ut dicamus nos semper incligere Dei
manera evidente por este pasaje de san Pablo (2 Cor. 5,
auxilio. Siéndonos, pues, posible con el auxilio divino
5) : Non quod suficientes simus cogitare aliquid a no-
la observancia d é l o s preceptos, estamos por lo mismo
bis, quasi ex nobis, sed sufficienlia riostra exDeoest. Así,
obligados á observarlos. Los pelagianos hacen aun otras
p u e s , el principio de Ja fe, no el que es propio del e n -
objeciones; pero su respuesta se hallará en las que de»
tendimiento, q u e ve n a t u r a l m e n t e la verdad de nuestra
mos en la refutación de la herejía semi-pelagiaua.
fe, sino la piadosa mocion de la voluntad á creer q u e
todavía no es u n a fe formada, puesto q u e no es otra co-
sa que u n pensamiento de q u e r e r creer que precede á la
fe, como dice san Agustín; este buen pensamiento vie-
ne ú n i c a m e n t e de Dios, según el apóstol. lié aquí las
DISERTACION SEXTA.
propias palabras de san Agustin : Atlendant lúe, el ver-
ba isla perpendant, qui putant ex nobis esse fidei ctxp-
REFUTACION DE LA H E R E J Í A DE LOS SEMI-PELAGIANOS.
tum, et ex Deo esse fidei supplemenlum. Quis enim non
videt, prius esse cogitare, quam eredere? Nutlus quippe
1. Reconocen los semi-pelagianos que las fuerzas de credit aliquid, nisi prius eogilaverit esse credendum.
la voluntad humana f u e r o n debilitadas p o r el pecado Quamvis enim rapte, quamvis celerrime eredendi volun-
o r i g i n a l ; y convienen por consiguiente en la necesidad talem queedam eogilaliones antevolent; moxque illa ita
de la gracia para obrar el b i e n ; pero niegan q u e sea sequatur, ut quasi conjunclissima eomitetur; necesse est
necesaria para el principio de la fe, y para el deseo de tamen, ut omnia quee creduntur, prcevenienle cogilalio-
la salvación eterna. Así, dicen, como un enfermo no neeredantur... Quod ergo pertinet ad religionem et pie-
tiene necesidad de medicina para creer en su eficacia y tatem (de qua loquebatur aposlolus), si non sumus idonei
desear su c u r a c i ó n ; de la misma m a n e r a también el cogitare aliquid quasi ex nobismelipsis, sed sufficienlia
principio de la fe, ó el afecto á ella, y el deseo de la sal- nostra ex Deo est; profecto non sumus idonei eredere
vación eterna no son obras para las cuales sea necesa- aliquid quasi ex nobismelipsis, quod sine cogitatione non
ria lu gracia; pero se debe creer con la iglesia católica, possumus, sed sufficienlia nostra, qua eredere incipia-
q u e lodo principio de la fe, y todo b u e n deseo, son en mus, exDeoest (1. d e P r a d e s t . ss. c. 2).
nosotros la obra de la gracia.
dilema, que no podemos observar todos los preceptos
sin la gracia; pero sí con su auxilio. Escuchemos á § I-
santo Tomás (1. 2, Q. 109, a. 4, a d 2 ) : IUud quod pos- El principio de la fe, asi como el de toda buena voluntad, no proviene de
súmus cum auxilio divino, non est nobis omnino hnpos- nosotros, sino de Dios

sibile... Unde Hieronimus confitelur, sic nostrum esse li-


2. P R I M E R A P R U E B A . — Este dogma se prueba de u n a
berum arbilrium, ut dicamus nos semper indigere Dei
manera evidente por este pasaje de san Pablo (2 Cor. 5,
auxilio. Siéndonos, pues, posible con el auxilio divino
5) : Non quod suficientes simus cogitare aliquid a no-
la observancia d é l o s preceptos, estamos por lo mismo
bis, quasi ex nobis, sed sufficienlia riostra exDeocst. Así,
obligados á observarlos. Los pelagianos hacen aun otras
p u e s , el principio de Ja fe, 110 el que es propio del e n -
objeciones; pero su respuesta se hallará en las que de-
tendimiento, q u e ve n a t u r a l m e n t e la verdad de nuestra
mos en la refutación de la herejía semi-pelagiana.
fe, sino Ja piadosa mocion de la voluntad á creer q u e
todavía no es u n a fe formada, puesto q u e no es otra co-
sa que u n pensamiento de q u e r e r creer que precede á la
fe, como dice san Aguslin; este buen pensamiento vie-
ne ú n i c a m e n t e de Dios, según el apóstol. lié aquí las
DISERTACION SEXTA.
propias palabras de san Agustín : Atlendant lúe, el ver-
ba ista perpendant, qui putant ex nobis esse fidei ctxp-
REFUTACION DE LA H E R E J Í A DE LOS SEMI-PELAGIANOS.
tum, et ex Deo esse fidei supplemenlum. Quis enim non
videt, prius esse cogitare, quam credere? Nidlus quippe
1. Reconocen los semi-pelagianos que las fuerzas de credit aliquid, nisi prius cogilaverit esse credcndum.
la voluntad humana f u e r o n debilitadas p o r el pecado Quamvis enim rapte, quamvis celerrime credendi volun-
o r i g i n a l ; y convienen por consiguiente en la necesidad tatem queedam cogilaliones antevolent; moxque illa ita
de la gracia para obrar el b i e n ; pero niegan q u e sea sequalur, ut quasi conjunelissima comitetur; necesse est
necesaria para el principio de la fe, y para el deseo de tamen, ut omnia quee creduntur, prcevenienle cogitalio-
la salvación eterna. Así, dicen, como un enfermo no necredantur... Quod ergo pertinet ad religionem et pie-
tiene necesidad de medicina para creer en su eficacia y tatem (de qua (oquebatur aposlolus), si non surnus idonei
desear su c u r a c i ó n ; de la misma m a n e r a también el cogitare aliquid quasi ex nobismelipsis, sed sufficienlia
principio de la fe, ó el afecto á ella, y el deseo de la sal- noslraex Deo est; profecto non sumus idonei credere
vación eterna no son obras para las cuales sea necesa- aliquid quasi ex nobismelipsis, quod sine cogitalione non
ria la gracia; pero se debe creer con la iglesia católica, possumus, sed sufficienlia nostra, qua credere incipia'
q u e lodo principio de la fe, y todo b u e n deseo, son en mus, ex Deo est (1. d e P r a d e s t . ss. c. 2).
nosotros la obra de la gracia.
5 . P R U E B A S E G U N D A . — Se toma esta p r u e b a de otro
mereri? linde fit, ut jammerenti ccetéra dicanlur addi
texto de san P a b l o , q u e al mismo tiempo insinúa la ra-
retribuliohe divina; ac per lioc graliam Dei secundum
zón de ella (1 Cor. 4 , 7) : Quis enim le discernil? quid
merita nostra dari: quod objectum sibi Pelagius, ne
aiitem liabes, quod non accepisti? Si el principio de la
damnaretur, ipse damnavil.
b u e n a voluntad q u e nos dispone á recibir la fe, ó cual-
5. P R U E B A T E R C E R A . — Nuestra proposicion se de-
q u i e r a otro don d e la g r a c i a divina, viniese de nosotros,
muestra por estas palabras salidas de la misma boca de
sucedería que nos d i s t i n g u i r í a m o s de quien no tuviese
la sabiduría encarnada : Nenio potest venire ad me, ni-
este principio d e b u e n a voluntad en orden á la vida
si Pater, qui misit me, iraxerit eurrí (Joan. 6, 44). \ en
e t e r n a ; pero san P a b l o nos ensena que recibimos de
otro lugar dice : Sine me nilúl potestis facere (Joan. 15,
Dios todo cuanto t e n e m o s , en lo cual está comprendido
5). Consta de estos pasajes que nuestras solas fuerzas
a u n todo p r i m e r d e s e o de creer, ó de salvarse : Quid
naturales son impotentes a u n para disponernos á reci-
autem liabes, quod non accepisti? San Agustín creyó al-
bir de Dios las gracias actuales q u e conducen á la vida
g ú n tiempo q u e la fe e n Dios no venia de Dios, sino de
eterna, puesto que estas gracias son de un orden sobre-
nosotros, y que o b t e n í a m o s de Dios p o r ella la gracia
n a t u r a l , y q u e no p u e d e haber proporcion entre u n a
p a r a vivir bien; p e r o el pasaje citado de san Pablo le
gracia sobrenatural y u n a disposición p u r a m e n t e n a t u -
determinó p r i n c i p a l m e n t e á retractarse como lo confie-
r a l . Si gralia, dice el apóstol, jam non ex operibus,
sa el mismo santo (1. d e Prasdest. ss. c. 3) : Quo prieci-
alioquin gralia non est gralia (Rom. 2, 7). Al contra-
pue testimonio etiam ipse convictas sum, cum similiter
rio, es cierto que Dios no da la gracia según nuestros
erraran : putans, fidem, qua in Deum credimus, non
méritos naturales, sino según su divina liberalidad Dios
esse doman Dei, sed a nobis esse in nobis, el per illam
acaba y perfecciona en nosotros las buenas obras, y tam-
nos impetrare Dei dona, quibus lemperanter et juste et
bién es el que las empieza : Qui ccepit in vobis opus bo-
pie vivamos in lioc sceculo.
num, perficit usque in diem Clirisli Jesu (Phil. 1 , 6 ) . Di-
-4. Esta verdad se confirma también por lo que el ce el apostol en otro lugar, que toda buena voluntad
m i s m o apóstol dice en otro l u g a r (Eph. 2, 8 y 9 ) : Gra- tiene su principio y perfección en Dios : Deus est enim,
da enim estls salvad per fidem , el lioc non ex vobis; Dá qui operatur in vobis, et velle, el perficere pro bona vo-
enim dontim, non ex operibus, ut ne quis glor'ietur. Es- lúntate (Phil. 2, 15). Estamos en el caso de señalar otro
cribe san Agustín (c. 2) q u e el mismo Pelagio temiendo error de los semi-pelagianos, q u e consiste en decir, que
s e r condenado por el concilio de P a l e s t i n a , reprobó la gracia es necesaria para hacer el bien, mas no para
( a u n q u e fuese por p u r o disimulo) la proposicion si- p e r s e v e r a r e n él. Este error fue condenado formalmente
g u i e n t e : Grada secundum merita nostra datar. Sobre por el concilio de Trento (Sesión 6 a , c. 15), q u e enseña
lo cual exclama el santo doctor : Quis aulem dicat,eum, q u e solo Dios puede dar el don de perseverancia : Si-
qui jam avpil eredere, ab illa in quem credidit, nilúl militer de perseveraniice muñere... quod quidem aliunde
haberi non potest, nisi ab eo qui potens est, eum qui que dicha gracia nos deja en libertad de elegir ó r e h u -
siat slatnere, ut perseveranter stet. sar el bien. Este mismo es el lenguaje del concilio de
Trento : Cum ilicitur: Convertimini ad me, et ego con-
vertar ad vos, libertatis nostrce aclmonemur. Cum res-
I II- pondemus : Converte nos Domine, et convertemur, Dei
Respuesta á las objeciones. nos gratia prceveniri confilemur. La misma respuesta se
da también á lo que decia san Pablo : Velle adjacet mi-
6. P R I M E R A O B J E C I O N . — Oponen los semi-pelagianos hi perficere autem bonum non invenio. Queria el apóstol
ciertos pasajes de la Escritura q u e parecen a t r i b u i r al d a r á entender que estando ya justificado, tenia en sí la
h o m b r e la buena voluntad y el principio de las buenas gracia para querer el bien, y que no estaba en su poder
obras, y de no reservar á Dios sino la perfección de el acabarlo, sino q u e esto era obra de Dios; mas no dice
aquellas. Se lee en el p r i m e r libro de los reyes (c. 7, q u e tuviese por sí mismo la buena voluntad de obrar el
v. 3) : Prceparale corda veslra Domino. San Lucas dice bien. Con respecto á Cornelio, se da la misma respues-
lo mismo (3, 4) : Parale viam Domini, rectas facite se- ta, puesto que a u n q u e h u b i e s e obtenido p o r sus ora-
mitas ejus. Se lee también en Zacarías ( 1 , 3 ) : Conver- ciones la conversión á la fe, estas mismas oraciones no
timini ad me... ego converlar ad ros. Nada parece más carecían de la gracia preveniente.
claro q u e este pasaje de san Pablo á los romanos (7, 7. S E G D K D A O B J E C I O N . — Oponen lo que dice Jesu-
1 8 ) : •. Velle adjacet mihi perficere autem bonum non in- cristo en san Marcos (16, 1 6 ) : Qui crediderit el baptí-
venid•. E n f i n en las Actas de los Apóstoles (cap. 17, zalas fuerit, salvus erit. Aquí, dicen, se exige una cosa,
v. 7), ¿ n o parece que la gracia de la fe que recibió Cor- q u e es la f e ; y se promete otra, la salvación. Luego lo
nelio, se atribuye á sus oraciones? Se responde q u e es- q u e se exige está en las facultades del h o m b r e , y lo q u e
tos p a s a j e s y otros semejantes no explican la gracia p r e - se p r o m e t e en las de Dios. San Agustín responde desde
veniente é interior del Espíritu-Santo, sino que la s u - luego con una retorsion (de PrEedest. ss. c. 11) : Et
p o n e n , y Dios exhorta en ello á los hombres á q u e cor- apóstol, dice el santo doctor, escribe : Si Spirilu facta
respondan a esta gracia, á fin de hacerse capaces de re- carnis mortificaverilis, vivetis (Rom. 8, 15). Aquí se
cibir las gracias mas abundantes q u e está dispuesto á exige u n a cosa, q u e es la mortificación de las pasiones;
d e r r a m a r sobre quien corresponda fielmente. Así, pues, y se promete otra, la recompensa de la vida eterna.
cuando la Escritura dice : Preparad vuestros corazones, Luego si es verdad , como pretenden los semi-pe-
convenios al Señor, etc., no atribuye á nuestro libre al- lagianos , q u e lo q u e se exige está en nuestro po-
bedrío el principio de la fe ó de la conversión sin el der sin q u e haya necesidad del auxilio de la gracia,
auxilio de la gracia preveniente; sino que únicamente será preciso d e c i r q u e podemos vencer nuestras pa-
nos advierte q u e correspondamos á ella, enseñándonos siones sin la g r a c i a ; p e r o , añade el santo doctor, tal
es precisamente el error condenable de los pelagia-
neris esse, ut oremus, lioc est petamus, quceramus, di-
nos : Pelagianorum est error isle damnabilis. Viene en
que pulsemus; accepimus enim Spiritum adoplionis in
seguida á la respuesta directa, y dice q u e no está en
quo clamamus Abba Paler. El mismo santo doctor nos
nuestro poder, sin el auxilio de la gracia, el d a r lo que se
enseña q u e Dios da á todos la gracia para poder orar,
exige de nosotros; pero sí con este auxilio, despues de
y con la oraciou el medio de obtener la gracia de cum-
lo cual concluye con estas palabras : Sicut ergo, quam-
plir los preceptos ; de otro modo si alguno no tuviera
vis donum Deisit facía carnis mortificare, exigitur la-
la gracia eficaz para c u m p l i r los preceptos, y tampoco
mena nobis proposito prcemio vitce; ita donum Dei est
tuviese la gracia para poder o b t e n e r l a gracia eficaz por
fules, quamvis et ipsa, dum dicitur, si credideris, sal-
medio de la oracion, los preceptos serian imposibles
vus eris, proposito prœmio salutis exigatur a nobis.
para tal h o m b r e . Pero lejos de esto, dice san Agustín,
Ideo enim luec et nobis prcecipiuntur, et dona Dei esse
el Señor nos invita á orar p o r la gracia de la oracion
monstrantur, ut intelligatur, quod et nos ea facimus, et
q u e á nadie r e h u s a , á fin d e que orando obtengamos
Deus facit ut illa faciamus.
la gracia eficaz para c u m p l i r los preceptos. Hé aquí las
8. T E R C E R A O B J E C I O N . — Dicen que el Señor no cesa propias palabras del santo : Eo ipso quo firmissime crc-
de exhortarnos en las Escrituras á pedir y á buscar, si dilur, Deum impossibilia non prcecipere, hinc admone-
queremos recibir sus gracias. Luego está, infieren, en vnur et in facilibus (la oracion) quid agamus, et in dif-
nuestro poder el orar, y p o r consiguiente si p o r noso- fiáíibus (el c u m p l i m i e n t o de los preceptos) quid pela-
tros mismos no podemos creer y obrar n u e s t r a salva- mus. Esto corresponde á la gran máxima del santo doc-
ción, al menos está en nuestro poder el desear creer y t o r (de Nat. et Grat. c. 4 4 , n. 50), que despues fue adop-
salvarnos. Responde también san Agustín (de Dono t a d a por el concilio de Trento (Ses. 6% c. 11) : Deus
Persev. c. 25) á esta objecion, y dice q u e n o es cierto impossibilia nonjuvel sed juvendo monet, et facere quocl
que podamos orar (como se debe) por n u e s t r a s solas possis, et petere quod non possis et adjuvat ut possis.
fuerzas naturales, sino que este es un don q u e nos viene Así que obtenemos por la oracion la fuerza de hacer lo
de la gracia, según lo que dice el apóstol (Rom. 8, 26): q u e por nosotros mismos no podemos; pero sin que
Spiritus adjuvat infirmilalem nostram ; nam quid ore- tengamos derecho de gloriarnos de haber orado, porque
mus sicut oporlet, sed ipse Spiritus postulat pro nobis. n u e s t r a oracion m i s m a es u n don de Dios.
Sobre lo q u e insiste san Agustín : Quid est, ipse Spi-
9. San Agustín repite en mil lugares, sin hablar de
ritus interpellât, nisi inlerpcllare facit? Y poco despues
los ya citados, q u e Dios da generalmente á todos la gra-
añade : Attendant quomoclo falíunlur, qui pulanl esse a
cia para orar. Dice en alguna p a r t e (1. 5 de Lib. arb.
nobis, non dari nobis, ut petamus, quœramus, pulse-
c. 18, n. 55) : Nulli enim homini ablalum est scireuti-
mus, el hoc esse dicunt, quod gruña prcecedilur mérito
liter qucerere; y también (1 ad Simp Q- 2) : Quicl ergo
noslro Nec volunt iníelligere, etiam hoc divini mu-
aliud ostenditur nobis, nisi quia et petere et qucerere Ule
8
concedil, qui ut hœc faciamus jubel? Hablando en otro
q u e el evangelio j a m á s les f u e anunciado, y por con-
lugar !,Tract. 26 in Joan. c. 22, n. 65) de aquel que no
siguiente no r e h u s a r o n oirle. Responde Jansenio (1. 3
sabe qué hacer para obtener la salvación, dice que este
de Grat. Chrisli, c. 11) q u e estos infieles no tienen ex-
h o m b r e debe hacer un buen uso de lo q u e ha recibido,
cusa, sino que son condenados, a u n q u e no tengan gra-
es decir, de la gracia para orar, y que por este medio
cia alguna suficiente ni próxima ni remota para con-
recibirá la salvación : Sed hoc quoquc accipiet, si lioc
vertirse á la fe ; y esto en castigo del pecado original
quod accipit bene usus fuerit; accipit aulem, ut pie et
que les privó de todo auxilio; y añade que los teólo
diligenter qucerat, si velit. Todo esto lo explica el santo
gos que enseñan c o m u n m e n t e q u e estos infieles no ca-
mas p o r extenso en otro l u g a r (de Grat. et Lib. a r b . c.
recen de una gracia suficiente cualquiera para salvar-
18), diciendo que si el Señor nos manda orar, es á fin
se, tomaron esta doctrina de la escuela semi pelagiana.
de que p o r este medio podamos obtener sus dones, y
Pero lo q u e establece Jansenio está en oposicion con
q u e en vano seria nos exhortase á la oracion, si n o n o s
las Escrituras q u e dicen : Qui vult mines homines sal-
diera la gracia para poderla hacer, á fin de que p o r la
vos fieri, el ad agnidonem veritatis venire {1 Tim. 2, 4).
oracion obtengamos la gracia para c u m p l i r lo q u e nos
Eral lux vera, qua; illuminai omnem hominem vcnien-
prescribe : Prœceplo admonilum est liberum arbitrium.
tem in hunc mundum (Joan. 1, 9). Qui est Salvator
ut qucereret donum Dei; at quidem sine suo fructu ad-
omnium hominum, maxime fidelium (1 Tim. 4 , 10).
moneretur, nisi prius acciperet aliquid dileclionis, ut
Ipse est propitiatio pro peccaús nostris, non tantum
addi sibi qucereret, ande quod jubebalur implerei. NO-
noslris, sed etiam totius mundi (1 Joan. 2, 2). Qui dedil
tense estas palabras aliquid dileclionis; hé a q u í la gra-
semelipsum in redemplionem pro omnibus (1 Tim. 2, 6).
cia p o r la cual el h o m b r e p i d e si quiere, y obtiene en
Observa Belarmino (1. 2 de Grat. et Lib. a r b . c. 5), que
seguida por la oracion la gracia actual para observar
san Juan Crisòstomo, san Agustín y san Pròspero infie-
los preceptos, ut addi sibi qucereret unde quod jubeba-
ren de dichos pasajes, que Dios no deja de dar á todos
lur implerei. Así que, nadie podrá quejarse en el dia del
los hombres los auxilios suficientes para poder salvarse
juicio de haberse condenado por haber sido privado de
si quieren ; sobre todo san Agustín lo repite en muchos
la gracia para cooperar á su salvación, porque tuvo al
lugares (1. d e S p i r . e t l i t t . c. 53. et in psal. 18, n. 7) y
menos la gracia para orar, la q u e á nadie se niega, y
lo mismo san Próspero (de Yoc. gent. 1. 2, c. 5). Lo
con la cual, si h u b i e r a pedido, habría alcanzado lo q u e
que dice Jansenio tampoco conviene con la condenación
Dios tiene prometido al que pide : Petite, et dabitur
que Alejandro VIH hizo en 1690 de la proposicion si-
vobis; qucerite, et invenielis (Matlh. 7, 7).
guiente : Pagani, Judcei, Hcereüá, aliique liujus gene-
1 0 . C U A R T A O B J E C I O N . — Dicen lo cuarto : Si la g r a - ris, nullum omnino accipiunl a Jesu Chrislo influxum :
cia preveniente es necesaria a u n para el principio de la adeoque hiñe recle inferes, in illis esse voluntatem nu-
fe, luego los infieles que no creen son excusables, por- darli et inermem sine omni grada sufficiente : ni con la
— 136 —
condenación hecha por Clemente XI de estas dos pro-
posiciones de Quesnel (26, 29) : Nullce dantur gratice
nisi per fidem : extra Ecclesiam nulla conceditur gra-
tta.
I I . Se responde, pues, á los semi-pelagianos, q u e DISERTACION SEPTIMA.
los infieles que teniendo uso de razón, no se convirtie-
sen á la fe, no son dignos d e excusa, porque s i n o reciben R E F U T A C I O N D E LA H E R E J I A D E N E S T O R I O , QUE A D M I T I A DOS

la gracia suficiente próxima, al menos no están des- PERSONAS EN JESUCRISTO.

provistos de la gracia r e m o t a inmediata para convertirse


á la fe. ¿Cuál pues es la gracia r e m o t a ? Es aquella de 1. No se acusa á Nestorio de error alguno sobre el
que habla el doctor angélico (Quasst. 54 de Verit. a r t . misterio de la Santísima Trinidad. E n t r e otras herejías
11 ad 1) cuando dice : Si quis natritas in sylvis, vel q u e combatió en sus sermones, y contra las cuales im-
inter bruta animalia, duetum rationis naturalis seque- ploró el poder de! e m p e r a d o r Teodosio. fue la de los
retur in appetitu boni el fuga malí, certissime est cre- arríanos, que negaban la consustancialidad del Yerbo
dendum, quod ei Deus vel per internara inspirationem con el Padre No es, pues, permitido d u d a r que Nesto-
revelar et ea quce sunt ad credendum, neeessaria; vel rio confesase la divinidad del Yerbo y su consustancia-
aliquem fulei pnedicatorem ad eum dirigeret, sicut lidad con el Padre. Su herejía era propiamente contra
misil Peirum ad Cornelium. Asi según santo Tomás, el el misterio de la Encarnación del mismo Yerbo divino,
infiel que tiene uso de razón, recibe de Dios al menos pues que negaba su unión hipostática ó personal con la
la gracia suficiente r e m o t a para o b r a r su salvación, naturaleza h u m a n a . Pretende Nestorio que el \ e r b o
cuya gracia consiste en cierta instrucción de entendi- divino no se u n i ó á la h u m a n i d a d de Jesucristo de u n a
miento, y en u n a mocion impresa en la voluntad para manera diferente á la que se u n i ó á los otros santos,
observar la ley natural ; y si coopera á este movimiento a u n q u e en u n grado m a s perfecto, y desde el p r i m e r
de la gracia observando los preceptos n a t u r a l e s , y i n s t a n t e de su concepción. Se explica sobre este parti-
absteniéndose de cometer faltas graves, recibirá lue£0 cular en sus escritos, por medio de diversas f o r m u l a s
ciertamente p o r los m é r i t o s de Jesucristo la gracia que solo denotan una simple unión moral y accidental
próximamente suficiente p a r a abrazar la fe, y salvarse. entre la persona del Yerbo y la h u m a n i d a d de Jesucris-
to, y de n i n g u n a m a n e r a la unión hipostática y sustan-
c i é Tan pronto dice q u e esta unión es unión de habita-
ción, y que el Yerbo habita en la h u m a n i d a d de Cristo
como en su templo ; como que es u n a unión de afección,
ó afecto, parecida á la q u e existe entre dos amigos. Ya
8.
— 156 —
condenación hecha por Clemente XI de estas dos pro-
posiciones de Quesnel (26, 29) : Nullce dantur gratice
nisi per fidem : extra Ecclesiam, nulla conceditur gra-
tta.
11. Se responde, pues, á los semi-pelagianos, q u e DISERTACION SEPTIMA.
los infieles que teniendo uso de razón, no se convirtie-
sen á la fe, no son dignos d e excusa, porque s i n o reciben R E F U T A C I O N D E LA H E R E J I A D E N E S T O R I O , QUE A D M I T I A DOS

la gracia suficiente próxima, al menos no están des- PERSONAS EN JESUCRISTO.

provistos de la gracia r e m o t a inmediata para convertirse


á la fe. ¿Cuál pues es la gracia r e m o t a ? Es aquella de 1. No se acusa á Nestorio de error alguno sobre el
que habla el doctor angélico (Quasst. 54 de Verit. a r t . misterio de la Santísima Trinidad. E n t r e otras herejías
11 ad 1) cuando dice : Si quis natritas in sylvis, vel q u e combatió en sus sermones, y contra las cuales im-
inler bruta animalia, dueturn rationis naturalis seque- ploró el poder de! e m p e r a d o r Teodosio, fue la de los
retur in appetitu boni el fuga malí, certissime est cre- arríanos, que negaban la consustancialidad del Yerbo
dendum, quod ei üeus vel per internant inspirationem con el Padre No es, pues, permitido d u d a r que Nesto-
revelar et ea quce sunt ad credenclum, neeessaria; vel rio confesase la divinidad del Yerbo y su consustancia-
aliquem fulei prcedicatorem ad eum dirigeret, sicut lidad con el Padre. Su herejía era propiamente contra
misit Peirum ad Cornelium. Asi según santo Tomás, el el misterio de la Encarnación del mismo Yerbo divino,
infiel que tiene uso de razón, recibe de Dios al menos pues que negaba su unión hipostática ó personal con la
la gracia suficiente r e m o t a para o b r a r su salvación, naturaleza h u m a n a . Pretende Nestorio que el \ e r b o
cuya gracia consiste en cierta instrucción de entendi- divino no se u n i ó á la h u m a n i d a d de Jesucristo de u n a
miento, y en u n a mocion impresa en la voluntad para manera diferente á la que se u n i ó á los otros santos,
observar la ley natural ; y si coopera á este movimiento a u n q u e en u n grado m a s perfecto, y desde el p r i m e r
de la gracia observando los preceptos n a t u r a l e s , y i n s t a n t e de su concepción. Se explica sobre este parti-
absteniéndose de cometer faltas graves, recibirá lue£0 cular en sus escritos, por medio de diversas f o r m u l a s
ciertamente p o r los m é r i t o s de Jesucristo la gracia que solo denotan una simple unión moral y accidental
próximamente suficiente p a r a abrazar la fe, y salvarse. entre la persona del Yerbo y la h u m a n i d a d de Jesucris-
to, y de n i n g u n a m a n e r a la unión hipostática y sustan-
c i é Tan pronto dice q u e esta unión es unión de habita-
ción. y que el Yerbo habita en la h u m a n i d a d de Cristo
como en su templo ; como que es u n a unión de afección,
ó afecto, parecida á la q u e existe entre dos amigos. Ya
8.
enseña q u e es una unión de operación, en cuanto el
Yerbo se sirve de la h u m a n i d a d de Cristo como de u n
i n s t r u m e n t o para hacer los milagros y las demás obras §1-
sobrenaturales; ya q u e es unión de gracia, porque el E n Jesucristo n a hay mas persona que la del Verbo, la cual termina las dos
Verbo se u n i ó á Cristo p o r m e d i o de la gracia santifi- naturalezas divina y humana, que subsisten ambas e n la misma persona
del Verbo, y por esto esta única persona e s al mismo tiempo
cante, y de los otros dones de la divinidad. Pretende verdadero Dios y verdadero hombre.
en fin, q u e esta u n i ó n consiste en u n a comunicación
moral por l a q u e comunica el Yerbo su dignidad y exce-
5. P R I M E R A P R U E B A . — Se toma de todos los textos
lencia á la h u m a n i d a d , y por esta razón dice que se debe
en los cuales se dice que Dios se hizo carne, que nació
adorar y h o n r a r á esta, como se honra la p ú r p u r a que
de u n a Virgen, q u e se a n o n a d ó tomando la naturaleza
el rey lleva, ó el trono sobre el cual se sienta. Nestorio
de siervo, que nos rescató con su sangre, y que m u r i ó
negó siempre o b s t i n a d a m e n t e q u e el Hijo de Dios se
p o r nosotros en u n a cruz. Nadie hay que "ignore que
hubiese hecho carne, q u e h u b i e r a nacido, padecido y
Dios no p u e d e ser concebido, ni nacer, ni padecer, ni
muerto por la redención de los hombres ; en u n a pa-
m o r i r en cuanto á su naturaleza divina que es eterna,
labra, negaba la comunicación de idiomas, que nace
impasible é i n m o r t a l ; luego si la Escritúra nos habla
de la Encarnación del Verbo. Partiendo de estos p r i n -
del nacimiento, de la pasión y m u e r t e de Dios, estas
cipios llegó también á negar q u e la Virgen Santísima
palabras deben entenderse de la naturaleza h u m a n a ,
fuese verdadera y p r o p i a m e n t e m a d r e de Dios, blasfe-
q u e tiene un principio, y está sujeta á los padecimien-
mando hasta el extremo de decir q u e no concibió sino
tos y á la m u e r t e . Pero si la persona en la cual subsiste
p o r obra de un p u r o y s i m p l e h o m b r e .
la naturaleza h u m a n a , no f u e r a el mismo Verbo divino,
2. Combatiremos esta herejía que destruye el f u n - no se podría decir con verdad que un Dios f u e conce-
damento de la religión cristiana, en cuanto reduce á bido, y nació de una Virgen, según estas palabras de
la nada el misterio de la Encarnación en sus dos p u n - san Mateo (1, 22 y 2 5 ) : IIoc autera lotam factura est, nt
tos principales. Consiste el primero en negar la unión adimpleretur quod diclum est a Domino per prophetum
hipostática de la persona del verbo con la naturaleza dicenlem (Is. 7, 44) : Ecce virgo concipiet, el pariet
h u m a n a , y por consiguiente en admitir dos personas fdium, et vocabilur nomen ejus Emmanuel; quod est
en Jesucristo: la del Verbo q u e habita en la h u m a n i d a d interpretatum, nobiscum Deus; y según estas otras de
como en su templo, y la del h o m b r e , q u e termina la san Juan (1, 14) : El verbum caro factum est, et ha-
h u m a n i d a d , y q u e es p u r a m e n t e h u m a n a ; el segundo bitavit in nobis, el vidimus gloriam ejus, gloriara quasi
p u n t o consiste en negar que la Santísima Virgen Maria unigeniti a Paire, plenum gradee et verilatis. También
es verdadera y propiamente m a d r e de Dios. Refutaremos seria falso decir q u e Dios se anonadó tomando la natu-
ambos puntos en los dos párrafos siguientes. raleza d e siervo, como lo expresa san Pablo (Phil, 2,
5 y siguientes) : Hoc enim sentite in vobis, quod et in
Christo Jesu, qui cura in forma Dei esset, non rapiñara del Yerbo que termina las dos naturalezas, es en lo q u e
arbilratus est, esse se (equalem Deo, sed semetipsum consiste la unión hipostática.
exinanivit formara serví aeeipiens in similitudinem ho- 5. P R U E B A SEGUNDA. — Se demuestra esta verdad por
minum faetus, et liabilu inventus ut homo. E n fin seria los pasajes de la Escritura en los cuales Cristo es l l a m a -
igualmente contrario á la verdad el decir q u e Dios dió do Dios, Hijo de Dios, Hijo único de Dios, propio Hijo
su vida, y d e r r a m ó su sangre p o r nosotros, como lo de Dios, títulos que no podrían convenir á u n h o m b r e ,
enseña san J u a n (1 E p i s t . 5, 16) : In hoe eognovimus si la persona que termina la naturaleza h u m a n a no
eliaritatem Dei, quoniam Ule animam snam pro nobis fuera verdaderamente Dios. San Pablo atestigua q u e
posuit; y san Pablo (Act. 20, 28) : Spirilus-Sanelus Cristo h o m b r e es el Dios supremo (Rom. 9, 5) : Ex
posuit Episeopos regere ecclesiam Dei, quam acquisivit quibus est Christus secunclum carnem, qui est super
sanguinesuo; y en otro lugar, hablando de la m u e r t e omnia Deus benedictus inscecula. Despues de haberse
del Salvador (1 Cor. 2, 28) : Si enim cognovissent, dado Jesús á sí mismo el n o m b r e de Hijo del h o m b r e ,
numquam Dominum glorice crucifixissent. pregunta á sus discípulos q u é pensaban de é l ; y san
Pedro le responde, que es el Hijo de Dios vivo: Dicit illis
í . Nada de eslo pudiera decirse de Dios, si habitase
Jesús: vos autem quera me esse dicitis ? Respondens
en la h u m a n i d a d de Jesucristo de u n a m a n e r a pura-
Simón Petrus dixit: Tu es Cliristus filius Dei viví. Y
m e n t e accidental como en un templo, ó por u n a simple
¿ q u é dijo Jesús á esta r e s p u e s t a ? Ilélo a q u í : Respon-
u n i ó n moral de afecto, y no en u n i d a d d e supuesto,
dens autem Jesús, dixit ei: Reatus es Simón Rar-Jona,
ó de persona; ni tampoco puede decirse de Dios que
quia caro et sanguis non revelavit tibí, sed Pater meus
nació d e santa Isabel, cuando dió á luz á san Juan
qui in ccelis est (Matth. 16, 15 y sig.). Yernos q u e Jesús
Bautista en quien Dios habitaba ya por la gracia santifi-
al mismo tiempo q u e se l l a m a hombre, aprueba la res-
c a n t e ; ó que f u e apedreado y decapitado en la persona
puesta de san Pedro, q u e le da el título d e Hijo de
de san Estevan y de san Pablo, á quienes Dios estaba
Dios, y declara q u e esto l e ha sido revelado por s u
unido por los lazos de amor, y por la excelencia de los
eterno Padre. Se lee también en san Mateo (3, 17), en
dones sobrenaturales con que los habia enriquecido, de
san Lucas (9, 15), y en san Marcos (1, 11), que en el
suerte q u e existia entre Dios y estos santos una verda-
momento en q u e Cristo recibía como h o m b r e el b a u -
dera unión moral. Luego si se dice que Dios nació, que
tismo de mano de san J u a n , le proclamó Dios su h i j o
murió etc., es ú n i c a m e n t e porque la persona que soste-
muy amado : Iiic est Füius meus dilectus, in quo mihi
nía y terminaba la h u m a n i d a d es verdaderamente Dios,
complacui, palabras que nos asegura san Pedro haber
como lo creemos del Yerbo eterno. No hay, pues, en
sido renovadas por Dios e n el Tabor (2 E p . 1, 1 7 ) :
Jesucristo mas que u n a sola persona en la cual subsis-
Aeeipiens enim a Deo Paire honorcm, et gloriam, VOCQ
ten las dos naturalezas; y en la unidad de la persona
delapsa ad eum hujuscemodi, a magnifica gloria: Hic
est Filius meíts dilectas in quo mihi complacui: ipsum todo lo que tiene su Padre (Joan. 1 6 , 1 5 ) : Qucecumque
audile. Y no es esto solo, san Juan llama á Cristo h o m b r e habet Pater mea sunt. Si Cristo no hubiera sido verda-
el Hijo único del eterno Padre (1, 18) : Unigénitas Fi- dero Dios, estas palabras habrían sido otras tantas blas-
lius, qui esl in sinu Patris, ipse enarravit. En fin, el femias, puesto que se habría atribuido propiedades que
Cristo h o m b r e es llamado propio Hijo de Dios (Rom. 8, solo á Dios convienen.
32) : Qui eliarn proprio Filio suo non pepercit, sed pro
7 . P R U E B A CUARTA. — La divinidad de Cristo h o m b r e
nobis ómnibus iradidit illam. Después de tan brillantes
se demuestra por los textos de la E s c r i t u r a en donde
testimonios de las divinas Escrituras, ¿ q u i é n se atre-
se dice que solo el Verbo, ó el Hijo único de Dios en-
verá á sostener todavía que Cristo h o m b r e no es verda-
carnó (Joan. 1 , 1 4 ) : Et Verbum caro factura est, et ha-
deramente Dios?
bitavit in nobis (Joan. 3 , 1 6 ) : Sic Deus dilexit mundum,
7 . T E R C E R A P R U E B A . — Se demuestra la divinidad de utFilium suum unigenitum daret (Rom. 8 , 3 2 ) : Prcprio
Jesucristo por todos los textos que atribuyen á la per- Filio suo non pepercit, sed pro nobis ómnibus iradidit
sona del hombre Cristo propiedades que solo pueden illum. Si la persona del Verbo no se hubiera unido h i -
convenir á Dios; de donde debe concluirse que esta postáticamente, es decir, en u n a sola persona con la
misma persona en la cual subsisten las dos naturalezas, h u m a n i d a d de Cristo, no pudiera decirse que el Verbo
es verdaderamente Dios. Hablando Jesús de sí mismo se hizo carne, y que f u e enviado p o r su Padre para res-
dice (Joan. 10, 3 0 ) : Ego et Pater unum sumus; y en catar el m u n d o , porque si esta unión personal no hu-
el mismo lugar (v. 58) añade : Pater in me est, el ego biese existido entre el Verbo y la h u m a n i d a d de Cristo,
in Patre. Se lee también en el Evangelio de san Juan solo hubiera habido una unión moral de habitación, ó
(14, 8 y siguientes), que hablando san Felipe u n dia de afecto, ó de gracia, de dones, ú operacion. Pero en
á Jesucristo le hizo esta petición : Domine, oslende nobis tal caso se debería decir q u e también encarnaron el
Patrem, y que el Señor le r e s p o n d i ó : Tanto tempore Padre y el Espíritu-Santo, puesto que todas estas dife-
vobiscum sum, et non cognovistls me ? Plúlippe, qui vi- rentes clases de unión no son propias á la sola persona
üet me, videt et Patrem... Non creditis quia ego in Pa- del Verbo, sino q u e convienen igualmente al Padre y al
tre, el Pater in me est ? Respuesta por la cual m a n i - Espíritu-Santo; y también está Dios u n i d o de estas dife-
fiesta Cristo que es un mismo Dios con su Padre. El mis- rentes maneras con los ángeles y con los santos. El Se-
m o Jesús declara á los judíos que es eterno (Joan 8, ñor se ha servido m u c h a s veces del ministerio de los
58) : Amen, amen, dico vobis, antequam Abrakam fie- ángeles; pero jamás se ha revestido de su naturaleza,
ret, ego sum. Nos enseña también Jesús que hace las según nos enseña san Pablo (Hebr. 2, 1 6 ) : Nusquam
mismas cosas que su Padre (Joan. 5, 1 7 ) : Pater meus enim úngelos apprehendit, sed tamen Abrahie appre-
usque modo operalur, et ego operor... quiecumque enim hendit. Así q u e , si Nestorio quiere que basten estas ma-
Ule fecerit, hiec et Filius similiter facit; y que posee neras de unión para q u e pueda decirse que el Verbo
e n c a m ó , debe decir q u e también el P a d r e tomó carne,
puesto que se unió á Jesucristo por su gracia y dones ñores, u n o de Jos cuales es la persona del Verbo que
celestiales,y habita m o r a l m e n t e en él, según estas pala- habita en Cristo, y el otro la persona h u m a n a . Pero yo
bras del mismo Jesucristo (Joan. 14, 1 0 ) : Pater in me no me detendré mas en citas de las divinas Escrituras,
est... Pater in me maneas. Por la misma razón deberá que tantas armas suministran contra la herejía de Nes-
decir que el Espiritu-Santo encarnó, puesto q u e Isaias torio, cuantas pruebas contienen en favor del misterio
dice hablando del Mesias (11, 2 ) : Et requiescet super de la Encarnación.
eum SpiritusDomini, Spiritus sapientice, et intellcclus• 9. P R U E B A Q U I S T A . — Vengo á la tradición, en la cual
y q u e se lee en san Lucas (4, 1 ) : Jesús autem plenas se ha conservado siempre inviolablemente la fe en la
Spiritu-Sancto. En u n a palabra una vez admitida esta unidad de la persona de Jesucristo en la encarnación
hipótesis, todo justo q u e ame á Dios podrá llamarse del Verbo. Se dice expresamente en el símbolo de los
Verbo encarnado, puesto q u e nuestro Salvador se ex- apóstoles, q u e es u n a profesion de fe enseñada por los
presa de esta m a n e r a (Joan, 14, 25) : Si quis diligit mismos apóstoles : Credo... in Jesum Cliristum Filium
me... Pater meus diliget eum, et ad eum veniemus, et ejus unicum Dominum nostrum, qui conceptus est de
mansionem apud eumfaciemus. Así, pues, se ve obligado Spiritu-Sancto, natus ex Maria Virgine, etc. Así este
Nestorio á admitir ó que el verbo no encarnó, ó que mismo Cristo que f u e concebido, q u e nació y padeció
t a m b i é n encarnaron el Padre y el Espíritu-Santo. Hé la muerte, es el único hijo de Dios nuestro Señor; pero
aquí, cómo san Cirilo (Dialog. 9) le estrechaba con este esto no pudiera decirse, si, como pretende Nestorio,
a r g u m e n t o : Quod antis sit Christus, ejusmodi in habi- ademas de la persona divina, hubiera habido también
tatione Verbum non fieret caro, sed polius hominis in- en Cristo la persona h u m a n a , p o r q u e el que nació y
cala; et eonveniens fuerit illum non hominem, sed hu- m u r i ó no hubiera sido el hijo único de Dios, sino un
manum voeare, quemadmodum et qui Nazarétk inliabi- puro hombre.
tavit, Nazarenas dietus est, non Nazareth. Quin imo 10. Esta m i s m a profesion de fe se encuentra con
nihil prorsus obstiterit... Iiominem vacarí una eum Fi- mavor a m p l i t u d en el símbolo de Nicea en donde los
lio, etiam Patrem, et Spiritum-Sanetum. padres establecieron la divinidad de Jesucristo y su
8. Pudieran añadirse aquí todos los textos de Ja Es- consustancialidad con el P a d r e , y al mismo tiempo con-
critura en los cuales se habla de u n solo Cristo que denaron en términos formales la herejía de Nestorio,
subsiste en dos naturalezas, tales como este de san Pa- aun antes de su nacimiento : Credimus (dicen los pa-
blo (1 Cor. 8, 6 ) : Unus Dominiis Jesús Christus, per dres), in unum Dominum Jesum Cliristum, Filium Dei,
quem omnia, y otros s e m e j a n t e s ; puesto q u e admi- ex Paire natum unigcnitum, id est ex substantia Palris,
tiendo Nestorio dos personas en Cristo, lo divide por lo Deum ex Deo, lumen ex lumine, Deum verum ex Deo
mismo como observa muy bien san Cirilo, en dos Se- vero, natum non factum consubstantialem Patri; per
quem omnia facta sunt, et quie in coslo, et qtue in Ierra :
9
qui propier nos /tomines, et propler nostrum salutem, Unum et eumdem esse Verbum Dei, et liane èsse Uni-
descendii, et incarnaius est, et homo f(ictus; passus est, genilum, et hunc incarnatimi per salute nostra Jesum
et resurrexit tercia die, etc. Así, pues, se dice del solo Christum. San Dionisio de Alejandría refuta en u n a
y mismo Jesucristo q u e es Dios, q u e es el Hijo único carta sinòdica á Pablo de Samosata q u e decia : Duas
del Padre, q u e es consustancial al Padre, q u e es hom- esse personas unius, et solius Christi, et duos Filios,
bre, que nació, y q u e resucitó. Esto establece clara- unum natura Filium Dei, qui fuit ante scecula, et unum
m e n t e la unidad de la persona de Cristo en dos n a t u - kimonyma Christum Filium David. Se lee en san Ata-
ralezas distintas : la u n a divina por la cual este solo nasio : (1. de Incanì. Verbi, n. 2) : Homo una persona,
Cristo es Dios, y la otra h u m a n a por la cual este mis- et unum animai est, ex spiritu et carne compositum,
mo Cristo, nació, m u r i ó y resucitó. Este símbolo fue ad cujus similitudinem intelligendum est, Christum
aprobado por el segundo concilio general, que f u e el imam esse Personam et non duas; y en san Gregorio
primero de Constantinopla, y cuya celebración tuvo lu- Nazianceno (orat. 51) : Id quod non erat assumpsit,
g a r antes que Nestorio a u n hubiese proferido sus blas- non duo factus, secl unum ex duobus fieri subsistáis;
femias, y también conforme á este mismo símbolo d e N i - Deus enim ambo sunt id quod assumpsit, et quod est
cea, fue condenado Nestorio en el tercer concilio gene- assumptum, naturai duce in unum concurrentes, non
ral convocado en Efeso para este objeto. lié aquí, cómo duo Fi Iii; y san Juan Crisòstomo (ep. ad Caesar) dice :
expone el dogma católico con el impío Nestorio, el sím- Elsi enim (in Chrislo) duplex natura; verumlamen in-
bolo atribuido á san Atauasio : Dominus master Jesus divisibili, urna in una filiationis persona, et subslantia ;
Christus Deus et homo est... lequalis Patri secundum san Ambrosio (de i n c a n ì , c. 5) enseña : Non alter exPa-
divinilatem, minor Paire secundum humanitatem; qui tre, alter ex Virgine. sed item aliler ex Paire, ali tel-
licei Deus sii et homo, non duo tamen, sed unus est ex Virgine. Y en fin san Geronimo escribió contra Eiví-
Christus... unus omnino non confusione subslantice, sed dio : Natum Deum ex Virgine credimus; y en otro lugar
unitale persona. (tpact. 4 9 in Joan.) : Anima et caro Christi cum Verbo
Dei una persona est, unus Christus.
1 1 . PRUEBA S E X T A . — S e agrega á estos símbolos la
12. S É P T I M A P R U E B A . — Por no dilatarme demasiado
autoridad de los santos p a d r e s que escribieron antes
paso en silencio los otros testimonios de los santos
q u e naciese la herejía nestoriana. San Ignacio m á r t i r
padres, y entro con las deli iliciones de los concilios.
(ep. adEph., n. 20) se expresa a s í : Singuli communiter
Despues de haber sido confrontado con maduro examen
omnes ex gratin nominatim convenitis in una fide, et
el dogma católico respecto de las Escrituras de la tra-
in uno Jesu Chrislo, secundum carnem ex genere Davi-
dición, p r o n u n c i ó el concilio de Efeso (t. 3, conc., p .
dis, Filio hominis, et Filio Dei. Hé aquí, pues, que el
1 lo y sig.) la condenación de Nestorio, y lo depuso d e
mismo Jesus es al propio tiempo hijo del h o m b r e , é
la silla de Constantinopla en la f o r m a que sigue : Domi•
H i j o de Dios. San Ireneo (1. 5, c. 2 6 al 28, n . 2) dice :
ñus noster Jesus Christus, queni suis Ule blasphemis vo- do una morada y u n tabernáculo? Si terrestris domus
eibus impetivit per SS. liane synodum eumdem Neslo- nostra hujus habitationis dissolvatur (2 Cor. 5, 1). Nam
riuin episcopali dignitale privatimi, et ab universo sacer- et qui sumus in hoc tabernáculo, ingemiscimus gravati
dotum consortio et ccetu, alienimi esse definii. Mas tarde (Ibid. 5, 4). Así como llamando al cuerpo mansión ó
definió lo m i s m o el concilio de Calcedonia que fue el tabernáculo, no se niega su unión personal con el alma,
cuarto general (Act. 5) : Sequentes igitur SS. Patres, tampoco excluye el n o m b r e de templo en manera al-
unum eumdemque confiten Filium, et Dominimi nos- guna la unión hipostática del Verbo con la h u m a n i d a d
trum Jesum Christian consonanler omnes docemus, de Cristo. Antes nuestro Salvador estableció claramente
eumdem perfectum in deitate, et eumdem perfectum in esta unión por las palabras siguientes : Et in tribus
humanitale, Deum. verum, et hominem veruni... Non in diebus excitubo illud. Demuestra con esto que no sola-
duaspersonas partilum, aut divisimi, seil unum eunulem- mente es hombre, sino también Dios Hay otro pasaje
que Filium, et unigenitum Deum verum Dominimi Je- que contiene una prueba mas evidente todavía en favor
sum Christum. La m i s m a definición se encuentra t a m - de la divinidad de Cristo; y e s aquel en el cual dice
bién en el tercer concilio de Constanlinopla, que f u é san Pablo que en Cristo habita corporalmente la pleni-
el sexto general (Act. ult ), y en el segundo de Nicea, tud de la divinidad, proclamándole por ello verdadero
q u e fue el séptimo concilio general (Act. 7). Dios, y verdadero h o m b r e , según estas palabras de san
Juan : Et Verbum caro factum est.
1 4 . SEGUNDA O B J E C I O S . — También se nos arguve con
Respuesta á las objeciones.
este texto del mismo apóstol (Phil. 2, 7) : Insinalitu-
dinem hominum factus, et liabitu invenlus ut homo; de
1 3 . P R I M E R A O B J E C I O N . — Oponen algunos pasajes de
donde concluyeron q u e Cristo fue u n h o m b r e seme-
la Escritura, en los cuales se dice q u e la humanidad de
j a n t e á todos los demás. Pero el apóstol acababa de
Cristo es el templo y la habitación de Dios : Solvite
decir que Cristo era Dios, é igual á Dios (Ibid. 6) : Qui
templumhoc, et in tribus diebus excitaboUlud... Ule au-
cum in forma Dei esset, non rapinam arbitratus est,
tem dicebat de templo corporis sui (J. 2, 19 y 21). Se lee
esse se tequalem Deo. Fácil es conocer que no añadió Jo
en otro l u g a r : In ipso habitat omnis plenitudo divini-
q u e sigue sino para manifestar que el Verbo divino,
tatis corporuliter (Col. 2 , 9 ) . Hé aquí la respuesta : Lejos
a u n q u e Dios, se habia hecho hombre s e m e j a n t e á no-
de destruir estos pasajes la union personal del Verbo con
sotros, sin pretender en manera alguna, que fuese un
la naturaleza h u m a n a , no hacen mas q u e confirmarla.
p u r o hombre como todos los demás.
¿Es muy e x t r a ñ o que unido el cuerpo de Cristo con el
alma al Verbo divino, y con una union hi posta tica, r e - 15. TERCERA OBJECION. — Oponen que toda naturaleza
ciba el n o m b r e de templo ? Nuestro cuerpo que está debe tener su propia subsistencia; siendo, pues, la
u n i d o h i p o s t á t i c a m e n t e al alma, ¿ n o es también llama- subsistencia ó el supuesto propio de la naturaleza del
h o m b r e ia persona h u m a n a , si Cristo ha sido privado Atanasio dar á la h u m a n i d a d de Cristo los nombres
de ella, será preciso decir q u e no era verdaderamente de morada, de domicilio y de templo del Yerbo Dios.
hombre. Se responde que no es necesario que la natu- Hay mas, el mismo san Atanasio, Ensebio de Cesaré»
raleza tenga su propia subsistencia, cuando esta subsis- y san Cirilo le llaman el i n s t r u m e n t o de la divinidad.
tencia está sustituida p o r otra que la es superior, que San Basilio llama á Cristo Deifero; san Epifanio y san
llena todas sus funciones, y suministra á e s t a misma na- A g u s t í n , hominem dominicum; san Ambrosio y san
turaleza un apoyo perfecto. Esto es, pues, lo q u e acon- Agustín en el h i m n o Te Dcum, dicen q u e el Yerbo lomó
tece eu Cristo, en q u i e n el Yerbo es el apoyo de las dos al h o m b r e . Se responde que, habiendo enseñado estos
naturalezas, el cual es sin duda mas perfecto q u e el de mismos padres (como ya lo hemos visto arriba) clara-
la h u m a n i d a d , y termina la naturaleza h u m a n a , eleván- mente eu otras partes que Cristo es verdadero Dios y
dola á u n a alta perfección. Asi q u e , a u n q u e en Jesucristo verdadero hombre, si se encuentran algunas expresiones
no hubiese la persona h u m a n a , sino únicamente la per- suyas q u e sean obscuras, se deben explicar por las q u e
sona divina del Verbo, no d e j ó de ser verdadero hombre, son claras. San Basilio llama á Cristo hombre Deifero,
puesto que la naturaleza h u m a n a tenia su subsistencia no p o r q u e admita en Cristo la persona h u m a n a , sino
en el Verbo que la tomó, y se la u n i ó á sí mismo. ú n i c a m e n t e para destruir el error de Apolinar que n e -
gaba el alma racional de Cristo. El santo doctof m a n i -
1 6 . O B J E C I Ó N C U A H T A . — Se dice : Pero si la h u m a -
festaba con aquellas palabras que el Verbo habia tomado
nidad de Cristo estaba ya compuesta del alma y del
el alma y el cuerpo á la vez. En cuanto á san Ambrosio
cuerpo, nada le faltaba para ser completa y perfecta;
y san Agustín, si dicen que el Yerbo assumpsit homi-
luego habia en Cristo ademas d é l a persona divina, tam-
nem, es porque tomaban la palabra hominem por la
bién la persona h u m a n a . Se responde q u e la h u m a n i -
humanidad.
dad de Cristo en efecto estaba completa en cuanto á la
naturaleza, á cuya perfección nada le faltaba, mas no 18. Aquí debe refutarse en pocas palabras el error
en cuanto á la persona, puesto q u e la persona en la de los obispos Félix y Elipando, que pretendían (como
cual subsistía la naturaleza y q u e la t e r m i n a b a , 1 1 0 era lo hemos dicho en su historia, cap 5, 11. 39), que Je-
u n a persona h u m a n a , sino u n a persona d i v i n a ; y por sucristo en cuanto h o m b r e no era hijo natural de Dios,
esta razón, no p u e d e decirse q u e hubiese dos personas sino adoptivo. Esta opiuion f u e condenada por m u c h o s
enCristo, habiendo realmente la sola persona del Yerbo, concilios, y despues por los papas Adriano y León III.
q u e sostenia y terminaba las dos naturalezas, divina y El sabio padre Pelavio (1. 7, c. 4, n. 11, y c. 5, n . 8)
humana. dice, que tal opinion 110 es herética, pero q u e al menos
es temeraria y muy próxima á error, puesto que es
1 7 . Q U I S T A O B J E C I O N . — Recurrieron en fin nuestros
cierto, que es mediatamente opuesta á la unidad de la
adversarios á muchos pasajes de los santos padres. No
persona d e Cristo, q u e aun considerado como h o m b r e
es raro, diceu, el ver á san Gregorio Niseno y a san
debe ser llamado Hijo natural de Dios, y no hijo adop- medio de las Escrituras y de la tradición. En p r i m e r
tivo, temiendo no se llegue á decir que hay en Jesu- lugar nos asegura la Escritura q u e u n a Virgen (la Vir-
cristo dos hijos de Dios, el u n o natural y el otro adoptivo. gen María) concibió y parió á u n Dios según la predic-
E n t r e muchas razones q u e demuestran q u e Jesucristo ción de Isaías (7, -14) referida por san Mateo (1, 23; :
a u n en cuanto h o m b r e debe ser llamado Hijo n a t u r a l de Ecce Virgo concipiet et pariet ftlium, et vocabitur notnen
Dios, la mas clara es la q u e nos s u m i n i s t r a la E s c r i t u r a : ejus Emmanuel, quod (añade el evangelista) est inter-
Dios Padre engendró á su Hijo único desde la eternidad, pretatum, nobiscum Deas. San Lucas nos revela esta
y no cesa de engendrarlo continuamente, como dice el misma verdad p o r las palabras del ángel Gabriel á la
salmo II, v. 7 : Dominas dixit ad me: Filius meas es santa Virgen (Luc. 1, 51 y 3 5 ) : Ecce concipies in útero,
tu, ego hodie genui te. Así, pues, como el Hijo de Dios et parles Filium, et vocabis nomen ejus Jesum. Hic erit
f u e engendrado antes de la Encarnación sin tener la
magnus, et Filius Altissimi vocabitur Ideogue et
c a r n e ; de la m i s m a manera f u e e n g e n d r a d o cuando
quod nascetur ex te Sanctum, vocabitur Filius Del.
despues tomó la h u m a n i d a d y está s i e m p r e unido hi-
Nótense estas palabras : Filius Altissimi vocabitur
postáticamentecon la naturaleza h u m a n a en su persona
vocabitur Filius Del. es decir, será llamado Hijo de
divina. Hablando también el apóstol d e C r i s t o en cuanto
Dios, y reconocido por tal de lodo el universo.
h o m b r e , le aplica este pasaje de David : Sie et Chríslus
20. P R U E B A SEGUNDA. — Tenemos u n testimonio no
non semelipsum clariftcavit, ut Ponlifex fieret, sed qui
menos brillante de esta verdad en los pasajes siguientes
loeutus est ad eum : Films meus es tu, ego hodie genui
de san Pablo : Quod ante promiserat (Deus) per pro-
te (Hefir. 5, 5). Es, pues, incontestable q u e Jesucristo
pltetas suos in scripturis candis de Filio suo, qui factus
es verdadero Hijo natural de Dios, aun según la h u m a -
est el ex semine David secunclum carnem (Rom. 1, 2 y
nidad (Tournely, Comp. Theol. t. 4 , part 2 , . . ) .
5). Atubivenit plenitudo tempor'is, misil Deus Filium
suum factum ex mullere, factuinex lege (Gal. 4, 4). Este
hijo que Dios habia prometido por la voz de los p r o -
3 II.
fetas, y q u e fue enviado cuando se cumplieron los tiem-
María es verdadera y propiamente Madre de Dios. pos, es Dios como su Padre, y así lo hemos demostrado
mas a r r i b a ; y este mismo Dios, nacido de la estirpe de
1 9 . P R I M E R A P R U E B A . — Este dogma es una conse- David según la carne, f u e engendrado en las purísimas
cuencia de cuanto hemos dicho; porque si Cristo h o m b r e entrañas de María ; luego María es verdaderamente ma-
es verdadero Dios, y la Virgen santísima María es la dre de Dios.
verdadera m a d r e de este mismo Cristo, se sigue de esto 21. PRUEBA TERCERA. — Ademas, santa Isabel que
q u e necesariamente es también verdadera m a d r e de estaba llena del Espíritu-Santo, llama á María la m a d r e
Dios. Pero demos mas claridad á esta proposicion por
de su Señor (Luc. 1, 4 5 ) : Et uiule hoc mihi, ut veniat
debe ser llamado Hijo natural de Dios, y no hijo adop- medio de las Escrituras y de la tradición. En p r i m e r
tivo, temiendo no se llegue á decir que hay en Jesu- lugar nos asegura la Escritura q u e u n a Virgen (la Vir-
cristo dos hijos de Dios, el u n o natural y el otro adoptivo. gen María) concibió y parió á u n Dios según la predic-
E n t r e muchas razones q u e demuestran q u e Jesucristo ción de Isaías (7, 14) referida por san Mateo (1, 23, :
a u n en cuanto h o m b r e debe ser llamado Hijo n a t u r a l de Ecee Virgo concipiet et pariet ftlium, et voeabitur nomen
Dios, la mas clara es la q u e nos suministra la E s c r i t u r a : ejus Emmanuel, quod (añade el evangelista) est inter-
Dios Padre engendró á su Hijo único desde la eternidad, pretatum, nobiseum Deus. San Lucas nos revela esta
y no cesa de engendrarlo continuamente, como dice el misma verdad p o r las palabras del ángel Gabriel á la
salmo II, v. 7 : Dominas dixit ad me: Filius meas es santa Virgen (Luc. 1, 31 y 3 5 ) : Ecee eoncipies in útero,
tu, ego hodie genui te. Así, pues, como el Hijo de Dios et paries Filium, et vocabis nomen ejus Jesum. Hie erit
f u e engendrado antes de la Encarnación sin tener la
magnas, et Filius Altissimi voeabitur Ideoque et
c a r n e ; de la m i s m a manera f u e e n g e n d r a d o cuando
quod naseetur ex te Sanctum, voeabitur Filius Dei.
despues tomó la h u m a n i d a d y está s i e m p r e unido hi-
Nótense estas palabras : Filias Altissimi voeabitur
postáticamentecon la naturaleza h u m a n a en su persona
voeabitur Filius Dei, es decir, será llamado Hijo de
divina. Hablando también el apóstol deCristo en cuanto
Dios, y reconocido por tal de lodo el universo.
h o m b r e , le aplica este pasaje de David : Sie et Chrislus
20. P R U E B A SEGUNDA. — Tenemos u n testimonio no
non semelipsum elarificavit, ut Ponlifex fieret, sed qui
menos brillante de esta verdad en los pasajes siguientes
loeulus est ad eum : Films meus es tu, ego hodie genui
de san Pablo : Quod ante promiserat (Deus) per pro-
te (Hebr. 5, 5). Es, pues, incontestable q u e Jesucristo
plietas suos in scripturis ianctis.de Filio suo, qui faetus
es verdadero Hijo natural de Dios, aun según la h u m a -
est ei ex semine David seeundum earnem (Rom. 1, 2 v
nidad (Tournely, Comp. Theol. t. 4, part 2 , . . ) .
5). Atubivenit plenitudo temporis, misil Deus Filium
suum factum ex muliere, factumex lege (Gal. 4, 4). Este
hijo que Dios habia prometido por la voz de los p r o -
g II.
fetas, y q u e fue enviado cuando se cumplieron los tiem-
María es verdadera y propiamente Madre de Dios. pos, es Dios como su Padre, y así lo hemos demostrado
mas a r r i b a ; y este mismo Dios, nacido de la estirpe de
1 9 . P R I M E R A P R U E B A . — Este dogma es una conse- David según la carne, f u e engendrado en las purísimas
cuencia de cuanto hemos dicho; porque si Cristo h o m b r e entrañas de María ; luego María es verdaderamente ma-
es verdadero Dios, y la Virgen santísima María es la dre de Dios.
verdadera m a d r e de este mismo Cristo, se sigue de esto 21. PRUEBA TERCERA. — Ademas, santa Isabel que
q u e necesariamente es también verdadera m a d r e de estaba llena del Espíritu-Santo, llama á María la m a d r e
Dios. Pero demos mas claridad á esta proposicion por
de su Señor (Luc. 1, 4 3 ) : Et uiule hoe mihi, ut veniat
mater Domini mei ad me? ¿Cuál, pues, pedia ser el cribieron antes de nacer Nestorio, dejando aparte los
Señor de santa Isabel, sino su Dios? E n fin el mismo que vinieron despues, a u n q u e enseñaron lo mismo en
Jesucristo llama María á su madre, siempre q u e toma sus escritos. San Ignacio m á r t i r (ep. ad Ephes., n. 14)
el nombre de hijo del hombre, puesto que como lo ates- se expresa así : Deus noster Jesus Clirislus ex Maria
tiguan las E s c r i t u r a s , f u e concebido de una Virgen sin ndlus est. San Justino (in Apolog. en Dialog. cum Tripli.,
la operacion del hombre. El Salvador hizo á sus discí- n. 44) dice : Verbum formatimi est, et homo faclus est
pulos esta p r e g u n t a : Quem dicimt honúnes esse Filium ex Viri/ine. Y en otra parte : Ex virginali utero Pri-
liominis? (Matth. 16, 13). Y san P e d r o respondió : Tu mogcniium omnium rerum condilarum carne factum
es Christus Filius Dei vivi (5. 16). Por esta respuesta vere puerum nasci; id prceocupans per Spiriluiu-Sanc-
le llama Jesús bienaventurado, pues Dios le reveló esta tum. San Ireneo (1. 3, c. 21 ad 31, n. 10) enseña : Ver-
verdad : Bealus es Simón Bar Joña, quia caro et san- bum existens ex Maria, quie adhuc eral virgo, recle
guis non revelavil libi, sed Pater meus, qui est in ccelis accipiebat generationem Adce recapilulalionis. San Dio-
(5. 17). Este Ilijo del hombre es pues verdadero Dios, y nisio de Alejandría (ep. ad P a u l . Sanios) habla de esta
María verdadera m a d r e de Dios. manera : Quomodo ais tu hominem esse eximium Chris-
limi, et non revèra Deum et ab omni creatura cum Paire
22. P R U E B A CUARTA. — Se p r u e b a también esta ver-
el Spirilu-Sancto adoratum, incarnatum ex Virgine
dad por la tradición. Los mismos sínodos que citamos
Deipara Maria ? Y poco despues : Una sola Virgo filia
antes contra Nestorio, al paso que establecen la divini-
vitas-, genuit Verbum vivens, et per se subsistáis increa-
dad de Jesucristo, definen al mismo tiempo q u e María
tum, et crealorem. San Atanasio (orat. 3 al. 4. contra
es verdaderamente Madre de Dios, diciendo : Qui con-
Arian.) dice : Hunc scopimi et cliaraclerem sanclie
cepius est de Spirilu-Sunció. natus ex Maña Vircjine, et
scripturce esse, nempe ut duo de Salvatore demonstret,
homo facías est. Si a u n se apetece mayor claridad léase
la definición del segundo concilio de Nicea (Act. 7) : illuni scilicet Deum semper fuisse, et Filium esse
Confilemur autem et Dominam noslram Sanclam Ma- ipsumque postea propter nos carne ex Virgine Deipara
riam proprie (nótense estas palabras) ac veraciter Dei Maria assumpta, hominem factum esse. San Gregorio
genilricem, quoniam pepcrit carne unum ex Sancta Nazianceno (orat. 51) d i c e : Si quis sanctam Mariani
Trinitate Chrislum Deum nostrum; secundum quocl et Deiparam non credit, extra divìnitalem est. Y san J u a n
Ephesinum. prius dogmatizavit concilium, quodimpium Crisostomo (hom. in Matth., n. 2) : Admodum slupen-
Nestorium cum collegis suis tánquam personalem duali- clum est audire Deum ineffabilem, inenarrabilem, in-
tatem introduccnles, ub Ecclesia repula. comprehensibilem, Patri cequalem per vigineam venisse
vulvam, et ex mullere nasci dignatum esse. Tertuliano
2 3 . P R U E B A Q U I S T A . — Todos los santos padres h a n
(1. de Carne Christi, c. 17) entre los padres latinos se
proclamado á María por verdadera madre de Dios. Me
expresa así : Ante omnia commendanda erit ratio que
limitaré á citar algunos de los primeros siglo?, que es-
— \o6 —

priefuit, ut Dei Filius de Virgine nasceretur. Y san Am-


brosio (ep. 63) : Filium coceternum Patri suscepìsse nopla, que se sublevó el pueblo entero, apenas oyó á
cameni, natimi de Spiritu-Sanclo ex Virgine Maria. Doroteo p r o n u n c i a r por orden de Nestorio, anatema
San Gerónimo (1. contra El vid.) ensena : Nalum Deum contra quien dijese q u e María era Madre de Dios, hasta
esse de Virgine credimus, quia legimus. Y san Agustín el punto q u e nadie quería ya comunicar con Nestorio,
(m Enchirid., c. 5 6 ) : Invenisse apud Deum gratiam y q u e desde aquel m o m e n t o se abstuvo el pueblo de
dicitur (Maria) ut Domini sui, imo omnium Domini e n t r a r e n la iglesia. Prueba evidente de q u e tal era la fe
ma ter esset. de toda la iglesia.

24. Paso en silencio los otros testimonios para dar 2 5 . P R U E B A S E X T A . — Alegaron los padres m u c h a s
cabida á uno en vez de lodos ; yes la carta que escribió razones para c o n v e n c e r á Nestorio de esta v e r d a d ; yo
á este propósito Juan, obispo de Antioquía, en nombre solo expondré dos de ellas : lié aquí la p r i m e r a . Aque-
de Teodóreto y de otros obispos amigos de Nestorio al lla es verdaderamente Madre de Dios, q u e concibió y
mismo Nestorio : Nomen quod a mullís siepe Palribus dió á luz u n hijo q u e desde el p r i m e r instante d e su
usurpatimi ac pronunlialum est, adjungcrene graveris; concepción f u e siempre Dios : María es pues la bendita
ñeque vocabulum, quodpiam reelamque notionem animi m u j e r que parió u n hijo que era Dios, como ya lo he-
exprimit, refutare pergtis ; etenim nomen lioc llieolocos mos probado por las E s c r i t u r a s y la tradición. Luego
nuHus unquam ecclesiaslicorum doctorum lepudiavit. María es verdaderamente m a d r e de Dios. Si Deus est,
Qui enim ilio usi sunt, et multi reperiunlur, et apprime dice san Cirilo (ep. 1 ad Success.), Dominas nosler Je-
celebres; qui vero illud non usurpàvunt numquam erro- sús Christus, quomodo Dei genitrix non est, qiue illum
ris alicujus eos insimular uni, qui ilio usi sunt... Ete- genuit, sancta Virgo? La segunda razón es esta : Si la
nim (estas palabras son dignas de notarse) si id quod Santísima Virgen María no es Madre de Dios, el hijo que
nominis significalionc offertiti-, non recipimus, restai, parió no es Dios, y por consiguiente el hijo de Dios no
ni in gravisshnum errorem protabamur, imo vero ut es el mismo q u e el hijo de María. Es así que J e s u c r i s -
inexplkabilem Ulani unigeniti FÜii Dei oeconomiam ab- to, como lo hemos visto anles, declaró q u e es hijo de
negcmus Quandoquidem nomine hoc sublato vel hujus Dios é hijo de María. Luego será preciso decir, ó que
polius nominis notione repudiata, sequitur mox illuni Jesucristo 110 es hijo de María, ó q u e María siendo Ma-
non esse Deum, qui admirabilem ìllam dispensationem dre de Jesucristo, es p o r consiguiente verdadera Madre
mslrce salutis causa suscepit ; tum Dei Verbum ñeque se- de Dios.
se exinanivisse, ele. Conviene tener presente que san
Cirilo escribía al papa san Celestino, q u e el dogma de Respuesta á las objeciones de los nestorianos.
la maternidad divina de María estaba tan p r o f u n d a m e n -
te arraigado en el á n i m o de los cristianos de Constanti- 26. PRIMERA OBJECIO.n. — Dicen q u e el nombre Dei-
para, ó Madre de Dios, 110 se encuentra en la Escritura
ni en la tradición. Se responde q u e tampoco es llamada á la h u m a n i d a d , y pues que Cristo, hijo de María, es á
María Clirislotocos, es decir, Madre de Cristo. Así, Nes- la vez Dios y hombre, es evidente q u e María debe ser
torio haria mal en llamar á la Santísima Virgen María llamada m a d r e de Dios. En cuanto á lo que añaden d e
Madre d e Cristo. Pero demos u n a respuesta directa : q u e llamando á María m a d r e de Dios se da lugar á los
Decir q u e María es Madre de Dios, y q u e concibió y dio sencillos á q u e crean q u e María es u n a Diosa, se les
á luz un Dios, es absolutamente lo m i s m o ; es así que Responde que los sencillos están suficientemente adver-
en la E s c r i t u r a y en los concilios se dice que la Virgen tidos de que María es u n a pura criatura que parió á
concibió y parió u n Dios. Luego en términos equiva- Cristo Dios y hombre. Ademas, si Nestorio escrupuliza-
lentes se dice allí q u e María es Madre de Dios. Por otra ba el llamar á María m a d r e de Dios, p o r el temor indi-
parle, liemos visto que los padres aun de los primeros si- cado, hubiera debido escrupulizar mucho mas de i m p e -
glos llamaron á María, Madre de Dios; y en la Escritura es dir que se la llámase de esta m a n e r a , porque era indu-
llamada Madre del Señor, á saber, p o r santa Isabel, que c i r á los sencillos á q u e creyesen q u e Cristo no era Dios.
según la misma Escritura estaba llena delEspíritu-Santo:
Et únele hoc mihi, ut venial Maler Domirá mei ad me?

2 7 . S E G U N D A O B J E C I O S . — Dicen que María no e n g e n -

dró la divinidad y por consiguiente q u e 110 p u e d e ser


llamada m a d r e de Dios. Se responde, que para ser lla- DISERTACION OGTAVA.
mada m a d r e de Dios, basta que María baya engendrado
u n Ilijo que fuese á la vez verdadero Dios y verdadero
REFUTACION DE LA HEREJIA DE EUTYQUES, QUE NO ADMITIA
h o m b r e ; lo mismo que basta q u e u n a m u j e r haya e n -
MAS QUE UNA SOLA NATURALEZA EN JESUCRISTO-
gendrado u n hombre compuesto de cuerpo y alma para
que pueda ser llamada m a d r e de un hombre, a u n q u e no
haya engendrado el a l m a , que es obra de Dios solo. Así, 1. La herejía de E u t y q u e s es enteramente opuesta á
pues, a u n q u e María no haya engendrado la divinidad; la de Nestorio. Sostenia el último q u e habia en Cristo
sin embargo, por cuanto engendró u n h o m b r e según la dos naturalezas y dos personas; Eulvques, al contrario,
carne, que es á la vez Dios y hombre, se la llama con no admitía mas q u e una sola persona, mas quería q u e
justo título Madre de Dios. tampoco hubiese sino u n a sola naturaleza, pretendien-
2 8 . T E R C E R A O B J E C I O S . — Dicen q u e la m a d r e debe
do que la naturaleza divina absorbió la naturaleza h u -
ser consustancial al h i j o ; es así que la Virgen 110 es m a n a . Así, Nestorio i m p u g n a b a la divinidad d e Cristo, y
consustancial á D i o s ; luego no puede ser llamada m a - Eutyques su h u m a n i d a d ; y por lo mismo uno y otro
dre de Dios. Se responde que María 110 es consustancial destruían el misterio de la Encarnación y el de la Re-
á Cristo en cuanto á la divinidad, sino solo en c u a n t o dención de los h o m b r e s . Por lo demás, se ignora en q u é
ni en la tradición. Se responde q u e tampoco es llamada á la h u m a n i d a d , y pues que Cristo, hijo de María, es á
María Clirislotoeos, es decir, Madre de Cristo. Así, Nes- la vez Dios y hombre, es evidente q u e María debe ser
torio haria mal en llamar á la Santísima Virgen María llamada m a d r e de Dios. En cuanto á lo que añaden d e
Madre d e Cristo. Pero demos u n a respuesta directa : q u e llamando á María m a d r e de Dios se da lugar á los
Decir q u e María es Madre de Dios, y q u e concibió y dio sencillos á q u e crean q u e María es u n a Diosa, se les
á luz un Dios, es absolutamente lo m i s m o ; es así que responde que los sencillos están suficientemente adver-
en la E s c r i t u r a y en los concilios se dice que la Virgen tidos de que María es u n a pura criatura que parió á
concibió y parió u n Dios. Luego en términos equiva- Cristo Dios y hombre. Ademas, si Nestorio escrupuliza-
lentes se dice allí q u e María es Madre de Dios. Por otra ba el llamar á María m a d r e de Dios, p o r el temor indi-
parle, liemos visto que los padres aun de los primeros si- cado, hubiera debido escrupulizar mucho mas de i m p e -
glos llamaron á María, Madre de Dios; y en la Escritura es dir que se la llamase de esta manera, porque era indu-
llamada Madre del Señor, á saber, p o r santa Isabel, que c i r á los sencillos;! q u e creyesen q u e Cristo no era Dios.
según la misma Escritura estaba llena delEspíritu-Santo:
Et únele hoc milú, ut venial Maler Domirá mei ad me?

2 7 . S E G U N D A O B J E C I O S . — Dicen que María no e n g e n -

dró la divinidad y por consiguiente q u e 110 p u e d e ser


llamada m a d r e de Dios. Se responde, que para ser lla- DISERTACION OGTAVA.
mada m a d r e de Dios, basta que María baya engendrado
u n Hijo que fuese á la vez verdadero Dios y verdadero
REFCTACIOS DE LA HEREJÍA DE EUTYQUES, QUE S O ADMITIA
h o m b r e ; lo mismo que basta q u e u n a m u j e r haya e n -
MAS QUE USA SOLA NATURALEZA EN JESUCRISTO-
gendrado u n hombre compuesto de cuerpo y alma para
que pueda ser llamada m a d r e de un hombre, a u n q u e no
haya engendrado el a l m a , que es obra de Dios solo. Así, \ . La herejía de E u t y q u e s es enteramente opuesta á
pues, a u n q u e María no haya engendrado la divinidad; la de Nestorio. Sostenia el último q u e liabia en Cristo
sin embargo, por cuanto engendró u n h o m b r e según la dos naturalezas y dos personas; Eulvques, al contrario,
carne, que es á la vez Dios y hombre, se la llama con no admitía mas q u e una sola persona, mas quería q u e
justo título Madre de Dios. tampoco hubiese sino u n a sola naturaleza, pretendien-
2 8 . T E R C E R A O B J E C I O S . — Dicen q u e la m a d r e debe
do que la naturaleza divina absorbió la naturaleza h u -
ser consustancial al h i j o ; es así que la Virgen 110 es m a n a . Así, Nestorio i m p u g n a b a la divinidad d e Cristo, y
consustancial á D i o s ; luego no puede ser llamada m a - Eutyques su h u m a n i d a d ; y por lo mismo uno y otro
dre de Dios. Se responde que María 110 es consustancial destruían el misterio de la Encarnación y el de la Re-
á Cristo en cuanto á la divinidad, sino solo en c u a n t o dención de los h o m b r e s . Por lo demás, se ignora en q u é
sentido precisamente entendía Eutvques la u n i d a d de
naturaleza en Jesucristo, lié aquí cómo se explica en el
SI-
concilio celebrado p o r san Flaviano : Ex duabus naturh
fuisse Dominum nostrum ante adunationem, post adu- En Jesucristo hay dos naturalezas, la divina y la humana, ambas enteras, dis-
nationem vero unam naturam. Apremiado por los pa- tintas, sin mezcla ni confusión, y subsistiendo las dos de una manera
inseparable en la misma hipostasis, ó persona del Verbo.
dres á que explicase con m a s claridad su opinion, se
contentó con responder : Non veni disputare, sed veni
3. PRIMERA, P R U E B A . — Los mismos textos de la Escri-
suggerere sancñtaii vestrce quid sentiam (tom. 4 Concil.
tura que se alegan contra Arrio y Nestorio, y en los
Labbcei, p. 2 2 3 y 226). En pocas palabras vomitó Euty.
cuales se establece que Cristo es Dios y hombre, vienen
ques dos blasfemias : la u n a diciendo q u e despues de
también en apoyo del dogma de q u e ahora se t r a t a ;
la Encarnación, n 0 habia mas que u n a sola naturaleza,
porque así como no se pudiera llamar Dios, si no tu-
que, según él, era la d i v i n a ; y la otra aventurando que
viese la naturaleza divina perfecta, tampoco pudiera
el Verbo antes de la Encarnación estaba compuesto de
decirse que es h o m b r e si no tuviese la naturaleza hu-
dos naturalezas, de la divina y de la h u m a n a . Cwn tam
mana perfecta. Pero expongamos esta verdad mas cla-
impie (escribía san León á san Flaviano) duarum nalu-
ramente. Despues de haber dicho san Juan en el p r i m e r
rarum ante incarnadonem %nigenitus Dei Filius fuisse
capítulo de su evangelio : In principio erat Verbum, et
dicitur, quam nefarie postquam Verbum caro facturn
Verbum erat apud Deum, et Deas erat Verbum, añade
est, natura in eo singularis asseritur.
(en el versículo catorce) que este m i s m o Yerbo tomó la
2. Con respecto al e r r o r principal, q u e consiste en naturaleza h u m a n a : Et Verbum caro factum est, et ha-
decir que despues de la Encarnación las dos naturale- bitavil in nobis. De aquí escribía san León en su memo-
zas quedaron r e d u c i d a s á u n a , pueden establecerse rable carta á Flaviano : Unus idemque (quod scepe di-
cuatro hipótesis : ó u n a de las dos naturalezas se con- cenclum est) vere Dei Filius, et vere hominis Filius.
virtió en la otra, ó a m b a s se mezclaron y confundieron Deus, per id quod in principio erat Verbum, et Verbum
de m a n e r a que no f o r m a r o n mas q u e u n a ; ó bien sin erat apud Deum : Homo, per id quod Verbum caro fac-
mezclarse, f o r m a r o n p o r su unión u n a tercera naturale- tum est, et habitabit in nobis. Deus, per id quod omnia
za ; ó ya la naturaleza divina absorvió á la h u m a n a , y per ipsum facta sunt, et sine ipso factum est nihil:
este f u e mas p r o b a b l e m e n t e el parecer de los eutiquia- Homo, per id quocl facías est ex muliere, factus sub
nos. Por lo demás en c u a l q u i e r sentido que entendiesen lege.
esta unidad de naturaleza en J e s u c r i s t o , es entera-
4 . S E G U N D A P R U E B A . — N a d a hay q u e establezca con
m e n t e opuesta al d o g m a católico, según vamos á pro-
mayor claridad las- dos naturalezas en Jesucristo que
barlo.
el texto siguiente de san Pablo, q u e ya hemos citado
muchas veces (AdPhil. 2, 5) : Hoc enim sentite in vobis
quod etin Christo Jesu, qui, cuín in forma Dei esset, maris agua: per mixta... Non dicimus deletam esse na-
non rapinam arbitratus est, esse se cequalem Deo, sed turam, quee assumpta est, sed mulalam esse in substan-
semetipsum exinanivit, forman serví accipicns, in si- tiam divinam. Si, digo, todo esto es verdad, no pudiera
militudinem liominum factus, et habitu inventus ut ho- Jesucristo ser llamado h o m b r e , como lo es en los san-
mo. Reconoce a q u í el Apóstol en Cristo la forma de tos evangelios, y en todo el nuevo testamento, y como
Dios, según la que es igual á Dios, y la forma de u n le llama san Pablo en el Pasaje en cuestión, y también
esclavo, según la cual se anonadó é hizo semejante á en su primera carta á Timoteo (2, 6) : Homo Christus
los hombres. La f o r m a , pues, d e Dios y la del esclavo Jesús, qui dedit redemptionem semetipsum pro ómnibus.
110 son la misma forma ó la misma n a t u r a l e z a ; porque Tampoco pudiera decirse q u e se anonadó en la natura-
esto seria ó la misma naturaleza h u m a n a , y entonces 110 leza h u m a n a , si esta naturaleza se hubiese convertido
se podria decir con verdad q u e Cristo es igual á Dios; ó en la divinidad. Si la naturaleza h u m a n a estuviera mez-
seria la misma naturaleza divina, y en tal caso 110 se pu- clada con la divina, no seria Cristo verdadero Dios ni
diera decir q u e Cristo se anonadó, é hizo semejante á verdadero hombre, sino una tercera especie de cosa, lo
nosotros. Es, pues, necesario confesar q u e en Cristo hay cual es contrario á toda la enseñanza de la Escritura.
dos naturalezas : la divina por la que es igual á Dios; y De todo esto se debe concluir que las dos naturalezas
la h u m a n a por la cual se hizo semejante á los hombres están en Cristo sin mezcla ni confusion, y que cada
5. Se ve también por este texto q u e las dos natura- 1 una conserva sus propiedades.
lezas subsisten en Jesucristo sin mezcla ni confusion,
6 P R U E B A T E R C E R A . — E n apoyo de este dogma vie-
conservando cada una sus propiedades, p o r q u e si la
nen todos los d e m á s textos de la Escritura que atri-
naturaleza divina se hubiera cambiado, Cristo hecho
buyen á Cristo u n verdadero cuerpo y u n a verdadera
h o m b r e ya no seria Dios ; lo cual es contrario á lo que
alma unidos j u n t o s ; de lo cual aparece que la n a t u r a -
dice san Pablo en otro l u g a r (Rom. 9, 5) : Ex quibus
leza h u m a n a queda entera en Cristo, así como la n a -
est Christus secundum carnem, qui est super omnia
turaleza divina, sin ser mezclada, ni confundida con
Deus bcnedictus in siecula. Así Cristo es Dios al mismo
ella. Que Cristo tenga u n verdadero cuerpo, da de ello
tiempo que h o m b r e según la carne. Si la naturaleza hu-
testimonio san Juan contra Simón Mago, Menandro, Sa-
mana hubiera sido absorvida por la divina, ó convertida
t u r n i n o , y los demás que 110 admiten en Jesucristo mas
en la sustancia divina, como decian los eutyquianos, si
que un cuerpo fantástico, lié a q u í cómo habla este
hemos d e creer á Teodoreto, quien en su diálogo I n -
apóstol (Ep. 1, 4 , 2 y 5) : Omnis Spiritus, qui confi-
confusus, pone el lenguaje siguiente en boca del euty-
tetur Jesum Christum in carne venisse, ex Deo est; et
quiano Eranisto : Ego dico mansisse divinitatem, ab
omnis Spiritus, qui solvi Jesum (el texto griego dice :
liac vero absorptam esse humanitatem...; ut mare mellis
Qui non confitetur Jesum in carne venisse), ex Deo non
gultam si accipial, statim eñim guita illa evancscit
est; et lúe est anliclmstus. San Pedro escribía esto (Ep.
I , 2. 24) : Peccata nostra ipse pertulit in corpore sao
super liijnum. San Pablo dice (Ac! Col. 1, 22) : fiecon- cer, ni crecer, ni estar sujeta al h a m b r e , á la sed, al
cihavit in corpore carnis ejus per mortem : y en otra cansancio, al llanto, á los padecimientos, y á la m u e r -
parte (Hebr. 10, 5), pone en boca de Cristo estas pala- te, por cuanto es independiente, i m p a s i b l e ^ i n m o r t a l :
bras del Salmo 59 : Iíostiam et oblationem noluisli, cor- todo esto solo p u e d e convenir á la naturaleza h u m a n a .
pus autem aptasti mhi. Dejo otros lugares en los cuales Jesucristo pues f u e concebido, nació de Maria, como dice
se habla del cuerpo: En c u a n t o al alma de Cristo, h é san Mateo (c. 1), y san Lucas (c. 1). Crecia también en
a q u í lo que dice en san J u a n el m i s m o Salvador (10, 15): edad según este último (2,52) : Et Jesús proficiebat sa-
Animám meam pono pro ovibus meis; y en el versículo pientia, etcetate, etgratia, apud Deum ethomines. Ayunó
17 : Ego pono animam meam ut iterum sumam eam : y tuvo h a m b r e (Matt.4, 2 ):Etcumjejunassetcluadraginta
nemo tollit eam a me, sed etjo pono eam; y en san Ma- diebus, et guadraginta noclibus, postea esuriit. Se cansó
leo (26, 5 8 ) : Tristis est anima mea usgue ad mortem; en el camino (Joan. 4, 6) : Jesús ergo fatígalas ex iti-
y esta alma bendita de Jesús f u e la misma q u e al m o r i r nere, sedebat sic suprci fontem. Derramó lágrimas (Luc.
se separó de su sagrado c u e r p o : Et inclínalo capite 19, 4 1 ) : Videns civitatem, flevit super eam. En fin, pa~
tradidit spiritam (Joan. 19, 50). Luego Cristo tenia deció la m u e r t e (Phil. 2, 8) : Faclus obediens usgue ad
un verdadero cuerpo, y u n a alma verdadera unidos, y mortem, mortem autem crucis. Y (Luc 25, 46) : Et Iwc
por consiguiente fue verdadero hombre : y este cuerpo dicensexpiravit. Y (Matlh. 27, 5 0 ) : Jesús autem iterum
y alma estuvieron íntegros en Jesucristo despues de la clarnans voce magna, emissit spirilum. Añádese á esto
unión hipóslática, como se vé por los textos que hemos que la naturaleza divina no puede orar, obedecer, s a -
citado, en donde se habla de dicho cuerpo y alma des- crificarse, humillarse, ni otras cosas semejantes que la
pues de Ja unión. Luego no es permitido decir que la Escritura atribuye á Jesucristo. Luego todas estas co-
naturaleza divina absorvió á la liumana, ó q u e esta fue sas convienen á Jesucristo según la naturaleza h u m a n a ,
convertida en la primera. y por consiguiente es verdadero h o m b r e despues de Ja
Encarnación.
7. P R U E B A COARTA. — Todo esto se prueba t a m b i é n
8. Por lo relativo á la segunda aserción es igual-
p o r los textos en los cuales se atribuye á Cristo por u n a
m e n t e cierto que la naturaleza h u m a n a no puede ser
parte lo que no puede convenir mas que a la naturaleza
consubstancial al P a d r e , no puede poseer todo lo que
h u m a n a , y de ningún modo á la divina ; y por otra, lo
tiene el Padre, ni hacer todo lo q u e hace, como no
que no puede convenir sino á la naturaleza divina, y
puede ser eterna, omnipotente, soberanamente sabia é
de ninguna m a n e r a á la h u m a n a : lo cual demuestra
inmutable : la Escritura atribuye á Jesucristo todas es-
claramente la unión de las dos naturalezas en Jesucris-
tas propiedades, como queda demostrado contra Arrio y
to Relativamente á la p r i m e r a aserción, es indudable,
Nestorio ; luego no solamente hay en Jesucristo la na-
que la naturaleza divina no p u e d e ser concebida, ni n a -
turaleza h u m a n a , sino t a m b i é n ¡a divina. San León sa-
ca un partido a d m i r a b l e de este argumento en su carta á Maria Virgine, passus sub Ponlio Pilato, crucifixus,
riaviano, de la cual ya hemos hablado. Hé aquí sus pro- mortuus, et sepultas est ( h é a q u í la naturaleza humana)'
pias palabras q u e no podemos dispensarnos de trascribir: Los símbolos de Nicea y de Constan tí nopla se expresa n
Nativitas carnis manifeslatio est natura? húmame parlas así acerca de la naturaleza divina : Et in unum Dominimi
Virginis divince est virtutis indicium; infantia Parmi li Jesum Christian Filium Dei... Deum veruni de Beo
ostenditur humilitate cunarum; magnitudo Altissimi vero, natum non factum, consubstantialem Patri, per
declaratur vocibus angelorum. Similis est rediméntis quem omnia facía sunt. Y sobre la naturaleza humana :
homines, quem Herodes impius molitur occidere : sed Qui propter nos liomines et propter nostrani salutem
Dominas est omnium, quem Magi gaudentes veniunt, dcsccndit, et incarnatus est de Spiritu-Sancto ex Maria
suppliciter adorare. Cumad prcecursoris sui baplumión l'ir ghie, et homo factus est; passus, crucifixus, mortuus,
venit, ne lateret quod carnis velamine divinitas opcralur, et resurrexil tertia die.
vox Patris de ccelo intonans dixit : Hie est Filius mens 10. Ademas la herejía de Eutyques había sido con-
dilectus, in quo m í h i bene complacui. Sicut hominem denada a u n antes de nacer p o r el concilio de Constan-
diabolica tentai aslutia, sic Deo angelica famulantur tinopla I, cuyos padres escribían al papa san Dámaso
officia. Esurire, sitire, lassescere, atque dormire, evi- estas palabras en su carta sinódica : Se agnoscere,
denier humanum est, quinqué panibus quinqué nùlia Verbum, Dei ante scecuta omnino perfectum, et perfec-
hominum.saltare largivi Samaritana? aquam vibam. etc., lum hominem in novissimis diebus, pro nostra salale
sine amviguitatc dicendum est. Non ejusdem naturai est factum esse. El mismo san Dámaso había ya definido con-
fiere miserationis affcclu, amicum nwrtuum, et eumdem tra Apolinar en un sínodo celebrado en Roma (toni, i
quatriduana; àggere sepullurce ad vocis impcrium exci- Concil., p. 900 y 964), que Cristo fue dotado de u n
tare redivivum : aut in Ugno pendere, et in noetem luce cuerpo y de u n a alma inteligente y racional, y que no
conversa omnia dementa tremefacere ; aut clavis trans- padeció en la divinidad, sino ú n i c a m e n t e en la huma-
fixumesse, et paradisi portas fulei Introni aperire. Non nidad. En fin, el concilio de Efeso aprobó la segunda
ejusdem natura', est dicere : Ego et Pater u n u m su m u s ; carta de san Cirilo á Nestorio, en la cual está expreso
et dicere : Pater m a j o r me est. el dogma de las dos naturalezas en Jesucristo sin mez-
cla ni confusion : Ñeque enim dicimus Verbi naluram
9. P R U E B A QUINTA. — A la Escritura se agrega la t r a -
per sui mutalioncm cameni esse factum, sed ñeque in
dición, q u e ha sido siempre la fiel depositaria de la
tot uni hominem transformatam ex anima et corpore
f e e n las dos naturalezas de Jesucristo. En el símbolo de
constitutani. Asserimus autem, Verbum, imita sibi
los apóstoles se atribuye expresamente ;í Jesucristo la
sccundum liijposlasim carne animata, rationedi anima,
naturaleza divina : Credo in Jesum Christum Filium
inexplicabdi incomprehensib'dique modo hominem fac-
ejus unicum Dominimi nostrum (he aquí la naturaleza tum, et hóminis Filium extitissc... Et quamvis naturai
divina) : Qui Conceptúa est de Spiritu-Sancto, natus ex
sint divèrsaveram tamen unionem coeuntes, unum a divìnitate, neque divinitatem a carne ; non substantias
nobis Christum, et Filium, effecerunt. Non quod nalu- confundens, absit sed unionem ostendens Quando
rarum differenlia propter unionem sublata sit, veruni dico, cum fuisse humilialum, non dico mutationem, sed
quorum divinitas et humanitas, secreta quadani ineffa- humance susceptce nalune demissionem. San Agustín
bilique conjunclione in una persona, unum nobis Jesum (1. 1 de Trin., c. 7, n. 14) : Neque enim illa susceptione
Christum et Filium, conslituerint. alterimi eorum in alterimi conversum, atque mutatimi
l i . PKOEB.V S E X T A . — Añadense á los concilios los est; nec divinitas quippe in creaturam mutata est, ut
testimonios de los padres q u e escribieron aun antes de desisterei esse divinitas, nec creatura in divinitatem, ut
la herejía de E u t y q u e s ; estos testimonios están referi- desisterei esse creaturam.
dos en el acta 11 del concilio de Calcedonia, y el Padre 12. Paso en silencio u n a infinidad d e otros t e s t i m o -
Petavio (1. 3 de Incarn., c. 6 y 7) cita m u c h o s de ellos ; nios que f u e r o n examinados en el concilio de Calcedonia
yo me limitaré á algunos solamente. San Ignacio m á r t i r celebrado contra Eutyques, por cerca de seiscientos
(ep. ad E p h e s . , n. 7) expone así las dos naturalezas en padres, los cuales redactaron en seguida en el acta Y la
Cristo • Mediáis unus estet carnalis et spiritualis, geni- definición siguiente : Sequenlcs igitur SS. Patres unum
tus et ingénitas, seu facías et non faclus, in homine eumdem confileri Filium et Dominum nostrum Jesum
existens Deus, in morte vita vera, et ex Maria et ex Christum consonanter oinnes docemur, eumdem perfee-
Deo, primum passibilis, et tune impassibilis Jesus Cliri- tum in dei tate, et eumdem perfectum in humanitate,
stus Dominas noster. San Atanasio escribió dos libros Deum veruni et hominem veruni; eumdem ex anima
contra Apolinar, predecesor de E u t y q u e s . San Hilario rationali et corpore; consubslantialem Patri secundum
dice (l. 9 de Trin.) : Nescit plañe vitam suam, nescit deitatem, consubslantialem nobiscum secundum liumani-
qui Christum Jesum ut veruni Deum, ita et veruni ho- latem; ante sxcula quidem de Patre genilum secundum
minem ignorai. San Gregorio Nazianceuo (orat. de Na- deitatem, in novissimis autem diebus eumdem, propter
tiv.) : Missus est quidem, sed ut homo; duplex enim nos et propter nostrum salutem ex Maria V irghie Dei
eral in eo natura. San Anfiloco cuyas palabras refiere genitrice secundum humanilatem, unum eumdem Chri-
Teodoreto en su diálogo titulado Jnconfusus, se expresa slum, Filium, Dominum, Unigenitum, in duabus naturis
así : Discerne naturas, unam Dei, alterimi hominis; biconfuse, immutabililer, indivise, inseparabililer agnos-
neque enim ex Deo excidens homo factus est, ñeque pro- cendum ; nasquam sublata differentia naturarmi propter
ficiscens ex homine Deus. San Ambrosio (1. 2 de Fide, unitionem, magisque salva proprietate utriusque na-
c. 9 al 4, n. 77) : Servemus distinclionem divinitalis, tura?, et in imam personam atque substanliam concur-
et carnis, unus in utraque loquitur Dei Filius, quia in rentes. Es necesario añadir q u e habiendo oido los m i s -
eodem utraque natura est. San Juan Crisòstomo (in mos padres la lectura de la carta dogmática de san Leon
Psalm. 44, n. 4) : Neque enim (Proplieta) cameni dividit á san Flaviano, exclamaron por u n a n i m i d a d ; lluic
— 170 —
Patrum ftdes, hcec Àpostolarum ftdei, omnes ita credi- se convirtió en la otra, ya p o r q u e ambas se mezclaron
mns, orthodoxi ita credimi. Anathema est qui ita non y confundieron entre sí para 110 f o r m a r mas que una,
credit. Petrus per Leonem locutus est. La misma fe f u e y ya en fin, p o r q u e u n a y otra unidas entre sí sin con-
confirmada por los concilios siguientes, y en especial fundirse, f o r m a r o n una tercera naturaleza, lo mismo
por el de Constantinopla II, q u e dice en el cánon 8 : que la naturaleza h u m a n a resulta de la unión del alma
Si quis ex duabus naluris deitatis et humanitatis unita- y del cuerpo. Pero nada semejante ha podido acontecer
tela factum esse, vel unam naturam Dei Verbi incarnatam en la Encarnación ; de donde se sigue que las dos na-
dicens, non sic eam excipit sicut Paires docuerunt, quoti turalezas divina y h u m a n a permanecieron íntegras en
ex divina natura et humana, unione secundum substan- Jesucristo, cada u n a con sus propiedades.
tiam facta, unus Christus effectus est ; sed ex talibus 1 6 . - 1 ° No ha podido acontecer q u e una de las
vocibus unam naturam sive substantiam deitatis et car- dos naturalezas se convirtiese en la otra porque enton-
nis Christi introducere conatur ; talts anathema sit. El ces, ó la naturaleza divina se habría cambiado en la
concilio III de Constantinopla r e p i t e las mismas p a l a - h u m a n a , lo cual es contrario á la fe y repugna a la
bras del de Calcedonia ; y el de Nicea ¡I establece esta razón natural puesto q u e la divinidad no p u e d e estar
definición de fe : Duas naturas confitemur ejus qui in- sujeta al mas leve c a m b i o ; ó bien la naturaleza h u m a n a
earnatus est. propter nos ex intemerata Dei genitrice habría sido absorvida por la divina, y cambiada en esta;
semper Virgine Maria, perfectum cum Deum, et per- y en tal caso, seria preciso decir que la divinidad en
fectum hominem eognoscentes. Cristo n a c i ó , padeció, m u r i ó y r e s u c i t ó ; otro error
1 4 . S É P T I M A P R U E B A . — Creemos deber añadir a q u í
igualmente opuesto á la fe y á la razón natural, puesto
dos razones teológicas en favor del mismo dogma. lié q u e la divinidad es eterna, impasible, inmortal é in-
aquí la primera : Si despues de la Encarnación hubiera m u t a b l e . Hay mas todavía; si la divinidad pudo padecer
sido absorvida la naturaleza h u m a n a en Cristo por la y m o r i r , luego el Padre y el Espíritu-Santo padecieron
divinidad, como pretendian los eutyquianos, todo el y m u r i e r o n también, puesto que la divinidad del Padre,
misterio de nuestra redención quedaría destruido en tal del Hijo y del Espíritu-Santo es única, y absolutamente
supuesto ; una vez que entonces habría la alternativa, la misma en las tres personas. Por otra parte, si la di-
ó de desechar como u n a q u i m e r a la pasión y muerte de vinidad f u e concebida y nació, entonces María no con-
Jesucristo, ó decir que la divinidad padeció y s u c u m - cibió, ni parió á Cristo según u n a naturaleza que la
bió á la m u e r t e ; lo cual horroriza, y repugna aun á la era consustancial, y p o r consiguiente no p u e d e ser
razón natural. llamada m a d r e de Dios. E 1 1 fin, si la divinidad absorvió
á la h u m a n i d a d , ¿ c ó m o ha podido Cristo ser nuestro
15. La segunda razón es esta : Si despues de la En-
Redentor, nuestro mediador y el pontífice de la nueva
carnación no quedó eu Cristo m a s q u e u n a sola natura-
alianza, como nos lo enseña la fe, puesto qué estas
leza, acaeció esto, ya porque u n a d e las dos naturalezas
— 173 —
funciones exigen oraciones, ofrendas y humillaciones
turalmente la union con el Verbo, y el Verbo tampoco
de qué en ninguna m a n e r a es suceptible la divinidad?
requiere la union con la h u m a n i d a d .
17. Así, pues, de n i n g ú n modo p u e d e decirse 1° q u e
la naturaleza h u m a n a de Cristo se convirtiese en la
divina; y mucho menos todavía, que la naturaleza di- I n,
vina se haya cambiado en la h u m a n a . 2° Tampoco ha Respuesta á las objeciones.
podido suceder, q u e las dos naturalezas se hayan mez-
clado y confundido e n t r e sí, de manera que no forma-
18. P R I M E R A O B J E C I O X . — Puede empezarse por algu-
sen m a s q u e u n a sola naturaleza en Cristo, p u e s en
nos pasajes de la Escritura q u e parecen indicar la con-
tal caso la divinidad hubiera experimentado un cambio,
versión de una de las naturalezas en la otra, tal como
y se habria convertido en una cosa nueva; y desde e n -
este de san Juan (1, 14) : Et Verbum caro factum est;
tonces ni habria en Cristo divinidad, ni h u m a n i d a d ,
como si quisiera dar á e n t e n d e r que el Verbo se con-
sino u n a naturaleza que no seria ni la divina, ni la h u -
virtió en carne. Y este otro de san Pablo (Phil. 2, 7), en
m a n a ; y por consiguiente no seria Cristo ni verdadero
el cual dice del Verbo : Semetipsum exinanivit, formam
Dios, ni verdadero hombre. 3° Es en fin absurde el
servi accipiens. Luego la naturaleza divina f u e cam-
decir q u e las dos naturalezas unidas a la vez sin mez-
biada. Se responde al p r i m e r texto, que el Verbo no se
clarse ni confundirse, hayan formado una tercera natu-
convirtió en carne, sino que se hizo carne, tomando la
raleza c o m ú n á las d o s ; porque u n a naturaleza de se-
naturaleza h u m a n a en u n i d a d de persona, sin q u e por
m e j a n t e especie no p u e d e ser mas que el resultado de
esta union sufriese el mas ligero cambio. En el mismo
dos partes, que por su union recíproca se perfeccionan
sentido dice también de Jesucristo (Gal. 3, 15) : Factus
m u t u a m e n t e ; de otra m a n e r a , si al u n i r s e una de las
pro nobis maledictum, en cuanto quiso encargarse de
partes con otra pierde sus perfecciones en vez d e a d -
la maldición q u e habíamos merecido para libertarnos
quirirlas nuevas, no quedará ya perfecta como lo era
de ella. San J u a n Crisòstomo dice q u e nos s u m i n i s t r a n
antes. En Cristo, pues, la naturaleza divina no recibió
esta respuesta las palabras mismas q u e siguen en el
de la h u m a n a perfección alguna, ni tampoco pudo per-
texto en cuestión : Et Verbum caro factum est, et liabi-
derla sino q u e quedó como antes estaba ; no f o r m a por
tavit in nobis, et vidimus gloriam ejus, gloriam quasi
consiguiente con la h u m a n i d a d u n a tercera naturaleza
unigeniti a Paire. Estas palabras establecen perfecta-
q u e las sea común á las dos. Ademas, la naturaleza
m e n t e la diferencia de las dos naturalezas, puesto q u e
común no nace sino de muchas parles que exigen n a t u -
diciendo del Verbo q u e habitó entre nosotros, se de-
ralmente su union recíproca, como acontece en la u n i o n
muestra claramente q u e es diferente de nosotros, no
del alma con el c u e r p o ; pero esto no puede tener lugar
siendo u n a misma cosa la q u e habita, y aquella entre
en Cristo, porque la naturaleza h u m a n a no exige n a -
quien habita. Hé a q u í cómo se expresa dicho santo

10.
— 173 —
funciones exigen oraciones, ofrendas y humillaciones
turalmente la union con el Verbo, y el Verbo tampoco
de que en ninguna m a n e r a es suceptible la divinidad?
requiere la union con la h u m a n i d a d .
17. Así, pues, de n i n g ú n modo p u e d e decirse I o q u e
la naturaleza h u m a n a de Cristo se convirtiese en la
divina; y mucho menos todavía, que la naturaleza di- I n,
vina se haya cambiado en la h u m a n a . 2 o Tampoco ha Respuesta á las objeciones.
podido suceder, q u e las dos naturalezas se hayan mez-
clado y confundido e n t r e sí, de manera que no forma-
18. P R I M E R A O B J E C I O N . — Puede empezarse por algu-
sen m a s q u e u n a sola naturaleza en Cristo, p u e s en
nos pasajes de la Escritura q u e parecen indicar la con-
tal caso la divinidad hubiera experimentado u n cambio,
versión de u n a de las naturalezas en la otra, tal como
y se habria convertido en una cosa nueva; y desde e n -
este de san Juan (1, 14) : Et Verbum caro factum est;
tonces ni habria en Cristo divinidad, ni h u m a n i d a d ,
como si quisiera dar á e n t e n d e r que el Verbo se con-
sino u n a naturaleza que no seria ni la divina, ni la h u -
virtió en carne. Y este otro de san Pablo (Phil. 2, 7), en
m a n a ; y por consiguiente no seria Cristo ni verdadero
el cual dice del Verbo : Semetipsum exinanivit, formara
Dios, ni verdadero hombre. 3o Es en fin absurde el
servi accipiens. Luego la naturaleza divina f u e cam-
decir q u e las dos naturalezas unidas a la vez sin mez-
biada. Se responde al p r i m e r texto, que el Verbo no se
clarse n i confundirse, hayan formado una tercera natu-
convirtió en carne, sino que se hizo carne, tomando la
raleza c o m ú n á las d o s ; porque u n a naturaleza de se-
naturaleza h u m a n a en u n i d a d de persona, sin q u e por
m e j a n t e especie no p u e d e ser mas que el resultado de
esta union sufriese el mas ligero cambio. En el mismo
dos partes, que por su union recíproca se perfeccionan
sentido dice también de Jesucristo (Gal. 3, 15) : Factus
m ù t u a m e n t e ; de otra m a n e r a , si al u n i r s e una de las
pro nobis maledictum, en cuanto quiso encargarse de
partes con otra pierde sus perfecciones en vez d e a d -
la maldición q u e habíamos merecido para libertarnos
quirirlas nuevas, no quedará ya perfecta como lo era
de ella. San J u a n Crisòstomo dice q u e nos s u m i n i s t r a n
antes. En Cristo, pues, la naturaleza divina no recibió
esta respuesta las palabras mismas q u e siguen en el
de la h u m a n a perfección alguna, ni tampoco pudo per-
texto en cuestión : Et Verbum caro factum est, et liabi-
derla sino q u e quedó como antes estaba ; no f o r m a por
tavit in nobis, et vidimus gloriala ejus, gloriam quasi
consiguiente con la h u m a n i d a d u n a tercera naturaleza
unigeniti a Paire. Estas palabras establecen perfecta-
q u e las sea común á las dos. Ademas, la naturaleza
m e n t e la diferencia de las dos naturalezas, puesto q u e
común no nace sino de muchas parles que exigen n a t u -
diciendo del Verbo q u e habitó entre nosotros, se de-
ralmente su union recíproca, como acontece en la u n i o n
muestra claramente q u e es diferente de nosotros, no
del alma con el c u e r p o ; pero esto no puede tener lugar
siendo u n a misma cosa la q u e habita, y aquella entre
en Cristo, porque la naturaleza h u m a n a no exige n a -
quien habita. Hé a q u í cómo se expresa dicho santo

10.
(hom. II in J o a n ) : Quid enim stíbjicit? Et habitavit in aliud quam mentis erratie ludibrium. Censent enim Ut
nobis. Non enim mutationem illam incommutabilis Ulitis videtur, per hoc factum est, necessaria quadam ratione
natura'significavit, sed habitationem, et conimorationem : mutationem alterationemque significati. Ergo cum psal-
porro icl quod habitat, non est idem cum eo quod liabita- lunt quidem, et factus est n i h i l o m i n u s in r e f u g i u m ; et
tur, sed diversum. Es de notar que san J u a n echa por rursiiS Ddftiine, r e f u g i u m factus es nobis ; ¿quid res-
tierra aquí á la vez la herejía de Néstorio, y la de E u - pondebunt? ¿Anne Deus, qui hie decantatili-, desinens
t y q u e s ; porque Neslorio q u e inferia de estas palabras, esse Deus mutatus est in refugium, et translatus est na-
et habitavit in nobis, que el Verbo habita simplemente turaUtcr in aliud; quod ab initio non erat? Cum ilaque
en la naturaleza h u m a n a , se encuentra refutado en las Dei mentio fit, si ab alio dicatur illud factus est, quo
palabras que preceden, Verbum caro factum est, las facto non absurdum, atque adeo vehementer absurdum
cuales no denotan u n a p u r a habitación, sino una ver- existimare mutationem aliqUam per id significavi, et
dadera unión con la naturaleza h u m a n a en u n a sola non potilis conari id aliqua ratione intelligere, pruden-
p e r s o n a ; mientras q u e Eulyques q u e se prevalía de lo terque ad id quod Beo maxime convenit, accommodari?
q u e se dice q u e el Verbo se hizo carne, se halla igual- San Aguslin explica de u n a m a n e r a admirable cómo el
m e n t e confundido por lo q u e sigue, et habitavit in Verbo se hizo carne, sin s u f r i r cambio alguno (Serm.
nobis, palabras q u e manifiestan q u e el Verbo 110 se con- 187 al. 77. De tempore) : Ñeque enim, quia dictum est,
virtió en carne (aun despues de su u n i ó n con la carne), Deus erat Verbum, et Verbum caro factum est, .sic Ver-
sino que permaneció Dios como era, sin la m e n o r con- bum caro factum est, ut esse desinerei Deus quando in
fusión de la naturaleza divina con la h u m a n a . ipsa carne, quod Verbum caro factum est, Emmanuel
Ha tuffi est nobiscum Deus. Sicut Verbum, quod corde
19. Esta expresión se hizo carne, no debe a p u r a r á
gestamus, fit vox, cum id ore proferimus, non lamen il-
nadie, p o r q u e este modo de explicarse 110 indica siem-
lud in hanc commutalur, seil ilio integro, ista in qua
pre el cambio de u n a cosa en otra, sino q u e se emplea
procedat, assumilur; ut et intus mancai quod iiltelUga-
f r e c u e n t e m e n t e para decir que u n a cosa está unida ó
tür, et foris sonet quod audiatur. Hoc idem tarnen pro-
agregada á otra, p o r ejemplo : Se dice de Adam en el
fertur in sono, quod ante sonuerat in silentìo. Atque ita
capítulo II del Génesis versículo 7 : Factus in animan
Verbum, cum fit vox. non mutatili• in vocem, seil ma-
viventem, para decir que el alma fue u n i d a al cuerpo
nens in mentis luce, et assumpta carnis voce, procedit
va formado, y no que el c u e r p o f u e convertido en alma.
ad audienlem, Ut non dcferal cogilantem.
Hé aquí la bella respuesta que sobre esta materia da
san Cirilo en su diálogo de Incamalione Unigeniti : 2 0 . Cuanto acabamos de decir p u e d e servir igual-
At si Verbum, inquiunt, factum est caro, jam non am- m e n t e de respuesta al segundo texto q u e se nos opone
pliUS mansit Verbum, sed potius desiit esse quod erat. exinanivit semetipsum. El Verbo se a n o n a d ó tomando
Atqui hoc meruin delirium ét dementia est, Yáhilqiie lo que no tenia, pero no perdiendo lo que poseia;
siendo Dios igual al P a d r e en su naturaleza divina, se íionalisel caro unas esl homo, tía Deas el homo unusest
revistió de la forma de siervo, formara serví accipiens, Chrislus. De donde concluían q u e de las dos naturale-
haciéndose inferior á su P a d r e en la naturaleza que to- zas se hizo u n a solamente. Pero se les respondió, que
ma, y humillándose en ella hasta morir en u n a cruz : estas palabras indican a q u í la u n i d a d de persona en Je-
Humiliavií semetipsum, factus obediens usque ad mor- sucristo, y no la de naturaleza, como el texto mismo lo
ían, morían autem crucis; mas no obstante esto, con- acredita, diciendo : Unus est Chrislus, pues la palabra
servó su divinidad, y permanece siempre igual al Cristo designa p r o p i a m e n t e la persona, y no la natura-
Padre. leza.
21. S E G U N D A O B J E C I O N . — P e r o estas no eran precisa- 25. C U A R T A O B J E C I Ó N . — Decían q u e san Ireneo (l. 2
mente las objeciones q u e hacían los eutyquianos, pues- adv. Hieres., c. 21), Tertuliano (Apol., c. 21), san Ci-
to que 110 decían que la naturaleza divina se hubiese priano (de Vanit. idol.), san Gregorio Niseno (Catech.,
convertido en la h u m a n a , sino que esta se habia cam- c. 25), san Agustín (ep. 157, al. 5 ad Volus.) y san León
biado en la d i v i n a ; y p a r a apoyar este parecer invoca- (sferm. 5 in die natal.) dieron á la u n i ó n de las dos na-
ban ciertos pasajes de los santos padres que no e n t e n - turalezas el nombre de mixtión, ó mezcla, y que se sir-
dían. Citan primero á s a n Justino, que dice, en su se- vieron de comparaciones t o m a d a s de licores que se
gunda apología, que en la Eucaristía se cambia el pan mezclan j u n t o s . Responde san Agustín en el mismo lu-
en el cuerpo de Cristo, d e la misma manera que el Ver- gar que si los padres se permitían este lenguaje, no era
bo se hizo carne. Pero los católicos respondían que san porque admitiesen la confusion d é l a s dos naturalezas,
Justino solo quiso decir con estas palabras, que así co- sino únicamente para explicar m e j o r la unión íntima
mo el Verbo tomó v e r d a d e r a m e n t e , y conservó la carne que entre ellas existe; querían d a r á entender que la
h u m a n a ; así la Eucaristía contiene verdaderamente el naturaleza divina se habia unido á todas las partes de
cuerpo de Jesucristo, y q u e tal es el sentido q u e indica la naturaleza h u m a n a , como el dolor se u n e á cada par-
á continuación. En efecto, ¿ q u é se proponía el santo? te del agua contenida en un vaso. Hé a q u í las palabras
El p r o b a r que en la Eucaristía el pan se hace cuerpo de de san Agustín : Sicut in unilate persones amina unilur
Jesucristo, tan r e a l m e n t e como el Verbo se hizo carne corpori, al homo sil; ita in unitate persones Deus unilur
en la E n c a r n a c i ó n ; pero si san Justino hubiese creido, homini, ut Chrislus sit. In illa ergo persona mixtura est
como pretenden los eutyquianos, q u e en la encarnación animee el corporis; in hae persona mixtura est Dei et
del Verbo la divinidad absorvió á la h u m a n i d a d , no h u - hominis : si lamen recedát auditor a consueludine cor-
biera podido decir que la Eucaristía contiene el verda- porum, qua solent dúo liquores ita commisccri, ut neuter
dero cuerpo del Señor. servet integritatem suam, quanquam et in ipsis corpori-
bus aeri lux incorrupta miscealur. Tertuliano habia d i -
2 2 . T E R C E R A O B J E C I O N . — Oponían lo q u e se lee en
cho antes lo mismo.
el símbolo atribuido á san Atanasio : Sicut anima ra-
2 4 . QUINTA ORJECION. — Oponían la autoridad del
papa Julio, que en una carta dirigida á Dionisio, obispo
de Corinto, condenaba á los q u e admitían dos naturale-
zas en Cristo; y también la autoridad de san Gregorio
Taumaturgo, al que se atribuyen estas palabras en la DISERTACION NONA.
Biblioteca de Focio : Non duce personce, ñeque duw na-
tura;, non enim quator nos adorare diehnur. Pero se res-
REFUTACION DE LA HEREJÍA DE LOS MONOTELITAS, QUE NO
ponde con Leoncio (De sectis act. 4), q u e estos padres
ADMITIAN EN JESUCRISTO MAS QUE UNA SOLA
están inocentes de las alegaciones que se les i m p u t a n :
VOLUNTAD Y UNA SOLA OPERACION.
la pretendida carta del papa Julio pasa por ser obra de
Apolinar, y esto con tanta mas razón, cuanto que san
Gregorio Ñiseno cita de ella diversos fragmentos como 1. Se da el nombre de monotelitas á todos los herejes
si fuera de Apolinar á quien refuta en seguida. Lo m i s - q u e quisieron q u e no hubiese en Jesucristo mas q u e
mo sucede con el pasaje atribuido á san Gregorio Tau- u n a sola voluntad. Trae su origen de dos palabras grie-
m a t u r g o , que parece ser producción de los apolinaristas gas : monos, q u e significa uno, y tlielema, que q u i e r e
ó de los eutyquianos. Objetaban también lo q u e dice decir voluntad; y por lo mismo puede convenir á m u -
san Gregorio Niseno en .su cuarto discurso contra E u - chos arríanos, q u e pretendían q u e no había alma en
nomio, q u e la naturaleza h u m a n a se habia unido con Cristo, sino que el Verbo ocupaba su lugar, así como á
el Verbo divino. Pero se responde que el mismo san muchos apolinaristas, q u e concedían en verdad una al-
Gregorio añade q u e no obstante esta unión cada una de ma á Cristo, pero privada de inteligencia, y por consi-
las dos naturalezas habia couservado sus propiedades : guiente sin voluntad. Por lo demás, los verdaderos mo-
Nihilominus in atraque, quod cuiquc proprium est, in- notelitas formaron u n a secta particular bajo el imperio
tuetur. En fin, oponían los eutyquianos q u e si habia de Heraclio, hacia el año 626. Se puede decir q u e Ata-
dos naturalezas en Cristo, también debia haber dos nasio, patriarca de los jacobitas, f u e su principal a u -
personas. A esto se responde absolutamente lo mismo tor, como lo hemos observado en n u e s t r a historia, ca-
que se respondió á Neslorio (en la Disertación séptima pítulo VII, n. 4 ; y que los otros patriarcas, tales como
n ú m . 16), en donde se hace ver cómo en Cristo no hay Sergio, Ciro, Macario, Pirro y Pablo fueron sus p r i m e -
mas q u e u n a sola persona y u n solo Cristo, a u n q u e las ros sectarios. Admitían las dos naturalezas en Jesu-
dos naturalezas no están mezcladas. cristo, pero negaban q u e cada una de ellas tuviese una
voluntad y una operacion, queriendo q u e no hubiese
en Jesucristo mas que u n a sola voluntad, la voluntad
divina, y una sola operacion, la operacion divina, q u e
2 4 . QUINTA ORJECION. — Oponían la autoridad del
papa Julio, que en una carta dirigida á Dionisio, obispo
de Corinto, condenaba á los q u e admitían dos naturale-
zas en Cristo; y también la autoridad de san Gregorio
Taumaturgo, al que se atribuyen estas palabras en la DISERTACION NONA.
Biblioteca de Focio : Non duce personce, ñeque duw na-
tura;, non enim quator nos adorare diehnur. Pero se res-
REFUTACION DE LA HEREJIA DE LOS MONOTELITAS, QUE NO
ponde con Leoncio (De sectis act. 4), q u e estos padres
ADMITIAN EN JESUCRISTO MAS QUE UNA SOLA
están inocentes de las alegaciones que se les i m p u t a n :
VOLUNTAD Y UNA SOLA OPERACION.
la pretendida carta del papa Julio pasa por ser obra de
Apolinar, y esto con tanta mas razón, cuanto que san
Gregorio Ñiseno cita de ella diversos fragmentos como 1. Se da el nombre de monotelitas á todos los herejes
si fuera de Apolinar á quien refuta en seguida. Lo m i s - q u e quisieron q u e no hubiese en Jesucristo mas q u e
mo sucede con el pasaje atribuido á san Gregorio Tau- u n a sola voluntad. Trae su origen de dos palabras grie-
m a t u r g o , que parece ser producción de los apolinaristas gas : monos, q u e significa uno, y tlielema, que q u i e r e
ó de los eutyquianos. Objetaban también lo q u e dice decir voluntad; y por lo mismo puede convenir á m u -
san Gregorio Niseno en .su cuarto discurso contra E u - chos arríanos, q u e pretendían q u e no había alma en
nomio, q u e la naturaleza h u m a n a se habia unido con Cristo, sino que el Verbo ocupaba su lugar, así como á
el Verbo divino. Pero se responde que el mismo san muchos apolinaristas, q u e concedían en verdad una al-
Gregorio añade q u e no obstante esta unión cada una de ma á Cristo, pero privada de inteligencia, y por consi-
las dos naturalezas habia couservado sus propiedades : guiente sin voluntad. Por lo demás, los verdaderos mo-
Nihilominus in atraque, quod cuiquc proprium est, in- notelitas formaron u n a secta particular bajo el imperio
tuetur. En fin, oponían los eutyquianos q u e si habia de Heraclio, hacia el año 626. Se puede decir q u e Ata-
dos naturalezas en Cristo, también debia haber dos nasio, patriarca de los jacobitas, f u e su principal a u -
personas. A esto se responde absolutamente lo mismo tor, como lo hemos observado en n u e s t r a historia, ca-
que se respondió á Neslorio (en la Disertación séptima pítulo VII, n. 4 ; y que los otros patriarcas, tales como
n ú m . 16), en donde se hace ver cómo en Cristo no hay Sergio, Ciro, Macario, Pirro y Pablo fueron sus p r i m e -
mas q u e u n a sola persona y u n solo Cristo, a u n q u e las ros sectarios. Admitían las dos naturalezas en Jesu-
dos naturalezas no están mezcladas. cristo, pero negaban q u e cada una de ellas tuviese una
voluntad y una operacion, queriendo q u e no hubiese
en Jesucristo mas que u n a sola voluntad, la voluntad
divina, y una sola operacion, la operacion divina, q u e
llamaban teàndrica, ó deiviril, no en el sentido de los
católicos, q u e llaman teàndrica« ó divinas las operacio- la voluntad. Las citas q u e hemos hecho de estos pasa-
nes de Cristo en la naturaleza h u m a n a , p o r q u e son de jes contra Nestorio y Eutyques, nos dispensan de refe-
u n h o m b r e Dios, y se atribuyen todas á la persona del rirlos de nuevo con tanta mas razón, cuanto que los
Yerbo q u e sostiene y termina esta misma h u m a n i d a d , monotelitas no negaban á Cristo la voluntad divina, si-
sino en un sentido herético, pretendiendo q u e la sola no solamente la h u m a n a . Se hallan igualmente en las
voluntad divina movi a las facultades de la naturaleza Escrituras mil lugares en los cuales se atribuye á Cristo
h u m a n a , y las aplicaba á la acción como u n instrumen- la voluntad h u m a n a : 1° san Pablo en su carta á los he-
to inanimado y pasivo. Otros monotelitas llamaban á breos (10, 5), aplica á Jesucristo estas palabras del Sal-
esta operacion deodecibilem, ó conveniente á Dios, tér- mo XXXIX, versículos 8 y 9 : Ingvediens mundum, di-
mino que explicaba mejor su herejía. Ahora bien, ¿en- cit : Ecce venio; in capile libri scriptum est de me, ut
tendieron estos herejes por la palabra voluntad la fa- factum Deus voluntatem tuam. Se lee en el salmo : In
cultad m i s m a de querer, ó solamente el acto de la vo- capite libri scriptum est de me, ut facerem voluntatem
l u n t a d , la volicion? El p a d r e Petavio (I. 8 de I n c a r n a t , tuam : Deus meus volui, et legem tuam in medio cordis
c. 4 y sig.) cree q u e es m u c h o m a s probable que enten- mei. Se ve a q u í la voluntad divina claramente distin-
diesen la facultad de querer que negaban á la h u m a n i - guida por estas palabras, ut faciam Deus voluntatem
dad de Cristo. Por lo demás, el dogma católico rechaza tuam; mientras que estas, Deus meus volui, indican la
ambos sentidos, y nos ens< ña q u e así como hubo en voluntad h u m a n a q u e se somete á la de Dios. 2° El mis-
Cristo las dos naturalezas, hubo también la voluntad y mo Jesucristo nos manifiesta en m u c h o s lugares estas
la volicion divina con la operacion divina, y la volun- dos voluntades distintas. Dice en san Juan (5, 30) :
tad y la volicion h u m a n a con la operacion h u m a n a , Non (¡ucero voluntatem meam, sed voluntatem ejus, qui
q u e es lo q u e vamos á probar. misit me; y en otra parle : Descendi de coelo, non ut fa-
ciam voluntatem meam, sed voluntatem ejus, qui misil
me (Joan. 6, 38). Sobre lo cual se expresa así san Leon
§ I- en su carta al e m p e r a d o r Leon : Secundum formam
servi non venit facere voluntatem suam, sed voluntatem
Hay en Jesucristo dos voluntades distintas, la divina y la humana, según las ejus, qui misit eum. Nótense estas palabras : secundum
dos naturalezas; y dos operaciones, según las dos voluntades.
formam servi, según la naturaleza h u m a n a .

3. Ademas, dice Jesucristo en san Mateo (26, 39) :


2. PRIMERA — Se p r u e b a p r i m e r a m e n t e , en
PRUEBA.
Pater mi, si possibile est, transeat a me calix iste : ve-
cnanto á la voluntad divina, por las Escrituras q u e atri-
rumtamen non sicut ego volo, sed sicut tu; y en san
buyen á Cristo la voluntad divina tantas veces cuantas
Marcos (14, 30) : Abba Pater, transfer calicem hunc a
en él reconocen la divinidad, de la cual es inseparable
me ; sed non quod ego volo, sed quod tu. ¿Es posible
5 . T E R C E R A P R U E B A . — Pero sin detenernos mas en
designar con mas claridad la voluntad divina q u e es
c o m ú n á Cristo con el Padre, y la voluntad h u m a n a q u e las pruebas sacadas de la Escritura, consultemos la tra-
dición, empezando por los padres que f u e r o n anteriores
Jesucristo somete á la de su P a d r e ? De a q u í san Atana-
á esta herejía. Escribe san Ambrosio (l. 20 in Lue. n .
sio escribe contra Apolinar : Duas volúntales lúe os-
50 y 60) : Quod autem ait : non mea voluntas, sed tua
tendit, humana quidem quie est carnts, alteram vero di-
fiat ; s u a m , ad hominem retulil : Patris, ad divinitatem:
vinam. Humana enim propter carnis imbecillitatem re-
voluntas enim hominis, temporalis; voluntas ilivinita-
cusatpassionerà, divina autem ejus voluntas est prompta.
tis, (eterna. San Leon en su carta 24 (al 10), dice á san
Y san Agustin (1. 2 adv. Maxim., c. 20) : In eo quod ail,
Flaviano contra Eutyques : Qui verus est Deus, idem
n o n quod ego volo, aliad se ostendit voluisse quarn Pa-
verus est homo, et nullum est in hac imitate mendacium,
ter, quod nisi humano corde non potest, nunquam enim
dum invicem sunt et liumilitas hominis, et altitudo dei-
posset immutabilis illa natura quidquam aliud velie
tatis... Agit enim utraque forma cum alterius commu-
quam Pater.
nione, quod proprium est, Verbo scilicet operante, quod
4. S E G U N D A P R U E B A . — Vienen también en apoyo de
verbi est ; et carne exequente, quod carnis est. Pudiera
n u e s t r a proposicion todos los textos en q u e se dice
también añadir a q u í la autoridad de san Juan Crisòs-
que Jesucristo obedeció al Padre. Jesucristo en san
tomo, de san Cirilo de Alejandría, de san Geronimo, y
Juan (12, 49) : Sed qui mis¡t me Pater, ipse mihi man-
d e muchos otros padres citados p o r Petavio (1. 3 de
datimi dedil, quid dicam, et quid loquar; y en el capí-
I n c a n ì . , c. 8 y 9); Sofronio reunió dos libros enteros
tulo 14, versículo. 31 : Sicut mandatimi dedil mihi Pa-
de dichas autoridades contra Sergio, como se ve por la
ter, sic fació. San Pablo escribe á los filipenses (2, 8) :
súplica de Estevan Durando, dirigida al concilio de Le-
Faetus obediens usque acl mortcm, mortem autem cru-
t r a n celebrado bajo el pontificado d e Martino I, el año
cis. Lo mismo se lee en otros muchos lugares. Es pues,
649. La misma verdad se prueba por los símbolos, en
evidente que en donde no hay mas q u e u n a voluntad,
los cuales se dice q u e Jesucristo es verdadero Dios y
no puede haber ni precepto ni obediencia; por otra
h o m b r e perfecto ; p o r q u e sin la voluntad h u m a n a que
parte, no es menos cierto que la voluntad de Dios no
es una facultad n a t u r a l del alma, no seria Cristo hom-
p u e d e estar sumisa á un m a n d a m i e n t o , pues que no re
bre perfecto ; y tampoco seria perfecto Dios, si estuviera
conoce superior : luego obedeciendo Jesucristo á su
privado de la voluntad divina. Ademas, los concilios
P a d r e , manifestó q u e tenia la voluntad h u m a n a : Quis
celebrados con Nestorio y Eutyques definieron que h a -
(dice el papa Agaton) a lumine veritatis se adeo separa-
bia en Cristo dos naturalezas distintas y perfectas con
vil, ut audeat dicere, Dominum nostrum Jesum Chn-
todas sus propiedades; lo cual no sucedería si cada na-
stum volúntate suce divinhatis Patri obedisse, dui est
turaleza no tuviese su voluntad y su operacion natura-
eequalis in omnibus, et vult ipse quoque in omnibus, quod
les. Un a u t o r del siglo III, san Hipólito, obispo de Por-
Pater?
non in duas personas partitam vel divisemi, sed unum
to ; en sus fragmentos contra Verono, saca de la distin-
eumdem Unigenitum Filium Dei, Verbum Dominimi
ción délas diversas operaciones en Cristo u n argumento
nostrum Jesum Christum; et duas naturales volúntales
en favor de la distinción de las dos naturalezas, puesto
in eo, et duas naturales operationes indivise, inconverti'
que la unidad de v o l u n t a d y de operacion lleva consigo
biliter, inseparabiliter inconfuse secundum SS. Pat rum
la u n i d a d de naturaleza : Qué enim. sunt ínter se ejus-
cloctrinam, adeocpie prœdicamus : et duas naturales vo-
dem operationis ae cognitionis, et omnino ídem patiun-
lúntales, non contrarias, absit, juxta quod impii asse-
tur, nullam naturce differentiam recipiunt.
ruerunl hcerelici, secl sequentem ejus humanam volun-
6. Estas consideraciones obligaron al concilio gene-
tatem, el non resistentem, vel reluctantem, sed potius
ral III de Constantinopla, celebrado bajo el pontificado
est subjectam divinte ejus atque onnipotenti voluntatì...
deAgaton, á renovar en u n decreto (art. 18) la conde-
Hic igilur cimi omni undique cautela atque diligentia a
nación ya f u l m i n a d a contra todas las herejías concer-
nobis formatis, definimus, aliam fide nulli licere pro-
nientes al misterio d e la encarnación, p o r los cinco
ferre, aut conscribere, componere aut fovere, vel etiam
concilios ecuménicos p r e c e d e n t e s . Hé a q u í el tenor de
aliter docere.
la definición : Asseeuti quoque sancta quinqué universa-
7 . P R U E B A CUARTA. — Ya h e m o s expuesto las p r i n c i -
lia concilia, et sanctos atque probabiles patres, conso-
pales razones q u e combaten esta herejía. La primera
nanterque confiteri definientes, Dominimi nostnmi Je-
es que poseyendo Cristo la naturaleza h u m a n a perfecta
simi Christum veruni Deum nostrum, unum cle sancta, et
debe necesariamente t e n e r su voluntad, que es u n a fa-
consubstantiali, et vitce originan prcebente Trinitate, per-
cultad n a t u r a l , y de la cual no puede ser privada la
fectuni in deitate, et perfectum eumdem in humanitate,
humanidad sin dejar de ser p e r f e c t a . 2° Seria absurdo
Deum vere et hominem vere, eumdem ex anima ra-
el pretender q u e la voluntad divina pudo obedecer,
tionali et corpore, consubstanlialem nobis secundum liu-
pedir, merecer y satisfacer por nosotros, y sin embar-
manitatem, per omnia similem nobis, absque peccato,
go esto lo hizo Cristo; hay pues en él u n a voluntad hu-
ante scenda quiclem ex Patre genitum secundum deita-
mana. 5° Es una máxima de san Gregorio Nazianceno,
tem, in ultimis cliebus autem eumdem, propter nos et
que despues f u é adoptada por los otros padres, que el
propter nostrani salutem de Spiritu-Scmcto, et Maria
Yerbo sanó lo q u e habia tomado. San Juan Damasceno
Virgine proprie et veraciter Dei genitrice secundum hu-
(Orat. de cluab. Christi volunt) concluye de esto : Si
manitatem, unum eumclemque Christum Filium Dei
non assumpsit humanam voluntatem, remedium ei non
unigenitum in duabus naturis inconfuse, inconvertibili-
attulit, quoel primum sauciatum erat ; quod enim as-
ter, inseparabiliter, indivise cognoscenclum, nusquam
sumptum non est, non es curatimi, ut ait Gregorius
extincta liarum naturarum diffefenlia propter unitaiem
Tlieologus. Ecquid enim offenderai, nisi voluntas ?
salvataque macjis proprietate utriusque naturce, et in
unum personam, et in unum subsistentiam concurrente,
cer milagros y otras s e m e j a n t e s ; 3 o en fin las acciones
procedentes de las dos naturalezas, como la curación
de los enfermos p o r el tacto, la resurrección de los
Respnesta á las objeciones. muertos por las palabras, e t c . ; y según esta ú l t i m a
clase de operacion, se debe entender el pasage de san
8. P R I M E R A O E J E C Í O N . — Se opone primero este pa- Dionisio.
saje de u n a carta de san Dionisio á Cayo : Veo viro jac- 9. S E G U N D A O B J E C I O N . — Se nos opone también á san
to unam qüátndam theandricam, seu deivirilem opera- Atanasio (in lib. d e A d v . Christi), que admitia volunta-
tionem cxprcssit in vita. Pero se responde con Sofronio tem deitatis tantum. Pero este santo no quiso excluir la
q u é este texto f u e corrompido p o r los monotelitas, y voluntad h u m a n a , sino únicamente la voluntad con-
q u é en vez de estas palabras unam quamdam, se deben traria q u e nace del pecado, como lo h a c e ver el con-
leer novara quamdam theandricam operationem. Esta es texto. 3 o A san Gregorio Nazianeeno q u e escribia estas
la observación que se hizo en el concilio III de Letran, palabras (orat. 2 de F i l i o ) : Christi velle non faisse Deo
en donde por orden de san Martin, Pascasio q u e hacia contrarium, utpote deificatum totum. San Máximo y el
las funciones ele notario, leyó el gran ejemplar que dice papa Agalon responden que es f u e r a de duda q u e san
novam quamdam, etc lectura q u e nada tiene con- Gregorio admitía las dos voluntades, y que por las pa-
trarió al dogma católico, y q u e ofrece dos sentidos labras q u e acaban d e citarse, entendia solamente q u e
igualmente favorables. El p r i m e r o , es como dice san la voluntad h u m a n a de Cristo no era contraria á la di-
J u a n Damasceno (1. o de Fide orlhod., e. 19), que todas vina. 4 o San Gregorio Niseno escribia contra Eunomio :
las operaciones producidas por Cristo, son llamadas Operaiur vere deitas per corpus, quod área ipsam est
teándricas ó deiviriles, porque emanan de u n h o m b r e omnium salutem, ut sit carnis quidem passio, Dei au-
Dios, y p o r q u e todas son atribuidas á la persona q u e tem operatio. A lo q u e el sexto concilio respondió, que
t e r m i n a las dos naturalezas divina y h u m a n a . El segun- atribuyendo el santo los padecimientos á la h u m a n i -
do sentido, según Sofronio y san Máximo, consiste en dad, reconocía en esto q u e Cristo obraba según la na-
decir que la nueva operacion teándrica de q u e habla turaleza h u m a n a , y que intentaba solamente p r o b a r
san Dionisio, debe ser restringida á las solas acciones contra Eunomio, q u e los dolores y las acciones de Je-
de Cristo que resultan del concurso de la naturaleza sucristo según la h u m a n i d a d , recibieron u n valor in-
divina y de la h u m a n a ; y por esto distinguían en Cris- finito de la persona del Verbo que sustentaba esta h u -
to tres clases de operaciones: I o las que pertenecen manidad, y lié a q u í porque estas operaciones eran
p u r a m e n t e á la naturaleza h u m a n a , tales como a n d a r , atribuidas al Verbo. 5 o San Cirilo de Alejandría (l. 4
comer, sentarse; 2 o las que no p u e d e n convenir mas in Joan.), q u e dice q u e Cristo manifestó unam quam-
q u e á la divinidad, como el perdonar los pecados, h a - dam cognatam operationem. Se responde que el santo
hablaba (como aparece del contexto) de los milagros de
t n s t o , a los cuales c o n c u r r í a la naturaleza divina por el pecado, como lo enseña san Pablo (Hebr. 4, 15) :
s u omnipotencia, y la h u m a n a por su tacto m a n d a d o Tentatum autem iper omnia pro similitudine, absipie
p o r su v o l u n t a d h u m a n a ; lo cnal hizo q u e el santo lla- peeealo. De d o n d e se sigue q u e j a m á s experimentó
mase la m i s m a operacion, u n a cierta operacion aliada m o v i m i e n t o a l g u n o contrario á la ley divina (como á
Los m o n o l e l , t a s citaban 6« u n gran n ú m e r o de p a d r e s nosotros nos sucede), y q u e su voluntad s i e m p r e estuvo
q u e l l a m a r o n a la n a t u r a l e z a h u m a n a de Cristo el ins- conforme con la de la divinidad. Aquí d i s t i n g u e n los
t r u m e n t o de la divinidad. P e r o se les r e s p o n d e , q u e ja- p a d r e s la v o l u n t a d natural, q u e no es otra cosa q u e la
m a s p r e t e n d i e r o n estos p a d r e s ver en la h u m a n i d a d de facultad de q u e r e r , y la v o l u n t a d arbitraria, es decir, la
Cristo u n i n s t i n t o pasivo q u e nada hiciese por sí facultad de q u e r e r el bien ó el m a l . Cristo tuvo cierta-
m i s m o , como decían las m o n o t e l i t a s ; q u e r í a n única- m e n t e la v o l u n t a d h u m a n a n a t u r a l , pero no la voluntad
m e n t e <lec,r q u e e s t a n d o u n i d a la h u m a n i d a d al Verbo h u m a n a a r b i t r a r i a q u e consiste en p o d e r d e t e r m i n a r s e
á este le correspondía g o b e r n a r l a , y q u e él obraba por al m a l ; p u e s t o q u e j a m á s quiso y no podia q u e r e r mas
m e d i o de s u s facultades. Objetaban e!, fin ciertos papá- q u e el bien, y el bien m a s c o n f o r m e á la voluntad di-
es de papa Julio, de san Gregorio T a u m a t u r g o , y t a m - v i n a ; lo q u e le hacia decir (Joan. 8, 29) : Ego quce
bre n algunos escritos de Menna á Vigilio, y de este á plaeita sunt ei, fació semper. Por no h a b e r d i s t i n g u i d o
M e n u d o estos a c a t o s s o n obra de l ¿ ^ p o I £ s ! estas dos v o l u n t a d e s , dice s a n J u a n Damasceno, n e g a -
a , o de lob e u t y q u i a n o s , y d e n i n g u n a m a n e r a d é l o s r o n los m o n o t e l i t a s á Jesucristo la voluntad h u m a n a :
santos citados; se d e m o s t r ó e n el concilio VI (art 14) Sicut origo erroris nestorianorum et eutychianorum fuit,
q u e os escritos de Menna á Vigilio f u e r o n f r a g u a d o s quocl non satis distinguèrent personam, et naturam, sic
p o r los m o n o t e l i t a s . E n c u a n t o á la a u t o r i d a d del papa et rnonothelitis,' et quod nescirent quia ínter voluntatem
Honorio de la cual se p r e v a l í a n , ya hemos dicho en Ja n a t u r a l e m et p e r s o n a l e m , sive a r b i t r a r i a m , discriminis
Misiona de las herejías (cap. 7, n ú m . 8 y 1 5 ) , q u e e * t e interesset, hoc in causa fuisse, et unam in Christo cli-
p a p a erro en el m o d o , mas no e n el dogma cerent voluntatem (vide Orat. de d u a b . Christi volunt.).
11. COARTA O B J E C I O N . — Decian e n s e g u n d o lugar,
10. TERCERA OB™.-Alegaban t a m b i é n los m o -
q u e la u n i d a d de p e r s o n a d i c e n e c e s a r i a m e n t e la u n i d a d
n o t e litas d i f e r e n t e s razones e n favor de su herejía Si
de voluntad ; y q u e p u e s no habia e n Jesucristo mas
se a d m i t e n , dicen, 1« dos v o l u n t a d e s en Cristo h a b r á
q u e u n a p e r s o n a , t a m p o c o debia haber en él m a s q u e
n e c e s a r i a m e n t e contrariedad e n t r e ellas. Pero los cató-
u n a v o l u n t a d . Se les r e s p o n d e , q u e no debe h a b e r m a s
los r e s p o n d e n q u e es falso q u e la voluntad h u m a n a
q u e u n a sola v o l u n t a d , y u n a sola operacion, en donde
de Cristo fuese opuesta por sí m i s m a á la voluntad di-
no hay m a s q u e una p e r s o n a , y u n a naturaleza ; pero
v i n a ; que h a b i e n d o tomado n u e s t r a naturaleza y no el
cuando hay dos naturalezas perfectas u n i d a s à una sola
pecado, se hizo s e m e j a n t e á n o s o t r o s en todo, e x t e p t o
persona (como s u c e d e en Cristo q u e t i e n e á la vez la
naturaleza divina y la humana), es necesario reconocer
en él dos voluntades y dos operaciones distintas corres-
pondientes á las dos naturalezas. No es por la multipli-
cidad de las personas por lo que se debe j u z g a r de la
multiplicidad de voluntades y de operaciones, en el caso
en que u n a sola naturaleza está t e r m i n a d a por muchas DISERTACION DÉCIMA.
personas, como sucede en la Santísima Trinidad, en
donde no hay sin embargo mas q u e u n a sola voluntad, R E F U T A C I O N DE LA H E R E J Í A D E B E R E N G E R Y D E L O S P R E T E N D I D O S

y u n a sola operacion, comunes á todas las personas que REFORMADOS, RELATIVAMENTE AL SACRAMENTO

t e r m i n a n esta naturaleza. D E LA E U C A R I S T Í A .

1 2 . Q U I S T A O B J E C I O N . — Dicen 3 O que las operaciones

pertenecen á las p e r s o n a s ; y que p o r consiguiente en


1. Asegura el protestante Mosheim en su Historia
donde no hay mas que u n a sola persona, no p u e d e
eclesiástica (t. 3, c e n t u r . 9 , c. 3, p. 1173), q u e en el
haber mas que una operacion. Se responde q u e no hay
nono siglo no estaba generalmente recibido en la iglesia
siempre unidad de operacion cuando hay unidad de
el dogma relativo á la presencia real del cuerpo y de
persona, a u n q u e la multiplicidad de las naturalezas
la sangre de Jesucristo en la Eucaristía F u n d a su aser-
arrastre siempre la multiplicidad de voluntades y ope-
ción en q u e R a t r a m n o , y quizá también otros escritores
raciones. En Dios hay tres personas, y una sola opera-
i m p u g n a r o n el libro de Pascasio Ratberto, en el cual
cion q u e les es c o m ú n á todas porque la naturaleza
d e s p u e s d e haber establecido este autor estos dos puntos
divina es u n a é indivisible. En Jesucristo ai contrario,
principales respecto á la Eucaristía : I o que despues de
como hay dos naturalezas distintas, hay también dos
la consagración nada queda de la sustancia del p a n y
voluntades p o r las cuales obra, y dos operaciones que
del vino; y 2 o q u e la hostia consagrada contiene real-
corresponden á las dos naturalezas; y a u n q u e todas las
m e n t e el cuerpo de Jesucristo, el mismo q u e nació de
acciones tanto de la naturaleza divina como de la h u -
María, que m u r i ó en la Cruz y resucitó del sepulcro,
m a n a , sean a t r i b u i d a s al Yerbo q u e termina la una y
añade en seguida estas p a l a b r a s : Quocl totus orbis credit
la o t r a ; sin embargo no se debe c o n f u n d i r por esto la
et confitetur. De aquí concluyó Mosheim que este dogma
voluntad y la operacion divinas con la voluntad y ope-
no estaba todavía establecido. Pero se engaña grosera-
racion h u m a n a s ; así como no se c o n f u n d e n las dos
m e n t e , como dice muy bien Selvaggi en la nota 79 del
a turalezas, a u n q u e una sola persona las termina.
lomo III, la disputa no giraba sobre el dogma que
Ratramno a d m i t í a , así como Pascasio, sino únicamente
sobre algunas expresiones de este último. Por otra parte
la verdad de la presencia real de Cristo en el sacramento
naturaleza divina y la humana), es necesario reconocer
en él dos voluntades y dos operaciones distintas corres-
pondientes á las dos naturalezas. No es por la multipli-
cidad de las personas por lo que se debe j u z g a r de la
multiplicidad de voluntades y de operaciones, en el caso
en que u n a sola naturaleza está t e r m i n a d a por muchas DISERTACION DÉCIMA.
personas, como sucede en la Santísima Trinidad, en
donde no hay sin embargo mas q u e u n a sola voluntad, R E F U T A C I O N DE LA H E R E J Í A D E B E R E N G E R Y D E L O S P R E T E N D I D O S

y u n a sola operacion, comunes á todas las personas que REFORMADOS, RELATIVAMENTE AL SACRAMENTO

t e r m i n a n esta naturaleza. D E LA E U C A R I S T Í A .

1 2 . Q U I S T A O B J E C I O N . — Dicen 3 O que las operaciones

pertenecen á las p e r s o n a s ; y que p o r consiguiente en


1. Asegura el protestante Mosheim en su Historia
donde no hay mas que u n a sola persona, no p u e d e
eclesiástica (t. 3, c e n t u r . 9 , c. 3, p. 1173), q u e en el
haber mas que una operacion. Se responde q u e no hay
nono siglo no estaba generalmente recibido en la iglesia
siempre unidad de operacion cuando hay unidad de
el dogma relativo á la presencia real del cuerpo y de
persona, a u n q u e la multiplicidad de las naturalezas
la sangre de Jesucristo en la Eucaristía F u n d a su aser-
arrastre siempre la multiplicidad de voluntades y ope-
ción en q u e R a t r a m n o , y quizá también otros escritores
raciones. En Dios hay tres personas, y una sola opera-
i m p u g n a r o n el libro de Pascasio Ratberto, en el cual
cion q u e les es c o m ú n á todas porque la naturaleza
d e s p u e s d e haber establecido este autor estos dos puntos
divina es u n a é indivisible. En Jesucristo ai contrario,
principales respecto á la Eucaristía : I o que despues de
como hay dos naturalezas distintas, hay también dos
la consagración nada queda de la sustancia del p a n y
voluntades p o r las cuales obra, y dos operaciones que
del vino; y 2 o q u e la hostia consagrada contiene real-
corresponden á las dos naturalezas; y a u n q u e todas las
m e n t e el cuerpo de Jesucristo, el mismo q u e nació de
acciones tanto de la naturaleza divina como de la h u -
María, que m u r i ó en la Cruz y resucitó del sepulcro,
m a n a , sean a t r i b u i d a s al Yerbo q u e termina la una y
añade en seguida estas p a l a b r a s : Quocl totus orbis credit
la o t r a ; sin embargo no se debe c o n f u n d i r por esto la
et confitetur. De aquí concluyó Mosheim que este dogma
voluntad y la operacion divinas con la voluntad y ope-
no estaba todavía establecido. Pero se engaña grosera-
racion h u m a n a s ; así como no se c o n f u n d e n las dos
m e n t e , como dice muy bien Selvaggi en la nota 79 del
a turalezas, a u n q u e una sola persona las termina.
lomo III, la disputa no giraba sobre el dogma que
Ratramno a d m i t í a , así como Pascasio, sino únicamente
sobre algunas expresiones de este último. Por otra parte
la verdad de la presencia real de Cristo en el sacramento
de la Eucaristía f u e siempre u m v e r s a l m e n t e reconocida sar propio y favorito f u e que la presencia de Cristo no
en la iglesia, como lo aseguraba en el q u i n t o siglo, aiio era real, sino figurada, por la virtud que nuestro Señor
4 5 4 , san Vicente de Lerius : Mos iste semper in Ecclesia ponia allí. Por esto, como observa Bossuet en su libro
viijuit, ut (pío (pasque forte reliyiosior, eo promptius de las Variaciones de las herejías modernas, j a m á s quiso
novellis adinventionibus contrairet. Pasaron nueve siglos Calvino admitir que el pecador recibiese en la comunion
sin que fuese impugnado el sacramento de la Eucaristía, el cuerpo de Cristo, por no admitir la presencia real ;
cuando Juan Erigenes, escocés de nación, dio á luz la pero el concilio de Trento (sesión 15, c. 1) enseña : In
herejía q u e consiste en negar la presencia real del Eucharistue sacramento, post pañis el vini consecratio-
cuerpo y de la sangre de Jesucristo en este sacramento, nem, Jesum Christum Dominimi atqae hominem vere,
pretendiendo con execrable blasfemia, q u e la Eucaristía real'iter, ae substantiaUter, sub specie illarum rerum
no era otra cosa q u e la figura de Jesucristo. sensibilium contineri.
2. En el siglo undécimo, año 1050, encontró Berenger 5. Antes de entrar en las pruebas que establecen el
esta doctrina en el libro del mismo Erigenes de q u e dogma de la presencia real de Jesucristo en la E u c a -
acabamos de hablar, y se hizo apóstol de ella. El siglo ristía, es necesario suponer desde luego como incontes-
doce vió levantarse á los petrobusianos y erricianos table que la Eucaristía es u n verdadero sacramento,
q u e dijeron que la Eucaristía era u n p u r o signo del como lo definieron el concilio de Florencia, en el de-
cuerpo y de la sangre del Señor. Los albigenses, que creto ó instrucción que dió á los armenios, y el de
aparecieron en el siglo siguiente, abrazaron el mismo Trento en la sesión 7, canon 1 contra los socinianos,
error. E n fin en el siglo diez y seis, u n gran nú mero q u e en vez de un sacramento no veían mas que un
de heresiarcas, tales como los novadores modernos, se simple recuerdo de la m u e r t e del Salvador. Pero es de
reunieron para dirigir sus ataques contra este divino fe q u e la Eucaristía es un verdadero sacramento : I o por-
sacramento. Zuinglio y Carlostadio, á los cuales se unie- que se encuentra u n signo sensible en las especies del
r o n despues Ecolampadio, y en p a r t e Bucero, enseñaron pan y del vino ; 2 o debe su institución á Jesucristo: Hoc
q u e la Eucaristía era u n a significación del cuerpo y de facite in meam commemoralionem (Lue. 22) ; 5 o está
la sangre de Jesucristo. Lutero admitió la presencia u n i d a á la Eucaristía la promesa d e la gracia : Qui
real de Jesucristo, pero pretendió que permanecía la manducai meam cameni habet vilam ceternam. Se
sustancia de pan. Calvino mudó frecuentemente de p r e g u n t a según esto en qué consiste la esencia del
o p i n i ó n : algunas veces para engañar á los católicos, sacramento de la Eucaristía : Los luteranos la colocan
dijo que la Eucaristía no era ni u n signo vacío, ni u n a en el uso y en todas las acciones que Cristo obró en la
figura desnuda de Cristo, sino q u e estaba llena de su última cena, según la narración de san Maleo : Accepit
v i r t u d ; otras veces, que era la misma sustancia que Jesus panera, et benedixit, ae fregit, deditqae discipulis
el cuerpo de Jesucristo ; sin embargo su modo de pen- suis{26). Los calvinistas al contrario, quieren q u e la
esencia de este sacramento consista en la manducación en la Eucaristía solamente in signo, vel figura, aut vir-
actual. Nosotros los católicos decimos que la esencia tuie.
del sacramento de la Eucaristía no descansa en la c o n - 5. P R I M E R A P R U E B A . — La presencia real se p r u e b a
sagración, p o r q u e es u n acto transitorio, y la Eucaristía 1" por las palabras mismas de Jesucristo q u e dijo : .4c-
es u n sacramento p e r m a n e n t e (como lo demostraremos cipiié, et eomedite, lioe est corpus meum, palabras q u e
en el § III); ni en el uso, ó la comunion, porque la son referidas por san Mateo (26, 26), por san Marcos
comunion es relativa al efecto del sacramento, y el sa- (14, 22). por san Lucas (22, 19), y por san Pablo (1 Cor.
cramento existe antes del uso, ni en las solas especies, 1 1 , 2 4 ) . Es una regla cierta y generalmente seguida pol-
porque estas no confieren la gracia; ni en fin en el solo los padres, como nos lo enseña san Agustín 1 5 de
cuerpo de Jesucristo, porque no subsiste en la Euca- Doctr. c h r i s t . , c. 10), q u e las palabras de la Escritura
ristía de u n a manera sensible, sino q u e consiste entera- deben entenderse en el sentido propio y literal, siem-
m e n t e al mismo tiempo en las especies sacramentales, pre q u e este sentido 110 presente nada absurdo y r e -
y el cuerpo de Cristo; ó bien en las especies en tanto p u g n a n t e ; p o r q u e de otra manera, y si fuese permitido
que contienen el cuerpo y la sangre del Señor. explicarlo todo en u n sentido místico, 110 se podrían
invocar las Escrituras en favor de n i n g ú n dogma de la
fe, y vendrían á ser la f u e n t e de una infinidad de erro-
I 1- res, porque cada u n o les daría el sentido que mas le
De la presencia real del cuerpo y de la sangre de Jesucristo en la Eucaristía. agradase. Solo es propio de u n a malicia diabólica, dice
el concilio en el mismo lugar, el violentar así las pala-
4. El concilio de Trento (sesión 13, c. 1) enseña, co- bras de Cristo para darles sentidos imaginarios, cuando
mo acabamos de verlo, que las especies sacramentales tres evangelistas con san Pablo se contentan con refe-
contienen á Jesucristo vere, realiter et substantialiter; rirlas tales como salieron de su boca : Qua?. verba a
vere, para excluir la presencia figurada, puesto q u e la sanctis evanqelistis eommemorata, et a divo Paulo re-
figura es opuesta á la v e r d a d ; realiter, para excluir la. petita, eum propriam Mam significationem prce se fe-
presencia imaginaria, q u e se tocaría p o r la fe, á decir rant... indignissimum flagitium est, ea ad ficticios tro-
de los s a c r a m é n t a n o s ; substantialiter, para r e f u t a r el pos contra universum Ecclesue sensum detorqueri. San
sistema de Calvino q u e decía que en la Eucaristía no Cirilo de Jerusalen (Catech. niyslag. 4) exclama : Cuín
hay cuerpo, sino ú n i c a m e n t e la virtud de Cristo, por ipse de pane pronunúaverit: IIoc est corpus m e u m ,
la cual se comunica á nosotros. E r r o r manifiesto, por- quis audebit deinceps ambigere ? el cum iclem ipse dixe-
que la Eucaristía encierra la sustancia entera de Jesu- rit: Hic est sanguis m e u s , quis dicet non esse ejus san-
cristo. Por las mismas razones condena también dicho gúinem ? Hagamos a q u í u n a p r e g u n t a á los herejes :
concilio en el canon I á los q u e dicen q u e Cristo está ¿Estaba en el poder de Jesucristo el convertir el p a n en
su cuerpo? No creemos q u e j a m á s osase negarlo secta- dria dudarse q u e todo lo q u e sigue desde el versículo
rio alguno, porque todo cristiano está í n t i m a m e n t e con- citado, dice relación únicamente con el sacramento de
vencido de que el poder de Dios es ilimitado : Non erit nuestros altares como lo admite el mismo Calvino
impossibiíe apud Deuni omne verbum (Luc. 1, 57). Quizá (Instit. 1. 4 , c. 17, § 1). Así lo entendieron los padres y
responderán : Sabemos que Jesucristo podia hacerlo, los concilios, puesto que el de Trento (sesión 15, cap.
pero acaso no ha querido. Acaso, dicen, no lia querido 2, y sesión 22, cap. 1), cita m u c h o s pasajes del capitu-
hacerlo. Pero yo replico : Supuesto que haya querido lo sexto de san Juan, para confirmar la verdad de la
hacerlo, ¿hubiera podido manifestar su voluntad de presencia real de Jesucristo en la Eucaristía; y q u e el
u n a manera mas clara que por estas palabras : Hoc est concilio de Nicea II (act. 6) queriendo probar que en el
corpus menm? De otra m a n e r a , cuando el mismo Cristo sacrificio de la misa se ofrece el verdadero cuerpo de
f u e preguntado por Caifás si era hijo de Dios : Tu es Cristo, dice estas palabras : Nisi manducaveritis earnem
Christus Filius Dei benedieli? (Luc. 14, 61) y le res- Filii kominis, e t c . ; tomadas del mismo capítulo, versí-
pondió que lo era : Jesús autem dixit Mi : Ego sum culo 54. Así pues hizo el Señor en este capítulo la pro-
(ibid. 62); se pudiera decir i g u a l m e n t e q u e hablaba en mesa de dar en algún tiempo su propia carne en ali -
sentido figurado. Añado también, y digo, q u e si se con- mento á los que creyesen en él : Pañis quem ego dabo,
cede á los s a c r a m é n t a n o s q u e estas palabras de Cristo : caro mea est pro mundi vita. A presencia de este len-
Hoc est corpus meuin deben t o m a r s e en u n sentido figu- g u a j e se desvanece la interpretación frivola de los sec-
rado, ¿ p o r q u é razón no conceden ellos mismos á los tarios, que quisieran q u e no se tratase a q u í mas que de
socinianos que estas otras palabras de Cristo, que son la suneion espiritual que tiene lugar por la fe, creyendo
semejantes á las p r i m e r a s , y q u e se e n c u e n t r a n e n u n - en la Encarnación del Verbo. Es evidente que esta i n -
ciadas en san J u a n (10, 50) : Ecjo et Pater unum sumus, terpretación es incompatible con el mismo texto, por-
deben entenderse de u n a u n i ó n moral y de voluntad, q u e si tal h u b i e r a sido la intención del Señor no habría
como las entendian los socianianos, q u e negaban q u e dicho : Pañis quem ego dabo, sino : Pañis quem ego
Cristo fuese Dios? dedi, puesto q u e habiendo ya encarnado el Verbo, po-
dían los discípulos alimentarse desde entonces espiri-
6. P R U E B A S E G U N D A . — E l capítulo sexto de sau J u a n , t u a l m e n t e de Jesucristo ; si emplea la palabra dabo, es
en el cual (v. 52) se leen estas palabras : Punís quem pues porque 110 liabia a u n establecido este sacramento,
ego dabo, caro mea est pro mundi vita, ofrece u n a se- y no hacia mas q u e prometerlo. Jesucristo p u e s asegura
gunda prueba en favor de la presencia real de Jesucris- que este sacramento contiene su verdadera carne : Pa-
to en la Eucaristía. Dicen los sectarios que a q u í se h a - ñis quem ego dabo, caro mea est pro mundi vita. lYon
bla de la Encarnación del Verbo, y de n i n g u n a manera dicit autem earnem m e a m significat (dice u n santo Pa-
de la Eucaristía. Es verdad q u e el principio del capítulo dre que predecía con esto la blasfemia que Zuingho
no tiene relación con la E u c a r i s t í a ; pero tampoco po-
debia proferir a l g ú n dia), sed caro mea e s t ; (¡lúa hoc mine ad qúem ibimus? Verba vitce eternce habes; et nos
quod sumitur, vere est corpus Christi. Continua el Señor credidimus, et eognovinius, quia tu es Chrislus Filius
y d i c e : Caro mea vere est cibus, et sanguis meus vere Dei vivi (vs. 68 y 69).
estpotus (Joan. 6, 56). Despues de citar á san Hilario 8. P U Ü E B A T E R C E R A . — El pasaje siguiente de san
(1. 8 de Trin., n . 13) estas palabras, añade : De veritate Pablo d e m u e s t r a también la presencia real de Jesucristo
carnis et sanguinis, non est reliclus ambigendi locus. En en la Eucaristía : Probet autem seipsum homo... qui
efecto, si la Eucaristía no contuviere la verdadera car- enim manducat, et bibit indigne, judicium sibi mandu-
ne y sangre del Señor, hubieran sido enteramente fal- cal, et bibit, non dijudicans corpus Domini (I Cor. 2 ,
sas dichas p a l a b r a s . Ademas d e q u e la distinción de 22 v 29). Nótense estas palabras, non dijudicans corpus
alimento y de bebida no puede tener lugar sino en el Domini, que Convencen (le falsedad la aserción de los
comer el verdadero cuerpo, y beber la verdadera sangre sectarios, q u e quiereii se reverencie en la Eucaristía,
de Jesucristo, y no en la manducación espiritual por p o r la fe, solamente la figura de Jesucristo; porque si
la fe, como soñaron los sectarios; porque siendo inte- dijeran verdad, ¿ h u b i e r a condenado el apóstol como
rior esta s u n c i o n , hace q u e el alimento y la bebida no digno de m u e r t e eterna al que comulga estando en p e -
sean dos cosas distintas, sino u n a sola, y la misma cado? Y no se vé q u e la causa de esta condenación pro-
cosa. cede de q u e comulgando el h o m b r e indignamente, no
7. El mismo capítulo de san J u a n ofrece u n a nueva hace el debido discernimiento entre el cuerpo de Jesu-
p r u e b a de esta verdad en lo q u e dicen los cafarnaitas cristo y los otros alimentos terrestres ?
despues del discurso de Jesús : Quomodo potest hic 9. P R C E B A C U A R T A . — Se d e m u e s t r a también este
nobis carmen suam daré ad manducandum (v. 53)? Y dogma por el mismo apóstol, q u e dice hablando del
abandonándole, se retiraron : Ex hoc multi discípulo- uso del sacramento d e la Eucaristía : Calix bendictio-
rum ejus abierunt retro (v. 67)? Luego si la Eucaristía nis cui benedieimus, nonne communicatio sanguinis
no contenia r e a l m e n t e la carne de Cristo, n o podia, Christi est? et pañis quem frangimus, nonne parlici-
digo m a s , no debia promover el escándalo, y sí asegu- patio corporis Domini est? (I Cor., 40, 16)? Et panem
rarles al p u n t o , declarando q u e se alimentarian d e su quem frangimus, dice, esto es, el pan q u e se ofrece á
cuerpo e s p i r i t u a l m e n t e por la f e ; sin embargo sucedió Dios en el altar, y q u e se distribuye despues aí pueblo,
lo contrario, y lo q u e añade solo sirve para confirmar nonne participaiio corporis Domini est? Como si d i j e r a :
lo que les habia d i c h o : Nisi manducaveritis carnem Fi- ¿los que se alimentan d e este pan, no se hacen p a r t i c i -
lii hominis, et biberitis ejus sanguinem, non habebitis p a n t e s del verdadero c u e r p o de Jesucristo ?
vitam in vobis (v. 54). Despues volviéndose hácia los 1 0 . P R U E B A Q U I S T A . — Vienen los concilios en apoyo

apóstoles que permanecieron con él, les dijo : Numquid d e este dogma. El p r i m e r concilio que enseñó esta ver-
et vos vultis abire? A lo q u e respondió san Pedro : Do- dad f u é eí de Alejandría aprobado despues por el I de
Constantinopla, y m a s tarde por el de Efeso q u e apro- Pañis percipiens invocationem Dei, jam non communis
bó los doce anatemas d e san Cirilo contra Nestorio, las pañis est, sed Eucharislia. Y en otro lugar (1. 4, c 54):
cuales contienen el d o g m a d e la presencia real de Jesu- Earn panem in quo gratile sunt actie, corpus esse Chris-
cristo en la E u c a r i s t í a . E n seguida el concilio II de ti, et calicemsanguinis ejus. San Justino mártir (Apol. 2 :
Nicea (art. 6) declaró, q u e era u n e r r o r contrario á la Non liane ut communem panem sumimus, seil queniad-
fe el decir q u e la Eucaristía contenia solamente la fi- modum per Verbum Dei caro factus est Jesus Christus,
gura, y no el verdadero cuerpo de Cristo : Dixit: Ac- camem habuìt. Quiere, pues, q u e la Eucaristía conten-
cipite, edite, hoc est c o r p u s m e u m . . . Non autem clixit: ga la misma carne q u e tomó el Verbo. Tertuliano (1. Re-
Sumite, edite, imaginera corporis mei. Mucho tiempo surrect., c. 8) dice : Caro corpore et sanguine Christi
despues haciendo Berenger profesión de fe, declaró en vescitur, ut et anima de Deo saginetur. Orígenes se ex-
el concilio r o m a n o celebrado bajo Gregorio VII, en presa así (hom. 5 in divers.) : Quando vite, pane et po-
1079, que el pan y el vino se convierten sustancialmente cilio frueris, monducas et bibis corpus et sanguinem Do-
por la consagración en el cuerpo y sangre de Jesucris- mini. San Ambrosio enseña (1. 4 de Saeram., c. 4) :
t o . El concilio IV de Letran, celebrado bajo InocencioIII, Panis iste panis est ante verba sacramentorum ; ubi uc-
el año 1215, se expresa así (cap. 1) : Credimus corpus cesserit consecrado de pane fit caro Christi. San Juan
et sanquinem Christi sub speciebus pañis et vini vera- Crisòstomo dice (hom. ad pop. Àntioch.) : Quotnunc
citer eontineri, transsubstantiatis pane in corpus, et dicunt, vellem ipsius formam aspicere... Ecce eum vides,
vino in sanguinem. El de Constanza condenó las pro- ipsum tangís, ipsum manducas. San Atanasio, san Basi-
posiciones d e W i c l e f y de Hus, en las cuales decian lio y san Gregorio Nazianceno (Apud Anton, de E u c h ,
estos herejes q u e s o l a m e n t e hay en la Eucaristía theol. u n i v . , c. 4 , §1.) todos se expresan del mismo
Verus pañis naturaliter, et corpus Christi figuraliler. modo. Hé aquí cómo habla san Agustín (1. 2 contra
fícee est figurativa locutio : Hoc est corpus m e u m ; sicut advers. legis., c. 9) : Sicut mediator em Dei et hominum,
ista : Joannes est E l i a s . En fin, h é a q u í lo que dice el hominem Christum Jesum, cameni suam nobis mandu-
concilio de Florencia en el decreto de la reunión de los candoci, bibendumque sanguinem dantem, fideli corde
griegos : In azymo sive in fermentato pane tritíceo, cor- suseipimus. San Remigio (in ep. 1 ad. Cor., c. 10) : Li-
pus Christi veraciter confici. cet panis v'uleatur, in veritate corpus Christi est. San
1 1 . P R D E B A S E X T A . — Se agrega á los concilios la Gregorio Magno dice (hom. 22 in Evangel.) : Quid sit
constante y u n i f o r m e tradición d e los santos padres. sanguis Agni, non jam (ludiendo, sed bibendo, didicistis;
San Ignacio mártir escribe (ep. ad Smirnens. ap. Tlieo- qui sanguis super utrumque postem ponitur, quando non
dor. diolog. 5) : Eucharistias non admitlunt, quod non solum ore corporis, sed eliam ore cordis hauritur. Y san
confiteantur Eucharistiam esse earnem Servaloris nos- Juan Damasceno (1. 4 Orthod., c. 14) : Panis ac vinum,
tri Jesu Christi. San Ireneo (1. adv Han'., c.,18, al. 54): et uqua, per Sancti-Spiritus invocationem et adventum,
mirabit\ modo in Christi corpus et sanguinem vertuntur. brea no se encontrará el verbo significo, esto no seria
12. Así se e n c u e n t r a refutada la opinion de Zuinglio, u n a razón para i n t e r p r e t a r siempre est por significat,
q u e sobre estas p a l a b r a s : Hoc est corpus meum, inter- pues debian exceptuarse los casos en q u e la materia lo
pretaba la palabra est por significat, trayendo por ejem- exigiese; pero a q u í es absolutamente necesario enten-
plo el pasaje del Exodo en donde se dice (12, 1 1 ) : Est d e r l a palabra est en el sentido propio y literal, como lo
enim phase (id est transitus) Domini. Decia, pues, el he- trae el texto griego tanto en los evangelios como en la
resiarca, la manducación del cordero pascual no era carta de san Pablo, a u n q u e la lengua griega no carece
r e a l m e n t e el paso del Señor, sino únicamente su signi- del verbo significat.
ficación. Los zuinglianos fueron los únicos q u e siguie- 15. Con las mismas razones queda destruida la opi-
r o n esta i n t e r p r e t a c i ó n ; en efecto la palabra est no nion de los otros sectarios q u e en vez de la realidad, no
p u e d e tomarse en el sentido de significat, sino cuando admitia en la Eucaristía mas q u e la figura del cuerpo
no p u e d e t e n e r su significación p r o p i a ; pero aquí se- de Jesucristo. Se les responde como á los primeros, q u e
m e j a n t e interpretación es contraria al sentido propio y el Señor afirma q u e hay en la Eucaristía el mismo cuerpo
literal, en el q u e siempre deben entenderse las palabras, q u e debia ser crucificado : Hoc est corpus meum, quod
á menos q u e no r e p u g n e evidentemente. Por otra parle, pro vobis tradetur (1 Cor. 2, 24). Jesucristo p u e s al mo-
la explicación de Zuinglio está en oposicion con lo que rir no solamente dió la figura de su cuerpo, sino su
dice el apóstol cuando cita las palabras de Jesucristo; mismo cuerpo. Y hablando de su sangre dice (Matth.
IIoc est corpus meum, quod pro vobis tradclur (í Cor. 26, 28) : Hic est enim sanguis meus novi testamenii; y
2, 24). El Señor no entregó solamente en su pasión el añade : Qui pro multis effundetur in ranissionem pec-
signo ó la significación de su cuerpo, sino su idéntico catorum. Es, p u e s , su verdadera sangre l a q u e d e r r a m ó
verdadero cuerpo. Replican los zuinglianos q u e en la Cristo, y no solamente la figura d e su s a n g r e ; p u e d e
lengua siriaca ó hebrea de que se sirvió Jesucristo eu muy bien en verdad expresarse la figura por medio de
la institución de la Eucaristía, no se encuentra el verbo la voz, d é l a p l u m a ó del p i n c e l ; pero no se d e r r a m a .
significo, y q u e está reemplazado en el antiguo (esta- Objeta Picenini q u e san Agustín, sobre este texto d e
m e n t o por el verbo est; luego, añaden, la palabra est san Juan : Nisi manducareritis carnem Filii hominis,
debe ser tomada en el sentido de significat. Se responde d i c e ( 1 . 3 de ü o c t . c h r i s t . , c. 16), que la carne del Señól-
1° q u e es falso que j a m a s haya empleado la Escritura es u n a figura q u e nos advierte el acordarnos de su pa-
el verbo significo, como se prueba por m u c h o s pasajes; sión : Figura est prcecipiens, passione dominica esse
así en el Exodo (16, 15), se dice : Quod significat: quid communicandum. Respondemos á esto : No se niega
est hoc? en el libro de los Jueces (14, 1 5 ) : Quid signi q u e Jesucristo instituyó la Eucaristía en memoria de su
ficet problema? en Ezequiel (17, 1 2 ) : Nescitis quid ista m u e r t e como nos lo ensena san Pablo : Quotiescumque
significan? 2 o a u n cuando en la lengua siriaca ó he- enim manducabais panera hunc moriera Domini
annuntiabilis (1 Cor. 2, 2 6 ) ; pero nosotros decimos pero en otra parte (Inst. 1. 4, c 17, n. 53) dice q u e el
ademas, q u e en la Eucaristía el cuerpo d e Jesucristo Señor no se comunica mas q u e á los escogidos. En u n a
es verdadero c u e r p o , y que al mismo tiempo hay allí palabra, Calvino recurrió á toda clase de medios para
u n a representación q u e nos recuerda su pasión. Tal no aparecer hereje con los zuinglianos, ni católico con
era s e g u r a m e n t e el pensamiento de san Agustín, q u i e n la iglesia romana. Pero sus discípulos dieron bastante
j a m á s dudó q u e el p a n consagrado en el altar fuese el á e n t e n d e r q u e el verdadero sentimiento de Calvino
verdadero c u e r p o d e Jesucristo, como lo dice expresa- sobre este p a r t i c u l a r era que se recibia en la cena el
m e n t e en otro l u g a r (Serm. 8 3 deDivers., n. 227): Pañis cuerpo de Jesucristo, ó mas bien la virtud del cuerpo
quem videtis in altari, sanctificatus per Verbum Dei, d e Jesucristo por medio de la fe. Hé aquí la profesion
corpus est Cliristi. de fe que los ministros de Calvino presentaron á los pre-
14. En cuanto al sentir de Calvino scbre la presencia lados en la conferencia de Poissy, tal como se lee en la
real de Jesucristo en la Eucaristía, no tiene necesidad Historia de las variaciones, porBossuet (lib. 9, n ú m . 9 4 ) :
de refutación, p u e s t o q u e él se refuta á sí mismo por « Creemos q u e el cuerpo y la sangre están verdadera-
su inconstancia q u e mil veces le hizo m u d a r de opinion « m e n t e unidos al p a n y al vino, pero de u n a m a n e r a
sobre este p a r t i c u l a r , y también p o r la ambigüedad « sacramental, es decir, no según el lugar ó la natural
que preside á todos sus discursos. Bossuet (Hist. des « posicion de los cuerpos, sino en tanto q u e significan
Variat. 1. 9) y du ílamel (theol. d e E u c h . , c. 3), « eficazmente q u e Dios da este cuerpo y esta sangre á
que t r a t a r o n e x t e n s a m e n t e esta materia notan y ci- « l o s q u e participan fielmente de los mismos signos, y
tan diferentes pasajes de Calvino, en los cuales tan « los reciben verdaderamente por la fe. » Tal es también
pronto dice este novador q u e la Eucaristía contiene la según T h u a n (I. 28, c. 48) la célebre proposicion que
verdadera sustancia del cuerpo de Jesucristo, tan pronto adelantó en la m i s m a conferencia Teodoro de Beza, pri-
(Inst. 1. 4, c. 27, n. 33) q u e Cristo se unió á nosotros m e r discípulo de Calvino, y el cual estaba imbuido de
p o r la fe, haciendo así de la presencia de Jesucristo todas sus opiniones : « El cuerpo de Jesucristo, dice,
u n a simple presencia d e v i r t u d ; y esto es lo q u e repite « estaba tan lejos de la cena, como los mas altos cielos
en otro lugar (opuse. 864), en d o n d e escribe q u e Jesu- « lo están de la tierra. » Lo cual f u e causa de que los
cristo nos está presente en la Eucaristía de la misma prelados franceses opusiesen á los calvinistas una decla-
m a n e r a q u e en el bautismo. Aquí llama al sacramento ración de la verdadera fe concebida en estos términos :
del altar un m i l a g r o ; pero en seguida (ib. 845) le hace c Creemos y confesamos q u e en el santo sacramento del
consistir s i m p l e m e n t e en que el fiel es vivificado por « altar está el verdadero cuerpo y la sangre de Jesucristo
la carne de Jesucristo, en cuya atención baja del cielo á « real y t r a n s u b s t a n c i a l m e n t e bajo las especies de pan
la tierra u n a virtud t a n poderosa. Allí confiesa que los « y d e vino, por la virtud y poder de la divina palabra
indignos reciben en la cena el c u e r p o de Jesucristo; « p r o n u n c i a d a p o r el sacerdote, etc. »
dice san Agustín (Tract. 27 i n Joan), sed quomodo illi
Respuesta á las objeciones contra la presencia real.
intellexerunt, earnem quippe sic intellexeruni, quomodo
in cadavere dilanialur, aut in macello venditur, non
15. P R I M E R A O B J E C I O N . — Nos oponen los sectarios quomodo spiritu vegetatur. Caro non prodest quidquam,
estas palabras de Jesucristo (Joan. 6, 6 4 ) : Spiritus est
sed sola caro; accedat spiritus ad earnem et prodest
qui vivificat: caro autem non prodest quidquam; Verba
plurimum.
quxe ego locutus sum vobis, spiritus et vita sunt. Según
4 6 . S E G U N D A O B J E C I O N . — Oponen que en estas pala-
esto, dicen, ¿ n o es evidente q u e las palabras de que se
bras de Jesucristo; ÍIoc est corpus meum, el pronombre
sirven los católicos para p r o b a r la presencia real de
hoc no podia referirse mas que al pan q u e entonces
Jesucristo en la Eucaristía son figuradas, y no signifi-
tenia Jesucristo entre sus m a n o s ; luego el pan no podia
can otra cosa mas q u e el alimento celestial y vivificante
ser el cuerpo de Cristo sino en figura. Se responde q u e
que se recibe por la f e ? Se responde desde luego con
considerada esta proposición : Hoc est corpus meum,
san Juan Crisóstomo (hom. 4 6 in J o a n . ) : Quomodo
cuando todavía está imperfecta y por acabar, como si
igitur (Chrislus) ait, caro non prodest q u i d q u a m ? non
se dijera simplemente hoc est, en este caso el p r o n o m -
de sua carne dieit, absit, sed de bis qui carnuliler acci-
b r e lioc no designa verdaderamente mas que el p a n ;
piunt qiue dicuntur. Palabras fundadas en lo que dice
pero mirada en su totalidad y en el sentido completo,
el apóstol (1 Cor. 2, 14) : Animalis homo non percipit
ya no designa el p a n , sino el cuerpo de Jesucristo. Si
ea, quce sunt Spiritus Dei. Así q u e , según san Juan
en el momento en q u e el Señor cambió el agua en vino
Crisóstomo, el Señor no hablaba a q u í de su carne, sino
h u b i e s e dicho hoc est vinum, todo el m u n d o h u b i e r a
de los hombres carnales, que hablaban carnal m e n t e
entendido q u e el hoc se referia al vino y no al a g u a ,
de los misterios divinos; y este sentido conviene per-
lo mismo sucede respecto de la Eucaristía, la palabra
fectamente con lo que añade san Juan (6, 6 4 ) ; Verba
hoc, seguil el sentido completo, debe referirse al cuerpo,
quce ego locutus sum vobis, spiritus et vita sunt, para
p u e s t o que el cambio no se verificó hasta que la pro-
designar q u e lo que acaba de decirse no se puede e n -
posición estuvo completa. Así, pues, el pronombre hoc
tender de cosas carnales y caducas sino de cosas espiri-
no significó objelo alguno hasta que Cristo hubo profe-
tuales y de la vida eterna. Y si se q u i e r e q u e se tratase
rido el sustantivo á q u e se referia, es decir, estas pala-
en dicho pasaje de la propia carne de Cristo, como lo
bras corpus meum, q u e completaron la proposición.
entienden san Atanasio y san Agustín, la intención del
1 7 . T E R C E R A O B J E C I O N . — Dicen q u e en está propo-
Señor era enseñamos q u e su carne que nos da en ali-
sición : Hoc est corpus meum, no debe verse mas q u e
m e n t o recibe del e s p í r i t u , ó de la divinidad que le
Una simple figura, como en éstas otras q u e miran á
está u n i d a , la virtud de santificarnos, pero la carne
Jesucristo : Ego sum vitisvera: EgO sumostium: Petra
sola d e nada aprovecha. Non prodest quidquam (caro),
erat Chrislus. A esto se responde, q u e si estas ultimas
proposiciones deben t o m a r s e en el sentido figurado, es la Eucaristía sino por la fe, como le recibieron los he-
porque el sentido propio no puede convenir á Cristo, breos. A esto se responde, que dichas palabras deben
que no es en realidad u n a viña, u n a puerta ni una pie- entenderse en este sentido, q u e á la verdad todos los he-
dra; pero ¿ e n dónde está la repugnancia e n t r e el sugeto breos participaron del mismo alimento espiritual, esto
y el predicado en las palabras de la Eucaristía, y qué es es, del maná (de q u e habla aquí san Pablo), que fue la
lo q u e impide el unirlas p o r el verbo sum en el sentido figura de la Eucaristía ; pero no recibieron realmente
literal ? No dice el Señor : hic pañis est corpus meum, si- el cuerpo de Jesucristo como nosotros lo recibimos.
no hoc est eorptis meim; hoc, es decir, lo contenido Los hebreos comieron la figura del cuerpo del Salvador,
bajo estas especies de p a n , es mi propio cuerpo. Repro- y nosotros comemos el verdadero cuerpo que anunciaba
duzco la p r e g u n t a : ¿ hay en estoalguna cosa que r e p u g n e ? dicha figura.
1 8 . C U A R T A O B J E C I O N . — Oponen contra la presencia 20. S E X T A O B J E C I O N . — Oponen estas palabras de
real este pasaje de san J u a n (12, 8) : Pauperes enim Jesucristo : Non bibam amodo de hoc cjeniminc vitis us-
semper habetis vobiscum, me autem non semper habetis. qae in diera illum, cum illud bibam vobiscum novum in
Luego, dicen, el Salvador dejó de h o n r a r la tierra con regno Patris (Matth. 26, 29), y esto despues de haber
su presencia el dia de su Ascensión. Se responde q u e dicho : Hic est enim sanguis meas novi testamenú, qui
Jesucristo hablaba entonces de su presencia visible que pro mullís ef'fundelur in remissionem peccatorum (v. 28).
le ponia en estado de recibir los obsequios q u e laMagda- Nótense, añaden, estas palabras, (le hoc geninúne vitis;
lena le hacia. Así cuando Judas dijo m u r m u r a n d o : Ut el vino pues quedó vino a u n despues de la consagración.
quid perditio hcee ? Respondió Jesús : Me autem non Se responde : 1" que Jesucristo podia muy bien dar el
semper habetis, esto es, b a j o la forma visible y n a t u r a l ; n o m b r e de vino á lo que habia en el cáliz aun despues
pero esto no impedia que despues de su Ascensión que- de la consagración, no porque allí estuviese la sustancia
dase a u n sobre la tierra en la Eucaristía bajo las es- de vino, sino p o r q u e se conservaban sus apariencias :
pecies de p a n y de v i n o , de u n a m a n e r a invisible y por esta misma razón da san Pablo á la Eucaristía el
sobrenatural. La misma explicación es aplicable á todos n o m b r e de pan, aun despues de la consagración : Qui-
los demás textos s e m e j a n t e s , tales como este : Iterum cumque manducaverit panem hunc, vel biberit calicem
relimpio munduni, et vado ad Patrem (Joan. 16, 28). Domini indigne, reas erit corporis el sanguinis Domini
Assumptus est in coelum, et sedet a dextris Dei (Marc. (1 Cor. 11, 27). (Véase mas adelante el n ü m . 29 de esta
16,19). disertación.) — Se responde lo 2 o con san Fulgencio,
que hace a q u í una distinción muy sagaz (ad F e r r a n d u m
19. QUINTA OBJECION. — Oponen el texto de san Pablo
dialog. de q u i n q . Quaíst. q. 5), que Jesucristo tomó dos
(1 Cor. 10, 1 y 5) : Patres nostri omnes sub nube fue-
cálices : el uno pascual según el rito j u d á i c o ; y el otro
runt et omnes eamdem eseam spirilualem mandu-
eucarístico según el rito sacramental. Jesucristo, pues,
caverunt. Luego, dicen, n o recibimos á Jesucristo en
12.
creer en la transustanciacion; pero despues m u d ó de
al pronunciar las primeras palabras que hemos citado,
opinion, y hé aquí cómo se expresaba en 1522, en su
sólo hablaba del p r i m e r c á l i z ; lo cua! aparece manifies-
libro contra el rey E n r i q u e VIH : Ñune transsubstanñare
t a m e n t e del Evangelio de san Lucas (cap. 22, v. 17),
volo sentcntiam meam. Antea posui, nihil referre sic
que dice : Et accepto cálice, (¡rañas egit, et dixit: Ac-
sentire de iranssubstanliatione ; nunc autem decerno, im-
ápite, et dividite inter vos. Dico enim vobis, quod non
pium et blaspliemum esse, si quid dicat transsubstantiari
bibamde gcneralione vitis, doñee regnumDei venial. En
(lib. contra regem Anglise). Y en seguida dijo : q u e la
seguida, v. 20, refiere el mismo Evangelista q u e tomó
sustancia del pan y del vino permanece en la Euca-
Cristo el cáliz del vino y lo consagró : Similiter et ca-
ristía con el cuerpo y la sangre del Señor : Corpus
licem, postquam cenavit, dicens : Iüc est. calix novum
Christi esse in pane, sub pane, cum pane, sicut ignis in
testamentum in sanguine meo, qui pro vobis fundetur.
ferro candente. Por Io cual llamó á la presencia deCristo
De donde se sigue que estas palabras : non bibam amodo
en la Eucaristía, empanacion y consustanciacion, ó aso-
de generañone vitis, etc., fueron pronunciadas antes de
ciación de la sustancia del pan y del vino con la sus-
la consagración del cáliz eucaristico.
tancia del cuerpo y de la sangre de Jesucristo.
2 1 . SÉPTIMA, O B J E C I O N . — Nos dicen en fin ¿ c ó m o
2 3 . Pero enseña el concilio de Trento que toda la
h e m o s de creer en la presencia real de Jesucristo en la
sustancia del pan y del vino se convierte en el cuerpo y
Eucaristía, cuando nuestros sentidos nos dicen lo con-
sangre de Cristo. Así lo declara en la sesión XIII, capí-
t r a r i o ? Respondemos en pocas palabras con el apóstol,
tulo IV, en donde añade q u e esta conversión es llamada
q u e las cosas pertenecientes á la fe no caen bajo ios
p o r la iglesia transustanciacion. Ile aquí lo q u e dice el
sentidos : Est autem fules argumentnm non appa-
cánon II : Si quis dixerit in sacrosando Eucliarislice
rentium (Hebr. 11, 1), y que el h o m b r e animal, que
sacramento remanere substanliam panis el vini una cum
no quiere t e n e r otra regla que la razón n a t u r a l , no
corpore et sanguine Domini nostri Jesu Christi, negave-
p u e d e c o n c e b i r las cosas d i v i n a s : Animalis autem homo
ritque mirabilem Mam el singularem conversioncm to-
non percipil ca quee sunt spiritus Dei; slulñtia enim est
tius substantice panis in corpus, et toñas subslanñce
Mi, et non potest intelligere (1 Cor. 2 , 1 4 ) . Pero volve-
vini in sanguinem, manenlibus duntaxat speciebus
remos sobre esta dificultad en el párrafo tercero.
pañis et vini, quam quidem conversionem CalhoHca
Ecclesia apñssime iranssubslanñañonem appellai, ana-
§ U. thema sil. Nótense estas expresiones, mirabilem illam
et singularem conversionem toñus substantice. Dice el
D e la transustanciacion, ó conversión d e la sustancia del pan y del vino en
concilio : I o mirabilem, para designar q u e esta con-
la sustancia del cuerpo y de la sangre de Jesucristo.
versión es u n misterio que nos está oculto, y que no po-
demos c o m p r e n d e r : 2 o singularem, porque no existe
2 2 . Lutero dejó á cada cual la libertad de creer ó no
creer en la transustanciacion; pero despues m u d ó de
al pronunciar las primeras palabras que hemos citado,
opinion, y hé aquí cómo se expresaba en 1522, en su
sólo hablaba del p r i m e r c á l i z ; lo cual aparece manifies-
libro contra el rey E n r i q u e VIH: Ñunc transsubstantiare
t a m e n t e del Evangelio de san Lucas (cap. 22, v. 17),
volo sentcntiam meam. Antea posui, nihil referre sic
que dice : Et accepto cálice, (¡rañas egit, et dixit: Ac-
sentiré de transsubstanliatione; nunc autem decenio, im-
ápite, et dividite inter vos. Dico enim vobis, quod non
pium et blasplicmum esse, si quid dicat transsubstantiari
bibam (le gcneratione vitis, doñee regnumDei venial. En
(lib. contra regem Anglise). Y en seguida dijo : q u e la
seguida, v. 20, refiere el mismo Evangelista q u e tomó
sustancia del pan y del vino permanece en la Euca-
Cristo el cáliz del vino y lo consagró : Similiter et ca-
ristía con el cuerpo y la sangre del Señor : Corpus
licem, postquam cenavit, dicens : Hic est calix novum
Christi esse in pane, sub pane, cum pane, sicut ignis in
testamentum in sanguine meo, qui pro vobis fundetur.
ferro cándenle. Por lo cual llamó á la presencia deCristo
De donde se sigue que estas palabras : non bibam amodo
en la Eucaristía, empanacion y consustanciacion, ó aso-
de generadme vitis, ele., fueron pronunciadas antes de
ciación de la sustancia del pan y del vino con la sus-
la consagración del cáliz eucaristico.
tancia del cuerpo y de la sangre de Jesucristo.
2 1 . SÉPTIMA, O B J E C I O N . — Nos dicen en fin ¿ c ó m o
h e m o s de creer en la presencia real de Jesucristo en la 2 5 . Pero enseña el concilio de Trento que toda la
Eucaristía, cuando nuestros sentidos nos dicen lo con- sustancia del pan y del vino se convierte en el cuerpo y
t r a r i o ? Respondemos en pocas palabras con el apóstol, sangre de Cristo. Así lo declara en la sesión XIII, capí-
q u e las cosas pertenecientes á la fe no caen bajo ios tulo IV, en donde añade q u e esta conversión es llamada
p o r la iglesia transustanciacion. Hé aquí lo q u e dice el
sentidos : Est autem fules argunlenlnm non appa-
cánon II : Si quis dixerit in sacrosando Eucliarislice
rentium (Hebr. 11, 1), I que el h o m b r e animal, que
sacramento remanere substanliam pañis et vini una cum
no quiere t e n e r otra regla que la razón n a t u r a l , no
corpore et sanguine Domini nostri Jesu Christi, negave-
p u e d e c o n c e b i r las cosas d i v i n a s : Animalis autem homo
ritque mirabilem Mam el singularem conversionem to-
non perápit ca quee sunt spiritus Dei; slullitia enim est
tius substantice pañis in corpus, et totius subslantite
Mi, et non potest intelligere (1 Cor. 2 , 1 4 ) . Pero volve-
vini in sanguinem, manenlibus duntaxat specicbus
remos sobre esta dificultad en el párrafo tercero.
pañis et vini, quam quidem conversionem Calholica
Ecclesia aptissime iranssubslantialionem appellat, ana-
§ U. thema sil. Nótense estas expresiones, mirabilem Mam
et singularem conversionem totius substantice. Dice el
D e la transustanciacion, ó conversión d e la sustancia del pan y del vino en
la sustancia del cuerpo y de la sangre de Jesucristo.
concilio : 1° mirabilem, para designar q u e esta con-
versión es u n misterio que nos está oculto, y que no po-
demos c o m p r e n d e r : 2° singularem, porque no existe
2 2 . Lutero dejó á cada cual la libertad de creer ó no
en toda la naturaleza o t r o ejemplo d e semejante con- ria, como sucedió en la conversión del agua en vino, y
versión : 5 o conversionem, p o r q u e no es u n a simple de la vara en serpiente. Según Escoto, la transustancia-
unión con el cuerpo d e Cristo, tal como la unión liipos- cion es u n a acción q u e lleva el cuerpo de Jesucristo á
tática, en virtud de la cual la naturaleza divina y la la Eucaristía; pero esta opinion no ha tenido p a r t i d a -
humana se unieron en la persona única de Cristo sin rios, porque i n t r o d u c i r no es convertir, pasando de u n a
dejar por esto de ser d i s t i n t a s y completas ; pero en la sustancia á otra. Tampoco es una acción unitiva, p o r -
Eucaristía no es así, p u e s la sustancia del pan y del vi- que esta supone dos extremos que existen en el m o -
no no se u n e solamente, sino que se cambia y convierte mento en q u e se u n e n . Nosotros decimos con santo To-
toda entera en el c u e r p o y sangre de Cristo. E n fin dice más, q u e la consagración obra de tal m a n e r a , q u e si el
el concilio tolius subsiantice para distinguir esta con- cuerpo de Cristo no estuviera en el cielo, empezaría á
versión de todas las o t r a s clases de conversiones, por estar en la Eucaristía : la consagración reproduce r e a l -
ejemplo, de la c o n v e r s i ó n del alimento en la carne del . mente, ó in instanti, como dice santo Tomás (p. 3,
ser viviente, ó de la conversión del agua en vino obra- Q. 75, art. 7), ej cuerpo del Salvador bajo las especies
da por Jesucristo, ó ya también de la q u e hizo Moisés de pan presentes, porque siendo sacramental esta ac-
cuando convirtió su v a r a en serpiente, porque en todas ción, exige que haya un signo exterior, en el cual se
estas conversiones solo era cambiada la forma, p e r m a - halle la esencia del sacramento.
neciendo la materia ; p e r o en la Eucaristía se verifica 25. El concilio de Trento declara en la sesión XIII,
el cambio en la f o r m a y en la materia, permaneciendo cap. 3, que, vi verborum, se hace presente el cuerpo
solas las e s p e c i e s ó a p a r i e n c i a s : Remanenübus duntaxat solo de Cristo bajo las especies del pan, y la sola sangre
speciébus panis etvini, c o m o lo explica el m i s m o concilio. bajo las especies del v i n o ; ademas que por concomi-
U Es c o m ú n o p i n i o n que este cambio no se obra tancia natural y próxima está bajo unas y otras especies
por la creación del c u e r p o de Jesucristo, p o r q u e la el alma del Señor con el cuerpo y la sangre, y por con-
creación se hace de la nada, y esta conversión se hace, comitancia sobrenatural y remota la divinidad del Yer-
del pan, cUya s u s t a n c i a se cambia en la del cuerpo de bo, en virtud de la unión hipostátíca que contrajo con
Jesucristo. Tampoco se verifica por el aniquilamiento el cuerpo y el alma de Cristo; y en fin la divinidad del
de la materia del p a n y del vino, porque esto lleva cou- Padre y del Espíritu-Santo p o r razón de la identidad de
s i . o la destrucción total de la m a t e r i a , y en tal suposi- esencia que tienen con el Verbo. Hé a q u í las palabras
ción el cuerpo de J e s u c r i s t o se convertiría de nada, s i - del concilio : Semper hcec (ides in Ecclesia fíei fuit, sta-
no que en la E u c a r i s t í a la sustancia del pan pasa a ser tim post consecrationem vernm Domini nostri corpas
sustancia de Cristo Ni p u e d e decirse q u e se efectúa pol- verumque cjus sanguinem, sub panis, et vini speeie una
la t r a s m u t a c i ó n de la sola forma, según pretendió cier- cum ipsius anima et divinilate existere; sed corpus qui-
to autor, de s u e r t e q u e permaneciese la misma mate- dem sub speeie panis, et sanguinem sub vini speáe ex vi
Quantis utimur exemplis, ut probemus non hoc esse
•verborum : ipsum autem corpus sub spccie vini, el san- quod natura formavit, sed quod benedictio (la palabra
guinem sub specie pañis ániMmque sub atraque vi na- divina) consecravit ; majoremque vini esse benediclionis,
túralis illiüs connexiónis, et Concomitantice, qüa partes quam natura;, quia benediclione etiam natura ipsa inu-
Christi Domim qüijam exmortüis resurrexit, non am- tatur. Y san J u a n Damasceno dice (1. 4, orthod Fidei,
plias mórilurus, Ínter se cdputáltíüf. Divimtalem porro c. 14) : Pañis, ac vinum, et aqua, per Sancti-Spir'Uus
propter ádmirabilem iUam ejus eüm corpore et anima invocationem, et adventum, mirabili niodo in Christi
huposiaiicam unióncm. corpus et sanguinem vertuntur. Tertuliano (1. 4 contra
26 PRIMERA PRUEBA. - Se prueba el dogma de la Marcio«., c. 4), san J u a n Crisòstomo (hom. 4 in Una
transustanciacion I o p o r estás palabras de Jesucristo : cor.) y san Hilario (1. 8 de Trio-) usan del mismo len-
Hoc est corpus meüm. Por coíifésion de los luteranos el guaje.
p r o n o m b r e hoc significa el cuerpo realmente presente 27. P R U E B A SEGUNDA. — Viene en apoyo de esta docr
del Salvador; luego si el cuerpo de Jesucristo está pre- trina la autoridad de los concilios, y especialmente la
s e n t e , no 10 está la sustancia del pan. Si permaneciese del de Roma celebrado bajo san Gregorio VII, en el cual
él p a n todavía, y fuese designado por la palabra hoc, la confesó Berenger q u e creia : Panemel vinum, qme po-
projiósicion seria falsa, porque estas palabras : IIoc est nunlur in altari, in vernili et propriam ac vivificatri-
corpus meum ofrecerían el sentido siguiente : este pan cem cameni et sanguinem Jesu Christi substanlialiter
es m i cuerpo, t es falso q u e el pan sea el cuerpo de converti per verba consecraloria ; por el IV de Letran,
Cristo. Pero, dirá alguno : ¿á q u é se refiere el pronom- en cuyo capítulo p r i m e r o se lee : Idem ipse sacerdos et
b r e hoc, antes que ía palabra corpus se p r o n u n c i e ? Se sacrificium Jesus Christus, cum corpus et sanguis in sa-
responde, como queda indicado arriba, q u e el p r o n o m - cramento a (taris sub speciebus panis et vini veraciler
bre no hace referencia ni al p a n , ni al cuerpo, sino que continctur, transsubtanlialis pane in corpus, et vino in
se toma en u n sentido n e u t r o , como si se dijera : lo que sanguinem, palesiate divina, etc. ; y por el de Trento,
se contiene bajo las apariencias de pan, no es pan, sino que en la sesión XIII, y canon 2°, que ya hemos citado
ini propio cuerpo. Esta interpretación está justificada en el n ú m . 25, anatematiza á cualquiera q u e niegue :
por los santos p a d r e s : sart Cirilo de Jerusalen dice (Ca- Mirabilem Ulani conversionem tolius substantice panis
tech 4 mystag.) : I « / « « ' » atiquando (Chnslus) mutavit in corpus, et vini in sanguinem... quam conversionem
in vintím,'in Cana Galiléce sola volúntale, et non erit catholica Ecclesia aptissime transsubstantialionem ap-
dicjnus cui credamüs, quod vinum in sanguinem trans- pellat.
mulasscl. Saii Gregorio Ñiseno (orat. Calech., c. 57) se
Respuesta á las objeciones contra la transustanciacion.
espresa así - Pañis stalim per Verbum trdnsmütatur,
sictíl dicliim est a Verbo : Hoc est corpus m e u m . San 28. PRIMERA OBJECION. — D i c e n los luterauos que el
Ambrosio (dé initiand., c. 9) habla de esta m a n e r a :
cuerpo de Jesucristo está en el p a n (localiter), como en de sentido. Pero el verdadero sentido es aquel en que el
u n vaso; y que Jesucristo pudo decir enseñando el pan: p r o n o m b r e hoc se toma indefinidamente de esta ma-
Hoc est corpus meum, como se dice al señalar u n tonel nera : lo que tengo en mis manos es mi propio cuerpo.
q u e contiene vino, esto es vino; de donde se s.gue Por esta razón convenían los zuingliánós en que era
dicen, q u e la Eucaristía contiene al mismo tiempo el preciso admitir, ó con ellos u n simple cambio moral, ó
cuerpo de Cristo y el pan. Se responde que según e el cambio de sustancia con los católicos. Y esto es lo
lenguaje admitido, el tonel es propio para designar el que dijo Beza en la conferencia celebrada en Montbeliard
vino, p o r q u e c o m u n m e n t e se conserva en toneles este con los luteranos. Nosotros pues decimos también á Lu-
licor; pero el pan d e ninguna m a n e r a es propio por si tero : Al pronunciar el Señor : Hoc est corpus meum,
mismo para significar u n cuerpo h u m a n o , puesto que quiso que del pan que tenia se formase ó la sustancia
si acaece que lo contenga, no puede ser mas q u e en misma, ó nada mas q u e la figura de su cuerpo ; si como
virtud de u n m i l a g r o . defiende Lulero no puede decirse que la sustancia de
29 Este es el l u g a r de imponer silencio a los lute- este pan se convierta en u n a simple figura, es absoluta-
ranos con este raciocinio que les hacían los z u ñ í a - m e n t e necesario reconocer que se cambia totalmente
nos (Hist. des Variat., t . 1 , 1 . 2 , n. 31, Yersa.l p. 124.) en l a sustancia del cuerpo del Señor.
contra su empanacion ó consustanciacion del pan con 30. S E G U N D A O B J E C I O N . — D i c e n que la Escritura lla-
el cuerpo, inventada por Lulero ; decían q u e admitien- ma pan á la Eucaristía a u n despues de la consagración:
do como lo hacia L u l e r o , el sentido literal de las pala- Omnes qui de uno pane participamos ( I C o r . 40, 17).
b r a s • Hoc esl corpus meum, era forzoso a d m i t i r t a m b e n Quicumque manducaverit panera hunc, vel biberit cali-
la transustanciacion de los católicos. E n efecto, anad.an, ceni Domini indigne, etc. (1 Cor. 2, 27). Luego p e r m a -
Jesucristo no dijo : Hie parús, ó Ilic est corpus meum nece el pan. No es a s í : la Eucaristía no es llamada pan
sino • Hoc est corpus meum, es decir, como ya queda porque retenga la sustancia de p a n , sino porque del
observado arriba, esta cosa es mi c u e r p o ; é inferían de p a n se hace el cuerpo de Cristo. La Escritura conserva
esto que Lulero, excluyendo la figura ó la significación á las cosas q u e se convirtieron en otras por un milagro
del cuerpo que ellos admitían, é interpretando a su ma- el p r i m e r n o m b r e q u e tenian antes de su conversión :
nera las palabras Hoc esl corpus meum, como si quisie- así es q u e san Juan llama agua a u n despues de su
ran decir : este p a n es mi cuerpo real y verdaderamente,; cambio á la q u e se convirtió en vino en las bodas d e
sentaba él mismo u n principio que destruía su cloclri- C a n á : Ut autem gustavit architriclinus aquam vinum
n a - p o r q u é s . Jesucristo hubiera entendido estas pala-, fcictam (Joan. 2, 9); y en el Exodo se dice de la vara de
bras Hoc est corpus meum en este sentido, este pan es Moisés convertida en serpiente : Devoravil virga Aaron
m i cuerpo i h u b i e r a querido se conservase la sustan- virgas eorum (7, 12). Así también la Eucaristía es lla-
cia de p a n , su proposición habría sido inepta y vacia mada pan despues de la consagración, p o r q u e antes lo
43
aniquilamiento del p a n , y siguiera la producción del
era, y porque aun permanecen las apariencias. Por otra cuerpo, no pudiera llamarse esto una verdadera con-
parte, siéndola Eucaristía el alimento del alma, ¿ p o r - versión, ni u n a transustanciacion. Si se dice que la pa-
q u é no se la Úabia de d a r el n o m b r e de p a n ? No se lla- labra transustanciacion es nueva é inusitada en la Es-
mó al maná u n p a n , esto es, un p a n espiritual, porque critura, respondemos que no hay por qué admirarse
era la obra de los a n g e l e s ? Panem angelorum mandu,- con tal que la cosa expresada sea verdadera, como lo es
cavil homo (Ps. 77, 25). Replican los sectarios, que el en la Eucaristía. Ademas la Iglesia tiene derecho de
cuerpo de Cristo no se r o m p e , que solo el p a n puede emplear voces nuevas, como lo hizo con la de consus-
ser hecho pedazos, y sin e m b a r g o dice san Pablo : Et tancial contra la herejía de Arrio, y esto á fin de expli-
pañis quem frangimos, nonne participatio corporis Do- car mejor alguna verdad de fe, cuando se levantan nue-
mini est (1 Cor. 1 0 , 1 6 ) ? A esto se responde q u e la frac- vos errores.
ción solo se e n t i e n d e de las especies del p a n , y no del
cuerpo del Señor, q u e existiendo sacramentalmente no
§ III.
p u e d e romperse, ni manosearse.
31. T E R C E R A OBJECION; — Oponen lo que Jesucristo De la manera que está Jesucristo e n la Eucaristía, y respuesta á las
dificultades filosóficas de los sacraméntanos.
dice en san Juan (6, 4 8 ) : Ego sum pañis vites, y que
sin embargo no se convirtió en p a n . En el mismo texto 32. Antes de responder en particular á las dudas
se halla la respuesta : Dijo el Señor : Ego sum pañis filosóficas que nos oponen los sectarios sobre la m a n e r a
viüe; la palabra vitce hace ver claramente q u e el nombre q u e está el cuerpo de Jesucristo en el sacramento de
de pan está tomado metafóricamente y no en el sentido nuestros altares, es necesario penetrarse bien de que
literal. Pero no deben entenderse del mismo modo las en materia de fe, se cuidaron muy poco los santos pa-
palabras hoc est corpus meum; para que esta proposi- dres de los principios de la filosofía; antes bien fijaron
ción fuese verdadera se requería q u e el pan fuese con- toda su atención en la autoridad de las Escrituras y de
vertido en el cuerpo de Cristo, y esta es la transustan- la Iglesia, persuadidos de q u e Dios p u e d e hacer m u -
ciacion q u e nos enseña la fe, y q u e consiste en la con- chas mas cosas q u e las q u e es capaz de comprender
versión de la sustancia del pan en la del cuerpo del nuestra limitada inteligencia. Si no podemos penetrar
Salvador; así es que en el mismo instante q u e acaban los secretos de los seres criados, ¿cómo p u d i é r a m o s com-
de pronunciarse las palabras de la consagración, deja prender hasta q u é p u n t o se extiende, ó no el poder de
el p a n de tener su sustancia, y bajo las especies de tal Dios q u e es el Señor de las criaturas, y de toda la na.
entra la sustancia del cuerpo. Hay pues dos extremos t u r a l e z a ? Sin embargo, veamos las dificultades que se
en la converríon, el uno q u e deja de ser, y el otro que nos oponen. Los q u e niegan la presencia real de Jesu-
comienza á existir en el mismo momento en que con- cristo en la Eucaristía dicen que por grande que sea
cluye el p r i m e r o ; de otra m a n e r a , si precediese el
aniquilamiento del p a n , y siguiera la producción del
era, y porque aun permanecen las apariencias. Por otra cuerpo, no pudiera llamarse esto una verdadera con-
parte, siéndola Eucaristía el alimento del alma, ¿ p o r - versión, ni u n a transustanciacion. Si se dice que la pa-
q u é no se la Úabia de d a r el n o m b r e de p a n ? No se lla- labra transustanciacion es nueva é inusitada en la Es-
mó al maná u n p a n , esto es, un p a n espiritual, porque critura, respondemos que no hay por qué admirarse
era la obra de los a n g e l e s ? Panem angelorum mandu- con tal que la cosa expresada sea verdadera, como lo es
cavil homo (Ps. 77, 25). Replican los sectarios, que el en la Eucaristía. Ademas la Iglesia tiene derecho de
cuerpo de Cristo no se r o m p e , que solo el p a n puede emplear voces nuevas, como lo hizo con la de consus-
ser h e c h o pedazos, y sin e m b a r g o dice san Pablo : Et tancial contra la herejía de Arrio, y esto á fin de expli-
pañis quem frangimus, nonne participatio corporis Do- car mejor alguna verdad de fe, cuando se levantan nue-
mini est (1 Cor. 1 0 , 1 6 ) ? A esto se responde q u e la frac- vos errores.
ción solo se e n t i e n d e de las especies del p a n , y no del
cuerpo del Señor, q u e existiendo sacramentalmente no
§ III.
p u e d e romperse, n i manosearse.
De la manera que está Jesucristo e n la Eucaristía, y respuesta á las
51. TERCERA OBJECION; — Oponen lo que Jesucristo dificultades filosóficas de los sacramentarios.
dice en san Juan (6, 4 8 ) : Ego sum pañis vites, y que
sin embargo no se convirtió en p a n . En el mismo texto 32. Antes de responder en particular á las dudas
se halla la respuesta : Dijo el Señor : Ego sum pañis filosóficas que nos oponen los sectarios sobre la m a n e r a
viüe; la palabra vitce hace ver claramente q u e el nombre q u e está el cuerpo de Jesucristo en el sacramento de
de pan está tomado metafóricamente y no en el sentido nuestros altares, es necesario penetrarse bien de que
literal. Pero no deben entenderse del mismo modo las en materia de fe, se cuidaron muy poco los santos pa-
palabras hoc est corpus meum; para que esta proposi- dres de los principios de la filosofía; antes bien fijaron
ción fuese verdadera se requería q u e el pan fuese con- toda su atención en la autoridad de las Escrituras y de
vertido en el cuerpo de Cristo, y esta es la transustan- la Iglesia, persuadidos de q u e Dios p u e d e hacer m u -
ciacion q u e nos enseña la fe, y q u e consiste en la con- chas mas cosas q u e las q u e es capaz de comprender
versión de la sustancia del pan en la del cuerpo del nuestra limitada inteligencia. Si no podemos penetrar
Salvador; así es que en el mismo instante q u e acaban los secretos de los seres criados, ¿cómo p u d i é r a m o s com-
de pronunciarse las palabras de la consagración, deja prender hasta q u é p u n t o se extiende, ó no el poder de
el p a n de tener su sustancia, y bajo las especies de tal Dios q u e es el Señor de las criaturas, y de toda la na.
entra la sustancia del cuerpo. Ilay pues dos extremos t u r a l e z a ? Sin embargo, veamos las dificultades que se
en la c o n v e r a o n , el uno q u e deja de ser, y el otro que nos oponen. Los q u e niegan la presencia real de Jesu-
comienza á existir en el mismo momento en que con- cristo en la Eucaristía dicen que por grande que sea
cluye el p r i m e r o ; de otra m a n e r a , si precediese el
la omnipotencia de Dios, no puede hacer cosas q u e re- presencia de Cristo no proviene de la multiplicidad de
pugnen ; ¿ y no r e p u g n a , añaden, que Cristo esté al mis- su cuerpo en muchos lugares, sino d é l a multiplicidad
mo tiempo en el ciclo y en la t i e r r a , en donde (como lo de las consagraciones del pan y del vino hechas por los
creemos) habitaría no en u n solo l u g a r sino en mu- sacerdotes en diversas partes. ¿Pero cómo p u e d e ser
chos á la vez? Hé aquí como r e s p o n d e el concilio de que el cuerpo de Jesucristo esté presente en muchos
Trento (sesión 15, c. 1) a esta dificultad de los in- lugares á la vez, sin por esto multiplicarse? Responde-
crédulos : Nec enim hcec ínter se pugnant, ut ipse Sal- mos que para probar la imposibilidad de este hecho se-
vator noster semper ad dextcram Patris in coelis assi- ria necesario q u e los que le i m p u g n a n tuvieran u n co-
deat, jnxta modum existendi naturalem; et ut multis nocimiento perfecto de los cuerpos gloriosos así como
nihilominus aliis in loéis saeramentaliter prcesens sua de los lugares, q u e comprendiesen distintamente lo que
substanlia nobis adsit, ex existendi ratione; quam etsi es u n l u g a r , y qué existencia p u e d a n tener los cuerpos
verbis vix exprimere possumus: possibilem lamen esse gloriosos. Pero si estas cosas exceden el alcance de
Deo, eogitatione per fidem illustrata, assequi possumus, nuestra inteligencia, ¿ q u i é n se atreverá á negar que el
et eonstaniissime credere clebemus. Enseña pues el con- cuerpo del Señor pueda estar presente en muchos lu-
cilio q u e el cuerpo de Cristo está en el cielo de una gares, despues de habernos revelado Dios por las divi-
manera natural, y en la tierra d e u n a m a n e r a sacramen- nas Escrituras, que Jesucristo está realmente presente
tal ó sobrenatural q u e no p u e d e c o m p r e n d e r n u e s t r a en toda la hostia c o n s a g r a d a ? Mas dicen todavía que es
limitada inteligencia; como t a m p o c o comprendemos u n a cosa que no pueden c o m p r e n d e r ; y nosotros les re-
que en la Trinidad haya tres personas y u n a sola esen- petimos de nuevo, q u e precisamente porque no p u e d e
cia, y en la Encarnación del Verbo u n a sola persona di- nuestro entendimiento comprenderlo, es por lo que la
vina en Jesucristo que t e r m i n e la naturaleza divina y Eucaristía es un misterio de fe, y que no pudiendo lle-
humana. gar á comprenderlo, es u n a temeridad i m p u g n a r que
sea posible, en razón á q u e por u n a parte nos lo ha re-
55. Insisten diciendo que r e p u g n a á u n cuerpo h u - velado Dios, y por otra que no podemos fallar por las
mano el estar multiplicado en m u c h o s lugares á la vez. solas luces de nuestra razón sobre cosas que la misma
Respóndese á esto que el c u e r p o de Jesucristo no se razón no concibe.
multiplica en la Eucaristía p o r q u e el Señor no habita
54. Dicen también que es absurdo que el cuerpo de
en ella definitive, como si estuviera determinado y cir- Jesucristo esté bajo las especies sin extensión y sin su
cunscrito á u n l u g a r ; sino q u e está allí sacramental- cuantidad, puesto que es de esencia de u n cuerpo que
mente bajo las especies del p a n y del vino, de suerte sea extenso, y que Dios mismo no puede privar á las
q u e en todos los lugares en d o n d e se hallen las especies cosas de lo que las es esencial; por consiguiente, a ñ a -
del pan y del vino consagrados, se halla también Jesu- den, no puede existir el cuerpo de Jesucristo sin ocupar
cristo realmente presente. La multiplicidad pues de la
u n espacio correspondiente á su cuantidad, ni hallarse cir, según la medida de la cuantidad propia q u e corres-
en u n a pequeña hostia y en cada u n a de sus p a r ü c u l a s , p o n d e á la de lugar, sino que está allí, como ya hemos
como nosotros afirmamos. Respóndese á esto q u e aun- dicho sacramentalilcr, por modo de sustancia. De aquí
que no p u e d e Dios destruir la esencia, p u e d e no obs- es que Jesucristo no ejerce en el sacramento n i n g u n a
tante privarla de sus propiedades : no puede quitar al acción dependiente de los sentidos, y a u n q u e produzca
fuego su esencia; pero está en su poder el p m a r l e de los actos del entendimiento y de la voluntad, no ejerce
la propiedad de q u e m a r , como acaeció en la persona de sin embargo los actos corporales de la vida sensitiva,
Daniel y de sus compañeros, q u e arrojados al horno, q u e requieren en los órganos del cuerpo cierta exten-
salieron de él ilesos. Así, a u n q u e Dios no pueda hacer sión exterior y sensible.
q u e exista un cuerpo sin extensión, y sin la cuantidad 56. También es falso que Jesucristo esté en el sacra-
q u e le es propia, puede hacer sin embargo q u e este m e n t o sin extensión : su cuerpo está allí realmente, y
cuerpo no ocupe lugar, y que se halle entero en cada extenso ; pero su extensión no es exterior, ni sensible,
parte de las especies sensibles q u e le contienen, a la n i local, es interna relativamente á sí mismo, y así,
m a n e r a de sustancias. Así, pues, del mismo modo que a u n q u e todas las partes se encuentren en el mismo l u -
la sustancia del pan y del vino existía antes bajo sus g a r , sin embargo ninguna se confunde con la otra. Je-
propias especies sin ocupar lugar, y toda entera en ca- sucristo conserva pues en el sacramento su extensión
da parte de las especies, así también el cuerpo de Cris- i n t e r n a ; pero en cuanto á la extensión exterior y local,
to en el cual se convierte la sustancia del p a n , t a m - ni es extenso, ni divisible, y está todo entero en cada
poco ocupa lugar, y se halla todo entero en cada parte parte de la hostia á la m a n e r a de las sustancias, sin
de las especies. Hé aquí como se expresa santo Tomas ocupar lugar como ya se ha dicho. Por consiguiente no
(3 p Q- 76, a r t . 1) : Tota substantia corporis Christl ocupando lugar el cuerpo del Señor, no puede moverse
continelur in hoe sacramento post consecralionan, sicut de u n punto á otro ; y si experimenta algún movimien-
ante consecralionem continebatur ibi tota substantia par to acaece esto de un modo accidental, á consecuencia
nis Y añade (3 p., Q. 76, art. 1 ad 3) : Propria antera del q u e experimentan las especies que le contienen. A
totalitas substantia• continetur indifferenter in pauca nosotros m i s m o s nos sucede q u e cuando nos movemos,
vel magna quantitate, unde et tota substantia corporis el el cuerpo y el alma se mueven á la vez, a u n q u e esta sea
sanquinis Chrisú conlinetur in hoe sacramento incapaz de lodo punto de ocupar lugar. Por otra parte
la Eucaristía es u n sacramento de fe, mysterium fidei;
55. Esto supuesto es falso q u e el c u e r p o de Jesu- así, pues, como no comprendemos tantas cosas que la
cristo esté en la Eucaristía sin su c u a n t i d a d ; está ver- fe nos enseña, depongamos la pretensión de querer
daderamente en ella con toda su cuantidad, no de una c o m p r e n d e r todo lo q u e la fe nos dice de este sacra-
m a n e r a natural, sino s o b r e n a t u r a l m e n t e ; por esta ra- mento p o r medio de la Iglesia.
zón no se halla en la Eucaristía circumscnptive, es de-
37. Pero se nos objeta : ¿ c ó m o p u e d e n existir los que está contenido, y en tal sentido deben entenderse
accidentes del pan y del vino, s i n su sustancia y sugeto? estas palabras de san Juan Crisóstomo (Hom. 60, ad
A esto se responde que es u n a g r a n cuestión el saber si pop.) : Ecce eum vides, ipsum tangis, ipsam manducas.
los accidentes son distintos d e la materia : la opinion 38. También es de fe contra los luteranos, q u e Je-
mas general está por la a f i r m a t i v a ; por lo demás, sin sucristo está en la Eucaristía de u n a manera perma-
entrar en esta discusión, los concilios de Letran, de n e n t e , y antes de la comunion actual como lo declara
Florencia y de Trento dieron el n o m b r e de especies á el concilio de Trento, que al mismo tiempo alega la
esta clase de accidentes. Estos accidentes ó especies no razón : In Eucharistia ipse auctor unle usum est; non-
p u e d e n , según las leyes o r d i n a r i a s de la naturaleza, dum enim Eucliarisúam de manu Domini Apostoli sus-
existir sin s u g e t o ; pero sí en v i r t u d de una ley extraor- ceperant, cum vere lamen ipse affirmaret corpas suum
dinaria y sobrenatural. Según l a regla ordinaria, la h u - esse quod prcebebat (sess. 15, cap. 5). Y así como Jesu-
m a n i d a d no puede existir s i n s u propia sustancia, y sin cristo está en la Eucaristía antes del uso, lo está tam-
embargo es de fe que la h u m a n i d a d de Cristo no tuvo bién despues, como se definió en el cánon IV : Si quis
la subsistencia h u m a n a , sino ú n i c a m e n t e la divina que dixerit... in hostiis, seu particulis consecralis, quiepost
f u e la persona del Verbo. Así c o m o la h u m a n i d a d de communionem reservantur, vel supersunt, non remanere
Cristo u n i d a hipostáticamente al Verbo subsistió sin la verum corpus Domini; analhema sil.
persona h u m a n a , así p u e d e n e x i s t i r en la Eucaristía 59. Se prueba esto 110 solamente por la autoridad y
las especies sin sugeto, es d e c i r , sin la sustancia del por la razón, sino también por la antigua práctica de la
p a n , puesto q u e su propia s u s t a n c i a se convierte en el Iglesia, puesto q u e en los primeros siglos se daba la
cuerpo de Jesucristo. Nada t i e n e n de real estas espe- comunion por causa de las persecuciones, a u n en las
cies ; pero por un efecto de l a omnipotencia divina lle- casas privadas, y en las grutas, como escribe Tertuliano
n a n las funciones de su p r i m e r sugeto, y obran como (1. 2 ad Uxor., c. 5 ) : Non sciet maritus, quid secreto
si todavía retuviesen la s u s t a n c i a del p a n y del v i n o ; y ante omnem cibum gustes; et si sciverit panem, non il-
a u n cuando se corrompan, ó e n ellas se formen insec- lum esse credal, qui dicitur, á saber, el cuerpo de Cristo.
tos, estos insectos provienen d e u n a nueva materia San Cipriano (Tract. de lapsis) atestigua lo mismo, y re-
criada por Dios; y entonces, c o m o ensena santo Tomás fiere que en su tiempo llevaban los fieles consigo la
(5 p., Q. 76, a. 5 ad 5), deja J e s u c r i s t o de estar presen- Eucaristía á sus casas para comulgar en ocasion opor-
te. Por lo q u e hace á la sensación que experimentan tuna. Escribiendo san Basilio (Ep. 289 ad Csesar. Patri-
nuestros órganos, el cuerpo d e Jesucristo en la Euca- ciam) á Cesaría Patricia, la exhorta, en virtud de que la
ristía, ni se vé, n i se toca i n m e d i a t a m e n t e en si mismo, persecución no la p e r m i t í a c o n c u r r i r á la comunion pú-
puesto que no está allí de u n a m a n e r a sensible, sino blica, á guardar en su casa la Eucaristía, á fin de q u e
de una m a n e r a mediata, en c u a n t o á las especies bajo pudiese comulgar en caso de peligro. San Justino (apol.
2 , p. 97) m á r t i r dice q u e los diáconos llevaban la Eu- tener presente los sacerdotes cuando distribuían al pue-
caristía á los ausentes. San Irene® (ep. ad Vict. Pont.) blo la Eucaristía f u e r a de la misa. El papa Paulo V
se q u e j a al papa Victor de que habiendo omitido cele- confirmó este ritual en 1 6 1 4 ; h é aquí lo q u e prescribe
b r a r la pascua, habia privado por ello de la comunion el capítulo de sacram. Eucharislice: Sácenlos curare
á u n gran n ú m e r o de sacerdotes q u e no pudieron ir á debet, ut perpetuo aiiquot particular consecralie eo nu-
las asambleas públicas, en razón á que entonces se les mero, quie usui infirmorum, et aliorum (nótense estas
enviaba á estos sacerdotes la Eucaristía en señal de paz. palabras) fidelium, communioni satis esse possint, con-
Hé aquí las palabras del santo : Cum tomen qui te pne- serventur in píxide. Vemos también q u e Benedicto XIV,
cesserunt, prcesbytéris, quamvis id minime observareni, en su carta encíclica Certiores dada el 12 de noviembre
Eucliaristiam transmiserunl. San Gregorio Nazianceno de 1742, a p r u e b a claramente el uso de darla comunion
(Orat. 11) refiere que Orgonia, su h e r m a n a , estando con fuera de la misa, como se ve por estas p a l a b r a s : De
m u c h a fe delante del Santísimo Sacramento q u e lleva- eodem sacrificio participant, prceter eos quibus a sacer-
ba guardado consigo, fue librada de u n a enfermedad dote celebrante tribuitur in ipsa rnissa partió victima; a
q u e padecia. Cuenta san Ambrosio (Orat. de obitu fra- se oblatie, ii etiam quibus sacerdos Eucliaristiam prce-
t r i s Satyri) q u e llevando san Sátiro colgada del cuello la servari solilam ministrat.
santa Eucaristía fue preservado del naufragio. 4 1 . Sobre esto conviene advertir que corre entre el
/¿O. Ademas de estos ejemplos cita otros muchos el público u n cierto decreto de la sagrada congregación
sabio Padre don Agnello Cirilo en su libro i m p r e s o el de Ritos del 2 de setiembre de 1741, por el cual se
año último, cuyo título es Ragguagli Tlieologici, e t c . ; prohibe el dar la comunion en las misas de d i f u n t o s
hacia la página 533. Hace ver allí con poderosas razo- con hostias preconsagradas, y reservadas en el taberná-
nes cuán falta es de f u n d a m e n t o la opinion de u n autor culo, á causa de no ser permitido el dar la bendición
m o d e r n o anónimo, que quiere no sea permitido admi- con o r n a m e n t o s negros á los que reciben la Eucaristía.
nistrar la comunion f u e r a de la misa con hostias pre- Pero el Padre Cirilo, de quien hemos hablado, escribe
eonsagradas, y conservadas en el tabernáculo. Prueba en la página 568 q u e no obliga dicho decreto : por no
Mabillon (Liturg. Gall., 1. 2, c. 9, n. 26) que el uso de haber sido aprobado por el soberano pontífice que lo
dar la comunion fuera de la misa se estableció en la era entonces Benedicto XIV. Y, en efecto, há lugar á
iglesia de Jerusalen desde el t i e m p o d e san Cirilo, deducir esta consecuencia si se considera q u e este m i s -
porque no era posible celebrarla todas las veces que mo pontífice siendo todavía arzobispo de Bolonia,
deseaban comulgar los peregrinos que en gran número aprobó en su libro sobre el sacrificio de la misa la opi-
c o n c u r r í a n á los santos lugares. Pasó esta costumbre nion del sabio Merati, que quería pudiera darse la co-
desde la iglesia oriental á la de occidente y el año munion en las misas de difuntos con hostias preconsa-
1554 Gregorio XHI ordenó en s u r i t u a l lo q u e debian grculas; y q u e habiendo sido papa en seguida, no se
tomó el trabajo de retractar su parecer, a u n q u e publi-
case de nuevo el mismo tratado de la misa, lo q u e no la feria cuarta y sexta, cuando se purificaba el c o p o n ;
h u b i e r a omitido si hubiera m i r a d o como válido, y claro es que se l a guardaba todos los demás dias, ade-
hubiera aprobado el pretendido decreto que se dió du- mas que se conservaban también hostias para los en-
rante su pontificado. Añade el P a d r e Cirilo que supo fermos. Objetan ademas q u e Jesucristo no pronunció
p o r u n consultor de la misma congregación de Ritos, estas palabras : Iioc est Corpus meum antes de la m a n -
q u e a u n q u e tal decreto se hubo f o r m u l a d o el año 1751^ ducación, sino despues, como lo refiere san Mateo (26,
sin embargo habiendo rehusado m u c h o s consultores el 26) : Aecepit Jesús panem, et benecliocit, ae fregit,
firmarlo, se suspendió, y no f u e p u b l i c a d o . cleditque discipulis suis, et ait: acápite et comedite: hoc
est corpus meum. Se responde con Belarmino, que en
4 2 . Volviendo ahora á los sectarios q u e niegan la
este texto no debemos atenernos al orden de las pala-
presencia de Jesucristo fuera del uso, no veo qué pue-
bras, puesto q u e relativamente á la Eucaristía es dife-
dan responder al concilio I de Nicea, que en el cánon
rente según los evangelistas. Hablando san Marcos (16,
XIII ordena q u e se administre en todo tiempo la c o m u -
25) de la "consagración del cáliz, d i c e : Et acceplo cá-
nion á los m o r i b u n d o s ; decreto q u e no podría c u m -
lice. •. et biberunt ex illo omnes, et ait illis: Ilic est san-
plirse si no se conservara la Eucaristía. Lo mismo se
guis meus; lo q u e daria á creer q u e las palabras Hic
mandó especialmente por el concilio IV de Letran, cánon
est sánguis meus, h a b r í a n sido dichas también despues
20, en donde se lee : Statuimas, quod in singulis cccle-
de la recepción de la s a n g r e ; pero es indudable por el
siis clirisma et Euófiarisüa sub fulei custodia conserve-
contexto de los evangelistas, ( p e el Señor pronunció
tur. Y mas tarde fue confirmado esto mismo por el con-
estas palabras : Hoc est corpus meum, y estas : Hic est
cilio de Trento, sesión XIII, capítulo 6. Los griegos
sanguis meus.
conservaban desde los primeros siglos la Eucaristía en
custodias de plata, hechas en f o r m a de palomas ó de
torrecitas que colgaban encima d e los altares, como se § IY.
ve en la vida de san Basilio, y en el testamento de P e r -
De la materia y forma del sacramento de la Eucaristía.
p e t u o , obispo de Durs (Vide T o u r n . , t . 2 d e E u c h . ,
p. 165. n. 5.
44. En c u a n t o á la materia de la Eucaristía todos
45. Oponen los adversarios lo q u e refiere Nicéforo
convienen en q u e 110 se debe emplear otra sino aquella
(Hist. 1. 17, c. 25), que en la iglesia griega se acostum-
de q u e se sirvió Jesucristo, es decir, el pan común de
braba á distribuir á los niños los fragmentos que q u e -
trigo, y el vino de la vid, como se ve p o r los evangelios
daban despues de la comunion ; de lo que infieren
de san Mateo (26, 26), de san Marcos (14, 12), de san
que no se conservaba la E u c a r i s t í a . Respóndese que
Lucas ( 2 2 , 1 9 ) , y por san Pablo (1 Cor. 11, 27). Tal ha
esto no se practicaba todos los dias, sino únicamente
sido la práctica constante de la iglesia católica, la que
tomó el trabajo de retractar su parecer, a u n q u e publi-
case de nuevo el mismo tratado de la misa, lo q u e no la feria cuarta y sexta, cuando se purificaba el c o p o n ;
h u b i e r a omitido si hubiera m i r a d o como válido, y claro es que se l a guardaba todos los demás dias, ade-
hubiera aprobado el pretendido decreto que se dió du- mas que se conservaban también hostias para los en-
rante su pontificado. Añade el P a d r e Cirilo que supo fermos. Objetan ademas q u e Jesucristo no pronunció
p o r u n consultor de la misma congregación de Ritos, estas palabras : Hoc est corpus meum antes de la m a n -
q u e a u n q u e tal decreto se hubo f o r m u l a d o el año 1751^ ducación, sino despues, como lo refiere san Mateo (26,
sin embargo habiendo rehusado m u c h o s consultores el 26) : Accepit Jesús panem, et benediocit, ac fregit,
firmarlo, se suspendió, y no f u e p u b l i c a d o . ileditque discipulis suis, et ait: acápite et comedite: hoc
est corpus meum. Se responde con Belarmino, que en
4 2 . Volviendo ahora á los sectarios q u e niegan la
este texto no debemos atenernos al orden de las pala-
presencia de Jesucristo fuera del uso, no veo qué pue-
bras, puesto q u e relativamente á la Eucaristía es dife-
dan responder al concilio I de Nicea, que en el cánon
rente según los evangelistas. Hablando san Marcos (16,
XIII ordena q u e se administre en todo tiempo la c o m u -
25) de la "consagración del cáliz, d i c e : Et ucceplo cá-
nion á los m o r i b u n d o s ; decreto q u e no podría c u m -
lice. •. et biberunl ex illo omnes, et ait illis: Ilic est san-
plirse si no se conservara la Eucaristía. Lo mismo se
guis meus; lo q u e daria á creer q u e las palabras Hic
mandó especialmente por el concilio IV de Letran, cánon
est sanguis meus, h a b r í a n sido dichas también despues
20, en donde se lee : Statuimas, quod in singulis cccle-
de la recepción de la s a n g r e ; pero es indudable por el
siis clirisma et Euófiarisüa sub fulei custodia conserve-
contexto de los evangelistas, ( p e el Señor pronunció
tur. Y mas tarde fue confirmado esto mismo por el con-
estas palabras : Hoc est corpus meum, y estas : Hic est
cilio de Trento, sesión XIII, capítulo 6. Los griegos
sanguis meus.
conservaban desde los primeros siglos la Eucaristía en
custodias de plata, hechas en f o r m a de palomas ó de
torrecitas que colgaban encima d e los altares, como se § IV.
ve en la vida de san Basilio, y en el testamento de P e r -
De la materia y forma del sacramento de la Eucaristía.
p e t u o , obispo de Durs (Vide T o u r n . , t . 2 d e E u c h . ,
p. 165. n. 5.
44. En c u a n t o á la materia de la Eucaristía todos
45. Oponen los adversarios lo q u e refiere Nicéforo
convienen en q u e 110 se debe emplear otra sino aquella
(Hist. 1. 17, c. 25), que en la iglesia griega se acostum-
de q u e se sirvió Jesucristo, es decir, el pan común de
braba á distribuir á los niños los fragmentos que q u e -
trigo, y el vino de la vid, como se ve p o r los evangelios
daban despues de la comunion ; de lo que infieren
de san Mateo (26, 26), de san Marcos (14, 12), de san
que no se conservaba la E u c a r i s t í a . Respóndese que
Lucas ( 2 2 , 1 9 ) , y por san Pablo (1 Cor. 11, 27). Tal ha
esto no se practicaba todos los dias, sino únicamente
sido la práctica constante de la iglesia católica, la que
arrojó de su seno á los q u e usaron de otra materia. mosto ó el vino dulce, m a s no es permitido usar de él
Para convencerse d e esto, basta leer el-capítulo 2 4 del fuera de un caso de necesidad.
concilio III de Cartago, celebrado en 397. Estio (in 4 45. Respecto de la cantidad del p a n y del vino q u e
dist. 8, c. 6) pretende q u e se p u e d e celebrar con toda debe consagrarse, basta q u e sea sensible p o r pequeña
clase de p a n sea del trigo, centeno, cebada ó de es- q u e se la suponga ; sin embargo debe ser cierta, deter-
p e l t a ; pero según santo Tomás (3 p . , Q. 74, a r t . 3 ad 2) minada, y estar moralmente presente. Según la inten-
solo el pan de trigo propiamente dicho es el que puede ción de la iglesia y la doctrina de santo Tomás (3. p . ,
ser materia de la consagración, y sin embargo a d m i t e Q. 74, a r t . 2) no deben consagrarse m a s hostias que las
el pan d e centeno : hé aquí sus palabras : Et ideo si qua necesarias para los que quisieran comulgar en el inter-
frumento, sunt, quce ex semine tritici generari possunt, valo de tiempo d u r a n t e el cual p u e d e n conservarse
sicut ex grano tritici seminato malis terris nascitur si- las especies del pan y del vino, sin que empiecen á
ligo, ex tali frumento pañis confectus potestesse materia corromperse. Pedro de Marca (diss. posthuma de sacrif.
hujus sacramenti. Pero desecha las otras especies d e missee) deduce de esto que si un sacerdote quisiera con-
grano de q u e h e m o s hablado; y esta opinion debe se- sagrar todos los panes de una tienda, seria nula la con-
guirse rigorosamente. ¿Y este p a n debe ser ácimo sagración; otros sin embargo no la consideran mas que
corno el de que usamos los latinos, ó fermentado como ilícita, y no inválida. La misma duda ocurre respecto
el que emplean los griegos? Esta es u n a gran cuestión de un sacerdote q u e consagrase por prácticas de magia,
agitada e n t r e los sabio*, y q u e todavía está indecisa, ó para exponer al j u g u e t e de los incrédulos el pan con-
como puede verse en Mabillon, Sirmond, el cardenal sagrado.
Bona y otros; p o r lo demás, es cierto que la consagra- 4 6 . Vengarnos á la forma de la Eucaristía. Según
ción es valida en u n o y otro caso; pero en el dia está Lutero (1. de Abrog. missa) estas palabras de Cristo:
prohibido á los latinos el consagrar con p a n f e r m e n t a - Hoc est coi-pus meum, no bastan para consagrar la E u -
do, y á los griegos con pan ácimo, como lo d e t e r m i n ó caristía, sino que es necesario recitar toda la l i t u r g i a .
el concilio de Florencia el ano 1429 : Definimus in azy- Calvino (Inst. 1. 4 , c. 17, \ 39) dice que estas palabras
mo, sive in fermentato pane tritíceo corpus Christi ve- no son necesarias para consagrar, sino únicamente para
raciter confia, sacerdotesque in alterutro ipsum Domini excitar la fe. Algunos griegos cismáticos, según refiere
corpus conficere debent unumquemque scUiceljuxta suco Arcudius (1. 3, c. 28) pretendieron que estas mismas
ccclesice occidentalis sive orientalis, consuetudinem. En p a l a b r a s : hoc est, etc., proferidas u n a vez por Jesucristo,
seguida la materia para la consagración de la s a n g r e bastan por sí m i s m a s para la consagración de todas las
debe ser vino común exprimido de racimos m a d u r o s ; hostias.
de lo cual se sigue q u e no puede emplearse ni el agraz,
4 7 . E n t r e los católicos h u b o algunos q u e creyeron
ni vino cocido, ni vinagre, a u n q u e sí validamente el
q u e Jesucristo consagró con la bendición secreta é in-
terior, sin palabra alguna, y con su poder soberano; disertis ac perspicuis verbis testatus esl : qtue verba a
pero que d e s p u é s determinó la forma que debian ob- sanctis evangelistis commemorata, et a divo Paulo postea
servar los hombres al consagrar. Tal fue la opinion de repelita, cum propriam Mam et apertissimam significa-
Inocencio III (1. 4 Myst., c. 6) y de Durando (1. 4. de tionem prce se ferant, secundum quam a patribus i mel-
d | offic., c. 41, n . 15) ; pero nadie la defendió con icela sunl, etc. ¿Y cuáles f u e r o n las palabras citadas
mas vigor que Catarino (Ap. T o u r . , comp. de Euch., por los evangelistas, q u e llevan evidentemente consigo
Q. 2, a. 6, p. 184). Sin e m b a r g o , como observa el car- su significación, y por las que atestigua claramente
denal Gotti, esta opinión no tiene p a r t i d a r i o s ; y aun Jesucristo q u e daba á sus discípulos su propio cuerpo,
hay quienes la califican de temeraria. El verdadero sino estas : Acápite, et comedi% hoc est corpus meum?
sentimiento y g e n e r a l m e n t e seguido enseña con santo F u e pues con estas palabras y no con otras con las
Tomás (5 p . , Q. 78, a. 1), q u e Jesucristo consagró pro- cuales convirtió el Señor el pan en su cuerpo como
firiendo estas palabras : Hoc est corpas meum, lúe est observa san Ambrosio (de Sacrano, 1. 4, c. 4) : Conse-
sanguis meus. Y de esta m a n e r a consagran ahora los cratio igitur quibus verbis est, el cujus sermonibus?
sacerdotes, profiriendo las m i s m a s palabras en persona Domini Jesu. Namreliqua omnia, quie dicuntur, lauclem
de Cristo; y esto no solamente narrative, sino también Deo deferunt, oratio priemiltitur pro populo, pro regi-
significative, aplicando su significación á la materia bus, pro cceteris; ubi venitur ut conficiatur venerabile
presente, como enseñan los doctores con santo Tomas sacramentum, jara non sais sermonibus sácenlos, sed
( 5 p . , Q. 78, a r t . 5). titilar sermonibus Christi : Refiriendo san J u a n Crisòs-
tomo (hom. 1 de p r o d . Judai) estas palabras, hoc est
4 8 . Quiere ademas Catarino que para consagrar sea
corpus meum, dice : Hoc verbum Christi transformat
necesario u n i r á las palabras referidas del Señor, las
ea quie proposita sunt. San J u a n Damasceno enseña lo
oraciones que las preceden e n t r e los latinos, y las que
mismo : Dixit pariter Deus, hoc est corpus m e u m ,
las siguen entre los griegos. El p a d r e L e b r u n , del ora-
ideoque omnipotenii ejus prcccepio, doñee venial, e f f i -
torio (t. 5 r e r . liturg., p. 212), suscribió á esta opinion.
citur.
Pero enseñan los teólogos c o m u n m e n t e con santo Tomás
(5 p . , Q. 78, a o), q u e Jesucristo consagró con las mis- 4 9 . Ademas, añade el mismo concilio, capítulo III :
mas palabras d e q u e al p r e s e n t e se sirven los sacerdotes El semper hcec fules in ecclesia Dei fuit, statini post
para consagrar; y que la recitación de las oraciones consecrationem veruni Domini nostri corpus, verumque
insertas en el canon de la misa es ciertamente de pre- ejus sanguinem sub panis et vini specie existere
cepto, mas no se requiere para la validez del sacramento. ex vi verborum. Luego en fuerza de las palabras (de
El concilio d e T r e n t o en la sesión x m , capítulo i, declara las referidas por los evangelistas) inmediatamente des-
que el Salvador : Post pañis vinique beneclictionem se pues de la consagración el pan se convierte en el cuerpo
suum ipsius corpus Mis prwbere, ac suum sanguinem y el vino en la sangre de Jesucristo. Hay u n a gran dife-
rencia entre esta proposicion : IIoc est corpus meum, san Agustín (serm. 28 de Verb. dom.) q u e la oracion
y esta otra : Qucesumus facere dignáis, ut nobis fíat mística con la cual había dicho (1. 5 de T r i n . , c. 4) q u e
corpus Jcsu Cliristi; ó ya simplemente, como dicen los se. hace la Eucaristía, consiste en estas palabras de
g r i e g o s : Fac hunc panem corpus Cliristi; porque la Cristo: Hoc est, etc., así como se llaman oraciones las
primera significa q u e el cuerpo de Cristo está presente f o r m a s de los otros sacramentos, porque son unas pa-
en el mismo momento en que es proferida, mientras la labras sagradas q u e tienen la virtud de obtener d e
segunda no expresa mas q u e u n a simple oracion á fin Dios el efecto del sacramento. Oponen ademas algunas
de obtener que la oblata se convierta en el cuerpo de liturgias como la de Santiago, de san Marcos, de san
Jesucristo, con u n sentido no determinado sino suspen- Clemente, de san Basilio y de san Juan Crisòstomo, en
dido. El concilio dice q u e la conversión del pan y del donde parece q u e se requieren para la consagración
vino en el cuerpo y sangre de Cristo se efectúa ex vi de la Eucaristía, ademas de las palabras de Cristo, otras
verborum y no ex vi orationum. San Justino escribe oraciones tales como la del cánon : Qucesumus..... et
(apol. 2 ) : Eucharistiam confia per preces ab ipso Verbo nobis corpus et sanguis fiat dilectissimi Filii luí, etc.
Dei profecías; y despues añade q u e estas oraciones son Esta oracion se hace también en la misa de los griegos ;
hocest corpus meum. Y ya sabemos q u e la oracion que pero como observa Belarmino (1. 4. de E u c h , c. 19),
se hace en el cánon, no f u e proferida ab ipso Verbo Dei. preguntados los griegos por Eugenio IV, a qué fin aña-
Igualmente se lee en san Ireneo (1. 5, c. 2 ) : Quando dian despues de las palabras Hoc est corpus meum, é
mixlu.s calix, et faclus pañis percipit Verbum Dei, fu lúe est sahguis, etc., estas otras : ut nobis fíat corpus, etc.,
Eucharislia corporis Christi. No se ve q u e Jesucristo respondieron que hacian esta oración no para q u e fuese
haya proferido en la consagración otras palabras q u e válida la consagración, sino á fin de que el sacramento
estas : Iíoc est corpus meum, lúe est sanguis meus. aprovechase á las almas q u e la recibían.
Así q u e , bien considerado todo, resulta q u e la opinion 51. Con esto dicen los teólogos (Salm., 1. 9. tract.
del padre Lebrun no es sólidamente probable. 15, p. 88. — T o u r n . de E u c h . Q. 4 , art. 6, p. 190,
vers. Qmer.) q u e no es de fe que Jesucristo haya con-
50. Se nos objetan q u e dicen muchos padres se hace
sagrado con las solas palabras q u e hemos citado, y q u e
la consagración por las oraciones. Respóndese á esto que
haya querido q u e con ellas solas consagrasen los sacer-
entienden por oraciones las mismas palabras de Cristo:
dotes ; p u e s t o q u e a u n q u e este sentimiento sea c o m ú n ,
IIoc est corpus meum, como lo observa san Justino
y por otra parte muy conforme á los del concilio de
(apol. 2) q u e dice expresamente q u e las oraciones con
T r e n t o ; sin embargo no ha sido declarado de fe por
las cuales se hace laEucaristía, son las palabras liocest,
n i n g ú n cánon de la iglesia; y también q u e aun cuando
ele San Ireneo (1. 4 , c. 24. y 1. 5, c. 2) liabia dicho ya
los "santos padres le hayan dado mucho crédito por su
que la invocación divina con la cual se hace la Euca-
autoridad, sin embargo no enseñaron que fuese cierto
ristía, es la palabra de Dios mismo. Y mas tarde escribía
con u n a certeza de fe. Tanto mas, según el testimonio bras q u e siguen no pertenecen á la esencia, sino ú n i -
de Alfonso Salmerón, q u e instado el concilio d e T r e n t o camente á la integridad de la forma : por manera que
á que explicase cuál es la forma de la que se sirvió pro- el sacerdote que omitiese estas palabras pecaria grave-
piamente Jesucristo p a r a consagrar, juzgaron oportuno m e n t e ; pero no seria p o r ello menos válida la con-
los p a d r e s n o d e f i n i r l a , y T o u r n e l i ( l o c . c i t . , p. 1 9 1 , v e r s . sagración.
Dices. I) responde á todas las objeciones que pueden 52. Conviene saber que el concilio de Trento en la
oponer los que q u i s i e s e n hacer de ella u n a proposicion sesión 22 condenó con nueve cánones, otros tantos er-
de fe. Mas si este s e n t i r no es cierto con una certeza de rores de los novadores relativamente al sacrificio de
fe, no se p u e d e d u d a r q u e es común (S. T h o m . , 5 p . , misa. Consisten en decir : 1° que la misa no es u n ver-
Q. 78, art. 1 ad 4), y m o r a l m e n t e c i e r t o ; y no podría dadero sacrificio, ó que se la ofrece únicamente para
decirse que el s e n t i r contrarío fuese sólidamente pro- administrar la Eucaristía á los fieles; 2° q u e por estas
bable. Por esto p e c a r í a gravemente el sacerdote que p a l a b r a s : Hoc facite in meam commemoralionem, no
omitiese las oraciones q u e p r e c e d e n ; pero consagraría estableció Jesucristo á los apóstoles sacerdotes, y que no
válidamente p r o f i r i e n d o las solas palabras pronunciadas ordenó que los sacerdotes ofreciesen su cuerpo y su
por Jesucristo. S o b r e si en la consagración de la sangre, s a n g r e ; 5 o q u e la misa es solamente u n sacrificio de
ademas de estas p a l a b r a s : His estcalix sariguinis mei, acciones de gracias, ó u n a simple memoria del sacri-
son esenciales las o t r a s que están señaladas en el misal, ficio de la cruz, y no u n sacrificio propiciatorio; y que
es también u n a g r a n cuestión entre los autores, que no aprovecha sino al que c o m u l g a ; 4 o q u e p o r este
p u e d e n c o n s u l t a r s e en nuestra Teología moral (Lig. sacrificio se deroga el de la C r u z ; 5 o que es u n a im-
Theol. m o r a l . , t . 2 , lib. 6 d e E u c h . , c. 1, d u b . 6 , Q . 2, postura celebrar en honor de los santos, y para obtener
n . 2 2 3 , edit. Bass.). Muchos están por la afirmativa y su mediación cerca de Dios; 0° que el cánon contiene
pretenden tener d e su parte á santo Tomás que dice (in e r r o r e s ; 7 o q u e las ceremonias, ornamentos, y otros
4 dist. 8., Q. 2, a r t . 2 , Q. 2) : Et ideo illa quce sequun- signos exteriores empleados por la iglesia católica son
tur, sunt essentialia sanguini, prout in hoc sacramento cosas que conducen á la i m p i e d a d ; 8° q u e las misas
consecratur; et ideo oporlet, qvot sint de substantia privadas en que solo comulga el sacerdote son ilícitas ;
formce. Pero la opinion opuesta es mas c o m ú n , y los 9° q u e el uso de p r o n u n c i a r en voz baja u n a parte del
que la sostienen d i c e n que e n m a n e r a alguna está contra cánon debe ser condenado, y q u e todo debe recitarse
ellos santo T o m á s , en razón á que enseña el santo que en lengua v u l g a r ; y ademas que no se debe mezclar el
las palabras q u e siguen pertenecen á la sustancia, mas agua con el vino en el cáliz. — Contra estos errores h e
no á la esencia d e la forma ; en vez de q u e hablando de escrito extensamente en mi libro titulado : Opera
las palabras q u e preceden, dice que pertenecen á la dogmatica contra gli erelici pretesi riformati, en la
esencia de l a f o r m a : de donde concluyen q u e las pala- sesión veinte y dos.
perdió con él toda su posteridad : por esto, según Cal-
vino, el libre albedrio no es m a s q u e u n titulo sine re.
Pero este error f u e condenado por el concilio de Trento
(sess. 6, canon 3), que dice : Si quis hominis arbitrimi
post Ad® peccatum a m i s s u m et e s t i n c t u m esse dixerit,
DISERTACION UNDÉCIMA.
aut rem esse de solo ùlulo, imo litulum sine re, figmen-
tum denique a Satana inveetum in ecelesiam : anathema
REFUTACION DE LOS ERRORES DE LUTERO Y DE CALVINO.
sit.

<M> 2. Hay en el libre albedrio dos libertades, la u n a lla-


mada de contradicción, q u e consiste en hacer una cosa,
SUMARIO D E LOS PUNTOS PRINCIPALES. ó d e j a r de hacerla ; y la otra d e contrariedad, q u e es la
de elegir e n t r e dos cosas contrarias, p o r ejemplo, e n -
§ 1. Hay un libre albedrio. - § I I . La ley divina no e s imposible. - § I I I .
tre el bien ó el mal. Estas dos especies de libertad h a n
' Son necesarias las obras. - § Í V . No justifica la fe sola. - § V. De la in-
certidnmhre, de la justificación, de la perseverancia y de la salud eterna.— permanecido en el h o m b r e como consta de las escritu-
§ VI. Dios no e s autor del pecado. - § VII; Dios no predestina á nadie al ras. Por de pronto poseemos la de contradicción, esto
infierno. — § VIH. La autoridad de los concilios ecuménicos e s infalible.
es, la de hacer ó no hacer el bien, lo que se demuestra
p o r m u l t i t u d de pasajes : Deus ab initio constiluit ho-
§ I- minem, et reliquit illuni in manu consilii sui. Adjecit
mandata et pnecepta sua : si volueris mandata servare,
Del libre albedrio.
conservabunt te (Eccli. 15, 14 ad 16). Poluit transgre-
dí, et non est transgressus (Eccli. 31, 10). In arbitrio
1. Como h e referido en la Historia (le las herejías,
viri erit sivè faciat, sive non faciat (Nüm. 3 0 , 1 4 ) . Non-
son i n n u m e r a b l e s los errores de Lutero,*de Calvino y
ne manens libi manebat, et venumdalum in tua erat po-
d e sus discípulos. Dn Préau hace s u b i r el n ú m e r o d é l o s
testale (Act. 5 , 4 ) ? Sub te erit appetitus ejus, et tu do-
de Calvino contra la fe á doscientos siete (cap. 11, si-
minaberis illius (Gen. 4 , 7). E n cuanto á la libertad de
glo 16, a r t . 3, § 3) ; y otro autor cuenta hasta mil cua-
contrariedad, lié aquí lo q u e se lee en las divinas Escri-
trocientos. Mi intento aquí no es mas q u e r e f u t a r los
turas. Quod proposuerim vobis vitam etmortem, bene-
errores principales tanto de Calvino como de los d e m á s
dictionem et malediclionem (Deut. 30, 19). Ante homi-
sectarios; respecto de otros puede consultarse á Belar-
nem vita et mors, bonum et mainili ; quod placuerit ci
m i n o , á Cotti y á los teólogos q u e los r e f u t a r o n . Uno de
dabilur illi (Eccli. 15, 18). Y á fin d e q u e no puedan
los errores capitales de Calvino fue decir que solo Adán
los sectarios a t r i b u i r el sentido de estos pasajes al solo
tuvo libre albedrio, y que despues no solamente m e r e - estado de la inocencia, añadamos otros q u e no pueden
ció por su desobediencia perder la libertad, sino q u e la
referirse sino á tiempos posteriores al pecado de nues- ta de necesidad, por m a n e r a que esté en su mano elegir
tro primer padre : Ut Domino serviatis, optio vobis da- lo que quiera, conforme á lo que dice el apóstol : Non
tur : cligite liodie quod placel, cui servire potissimum necessitatem habens, sed potestatem suce voluntatis
debealis utrum cliis, etc. (Jos. 24, 15). Si quis vultpost (1 Cor. 7 , 5 7 ) . Y en esto consiste lo voluntario requerido
me venire abneget semetipsum (Luc. 9 , 25). Qui statuit ya para merecer ya para desmerecer. Hé a q u í lo que
in corcle suo firmus, non habens necessitatem, potesta- dice san Agustin (lib. de ver. relig., c. 14), hablando
tem aulem habens suce voluntatis (1 Cor. 7, 57). Dedit del pecado : Peccatum usque adeo voluntarium (es decir
illi lempus, ut pcenitentiam ageret, et non vult pcenitere libre, como despues lo explica) malum est, ut nullo mo-
(Apoc. 2, 21). Si quis aperuerit mihi januam, intrabo do sit peccatum si non sit voluntarium. Y da la razón de
adillum (Apoc. 5, 20). Pudieran c i t a r s e mil otros tex- esto, diciendo : Servos suos meliores esse Deus judicavit
tos semejantes ; pero bastan los a l e g a d o s para demos- si ei servirent liberaliter; quod nullo modo fieri posset, si
t r a r q u e tiene el h o m b r e libre a l b e d r í o a u n despues del non volúntate, sed neeessitate servirent.
pecado original. Nos opone L u t e r o este pasaje de 4. Objetan que según el lenguaje de las Escrituras
Isaías : Bene, aut mate, si potestis, facite (41, 25). Pero Dios es quien obra en nosotros todo el bien que hace-
debia conocer el novador q u e el p r o f e t a no habla a q u í mos : Deus qui opercitur omnia in ómnibus (1 Cor. 12,
d e los hombres, sino de los ídolos, quienes verdadera- 6). Omnia opera nostra operatus est nobis (Is. 26, 12).
m e n t e (como dice David) de nada s o n capaces : Os ha- Ipse faciam, ut in prceceptis meis ambulelis (Ezech. 56,
bent, et non loquentur; oeulos luibent, et non videbunt, 27). Es i n d u d a b l e q u e despues del pecado no quedó
etc. (Psal. 115, 5 y sig.). extinguido el libre albedrío, a u n q u e sí debilitado y pro-
penso al m a l , como ensena el concilio de Trento : Ta-
5. Según esto para merecer ó d e s m e r e c e r no basta
metsi in eis libertan arbitrium minime extinctum esset,
como pretendian Lutero y Calvino, á los cuales se unie-
viribus licet attenuatum (sess. 6, cap. 1). También es
r o n despues los jansenistas, que el h o m b r e tenga u n a
cierto q u e Dios obra en nosotros todo el b i e n ; pero lo
libertad exenta de coaccion ó de violencia ; porque ca-
hace al mismo tiempo con nosotros, según lo que dice
balmente esta es la tercera p r o p o s i c i o n de Jansenio con-
el apóstol : Gratia Dei sum id quod sum..., sed gratia
denada como herética : Ad merendum et demerenclum
Dei mecum (1 Cor. 15, 10). Nótense estas palabras sed
in statu naturce lapsa; non requiritur in homine libertas
gratia Dei mecum : p o r la gracia preveniente nos exci-
a neeessitate, sed sufficit libertas a coactione. Si así fue-
ta Dios al bien, y p o r la auxiliante (acljuvans) nos ayu-
se, pudiera decirse q u e t a m b i é n los b r u t o s tienen un
da á hacerlo; pero quiere que unamos nuestros esfuer-
libre albedrío, pues que son llevados v o l u n t a r i a m e n t e ,
zos á su gracia, y p o r esto nos exhorta á cooperar cuan-
y sin violencia (á su manera) á s e g u i r los placeres s e n -
to podamos : Convertimini ad me (Zach. 1, 5). Facite
sibles ; mas para que el h o m b r e sea verdaderamente li-
vobis cor novum (Ezech. 18, 51). Mortifícate ergo mem-
b r e , es también necesario q u e t e n g a u n a libertad exen-
bra vestru.,., expoliantes vos veterem hominem cum ac-
§ II.
tibus suis, el induentes, etc. (Col. 3, 5 y sig.). Por la
m i s m a razón reprende vivamente á los q u e resisten á La observancia de la ley divina n o e s una cosa impasible.
sus invitaciones : Vocavi, et renuistis (Prov. 1, 24).
Quoties volui congregare filios tuos..., et noluisú (Math. 5. Suponiendo los sectarios q u e perdió el hombre el
23, 37). Vos semper spiritui sánelo resistitis (Act. 7, libre albedrio, dicen q u e se halla imposibilitado de
51). Inútiles serian estas exhortaciones, é i n j u s t a la re- guardar los m a n d a m i e n t o s , y principalmente el décimo
prensión, si Dios hiciera todo lo perteneciente á nuestra y p r i m e r o . Comenzando pues por el décimo p r e c e p t o :
salvación, sin necesidad de q u e á ella cooperemos; pe- Non concupisces, ¿ p o r q u é pretenden q u e no podamos
ro no es así. Dios es soberanamente p r u d e n t e , y si tie- observarlo? Lo hacen partiendo de una suposición f a l s a :
n e la parle principal en el bien que hacemos, quiere dicen q u e la concupiscencia en sí misma es u n pecado ;
no obstante q u e interpongamos los esfuerzos de q u e so- y llegan hasta ensenar q u e deben mirarse como pecados
m o s capaces; lo cual hacia decir á san Pablo i Abun- mortales no solamente los movimientos de la concupis-
dantius illis ómnibus laboravi non ego autem, sed gratia cencia in acta secundo, q u e previenen el consentimien-
Dei mecuni (1 Cor. 15, 10). No debe entenderse por es- t o , sino también los movimientos in acta primo, q u e
ta gracia divina, la gracia habitual que hace al alma previenen la razón ó advertencia. Pero los católicos en-
santa, sino la actual preveniente y auxiliante que nos senan con razón que los movimientos d e la concupis-
da la fuerza de obrar el b i e n ; y cuando es eficaz no so- cencia in actu primo, q u e previenen la reflexión, ni son
l a m e n t e nos comunica esta fuerza, como lo hace la gra- pecados mortales, ni veniales, sino solamente defectos
cia suficiente, sino q u e ademas nos hace obrar actual- naturales, consecuencia de la corrupción de nuestra
m e n t e el b i e n . Del e r r o r principal q u e consiste en s u - naturaleza, y q u e Dios no i m p u t a como pecados Rela-
poner aniquilado el libre albedrio á consecuencia del tivamente á los movimientos q u e previenen el consen-
pecado, derivan m u c h o s otros los novadores, á saber, timiento de la v o l u n t a d , son á lo mas faltas veníales
q u e es imposible la observancia de los preceptos del cuando descuidamos desterrarlos d e nuestro pensa-
Decálogo; q u e nuestras obras no son necesarias para la miento luego q u e de ellos nos apercibimos, como en-
salvación, porque basta la fe sola; q u e no es necesario señan Gerson y los Salmaticenses con santo T o m á s ;
en m a n e r a alguna q u e coopere el pecador á su justifi- p o r q u e entonces el peligro que p u e d e haber en dar con-
cación, u n a vez que se efectúa por los méritos de Jesu- sentimiento al mal deseo, no resistiendo positivamente,
cristo, a u n q u e el h o m b r e quede pecador : errores que n i rechazando este movimiento d é l a concupiscencia, no
r e l a t a r e m o s en los párrafos siguientes. es próximo, sino remoto. Sin embargo, exceptúan co-
m u n m e n t e los doctores con razón los movimientos de
la delectación carnal, en v i r t u d d e q u e en los de esta guerra c o n t i n u a ; de lo cual resulta que muchas veces
especie 110 basta negative se habere, como dicen los teó- 110 está en n u e s t r o poder el no sentir movimientos con-
logos, sino que debemos r e s i s t i r á ellos positivamente; trarios á la razón. ¿No se tendría por cruel al señor que
porque de otra manera, p o r poco violentos q u e sean, prohibiese á su esclavo tener sed, ó sentir los ataques
p u e d e n arrastrar fácilmente el consentimiento de nues- del f r i ó ? La ley de Moisés no castigaba mas que los d e -
tra voluntad. Por lo demás (como hemos dicho en otra litos reales y exteriores; de donde sin f u n d a m e n t o al-
parte), el solo consentimiento del deseo de u n m a l gra- guno inferían los escribas y fariseos que no estaban pro-
ve es u n pecado mortal. Ahora bien, ¿ q u i é n osará decir hibidos los pecados internos. Pero n u e s t r o Redentor
que así entendida la observancia del décimo precepto declaró f o r m a l m e n t e ^ la ley nueva que están prohibi-
sea imposible con el auxilio d e la gracia divina, la cual dos aun los malos deseos : Audislis, quia dictum est an-
j a m á s nos abandona? Si el h o m b r e se apercibe del mal tiquis : non mcechaberis. Ego autem dico vobis : Quia
deseo, y consiente en él, ó d e t i e n e con placer su pensa- omn'is, qui viderit mulierem ad eoncupiscendum eam,
miento, se hace en verdad c u l p a b l e de pecado grave, ó jam mcechatus est eam in corde suo (Matth. 5, 27 y 28);
por lo menos leve, según lo q u e el Señor nos dice : Ne y con razón, p o r q u e si 110 se rechazan los malos deseos,
sequaris in fortitudine tua concupiscentiam cordis tui difícilmente p o d r á n evitarse los actos exteriores; y re-
(Eccli. 5, 2). Post concupiscentias tuas non eas (Eccli. chazados con diligencia son mas bien materia de recom-
18, 30). Non regnet peccatum in vestro mortali corpo- pensa que de castigo. San Pablo, á q u i e n importunaba
re, ut obediatis concupiscentiis ejus (Rom. 6, 12). He el aguijón de la carne, se quejaba de esto, y pedia á
dicho al menos leve, p o r q u e u n a cosa es el placer q u e Dios con instancias que le libertase de tal e n e m i g o ; y
se tiene en el mismo objeto m a l o , y otra el que se tiene respondióle Dios q u e le bastaba su gracia : Datus est
en el simple pensamiento d e l objeto m a l o ; esta última mihi stimulus carnis mece..., propter quod ter Domi-
delectación no es por sí m i s m a m o r t a l m e n t e mala, sino num rogavi, ut discederet a me, et dixitmihi: suffieit
venialmente ; y a u n puede h a c e r l a de todo p u n t o ino- tibí gratia mea; nam virtus in infirmitate perficitur
cente u n a j u s t a razón, con t a l que se deteste el objeto (2 Cor. 12, 7 y siguientes). Nótense estas palabras, vir-
malo, y q u e ademas 110 sea i n ú t i l el pensamiento, n i su tus perfieitur. Si pues la concupiscencia es repelida, l e - *
placer exponga á peligro a l g u n o de complacerse en el j o s de lastimar n u e s t r a virtud, la da incremento. Recor-
mismo objeto m a l o ; p o r q u e si el peligro fuese próximo, demos también lo que dice el apostol, que no permitirá
la delectación seria g r a v e m e n t e culpable; pero cuando Dios que seamos tentados mas allá de lo que podemos :
nos asalta la concupiscencia sin que en ello tenga p a r t e Fidelis autem Deus est, qui non palietur vos tentarg su-
la voluntad, entonces no h a y pecado, p o r q u e Dios no pra id quod potestis, sed faeiet etiani cum tentatione
nos obliga á lo imposible. E l h o m b r e está compuesto de proventum (1 Cor. 10, 15).
la carne y del espíritu q u e n a t u r a l m e n t e se hacen u n a 6. Con mayor razón, dicen, es imposible observar el
14.
cipulorum, quod ñeque paires nostri, ñeque nos portare
p r i m e r precepto : Diliges Dominum Deum tuum ex loto
potuimus (Act. 15, 1 0 ) ? ¿No declara este apostol t e r -
corde luo. ¿ C ó m o e s posible, diceCalvino, en medio de
m i n a n t e m e n t e , dicen, q u e laley es imposible? San Pedro
u n a naturaleza corrompida, tener ocupado continua-
habla en este l u g a r de los preceptos ceremoniales de la
m e n t e todo su corazon en el amor divino? Así lo enten-
ley de Moisés, y no de los del Decálogo ; dice q u e no se
día este heresiarca; pero san Agustin (lib. de Spir. et
les deben i m p o n e r á los cristianos, en virtud de q u e
l i t . , c. 1, et 1. de Perf. j u s t . , r e s p . 17) lo explicaba de
era tan difícil su observancia á los judíos, que pocos
u n a manera muy diferente. Juzga el santo doctor q u e
los habían observado, sin embargo de q u e hubiese a l -
este precepto no puede ser llenado en toda la extensión
gunos fieles como refiere san Lucas de san Zacarías y de
d e las palabras, sino en c u a n t o « la obligación que
santa I s a b e l : Erant aulemjusti ambo ante Deum, ince-
encierra ; y q u e se le cumple amando á Dios sobre to-
denles in ómnibus mandalis, etc. ( 1 , 6 ) .
das las cosas, es decir, prefiriendo la gracia divina á
todo objeto creado. También es esta la doctrina de 8. Oponen también lo q u e el apóstol dice de sí mis-
santo Tomás (2, 2, Q. 44, a. 8 ad 2) que enseña que el mo : Scio enim quia non habitat in me, lioc est in
precepto de amar á Dios de todo corazon se observa carne mea, bonum: nam velle adjacet milú, perficerc
a m á n d o l e sobre todas las cosas : Cuín mandatur, quod aulem bonum, non invenio (Rom. 7, 18). Por estas p a -
Deum ex tolo corde diligamus, datur intelligi, quod labras : non habitat in me bonum, reconoce pues que
Deum super omnia debemus dilicjcre. Así q u e , la sus- no c u m p l e la ley. Pero á estas palabras es necesario
tancia del primer precepto consiste en la obligación de añadir las que siguen : hoc est in carne mea. Quiere
preferir á Dios sobre todas las cosas; p o r eso nos dice decir S. Pablo que la carne combate contra el espíritu,
J e s u c r i s t o : Qui amat patrem aut matrem plus quam y que á pesar de toda su buena voluntad no podía d e -
me-non est me dignus (Matth. 10, 57). Y san Pablo, fenderse de los movimientos de la concupiscencia;
robustecido con la divina gracia, protestaba q u e nada pero, como ya hemos dicho, estos movimientos no le
b a s t a r í a á separarle del a m o r divino : Certus sum enim, i m p e d í a n q u f observase la ley.
quia ñeque mors, ñeque vita, ñeque angelí, ñeque prin- 9. Arguyen ademas con este pasaje de san Juan : Si
*'cipalus..., ñeque creatura alia polerit .nos separare a dixerimus, quoniam peccatum non habemus, ipsi nos se-'
charitate Dei (Rom. 8, 58 y 59). Lo que Calvino (in An- ducimus({ Joan. 1. 8). No dice el apóstol que sea i m -
tid. t r i d . , sess. 6, c. 12) decia antes del primero y del posible la observancia de la ley, y que nadie esté exento
décimo precepto, lo dijo despues de todos, esto es, e n - de pecados mortales, sino q u e atendida la debilidad
seño q u e todos eran imposibles. h u m a n a , nadie lo está de pecados veniales, como d e -
clara el concilio de Trento (sess. 6, cap. 2) : Licelenim
7 . P N I M E U A O B J E C I O S . — Oponen los sectarios lo q u e
in hac morlali vita, quanlumvis sancii etjusli, in levia
dijo san Pedro en el concilio d e J e r u s a l e n : Nune ergo
sallem et quolidiana, quce etiam venialia dicuntur pee-
quid tentatis Deum imponere jugum super cervices dis-
cata, quandoque cailant, non propterea desinunt esse
Jesucristo quiere burlarse del joven de quien se hahla
jusú.
en el Evangelio, cuando le dice serva mandata, es el
10. Presentan en cuarto l u g a r el texto de S. Pablo
lenguaje de u n hereje habituado á torcer las escrituras
á los Galatas (o, 15) : Christus nos redemit de maledicto
hácia el sentido que le a g r a d a ; y por lo mismo no me-
legis, faclus pro nobis maledictum. Y concluyen de este
rece respuesta. La verdadera doctrina es la que enseña
pasaje que Jesucristo nos libertó de la obligación de
el concilio d e T r e n t o (sess. 6, cap. 15) : Deus impossibi-
observar la ley p o r l o s m é r i t o s de su m u e r t e . Una cosa
lia nonjubet, sed jubendo monet, et facere quodpossis,
es decir que Jesucristo nos rescató d é l a maldición d é l a
et petere quod non possis, et acljuvat ut possis. A cada
ley. pues que su gracia nos da la fuerza de observarla,
uno da Dios la gracia ordinaria para observar los pre-
y nos hace evitar p o r e s t e medio la maldición f u l m i -
ceptos, y si necesitamos de u n a mas abundante, pidá-
nada por la ley c o n t r a sus transgresores; y otra supo-
mosela, y se apresurará á concedérnosla.
ner q u e Dios nos ha e x i m i d o de la observancia de la
12. lié aquí lo que respondió san Agustín á los reli-
ley, lo cual es de todo p u n t o falso.
giosos de Adrumeto, que le hacian esta objecion : ¿Pero
11. En fin, objetan e s t e otro pasajedel mismo a p ó s - si Dios no nos da la gracia eficaz para c u m p l i r toda la
tol (1 Tim. 1, 9 ) : Sciens hoc, quia lex justo nonestpo- ley, ¿porqué tú nos reprendes p o r q u e no la observamos?
slla, sedinjustis, et non subdilis, impiiset peccaloribus. Cur me corripis? et non potius ipsum rogas ut in me
Se apoyan también en este pasaje para confirmar su operetur et velle? (de Corrept. et g r a t . , tom. 10, c. 4 ,
aserto de que n u e s t r o R e d e n t o r nos libertó de la obli- n. 6 in fine). Responde el santo doctor (Ibid. cap. 5 ,
gación de la ley; y q u e si dijo al joven del Evangelio n . 7) : Qui corrigi non vult, et dicit, Ora potius pro me;
(Matth. 19, 17) : Si vis ad vitam ingredi, serva man- ideo corripiendus est, ut faciat (es decir oret) eliam pro
data, f u e p o r pura i r o n í a , y para burlarse de él, como si se. Enseña, pues, san Agustin, que a u n q u e el h o m b r e
le hubiera dicho : Serva mandata, si potes, sabiendo no reciba de Dios la gracia eficaz para cumplir la ley,
muy bien q u e á los h i j o s de Adán nos *es imposible sin embargo debe ser reprendido, y que peca si no la
cumplir los p r e c e p t o s . Respóndese á esto con santo To- cumple, porque pudiendo pedir, y obtener p o r la ora-
más (1, 2, Q. 96, a r t . 5 ) , q u e la ley es para los justos cion u n auxilio mas a b u n d a n t e para observar la ley,
como para los m a l v a d o s , en cuanto á la fuerza direc- desprecia sin embargo este medio, y por consiguiente
tiva, esto es, respecto d e q u e á lodos marca lo que de- no la observa. De otra m a n e r a , si á todos no fuera dado
ben h a c e r ; pero en c u a n t o á la fuerza coactiva, la ley poder orar, y obtener por la oracion la fuerza de obrar
no es para los que la o b s e r v a n de buena gana, y sin ser el bien, sino que hubiese necesidad de otra gracia efi-
á ello obligados; es sí p o r los impíos que pretenden caz para pedir, no babria procedido, á lo que yo creo,
sustraerse de ella, y q u i e n e s son los únicos q u e deben con m u c h o acierto san Agustin respondiendo á los
ser obligados á o b s e r v a r l a : Decir despues d? esto q u e monjes citados, que debe ser reprendido el h o m b r e
cuando no pide por s í ; y estos hubieran estado en su tian los hebreos. ¿Ni cómo podian ser pecados l a s
derecho replicándole : ¿Y cómo querremos pedir, si no b u e n a s obras cuando Dios nos exhorta á hacerlas? Sic
tenemos u n a gracia eficaz para hacerlo ? luceat lux vestra coram hominibus, ut viddant opera
vestra bona (Matth. 5, 16). Lejos de ser pecados, son
ciertamente agradables al Señor, y necesarias para ob-
§111.
t e n e r nuestra salvación. Las Escrituras están muy ter-
Las buenas obras son necesarias para la salvación; no basta la fe sola. minantes sobre este asunto í Non omnis qui (licit mihi,
Domine, Domine, intrabil in regnum coelorum, sed qui
13. Pretende Lutero q u e no solamente no hay acción fácil voluntaiem Patrié mei (Matth. 7, 21). Hacer p u e s
alguna b u e n a en los infieles y pecadores, sino que las la v o l u n t a d de Dios, es hacer huellas obras. Si vis ad
m i s m a s obras buenas de los justos son p u r a m e n t e pe- vitam ingredi, serva mandata (Matth. 19, 17). Al con-
cados, ó al menos viciadas por el pecado. Hé aquí sus denar á los reprobados Ies dirá el eterno j u e z : Disce-
p a l a b r a s : in omni opere bono justus peccat (in Asert., dite a me maledicti, etc. ¿Y p o r q u é ? Esurivi ama, et
art. 31). Opiis bonum, oplime factura, cst moríale pecca- non dedistis milú manducare; sitivi, el non dedistis mihi
lum, seeundum judicium Dei (art. 52). Justus in bono polum, etc. (Matth. 25, 55). Posnitentia vóbis necessaria
opere peccat mortaliter (art. 56). Lo mismo dijo en se- est, ut facientes voluntaiem Dei repórteús promissionem
guida Galvino : según él, como refiere Becano (Man. (Hebr. 10, 56). El apóstol Santiago dice ademas : Quid
Controv., 1.1, c. 18 ex Calv. Inst., 1. 2, c. 1, § 9 , etc.), proderit, fratres mei, si fidem quis (licat se habere,
las obras de los j u s t o s no son mas q u e p u r a i n i q u i - opera autem non liabeal? Numquid poterit. fides salvare
d a d . ¡ Oh Dios! Hé aquí á dónde va á p a r a r la ceguedad eum íjac. 2 . 1 4 ) ? Hé aquí establecida la necesidad de
del entendimiento h u m a n o , cuando pierde la antorcha las obras, y la insuficiencia de la fe para la salvación ;
de la fe! El concilio de Trento condenó j u s t a m e n t e la pero hablaremos de esto con mas extensión adelante.
blasfemia de Lutero y de Calvino (sesión 6, canon 2 2 ) :
14. Presentan los sectarios el texto de san Pablo
Si quis in quolibet, bono opere justum saltem venialiter
(Ad Tim. 5, 5 ad 7), q u e dice : Non ex operibus jus-
peccare dixerit, aut, quod intolerabilius est, mortaliter,
tit'ue, quie fecimus nos, sed seeundum suam misericor-
alque ideo poenas (eternas mereri; tantumque ob id non
diam salvos nos fecit, per lavacrum regeneralionis et
damnari, quia Deus ea opera non imputet ad damnatio-
renovationis Spirilus-Sancti, quem effudit in nos abunde,
nem : analliema sit. Pero, dicen, se lee en Isaías : El
per Jesum Cliristum Salvalorem nostrum; ut justificad
facli sumus ut immundus omnes nos, el quasi pannus
grada ipsius, hceredes simus seeundum spem vitce eternce.
menstruaue omnes justitix nostne (64, 6). Declara san
Según esto, dicen, todas n u e s t r a s obras, a u n las d e
Cirilo que no se habla en este lugar de las obras de los
justicia son ineficaces para salvarnos; y toda n u e s t r a
j u s t o s , sino de los pecados que en aquel tiempo come-
esperanza, respecto de la gracia y de la salvación, debe
cuando no pide por s í ; y estos hubieran estado en su tian los hebreos. ¿Ni cómo podían ser pecados l a s
derecho replicándole : ¿Y cómo querremos pedir, si no b u e n a s obras cuando Dios nos exhorta á hacerlas? Sic
tenemos u n a gracia eficaz para hacerlo ? luceat lux vestra coram hominibus, ut vidCanl opera
vestra bona (Matth. 5, 16). Lejos de ser pecados, son
ciertamente agradables al Señor, y necesarias para ob-
§111.
t e n e r nuestra salvación. Las Escrituras están muy ter-
Las buenas obras son necesarias para ia salvación; no basta la fe sola. minantes sobre este asunto í Non omnis qui (licit mihi,
Domine, Domine, intrabil in regnum ccetorum, sed qui
13. Pretende Lutero q u e no solamente no hay acción facit voluntatem Patris mei (Matth. 7, 21). Hacer p u e s
alguna b u e n a en los infieles y pecadores, sino que las la voluntad, de Dios, es hacer b u e n a s obras. Si vis ad
m i s m a s obras buenas de los justos son p u r a m e n t e pe- vitam ingredi, serva mandata (Matth. 19, 17). Al con-
cados, ó al menos viciadas por el pecado. Hé aquí sus denar á los reprobados Ies dirá el eterno j u e z : Disce-
p a l a b r a s : in omni opere bono justus peccat (in Asert., dite a me maledicti, etc. ¿Y p o r q u é ? Esurivi enim, et
art. 31). Opiis bonum, oplime factum, cst moríale pecca- non dedislis mihi manducare; sitivi, et non dedisús mihi
íum, secundum judicium Dei (art. 52). Justus in bono polum, etc. (Matth. 25, 55). Posnitentia vobis necessaria
opere peccat mortaliter (art. 56). Lo mismo dijo en se- est, ut facientes voluntatem Dei repórteús promissionem
guida Galvino : según él, como refiere Becano (Man. (Hebr. 10, 36). El apóstol Santiago dice ademas : Quid
Controv., 1.1, c. 18 ex Calv. Inst., 1. 2, c. 1, § 9 , etc.), proderit, fratres mei, si fidern quis dicat se habere,
las obras de los j u s t o s no son mas q u e p u r a i n i q u i - opera autem non liabeal? Numquid poterit. fides salvare
d a d . ¡ Oh Dios! Hé aquí á dónde va á p a r a r la ceguedad eum íjac. 2 . 1 4 ) ? Hé aquí establecida la necesidad de
del entendimiento h u m a n o , cuando pierde la antorcha las obras, y la insuficiencia de la fe para la salvación ;
de la fe! El concilio de Trento condenó j u s t a m e n t e la pero hablaremos de esto con mas extensión adelante.
blasfemia de Lutero y de Calvino (sesión 6, canon 2 2 ) :
14. Presentan los sectarios el texto de san Pablo
Si quis in quolibet, bono opere justum saltan venialiter
(Ad Tim. 3, 5 ad 7), q u e dice : Non ex operibus jus-
peccare dixerit, aut, quod intolerabilius est, mortaliter,
titice, quee fecimus nos, sed secundum suam misericor-
atque ideo poenas (eternas mereri; tantumque ob id non
diam salvos nos fecit, per lavacrum regeneralionis et
damnari, quia Deus ea opera non imputet ad damnatio-
renovationis Spirilus-Saneti, quem effudit in nos abunde,
ncm : analliana sit. Pero, dicen, se lee en Isaías : El
per Jesum Christum Salvatorem nostrum; ut justificad
faeli sumus ut immundus omnes nos, et quasi pannus
grada ipsius, lueredes simus secundum spem vitce eternce.
menstruatce omnes justitiíe nostne (64, 6). Declara san
Según esto, dicen, todas n u e s t r a s obras, a u n las d e
Cirilo que no se habla en este lugar de las obras de los
justicia son ineficaces para salvarnos; y toda n u e s t r a
j u s t o s , sino de los pecados que en aquel tiempo corae-
esperanza, respecto de la gracia y de la salvación, debe
cifrarse en Jesucristo, q u e nos las obtuvo por sus mé- obras la justificación. Declaró el concilio de Trento
ritos. Para 110 dejar s i n respuesta este cargo, conviene (sess. 6, c. 8), y así lo creemos todos, que los pecadores
hacer algunas d i s t i n c i o n e s . El mérito p u e d e ser de son justificados g r a t u i t a m e n t e p o r Dios, y que ninguna
condigno, y de congruo. El primero impone al r e m u - de las obras que preceden á la justificación, p u e d e
nerador un deber de j u s t i c i a ; y el otro no es m a s que merecerla. Pero el mismo concilio dice que a u n q u e el
de p u r a conveniencia, pues se f u n d a ú n i c a m e n t e en h o m b r e justificado no pueda merecer de condigno la
la liberalidad del r e m u n e r a d o r . Ahora bien, para que perseverancia final , puede sin embargo merecer de con-
el mérito del h o m b r e cerca de Dios sea de justicia, digno, por las buenas obras que hace en virtud de la
requiérese, de parte d e l acto que la obra sea buena en gracia divina y de los méritos de Jesucristo, el a u m e n -
sí m i s m a ; de parte d e l agente que se halle en estado to de la gracia y la vida e t e r n a ; y anatematiza á quien
de gracia; y de p a r t e d e Dios q u e le haya prometido esto negare (sess. 6, c. 5 2 ) : Si quis dixeril, liominis
r e c o m p e n s a ; p o r q u e Dios puede muy bien, en concepto justificad bona opera ita esse dona Dei, al non sint
d e soberano Señor, e x i g i r del h o m b r e toda clase de eliambona ipsius justificad merila; aut ipsum justifi-
servicios sin la m e n o r r e c o m p e n s a ; es, pues, necesario catum bonis operibus. guce ab eo per Dei gratiam, el per
para q u e haya o b l i g a c i ó n de justicia, que anterior- Jesu Chrisd merilum, cujus vivum membrum est, fiunt,
m e n t e mediase p r o m e s a gratuita de parte de Dios, por non vere méreri augmentum gradee, vitam ceternam,
la cual se constituyera gratis deudor de la recompensa et ipsius vitce leternce (si turnen in grada clecesseril)
prometida, y p o r e s t a razón pudo decir san Pablo que conseculionem, atque edam glorias augmentum : analhe-
de justicia le era d e b i d a la vida eterna, en virtud de ma sit. Luego cuanto recibimos de Dios nos es conce-
sus buenas o b r a s : Bonum certamen cerlavi; cursum dido por su misericordia y por los méritos de Jesucristo;
consummavi, ficlem servavi; in religué reposita est mihi pero Dios ha ordenado en su bondad, que por las buenas
corona jusdlue, guaní reddet mihi Dominus in illa die obras que hiciéremos en virtud d e la gracia, podamos
juslus judex (2 T i m . 4 , 7 y 8). Lo q u e hizo decir á san merecer la vida eterna, en razón á la promesa gratuita
Agustin (in P s a l m . 83) : Debitorem Dominus ipse se que tiene hecha á los que obren el bien, lié aquí cómo
fecit, non accipiendo, sed promitlendo. Non dicimus se explica el citado concilio en el mismo lugar (c. 19):
ei: Redde quod accepisti, sed, redde cpiod promisisti. Justificads, sive acceptam gratiam conservaverint, sive
amissam recuperaverint, proponenda est vita (eterna,
13. Hé aquí lo q u e enseña la iglesia católica : Nadie et tanquam grada filiis Dei per Christum Jesum pro-
puede merecer de condigno, sino únicamente de con- missa, et tanquam tuerces ex ipsius Dei promissione
gruo, la gracia santificante actual. Por consiguiente ipsorum mefitis reddenda. Replican los herejes diciendo:
nada es mas falso q u e la calumnia de Melancthon, q u e luego el h o m b r e que se salva p u e d e gloriarse de haber-
nos acusa en la Apología de la confesion de Augsburgo lo conseguido p o r sus obras. No, dice el concilio en el
(p. 157), de creer q u e podemos merecer por n u e s t r a s
ib
mismo l u g a r : Lketbonis operibas merces tribiialur..., ex denario diurno (Matth. 20, 2). Ut d'igni habeamini
in regno Dei, pro quo et patinimi (2 Thessal. 1, 5).
absit lamen, vi chrislianus in seipso vel confidut, vel
Quia super panca fuisti fidelis, supra multa te consti-
glorieinr, el non in Domino; cujus lanía est erga ho-
tuant, intra in gaudium Domini tui (Matth. 25, 21).
mines bonitas, ut eorum velil esse merita, quie sunt
Beatus vir qui suffert tentationem quoniam cimi pro-
ipsius dona. batus fuerit, àccipiet coronam quam rcpromisit Deus
16. Cesen, p u e s , los adversarios de echarnos en cara, dUigcntibìis se (Jac. 1, 12). Indican claramente todos
á ejemplo de los calvinistas, de que hacemos injuria á estos pasajes q u e el mérito del h o m b r e j u s t o , es de
la misericordia de Dios y á los méritos de Jesucristo, justicia y de condigno.
atribuyendo á los nuestros el negocio de la salvación.
18. Se confirma esto mismo c o n i a autoridad de los
Decimos que n u e s t r a s buenas obras no se hacen sino en
padres. Se lee en san Cipriano (deUnit. eccl.) : Justiliœ
virtud de la gracia q u e Dios nos comunica p o r los méri-
opus est..., ut accipiant merita nostra mercedem... San
tos de J e s u c r i s t o ; y según esto todos nuestros méritos
Juan Crisostomo dice (es largo el p a s a j e ; lo abrevio,
son dones de Dios; y si Dios nos da la gloria en recom-
conservando las expresiones) : Nunquam profecto, cum
pensa d e n u e s t r a s obras, no es porque á ello esté obli-
juctus sit Deus, bono-s hic cruciatibus affici smerci, si
gado, sino p o r q u e (á lili de excitarnos ¿servirle, y para
non in futuro sœculo mercedem pro mentis parasset
q u e aspiremos con m a s seguridad á la vida eterna, si
(tom. 5 , 1 . 1 de Prov.). Enseìia san Agustin (lib. de Nat.
le somos fieles) ha querido por pura bondad e m p e ñ a r
e t G r a t . , c. 2) : Non est injustus Deus, quijustus frau-
g r a t u i t a m e n t e su promesa, de dar la vida eterna á los
det mercede justiliœ; y en otro lugar (epist 10o) :
q u e le sirvan. Siendo así, ¿ d e qué podemos gloriarnos
Nullane sunt inerita juslóriim? Sunt plane, sed ut justi-
cuando todo lo q u e se nos da, viene de la misericordia
fièrent, meritá non fuerunt; pues que no se hicieron
de Dios, y de los méritos de Jesucristo q u e nos son
j u s t o s por sus méritos sino por la gracia divina. Dice
comunicados ?
también en otro l u g a r : Cum coronai nostra merita,
17. Que la gloria sea dada en la otra vida á las bue- quid aliud coronai, quam sua dona? Los padres del
nas obras como recompensa de justicia, lo afirma muy concilio de Orange declararon (canon 18) : Debetur
claramente la E s c r i t u r a que llama á la gloria, recom- merces bonis operibus, si fiant, sed gratili Dei, quœ non
pensa, d e u d a , corona de justicia y salario convenido : debetur, prcecedit ut fiant. En conclusion todos nues-
Unusquisquc mercedem recipiet secundum suum laboran tros méritos dependen del auxilio de la gracia, sin la
(1 Cor. 3, 8). Ei, qui operalur, merces non impulalur cual no podemos tenerlos ; y la recompensa de la s a l -
secundum gratiam, sed secundum debilum (Rom. í , 4). vación debida á nuestras buenas obras está fundada
Nótense las palabras sed secundum debilum. — Rcposita sobre la promesa q u e Dios nos ha hecho gratuitamente
est milú corona jnsliiice, quam rcddet milá Dominas p o r los méritos de Jesucristo.
(2 T i m . 4 , 8). Convenlione aulcm facía cum operariis
19 P R I M E R A O B J E C I O N . - Objétasenos lo que dice san obras en sí mismas consideradas sin la g r a c i a ; mas con
Pablo (Rom. 6, 23) : Gruña antem Dei, vita (eterna in ella merecemos á título de justicia la vida eterna, en
CliristoJesu Domino nostro. Luego, dicen, la Y,da eterna virtud de la promesa de Dios hecha á los que practican
es una gracia de la misericordia de Dios, y no la re- el bien.
compensa debida á nuestras b u e n a s obras. La vida 22. CUARTA O B J E C I O N . — Dícese q u e nuestras obras
eterna se atribuye j u s t a m e n t e á la misericordia divina, son debidas á Dios, en razón de la obediencia como á
puesto que Dios por su misericordia la ha prometido nuestro soberano S e ñ o r ; y por consiguiente que no
á las buenas obras; y con razón llama san Pablo á la pueden merecer la vida eterna á título de' justicia. A
vida eterna u n a gracia, p u e s q u e Dios se constituyo esto se responde, que Dios por su b o n d a d , y sin consi-
por la gracia deudor de la vida eterna hácia los que deración á los demás títulos, en cuya virtud podia exi-
gir de nosotros todos nuestros deberes, quiso empeñar
obren el bien.
2 0 . {SEGUNDA O B J E C I Ó N . - También es llamada h e r e n - la promesa de dar á nuestras buenas obras la gloria por
cia la vida eterna : Seientes quod a Domino accipietis recompensa. Pero, replican : si la buena obra es toda
reiributionem lixereditatis (Coloss. 5, 24]. La herencia, de Dios, ¿á q u é recompensa tiene d e r e c h o ? Aunque la
dicen, no es debida á los cristianos por mérito en con- obra buena es toda de Dios, no lo es t o t a l m e n t e ; así
cepto de hijos de Dios, sino ú n i c a m e n t e en razón de como bajo otro aspecto, es toda de nosotros, m a s no
u n a adopcion gratuita. Hé aquí cómo se entiende esto : t o t a l m e n t e ; porque Dios obra con nosotros, y nosotros
la gloria es dada á los niños solamente á título de h e - con Dios; y a esta cooperacion de parte nuestra se
r e n c i a ; mas á los adultos se les da á la vez como he- dignó el Señor prometer la recompensa de la vida
rencia, porque son hijos adoptivos y como recompensa eterna.
de sus obras, puesto q u e Dios les prometio esta he- 23. Q U I N T A O B J E C I O N . — Se dice : para que una acción
rencia, si observan su l e y ; por m a n e r a q u e es al mismo pueda merecer la gloria, es necesario q u e entre una y
tiempo u n don y u n a retribución debida á sus méritos. otra haya u n a j u s t a proporción; ¿ p e r o q u é proporcion
Así lo declara el apóstol diciendo : A Domino accipielis puede haber entre n u e s t r a s acciones y la vida e t e r n a ?
Non sunt condigna; passiones hujus temporis ad futu-
retributionem hcereditatis.
21. TERCERA OBJECION. - Quiere el Señor que a u n ram gloriara, quee revelabitur in nobis (Rom. 8, 18).
observando los preceptos, nos consideremos como ser- Ciertamente q u e nuestra acción en sí misma, y sin ser
vidores inútiles (Luc. 17, 1 0 ) : Sic et vos, cum fecentis perfeccionada por la gracia, no es digna de la g l o r i a ;
omnia qwe pnecepta sunt vobis, dicite : serví inútiles pero perfeccionada con el auxilio divino, se hace digna
sumus : quod debuimus faceré fecimus. Si pues somos de la vida eterna en virtud de la promesa h e c h a ; y p o r
serv idores inútiles, ¿ c ó m o podemos merecer por las lo mismo guardan entre sí p r o p o r c i o n ; de tal manera
obras la vida e t e r n a ? Nada merecemos por nuestras q u e , según el testimonio del m i s m o apóstol (2 Cor. 4,
disposiciones para recibir los sacramentos, ni de la
17): momentaneum hoc, el leve tñbulationis riostra; oracion, medio tan recomendado en toda la Escritura.
Mtcrnum glorue pondas operatur in nobis. ¡ Doctrina la mas perniciosa que pudo inventar el de-
24. SEXTA OBJECIOM. - Oponen lo q u e dice san Pablo monio para conducir seguramente las almas al infierno!
(Ad Eplies. 2, 8 y 9 ) : Graúa enim estis salvati per fi- 25. Pasemos al segundo p u n t o enunciado al princi-
dem, et hoc non ex vobis; Dei enim donum est, et non pio de este párrafo, á saber, si basta la fe sola para sal-
ex operibus, ut ne quis glorietur. lié aquí cómo la gra- varnos, como pretendían Lulero y CaVyino, que no apo-
cia nos salva por la fe qne tenemos en Jesucristo. Pero yaban la eterna salvación mas que sobre la sola áncora
en este l u g a r no habla el apóstol de la vida eterna, si- de la fe ; y que p o r consiguiente no se pagaban ni de
no de la gracia, q u e c i e r t a m e n t e no puede merecerse las leyes, ni de los castigos, ni de las virtudes, ni de
p o r las obras; en vez de q u e , como queda ya estableci- las oraciones, ni de los sacramentos; y admitían como
do quiso Dios q u e podamos a d q u i r i r la gloria en vir- permitidas toda clase de acciones y de iniquidades. De-
t u d de su promesa hecha á los q u e observen los pre- cían q u e la fe p o r la cual creemos firmemente q u e nos
ceptos. Instan diciendo : luego si nuestras obras son salvará Dios en virtud de los méritos de Jesucristo y
necesarias para la salvación, son insuficientes para este de las promesas que ha hecho, hasta sola sin nuestras
fin los méritos solos de Jesucristo. Así es en verdad, obras para alcanzar de Dios la salvación; y á esta fe la
n o b a s t a n ; son también necesarias nuestras obras, llamaban fiducia, puesto que es una esperanza f u n d a -
puesto que el beneficio de Jesucristo ha sido el darnos da en las promesas de Jesucristo. Apoyaban su erróneo
fuerzas para poder aplicarnos sus méritos por nuestras dogma eii los siguientes pasajes de la Escritura : Qui
obras. Y en esto no podemos gloriarnos, p u e s el poder credil in Filium, habet vilam celernam (Joan. 5, 50).
q u e tenemos de merecer el cielo, nos viene todo de los Lt sil ipse justiis, ef justificaos eum qui est ex fideJesu
méritos de Jesucristo y en este sentido le pertenece toda Christi (Rom. 5, 26). In hoc ornáis qui credit jus-
la gloria. A la manera que cuando dan f r u t o los vasta- tificatur (Act. 15, 59). Omnis qui credit in illum non
gos d e la vid, toda la gloria es de esta q u e les da el confundelur (Rom. 10. 11). Justus ex fule vivit (Gal. 5,
suco para producirlo : así también cuando el justo al- 11). Jus tilia Dei perfidem Jesu Christi, in omnes, et
canza la vida eterna, no se gloría en sus obras sino super omnes qui eredunt in cum (Rom. 5, 22).
en la gracia divina que por los méritos de Jesucristo le
2 6 . Pero si basta la fe sola para salvarnos, ¿cómo
da fuerzas para merecerla. Pero merced á la consola-
puede la misma Escritura declararnos q u e de nada vale
dora doctrina de los novadores, se nos priva casi de
la fe sin las o b r a s ? Qui proderit, fraires mei, si fulera
todos los medios de salvación; p o r q u e suponiendo
quis dicat se habere, opera autem non habeat? Numquid
q u e nuestras obras para nada entran en la salvación, y
poterit fules salvare eum (Jac. 2, 14)? Y el apóstol da
q u e Dios lo hace todo, así el bien como el mal, no ne-
la razón de esto en seguida (v. 17) diciendo : Sic et
cesitamos ya ni de buenas costumbres, ni de b u e n a s
des Vari a t., 1. 8, 11. 50) q u e los luteranos de la uni-
fides, si non habeat opera, mortua est in semetipsa.
versidad de Wittemberga dijeron en su confesion diri-
Dice Lulero que no es canónica esla carta del apóstol
gida al concilio de Trento, « que las buenas obras de-
Santiago; pero no debemos creer á Lulero, sino d la
« ben ser necesariamente practicadas; y que por la
autoridad de la Iglesia, q u e la ha colocado en el catá-
« bondad gratuita d e Dios merecen sus recompensas
logo de los libros canónicos. Por otra parte, hay mil
« corporales y espirituales. »
otros lugares en la E s c r i t u r a Santa q u e enseñan la i n -
27. En fin, el concilio de Trento en la sesión 6 e s -
suficiencia de la fe para salvarnos, y la necesidad de
tableció los dos cánones siguientes (19 y 20) : Si quis
c u m p l i r los preceptos. Dice san Pablo (1 Cor. 15, 2) :
dixerit nih.il pneceptum esse in Evangelio prieler fidem,
Et si habuero omnem fidem..., charitatem autem non
cetera esse indifferentia, ñeque pnecepta, ñeque prohi-
liabuero, nifiil sum. Jesucristo da esta orden á sus dis-
bita, sed libera; aut decem pnecepta, nihil perlinere ad
cípulos : Euntes erijo, doeete omnes gentes..., docentes
Christianos : anathemasit. — Si quis hominem justifi-
eos servare minia qucecumque mandavi vobis (Matlli. 28,
cutum, el quanlumlibet perfectum, dixerit non teneri
19 y 2 0 ; ; y en otra ocasion habia dicho al joven del
ad observantiam mandatorum Dei, et Ecclesice, sed tan-
E v a n g e l i o S i vis ad vilarn ingredi, serva mandata
tum ad credendum; quasi vero Evangelium sit nuda
(Matth. 19, 17;. Hay u n a m u l t i t u d de textos parecidos.
absoluta promissio vitce lelernce, sine conditione obser-
Luego los alegados por los sectarios deben entenderse
vationis mandatorum : anathema sit.
de la fe que, según san Pablo, obra por la caridad :
Nam in Christo Jesu ñeque circumcisio aliquid valet,
ñeque pneputium, sed fules guie per charitatem opera- § IV.
tur (Gal. 5, 6). Por eso dice san Agustin (1. 15 de Trin.,
c. 18) : Filies sine charitate potesl quiclem esse, sed non La fe sola 110 justifica al pecador.

proilesse. Así cuando dice la Escritura q u e la fe salva,


debe entenderse de la fe viva, de aquella que salva por 28. Dicen los sectarios que el pecador que cree con
medio de las buenas obras, q u e son las operaciones vi- u n a certeza infalible estar justificado, lo está realmente
tales de la f e ; de otra m a n e r a , si llegan á faltar, es por la fe ó la confianza en las promesas de Jesucristo,
u n a prueba de q u e la fe es m u e r t a ; y si lo es, 110 p u e d e cuya justicia le es imputada extrinsecamente; y que
dar la vida. También los m i s m o s luteranos, tales como p o r esta justicia no se le borran sus pecados sino que
Lomer, Gerardo, los doctores de Estrasburgo, y según se e n c u b r e n , y por lo mismo dejan de imputársele.
el testimonio de u n autor (Pichler., Theol. polem., p a r t . F u n d a n este dogma erróneo en las palabras de David
post., a r t . 6), la mayor p a r t e de aquellos se separan en (Psal. 51, 1 y 2) : Beati quorum remissce sunt iniquila-
el dia de su maestro, confesando q u e la fe sola 110 tes, et quorum tecla sunt peccata. Beatus vir cui non im-
basta para la salvación. Refiere ademas Bossuet (Hist. putavil Dominus peccatum, nec est inspiritu ejus ilolus.
des Vari a t., 1. 8, n. 50) q u e los luteranos de la uni-
fides, si non habeat opera, mortua esl in semetipsa.
versidad de Wittemberga dijeron en su confesion diri-
Dice Lulero que no es canónica esla carta del apóstol
gida al concilio de Trento, « que las buenas obras de-
Santiago; pero no debemos creer á Lulero, sino d la
« ben ser necesariamente practicadas; y que por la
autoridad de la Iglesia, q u e la ha colocado en el catá-
« bondad gratuita d e Dios merecen sus recompensas
logo de los libros canónicos. Por otra parte, hay mil
« corporales y espirituales. »
otros lugares en la E s c r i t u r a Santa q u e enseñan la i n -
27. En fin, el concilio de Trento en la sesión 6 e s -
suficiencia de la fe para salvarnos, y la necesidad de
tableció los dos cánones siguientes (19 y 20) : Si quis
c u m p l i r los preceptos. Dice san Pablo (1 Cor. 15, 2) :
dixerit nihil pneceptum esse in Evangelio preeter fidem,
Et si habuero omnem fidem..., charitatem autem non
cetera esse inclifferentia, ñeque prcecepta, ñeque prohi-
liabuero, nihil sum. Jesucristo da esta orden á sus dis-
birá, sed libera; aut decem pnecepta, nihil pertinere ad
cípulos : Euntes erijo, docete omnes cjentes..., docentes
Cliristianos : anathemasit. — Si quis hominem justifi-
eos servare minia qucecumque mandavi vobis (Matlli. 28,
catum, el quanlumlibet perfectum, dixerit non teneri
19 y 2 0 ; ; y en otra ocasion habia dicho al joven del
ad observantiam mandatorum Dei, et Ecclesice, sed tan-
E v a n g e l i o S i vis ad vitam inejredi, serva mandata
tum ad credendum; quasi vero Evangelium sit nuda
(Matth. 19, 17;. Hay u n a m u l t i t u d de textos parecidos.
absoluta promissio vitce ceternee, sine conditione obser-
Luego los alegados por los sectarios deben entenderse
vationis mandatorum : analhema sit.
de la fe que, según san Pablo, obra por la caridad :
Nam in Christo Jesu ñeque circumcisio aliquid valet,
ñeque pneputium, sed fules qiue per charitatem opera- § IV.
tur (Gal. 5, 6). Por eso dice san Agustín (1. 15 de Trin.,
c. 18) : Fides sine charitate potest quidem esse, sed non La fe sola no justifica al pecador.

prodesse. Así cuando dice la Escritura q u e la fe salva,


debe entenderse de la fe viva, de aquella que salva por 28. Dicen los sectarios que el pecador que cree con
medio de las buenas obras, q u e son las operaciones vi- u n a certeza infalible estar justificado, lo está realmente
tales de la f e ; de otra m a n e r a , si llegan á faltar, es por la fe ó la confianza en las promesas de Jesucristo,
u n a prueba de q u e la fe es m u e r t a ; y si lo es, no p u e d e cuya justicia le es imputada extrinsecamente; y que
dar la vida. También los m i s m o s luteranos, tales como p o r esta justicia no se le borran sus pecados sino que
Lomer, Gerardo, los doctores de Estrasburgo, y según se e n c u b r e n , y por lo mismo dejan de imputársele.
el testimonio de u n autor (Pichler., Theol. polem., p a r t . F u n d a n este dogma erróneo en las palabras de David
post., a r t . 6), la mayor p a r t e de aquellos se separan en (Psal. 51, 1 y 2) : Beati quorum remissce sunt iniquita-
el dia de su maestro, confesando q u e la fe sola no tes, et quorum tecla sunt peccata, Beatas vir cui non im-
basta para la salvación. Refiere ademas Bossuet (Hist. putavit Donúnus peccatum, nec est inspiritu ejus dolus.
15,
Asperges me Injssopo et mundabor: lavabis me et super
2 9 . Pero la iglesia católica condena y anatematiza
nivea dealbabor (Psal. 1, 9). Mundabhnini ab ómnibus
la doctrina que enseña, q u e el h o m b r e q u e d a absuelto
inquinamentis vestris (Ezech. 56. 25). Ucee quulam
de sus pecados por creerse seguro de su justificación.
fuislis, sed abluti estis, sed sanctificati estis, sed justifi-
Hé aquí cómo se expresa el concilio de Trento (sess. 6,
culi estis (1 Cor. 6, 11). Nunc vero liberan a peccaío,
C 14) • Si quis dixerit, hominem a peccatis absolví ac
serví autem facti Deo, habetis fruclum vestrum in sanc-
justifican ex eo quod se absolví ac justifican certo
tiñeationem (Rom. 6, 22). Por esto el bautismo q u e
credat; aut nenñnem vere esse justificatum, msi qui cre-
borra los pecados, es llamado regeneración, renaci-
dat se esse jusúficalum, et hac sola fule absolutionem
miento : salvos nos fecit per lavacrum regenerationis et
et juslificationcm perfici: analhema sil. Enseña ademas
renovationis Sphitus-Sancti (Tit 5, 5). Nisi quis vena-
la' iglesia que para ser justificada es necesario q u e el
tus fuerit denuo, non potest videre regnum Dei Joan, o,
pecador esté dispuesto á recibir la gracia. Esta dispo-
5) \ s í pues cuando el pecador recibe la justificación,
sición requiere la fe, mas no basta ella sola : también
es engendrado de nuevo y renace á la gracia de tal ma-
son necesarios, dice el concilio (sess. 6, c. 6), actos de
nera que todo cambia en él, y se renueva.
esperanza, de amor, de dolor y de firme propósito; y
entonces viendo Dios así dispuesto al pecador, le da 51. Pero diee David que los pecados son encubiertos :
gratuitamente su gracia ó su justicia intrínseca (c. 7), Beati quorum tecla sunt peccata. Escribiendo san Agus-
la cual le quita sus pecados y le santifica. tín sobre este salmo responde, que las llagas pueden
ser lapadas por el enfermo y por el médico ; el enfermo
50. Examinemos ahora las falsas suposiciones que
no liaee mas que c u b r i r l a s ; pero el médico las cubre y
hacen los adversarios. Dice que la fe en los méritos y
cura al mismo tiempo, aplicando sus m e d i c i n a s : Si tu
promesas de Jesucristo no q u i t a , sino q u e únicamente
tegere volueris erubescens (dice el santo doctor), medíais
cubre los pecados. Suposición evidentemente contraria
non sanabit; medicas legal, et curet. Por la infusión d e
á las Escrituras, en las cuales se dice que los pecados
la gracia quedan á la vez cubiertos y curados los peca-
no solo se c u b r e n , sino que se quitan, q u e son b o r r a -
dos ; pero según los herejes solo sucede lo p r i m e r o .
dos del alma justificada : Ecce Acjnus Dei, ecce qui
Viniendo despues á la explicación de esta doctrina,
toU.it peccata mundi (Joan. 1, 29). Poenilemini, et con-
dicen que en tanto son cubiertos los pecados, en cuanto
vertimini, ut deleantur peccata vestra (Act. 3, 19).
Dios no los i m p u t a . Mas si quedan en el alma en cuanto
Projiciet in profundum maris omnia peccata noslra
á l a culpa, ¿ c ó m o no los ha de i m p u t a r el Señor? Dios
(Mich. 7, 19). Clirislus semel óblalas est ad multorum
juzga según la verdad : Judicíum Dei est secundum
, exliaurienda peccata (Bebr. 9, 28). Ahora bien, lo que
veiiUitem (Rom. 2, 2). Ahora bien, ¿cómo podrá su
se quita y borra, se aniquila, y por consiguiente no
juicio ser conforme á verdad, si juzga inocente al
p u e d e decirse que permanece. Leemos también que el
hombre q u e en el fondo es realmente culpable? Estos
alma justificada se purifica y libra de sus pecados :
son misterios de Calvino superiores á nuestras facul- etiam justi nominamur, et sumus (sess. 6, c. 7). Y en
tades. Está escrito : Odio sunt Iko impius et impietas otra parle dice el apóstol, que por la justificación se
ejus (Sap. 1-4,9). Si Dios aborrece al pecador á causa renueva el pecador en el conocimiento, según la ima-
de su pecado, ¿cómo puede s u c e d e r q u e ame como á gen de Dios : Renovatur in agnitioném, secundum ima-
su hijo á quien c ú b r e l a justicia de Dios, pero q u e real- ginan ejus qui creavit illum (Coloss. 5, 10). Así por los
m e n t e permanece en su d e l i t o ? El p e c a d o es de suyo méritos de Cristo es restablecido el hombre al estado
opuesto á Dios, y por consiguiente es imposible que del cual l e h a b i a hecho caer el pecado ; y también es san-
mientras subsista, deje de ser objeto del odio divino; tificado como u n templo en donde fija Dios su habita-
así como el pecador que le conserva. D.ce David : Bea- ción : por eso escribía el apóstol á sus discípulos (1 Cor.
tos vircui non impiilavit Dominiís, peccatum.Ko imputar 6, 18 et 19) : Fugite fornicationem... an nescitis quo-
de parte de Dios, no significa que d e j e el pecado en el niam membra vestra templum sunt Spiritus-Sancti qui
alma, y finja no v e r l e : sino q u e al m i s m o tiempo lo in vobis est. Lo sorprendente es q u e el mismo Calvino
borra y perdona, por eso preceden al pasaje citado estas reconocía esta verdad, á saber, que no podemos recon-
palabras : Beali quorum remissie sunt iniquitates. Las ciliarnos con Dios, si 110 nos es otorgada la justicia
faltas ya perdonadas son las que 110 se i m p u t a n . intrínseca é i n h e r e n t e . Nunquam reconciliamur Deo,
quin simul donemur inhcerente justitia. Tales son sus
52 Dicen en segundo lugar, q u e en la justificación
expresiones (1. de ver. r a t . reform Eccl.) ¿Cómo pudo
del pecador, no es i n f u s a la j u s t i c i a intrínseca, sino
asegurar en seguida que nos justificamos por medio
q u e solamente es imputada la j u s t i c i a de Cristo; por
de la fe según la justicia imputativa d e Cristo, la cual
m a n e r a que el impío no se hace j u s t o , sino que perma-
no es nuestra ni está en nosotros, sino extraña y f u e r a
neciendo en la i m p i e d a d , es r e p u t a d o j u s t o á causa de
de nosotros, y que solo procede de u n a imputación
la justicia extrínseca de Cristo q u e le es i m p u t a d a .
extrínseca ; de m a n e r a q u e no nos hace j u s t o s y sí úni-
E r r o r manifiesto, pues q u e el p e c a d o r no p u e d e con-
c a m e n t e que por tales seamos reputados? Semejante
vertirse en amigo de Dios, si no recibe en sí mismo la
doctrina fue condenada por el concilio de Trento (sess.
justicia que le renueve interiormente, y le haga justo
6, c. 1 0 ) : Siquis dixerit, hominessine Christi justitia,
de pecador que era : antes pues digno de odio, se hace
per quam nobis meruit, justifican, aut per eam ipsam
agradable á los ojos de Dios, luego q u e adquiere la j u s t i -
formaliter justos esse : anathema sit. Y en el canon 11
cia Así q u e , san Pablo exhortaba á los de Efeso á reno-
dice : Si quis dixerit homines justifican, vel sola impu-
varse en lo interior de su alma : Renovamini autem
tationé justitice Christi, vel sola peccatorum remissione,
spiritu mentís vestrce (Eph. 4. 25). Y también declaró
exclusa gratia, et charitate, quce... illis inlicereat: ana-
el concilio de Trento, q u e se nos comunica la justicia
thema sit.
intrínseca por les méritos de Jesucristo. Qua renovamur
spiritu mentis nostne, et non modo repuiamur, sed vere 55. PRIMERAOBJECION. — Oponen el texto de san Pablo
cómo Jesucristo se ha hecho nuestra justicia. Es inne-
(Rom 4 5) : Credcnti in eurrí qui justificat impium,
gable que la justicia de Jesucristo es el principio de la
reputa,ur fides ejus ad jusddam. He aquí en pocas
n u e s t r a ; pero negamos q u e nuestra justicia sea la de
palabras la respuesta : dice el apóstol q u e la fe es im-
Jesucristo, por la m i s m a razón q u e no puede decirse
putada á justicia, para significar q u e el pecador no se
que nuestra sabiduría sea la del Salvador; y así como
justifica por s u s o b r a s , sino por los méritos deJesucristo;
no nos hacemos sabios por la sabiduría de Jesucristo
mas no dice q u e en virtud de la fe se i m p u t e al pecador
que se uos i m p u t a , tampoco nos hacemos justos por
extrínsecamente la j u s t i c i a d e Cristo, y haga que se le
la justicia del Redentor como pretenden los sectarios.
r e p u t e j u s t o , sin q u e lo sea en realidad.
Factus est nobis sapienlia, et justilia, el santificado,
54 S E G U N D A OBIECION. - Objetan lo que el apóstol etc., y esto no i m p u t a t i v a , sino efectivamente, es decir,
escribía á Tito (3, 5 et 6 ) : Non ex aperibus jusima-, q u e Jesucristo por su sabiduría, por su justicia y san-
ana- feeimus nos, sed secundum suam misericorcham tidad ha hecho que en efecto seamos sabios, justos y
salvos nos fecit Deus per lavaerum regeneratioms et santos. Y en este sentido decimos á Dios; Diligam le,
renovaíionis Spirilas-Saneú, quera effadit in nos abúrale Domine, fortiludo mea (Psal. 17, 1). Tu es pudenda
per Jesum Chmtum salvatorcm nostrwn. De lo cual mea, Domine (Psal. 70, 5). Dominus illuminado mea,
infieren que el Señor nos justifica p o r su misericordia, elsalut mea (Psal. 26, 1) Ahora bien ¿ d e qué manera
T no por las obras que decimos ser necesarias para la es Dios nuestra fortaleza, n u e s t r a paciencia, nuestra
justificación. Afirmamos sí q u e n u e s t r a s obras, la espe- luz y salvación? ¿Solamente de u n a m a n e r a i m p u t a -
ranza, la caridad y el a r r e p e n t i m i e n t o de los pecados t i v a ? Cierto que no : lo es de u n modo efectivo, pues
unido á u n b u e n propósito, son necesarios para dispo- que nos hace fuertes y pacientes, nos ilumina y nos
nernos á recibir la gracia (le Dios; pero que cuando nos salva.
da Dios este auxilio, concédenosle, no á causa de nues-
56. C U A R T A O B J E C I O N . — Dic.n con el mismo apóstol
tras obras, sino por su misericordia, y los méritos de
(Eph. 4, 24) : Indulte novum hominem, qui secundum
Jesucristo. Observen los adversarios estas palabras del
Deum crealus est in justilia et sanctitate. De cuyas pa-
mismo texto : et renovationis Spirilus-Sancli, quem
labras infieren q u e en la justificación somos revestidos
effudit in nos abunde per Jesum Christum. Cuando
p o r la fe con la justicia de Cristo, como de un traje que
Dios nos justifica, derrama en nosotros y no f u e r a de
nos es extrínseco. P r e g u n t a m o s ahora á los herejes,
nosotros el Espíritu-Santo q u e nos renueva cambián-
¿ porqué se glorian tan erguidamente de no seguir mas
donos d e pecadores en santos.
que las Escrituras, sin q u e r e r tolerar que se mencione
53. TERCERA OBJECION. — Presentan ademas este otro ni la tradición, ni las definiciones de los concilios, ni
pasaje del mismo san Pablo (i Cor. 1 , 5 0 ) : Vos estis la autoridad de la iglesia? Claman sin cesar : La Escri-
in Christo Jesu, qui factus est nobis sapienlia a Deo, tura, la Escritura, no creemos mas que á la sagrada
et jusútia, et sanetifieatio, et redempúo. Hé aquí, dicen,
Escritura. ¿Y porqué así? P o r q u e tergiversan las Es- f u e r t e m e n t e Calvino, consistía en decir que despues
crituras, y las explican á la m a n e r a que mas les place; de haber sido el h o m b r e justificado por la fe, no debe
por cuyo medio hacen de la Biblia, q u e es u n libro d e temer ni d u d a r que todos sus pecados le hayan sido
verdad, la f u e n t e de sus errores é imposturas. Respon- perdonados : decia pues Lutero (Serm. d e l n d u l g . , t. 1
damos ya á la dificultad p r o p u e s t a . No habla san Pablo p 59) • Crede firmiter esse absolutum, et sic ens, quut-
de la justicia extrínseca, sino de extrínseca; por eso quid sitde tua contritione. ¿Y cómo probaba esta falsa
dice : Renovamini autem spiritu mentís vestrie, et in- doctrina? Citando las palabras de san Pablo (2 Cor.
dulte novum hominem (Eph. 4 , 2 3 et seq.% Quiere q u e -15 5) • Tentate, si estis in fule; ipsi vos probate. An
revistiéndonos de Jesucristo nos renovemos interior- non coqnoscitis vosmetipsos, quia Christus Jesus in no-
m e n t e en el espíritu por la j u s t i c i a intrínseca é inhe- bis est? Nisi forte reprobi estis. Inferia de este pasaje
r e n t e , como confiesa el mismo Cal vino, porque no que puede el h o m b r e estar cierto de su fe, y q u e estan-
podemos ser renovados si q u e d a m o s pecadores inte- dolo, también puede tener certeza de la remisión de
r i o r m e n t e . Dice : indulte novum hominem, porque así sus pecados. Pero ¿ e n d ó n d e está la consecuencia? LI
como el vestido no es u n a cosa propia al cuerpo, tam- que está cierto de su fe, pero culpable de pecado, ¿ c o -
poco lo es la justicia al pecador, q u e solamente la tiene mo puede tener certeza del perdón, si no la tiene de
por u n puro don de la misericordia divina. En otro su contrición? Ya lo habia dicho el mismo Lutero {ib.
lugar dice el apóstol : indulte viscera misericordia? t 1 prop 30) : Nullus est qui certus sit de ventate
(Coloss. 3, 13). Luego así como por estas palabras no sute conlritionis et tanto minas de venia. Un rasgo que
habla de la misericordia extrínseca y a p a r e n t e ; por c a r a c t e r i z a á los herejes, es el estar en contradicción
aquellas otras : indulte novum hominem, quiere q u e con sus mismas doctrinas. Por otra parte, el apóstol no
despojándonos del h o m b r e viejo, que es vicioso y está habla de la justificación en el lugar citado ; habla de
privado de la gracia, nos revistamos del nuevo, enri- los milagros, cuyo a u t o r debían creer los corintios que
quecido no de la justicia extrínseca de Jesucristo, sino
era Dios.
de la intrínseca, que nos pertenece y es propia, no 58 Enseña el concilio de Trento (sess. 6, c. 9), qufe
obstante de habérsenos concedido por los méritos del p o r seguro que esté el h o m b r e de la misericordia divi-
Redentor. na de los méritos de Jesucristo y de la virtud de los
sacramentos, sin embargo no p u e d e t e n e r u n a certeza
§ V. de fe de haber obtenido el p e r d ó n de los pecados ; y en
el cánon 1 3 condena á q u i e n dijere lo contrario :
Por la fe sola no podemos esiar seguros de la justicia, ni de la perseverancia, quis dixerit, omni honúrá ad remissionem peccatorum
ni de la vida e t e r n a .
assequendam necessarium esse, ut credat certo, et abs-
que ulla hcesitatione proprice infirniitatis et indisposi-
37. Uno de los dogmas de Lutero, al cual se adhirió
Escritura. ¿Y porqué así? P o r q u e tergiversan las Es- f u e r t e m e n t e Calvino, consistía en decir que despues
crituras, y las explican á la m a n e r a que mas les place; de haber sido el h o m b r e justificado por la fe, no debe
por cuyo medio hacen de la Biblia, q u e es u n libro d e temer ni d u d a r que todos sus pecados le hayan sido
verdad, la f u e n t e de sus errores é imposturas. Respon- perdonados : decia pues Lutero (Serm. d e l n d u l g . , t i ,
damos ya á la dificultad p r o p u e s t a . No habla san Pablo p 59) • Crede firmiter esse absolutum, et sic ens, quid-
de la justicia extrínseca, sino de extrínseca; por eso quid sitde tua contritione. ¿Y cómo probaba esta falsa
dice : Renovamini autem spiritu mentís vestne, et in- doctrina? Citando las palabras de san Pablo (2 Cor.
dúite novum hominem (Eph. 4 , 2 3 et seq.% Quiere q u e -13 5) • Tentate, si estis in fule; ipsi vos probate. An
revistiéndonos de Jesucristo nos renovemos interior- non coqnoscitis vosmetipsos, quia Christus Jesus in no-
m e n t e en el espíritu por la j u s t i c i a intrínseca é inhe- bis est? Nisi forte reprobi estis. Inferia de este pasaje
r e n t e , como confiesa el mismo Calvino, porque no que puede el h o m b r e estar cierto de su fe, y q u e estan-
podemos ser renovados si q u e d a m o s pecadores inte- dolo, también puede tener certeza de la remisión de
r i o r m e n t e . Dice : indulte novum hominem, porque así sus pecados. Pero ¿ e n d ó n d e está la consecuencia? LI
como el vestido no es u n a cosa propia al cuerpo, tam- que está cierto de su fe, pero culpable de pecado, ¿ c o -
poco lo es la justicia al pecador, q u e solamente la tiene mo puede tener certeza del perdón, si no la tiene de
por u n puro don de la misericordia divina. En otro su contrición? Ya lo habia dicho el mismo Lutero (ib.
lugar dice el apóstol : indulte viscera misericordia? t 1 prop 30) : Nullus est qui certus sit de ventate
(Coloss. 3, 13). Luego así como por estas palabras no sute contritionís et tanto minas de venia. Un rasgo que
habla de la misericordia extrínseca y a p a r e n t e ; por caracteriza á los herejes, es el estar en contradicción
aquellas otras : induite novum hominem, quiere q u e con sus mismas doctrinas. Por otra parte, el apóstol no
despojándonos del h o m b r e viejo, que es vicioso y está habla de la justificación en el l u g a r citado ; habla de
privado de la gracia, nos revistamos del nuevo, enri- los milagros, cuyo a u t o r debían creer los corintios que
quecido no de la justicia extrínseca de Jesucristo, sino
era B i o s - „ m
de la intrínseca, que nos pertenece y es propia, no
58 Enseña el concilio de Trento (sess. 6, c. 9), qufe
obstante de habérsenos concedido por los méritos del
p o r seguro que esté el h o m b r e de la misericordia divi-
Redentor.
na de los méritos de Jesucristo y de la virtud de los
sacramentos, sin embargo no p u e d e t e n e r u n a certeza
§ V. de fe de haber obtenido el p e r d ó n de los pecados ; y en
el cánon 1 3 condena á q u i e n dijere lo contrario :
Por la fe sola no podemos esiar seguros de la justicia, ni de la perseverancia,
quis dixerit, omni lionúrá ad remissionem peccatorum
ni de la vida e t e r n a .
assequenclam necessanum esse, ut credat certo, et abs-
que ullahcesitatione proprice infirniitatis et indisposi-
37. Uno de los dogmas de Lutero, al cual se adhirió
íionis, peccata esse remissa : anathema sit. Y esto se conciencia gravada de pecado alguno, y por favorecido
prueba muy bien por la E s c r i t u r a q u e dice : Nescit ho- que se viese de Dios por revelaciones y dones extraordi-
mo, utrnm amore, an odio dignus sit (Eccle. 9, 1 . e t 2) narios, no se consideraba á pesar de todo seguro de su
Objeta Calvino (Jnst., 1. 5, c. 2 , § 58) que a q u í no se justiíicaricn, sino que hacia á Dios solo sabedor de la
trata del estado del alma en gracia, ó desgracia de Dios, verdad : Nihil enim mihi eonscius sum, sed non in lioc
sino de los sucesos felices ó tristes q u e nos, sobrevie- justifícalas sum : qui aulemjudicat me Dominus est.
nen en esta vida, puesto q u e p o r estos accidentes tem - 40. Oponen también estas palabras del mismo após-
poralcs no podemos saber si Dios nos ama ó aborrece, tol' (Rom. 8, 1 0 ) : Jpse enim Spiritus teslimonium red-
u n a vez que las m u d a n z a s de la prosperidad y de la dit spiritui nostro, quod sumus, Filii Dei. De donde
adversidad son comunes á los b u e n o s y á los m a l o s .; en infiere Calvino q u e la fe sola nos da la seguridad de
vez que el hombre p u e d e conocer muy bien si es j u s t o q u e somos hijos de Dios. Pero a u n q u e el testimonio del
ó pecador, conociendo si tiene ó no tiene fe. Pero el Espíritu-Santo sea infalible en sí mismo, sin embargo
texto de n i n g ú n modo h a b l a de las cosas temporales nosotros q u e le recibimos no podemos tener mas q u e
sino del amor ó del odio de Dios respecto al estado del u n a certeza conjetural de poseer la gracia de Dios, y no
alma, é inmediatamente despues dice : Sed omnia in u n a certeza infalible, á menos q u e no mediara una r e -
futurum servantar incerta. Si en esta vida omnia scv- velación especial. Tanto m a s que relativamente á n u e s -
vantur incerta, no es p u e s verdad, como dicen los tro conocimiento, n o sabemos si este espíritu es cierta-
sectarios, que el h o m b r e pueda estar cierto de h a - m e n t e de Dios, puesto q u e m u c h a s veces el ángel de
llarse en gracia, p o r el conocimiento de su fe. las tinieblas se t r a n s f o r m a en ángel de luz, y nos en-
gaña.
5 9 . Ademas no?, previene Dios q u e no debemos estar
sin temor acerca de la ofensa p e r d o n a d a : De propitialio 4 1 . Lutero decia q u e el fiel, por medio de la fe jus-
peccato noli esse sine metu (Eccli. 5, 5). En vez de propi- tificante, a u n q u e esté en pecado, debe creer con una
tialio leen los novadores en el texto griego, de prophia- certeza infalible q u e está justificado en razón de la
tione, y dicen que en esto nos advierte el E s p í r i t u - justicia de Cristo q u e le es i m p u t a d a ; pero anadia que
Santo no p r e s u m i r del p e r d ó n de los pecados f u t u r o s por u n pecado cualquiera puede perder esta justicia.
y no habla de los cometidos. Pero esto es falso, p Q r q u ¡ Calvino al contrario, sobre la falsa doctrina de Lutero
la palabra propitiatione en griego c o m p r e n d e igual- establecia la inamisibilidad de la justicia imputativa
mente Jos pecados pasados q u e los f u t u r o s ; por°otra (Boss. Yariat., 1. 14, n. 16). Y supuesta Ja verdad del
parte Ja palabra propitiatione del texto griego está ex- falso principio de Lutero sobre la fe justificante, desa-
plicada por el latino que enuncia los pecados cometi- tinaba Calvino menos q u e a q u e l . Decia : si el fiel está
dos. Ciertamente que san Pablo tenia conocimiento de cierto de su justificación desde q u e la pide, y cree con
su fe ; pero a u n q u e aseguraba q u e no se creia con Ja confianza que Dios la justifica p o r los méritos de Jesu-
cristo; esta petición y esta fe ciertas conciernen á los nos exhorta á obrar nuestra salvación con gran temor :
pecados cometidos, así como á la perseverancia f u t u r a Cum mclu el tremore vestram salutem operamini (Phil.
en la gracia, y por consiguiente también á la salud 2, 12). ¿Cómo pudo decir Calvino que t e m e r por la
eterna. Añadia e n s e g u i d a (Calv. Antid. ad conc. Trid., perseverancia es u n a tentación del demonio? ¿ Q u e
sess. 6, c. 13), q u e cayendo el fiel en pecado, a u n q u e cuando san Pablo nos insta á vivir con temor, nos obli-
su fe justificante q u e d a s e o p r i m i d a , no la perdía sin garía á secundar la tentación del d e m o n i o ? Pero sí nos
embargo, y q u e el alma conservaba siempre su pose- dice, ¿ d e q u é sirve esta t e n t a c i ó n ? Si fuera cierto, co-
sión. Tales son los bellos dogmas de Calvino; y h é a q u í mo p r e t e n d e Calvino. q u e u n a vez recibida la justicia y
Ja confesión de fe q u e conforme á esta falsa doctrina el Espíritu-Santo no se pierden ya, porque (en su sis-
hizo el príncipe Federico III, conde palatino y elector : tema) j a m á s se pierde la fe justificante, ni Dios imputa á
« Creo, dice, que soy u n m i e m b r o vivo de la iglesia q u i e n la tiene los pecados q u e comete ; repito, si f u e -
« católica para siempre, p u e s t o que Dios aplacado por ran ciertas todas las falsas suposiciones de Calvino, e n -
« la satisfacción de Jesucristo, no. se acordará de los tonces s e g u r a m e n t e seria inútil el temor de perder ¡a
« pecados pasados y f u t u r o s de m i vida (I). » gracia divina. P e r o ¿ quién p u e d e persuadirse que esté
4 2 . Pero la dificultad es q u e por de pronto el p r i n - Dios dispuesto á d a r su amistad y la gloria eterna á u n
cipio de Lutero, como ya h e m o s visto, era completa- h o m b r e q u e desprecia sus preceptos, y se mancha con
m e n t e falso : en razón de q u e para obtener la justifica • mil crímenes, solo porque este h o m b r e cree q u e por
cion no basta creer q u e estamos justificados por los los méritos de Jesucristo no le son i m p u t a d a s las ini-
méritos de Jesucristo, sino q u e es necesario q u e tenga quidades que c o m e t e ? ¡ lié a q u í el raro reconocimiento
el pecador la contrición de su pecado para disponerse á que los novadores tienen hácia Jesucristo! Aprovc-
recibir el perdón, que Dios le concede según la promesa chanse de la m u e r t e q u e padeció por nuestro amor, á
que ha hecho de perdonar al corazon arrepentido, pol- fin de entregarse con m u c h a m a s desenvoltura á todos
los m é r i t o s d e Jesucristo. Por esta razón si el h o m b r e los vicios, en la confianza de q u e Dios no les i m p u t a r á
justificado recae en el delito, pierde la gracia de nuevo. sus pecados. En tan horrible sistema, murió Jesucristo
4 5 . Pero si la doctrina d e Lutero sobre la certeza para q u e los hombres tengan libertad de hacer cuanto
de la j u s t i c i a es falsa, no lo es menos la de Calvino res • les plazca sin miedo al castigo. Pero si así acaeciese,
pecto á la seguridad de la perseverancia y de la salva- ¿ c o n q u é fin habría Dios promulgado sus leyes, hecho
ción eterna. San Pablo da el aviso de que si alguno juz- tantas promesas á los q u e lesean fieles, y fulminado (an-
ga estar seguro, procure no caer : ¡taque qui existhnat tas amenazas contra los p r e v a r i c a d o r e s ? Mas no ; el Se-
slare, videal ne cadat (1 Cor. 10, 12). En otro lu«ar ñ o r no abusa ni engaña cuando habla, quiere que sean
exactamente observados los preceptos que nos impone :
Turmndasú móndala lúa cusiodirinbnis (Psal. 118.4),
(1) Esta confesion se eucuenlra e n la coleccion de Ginebra, parte 2, p. u o .
lugares de la Escritura en que apoya Calvino su doctri-
También condena á los que violan sus l e y e s : Sprevisli na. Dice que enseña el apóstol Santiago q u e las gracias
omnes discedentes a judiáis tuis (ibid.). Y h é a q u í para entre las cuales la principal es la perseverancia, deben
lo q u e sirve el t e m o r : nos hace solícitos para huil- pedírsele á Dios sin d u d a r obtenerlas : Posiulet autem
las ocasiones de pecar, y poner los medios para perse- in fule, nihil hwsilans (Jac. 1, 6). Jesucristo ha dicho
verar en el bien, como son la frecuencia de los sacra- lo mismo : Omnia quaxumque orantes pelilis, credile
mentos y ia oracion continua. quia acápietis, et evenient vobis (Marc. 11, 24). Luego,
44. Dice Calvino q u e según el testimonio de san decia Calvino, aquel obtiene la perseverancia que la
Pablo son irrevocables y sin a r r e p e n t i m i e n t o los dones pide á Dios creyendo q u e la recibirá p o r la promesa d i -
qué Dios hace : Sine pcenitentia enim sutil dona, et vo- vina q u e no p u e d e faltar. Aunque sea infalible la pro-
calio Óei ( R o m . 1 1 , 29). Aquel, pues, afirma que ha mesa de Dios de oir á los que le piden, esto no sucede
recibido la fe. y con ella la gracia á q u e está afecta la sino cuando pedimos las gracias con todas las c o n d i -
salvación eterna, cuyos dones son perpetuos é inamisi- ciones r e q u e r i d a s ; y una de las que exige la oracion
bles, a u n q u e caiga en pecado siempre poseerá la jus- eficaz, es la perseverancia en p e d i r ; pero si no pode-
ticia que por la fe le ha sido otorgada Pero aquí viene mos estar ciertos que en lo sucesivo perseveraremos en
al caso u n a pregunta. Por cierto q u e David tenia la f e ; la oracion, ¿ c ó m o podremos estarlo de perseverar al
cayó en el doble pecado de adulterio y h o m i c i d i o : presente en la gracia ? Objeta también Calvino lo que
ahora bien, David en tal estado, y antes de su peniten- decia san Pablo : Certus sum enim, quia ñeque mors,
cia ¿era pecador ó j u s t o ? ¿Si hubiera m u e r t o entonces, ñeque vita... poterit nos separare a eharitate Dei (Rom.
se habria condenado ó n o ? No puedo creer que nadie 8, 58 et 59). Aquí no habla el apóstol d e u n a certeza
se atreva á decir q u e se h u b i e r a salvado. David pues infalible de fe, sino de u n a simple certeza moral, f u n -
dejó d e ser j u s t o , como él mismo lo confesaba despues dada sobre la misericordia divina, y sobre la buena vo-
de su conversión : Iniquitaiem meam ego cognoseo; y luntad q u e Dios le daba para s u f r i r toda clase de pena-
por eso pedia al Señor borrase su pecado : Dele iniqui- lidades, m e j o r que separarse del a m o r de Jesucristo.
tatem meam (Psal. 50,. En vano se diría q u e el que está
4 6 . Mas d e j e m o s á C a l v i n o para e s c u c h a r l o que dice
predestinado no se cree j u s t o , sino porque hará peni-
el concilio de Trento acerca de la certeza enseñada
tencia de sus pecados antes de m o r i r ; digo en vano,
p o r Calvino con motivo de la perseverancia y de la
porque la penitencia f u t u r a no puede justificar al pe-
predestinación. Sobre el p r i m e r p u n t o , dice : Si quis
cador que está al presente en desgracia de Dios. Refiere
magnum illud usque in finem perseverando; donv.m se
Bossuct que esta gran dificultad que se opone á la doc-
eerto habitaran, absoluta et infallibili certitudincdixerit,
trina de Calvino, ha hecho q u e m u c h o s calvinistas se
nisi hoe ex speciali revelatioiie didicerit; anathema sit
conviertan (Variat., 1. 14, n . 16).
(sess. 6, c. 16). Y sobre la predestinación se expresa así
45. Pero antes de t e r m i n a r este p u n t o , veamos los
(ibid., c. 1 5 ) : Si qúis dixerit hominem renatum etjus- en esperanza, como enseña san Pablo : Spe scdvi faeti
tifieatum, teneri ex fide acl credendum, se eerto esse in sumus (Rom., 8, 24), puesto que para obtener la vida
numero prcedestinalorum; anathema sit. Así es como eterna, es necesaria la perseverancia en el bien : Qui
definió el concilio con la mayor claridad y precisión autem perseveraverit usque in finem, hic salvus erit
todos los dogmas de fe, que deben creerse contra Jos (Matth., 10, 22). Pero tan inciertos como estarnos de
errores sostenidos por los novadores. Lo cual se ha di- nuestra perseverancia, lo estamos también de la vida
cho contra los sectarios que echan en cara al concilio eterna.
de Trento el haber decidido las controversias de u n a 4 7 . Objetan los sectarios q u e la i n c e r t i d u m b r e de la
m a n e r a equivoca, siendo por ello causa de q u e se per- salvación es u n objeto de d u d a s sobre las promesas
petuaran en vez de terminarse. Pero declararon mil que ha hecho Dios de salvarnos p o r ios méritos de Je-
veces los padres del concilio, q u e respecto de las cues- sucristo. Las promesas de Dios son infalibles, por con-
tiones q u e entre los teólogos católicos se agitaban, no siguiente no podemos d u d a r que Dios nos sea fiel, y nos
era su ánimo decidirlas, q u e solo q u e r í a n definir lo otorgue lo q u e tiene p r o m e t i d o . Mas de nuestra parte
perteneciente á la fe, y no condenar mas que ios erro- hay q u e d u d a r y temer, porque podemos faltar que-
res sostenidos p o r los pretendidos reformados, cuyo brantando sus divinos m a n d a m i e n t o s , y perder de este
objeto era reformar no las c o s t u m b r e s , sino los a n t i - modo la gracia, y entonces no está Dios obligado á
guos y verdaderos dogmas de la iglesia católica. Por cumplir su promesa, antes Jo está á castigar nuestra
esta razón acerca de las opiniones de nuestros teólogos infidelidad : he a q u í por lo que nos exhorta san Pablo
se explicó el concilio con a m b i g ü e d a d sin decidir ; mas (Phii., 2. 12) á obrar nuestra salvación con temor y
sobre las verdades de fe atacadas por los protestantes, temblor. Así que, tan ciertos debemos estar de la salva-
se expresó con la mayor claridad, y sin equívoco ; y so- ción, si somos fieles á Dios, como debemos temer per-
lo encuentran en él ambigüedades los que no quieren dernos, si le somos infieles. Pero se nos dice, este te-
conformarse á sus definiciones. Pero volvamos á la cues- mor é i n c e r t i d u m b r e turba la paz de nuestra concien-
tión. Enseña el concilio que nadie puede estar cierto cia. ¡Ah! la paz de la conciencia, á que podemos llegar
de su predestinación; y en efecto, si no puede estarlo en esta vida, no consiste en creer con certeza que nos
de su perseverancia en el bien, ¿ c ó m o pudiera tener salvaremos, p o r q u e el Señor no nos ha prometido se-
la otra certeza? Replica Calvino : Pero dice san Juan : mejante seguridad ; consiste en esperar que nos salvará
Vitam hubetis cetemam, qui ereditis in nomine Filii Dei por los méritos de Jesucristo, si somos solícitos de vivir
(1 Joan., 5, 13). Luego el q u e tiene fe en Jesucristo, bien, y si por medio de n u e s t r a s oraciones tratamos de
posee ya la vida eterna. Respóndese á esto, q u e el que obtener el auxilio divino para perseverar en la buena
cree en Jesucristo, pero con una fe perfeccionada por vida. Y tal es la ruina de los herejes, que fiándose en
la caridad, tiene la vida eterna, no en posesion, sino la certeza de la fe respecto de su.salvación se pagan
poco de observar la ley divina, y aun menos de pedir,
§ VI.
Y no pidiendo permanecen privados de los auxilios di-
vinos q u e les s o n necesarios para vivir bien, y así se Dios no pnede ser autor del pecado-
pierden. En esta vida que está líeiia de peligros y de
tentaciones, t e n e m o s necesidad de u n auxilio continuo
-48. No podrá m e n o s de estremecerse de horror el
de la gracia, q u e no se obtiene sin la oracion; por esto
q u e lea las blasfemias que vomitan los sectarios (y prin-
nos enseña Dios la necesidad en que estamos de pedir
cipalmente Calvino) sobre la materia de los pecados.
s i e m p r e : Oporlct semper orare, et non deficere tLuc.
Se atreven á decir : 1" q u e Dios ordena todos los peca-
18, 1). Pero el q u e se crea seguro de su salvación, y
dos que en el m u n d o se cometen. lié a q u í lo que escri-
que juzgue q u e la oracion no es necesaria para este fin,
bía Calvino (Inst. 1. 5, c. 23, § 7, infra) : Nec absurdum
se cuidará poco ó nada de pedir, y así se perderá cier-
v'ulcri de.bet, quod dico, fíeum non modo primi liomhús
t a m e n t e . Al contrario, el q u e está incierto de su eter-
casum, et in eo posleriorum ruinam pnevidisse : sed
na felicidad, y t e m e caer en el pecado y perderse, e s -
arbitrio qmque suo dispensarse- Y en otra parte (ibid ,
tará i n c e s a n t e m e n t e atento á encomendarse á Dios q u e
§ 59) : Ex Dei ordinalione reprobis injicilur peccandi
le socorrerá; y de este modo puede esperar obtener la
necessitas. Dice 2° que Dios excita al demonio á tentar
perseverancia y la salvación. Y lié a q u í la sola paz de
al h o m b r e : Dicitur et Deus suo modo agere. quod Sa-
conciencia q u e podemos tener en esta vida. Pero cua-
lan ipse (instrumentum cum sit ine ejus) pro ejus nu-
lesquiera q u e sean los esfuerzos de los calvinistas para
lu alque imperio, se infleelit ad $xequenda ejus justa
encontrar la paz perfecta, creyéndose asegurados de su
judicia. Y en el párrafo 5 añade : Porro Salance mi-
felicidad e t e r n a j a m á s podrán llegar allí p o r el camino
nisterium intercederé ad reprobos insúgandos, quoties
emprendido, tanto mas que leemos (Boss. Variat., 1. 14,
liue alque illue Donúnus providenlia sua eos desünat.
n. 56), qué conforme á su doctrina, el sínodo mayor
5° Que Dios impele al h o m b r e al pecado. (I. 1, c. 18,
de Dordrect (artículo 12) decidió que el don de la fe (el
g 5) : Homo justo Dei impulsu agit quod sibi non licet .
cual, como ellos dicen, lleva siempre consigo la j u s t i -
4° Que Dios obra en nosotros y con nosotros los pecados
ficación presente y futura) no es concedido por Dios
sirviéndose del h o m b r e como de un i n s t r u m e n t o para
mas q u e á los escogidos. ¿Cómo pues el calvinista ha
ejecutar sus juicios (ibid., c. 17, § 5) : Concedo fures,
de estar infaliblemente cierto de pertenecer al número
homicidas, etc., divinee esse providenlia; instrumenta,
de los escogidos, si no sabe que lo e s ? Luego al menos
quibus Dominas ad exequenda sua judicia ulitur. Por
por esta razón, no puéde mends de vivir incierto acerca
lo demás Calvino es d e u d o r de esta bella doctrina á Lu-
de su salvación.
tero y á Zuinglio, el p r i m e r o de los cuales habla así :
Mala opera in impiis Deus operatur; y el segundo
poco de observar la ley divina, y aun menos de pedir,
§ VI.
Y no pidiendo permanecen privados de los auxilios di-
vino« q u e les s o n necesarios para vivir bien, y así se Dios no puede ser autor del pecado-
pierden. En esla vida que está llena de peligros y de
tentaciones, t e n e m o s necesidad de u n auxilio continuo
-48. No podrá m e n o s de estremecerse de horror el
de la gracia, q u e no se obtiene sin la oracion; por esto
q u e lea las blasfemias que vomitan los sectarios (y prin-
nos enseña Dios la necesidad en que estamos de pedir
cipalmente Calvino) sobre la materia de los pecados.
s i e m p r e : Oporlet semper orare, et non deficere (Luc.
Se atreven á decir : I o q u e Dios ordena todos los peca-
18, 1). Pero el q u e se crea seguro de su salvación, y
dos que en el m u n d o se cometen. lié a q u í lo que escri-
que juzgue q u e la oracion no es necesaria para este fin,
bía Calvino (Inst. 1. 5, c. 23, § 7, infra) : Nec absurdum
se cuidará poco ó nada de pedir, y así se perderá cier-
v'uleri de.bet, quod dico, Ikuin non modo primi liomhús
t a m e n t e . Al contrario, el q u e está incierto de su eter-
casum, et in eo posleriorum ruinam prievidisse : sed
na felicidad, y t e m e caer en el pecado y perderse, e s -
arbitrio quoque suo dispensase. Y en otra parle (ibid ,
tará i n c e s a n t e m e n t e atento á encomendarse á Dios q u e
§ 59) : Ex Dei ordinalione reprobis injicilur peecandi
le socorrerá; y de este modo puede esperar obtener la
necessitas. Dice 2 o que Dios excita al demonio á tentar
perseverancia y la salvación. Y lié a q u í la sola paz de
al h o m b r e : Dicitur et Deas suo modo agere. quod Sa-
conciencia q u e podemos tener en esta vida. Pero cua-
lan ipse (inslrumentum cum sit ine ejus) pro ejus nu-
lesquiera q u e sean los esfuerzos de los calvinistas para
tu alque imperio, se infleelit ad exequenda ejus justa
encontrar la paz perfecta, creyéndose asegurados de su
judieia. Y en el párrafo. 5 añade : Porro Salance mi-
felicidad e t e r n a j a m á s podrán llegar allí p o r el camino
nisterium inlereedere ad reprobos insligandos, quoties
emprendido, tanto mas que leemos (Boss. Variat., 1. 14,
liue alque illue Dommus providenlia sua eos desimat.
n. 56), qué conforme á su doctrina, el sínodo mayor
5 o Que Dios impele al h o m b r e al pecado. (I. 1, c. 18,
de Dordrect (artículo 12) decidió que el don de la fe (el
| 5) : Homo justo Dei impulsa agit quod sibi non licet.
cual, como ellos dicen, lleva siempre consigo la j u s t i -
4 o Que Dios obra en nosotros y con nosotros los pecados
ficación presente y futura) no es concedido por Dios
sirviéndose del h o m b r e como de un i n s t r u m e n t o para
mas q u e á los escogidos. ¿Cómo pues el calvinista ha
ejecutar sus juicios (ibid., c, 17, § 5) : Concedo fures,
de estar infaliblemente cierto de pertenecer al número
homicidas, etc., divina? esse providenlia; instrumenta,
de los escogidos, si no sabe que lo e s ? Luego al menos
quibus Domims ad exequenda sua judieia ulitur. Por
por esta razón, no puede mends de vivir incierto acerca
lo demás Calvino es d e u d o r de esta bella doctrina á Lu-
de su salvación.
tero y á Zuinglio, el p r i m e r o de los cuales habla así :
Mala opera in impiis Deus operatur; y el segundo
a q u í el argumento q u e hacen los sectarios : Si Dios ha
(Serm. de Provid., c. 6) i Quando facimus adullerium,
previsto el pecado de Pedro, no puede ser que se enga-
homicidium, Dei opus est auctoris. Eu u n a palabra no
ñe en su previsión; será pues preciso, llegado el tiem-
se avergüenza Calvino (1. 1 , e. 18, § 3) de llamar á Dios
po previsto, que Pedro cometa necesariamente el peca-
el autor de todos los p e c a d o s : Etjam salis aperte os-
do. Pero se equivocan diciendo que Pedro pecará nece-
tendi, Deum vocari omnium eorum ipeccatorum) aueto-
sariamente; pecará infaliblemente, porque Dios lo ha
rem, quceisti censores volnnt tantum ejus permissu con-
previsto, y no puede engañarse en su previsión; pero
thujere Se lisonjean los sectarios de encontrar en esta
no pecará necesariamente, porque si falta, su pecado
falsa doctrina una e x c u s a á sus vicios, diciendo que si
será un efecto libre de su malicia, que Dios no hará
pecan, la necesidad es q u i e n á ello les obliga, y q u e si mas que permitir, para no privarle de la libertad que
se condenan, lo hacen n e c e s a r i a m e n t e porque Dios ha le ha dado.
predestinado á los c o n d e n a d o s al infierno desde el ins- 50. Veamos ahora en q u é absurdos se caeria admi-
tante de su creación, e r r o r q u e refutaremos en el p á r - tiendo las proposiciones de los sectarios. 1° Dicen q u e
rafo siguiente. Dios por justos fines ordena y q u i e r e los pecados q u e
4 9 . La razón alegada p o r Calvino en favor de esta cometen los h o m b r e s . Pero ¿ q u i é n puede resistir á la
proposicion execrable, es q u e Dios no hafcíia podido evidencia de las Escrituras que nos declaran q u e Dios,
prever la suerte feliz ó desgraciada de cada uno de nos- lejos de q u e r e r el pecado, le odia soberanamente, y no
otros, si no h u b i e r a d e t e r m i n a d o por u n decreto las ac- puede verlo sin h o r r o r , y que al contrario quiere nues-
ciones buenas ó m a l a s q u e debíamos hacer en el curso tra santificación? Quoniam non Deus volcns iniquilatem
de la vida : Decretum quidem horribile faleor; inficiari tu es (Psal. 5, 5)- Odio sunt Deo impius el impidas ejus
tamen nenio poterit, quin prcesciverit Deus, quemexilum (Sap. 14, 9). Mandi sunt oculi tui, ne videas malum; et
esset habiturus homo; et ideo prcesciverit, quia decreto respiceread iniquilatem non poteris (Habac. 1, 15 . Aho-
suo sic ordinaverat. P e r o u n a cosa es prever, y otra de- ra bien, asegurándonos Dios q u e no quiere el pecado,
t e r m i n a r de a n t e m a n o l o s pecados de los hombres. Sin sino q u e le detesta y prohibe, ¿ c ó m o pueden decir los
d u d a q u e Dios, cuya i n t e l i g e n c i a es infinita, conoce y sectarios q u e este mismo Dios contrario á sí mismo,
abarca todas las cosas f u t u r a s , y por consiguiente todas quiere el pecado y lo decreta de a n t e m a n o ? Aquí se
las faltas que cada h o m b r e c o m e t e r á ; pero e n t r e estas propone Calvino á sí propio esta dificultad, y dice :
cosas, la presciencia d e Dios toca á las u n a s como d e - Objieiunt: si ríihil eveniat, nisi volente Deo, duas esse
biendo realizarse s e g ú n u n decreto positivo, y á las in eo contrarias volúntales, quia occulto consilio clecer-
otras como debiendo a c a e c e r por p u r a p e r m i s i ó n ; pero nat. qua; lecje sua palam veluit, fucile diluitur (1. 1,
ni el decreto, ni la p e r m i s i ó n dañan á la libertad del c. 16, § 5). Aprendamos a h o r a de él cómo se explica
hombre, puesto q u e Dios previendo estas obras buenas esta contrariedad de voluntad en Dios. La dificultad,
ó malas, las preve t o d a s como hechas libremente. Hé
16.
dice, se resuelve con la respuesta q u e dan los ignoran- n e s ? Supongamos que está determinado en los decretos
t e s cuando se les p r e g u n t a sohye algún punto difícil: de Dios q u e Pedro tendrá tal tentación, y que s e r a j e
Non capimus. Pero la verdadera respuesta consiste en ella vencido, ¿ c ó m o podrá pedir á Dios que le libre de.
q u e la suposición de Calvino es enteramente falsa, por- dicha tentación, y cambie su decreto?No, Dios 110 exci-
q u e Dios j a m á s p u e d e q u e r e r lo que nos prohibe, y lo ta a! demonio á tentar á los h o m b r e s ; no hace mas que
q u e es el objeto de su aversión. El mismo Melancthon permitirle á fin de probar á sus servidores. Cuando el
dijo contra ¿ulero, en su confesion de Ausburgo : Causa demonio procura seducirnos comete u n a acción impía ;
peccati est voluntas impiorum, quce avcrtit se a Deo. es p u e s imposible que Dios lome empeño, en esta o h r a :
Nemini mandavit (D.eus) imple agere Eccli. 15, 2.1).. An-
51. 2 o Dicen q u e excita Dios al demonio á tentar al
tes bien, en todas las tentaciones nos presenta Dios, y
h o m b r e , y que él m i s m o le tienta é impele al pecado.
nos da los auxilios suficientes para r e s i s t i r ; y nos pro-
No se c o m p r e n d e cómo puede ser esto, puesto que Dios
testa que j a m á s permitirá seamos tentados en mas de lo
nos p r o h i b e consentir en nuestros apetitos desordena-
q u e podemos ; Fidelis Deus est, qúi non palielur vos
dos, Post concupiscencias lúas non eas (Eccli. 18, oGi;
tentari supra id quod polestis (1 Cor. 10, 15). Pero, di-
y q u e nos manda h u i r del pecado como de u n a serpien-
cen, 110 leemos en muchos lugares de la Escritura q u e
te : Quasi a facic colubri fugc peccata (Eccle. 21, 2).
Dios tentó á los h o m b r e s : Deus tentavit eos {Sap 5, 5).
San Pablo nos e x h o r t a á revestirnos de las armas de
Tentavil Deas Abraham (Gen. 22, 1). Esto tiene nece-
Dios, tales como la o r a c i o n , á fin de resistir á las tenta-
sidad de explicación : el demonio tienta á los hombres
ciones del demonio : Indulte vos armaturam Del, at
para hacerles caer en el pecado; pero Dios 110 los tien-
possilis slcire advcrsus insidias diaboli (F.ph. 6, 11). San
ta sino para probarlos ; así es como lo hizo con Abra-
Estevan echaba en cara á los judíos q u e rcsistian ai F.s-
h a m , y lo hace lodos los dias con sus fieles servidores :
p í r i t u - S a n l o . Pero si f u e r a cierto q u e Dios nos incitase
Deus tentavit eos, el invenit illos dignos se (Sap. 5, 5).
al pecado, p u d i e r a n los judíos haber respondido á san
Por lo demás, Dios no solicita al hombre para el peca-
Estevan : nqsotros lio resistimos al Espíritu-Santo; al
do, como lo hace el diablo : Deus enim inlenlalor malo-
contrario obramos p o r inspiración suya, y por la mis^
rum est, ipse autemneminem tent,al (Jac. 1 , 1 5 ) .
m a te a p e d r e a m o s . J e s u c r i s t o nos ha mandado pedir á
Dios, q u e no nos p e r m i t a vernos expuestos á ocasiones 52. 5 o El Señor ha dicho : No lite omni spirltui cre-
peligrosas q u e a r r a s t r a r í a n nuestra caida ; Etnc nos in- ciere, sed probate spiritus, si ex Deo sint (1 Joan. 4 , 1 ) .
ducas in tenlationem. A h o r a bien, si Dios empeña al de- En consecuencia estamos obligados á examinar las d e -
m o n i o á q u e nos t i e n t e , si él mismo lo hace, y nos im- terminaciones que debemos tomar, y los consejos que
pele al pecado, y d e c r e t a q u e pequemos, ¿cómo puede se nos d a n , a u n respecto de las cosas que á primera
s e r q u e nos i m p o n g a la obligación de h u i r del pecado, vista nos parezcan buenas y santas, porque sucede m u -
d e resistirle, y p e d i r á Dios que nos libre de tentacio- chas veces que lo que creemos ser u n a inspiración de
Dios, no es mas q u e u n a instigación del demonio para
misericordioso, sino u n Dios tirano, ¿ q u é digo? un Dios
perdernos. P e r o , según Calvino, siendo el espíritu
mas cruel é injusto q u e todos los tiranos, puesto que
quien nos mueve ya bueno, ya malo, no estamos obli-
(según él) q u i e r e q u e los hombres pequen, para a t o r -
gados á mas examen, p o r q u e ambos vienen de Dios q u e
mentarlos eternamente. Añade Calvino que Dios obra de
q u i e r e q u e hagamos el bien y el mal que nos inspira.
esta m a n e r a á fin de ejercer su justicia. Pero ¿110 es
Hacen m u y mal los sectarios en decir que las Escrituras
precisamente de este temple la crueldad de ios tiranos
deben entenderse según la razón privada, puesto que
que desean caigan sus súbditos en alguna falta, á fin
hágase lo q u e se hiciere, cualquiera error ú herejía q u e
de buscar suplicios con q u e castigarlos, y saciar su
resultare de u n a falsa interpretación, todo lo inspira
crueldad?
Dios.
54. 5° Estando el h o m b r e precisado á pecar puesto
53. 4° Aparece claro de toda la Escritura que Dios
q u e Dios quiere que peque, y que á ello le excita, es
está mas propenso á u s a r de misericordia y de p e r d ó n ,
u n a injusticia castigarle ; porque en semejante caso no
q u e á ejercer su j u s t i c i a castigando : Universce vite Do-
tiene libertad, y por consiguiente 110 hay pecado, Toda-
mini misericordia, et.vertías (Psal. 24, 10). Misericor-
vía mas, siguiendo el h o m b r e la voluntad de Dios q u e
dia Domini plena est ierra (Psal. 5 5 , 1 ) . Miseraliones
quiere que peque, merece u n a recompensa por haber
ejus super omnia opera ejus (Psal. 144, 9), Superexallat
obedecido á la voluntad divina : ¿ c ó m o cabe que Dios
autem misericordia judicium (Jac. 2, 1 3 . La misericor-
le castigue para ejercer su j u s t i c i a ? Alega Beza estas pa-
dia d e Dios s u p e r a b u n d a tanto respecto del justo, como
labras del a p ó s t o l : Qui (Deus) operatur omnia secun-
del p e c a d o r ; y para convencernos del gran deseo q u e
dum consilium voluntatis suce (Eph. 1, 11); y dice : Si
tiene de vernos practicar el bien, y conseguir la salva-
todo se hace por la voluntad de Dios, lo mismo sucede
ción, basta con estas palabras tantas veces repetidas en
con los pecados. No es así, Beza padece u n e r r o r : todo
el Evangelio : Petiteel accipietis (Joan. 16, 24). Petile,
se hace p o r la voluntad de Dios, excepto el pecado. Dios
et dabilur vobis (Matth. 7, 7). A todos ofrece sus teso-
no q u i e r e el pecado, ni la perdición de n a d i e : Numquid
ros, la luz, el a m o r divino, la gracia eficaz, la perseve-
voluntatis mea? est mors impii, dicit Dominus (Ezech.
rancia final y la salvación eterna. Dios es fiel y no p u e -
18, 2 5 ) ? Nolens aliquos perire (2 P e t r . 3, 9). Al con-
de faltar á sus promesas. El q u e se pierde, se p i e r d e
trario su voluntad es q u e todos los hombres se santifi-
p o r su culpa. Hay pocos escogidos, dice Calvino, y estos
quen : íicec esl voluntas Dei, sanctificatio vestra (1 Thes.
son Beza y sus d i s c í p u l o s ; todos los demás son unos
4, 5).
reprobos, sobre los cuales Dios ejerce únicamente su
justicia, pues los ha predestinado al infierno, y por es- 55. 6° Dicen los sectarios q u e el mismo Dios obra
to les priva de toda gracia y los impele al pecado. Así, con nosotros el pecado, y se sirve de nosotros como de
p u e s , según Calvino, es preciso figurarnos., no u n Dios u n i n s t r u m e n t o para cometerle; por eso (como dejamos
observado al principio de este párrafo) no se avergüen-
2a Calvino de l l a m a r á Dios a u t o r del pecado. El conci-
del pecado, y peca él mismo realmente. Zuinglio (serm.
lio de T r e n t e condenó s e m e j a n t e doctrina (sess. e m a -
de Prov., c. 5) da otra razón y dice que el h o m b r e p e -
n e n 6) • .Si quis dixerit non esse in potestate homms
ca p o r q u e obra contra la ley, y q u e Dios no peca porque
lias Las malas facere, sed mala opera, ita ut bona,
no está sujeto á ley alguna ; pero el mismo Calvino r e -
Deum operan, non permissive solum, sed etiampropne,
chaza esta razón como inepta, diciendo (inst., 1. 5,
ei per se, adeo ut sil proprium ejus optes,non minuspro-
c. 2 5 , 1 2 ) : Non fingimus Deum ex legem; y con razón,
dilio Judce, quam vocatio Pauli: anathema sit. Si es
p o r q u e a u n q u e nadie pueda imponer ley á Dios, t i e n e
Cierto q u e Dios es a u t o r del pecado, pues o q u e lo
sin embargo por regla su justicia y su b o n d a d . Así
quiere, que nos escita á cometerlo y q u e lo comete
p u e s , como el pecado se opone á la ley n a t u r a l , opóne-
con nosotros, ¿cómo es q u e el h o m b r e peca y D.os n o ?
se también á la bondad d e Dios. Pero u n a vez que, á
Esta dificultad se le p r o p u s o á Zgfngl.o, que n o h a -
decir del calvinista, todo lo que hace el h o m b r e , sea
biendo sabido q u é r e s p o n d e r , se encolerizó , y dijo : De
b u e n o ó malo, lo hace por necesidad, porque Dios es
hoeipsum Deum interroga, ego enimeinonfui a consi-
quien lo obra todo, si alguno le castigase d u r a m e n t e , y
liis El m i s m o a r g u m e n t o se le hace á Calv.no : ¿Como
dijera para excusarse : no soy yo q u i e n te maltrata, es
puede condenar Dios á los h o m b r e s que no son mas que
Dios quien me impele, y me obliga á hacerlo, quisiera
los ejecutores del pecado, siendo él mismo quien lo ha-
saber si el calvinista fiel á la doctrina de su maestro r e -
ce por medio de ellos? p o r q u e en materia de acciones
cibiría esta excusa, ó si no le diría m e j o r con indigna-
malas no es al i n s t r u m e n t o á quien se culpa, sino al
ción : No, no es Dios quien m e hiere, eres tú que pro-
agente. Luego si el h o m b r e no peca m a s q u e como in-
curas satisfacer el odio q u e me tienes. ¡Desgraciados
s t r u m e n t o de Dios, no es el h o m b r e el culpable, sino el
herejes, q u e conociendo bien su e r r o r , no se ciegan si-
mismo Dios. Responde Calvino que no puede compren-
no porque asiles p l a c e !
d e r esto nuestro e n t e n d i m i e n t o carnal : Vix capil sen-
56. Para probar que Dios quiere, m a n d a y hace el
sus carnis (inst., 1. 1, c. 18, § 1). Algunos sectarios di-
pecado nos oponen los sectarios muchos p a s a j e s ; y en
cen q u e para Dios no hay pecado, sí solo para el hom-
p r i m e r lugar el texto de Isaías (45, 7 ) : Ego Dominus...
bre á causa del mal fin q u e se p r o p o n e ; que Dios al con-
faciens pacem, et creans malum. Responde Tertuliano :
t r a r i o , lleva u n b u e n fin, el d e ejercer su justicia, cas-
Mala dicuntur el delicia, et supplicia : Dios hace los su-
tigando al pecador por l a falta cometida. Pero esta res-
plicios, mas no los p e c a d o s ; puesto q u e añade : Malo-
puesta no excusaría á Dios de pecado, p o r q u e según
ruin culpce diabolum, malorum poetice Deum. En la re-
Calvino, predestina al h o m b r e p o r u n decreto, no sola-
belión de Absalon contra David quiso Dios el castigo del
m e n t e á cometer la acción del pecado, sino también a
padre, y no el pecado del hijo. Pero está escrito (2 Reg.
ejecutarla con u n a v o l u n t a d perversa, sin lo cual no
16, 10) : Dominus prcecepit Semei, ut ma/edicer et Da-
podría castigarle; es p u e s Dios verdaderamente autor
vid. En Ezequiel (14, 9) : Ego Dominus deccpi prophc•
tam illum. En los Salmos (104, 25) • Convertit cor eo- gusto de los herejes, p o r q u e á su sombra se toman la
ram, ut. ocliret populumejus. Y en san Pablo (2 Thess. licencia d e cometer todos los pecados q u e les place sin
2, 10) : Mittet Dcus Mis operalionem erroris, uteredant remordimientos ni temor, descansando en su famoso
mendacio. Es pues manifiesto, dicen, q u e Dios manda y dilema : Si estoy predestinado, me salvaré, c o m é t a l o s
hace el pecado. Pero aquí no quieren los sectarios dis- crímenes que cometiere; y si al contrario estoy repro-
t i n g u i r la voluntad de Dios, de la permisión : p e r m i t e bado, me condenaré, haga las buenas obras q u e hiciere.
Dios para los justos fines q u e se propone, que se enga- Pero refiérese q u e u n médico destruyó este falso racio-
ñen los h o m b r e s y caigan en el pecado, ya para castigo cinio con u n a bella respuesta. Lo habia oido hacer á u n
de los impíos, ya para provecho de los buenos; pero no h o m b r e de mala conducta, á quien alguno reprendía
quiere ni hace el pecado. Dice Tertuliano (1. adv. Her- entonces por sus desórdenes. Acaeció que habiendo
mog.) . Dcus non est mali auctor, quid non effeclor, cer- caído enfermo aquel h o m b r e perverso (el landgrave
Luis), mandó llamar á este mismo médico para q u e
te permissor. San Ambrosio (1. de P a r a d . , c. 5) : Deus
cuidase de su curación. F u e el médico á buscarle, y
operatur quod bonum cst, non quod malum. Y san Agus-
como el landgrave le suplicase tuviera la bondad de cu
t í n (Ep. 105 ad Sixtum.) : Iniquilatem damnare novit
rarle, acordándose entonces de lo q u e en otra ocasion
ipse, non. (acere.
habia respondido el enfermo cuando se le advertía re-
formara sus costumbres, le dirigió estas palabras : Luis,
§ VII.
¿ d e qué puede serviros mi a r t e ? Si es llegada la hora
d e vuestra m u e r t e , moriréis á pesar de todos mis re-
j a m á s predestinó Dios á ningan hombre á la condenación, sin atender á su
pecado. medios ; si al contrario, no ha cumplido el plazo, vivi-
réis independientemente de mis cuidados. Entonces
replicó el enfermo : Señor médico, yo os ruego encare-
57. La doctrina de Calvino es enteramente contraria
cidamente m e asistais cuanto esté d e vuestra parte,
á esta. Pretende que Dios ha predestinado un gran nú-
antes q u e venga la m u e r t e , p o r q u e p u e d e suceder q u e
mero de hombres á la condenación, no p o r sus pecados,
vuestros remedios m e c u r e n ; pero sin ellos, moriré
sino únicamente por su beneplácito. Hé aquí cómo h a -
infaliblemente. El médico q u e era u n h o m b r e discreto,
bla (Inst., 1. 1, c. 21, § 5) : AHis vila (eterna, aliis dam-
le replicó : Si creeis deber acudir á mi arte para con-
natio (eterna, prceordinatur; itaqueprout inalterulrum
servar la salud del cuerpo, ¿ p o r q u é descuidáis reco-
finem quisque condilus est, ita vel ad vitum, vel ad mor-
brar la vida del alma por medio de la confesion ? Per-
ían príedestinatum dicimus. Y no asigna otra razón de
suadido el landgrave con esta respuesta se confesó, y
semejante predestinación mas q u e la voluntad de Dios
(Ibid., § 1 1 ) : Ñeque in aliis reprobandis aliutl liabebi-
convirtió sinceramente.
mus, quam ejus voluntatem. Esta doctrina es de todo el 58. Pero demos á Calvino u n a respuesta directa :
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tam illum. En los Salmos (104, 25) • Convertit cor eo- gusto de los herejes, p o r q u e á su sombra se toman la
rum, ut odirct populumejus. Y cu san Pablo (2 Thess. licencia d e cometer todos los pecados q u e les place sin
2, 10) : Mittet Dcus illis operationcm erroris, ut creilant remordimientos ni temor, descansando en su famoso
mendacio. Es pues manifiesto, dicen, q u e Dios manda y dilema : Si estoy predestinado, me salvaré, c o m é t a l o s
hace el pecado. Pero aquí no quieren los sectarios dis- crímenes que cometiere; y si al contrario estoy repro-
t i n g u i r la voluntad de Dios, de la permisión : p e r m i t e bado, me condenaré, haga las buenas obras q u e hiciere.
Dios para los justos fines q u e se propone, que se enga- Pero refiérese q u e u n médico destruyó este falso racio-
ñen los h o m b r e s y caigan en el pecado, ya para castigo cinio con u n a bella respuesta. Lo habia oido hacer á u n
de los impíos, ya para provecho de los buenos; pero no h o m b r e de mala conducta, á quien alguno reprendía
quiere ni hace el pecado. Dice Tertuliano (1. adv. Her- entonces por sus desórdenes. Acaeció que habiendo
mog.) . Dcus non est mali auctor, (¡lúa non effeclor, cer- caido enfermo aquel h o m b r e perverso (el landgrave
Luis), mandó llamar á este mismo médico para q u e
te pcrmissor. San Ambrosio (1. de P a r a d . , c. 5) : Dcus
cuidase de su curación. F u e el médico á buscarle, y
operatur quod bonum cst, non quod malum. Y san Agus-
como el landgrave le suplicase tuviera la bondad de cu
t í n (Ep. 105 ad S i x t u m . j : Iniquilatem damnare novit
rarle, acordándose entonces de lo q u e en otra ocasion
ipse, non (acere.
habia respondido el enfermo cuando se le advertía re-
formara sus costumbres, le dirigió estas palabras : Luis,
§ VII.
¿ d e qué puede serviros mi a r t e ? Si es llegada la hora
d e vuestra m u e r t e , moriréis á pesar de todos mis re-
j a m á s predestinó Dios á ningún hombre á la condenación, sin atender á su
pecado. medios ; si al contrario, no ha cumplido el plazo, vivi-
réis independientemente de mis cuidados. Entonces
replicó el enfermo : Señor médico, yo os ruego encare-
57. La doctrina de Cálvino es enteramente contraria
cidamente m e asistais cuanto esté d e vuestra parte,
á esta. Pretende que Dios lia predestinado un gran nú-
antes q u e venga la m u e r t e , p o r q u e p u e d e suceder q u e
mero de hombres á la condenación, no p o r sus pecados,
vuestros remedios m e c u r e n ; pero sin ellos, moriré
sino únicamente por su beneplácito. lié aquí cómo h a -
infaliblemente. El médico q u e era u n h o m b r e discreto,
bla (Inst., 1. 1, c. 21, § 5) : Aliis vila (eterna, aliis dam-
le replicó : Si creeis deber acudir á mi arte para con-
natio (eterna, prceordinatur; itaqueprout inaltcrulrum
servar la salud del cuerpo, ¿ p o r q u é descuidáis reco-
finem quisque condilus est, ita vel ad vitam, vel ad mor-
brar la vida del alma por medio de la confesion ? Per-
ían príedeslinalum dicimus. Y no asigna otra razón de
suadido el landgrave con esta respuesta se confesó, y
semejante predestinación mas q u e la voluntad de Dios
(Ibid., § 1 1 ) : Ñeque in aliis reprobandis aliiul luibebi-
convirtió sinceramente.
mus, quam ejus voluntatem. Esta doctrina es de todo el 58. Pero demos á Calvino u n a respuesta directa :
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Escucha, Calvino, si estás predestinado á la vida eter- qui dedit redemptionem semetipsum pro ómnibus (i T i m .
na, y á obrar tu salvación, es en virtud de las buenas 2, fi). Si Jesucristo quiso rescatar á todos los hombres,
obras q u e h i c i e r e s ; y al contrario, si estás destinado claro es q u e á todos ha q u e r i d o salvarlos.
al infierno, es únicamente por t u s pecados, y no p o r la 59. Pero, dice Calvino, Dios ha previsto de u n a ma-
p u r a voluntad de Dios, como osas decirlo con execrable nera cierta las obras buenas y malas de cada h o m b r e
blasfemia. Deja pues de pecar, haz buenas obras y te en p a r t i c u l a r ; si p u e s ya ha dado el decreto de conde-
salvarás. Calvino faltó á la verdad cuando dijo q u e Dios nar á alguno al fuego eterno en consideración de sus
ha criado u n gran número de h o m b r e s para el infierno; pecados, ¿ c ó m o p u e d e decirse q u e q u i e r e la salvación
siendo como son demasiado t e r m i n a n t e s y numerosos de todos? Se responde con san Juan Damasceno, santo
ios pasajes de la Escritura, en Jos cuales declara Dios Tomás de Aquino, y todos los doctores católicos, q u e
su voluntad de salvar á todos los h o m b r e s . Empecemos respecto de la reprobación de los pecadores es preciso
p o r el texto de san Pablo (1 T i m . %l):Qui omnes homines distinguir la prioridad de tiempo, y la de orden ó razón:
vult salvos fien, el ad agnitionem verítatis venire. Que en cuanto á la primera el decreto divino es anterior al
Dios quiera salvar á todos los hombres, es, dice san pecado del hombre, pero relativamente á la prioridad
Próspero, u n a verdad q u e todo fiel debe confesar y de ó r d e n , es anterior el pecado al decreto divino, por-
creer firmemente; y da Ja razón de esto diciendo : Sin- q u e Dios no destinó un gran n ú m e r o de pecadores al
cerrissime credendum atque profitendum est, Dominum infierno, sino p o r h a b e r previsto sus pecados. Se en-
velle omnes homines salvos fieri, siquidem Apos tolas seña despues q u e el Señor q u i e r e salvar á todos los
(cujas luec sentenlia est) sollicile prcecipit, ut Deo pro hombres con u n a voluntad antecedente propia de su
ómnibus supplicetur (Resp. ad 2 object. Vincent) : El b o n d a d ; pero q u e q u i e r e condenar á los reprobados
a r g u m e n t o no tiene réplica, p u e s t o q u e habiendo dicho con u n a voluntad consiguiente, que dice relación á sus
p r i m e r o el apóstol : Obsecro igitur primum omnium pecados. Hé a q u í cómo se expresa san Juan Damasceno:
fieri obsecrationes... pro ómnibus hominibus..., añade Deus prcecedenter vult omnes salvari, ut efficiat nos bo-
en seguida : Iíoc enim bonum est, et acceptum coram nitatis suce participes ut bonus; peccantes autem puniri
Salvatore nostro Deo, qui omnes homines vult salvos vult ut justas (1. 2 de Fide o r t h o d . , c. 2). Lo mismo
fieri. No exige el apóstol q u e se pida por todos los hom- dice santo Tomás : Voluntas antecedens est, qua (Deus)
bres, sino p o r q u e quiere Dios á todos salvarlos. San omnes homines salvos fieri vult... Consideratis autem
Juan Crisóstomo ( I n l Tim. 2, h o m . 7) recurrió al mis- ómnibus circunstanúis pcrsonce, sic non invenitur de
m o raciocinio : Si omnes Ule vult salvos fieri, mérito ómnibus bonum esse quod salventur; bonum enim est
pro ómnibus oportet orare. Si omnes ipse salvos fieri eum qui se prceparat, et consentit, salvari, non vero no-
cupit, illius et tu concorda voluntan. Nótese también lo •lentem, et resistentem... Et hcec dicitur voluntas con-
q u e el mismo apóstol dice del S a l v a d o r : Chistas Jesús, sequens, eo quod prcesupponit pnescientiam operum,
non tanquam causarti voluntatis, sed quasi rationem vo- tad de Dios no es q u e nos perdamos, sino q u e obremos
liti (c. 6 Joan., lect. 4).' n u e s t r a salvación; y cuando ve que nos obstinamos p o r
60. También hay un gran número de otros textos nuestros pecados en correr á la m u e r t e eterna, afec-
q u e vienen al apoyo de esta verdad, y no puedo dis- tado de nuestra desgracia, nos pide de alguna manera
p e n s a r m e de referir algunos : Venite ad me omnes (dice q u e tengamos piedad de nosotros mismos : Et quare
el Señor) qui laborat'is et onerati eslis, et ego reficiam moriemini, domus Israel? revertimini, etvivite{Ezech.
vos (Matlh. 11, 28). Venid todos los q u e gemís bajo el 33, 11). Como si dijera : Pobres pecadores, ¿y p o r q u é
peso de vuestras iniquidades, y yo os aliviaré de los quereis condenaros? Volved á mí, y encontrareis la
males q u e os habéis hecho á vosotros mismos. Si á to- vida que habéis perdido. Así, viendo nuestro divino
dos los hombres invita al remedio, claro es que tiene Salvador la ciudad de Jerusalen, y considerando las
v o l u n t a d sincera de salvarlos á todos. Dice san Pedro : desgracias que los judíos iban á atraer sobre sí por la
Palientcr agit. propter nos, nolens aliquos perire, sed m u e r t e i n j u s t a q u e debian hacerle s u f r i r , se puso a
omnes ad pcenitentiam revertí (2 Petr. 5, 9). Nótense llorar de compasión : Videns civitatem, flevit super
estas palabras, omnes ad pcenitentiam revertí ; Dios no illam (Luc. 19, 41). Declara Dios en otro lugar q u e no
q u i e r e la condenación de nadie, ni a u n de los pecado- q u i e r e la m u e r t e , sino la vida del pecador: Nolo mortem
res, mientras aun viven, pero quiere que todos se arre- morienlis (Ezech. 13, 32). Y' poco despues lo confirma
pientan de sus faltas y obren su salvación. Leemos con j u r a m e n t o : Vivo ego, dicit Dominus Deus, nolo
también estas palabras de David : Quoniam ira in indi- mortem impii, sed ut convertatur impius a via sua, et
gnaiìone ejus, et vita in volúntate ejus (Psal. 29, 5). Hé vivat (Ezech. 55, 11).
a q u í cómo explica san Basilio este pasaje : Et in volún-
61. Decir, despues de tan brillantes testimonios d e
tate ejus, quid ergo dicit? Nimirum quod vult Deus om-
la Escritura, q u e no q u i e r e Dios la salvación de todos
nes vilee fieri participes. Por muchos y enormes q u e
los hombres, es, dice el docto Petavio, hacer i n j u r i a a
sean nuestros pecados, no quiere Dios nuestra perdi-
la divina misericordia, y sutilizar los decretos de fé :
ción, sino que vivamos. Y el libro de la sabiduría dice
Quod si isla scripturce loca, quibus hanc suam volunta-
(cap. 11, 23) : Diligis enim omnia quee sunt, et nihil
tem tam illustribus ac siepe repetitis sententiis, imo la-
odisti eorum quee fecisti. Y poco mas adelante en el ver-
crymis, ac jurejurando, testatus est Deus, calumniari
sículo 27 : Parcis autem ómnibus, quoniam tua sunt,
licet, et in contrarium detorquere sensum ut prieter
Domine, qui amas animas. Si Dios ama á todas sus cria-
paucos genus liumanum omne perdere statuerit, nec
t u r a s , Y especialmente á las almas, si está pronto á
eorum servandorum voluntatem habuerit, quid est aileo
perdonar á los que se arrepienten d e sus pecados, ¿ c ó -
disertum in fulei decrelis, quod simul ab injuria, et
mo puede caber en la imaginación q u e los cria para
cavillatione, tutumesse possit (Theol., 1 . 1 , 1 . 10, c. 15,
verlos sufrir eternamente en el i n f i e r n o ? No, la volun-
n . 5)? Según el cardenal Sfondrati, decir que Dios no
q u i e r e la salvación mas q u e de u n corto n ú m e r o d e cual no nos permite d u d a r el precepto de la esperanza ;
h o m b r e s , y que p o r un decreto absoluto quiere condenar porque si no estuviéramos ciertos de que Dios quiere
á todos los otros, despues d e haber proclamado cien salvar á todos los hombres, n u e s t r a esperanza no seria
veces que á todos q u i e r e salvarlos, es hacer de él un firme y segura como la llama san Pablo anchoram tulam
Dios de teatro que dice u n a cosa y desea otra : Piane ac firmam (Hebr. 6, 18 et 19), sino débil y vacilante :
qui aliter sentiunt, nescio an ex Deo vero Deurn scenicum Qua fiducia (estas son las palabras de Petrocoreso)
faciant (Nodus prced., p a r t . 1, § 1). Pero todos los san- ilivinam misericordiam sperare poterunt homines, si
tos padres griegos y latinos convienen en decir que ccrtum non sit quoil Deus sulutem omnium eorum velit
Dios quiere sinceramente la salvación de todos los hom- (Theol., t . 1, c. 3, q. 4 ) ? Esta razón es c o n c l u y e n t e :
bres. En el lugar citado refiere Petavio pasajes de s a n solo está aquí i n d i c a d a ; mas yo la h e desarrollado
J u s t i n o , de san Basilio, de san Gregorio, de san Cirilo, extensamente en mi libro de la oracion (Gran Mezzo
de san Juan Crisòstomo y de san Metodio. Veamos lo dalla Preghiera, par. 2, c. 4).
q u e dicen los padres latinos. San Gerónimo (comment. 62. Replica Calvino que á consecuencia del pecado
in c. 1 ad Eph.) : Vult (Deus) salvare opines; secl quia de Adán, todo el género h u m a n o es u n a masa condena-
nullus absque -propria volúntate salvatur, vult nos bonum da; y que así no hace Dios perjuicio á los hombres
velie, ut cum voluerimus, velit in nobis et ipse suum im- queriendo salvar solo á u n corto n ú m e r o y condenar á
plere consilium.- San Hilario d i c e ( e p . ad Aug.) : Omnes todos los demás, no p o r sus propios pecados, sino p o r
homincs Deus salvos fieri vult, et non eos tantum qui ad el de Adán. Bespondemos que precisamente es á esta
sanctorum numerimi pertinebunt, sed omnes omnino, ut masa condenada á la que Jesucristo vino á salvar con
nullus habeat exceptionem. San Paulino se expresa así su m u e r t e : Venit enim Filius hominis salvare quod
(ep, 24 ad Sever., n. 9) : Omnibus dicit Cliristus, venite perierat (Matth. 1 8 , 1 1 ) . Este divino Redentor no ofreció
ad me, etc.; omnem enim quantum in ipso est, hominem su m u e r t e solo por los hombres q u e debían salvarse,
salvimi fieri vult, qui fecit omnes. Y san Ambrosio (1. d e sino por todos sin excepción : Qui dedil redemptionem
lib. P a r a d . , c. 8) : Etiam circa impios suarn ostendere semetipsum pro omnibus (1 T i m . 2, 6). Pro omnibus
debilit voluntatem, et ideo nec proditorem debuit prcete- morluus est Christus, etc. (1 Cor. 5, 15). Speramus in
rire, ut adverterent omnes, quod in elecliones etiam pro- Deum vivum, qui est Salvator omnium hominum, maxi-
ditoris sui salvandorum omnium prcetendit... et quod me fidelium (1 Tim. 4 , 1 0 ) . Prueba el apóstol que todos
in Deo fuit, ostendit omnibus, quod omnes voluit liberare. los hombres estaban m u e r t o s por el pecado, y q u e
Por no ser demasiado largo, omito todos los demás Cristo m u r i ó p o r todos : Charitas enim (¡liristi urget
testimonios de los padres, q u e pudiera r e u n i r . Pero nos... Quoniam si unus pro omnibus mortuus est, ergo
que Dios quiera s i n c e r a m e n t e por su parte salvarnos á omnes mortili sunt (2 Cor. 5, 14). Por eso dice santo
todos, es u n a cosa (según observa Pelrocoreso) de la Tomás (ad 4 Tim. 2, lect. 1). Christus Jesus est media-
pcenani, quem stantem pnedestinasse dicitur ad ruinam
tor Dei, et hominum, non quorumdam, sed inter Deum
(1. 1 a d M o n i m . , c 24).
et omnes homines : et hoc non esset, nisi vellet omnes
64. Es u n a verdad incontestable q u e los q u e se pier-
salvare.
den, no es m a s que p o r su negligencia, pues como
63. Pero si Dios q u i e r e salvar á todos los hombres, y
enseña sauto Tomás, el Señor á todos concede la gracia
si Jesucristo ha muerto p o r todos, ¿ p o r q u é (pregunta
necesaria para salvarse : Hoe ad divhuim providentiam
san Juan Crisostomo) no se salvan todos los h o m b r e s ?
pertinet, ui cuilibet provideat de necessariis ad salulem
Porque (responde el santo doctor) todos no quieren con-
(q. 14 de Yerit., a r t . 11 ad 1). Y en otro lugar sobre el
f o r m a r s e á la voluntad de Dios que á todos quiere sal-
texto de san Pablo : qui vult omnes homines salvos fieri,
varlos, pero sin forzar la voluntad de n i n g u n o : Cur
dice : Et ideo gralia nulli deest, sed ómnibus [quantum
icjiturnon omnes salvi fiunt, si vult (Deus) omnes salvos
in se est) se communicat (in epist. ad Hebr., c. 12, lect.
esse? Quoniam non omnium voluntas illius voluntatem
3). Esto es precisamente lo que en otro tiempo decia
sequilur; porro ipse neminem cogit (hom. 4 3 de Lon-
Dios por boca del profeta Oseas, q u e si nos perdemos,
gitud. prfem.) : Dice san Agustin : Bonus est Deus;
es únicamente por n u e s t r a culpa, puesto que encon-
juslus est Deus; potest aliquos sine bonis mefitis liberare,
tramos en Dios todo el auxilio que es necesario para no
quia bonus esl ; non potest quamquam sine malis mefitis
p e r d e r n o s : Per diño lúa ex te, Israel; tanlummodo in
damnare, quia juslus est (1. 3 contra J u l i á n . , c. 18).
me auxilium tuum (Os. 13, 9). Por eso nos enseña el
Confiesan los mismos centuriadores de Magdeburgo,
apóstol san Pablo q u e no s u f r e Dios seamos tentados en
hablando de los reprobos, que los santos padres en-
m a s de lo que podemos : Fidelis autem Deus est, qui
señan u n á n i m e m e n t e q u e Dios no predestina á los
non palictur vos tentari supra id quod poiestis (1 Cor.
pecadores al infierno, sino q u e los condena en v i r t u d
10, 13). Ciertamente seria una iniquidad y crueldad,
d e la presciencia que tiene de sus pecados : Paires nec
dicen san Agustin y santo Tomás, q u e obligase Dios á
prcedestinationem in eo Dei, sed prcescientiam solum acl-
los hombres á observar sus preceptos, sabiendo q u e no
miserunt. (Centuriat. 102, c. 4). Replica Calvino q u e
pueden cumplirlos : Peceati reum (escribe san Agustin)
a u n cuando Dios predestina á m u c h o s hombres á la
tenere qv.emquam, quia non fecit quod faeere non poluit,
m u e r t e eterna, sin embargo no ejecuta la pena h a s t a
summa iniquitas est (de Anima, 1. 2, c. 12, n. 17). Y
despues de su pecado ; por eso quiere Calvino q u e
santo Tomás dice : Homini imputatur ad crudelitatem,
p r i m e r o predestine Dios á Jos réprobos al pecado, á fin
si obliget aliquem per prceceplum ad id quod implere
de q u e pueda despues castigarlos con j u s t i c i a . Pero si
7ion possit; ergo de Deo nullalenus est cestimandum (in 2
es u n a injusticia condenar al inocente infierno, ¿ n o lo
sent., dist. 28, Q. 1, a r t . 3). Una cosa es, prosigue el
seria a u n mas escandalosa predestinarle al pecado, á fin
santo, cuando, ex ejus negligenña est, quod grañam
de poderle en seguida imponer u n a p e n a ? Major vero
non habet, per quam potest servare mamlata (Q. 14 de
injustilia (escribe san Fulgencio), si lapso Deus retribuii
Verít.j a r t . 14 ad 2) ; Negligencia q u e consiste en no suerte q u e en el dia del juicio no hallarán excusa para
q u e r e r aprovecharse al m e n o s d e la gracia remota de evitar su condenación : Etenhn serio, et ómnibus modis
la o ración, con la cual p o d e m o s obtener la próxima (Deus) vult eos adjurare, qui in vitio voluntantur, ut
para observar los preceptos, como euseha el concilio de omnemeis excusationem eripiat (Peí.» 1. 2, e p . 270).
Trento : Deus tmpombilia non jubet, sed jubendo mo- 66. P R I M E R A O B J E C I O N . — Pero á todas estas pruebas
net, et facere quod possis, et petere quod non possis, et opone Calvino en p r i m e r lugar m u c h o s textos en
adjuvat ut possis (ses. 6, c. 15). donde se dice q u e el mismo Dios endurece á los pe-
65. Concluyamos diciendo con san Ambrosio, q u e cadores, y los ciega á fin dé que no vean el camino
el Salvador lia manifestado claramente su gran miseri- q u e conduce á la salvación : Ego indurabo cor ejus
cordia hacia todos los h o m b r e s , ofreciéndoles el reme- (Exod. 4, 21). Excceca cor populi liujus... ne forte vi-
dio suficiente para obrar su salvación, por culpables y deat (Is. 6, 10). Responde san Agustín que endurece
debilitados q u e esten por el p e c a d o : Omnibus opem Dios el corazon de los culpables obstinados, no dándo-
sanilatis delulit... ut Cliristi manifesta in omnes prcedi- les malicia, sino dejando de concederles la gracia de
eetur misericordia, qui omnes homines vull salvos fieri que se han hecho indignos : Indurat subtrahendo gra~
(1. 2 de Abel., c. 5). ¿Y q u é cosa mas feliz puede suce- tiam, non impendendo malitiam (Ep. 194 al 105 ad
d e r á u n enfermo, dice san Agustín, que tener en su Sixtum). Y en el mismo sentido se dice q u e Dios los
m a n o la vida, en el hecho d^ e s t a r l e ofrecido el remedio ciega : Exccecat Deus dcserendo, et non adjurando
para curarse cuando q u i e r a ? Quid enim te beatius, (Tract. 55 in Joan.). Sin embargo u n a cosa es endurecer
quam ut tanquam in manu tna vitam, sic in volúntate y cegar á los hombres, y otra p e r m i t i r (por justos fines,
tua sanitatem kabeas (Tract. 12 in Joan, circa finem)? como Dios lo hace) su obstinación y ceguedad. Lo mis-
Por eso añade san Ambrosio en el l u g a r citado que el mo se responde respecto de lo que dijo san Pedro á los
que se pierde él m i s m o es c a u s a de su m u e r t e , despre- j u d í o s , cuando les echó en cara la m u e r t e de Jesucris-
ciando tomar el remedio q u e le está preparado : Qui- to Hunc definito consilio, et prcescientia Dei traditum...
cumque perierit, mortis suce causam sibi adscribat, qui interemistis (Act. 2, 2 5 et seq). Luego, dicen los secta-
curari noluit, cum remedium haberet. Y esto p o r q u e dice rios, era él designio de Dios q u e los judíos diesen m u e r -
san Agustín, el Señor cura á todos los h o m b r e s , y los te al Salvador. Es cierto que Dios decretó muriese J e -
cura perfectamente cuanto está de su parte, pero no sucristo p a r a l a salvación del m u n d o , pero no hizo mas
lo hace con quien rehusa el remedio : Quantum in me- q u e p e r m i t i r el pecado de los judíos.
dico est, sanare venit ¿egrotum... Sanal omnino Ule,
6 7 . S E G Ü N U A O B J E C I O N . — Opone Calvino lo que es-
sed non sanat invitum (Tract. 12 in Joan, circa finem).
cribe san Pablo á los romanos (9, 11 et seq.) : Cum
E n fin san Isidoro de Pelusa dice que Dios q u i e r e en
enim nondum aliquid boni egissent, aut mali (ut secun-
toda forma ayudar á los pecadores á q u e se salven ; de
dum eleetionem Dei maneret), non ex operibus, sed ex
vocante dictum est ei, quia mayor serviet minori sicut trina no agrada á Calvino, q u e quiere que Dios predes-
scriplum est : Jacob dilexi, Esau odio habui. Opoue tine á los hombres al infierno, y que por lo mismo al
t a m b i é n estas palabras q u e siguen en el mismo capí- pecado. No, d i c e s a n Fulgencio (1 1 ad Monim., c. 16):
tulo : Igitur non volenlis, ñeque currentis, sed miserea- Potuit Deus predestinare quosdam ad gloriam, quos-
lis est Dei. Y estas otras : Cujusvult miseretur, etquem dam ad pccnam; secl quos prcedestinavit ad gloriam,
vult indurat. Y en fin e s t a s : An non liabet potestatem prcedestinavit adjustitiam; quos pncdestinavit ad pcc-
figulüs luti ex eadem massa facere aliud vas in honorem, nam, non prcedestinavit ad culpam. Algunas personas
aliad vero in contumeliam? Pero no veo qué es lo que atribuyeron este error á san Agustin, lo q u e dió lugar
p u e d e i n f e r i r Calvino de estos pasajes en favor de su á que Calvino dijese : Non dulútabo cum Augustino fa-
errónea doctrina. Rice el texto del a p ó s t o l : Jacob di- teri, voluntatem Dei esse rerum necessitalem (1. 5, c. 21,
lexi, Esau odio habui, d e s p u e s de haber expresado: § 7) aludiendo á la necesidad en q u e suponia al h o m b r e
Cum enim nondum aliquid boni egissent, aut mali; de hacer el bien ó el mal. Pero san Próspero justifica
¿cómo es pues q u e Dios aborrece á Esau antes de que suficientemente á su m a e s t r o san Agustin, cuando dice:
hubiese hecho el m a l ? Hé a q u í la respuesta que da san Prcedestinationem Dei sive ad bonum, sive ad malum,
Agustin (1. 1 ad S i m p l i c . , c. 2) : Deus non odit Esau in hominibus operari, ineptissime dicitur (In libelj. ad
hominem, sed odit Esau peccalorcm. Puesto que no de- capit. Gallor., c. 6). Los padres del concilio de Orange
pende de n u e s t r a v o l u n t a d el obtener misericordia, disculpan igualmente á este gran doctor por medio de
sino de la bondad d i v i n a ; q u e Dios deje en su iniqui- la definición siguiente : Aliquos ad malum divina po-
dad á algunos pecadores obstinados, y que de ellos téstale prcedestinatos esse, non solum non credimus, sed
haga vasos de i g n o m i n i a ; y q u e al contrario, use de etiam sint qui tantum nuilum creciere velint, cum omni
misericordia hacia otros, y que de ellos haga vasos de deteslationc Mis anatliema dicimus.
h o n o r ; esto es lo q u e nadie puede negar. Ningún peca-
dor tiene derecho de gloriarse, si Dios usa d e miseri- 68. T E R C E R A O B J E C I O N . — ¿ P e r o vosotros los católi-
cordia hacia é l ; como ni puede quejarse de q u e Dios cos, dice Calvino, no enseñáis q u e Dios, en virtud del
no le da las gracias q u e á otros concede : Auxilium soberano dominio q u e tiene sobre todas las criaturas,
(dice san Agustin) quibuscumque clatur, misericorditer puede por u n acto positivo excluir á algunos hombres
clatur; quibus autem non clatur, ex jusútia non datur de la vida eterna, lo cual n e es otra cosa que la repro-
(lib. de Corrept et Grat., c. 5, et 6 al. 11). En esto es bación negativa sostenida p o r vuestros teólogos ? Una
necesario adorar los juicios de Dios y exclamar con el cosa es rehusar á algunos hombres la vida eterna, y
misino apóstol : O ahilado diviiiarum stipien!ice, et otra condenarlos á la m u e r t e e t e r n a ; así como de parte
scientke Dei, quam incompreliensibilia sunt judicia ejus, de u n príncipe no es lo mismo excluir de su mesa á
et investigarles vice ejus (Rom. 11, 53)! Pero esta doc- algunos de sus subditos y condenarlos á prisión. Por
otra parte, tan lejos está q u e nuestros teólogos defien-
con u n a voluntad antecedente, salvarlos á todos por
dan dicha opinion, q u e al contrario, de ninguna m a -
m e d i o de Jesucristo. Y con mayor razón se debe decir
nera la aprueban la mayor parte de ellos. Y en verdad
esto de los bautizados, q u e están en gracia, en quie-
que no veo cómo semejante exclusión positiva de la vida
nes, según el apóstol san Pablo, nada se halla digno de
eterna pueda componerse con las Escrituras q u e dicen:
condenación : Nihil ergo nune damnationis est eis, qui
Diligis enim omnia quce sunt, et nihil odisti eorum qace
sunt in Christo Jesu (Rom. 8, 1). Enseña el concilio de
fecisti (Sap. 11, 25). Perditio tua ex te, Israel; tantum-
Trento que Dios nada aborrece en aquellos que están
modo in me auxilium tuum (Os. 12, 9). Numqüid volun-
regenerados : In renatis enim nihil odit Deus (sess. 5,
tatis mece est mors impii, dieit Dominas Deus et non ut
decr. de pecc. orig., n. 5). De suerte q u e los que des-
eonvertatur a viis sais et vivat (Ezech. 18, 25). Y en
p u e s del bautismo m u e r e n exentos de todo pecado ac-
otro lugar j u r a el Señor que no quiere la m u e r t e , sino
t u a l , entran inmediatamente en la bienaventuranza :
la vida del pecador. Vivo ego, dieit Dominus Deus, nolo
Nihil prorsus eos ab ingressu eoeli remoretur (ibid.)
mortem impii, sed ut eonvertatur impius a vita sua, et
Ahora bien, si perdona Dios e n t e r a m e n t e el pecado
vivat (Ezech. 55, 11). Venit enim Filius hominis salva-
original á los que son bautizados, ¿cómo p u e d e decirse
re quod perierat (Matth. 18, 11). Quiomnes homines
que excluye á algunos do la vida eterna en castigo de
vidt salvos fieri (1 T i m . 2, 4). Qui dedit redemptionem
este mismo pecado? En cuanto á los pecadores q u e h a n
semetipsum pro ómnibus (Ib. v. 6).
perdido voluntariamente la gracia b a u t i s m a l , si Dios
69. Despues q u e el Señor declara en tantos lugares quiere librar á algunos de la condenación de que se h a n
que q u i e r e la salvación de todos los hombres, a u n de Jiecho dignos, y no á Jos otros, esto depende única-
los impíos, ¿cómo puede d e c i r s e q u e excluye á muchos m e n t e de su p u r a bondad y de sus altos juicios. Por Jo
de la gloria por u n decreto positivo, no e n virtud de demás, como enseña el apóstol san Pedro, mientras
sus deméritos, sino ú n i c a m e n t e por su beneplácito? viven dichos pecadores, no quiere Dios que n i n g u n o de
Tanto mas q u e esta exclusión positiva encierra necesa. ellos perezca, sino q u e se arrepienta de sus malas ac-
r i a m e n t e , al menos con u n a necesidad d e consecuen- ciones y obre su salvación : Patienter agit propter vos,
cia, su condenación p o s i t i v a ; p o r q u e según el orden nolens aliquos perire, sed omnes ad pcenitentiam reverá
establecido p o r Dios, no hay medio entre la exclusión (2 Patr. 5, 9). E n u n a palabra dice san Próspero, que
de Ja vida eterna y el destino á la m u e r t e eterna. Y no los que h a n m u e r t o en el pecado, no lian sido necesi-
se diga q u e por el pecado original pertenecen todos los tados á perderse p o r no haber sido p r e d e s t i n a d o s ; sino
hombres á la masa de perdición, y que p o r lo mismo que no h a n sido predestinados porque previo Dios que-
determina Dios respecto d e los u n o s q u e q u e d e n en su rían m o r i r obstinados en sus delitos : Quod hujusmodi
perdición, y respecto de los otros q u e se libren de ella; in luee prolapsi mala sine eorreetione poenitentice defe.
porque aun cuando todos los hombres nacen hijos de cerunt, non ex eo neeessitatem habuerunt, quia puedes-
ira, sabemos no obstante q u e quiere Dios sinceramente
tinati non sunt, sed ideo prcedestinati non sunt, quia entre el hereje, como dice el mismo Salvador hablan-
tules futuri ex voluntaria pnevaricatione prcescili sunt do d é l o s que desprecian las correcciones de sus prela-
(Resp. 3 ad. capil. Gallor.). dos : Si autem Ecclesiam non audierit, sil tibi sicut cth-
70. Se ve p o r lo q u e queda dicho en los párrafos pre- nicus et publicanus (Matth. 18, 17). Pero, dirá alguno,
cedentes, en q u é confusion de creencias cayeron todos de tantas iglesias como hay en el m u n d o , ¿cual es la
los herejes, y especialmente los pretendidos reformados, verdadera á q u e debemos creer? Responderé en pocas
respecto de los dogmas de fe. Todos convienen en con- palabras, puesto que h e tratado esta cuestión por ex-
tradecir los artículos q u e cree y enseña la iglesia cató- tenso en m i obra de la Verdad de la fe, así como en
l i c a ; pero se contradicen entre sí en mil puntos de otra titulada : Obra dogmática contra los pretendidos
creencia, de tal s u e r t e q u e seria difícil hallar u n o solo reformados, hácia el fin, respondo p u e s diciendo, q u e
que admita lo q u e otro admite. Exclaman diciendo q u e k iglesia católica romana es la sola v e r d a d e r a ; ¿y p o r q u é
no buscan ni siguen mas que la v e r d a d ; pero ¿ cómo la la s°ola v e r d a d e r a ? P o r q u e es la p r i m e r a , y fue f u n d a d a
h a n de hallar, si se alejan enteramente de la regla q u e p o r Jesucristo. E s i n d u d a b l e q u e n u e s t r o R e d e n t o r f u n d ó
á ella c o n d u c e ? Las verdades de la fe no están por sí la iglesia, en cuyo seno debían los fieles h a l l a r l a salvación.
mismas manifiestas á la vista de todos los hombres ; y si Él fue el p r i m e r jefe, y maestro de las cosas que debian
cada cual estuviera obligado á creer lo q u e m e j o r le ser creídas y observadas para a l c a n z ó l a bienaventuranza.
pareciese según su propio j u i c i o , serian eternas é i r r e - Despues en su m u e r t e dejó á los apóstoles y sus sucesores
mediables las cuestiones entre los hombres. Así para para que gobernasen su iglesia; y les prometió asistirles
impedir el Señor toda confusion en los dogmas de fe, hasta la consumación de los siglos : Et ecce ego vobis-
estableció u n j u e z infalible q u e t e r m i n a s e las disensio- cum sum usque ad consummalioncm scecuti (Matth. 28,
nes, á fin de q u e así como no hay m a s que u n solo Dios, 20). Prometió ademas q u e las puertas del infierno no
no hubiese para todos m a s que u n a sola fe, como enseña prevalecerían contra la iglesia : Tu es Petrus, et super
e! a p ó s t o l : Unus Deus, una fides, unum baplisma (Eph. hanc pelram cedificabo Ecclesiam meam, et portee in-
feri non prcevalebunt adversas eam (Matth. 16, 18;.
71. ¿Cuál es pues el juez que d i r í m e l a s controver- Ademas de esto sabemos q u e todos los heresiarcas q u e
sias sobre la fe, y propone las verdades q u e deben ser f u n d a r o n iglesias se separaron de la primera f u n d a d a
creídas? La santa iglesia, establecida por Jesucristo p o r Jesucristo; luego si esta es la verdadera iglesia del
para ser, como dice san Pablo, la columna y firmamento Salvador, todas las demás que de ella se h a n separado,
de la verdad : Seias, quomodo oporteat te in domo Dei deben ser necesariamente falsas y heréticas.
vonversari, quce est Ecclesia Dei vivi columna, et firma- 72. Y no se diga, como lo hacían en otro tiempo los
menlum verileáis (1 Tim. 5, 15). A la iglesia pues per- donatistas, y despues lo h a n hecho los protestantes,
tenece enseñar la verdad, y discernir al católico de q u e si se h a n separado de la iglesia católica, consiste
— 306 —
en que, por verdadera q u e fuese al principio¡ despues distinto en las definiciones de los dogmas de fe, las dis-
se corrompió la doctrina enseñada p o r Jesucristo, á putas serian interminables, y lejos de haber unidad de
causa de los q u e la g o b e r n a b a n . Esto no p u e d e decirse fe habría tantas creencias diferentes cuantos son los
porque el Señor lia p r o m e t i d o , como hemos visto, q u e individuos. Para asegurarnos pues de las verdades q u e
las puertas del infierno j a m a s prevalecerían contra la debemos creer, no basta la Escritura sola, p o r q u e en
iglesia por él establecida. E n vano se replicaría que no muchos lugares p u e d e tener diferentes sentidos, v e r -
es la iglesia invisible la q u e ha faltado, sino la visible daderos y f a l s o s ; de suerte q u e no seria u n a regla de
á causa de los malos p a s t o r e s ; porque siempre f u e , y fe, sino un m a n a n t i a l de errores para los que quisieran
siempre será necesario q u e haya en la iglesia u n j u e z t o m a r los textos en u n sentido depravado : Aon pute-
visible é infalible, que aclare las dudas, á fin de que nnis (dice san Gerónimo) in verbis scripturarum esse
cesen las disputas, y q u e los verdaderos dogmas q u e - Evangelium, sed in sensu; interpretatione enim per-
den establecidos de u n a m a n e r a cierta é inapelable. versa, de Evangelio Christi, fu hominis Evangelium,
Quisiera que todo p r o t e s t a n t e reflexionase con seriedad aut diaboli. Pero ¿á qué medio recurriremos en las
sobre las cortas consideraciones que he propuesto, y dudas de fe para saber el verdadero sentido de la Escri-
vería si p u e d e esperar conseguir su salvación f u e r a de t u r a ? Al juicio de la iglesia que es según el apóstol, la
nuestra iglesia católica. c o l u m n a y firmamento de la verdad.

7 4 . Ahora bien, que entre todas las iglesias la ca-


tólica romana sea la única verdadera, y que todas las
§ VIII. que de ella se h a n separado sean falsas, es evidente
De la autoridad d e los concilios generales. según lo q u e se ha dicho, porque ía iglesia romana por
confesion de los mismos sectarios fue ciertamente la
73. La fe es necesariamente u n a , p o r q u e es com- primera f u n d a d a p o r J e s u c r i s t o ; á ella prometió su
pañera inseparable de la verdad ; y como la verdad es asistencia hasta el fin del m u n d o ; y dijo á san Pedro,
u n a , es imposible q u e no lo sea la fe. Sigúese de esto, que esta iglesia jamás seria destruida por las puertas
del infierno : puertas que, estando á la explicación de
que en las controversias sobre los dogmas de fe, siem-
san Epifanio, designan á las herejías y á los h e r e s i a r -
pre f u e y será necesario q u e haya u n j u e z infalible, á
cas. Por consiguiente en todas las dudas sobre la fe,
cuyo fallo todos deban someterse. La razón de esto es
debemos referirnos á las declaraciones de esta iglesia,
clara, si se hubiera de atender al juicio de cada fiel,
sometiendo nuestro juicio al suyo por obediencia á Je-
como pretenden los sectarios, ademas de ser u n medio
sucristo que nos manda obedecerla como lo enseña san
contrario á las divinas Escrituras, seria también contra-
Pablo : Et in eaptivitatem redigentes omnem intellectum
decir á la razón n a t u r a l , p u e s t o que es imposible u n i r
inobsequium Christi (2 Cor. 10, 5).
las opiniones de los fieles, y formar de ellas un juicio
— 306 —
en que, por verdadera q u e fuese al principio¡ despues distinto en las definiciones de los dogmas de fe, las dis-
se corrompió la doctrina enseñada p o r Jesucristo, á putas serian interminables, y lejos de haber unidad de
causa de los q u e la g o b e r n a b a n . Esto no p u e d e decirse fe habría tantas creencias diferentes cuantos son los
porque el Señor lia p r o m e t i d o , como hemos visto, q u e individuos. Para asegurarnos pues de las verdades q u e
las puertas del infierno j a m a s prevalecerían contra la debemos creer, no basta la Escritura sola, p o r q u e en
iglesia por él establecida. E n vano se replicaría que no muchos lugares p u e d e tener diferentes sentidos, v e r -
es la iglesia invisible la q u e ha faltado, sino la visible daderos y f a l s o s ; de suerte q u e no sería u n a regla de
á causa de los malos p a s t o r e s ; porque siempre f u e , y fe, sino un m a n a n t i a l de errores para los que quisieran
siempre será necesario q u e haya en la iglesia un j u e z t o m a r los textos en u n sentido depravado : Aon rute-
visible é infalible, que aclare las dudas, á fin de que mus (dice san Gerónimo) in vcrbis seripturarum esse
cesen las disputas, y q u e los verdaderos dogmas q u e - Evangelium, sed in sensu; interpretatione enim per-
den establecidos de u n a m a n e r a cierta é inapelable. versa, de Evangelio Christi, fu hominis Evangelium,
Quisiera que todo p r o t e s t a n t e reflexionase con seriedad aut diaboli. Pero ¿á qué medio recurriremos en las
sobre las cortas consideraciones que he propuesto, y dudas de fe para saber el verdadero sentido de la Escri-
vería si p u e d e esperar conseguir su salvación f u e r a de t u r a ? Al juicio de la iglesia que es según el apóstol, la
nuestra iglesia católica. c o l u m n a y firmamento de la verdad.

7 4 . Ahora bien, que entre todas las iglesias la ca-


tólica romana sea la única verdadera, y que todas las
§ VIII. que de ella se h a n separado sean falsas, es evidente
De la autoridad d e los concilios generales. según lo q u e se ha dicho, porque ía iglesia romana por
confesion de los mismos sectarios fue ciertamente la
73. La fe es necesariamente u n a , p o r q u e es com- primera f u n d a d a p o r J e s u c r i s t o ; á ella prometió su
pañera inseparable de la verdad ; y como la verdad es asistencia hasta el fin del m u n d o ; y dijo á san Pedro,
u n a , es imposible q u e no lo sea la fe. Sigúese de esto, que esta iglesia jamás seria destruida por las puertas
del infierno : puertas que, estando á la explicación de
que en las controversias sobre los dogmas de fe, siem-
san Epifanio, designan á las herejías y á los h e r e s i a r -
pre f u e y será necesario q u e haya u n j u e z infalible, á
cas. Por consiguiente en todas las dudas sobre la fe,
cuyo fallo todos deban someterse. La razón de esto es
debemos referirnos á las declaraciones de esta iglesia,
clara, si se hubiera de atender al juicio de cada fiel,
sometiendo nuestro juicio al suyo por obediencia á Je-
como pretenden los sectarios, ademas de ser u n medio
sucristo que nos manda obedecerla como lo enseña san
contrario á las divinas Escrituras, sería también contra-
Pablo : Et in eaplivitatem redigentes omnem intelleclum
decir á la razón n a t u r a l , p u e s t o que es imposible u n i r
inobsequium Christi (2 Cor. 10, 5).
las opiniones de los fieles, y formar de ellas un juicio
75. La iglesia p u e s nos instruye por medio de los preceptos morales. Se prueba esto I o p o r las divinas
concilios e c u m é n i c o s ; y p o r eso la tradición constante Escrituras. Jesucristo dijo (Matth. 18, 10) : Ubi súnt
de todos los fieles h a m i r a d o siempre como infalibles dúo vcl tres congregad in nomine meo, ibi sum in medio
las definiciones de los concilios generales, y como h e - eorum. Calvino hace esta objecion : Luego aun el con-
rejes á los que 110 h a n q u e r i d o someterse á ellas. De cilio compuesto solamente de dos personas no puede
este n ú m e r o f u e r o n los luteranos y calvinistas, que errar, si se reúnen en n o m b r e de Dios. Pero como lo
p r e t e n d í a n que no eran infalibles los concilios gene- explica el concilio d e Calcedonia en su carta al papa san
rales. Hé a q u í cómo hablaba Lulero en el artículo León (act. 5 in fine), y el sínodo 6 (act. 17), estas p a -
treinta y uno de los c u a r e n t a y uno condenados por el labras in nomine meo no designan u n a reunión de per-
papa León X : Via (lib. de Conc., art. 28 y 29) nobis sonas privadas q u e se j u n t a n para decidir sobre negocios
facía est enervandi auctoritatera conciliorum, et judi- q u e solo tienen relación con intereses particulares, sino
candi eorum decreta, et confidenter confidendi quidquid la asamblea de aquellos que se reúnen para definir
verum videtur, sive prolatum fuerit, sive reprobatum a p u n t o s q u e atañen á toda la sociedad cristiana. Se
quocumque concilio. Lo mismo escribió Calvino, v esta prueba 2 o p o r estas palabras de san Juan : Spirilus
falsa Opinión f u e abrazada por luteranos y calvinistas : veritatis docebit vos omnem veritatem (16, 13). Y antes
en efecto, Calvino y Beza, según refiere un autor (Joan. en el capítulo 14, versículo 16, habia dicho : Et ego
Yisembogard, ep. ad L u d . Colin.), dicen que « todos rogabo Patrem, et alium Paraclelum clabit vobis, nt ma-
« l o s concilios, por santos q u e sean, pueden e r r a r en lo neat vobiscum in cetcrnum, Spirilum veritatis, etc. Por
(i concerniente á la fe. » Pero la facultad de París c e n - estas palabras : ut maneal vobiscum in ceternum, vemos
s u r a n d o el artículo t r e i n t a y uno de Lutero, declaró : claramente q u e el Espíritu-Santo debia q u e d a r en la
Ccrtum est concilium genérale legitime congregatum in iglesia para i n s t r u i r de las verdades de la fe, no sola-
fidci et morum delcrminationibus errare non posse. Y m e n t e á l o s apóstoles, q u e no eran eternos en esta vida
en verdad es demasiada i n j u s t i c i a negar la infalibilidad mortal, sino á los obispos que eran sus sucesores. De
de los concilios ecuménicos, puesto q u e representan la otra m a n e r a , f u e r a de esta asamblea de los obispos, no
iglesia universal; de s u e r t e q u e si p u d i e r a n e r r a r en se comprende en dónde habría enseñado el Espíritu-
materia de fe, toda la iglesia estaría expuesta á e r r o r , Santo estas verdades.
y entonces podrían decir los impíos q u e Dios no habia
77. Se prueba 3 o por las promesas q u e hizo el Sal-
provisto suficientemente á la u n i d a d de la fe. á la cua
vador de asistir siempre á su iglesia para que no errase :
estaba obligado á proveer, puesto q u e quiere q u e lodos
Et ecce ego vobiscum sum ómnibus diebus, asque ad
protesten la misma fe.
consummadonem sceculi (Matth. 28, 20). Et ego clico
76. Así que, es u n p u n t o de fe q u e no pueden errar tibi, quia tu es Petras, et super hanc petram tedificabo
los concilios generales en lo relativo á los dogmas y ecclesiam meam, el porta; inferí non pnevalebunl adver-
considerarse como condenada u n a herejía, ni como ver-
sus eam (Matth. 16, 18). Como ya se ha dicho, y lo
dadera herejía. Ademas no habria certeza sobre muchos
declaró el octavo concilio (act. 5), el concilio general
libros de las Escrituras, como la carta de san Pablo á
representa la iglesia u n i v e r s a l ; en el de Constanza se
los hebreos, la segunda de san Pedro, la tercera de san
determinó que f u e s e n interrogados los sospechosos de
Juan, la de Santiago, la de san Judas y el Apocalipsis
herejía : An non credant, concitium generóle universam
de san J u a n . Aunque estos libros fueron recibidos por
ecclesiam representare? Lo mismo se lee en san Ata-
los calvinistas, otros los pusieron en d u d a , hasta que el
nasio (ep. de Sin. Arim.), san Epifanio (Anchor, in fin.),
concilio 4 los declaró canónicos. En fin, si p u d i e r a n
san Cipriano (1. 4 , e p . 9), san Agustín (1. 2 contra Do-
e r r a r los concilios, habría verdad en decir q u e todos
n a t . , c. 18) y san Gregorio (ep. 24 ad Patriarch.).
cometieron u n e r r o r i n t o l e r a b l e , proponiendo como
Si pues la iglesia como queda demostrado, no p u e d e
objetos de fe cosas cuya verdad ó falsedad no era cierta ;
errar, ni el concilio general que la representa. Pruébase
y de esta manera desaparecerían los símbolos de Nicea,
también por los textos en que se manda á los fieles q u e
de Constantinopla, de Efeso. y de Calcedonia, en los
obedezcan á los p r e l a d o s de la iglesia : Obedite prtepo-
cuales se proclamaron como de fe muchos dogmas que
sitis vestris, et subjacete eis (Hebr. 15, 17). Euntes ergo
antes no eran tenidos por tales ; y sin embargo han sido
doeete omnes gentes (Matth. 28, 19). Estos prelados en
recibidos como regla de fe por los mismos novadores
particular p u e d e n e r r a r ; y m u c h a s veces se h a n divi-
los cuatro citados concilios. Pero pasemos á sus n u m e -
dido entre sí acerca d e p u n t o s controvertibles; luego
rosas é impertinentes objeciones.
n o debemos e s c u c h a r l o s como infalibles, mas que cuan-
do están reunidos en concilio; y por esto han juzgado 79. — Opone Calvino (Inst. 1. 4 , c. 9, § 3) I o m u c h o s
los santos p a d r e s como herejes á lodos los que h a n lugares de la Escritura en que los profetas, los sacerdo-
contradicho los d o g m a s definidos p o r los concilios ge- tes y pastores son tratados de mentirosos é i g n o r a n t e s :
nerales : así lo hicieron san Gregorio Nazianceno (ep. 1 Proplieia usque ad saeerdotem, cuncti faeiunt metula-
a d C l e d o n ) , san Basilio (ep. 78), san Cirilo ( d e T r i n . ) , cium (Jerem. 8, 10). Speeulatores ejus ececi omnes... et
san Ambrosio (ep. 52), san Atanasio (ep. ad episc. pastores ipsi nihíl sciunt (Is. 56, 10 et 11). Muchas ve-
Africre), san Agustin (1. 1, d e Bap., c. 18) y san León ces la Escritura para r e p r e n d e r á los malos, reprende á
(ep. 77, ad Anatol.). todos, como observa san Agustin (deUnit. EccI., c. I I)
sobre este pasaje : Omnes quferimt quce sua sunt (Phi-
78. Unese á las p r u e b a s dichas la razón siguiente : lip. 2, 21). Lo cual seguramente no cuadraba á los
si los concilios ecuménicos pudieran errar, no habria apóstoles que solo buscaban la gloria de Dios, y tam-
en la iglesia n i n g ú n juicio seguro para t e r m i n a r las bién dirige san Pablo á los filipenses esta exhortación :
diferencias sobre p u n t o s dogmáticos, y conservar la Imitatores mei stote, {mires, et obsérvate eos qui ita am-
unidad de la fe. Aiíadase también que si los concilios bulant (5, 17). Ademas de que en los primeros textos
generales no f u e r a n infalibles en sus juicios, no pudiera
- m —

citados se habla de los sacerdotes y pastores considera-


81. T E R C E R A O B J E C I O N . — 3 o Objeta Lutero (en el
dos en particular, q u e engañaban al pueblo, no de los
art. 29), q u e en el concilio de Jerusalen cambió San-
q u e hablaban reunidos en n o m b r e de Dios, añado q u e
tiago la decisión dada p o r san Pedro, puesto que ha-
la iglesia del nuevo testamento ha recibido promesas
biendo dicho este q u e los gentiles no estaban obligados
m u c h o mas seguras, que las q u e tuvo la sinagoga, que
á las observancias legales, sostuvo al contrario Santia-
j a m á s f u e llamada como n u e s t r a iglesia Ecclesia Dei
go q u e debian abstenerse de las carnes inmoladas á los
vivi, columna et firmamentum veritatis (1 Tim. 3, 15).
ídolos, de la fornicación, de la sangre y de los anima-
Replica Calvino (loe. cit., § 4) q u e a u n en la nueva ley
les ahogados : lo cual verdaderamente era judaizar. Res-
hay m u c h o s falsos profetas y seductores, como lo ase-
ponden san Agustín (32 contra F a u s t . , c. 13) y san Ge-
g u r a san Mateo (24, 4 ) : Et multi pseuiloprophetu: sur-
rónimo (epist. ad Aug., quse est 11 í n t e r ep. Aug.), que
(jent, et seducent mullos. Por desgracia es verdad ; pero
por esta prohibición no f u e cambiada la decisión de
este texto debia Calvino aplicarlo m u c h o mejor á sí
san Pedro, q u e no se i m p u s o propiamente la observan-
m i s m o , á Lutero y á Zuinglio, que á los concilios ecu-
cia de la ley a n t i g u a , sino q u e fue u n precepto tempo-
ménicos de los obispos, á quienes f u e p r o m e t i d a la
ral de disciplina para tranquilizar á los judíos, q u e al
asistencia del E s p í r i t u - S a n t o ; de suerte q u e p u e d e n de-
principio no podian s u f r i r el ver que los gentiles se
cir : Visum est Spirilui-Sancto et nobis (Act. 15, 28).
alimentasen de s a u g r e y carne, á cuyas cosas tenian
8 0 . S E G U N D A O B J E C I O N . — Opone Calvino á los conci- tanto h o r r o r ; f u e p u e s u n simple precepto, q u e pasado
lios 2 o la iniquidad del consejo de Caifas, que f u e u n aquel tiempo, no tuvo ya fuerza, como observa también
concilio general d e todos los príncipes de los sacerdo- san Agustin (loe. cit.).
tes, y en el que fue condenado Jesucristo como culpa-
82. C U A R T A O B J E C I O N . — Se dice que en el concilio
ble de m u e r t e . De donde infiere q u e los concilios aun
de Neocesaréa, adoptado p o r el deNicea I (como se cer-
ecuménicos son falibles. Nosotros solamente sostenemos
tifica en el d e Florencia), se halla el error que prohibía
la infalibilidad de los concilios generales legítimos, á
las segundas nupcias en estos términos ; Presbylerum
q u i e n e s asiste el E s p í r i t u - S a n t o ; pero ¿ c ó m o p u e d e
convivio secundarum nuptiarum inleresse non deberé. Y
considerarse infalible y asistido del Espíritu-Santo u n
se objeta, ¿cómo podia haberse hecho esta prohibición
concilio en el cual se condenó á Jesucristo como á u n
despues de lo que dijo san Pablo : Si dormierit vir
blasfemo, p o r haberse proclamado hijo de Dios, a u n -
ejus, libérala est; cui vult nubat, tantum in Domino
q u e dió tantas pruebas de serlo, y en donde se emplea-
(1 Tim. 7, 39)? E n el concilio de Neocesaréa no se pro-
r o n tantos engaños, sobornando á los testigos y o b r a n -
hibieron las segundas nupcias, sino únicamente su ce-
do por envidia, como lo reconoció el mismo Pílalos?
lebración solemne, y los festejos usados en las prime-
Sciebat enimquod per invidiam tradidissenteum (Matth.
ras ; por eso se p r o h i b i ó á los sacerdotes asistir, no al
27, 18).
matrimonio, sino al festín que era propio de la solem-

18
León IV (así lo dice el canon de libellis, dist. 20), y pos-
nidad. 5° Objeta Lutero q u e en el concilio de Nicea fue terior al de Laodicea : p o r eso p u e d e decirse q u e c o r n -
prohibida la milicia, a u n q u e san J u a n Bautista la hu- gió al primero. 2 o El concilio de Laodicea no rechazó
biese declarado lícita (Luc. 3 , 1 4 ) . En el concilio no se los libros mencionados, sino q u e omitió solamente con-
prohibió la milicia, sino la i n m o l a c i ó n á los ídolos con tarlos entre los canónicos, p o r q u e entonces era u n a co-
el fin de obtener el cinturon m i l i t a r , puesto que según sa d u d o s a ; p e r o habiéndose ilustrado mejor la verdad
refiere Rufino (Histor., 1. 10, c. 5 2 ) , no se concedia es- en el concilio III de Cartago, fueron admitidos con ra-
ta insignia sino á los que sacrificaban, y esto es lo q u e zón como sagrados. Oponen lo 8 o , que en algunos cá-
condenó el concilio en el canon 11. 6 o Objeta Lutero nones del concilio VI fueron expresados muchos erro-
q u e en el mismo concilio se m a n d ó rebautizar á los res, entre ellos la obligación de rebautizar á los here-
paulinianos, mientras q u e en o t r o al q u e da san Agus- jes, y la nulidad de los matrimonios de los católicos
tín el nombre de pleno (se cree q u e es el de Francia con estos. Respóndese con Belarmino (de Conc., 1. 2 ,
celebrado en Arles), se p r o h i b i ó r e b a u t i z a r á los here- c. 8, v. 15), que dichos cánones f u e r o n supuestos p o r
jes, como lo hizo el papa san Estevan contra el sentir los h e r e j e s ; y por eso en el concilio VII (act. 4) se de-
de san Cipriano. En el concilio d e Nicea no se mandó claró que no pertenecían a l VI, sino que habían sido
rebautizar á los paulinianos, sino p o r q u e creyendo estos redactados m u c h o s años despues en u n concilio ilegíti-
herejes que Jesucristo era u n p u r o h o m b r e , corrom- m o , en tiempo de Julián II, concilio q u e f u e rechazado
pían la f o r m a del b a u t i s m o , y n o bautizaban en n o m - p o r el papa, como lo certifica el venerable Beda (lib. de
bre de las tres p e r s o n a s : p o r e s o era absolutamente Sex. sétat.). 9 o Dicen q u e el concilio VII, es decir, el II
n u l o su bautismo. Se d i f e r e n c i a b a n en esto de otros he- de Nicea, f u e opuesto al de Constantinopla, celebrado
rejes q u e bautizaban en n o m b r e d e la Santísima Trini- bajo el emperador Copronymo con motivo del culto de
d a d , a u n q u e no creían q u e las t r e s personas son igual- las imágenes, en el cual f u e p r o h i b i d o este culto. Este
m e n t e Dios. concilio de Constantinopla ni f u e legítimo, ni general,
sino celebrado por u n corto n ú m e r o de obispos, sin in-
85. Q U I S T A O B J E C I Ó N . — 7 o O b j e t a n los novadores q u e
tervención de los legados del papa, y de los tres patriar-
en el concilio III d e Cartago (can. 47), se contaron e n -
cas de Alejandría, Antioquía y Jerusalen, que debían
tre los libros sautos el de T o b í a s , el de J u d i t h , de Ba-
intervenir según la disciplina de aquel tiempo.
r u c h , la S a b i d u r í a , el Eclesiástico y los Macabeos;
mientras q u e en el concilio d e Laodicea (capítulo últi-
8 4 . S E X T A O B J E C I O N . — 10. Dicen q u e el concilio II de
mo) son rechazados dichos l i b r o s . Se responde I o que
Nicea fue rechazado por el de Francfort. Pero responde
estos dos concilios no eran e c u m é n i c o s ; el de Laodicea
Belarmino en el l u g a r citado, q u e f u e á consecuencia de
f u e provincial compuesto de v e i n t e y dos obispos; pero
un error de hecho, habiendo supuesto el concilio de
el de Cartago f u e nacional y c o n c u r r i e r o n á él cuarenta
Francfort, que se había establecido en el de Nicea q u e
y cuatro obispos, y ademas f u e confirmado por el papa
— 510 — — 317 -
las santas imágenes debían ser veneradas con culto de Lutero (de Conc., a r t . 29), Calvino (Inst., 1. 4 , c. 8,
latría, y que este concilio se liabia celebrado sin el con- § 8) y otros protestantes. Respondemos q u e en los con-
sentimiento del p a p a ; cuyas dos suposiciones son fal- cilios ecuménicos son los obispos quienes forman el jui-
sas, como se ve p o r las actas mismas del concilio de cio infalible de los dogmas, al cual todos deben obede-
Nicea. 11. Objetan también que en el IV de Letran se cer sin exámen. Esto se p r u e b a por el Deuteronomio,
definió como d e fe la transustanciacion del pan y del vi- en donde arregló Dios que se resolviesen las dudas por
no en el cuerpo y sangre de Jesucristo, a u n q u e en el de el sacerdote que presidia el consejo, y estableció la pe-
Efeso se lanzase el anatema contra los que profesaran na de m u e r t e contra el que no obedeciese: Qui autem
un símbolo diferente del redactado por el p r i m e r couci- superbierit, nolens obedire sacerdolis imperio, morietur
lio de Nicea. Respóndese I o que el concilio de Letran no homo Ule (Deut.. 17, 12). Se prueba también y con mas
compuso u n nuevo símbolo, sino q u e definió únicamen- claridad por el Evangelio, en donde se d i c e : Si ecclesice
te la cuestión q u e entonces se agitaba. 2 o Que el conci- non audierit, sit tibí sieut elhnieus et publicanus (Matth.
lio de Efeso anatematizó á los que hiciesen u n símbolo -18, 17). Ahora bien, como se ha dicho, el concilio ecu-
contrario al de Nicea, pero no uno nuevo en el cual se ménico representa por u u a decisión c o m ú n á la igle