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s Rezas Do Olubajé Obaluaiê - Com Audio E

Tradução
Postado por: Autor Ebomi at 12:11 0 Comentários

Dando continuidade aos rituais do candomblé (Olubajé) as rezas


de Obaluaiê com suas respectivas letras, áudio e tradução yoruba/português.
Yaloshundêassegurando-se de que cada um foi servido, dirige-se até um
convidado de grande importância de outra comunidade, exortando-o a cantar as
preces do Orixá Omolu.

Olubajé – Festa De Omolu – Orixá Obaluaiê

È é é ajeniníiyá, ajeniníiyá
Àgò ajeniníiyá
Máà kà lo, ajeniníiyá,
Ajínsùn aráaye, ó ló ìjeniníiyá
E wa ká ló
Sápadà aráaye, ló ìjeniníiyá,
E wa ká ló
Ìjeniníiyá aráaye
TRADUÇÃO DO YORUBA PARA PORTUGUÊS

A vós punidor, te pedimos licença, não nos leve embora.


Ele pode castigar e levar-nos embora, mandar-nos embora de volta para o outro
mundo (outro, o dos mortos).
Pode castigar e levar-nos embora, castigar nos humanos.

Todos se ajoelham e um cântico em solo é ouvido de forma melodiosa e


respondido pela audiência três vezes.Fora a voz humana, somente o Agogô ,
marca os intervalos entre cada estrofe.

A prece continua.....

Opeèré má dó péré
Má dó há, má dó pèré
Opeèré má dó péré
Ó bèré ké se
Má dó há, má dó pèré

Operé (Pássaro) não ficará só Ó bèré ké se Ele começará a gritar.


Partilhara sua comida, não ficará só
Somente Operé não ficara só.
Ele proclamará a todos.
Ele ficará e gritará, e não ficará só.

02 -
Don hòn há
Don hòn há é à, Empé
Don hòn há
Don hòn há é à, Empé

Opèré má dó péré
Dó sú, màá dó é
Dó sú, màá dó, Dó sú, màá dó
Dó sú, màá má n’gbé
Ayò kégbe hún hún
Ayò kégbe hún hún

Os de Empé usarão barreiras contra feitiços, se tornarão visíveis


e dividirão a sua comida
Operé não ficará só
ficará cansado, ficará bem
ficará cansado e será ajudado.
Contende gritara, sim , sim

........ Todos batem palmas pausadamente – paó – saudando Obaluaiê.


Com voz forte e cheia de entusiasmo, esta frase melodiosa ecoa. O conjunto dos
participantes se levantan e cantan:

Omolú Kíí bèrú jà


Kòlòbó se a je nbo
Kòlòbó se a je nbo
Kòlòbó se a je nbo
Aráayé.

Omolu não teme a briga.


Em sua pequena cabaça traz axé e feitiço.
Vamos comer cultuando-o
Omolu não teme a briga.
Em sua pequena cabaça traz axé e feitiço.
Vamos comer cultuando-o, todos juntos.

Dançam em volta da mesa até que a música termine. Novamente a Avamunha


(ritmo do atabaque) se instala. Toda a louça, a toalha, a esteira, a bacia com os
restos são retirados do local e a antiga roda sai em fila indiana, portando os
recipientes sobre os ombros, os quais serão depositados na casa de Obaluaiê e
na manha seguinte serão despachados.

Yaloshundê anuncia em voz baixa e alguém trás um grande cesto de pipocas que
é depositado aos seus pés. Com um gesto delicado ela toma um punhado
de Doburus(pipocas) lançando sobre os convidados caindo como chuva.

Um novo intervalo permite que os atabaques retornem aos seus lugares de


origem.

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