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F F í í s s i i c c a a Frente III C

FFííssiiccaa

Frente III

CCAAPPIITTUULLOO 22 CCAALLOORRIIMMEETTRRIIAA

Aulas 05 a 07

Vimos no capítulo anterior os conceitos de Calor, Equilíbrio Térmico e a Lei Zero da Termodinâmica. É imprescindível dominar esses conceitos para o estudo deste 2° Capítulo.

Calor é a energia térmica transferida de um corpo para outro devido exclusivamente à diferença de temperatura entre eles.

Calor Sensível Verificamos experimentalmente que a quantidade de calor sensível (Q) recebida ou cedida por um corpo apenas para variar sua temperatura (sem ocorrer mudança de fase) é diretamente proporcional à sua massa (m) e a variação da sua temperatura (∆T).

sua massa (m) e a variação da sua temperatura (∆T) . Assim, quando um corpo cede

Assim, quando um corpo cede ou recebe calor, variando apenas a sua temperatura, sem mudar o seu estado físico, dizemos que ele recebeu ou cedeu calor sensível. Desse resultado obtemos a Equação Fundamental da Calorimetria:

Q = m.c.∆T

∆T = T F T i variação da temperatura

c calor específico

Unidades usuais: Q caloria (cal)

m massa do corpo

Unidades no SI:

m grama (g)

Q joule (J)

m quilograma (kg)

Sinal: Q > 0 → corpo recebe calor Q>0 corpo cede calor

Calor Específico (c) O calor específico (c) é uma grandeza característica de cada substância e seu valor depende da temperatura e do estado físico do corpo. Sua unidade mais comum é a cal/g°C. No SI devemos usar J/kg°C. Calores específicos de algumas substâncias

Substância

Calor específico

(cal/g°C)

Água

1,00

Gelo

0,55

Vapor d´água

0,48

Mercúrio

0,033

Ferro

0,11

Vidro

0,20

Cobre

0,093

Álcool

0,58

Capacidade Térmica (C) Definimos a capacidade térmica (C) de um corpo como sendo o produto da massa pelo calor específico do material que o constitui. Assim, a capacidade térmica é característica do objeto e não da substância. Da definição obtemos:

C = m.c
C = m.c

e

Q = C.∆Tt
Q = C.∆Tt

Unidade de C cal/°C ou J/°C

* Equivalente em Água (E)

O equivalente em água de um corpo é a massa de água cuja capacidade térmica é igual à capacidade térmica do corpo considerado. Assim:

E ⁿ= C

Exemplo: A capacidade térmica de 100g de álcool é: C = 100.0,58 = 58 cal/°C. Assim, o equivalente em água dessa quantidade de álcool é: E = 58 g. Isto quer dizer que 58 g de água possuem a mesma capacidade térmica que o objeto em questão (100 g de álcool).

Calor Latente

Durante as mudanças de estado físico, as substâncias podem receber ou ceder calor sem que sua temperatura se altere. Se desejarmos, por exemplo, transformar um bloco de gelo de 10g a 0°C em 10g de água líquida a 0°C devemos através de uma fonte de calor transferir 800 calorias para o gelo. Isso quer dizer que cada grama de gelo, para se transformar em água líquida, necessita-se 80 calorias.

se transformar em água líquida, necessita-se 80 calorias. Assim, a quantidade de calor latente (Q L

Assim, a quantidade de calor latente (Q L ) é dada por:

Q L = m.L

Lcalor específico latente ou calor latente

Unidades de L cal/g ou J/kg

Calores latentes da água

Mudança de Fase

Calor latente

Fusão

L F = 80 cal/g

Vaporização

L V = 540 cal/g

Solidificação

L S = - 80 cal/g

Condensação

L C = - 540 cal/g

Trocas de Calor Corpos, a temperaturas diferentes, quando colocados em um Calorímetro , trocam calor

Trocas de Calor

Corpos, a temperaturas diferentes, quando colocados em um Calorímetro, trocam calor entre si até atingirem o equilí-brio térmico. Calorímetro ideal

O Calorímetro ideal é um sistema termi-camente

isolado do ambiente, cujas paredes são adiabáticas. Ele pode ou não participar das trocas energéticas com os corpos nele colocados. Se isso ocorrer, então o caloríme-tro possui uma capacidade térmica. Como exemplo de calorímetro ideal temos a garrafa térmica e a caixa de isopor.

Lei Geral das Trocas de Calor

A soma algébrica das quantidades de calor,

sensível ou latente, trocadas entre os corpos é nula.

Assim:

∑Q = 0
∑Q = 0

ou

Q recebido = Q cedido

Equivalência entre Calor e Energia

O físico inglês James Joule demonstrou a equivalência entre as unidades de calor e de energia mecânica, isto é, entre caloria e joule. Através da famosa experiência de Joule, demonstrou-se que:

1 cal = 4,19 Jt

Curvas de Aquecimento

Fornecendo-se continuamente calor a uma massa de uma substância qualquer, ini-cialmente sólida, ocorrerão as seguintes eta-pas, pela ordem:

1 - Aquecimento na fase sólida até T F - Q 1

2 - Fusão da substância (T F cte) - Q 2

3 - Aquecimento da fase líquida até T V - Q 3

4 - Vaporização da substância (T V cte) - Q 4

5 - Aquecimento na fase gasosa - Q 5

(T V cte) - Q 4 5 - Aquecimento na fase gasosa - Q 5 Exercícios

Exercícios de Sala

01. Uma barra de ferro com 300g de massa é

aquecida de 20°C até 170°C. Sendo 0,11 cal/g°C o calor específico do ferro, calcule:

a) A capacidade térmica da barra

b) A quantidade de calor que ela recebe

02. Uma panela de vidro de 500g é aquecida de 30°C

até 100°C.

durante o processo.Determine:

a) O calor específico do vidro

b) A capacidade térmica da panela

c) O equivalente em água da panela de vidro

total de 7000 calorias

Ela recebe um

03. Determine a quantidade de calor neces-sária para:

a) Fundir 400g de gelo a 0°C

b) Condensar 200g de vapor d´água a 100°C

de gelo a 0°C b) Condensar 200g de vapor d´água a 100°C 04. Em um calorímetro

04. Em um calorímetro de capacidade térmica 40cal/°C, com 600g de água, a 20°C, intro-duzimos um pedaço de ferro (c=0,1cal/g°C) de massa 1200g a 300°C. Determine a tempera-tura de equilíbrio térmico.

05. Tem-se uma massa de 200g de uma substância,

inicialmente a -5°C. a) Calcule a quantidade total de calor que se deve fornecer para se atingir 90°C

b) Trace a curva de aquecimento do processo

c) Se o fluxo de calor é constante e vale 130 cal/s

determine o tempo necessário para a temperatura atingir 90°C. Dados: T F : 5°C T V : 80°C Calor específico na fase sólida: c s =2 cal/g°C Calor específico na fase líquida: c l =0,8cal/g°C Calor específico na fase gasosa:c v =1,5cal/g°C Calor latente de fusão: L F = 10 cal/g Calor latente de vaporização: L V = 25 cal/g

Exercícios Resolvidos

01. Um vaporizador contínuo possui um bico pelo qual

entra água a 20ºC, de tal maneira que o nível da água no vaporizador permane-ce constante. O vaporizador utiliza 800W de potência, consumida no aquecimento da água até 100ºC e na sua vaporização a 100°C. A vazão da água pelo bico é?

L vap = 540 cal/g ; H20 =1.10 3

Dados: c = 1,0 cal/gºC ; kg/m 3

Resolução:

O calor necessário para aquecer e vaporizar a água é

dado por:

Q m.c.T m.L m.c.T L(I)

Sendo a densidade da água dada por e seu volume por V, temos que m .V

Como é fornecida a potência (P) do vaporiza-dor,

devemos dividir a equação (I) por ∆t, pois da definição

de potência, temos que:

P

Q

t

Assim, a equação (I) fica:

Q

.V

t

t

.

c.

T

 

L

A vazão (Z) é quanto o volume varia no tempo e é

definida por:

Z

V

t

Assim, a equação acima se torna:

P .Z.(c.T L)

Explicitando a vazão Z, obtemos::

Z

P

.(c. T L)

 

Substituindo os dados do problema e colo-cando todas

as grandezas no SI, temos:

(Lembrando que 1 cal/g = 4,2.10 3 J/kg)

Z

Z

800

1.10 .(4,2.10 .80

3

3

3

540.4,2.10 )

3,1.10

7

m

3

/ s

Z 0,31ml / s

02. Um bloco de gelo, de massa igual a 50 kg e a 0ºC, é empurrado por uma força hori-zontal, sobre um piso também horizontal e a 0ºC. O bloco é empurrado com velocidade constante, percorrendo uma distância de 20m. Observa-se que 25 gramas do gelo se fundem. Admitindo-se que todo o calor gerado pelo atrito foi absorvido pelo gelo, calcule o coeficiente de atrito cinético entre o bloco e o piso. Considere g = 10 m/s 2 e 1cal = 4,2 J Resolução:

Iremos utilizar nossos conhecimentos de Mecânica para resolver este problema.

Este problema poderia ser bastante compli-cado caso não façamos algumas considera-ções:

1) Consideramos que todo o sistema está a 0ºC, incluindo o solo, ar, quem empurra o bloco, etc. Assim, tudo está em equilíbrio térmico e não haverá fluxo de calor sensível. O único tipo de calor gerado é pelo atrito, que será inteiramente consumido como calor latente para derretimento de parte do gelo. 2) Consideraremos que a força exercida em todo o percurso é constante, não variando, em função de um gradual derretimento do gelo (O peso do bloco diminui muito pouco).

A energia gerada pelo atrito é medida pelo trabalho

realizado pela força de atrito cinético.

 F .50.10.20 .d .N.d   10000.m.g.d

atrito

c

c

c

Substituindo os dados disponíveis, obtemos:

c

A energia (calor) consumida pelo derretimen-to de

parte do gelo é dada por:

Q m.L 25.80 Q 2000 cal

Colocando em joules: Q 8400 J

Igualando a energia gerada pelo atrito com a consumida pela fusão do gelo, temos:

Q 8400 10000

c

c

0,84

Exercícios

01. (UEBA) O calor específico sensível de uma

substância indica o valor:

a) do seu ponto de ebulição ao nível do mar

b) da capacidade térmica de um corpo feito com essa

substância

c) da quantidade de calor necessária para elevar de

um grau Celsius a temperatura de um grama dessa substância

d) de sua condutividade térmica no estado sólido

e) da quantidade de calor necessária para fundir um

grama dessa substância

Nível 1

02. (UFPR) Dois corpos de massas diferentes estão

inicialmente em contato térmico, de modo que suas temperaturas são iguais. Em seguida isola-se um do outro e ambos recebem a mesma quantidade de calor de uma fonte térmica. A respeito de suas temperaturas imediatamente após esta operação, é correto afirmar que:

01) Devem ser iguais 02) Serão iguais se os dois corpos tiverem igual volume 04) Seriam iguais de suas capacidades calorífi-cas fossem iguais. 08) Somente seriam iguais se o calor específico sensível de um corpo fosse igual ao outro. 16) Seriam as mesmas se os corpos tivessem a mesma massa e o mesmo calor específico sensível.

03. (MED. POUSO ALEGRE-MG) O calor espe-cífico

sensível do chumbo é 0,030 cal/g o C enquanto que o do ferro é 0,10cal/g o C. Isso significa que:

a) Se fornecemos a mesma energia calorífica a 1kg de

ferro e a 1kg de chumbo, o chumbo aquecerá mais.

b) Se 1kg de chumbo a 100 o C e 1 kg de ferro a 100 o C

são colocados para esfriar até atingirem a temperatura ambiente, o chumbo liberará maior quantidade de energia calorífica para o ambiente

c) Para a mesma quantidade desses materiais, é mais

fácil (menor gasto de energia) aquecer o ferro do que

aquecer o chumbo até uma determinada temperatura. d) Para efeitos de aquecimento podemos dizer que 100g de ferro equivalem a 30g de chumbo.

e) Se o calor específico sensível do ferro é maior do

que o do chumbo, a capacidade térmica do ferro também será maior do que a do chumbo.

04. (UFPR) Durante o eclipse, em uma das cidades na

zona de totalidade, Criciúma-SC, ocorreu uma queda de temperatura de 8,0 o C (Zero Hora 04/11/94). Sabendo que o calor específico sensível da água é 1,0

cal/g o C, a quantidade de calor liberada por 1000g de água, ao reduzir sua temperatura de 8,0 o C, em cal, é:

a) 8

b) 125

c) 4000

d) 8000

e) 64000

05. (MACK) Um corpo de certo material com 200g, ao

receber 1000 cal aumenta sua temperatura de 10 o C.

Outro corpo de 500g, constituído do mesmo material,

terá capacidade térmica de:

a)

50cal/ o C

b) 250cal/ o C

c) 150cal/ o C

d)

100cal/ o C

e) 300cal/ o C

06. (UFSE) A tabela abaixo apresenta a massa m de

cinco objetos de metal, com seus respectivos calores específicos sensíveis c.

Metal

c (cal/g o C)

m (g)

Alumínio

0,217

100

Ferro

0,113

200

Cobre

0,093

300

Prata

0,056

400

Chumbo

0,031

500

O objeto que tem maior capacidade térmica é de:

a) alumínio

b) prata

c) chumbo

d) ferro

e) cobre

07. (UNISA-SP) O gráfico representa a tempera-tura

de uma amostra, de massa 100g, de uma substância em função da quantidade de calor por ela absorvida. O

calor

em

cal/g o C, é:

específico

sensível

dessa

substância,

cal/g o C, é: específico sensível dessa substância, a) 0,10 b) 0,20 c) 0,40 d) 0,60

a)

0,10

b) 0,20

c)

0,40

d)

0,60

e)

0,80

08. (MACK) Uma fonte calorífica fornece calor continuamente, à razão de 150 cal/s, a uma determinada massa de água. Se a temperatura da

água aumenta de 20 o C para 60 o C em 4 minutos, pode- se concluir que a massa de água aquecida, em gramas, é:

a) 500

b) 600

c) 700

d) 800

e) 900

09. (FUVEST) Um ser humano adulto e saudável

consome em média, uma potência de 120J/s. Uma “caloria alimentar” (1kcal) corresponde, aproximadamente, a 4,0.10 3 J. Para nos manter- mos saudáveis, quantas “calorias alimentares” devemos utilizar, por dia, a partir dos alimentos que ingerimos?

a) 33

b) 120

c)2.6.10 3

d) 4,0.10 3

e) 4,8.10 5

10. (FGV-SP) Colocam-se 500 gramas de água a

100 o C dentro de uma garrafa térmica. O gráfico mostra a variação da temperatura da água no decorrer do tempo. Podemos afirmar que, entre os instantes T 1 = 1000s e T 2 = 2000s, a água perdeu calor à razão média de, aproximadamente:

a água perdeu calor à razão média de, aproximadamente: a) 0,85 joules/s b) 2,4 joules/s c)

a)

0,85 joules/s

b) 2,4 joules/s

c) 10 joules/s

d)

33 joules/s

e) 42 joules/s

Dado:

calor específico da água = 4.2 J/g o C

11.(FUVEST) Dispõe-se de água a 80 0 C e gelo a 0 0 C. Deseja-se obter 100 gramas de água a uma temperatura de 40 0 C (após o equilíbrio), misturando água e gelo em um recipiente isolante e com

capacidade térmica desprezível. Sabe-se que o calor específico latente de fusão do gelo é 80cal/g e o calor específico sensível da água é 1,0cal/g o C. A massa de gelo a ser utilizada é:

a) 5g

b) 12,5

c) 25g

d) 33g

e) 50g

12. (UFRJ) Misturam-se 100g de gelo a 0 0 C com 100g

de água a 0 0 C, em 1000g de água a 14 0 C em um recipiente de capacidade térmica desprezível. Sabendo que o calor específico latente de fusão do gelo vale 80cal/g e que o calor específico sensível da água vale 1,0 cal/g C, calcule a temperatura de equilíbrio dessa mistura

0

13. (ITA) Num dia de calor, em que a temperatura

ambiente era de 30 0 C, João pegou um copo com volume de 200cm 3 de refrigerante à temperatura ambiente e mergulhou nele dois cubos de gelo de massa 15g cada um. Se o gelo estava à temperatura de 4 0 C e derreteu-se por completo e supondo que o refrigerante tem o mesmo calor específico sensível que a água, a temperatura final da bebida de João ficou sendo aproximadamente de:

Dado: densidade absoluta da água = 1,0 g/cm 3

a) 0 0 C

b) 12 0 C

c) 15 0 C

d) 20 0 C

e) 25 0 C

14. (UFCE) O gráfico representa a variação de

temperatura de uma amostra de 20g de um líquido, a partir de 0ºC, em função do calor por ela absorvido. O calor específico c L do líquido e seu calor específico c G na fase gasosa guardam a seguinte relação:

a) c L = c G

b) c L = c G /2

c) c L = 2.c G

d) c L = 2.c G /3

e) c L = 3.c G

L = 2.c G d) c L = 2.c G /3 e) c L = 3.c

15. (PUC-PR) No interior de um calorímetro adiabático

contendo 500g de água a 20ºC, são colocados 100g de chumbo a 200ºC. O calor específico da água é 1

cal/gºC e o do chumbo é 0,031 cal/gºC. A temperatura final de equilíbrio é aproximadamente:

a)31ºC b)28,4ºC c)25,3ºC d) 23,5ºC e) 21,1ºC

16. (ITA) Um bloco de massa m 1 e calor específico

sensível c 1 , à temperatura T 1 , é posto em contato com um bloco de outro material, com massa, calor específico sensível e temperatura respectivamente m 2 ,

c 2 e T 2 . Depois de estabelecido o equilíbrio térmico entre os dois blocos, sendo c 1 e c 2 constantes e supondo que as trocas de calor com o resto do universo sejam desprezíveis, a temperatura final T deverá ser igual a:

a)

c)

m T

1

1

m T

2

1

c T m

1

1

c

1

1

c m T

c

2

2

2

2

b)

d)

m c

1 1

m

2

c

2

m c

1 1

m

2

c

2

T

m c T

1

1

1

m c T

2

2

2

2

m c

1

1

m c

2

2

T

1

17.

g/ºC e o seu calor latente de vaporização é 540 cal/g. Sob pressão normal, uma chama constante gasta 1

(FATEC - SP) O calor específico da água é 1,0

minuto para elevar a temperatura de uma certa massa de água de 40ºC a 100ºC. Desde o início da vaporização até o seu final, decorrem:

c) 12 min

18. (Mack) Colocam-se, num mesmo recipiente, 0,3 kg

de gelo a 0°C, 1,8kg de água a 10°C e 0,15 kg de vapor d’água a 100°C. Calcular a temperatura de equilíbrio. Dados: Calor de fusão do gelo: 80 cal/g. Calor de vaporização: 540 cal/g.

a) 6 min

b) 9 min

d)15 min e) 30 min

 Nível 2 Aprofundamento

01. (FUVEST) Um recipiente de isopor, que é um bom

isolante térmico, tem em seu interior água e gelo em equilíbrio térmico. Num dia quente, a passagem de calor por suas paredes pode ser estimada, medindo-se a massa de gelo Q presente no interior do isopor, ao longo de algumas horas, como representado no gráfico. Esses dados permitem estimar a transferência de calor (em kJ/h) pelo isopor, como sendo, aproximadamente de:

calor (em kJ/h) pelo isopor, como sendo, aproximadamente de: Calor latente de fusão do ge lo

Calor latente de fusão do gelo ≈ 320 kJ/kg

02. (VUNESP) Massas iguais de água e óleo foram

aquecidas num calorímetro, separada-mente, por meio de uma resistência elétrica que forneceu energia térmica com a mesma potência constante, ou seja, em intervalos de tempo iguais cada uma das massas recebeu a mesma quantidade de calor. Os gráficos na figura representam a temperatura desses líquidos no calorímetro em função do tempo, a partir do instante em que se iniciou o aquecimento.

tempo, a partir do instante em que se iniciou o aquecimento. a) Qual das retas, I

a) Qual das retas, I ou II, é a da água, sabendo-se que

seu calor específico sensível é maior que o do óleo? Justifique sua resposta.

b) Determine a razão entre calores específicos sensíveis da água e do óleo, usando os dados do gráfico.

03. (UNICAMP) Um aluno simplesmente sentado

numa sala de aula dissipa uma quantidade de energia equivalente à de uma lâmpada de 100W. O valor energético da gordura é de 9,0kcal/g. Para simplificar adote 1,0 cal = 4,0 J.

a) Qual o mínimo de kilocalorias que o aluno deve

ingerir por dia para repor a energia dissipada?

b) Em média, quantas calorias por segundo a água

transferiu para o ambiente.

04. (FUVEST) Um recipiente contendo 3600g de água

temperatura inicial de 80 0 C é posto num local onde a temperatura ambiente permanece sempre igual a 20 o C. Após 5 horas, o recipiente e a água entram em equilíbrio térmico com o meio ambiente. Durante esse período, ao final de cada hora, as seguintes temperaturas foram registra-das para a água: 55 C, 40 C, 30 C, 24 0 C e 20 C. Pede-se:

Dado: calor específico da água = 1,0 cal/ o C.

à

0

0

0

0

a) um esboço indicando valores nos eixos do gráfico

da temperatura da água em função do tempo;

b) em média quantas calorias por segundo a água

transferiu para o ambiente.

05. (FUVEST) O calor específico de um sólido, a

pressão constante, varia linearmente com peratura, de acordo com o gráfico abaixo: a tem- Qual
pressão constante, varia linearmente com
peratura, de acordo com o gráfico abaixo:
a
tem-
Qual
a
qua
ntida
de
de
calor
,
em
calor
ias,
nece
s-

sária para aquecer 1,0g desse sólido de 10 0 C até 20 0 C?

06. (EN RJ) Uma barra de gelo de massa 100g a

20 0 C é colocada num recipiente com 15g de água liquida a 10 0 C. Sabe-se que o calor específico sensível do gelo vale 0,55 cal/g 0 C, o calor específico latente de fusão do gelo, 80cal/g e o calor específico sensível da água líquida, 1,0 cal/g 0 C. Qual a temperatura de equilíbrio?

07. (UnB) Um pedaço de 100g de gelo, inicialmente à

temperatura de 30 C, é imerso em 400g de água cuja temperatura é de 25 0 C. A mistura é agitada até que um estado final de equilíbrio seja alcançado. Supondo que não haja troca de energia térmica entre o sistema e o seu recipiente, qual a temperatura final de equilíbrio? Dados:

calor específico sensível da água: 1,0cal/g 0 C calor específico sensível do gelo: 0,50cal/g 0 C calor específico latente de fusão do gelo: 80cal/g

0

08. (FUVEST) As curvas A e B na figura representam

a variação da temperatura (T) em função do tempo (t)

de duas substâncias A e B, quando 50 g de cada uma

é aquecida separada-mente, a partir da temperatura

inicial de 20ºC, na fase sólida, recebendo calor numa taxa constan-te de 20 cal/s. Considere agora um experimento em que 50 g de cada uma das substâncias são colocadas em contato térmico num recipiente termicamente isolado, com a substância A na temperatura inicial T A = 280ºC e a substância B na

temperatura inicial T B = 20ºC.

a) Determine o valor do calor latente de fusão L B da substância B. b)

a) Determine o valor do calor latente de fusão L B da

substância B.

b) Determine a temperatura de equilíbrio do conjunto no

final do experimento.

c) Se a temperatura final corresponder à mudança de

fase de uma das substâncias, determine a quantidade da mesma em cada uma das fases.

09. (Desafio) Um calorímetro cujo vaso de alumínio tem massa de 200g, contém 500g de água, tudo a

20ºC. Uma amostra de granalha de alumínio, com 300g, é aquecida a 100ºC e depois transferida para o calorímetro.

a) Sendo o calor específico do alumínio dado por

0,900 kJ/kg.K, determine a temperatura final do sistema, admitindo que não haja perdas térmicas para o ambiente. b) O erro provocado pela transferência de calor entre o calorímetro e suas vizinhanças pode ser minimizado se a temperatura inicial do caloríme-tro estiver ΔT W /2 abaixo da temperatura ambien-te, sendo ΔT W a variação de temperatura da água do calorímetro durante a medida calorimétrica. A temperatura final de equilíbrio, nestas circunstân-cias, estará ΔT W /2 acima do ambiente. Qual deve ser a temperatura inicial do

vaso e da água do calorímetro, sendo 20ºC a temperatura ambi-ente?

Gabarito

Nível 1

Nível 2

1.

c

1. 160 kJ/h

2.

20 (04 + 16)

2. é água

a)

II

3.

a

b)

2

4. d

3. 2,16.10 3 kcal

a)

5. b

b)

108

6.

e

4. 12 cal/s

b)

7.

b

5. 5,50 cal

8. e

6. 0ºC

9. c

7. 1ºC

10. e

8. L B = 24 cal/g

a)

11. c

b)

T

= 80ºC

12. 5ºC

c)

m

s = 33,3 g

13. c

m

l = 16,7 g

14. b

9. 28,5ºC

a)

15. e

b)

15,5ºC

16. d

17. b

18. θ E = 40°C