APONTAMENTOS DE CÁLCULO I

CENTRO UNIVERSITÁRIO CENTRAL PAULISTA UNICEP

APONTAMENTOS DE CÁLCULO 1

ENGENHARIAS: COMPUTAÇÃO, ELÉTRICA E PRODUÇÃO MATEMÁTICA, SISTEMAS DE INFORMAÇÃO TECNOLOGIA EM: MANUTENÇÃO DE AERONAVES E PRODUÇÃO SUCROALCOOLEIRA ADMINISTRAÇÃO

Edson de Oliveira

2010

Edson de Oliveira

APONTAMENTOS DE CÁLCULO I

Índice
Introdução .......................................................................................................................... 03 A História do Cálculo Diferencial e Integral ..................................................................04 Trigonometria .................................................................................................................... 06 Ângulos ................................................................................................................ 06 Seno, cosseno e tangente ..................................................................................... 08 Mudança de quadrante ......................................................................................... 10 Função seno, função cosseno e função tangente .................................................. 12 Seno, cosseno e tangente no triângulo retângulo ................................................. 13 Lei dos cossenos .................................................................................................. 16 Lei dos senos ........................................................................................................ 16 As Funções cotangente, secante e cossecante ...................................................... 17 Relações básicas .................................................................................................. 18 Funções trigonométricas inversas ........................................................................ 20 Exercícios propostos ............................................................................................ 22 Respostas dos exercícios propostos ...................................................................... 26 Limites e continuidade ...................................................................................................... 27 Conceito intuitivo de limite ................................................................................. 27 Definição informal de limite ....................................................................... 28 Limite da função constante e da função identidade ..................................... 29 Leis básicas dos limites ....................................................................................... 30 Continuidade ........................................................................................................ 32 Limites laterais ..................................................................................................... 34 Funções elementares contínuas ............................................................................ 36 Leis básicas das funções contínuas ....................................................................... 36 Propriedade do Valor Intermediário ..................................................................... 37 Definição (continuidade num intervalo) ...................................................... 37 Teorema do Valor Intermediário ................................................................. 37 Exercícios propostos ............................................................................................. 38 Respostas dos exercícios propostos ...................................................................... 42 Derivadas ............................................................................................................................43 Taxa de variação média ....................................................................................... 43 Taxa de variação instantânea ou derivada ........................................................... 45 Função derivada ................................................................................................... 48
Edson de Oliveira

APONTAMENTOS DE CÁLCULO I

Regras de derivação ............................................................................................. 48 Derivadas de ordem superior ............................................................................... 55 Exercícios propostos ............................................................................................ 56 Respostas dos exercícios propostos ...................................................................... 64 Aplicações das derivadas .................................................................................................. 65 Crescimento e decrescimento ............................................................................... 65 Encontrando extremos relativos .......................................................................... 66 Concavidade ........................................................................................................ 69 Teste da derivadas segunda ................................................................................. 70 Esboço do gráfico de uma função ........................................................................ 72 Problemas de otimização ..................................................................................... 74 Respostas dos exercícios propostos ...................................................................... 84 Limites infinitos; Teorema da Média; Funções hiperbólicas ........................................85 Limites quando x tende ao infinito ....................................................................... 85 Limites finitos quando x → ±∞ ............................................................................ 86 Funções polinomiais e racionais quando x tende ao infinito ................................ 89 O limite exponencial fundamental e os juros capitalizados continuamente ......... 92 Teorema do Valor Médio (TVM) ......................................................................... 93 Interpretação geométrica do TVM ............................................................. 95 Teorema de Rolle ........................................................................................ 94 Conseqüências Matemáticas ....................................................................... 95 Uma interpretação física do TVM .............................................................. 95 Funções hiperbólicas ............................................................................................ 95 Gráficos........................................................................................................ 96 Identidades básicas ...................................................................................... 97 Outras funções hiperbólicas ........................................................................ 97 Outras identidades ...................................................................................... 98 Fórmulas de derivadas ................................................................................ 98 Funções hiperbólicas inversas .............................................................................. 99 Funções hiperbólicas inversas e suas derivadas ................................................... 100 Exercícios propostos ............................................................................................. 101 Respostas dos exercícios propostos ...................................................................... 103 Referências bibliográficas .............................................................................................. 104 Apêndice I – Tabela de derivadas ................................................................................. 105
Edson de Oliveira

Melissa e Viviane. No final de cada tópico são propostos diversos exercícios. Matemática. Curso Superior de Tecnologia em Manutenção de Aeronaves e Curso Superior de Tecnologia em Produção Sulcroalcooleira no Centro Universitário Central Paulista – UNICEP. com carinho. como também. Administração. A Márcia. Sempre que possível. Engenharia de Produção. Os assuntos são apresentados de modo suscinto e sem formalismos. aplicações e problemas práticos. Sistemas de Informação. resolvidos de forma detalhada. Agradeço aos colegas da UNICEP que usaram versões preliminares deste texto e apresentaram valiosas contribuições no que tange a correções e idéias de melhorias na redação. ministrada no ciclo básico dos cursos oferecidos de Engenharia de Computação. que exploram o conteúdo teórico esenvolvido. Edson de Oliveira . Espero contar com sugestões e apreciações de todos aqueles que vierem a fazer uso deste material para melhorar o conteúdo ou a apresentação do texto. são mostradas as correspondentes idéias intuitivas e geométricas. Engenharia Elétrica. com respostas. além de complementar a aprendizagem.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 3 Introdução Estes apontamentos foram escritos com o intuito de servir de material didático para a disciplina Cálculo I e Matemática Aplicada.

Luca de Valerio. que se dedica ao estudo de taxas de variação de grandezas. e uma acumulação de quantidades. procurou ir além dos gregos. Alguns dados históricos mostram as primeiras aplicações do Cálculo foram para determinar áreas. Edson de Oliveira . Nomes como Comandino. Suas maiores contribuições foram feitas no campo que hoje denominamos “Cálculo Integral”. Galileu. como Cinemática. na Física. Em 1620. em várias edições impressas em 1550 d. Contudo. desenvolvido a partir da Álgebra e da Geometria. os quais se limitavam a estudar as grandezas geométricas da Astronomia. é um ramo importante da Matemática. como a área abaixo de uma curva ou o volume de um sólido. de Barrow. se retomada desde o começo. por exemplo. volumes e centros de gravidade. que se estabeleceu uma conexão entre os dois ramos do Cálculo: o Cálculo Diferencial e o Cálculo Integral. Entretanto. e Stevin (1570-1585). os primeiros nomes que aparecem são Isaac Newton e Gottifried Leibniz. Galileu é o primeiro a estudar áreas do conhecimento não abordadas pelos gregos clássicos. onde há movimento ou crescimento e forças variáveis agem produzindo aceleração. fazendo com que fosse retomado o estudo do Cálculo Infinitesimal. Dinâmica. a história do Cálculo primeiramente se confronta com o nome do considerado maior matemático do período helenístico e de toda a antiguidade. Quando se fala em origem do Cálculo Diferencial e Integral. entre outros. Os escritos matemáticos de Arquimedes foram divulgados na Europa.C). destacaram-se. também chamado de cálculo infinitesimal ou simplesmente Cálculo. o primeiro método a utilizar o Cálculo foi através das Infinitesimais. como por exemplo. Óptica e Estatística. um renascentista. pois continuaram a tradição arquimediana aplicando seus métodos na determinação de áreas. Elasticidade. Foi assim que o Cálculo passou a ser aplicado a outras áreas.C. Foi só com o advento do Teorema Fundamental do Cálculo. por meio do método que ficou conhecido como Método de Exaustão. volumes e centros de gravidade. O Cálculo é empregado. mais propriamente a Integral Definida. Maurolico. como a inclinação de uma reta. utilizando a Integral.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 4 A História do Cálculo Diferencial e Integral O Cálculo Diferencial e Integral. Arquimedes (287-212 a. Historicamente. pode-se concluir que a noção de Integração surgiu primeiro que a noção de diferenciação.

os quais descrevem o valor de uma função em certo ponto em termos de valores de pontos. mas a maioria só foi publicada após 1700. Edson de Oliveira . das quais a cada dia eram solicitadas maior potência e velocidade. o cálculo foi abordado por Cauchy. Assim surge a questão. como citados anteriormente. sendo um instrumento matemático absolutamente imprescindível para muitas áreas do conhecimento. Nomes que muitas vezes quando se fala sobre a origem do Cálculo. o Cálculo Diferencial de Leibniz era baseado na noção de diferencial. o qual escreveu um livro sobre Cálculo Infinitesimal. quase nem são mencionados. o Cálculo Infinitesimal desenvolveu-se principalmente através das descobertas de Euler. o padrão científico do Cálculo ainda era muito baixo. em grande parte. entretanto. iniciou essencialmente o Cálculo Diferencial. será que então não se deve atribuir a Newton e a Leibniz o surgimento do Cálculo? Observando os dados históricos acima relatados. Foi também durante este período que idéias do cálculo foram generalizadas ao espaço euclidiano e ao plano complexo. e demonstrou sua utilidade na descoberta de grande quantidade de resultados em Matemática e Física. As gerações de matemáticos que vieram após Newton. dinâmica e termodinâmica das máquinas industriais. De modo bastante simplificado pode-se dizer que Leibniz. as infinitesimais foram substituídas pelos limites. envolvidos nessa descoberta antes de Newton e Leibniz. em 1684. Já Newton foi o primeiro a usar sistematicamente o Teorema Fundamental do Cálculo Integral elaborado por Barrow. Dessa época até os dias atuais o Cálculo não cessou de se desenvolver teoricamente e de ser aplicado a novas situações. apareceram oportunidades para um uso mais prático do Cálculo na análise estática. Ainda nesse século. Nessa época. Em 1700 ainda. encontrando uma grande base matemático-física com cerca de 1000 resultados sobre Cálculo Infinitesimal. seguiram seus passos. Contudo. há muitos outros nomes.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 5 Depois de quase 100 anos desde a divulgação dos escritos de Arquimedes surgem Newton e Leibniz. No século XIX. procurando novos resultados tanto nos aspectos técnicos como nas aplicações do Cálculo a aspectos teóricos da Mecânica. Essas descobertas foram feitas entre 1666 e 1676. Riemann e Weierstrass com um formalismo mais rigoroso. Nesse mesmo ano. ao contrário do atual Cálculo Diferencial que é baseado na noção de derivada.

então s formará um ângulo reto com o semi-eixo positivo dos x. Dessa maneira. no sentido horário. Edson de Oliveira . Quando s coincide pela primeira vez com o semi-eixo negativo dos y. A nonagésima parte desse ângulo é a unidade freqüentemente usada para a medida de ângulos denominada grau. Eles são obtidos quando se gira a semi-reta s. não existindo um limite superior para elas. a partir de sua posição original no semi-eixo positivo dos x. formará um ângulo de 1800 com o semi-eixo positivo dos x. Um ângulo de 3600 é a medida para uma rotação completa. Engenharia e Arquitetura. 1. quando s coincidir pela primeira vez com o semi-eixo positivo dos y. obtêm-se ângulos de medidas maiores. Ela teve origem na antiga Grécia com o estabelecimento de relações métricas entre os lados e os ângulos de um triângulo retângulo. Uma rotação completa no sentido horário tem medida –3600. Ela constitui ferramenta indispensável para o estudo de fenômenos periódicos de todas as espécies. Prosseguindo com a rotação de s. formase um ângulo α = – 900. usando triângulos retângulos. que originalmente coincide com o semi-eixo positivo dos x. Se se girar a semi-reta s mantendo a origem O fixa. 7600. Na aviação e navegação ela é absolutamente essencial para resolver problemas referentes a altitudes e distâncias. pode-se considerar ângulos tais como 4000 . quando ela coincidir pela primeira vez com o semi-eixo negativo dos x.1 Ângulos Considere um sistema de coordenadas cartesianas ortogonal com origem O e s uma semi-reta. Astronomia. etc. Em diversas aplicações é necessário considerar ângulos negativos. a trigonometria tem também muitas aplicações na Física. abrangendo desde o movimento de vaivém do pêndulo de um relógio até a revolução dos planetas ao redor do Sol. Além de ser importante em vários ramos da Matemática.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 6 Capítulo 1 Trigonometria A trigonometria é a aparte da Matemática dedicada ao estudo das funções trigonométricas e suas aplicações. Continuando a girar s.

Assim: 3600 = 2 π rad Dessa forma: ⎛ 360 ⎞ 0 1 rad = ⎜ ⎟ ≅ 57 ⎝ 2π ⎠ 0 ou 1800 = π rad Usualmente. omite-se a abreviação rad nas medidas expressas em radianos e o ângulo é tratado como um número puro. a mesma unidade de comprimento. A medida α em radianos é o comprimento do arco entre A e B. 2 . seja B o ponto de interseção de s com essa circunferência. A medida em radianos do ângulo AOB no centro da circunferência (Figura 2) equivale ao comprimento do arco que AOB forma no círculo. considera-se um sistema de coordenadas cartesianas ortogonal e fixa-se. Para isso. onde r é o comprimento de seu raio. o radiano. Figura 2. Uma circunferência cuja medida em graus é 360 tem comprimento 2 π r. 0).APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 7 Figura 1. É desenhada uma circunferência com centro O na origem do sistema de coordenadas cujo raio é a unidade de comprimento dos eixos. O ângulo α é positivo para uma rotação anti-horária e negativo para uma rotação horária Para o estudo da trigonometria. Fixa-se nessa circunferência o ponto A de coordenadas (1. nos dois eixos. Converter Edson de Oliveira π 2 e 3π em graus. Exemplos 1. é conveniente introduzir uma outra unidade de medida mais natural para ângulo. Girando a semi-reta s a partir de sua posição original no sentido anti-horário.

Considere uma circunferência com centro O na origem de um sistema de coordenadas cartesianas ortogonal. Fixe nessa circunferência o ponto A de coordenadas (1. basta substituir nas expressões π por 1800 : 180 0 π = . π = 900 2 3π 3 . Assim. 2 2 ou seja. Uma circunferência com tais características é chamada circunferência trigonométrica. cosseno e tangente Admite-se o sentido anti-horário como positivo. Converter 1200 e 3150 em radianos. O cosseno e o seno como abscissa e ordenada de um ponto B da circunferência trigonométrica Edson de Oliveira . Similarmente: 3150 = 315 ⋅ π 180 = 315π rad 180 ou 3150 = 7π rad 4 1. A partir de π = 1800 resulta 10 = 1 π rad. cujo raio é a unidade de comprimento dos eixos. = 2700 2 2 2 2.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 8 π 3π e o valor de 2 2 Tem-se que π = 1800 . Seja B um ponto sobre ela. 0). para converter 1200 graus em radianos basta efetuar o produto 120 ⋅ Portanto: 1200 = 120 π rad 180 ou 1200 = 2π rad 3 π 180 . ou seja.2 Seno. conforme a Figura 3. de modo que o ângulo AOB tenha medida α radianos. 180 3π = . Figura 3. 180 Assim.

segue: sen2 α + cos2 α = 1 Usando as funções seno e cosseno. π e 2 π. ou seja. cos α = OC Aplicando o Teorema de Pitágoras ao triângulo OBC.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 9 Define-se: sen α é a ordenada do ponto B. 2 2 Observando os gráficos da Figura 4 conclui-se: sen cos π =1 2 π =0 2 sen π = 0 cos π = –1 sen cos 3π = –1 2 3π =0 2 sen 2 π = 0 cos 2 π = 1 Figura 4. denotada por tg α . ou seja. como o quociente: tg α = sen α cos α desde que cos α ≠ 0 Exemplo Obter o seno e o cosseno dos arcos π 3π . sen α = OD cos α é a abscissa do ponto B. . pode-se definir a função tangente de α . . Ilustração dos senos e cossenos de π 3π . π e 2π 2 2 Edson de Oliveira .

Para o cálculo do cosseno de cos ( 7 × 7π . cossenos e tangentes desses ângulos. A Tabela 1 fornece os senos. o seno e cosseno de 300. Seno. tecla-se: 4 shift exp ÷ 4 ) = e aparece no visor 0. tecla-se na calculadora: sin 47 e aparece no visor 0. utilizando computadores ou calculadoras usando as teclas sin (seno) cos (cosseno) e tan (tangente) .731353701. os valores do seno. 450 e 600. cosseno e tangente de 300. Por exemplo. 450 e 600 x sen 300 1 2 3 2 450 2 2 2 2 1 600 3 2 1 2 cos tg 3 3 3 De um modo geral. 380515006. como coordenadas de um ponto. Mudança de quadrante O seno e o cosseno de um ângulo α . como por exemplo. têm sinais que dependem do quadrante em que se encontram. Deve-se observar que a calculadora deve estar programada em deg para o cálculo em graus e em rad para o cálculo em radianos.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 10 Certos valores das funções seno e cosseno podem ser obtidos a partir de figuras geométricas.707106781. para se obter o valor do seno de 470. Para se calcular tg 5 (tangente de 5 radianos) tecla-se: tan 5 cujo resultado é –3. Edson de Oliveira . 1. cosseno e tangente de ângulos podem ser obtidos por tabelas.3. Tabela 1.

Daí tem-se: sen (− x) = − sen x ou seja. para 1800 < α < 2700 tem-se cos α < 0 e sen α < 0 e para 2700 < α < 3600 tem-se que cos α > 0 e sen α < 0. os valores de sen x e cos (− x) = cos x sen (–x) são opostos. Decorre imediatamente da definição da tangente que se x é um arco do primeiro quadrante: tg (π − x) = − tg x tg (2π − x) = − tg x tg (π + x) = tg x tg (− x) = − tg x Edson de Oliveira .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 11 Daí para 0 < α < 900 tem-se cos α > 0 e sen α > 0. y = sen x é uma função ímpar e os valores de cos x e cos (–x) são iguais. y = cos x é uma função par. do seguinte modo: sen (π − x) = sen x sen (π + x) = − sen x cos (π − x) = − cos x cos (π + x) = − cos x sen (2π − x) = − sen x cos (2π − x) = cos x Se f(x) atinge os eixos coordenados a verificação é imediata. Caso contrário. Figura 5. o resultado se verifica geometricamente em vista da congruência dos triângulos da Figura 5. Pode-se relacionar os valores do seno e cosseno de um arco x do primeiro quadrante com os valores do seno e cosseno de arcos em qualquer quadrante. portanto. Estas fórmulas são conhecidas como redução do seno e do cosseno ao primeiro quadrante. para 900 < α < 1800 tem-se que cos α < 0 e sen α > 0. Mudança de quadrante Desde que os arcos de medidas − x e 2π − x possuem a mesma extremidade. portanto. eles possuem o mesmo seno e o mesmo cosseno.

De um modo geral. cos(3600 + x) = cos x Isso quer dizer que as duas funções y = sen x e y = cos x são periódicas com período 3600 ou 2 π . Se existe um menor real positivo k. e 2π 2 2 pontos de coordenadas (x. de modo que o arco AB tenha medida x radianos.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 12 1. possuem o mesmo seno e o mesmo cosseno. (i) Gráfico da função seno e (ii) gráfico da função cosseno utilizando medida em radianos Edson de Oliveira . para todo x em D. 3π π . Isso implica que o gráfico de f se repete a intervalos sucessivos de amplitude k Em virtude desse fato. o conjunto dos pontos do plano de coordenadas (x.2 π ] e depois repetidos em cada obtidos no exemplo considerado em 1. os gráficos das funções seno e cosseno. uma função f com domínio D é periódica se existe um número real e positivo k tal que x + k está em D e f(x + k) = f(x). sen x) e os intervalo de amplitude 2 π . respectivamente. que atingem um máximo +1 e um mínimo –1.4 Função seno. ou seja: sen(3600 + x) = sen x. ele é chamado período de f.2. os pontos da circunferência unitária que representam x e 3600 + x são os mesmos e. podem ser representados no intervalo [0. 1] x → y = sen x e cos : R → [-1. portanto. associado um único valor y = sen x e um único valor y = cos x. π. Ficam assim definidas duas funções : sen : R → [-1. cos x). seja B o único ponto sobre a circunferência trigonométrica. (i) ( ii ) Figura 6. Para cada valor de x tem-se então. 1] x → y = cos x Se são adicionados 3600 ou 2 π a qualquer ângulo x. isto é. Levando-se em conta os valores de sen x e cos x para x = 0. função cosseno e função tangente Para cada número real x. são esboçados na Figura 6 os gráficos das funções seno e cosseno.

k ∈ Z }. cosseno e tangente no triângulo retângulo As definições do seno e cosseno foram dadas como coordenadas de ponto de uma circunferência trigonométrica. + k π [. O conjunto D ainda se escreve como D = { x ∈ R : x ≠ k π + π π A variação da função tangente no intervalo ] – . pode-se definir a função tangente: tg: D → R x → y = tg x = sen x cos x onde D = { x ∈ R: cos x ≠ 0} isto é.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 13 A tangente de um número real foi definida como a razão do seno para o cosseno desse real. k ∈ Z. Seno.5. y) em relação a um sistema de coordenadas cartesianas ortogonal de origem O. o conjunto dos números reais em que se excluem os valores que anulam cos x. Figura 7. [ e repeti-lo em todos os quadrantes da forma ] – + k π . 2 Tabela 2 . Com isso. De um modo geral. considera-se agora um ponto P com coordenadas (x. é suficiente esboçá-lo no intervalo ] – π π π π . A função 2 2 2 2 tangente é periódica de período π .Variação da tangente no intervalo ] – x π π . [ 2 2 π 2 – π 2 cresce 0 tg x Não existe 0 cresce Não existe Para se obter o gráfico da função tangente. Gráfico da função y = tg (x) 1. [ obedece: 2 2 π . Edson de Oliveira .

Seja B o ponto em que o segmento que liga O a P intercepta a circunferência trigonométrica e seja a o comprimento do segmento OP. da Figura 8 têm os seus lados correspondentes Figura 8. o cosseno e a tangente de um ângulo agudo α de um triângulo retângulo As funções seno. PQ e BC. Seno e cosseno definidos em termos x. y e a Desta maneira: | OQ | a = | OC | 1 e | PQ | a = | BC | 1 Como OQ e OC têm o mesmo sinal e. Esquema para definir o seno. da mesma forma. Será chamado de α o ângulo AOB Os triângulos OBC e OPQ proporcionais.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 14 Admite-se que o ponto P não coincide com O. então: x a = cos α 1 y = sen α a 1 e e. cosseno e tangente de α são dadas por: Edson de Oliveira . Figura 9. Considere um sistema de coordenadas cartesianas ortogonal e tome o triângulo na posição da Figura 9. conseqüentemente: x = a cos α e y = a sen α Escolha um triângulo retângulo. onde α é um de seus ângulos.

4 b = 1580 sen 1400 = 1015.6 b) Um peixe percorreu uma distância de 40 cm entre a superfície de um aquário e o seu fundo seguindo uma trajetória retilínea que forma um ângulo de 300 com a superfície. = 20 2 Logo. tem-se. Figura 11. aproximadamente. Quais são as coordenadas cartesianas da fonte? Figura 10. Localização de uma fonte de mel para o exemplo (a) Tem-se a = 1580 cos 1400 = –1210. de acordo com a Figura 11: 1 x = 40 sen 300 = 40 . a profundidade alcançada pelo peixe? Solução Chamando de x a profundidade. num ponto cujo ângulo medido no sentido anti-horário a partir da direção leste é 1400.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 15 sen α = cateto oposto c = hipotenusa a cateto oposto c = b cateto adjacente cos α = cateto adjacente b = hipotenusa a tg α = Exemplos a) Uma fonte de mel é descoberta por uma abelha a 1580 metros da colméia. Esquema para a distância entre a superfície de um aquário e o seu fundo Edson de Oliveira . a profundidade alcançada pelo peixe é 20cm. Qual é.

c e se α for o ângulo entre os lados com comprimentos a e b. As coordenadas de A passam a ser (b. Figura 12. isto é: a sen A = b senB = c senC Exemplo Dois homens puxam horizontalmente um corpo com cordas que formam um ângulo de 450 . 0) e as de B. O quadrado da distância entre A e B fornece a lei dos cossenos Portanto.6 Lei dos cossenos Se os lados de um triângulo tiverem comprimentos a. cujo enunciado está a seguir: Em qualquer triângulo as razões dos lados para os ângulos opostos são iguais. Edson de Oliveira .7 Lei dos senos Uma outra maneira de relacionar lados e ângulos de um triângulo qualquer é a conhecida lei dos senos. 1. Um exerce uma força de 150 kgf e outro de 100 kgf. b. (a cos α . Calcular a intensidade resultante R e o ângulo que faz com a primeira corda. o quadrado da distância entre A e B será: c 2 = (a cos α − b) 2 + (a sen α ) 2 a qual desenvolvida oferece a referida lei. a sen α ).APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 16 1. então: c2 = a2 + b2 – 2a b cos α A demonstração deste resultado é feita introduzindo um sistema de coordenadas cartesianas com origem em C e o eixo x positivo ao longo de um dos lados do triângulo.

Pela lei dos senos: R sen1350 = 100 sen γ ⇒ sen γ = 100 . 2 onde D = { x ∈ R: x ≠ k π . então.100 cos 450 ou R é. R2 =1502 + 1002 + 2 . Esquema para a resultante de duas forças que formam um ângulo de α = 450 No triângulo ABD.150. pela lei dos cossenos. β = 1800 – α . FIGURA 13 . tem-se: R2 = F12 + F22 − 2 F1 F2 cos β Porém. aproximadamente. secante e cossecante Pode-se definir a função secante: sec : F → R x → y = sec x = onde F = { x ∈ R: x ≠ k π + Também define-se: cossec : D → R x → y = cossec x = cotg : D → R x → y = cotg x = cos x sen x 1 sen x 1 cos x π . cos β = – cos α e assim : R2 = F12 + F22 + 2 F1 F2 cos α Daí. k ∈ Z }. é possível calcular a resultante R.8 As funções cotangente. 231 kgf. k ∈ Z }.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 17 Conhecendo–se as duas forças F1 e F2 e o ângulo α entre eles. Edson de Oliveira . sen 135 0 231 ⇒ γ ≅ 170 8’ 1.

fórmulas para a adição de arcos. Solução Tem-se: ⎛ 12 ⎞ sen x + cos x = 1 ⇒ cos x = 1 – ⎜ ⎟ ⎝ 13 ⎠ 2 2 2 2 ⇒ cos2 x = 25 169 Edson de Oliveira . Substituindo a por x e y nas identidades (iii) e (iv). determinar os 13 cos 2a = cos2a – sen2a sen 2a = 2 sen a cos a valores de cos x e tg x. Existem. Veja por exemplo: sen ( 300 + 600 ) = sen 900 = 1 sen 300 + sen 600 = 1 3 + 2 2 A fórmula para o cálculo de sen ( x + y) é dada por (iv).APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 18 1. ainda. São elas: iii) cos ( x + y ) = cos x cos y – sen x sen y iv) sen ( x + y ) = sen x cos y + sen y cos x Observe que sen ( x + y ) é diferente de sen x + sen y.9 Relações básicas Como conseqüências das definições acima. tem-se: i) sec2x = 1 + tg2 x ii) cossec2x = 1 + cotg2 x Prova de (i) 1 + tg 2 x = 1 + sen 2 x cos 2 x + sen 2 x 1 = = = sec 2 x 2x 2 2 cos cos x cos x A justificativa de (ii) é similar. tem-se as seguintes relações denominadas fórmulas do seno e cosseno do arco duplo: v) vi) Exemplos 1) Sendo x um ângulo agudo do segundo quadrante e sen x = 12 .

e cos x = – 5 5 3) Mostrar que para todo x real: π i) sen ( – x) = cos x 2 π ii) cos ( – x) = sen x 2 π iii) tg ( – x) = cotg x 2 De acordo com as fórmulas de adição de arcos e lembrando que y = sen x é uma função ímpar e y = cos x é uma função par e sen π π = 1 e cos = 0. então o valor do seno de x deve ser negativo. sen x = – 3π π <x< . segue que: cos x = – 25 5 ⇒ cos x = – 169 13 12 sen x =– . obter sen x e cos x. 13 5 2) Se x é um ângulo tal que tg x = 2 e Solução Tem-se: π 3π <x< . 2 2 2 1 .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 19 Como no segundo quadrante o valor do cosseno de x é negativo. 5 cos x Daí vem que tg x = Então. tem-se: 2 2 Edson de Oliveira . Logo: sen x = – 4 5 ⇒ sen x = – 2 Assim 5 4 5 cos2 x = 1 – sen2x ⇒ cos2 x = 1 – ⇒ cos x = – 1 5 onde o sinal negativo foi considerado em virtude de Portanto. 2 2 tg x = sen x cos x ⇒ tg2 x = sen 2 x 1 − sen 2 x ⇒ ⇒ 4 5 4= sen 2 x 1 − sen 2 x ⇒ 4( 1 – sen2x) = sen2 x sen2 x = Sendo x um ângulo do segundo quadrante. cos x = – 5 12 e tg x = – .

0 ≤ x ≤ 2 π . as soluções da equação são x = 0. x = ou x = 2 π . denominada função arco seno e denotada por por arc sen. π . ou seja. x = π 3π . o ângulo 2x deve assumir valores múltiplos de π entre 0 e 4 π . restringindo o domínio da função seno ao intervalo [– π π . 2 2 1. Como. ] é possível definir 2 2 a sua inversa.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 20 π π π π i) sen ( – x) = sen [ + (– x) ] = sen cos(– x) + sen (– x) cos = cos x 2 2 2 2 π π π π ii) cos ( – x) = cos [ + (– x) ] = cos cos(– x) – sen sen (– x) = sen x 2 2 2 2 π sen x cos x iii) tg ( – x) = = = cotg x 2 cos x sen x 4) Resolver a equação (sen x + cos x)2 = 1 para x ∈ [0. 2 π . Solução Tem-se: (sen x + cos x)2 = 1 ⇒ 1 + sen 2x = 1 ⇒ ⇒ sen2 x + 2 sen x cos x + cos2 x = 1 sen 2x = 0 O seno se anula para valores múltiplos de π . Portanto. 2 2 Isto significa que a função de domínio R definida por y = sen x não admite inversa. se se pede para achar um ângulo (medido em radianos) cujo seno vale 1. Existem. para que sen 2x = 0. 0 ≤ 2x ≤ 4 π . Por exemplo. por hipótese. imediatamente responde-se que um desses ângulos é no entanto. sen π 2 . Diversos valores reais possuem o mesmo seno. infinitos outros ângulos com essa propriedade De fato. x = π.10 Funções trigonométricas inversas Conhece-se que sen π 2 = 1 . Porém. 5π π = sen (– ) = 1. 4 π Portanto. a igualdade: π 2 = arc sen 1 Edson de Oliveira . 3 π . 2 π ]. Logo: 2x = 0.

do primeiro e terceiro quadrantes. respectivamente. pois sen ⎜ − ⎟ = −1 2 ⎝ 2⎠ O gráfico da função arco seno está esboçado na Figura 14. FIGURA 14. é necessário restringir seus domínios a intervalos convenientes. As inversas das funções y = cos x e y = tg x . pois sen = 2 6 2 b) – π ⎛ π⎞ = arc sen (−1) . são definidas por: arc cos : [–1. Esta propriedade de simetria é geral para todas as funções inversas. π ] x → y = arc cos x ⇔ cos y = x arc tg : R → ] – π π . Gráfico da função y = arc sen x Observe que como inversa da função y = sen x o gráfico da função y = arc sen x é simétrico ao gráfico de y = sen x em relação à reta bissetriz y = x . π ] função arco seno através da sentença: 2 2 sen y = x π 6 = arc sen 1 π 1 . [ 2 2 x → y = arc tg x ⇔ tg y = x Edson de Oliveira .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 21 equivale a dizer: π 2 é o arco cujo seno é 1 Define-se para x ∈ [–1. 1] → [0. para definir as inversas das funções cosseno e tangente. denotadas por arc cos x e arc tg x. 1] e y y = arc sen x ⇔ Exemplos a) ∈ [– π . A exemplo da função seno.

72 c) cos x = -0. 61. sabendo que 900 < x < 1800: a) tg x = -0. 47.875.875 = e obtém-se. 4. Sabendo que tg x = 3 e 0 < x < 900.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 22 Seus gráficos estão esboçados nas Figura 15. Achar o valor de x.672 = 1. cos 0. aproximadamente.672: shift e obtém-se. Para calcular arc cos 0.11 Exercícios propostos 1. (i) (ii) FIGURA 15. ou seja. Tecla-se: shift sin 0.780. Para arc tg 2: shift tan 2 = cujo resultado é 63.040.35 .875. obter sen x e cos x.9 Edson de Oliveira b) sen x = 0.430. ( ii ) gráfico da função y = arc tg x Se se quiser usar a calculadora para obter a medida do ângulo cujo seno vale 0. Converter em graus: a) 3π 4 5π 4 7π 6 11π 12 b) c) d) 2. o valor de arc sen 0. Converter em radianos: a) 1500 b) 3000 c) 2400 d) 1100 3. utiliza-se a tecla sin-1. ( i ) Gráfico da função y = arc cos x.

Qual era.5 metros de comprimento. Calcular o valor de x nos triângulos: 8. determinar os valores de tg a e tg b. A torre de Pisa na Itália tem 58. Qual é o comprimento da sombra? 10. 7. Obter a tangente do ângulo obtuso que a reta pelos pontos A e B forma com o eixo x. Uma barra vertical de 3 metros de comprimento produz uma sombra em um plano horizontal. O ângulo α obtido ao girar o eixo x no sentido anti-horário até ele coincidir com a reta dada pela primeira vez é chamado ângulo de inclinação e tem um valor que varia de 00 a 1800. considere os pontos A(0. 6. 4) e B(2. Suponha que ∆ x e ∆ y são medidos e plotados na mesma unidade de ∆x m = comprimento. em 1995. Observando a figura abaixo. Obter α nos seguintes casos: a) ∆ x = 3 ∆y = 3 b) ∆ x = –2 3 ∆y = 2 11. a distância entre a projeção de seu topo no solo e o seu pé era 5. o ângulo de inclinação da torre? Edson de Oliveira .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 23 AB 5. Num sistema de coordenadas cartesianas. Os raios solares têm inclinação de 600 em relação ao plano horizontal. 9. 0). Determinar a área e o perímetro de um triângulo retângulo ABC cujo cateto mede 10 cm e forma com a hipotenusa AC um ângulo de 300.40 metros. Em 1995. A inclinação de uma reta num sistema de coordenadas ortogonal é medida por ∆y .

3600]: a) cos4 x – sen4 x = 20. Uma escada está encostada numa parede formando um ângulo de 600 com o chão. Um caçador está sentado na plataforma construída numa árvore a 30 metros do chão. qual é a altura aproximada do avião ? 16. o período vale T = 2π 360 . Um corpo suspenso em uma mola é deslocado em 5 unidades da posição de repouso e solto no instante t = 0 para oscilar para cima e para baixo.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 24 12. Sua posição em qualquer instante é dado por s = 5 cos t. a) Qual a sua posição no instante t = b) Em que instante s = 2. a freqüência e a amplitude da oscilação. Seu deslocamento é 1 descrito por s = – cos10 2 t . O valor |R| é a 360 amplitude. Que altura ela atinge. A que distância está o tigre do caçador? 15. sabendo-se que a escada tem comprimento de 18 metros? 17. Dado sen x = a) sen 2x Edson de Oliveira π 4 ? 3 2 b) (sen x + cos x)2 = 2 4 π .5 ? 18. segundo a equação: y = f(t) = π 9 sen ( 8π t − 2π ) 3 Determinar o período. Qual é sua posição no instante t = 10 ? 25 19. se as medidas são expressas em radianos e T = se expressam em graus. Um corpo suspenso em uma mola é puxado para baixo e liberado. w w enquanto a freqüência será λ= w ou 2π λ= w . < x < π . as freqüências e a amplitude das funções: a) y = 3 + 2 sen ( t + π ) 6 b) y = 4 – sen 3t 13. Um praticante do método de corridas. Resolver no intervalo [0. Encontrar os períodos. Após ter voado 1000m. 14. obter : 5 2 b) cos 2x c) tg 2x . Para uma função periódica da forma y = M + R sen (wt + b). w > 0. conhecido como o método de Cooper balança cada um de seus braços ritmicamente enquanto corre. Um avião decola e segue uma trajetória retilínea que forma um ângulo de 350 com a linha horizontal. respectivamente. Ele vê um tigre sob um ângulo de 300 abaixo da horizontal.

5 dinas. calcular: 65 5 2 2 a) sen 150 = b) sen ( a + b) π 5 3 25. é igual a 7. 27.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 25 21. Obter a ∧ medida do lado c. Mostrar que para todo x real: a) sen2 x 1 − cos x = 2 2 b) cos2 x 1 + cos x = 2 2 (Sugestão: fazer 2a = x nas fórmulas de transformação em produto) 22. Se o ângulo B mede 600. sob um ângulo de 600 com a horizontal. b = 2 e C = 300. Mostrar que : a) sen 220 30’ = 23. obter o valor de cos (x + y). sabe-se que a = 8 2 e b = 8 3 . Dois lados de um triângulo medem a = 2 m e b = 1m e os ângulos opostos a esses lados indicam-se por A e B. sabendo que A = 2B. respectivamente. determinar a medida do ângulo C. Calcular a força. 29. Mostrar que : 2− 2 2 b) cos 220 30’ = 2+ 2 2 2− 3 2+ 3 b) cos 150 = 2 2 4 π 3π 56 24. 30. 28. 26. Determinar o perímetro de um triângulo em que dois lados medem 6m e 10m e formam entre si um ângulo de 1200. Dados x = arcsen e y = arcsen com 0 < x < 5 13 2 a) cos (a + b) e π 2 < y < π . Determinar o outro lado. Dados cos a = com 0 < a < e sen b = – com < x < 2 π . Edson de Oliveira . Num triângulo ABC. F = cos α ⇒ Fx = F cos α Fx F = senα ⇒ Fy = F senα Fy A componente horizontal de uma força que atua sobre um corpo. Conhecendo-se uma força F e uma inclinação x pode-se calcular imediatamente suas componentes Fx e Fy (tangencial e normal). Em um triângulo ABC. conhece-se as medidas a = 3 + 1.

480 5.70 3 3 m 1 . a) 20. tg b = -0. 1650. a) T = 2 π .8. 1m 28. 3450 24. a) 1350 3. |R| = 4 3 9 15. λ = . 2 30. 0.12 Respostas dos exercícios propostos 1. |R| = 2 2π b) T = 14. 30cm 27. 8 12. cos x = 10 1 10 área = 9.950 c) 110. 9 3 m ≈ 15.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 26 1.6m b) 450. 574m 16. a) 1380 50 3 3 5π 6 b) 5π 3 c) 4π 3 d) 11π 18 3 . a) – b) – 54 65 b) – 5 13 26. λ= . T = 17.03 c) 24 7 19. |R| = 1 3 2π 7) i) 4 b) 1500 ii) 30 11) 84. 1350 25. a) 450 2π 3 . tg a = 0. perímetro = 10 3 + 10 8. sen x = b) 2250 c) 2100 d) 1650 2. 15 dinas Edson de Oliveira . 60m π 3 4 . λ = 13. 1950. a) 4. b) 133. a) 150. 750 29. − 63 65 5 2 2 24 25 b) π 6 7 25 18. a) 6) –2 10.

A noção de limites tem também.0001 2.5 1.995 0.995 1. isto é.1 Conceito intuitivo de limite Considere a função real y = f(x) definida por: f ( x) = x2 −1 = x +1.2 1.5 1. 1 2. temas essenciais no desenvolvimento do Cálculo. Tabela 3 – Comportamento da função f(x) para valores de x próximos de 1 x tende a 1 assumindo valores inferiores a 1 x f(x) 0. o que quer dizer x se aproxima de 1. de forma intuitiva.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 27 Capítulo 2 Limites e continuidade Trata-se a seguir.9 0. f(x) estará tão próximo de 2 quanto quisermos.001 1.99 1.01 2.5 0.01 1.5 2.99999 x tende a 1 assumindo valores superiores a 1 x f(x) 1. x −1 x ≠1 Observe na Tabela 3 o comportamento da função quando a variável x assume valores cada vez mais próximos de 2.001 2. tem-se que f(x) tende a 2 e denota-se f ( x) → 2 .1 1. grande utilidade na formulação das definições de derivada e integral.9 1.99999 1. Isto significa que para valores de x bastante próximos de 1.9999 0. e indicase x → 1 . uma idéia sobre limites a qual é usada para estudar a noção de continuidade. quando x tende a 1.9999 1.99 0.2 2.0001 A tabela indica que quando x tende a 1. Simbolicamente se expressa este fato por: lim f ( x) = 2 x →1 ou lim x →1 x2 −1 =2 x −1 Edson de Oliveira . 2.

considere as funções: f ( x) = x2 −1 x −1 e g ( x) = x + 1 Seus gráficos estão representados na Figura 16. ii) Na determinação do limite de f(x).2 Observações i) Se existe o limite de f(x) quando x tende a x0 então esse valor L é único.1. mas não necessariamente no próprio x0 . como f se comporta para valores de x nas proximidades de x0 . não importa como f está definida em x0 (nem mesmo se f está realmente definida) mas sim. Figura 16.1 Definição informal de limite Seja y = f(x) definida em um intervalo aberto em torno de um ponto x0 .1. exceto para x = 1 . Apesar disso: lim f ( x) = lim g ( x) = 2 x →1 x →1 Edson de Oliveira . Os gráficos de f e g são idênticos. Caso | f ( x) − L | se torne arbitrariamente pequeno quando x assumir qualquer valor suficientemente próximo de (mas não igual a) x0 . exceto em x = 1 onde g não está definida As funções f e g são iguais para todo x ∈ R . quando x tende x0 . onde a função g não está definida. diz-se que: o limite de f(x) quando x tende a x0 é igual a L Nessa situação. escreve-se: x → x0 lim f ( x) = L 2. Por exemplo.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 28 2.

Função identidade f(x) = x Da mesma maneira: x → x0 lim x = x 0 Assim lim x = 7 . fato que se simboliza da seguinte forma: x → x0 lim k = k Assim x →x0 lim 5 = 5 . Função constante y = f(x) = k Do modo geométrico como foi introduzida a idéia de limite tem-se que f ( x) → k se x → x0 .3 Limite da função constante e da função identidade Apresentam-se abaixo duas funções que possuem limites em todos os pontos. x →7 x → −4 lim x = −4 Edson de Oliveira . x → x0 lim π = π . Figura 18. Figura 17. para qualquer valor de x0 b) Considere a função f definida por f ( x) = x (função identidade) cujo gráfico está representado na Figura 18.1.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 29 2. k ∈ R. a) Na Figura 17 está representado o gráfico da função constante f ( x) = k .

x) = lim x . lim x = x0 . se n é um número inteiro e positivo: x → x0 n lim x n = lim ( x . Desta forma. Note-se que as leis da soma e da diferença e do produto foram apresentadas para duas funções. no entanto. elas se estendem para qualquer número de funções. x . x0 = x0 x→ x0 x → x0 x → x0 x → x0 Consequentemente. x → x0 x → x0 2 lim (4 x 2 + 7 x − 1) = lim 4 x 2 + lim 7 x − lim 1 = 4 x0 + 7 x0 − 1 x → x0 x → x0 x → x0 Edson de Oliveira . x0 .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 30 2. Então: x → x0 x → x0 (i) Lei da soma e da diferença x → x0 lim [ f ( x) ± g ( x)] = lim f ( x) ± lim g ( x) = L ± M x→ x0 x→ x0 ((ii) Lei do múltiplo constante x→ x0 lim k f ( x) = k lim f ( x) = k L x→ x0 (iii) Lei do produto x→ x0 lim [ f ( x) g ( x)] = lim f ( x) lim g ( x) = L M x→ x0 x→ x0 iv) Lei do quociente f ( x) lim = x→ x0 g ( x ) x → x0 lim f ( x) lim g ( x) = x → x0 L M se M ≠ 0 v) Lei da potenciação Se r e s são números inteiros e s ≠ 0 então: x → x0 lim ( f ( x) ) = L r s r s r s desde que L seja um número real. se k é uma constante tem-se: x → x0 n lim k x n = k lim x n = k x0 x → x0 Exemplos a) Obter o valor de lim (4 x 2 + 7 x − 1) .2 Leis de básicas dos limites Suponha que existam lim f ( x) = L e lim g ( x) = M ..... lim x ...

x→2 lim (−3 x 3 + 5 x 2 − 4) = − 3 . (−1) − 3 6 x 2 + 10 x − 3 7 = = − 3 3 x → −1 3 2− x 2 − (−1) lim d) Calcular lim x→2 x 2 − 5x + 6 . 2 2 − 4 = – 8 x→2 Na situação de função racional (quociente de dois polinômios): Se p ( x) p( x) é uma função racional então o limite lim obtém-se substituindo x por x→ x0 q ( x ) q ( x) x0 nas expressões de p(x) e q( x) . se q ( x 0 ) ≠ 0 Isto significa: lim p( x0 ) p( x) = . 2 3 + 5 . Observe que para x ≠ 2 : x 2 − 5x + 6 ( x − 2) . Isto quer dizer que: x→ x0 lim p ( x) = p( x0 ) b) Calcular lim (−3 x 3 + 5 x 2 − 4) .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 31 De um modo geral tem-se o seguinte resultado: Se p(x) é um polinômio então o limite lim p ( x) obtém-se substituindo x por x0 na x→ x0 expressão de p(x). impossível de se 0 Se x for substituído por 2 na expressão do limite tem-se a fração calcular e que é chamada de forma indeterminada. ( x − 3) = = x−3 x−2 x−2 Edson de Oliveira . (−1) 2 + 10 . Pode-se tentar calcular o limite usando fatoração. q ( x) q ( x0 ) x→ x0 q ( x0 ) ≠ 0 c) Obter lim 6 x 2 + 10 x − 3 x → −1 2 − x3 6 . x−2 0 .

2 (ii). três condições devem ser satisfeitas por y = f ( x) : Edson de Oliveira . para todo ponto x0 do domínio.1.3 Continuidade Na determinação do limite lim f ( x) não importa como f está definida em x0 (nem x→ x0 mesmo se f está realmente definida).APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 32 Conforme 2. vem: lim x→2 x 2 − 5x + 6 = lim ( x − 3) = –1 x→2 x−2 2. x→ x0 Na situação (iii) existe lim f ( x) = L . Considere os gráficos das funções da Figura 19. O que caracteriza a ausência de interrupções é o fato de. x → x0 Em (iv) tem-se que lim f ( x) = f ( x0 ) . x→ x0 Isso sugere a seguinte definição: x → x0 Uma função f ( x) definida em um intervalo aberto contendo x0 é contínua em x0 se lim f ( x) = f ( x0 ) . porém. (i) ( ii) ( iii) Figura 19. A única coisa que interessa é o comportamento de f ( x) nas proximidades de x0 . x → x0 Com exceção do caso (iv) todas as outras funções apresentam interrupções em algum ponto. visto que no cálculo do limite não interessa o que acontece quando x = 2. Em (ii) não existe lim f ( x) . Algumas funções reais ( iv) Constata-se que: • • • • No caso (i). existir lim f ( x) e esse valor ser igual à imagem f ( x0 ) . quando x → x0 tem-se f ( x) → L ≠ f ( x0 ) . Desta maneira. f ( x0 ) não está definida.

Figura 20. a noção intuitiva de continuidade decorre da análise de seu gráfico. O valor do limite coincide com o valor da imagem f ( x0 ) . Caso contrário ela é descontínua. x→ x0 2. lim f ( x) = 2 2 = 4 . Pontos onde ocorrem interrupções denominam-se pontos de descontinuidade.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 33 1. De fato: x→ x0 2 lim f ( x) = lim x 2 = x 0 = f ( x0 ) x → x0 ⎧x 2 . Portanto. f ( x 0 ) existe. Uma função contínua em todos os pontos de seu domínio se diz contínua. lim f ( x) . Gráfico da função g(x) Conclui-se que não existe o limite lim g ( x) . f (2) = 0 que é um valor diferente do limite. Portanto a função não é contínua no x→3 ponto x = 3. esboçado na Figura 20. x→2 ⎧ x ⎪ se x < 3 3. A função f ( x) = x 2 é contínua para todo x ∈ R . porém. f é definida no ponto x0 . O gráfico de uma função contínua não apresenta interrupções. 3. ou seja. ⎪ x − 1 se x ≥ 3 ⎩ Observe o gráfico da função g ( x) . A função f ( x) = ⎨ não é contínua no ponto x = 2 . Analise a continuidade da função g ( x) = ⎨ 3 . x = 2 ⎩ Com efeito. 0. Exemplos 1. Edson de Oliveira . x ≠ 2 2.

APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 34 2. se os dois limites laterais existem. f(x) se aproxima de 1 e. Observa-se que quando x se aproxima de zero pela direita. Se lim f ( x) = L1 e lim− f ( x) = L2 então os números + x → x0 x → x0 L1 e L2 denominam-se. O gráfico da Figura 20 mostra claramente que f ( x) → 1 quando x → 3 para valores menores que 3 e. x→ x0 Pode-se mostrar que o limite lateral satisfaz leis básicas similares às enunciadas em 2. um limite de f ( x) quando x tende a um ponto x0 . por + − x → x0 e x → x0 . quando x se aproxima de zero pela esquerda. f(x) se aproxima de –1. f ( x) → 2 quando x → 3 por valores menores que 3. Investigue os limites laterais da função f ( x) = |x| quando x → 0 . De um modo geral. Indica-se essas aproximações. porém têm valores diferentes então lim f ( x) não pode existir.4 Limites laterais No estudo da continuidade é conveniente a introdução de limite lateral. respectivamente. se que existem lim+ f ( x) = L e lim g ( x) = M . Se lim f ( x) existe. Existe x lim f ( x) ? x→0 A Figura 21 ajuda bastante nessa investigação. então: + x → x0 x → x0 + x → x0 lim [ f ( x) ± g ( x)] = lim f ( x) ± lim+ g ( x) = L ± M + x → x0 x → x0 e. Edson de Oliveira . isto é. os dois limites laterais lim+ f ( x) e lim− f ( x) existem e os três x→ x0 x → x0 x → x0 limites têm o mesmo valor. Exemplos 1. fixado x0 sobre a reta real x pode se aproximar de x0 de duas maneiras: pela direita ou pela esquerda. respectivamente. Consequentemente. limite à direita de f em x0 e limite à esquerda de f em e são referidos coletivamente como limites laterais f em x0 . através de valores em um único lado de x0 . assim por diante.2 para limites. Por exemplo.

12 = 2 então f está definida em x = 1.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 35 Figura 21 – Função com limites laterais diferentes e. portanto. sem limite em x = 0 Vê-se pois que os limites laterais existem: x →0 + lim f ( x) = 1. Edson de Oliveira . Figura 22. segue que lim f ( x) = 2. esses limites laterais não coincidem. Analise a continuidade da função no ⎩3 − x. x ≤ 1 2. x →0 − lim f ( x) = –1 Entretanto. x→0 ⎧ 2x 2 . Função contínua no ponto x = 1 Tem-se: x →1+ lim f ( x) = 2 = lim f ( x) − x →1 Como os dois limites laterais existem e possuem o mesmo valor 2. portanto não existe lim f ( x) . Desde que: x→1 lim f ( x) = 2 = f (1) x→1 conclui-se que f é contínua em x = 1. Considere a função f ( x) = ⎨ . Ainda. Solução A Figura 22 mostra o gráfico de f(x). x > 1 ponto x = 1. visto que f (1) = 2 .

x > 0 b) f ( x) = (5 x 3 − 7 x 2 + 2) .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 36 2. g c) A composta g o f é contínua em x0 . 2. são fáceis de serem aceitas em virtude de suas representações gráficas não apresentarem interrupções: • • • • • Função modular f ( x) =| x | . dadas como informação. Exemplos 1. Funções trigonométricas. f é contínua em seu domínio pelo motivo justificado. b) Se g ( x0 ) ≠ 0 então f é contínua em x0 .2 justifica-se que as funções polinomiais e as funções racionais são contínuas. x ≠ kπ . Em cada caso. g são contínuas em x0 . A continuidade das funções seguintes. k ∈ Z sen x (f é quociente de funções contínuas) Edson de Oliveira .5 Funções elementares contínuas A partir das leis básicas dos limites enunciadas em 2. Funções trigonométricas inversas. Então: a) f ± g . A partir da lei da potenciação justifica-se a continuidade da função f ( x) = n x . f . Funções logarítmicas.6 Leis de básicas das funções contínuas Seja c ∈ R uma constante. f e g funções contínuas com domínio comum D e x0 ∈ D . Funções exponenciais. a) f ( x) = | x | +5 ln | x |. x >0 . sen x c) f ( x) = cot x = ( f é soma de funções contínuas) (f é produto de funções contínuas) cos x .

b] e z está entre f (a) e f (b) então existe c ∈ [a. O polinômio f ( x) = x 3 + x − 3 tem valor – 1 para x = 1 e tem valor 7 para x = 2 . Como f é contínua segue do TVI que f ( x) = 0 para algum x entre 1 e 2. 2. h( x ) = x 3 + 2 x 2 − 3 2. As seguintes funções são contínuas por serem compostas de funções contínuas.7 Propriedade do Valor Intermediário Funções contínuas em intervalos fechados apresentam propriedades de muita utilidade em Matemática e suas aplicações. h( x ) = x 2 + 1 b) f ( x) = sen ( x 3 + 2 x 2 − 3) f = g oh . 2008).7. Uma delas é a Propriedade do Valor Intermediário que assegura: se uma função contínua assume dois valores também assume todos os valores intermediários.2 Teorema do Valor Intermediário (TVI) Se y = f ( x) é contínua em [a.1 Definição (Continuidade num intervalo fechado) Um função f definida em um intervalo fechado [a. x > 0. b] se diz contínua em [a.7.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 37 2. Exemplo 1. Uma prova deste teorema encontra-se no Apêndice B de (ROGAWSKI. a equação x 3 + x − 3 = 0 possui pelo menos uma solução entre 1 e 2. Edson de Oliveira . a) f ( x) = ln ( x 2 + 1) f = g oh . além disso: lim f ( x) = f (a) e lim f ( x) = f (b) x→a + x →b − 2. b] tal que z = f (c) . b[ e. Para enunciar formalmente essa propriedade necessita-se da seguinte definição. isto é. b] se é contínua em ]a. g ( x) = sen x . g ( x) = ln x .

Calcule lim x →0 x+2− 2 . b) Estime o valor de lim h( x) . lim12 é igual a 5 ou 12? x →5 2. Suponha que lim f ( x) = 3.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 38 2. Suponha que lim f ( x) = 5 e lim g ( x) = −3 . x →0 c) Fundamente a conclusão do item (b)construindo um gráfico de h próximo de. Determine: a) lim (3x + 8) x →5 b) lim y ( y + 10) y → −2 c) lim 3 x − 12 x→2 x + 1 d) lim x x → −1 x + 2 x 3 3. Uma dica para resolver o limite é multiplicar tanto o numerador. Considere a função h( x) = a) sen x . x Faça uma tabela de valores de h quando x se aproxima de 0. em ordem decrescente. x Solução Não se pode substituir x = 0 e o numerador não apresenta fatores comuns evidentes. Calcule os limites: a) lim x →3 x 2 − 4x + 3 x 2 + x − 12 x2 − 4 x−2 b) lim x →5 x 2 − 25 x−5 x 2 − 2x + 1 x −1 c) lim x → −3 x+3 x2 − 9 x 2 − 7 x + 12 x−4 d) lim x→2 e) lim x →1 f) lim x→4 6. Calcule: x→2 x→2 a) lim f ( x) g ( x) x→ 2 b) lim x→ 2 g ( x) x3 c) lim [4 f ( x) − 7 g ( x)] x→2 5. Calcule: x →5 a) lim f ( x) 2 x→5 b) lim x f ( x) x →5 c) lim x→5 1 f ( x) 4. quanto o denominador. x=0 7. pela expressão conjugada Edson de Oliveira x + 2 + 2 obtida pela mudança de sinal entre as raízes quadradas: .8 Exercícios propostos 1.

x ≥ 1 a) Determine lim f ( x) e lim f ( x) . Em vista de sua ligação com retas tangentes e taxas de variação instantânea os limites da forma: lim h →0 f ( x + h) − f ( x ) h são de suma importância. x0 = −3 x iii) f ( x) = x . + − x →1 x →1 b) Existe lim f ( x) ? Justifique. + − x →2 x →2 d) Existe lim f ( x) ? Qual é esse valor? x→ 2 Edson de Oliveira . x0 = 7 ⎧4 − x . x x x ( x + 2 + 2) x+2 + 2 x+2 + 2 = 1 = x+2−2 x ( x + 2 + 2) x+2 + 2 x+2− 2 = lim x →0 x 1 x+2+ 2 = lim x →0 1 0+2 + 2 = 1 2 2 8. x0 = 1 ii) f ( x) = 1 .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 39 x+2− 2 = x = Então: lim x →0 x+2− 2 . ⎩ x. principalmente no estudo de derivada. x < 1 10. Esboce o gráfico da função f ( x) = ⎨ . Calcule os limites a seguir para x0 e f dados: i) f ( x) = 2 x + 5. x→1 c) Determine lim f ( x) e lim f ( x) . Calcule os limites: a) lim x →0 x x+3 − 3 b) lim x →5 x −5 x+4 −3 c) lim x→4 x −2 x−4 9.

14 reais para pesos entre 1. em função do valor x em dólares da importação é dada pela tabela: x f(x) 0 < x ≤ 60 12 60 < x ≤ 120 18 120 < x ≤ 240 25 240 < x ≤ 500 35 a) Represente graficamente a função y = f (x) . e assim por diante. 12. Usando o resultado lim x →0 sen x = 1 encontre: x b) lim x →0 a) lim x →0 sen(− x) x 3x − 4 sen x x sen px x sen px sen qx c) lim x →0 d) lim x →0 15. Seja p( x) o preço para postar uma encomenda pesando x quilogramas. x = 2 x =1 x=2 x2 − 9 c) f ( x) = . 12 reais para pesos entre 1 kg e 1. b) p(x) é uma função contínua? Justifique a sua resposta. inclusive o último. b) Especifique os pontos de descontinuidade no intervalo ]0. ⎩ 7. a) Esboce o gráfico da função p( x) para 0 < x < 3. x−3 x=3 ⎧2 x − 1. Um determinado país permite uma importação individual limitada a 600 dólares. Custa 10 reais por 1 kg ou menos.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 40 11. ⎩4 x − 1. x ≠ 3 seja contínua para x = 3 . x > 1 ⎧ x 2 − 1. x ≠ 2 b) f ( x) = ⎨ . 16. O valor y = f ( x) do frete a ser pago. x ≤ 1 a) f ( x) = ⎨ . Determine a para que a função f ( x) = ⎨ ⎩ a. inclusive para o último. Justifique por que f é contínua nos casos: a) f ( x) = 2 + 3x + ln x b) f ( x) = sen x cos x c) f ( x) = ex x2 +1 14.5 kg e 2kg.5 kg. Verifique se a funções abaixo são contínuas nos pontos indicados: ⎧2 x + 1. Edson de Oliveira . x = 3 13. 500[.

Mostre que a equação sen x = 0. Qual é a velocidade de ascensão do foguete 10 segundos após a decolagem? 19. A velocidade instantânea v. x Observe que não se obtém o limite por substituição de x por 0. exceto possivelmente em x0 .5 possui pelo menos uma solução no intervalo [0. Usando o Teorema do Confronto calcule os seguintes limites: a) lim x cos x →0 1 x b) lim x 2 cos 7 x x →0 Edson de Oliveira . 21. para todo x ≠ 0 : 1 1 1 = | x | sen ≤ | x | ⇒ – | x | ≤ x sen ≤ | x | x x x Desde que | x |→ 0 quando x → 0 segue do Teorema do Confronto que: 1 ≤1 x x sen lim x sen x →0 1 = 0. mostra-se que lim x sen x →0 1 = 0 utilizando o Teorema do Confronto. Chama-se custo marginal para a quantidade x = x0 o limite C m = lim h →0 C ( x 0 + h) − C ( x 0 ) . nem por manipulações algébricas. e se: x→ x0 lim g ( x) = lim h( x) = L x→ x0 então lim f ( x) = L. x em um intervalo aberto contendo x0 . Seja C ( x) a função custo de produção de x unidades de um produto.9 t 2 metros em t segundos. h Dada a função custo C ( x) = 50 x + 10000 obtenha o custo marginal para x = 100. 18. Teorema do Confronto Se g ( x) ≤ f ( x) ≤ h( x) para todo π 2 ].APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 41 17. 20. Considere um corpo que se movimenta numa trajetória com lei de movimento s = f (t ). Encontre a velocidade instantânea da pedra no instante t = 2. x→ x0 Como exemplo. Um foguete é lançado ao espaço e t segundos após decolar a sua altura é 3 t 2 pés. x 22. no instante t é obtida por: v = lim h →0 f (t + h) − f (t ) h Uma pedra em queda livre a partir do repouso próximo à superfície da Terra cai s = 4. daí. Como todos os valores da função seno encontram-se entre -1 e 1 então sen e.

APONTAMENTOS DE CÁLCULO I

42

2.9 Respostas dos exercícios propostos
1. 12 4. a) -15 b) 2. a) 23 b) -16 c) 41 c) -2 5. a) d)

1 3
b) 10 c) −

3. a) 6

b) 15 e) 0

c)

1 3

3 125

2 7

1 6

d) 4

f) 1

6. a)

x h(x)

0,2 0,993

0,4 0,973

0,6 0,941

0,8 0,897

1 0,841

b) 1

c)

8. a) 2 3 10.

b) 6

c) 4

9. a) 2 a) 1, 3

b) −

1 9

c)

1 2 7
c) 2, 2 d) 2

b) não existe

11. a) Sim; pois lim f ( x) = f (1) = 3
x →1

b) Não; pois lim f ( x) = 3 ≠ f (2) = 7
x→2

c) Não; a função não está definida para x = 3. 12. a = 5 13. a) soma de funções contínuas 14. a) -1 b) produto de funções contínuas b) p c) -1 d)

c) quociente de funções contínuas 15. a)

p q

b) Não; não existe lim p ( x) , para a = 1, 1,5, 2, 2,5 e 3
x→ a

16. a)

b) 60, 120, 240

17. 19,6 m/s

18. 60 pés/s

19. 50

20. f(x) = sen x é contínua no intervalo [0, ] e z = 0,5 está entre 0 e = 1,57.... Daí, pelo 2 2

π

π

TVI existe c ∈ [0,
Edson de Oliveira

π
2

] tal que sen c = 0,5.

22. a) 0

b) 0

APONTAMENTOS DE CÁLCULO I

43

Capítulo 3

Derivadas

Seja Q a quantidade vendida de um produto em função do tempo, isto é, Q = f(t). A taxa de variação média dessa função representa uma medida de rapidez com que ela varia, em média, entre dois valores t1 e t2, considerada da mesma forma que a velocidade média de um carro mede a rapidez média com que ele se move entre dois instantes fixados. Em muitos problemas deseja-se obter a rapidez com que a quantidade vendida varia, em um dado instante t1, que corresponde ao conceito de velocidade de um carro em um instante fixado. Para se resolver problemas como este, é necessário o conceito de derivada, que será desenvolvido neste capítulo.

3.1 Taxa de variação média
Uma partícula se movimenta de acordo com a equação horária s = f(t) = –50 + 4t, com a posição média em metros e o tempo em segundos, no intervalo de tempo de t1 até t2, t1 < t2. O aumento de deslocamento é:
∆s = f(t2) – f(t1)

Para se ter o aumento por unidade de tempo, divide-se por ∆t = t2 – t1:
∆s f (t 2 ) − f (t1 ) = ∆t t 2 − t1

Este quociente é chamado taxa de variação média de f(t) entre t1 e t2, ou velocidade

média no intervalo entre t1 e t2.
A idéia de taxa de variação média da distância em relação ao tempo pode ser generalizada e, assim, aplicada para quaisquer variáveis de qualquer espécie. Considere o seguinte problema: Um cubo de metal com aresta x, medida em centímetros, é expandido uniformemente como conseqüência de ter sido aquecido.
Edson de Oliveira

APONTAMENTOS DE CÁLCULO I

44

Sendo V o volume do cubo então V = f(x) = x3. Com x aumentando, V também aumenta e pode-se perguntar: como muda V em relação a uma variação de x? Para se responder essa pergunta, considere duas medidas x1 e x2 da aresta com x1 < x2 . Então, ∆ x = x2 – x1 é o aumento de x e ∆ V = f(x2) – f(x1) é o aumento correspondente de V. A relação:
f ( x 2 ) − f ( x1 ) ∆V = ∆x x 2 − x1

é o aumento do volume por unidade de aumento da aresta. Diz-se que

∆V é a taxa de variação de V quando x aumenta de x1 até x2. Por ∆x

exemplo, se x1 = 2 e x2 = 4, então ∆ x = 4 – 2 = 2 cm e ∆ V = 43 – 23 = 64 – 8 = 56 cm3. Logo:

∆V 56 = 28 cm3/cm = ∆x 2
Isso quer dizer que, em média, o volume cresceu 28 cm3 para cada cm de aumento da aresta. De um modo geral, seja y = f(x) qualquer função e sejam x1, x ∈ D(f) com x1 ≠ x. A variação de y no intervalo entre x1 e x é ∆ y = f(x1) – f(x). Seja ∆ x = x1 – x. Então a razão :
∆y f ( x) − f ( x1 ) = ∆x x − x1

é chamada taxa de variação média de f(x) entre x1 e x e representa a variação média (aumento ou diminuição) no valor de f(x) por unidade que se acrescenta a x, entre x1 e x. Do ponto de vista geométrico a razão

∆y ∆y é dada por = tg α1 onde α1 é o ∆x ∆x

ângulo que a reta secante ao gráfico de y = f(x) pelos pontos (x1, f(x1)) e (x, f(x)) forma com o eixo x, medido no sentido anti-horário. O valor tg α é chamado declividade ou coeficiente

angular da reta.

Figura 23. O coeficiente angular de uma reta
Edson de Oliveira

x1 ≠ x é: 5 x 2 − 5 x12 5( x 2 − x12 ) 5( x − x1 )( x + x1 ) ∆y f ( x) − f ( x1 ) = = = = 5( x + x1 ) = ∆x x − x1 x − x1 x − x1 x − x1 Figura 24. f(x) ) se aproxima do ponto P = (x1. a reta secante por P e Q muda de direção e se aproxima de uma reta especial que passa pelo ponto P e é chamada de reta tangente ao gráfico de y = f(x) neste ponto. ou seja. a rapidez com que y = f(x) varia em um dado ponto x1. o ponto variável Q(x. Considere a função f(x) = 5 x2. Quando isso acontece. não é satisfatório considerar a média de uma taxa de variação. Figura 25. mas sim uma taxa de variação instantânea. É geometricamente intuitivo também que a declividade m1= tg α 1 da reta secante se aproxima da declividade m = tg α da reta tangente.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 45 3. À medida que x se aproxima de x1. fixa-se o valor de x1 e calcula-se a taxa de variação média entre x1 e x. Reta tangente ao gráfico de uma função Edson de Oliveira . para valores de x cada vez mais próximos de x1 e distintos de x1. Taxa de variação média de uma função Conforme foi visto acima: ∆y = tg α 1 ∆x Como se quer caracterizar a rapidez com que f(x) varia no ponto x. A taxa de variação média entre x1 e x.2 Taxa de variação instantânea ou derivada Em muitos problemas. f(x1)).

Daí. ou ainda. h ≠ 0. Admita que exista: lim h →0 f ( x1 + h) − f ( x1 ) h Então este valor é chamado taxa de variação instantânea ou simplesmente taxa de variação. a razão ∆y ∆x e seu limite não são interpretados como coeficiente angular de uma reta tangente e sim como taxa de variação. b) Obter f ′ (2) e f ′ (–3) h(2 x1 + h) f ( x1 + h) − f ( x1 ) ( x1 + h) 2 − x12 x12 + 2 x1 h + h 2 − x12 a) = = = 2x1 + h = h h h h Então: f ′ (x1) = lim h →0 f ( x1 + h) − f ( x1 ) = 2x1 h b) Para se obter f ′ (2) e f ′ (–3) é só substituir os valores 2 e 3 por x1 na última expressão. Edson de Oliveira . pode-se reescrever a expressão acima como: tg α 1 = f ( x1 + h) − f ( x1 ) h Em muitas aplicações. x − x1 É também conveniente escrever x como x = x1 + h. f ′ (2) = 4 e f ′ (–3) = –6. Daí define-se : Seja y = f(x) uma função e seja x1 ∈ D(f). dx Exemplos 1) a) Calcular a derivada da função f(x) = x2 no ponto x = x1 real. Assim. então h → 0. se x1 + h → x1.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 46 Em outras palavras: m1 = lim tg α x → x1 Visto que m1 = tg α 1 = f ( x) − f ( x1 ) então tg α 1 x − x1 = x → x1 lim f ( x) − f ( x1 ) . derivada de f(x) em x1 e é denotado por f ′ (x1) Assim: f ′ (x1) = lim h →0 f ( x1 + h) − f ( x1 ) h As notações y′ (x1) ou dy ( x1 ) também são usadas. Dessa maneira.

A taxa de variação é. Qual é a taxa de variação da pressão em relação à profundidade quando x = 2 ? Solução A taxa de variação é a derivada f’ (2). Nesse caso.1 a cada metro de profundidade. 0. quando x se aproxima de 0 pelo lado direito.1 = = = h h h h ou seja. Solução f (0 + h) − f 0) f ( h) |h| = = h h h • • para h > 0 tem-se lim h →0 |h| h = lim =1 h →0 h h |h| −h = lim = –1.2 1. Assim. Edson de Oliveira .1 h f (2 + h) − f (2) = 0. a pressão aumenta de 0. pois. funções com esta característica em algum ponto não possuem derivada nesse ponto. não existe a derivada da função y = | x | no ponto x = 0 Figura 26 . quando x se aproxima de 0 do lado esquerdo. a pressão p varia com a profundidade x de acordo com a fórmula p = f(x) = 0.2 + 0. Assim: 0. Isso significa que o valor de p aumenta de 0. diz-se que não existe a reta tangente e. encontrase a reta tangente t2 de coeficiente angular –1. Em geral. p em atmosferas e x em metros.1 unidade a cada unidade de x. tem-se duas posições limite para a reta tangente no ponto x = 0. h →0 h h para h < 0 tem-se lim h →0 Isso quer dizer que.1 atmosfera/m. 3) Obter a derivada da função y = f(x) = |x| no ponto x = 0. conseqüentemente. f ′ (2) = 0.1.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 47 2) Em um lago.1 (2 + h) + 1 − 1. isto é.2 0.1 x + 1. A função y = |x| não é derivável em x = 0 onde o gráfico tem um bico Observe que o gráfico da função forma um bico no ponto de abscissa x = 0. encontra-se a reta tangente t1 de coeficiente angular 1 e.1 h − 1.

chamado binômio de Newton. N ′ (t) = 90t e. que. se y = f(x) tem derivada em todos os pontos de um subconjunto A ⊂ D(f). pode-se considerar a função real f ′ definida por f ′ (x) = 2x. De um modo geral. onde o tempo é medido em dias. Encontrar a taxa de crescimento da população em qualquer instante t. Tem-se então: N (t + h) − N (t ) [25000 + 45(t + h) 2 ] − (25000 + 45t 2 ) = = 90t + 45h h h Daí. chamada função derivada de f e indicada por f ' . por exemplo. De uma maneira geral. se y = x2. então f ′ (x) é uma função de x de mesmo domínio D(f). 3. foi visto que para cada x1 real. a taxa de crescimento da população num instante arbitrário t é 90t indivíduos por dia. a derivada de xn com relação a x é igual a n vezes a potência (n – 1) de x . foram calculadas derivadas usando a definição. Edson de Oliveira . pode-se definir uma função. Função derivada No caso da função f(x) = x2. pode-se mostrar que: (x ) = n xn-1 n ' se n ∈ N* (derivada da potência) ou seja. então y′ = 2x. Para cada x número real arbitrário. por conseguinte. Regras de derivação Nos exemplos acima.4. isto é.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 48 3.3. Solução Deve-se obter a função derivada N ′ (t). Viu-se. a derivada depende do valor de x1. f ′ (x1) = 2 x1. do seguinte modo: f ' :A → R x → f ′ (x) = lim h →0 f ( x + h) − f ( x ) h Se y = f(x) tem derivada em cada ponto de seu domínio D(f). Exemplo Uma população constituída de 25000 indivíduos cresce de acordo com a fórmula N(t) = 25000 + 45t2. usando a definição de derivada e o desenvolvimento de (a + b)n.

Então: (sen x)´ = cos x Edson de Oliveira (cos x)´ = – sen x (funções trigonométricas) . pode-se estabelecer outras que permitem calcular as derivadas de funções de forma automática sem recorrer diretamente à definição. Sejam as funções f(x) = sen x e g(x) = cos x. ou seja: y = f(x) = ax + b De fato. Assim: ( x )′ = 4x3 . consegue-se mostrar que esta fórmula continua verdadeira para todos os valores reais de n e todos os valores de x que pertencem ao domínio de y = xn. isto é: y = f(x) = b . Suas demonstrações são feitas utilizando a definição de derivada e as técnicas de limites e são. omitidas aqui.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 49 Com o auxílio de logaritmos. ⇒ y ′ = f ′( x) = a (derivada da função polinomial de 1º grau) y′ = f ’ (x) = lim h →0 f ( x + h) − f ( x ) a( x + h) + b − (ax + b) ah = lim = lim = a h →0 h →0 a h h Em particular. então a sua derivada é nula. então a sua derivada é o seu coeficiente angular. em sua maioria. onde x é medido em radianos. b constante ⇒ y ′ = f ′( x) = 0 ( derivada da função constante) Além das regras acima. se f(x) é uma função constante. 4 (x )′ = 7x6 7 Ainda: ′ ⎛1⎞ −1 −2 ⎜ ⎟ = ( x )′ = − x ⎝ x⎠ ′ ⎛ 1 ⎞ −2 −3 ⎜ 2 ⎟ = ( x )′ = − 2 x ⎝x ⎠ ( ) ′ ⎛ 1 ⎞ 1 −1 x = ⎜ x2 ⎟ = x 2 ⎜ ⎟ 2 ⎝ ⎠ ′ (x) 3 2 ′ ′ 1 − ⎛ 2⎞ ⎜x3 ⎟ = 2 x 3 =⎜ ⎟ 3 ⎝ ⎠ Se y = f(x) = ax + b é uma função polinomial de 1º grau.

a ≠ 1 (exponencial) (logarítmo) Admita que as derivadas das funções y = g(x) e y = h(x) sejam conhecidas. Nesse instante qual é a taxa de variação da área ? Solução Deve-se obter f ′ (t). Suponha que num certo instante u = 30 e esteja crescendo à razão de 3 metros por segundo e. a sua área é uma função do tempo dada por f(t) = g(t) . Assim. então y′ = 1 1 −5 x – 3x2 + 5 x 4 Para se derivar a função y = x3sen x. (–4) = 60 – 120 = –60 Portanto. h(t). a soma de g(x) e h(x) tem derivada: (g ( x) + h( x))′ Exemplos = g´( x) + h´( x) ( regra da soma) 1) Se y = sen x – cos x + ex. tem-se que aplicar a regra para derivar o produto y = g(x) . 20 + 30 . h(x) de duas funções y = g(x) e y = h(x). a área decresce à razão de 60 m2/s. onde u e v são medidos em metros e t em segundos. (loga x)´ = a>0 1 loga e. h( x ) ) Exemplos = g '( x) h( x) + g ( x) h′( x) (regra do produto) 1) Obter a derivada da função y = x3 sen x. y′ = (x3)´ sen x + x3 (sen x)’ = 3x2 sen x + x3 cos x 2) Suponha que os lados u e v de um retângulo variem independentemente com o tempo. isto é. u = g(t) e v = h(t). ou seja. Como caso particular da regra do produto. tem-se: (ex)´ = ex (ln x)´ = 1 x (ax)´ = ax ln a. x a > 0. isto é: ′ ( g ( x ) . tem-se: Edson de Oliveira . ou seja: f ′ (t) = g ′ (t) h(t) + g(t) h′ (t) = 3 . a função y = g(x) + h(x).APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 50 Para a função exponencial e logarítmica. v = 20 e esteja decrescendo à taxa de 4 metros por segundo. então y′ = cos x + sen x + ex 2) Se y = 5 x – x3 + ln x. Então.

Solução A área é uma função de seu raio dada por A = A(r) = π r2. Isso não é coincidência. é razoável esperar que y = f(u) muda três vezes mais rápido que u e u = g(x) muda duas vezes mais rápido que x e. onde s é medida em metros. (c f ( x) ) = c′ f(x) + c f ′ (x) = 0 . num instante t. 2 Portanto. A′ (150) = 2 . que y mude seis vezes mais rápido que x. então v = s′ ( ) = – 4 4 2 5 2 m/s. por exemplo. . dx dy =6 dx dy dy du = . quando r = 150m. dx du dx Uma vez que 3. chamada regra da cadeia. a função y = f(x) = 6x – 15 = 3( 2x – 5). Sua posição. 150 = 300 π Logo. para cada aumento de 1m no raio a área aumenta de 300 π m3. Qual é a sua velocidade v no instante t = Solução π segundos ? 4 Tem-se v = s′ ( π π 5 2 . f(x) + c f ′ (x) = c f ′ (x) Exemplo 1) Uma mancha de óleo se alastra sempre circularmente. π . ) . assim. Tem-se que: dy = 3. 2 = 6. c ∈ R ′ De fato. du du = 2. Sendo s′ = – 5 sen t. Tem-se: A′ (r) = π (r2)´ = 2 π r. Achar a taxa na qual a área A da superfície da mancha varia em relação ao raio r. Quer-se achar A′ (150). Edson de Oliveira . é dada por s = 5 cos t . Ela pode ser vista como a composta das funções y = 3u e u = 2x – 5. 2) Um corpo suspenso em uma mola é deslocado em cinco unidades da posição de repouso e solto no instante t = 0 para oscilar para cima e para baixo. Seja. observa-se que Pensando na derivada como taxa de variação. sua velocidade é v = – Será apresentada a seguir uma regra importante.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 51 (produto de uma constante por uma função) (c ′ f ( x) ) = c f ′ (x) .

Achar a taxa a qual está variando a temperatura da soda limonada no instante t = 3 horas. 2) Dada y = f(x) = Solução ds (3) = –0. Então: u = –2t ds ds du = . obter y′ . a taxa de variação da soda limonada é –0. dx du dx onde ( regra da cadeia) dy é calculada em u = g(x). então: du dx dy dy du = . tem-se: Se y = f(u) e u = g(x) e as derivadas dy du e existem. onde t é medido em horas. Assim: 1 2 y′ = dy du 1 − . Solução Tem-se que s é uma função composta: s = 40 + 30 eu.4 = du dx 2 1 2 u .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 52 De um modo geral. = 30 eu . = u 2 . (–2) = – 60e-2t ⇒ dt du dt ou seja.1490 F /h. Tem-se que y = f(x) é a composta das funções y = u e u = 4x + 2.149 dt 4 x + 2 . du Também. isto é. y′ = 2 4x + 2 Edson de Oliveira . que é posta para esfriar em uma geladeira é dada como função do tempo por s = 40 + 30 e-2t. se y = f(u) e u = g(x) e as derivadas dy du e então a função composta du dx definida por y = f(g(x)) tem derivada dada por: y ' = f ' (u ) g ' (u ) = f ' ( g ( x)) g ' ( x) Exemplos 1) A temperatura s em graus Fahrenheit de uma lata de soda limonada.

pode-se obter a regra do quociente: ′ ⎛ f ( x) ⎞ f ′( x). g ′ (x) dx du dx u g ( x) 2 Portanto: ′ ⎛ 1 ⎞ 1 ⎜ ⎟ ⎜ g ( x) ⎟ = – g ( x) 2 . ⎜ g ( x) ⎟ ⎜ ⎠ ⎠ ⎝ ⎠ ⎠ ⎝ ⎝ ⎝ ⎛ 1 ⎞ f ′( x) g ′( x) f ( x) 1 = f ′ (x) .g ( x) − f ( x). g´ (x) ⎠ ⎝ (regra da função recíproca) Combinando esta fórmula com a regra do produto.(− senx) cos 2 x + sen 2 x 1 ⎟ = = = (tg x) ´ = ⎜ 2 2 ⎜ cos x ⎟ cos x cos x cos 2 x ⎝ ⎠ f ′( x).g ( x) + f ( x).g ′( x) g ( x) 2 isto é.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 53 1 . u-2 . Daí: u dy dy du 1 1 = . (tg x)´ = 1 . g ′ (x) . 04t 2) Uma curva de concentração de droga é dada por C = f(t) = mg/ml e t em minutos. f ( x) = g ( x) − g ( x) 2 ⎠ ⎝ = Exemplos 1) Obter a derivada de y = tg x. = –1 .g ′( x) ⎜ ⎟ ⎜ g ( x) ⎟ = g ( x) 2 ⎠ ⎝ De fato: ( regra do quociente) ′ ′ ′ ⎛ 1 ⎞ ⎛ f ( x) ⎞ ⎛ ⎛ 1 ⎞ 1 ⎞ ⎜ ⎟ ⎟ ⎜ ⎟ ⎟ ⎜ ⎜ g ( x) ⎟ = ⎜ f ( x) .cos x − sen x . Edson de Oliveira . cos 2 x 20t com C em e 0. g ′ (x) = – 2 . Obter f ′ (30). Ela pode g ( x) Uma aplicação importante da regra da cadeia é a derivação de y = ser vista como uma função composta das funções y = 1 = u-1 e u = g(x). ′ ⎛ sen x ⎞ cos x . ⎜ g ( x) ⎟ + f ( x) . g ′ (x) = – . ⎜ ⎟ ⎜ g ( x) ⎟ – g ( x) 2 . g ( x) ⎟ = f ′ (x) .

são recíprocas entre si. 1+ x2 x∈R . (0.04t 20 .04t Portanto. Finalmente. 04 t 2 (e ) (e ) e 0. será determinada a derivada de uma função inversa. Daí = . | x | <1 3) y = arctgx ⇒ y ' = Edson de Oliveira 1 . 04 t 2 0 .04t ) 20 . e 0.2 mg/ml/min. tem-se : 1 ( f −1 )′ (x) = 2 e f ′ (x) = 2 ou seja. e 0.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 54 Solução Deve-se calcular f ′ (30) . isto é: ( f )′ (x) −1 = 1 f ′( x) O resultado fica fácil de ser memorizado mudando-se a notação: dx dy = 1 dy dx ( derivada da função inversa) Exemplo Dada y = f(x) = 7x – 5 obter Solução dx . Calculando as 2 suas derivadas. dy dy dx 1 = 7. 04t (1 − 0. Facilmente se 1 constata que a inversa da função f(x) = x + 1 é a função f −1 (x) = 2x – 2. Este fato pode ser demonstrado de um modo geral.04t ) f ′ (30) = = = 0 . Tem-se: 20 (1 − 0.04) . f ′ (30) = –1. dx dy 7 Para as funções trigonométricas inversas demonstra-se as seguintes regras: 1) y = arcsenx ⇒ y ' = 1 1− x2 −1 1− x2 . 04t − 20t . e 0. | x | <1 2) y = arccos x ⇒ y ' = .

.. f ( n ) x) Exemplos 1) Determinar a derivada de ordem três da função y = f(x) = x .. Qual é o seu 2 3 domínio? Solução y′ = 2 3 x 3 −1 −2 1 2 y′′ = (– ) ( ) x 3 = ( ) x3 3 3 9 −4 −2 y′′′ = ( )( ) x 3 9 −7 3 −4 −4 8 = x 27 −7 3 As funções y ′ . Notações para essas derivadas no ponto x são : y′′ (x).. Procedendo de modo análogo. O domínio da função y = f(x) = x 3 é R.. como tal.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 55 Exemplo Se y = arctg x 3 encontre y’. podese considerar a derivada terceira. y ( n ) (x) ou f ′′ (x). f ′′′ (x). A nova função obtida dessa maneira é chamada derivada segunda da função y = f(x). y′′′ x).5 Derivadas de ordem superior A derivada f ′ de uma função também é uma função e. a derivada de f ′ pode ser considerada. Assim. quarta. y′′ e y′′′ têm como domínio o conjunto de todos os números 2 reais exceto x = 0.. a função f ′ tem uma derivada em x ∈ D( f ′ ) se existe: lim h →0 f ' ( x + h) − f ' ( x ) h Em outras palavras. y' = d 3 3x 2 1 ⋅ (x ) = 1+ x6 1 + ( x 3 ) 2 dx 3. f ( 4 ) (x). . é a derivada da derivada primeira. etc. . Edson de Oliveira . y ( 4 ) (x).

6m depende da altura h. Após serem tomadas várias medidas de preservação espera-se que a população de tartarugas aumente de acordo com a regra N(t) = 2t3 + 3t2 – 4t + 1000. ao mesmo tempo há um escoamento de água à razão constante de 5 l/min. a partir do repouso. N ′′ (3) = 42 Logo. 5. Uma caixa de água recebe água à razão de 12 l/min e.6 Exercícios propostos 1. Num dado instante. 3. a) Qual é o volume de água na caixa t minutos após esse instante? b) Em quantos litros por minuto está aumentando o volume da caixa? 4.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 56 2) Uma certa espécie de tartaruga está ameaçada de extinção em virtude de comerciantes estarem vendendo seus ovos como afrodisíaco. conforme a fórmula D = 6t2. A que razão estará aumentando a taxa de crescimento da população de tartarugas ao final do terceiro ano? Solução Deve-se calcular N ′′ (3). Tem-se: N ′ (t) = 6t2 + 6t – 4. N ′′ (t) = 12t + 6. a) Qual é a taxa de variação média de D entre os instantes t1 = 2 e t2 = 7? b) Qual é a taxa de variação de D em relação a t no instante t = 2? Edson de Oliveira . Qual é a taxa de variação da massa em relação ao tempo? 2. calcular a taxa de variação média de f(x) entre x1 = 1 e x2 = 3. percorre em metros a distância D. Um corpo em queda livre. a) Determinar V em função de h. 3. O volume de um cone circular reto de raio da base 0. Dada a função y = 3x2 . em segundos. A massa M do oxigênio contido em um tanque varia com o tempo t conforme a expressão M = 30 – 4t. onde N(t) representa o tamanho da população ao final do ano t. b) Determinar a taxa de variação de V em relação a h. a taxa de crescimento da população de tartarugas estará aumentando à razão de 42 tartarugas/ano/ano. o volume de água contido na caixa é 300 l. 0 ≤ t ≤ 10. M em quilogramas e t em horas. que varia com o tempo.

o volume V ocupado por um gás a uma temperatura T. C constante. a uma temperatura constante.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 57 6. é dado pela fórmula V = C ( 1 + 1 T). onde C é uma constante. Dada a função f(x) = a) Calcular f ′ (x) 1 3 5 2 x – x + 6x + 8. 273 13. começou a decrescer. A taxa de variação do volume em relação a t é chamada taxa de fluxo para o reservatório. A que taxa a água escoará ao final de 15 minutos? 11. a uma pressão constante. C = 180 e o volume V está aumentando. V medido em m3 e t em meses. para um V determinado gás. era dado por P = 105 + 103t – 102t2. 7. 3 2 b) Determinar o valor de x para que se tenha f ′ (x) = 0. determinar a taxa de variação de P em relação a V para um volume V = 15. t minutos após o início de seu esvaziamento. A lei de Boyle diz que. O volume V de água em um reservatório durante o degelo da primavera é dado pela fórmula V = 5000( 1 + t)2. mas em seguida. a população de bactérias continuou a crescer.5. onde 0 ≤ t ≤ 3. é dado por q(t) = 30( 40 – t )2. Ao adicionar um bactericida a um meio nutritivo em que havia bactérias crescendo. Se. em graus Celsius. O volume V = b) t = 4 c) t = 10 4 3 π r de um balão de forma esférica varia de acordo com o seu raio. a pressão P e o volume V de um gás confinado varia segundo a fórmula P = C . b) Qual é a taxa de fluxo quando o volume é 11250m ? Edson de Oliveira . Determinar a taxa de variação de T em relação a V. onde s é dado em quilômetros e t em horas. A lei de Charles para os gases afirma que. Determinar a taxa de decrescimento da população nos instantes: a) t = 0 9. em horas. O tamanho da população no instante t. Determinar a sua velocidade no instante t = 4. a) Obter a taxa de fluxo no instante t = 1. 8. Qual é a taxa de variação do volume em relação ao raio quando r = 40 cm? 10. Um móvel se desloca obedecendo a função horária s = 4t2 + 12t + 25. 12. 3 medido em centímetros. O numero de galões de água em um tanque.

Obter a taxa de crescimento de T. A que taxa a área do prato aumenta quando o seu raio é de 40cm? 16. onde t é medido em horas. a. é aquecido em um forno. Obter 17. 22. 2].18 L. com s em metros e t em segundos. b) Qual é a taxa de variação no instante t = 3 ? 21. Para que valores de t sua velocidade é 1m/s? 20. b e R são constantes. Um determinado tipo de peixe tem seu peso W relacionado com o seu comprimento através da fórmula W = 10. Se um gás for mantido em um cilindro a uma temperatura constante T.0125cm/min. Uma proteína de massa m se decompõe em aminoácidos segundo a fórmula m(t) = 24 . Quando um prato de metal. A posição de uma partícula que se desloca ao longo de uma reta é dada por s = 1 + 4t . t +3 a) Determinar a taxa de variação média no intervalo [1. dV onde k. A que taxa de intensidade está variando em relação à profundidade a 3 metros? 19. A que taxa estará decrescendo o radio daqui a 100 anos? Edson de Oliveira .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 58 14. a quantidade de radio existente após t anos é dada por q = 60 e-0. 18. Quando um corpo é envolvido por um líquido gelado de temperatura constante K. onde K. Um objeto move-se ao longo de uma reta segundo a equação s = 4t 2 + 3 . seu raio aumenta a uma taxa de 0. t ≥ 0. 15. Estimar a taxa de crescimento de um peixe que pesa 20 kg.375 L3. em que W é medido em quilogramas e L em metros. a pressão e o volume estarão relacionados pela fórmula: P= kRT bk 2 − 2 V − ka V dP .0004t. A taxa de crescimento do comprimento é dL = 0. Se um raio de luz de intensidade k é projetado verticalmente para baixo na água. Determinar a velocidade e a aceleração da partícula no instante t = 6 segundos. a temperatura T do corpo decresce segundo a lei T = K + C e-at.4x .36 – 0. então sua intensidade I(x) à profundidade de x metros é I(x) = k e-1. C e a são constantes positivas e t o tempo. onde o tempo é medido dt em anos. de forma circular. Partindo de uma quantidade inicial de 60mg.

no instante t ≥ 0. onde t é medido em horas. entre o fundo do mar e o barco é dada pela função do tempo t. x Daí. lembre que y = . onde t denota o número de dias transcorridos desde o começo do 1 + 39e −0. y’ = 2− y . O crescimento do número de bactérias. y ′ = −2 . A derivada dessa função é y′ = . onde t é medido em minutos. derivar ambos os lados da equação com relação a x e resolver a relação obtida. Um barco ancorado no mar está indo para cima e para baixo. Assim: xy=2 ⇒ x′ y + x y′ = 2′ ⇒ y + x y′ = 0 ⇒ x y′ = –y ⇒ y′ = −y x 2 Para conferir esse resultado como obtido pela derivação direta.04t. em geral. A distância vertical y. numa certa cultura. x2 Como um outro exemplo.16t experimento. por y = 15 + sen(2 π t). Qual é a velocidade da variação dessa população no vigésimo dia? 27. explicitando y′ . s medido em metros e t em segundos. Um biólogo constatou que o crescimento da população de drosófilas com um suprimento limitado de alimentos poderia ser aproximado pelo modelo exponencial N(t) = 400 . a sua posição é dada por s = sen (t2 + 1). tem-se y + x y′ – 2 – 3 y′ = 0 .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 59 23. com x ≠ 0. x ≠ 3. varia com o tempo de acordo com a lei f(t) = 1500 e0. define a função y = 2 −2 . Uma partícula se desloca ao longo do eixo x de modo que. Achar a velocidade vertical v do barco no instante t = 5. x−3 ⇒ (x – 3) y′ = 2 – y Edson de Oliveira . Uma outra maneira de se obter x x2 essa derivada é pensar em y como função de x na equação x y = 2. Explicitando o valor de y′ . encontrar-se-á y′ se xy – 2x – 3y – 2 = 0. vem: x y′ – 3 y′ = 2 – y isto é. define y implicitamente como função de x em algum intervalo. Derivação implícita Uma equação f(x. 26. A que velocidade está crescendo o número de bactérias no instante t = 6? 24. y) = 0. Derivando ambos os membros em relação a x. a equação x y = 2. Por exemplo. 25. Determinar a velocidade da partícula nos instante t = 3s. em pés.

b) A função custo marginal quando x = 50. em reais. Encontre: a) A função custo marginal. Se S é constante. Edson de Oliveira . na produção de de x x c) O custo para produzir a quadragésima primeira moldura. dx 30. Esboçar os gráficos das seguintes funções: a) y = x3 – 3x2 + 3 b) y = 16x2 + 50x + 5 c) y = –x3 + 4x + 6 35. obter dr . dh 31.6 m/s. Se C(x) é a função custo de produção de x unidades o custo médio C m de produção de uma mercadoria define-se por C m = C ( x) . Rm = R( x) (receita média) e RM ( x) = x Considere a função custo total C(x) = 15 + 40 x + molduras. se R(x) representa a função receita de vendas de de x unidades de um produto definem-se R' ( x) (receita marginal). Determine a taxa na qual o comprimento do lado está variando quando a área do triângulo é 200 cm2. derrama-se um líquido sobre uma lâmina que toma a forma circular cujo raio r aumenta a uma taxa constante de 1. O volume de um cubo aumenta a uma taxa de 1200 cm3/min no instante em que suas arestas têm 20cm de comprimento. Se S é constante. A que taxa as arestas variam nesse momento? 33. x CM ( x) = C ' ( x) . A área total de da superfície de um cilindro circular reto de raio r e altura h é dada por S = 2 π r2 + 2 π rh. para x ≥ 0 . Qual será a taxa de crescimento da área ocupada pelo líquido quando r = 4m ? 32. A área de um triângulo eqüilátero decresce à razão de 4 cm2/min. A área total da superfície de um paralelepípedo retangular com base quadrada de lado y e altura x é dado por S = 2y2 + 4xy. 50 . De maneira análoga. 34. O custo marginal CM ( x) é a derivada de C(x). No decorrer de uma experiência em um laboratório. Funções marginais Em Economia e Administração a variação de uma quantidade em relação a outra pode ser descrita por um conceito médio ou marginal. Calcular y′ se: a) x2 – y2 – x = 1 29.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 60 b) 2x2 + 3x + y2 = 12 28. ou seja. calcular dy sem explicitar y.

para h = 1 tem-se CM ( x) ≅ C ( x + 1) − C ( x). 37. Dada a função receita R( x) = −2 x 2 + 990 x obtenha: a) A receita marginal quando x = 50. 39. b) O número de unidades produzidas quando o custo marginal é R$ 5.01. moldura é: 50 . então CM ( x) ≅ para h h h pequeno. em reais. O valor em reais do custo total da produção de x unidades de uma certa mercadoria é C ( x) = 40 + 3x + 9 2 x . Regra de L’Hôpital b) R( x) = −2 x 2 + 500 x Certos limites cujos valores não são evidentes podem ser obtidos usando a derivada.98 reais c) O valor em reais da produção da 41a . de x litros do líquido dada por C ( x) = 6 + 4 x . b) A receita média. Portanto. Desta forma. Daí: CM (41) ≅ C (40 + 1) − C (40) = C (41) − C (40).97 reais Observe que as respostas de (b) e (c) diferem de 0. Obtenha a receita marginal e a receita média: a) R ( x) = 8 x 40. 36. sendo CM ( x) = C ' ( x) = lim h →0 C ( x + h) − C ( x ) C ( x + h) − C ( x ) . 38. de acordo com uma regra especial denominada Regra de L’Hôpital. Determine: a) o custo marginal quando 18 litros são produzidos. Suponha que um líquido é produzido por um certo processo químico e a função custo.25. b) O número de litros produzidos quando o custo marginal é 80 centavos o litro. Este valor ínfimo ocorre visto que. x2 C (41) − C (40) = 39.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 61 Solução a) CM ( x) = C ' ( x) = 40 − b) CM (50) = 39. que é a seguinte: Edson de Oliveira . Ache: a) O custo marginal quando 72 unidades são produzidas. o custo marginal é aproximadamente igual à variação do custo ao se produzir uma unidade adicioanal a partir de x unidades.

Calcule as derivadas das seguintes funções: a) f ( x) = (3x − 5) 4 d) f ( x) = ln( x 2 − 4 x + 3) b) f ( x) = ( x 2 − 3 x + 2) 3 e) f ( x) = e 2 x 2 c) f ( x) = e x 2 −3 x +1 f) f ( x) = e 3 x + 2 x 2 Edson de Oliveira . Calcule as derivadas das seguintes funções: a) f ( x) = 7 sen x d) f ( x) = b) f ( x) = 6 x cos x e) f ( x) = sec x c) f ( x) = x − x 2 sen x f) f ( x) = cos sec x cos x 1 − sen x g) f ( x) = cot g x j) f ( x) = 5 ln x − 7 x + 2 h) f ( x) = 4 x 2 sec x − x 3 tg x k) f ( x) = x 2 ln x n) f ( x) = x 3 2 i) f ( x) = x−2 x−3 l) f ( x) = e x ln x o) f ( x) = 2 x − x 3 5 5 7 m) f ( x) = 3 − 5 x x 42.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 62 f ( x) 0 denomina-se forma indeterminada e g ( x) 0 Se lim f ( x) = lim g ( x) = 0 a expressão x → x0 x → x0 se lim x → x0 f ( x) existe então: g ( x) x → x0 lim f ( x) f ' ( x) = lim x → x0 g ' ( x ) g ( x) e2x − 1 . x →0 x →0 x 1 0 . calcule o limite lim O limite rtem a forma indeterminada da forma lim e2x − 1 2e 2 x = lim = 2. Assim: 0 Calcule os limites: a) lim 1 − cos πx x →0 x2 b) lim sen x x →0 x c) lim ex −1 x →0 x cos x 2 − 1 d) lim x →0 x2 e x − e−x e) lim x →0 ln( x + 1) x2 f) lim x → 0 1 − cos 2 x 41. x →0 x Por exemplo.

-4 kg/h 4. Dada a função f ( x) = x b) f ( x) = arccos( ) 3 c) f ( x) = arctg ( x 2 − 1) (7 x + 4) 2 obtenha: a) f ' (0) .8 14. Dada a função f ( x) = 45.12 π m3/m 3. 6400 π cm3/min 13. π cm/min b) a = – − kRT 2bk 2 16. Se y = 5 x 3 + 4 x calcule y ' . 12 7. Calcule y ' ' no ponto em que x = 0 e y = 1 dado y 4 + 3 y − 4 x 3 = 5 x + 1 . x2 +1 sen 3 x π obtenha f ' ( ) . b) f ' (1) . –2).12 π h 5.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 63 h) f ( x) = sen ( x 2 ) cos(4 x) l) f ( x) = x 2 sen ( x 3 + 2) o) f ( x) = (x 2 − 3)4 3 g) f ( x) = x 3 − 4 x 2 − 7 x + 3 k) f ( x) = x + 2 + 3 4 x + 9 n) f ( x) = ln (7 x − 5) i) f ( x) = ln x ex m) f ( x) = ln ( sen x) p) f ( x) = tg (3x) 43.7 Respostas dos exercícios propostos 1. 6. –1500 galões/min b) 15000m3/mês 273 C 15. a) f ( x) = x 3 . 47. 51. Obtenha a equação da reta tangente ao gráfico de f nos pontos de abscissas indicadas.4m/s b) x = 2 ou x = 3 c) –103 bactérias/h 12. Determine o coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de y 4 + 3 y − 4 x 3 = 5 x + 1 no ponto P(1. a) v = 0. a) x2 – 5x + 6 b) 2 . a) 25000m3/mês 10. 3. a) 54m/s b) 0. a) 103 bactérias/h 9. Calcule as derivadas das seguintes funções: a) f ( x) = arcsen(3x − 5) 44. 6 cos 2 x 46. Obtenha a derivada terceira das seguintes funções: a) f ( x) = sen 3x b) f ( x) = e x + e − x c) a) f ( x) = sen 2 x + cos 2 x 48. 102 bactérias/h 11. y ' ' e y ' ' ' . + (V − ka) 2 V3 Edson de Oliveira 4 m/s2 125 . –0. a) 0. 8. Dada a função f ( x) = ln 3 5 x + 2 obtenha f ' (2) .55 m/ano 17. x = −1 b) f ( x) = e x . x = 1 3 49. a) V = 300 + 7t b) 7 l/min b) 24m/s 6. 44m/s 2. 50.

c) – 8 cos 2x + 8 sen 2x 50. a) 8. 48. a) 7 cos x d) b) 6 cos x – 6 x sen x e) sec x tg x π2 2 1 2 c) 1 – 2x sen x – x2 cos x f) –cossec x cotg x i) g)–cossec2x j) − 3 5 3 1 1 − sen x h) 8 sec x – 4 x2 sec x tg x – 3 x2 tg x – x3sec x l) ex ln x + −1 ( x − 3) 2 o) 1 x 5 −7 x k) x (2 ln x – 1) 42. a) 56 33 2 45. a) 39.5 s 20. 12. a) 790 40. 6 u. a) – 27 cos 3x 36 b) c) 2x x − 2x 2 + 2 4 b) ex – e-x 49. 76 bactérias/h 26.y≠0 2y b) − 4x − 3 . –aC e-at 25.i. a) y = 3x + 2 b) y = 3 e x + e – 3 − 17 29 (4 y 3 + 3) 2 (24 x) − 12 y 2 (12 x 2 + 5) 2 . –0.m.021k u.y≠0 2y −y x+ y y ≠ −x dr −r = dh 2r + h 31./h 3 22. –0. 4 3 − 9 x 2 + 30 x − 24 9 − x2 5 46.25 litros 38. 47. 2 π pés/min 2x −1 . a) 12 (3x − 5) 3 f) 3 e 3 x + 2 x 1 − x ln x ex x m) − 15 35 + 6 x4 x c) 2 x e x 2 n) 2 3 x x b) 3 (2 x − 3)( x 2 − 3x + 2) g) 3 e 3 x + 2 x k) o) 2 d) 2 2 ( x − 2) e) (4 x − 3) e 2 x −3 x +1 2 x − 4x + 3 +1 x ln 2 i) 2 x cos( x 2 ) cos (4 x) − 4 sen ( x 2 ) sen (4 x) 1 2 x+2 3 + 4 3 3 (4 x + 9) 2 l) 2 x senx ( x 3 + 2) + 3 x 4 cos( x 3 + 2) 43.75 b) 890 b) 1 c) 1 d) 0 e) 2 f) b) 8 32.8 π m2/s 36. 1 cm/min 37. y ' ' (0.023 mg/ano23. a) R$ 3. y ' = 15 x 2 + y ' ' = 30 x − 2 x3 . 15 diosófilas/dia 30. 1) = y ' ' ' = 30 x + − 300 343 3 2 x5 51.03 m/s 29. 28. a) R$ 0. 0. a) 24. –5. –2x + 500 41.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 64 19./m 21.m.47 33. Edson de Oliveira . a) – 18. 8 b) -4x + 500. (4 y 3 + 3) 3 2 x ./h 5 b) – 2 u. a) 3 2 x e x ln x 7 m) cotg x n) 7x − 5 −1 j) 44 x 2 − 3 p) 3 sec2(3x) b) 44. –0.2149 cm/min b) 6.

busca-se maximizar seu potencial de ação e. ao mesmo tempo. as autoridades tratam de otimizar uma estratégia para detê-la o mais rapidamente possível. isto é. Utiliza-se a derivada primeira e segunda para analisar funções e seus gráficos. nesses pontos. Quando uma epidemia está em curso. ao se aplicar uma droga a um paciente. ou seja. técnicas para modelagem e resolução de problemas de otimização. Incluem-se também. Dada uma função y = f(x) derivável em um intervalo J = ]a. portanto. portanto. • Se y = f(x) admite derivada negativa em todos os pontos de J então. f ′ (x) < 0 e. a função é decrescente. nesses pontos. 4. Figura 26.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 65 Capítulo 4 Aplicações das Derivadas Neste capítulo desenvolvem-se diversas aplicações cujas ferramentas básicas são as derivadas.1 Crescimento e decrescimento Verifica-se a seguir como o crescimento e o decrescimento de funções se vincula com o conceito de derivadas. f ′ (x) > 0 e. a declividade é positiva. O sinal da derivada primeira de uma função informa como a curva sobe ou desce Edson de Oliveira . a declividade é negativa. b[ tem-se: • Se y = f(x) admite derivada positiva em todos os pontos de J então. Por exemplo. minimizar possíveis efeitos colaterais. isto é. problemas nos quais intervém a procura de máximos ou de mínimos. a função é crescente.

no domínio de p(t). A curva representativa de y = x2 decresce em ] – ∞ . então: • f é crescente no intervalo ]0.0[. para t ≥ 2: y′ > 0 se 0 ≤ t < 4 e y′ < 0 se t > 4 Assim. Figura 27. conclui-se que.2 Encontrando extremos relativos Além de ser útil na determinação dos intervalos onde uma função é crescente ou decrescente. e f ′ (x) = 2x < 0. 4.0[ e cresce em ]0. + ∞ [ • é decrescente no intervalo ] – ∞ . p(t) em reais). se x < 0. Determine os intervalos onde o preço da ação está aumentando e onde está diminuindo. Solução A derivada de f(x) = x2 é f ′ (x) = 2x. Solução Tem-se: y′ = 160(4 + t )(4 − t ) 160(4 − t ) 160(4 + t ) 2 − (160t ). isto é. Desde que f ′ (x) = 2x > 0. o preço cresce no intervalo [0.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 66 Exemplos 1) Determinar os intervalos onde f(x) = x2 é crescente e onde é decrescente.2(4 + t ) = = 4 4 (4 + t ) (4 + t ) (4 + t ) 3 Daí. em função do tempo t decorrido após a sua compra por um investidor é dado por: y = p(t) = 160t + 1. + ∞ [ 2) O preço de uma certa ação na Bolsa de Valores. a primeira derivada também é útil na localização de certos pontos do gráfico onde a função atinge valores mais altos ou mais baixos que os correspondentes de pontos Edson de Oliveira . se x > 0 . + ∞ [. 4[ e decresce no intervalo ]4. (4 + t ) 2 t≥0 (t em anos.

considere uma função y = f(x) derivável em um intervalo ]a. • No caso (ii). Figura 28. A figura abaixo mostra alguns pontos com essas propriedades. f(x) atinge um valor máximo em x1 e. Figura 29. f(x) atinge um valor mínimo em x2 e. • No caso (iii). Como primeiro passo na procura de extremos relativos de uma função. b[ que contém o ponto x = c. são chamados pontos de máximos relativos e os pontos onde a função atinge valores mais baixos denominam-se pontos de mínimos relativos. Os pontos onde localmente a função atinge valores mais altos.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 67 localizados em sua proximidade. assim. Retas tangentes mostrando o sinal da derivada nas proximidades de um ponto de mínimo relativo Edson de Oliveira . x2 é um ponto de mínimo relativo. no qual f tem um mínimo relativo. assim. x1 é um ponto de máximo relativo. a tangente atravessa o gráfico e o ponto x3 não é nem ponto de máximo nem de mínimo relativo. Existência de extremos relativos (i) e (ii) e ausência de extremos relativos (iii) • No caso (i).

se f tem um ponto de máximo em x = c. conseqüentemente. De modo semelhante. se x é um ponto que satisfaz a condição f ′ (c) = 0. porém. o ponto x2 não dá origem a extremo relativo. assim. a reta tangente deve ser horizontal e. não necessariamente f tem um extremo relativo nesse ponto. f não tem extremo relativo em x = 0. x3 e x4. x2. Edson de Oliveira . Em todo ponto x = c em que f tem um extremo relativo.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 68 Observe que a inclinação da reta tangente ao gráfico de f deve mudar de negativa para positiva quando é passada do lado esquerdo para o lado direito de x = c e. isto é: Um ponto crítico de uma função é qualquer x ∈D(f) tal que f ′ (x) = 0 ou f ′ (x) não existe. Observe que f ′ (x1) = f ′ (x2) = f ′ (x3) = 0 e f ′ (x4) não existe. A Figura 31 apresenta o gráfico de uma função que possui pontos críticos em x = x1. Observe que. deve-se ter f ′ (c) = 0. Figura 30. f ′ (c) = 0. a função possui um mínimo relativo nesse ponto. então f ′ (c) = 0. Além disso f tem um máximo relativo em x1 e x4 e um mínimo relativo em x3 . A função y = x3 é derivável quando x = 0 mas não possui um extremo nesse ponto Considere a função y = f(x) = |x|. No entanto. Referiu-se a um ponto x ∈ D(f) que possa ser um extremo relativo como um ponto crítico. a função y = x3 tem derivada y′ = 3x2 e f ′ (0) = 0. Esta análise fornece uma característica importante dos extremos relativos de uma função derivável. no ponto x = c. Por exemplo. Ela não é derivável no ponto x = 0.

0 ≤ t ≤ 10 t expresso em dias e y = f(t) mede o volume de microorganismos no instante t. Observe que o gráfico da curva se situa sempre abaixo de suas retas tangentes. O gráfico da função f(t) = 100 + 90t – 9t2 é côncavo para baixo Analisando as taxas de variação de f(t) para t nas proximidades de t = 5.3 Concavidade O crescimento da bactéria E. Daí f ′ (t) = 0 se t = 5. quando t aumenta. quando t aumenta. O gráfico de f(t) está esboçado a seguir. a taxa de variação do número de microorganismos diminui. desde que a inclinação da reta tangente ao gráfico mede a taxa de variação neste ponto conclui-se que: • À esquerda de t = 5. Edson de Oliveira . Algumas possibilidades para pontos críticos de uma função contínua 4. a taxa de variação do número de microorganismos aumenta. Neste caso. Coli em uma cultura pode ser representado pela equação: y = f(t) = 100 + 90t – 9t2. Tem-se f ′ (t) = 90 – 18t.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 69 Figura 31. diz-se que ela é côncava para baixo. Figura 32. • À direita de t = 5.

b[. Se uma função f tem derivada segunda pode-se utilizá-la para determinar os intervalos de concavidade da função. então f é côncava para baixo em ]a. b[. então as inclinações das retas tangentes ao gráfico de f são crescentes em ]a. Analogamente. b[. se f ′′ (x) > 0 em um intervalo ]a. então f é côncava para baixo em ]a. • f é côncava para baixo em ]a.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 70 No caso em que a curva se situa sempre acima de suas retas tangentes. b[ se f ′ é decrescente em ]a. pode-se caracterizar a concavidade de uma curva do seguinte modo. Edson de Oliveira . b[ e daí f é côncava para cima em ]a. Neste caso. b[. Isso pode ser resumido no seguinte: • se f ′′ (x) > 0 para todo x ∈ ]a. • se f ′′ (x) < 0 para todo x ∈ ]a. Seja f derivável no intervalo ]a. Então: • f é côncava para cima em ]a. b[. se f ′ (x) < 0 em ]a. f(x)). Ponto de inflexão Assim : Em um ponto de inflexão. 4. b[ se f ′ é crescente em ]a. b[. b[. Logo. b[. Dessa maneira. b[. b[. diz-se que ela é côncava para cima. tem-se f ′′ (x) = 0 e f ′′ muda de sinal. como na Figura 33. c[ para crescente em um intervalo adjacente ]c. b[. Lembre que f ′′ (x) mede a taxa de variação da inclinação f ′ (x) da reta tangente ao gráfico de f no ponto (x . por exemplo. então f é côncava para cima em ]a. Pode ocorrer que o valor da derivada f ′′ (x) passe.4 – Teste da derivada segunda Será visto a seguir como a derivada segunda f ′′ de uma função f pode ser usada para determinar se um ponto crítico é um extremo de f. de decrescente em um intervalo ]a. Figura 33. diz-se que em x = c a função f possui um ponto de inflexão. b[.

A concavidade do gráfico informa sobre máximos e mínimos relativos A função f. tem-se um máximo. ou seja. é dado por: N(t) = – t3 + 5t2 + 13 t. tem-se N ′′ (t) = – 6t + 10. o pico da 3 eficiência ocorre 4h 20min após o início de seu horário de trabalho. tem um máximo relativo em x = x1. Edson de Oliveira . cujo gráfico está esboçado na Figura 34. Isso nos leva a enunciar o seguinte resultado. 0≤t ≤ 5 A que horas durante o turno da manhã o desempenho do trabalhador médio está no pico de sua eficiência ? Solução Calculando N ′ (t) e igualando a zero: N ′ (t) = –3t2 + 10t + 13 = 0 ⇒ t= 13 3 ( ponto crítico) Calculando N ′′ (t). Exemplo Um estudo de eficiência conduzido por uma indústria fabricante de aferidores de pressão mostrou que o número de unidades montadas por um trabalhador médio. t horas após começar o seu serviço às 7 horas da manhã. Como N ′′ ( 13 ) = –16 < 0 no ponto crítico. Logo. Observe que o gráfico de f é côncavo para baixo nas proximidades deste ponto.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 71 Figura 34. uma função é côncava para baixo num ponto x = c se f ′′ (c) < 0 e é côncava para cima se f ′′ (c) > 0. conhecido como o teste da derivada segunda. Teste da derivada segunda Uma função y = f(x) atinge um valor máximo em x = c se f ′′ (c) < 0 e atinge um valor mínimo em x = c se f ′′ (c) > 0. às 11h 20min. A função f tem um mínimo relativo em x = x2 e a sua concavidade nas proximidades deste ponto é para cima. Conforme se viu anteriormente.

1) Se existir a derivada primeira f ′ (x). se f ′ (x) = 0 e f ′′ (x) > 0. Gráfico da derivada f ′ (x) = 3x2 – 12 da função y = x3 – 12x – 20 Edson de Oliveira . Pelo teste da derivada segunda. tem-se um ponto de inflexão. Embora hoje em dia a maioria dos gráficos sejam traçados com o auxílio do computador. tem-se que f(x) é estritamente decrescente. se f ′ (x) = 0 e f ′′ (x) < 0. Solução Calcula-se f ′ (x) e iguala-se a zero: f ′ (x) = 3x2 – 12 = 0 ⇒ x = 2 ou x = – 2 ( pontos críticos) Esboçando o gráfico de f ′ (x) = 3x2 – 12 tem-se: Figura 35. o esboço de gráficos é muito útil como forma de solidificar o entendimento dos conceitos básicos do presente capítulo. Nos intervalos em que f ′ (x) > 0. onde f ′′ (x) < 0. tem-se que f(x) é estritamente crescente. Nos intervalos em que f ′′ (x) > 0. a concavidade do gráfico de y = f(x) está voltada para cima. f(x)) é um ponto de máximo relativo. se a função y = f ′′ (x) mudar de sinal. então (x. onde f ′ (x) < 0. Nos pontos de abscissas x em que f ′′ (x) = 0. Para o traçado do gráfico de uma função y = f(x) pode-se adotar os seguintes procedimentos. Exemplo Esboçar o gráfico de y = f(x) = x3 – 12x – 20. identifica-se os pontos em que f ′′ (x) = 0. f(x)) é um ponto de mínimo relativo. então (x.5 Esboço do gráfico de uma função Os conhecimentos anteriores acerca de pontos críticos (extremos e pontos de inflexão) são ferramentas muito úteis para o traçado de gráficos. 2) Se existir a derivada segunda f ′′ (x). identificar os pontos x tais que f ′ (x) = 0. a concavidade do gráfico de y = f(x) está voltada para baixo.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 72 4. 3) Calcula-se f(x) nos pontos críticos e nos pontos de inflexão.

∞ [ a função é crescente. Edson de Oliveira . Logo. ao tender x para x0 . ou decresça indefinidamente. tem-se que x = 0 é um ponto de inflexão. f ′ (x) < 0 se -2 < x < 2. Nos pontos críticos.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 73 Portanto: • • f ′ (x) > 0 se x < –2 ou x > 2. Gráfico da função y = f(x) = x3 – 12x – 20 4. Calculando f(x) : i) ii) nos pontos críticos: f(2) = –36 e f(–2) = –4 no ponto de inflexão. que serão tratados no capítulo 5. Calcula-se f ′′ (x): f ′′ (x) = 0 ⇒ 6x = 0 ⇒ x = 0 Tem-se que f ′′ (x) < 0 se x < 0 e f ′′ (x) > 0 se x > 0. f ′′ (–2) = –12 < 0. Logo. Logo. então x = –2 corresponde a um ponto de máximo relativo.1 Observação Muitas vezes pode ocorrer que.5. o valor f ( x) de uma função aumente indefinidamente. no intervalo ] –2. Como f ′′ muda de sinal no ponto x = 0. então x = 2 corresponde a um ponto de mínimo relativo. no intervalo ] – ∞ . f(0) = –20 Um esboço do gráfico de f(x) está a seguir. É o caso da função f ( x) = 1 nas x proximidades de x = 0 .2[ a função é decrescente. Esses casos conduzem a limites que envolvam infinito.–2[ ou ]2. tem-se: f ′′ (2) = 12 > 0. Figura 36. o gráfico de f tem a concavidade voltada para baixo se x < 0 e tem a concavidade voltada para cima se x > 0.

o custo total da sala será dado por: C = 200(3x + 6y) + 1800x = 2400x + 1200y Como a área interna vale x . Calculando a derivada segunda da função C(x). x = 1800x. 144000 .6 Problemas de otimização São muito usuais problemas práticos modelados por meio de alguma função y = f(x). seu custo será 600. 200 = 600 reais o custo do m2 da divisória de vidro. para os quais se deve determinar em que condições a variável x assume o valor máximo ou o valor mínimo. 3. os valores para os quais C ′ = 0. y o comprimento de cada parede lateral em metros. A sala deverá ser retangular. pois x > 0 ( x é medida de lado). com três paredes revestidas com azulejos brancos e a última consistindo em uma divisória de vidro. 1) Custo mínimo de uma construção Deseja-se construir na Universidade uma sala destinada a exames e testes. portanto. Solução Seja x o comprimento da divisória de vidro (e da parede oposta). A área da superfície azulejada é 3x + 6y e. Obter as dimensões da sala de modo a minimizar o custo da construção. vem que C ′′ = segue que C ′′ ( 30 ) > 0. O custo do metro quadrado da divisória é 3 vezes o custo da parede azulejada e o custo desta é 200 reais o metro quadrado. ou seja. o seu custo é 200 (3x + 6y). Por outro lado. tem-se que y = 60 72000 = 2400x + x x 60 de onde segue que: x C = 2400x + 1200 Determina-se os pontos críticos. y = 60. Observe alguns exemplos.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 74 4. sendo 3 . Então: C′ = 0 ⇒ 2400 – 72000 =0 x2 ⇒ x2 = 72000 2400 ⇒ x = 30 A raiz negativa deve ser descartada. de onde x3 Edson de Oliveira . com pé direito 3 m e uma área interna igual a 60 m2. Assim.

APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 75 30 Assim.(−10) + 450t = 650t − 1300 ⇒ t=2 ⇒ t = 2 é ponto de mínimo. Solução Depois de t horas. e uma caixa sem tampa é construída virando os lados para cima (Figura 33). Um navio A está a 65 km a leste do navio B e está viajando para o sul a 15 km/h. quando t = 2 tem-se: u ' ' = 650 > 0 d 2 = 2925 ⇒ d = 15 13 km Por conseguinte. x = implica y = 6 30 . 30 trata-se de um ponto de mínimo relativo. Desenho para a minimização de distâncias Assim. as dimensões da sala que minimizam o custo são 2) Minimização de distâncias 30 m e 6 30 m. Agora. do Teorema de Pitágoras decorre: d 2 = (65 − 10t ) 2 + (15t ) 2 Seja u = d 2 . então: u = (65 − 10t ) 2 + 225t 2 u' = 0 ⇒ u ' = 2(65 − 10t ). 3) Caixa de volume máximo Quadrados são cortados de uma placa de papelão retangular medindo 16 cm de largura por 30 cm de comprimento. Se os navios continuam seus cursos respectivos determinar a menor distância entre eles e quando isto irá ocorrer. x = Portanto. Edson de Oliveira . enquanto o navio B está indo para o leste a uma velocidade de 10 km/h. Determinar o comprimento x dos lados dos quadrados que devem ser cortados para a produção de uma caixa de volume máximo. A percorre 15t km e B percorre 10t km. os navios estarão mais próximos um do outro 2 horas após e a uma distância de 15 13 km. Logo. Figura 32.

Por conseguinte o volume máximo é 3 10 cm.93 cm3. Que dimensões exigirão menos material? Solução Seja h a altura da lata cilíndrica e r o raio da base circular. Então: 8 = π r2 h ou h= 8 π r2 A área da superfície lateral é 2 π r h e a área da base é π r 2 . a largura é 16 – 2x centímetros e o comprimento 30 – 2x centímetros. Portanto. obtido cortando-se quadrados cujos lados medem x = 4) Projetando uma lata de estanho Solicitou-se para projetar uma lata de estanho com a forma de cilindro reto (sem tampa) com 8 cm3 de volume. De acordo com a Figura 33 vê-se que a altura da caixa é de x centímetros. x = aproximadamente 725. 3 maior de seus valores quando x = 0. Figura 33 – Caixa sem tampa recortando-se os cantos Desta maneira: V = x (16 − 2 x) (30 − 2 x) = 4 x 3 − 92 x 2 + 480 x . desde que a função V possui somente um 3 10 no intervalo ]0. Daí: 0≤ x≤4 V ' = 12 x 2 − 184 x + 480 As soluções de V ' = 0 são x = ponto crítico x = 10 e x = 12.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 76 Solução Denota-se o volume da caixa sem tampa por V. 4[. a área total da lata S solicitada é dada por: Edson de Oliveira . o máximo absoluto desejado para o volume V é o 3 10 ou x = 4.

as derivadas de R( x) e C ( x) são iguais. ⎟ r ⎠ ⎛ 8 S = 2π r h + π r 2 = 2 π r⎜ 2 ⎜π r ⎝ r>0 Daí: S'= − 16 + 2 π r para r > 0 r2 8 A solução de S ' = 0 é r = 3 que: S''= 32 + 2π r3 8 π .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 77 ⎞ 16 ⎟+ π r2 = +π r2. ache a quantidade que maximiza o lucro se a receita total e o custo total são dados por R( x) = 5 x − 0. tem-se S ' ' = 6π > 0 então S atinge um mínimo absoluto quando r = 3 8 π cm 8 2 = 3 cm. r = 3 8 π é o único ponto crítico para S. Para achar os pontos críticos de L calcula-se as raízes da derivada: L' ( x) = R ' ( x) − C ' ( x) = 0 Assim: R' ( x) = C ' ( x) ou seja. Qual nível de produção dá o lucro mínimo? Solução A receita marginal é igual ao custo marginal se: Edson de Oliveira . logo. Visto e. O lucro L(x) é a diferença: L( x) = R ( x) − C ( x) onde R(x) é a receita total pela venda de uma quantidade x de bens e C (x) é o custo total para a produzir a quantidade x. 2 πr π 5) Maximizando o lucro Uma questão fundamental para um produtor é a maximização do lucro.1 x em que x é a quantidade e 0 ≤ x ≤ 1000 unidades. Portanto: O máximo(ou mínimo) lucro ocorre quando o custo marginal é igual à receita marginal. para r = 3 e h= π .003 x 2 e C ( x) = 300 + 1. Como exemplo.

que é muito eficiente na dissolução de sais devido ao fato de suas moléculas combinarem-se com íons. dando origem a íons hidratados.003 x 2 + 3.006 x = 1.50 reais. Visto que x3 S′ = 0 Calculando a derivada segunda da função S encontra-se S ′′ = S ′′ (10-7) = 2 . A presença de íons de hidrogênio em uma solução aquosa ( H+ e OH. 107 > 0 conclui-se que a soma é mínima para x = 10-7. neste caso. o único custo é 300 reais (custo fixo) e não há receita visto que R(0) = 0. Como x y = 10-14.1 ⇒ x = Desde que: L( x) = R( x) − C ( x) = −0. 10 −14 . se obtém o lucro máximo quando CM = RM o que ocorre na produção de 650 unidades e o lucro mínimo (um prejuízo) ocorre quando x = 0 e. Portanto. Analisa-se em seguida os extremos x = 0 e x = 1000 : x = 0 ⇒ L(0) = −300 x = 1000 ⇒ L(1000) = 600 Portanto. [OH-] = y e S = x + y.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 78 3. Edson de Oliveira . Igualando essa derivada a zero. [H+] + [OH-] é mínima quando a concentração [H+] = 10-7. [OH-] = 10-14 Para que concentração de [H+].9 = 650 0. 2) Concentração aquosa no corpo humano O maior constituinte do corpo humano é a água. segue: x x2 ⇒ 10 −14 =1 x2 ⇒ x2 = 10-14 ⇒ x = 10-7 2 . Assim: x S= x + 10 −14 10 −14 e daí S ′ = 1 – .006 R ' ( x) = C ' ( x) ⇒ 5 − 0. tem-se: [H+] . a uma temperatura constante de 250. então tem-se y = 10 −14 .9 x − 300 Vem que L(650) = 967. a soma [H+] + [OH-] é minima? Solução Seja [H+] = x .) é tal que.

3. Esboçar os gráficos das seguintes funções: a) y = x3 – 3x2 + 3 b) y = 16x2 + 50x + 5 c) y = –x3 + 4x + 6 1 3 5 2 x – x + 6x + 8. em segundos. que varia com o tempo. Um corpo em queda livre. a partir do repouso. Determinar a sua velocidade no instante t = 4. Uma caixa de água recebe água à razão de 12 l/min e. b) Determinar a taxa de variação de V em relação a h. M em quilogramas e t em horas.7 Exercícios propostos 1. calcular a taxa de variação média de f(x) entre x1 = 1 e x2 = 3. A massa M do oxigênio contido em um tanque varia com o tempo t conforme a expressão M = 30 – 4t. em horas. conforme a fórmula D = 6t2. a população de bactérias continuou a crescer. onde s é dado em quilômetros e t em horas. 3 2 8. a) Qual é o volume de água na caixa t minutos após esse instante? b) Em quantos litros por minuto está aumentando o volume da caixa? 4. Um móvel se desloca obedecendo a função horária s = 4t2 + 12t + 25. Dada a função y = 3x2 . 7.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 79 4. O tamanho da população no instante t.6m depende da altura h. percorre em metros a distância D. 5. o volume de água contido na caixa é 300 l. mas em seguida. Dada a função f(x) = a) Calcular f ′ (x) b) Determinar o valor de x para que se tenha f ′ (x) = 0. Num dado instante. 9. ao mesmo tempo há um escoamento de água à razão constante de 5 l/min. a) Qual é a taxa de variação média de D entre os instantes t1 = 2 e t2 = 7? b) Qual é a taxa de variação de D em relação a t no instante t = 2? 6. era dado por P = 105 + 103t – 102t2. começou a decrescer. Determinar a taxa de decrescimento da população nos instantes: a) t = 0 b) t = 4 c) t = 10 Edson de Oliveira . Qual é a taxa de variação da massa em relação ao tempo? 2. a) Determinar V em função de h. O volume de um cone circular reto de raio da base 0. Ao adicionar um bactericida a um meio nutritivo em que havia bactérias crescendo.

é expresso através da fórmula V=C(1+ 1 T). determinar a taxa de variação de P em relação a V para um volume V = 15.0125cm/min. V medido em m3 e t em meses. seu raio aumenta a uma taxa de 0. de forma circular. O número de galões de água em um tanque. dV onde k.18 L. Qual é a taxa de variação do volume em relação ao raio quando r = 40cm? 11. Um determinado tipo de peixe tem seu peso W relacionado com o seu comprimento através da fórmula W = 10. Quando um prato de metal. A taxa de crescimento do comprimento é dL = 0. C = 180 e o volume V está aumentando. A lei de Boyle diz que. A que taxa a água escoará ao final de 15 minutos? 12. onde C é uma constante. a pressão e o volume estarão relacionados pela fórmula: P= kRT bk 2 − 2 V − ka V dP . t minutos após o início de seu esvaziamento. O volume V = 4 3 π r de um balão de forma esférica varia de acordo com o seu raio. A lei de Charles para os gases afirma que. 13. C constante. A taxa de variação do volume em relação a t é chamada taxa de fluxo para o reservatório. 16. a.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 80 10. em que W é medido em quilogramas e L em metros. Estimar a taxa de crescimento do peso de um peixe de 20 kg. a pressão P e o volume V de um gás confinado varia segundo a fórmula P = C . a uma pressão constante. em graus Celsius.375 L3. O volume V de água em um reservatório durante o degelo da primavera é dado pela fórmula V = 5000( 1 + t)2. onde 0 ≤ t ≤ 3. é aquecido em um forno. 3 medido em centímetros. para um V determinado gás. a) Obter a taxa de fluxo no instante t = 1. Se um gás for mantido em um cilindro a uma temperatura constante T.36 – 0. b) Qual é a taxa de fluxo quando o volume é 11250m ? 15. onde o tempo é medido dt em anos. b e R são constantes. Determinar a taxa de variação de T em relação a V. Obter Edson de Oliveira . Se. 273 14. o volume V ocupado por um gás a uma temperatura T. A que taxa a área do prato aumenta quando o seu raio é de 40cm? 17.5. é dado por q(t) = 30( 40 – t )2. a uma temperatura constante.

onde t denota o número de dias transcorridos desde o começo do 1 + 39e −0. Um barco ancorado no mar está indo para cima e para baixo. Um objeto move-se ao longo de uma reta segundo a equação s = 4t 2 + 3 . A que taxa de intensidade está variando em relação à profundidade a 3 metros? 20. C e a são constantes positivas e t o tempo.4x .0004t. Partindo de uma quantidade inicial de 60mg. Determinar a velocidade e a aceleração da partícula no instante t = 6 segundos. 2]. b) Qual é a taxa de variação no instante t = 3 ? 22. em pés. por y = 15 + sen(2 π t). A posição de uma partícula que se desloca ao longo de uma reta é dada por s = com s em metros e t em segundos. t +3 em que t é medido em horas. 18. 19. Achar a velocidade vertical v do barco no instante t = 5 min. A distância vertical y. então sua intensidade I(x) à profundidade de x metros é I(x) = k e-1. em que t é medido em horas. a) Determinar a taxa de variação média no intervalo [1. 23. Quando um corpo é envolvido por um líquido gelado de temperatura constante K. A que taxa estará decrescendo o radio daqui a 100 anos? 24. Para que valores de t sua velocidade é 1m/s? 21. a temperatura T do corpo decresce segundo a lei T = K + C e-at. O crescimento do número de bactérias numa certa cultura obedece a fórmula f(t) = 1500 e0. Determinar a velocidade da partícula nos instante t = 3s.04t. a quantidade de radio existente após t anos é dada por q = 60 e-0. s medido em metros e t em segundos. onde t é medido em minutos. entre o fundo do mar e o barco é dada pela função do tempo t.16t experimento. Se um raio de luz de intensidade k é projetado verticalmente para baixo na água. 26. A que velocidade está crescendo o número de bactérias no instante t = 6? 25. Uma proteína de massa m se decompõe em aminoácidos segundo a função m(t) = 24 . t ≥ 0. no instante t ≥ 0. Uma partícula se desloca ao longo do eixo x de modo que. a sua posição é dada por s = sen (t2 + 1). onde K. Obter a taxa de crescimento de T. 27.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 81 1 + 4t . Um biólogo constatou que o crescimento da população de drosófilas com um suprimento limitado de alimentos poderia ser aproximado pelo modelo exponencial N(t) = 400 . Qual é a velocidade da variação dessa população no vigésimo dia? Edson de Oliveira .

vem: y + x y′ – 2 – 3 y′ = 0 isto é. a equação x y = 2. x ≠ 3. x2 Como um outro exemplo. explicitando y′ . dx 31. x Daí. dh 32. Se S é constante. y) = 0. encontrar-se-á y ′ se xy – 2x – 3y – 2 = 0. Assim: xy=2 ⇒ x′ y + x y ′ = 2′ ⇒ y + x y′ = 0 ⇒ x y′ = –y ⇒ y′ = −y x 2 Para conferir esse resultado como obtido pela derivação direta. Qual será a taxa de crescimento da área ocupada pelo líquido quando r = 4m ? 33. com x ≠ 0. obter dr . derivar ambos os lados da equação com relação a x e resolver a relação obtida. A que taxa as arestas variam nesse momento? Edson de Oliveira . tem-se y + x y′ – 2 – 3 y ′ = 0 . Calcular y′ se: 30. Explicitando o valor de y′ . Derivando ambos os membros em relação a x. Derivação implícita Uma equação f(x. y’ = 2− y . A área total da superfície de um paralelepípedo retangular com base quadrada de lado y e altura x é dado por S = 2y2 + 4xy. derrama-se um líquido sobre uma lâmina que toma a forma circular cujo raio r aumenta a uma taxa constante de 1. y′ = −2 . Se S é constante. Por exemplo. define a função y = 2 −2 . A derivada dessa função é y′ = .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 82 28. A área total de da superfície de um cilindro circular reto de raio r e altura h é dada por S = 2 π r2 + 2 π rh. em geral. calcular dy sem explicitar y. define y implicitamente como função de x em algum intervalo. x−3 a) x2 – y2 – x = 1 b) 2x2 + 3x + y2 = 12 ⇒ x y′ – 3 y′ = 2 – y ⇒ (x – 3) y′ = 2 – y 29. Uma outra maneira de se obter x x2 essa derivada é pensar em y como função de x na equação x y = 2. O volume de um cubo aumenta a uma taxa de 1200 cm3/min no instante em que suas arestas têm 20cm de comprimento. lembre que y = . No decorrer de uma experiência em um laboratório.6 m/s.

escrever uma equação para o lucro mensal L(x). é dado pela lei R( x) = 25 x + .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 83 34. escreva uma equação para o lucro semanal L(x). O custo total C da produção de certa encomenda é dado por C ( x) = 90000 − 2400 x + 4 x 2 onde x é o número de unidades produzidas. é dado por R ( x) = 25 x + 250 a) Considerando que o número x de camisas vendidas numa semana é igual ao número de camisas fabricadas. a) Sendo a receita R ( x) = x p( x) que valor de x maximiza a receita? b) Que preço deve ser cobrado para maximizar a receita? c) Qual a receita máxima? 36. a) Considerando que o número de unidades vendidas numa semana seja o mesmo número de unidades fabricadas. b) Obter o lucro maximal semanal. a) Encontre o custo marginal quando são produzidas 400 unidades. em reais. Dentre todos os retângulos de mesma hipotenusa h = 10 obter o de área máxima. 40. A equação de demanda de um certo produto é p( x) = −0. Um pedaço de arame de comprimento 40 cm é dobrado no formato de um retângulo.05 x + 400 . camisas é dado pela equação C ( x) = 100 + 3x + 30 x2 em que x é o número de camisas vendidas. 38. em reais. Obtenha a quantidade com que o produtor deve trabalhar para que tenha lucro máximo sabendo que o custo é dado por C ( x) = 5 + 2 x + 0. b) Determinar quando o custo total é mínimo. Numa semana o rendimento total R(x). 35. para fabricar x unidades de um x2 . em reais. Numa semana o determinado produto é dado pela equação C ( x) = 100 + 3x + 30 x2 rendimento total R( x) . 39.01x 2 . para fabricar x x2 . Uma firma que fabrica camisa estima que o custo total C(x).02 x onde p é o preço da entrada e x o número de pessoas que freqüentam esse parque. Quais as dimensões do retângulo de área máxima? Edson de Oliveira . em reais. 37. em que x é o número 250 de unidades vendidas. b) Obtenha o lucro máximo semanal. Uma firma estima que o custo total C(x). A demanda ( relação entre o preço e a quantidade produzida) por entradas num parque de diversões é dada por p( x) = 70 − 0.

a) 25000m3/mês 17) 11) –1500 galões/min b) 15000m3/mês 18) a) v = 0. quadrado de lado 10 cm 43. a altura do lado deve ser igual ao diâmetro da base./h 5 b) – 2 u.12 π m3/m 3) a) V = 300 + 7t b) 7 l/min 6) a) x2 – 5x + 6 b) 2 ./m 23) –0.5m por 5m .12 π h 5) a) 54m/s b) 24m/s b) 0.023 mg/ano − kRT 2bk 2 + V3 (V − ka) 2 21) a) – 4 m/s2 125 20) 0. 102 bactérias/h 12) –0.00 o metro quadrado. o quarto sendo um muro já existente. Um reservatório de água com a forma de um prisma reto de base quadrangular tem volume 10m3. Um fazendeiro tem 10m de grade para cercar três lados de um galinheiro de forma retangular.8 Respostas dos exercícios propostos 1) -4 kg/h 4) 12 8) 44m/s 2) a) V = 0.Obter as dimensões para que a área ds galinhas seja a maior possível./h 3 −y x+ y 22) –aC e-at 24) 76 bactérias/h 29) a) 25) 2 π pés/min b) 26) –5.70 35. b) 35 reais c) 61 250 reais 37. Luiz tem 1000 metros de grade com os quais deseja construir um cercado retangular para seu cachorrro. a) 800 b) quando se produz 30 unidades 40. Uma lata de forma cilíndrica circular reto deve ser construída para conter um volume fixo de um certo líquido. Catetos iguais a 5 2 m e área 25m2 42. a) L( x) = 22 x − 22 2 x − 100 750 b) R$ 4025. a) x = 1750. na produção de 375 unidades por semana 39. 2.8 π m2/s b) 375 33. Que dimensões do reservatório minimizarão o custo? 44. quadrado de lado 250 m 38. base e alturas iguais a 3 10 m Edson de Oliveira 41.55 m/ano b) a = – b) x = 2 ou x = 3 9) a) 103 bactérias/h c) –103 bactérias/h 13) 10) 6400 π cm3/cm 14.5 s 6 u. a) L( x) = (– 25 x + 11 2 x2 x2 ) – ( 100 + 3x + ) =− x + 22 x − 100 375 250 30 36.4m/s 273 C 16) π cm/min 19) –0.m. R$ 3 316. 4. 1 m/s 34. O custo do material usado na construção é R$ 100. 42.021k u.03 m/s 30) 31) 27) 15 diosófilas/dia 2x −1 .8 15) 6. y≠0 2y dr −r = dh 2r + h 32) 12. Mostre que para minimizar a quantidade de material usado.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 84 41. Quais as dimensões do cercado retangular de área máxima? 43.i.m.y≠0 2y − 4x − 3 .00.

pela direita. quando x tende a zero.2 -5 -0.001 -1000 -0. Observe na x Tabela 4 o comportamento da função quando a variável x assume valores cada vez mais próximos de 0. Este capítulo trata também do Teorem do Valor Médio que estabelece a taxa de variação de uma função. com a taxa instantânea de variação (derivada) de uma função em um certo ponto do intervalo.0001 -10000 x tende a 0 assumindo valores positivos x f(x) 0. superando qualquer valor fixado.0001 10000 A tabela indica que quando x tende a 0.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 85 Capítulo 5 Limites infinitos.01 100 0. Diz-se então que o limite de f(x).5 -2 -0. Teorema da Média.1 Limites quando x tende ao infinito Considere a função f ( x) = 1 definida para todos os reais não nulos. por valores positivos as imagens f(x) se tornam cada vez maiores. Essa análise conduz à definição de limite infinito. Funções Hiperbólicas Analisa-se abaixo os gráficos de funções com comportamento diferenciado quando x se torna arbitrariamente grande ou se aproxima de algum ponto fora do domínio. é infinito (ou mais infinito) e escreve-se: lim f ( x) = lim + x →0 x →0 1 = +∞ ou simplesmente ∞ x Edson de Oliveira . ao longo de um intervalo. 5.1 -10 -0.2 5 0. Tabela 4 – Comportamento da função f ( x) = 1 para valores de x próximos de 0 x x tende a 0 assumindo valores negativos x f(x) -0. Entre as ferramentas empregadas estão as assíntotas horizontal e vertical. 1 10 0.001 1000 0.01 -100 -0.5 2 0.

O eixo x é uma assíntota vertical de f ( x) = 1 x 5. Quando x é positivo x 1 se aproxima cada vez mais de zero.2 Limites finitos quando x → ±∞ Observe o gráfico da função f ( x) = e fica cada vez maior. Assim. quando x se aproxima de x0 . se ∞ 0 = 1 então ∞ 0 = 20 e daí. x = 0 é uma assíntota vertical da função f ( x) = 1 .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 86 Quando x tende a 0. Deste modo. neste caso. Simbolicamente: x 1 =0 x Edson de Oliveira . diz-se que x = x0 é uma assíntota vertical de f(x) . A notação lim f ( x) = ∞ é apenas uma maneira abreviada de dizer que f(x) aumenta além de qualquer cota fixada. ∞ quando x rende a x0 . é menos infinito e escreve-se: lim f ( x) = lim − x →0 x →0 1 = −∞ x Deve-se salientar que + ∞ e − ∞ não são números reais. afirmações como x → x0 lim f ( x) = ∞ e lim f ( x) = −∞ x → x0 x → x0 não representam limites no sentido estrito da definição. ficando abaixo de qualquer valor fixado. pela esquerda. que o limite de f(x) quando x tende a zero. conforme se vê no gráfico da Figura 36. o que é uma contradição. Diz-se. ∞ = 2. Se f(x) tende a + ∞ ou –. por valores negativos as imagens f(x) se tornam cada vez menores. f ( x) = lim f ( x) = lim x →∞ x →∞ 1 estabelecido na Figura 36. Ao se trabalhar com os símbolos + ∞ e − ∞ deve-se tomar muito cuidado em não tratá-los como números reais visto que. x Figura 36. Por exemplo. por um ou ambos os lados. se assim for feito podem surgir diversas contradições.

2) Esboce o gráfico da função f ( x) = 2x + 3 . 2[ ∪ ]2. Ainda. visto que: x → +∞ lim f ( x) = 4 = lim f ( x) x → −∞ então a reta y = 4 é uma assíntota horizontal de f (x) . x−3 Como o ponto de descontinuidade é x = 3 tem-se: x →3 + lim f ( x) = +∞ . o domínio de f é ] − ∞. Calculando-se f ' e f ' ' encontra-se: Edson de Oliveira . Portanto. + ∞[ . 3x − 6 Como a função não está definida para x = 2 . daí. analisa-se o comportamento de f separadamente nesses dois intervalos. A reta y = L é uma assíntota horizontal do gráfico da função y = f(x) se: lim f ( x) = L x →∞ ou x → −∞ lim f ( x) = L De maneira análoga tem-se as definições evidentes de: i) lim f ( x) = +∞ x → +∞ ii) lim f ( x) = −∞ x → +∞ iii) lim f ( x) = +∞ x → −∞ iv) lim f ( x) = −∞ x → −∞ Exemplos 1) Considere a função f ( x) = 4x + 5 . lim f ( x) = L significa que | f ( x) − L | se torna arbitrariamente pequeno quando se toma x suficientemente grande. x →3 − lim f ( x) = −∞ e. o valor de f ( x) = aproxima de zero. Simbolicamente: x → −∞ lim f ( x) = lim x → −∞ 1 =0 x x →∞ Generalizando. Da mesma forma lim f ( x) = L significa x → −∞ que | f ( x) − L | se torna arbitrariamente pequeno quando se toma x negativo com | x | suficientemente grande.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 87 1 também x Quando x é negativo e decresce ilimitadamente. x = 3 é uma assíntota vertical de f (x) .

Gráfico da função f ( x) = 2x + 3 3x − 6 Edson de Oliveira .− ) . Figura 37. no ponto (0.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 88 f ' ' ( x) = 126 (3x − 6) 3 f ' ( x) = − 21 . A reta x = 2 é uma assíntota vertical porque f ( x) tem laterais infinitos quando x tende a 2: x→2+ lim f ( x) = +∞ . 2 2 Lembrando que f ( x) é decrescente e côncavo para baixo se para todo x < 2 e decrescente e côncavo para cima se se x > 2 . Procura-se agora as assíntotas da função. isto é. Desta maneira f (x) é decrescente para todo x ≠ 2 e não possui pontos críticos. f ' ' ( x) > 0 para todo x > 2 e f ' ' ( x) < 0 para x < 2 . (3x − 6) 2 O denominador de f ' ( x) é positivo. ou 2 3 seja. Apesar de f ' ' ( x) mudar de sinal em x = 2 não se rotula x = 2 de ponto de inflexão porque 2 não pertence ao domínio de f. Por outro lado. o gráfico de f é côncavo para cima se x > 2 e côncavo para baixo se x < 2 . o gráfico tem a forma da Figura 37. f ' ( x) < 0 para todo x ≠ 2 . Por conseguinte.0) pois: 2 y=0 ⇒ 2x + 3 3 = 0 ⇒ 2x + 3 = 0 ⇒ x = − 3x − 6 2 1 1 Intercepta o eixo y no ponto de ordenada y = − . no ponto (− . Desde que lim f ( x) = x → ±∞ 2 2 então y = é uma 3 3 assíntota horizontal. x→2− lim f ( x) = −∞ 3 A curva representativa de f (x) intercepta o eixo x no ponto de abscissa x = − . logo.

coloque a n x n em evidência: ⎛ a a a n x n + a n −1 x n −1 + L + a 0 = a n x n ⎜1 + n −1 + L + 0 ⎜ a x an xn n ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ Quando x → ±∞ todos os termos entre parêntesis. lim (2 x 3 − 3x 2 + 7) = lim 2 x 3 = 2 lim x → −∞ x → −∞ x → −∞ x3 = – ∞ 2. no caso de funções racionais quem decide o valor do limite da função q(x) é o termo an x n bm x m . se n é ímpar 5.4 Funções polinomiais e racionais quando x tende ao infinito Para estudar o comportamento de uma função polinomial e de uma função racional quando x → ±∞ . utiliza-se o seguinte: x → ±∞ lim (a n x n + a n −1 x n −1 + L + a 0 ) = lim a n x n x → ±∞ (a n ≠ 0) Para compreender o resultado. quem decide o valor do limite é o termo a n x n . tendem a zero. exceto 1. Exemplos 1. Por conseguinte. Desta forma. lim (– 3 x 4 − 4 x + 11) = lim (−3 x 4 ) = – 3 lim x 4 = – ∞ x → −∞ x → −∞ x → −∞ Edson de Oliveira . se n é par b) lim x n = ⎨ x → −∞ ⎩− ∞.3 Observação Se n é um número inteiro e positivo tem-se: a) lim x → ±∞ 1 =0 xn b) lim x n = +∞ x → +∞ ⎧ + ∞.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 89 5. no caso de funções racionais q( x) = a n x n + a n −1 x n −1 + L + a 0 bm x m + bm −1 x m −1 + L + b0 an x n bm x m a n x n + a n −1 x n −1 + L + a0 bm x m + bm −1 x m −1 + L + b0 : x → ±∞ lim = lim x → ±∞ an xn = lim bm x →±∞ x m Assim.

Logo: x→2+ lim = x −1 = +∞ x2 − 4 e x→2− lim = x −1 = −∞ x2 − 4 x −1 nas proximidades de x = 2 .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 90 3. x2 − 4 Se x → 2 então x − 1 → 1 ≠ 0 e x 2 − 4 → 0 . Os gráficos do numerador n( x) = x − 1 e do denominador d ( x) = x 2 − 4 estão esboçados na Figura 38. Portanto: lim = x→2 x −1 = +∞ ( x − 4) 2 2 Edson de Oliveira . (ii) Gráfico da função d ( x) = x 2 − 4 Próximo de x = 2 o numerador n(x) se mantém sempre positivo porém. o denominador também se mantém positivo já que é uma potência par. lim x → +∞ 9 9 x 4 − 3x 2 − 4 x + 1 9x 4 5. Aqui. lim = lim = lim x = + ∞ 3 x → −∞ x → −∞ 10 x 3 10 x →+∞ 10 x − 6 x − 7 5.5 Exercícios resolvidos 1) Analise o comportamento da função f ( x) = Solução x −1 próximo do ponto x = 2 . o sinal de g (x) é positivo para todo x nas proximidades de 2. tanto pela esquerda como pela direita. lim x → +∞ 8x 7 + 4 x 3 − 5 8x 7 8 8 = lim = lim = 7 4 x → +∞ 3 x 7 x → +∞ 3 3 3x − 2 x + 6 3x 3 + 4 x 2 − 5 x + 2 3x 3 1 3 = lim = = 0 lim 5 2 x → +∞ 11x 5 x → +∞ x 2 11 11x − 2 x + 1 4. Figura 38 – (i) Gráfico da função n( x) = x − 1 . isto nçao acontece com o denominador d (x) . Tem-se d ( x) > 0 se x > 2 e d ( x) < 0 se x < 2 . Assim. ( x − 4) 2 2 2) Analise o comportamento da função g ( x) = Solução No exercício 1 o numerador se mantém positivo para todo x próximo de 2.

Assim. 3 3 f ′′ (1) = 4 > 0. 1[ a função é decrescente. no intervalo ] – ∞ . 3 27 1 16 no ponto de inflexão.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 91 3) Esboçar o gráfico de y = f(x) = x3 – x2 – x + 1. Solução Calcula-se f ′ (x) e iguala-se a zero: f ′ (x) = 3x2 – 2x – 1 = 0 Portanto: • • ⇒ x=– 1 ou x = 1 ( pontos críticos) 3 1 1 f ′ (x) < 0 se – < x < 1. Assim. Calculando f(x) : iii) iv) 1 32 nos pontos críticos: f(– ) = e f(1) = 0.–2[ ou ]2. ∞ [ a função 3 Calcula-se f ′′ (x): f ′′ (x) = 0 ⇒ 6x – 2 = 0 ⇒ x = Tem-se que f ′′ (x) < 0 se x < concavidade voltada para baixo se x < 1 3 1 1 e f ′′ (x) > 0 se x > . 1 ou x > 1. 3 3 f ′ (x) > 0 se x < – é crescente. Logo. então x = – corresponde a um ponto de máximo relativo. f( ) = 3 27 Um esboço do gráfico de f(x) está a seguir. 3 Como f ′′ muda de sinal no ponto x = Nos pontos críticos. no intervalo ] – . Figura 39. 3 3 1 . então x = 1 corresponde a um ponto de mínimo relativo. o gráfico de f tem a 3 3 1 1 e tem a concavidade para cima se x > . Gráfico da função y = f(x) = x3 – x2 – x + 1 Edson de Oliveira . tem-se: 1 1 f ′′ (– ) = –4 < 0. tem-se que este é um ponto de inflexão.

. ou seja: ⎛ 1⎞ lim ⎜1 + ⎟ = e x⎠ x → +∞ ⎝ x Considere a seguinte fórmula que dá o montante. Tem-se então a fórmula: i⎞ ⎛ M = C lim ⎜1 + ⎟ k → +∞ ⎝ k⎠ kt chamada de montante capitalizado continuamente. se considera a fórmula em que o número de períodos lucrativos por ano cresce indefinidamente.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 92 5. vem: Edson de Oliveira i 1 = tem-se k = i h e como k h .716924 2. tal fração somada a 1 e o resultado elevado a x x não tem um valor de convergência evidente. em x⎠ ⎝ x geral.70481 2. ou seja.. se C reais são investidos a uma taxa de i.718146 2. Algumas aproximações f ( x) = ⎜1 + ⎟ x⎠ ⎝ x 102 103 104 105 106 ⎛ 1⎞ ⎜1 + ⎟ ⎝ x⎠ x x 2.718280 ⎛ 1⎞ ⎜1 + ⎟ se aproxima do número x⎠ ⎝ x Pode-se provar que quando x → +∞ o valor de irracional e = 2. valor em reais acumulado após t anos. . acumulada k vezes ao ano: ⎛ M = C ⎜1 + ⎝ i⎞ ⎟ k⎠ kt Imagine uma situação na qual o lucro se acumula continuamente.718268 2. Quando x → +∞ a função 1 → 0 .718281828. porém.6 O limite exponencial fundamental e os juros capitalizados continuamente ⎛ 1⎞ Considere a função f ( x) = ⎜1 + ⎟ que comparece em curvas de crescimento. Observe a Tabela 4: ⎛ 1⎞ TABELA 4. Fazendo k → +∞ é equivalente a h → +∞ .

APONTAMENTOS DE CÁLCULO I

93 ⎛ 1⎞ lim ⎜1 + ⎟ h → +∞ ⎝ h⎠
i ht
h ⎡ ⎛ 1⎞ ⎤ = ⎢ lim ⎜1 + ⎟ ⎥ = e i t ⎢ h→ +∞ ⎝ h ⎠ ⎥ ⎣ ⎦ it

i⎞ ⎛ lim ⎜1 + ⎟ = k → +∞ ⎝ k⎠

kt

Por conseguinte, M = C e i t . De um modo geral, se C é capitalizado continuamente a uma taxa proporcional a uma taxa i anual, pelo prazo de t anos, o montante é expresso pela função contínua: M = C ei t

Exemplo

Calcule o montante de uma aplicação de 10 000,00 a juros compostos à taxa de 9% ao ano pelo prazo de 2 anos.
Solução

Sendo i = 0,09 e os juros capitalizados anualmente, então o montante será: M = 10 000 (1 + 0,09) 2 = 11 881,00 Se os juros forem capitalizados semestralmente a uma taxa proporcional a 9% ao ano, a taxa semestral será 9 % = 4,5% ao semestre e, por consegunite, o montante será: 2

M = 10 000 (1 + 0,045) 4 = 11 925,18 Se os juros forem mensalmente a uma taxa proporcional a 9% ao ano, a taxa mensal será 9 % = 0,75% ao mês e, portanto, o montante será: 12 M = 10000 (1 + 0,0075) 24 = 11 964,13

5.7 Teorema do Valor Médio (TVM)
Viu-se anteriormente que f ' ( x) é uma taxa de variação que responde quanto ao crescimento de f (x) . Assim, f (x) está crescendo quando f ' ( x) > 0 e decrescendo quando f ' ( x) < 0. Na demonstração deste fato utiliza-se um resultado teórico muito importante do Cálculo, denominado Teorema do Valor Médio (TVM) que enuncia-se a seguir. Uma prova do mesmo encontra-se em ROGAWSKI ( 2008, p.196, v.1.).

Edson de Oliveira

APONTAMENTOS DE CÁLCULO I

94

5.7.1 Teorema (TVM)
Suponha f contínua no intervalo fechado [a, b] e derivável em ]a, b[. Então existe pelo menos um ponto c ∈]a, b[ de modo que: f ' (c ) = f (b) − f (a ) b−a

5.7.2 Interpretação geométrica do TVM
Considere os pontos P(a, f (a)) e Q(b, f (b)) no gráfico de f , conforme ilustrado na Figura 38. Se f ' existe em todo o intervalo aberto ]a, b[ então existe pelo menos um valor

c ∈]a, b[ tal que pelo ponto V (c, f (c)) do gráfico a reta tangente t é paralela à secante s por P e Q , isto é:
coeficiente angular de r = coeficiente angular de s

Figura 38. O TVM sob um ponto de vista geométrico

Portanto, o significado geométrico do TVM estabelece-se da seguinte maneira: dada uma secante ao gráfico de uma função derivável é sempre possível encontrar um ponto do gráfico situado entre os dois pontos de interseção da secante com a curva representativa de

f ( x) e tal que a a reta tangente nesse ponto seja paralela à secante.

5.7.3 Teorema de Rolle
Um caso particular do Teorema do Valor Médio, em que f (a) = f (b) denomina-se Teorema de Rolle em homenagem ao matemático francês Michel Rolle (1652-1719).
Teorema Seja f contínua no intervalo fechado [a, b] e derivável em ]a, b[ e

f (a ) = f (b) . Existe pelo menos um ponto c ∈]a, b[ de modo que f ' (c) = 0 .
Para uma demonstração ver ROGAWSKI ( 2008, p.186, v.1.).
Edson de Oliveira

APONTAMENTOS DE CÁLCULO I

95

5.7.4 Consequências matemáticas
1) Se f ' ( x) = 0 em todos os pontos de um intervalo I, então f é constante em I. Prova

Quaisquer que sejam x1 e x 2 em I, com x1 < x 2 pelo TVM vem: f ( x 2 ) − f ( x1) x 2 − x1 = f ' (c )

para algum c entre x1 e x 2 . Como f ' (c) = 0 ao longo de I, decorre que f ( x2 ) − f ( x1) = 0, ou seja, f ( x1 ) = f ( x 2 ) , de onde decorre o resultado.
2) Se f ' ( x) = g ' ( x) em todos os pontos de um intervalo I, então existe uma constante

C tal que f ( x) = g ( x) + C para qualquer x em I.
Prova

Em cada x ∈ I a derivada da função diferença h = f − g é:

h' ( x ) = f ' ( x ) − g ' ( x )
Daí, h' ( x) = 0 para todo x ∈ I e, por conseguinte segue de (1) que h( x) = C em I. Consequentemente, f ( x) − g ( x) = C e, então, f ( x) = g ( x) + C em I.

5.7.5 Uma interpretação física do TVM
Interprete o número f (b) − f (a) como variação média de f em [a, b] e f ' (c) como b−a

uma variação instantânea. O Teorema do Valor Médio diz que a variação instantânea em algum ponto deve ser igual à variação média ao lonfo de todo o intervalo. Assim, se um carro acelerando a partir do repouso leva meia hora para percorrer 35 km, sua velocidade média no intervalo de segundos é de 35 = 70 km/h. Em algum momento durante a aceleração, o 0,5

velocímetro deverá marcar exatamente 70 km/h.

5.8 Funções hiperbólicas
As funções hiperbólicas são combinações especiais das funções e x e e − x e aparecem, frequentemente, em problemas de matemática aplicada, engenharia e física.

Edson de Oliveira

Para tanto. 2 2 Figura 39. Observe-se que a função cosseno hiperbólico é usada para descrever a forma de um cabo ou corrente flexível cujos extremos encontram-se fixados numa mesma altura. (i) gráfico de y = cosh x. definem-se através das seguintes expressões: senh x = para todo x real. ∞ [ e a imagem de senh é R.1 Definições A função seno hiperbólico. designada por cosh x.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 96 5. e a função cosseno hiperbólico.2 Gráficos O gráfico de y = cosh x. (ii) gráfico de y = senh x É evidente pela Figura 39 que a imagem de cosh é o intervalo ]1. De maneira similar obtém-se o gráfico de y = senh x adicionando as ordenadas dos gráficos de y = ex e−x e y=− . pode ser obtido mediante o processo denominado adição de ordenadas. Figura 40 – Catenátia y = a cosh x a Edson de Oliveira . esboçam-se os gráficos de y= ex e 2 y= e−x e encontram-se a 2 ordenadas do gráfico de y = cosh x somando-se as ordenadas dos pontos dos outros dois gráficos. 2 cosh x = e x + e−x 2 5.8.8. designada por senh x. e x − e−x .

8. senh x e − e − x 1 2 = x cosh x e + e − x A Figura 41 apresenta um esboço do gráfico de y = tghx.8.4 Outras funções hiperbólicas Pode-se definir outras funções hiperbólicas em termos do cosseno hiperbólico e do seno hiperbólico. designadas por tgh . Observe que x = 1 e x = –1 são assíntotas horizontais. este não é o caso. Identidade básica Diversas identidades análogas às verificadas para as funções trigonométricas são satisfeitas também pelas funções cosseno hiperbólico e seno hiperbólico. Por exemplo: cosh 2 x − senh 2 x = 1 De fato: ⎛ e x + e−x cosh x − senh x = ⎜ ⎜ 2 ⎝ 2 2 ⎞ ⎛ e x − e−x ⎟ –⎜ ⎟ ⎜ 2 ⎠ ⎝ 2 ⎞ (e 2 x + 2 + e −2 x ) − (e 2 x − 2 + e −2 x ) ⎟ = ⎟ 4 ⎠ 2 = 4 e 2 x + 2 + e −2 x − e 2 x + 2 − e −2 x ) = =1 4 4 5. Os traçados dos gráficos das demais funções são deixados como exercício. a 5. senh x e x − e − x cos sec h x = sec h x = 1 2 = x . Edson de Oliveira . cotangente. Com a introdução de um sistema de coordenadas pode-se verificar que a equação cartesiana da corrente satisfaz uma lei do tipo y = a cosh x em que a é um número real cujo gráfico denomina-se catenária. Define-se como abaixo as funções tangente. sech e cossech. secante e cossecante hiperbólicas.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 97 Embora o cabo aparente uma forma parabólica. tgh x = senh x e x − e − x = cosh x e x + e − x x≠0 x≠0 cosh x e x + e − x cot gh x = = . cotgh. Note-se que cada uma delas satisfaz uma relação similar à que satisfaz sua correspondente função trigonométrica.3.

Pode-se estabelecer uma série de outras. Para a justificativa da segunda divide-se ambos os membros da identidade básica cosh 2 x − senh 2 x = 1 por cosh2 e utiliza-se as definições de tghx cotgh x: cosh 2 x − senh 2 x = 1 ⇒ 1 − 1 senh 2 x = ⇒ 1 − tgh 2 x = sec h 2 x 2 cosh x cosh 2 x De modo análogo justifica-se a terceira fórmula.5 Outras identidades Estabelece-se em seguida algumas identidades satisfeitas pelas funções hiperbólicas que são similares àquelas satisfeitas pelas funções trigonométricas.8. tgh x = 1 cot gh x 1 − tgh 2 x = sec h 2 x cot gh 2 x − 1 = cos sec h 2 x A primeira fórmula segue diretamente das definições de y = tgh x e y = cotgh x. dx Com efeito: ⎛ e x − e−x d senh x = ⎜ ⎜ dx 2 ⎝ ⎞ e x + e−x ⎟= = cosh x ⎟ 2 ⎠ ' d cosh x = senh x dx Edson de Oliveira . Diversas encontram-se na lista de exercícios propostos.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 98 Figura 41.6 Fórmulas de derivadas As funções hiperbólicas senh x e cosh x são deriváveis como soma e quocientes de funções deriváveis.8. Assim: d senh x = cosh x . Gráfico da tangente hiperbólica 5. 5.

Gráfico da função seno hiperbólico inversa Para definir as inversas das demais funções hiperbólicas é necessário restringir seus domínios a intervalos convenientes. para cada y > 1 existem dois valores de x tal que cosh x = y . e daí. Para todo x real o valor de arc senh x é o número real cujo seno hiperbólico é x.9 Funções hiperbólicas inversas Observando o gráfico do seno hiperbólico. vê-se que se trata de uma função crescente de x. esboçado na Figura 39 (ii). Figura 42. y = cosh x não possui uma inversa em R pois. possui uma inversa denotada por arc senh x . Por exemplo. sua restrição a Edson de Oliveira . Porém.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 99 ⎞ e x − e−x ⎟= = senh x ⎟ 2 ⎠ ' ⎛ e x + e−x d cosh x = ⎜ ⎜ dx 2 ⎝ Também: d tgh x = sec h 2 x dx Para a a sua demonstração utiliza-se a regra do quociente como segue: d d ⎛ senh ⎜ tgh x = dx ⎜ cosh dx ⎝ x ⎞ cosh 2 x − senh 2 x 1 ⎟= = = sec h 2 x 2 2 ⎟ x⎠ cosh x cosh x São deixadas como exercícios as justificativas das seguintes fórmulas. d cot gh x = − cos ech 2 x dx d sec h x = − sec h x tgh x dx d cos sec h x = − cos sec h x cot gh x dx 5. x∈R O gráfico y = arc senh x está esboçado na Figura 42. Simbolicamente: y = arc senh x ⇔ senh x = y.

Gráfico da função cosseno hiperbólico inversa Para as demais funções hiperbólicas inversas. os domínios e imagens estão especificados a seguir: y = arc tgh x . y ≥ 0 | x| ≠ 0 . 1− x2 1 .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 100 y = arc cosh x satisfazendo valores não negativos de x possui uma inversa designada por para todo y ≥ 0 : y = arc cosh x ⇔ cosh x = y O domínio da função é o intervalo [1. − ∞ < y < + ∞[ y≠0 0 ≤ | x| < 1. y = arc sec h x . Figura 43. y = arc senh x ⇒ y ' = y = arc cosh x ⇒ y ' = 1 x2 +1 1 x2 −1 . y = arc tgh x ⇒ y ' = 1 . | x| > 1 . y = arc cos sec h x . 0 < x <1 x≠0 y = arc cot gh x ⇒ y ' = y = arc sec h x ⇒ y ' = y = arc cos sec h x ⇒ y ' = Edson de Oliveira −1 | x | 1+ x2 . . y = arc cot gh x . 1− x2 −1 x 1− x2 | x | <1 | x | >1 . todo x x >1 . + ∞ [ e a imagem é [0. y ≠ 0 5. + ∞ [ O seu gráfico está esboçado na Figura 43.10 Funções hiperbólicas inversas e suas derivadas Apresentam-se a seguir as derivadas da funções hiperbólicas inversas. | x| < 1.

APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 101 Exemplos Calcule as derivadas da funções: a) f ( x) = arc tgh( sen 3 x) Solução a) f ( x) = arc tgh( sen 3x) ⇒ f ' ( x) = b) f ( x) = x 2 arc cosh( sen 5 x) 1 (sen 3x )' = 3 cos(3x) = 3 sec(3x) 2 cos 2 (3x) 1 − sen (3 x) 5x 2 25 x 2 − 1 b) f ( x) = x 2 arc cosh( sen 5 x) ⇒ f ' ( x) = 2 x arc cosh( sen 5 x) + 5. durante 5 anos.11 Exercícios propostos 1. a) f ( x) = 1 2 x −9 b) f ( x) = 5x 2 x2 + 4 c) f ( x) = 7 2 x − 5x + 6 d) f ( x) = x 2 + 3x + 2 x 2 + 2x − 3 4. Calcule os limites: a) lim x →0 2x + 7 x2 b) lim x →8 1 x −8 c) lim x→2 1 ( x − 2) 2 d) lim x →3 2 − 4x (3 − x) 2 5. Encontre as assíntotas verticais e horizontais do gráfico de f. Calcule os limites: ⎛ 1⎞ a) lim ⎜1 + ⎟ x⎠ x → +∞ ⎝ 2x ⎛ b) lim ⎜1 + x → +∞ ⎝ 3⎞ ⎟ x⎠ 2x ⎛ c) lim ⎜1 + x → +∞ ⎝ 3 ⎞4 ⎟ x⎠ x d) lim x →0 ln(1 + x) x 6) Obtenha o montante de uma aplicação de 5000 reais a juros compostos capitalizados continuamente: a) anualmente b) semestralmente c) mensalmente a uma taxa proporcional a 15% ao ano. a) f ( x) = 1 x−3 x2 − 2 x b) f ( x) = c) f ( x) = 5 x −4 2 d) f ( x) = (Observe que 2 x2 − 2 = x− ) x x 3. Esboce o gráfico das funções descritas e indique as equações e os gráficos das assíntotas. Edson de Oliveira . a) f ( x) = 8x − 7 12 x − 5 b) f ( x) = 1 − 9x3 3x 2 + 8 c) f ( x) = 4x 2 + 3 7x − 2 − 2x3 − x + 1 d) f ( x) = 4x3 − 2x − x+3 e) f ( x) = 2 x + 2x − 4 x+2 x+3 − x3 f) f ( x) = 2 6x − 5x + 8 2. Determine o limite de cada função quando: i) x → +∞ e ii) x → −∞ .

13. Uma cidade tem atualmente 3 000 habitantes e esse número cresce a uma taxa de 2% ao ano. 3 ] → R . Idem para a função f ( x) = x 2 − 8 x − 5 para x no intervalo [1. Verifique as fórmulas: a) cot gh 2 x − 1 = cos sec h 2 x c) senh 2 x = 2 senh x cosh x Edson de Oliveira b) tgh(− x) = −tgh x d) cosh 2 x = cosh 2 x − senh 2 x . Idem para a função f ( x) = 2x 1 em que f : [ . Achar c como no Teorema de Rolle para f ( x) = x 2 + 1 em que f : [−1. Qual será a população dessa cidade daqui a 10 anos? 10) Regra de L’Hôpital A regra enunciada no exercício 40 do capítulo 2 também se aplica quando x → ∞ . 1] → R . Suponha que se queira investir dinheiro em um certificado bancário para pagar a educação de um filho estimado em R$ 120 000. 4].00 em 2 meses? 8. 1∞ . 14. 12. A que taxa de juros compostos continuamente um capital de R$ 2 000. 0 ≤ x ≤ 2π tem uma raiz real entre π 2 e 3π . 6] e 11. Mostre que a função f ( x) = sen x . 0 . Se f ( x) = 9 determine um número c ∈]–1. 2 (Use o Teorema de Rolle) 16. ∞ . Quanto é necessário aplicar se o investimento rende juros anuais de 9% compostos trimestralmente? 9. x +1 3 2 15. Nesses casos procura-se transformar o limite a formas mais convenientes. 6[ que satisfaça a conclusão do teorema. ∞ 0 .00 produz um montante de R$ 2 280. Calcule os seguintes limites: x2 − 5 x3 ln x a) lim x b) lim x 2 e − x c) lim x d) lim 2 x →∞ x − 1 x →∞ x →∞ e x →∞ e 2 x + 1 mostra que f verifica as hipóteses do TVM no intervalo [– 1. como: ∞ − ∞ .APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 102 7.00 em 10 anos. cujos resultados são conhecidos. isto é: Se lim f ( x) = lim g ( x) = ∞ a expressão x →∞ x → x0 f ( x) ∞ denomina-se forma indeterminada g ( x) ∞ e se lim x →∞ f ( x) existe então: g ( x) f ( x) f ' ( x) = lim x →∞ g ' ( x ) g ( x) lim x →∞ No cálculo de limites deparamos frequentemente com outros tipos de expressões indeterminadas ( sem significado).

0 f) − ∞. a) 0 7 13.a) e 2 b) não tem assíntota vertical. − ∞ b) d) −1 −1 . c = 0 19. x = –3. 3 657 14. Calcule f ' ( x) para as seguintes funções: a) f ( x) = cosh(4 x 2 + 5) d) f ( x) = tgh (5 x + 8) b) f ( x) = senh x tgh x e) f ( x) = x 2 tgh x c) f ( x) = cosh (ln x) f) f ( x) = senh (cos x) 20.72 c) 0 d) 1 4. + ∞ c) + ∞. a) + ∞ b) não existe 5 4 b) e 6 c) e d) 1 6. 2 2 c) e) 0. y = 5 c) x = 2.41 10. x = 3. 8. 2 2 . As fórmulas de adição satisfeitas pelo seno e cosseno têm análogas hiperbólicas: senh ( x + y ) = senh x cosh y + cosh x senh y cosh ( x + y ) = cosh x cosh y + senh x senh y Demonstre estas identidades.77 a. y = 0 d) x = –3. a) f ' ( x) = 3 sec h (3x) b) f ' ( x) = c) f ' ( x) = 8x 16 x 4 − 1 Edson de Oliveira . c = 1 12. Mostre as seguintes fórmulas de derivadas: a) (cot gh x ) = − cos ech 2 x ' b) (sec h x ) = − sec h x tgh x ' c) (cos ech x ) = − cos ech x cot gh x ' 19. a) f ' ( x) = 8 x senh (4 x 2 + 5) d) f ' ( x) = 5 sec h 2 (5 x + 8) = b) f ' ( x) = senh x + tgh x sec h x f) f ' ( x) = − senx senh (cos x) 2 4x + 1 2 c) f ' ( x) = 1 senh (ln x) x 20.m. c = 1 b) 7 716. 6. 11. x = 1. 3 3 a) b) − ∞.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 103 17. R$ 44 438.12 Respostas dos exercícios propostos 1. 18. y = 1 5 . y = 0 c) + ∞ d) − ∞ c) 7 819.38 9.a) 2. + ∞ d) 3. a) R$7 604. a) x = 3.51 b) 0 7. Obtenha f ' ( x) para as seguintes funções: a) f ( x) = arc tgh (7 x) b) f ( x) = arc senh (2 x) c) f ( x) = x 2 arc cosh (4 x 2 + 3) 5.

Porto Alegre: Bookman. Pedro A. BONGIOVANNI. B. Cálculo: funções de uma e várias variáveis. 2. 1999. São Paulo: Interciência EDUSP. 2001. HUGHES – HALLETT et. L. São Paulo: Addison Wesley. BUSSAB. Matemática e Vida. São Paulo: Atual. 2001. v. THOMAS. BEZERRA. 2001.1 Edson de Oliveira . G. M. E. Cálculo e aplicações. D. Samuel. Wilton de O. IEZZI.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 104 Referências Bibliográficas BATSCHELET.1. São Paulo: Harbra. ROGAWSKI. 1993. MORETTIN. 2003. 2003. LEITHOLD. v. Matemática: Ciência e aplicações. Cálculo.1. São Paulo: Ática. Jon. São Paulo: Edgard Blucher. al. v. Matemática aplicada à Economia e Administração. G.. et. Matemática para o ensino médio. São Paulo: Saraiva. al. v.1. 1978. Cálculo. J. Introdução à Matemática para Biocentistas. HAZZAN. 2009. São Paulo: Scipione.

(u α −1 ).u ' 29) y = sec hu ⇒ y ' = −(sec hu ).u ' u u 10) y = log a u ⇒ y ' = u' log a e u 28) y = cot ghu ⇒ y ' = − cos ech 2 u. a ≠ 1) ⇒ y ' = a u .u ' ) + (u v .v' ) + (v. u ≥1 − u' u u2 −1 23) y = arc sec u . u≠0 u 1− u2 y = sec u ⇒ y ' = sec u. 0<u <1 u 1− u2 y = cot gu ⇒ y ' = − cos ec 2 u. u ≥ 1 ⇒ y ' = 25) y = senh u ⇒ y ' = cosh u.APONTAMENTOS DE CÁLCULO I 105 Apêndice I 1) 2) 3) 4) 5) - Tabela de Derivadas 19) y = arcsen u ⇒ y ' = 20) y = arccos u ⇒ y ' = u' 1− u2 − u' y = c ⇒ y' = 0 y = ax ⇒ y ' = a y = k .v') u ⇒ y'= v v2 u u 2 −1 24) y = arccos ecu. u >1 u2 −1 y = sen u ⇒ y ' = cos u. u ≥ 1 ⇒ y ' = 6) (v.u ' Edson de Oliveira . u ≥1 . ln u.u ' u' u 18) y = cos sec u ⇒ y ' = − cos sec u.u ' u' 34) y = arc cot gh u ⇒ y ' = .u ' 7) 8) 9) y = u α .u ' u' 36) y = arc cos sec h u ⇒ y ' = .u ⇒ y ' = k .u v −1 .u ' ) y = 1− u2 u' 21) y = arctgu ⇒ y ' = 1+ u2 − u' 22) y = arc cot gu ⇒ y ' = 1+ u2 ( ) ( ) u' . cot gu.u') − (u.v ⇒ y ' = (u.u ' ) 11) y = ln u ⇒ y ' = 12) 13) 14) 15) 16) 17) 30) y = cos sec hu ⇒ y ' = −(cos sec hu ).(tghu.u ' 27) y = tghu ⇒ y ' = sec h 2 u.u ' y = a u (a ≥ 0.tgu. ln a.u ' u' 35) y = arc sec h u ⇒ y ' = .u ' ) u' 31) y = arcsen hu ⇒ y ' = u2 +1 y = u v ⇒ y ' = (v.u ' u' 33) y = arctgh u ⇒ y ' = .u ' y = u + v ⇒ y ' = u '+ v ' y = u.|u|>1 1− u2 2 y = tgu ⇒ y ' = sec u.|u|<1 1− u2 y = cos u ⇒ y ' = − sen u.u ' 26) y = cosh u ⇒ y ' = senh u.u ' y = e ⇒ y ' = e .v' ) ( u > 0) − u' 32) y = arccos hu ⇒ y ' = .(cot ghu. (α ≠ 0 ) ⇒ y ' = α .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful