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Capítulo 14 – Direitos e Cidadania.

1. Como a relação entre direitos e cidadania foi tratada na história;


2. A constituição América (1787) vai promover algumas emendas que vai
garantir determinada liberdades, mas ainda vai manter a distinção entre
alguns seres humanos, tendo em vista que não aboliram a escravidão.

Direitos para Todos

3. Revolução Francesa (1789) universalização dos direitos baseados nos


princípios de liberdade e igualdade. Porém, ainda mantinham distinção
entre os seres humanos, tendo em vista que as mulheres não eram
incluídas na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão;
4. A base para formulação da Declaração dos Direitos Universais veio da
revolução francesa e da independência dos EUA (1948). Essa
declaração estendeu a liberdade e igualdade de direitos até nos campos
econômico, social e cultural.
5. Para a perspectiva universalista, os Direitos Humanos estão acima de
qualquer poder;

Todos nascem livres e iguais...mas nem tanto

6. Alguns teóricos acreditam que todos nascem livres e com alguns direitos
inalienáveis:
6.1. Thomas Hobbes (Inglês; 1588-1679) – Para ele todos nascem
iguais, e por ter liberdade em excesso, lutam entre na defesa dos
interesses individuais; Por conta disso, haveria uma necessidade
de se firmar um acordo entre eles, que seria o contrato social,
para que não chegassem ao extremo, a autodestruição. A ideia
desse contrato é de que os membros da sociedade iriam
renunciar à sua liberdade individual e dar ao Estado o direito de
agir em seu nome e evitar todo tipo de excesso.
6.2. John Locke (Inglês; 1632-1704) – Para ele só os homens livres e
iguais podem fazer um pacto com o objetivo de criar uma
sociedade política. Os livres e iguais são os que possuem alguma
propriedade a zelar. A propriedade aqui torna-se o elemento
fundamental da sociedade capitalista, pois esta acima das
liberdades dos indivíduos. Aqui a ideia de que, desde o
nascimento, os indivíduos não são iguais.
6.3. Jean Jacques Rousseau (Francês; 1712-1778) – Para ele a
igualdade só é possível se for baseada na liberdade, mas, a
igualdade só pode ser jurídica. A lei seria o parâmetro de
igualdade “todos são iguais perante a lei”.
7. Final séc. XVIII e séc. XIX - Europa se estrutura com base na
desigualdade; A partir dai vai propor uma igualdade de todos perante a
lei, criando um direito igual para os desiguais.
8. A igualdade perante a lei era uma ameaça aos privilégios sociais da
burguesia e aristocracia que se mantinham no poder. Com isso, a
sociedade capitalista vai escolher a liberdade e deixar a igualdade de
lado.

9. Karl Marx – o trabalhador, enquanto membro de uma classe, não se


identifica enquanto cidadão, pois este é a representação burguesa do
indivíduo; Para ele, a idéia de democracia está atrelada a ideia de
igualdade social, que só seria possível via revolução social; Há mais
recentemente, marxita que vão afirmar que a democracia burguesa seria
uma via possível para igualdade formal e construção de espaços de
liberdade, e meio pelo quais trabalhadores pudessem construir uma
sociedade socialista;

10. Émile Durkheim – A cidadania está ligada a ideia de coesão social,


criada a partir da divisão social do trabalho, que se expressa no direito
civil. Nesse sentido, quando o indivíduo desempenha diferentes funções
sociais, ele está integrado numa sociedade. Seu papel como cidadão
seria cumprir suas obrigações e desenvolver uma prática social que vise
maior integração social;

Direitos Civis, Políticos e Sociais

11. Direitos Civis - T. H. Marshal (Inglês) – A cidadania enquanto questão só


vai surgir a partir do séc XVII e XVIII, de forma sutil, por meio da
formulação dos chamados direitos civil. Naquele momento, buscava-se
garantir os direitos a liberdade religiosa e de pensamento; direito de ir e
vir; a propriedade; liberdade contratual; de escolher seu trabalho, e a
justiça, que deveria garantir todos os direitos anteriores; São esses os
direitos que vão ser tomados como ideal dos períodos seguintes,
constando em todas as legislações europeias. Não quer dizer que vão
chegar a todas as pessoas. Aqui ainda o cidadão era aquele que era
proprietário de bens, principalmente de terras.

12. Direitos Políticos – são os relacionados com a formação do Estado


democrático representativo e envolvem direitos eleitorais: Eleger seus
representantes e ser eleito; participar de associações políticas, como
partidos e sindicatos; direito de protestar. Considerado como
desdobramento dos direitos civis, os direitos políticos vão passar a ser
reivindicados por movimentos populares já no século XVIII, quando o
direito de votar foi estendido as mulheres.
13. Direitos Sociais (séc. XX) – Direitos a educação básica; assistência à
saúde; programas habitacionais; transporte coletivo; sistema
previdenciário; programas de lazer; acesso ao sistema judiciário, etc.

14. Esses 3 direitos estão assentados no princípio da igualdade, mas não


são entendidos como universais pois são visto em cada Estado e em
cada epoca de modo diferente.

Cidadania e Classe Social (nas palavras de Marshal)

15. Cidadania é um status concedido aos que são membros integrais de


uma comunidade, com direitos e obrigações pertinentes a esse status;
16. A classe Social é um sistema de desigualdade;
17. Na Inglaterra, a cidadania tem sido uma instituição em desenvolvimento,
pelo menos desde a metade do século XVII, então é claro que seu
crescimento coincide com o desenvolvimento do capitalismo, o sistema
desigual. Como pensar então o desenvolvimento desses dois se eles
possuem princípios opostos.

18. Já no final do século XX e inicio do século XXI, outros direitos


relacionados a segmentos e situações sociais específicas (consumidor,
idosos, adolescentes, crianças, mulheres, minorias étnicas,
homossexuais) consolidaram-se.

Cidadania Hoje

19. A cidadania não é dada, mas construída em processo de organização,


participação e intervenção social dos indivíduos ou grupos sociais; Se
não houver exigência do cumprimento dos direitos, eles permanecerão
no papel.
20. O conceito de cidadania foi gerado nas lutas que estruturavam os
direitos universais do cidadão.
21. Defender a cidadania é lutar pelos direitos, pelo exercício da
democracia, que é constante criação de novos direitos;
22. A analise que Marshal a partir da divisão dos direitos, já não da conta de
explicar as sociedades contemporâneas devido seu grau de
complexidade e de desigualdade. A partir dai podemos pensar a
cidadania formal e a real.
23. Cidadania Formal – é a que está nas leis. É a que estabelece que
somos todos iguais perante a lei e garante ao indivíduo a possibilidade
de lutar judicialmente por seus direitos;
24. Cidadania Real – é a que vivemos no dia a dia, que mostra que não
existe uma igualdade fundamental entre todos os seres humanos –
homens, mulheres, crianças, jovens, idosos, negros, pardos ou brancos.
Ex. Direito a Vida, mas existe milhares de pessoas morrendo de fome;
Direito de ir e vir, mas existem lugares onde os espaços foram fechados
por aqueles que se consideram proprietários; O direito a diferença não é
levado em conta, principalmente quando esta relacionado a questões
culturais muito distintas das ocidentais.
;

Capitulo 15 – Os Movimentos Sociais

1. Movimentos Sociais – são ações coletivas com objetivo de manter ou


mudar uma situação; Podem ser locais, regionais, nacionais ou
internacionais;
2. Além dos movimentos organizados, existem os movimentos chamados
conjunturais – Esses são so que duram alguns dias, desaparecem para
surgir em outro momento, com nova forma de expressão. Esses dois
tipos devem ser analisados de forma distintas para compreende-los.
3. Os movimentos sociais não são predeterminados; dependem sempre
das condições especificas em que se desenvolvem, ou seja, das forças
sociais e políticas que os apoiam ou confrontam, dos recursos existentes
para manter a ação e dos instrumentos utilizados para obter
repercussão;
4. Os movimentos sociais que se mantem por longo tempo tendem a criar
uma estrutura de sustentação e uma organizativa burocrática, por
mínima que seja, para continuar atuando.

Confrontos e Parcerias

5. Os movimentos sociais são sempre de confronto político; Na maioria dos


casos eles tem uma relação com o Estado, seja de oposição ou de
parceria, isso vai depender dos interesses e necessidades envolvidos.

6. Formas de Atuação:

6.1. Contra ações do poder público consideradas contra os interesses


da população ou algum setor dela;
6.2. Para pressionar o poder público a resolver questões referentes a
segurança, educação, saúde, etc;
6.3. Para resolver problemas da comunidade, de forma independente
do poder público, assumindo muita das vezes a responsabilidade
que cabe ao Estado;
6.4. Em parcerias com o poder público para fazer as ações de outros
grupos ou empresas privadas;

7. Há movimentos que tem como objetivo desenvolver ações que


proporcionem mudanças na sociedade, a partir do principio fundamental
do reconhecimento do outro, ou seja, do diferente. Esses movimentos
atuam na diminuição dos preconceitos e discriminação que prejudicam
as relações sociais. Ex.: Movimentos étnicos raciais, Movimento LGBT,
Movimento feminista, Contra violência, etc.

7.1. Quando indivíduos engajam-se num movimento social, procura


fazer que suas experiências com os sentimentos de desrespeito,
vergonha e injustiça inspirem outros indivíduos, de modo que sua
luta se transforme numa ação coletiva, de reconhecimento
pessoal e social.

A Greve como Elemento Central

8. A greve como um dos instrumentos mais utilizados pelos trabalhadores


na sociedade capitalista; Aparece como uma poderosa ferramenta de
reivindicação;
9. Para Durkheim o conflito seria resultado da falta de regras e normas que
regulam as atividades produtivas e as categorias profissionais. A greve,
que para ele seria interpretada como desordem, resultaria na
desintegração da sociedade; Para ele a questão social é também moral,
pois envolve ideias e valores divergentes dos da consciência coletiva.
Ele afirma que os desejos de alguns grupos devem estar submetidos
aos sentimentos gerais da sociedade. Ele considera que a divisão da
sociedade não é normal, pois o fundamental é manter a solidariedade
orgânica decorrente da divisão social do trabalho.
10. Para Marx a greve é um movimento reivindicatório por melhores
condições de trabalho e melhores salários. A greve não envolve apenas
o trabalhador, mas também empresários capitalista e o Estado. Marx
acredita que a greve é a expressão mais visível da luta de classe.
10.1. O trabalhador representa a força de trabalho e so tem isso para
defender;
10.2. O empresário tem como objetivo a obtenção de maior lucro
possível;
10.3. Ao Estado cabe regular a relação entre o trabalho e o capital, a
partir da forma legislativa, ou seja, as leis que podem proteger o
trabalhador e seus direitos, também podem atuar em benefício do
capital. Ele também age como força policial, muitas vezes usada
na repressão dos trabalhadores grevistas;
11. As greves trabalhistas existem desde o inicio do processo de
industrialização;
11.1. Com as lutas por melhores salários;
11.2. Pela regulamentação do trabalho infantil e feminino;
11.3. Diminuição da jornada de trabalho para 8 horas;
11.4. Por melhores condições de trabalho;

12. Pouco a pouco passaram a visar a conquista ou efetivação de direitos,


principalmente os sociais: Saúde, transporte; educação; previdência e
habitação.
13. As lutas geraram também outras necessidades indiretas, principalmente
a de se discutir as políticas econômicas que geravam desemprego;

Os Movimentos Sociais Contemporâneos

14. Os movimentos Sociais surgem em todo o mundo, sempre que grupos


consideram seus direitos desrespeitados ou se dispõe a lutar pela
aquisição de novos direitos.
15. O Movimento Ambiental – é típico da sociedade industrial, porque a
industrialização predatória afeta o meio ambiente, e desmatando; Ele
surgiu no sec. XIX quando foi percebido os primeiros sinais de distúrbios
ambientais, desenvolvendo-se lentamente até 1970. Ele evidencia uma
existência de uma consciência ecológica em todo o mundo, quando é
pensado a partir de ações micro até as ações macros. Envolve um
conjunto de movimentos que desenvolveu uma cultura ambientalista e
criou um novo direito: o de viver em um ambiente saudável.
15.1. As organizações lutam pela limitação, por meio da legislação, da
ação predatória e poluente, pressionando os Estados para que o
direito reivindicado seja garantido por meio de leis e fiscalização;

15.2. Existem problemas ambientais que só podem ser tratados


globalmente, como a emissão de gases que provocam o efeito
estufa, o aquecimento do planeta e as alterações na camada de
ozônio; Poluição dos mares; matança de baleias; poluição dos
rios com resíduos tóxicos;
15.3. Há também problemas regionais e nacionais, como o lixo nas
cidades;
15.4. A consciência ambiental tem estimulado pessoas, grupos, escolas
e organizações a traduzir as grandes preocupações em práticas e
atividades concretas no local em que vivem. Coma proporção que
o movimento ambiental atingiu na mídia, o Estado se viu obrigado
a fiscalizar os processos industriais poluidores, os
desmatamentos e a proteção ambiental. As empresas foram
obrigadas as reformular seu processo produtivo, e as novas
empresas a apresentar projetos de impacto ambiental.

16. O Movimento Feminista – A discussão sobre a posição da mulher nas


diferentes sociedades vem desde o século XVIII. A luta se pautava no
fim da opressão e discriminação sofrida pelas mulheres, e sua condição
de subalternidade no trabalho, na educação e na participação política;
Pelo direito de votar, que só ocorreu no século XX (EUA – 1920; e
Inglaterra 1928);
17. Muitas denuncias pautavam-se nas raízes culturais da desigualdade
sexual, apontando como a forma da mulher realiza o aprendizado de sua
condição, como ela vivencia, qual é o universo ao qual ela está cercado.
Isso tudo vai pontuar os condicionamentos pelo qual as mulheres
passam durante seu período de socialização, que as tornam alienadas,
posto que são treinadas para ser mero apêndice do homem.
18. Após as lutas pelo direito ao voto, o movimento de mulheres se
enfraqueceu, sendo retomado na década de 1960, quando ganhou força
e se difundiu rapidamente.
19. Posteriormente vai se desenvolver um movimento de reivindicação de
direitos políticos, civis e socais, além do questionamento das raízes
culturais da desigualdade de gênero.
20. A ideia de inferioridade da mulher em relação aos homens, além de
estar ligada ao físico, também estendia-se para o lado emocional e
sentimental. Essa concepção veio sendo construída desde a Antiguidade
para manter a opressão dos homens e a condição subalterna da mulher.
21. A partir da década de 1970, varias reinvindicações dos movimentos de
mulheres vão ocorrer, a partir dos seguintes temas:
21.1. Critica a sociedade patriarcal;
21.2. Igualdade de condições e de salários no trabalho;
21.3. Direito a liberdade de uso do corpo: direitos reprodutivos,
contraceptivos e aborto;
21.4. Direito de reconhecimento de outras manifestações da
sexualidade, como o bissexualismo e o lesbianismo;
21.5. A especificidade da visão feminina do mundo em todas as áreas
do conhecimento;
21.6. Discussão sobre a identidade corporal e a sexualidade feminina;