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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTA-UNINTA


CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE DA FAMILIA

JANAYNA MAYHARE SOARES

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA DE


SAÚDE DA FAMILIA ATRAVES DAS ATIVIDADES FÍSICAS UM
ENFOQUE NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS

SOBRAL-CE
2018
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JANAYNA MAYHARE SOARES

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA DE


SAÚDE DA FAMILIA ATRAVES DAS ATIVIDADES FÍSICAS UM
ENFOQUE NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como


requisito parcial para a obtenção do grau de
Especialista em Saúde da Família, sob orientação
do(a) prof.(a). Me. NOME DO(A) PROFESSOR(A).

SOBRAL-CE
2018
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Monografia apresentada como requisito necessário para obtenção do grau de


Especialista em Saúde da Família.

_____________________________________________________________
JANAYNA MAYHARE SOARES

Monografia aprovada em __/__/__

_____________________________________________________________
Prof. Ms. NOME DO ORIENTADOR
Orientador(a)

_____________________________________________________________
1º Examinador Prof.Me.

_____________________________________________________________
2º Examinador Prof. Me.

_____________________________________________________________
Coordenador(a) do Curso Prof.Me.
4

Dedicatória

Dedico este trabalho aos meus familiares, amigos e


professores, que contribuem direta e indiretamente
para o meu crescimento pessoal e profissional.
5

AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus por todas as coisas boas que vivi, por que se que o bem
apenas Dele é que veio, agradeço a minha mãe por ser tão boa e acreditar em mim e aos
meus familiares e amigos por sempre estarem comigo. Meu muitíssimo obrigado. Deus os
abençoe e os guarde. Amém!
6

RESUMO

O professor de Educação Física possui um papel fundamental dentro do Programa de


Saúde da Família, pois atualmente as atividades físicas vêm sendo largamente debatida,
estudos comprovam que a prática da mesma consequência em inúmeros benefícios para
o organismo humano. Enquanto que a atividade física é, naturalmente, o melhor
investimento na saúde e seus benefícios tonificantes e são essenciais para qualquer
idade, este estudo tem um caráter bibliográfico onde procuramos explanar e discutir o
tema com base em referencias teórico, Analisar a importância do educador físico no
programa de saúde da família. Nele iremos abranger Programa Saúde de Família o
NASF, Os modelos da Educação Física na História do Brasil, Atividades Física na
Prevenção de Doenças e Doenças a Partir da não Prática de Atividades Físicas, a partir
desses temas destacamos que é fundamental a inserção do profissional professor de
educação física no quadro da equipe multiprofissional do programa de saúde da família,
visto que o mesmo, atuando em todos os PSF.

PALAVRAS-CHAVE: Profissional de Educação Física. Nasf. Prevenção de Doenças.


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ABSTRACT

The Education teacher has a fundamental role within the Family Health Program, because
physical activities are currently widely debated, studies prove that the practice of the same
consequence in innumerable benefits to the human body. While physical activity is of
course the best investment in health and its toning benefits and are essential for any age,
this study has a bibliographic character where we try to explain and discuss the theme
based on theoretical, To analyze the importance of the physical educator in the family
health program. In it we will cover Family Health Program or NASF, The models of
Physical Education in the History of Brazil, Physical Activities in the Prevention of
Diseases and Diseases from the Practice of Physical Activities, from these themes we
emphasize that it is fundamental the insertion of the professional physical education
teacher within the framework of the multiprofessional team of the family health program,
since the same, acting in all Family Health Program.

KEY WORDS: Physical Education Professional. Nasf. Prevention of diseases.


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SUMÁRIO

1. Introdução................................................................................................................. 09
2. Objetivos................................................................................................................... 11
2.1 Objetivo Geral...................................................................................................... 11
2.2 Objetivo Específico.............................................................................................. 11
3. Metodologia............................................................................................................... 12
4. Programa Saúde de Família o NASF....................................................................... 13
4.1 Os modelos da Educação Física na História do Brasil....................................... 18
4.2 O Programa Saúde da Família (PSF) e o Professor de Educação Física........... 22
5. Atividades Física na Prevenção de Doenças......................................................... 27
5.1 Doenças a Partir da não Prática de Atividades Físicas....................................... 31
6. Considerações Finais .............................................................................................. 35
Referências.................................................................................................................... 38
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1. Introdução
Nos dias atuais Estudos epidemiológicos salientam que a atividade física diária e a
adoção de um estilo de vida ativo que são necessários para uma qualidade de vida
saudável, uma vez que a atividade física regular contribui na prevenção e controle das
doenças crônicas não transmissíveis especialmente às relacionadas às doenças
cardiovasculares e o câncer. Está correlação também a uma melhoria da mobilidade e da
capacidade funcional durante o envelhecimento, sendo fundamental incentivar mudanças
para a adesão de um estilo de vida ativo. Com a criação dos NASF, os profissionais de
Educação Física foram inseridos no serviço de Atenção Básica, atuando na
implementação e concretização da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS). As
práticas corporais e a atividade física (PCAF) constituem um dos sete eixos temáticos de
atuação da PNPS.
O Programa Saúde da Família (PSF) nasce no Brasil como uma estratégia de
reorientação do modelo assessorial a partir da atenção básica, em compatibilidade com
os princípios do Sistema Único de Saúde. Considera-se que a busca de novos modelos
de assistência decorre de um momento histórico e social, onde o modelo
tecnicista/hospital não atende mais à emergência das mudanças do mundo moderno e,
portanto, às necessidades de saúde das pessoas.
As atividades físicas com o auxilio de um profissional formado na área tem
auxiliado para a diminuição sedentarismo e seus malefícios relacionados à saúde e ao
bem-estar do individuo. Tendo visto que o sedentarismo ainda é o grande vilão na
sociedade moderna.
A promoção da saúde é umas das maneiras de saúde introduzida na atenção
básica de atendimento onde reduz seus indicadores de forma bem efetiva através da
prática de atividade física na dentro da comunidade, onde na medida em que as cidades
executam ações envolvendo a pratica de atividade física neste nível de atenção, as
internações tem uma grande redução esta causa por causa deste atendimento inicial,
reduzindo consideravelmente os custos repassados na saúde e bem como uma grande
melhora na qualidade vida da população.
Neste intuito, o presente estudo está estruturado em dois capítulos da seguinte
forma:
O primeiro capitulo traz uma contextualização sobre o Programa Saúde de Família
desde o seu início, sua implementação no SUS, sua lei que a regulamenta, seus
princípios e a ligação entre o programa e a inclusão do profissional de educação física
10

que desenvolve papel fundamental na multi equipe profissional da saúde, partindo de


modelos da educação física na história do brasil.
No segundo capítulo explanamos sobre atividades físicas na prevenção de
doenças e doenças Crônicas Degenerativas serão abordados para explanar ainda mais a
importância do profissional de educação física dentro da equipe do NASF.
Com a produção cientifica deste tema, temos como nos aprimorar e desmitificar
melhor a realidade proposta pelos autores estudados, para assim produzir uma discussão
e um diálogo sobre a inserção do profissional de educação física no NASF que ainda tem
uma carência sobre este assunto e acrescentar um maior conhecimento no meio
acadêmico.
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2. Objetivos

2.1 Objetivo Geral


 Analisar a importância do educador físico no programa de saúde da família.

2.2 Objetivo Específico


 Analisar importância do educador físico através das atividades físicas na
prevenção de doenças.
 Analisar a importância da promoção da saúde para o programa saúde da família.
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3. Metodologia

A pesquisa bibliográfica procura entender, explicar e discutir um tema em questão


com base em referencias teóricas, publicações em livros, revistas, periódicos e outros.
Busca também, analisar e conhecer conteúdos científicos sobre determinados temas
(MARTINS, 2001).
A revisão bibliográfica, ou revisão literária, é uma análise crítica, minuciosa e ampla
das publicações contemporâneas em determinada área de conhecimento (GIL, 2002).
Podemos agregar a este estudo um acervo de consultas a base de dados,
periódicos e artigos indexados com o objetivo de enriquecer a pesquisa.
Este tipo de estudo tem como intuito posicionar o pesquisador em contato direto
com os estudos que já foram publicados, citado ou arquivado sobre um determinado
assunto (LAKATOS E MARCONI, 2007).
Desta maneira segundo os autores citados acima, a pesquisa bibliográfica não é
exclusivamente uma mera recorrência do que já foi escrito ou publicado sobre deliberado
assunto, todavia sim, proporcionar a análise de um tema sobre uma nova visão ou
abordagem, perfazendo novas conclusões sobre este tema, Sua composição é
bibliográfica, e nela se averiguam os dados obtidos através do acervo pesquisado,
constatando informações entre as várias literaturas publicadas sobre o tema.
Marconi e Lakatos (1990, p.66) definem um conceito sobre essa prática: A
pesquisa bibliográfica, ou de fatores complementares, abrangem toda a literatura já
públicadas em relação ao tema de estudo proposto, desde editorações publicadas em
boletins, revistas, jornais, pesquisas, livros, monografias, teses.
Neste estudo adotamos um artificio metodológico, a revisão bibliográfica
escolhendo se por utilizar à revisão descritiva que é um dos tipos de revisão de literatura
pela contingência ao acesso a experimentos de autores que já foram estudados sobre o
assunto, segundo Silva et al (2002), a revisão não é imparcial visto que permite o relato
de outros trabalhos, a partir da percepção do pesquisador sobre outros assuntos.
Gil (2002) afirma que a seleção criteriosa de uma revisão literária pertinente ao problema
significa familiariza-se com os textos sobre assunto relevantes, reconhecer os autores e o
que eles estudam sobre o problema em questão.
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4. Programa Saúde de Família o NASF

A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a retratar a saúde, a partir de


1949, como sendo “um completo bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência
de doença”. Nessa concepção, em 1988, foi estabelecida pela Constituição Brasileira uma
nova formulação política e organizacional para processos dos serviços e ações de saúde
(HALLAL, 2006).
A primeira Lei nº 8.080 Lei Orgânica da Saúde tornou se pública em 1990 e
dispõem em Art. 2º que “a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o
Estado prever as condições indispensáveis ao seu pleno exercício”. Surge, então, o
Sistema Único de Saúde (SUS), que segue a mesma ideologia, assim como os mesmos
princípios organizativos em todo país, sob três esferas independentes de governo federal,
estadual e municipal.
Em 2008, o Ministério da Saúde compartilha portaria que institui o programa Núcleo
de Apoio à Saúde da Família (NASF) (BRASIL, 2008) e na sequência torna público o
documento intitulado de Diretrizes do NASF (BRASIL, 2009), atualizando-o
posteriormente com uma redefinição de princípios e modalidades (BRASIL, 2012). Apesar
de este não ser o primeiro documento a sinalizar as atividades que podem ser
desenvolvidas pelo profissional de Educação Física, é o texto oficial que vai organizar
reflexões em torno do trabalho específico desse profissional no ambiente da saúde
pública brasileira, formalizado no programa divulgado.
O SUS, É visto como um novo sistema de saúde e que está em constante
estruturação, é norteado por princípios entre eles, a Universalidade que prevê a garantia
de atenção à saúde por parte deste sistema, a todo e qualquer cidadão, da igualdade que
assegura ações e serviços de todos os níveis de acordo com a dificuldade que cada caso
requeira, esteja o cidadão onde morar e a Integralidade em que as ações de promoção,
proteção e recuperação da saúde não podem ser partilhadas dos seguintes princípios
norteadores do SUS, representam uma das maiores conquistas na efetivação da saúde
em benefício dos cidadãos. Sendo assim, sua aplicação ainda não foi integralmente
aperfeiçoada, uma vez que, evidentemente, fazemos parte de um país numeroso com
regiões de necessidades e realidades bastante caracterizadas, condições que, na prática,
representam impedimento para a sua aplicabilidade.
Para Malta (2009):
As políticas públicas de saúde no Brasil são regulamentadas segundo os preceitos
do Sistema Único de Saúde (SUS), que apresenta como seu eixo norteador a
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Atenção Primária em Saúde (APS). Este modelo de atenção visa intervir nos
determinantes sociais de saúde e possibilita uma compreensão ampliada do
processo saúde/doença. O foco do novo modelo de atenção à saúde está voltado
para a promoção da saúde, o que se torna evidente pela aprovação da Política
Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) que confirma sua institucionalização no
SUS.
O Programa Saúde da Família (PSF) nasce no Brasil como uma estratégia de
reorientação do modelo assessorial a partir da atenção básica, consistindo com os
princípios do Sistema Único de Saúde. Considera-se que a busca de novos modelos de
assistência decorre de um momento histórico/social, onde o modelo tecnicista/hospital
não atende mais à emergência das mudanças do mundo moderno e, portanto, às
necessidades de saúde das pessoas. Assim, o PSF se apresenta como uma nova
maneira de trabalhar a saúde, tendo a família como centro de atenção e não somente a
população doente, incluindo nova visão no processo de modificação em saúde na medida
em que não espera a população chegar para ser atendida (ROSA & LABATE, 2005).
Por esse modelo de atenção entende-se que o conceito que estabelece
negociações entre o técnico e o político. Como uma dada realização de pensamentos de
política sanitária em diálogo com certo saber técnico. Uma tradução para esse projeto de
atenção à saúde de princípios éticos, jurídicos, clínicos, organizacionais, socioculturais.
O Núcleo de Atendimento à Saúde da Família (NASF) é uma equipe de diversos
profissionais de várias áreas de conhecimento, que devem atuar de maneira integrada e
apoiando os profissionais das Equipes Saúde da Família, as Equipes de Atenção Básica
para populações específicas, compartilhando as práticas e saberes em saúde nos
territórios sob responsabilidade destas equipes (BRASIL, 2009).
Criado com o objetivo de amplitude e finalidade das ações da atenção básica, bem
como seu reparo, o NASF deve buscar contribuir para a plenitude do cuidado aos
usuários do Sistema Único de Saúde, principalmente por intermédio da ampliação da
clínica, auxiliando no aumento da capacidade de análise e de intervenção sobre
problemas e necessidades de saúde, tanto em termos clínicos quanto sanitários e
ambientais dentro dos territórios.
Contribuindo com o cenário de alcance do programa, os melhores resultados em
saúde, o NASF tem a perspectiva da promoção da saúde e do cuidado da população,
investigando responder aos novos e antigos desafios da fraqueza dos brasileiros,
ocasionando a possibilidade de ampliar a oferta das práticas integrativas e
complementares e a oferta da melhor tecnologia disponível para grande parte das
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doenças crônicas, bem como a reformulação de tratamentos baseados somente na


medicalização das doenças (Mendonça, 2009).
A Equipe de Saúde da Família (ESF) deve ser composta, no mínimo, por um
médico generalista (com conhecimento de clínica geral), um enfermeiro, um auxiliar de
enfermagem e de quatro a seis Agentes Comunitários de Saúde. Também, dentro da
ESF, pode haver os profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf), onde
abrange a Portaria n° 154 de 2008, a existência duas modalidades de Nasf: sendo o
primeiro deles composto por no mínimo cinco profissionais com formação universitária,
entre os seguintes: psicólogo, farmacêutico, profissional da educação física, assistente
social, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico ginecologista, médico homeopata,
nutricionista, médico acupunturista, médico pediatra, médico psiquiatra e terapeuta
ocupacional.
No segundo nível deverá ter no mínimo três profissionais, entre os seguintes:
psicólogo, assistente social, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, profissional da
educação física, nutricionista e terapeuta ocupacional (BRASIL, 2009).
Dentre os objetivos regulados do NASF estão à prática de saúde humanizada por
meio do vínculo entre profissionais de saúde e a população, a contribuição de assistência
integral e com atendimento às necessidades da população, a intervenção sobre os fatores
de risco aos qual a população está exposta, contribuindo para democratização do
conhecimento do processo saúde/doença e fazendo com que a saúde seja diferenciada
como um direito de cidadania, Lei, essa de saúde, vigente n.8.080 de 1990 em Brasília
(FIGUEIREDO, 2012).
Em meio os objetivos e Estratégia desenvolvidos pela Saúde da Família, estão à
prática de saúde humanizada por meio do vínculo entre profissionais de saúde e a
população, o fornecimento de assistência integral e com contingência às necessidades da
população, a interposição sobre os fatores de risco aos qual a população está exposta,
colaborando para popularização do conhecimento do processo saúde/doença e fazendo
com que a saúde seja reconhecida como um direito de cidadania (Malta & Castro, 2009).
O mesmo autor afirma que as unidades de saúde da família é o primeiro contato de
serviço à saúde para a população, considerando um sistema de importância e
regionalizado de saúde e fundamental para organização da referência e contra referência
para os diferentes níveis do sistema, onde atuam equipes formadas por médico,
enfermeiro, auxiliar de enfermagem, agentes comunitários de saúde, profissionais de
saúde bucal e cirurgião-dentista, essas equipes são capacitadas a identificar a realidade
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das famílias nas quais são responsáveis, estabelecendo planos que enfrentem o processo
de saúde e doença.
Já nas políticas públicas de saúde, seja na categoria da formação, ou na de
manifestação têm importância fundamental nos modos de pensar e agir em saúde no
Brasil. E, no caso da educação física, as mudanças já são visíveis especialmente no que
se refere às práticas corporais.
As Políticas Nacionais Promoção da Saúde (BRASIL, 2011), sugere que os
prontos atendimentos aconteçam na rede básica de saúde e na comunidade, e
estabelecem orientações, como: mapear e apoiar as ações de práticas corporais /
atividade física existente nos serviços de atenção básica e Estratégia de Saúde da
Família e inserir naqueles onde não há ações; ofertar práticas corporais / atividade física
como caminhadas, prescrição de exercícios, práticas lúdicas, esportivas e de lazer, na
rede básica de saúde, voltadas tanto para a comunidade como um todo quanto para
grupos vulneráveis.
Partindo do conceito das PNPS no qual a saúde está pautada nas Ciências
Naturais e o corpo é visto de forma fragmentada e destituído de subjetividade, que podem
ser percebidos tanto nos âmbitos da formação e da pesquisa como no da intervenção
(CARVALHO, 2001; FENSTERSEIFER, 2006) onde Todavia, o saber adquirido do
profissional é cada vez mais em várias disciplinas e suas funções dizem respeito também
à questão da administração e gestão do trabalho, além da perspectiva técnica ao
atendimento da população na qualidade de vida (CARVALHO, 2001).
Atenção Primária à Saúde (APS) e Atenção Básica no Sistema Único de Saúde
(SUS) A Atenção Primária à Saúde é definida pelo Ministério da Saúde como um conjunto
de ações em saúde realizadas pela Saúde da Família, por meio de permanente exercício
de interdisciplinaridade, para atender as várias demandas que determinam a saúde e
qualidade de vida da população, requerendo a contribuição de todos os campos e áreas
do conhecimento para fazer-se eficaz. A atenção básica é definida como um conjunto de
ações de caráter individual ou coletivo situadas no primeiro nível de atenção dos sistemas
de saúde e voltado para a promoção da saúde, a prevenção de agravos, o tratamento e a
reabilitação. Isto indica que a atenção básica está contemplada pela atenção primária.
De acordo com a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB):
A atenção básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito
individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção
de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde.
É desenvolvida por meio do exercício de práticas gerenciais e sanitárias
democráticas e participativas, sob forma de trabalho em equipe, dirigidas a
populações de territórios bem delimitados, pelas quais assume a responsabilidade
sanitária, considerando a dinamicidade existente no território em que vivem essas
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populações. É o contato preferencial dos usuários com os sistemas de saúde.


Orienta-se pelos princípios da universalidade, da acessibilidade e da coordenação
do cuidado, do vínculo e continuidade, da integralidade, da responsabilização, da
humanização, da equidade e da participação social.
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4.1 Os modelos da Educação Física na História do Brasil.

Assim entramos na educação física brasileira onde no final do século passado teve
sua consolidação como profissão, Bagrichevsky (2003) explana que a educação física na
época tinha problemas com legitimidade, um impasse no seu papel no país onde ela
sempre esteve ligada ao nacionalismo, onde atendia interesses militaristas por volta dos
anos cinquenta e sessenta se verifica que, em geral, está sempre esteve alinhada com as
ideologias hegemônicas e voltada ao atendimento de projetos conservadores de
sociedade.
Entretanto, foi particularmente a começar pela década de 1980 que a
Educação Física emergiu, de forma mais evidente. Surgiu certo movimento cientista no
campo da educação física, criador de um conjunto de obras consideráveis pontuais que
proporcionavam questionamentos essenciais nas bases políticas, sociais e epistêmico da
educação física brasileira.
Pode-se entender que emergiu uma expressão coletiva contra a supremacia
que, no seu processo de solidificação, o padrão teórico dentro da Educação Física
corrente da época, fundado no chamado “paradigma” da aptidão física. Tais movimentos,
que a partir daquela década, seguiu a produção de uma série de polifonia ao modelo
influente até os dias atuais. Essa manifestação coletiva portava características próprias.
Dava-se de um movimento que se possibilitou em função da conversação da educação
física com as ciências sociais (BAGRIESVKSY, 2003).
No final do século XVIII e início do Século XIX, os trabalhos físicos foram
compreendidos, como “métodos“ e “remédios“. Acreditava-se que, por meio deles, as
condições instrumentarias de vida a que estava passível ao trabalhador, seria realizável
adquirir um corpo saudável, ágil e instruído exigido pela sociedade. É
preciso destacarse que, em relação às circunstancias de vida e de trabalho, decorrido há
mais de um século, esse relato pouco se alterou em países como o Brasil (SOARES et
al., 1992).
Mocker (1992) explana que a maioria dos cursos de educação física do Brasil que
reconhece o esporte hegemônico enquanto sinônimo de educação física, fortalece, junto
aos futuros professores, a concepção das aulas similares, exclusivamente, no caráter de
treinamento (insistente repetição dos gestos motores desportivos).
Taffarel (1992) perfaz que o esporte competitivo da época produzia as relações que
se estabelecem em uma sociedade autoritária, já que sua essência é a rivalidade, a
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midiatização, o rendimento. Mesmo depois de mais de uma década, estas ideias


encontram atualidade e reverberação em projetos esportivos vigentes no Brasil.
No Brasil, a Educação Física higienista perdurou até 1930. Segundo Guiraldelli
Junior (1992), neste ponto de vista, julgava ser capaz de redimir o povo de sua
violação mortal, que é o desconhecimento, e que o leva as situações de degradação da
saúde. Na realidade, o que está na Educação Física higienista é uma preocupação com a
saúde do povo, já que a coerência é tornar o homem mais saudável através de
exercícios, para depois extrair toda a seus esforços na produção.
Ghiraldelli Junior (1992) indica o fim da tendência higienista em torno a década de
1930, partindo nesta década a orientação militarista. Ele explana o quanto esta aptidão
também estava intensamente atribulada com a saúde particular e com a saúde
comunitária dos brasileiros, estando esta, vista como a criação do indivíduo soldado,
capaz de obedecer facilmente e de servir do padrão para o restante da adolescência pela
sua bravura e a impavidez, tornando bem claro que, principalmente buscava-se capacitar
a juvenilidade para resistir o combate, a luta, a guerra. Por conseguinte, a Educação
Física seria abastadamente rígida para dar condições dos indivíduos servirem e
protegerem a pátria.
Darido (2003), ao final da década de 70, somos preenchidos por um sentimento
de melhoramento próprio do período devido a atualidade histórica social, movimentos
coordenados por estudiosos da Educação Física escolar e educacional começam uma
impugnação ao tecnicismo, desportivo e a visão biológica inserida na área. Culminando
com os inúmeros entendimentos sendo eles o Desenvolvimentista,
ConstrutivistaInteracionista, Crítico Superadora, Sistêmica, Psicomotricista, Crítico-
Emancipatória, artística suportadas nos Jogos solidários e cooperativos, no paradigma de
Saúde Renovada e a relativa aos Parâmetros Curriculares Nacionais que se exibem na
contemporaneidade, o que se esclarece através dos trabalhos de se afastar a Educação
Física do modelo tecnicista da Educação Física.
Mas em 1990, com a autorização da Lei nº. 8.080, o Brasil obteve seu fortalecimento e
consolidação no sistema de saúde, concluindo os princípios de totalidade, igualdade e
plenitude, deixando de lado o aspecto terapêutico, privativo e ligado as características de
forma preventiva, pública e descentralizada, iniciando assim o Sistema Único de Saúde
(SUS) (FALEIROS et al., 2006).
Em 1994 foi criado O PSF, com ponto de partida a família e não apenas o sujeito
doente, utiliza-se da cautela, sendo consciente pela relação direta entre os profissionais
de saúde e as categorias acolhidas (ROSA; LABATE, 2005).
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De acordo com a Portaria de nº 154 de 24 de janeiro de 2008, o NASF opera


vinculada às Equipes de Saúde da Família, proporcionando atividades de advertências,
comunicação e bem estar, contando com o acompanhamento de diversos profissionais
como profissionais de educação física, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas,
farmacêuticos, etc. (BRASIL, 2008).
Esta Resolução nº 218/1997, determina que o profissional de Educação Física
como profissional da saúde, o que oportuniza a atuação dentro do Núcleo de atendimento
de saúde da família, tendo sua atuação nas ações preventivas, discutindo um dos motivos
que mais ocasionam doenças degenerativas na população mundial: o sedentarismo
(CONFEF, 2010).
As ações executadas pelo profissional de Educação Física dentro do grupo do
NASF são basicamente diminuir de riscos à saúde, através da difusão de informações,
suscitando medidas de educação durável e práticas corporais, tudo de acordo com as
carências da população atendida enfatizando o estimulo a vida saudável e qualidade de
vida (BRASIL, 2008).
O Conselho Nacional de Educação (CNE), através da Resolução nº 01/2002 e nº
07/2004, possibilita dois tipos de formação para o profissional de Educação Física:
a Licenciatura, que prepara o profissional para atuar na Educação Básica como
docente e o Bacharelado, que possibilita uma atuação em todas as áreas
esportivas e de atividades físicas em geral (BRASIL, 2002).

Durante estas últimas décadas, a Educação Física passou por inúmeras


modificações que prontamente interferiram na conjuntura histórica desta área, as
modificações de objetivos e as sugestões educacionais onde são claros exemplos
deste fato (DARIDO, 2003).
A Educação Física constitui-se de numerosos saberes e se configura a partir de um
diálogo durável que se estabelece, preponderantemente, entre a área de tecnologias
humanas e a área de conhecimentos da saúde. (LOVISOLO, 2008).
Hoje na Educação Física promove-se com as outras profissões da saúde, nas
equipes de orientação, bem como direcionado a função na atenção básica, é de essencial
importância para descobrirmos caminhos mais próprios para formatação e atuação no
sentido de beneficiar as mudanças. Onde essas modificações exigem estudos teórico e
prático que orientem o trabalho profissional, com base nos conceitos do SUS; uma das
concepções de saúde que contemple a dificuldade dentro do campo de atuação;
(MATTOS, 2006).
Integralidade, uma das concepções do SUS, na Educação Física se determina à
ideia do “sujeito integral”. Ainda que não seja universal esta declaração no campo da
21

saúde coletiva, a integralidade é um fragmento de uma imagem objetiva, um declarado de


certas particularidades do sistema de saúde, de suas instituições e de suas práticas, um
total de valores pelos quais valeria lutar, pois se relatam a um ideal de uma comunidade
mais justa e mais altruística (MATTOS, 2006).
Castellani Filho e Carvalho (2006) acreditam que o estimulo ao movimentar-se,
implica em conhecer os limites e rendimentos em várias proporções, sendo
elas intelectual e afetiva e não só biológica e física. É preciso, vivenciar essa diferença e
poder apresenta-la no sentido de planejar, delinear e programar as ações de modo
comum, sobretudo com a população entendendo seu movimento como processo de
qualidade de vida.
22

4.2 O Programa Saúde da Família (PSF) e o Professor de Educação Física.

O profissional de Educação Física possui um papel importante dentro do PSF, pois


atualmente as atividades físicas vêm sendo bastante debatida, pois estudos comprovam
que a prática da mesma traz inúmeros benefícios para o organismo humano. Enquanto
que a atividade física é, naturalmente, o melhor investimento na saúde e seus benefícios
são energizantes e são essenciais para qualquer idade.
Dentre os mesmos proporcionados pela atividade física, podem-se destacar
alguns: alívio do estresse emocional; melhora da composição sanguínea; redução da
pressão arterial; estímulo ao emagrecimento; aumento da densidade mineral óssea e da
massa muscular, diminuição do consumo de medicamentos, melhora das funções
cognitivas e da socialização e desenvolvimento da aptidão física, como afirmam Miranda
et al. (2006); McArdle et al. (2002). De tal modo, o professor de Educação Física acaba
vindo a atingir diretamente os objetivos da PSF.
Segundo a Lei nº 9.696 de setembro de 1998, artigo 3º citado por CONFEF (1998)
pertence ao Profissional de Educação Física coordenar, planejar, programar,
supervisionar, motivar, liderar, organizar, avaliar e executar trabalhos, programas, planos
e projetos, bem como prestar serviços de auditoria, consultoria e assessoria, realizar
treinamentos especializados, participar de equipes multidisciplinares e interdisciplinares e
elaborar informes técnicos, científicos e pedagógicos, todos nas áreas de atividades
físicas e do desporto.
A Resolução CONFEF nº 046/2002 ainda afirma que o Profissional de educação
física deve realizar serviços que favoreçam o desenvolvimento da educação e da saúde,
contribuindo para a capacitação e/ou melhoria de níveis adequados de desempenho e
condicionamento físico corporal dos seus beneficiários, visando à consecução do bem-
estar e da qualidade de vida, da consciência, da expressão e estética do movimento, da
prevenção de doença.
Portanto o profissional de educação física trabalha em vários campos da atividade
física desde o da educação ao de reabilitação do condicionamento físico, o que o
particulariza como um profissional que atua em duas áreas a educação e a saúde.
Pois nas escolas as aulas de educação física são as mais adoradas pela maioria
dos alunos já com relação à saúde, ao longo do tempo o profissional de educação física
vem lutando por esse espaço (JULIO & PINTO, 2011).
Cardoso (2002) expõe que o Programa Saúde da Família (PSF) busca desenvolver
ações de atenção primária à saúde, dirigidas não somente para a cura e prevenção de
23

doenças, mas, principalmente, buscando promover a qualidade de vida e valorizar o papel


dos indivíduos no cuidado com sua saúde, de sua família e de sua comunidade.
Com isso, percebemos que a prática regular de atividade física, ou exercícios,
trazem vários benefícios à saúde, principalmente pelo fato de atuar diretamente como um
agente de prevenção de doenças, recuperador e promotor da saúde.
Investigando tais benefícios da atividade física, a Política Nacional de Promoção à
Saúde, referenciada na Agenda Nacional de Promoção da Saúde (2005-2007), Metas de
Desenvolvimento do Milênio, propostas pela Organização das Nações Unidas (ONU), a
alimentação saudável e a atividade física, visando reduzir a morbimortalidade por
doenças relacionadas aos padrões de consumo de alimentos e sedentarismo (MIRANDA
et al., 2006; BRASIL, 2010).
Atualmente, com o avanço das tecnologias e principalmente das pesquisas
voltadas à educação física, a área vem sofrendo grandes progressões em relação à
saúde e qualidade de vida. A atividade física, em especial o exercício frequente pode ter
efeitos extremamente importantes na prevenção e tratamento de doenças crônicas não
infecciosas, que podem surgir com o envelhecimento. Isto é, que ela pode diminuir a taxa
de morte precoce, além de conservar a qualidade de vida e o aumento da longevidade em
condições excelentes de saúde (SHEPHARD, 2003).
Na equipe multiprofissional do PSF, a atuação do professor de educação física
pode ser realizada através das mais variadas áreas da educação física, porém não devem
prender-se a somente um conteúdo de sua área (BRASIL, 2009). O do Programa Saúde
da Família visando à prevenção de enfermidades e promoção e recuperação da saúde do
indivíduo, como uma de suas principais metas e a prática de atividade física, vem sendo
uma das ações de prevenção de doenças, este estudo refere-se sobre o Professor de
Educação Física no Programa Saúde da Família (PSF).
É de convívio com a cultura que vem a importância de se construir conceitos e
perspectivas de saúde, promoção da saúde e o profissional de EF a partir das
experiências apresentadas e/ou construídas pela população referida a um território.
Nesse sentido recomenda-se que o profissional de Educação Física favoreça em
seu trabalho a abordagem da diversidade das manifestações da cultura corporal
presentes localmente e as que são transmitidas nacionalmente, procurando fugir do
aprisionamento técnico pedagógico dos conteúdos clássicos da Educação Física, seja
âmbito esportivo, das ginásticas e danças, bem como na ênfase à prática de exercícios
físicos ligados à avaliação de medida e a desempenho do corpo humano.
24

Seu objetivo, como o de todos os demais profissionais de saúde, é ofertar um bem-


estar completo à população. As atividades que podem ser realizadas por este profissional,
tais como: estimulação precoce; elaboração de projetos e programas de conscientização
da população e reabilitação com o exercício físico; atividade física a grupos especiais
(gestante, terceira idade, obesos...) e a comunidade em geral; podem melhorar o leque de
serviços de saúde oferecidos (SILVA, 2016).
Agravando a questão: a produção biológica de corpo parece não ser suficiente para
responder às questões provenientes dos elementos determinantes da saúde expressos
no artigo 3º da Lei Orgânica da Saúde no 8080/90, pois apenas uma parte da natureza
humana é enfatizada. De forma mais ampla, o campo de saber da Educação Física é
formado de conteúdos da cultura corporal ou cultura de movimento e dos conhecimentos
organizados nos campos do esporte e aptidão física, da história, da antropologia, da
sociologia, da educação e da saúde.
O atendimento por parte do educador físico pode ocorrer de forma individualizada
em espaços do Posto/Centro/Unidade de Saúde, como na moradia do usuário, e
normalmente envolvem a participação dos demais profissionais da equipe de referência.
Dentro das possibilidades dos profissionais de Educação Física estaria um exemplo, o
auxílio na reabilitação pós-traumática, recuperação pós-operatória, atendimentos a
pacientes que tiveram Acidente Vascular Cerebral, ação de avaliação genética e outros
testes para alguns casos específicos determinados pela equipe NASF, dentre outras
possibilidades.
Todas estas atividades estariam previamente planejadas e agendadas em
sincronia com as ações de demais profissionais do NASF, bem como da equipe de
referência. No caso do atendimento a um usuário em reabilitação pós-traumática, nesse
caso a atuação, muito seguramente, ocorreria conjuntamente com médico da família,
enfermeiro (da equipe de referência) e fisioterapeuta do NASF (SILVA, 2016).
Já no atendimento coletivo as atividades podem ocorrer em grupos em qualquer
espaço do território e possuem um grupo de participantes. No caso dos profissionais de
Educação Física, podem envolver grupos de convivência; grupos de cada doença grupos
de promoção de saúde, grupos voltados para saúde laboral, dentre outros. Popularmente
possuindo alguns parâmetros.
É essencial que a participação dos usuários seja de alguma forma registrada nos
prontuários, dado que a participação neste tipo de atividade é uma importante informação
de saúde. A composição dos grupos normalmente surge da procura local, a partir das
discussões geradas durante as reuniões de registro (SILVA, 2016).
25

Manide e Arvanitou (2002) explanam que apenas o trabalho multidisciplinar com a


união das competências de vários profissionais, pode garantir às pessoas em geral,
usuárias dos serviços de saúde no Brasil, um atendimento de qualidade, efetivo e que
estejam de acordo os propósitos que o programa se propõe. Se o SUS prevê a promoção
e prevenção da saúde com a atuação de movimentos corporais, os profissionais de saúde
e usuários na formulação de estratégias e no controle das políticas de saúde veem a
inserção do profissional de educação física como um auxílio na prevenção e promoção da
saúde.
Diretrizes do Nasf para atuação profissional de educação física (Pág. 146 e 147).
 Fortalecer e promover o direito constitucional ao lazer;
 Desenvolver ações que promovam a inclusão social e que tenham a intenção de
gera lizar, a integralidade do sujeito, o cuidado integral e a abrangência dos ciclos da
vida como princípios de organização e incentivo das práticas corporais / atividade
física;
 Desenvolver junto à equipe de SF ações de outros setores pautadas nas
demandas da comunidade;
 Favorecer o trabalho interdisciplinar amplo e coletivo como expressão da
apropriação conjunta dos instrumentos, espaços e aspectos estruturantes da
produção da saúde e como estratégia de solução de problemas, reforçando os
pressupostos do apoio matricial;
 Favorecer no processo de trabalho em equipe a organização das práticas de saúde
na APS, na perspectiva da prevenção, promoção, tratamento e reabilitação;
 Divulgar informações que possam contribuir para adoção de modos de vida
saudáveis por parte da comunidade;
 Desenvolver ações de educação em saúde reconhecendo a importância dos
sujeitos na produção e apreensão do conhecimento e da importância desse último
como ferramenta para produção da vida;
 Valorizar a produção cultural local como expressão da identidade comunitária e
reafirmação do direito e possibilidade de criação de novas formas de expressão e
resistência sociais;
 Priorizar através de intervenções que favoreçam a coletividade mais que os
indivíduos sem excluir a abordagem individual;
26

 Conhecer o território na perspectiva de tons sociopolíticas e dos equipamentos que


possam ser potencialmente trabalhados para o evidenciar as práticas corporais/
atividade física;
 Construir e participar do acompanhamento e avaliação dos resultados das
manifestações;
 Fortalecer o controle social na saúde e a organização comunitária como princípios
de participação políticas nas decisões afetas a comunidade ou população local.
27

5. Atividades Física na Prevenção de Doenças

Nos últimos tempos a falta de atividade física tem auxiliado para o aumento do
sedentarismo e seus malefícios relacionados à saúde e ao bem-estar do indivíduo. Tudo
isso, e efeito de um novo padrão de vida da sociedade moderna (SAMULSKI, 2000).
Entende-se que a atividade física em toda sua gama apresenta efeitos benéficos
em relação à saúde, além de tardar o envelhecimento e prevenir o progresso de doenças
crônicas degenerativas, as quais são derivadas do sedentarismo, sendo um dos maiores
problemas e gastas com a saúde pública nas sociedades modernas nos últimos anos.
Tudo isso tem sido causado principalmente pela inatividade física e assim sendo motivada
pelas inovações tecnológicas e aos maus hábitos alimentares (GUEDES, 2012).
A prática regular diária de exercícios físicos é estimada como a forma de se
prevenir e combater os males associados com o envelhecimento. Desta maneira devemos
destacar que a atividade física bem aplicada na adolescência pode induzir um adulto à
prática permanente, convertendo-se, no futuro, um idoso saudável.
A promoção da saúde é umas das maneiras de saúde introduzida na atenção
básica de atendimento onde reduz seus indicadores de forma bem efetiva através da
prática de atividade física na dentro da comunidade, onde na medida em que as cidades
executam ações envolvendo a pratica de atividade física neste nível de atenção, as
internações tem uma grande redução está causa por causa deste atendimento inicial,
reduzindo consideravelmente os custos repassados na saúde e bem como uma grande
melhora na qualidade vida da população (ALVES & PONTELLI, 2015).
O profissional de Educação Física trabalha diretamente com a promoção, resguardo,
recuperação e manutenção da saúde, aparado de acordo com a lei, sua função é a de
administrar a atividade física e o desporto. É direito e dever do profissional de Educação
Física, devido a sua íntima relação com a promoção da saúde, envolver-se dos Serviços
de Saúde Pública. Sobre a atuação do Educador Físico nesse meio Manide e Arvanitou
(2002, p. 237) afirmam:
A diferenciação e a natureza complementar das competências profissionais
específicas constituem condições indispensáveis para que os diversos
especialistas possam cumprir sua função social, já que os conhecimentos médicos
são indispensáveis, mas não suficientes.

A Prática de atividade física sistêmica e regular geram adaptações fisiológicas que


fortalecem na prevenção e na recuperação da saúde, compreender os benefícios da
atividade física para a saúde não significa a não pratica da mesma, isto é, conhecer os
benefícios não garante a adesão da população em programas de exercícios. Hábitos
28

destas atividades devem ser mais incentivos dos órgãos públicos responsáveis
melhorando assim a qualidade de vida de sua população, pois ainda há falta de
programas de atividades físicas em horários diversificados para atender a classe
trabalhadora, maior divulgação e implantação das Academias da Saúde, de projetos de
reabilitação e prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são
indispensáveis nesse processo de mudança (KNUTH, 2009).
Alves (2005) referência estudos epidemiológicos que mostram forte associação
entre atividade física ou aptidão física e saúde. Estudos que apontam que a inatividade
física é um fator de risco para doenças, tais como: cardiovasculares, hipertensão arterial e
obesidade, dentre outras doenças. E, que além de baixar a incidência de fatores de risco,
para vários problemas de saúde, contribui ainda no controle da ansiedade, da depressão,
das doenças pulmonares crônicas, da asma, além de possibilitar melhor autoestima e
ajuda no bem-estar e socialização dos cidadãos.
Nos dias de hoje é bastante aceito que os problemas de saúde, na maior parte dos
países são de natureza degenerativa associada com mudanças nos estilos de vida.
Contudo, essa multiplicação de pessoas com sobrepeso / obesidade é característica de
muitos países, principalmente aqueles em desenvolvimento, resultando em milhares de
mortes a cada ano em todo o mundo, efeito das doenças relacionadas ao peso corporal.
As consequências do sedentarismo e ter sobrepeso / obesidade isso parecem ser
bastante claras. As pessoas obesas têm maiores probabilidades de vivenciar mais
doenças crônicas, desde uma simples “falta de ar” a veias varicosas a outro extremo,
como a osteoporose ou condições mais sérias tais como doenças coronarianas,
hipertensão e diabetes assim como certas formas de câncer (GUARDA, 2010).
As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) podem ser definidas por
doenças com história natural alongada, diferentes fatores de risco complexos, influência
de fatores etiológicos desconhecidos, causa necessária desconhecida, aspecto de causa
desconhecida, ausência de participação ou participação polêmica de micro-organismos
entre os determinantes, longo período de latência, longo curso assintomático, curso
clínico em geral lento, prolongado e permanente, manifestações clínicas com períodos de
remissão e de agravamento, lesões celulares irreversíveis e evolução para diferentes
graus de incapacidade ou para a morte (KNUTH, 2009).
Em meio de crianças e adolescentes a prevalência do sedentarismo aparece em
número alarmante, no quadro de sobrepeso/obesidade. Todavia, a sua consequência
atinge crianças de todos os níveis sociais, colocando-se assim um problema de saúde
pública que traz consequências negativas diretas sobre a sociedade moderna. O estilo de
29

vida da população da cidade tem sofrido constantes mudanças de costumes com relação
à dieta alimentar e atividade física, esses fatores estão relacionados diretamente ao perfil
da sociedade atual. Desta maneira, a prática de atividade física regular é vista como
importante aliada para que se tenha um estilo de vida saudável e ativo fisicamente, além
de ser fundamental no controle e tratamento de sobrepeso/obesidade (JENOVESI, 2003).
Caparro (2005) explana que a preocupação com a higiene e saúde vem desde a
Escola Nova, uma proposta que levava aos professores a pensar a Educação Física a
partir de uma concepção biológica, isto é, fica confirmado que para termos adultos
saudáveis é necessário incutir nas crianças e adolescentes os benefícios de hábitos
sadios e atividades físicas pelos resultados positivos para a nossa qualidade de vida.
Apesar de várias evidências, a maioria dos adolescentes leva uma vida sedentária. Sendo
a inatividade física fator determinante a promoção de risco de doenças.
É essencial destacar a mudança de hábitos diários dos adolescentes, os mesmos
devem se tornar mais ativos, procurar estimular se e movimentar-se mais no dia a dia,
subir escadas, correr, participar de atividades de lazer ao ar livre. E, não
indispensavelmente deixar os relacionamentos virtuais, mas dosar sua prática. Faz-se
necessário construir mecanismos de combate a inatividade física entre os adolescentes
na busca de uma melhor qualidade de vida, que favoreça a saúde e a vida social futura
(HALLAL. et al; 2006).
Goldner (2013) explana que a ausência de atividade física periódica pode gerar
efeitos negativos sobre a vida do indivíduo como o aumento da taxa de diabetes,
surgimento de doenças cardíacas, e leva até mesmo a um aumento do risco de enfarte,
um estilo de vida sedentária é um forte colaborador nas mortes por doenças crônicas que
inclui doenças coronárias, infarto e câncer, perdendo somente para o hábito de fumar e a
obesidade. A preponderância de um estilo de vida sedentária aumenta com a idade,
sendo de essencial e importe o incentivo à prática de atividades físicas regulares.
O mesmo autor cita que a atividade física é um importante aliado do tratamento
antidepressivo devido ao seu baixo custo e sua individualidade preventiva de patologias
que podem levar um indivíduo a situações de estresse e depressão. Estudos que
comparam a atividade física à depressão têm verificado que indivíduos que praticam
atividade física de forma regular reduzem significantemente os sintomas depressivos.
Outro motivo relevante é a obesidade, que vem se tornando nos últimos anos um
mal de combate mundial. O predomínio de alimentação desequilibrada e ausência de
pratica da atividade física combinam em obesidade que influencia na propensão de
30

doenças cardiovasculares, doenças psicológicas e até em distúrbios comportamentais


como ansiedade.
Para Kriska (2001) a atividade física pode ter atuação em três formas na atenção
primária, secundária e terciária da saúde. Contudo a maioria dos mecanismos biológicos
associados à redução, tanto da morbimortalidade por agravos não transmissíveis como da
inaptidão funcional, pela prática de exercícios físicos, ainda não estejam completamente
entendidos, aqueles já estabelecidos tornam evidentes a associação da atividade física
com promoção e recuperação da saúde. Em estudo populacional transversal foi
demonstrado que atividade física está negativamente associada às concentrações de
insulina em duas populações de alto risco para a diabetes que diferiam muito no índice de
massa corporal.
A atividade física é um importante aliado do tratamento antidepressivo devido ao
seu baixo custo e sua característica preventiva de patologias que podem levar um
indivíduo a situações de estresse e depressão. Os estudos que relacionam a atividade
física à depressão têm verificado que indivíduos que praticam atividade física de forma
regular reduzem significantemente os sintomas depressivos (Goldner, 2013).
A prática regular de exercícios físicos limita o risco de várias condições crônicas
entre adultos mais velhos, destas englobam doenças coronárias, a hipertensão, diabetes,
divergências metabólicas bem como de diferentes estados emocionais maléficos como o
stress e a depressão. Neste entendimento o nível elevado de atividades físicas bem
como, sua pratica regulada pode exercer um forte impacto positivo na diminuição da
morbidez e aleatoriamente do obituário da população em geral.
31

5.1 Doenças a Partir da não Prática de Atividades Físicas

De acordo com Machado 2006 as doenças crônicas degenerativas encontram-se


como principal causa de morte e incapacidade no mundo. Cerca de 59% dos 56,5 milhões
de óbitos anuais são os chamados agravos não transmissíveis que envolvem doenças
cardiovasculares, diabetes, obesidade, câncer e doenças respiratórias; onde são
predominantes em países desenvolvidos, sendo os maiores fatores causadores o
estresse e o sedentarismo.
A Organização Mundial da Saúde estabeleceu, em 1978, a hipertensão arterial
como sendo a doença caracterizada por uma elevação crônica da pressão arterial
sistólica e/ou pressão arterial diastólica.
Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) (2007), a hipertensão
arterial sistêmica é uma das doenças de maior predominância mundial, outro caso
significativo é a hipertensão infantil, que está relacionada ao crescimento da obesidade,
causada pela popularização de maus hábitos alimentares e do sedentarismo.
Os indivíduos hipertensos devem ser todos monitorados durante os exercícios
físicos. Deverão ser aferidos antes, durante depois da sessão de treinamento os níveis de
pressão arterial sistêmica (PAS), frequência cardíaca (FC) e duplo produto (PAS x FC)
(PITANGA, 2004).
Há indícios de uma associação direta entre estresse emocional e aumento da
pressão arterial e da reatividade cardiovascular, sendo que o estresse é um fator mais
relevante ao desenvolvimento da hipertensão arterial.
O controle do estresse emocional é essencial como prevenção da hipertensão
arterial, acabando na redução da pressão arterial, sendo recomendado não apenas aos
hipertensos, mas também a todos aqueles que possuam fatores de risco para hipertensão
arterial (V DIRETRIZES BRASILEIRAS DE HIPERTENSÃO, 2006).
Praticar atividade física auxilia na regulação da pressão arterial, proporcionando ao
corpo a aptidão necessária para manter-se equilibrado em situações do dia a dia, o corpo
como todo fica visivelmente preparado, o coração a rigor ganha em capacidade de
bombeamento sanguíneo das artérias e facilitam o retorno sanguíneo pelas veias.
Nesse processo é possível perceber que as gorduras acumuladas nos vasos
sanguíneos sofrem desgaste e com isso desobstruem para passagem sanguínea
(GOLDNER, 2013).
32

A obesidade é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um


acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal que pode atingir graus capazes de
afetar a saúde.
Segundo a OMS (2000), a obesidade é uma doença crónica, que requer esforços
frequentes para ser controlada, constituindo-se como um importante problema de saúde
pública também pelo fato de ser a doença pediátrica que apresentou na última década o
maior aumento de ocorrência.
Conceitua a obesidade como uma epidemia mundial vinculada principalmente pelo
perfil alimentar e de atividade física. Seus crescentes casos vêm sendo atribuída a
diversos processos sociais, em que o ambiente (político, econômico, social, cultural), e
não apenas o indivíduo e suas escolhas, assume um lugar estratégico na análise do
problema e nas propostas de intervenções. Entretanto, parte dos desafios reside em
entender como esses fatores interagem.
Para sabermos se o indivíduo este obeso usamos o cálculo do Índice de Massa
Corporal O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma equação simples entre o peso e a
altura que é frequentemente usada para classificar a obesidade em adultos.
É definida como o peso em quilogramas dividido pelo quadrado da altura em
metros (kg/m2) e fornece a medida de obesidade mais útil a nível populacional. A
classificação da OMS de acordo com o IMC é apresentada no quadro 1 - a obesidade é
definida por um IMC≥30, mas inclui subdivisões, reconhecendo o facto de que a
abordagem e as opções terapêuticas devem ser diferentes quando o IMC é superior a 35.
Os efeitos para a saúde associadas à obesidade consistem não só da quantidade
de gordura em excesso, mas também da sua divisão e distribuição corporal, que pode
variar consideravelmente entre indivíduos obesos. De fato, os indivíduos obesos com
excesso de depósitos de gordura intra-abdominal têm risco aumentado de consequências
adversas da obesidade, sendo mesmo este um fator de risco livre para elas (Zhu, 2002).
A OMS (2000) cita que a obesidade, nos últimos anos se tornou um mal de
combate mundial. O predomínio de uma alimentação desregulada e ausência de prática
da atividade física combinam em obesidade que afeta no aumento de doenças
cardiovasculares, doenças psicológicas e até em distúrbios comportamentais como
ansiedade.
A alimentação e a atividade física atuam na saúde seja de maneira combinada ou
cada uma em separado. Desta forma, durante os efeitos da alimentação e da atividade
física em saúde podem exercer, acima de tudo no caso da obesidade, a atividade física
desenvolve benefícios adicionais independentes da nutrição e da dieta alimentar. A
33

atividade física é fundamental para melhorar a saúde física e mental das pessoas (WHO,
2000).
Outro mal que aparece em indivíduos que não fazem atividade física é o Diabetes
Mellitus ela uma doença causada pela diminuição da ação da insulina, seja pela
diminuição na sua produção ou pelo aumento do bloqueio periférico de sua ação.
Onde a insulina é essencial para que a glicose entre nas células em quantidade
suficiente para suprir as suas necessidades calóricas. Consequentemente, quando ocorre
diminuição da ação da insulina, o nosso organismo não consegue empregar corretamente
sua principal fonte energética, assim desenvolvendo Diabetes Mellitus.
A captação deficiente de glicose pelas células, e seu acúmulo na corrente
sanguínea, principalmente nos sistemas cardiocirculatório e nervoso. Muitos indivíduos
diabéticos precisam fazer uso de medicamentos para controlar a doença, mas, livremente
disto, umas alimentações devidamente apropriadas, associadas à prática regular de
exercícios físicos, ajudam no controle metabólico e também previne as complicações
liberadas pelo Diabetes. É essencial que o paciente seja avaliado e liberado pelo seu
médico antes de iniciar a prática de uma atividade física. Todos os pacientes diabéticos
devem fazer exercícios, a menos que exista expressa indicação médica que impeça esta
prática (RAINOR, 2001).
O stress também faz parte desses malefícios este conceito foi inicialmente descrito
por Hans Seyle, em 1956, que o definiu como “o grau de desgaste total causado pela
vida”. O Estresse pode ser definido como uma condição de tensão que causa uma
transgressão no equilíbrio interno do organismo, isto é, um estado de tensão doentio para
o organismo. Este desequilíbrio ocorre quando a pessoa necessita responder a alguma
demanda que ultrapassa sua capacidade adaptativa.
A situação de dificuldade funcional e a necessidade de assistência nas atividades
básicas de vida diária podem representar um fator estressante no processo de
envelhecimento. O aparecimento progressivo de doenças e dificuldades funcionais são
fatores determinantes (ANDRÉA, 2010).
O Mesmo autor ainda explana que o estresse é resultado da relação entre a
pessoa e o ambiente. Os autores introduzem o termo coping, referindo-se ao conjunto de
esforços, cognitivos e comportamentais, utilizado pelos indivíduos com o objetivo de lidar
com problemas específicas, protegendo-os de aspectos considerados ameaçadores ao
seu bem-estar.
34

Coping, portanto, é uma condição dinâmica, que pode estar em constante


mudança, de acordo com a sua importância sobre o evento estressor, podendo ter como
consequência resultados melhores ou piores em relação ao estado inicial.
O Stress é a combinação de sensações físicas, mentais e emocionais que
envolvem de variados estímulos de preocupações, ansiedades, pressões psicológicas,
medos, e fadiga física e/ou mental, que irão exigir uma adaptação e/ou produção de
tensão (LIPP; NOVAES, 2000).
Para Alves & Baptista (2006) o stress é um termo utilizado para descrever os
sintomas atingidos pelo organismo em resposta à tensão crescente. Certos níveis de
stress são normais para ajudar o indivíduo a enfrentar os desafios da vida, entretanto,
níveis elevados de stress causam inúmeras reações irritantes ao homem. Os sintomas do
stress variam de pessoa para pessoa. Os sinais e sintomas são plenamente mais
evidentes em algumas pessoas, que podem ter reações excessivas de ganho ou perda de
massa corporal, ter padrões de sono irregular, desenvolver problemas respiratórios,
excesso de angústia mental causando depressão e comportamento reservado. Passam a
desprezar a família, não rendem no trabalho e/ou têm oscilações de humor e
comportamento.
35

6. Considerações Finais

Uma vez inserido da no programa de Saúde da Família, o profissional de


Educação Física será capaz de multiplicar intervenções que sejam adaptáveis com as
metas das estratégias do PSF. O profissional poderá atuar na avaliação do estado
operacional e morfológico dos indivíduos acompanhados, segmentando e identificando
fatores de risco à saúde recomendando, orientando e conduzindo as atividades físicas,
nos programas de Hipertensão e Diabetes, visando a prevenção e a promoção da
saúde. tendo assim, a socialização junto à comunidade enfatizando a importância
da atividade física com base em saberes científicos e desvendando as concepções
confusas acerca de sua prática.
O oferecimento da atuação do profissional de educação física no SUS por meio do
NASF foi preparada a partir dos princípios da Política Nacional de Promoção da Saúde,
com suporte na estrutura das práticas corporais e atividade física da Política Nacional
de Promoção da Saúde que dispõe a Atenção Básica como fundamental foco de atuação,
buscando a solidificação e competência da Escola de Saúde da Família como centro
organizador das redes de atenção à saúde no SUS. A inserção das práticas corporais e
atividades físicas são propostas das PNPS foi foram baseadas nas constatações de
estudos voltados sobre os seus benefícios frente às doenças crônicas degenerativas, uma
das principais causas de morbimortalidade.
As atividades desenvolvidas a partir das carências sociais em saúde
mostradas pela Política Nacional de Promoção da Saúde, as orientações do NASF para a
atuação do profissional, agregando uma perspectiva de atuação voltada à qualificação da
comunidade para beneficiar a sua qualidade de vida, fundamentando não apenas as
necessidades sentidas, mas, o seu contexto sociocultural. Onde beneficia a mudança de
comportamento para a adoção de um estilo de vida prático e salutar a partir
da complexidade e entendimento de suas reais afazeres e vontades e, acima de tudo,
pautada em um ponto de vista educativo e inovador, direcionada para a formação de
sujeitos críticos, introspectivos e autônomos.
O Sistema Único de Saúde está em ininterrupta edificação, displicente a novos
programas e projetos e, neste entendimento, o novo conteúdo de saúde, apontado pela
promoção da saúde, abre um campo de abrangência para performance do Profissional de
Educação Física nas funções da saúde pública. Por isso, o profissional dessa área fixado
no serviço de Atenção Básica do SUS deve incentivar mudanças de comportamento
para a adoção de um estilo de vida saudável, vem trazendo uma considerável alicerce as
36

necessidades da população e a circunstância na qual está inserida. Destacamos ainda


que a metodologia de trabalho do educador físico deve ser definida por ações partilhadas,
aspirando uma intervenção interdisciplinar, aumentando e fortalecendo as condutas das
equipes de saúde. Consequentemente, o reconhecimento a importância da ação
do profissional de Educação Física no Núcleo de Atendimento da Saúde da
Família, ainda é preciso estabelecer sua inserção nas equipes multiprofissionais do PSF.
Também destacamos a inserção de atividades ao exercício, desde que
programado e guiado por um professor de educação física traz efeitos positivos, mas se
especificou no presente estudo o privilegio voltado para qualidade de vida e saúde
da população e prevenção de doenças crônicas não transmissíveis.
Ainda evidenciamos a importância do profissional de Educação Física
em possibilitar em seu trabalho a abordagem da dessemelhança das demonstrações da
cultura corporal em um determinado local, bem como das difundidas pelo programa de
saúde da família, procurando criar aspectos pedagógicos dos conteúdos clássicos da
Educação Física, pois os resultados da concordância da comunidade corresponderão ao
nível de adequação das culturais e contexto locais.
No NASF, cada profissional tem suas obrigações com o trabalho por meio da sua
especialidade e todos devem se comprometer com as orientaçoes de promoção da saúde
propostas integralmente uma vez que é escasso pensar o indivíduo de
forma subdividida, dentro das áreas de estudo no campo da saúde ou até mesmo
considerar que sua saúde está restrita e apropriado funcionamento dos sistemas
fisiológicos.
As atividades físicas são significativas para a saúde física e mental, todas as
idades são inclusas neste contexto, na infância, na adolescência, na fase adulta e na
melhor idade, São fundamentais para as crianças, pois proporcionam as vivencias
básicas de movimento, indispensáveis no seu
desenvolvimento. Possibilitando oportunidades de convivências, pois é através das
atividades físicas que as crianças se relacionam entre si, ora no brincar ou no
comprometimento em atividades esportivas, fator que vai prevenir o afastamento
psicológico/social e melhorar a autoestima e sua independência.
Desta maneira, o profissional da educação física adentrado no serviço de Atenção
Básica do SUS e partícipe do processo de criação e realização da PNPS se requer um
perfil profissional que implique na adoção de posturas condizentes ao conceito de
promoção da saúde, com base nas perspectivas sociais e inclusivas da população.
37

Ainda notamos poucas publicações no entendimento do profissional de educação


física inseridos no plano de políticas públicas e saúde e suas propostas, no processo de
formação dos profissionais da educação física, do mesmo modo são escassos os estudos
sobre a atuação de tais profissionais no SUS.
Finalmente, diante todos os argumentos apresentados neste estudo
consideramos que é fundamental a atuação do profissional de Educação Física vá além
das perspectivas de adoção de novas atitudes e estilos de vida, e que esteja também em
prol da melhoria das circunstancias de vida e das alterações de atitude da
população, dado o destaque de suas serventias no SUS por meio do NASF, sugerimos a
construção de novas pesquisas sobre o este tema e a instigação de realização de
novos ideias sobre promoção da saúde na área da educação física, onde vemos que uma
vida saudável requer atitudes comprometedoras e assíduas de hábitos saudáveis, de
preferência de atividade físicas regulares, que sem imprecisão proporcionará uma melhor
qualidade de vida e maior longevidade.
Devemos destacar igualmente que é mais que fundamental a incorporação
do profissional professor de educação física no enquadramento da equipe
multiprofissional do PSF, dado que o mesmo, agindo em todos os PSF, poderia trazer
mais vantagens voltadas para a qualidade de vida e saúde da população atendida.
38

REFERENCIAS

ALVES, Audrey dos Santos; BAPTISTA, Marcio Rodrigues. A Atividade Física no Controle
do Stress Corpus et Scientia, vol. 2 , n. 2 , p. 05-15, setembro 2006.

ALVES, Maicon Henrique; PONTELLI, Bartira Palin Bortolan. Doenças crônicas e a


prática da atividade física no impacto das internações por causas sensíveis a atenção
básica. Revista Fafibe On-Line, Bebedouro SP, 8 (1): 310-318, 2015.

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