Aula 16 Magnetismo Imãs, campo magnético.

Introdução Desde a Antiguidade, os habitantes de uma região da Ásia Menor chamada Magnésia conhecem as propriedades de atração e repulsão de um mineral encontrado em abundância, chamada magnetita. Uma das propriedades bastante conhecida dos imãs é o fato de exercerem atração sobre certos metais, como o ferro, cobalto e níquel. Esses materiais, que ficam fortemente sujeitos aos efeitos magnéticos, são chamados de ferromagnéticos. Outra propriedade importante é que os pólos de mesmo nome se repelem, enquanto pólos de nomes diferentes se atraem. Todas essas propriedades são devidas aos chamados aos chamados campos de indução magnética, os quais são representados pelas chamadas linhas de indução. As linhas de indução do campo gerado por um imã de barra partem do pólo norte e morrem no pólo sul, como é representado a seguir:

o desta, ou seja, ele indica para onde aponta o pólo norte de uma bússola magnética em equilíbrio.

B

B

N

S
B

O principio da inseparabilidade dos pólos

N
N
S

S
N
S

N SN S N S
Observe que, mesmo após todos os cortes, os pólos se mantém. Campo elétrico magnético uniforme Em condições especiais podemos gerar um campo de indução praticamente uniforme, ou seja, não varia em intensidade, direção e sentido.
A B C

N

S

Acima campo gerado por um imã de barra. (Perceba que as linhas de força partem SEMPRE do N para o S). Podemos definir o campo de indução magnética em qualquer ponto através de uma grandeza vetorial chamada de Vetor Campo de Indução Magnética( B ). A direção desse vetor é sempre tangente à de uma linha de indução e seu sentido coincide com

A) B // ao plano do papel B) B ao plano do papel e saindo C) B ao plano do papel e entrando Campo magnético terrestre Há tempos que as propriedades magnéticas da Terra são conhecidos e utilizados pelo homem, sobretudo na arte da navegação. Podemos imaginar o campo magnético terrestre como se ele fosse gerado por um imenso imã de barra colocado no interior da Terra. Esse imã imaginário possui seu pólo sul próximo ao pólo NORTE geográfico da Terra e seu pólo norte próximo ao pólo SUL geográfico do planeta. O campo magnético terrestre, embora de baixa intensidade, é suficiente forte para orientar um pequeno imã (agulha magnética), desde que ele não esteja sob a influência de outro campo mais forte (por exemplo, próximo a um imã ou a um condutor percorrido por corrente elétrica). Essa propriedade permite a construção de bússolas magnéticas. Vale lembrar que a diferença entre os pólos geográficos e magnéticos provoca uma imprecisão na orientação por meio de uma bússola magnética, orientação essa que varia de ponto a ponto na Terra e através do tempo (uma vez que os pólos magnéticos se deslocam). A correção dessa imprecisão pode ser feita através da chamada declinação magnética, bastante usada em navegação. A causa do magnetismo terrestre é ainda desconhecida. No entanto, a atenção da comunidade científica está voltada para a teoria que atribui sua causa ao movimento do magma mais interno do planeta, o NiFe. A teoria supõe que essa camada, constituída principalmente de níquel e ferro fundidos, que são materiais ferromagnéticos, possui uma grande quantidade de íons metálicos em movimento suficientemente ordenado, para que seja produzido o campo magnético terrestre.

Acima temos duas representações do campo magnético terrestre. Exercícios 1-) Três barras de ferro geometricamente iguais são caracterizadas pelas letras A,B,C, e os extremos delas são indicados, respectivamente, pelas letras A1 e A2, B1 e B2, C1 e C2. Verifica-se que os extremos A1 e C2 sofrem repulsão, A1 e B1 sofrem atração, A1 e B2 sofrem atração, A1 e C1 sofrem atração. Quais barras são imãs e qual não é? 2-) São dadas três barras de aço aparentemente idênticas, MN, OP e QR. Verifica-se experimentalmente que: M atrai O e P N atrai O e P M atrai Q e repele R Quais das barras são imãs?
gabarito: 1-) A e C são imãs; 2-) MN e QR são imãs.

Aula 17 Eletromagnetismo I Regra da mão direita, espiras e solenóides.
Introdução Durante o século XVIII, vários cientistas buscaram uma conexão entre a eletricidade e o magnetismo. Essa relação foi descoberta por Hans Christian Oersted (1777-1851) em 1820. Produção do campo de indução magnética – regra da mão direita. Os campos magnéticos, inclusive os de imãs permanentes, são criadas pelos movimentos de cargas elétricas, ou seja, uma corrente elétrica, gera um campo de indução magnética. Um condutor retilíneo, percorrido por corrente elétrica produz, à sua volta um campo de indução magnética.

Uma vez que a limalha se distribui sobre as linhas de indução, torna-se fácil perceber que elas formam círculos centrados no próprio fio. Para determinarmos o sentido das linhas de indução magnética, vamos utilizar a chamada Regra da mão direita. Com o polegar da mão direita apontando no sentido da corrente, devemos “envolver” o fio com os outros dedos, os quais apontarão o sentido das linhas de indução como vemos nas figuras a seguir. O vetor indução B em qualquer ponto de uma linha terá direção tangente a ela. O seu sentido irá sempre coincidir com o da linha. A intensidade do vetor B em um certo ponto, depende do meio da intensidade da corrente elétrica (i) no fio e da menor distância (r) do fio ao ponto. Desde que o valor de r seja

Podemos visualizar um campo magnético utilizando limalha de ferro espalhada sobre uma superfície como é mostrado acima. A figura abaixo mostra esse campo agora formado em um condutor retilíneo

pequeno em relação ao comprimento do fio (ou seja, que o fio seja considerado longo), a intensidade do vetor indução é dada pela seguinte expressão:

B=

µ .i 2.π .r

OBS: Lembre-se que o vetor B é tangente à circunferência que seu campo forma! Observe a figura acima para facilitar sua compressão. 1) A unidade do vetor indução é o newton/(ampère . metro), chamado de Tesla (T) no Sistema Internacional. 2) Na expressão anterior, µ é a chamada permeabilidade magnética do meio. A permeabilidade magnética do vácuo é dada
−7

Podemos notar que as linhas de indução são linhas que circundam a espira, com sentido dado pela regra da mão direita, como é mostrado acima. Abaixo uma figura para um breve exercício. Você consegue determinar o vetor B ? Use a regra da mão direita e veja como é fácil.

por µ 0 = 4π ⋅ 10 T ⋅ m / A .

Espira circular (Ex- π ra circular)

E a expressão sofre uma pequena alteração:

B=

µ .i

2.r

(para lembrar da alteração é só perceber que uma espira é uma (EX- π RA), ou seja, um EX- π . Portanto é a mesma expressão para fios retilíneos somente sem o π . Solenóide Um solenóide é basicamente uma sucessão de espiras, ou seja, um condutor enrolado com várias voltas em formato cilíndrico, de forma que seu comprimento seja bem maior que seu diâmetro. Ao se fazer passar corrente pelo solenóide, forma-se no seu interior um campo de indução paralelo ao seu eixo e praticamente uniforme.

O vetor indução ( B ) no centro do solenóide coincide com seu eixo axial e sua intensidade depende do meio, da intensidade da corrente elétrica (i) no fio, do número de voltas (N) (enrolamentos) e do comprimento do solenóide (l), como mostra a seguinte expressão:

B = µ ⋅i ⋅

N l

OBS: essa expressão pode ser utilizada em termos do número de voltas por unidade de N e a fórmula comprimento dado por n = l ficaria então:

B = µ ⋅i ⋅ n
Exercícios:

1-) Dois fios retos e longos de uma instalação elétrica encontram-se no mesmo plano e são perpendiculares, como é mostrado a seguir:

i1

1

10 cm 10 cm P

i2
2
Sabendo que i1=50A e i2=25A, e admitindo como meio o vácuo ( µ 0 = 4π ⋅ 10 T ⋅ m / A ), determine: a-) a direção e o sentido do vetor indução magnética resultante gerado pelos fios no ponto P.
−7

b-) a relação entre intensidade do vetor indução resultante gerado pelos fios e o campo magnético terrestre local, cuja intensidade média é BT=5,0.10-5 T 2-) Duas espiras circulares idênticas de raio R=30cm e perpendiculares entre si, são percorridas pelas correntes i1=60A e i2=80A, indicadas a seguir:

4-) Uma corrente elétrica invariável i, percorre um condutor longo, como mostram as figuras abaixo. Determine em cada caso a direção e o sentido do vetor campo de indução magnética B nos pontos X e Y.

i

i

Y

X

Y

X

i2
X

i1
O

X

R

i
Y

Y

i

( µ 0 = 4π ⋅ 10 T ⋅ m / A ), e considerando π =3, determine a intensidade do vetor indução magnética resultante, gerado pelas espiras no ponto O.
−7

Admitindo o meio como sendo o vácuo

5-)Determinar a direção e o sentido do vetor campo de indução magnética ( B ) no centro de cada uma das espiras a seguir:

i

i

3-) Calcule a intensidade do vetor indução magnética no centro de um solenóide de enrolamento simples, de comprimento L, fabricado com um fio de cobre de diâmetro d=5,0mm e percorrido por uma corrente de 50A. Admita como meio um material com permeabilidade magnética −4 ( µ 0 = 5,6π ⋅10 T ⋅ m / A ), e considere que não há espaçamento entre os enrolamentos

i

i

Gabarito: 1) b-) B/BT=1 ; 2-) B=20.10-5T ; 3-) B=5,6. π T

Aula 18 Eletromagnetismo II Força Magnética – Regra da mão esquerda
Introdução Experimentos realizados por Oersted no século XIX confirmaram a existência dessa força de natureza magnética que praticamente transformou o mundo, permitindo a construção de motores elétricos e outros inúmeros aparelhos no nosso dia-adia. A seguir, estudaremos a força magnética que atua sobre cargas e seus efeitos sobre condutores. Força magnética sobre cargas Se uma partícula eletrizada for abandonada ou lançada na presença de um campo elétrico, ela ficará sujeita a uma força elétrica que provocará sua aceleração. Concluímos assim que, diferentemente da força elétrica que atua sobre cargas, independente de elas estarem em repouso ou em movimento, a força magnética só atua sobre cargas elétricas em movimento. Ao lançarmos uma partícula eletrizada em campo de indução magnética, ela pode ficar sujeita a uma força magnética ( Fmag ) cuja intensidade é diretamente proporcional à sua quantidade de carga em módulo ( q ), ao valor de sua velocidade (v), à intensidade do campo de indução (B) e ao seno do menor ângulo ( θ ) entre as direções dos vetores velocidade ( v ) e campo de indução magnética ( B ), como vemos a seguir:

Regra da mão esquerda, como mostrado abaixo.

Quando a partícula lançada no campo possuir carga negativa (q<0), o sentido da força magnética será o contrário ao fornecido pela regra da mão esquerda. EXERCICIO RESOLVIDO: Lançamento paralelo a B ( θ =0º). Uma partícula de quantidade de carga q, é lançada com velocidade de intensidade v, paralelamente às linhas de um campo de indução magnética uniforme de intensidade B. Determine a força magnética que atua sobre a partícula e o movimento que ela irá descrever, admitindo que não atuem outras forças sobre ela. Resolução: A partir do enunciado podemos considerar a situação abaixo.

B B B

Fmag = q ⋅ v ⋅ B ⋅ sen (θ )

Quando a partícula lançada no campo possuir carga positiva (q>0), a direção e o sentido da força magnética são dados pela

+

v

B B B

O vetor velocidade é paralelo ao vetor campo de indução o ângulo entre as direções dos dois vetores é nulo ( θ = 0 ). Assim, o módulo da força magnética será dado por:

Aqui temos a visão lateral do que acontece.

v

Fmag = q ⋅ v ⋅ B ⋅ sen (0) Fmag = 0
Concluímos, portanto, que uma partícula, lançada paralelamente às linhas de indução de um campo uniforme, não fica sujeita à força magnética. Como não atuam forças sobre a partícula, pela Lei da Inércia, ele irá descrever um movimento retilíneo uniforme. EXERCÍCIO RESOLVIDO Lançamento perpendicular a B ( θ = 90 ) Uma partícula, de quantidade de carga q>0 e, massa m, é lançada com velocidade de intensidade v, perpendicularmente às linhas de um campo de indução magnética uniforme de intensidade B. Determine a força magnética que atua sobre a partícula e o movimento que ela irá descrever admitindo que não atuem outras forças sobre ela. Resolução: Como o vetor v é perpendicular ao campo B, obtemos que θ = 90º e portanto:
B

B

B

B

B

Visão superior do que acontece:

X X X

X X X

X X X

v

mag

mag

EXERCICIO RESOLVIDO Raio da Trajetória circular Determine o Raio (R) da trajetória circular descrita pela partícula do exercício anterior, em função de m,v,q,B. Resolução: Como a força magnética atua resultante centrípeta (Rcp), temos: como

Fmag = q ⋅ v ⋅ B ⋅ sen (θ ) Fmag = q ⋅ v ⋅ B ⋅ sen (90 ) Fmag = q ⋅ v ⋅ B

Fmag = Rcp Fmag = q ⋅ v ⋅ B m.v 2 Rcp = R

+

+
B B

Fmag = q ⋅ v ⋅ B ⋅ sen (θ )

v X + F XF + v+ v X

Logo : m.v q ⋅v⋅ B = R m⋅v R= q ⋅B
2

Força Magnética entre condutores

i1

i2

i1

i2

(Rabibe me vê um quibe...). Força Magnética sobre condutores Vamos imaginar um fio condutor retilíneo mergulhado em um campo magnético uniforme: Utilizaremos os mesmos conceitos já vistos para o caso dos condutores, apenas substituindo o vetor velocidade pela corrente elétrica que percorre o condutor, daí;

i1
X

i2

F21 F12
B2

X X
B1

Portanto pela regra da mão esquerda: Concluímos que os fios irão se atrair mutuamente. • Se as correntes têm o mesmo sentido, a força entre os condutores será de atração. • Se as correntes tiverem sentidos opostos, a força será de repulsão.

r

Fmag = B ⋅ i ⋅ l ⋅ sen (θ )

F12 = B1 ⋅ i2 ⋅ l B1 =

F21 = B2 ⋅ i1 ⋅ l B2 =

µ ⋅ i1 2πr

µ ⋅ i2 2π ⋅ r

F12 = F21

Fmag

µ1 ⋅ µ 2 ⋅ l = 2π ⋅ r
Exercícios:

1-) Na figura abaixo, um elétron e um próton (íon H+) são lançados no vácuo, um após o outro, perpendicularmente a um campo de indução magnética uniforme e constante. Esboce as suas trajetórias supondo desprezíveis quaisquer ações gravitacionais.

indução magnética uniforme e constante e um campo eletrostático vertical e para cima de intensidade E=20N/C. Determine o mínimo vetor campo de indução magnética, para que essa partícula descreva um movimento retilíneo e uniforme, dado que g=10N/Kg. 5-) Determinar a direção e o sentido da força magnética sobre o condutor retilíneo percorrido por corrente elétrica i e imerso no campo de indução magnética uniforme B esquematizado.
X X X X X X X X X X X X X X X X i X X X X X X X X
i

-

v v
B

X X X X X X X X X

X X X

i

X X X X X X X X

2-) Calcule o valor aproximado da força magnética que atua sobre um avião eletrizado com carga de 100 C, que voa com velocidade de 200m/s, perpendicularmente ao campo magnético terrestre, o qual pode ser considerado uniforme, constante e de intensidade B=5,0.10-5 T. 3-) Partículas de massa m=3,0.10-7 Kg são lançadas no vácuo, com velocidades de módulo v=1,0.103 m/s, perpendicularmente às linhas de um campo de indução magnética uniforme e constante, de intensidade B=6,0.10-3 T. Determine a quantidade de carga dessas partículas, supondo que a distância que separa a entrada da saída da partícula seja de 1,0 m. Suponha desprezíveis as ações gravitacionais. 4-) Uma partícula puntiforme, de quantidade de carga q = 1,0 µC e massa m=1,0 mg, é lançada horizontalmente no vácuo, com velocidade v=1,0.103 m/s para a direita, em uma região que contém um campo de

+

B B 6-) Apesar de o Coulomb (C) ser a unidade de quantidade de carga elétrica no Sistema Internacional, é o ampère (A) a unidade básica da eletricidade nesse sistema de unidades. Isso ocorre devido à dificuldade de se medir diretamente a quantidade de carga elétrica. Determine o valor da permeabilidade do vácuo ( µ 0 ) sabendo que um ampère é definido como a intensidade da corrente que flui em dois condutores muito longos, colocados, no vácuo, paralelamente um ao outro a uma distância de 1,0 m, de modo que se tenha uma força entre eles de magnitude 2,0.10-7 N para cada metro de comprimento de cada um dos condutores. Obs: um Coulomb é definido como sendo exatamente 1 A. 1 s (ampère . segundo)
Gabarito:
2-)1N ; 3-)-0,1 C ; 4-)B=1,0.10 T ; 6-)12,57.10 N/A
-2 -7 2

i

Aula 19 Eletromagnetismo III Indução eletromagnética
Introdução No início do século XIX, a comunidade científica já conhecia duas relações entre eletricidade e magnetismo: que uma corrente elétrica produz um campo de indução magnética e que uma partícula elétrica em movimento no interior de um campo de indução pode sofrer ação de uma força de natureza magnética. A partir disso, os cientistas começaram a se questionar se um campo magnético não era capaz de gerar corrente elétrica. Ainda na primeira metade do século XIX, Michael Faraday provou que isso era possível, através de um processo chamado “Indução Eletromagnética”, responsável, atualmente, pela maior parte da energia elétrica utilizada pelo homem.

fenômeno da indução eletromagnética, nos mostra o quanto de um campo de indução efetivamente atravessa uma superfície qualquer.

Admitindo um campo de indução magnética uniforme B , atravessando uma superfície plana de área A, o Fluxo de Indução Magnética através dessa área é definido como:

φ = B ⋅ A ⋅ cos θ

A unidade de fluxo no SI é o T.m2 (tesla metro quadrado), chamado de Wb (weber). Variação do Fluxo gerando corrente – Lei de Lenz

Acima, o experimento de Lenz. Ao aproximar o imã de barra de uma espira circular, surge uma corrente num sentido e, ao afastá-lo, temos uma corrente no sentido oposto. Isso ocorre devido ao aumento ou diminuição do fluxo de indução magnética através da espira. Para entendermos a relação entre a variação do fluxo e a corrente induzida, vamos tomar uma esfera condutora retangular posicionada

A idéia de fluxo está ligada à passagem de algo, em geral, através de uma superfície. O conceito de Fluxo de Indução Magnética ( φ ), que é fundamental para a compreensão do

perpendicularmente às linhas de indução de um campo magnetostático B perpendicular à folha e “entrando” pelo papel. Essa espira é movimentada com velocidade constante de modo a atravessar completamente o campo. Na figura 1 a seguir, os elétrons livres do trecho vertical da espira que se encontra mergulhado no campo (trecho da direita) são forçados a se movimentar para a direita (junto com a espira), perpendicularmente às linhas de indução. Devido a isso, esses elétrons ficam sujeitos a forças de natureza magnética verticais e para baixo (Regra da mão esquerda) que os forçarão a se movimentar nesse sentido, gerando uma corrente em sentido anti-horário. Na figura 2, os elétrons livres dos dois trechos verticais da espira se encontram mergulhados no campo e sofrerão forças magnéticas verticais para baixo, que irão se equilibrar, não gerando, portanto, corrente. Na figura 3,, somente os elétrons livres do trecho vertical que se encontra mergulhado no campo (agora o trecho da esquerda) serão forçados para baixo, gerando corrente no sentido horário.

X

X X X
F

X

i

X X X X- X
i

V

X

B

X X X

X

Figura 3 - Corrente no sentido horário

A Lei da Lenz diz que: “A corrente induzida surge de forma a produzir um campo de indução que compense qualquer variação de fluxo de indução magnética”. Obs: A lei de Lenz é válida em qualquer situação. Exercícios: Nas espiras retangulares em movimento dos esquemas a seguir, indicar, em cada uma das posições, o sentido da corrente elétrica induzida (se houver). a-)
V V V

X
i

X iXV X XF X X
B

X X

-

X X X

X X X

B

Figura 1 - Corrente em sentido anti-horário.

b-)
V V V

X

XF X X X X
B

-

X X X

i=0

F

X X X

V

B

X X X

Figura 2 - Não há corrente

Todas as apostilas estão disponíveis no site: www.angelfire.com/on4/eduardobarbaro Entrem, baixem o conteúdo e postem suas dúvidas!!!!!

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