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Texto : A arara

Ricardo gosta de pegar passarinhos.


Ricardo armou uma arapuca lá no campo.
Ele vai pegar uma arara.
Todos os dias, a arara chega bem perto da arapuca.
Depois...
Voa para longe, longe...
Mas Ricardo não desiste. Hoje, cedinho, o menino voltou ao campo.
Ele viu a arara.
A arara estava bem perto da arapuca.
Cada vez mais perto!
Zás! Está presa a arara.
Ricardo fica contente: a arara é sua.
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Texto: O bem-te-vi

O dia estava bonito. O dia estava cheio de sol.


Danilo e Ivan foram ao campo.
Os meninos passearam muito por lá. Depois, os meninos pararam para descansar
embaixo de uma árvore. De repente...
Ivan ouviu uns piados. Que será?
Ivan disse:
___ Um passarinho está piando. Por que será?
Era um filhote de bem-te-vi caído ao chão.
Ivam procurou o ninho do bem-te-vi e o colocou lá, dizendo:
___ Passarinho, não tente passear nesta idade, porque senão... era uma vez... um
bem-te-vi.
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Texto: O chapéu encantado

Charles e Chaveco foram à chácara do vovô Michel.


Lá, Charles perdeu o chinelo, a chave e o cachimbo do vovô.
Vovô ficou zangado e pôs Charles de castigo no quarto.
Charles achou um chapéu antigo e pôs na cabeça.
O colchão estava macio e Charles dormiu de chapéu.
Ele acordou com a cabeça cheinha de idéias.
Ele disse para seu cachorrinho:
___ Agora já sei onde pus o chinelo, a chave e o cachimbo do vovô!
Ô Chaveco! Eu acho que este chapéu é encantado!
Poema: Salada de frutas
Eu sou o limão-galego,
sempre azedinho aonde chego.

Esta é pêra verdinha,


por dentro, bem madurinha.

E o morango arrepiado
que espera quem fica a seu lado.

Aquela é a banana nanica,


Rainha da Martinica.

E a fruta-do-conde ondulada,
parece uma velha enrugada.

Ao meu lado, a amiga uva,


de roxo, porque está viúva.

E a cereja, encabulada,
sempre vermelha, coitada!

Lá vem gorda a melancia!


Mas se lhe tiram os caroços
fica bem magra e vazia.
MIRANDA, Sônia.
Leia o poema a seguir e, com os colegas, descubra o nome da fruta:

Amarelinha por fora


e bem branquinha por dentro.
Sou macia, nutritiva
e fruta bem brasileira.

Os macacos gostam de mim


E as crianças também.
Vivo em cachos pendurada.
Você não se engana
sou a gostosa.............................

GODOY, Maria Lúcia

Texto: A Anta

Antônio andava pela fazenda.


Coringa ia pulando junto de Antônio.
De repente, Antônio apontou para a ponte:
___ Coringa! Veja uma anta!
Coringa saiu correndo e latindo.
A anta pulou no rio e saiu nadando.
Antônio falou encantado:
___ Nunca vi nada tão bonito!
Texto: O Coelho e as alfaces

O coelho Peralta viu as alfaces.


Ele saltou a cerca e pegou uma alface.
Aldo viu e falou para o seu cão:
___ Fiel, pega o coelho Peralta!
Fiel saltou para pegar Peralta.
Mas o coelho saltou mais alto e escapuliu.
Peralta correu rápido para a toca.
Texto: Os dez patinhos

Era uma vez dez lindos patinhos.


Viviam em paz, bem unidinhos.

Riam, cantavam. Ó vida feliz!


Tomavam banho no chafariz.

Mas vem a raposa feroz e diz:


___Bichinhos de pena! Uma dezena!
Belo petisco! Estou feliz!

A raposa feroz correu veloz.


Mas os dez patinhos __ ô coisa boa!
Correram juntinhos para a lagoa.

Texto: Os esquilos

Os esquilos vivem em bosques.


Eles têm o corpo coberto de pelos.
Os esquilos são animais roedores.
Eles vivem roendo sementes duras.
Por isso eles gastam seus dentes.
Eles também comem os ovos das aves.
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RAP DA DENGUE
A dengue é perigosa
A dengue é perigosa
A dengue é perigosa
E pode até matar.

Olha o mosquito da dengue


Ele quer chegar
Mas só vai conseguir
Se não se prevenir.

Tampar as caixas devemos


Garrafas e latas virar
Dos pratinhos a água tirar
E ele não vai chegar.

Dor de cabeça e febre


Manchas no peito e suor
Sintomas da dengue eles são
Devemos nos tratar
E o médico procurar.

Limpe bem seu quintal


Não deixe a água empoçar
E só assim você irá
A dengue evitar.

MÚSICA: Ciranda, Cirandinha

A dengue é uma doença


Que devemos evitar
Não deixar água parada
Pro mosquito não botar.

Vamos à luta, minha gente


Com vontade e animação
Evitar esta doença
Que nos joga para o chão.
O Mosquito escreve
Cecília Meireles

O mosquito pernilongo
trança as pernas, faz um M,
depois, treme, treme, treme,
faz um O bastante longo,
faz um S.

O mosquito sobe e desce.


Com artes que ninguém vê,
Faz um Q,
Faz um U e faz um I.

Esse mosquito
Esquisito
Cruza as patas, faz um T.

E aí, se arredonda e faz outro O,


mais bonito.

Oh!
Já não é analfabeto,
esse inseto,
pois sabe escrever seu nome.

Mais depois vai procurar


alguém que possa picar,
pois escrever cansa,
não é criança?

E ele está com muita fome.


O Menino Azul
Cecília Meireles

O menino quer um burrinho


para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho


que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
- de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho


que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo


que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.

( Quem souber de um burrinho desses,


pode escrever
para a rua das Casas,
número das Portas,
ao Menino Azul, que não sabe ler.)
cha bi lha i ne u ba e gu ja ta

pa es ço vei ru gar quei ro pi me de

re chu to pe te lo lhe po lho o fi

chi ma vu ve to ga fa lho tra mu po

co mi pi co mi te fi char lhe nho lho

ca chu e ti va chu me lhi da lhu ba

a jo che be se lho cho sa ta fo ca

15 52 121

16 601 24

12 10 6

10 49 20

1 162 5 40
Numeral Sucessor Antecessor Par/Impar Decomposicão

41

125

92

306
O elefantinho
Vinícius de Moraes

Onde vais elefantinho


Correndo pelo caminho
Assim tão desconsolado?
Andas perdido, bichinho
Espetastes o pé no espinho
Que sentes, pobre coitado?

_ Estou com um medo danado


Encontrei um passarinho!

Classe das Unidades Simples


Complete as palavras
3ª ordem 2ª ordem 1ª ordem
Centenas Dezenas Unidades com pr, br, gr, tr, fr, tr,
cr e
leia :
___ aço
___ama
___ator
___uta
___ita ___ inta
___ imo ___aia
ma___a a___aso
a___aço ___osso
Classe das Unidades Simples ___eme
3ª ordem 2ª ordem 1ª ordem a___iu
Centenas Dezenas Unidades ___esceu
___onto
A Cigarra faceira
Lizette geny Rando

Na rua do Ouriço Paçoca, mora a cigarra Ciça Faceira, que


vive com laço na cabeça e quer muito ser doceira.
Ela não sabe fazer nada, mas já quer se
aventurar.
Pega uma caçarola e uma receita
vai começar.
Pega açúcar, maçã e cereja,
Joga tudo na caçarola.
Mexe tudo, não pode parar.
__ Dessa receita vocês vão gostar.
Mas a cigarra Ciça Faceira vai para
fora namorar. A caçarola está no fogo
e o doce vai queimar.
A fumaça sobe logo.
__ Nossa! Que fumaceira!
E a cigarra Ciça Faceira
assim nunca vai ser doceira.
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A fada da árvore

Uma tarde, Artur foi deitar-se


debaixo de uma árvore.
Artur dormiu e sonhou.
No sonho, ele viu uma fada sair da árvore.
A fada tinha na cabeleira o verde da mata. Ela falou:
__ Tenha carinho comigo. Sou a vida da árvore. Uma
árvore ajuda a tornar o ar puro!
Aí Artur acordou. Ele perguntou para a árvore:
__ Você é fada de verdade, ou eu sonhei?

Que barulho é esse?


Lizete Geny Rando

Quarta-feira, a floresta acordou toda revirada.


Dona garça estava assustada, o vaga-lume nem piscava e o
bicho preguiça não espreguiçava.
__ Que barulho assustador é aquele vindo do pessegueiro?
__ Eu não chego perto __falou a garça.
__ Quem vai lá primeiro?
O guarda gavião, que não tinha medo não, seguiu naquela
direção para averiguação.
Chegando lá, logo gritou:
__ Cheguem mais perto, não há mais perigo, o grande
mistério já está resolvido.
Era a cigarra que rouca se esgoelava, pensando que cantava,
assustando toda a bicharada.
Chuvinha, Chuvada, Chuvão
Stella Leonardos

Primeiro era uma chuvinha: Pi-lim, Pi-lim.


Depois, uma chuvada: Plim-plim, plim, plim.
Depois, um chuvão: Plimplem, plimplem.
E o vento tocando a chuva: ziiiim... ziiiim.
E a chuva e o vento tocando todos os animais
para as tocas: É tempo! É tempo! É tempo
de mau tempo! É tempo de tempestade!.
Um dos pintinhos, que não gostava de tomar banho, piava, piava,
batendo as asas de frio:
___ Essa não! Piu-piu-piu! Pinga,
pinga, pingo de água mas pinga na lagoa! Tomar banho de
chuveiro tem hora, mas não à toa!

Maluquices do H
Pedro Bandeira

O H é letra incrível, Se na fila está a avó,


Muda tudo de repente. Vira filha, veja só!
Onde ele se intromete
Tudo fica diferente...
Se da bolha ele escapar,
Se você vem para cá, Uma bola vai virar.
Vamos juntos tomar chá.

Se o sono aparece, Se o bicho perde o H


Tem um sonho e adormece. Com um bico vai ficar.

Se sai galo do poleiro,


Pousa no galho ligeiro. Hora escrita sem H
Ora bolas vai virar.
Se a velha quiser ler,
Vai a vela acender.
Texto: A esperteza da raposa

A raposa estava velha demais, por isso, já não conseguia caçar como
antigamente. Fazia dias que não comia, e seu estômago roncava de fome.
Um dia, deitada à sombra de uma árvore, a raposa começou a sentir um cheiro
de comida. Levantou-se e avistou uma carroça carregadinha de sardinha que ia em
direção ao mercado.
Assim que viu a carroça, a raposa pensou em comer os peixes.
Assim que viu a raposa, o carroceiro pensou no dinheiro que ganharia com a
venda daquela valiosa pele. Sem perder tempo, levantou a espingarda, fez mira e
disparou.
Para a sorte da raposa, além de enxergar mal, o carroceiro tinha péssima
pontaria.
Para azar do carroceiro, a raposa era esperta e teve logo uma ótima idéia: cair no
chão e fingir-se de morta. Foi o que fez.
Orgulhoso da sua façanha, o homem desceu, pegou sua caça, jogou na
carroceria e seguiu viagem.
Lá atrás, a raposa comei peixe até não poder mais e fugiu, satisfeit a, levando
algumas sardinhas para a próxima refeição.
Caixinhas de beijos

Certo dia, uma mulher chegou em casa e ficou muito irritada com sua filha. Ela havia
apanhado um rolo de papel de presente e o desperdiçava fazendo um embrulho. A mãe ficou irritada
porque o papel era caro e o dinheiro estava pouco.
Naquela mesma noite, a mãe descobriu no canto da sala, local onde a família colocava os
presentes, um embrulho dourado, não muito bem feito.
Na manhã seguinte, logo que despertou , a menininha correu para ela com o embrulho nas mãos.
Abraçou forte o seu pescoço, encheu o seu rosto de beijos entregando o presente.
__ “ Isso é para você mãezinha”- foi o que ela disse. Ela se sentiu muito envergonhada por sua
furiosa reação do dia anterior. Mas logo que abriu o embrulho, volto a explodir; era uma caixinha vazia.
Gritou para a filha: __ “ Você não sabe que quando se dá um presente a alguém, a gente coloca alguma
coisa dentro da caixa?”.
A criança olhou para ela com os olhinhos cheios de lágrimas e disse: __ “ Mas mamãe, a
caixinha não está vazia, eu soprei muitos beijos dentro dela. Todos para você, mamãe” – A mãe quase
morreu de vergonha outra vez.
Abraçou a menina e suplicou que ela a perdoasse. Dizem que a mulher guardou a caixa dourada
ao lado de sua cama por anos.
Sempre que se sentia triste, chateada, ou deprimida, ela tomava da caixa um beijo imaginário e
recordava do amor de sua filha que havia posto ali.
De uma forma simples, cada um de nós humanos temos recebido uma caixinha dourada cheia de
amor incondicional de nossos pais, dos nossos filhos, dos nossos irmãos e amigos. Entretanto, nem
sempre nos damos conta.
Estamos tão preocupados com o “TER” os valores do mundo, que pequenas coisas não são
percebidas por nós. Assim, a esposa não valoriza o ramalhete de flores do campo que o marido lhe
enviou. É que ela esperava ganhar uma valiosa jóia e não aquelas flores. O marido nem agradece o fato
da esposa, no dia em que comemoram mais um ano de casados, esperá-lo com simples jantar a dois em
casa. Ele estava esperando uma comemoração em grande estilo, cercada de amigos e muitos comes e
bebes. Os pais não dão importância aquele cartão meio amassado que os pequenos fazem na escola,
pintados com as mãos, de quem apenas ensaia a arte de dominar as tintas e os pinceis nas mãos
pequeninas. Eles estão mais envolvidos com as contas que as escolas estão cobrando e acreditam que
pelos tantos que eles custam a mensalidade escolar, os professores deveriam ter enviado um presente de
valor.
É! Muitos de nós não encontramos os beijos na caixinha dourada, só vemos a caixinha vazia. O
amor é feito de pequeninas coisas. Não exige fortuna para se manifestar. Por vezes um ato de renunciar
como a daquele homem que no dia do natal, em plena guerra, conseguiu apenas uma laranja para a ceia
dele e da esposa.
Então a descascou, colocou no prato, criando uma careta com os gomos bem dispostos e entrega
para a esposa, com um beijo e um pedaço de papel escrito: “ Parabéns”
A nave que não sabia voar

Tadeu estava fazendo sete anos.


Ele pediu uma nave espacial ao seu pai.
Na caixa havia uma foto da nave no espaço toda iluminada!
Tadeu colocou a nave no chão, ligou o botão, e ela rodou, rodou, mas não
subiu.
Tadeu ficou calado. Ligou o botão de novo, mas a nave não saiu do chão.
O menino, então, disse ao pai:
__ Papai, a nave que você me deu é bonita, rápida, iluminada, mas tem um
grande defeito: ela não sabe voar.
Mesmo assim Tadeu não largou mais sua nave.
Graça Boquet
O susto de Nicole

Nicole é a gata de Tiago. Ela é muito mimada e levada.


Sobe na pia, no sofá e até na cama de Tiago.
Depois de tomar leite, tira uma boa soneca na almofada de cetim.
Um dia, Nicole viu o patinete de Tiago e subiu nele para imitar seu dono.
Que susto! O patinete saiu em disparada.
Coitada de Nicole! Ela rodopiou, rolou e caiu dentro do latão de lixo.
A gata ficou toda suja!
Nicole, que não gosta de tomar banho, desta vez não vai escapar. Tiago
levou-a imediatamente para o tanque.

O gatinho Cirilo

Cirilo é o gato de Célio


Ele é cinza, tem o pêlo macio e é muito dócil!
Todos os anos, Célio o leva bem cedinho ao posto para ser vacinado
contra raiva.
A vacina não dói, mas Cirilo fica com medo e mia muito.
Célio diz:
__ Quieto, Cirilo! Se você não tomar a vacina, pode adoecer.
Cirilo obedece e fica quietinho.
Célio está certo. Devemos vacinar os animais que temos em casa todo
ano.
Graça Boquet

A curiosidade

Gisela e José são irmãos. A coisa que mais os une é a curiosidade. E o jardim é
para eles um paraíso cheio de surpresas.
__ Olhe, que besouro preguiçoso! Será que é perigoso? __ pergunta José?
__ Apesar de feio e esquisito, parece bondoso __ respondeu Gisela.
__ Veja, Gisela, no galho da roseira! Uma borboleta tirando o casaco!
___ Não, José. É uma mariposa que acaba de nascer e está saindo de seu casulo.
__ E aquelas formigas no vaso, parecem nervosas! Devem estar cavando para
encontrar um tesouro. E com essa pressa, devem estar atrasadas.
__ José, elas só estão fazendo suas casas!
__ Gisela! As rosas estão abrindo as asas! Que cheirosas!
__ Ah, José! Não são asas, são pétalas!
E a menina, muito afetuosa, pega José pela mão e vão de vaso em vaso, continuar a
exploração.
Luis Otávio Rando
Amigos inseparáveis

Maravilha era uma abelhinha muito xereta.


Quando as abelhas mais velhas saíam para pegar o pólen das flores, a danada
aproveitava para brincar com o orvalho que caía das folhas.
Um dia, ao saltar sobre uma gota de orvalho que pingava de uma flor vermelha, a
abelhinha caiu e feriu seu joelho.
Um filhote de coelho chamado Orelhudo, que passava por ali, vendo a pobrezinha
chorando, pegou-a com cuidado, colocou-a sobre uma ervilha e cuidou de seu joelhinho.
Maravilha ficou muito agradecida e com olhos brilhantes falou:
__ Como você é maravilhoso! Posso estar sempre com você?
Por isso, se vocês virem um coelho com uma abelhinha no nariz, é Maravilha,
pulando e saltando ao redor de seu novo amigo.
Carolina G. Silva