You are on page 1of 3

ESTUDO DE CASO – MÓDULOS IV, V e VI

“Cheques indevidos: corrigindo um erro de vários milhões de dólares, escrito por


Andrew Graham e publicado na Casoteca da Escola Nacional de Administração
Pública.”

Os tópicos escolhidos para análise são o 2 e 4, quais sejam: 2) Quais são os


problemas do caso, do ponto de vista do contador público, descrevendo as
responsabilidades envolvidas e, sendo você o contador (a) o que faria; e 4) Que outros
interesses precisam ser levados em conta (interesse políticos, partidários, interesses
particulares, etc)?

Inicialmente, na situação proposta no estudo de caso, são flagrantes a falta de zelo


com o bem público, bem como o oportunismo do agente público, o secretário de
Programas Agrícolas do MAA Dr. Peter de Franco, que utiliza o benefício para angariar
votos para a ministra da agricultura e alimentação.

Diante do contexto, a secretária de Administração e Finanças do MAA, Joan Hull,


pretende moralizar o uso do dinheiro público a partir da publicação dos resultados da
auditoria, e propor a adoção de normas e manuais de controle. Mas para isso precisa
do apoio do vice-ministro que se mostra contra a divulgação da auditoria.

A secretária tem o apoio do Conselho de Gestão e do Ministério da Fazenda. No


entanto, outros ministérios estão contra a iniciativa, pois segundo eles, poderiam pôr
em risco o futuro político do partido.

No caso proposto seria necessário a realização de uma auditoria completa, já que a


primeira foi uma prévia e por amostragem. De posse dos dados coletados na prévia, os
quais demonstraram a situação de pagamentos a maior, assim como de pagamentos
indevidos, deve-se proceder com o recadastramento de todos os possíveis
beneficiários do programa e, após, a adoção de pagamento via transferências
bancárias.

A transferência bancária permite que sejam identificados fraudes ou possíveis


distrações daqueles que oferecem os benefícios para as comunidades carentes.
Uma sugestão de Nota Informativa endereçada ao Secretário de Programas Agrícolas
que seria apresentada ao vice-ministro, teria os seguintes termos:

Senhor Secretário de Programas Agrícolas do MAA, Dr. Peter de Franco:


Assunto: Corrigindo erros de cheques indevidos.
Brasília, 05 de fevereiro de 2018

Venho por meio desta informar que vossa senhoria deverá proceder o recadastramento
de todos os beneficiários do programa de subsídios agrícolas para identificar possíveis
pagamentos a maior, bem como pagamentos indevidos.

O recadastramento é necessário tendo em vista a constatação de erros de


pagamentos aos agricultores, bem como a possibilidade de alguns dos beneficiados
não estarem cumprindo os requisitos propostos pelo programa.

O objetivo do recadastramento é iniciar, conforme normas de contabilidade pública, a


consolidação dos dados dos inscritos bem como a padronização nos demonstrativos
contábeis.

Após o recadastramento serão aplicadas as normas do Manual de Contabilidade


Aplicada ao Setor Público (MCASP), com as regras previstas na Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF) para que se tenha maior transparência da utilização do
programa.

Além disso, serão adotadas novas modalidades de compensação dos valores


disponibilizados aos beneficiários. Serão pagos por meio de transferências bancárias
para o efetivo controle orçamentário, conforme reza à Lei de Responsabilidade Fiscal
(LRF).

Atenciosamente,
Secretária de Administração e Finanças do MAA,
Joan Hull,
Enfim, a situação é complexa mas com o recadastramento e a implantação de
pagamentos por meio de transferências bancárias poderia se organizar e padronizar as
transferências de recursos públicas, atendendo às orientações dos manuais e
legislação atuais sobre contabilidade pública.

O secretário de programas do MAA está usando a distribuição de incentivos fiscais


para fins políticos e partidário, o que enseja a apuração do fato e a responsabilização
por meio de procedimento administrativo (PA).

Segundo as normas vigentes no Brasil não há de se falar em ressarcimento dos


valores já efetivados pelos beneficiários pois o erro foi de gestão do agente público.

As propostas de moralização do programa, citadas acima, devem ser levadas a cabo


independente de interesses partidários ou pessoais.

Related Interests