Rodrigo da Silva Hernandes

RA:305102665

KDE (K Desktop Environment)
Introdução
O KDE (K Desktop Environment) é um dos mais utilizados ambientes gráficos para Linux e para outros sistemas operacionais baseados no Unix.

Definição
O KDE pode ser considerado um ambiente gráfico, isto é, um recurso que possibilita a visualização de imagens, vídeos, animações, e a interação com essas características através de mouse, teclado e outros. Além disso, oferece aplicativos, como o editor de textos KWord (pertencente ao KOffice), o navegador de Internet Konqueror, leitor de arquivos em PDF e etc. O KDE disponibiliza um gerenciador de janelas (window managers), ou seja, uma ferramenta que determina o tamanho e o formato de janelas, botões, ícones, entre outros. No quesito "visual", o KDE é um dos mais belos. Isso porque permite o uso e a criação de temas dos mais variados tipos, possibilita a utilização de efeitos gráficos e conta com gente muito criativa para isso. Seus usuários encontram em sites como o KDELook.org centenas de combinações gráficas disponíveis. Aliando isso à possibilidade dos usuários contarem com vários itens de personalização, sendo difícil encontrar desktops com KDE exatamente iguais.

Concorrência
O principal "concorrente" do KDE é o GNOME. Os dois exigem bons recursos de hardware para uma execução plena de tudo o que oferecem. Por isso, computadores antigos podem contar com gerenciadores de janelas mais simples, como o BlackBox, Enlightenment, FluxBox, Window Maker e Blanes. Muitos deles permitem a execução de aplicativos desenvolvidos para o KDE e para o GNOME.

Características
O KDE foi desenvolvido com base no Qt, uma biblioteca para o desenvolvimento de aplicações gráficas pertencente à empresa Trolltech. Isso não significa que é necessário pagar pelo uso do KDE, já que o Qt é gratuito para projetos de código-fonte aberto. Em relação às características funcionais, o KDE é muito bom! A começar por uma barra no desktop que dá acesso aos principais programas e recursos do sistema operacional. Usuários do Windows podem entender essa barra como sendo semelhante ao botão Iniciar. Essa barra também conta com ícones de acesso aos aplicativos mais usados (o usuário pode escolher quais), pode ter tamanho e posição diferentes do padrão, assim como pode ter visual e cores alterados facilmente (ao contrário do que ocorre com o seu equivalente no Windows, muito limitado neste aspecto). Além disso, essa barra também pode exibir a data e hora atual.

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Figura: Desktop KDE. Para customizar o KDE e parte do sistema operacional, os usuários contam com o Centro de Controle KDE. Por ele é possível, por exemplo, configurar a aparência e aplicar temas, acessar recursos de energia (útil para quem usa laptops), alterar o desktop (Área de Trabalho) e mudar opções de idioma ou localização. Ao acessar qualquer dos itens disponíveis, suas opções são mostradas numa área maior localizada à direita. A organização do Centro de Controle KDE é bem elaborada, de forma que até os usuários mais leigos consigam personalizar o sistema à gosto. O navegador Konqueror é integrado ao KDE, com ele conseguimos executar vídeo, áudio e outras aplicações disponíveis na Web sem maiores complicações. Assim como acontece com os browsers Firefox e Opera, o Konqueror também possui navegação por abas, permitindo que em uma mesma janela haja várias páginas abertas. O Konqueror também pode ser usado como gerenciador de arquivos, isto é, permite acesso organizado a pastas e arquivos do usuário, exibindo, por exemplo, miniaturas de figuras e trechos de arquivos de texto. Nesta função, o Konqueror também oferece opções de busca, arrastar e soltar arquivos, entre outros.

Multi-Desktops
Como não poderia deixar de ser, o KDE também permite multi-desktops, uma característica clássica do Linux. Por meio dela é possível acessar mais de uma área de trabalho no sistema, alternando-se entre elas através de botões na barra do KDE. Assim, em uma área é possível deixar abertos softwares de edição de áudio, em outra páginas e arquivos uma pesquisa acadêmica, em uma terceira planilhas do trabalho, e assim por diante.

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História do KDE
O projeto KDE surgiu em outubro de 1996 por iniciativa de Matthias Ettrich, programador alemão e usuário de Unix insatisfeito com suas interfaces. Por ter interesse em uma interface gráfica com mais recursos, deu início aos trabalhos junto a um grupo de desenvolvedores e, no ano seguinte (1997), surgiu a versão 1.0 do KDE, que contava com uma barra de tarefas, um gerenciador de arquivos (o Kfm) e uma série de aplicativos. A versão 2.0 do KDE, lançada em 1999, trouxe como principais novidades o Konqueror, mais aplicativos e o fato mais curioso: o KDE havia sido totalmente reescrito. SuperKaramba O SuperKaramba é uma ferramenta para o uso de applets (pequenos aplicativos) para os mais diversos fins: monitoração dos recursos do computador, informativo sobre previsão do tempo, relógio, notas, calendários, etc. O interessante no SuperKaramba é que a ferramenta separa conjuntos de funcionalidades por temas. Um tema muito conhecido é o TDE (The Desktop Enhancements), que informa o espaço disponível no HD, oferece um aplicativo de anotações, mostra os usuários ativos, exibe o status das conexões de rede, entre outros.

Figura: Tela SuperKaramba. KDM O KDE possui um gerenciador de telas, o KDM (KDE Display Manager). Esse tipo de software permite que o usuário escolha, na tela de login, qualquer gerenciador de janelas para usar. Assim, se Fulano gosta do Window Maker, basta optar por ele no menu apropriado ao se logar. Se o irmão de Beltrano prefere o KDE, o procedimento é o mesmo. O KDM também serve como interface gráfica de login. Assim, uma empresa pode colocar seu logotipo na tela que pede nome de usuário e senha, por exemplo.

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Referência Bibliográfica:

http://br.tldp.org/projetos/kde/ http://pt.wikipedia.org/wiki/KDE http://www.infowester.com/kde.php

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