You are on page 1of 48

Síndromes Coronarianas Agudas

Profª Dra Luciana Soares Costa


Santos
Síndromes Coronarianas Agudas

Relevância epidemiológica :

o A doença arterial coronária mantém-se ainda no


século XXI como primeira causa de morte nos países
desenvolvidos e em grande parte das nações em
desenvolvimento.
o Síndrome coronária Aguda (SCA): angina instável (AI)
e IAM.
o Nos EUA a AI é a causa mais comum de internação
hospitalar.
Eduesley Santana
Síndromes Coronarianas Agudas
o A fisiopatogenia das SCA está diretamente
relacionada ao estudo da aterosclerose.

o Aterosclerose é uma doença arterial sistêmica,


caracterizada por deposição de colesterol e
inflamação da parede vascular arterial.

o A evolução natural da aterosclerose se inicia nos


primeiros anos de vida (estria gordurosa) e se
perpetua pelas décadas seguintes (placa
estável).

Eduesley Santana
Progressão Natural da Placa Aterosclerótica
Estria Gordurosa
Túnica Adventícia
Túnica Média
Túnica Íntima
Placa Fibrosa

Placa Avançada

Artéria Normal
Trombose ou Vasoespasmo
Oclusão Completa
Trombo Infarto

Anos Eduesley Santana


Fisiopatologia da placa e formação de
trombo
 Lesão inicial – acúmulo de
lipoproteínas na íntima;
lipídeos em macrófagos;
 Estria adiposa - acúmulo de
lipoproteínas na íntima;
lipídeos em macrófagos e em
células musculares;
 Lesão intermediária – dano
pré-ateroma: acrescenta-se
depósitos extracelulares de
lipídeos.
 Ateroma – alterações com
lipídeos extracelulares. Dano
da íntima.
 Fibroateroma – colágeno com
células musculares lisas sobre
o núcleo de lipídeos.
 Lesões complicadas: erosão,
hematoma ou trombo.
Aterosclerose

Cérebro

Inimigo Coração
silencioso em
todo lugar

Pernas
Aterosclerose:
Uma doença multifatorial

Diabetes

Dislipidemia Tabagismo
Aterosclerose

Hipertensão Sobrepeso
Sedentarismo
Estrutura anatômica cardiovascular
mais afetada pela doença
Síndromes Coronarianas Agudas
o A instabilidade e a ruptura dessas placas promovem a
formação de trombos no lúmen arterial, responsáveis por
interrupção abrupta do fluxo sanguíneo.
o Causam isquemia, lesão e necrose dos cardiomiócitos.
o E as placas instáveis e rotas estão associadas às SCA
angina instável e IAM.

o Placas estáveis obstrutivas são responsáveis pela angina


estável doença coronária crônica, caracterizada pela dor
torácica associada ao esforço, melhora ao repouso o uso de
nitratos.
Eduesley Santana
Síndromes Coronarianas Agudas
Caracterização das SCA:
o Angina Instável: dor desecadeada em repouso ou aos
mínimos esforços.

o IAM: isquemia pela interrupção do fluxo sanguíneo


coronariano.
• IAM sem supra de ST (IAM sem SST): não demonstra sinal
de lesão miocárdica no ECG.
• IAM com supra de ST (IAM com SST): oclusão da arteria
por um tempo prolongado e a morte de cardiomiócitos.
• Supra de SST IAM em evolução.

Eduesley Santana
Síndromes Coronarianas Agudas
• Angina Instável
o Dor desecadeada em repouso ou aos mínimos esforços.
o Fisiopatologia semelhante ao IAM.
o Sem sinais no ECG ou alterações das enzimas
cardíacas e nem oclusão do vaso.
o Duração de 10 a 30 min.
o A dor geralmente melhora com a interrupção do
exercício.
Síndromes Coronarianas Agudas
• IAM: isquemia pela interrupção do fluxo sanguíneo
coronariano.
Síndromes Coronarianas Agudas
• IAM

• Diagnóstico:
1. Sinais e sintomas;
2. Alterações no ECG : supra desnivelamento do
segmento ST;
3. Elevações de marcadores de lesão cardíacas:
troponina I e CK/MB.

Supradesnivelamento de ST
Síndromes Coronarianas Agudas
• IAM
Sinais e sintomas:
• Dor precordial em aperto à esquerda;
• Irradiação para MSE;
• Grande intensidade e dor
prolongada (> 20min);
• Sem alívio ao repouso ao o uso de nitratos;
• “Dor atípica”.
Exame Físico:
• Ansioso e agitado (desconforto precordial);
• Taquicárdico;
• Hipotensão: sinal de choque cardiogênico;
• Dispneia e ausculta com estertores: sinal de falência ventricular.
Síndromes Coronarianas Agudas
• IAM

• ECG: supra desnivelamento do segmento ST


Síndromes Coronarianas Agudas
• IAM – ECG alterações

Isquemia
Isquemia
Lesão
Infarto
Lesão

Infarto

Recuperação
Síndromes Coronarianas Agudas
• IAM

• ECG: onda Q patológica


• Surgem na fase aguda do
• IAM
Síndromes Coronarianas Agudas
• IAM
• Exames:
• ECG: realizado de forma seriada na 24 horas e
diariamente após o 1º dia.
• Exames laboratoriais – coleta seriada:
o CKMB – lesão miocárdica, aparece após 3 a 12 horas.
Lesões do músculo esquelético podem aumentar os
níveis dessa enzima.
o Troponina I – proteína específica do músculo cardíaco
quando lesionado, inicio de 3 a 12 horas de lesão e
mantém elevado por 5 a 10 dias.
• Ecocardiograma.
DIAGNÓSTICO

Diagnóstico de IAM – Sempre que houver curva de


troponina e/ou CK-MB e pelo menos um dos parâmetros:

o Sintomas sugestivos de isquemia miocárdica;


o Desenvolvimento de novas ondas Q no ECG;
o Alterações ECG indicativas de isquemia;
o Intervenção coronária percutânea.

Eduesley Santana
Síndromes Coronarianas Agudas
• IAM

• Classificação útil para a Prática Clínica:

Classificação Sinais
Killip 1 Sem evidência de congestão pulmonar
Killip 2 Estertores pulmonares, distensão de
veia jugular ou terceira bulha
Killip 3 Edema pulmonar
Killip 4 Choque cardigênio

Am J Cardiol. 1967; 20:457-65.


Tratamento
MONABCH

• Morfina: IV, 2mg, repetidas em intervalos de 5 minutos, se


necessário, aos pacientes que não obtiveram um completo
alívio da dor com a nitroglicerina
• Oxigênio: 2-3 L/min por cateter nasal, manter a saturação
de O2 maior que 90%.
• Nitroglicerina: SL (0,3-0,4mg) repetir a cada 5 minutos ou IV
10-20 micrograma/minuto.
• Aspirina: 160-325mg à todos.
• Betabloqueador (metoprolol): 5mg IV lentamente, podendo
repetir a cada 5 minutos.
MONABCH
• Clopidogrel (alto risco).
• Heparina não fracionada (HNF) ou heparina de baixo
peso molecular (HBPM).
TERAPIA DE REPERFUSÃO – Terapia Trombolítica
• Disponíveis no Brasil: SK (Estreptoquinase); tPA (Alteplase);
TNK (Tenecteplase).
• A escolha depende da análise dos riscos individuais, dos
benefícios, da disponibilidade e do custo.
o SK: é uma proteína extraída de cultura de estreptococos
que ativa o plasminogênio.
o tPA: ativa o plasminogêno ligado à fibrina, é considerada
seletiva ao coágulo.
o TNK: ativador recombinante do plasminogênio espefícico
para fibrina, deriva-se da t-PA humana por meio de
modificações genéticas, degrada a matriz de fibrina do
trombo.
CHOQUE CARDIOGÊNICO
Ativador do plasminogênio tecidual
recombinante (rt-PA)
• Administração alteplase (ACTILYSE®)
– Frascos 50mg + 50 ml água bidestilada
(1mg/ml)
– 100 mg em 90’
– 15mg em bolus
Lesão Arterial e Formação do Coágulo
Angioplastia - Intervenção Coronária Percutânea

Cinecoronariografia/Angioplastia

Eduesley Santana
Síndromes Coronarianas Agudas
TERAPIA DE REPERFUSÃO CIRÚRGICO – RM

o Lesão de Tronco de Coronária E.


o Angioplastia sem sucesso.
o Lesões não passíveis de abordagem por ICP
(intervenção coronária percutânea) e pacientes
instáveis.
o Complicações mecânicas.

Eduesley Santana
Tratamento Cirúrgico
 Revascularização Miocárdica

Eduesley Santana
Tratamento Cirúrgico
 Revascularização Miocárdica

Eduesley Santana
Tratamento Cirúrgico
 Revascularização Miocárdica

Eduesley Santana
Tratamento Cirúrgico

Revascularização
Miocárdica

Eduesley Santana
o ECG em 10 Minutos Diagnóstico.

o Trombolíticos em até 30 Minutos Tratamento.

o Angioplastia em até 90 Minutos Tratamento.

Eduesley Santana
Cuidados de Enfermagem

• Manter repouso por pelo menos 24 horas.


• Decúbito elevado.
• Manter jejum no mínio de 4 horas na presença de dor.
• Manter oxigenioterpia na primeiras horas
(saturação de O2 >90%).
• Administar antiagregantes plaquetários, atentar para as
contra-indicações.
• Monitorização contínua à beira leito (objetivo:
identificar alterações hemodinâmicas, arritmias ou
alterações no ECG).
Cuidados de Enfermagem

• Puncionar acesso periférico.


• Realizar analgesia e sedação.
• Administração de nitratos (EV).

Objetivo: Evitar complicações do IAM.


Complicações do IAM

o PERICARDITE

o INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

o CHOQUE CARDIOGÊNICO

Eduesley Santana
Complicações Mecânicas do IAM

Insuficiência Mitral

Eduesley Santana
Complicações Mecânicas do IAM

Ruptura da Parede Livre do VE

Eduesley Santana
Complicações Mecânicas do IAM
Aneurisma de VE

Eduesley Santana
Complicações Mecânicas do IAM
Aneurismectomia

Eduesley Santana
Eduesley Santana
Leitura

InCor/HCFMUSP
Bibliografia