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FUNDAMENTAÇÃO DA METAFÍSICA DOS COSTUMES – KANT

9ª Unidade Ensino Recorrente

ESQUEMA GERAL DA FMC de Kant – Lisboa Editora

Prefácio: p.52
Leis da Natureza - Física
Leis da Liberdade - Ética
O móbil ( empírico ) não pode conduzir à moralidade

Acções conformes ao dever


Acções por dever
Acções contrárias ao dever

Propósito de Kant – Esta obra é propedêutica à futura metafísica dos costumes.

FMC MC
Ciência que trata dos princípios morais

1ª Secção (p.59)

- Boa Vontade - condição da felicidade


- Independente da finalidade
- Boa em si mesma – como bem supremo
- Tipos de acções (p. 63)

Acções conformes ao dever


Acções por dever
Acções contrárias ao dever

Exemplos ( p. 64-65)
a) Comerciante
b) Suicidas
c) Ser caritativo
d) Pessoa fria e com pouca compaixão

Conclusão : o valor moral resulta do praticar o bem não por inclinação mas por
dever.
Acção por dever – deve excluir completamente a influência da inclinação – o que a
move será a lei, o puro respeito pela lei prática.

Máxima ≠ Lei Moral

Princípio Subjectivo do querer Princípio Objectivo

Máxima Lei Universal ] Imperativo Categórico

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Questão das falsas promessas Se não faço falsas promessas com receio das
consequências, a acção não é verdadeiramente moral.
P. 70 Imp.
P. 71 Imp.

A razão humana vulgar deve disciplinar-se e seguir na direcção de uma filosofia


prática.

2ª Secção
 Acções conformes ao dever
 Acções por dever
 Acções levadas a cabo por amor próprio é impossível determinar com
exactidão se não terá havido qualquer secreta inclinação de amor próprio a
desencadear uma acção.
Não conseguiremos penetrar em nós até aos móbiles mais secretos.
A acção moral reside na intenção.
A maior parte das nossas acções são conformes ao dever e são praticadas por amor
próprio, pelo que não são verdadeiramente morais.

- Se as leis fossem empíricas não poderiam ser universais. A moralidade não pode
derivar de exemplos ( de modelos não há modelos)
- Princípio da moral A priori
- Crítica à tradição as éticas não têm tido a coragem de propor uma moral de
perfeição assente em puros conceitos racionais.
- Ética de Kant pura, universal ( a priori )
- A razão tem de impor o Imperativo

Princípio de obrigação para uma vontade

Imperativo Dever Relação de uma lei objectiva da razão com uma vontade

Bem Prático ≠ agradável


( vontade)
( causa subjectiva)

Vontade Santa Não obedece a imperativos pois o querer está naturalmente em


conformidade com a lei.
Imperativo só para a vontade humana

a) Imperativo hipotético meio para se atingir qualquer coisa que se quer – acção
boa como meio de atingir uma outra coisa qualquer.
b) Imperativo Categórico Acção necessária em si mesma Acção boa em si
mesma.
Lei Necessidade incondicionada ( sem elementos empíricos)

P. 89 – Há imperativos que parecendo categóricos, não o são, de facto; são


determinados, por ex. pelo medo de sermos descobertos ( intenção egoísta e não
verdadeiramente moral.

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FORMULAÇÕES DO IMPERATIVO CATEGÓRICO

1ª ( p. 91) – “ Age unicamente de acordo com a máxima que te faça simultaneamente


desejar a sua transformação em lei universal”.
Princípio de Universalidade
2ª ( p. 91) – “ Age como se a máxima da tua acção devesse ser instituída pela tua
vontade como lei universal.
Princípio da Autonomia

EX: 1. Suicídio ( p. 92)


2. Caso do homem que pede dinheiro emprestado
3. Homem com talento (p. 93)
4. Homem egoísta e que não ajuda quem precisa (p. 94)

As máximas Contrárias ao dever Estas acções não pretendem


E  universalidade mas
Conformes ao dever somente excepções para nós (p. 95)
Lei Moral
 Categórica e não hipotética
 Tudo o que é particular e subjectivo não pode constituir lei.
 Qualquer elemento empírico impede a moralidade. ( p. 97)

Metafísica dos costumes  não o que acontece mas o que deve acontecer.
Não o ser mas o dever ser.

Lei Prática Objectiva  Totalmente a priori

Fins Subjectivos  assentam em mobiles


Fins Objectivos  assentam em motivos Válidos Universalmente

Princípios Práticos  a) são formais quando abstraem de todos os fins subjectivos.


b) São materiais quando pressupõem fins subjectivos

Homem  Deve ser encarado não como meio mas como fim.

P. 100
1. Seres não humanos  Valor relativo (meios)  coisas
2. Pessoas  seres racionais  fins em si mesmos (fins objectivos)

Imperativo Categórico  fim em si mesmo

3. Formulação do Imperativo Categórico – p. 101 – “Age de tal forma que trates a


humanidade tanto na tua pessoa como na de qualquer outra, simultaneamente como um
fim, e nunca simplesmente como um meio.” Princípio de Finalidade

3
Ex: 1. Suicídio (p. 101)
2. Falsa Promessa (p. 102)
3. Talentos Naturais
4. Cada um deve contribuir para a felicidade dos outros (p.103)

Legislação Universal (p. 104)


Imperativo Categórico ➡ É o único de entre todos os imperativos que é
incondicionado.(p.105)

Princípio de Autonomia ≠ Princípio de Heteronomia


Todo o ser racional ➡ pelas máximas ➡ estabelece uma legislação universal ➡ REINO
DOS FINS (p.106)

Todos s seres racionais ➡ submetidos à Lei ➡ cada uma delas jamais poderá usar de si
próprio ou dos outros simplesmente como meio mas sempre simultaneamente como fins
em si mesmos. (p. 106)
Ligação sistemática entre todos
Meios e fins ao mesmo tempo REINO DOS FINS

O Dever não é do
chefe mas pertence a
cada membro
Razão como legisladora Universal
(Princípio da Autonomia da Vontade)

Ser Racional pertence ao REINO DOS FINS quando ➡ é legislador


➡ é súbdito

Reino dos Fins ( p. 108) Venal – necessidades gerais


a) Preço ➡ pode ser trocado
Afectivo – exercício gratuito
faculdades mentais
b) Dignidade ➡ acima de qualquer preço
Valor intrínseco Moralidade

Humanidade
Respeito ➡ única palavra que exprime a estima que um ser racional deve ter.
É absolutamente boa a vontade que não pode ser má, cuja máxima quando convertida
em Lei Universal não pode entrar em contradição consigo mesma.

Vontade Santa ➡ Absolutamente boa


Vontade que não é santa ➡ tem obrigação (prescrição moral), tem dever.
Só o respeito pela lei pode conferir à acção um valor moral.
Princípio da Autonomia ➡ Princípio supremo da moralidade
Princípio da Heteronomia ➡ Origem de todos os princípios ilegítimos da vontade.

P.116

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Imperativos Hipotéticos ≠ Imperativo Categórico

“ devo fazer isto “devo agir desta ou daquela maneira


porque quero aquilo mesmo que não quisesse outra coisa”

FMC – P. 116
Classificação dos Princípios segundo a Heteronomia ( consultar Mário Ferro p. 129-
130)
Princípios empíricos ➡ A Lei Moral não se pode fundar nestes princípios. Derivam
da Felicidade.
Princípios Racionais ➡ Derivam do princípio da perfeição

3ª Secção ( P. 121)

Liberdade da Vontade ➡ Autonomia

1. M. Sensível ➡ fenoménico
Dependente de leis naturais
Condicionado ( hetereónomo )

2. M. Inteligível ➡ numénico, dependente de leis que são


independentes da natureza e que se
fundam na razão (incondicionado,
autónomo)

P. 136-137

A razão humana ultrapassaria os seus limites se tentasse explicar como é que a


liberdade é possível – a liberdade tem um uso meramente prático.
Só podemos compreender e explicar o que a experiência nos dá.
Não se consegue explicar a liberdade nem o interesse do homem pelas leis
morais.
O fundamento do M. Sensível está no Inteligível.
Leis do M. Inteligível ➡ São imperativos
Acções são deveres, obrigações
O Imperativo Categórico é viável graças à ideia da liberdade que faz do homem
um ser do Mundo Inteligível.
A Liberdade é um conceito a priori que determina as acções humanas.
A Causalidade determina a necessidade natural.
No entanto a contradição não existe pois o homem é simultaneamente um ser
numérico e fenoménico.
As leis que regem os fenómenos são ≠ das leis que regem os númenos.

O Postulado da ➡ Autonomia da Vontade


Liberdade

Imperativo Categórico ➡ Princípios sintéticos a priori

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Unidade entre Felicidade e Moralidade

Nota Final

a) Uso Especulativo da Razão ➡ Causa suprema do mundo.


b) Uso Prático da Razão ➡ Liberdade ➡ necessidade absoluta de leis reguladoras
das acções de um ser racional.

Crítica à Razão humana em geral por ser limitada.


Necessidade de uma lei prática incondicionada.

Regular a acção humana


Imperativo Categórico
Único Imperativo Moral