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delacao-teria-recebido-r-4-milhoes/

APONTE O DEDO PARA A CORRUPÇÃO: Dorileo Leal,


citado por Silval em sua delação, teria recebido R$ 4
milhões
03/09/2017

Dorileo, em foto de Hegla Oleiniczak

Parece que o ex-governador Silval Barbosa resolveu reforçar a campanha promovida atualmente
pelo Grupo Gazeta de Comunicação – Seja um Delator Cidadão – e incluiu o nome do diretor de A
Gazeta na delação premiada apresentada junto ao Supremo Tribunal Federal, como possivelmente
envolvido no esquema de propinas que atualmente está sendo denunciado em Mato Grosso.
O dono da empresa de comunicação Grupo Gazeta, João Dorileo Leal, segundo conta o ex-
governador Silval, no anexo 2 página 92 em sua delação, teria recebido R$ 4 milhões do Governo
do Estado, por meio de uma operação fraudulenta, sem a prestação efetiva do serviço junto ao Poder
Público. A delação premiada do ex-governador Silval foi homologado pelo Supremo Tribunal
Federal (STF), através do ministro Luis Fux, e o empresário João Dorileo Leal terá certamente que
se explicar na Justiça, em face da ação do Ministério Público Federal.
Em seu relato, Silval conta que a gráfica Milenium, pertencente ao Grupo Gazeta, do empresário
Dorileo, teria prestado serviços gráficos à campanha majoritária do grupo político de Silval ao
Governo de Mato Grosso, em 2010. Além do ex-governador, Dorileo atendeu a candidatos estaduais
e federais da coligação encabeçada pelo PMDB. Após o período eleitoral, Silval disse que ficou
devendo R$ 4 milhões a Dorileo, e que o dono do Grupo Gazeta passou a cobrá-lo insistentemente.
A saída para quitar a dívida, relata o ex-governador, teria sido fazer um empréstimo junto ao Bic
Banco, de aproximadamente R$ 4 milhões, em nome do Grupo Gazeta. Esse valor, conforme a
delação, foi repassado a Dorileo em forma de uma prestação de serviço nunca executado, de acordo
com o que garantiu Silval em sua delação. O repasse, a mando de Silva, teria sido feito pelo
Secretário de Estado de Comunicação à época, Osmar Carvalho.
Notável, no caso do Dorileo, é que a sua citação na chamada “delação monstruosa” do Silval, não
mereceu, até aqui, nenhuma citação nos veículos do Grupo Gazeta de Comunicação e nos demais
veiculos de comunicação da Grande Cuiabá e de Mato Grosso. O pacto do silêncio beneficia
Dorileo.
Recorde-se que o recente envolvimento do empresário João Dorileo Leal, no chamado Escandalo
das Gráficas, apurado pela chamada Operação Imperador, que chegou a levar para a prisão o ex-
deputado estadual e corrupto confesso José Geraldo Riva, também tem sido abafado pela mídia
tradicional de Mato Grosso.
João Dorileo Leal é empresário hegemônico na área de Comunicação, em nosso Estado, e
atualmente, detém o controle de duas emissoras de televisão na capital – TV Record e TV Pantanal
– e pelo menos três emissoras de rádio – Gazeta FM, Capital FM e Cultura FM, além de outros
variados negócios.
A construção do poderio econômico do Joao Dorileo Leal, notadamente durante a administração do
então governador Dante de Oliveira e do seu chefe da Casa Civil, Antero Paes de Barros, já lhe
valeu outros processos na Justiça comum e na Justiça Federal, tendo sido alvo do chamado
Escandalo Secomgate, e da Operação Arca de Noé, que apurou seu possivel envolvimento com a
organização criminosa comandada pelo Comendador João Arcanjo Ribeiro, alvo de denúncia do
então procurador da República Jose Pedro Taques, aceita pelo entao juiz federal Júlier Sebastião da
Silva.
Quando disputou o Governo do Estado pela primeira vez, uma das bandeiras que sustentaram a
campanha do sojicultor Blairo Maggi, em tom de ironia, foi a “privatização” de A Gazeta. Maggi
chegou a apontar relação promiscua do grupo de comunicação comandado por Dorileo com o
governo comandado por Dante e Antero. Depois, acabou estabelecendo conciliação com A Gazeta

PUBLICADO EM 3.9. 2017

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