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Livro Eletrônico

Aula 10

Economia e Finanças Públicas p/ SEFAZ-DF (Auditor Fiscal) Com


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Daniel Saloni, Heber Carvalho

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Sumário
1. TEORIA MONETÁRIA ...................................................................................................... 2

1.1. Conceito de moeda .................................................................................................................................. 2

1.2. Demanda de moeda ................................................................................................................................ 3

1.3. Oferta de moeda ..................................................................................................................................... 5

1.3.1. Processo de expansão da moeda pelos bancos comerciais ................................................................................... 8

1.3.2. Criação e destruição de moeda ............................................................................................................................ 13

1.4. Instrumentos de política monetária ...................................................................................................... 14


13501

1.5. Relação entre a política monetária, renda, inflação e juros ................................................................. 17

1.6. Equilíbrio monetário .............................................................................................................................. 18

1.6.1. Equilíbrio monetário para os clássicos - Teoria quantitativa da moeda (TQM) ................................................... 18

1.6.2. Equilíbrio monetário para Keynes ........................................................................................................................ 19

1.7. Taxa real x taxa nominal de juros ......................................................................................................... 20

2. POLÍTICA FISCAL ........................................................................................................... 21

EXERCÍCIOS COMENTADOS .............................................................................................. 25

LISTA DE EXERCÍCIOS ....................................................................................................... 35

GABARITO ....................................................................................................................... 39

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Olá caros(as) amigos(as),

Hoje nós veremos os assuntos relacionados à moeda, ou teoria monetária. Ressalto que este
assunto, indiretamente, possuirá certa continuidade quando estudarmos os temas relacionados à política
monetária, nos modelos IS-LM e de oferta e demanda agregada.

E aí, todos prontos?! Aos estudos!

1. TEORIA MONETÁRIA

Estudar a teoria monetária significa, em primeiro lugar, estudar os assuntos atinentes à moeda. A
abordagem deste assunto seguirá a seguinte sequência: primeiro, falaremos do conceito de moeda e de
suas características. Segundo, faremos uma análise de por que as pessoas demandam moeda. Terceiro,
veremos como ocorre o processo de oferta da moeda, dando atenção especial aos agregados monetários e
à questão do multiplicador monetário, que são as partes mais cobradas em concursos. Em quarto,
veremos os instrumentos de política monetária, que fazem aumentar ou diminuir a oferta de moeda na
economia. Em quinto, estudaremos a questão do equilíbrio monetário para os clássicos (a teoria
quantitativa da moeda) e para Keynes. Depois, estudaremos as diferenças entre a taxa de juros nominal e
real. Por fim, faremos algumas considerações envolvendo a política monetária e também a política fiscal.

1.1. Conceito de moeda

Moeda é tudo aquilo que é aceito para liquidar transações, isto é, para pagar pelos bens e serviços
e para quitar obrigações. Ela é uma espécie de haver ou direito que o seu detentor tem perante a
sociedade. Este haver ou direito é exercido ou cobrado quando o detentor da moeda compra bens e
serviços.

Veja que, por essa definição, qualquer coisa1 poderia ser moeda, desde que sirva para comprar
bens e serviços, ou seja, desde que aceita como forma de pagamento. O que é utilizado como moeda varia

1
Nas penitenciárias, p à à à à à à à à à à à à àF à à
outras mercadorias são negociados com seus valores cotados em cigarros e estes funcionam como meio de troca
dentro do sistema.

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ao longo do tempo2 e entre as diferentes comunidades, e requer-se apenas que o ativo que desempenhe
esse papel cumpra as funções básicas atribuídas à moeda, que são estas:

 Meio de troca  ser intermediária das trocas é sem dúvida a principal função da moeda e a que a
distingue de outros ativos. Esta função da moeda é decorrência da aceitação geral da sociedade,
que realiza as transações econômicas utilizando este ativo como meio de troca.

 Unidade de conta  a moeda fornece o referencial para que os valores das demais mercadorias
sejam cotados. Desta forma, os valores dos bens e serviços transacionados são expressos em
quantidade de moeda, de tal forma que ela seja o denominador comum de valor.

 Reserva de valor  esta é função decorrente de sua primeira função meio de troca. Só há sentido
em utilizar a moeda como meio de troca se, entre uma transação em determinado momento e
outra transação em momento posterior, ela mantiver durante certo intervalo de tempo o seu valor
ou seu poder de compra. Moedas inseridas em economias altamente inflacionárias têm a sua
função de reserva de valor seriamente comprometida.

Além de desempenhar estas funções, também é aceito que a moeda deve possuir os seguintes
atributos ou características: aceitação geral (todos tenham fé que o ativo vale alguma coisa), divisibilidade,
durabilidade, baixo custo de carregamento e transferibilidade.

Nota: não confunda atributos (divisibilidade, durabilidade, etc) com funções da moeda (reserva de
valor, unidade de conta e meio de troca). Para concursos, estes três últimos são os mais importantes.

1.2. Demanda de moeda

Com base nas funções da moeda, podemos começar a entender por que as pessoas a demandam.

Em primeiro lugar, podemos entender que as pessoas demandam moeda para realizar as trocas,
para poder comprar. Nesse sentido, então, os indivíduos não demandariam, ou não reteriam moeda por
à à à à à à à à àáà à à à à à à à à é o que
ela nos permite comprar.

Então, podemos entender que, em primeiro lugar, as pessoas demandam moeda para realizar
transações, para poder adquirir bens e serviços. Essa é a chamada demanda de moeda pelo motivo
transacional e ela é dependente da renda das pessoas. Isto é, quanto maior é a renda das pessoas, mais

2
Ao longo da história, tivemos inúmeros tipos de moeda: moeda-mercadoria (sal, metais), moeda-papel (certificados
que atestavam que você tinha determinada quantidade de metais depositada em uma casa de custódia, ou seja, um
à à à -moeda ou moeda fiduciária (apenas um pedaço de papel, sem lastro, que todos
à à à à à à à à à à

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elas realizam transações econômicas e, por conseguinte, mais demandam moeda por motivos
transacionais.

Os indivíduos, contudo, não recebem renda diariamente na economia (pelo menos a maioria
deles!). Por exemplo, o salário é pago de mês em mês. Por outro lado, os agentes realizam gastos
diariamente (alimentação, transporte, etc). Assim, os indivíduos devem fazer frente a essas defasagens
entre recebimentos e pagamentos guardando moeda para poderem fazer frente às transações necessárias.
O ato de guardar moeda visando a usá-la em momentos futuros é a demanda de moeda por motivo
precaucional. Os indivíduos têm incerteza em relação ao futuro e guardam moeda para se precaver de
infortúnios.

Vale ressaltar que a demanda de moeda motivo precaução não é a quantidade de moeda que
colocamos na poupança, mas sim aquela moeda que guardamos sem render juros, visando tão somente
realizar transações em momentos futuros, caso seja necessário. A demanda por motivo precaucional,
assim como por motivo transacional, é dependente da renda da pessoa. Quanto maior a renda, maior
será a demanda precaucional (pessoas com maior renda realizam mais transações, o que também acarreta
maior necessidade de guardar moeda visando a transações em momento futuros maior precaução). Vale
ressaltar que a guarda de moeda, tanto pelo motivo transação, quanto pelo motivo precaução, não rende
juros ao indivíduo.

Um terceiro motivo para demandar moeda, ressaltado por Keynes durante a década de 1930, é o
motivo especulação, também chamado de motivo portfólio. Os indivíduos, a priori, podem escolher
manter sua riqueza na forma do ativo moeda (que possui liquidez absoluta) ou em títulos diversos que,
apesar de possuírem menor liquidez que a moeda, geram rendimentos ao seu portador. Quando as
pessoas demandam títulos, isso significa que elas estão abrindo mão de demandar moeda, e vice-versa. Ter
um título significa ter menos moeda e ter mais moeda significa ter menos títulos. Assim, quando
compramos um título (uma ação negociada na BOVESPA ou um título de renda fixa, por exemplo), abrimos
mão de reter moeda (por motivos transação e precaução).

Quando a taxa de juros é alta, as pessoas tendem a demandar títulos em vez de moeda, pois o custo
de oportunidade3 de reter moeda é alto. Imagine só: se você sabe que o mercado financeiro possui títulos
que rendem 10% ao mês de juros, você provavelmente terá interesse em comprar estes títulos.
Comprando-os, você estará demandando menos moeda, pois o custo de oportunidade de retenção deste
ativo (o que você deixa de ganhar retendo moeda em vez de títulos) é alto.

Assim, podemos concluir o seguinte: quanto maior a taxa de juros, maior será a demanda por
títulos e, por conseguinte, menor será a demanda por moeda. A demanda por moeda visando
especificamente à compra de títulos é a nossa demanda motivo especulação. Assim, percebemos que a
demanda de moda por motivo especulação é inversamente proporcional à taxa de juros, pois quando
esta é alta, as pessoas geralmente demandam menos moeda e mais títulos.

F à à entre os três motivos pelos quais os agentes demandam moeda, temos o


seguinte:

3
Custo de oportunidade é o custo relacionado ao que se deixa de ganhar se o agente econômico tivesse tomado
outra decisão econômica. Assim, reter (guardar) moeda tem um custo de oportunidade relacionado ao que se deixa
de ganhar caso tivesse aplicado o dinheiro no mercado financeiro, rendendo juros.

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Quadro 01:
Variável determinante Relação:
Motivo
Variável X Demanda de moeda
Transação Renda Direta
Precaução Renda Direta
Especulação Taxa de juros Inversa

Pelo exposto, vemos que a demanda por moeda depende tanto da renda como da taxa de juros.
Quanto maior (menor) for a renda, maior (menor) será a demanda por moeda. Quanto maior (menor) for a
taxa de juros, menor (maior) será a demanda por moeda. As raízes dessas relações estão nos três motivos
pelos quais os agentes demandam moeda (transação, precaução, especulação).

1.3. Oferta de moeda

As transações realizadas pelos agentes econômicos podem ser realizadas na forma de papel-moeda
à à à à à à à à à à à à à à
transferências bancárias, e/ou cartões de débito).

A moeda bancária é aquela moeda que os agentes (o público) mantêm depositada nos bancos
comerciais (é o nosso saldo em Conta Corrente quando tiramos o extrato bancário). Esse tipo de moeda
também é chamada de moeda escritural.

Se somarmos o dinheiro que está com o público na forma de papel- à à à à à


dinheiro que as pessoas têm para disponibilidade imediata em suas contas bancárias (moeda escritural),
teremos os meios de pagamento da economia (M1), que é o principal agregado do sistema monetário.

Assim, os meios de pagamento (M1) correspondem aos ativos com liquidez4 absoluta. Essa liquidez
absoluta significa que esses ativos podem prontamente ser usados como poder de compra. Outra
importante característica dos meios de pagamento (M1) se refere ao fato que eles não rendem juros ao
seu detentor. Assim, para ser M1, o ativo deve possuir as seguintes características:

i. Liquidez absoluta e
Características dos meios de
pagamento M1
ii. Não rende juros.

4
Liquidez é a facilidade com que um ativo converte-se em poder de compra, isto é, transforma-se em outros bens e
serviços. O dinheiro em espécie possui alta liquidez pois podemos comprar qualquer bem ou serviço possuindo
dinheiro. Ações da BOVESPA, por outro lado, possuem nível de liquidez menor que o do dinheiro em espécie, pois
não podemos usá-la, de forma imediata, para comprar bens. Imóveis, por exemplo, possuem baixíssima liquidez. Um
carro VW Gol 1.0, flex, novo, possui liquidez maior que uma Brasília Amarela, ano 1978, com o motor quebrado.

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Nesse sentido, note que o dinheiro em caderneta de poupança não pode ser considerado M1, pois
rende juros ao seu detentor. Por outro lado, o dinheiro que possuímos em conta corrente é considerado
M1, pois possui liquidez absoluta e não rende juros.

Desta forma, percebe-se que os ativos que possuirão as características inerentes ao M1 são
à à à à à àde papel-moeda em poder do público (PMPP) e o dinheiro
em conta corrente, que denominamos de depósitos à vista (DV).

Assim, temos:

Meios de pagamento (M1) = Papel-moeda em poder do público (PMPP) + Depósitos a vista (DV)

 Só consideramos os depósitos a vista, pois os depósitos a prazo (CDBs, títulos de capitalização, etc)
rendem juros, não se enquadrando, portanto, no conceito de M1.

O agregado M1, também chamado de meio circulante, é o principal agregado do sistema


monetário.

O avanço do sistema financeiro e o processo de inovações financeiras fizeram (e vêm fazendo) com
que vários outros ativos apresentem elevado grau de liquidez, tendo como exemplo os fundos de aplicação
financeira, os certificados de depósitos bancários, poupança, etc.

Isso dificulta a conceituação de meios de pagamento, pois a diferença entre os M1 e os outros


ativos, no que tange ao grau de liquidez, é cada vez menor. Para resolver esse problema, desenvolveram-se
novos agregados que buscam incorporar outros ativos com elevada liquidez. Esses novos ativos são
chamados de quase-moeda ou haveres não-monetários (quando nos referimos genericamente à moeda,
estamos tratando, na verdade, somente de moeda em seu conceito M1):

Meios de pagamento restritos:

M1 = PMPP + DV

Meios de pagamento ampliados:

M2 = M1 + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança + títulos emitidos por


instituições depositárias5

M3 = M2 + quotas de fundo de renda fixa6 + operações compromissadas e registradas no sistema


7
SELIC

5
Instituições depositárias são aquelas onde o público mantém seus depósitos a vista. Entre estes títulos emitidos por
estas instituições, temos, por exemplo, os títulos de capitalização e os próprios depósitos remunerados.
6
Os fundos de renda fixa não são classificados como M2, pois tais fundos possuem personalidade jurídica distinta da
instituição que os negocia.

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Poupança financeira:

M4 = M3 + títulos públicos de alta liquidez

Nota: existe ainda o agregado M0, que seria somente o PMPP.

Há alguns anos (hoje, não é mais assim!), essa divisão entre os agregados monetários ocorria pela
ordem decrescente de liquidez, onde M1 era o agregado mais líquido e o M4 o agregado menos líquido.
Hoje, essa divisão obedece a um critério que segue a natureza das instituições financeiras emissoras desses
ativos.

Assim, o M2 possui ativos que são emitidos pelas instituições depositárias e multiplicadoras de
crédito (bancos comerciais).

O M3 possui ativos emitidos pelos próprios particulares (empresas) e que são transacionados no
sistema SELIC (ver nota de rodapé 7). Os fundos de renda fixa são conceituados como M3, e não M2, em
virtude de esses fundos possuírem personalidade jurídica própria, diferente da instituição financeira que a
negocia para o público. Por exemplo, quando compramos um título de renda fixa, nossa negociação, na
verdade, é com o fundo no qual estamos investindo e não com o banco comercial. Esse fundo possui
personalidade jurídica própria; o banco comercial que o negocia apenas intermedeia a atividade. Por isso,
esses fundos de renda fixa são considerados M3, e não M2.

O M4 é o agregado em que são conceituados os ativos cujo emissor é o poder público, logo, neste
à à à à àC à à à à à à à à àM à
M à àM à à à à - àO à à à à à à à à à à
de liquidez.

Observe que, apesar das diferenças entre eles, nota-se que qualquer agregado monetário (M1, M2,
M3 ou M4) apresentado possui rápida possibilidade de se transformar em moeda para transação, o que
dificulta o controle monetário do BACEN.

De todos os agregados, conforme já sabemos, o único que não rende juros é o M1 e, por tal motivo,
ele sofre todo o impacto da inflação. Quando a inflação se acelera, observa-se forte redução de M1 em
comparação com outros agregados, o que é chamado de desmonetização8 da economia. Quando a inflação
diminui, ocorre a monetização, tendo em vista os agentes aumentarem a quantidade de moeda (M1) em
seu poder, já que não existe a perda de valor deste ativo da mesma maneira que ocorre em regimes
altamente inflacionários.

7
SELIC é o sistema especial de liquidação e custódia. É neste sistema que são transacionados, por exemplo, as ações
negociadas em bolsas de valores, debêntures, derivativos, etc.
8
Os agentes tentam não reter moeda no conceito M1, devido à perda resultante do processo inflacionário.

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1.3.1. Processo de expansão da moeda9 pelos bancos comerciais

A participação dos depósitos a vista no conceito de moeda (M1) leva-nos a analisar o


funcionamento do sistema bancário para se entender o processo de criação (oferta) da moeda e a maneira
como os bancos comerciais o fazem.

Os bancos, de um lado, captam recursos dos depositantes, para, de outro lado, emprestar estes
mesmos recursos como crédito bancário. O lucro dos bancos (em sua maior parte) vem da diferença entre
o que pagam como remuneração aos depósitos e os juros que recebem dos empréstimos que concedem.
Esta diferença é o chamado spread bancário.

Por isso, é interessante para um banco atrair o maior número de depositantes, ainda que eles não
utilizem e/ou não remunerem pelos serviços rotineiros da instituição financeira (emissão de DOCs,
pagamento de tarifas, contratação de seguros, utilização de cartão de crédito, etc). Isso acontece
justamente pelo fato de o banco necessitar do dinheiro dos depositantes para emprestá-lo a outras
pessoas. Quanto mais ele tiver, mais ele poderá emprestar, e quanto mais ele puder emprestar, mais ele
àE à à à à à à à à à à à à à à à

Vejamos passo a passo como isso ocorre. Os depósitos a vista são obrigações dos bancos com seus
depositantes e podem ser resgatados a todo instante. Assim, se o banco emprestar todo o dinheiro que
recebeu como depósito, corre o risco de o depositante requerer seu depósito de volta, e o banco não o
possuir. Mas, o bom senso nos mostra que os depositantes resgatam apenas uma parte de seus depósitos.

A prática, portanto, nos ensina que não há necessidade de o banco manter disponíveis para saque
todos os recursos captados de seus correntistas ou depositantes. Assim, há dois destinos para os depósitos
captados pelos bancos: uma parcela forma as reservas (R) e outra parte o banco empresta a outras pessoas
(empréstimos), ou ainda, faz os investimentos (compra títulos do governo, títulos de outro banco, compra
moeda estrangeira, etc). Assim, temos que:

Depósitos a vista (DV) = Reservas (R) + Empréstimos/Investimentos

Quando o banco utiliza parte dos depósitos à vista para emprestar para outras pessoas, ele está
dando poder de compra para o indivíduo que obteve o empréstimo. O tomador do empréstimo realizará
gastos, pagando-os com o empréstimo recebido. Este dinheiro deverá retornar, em boa parte, para o
sistema bancário na forma de depósitos daqueles que receberam o dinheiro como pagamento das
despesas do tomador do empréstimo. Esses depósitos terão novamente o mesmo destino, uma parcela
será reserva e a outra será emprestada, e assim por diante.

Percebe-se, então, que houve uma multiplicação do depósito inicial em uma série de novos
depósitos com base no processo: depósito  empréstimo  depósito  empréstimo  assim por diante.

9
Quando falamos em moeda, genericamente, estamos falando do conceito M1 (meios de pagamento).

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Voltemos nossa atenção agora para as reservas (R) que os bancos constituem sobre os depósitos a
vista. Essas reservas podem ser de dois tipos:

 Reservas compulsórias: é a parcela dos depósitos que os bancos são obrigados legalmente a
depositar em suas contas junto ao BACEN10 para poderem fazer frente a suas obrigações;

 Reservas voluntárias: são recursos que os bancos mantêm junto ao BACEN por opção, ou seja, sem
que sejam obrigados a isto.

Nota 1  em livros ou em questões de prova, a palavra reservas pode aparecer também como
encaixes ou depósitos (que é diferente de depósitos à vista DV). Assim, reservas compulsórias são o
mesmo que encaixes ou depósitos compulsórios.

Nota 2  estas reservas acima explicadas são as reservas que os bancos comerciais fazem junto à
à à àB à à à BáCEN à P à à à à à à à à à
Assim, de um modo mais completo, nós podemos dizer que os encaixes bancários ser divididos em:

Reservas compulsórias

Depósitos (encaixes
ou reservas) junto
ao BACEN
Encaixes bancários Reservas voluntárias
(totais) = Reservas
Caixa

Na prática, os bancos podem (veja bem, é apenas uma possibilidade) emprestar todos os recursos
captados menos o volume que deve ser destinado à formação das reservas compulsórias. Além das
reservas compulsórias, é comum os bancos manterem uma parcela dos depósitos como reservas
voluntárias para fazer frente a qualquer emergência; como por exemplo, uma corrida dos depositantes
para sacar o seu dinheiro.

Veja que é a existência das reservas (voluntárias e compulsórias) que permite ao banco criar moeda
por meio do empréstimo de parcela dos depósitos a vista, pois os bancos confiam que essas reservas
garantem o atendimento das demandas de saque dos depositantes. Além disso, existe ainda o dinheiro que
o banco mantém em caixa, e que é não definido nem como reservas compulsórias, nem voluntárias.

Com base no processo acima descrito, podemos verificar que os bancos comerciais, por meio de sua
capacidade de criar moeda, multiplicam a injeção de moeda inicial no sistema, o que definimos como
multiplicação monetária.

10
O BACEN (Banco Central) é a autoridade monetária do país, e ele funciona como uma espécie de banco dos
bancos àá à à à à à à à à àBáCENà à à à à à à à
depositada para fazer frente a seus compromissos. Essa quantia mínima é um percentual dos depósitos a vista de
seus correntistas/depositantes. Essa quantia é a reserva ou depósito compulsório.

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áà à à à à à à à à à à à à à à à
PMPPà à à à à àO à à à à à à à à à à à à à à
agentes resolverem sacar moeda ao mesmo tempo. A esta injeção monetária inicial chamamos de base
monetária (BM).

BM = PMPP + Disponibilidades em caixa do sistema bancário

Ou

BM = PMPP + Encaixes totais

Nota 1 à à à à à à à à à à PMC à à à à à
moeda que está disponível para utilização. O PMC corresponde à soma do PMPP e dos caixas dos bancos
comerciais (estou falando apenas do caixa dos BC, não incluindo aquilo que os bancos comerciais deixam
depositado no BACEN, que são as reservas compulsórias e voluntárias). Assim: PMC = PMPP + Caixa dos
bancos comerciais. Ou seja, de modo intuitivo, o PMC é exatamente o que o nome fala: é o papel moeda
que está em circulação; e isto representa o dinheiro que está com as pessoas (PMPP) e o dinheiro que está
no caixa dos bancos (Caixa dos bancos comerciais) pronto para ser utilizado. Os depósitos voluntários e
compulsórios estão depositados no BACEN e não estão circulando na economia, logo, não fazem parte do
PMC.
Nota 2 à à à à à à à à à à PME àE à à à à à à à
11
emitida pela autoridade monetária. No Brasil, podemos entender que PME=PMC.

áà à à BM à à à à à à à -deposita-empresta-
à à à à à à àM à irculante na economia seja muito maior que a base monetária.
Assim, temos o seguinte:

M1 = K . BM

Onde:

M1 = meios de pagamento = PMPP + DV


K = multiplicador monetário (termo que mede a multiplicação monetária)
BM = base monetária = PMPP + R12

A relação entre a BM e M1 corresponde ao multiplicador monetário (K) dos meios de pagamento.


Isto significa que a quantidade de meio de pagamento circulante (M1) é muito maior que aquilo que
realmente está de posse dos agentes (PMPP + os encaixes totais ou reservas totais13).

11
Do ponto de vista teórico, o PMC seria o PME menos o caixa da autoridade monetária (caixa do BACEN), de forma
que: PMC = PME Caixa do BACEN. Acontece que, no Brasil, o caixa do BACEN é sempre igual a zero. Então,
podemos entender que, no Brasil, PME=PMC.
12
Estas reservas incluem todos os encaixes bancários (reservas compulsórias e voluntárias, mais o caixa dos bancos).
13
O que está em poder do público é o PMPP, o que está em poder dos bancos são as reservas. A soma PMPP + R é a
base monetária (BM).

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O multiplicador monetário apresenta a(s) seguinte(s) formulação(ões):

Onde c, d e r são coeficientes de comportamento:

c = PMPP/M1
d = DV / M1
r = R / DV

O coeficiente c (coeficiente do público) indica qual é a porcentagem dos meios de pagamento que
fica na forma à à à à à à àÉà à à à à à à à à à
à à à à manual à à à à àC à à à à à à à à
poderá ser multiplicado, pois não está depositado nos bancos comerciais, nós temos que, quanto maior for
o c, menor será o multiplicador monetário K.

O coeficiente d indica qual é a porcentagem dos meios de pagamento que fica depositada nos
à à Éà à à à à à à à à à à moeda escritural,
que é diferente da moeda manual PMPP). Como é um meio de pagamento que fica em poder do setor
bancário (dos bancos comerciais), nós temos que, quanto maior for o d, maior será o multiplicador
monetário K.

O ndem basicamente do comportamento das pessoas. Ou seja,


dependem das decisões do público quanto a manter o dinheiro em forma de moeda manual (PMPP), ou na
forma de moeda escritural (DV).

É importante mencionar que (c+d) sempre será igual a 1. Se somarmos c e d chegaremos a (PMPP +
DV)/M1. Como PMPP+DV=M1, então, c+d=M1/M1=1. Podemos chegar a essa conclusão intuitivamente. As
pessoas têm duas opções para guardar seus meios de pagamento. Ou elas põem no banco (na forma de
DV), ou elas põem no bolso (na forma de PMPP). Logicamente, todo o dinheiro que não é posto sob a
forma de PMPP, deverá ser colocado sob a forma de DV, e vice-versa.

O coeficiente r (coeficiente de reservas) indica qual a porcentagem de depósitos à vista que ficam
sob a forma de encaixes bancários (reservas bancárias=reservas voluntárias + reservas compulsórias + caixa
do banco). Como é uma parte dos depósitos a vista que não será emprestada para outros indivíduos, nós
temos que, quanto maior for o r, menor será o K.

Vale destacar que esse coeficiente r depende tanto da política interna dos bancos (quantidade de
reservas voluntárias e caixa), quanto do BACEN, que define a exigência de reservas compulsórias. Se uma
questão de prova afirmar que os bancos estão obrigados a formar reservas compulsórias sobre 15% dos
depósitos à vista e, ao mesmo tempo, estes bancos formam 20% de reservas voluntárias e 5% dos
depósitos ficam no caixa, então, o coeficiente r será igual a 40% (15% + 20% + 5%). Ou seja, este
bancos comerciais e também das decisões do BACEN.

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Podemos resumir assim as relações entre os coeficientes de comportamento e o multiplicador


monetário:

 Q K
 Q K
 Q K

Além destes coeficientes, deve-se ter cuidado com outros que possivelmente a banca examinadora
à àP à à à à à à à à à à à à à
multiplicador no caso da banca lhe falar sobre a relação entre moeda manual em poder do público (PMPP)
e os depósitos à vista (DV). Esta seria uma maneira alternativa de apresentar a taxa de retenção de moeda
à à à à à à à à à à

c = PMPP/DV

Caso esta forma alternativa de coeficiente apareça, você deverá utilizar esta fórmula para o
multiplicador monetário:

Mas, na maioria dos casos, a taxa de retenção de moeda pelo público é dada pelo coeficiente
c=PMPP/M1, de tal forma que, em mais de 90% das questões, a fórmula do multiplicador a ser utilizada por
você será a que foi apresentada primeiro, na página 11.

Multiplicador monetário X multiplicador bancário

O multiplicador que aprendemos nas últimas páginas é multiplicador monetário. É o


cobrado em provas de concursos, geralmente.

Mas existe também o multiplicador bancário, que possui um conceito um pouco diferente,
não se confundindo com o multiplicador monetário. O multiplicador bancário diz respeito
especificamente à capacidade do sistema bancário criar moeda escritural, dado que ele
dispõe de apenas um certo valor de moeda manual em suas reservas.

Isto é, o multiplicador bancário, de certa forma, procura isolar o setor bancário,


considerando somente o que os bancos conseguem multiplicar a partir daquilo que eles
possuem como reservas bancárias. Assim, no multiplicador bancário, não temos os
à à à à à à à à à àT à
à à à àáà à à à à KB) é bem simples:

Observamos, portanto, que o valor do multiplicador bancário independe da parcela de


moeda manual mantida em poder do público, pois ele é obtido apenas entre a relação entre
depósitos à vista e reservas bancárias (KB=1/r ou KB=DV/R).

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O mul à à à à à à à à à à à
acaba sendo um dos componentes que determinam o multiplicador monetário, mas não se
confunde com ele. Quanto maior o multiplicador bancário, maior também será o
multiplicador monetário.

1.3.2. Criação e destruição de moeda

Além da criação de moeda por meio do sistema de depósitos e empréstimos, há também outras
transações que têm a particularidade de aumentar ou reduzir a quantidade de meio circulante (M1) na
economia.

Deve-se entender criação ou destruição de moeda como sendo a mesma coisa que criação ou
destruição de meios de pagamento (no conceito tradicional, ou seja, M1). Sabendo-se que este último é
constituído por todos os ativos de liquidez imediata possuídos pelo setor não-bancário da economia,
conclui-se que a criação ou destruição da moeda envolve uma transação entre o setor bancário e o setor
não-bancário da economia (1ª. condição).

Há criação de moeda quando o público recebe do setor bancário haveres monetários (papel-moeda
em poder do público + depósitos à vista) e, em contrapartida, entrega haveres não-monetários ao setor
bancário.

Por outro lado, a destruição de moeda ocorre quando o setor não bancário entrega haveres
monetários ao setor bancário e, em contrapartida, recebe do setor bancário haveres não monetários.

Assim, note que, para que haja criação ou destruição de moeda, é necessária a troca de haveres
monetários e não monetários (2ª. condição). Se houver satisfação das duas condições simultaneamente,
teremos uma operação de criação ou destruição de moeda.

 Exemplos de criação de moeda:

- uma pessoa faz um saque de seu depósito a prazo: há transação entre o uma pessoa (setor não bancário)
e o banco (setor bancário). Ao mesmo tempo, o banco entrega para a pessoa um haver monetário (M1) e a
pessoa entrega para o banco o título do depósito a prazo (haver não monetário não M1).

- uma empresa desconta uma duplicata em um banco: há transação entre a empresa (setor não bancário) e
o banco (setor bancário). Ao mesmo tempo, a empresa entrega para o banco um haver não monetário (a
duplicata) e recebe um haver monetário (M1).

- um exportador recebe em reais o valor correspondente a uma venda ao exterior: o exportador (setor não
bancário) recebe um haver monetário (M1) e entrega um haver monetário ao banco (o exportador
receberá um valor em moeda estrangeira pela venda. Essa moeda estrangeira, que não é considerada M1,
deve ser trocada em um banco, sendo, portanto, um haver não monetário).

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- um banco adquire títulos governamentais do público, creditando suas contas correntes: o banco (setor
bancário) entrega um haver monetário (M1) para o setor não bancário (governo) e recebe, em troca, um
haver não monetário (títulos públicos).

 Exemplos de destruição de moeda:

- uma pessoa faz um depósito em sua caderneta de poupança: a pessoa (setor não bancário) entrega M1
(haver monetário) para o setor bancário e recebe em troca um haver não monetário (título de caderneta
de poupança, que, não sendo depósito à vista, também não pode ser considerada M1).

- um banco vende títulos governamentais ao público: o setor bancário entrega haveres não monetários
(títulos públicos) ao setor não bancário (público), recebendo em troca haveres monetários (estamos
supondo que o público esteja pagando com M1).

- um importador paga ao banco o valor correspondente a uma compra no exterior: o importador (setor não
bancário) entrega ao banco um haver monetário (M1) e recebe do setor bancário um haver não monetário
(o valor correspondente em moeda estrangeira para realizar o pagamento da compra).

- um banco vende um imóvel a uma empresa, recebendo o pagamento em dinheiro: o setor bancário
entrega um haver não monetário (imóvel) ao setor não bancário, recebendo em troca um haver monetário.

- uma pessoa paga um empréstimo bancário, sendo debitado em sua conta corrente: o setor não bancário
(a pessoa) entrega um haver monetário (ela é debitada em conta corrente) ao setor bancário e, em troca,
tem sua dívida, exigibilidade, ou título a pagar (haver não monetário) cancelados.

 Exemplos em que não há criação nem destruição de moeda:

- uma pessoa efetua um depósito à vista em sua conta corrente: não há operação havendo troca de haver
monetário e não monetário. O dinheiro que entra na conta da pessoa é M1 (DV) e o que sai da pessoa
também é M1 (PMPP). Ademais, a transação não envolve setor bancário e não bancário.

- um banco comercial realiza um empréstimo (redesconto) junto ao BACEN: não há criação ou destruição de
moeda, pois a operação não ocorre entre setor bancário e não bancário. Neste caso, os dois lados
representam o setor bancário.

- União solicita empréstimo ao FMI e o valor recebido é depositado no BACEN: neste caso, ocorre transação
entre setor não bancário (União) e setor bancário (aqui, o FMI é como se fosse um banco emprestador). No
entanto, o FMI emprestará o valor em moeda estrangeira (dólares) que não é considerada M1 (para ser
M1, tem que ser moeda nacional, que pode ser utilizada para fazer transações no país). Logo, a transação
não envolve haver monetário (M1).

1.4. Instrumentos de política monetária

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Por política monetária, entende-se a atuação do Banco Central14 para definir as condições de
liquidez da economia: quantidade ofertada de moeda e nível de taxa de juros. Para exercer o seu papel, o
BACEN dispõe dos seguintes instrumentos:

 Emissões monetárias
O BACEN tem o monopólio das emissões e deve colocar em circulação o volume de notas
necessárias ao bom desempenho da economia. Caso queira aumentar a quantidade de meio
circulante, basta emitir mais moeda.

 Reservas obrigatórias dos bancos comerciais


Representam importante instrumento de política econômica. Um aumento dessa taxa de reservas
representará uma diminuição dos meios de pagamento, dado que os bancos comerciais
emprestarão menos ao público e o farão com juros maiores (como há menos dinheiro disponível
para emprestar, as taxas de juros sobem). Nesse sentido, se o governo opta por uma política de
crescimento da demanda agregada (aumento do nível de emprego), poderá, para isso, reduzir a
taxa de compulsório; por outro lado, numa política restritiva, anti-inflacionária, poderá aumentá-la.

 Redescontos
Em suma, são empréstimos que o BACEN realiza para os bancos comerciais. Como todo
empréstimo, possui taxas de juros. Se a taxa de juros do redesconto for baixa, haverá incentivo para
os bancos comerciais tomarem dinheiro emprestado, logo, haverá melhores possibilidades para a
expansão dos meios de pagamento, pois os bancos poderão utilizar o dinheiro do empréstimo
tomado junto ao BACEN para emprestá-lo ao público. Vale ressaltar que redesconto é uma coisa e
taxa de redesconto é outra. Por exemplo, se a questão falar que o redesconto é elevado, devemos
entender que há mais expansão monetária, pois os bancos tomaram mais empréstimos junto ao
BACEN. Por outro lado, se a questão fala que a taxa de redesconto é elevada, devemos entender
que há desincentivo à expansão monetária e há elevação das taxas de juros (se os juros que o
BACEN cobra dos bancos comerciais for aumentado, haverá também elevação dos juros que os
bancos comerciais cobram da população). Assim, fique atento! Preste atenção ao que está sendo
à à à à à àá à à à à à à à à
àQ à à à a, por exemplo, temos uma possibilidade de haver expansão dos
meios de pagamento. Assim, resumidamente, temos:
Aumento do redesconto  haverá expansão dos meios de pagamento; e poderá haver redução das
taxas de juros.
Redução da taxa de redesconto  pode haver expansão dos meios de pagamento; e haverá
redução das taxas de juros.

 Operações de mercado aberto (open market)


São compras e vendas de títulos públicos no mercado de capitais. Quando o BACEN compra títulos
no mercado, aumentam os depósitos no sistema bancário e, com isso, o volume de reservas,
permitindo a ampliação da oferta de moeda pelos bancos. Isto acontece porque o governo, neste

14
O Banco Central (BACEN) é o órgão que controla a oferta monetária no país e os assuntos a ela relacionados. Entre
outras, são funções do BACEN: ser o banco dos bancos, ser o banqueiro do Tesouro Nacional, controlar a oferta de
moeda, possuir o monopólio da emissão de moeda nacional, zelar pelo valor da moeda nacional (controlar a
inflação), regular e fiscalizar o sistema financeiro.

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caso, entrega moeda ao mercado e retira os títulos. Quando o BACEN vende títulos, ele enxuga a
quantidade de moeda, pois estará recebendo moeda (reduzindo os depósitos no sistema bancário)
e entregando títulos.

 Regulamentação e controle de crédito


O BACEN também afeta o M1 via regulamentação e controle de crédito. Isso pode ser feito via
política de juros, controle de prazos, regras para financiamentos, etc. Por exemplo, se o BACEN
determinar que os financiamentos para automóveis poderão ser feitos em, no máximo, 12 meses,
isso, com certeza, desincentivará a oferta de moeda, pois haverá forte redução nos financiamentos
(menor expansão do M1).

 Utilização das reservas internacionais


Reservas internacionais representam a quantidade de meios de pagamento aceitos
internacionalmente (geralmente moeda estrangeira) no caixa do BACEN. Quando o BACEN compra
moeda estrangeira, visando aumentar as reservas internacionais, isto significa aumento de M1
(política monetária expansiva). Isto acontece porque o BACEN, ao comprar moeda estrangeira,
despeja R$ na economia, aumentando a quantidade de moeda M1, e recolhe moeda estrangeira,
que não é considerada meio de pagamento (não é considerada M1). Por outro lado, quando o
BACEN vende moeda estrangeira e diminui o seu estoque de reservas internacionais, ele provoca o
enxugamento da liquidez na economia (diminui a quantidade de M1). Isto acontece porque ele
despeja moeda estrangeira (não é M1) e recebe R$ em troca, reduzindo a quantidade de M1.

A alteração da taxa de juros do COPOM

Q à à à à à TV à à à à à à à à
COPOM (Comitê de Política Mo à à à à à à à àX àP à
meio disso, somos instados a pensar que a alteração da taxa de juros ocorre por meio de
uma simples decisão administrativa.

N à à à à à à à à à à à à à à COPOM. O
governo se compromete a buscar aquela taxa de juros que foi acordada na reunião. A taxa
à à à à à à à àá à à à à à à à à à à à
pode aumentar a oferta de moeda na economia (quando aumentamos a oferta de um bem,
seu preço cai). Se ele quiser aumentar a taxa de juros, ele pode reduzir a oferta de moeda
na economia (quando reduzimos a oferta de um bem, seu preço aumenta). Neste caso, o
BACEN utilizará os instrumentos que foram aprendidos logo acima para variar a oferta de
moeda e garantir a taxa de juros que ele deseja.

Quando isto acontece, ou seja, quando o governo visa determinar a taxa de juros e deixa a
oferta de moeda variar, para garantir o nível da taxa de juros que ele quer, nós dizemos
que a política monetária é passiva.

Quando o governo controla a oferta de moeda, e a taxa de juros pode variar livremente,
nós dizemos que a política monetária é ativa. Não é possível ao governo adotar, ao mesmo
tempo, política monetária ativa e passiva. Deve-se escolher uma das duas (ou se controla a
oferta de moeda, ou se controla a taxa de juros).

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Veja que os conceitos de política monetária ativa e passiva levam em conta o controle da
quantidade de moeda na economia. Se o governo quiser controlar a oferta monetária, e
deixar a taxa de juros variar, a política monetária é ativa. Se o governo quiser controlar os
juros (é o caso do Brasil, hoje), e deixar a oferta de moeda variar, a política monetária é
passiva.

1.5. Relação entre a política monetária, renda, inflação e juros

Primeiramente, devemos entender que política monetária expansionista, inflacionária, ou


expansiva é aquela voltada para o aumento da quantidade de meio circulante (M1) na economia. Por outro
lado, quando o governo adota medidas para reduzir a quantidade de M1, estará utilizando política
monetária restritiva, ou anti-inflacionária.

Também podemos entender que qualquer política do governo no sentido de aumentar o


multiplicador monetário é considerada política monetária expansiva, assim como qualquer ato do governo
no sentido reduzir o multiplicador monetário é política monetária restritiva.

o Política monetária  renda: vários modelos econômicos demonstram que o aumento na


quantidade de M1 na economia (política monetária expansiva) provoca aumento da renda ou
demanda agregada, aumentando os níveis de emprego. Neste caso, os efeitos da política fiscal e
monetária são semelhantes sobre a renda ou produto da economia.

o Política monetária  nível geral de preços: políticas expansivas, tal qual ocorre com a política
fiscal, provocam pressões inflacionárias (aumento de preços).

o Política monetária  taxas de juros: a taxa de juros é o preço do dinheiro. Quando há política
monetária expansiva, há mais dinheiro circulando. Mais dinheiro circulando indica que ele está mais
barato (tudo em excesso fica mais barato: é mera aplicação dos mecanismos de oferta e demanda).
Como maior quantidade de M1 indica que a moeda está mais barata, as taxas de juros estarão mais
baixas. Assim, caso o governo queira reduzir as taxas de juros, poderá praticar política monetária
expansionista. Por outro lado, quando os meios de pagamento ficam mais escassos (política
monetária restritiva), a moeda fica mais cara, ou seja, a taxa de juros (preço da moeda) aumenta.

Segue um resumo sobre os efeitos e instrumentos da política monetária:

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Quadro 02:
Política monetária Instrumentos Consequências
Redução da exigência de
depósito compulsório Aumenta a renda/emprego

EXPANSIVA Redução da taxa de Aumento da inflação


redesconto
Redução das taxas de juros
Compra de títulos

Aumento da exigência de
depósito compulsório Reduz a renda/emprego
Aumento da taxa de Redução da inflação
RESTRITIVA
redesconto
Aumento das taxas de juros
Venda de títulos

Nota  as consequências da política monetária sobre a inflação, renda e taxas de juros ficarão mais
claras quando estudarmos os modelos IS-LM e oferta/demanda agregada nas próximas aulas.

1.6. Equilíbrio monetário

O equilíbrio monetário pode ser visto sob duas óticas: segundo a teoria clássica e segundo a teoria
Keynesiana. Pela teoria clássica, utilizamos a teoria quantitativa da moeda; comecemos nossa análise por
ela.

1.6.1. Equilíbrio monetário para os clássicos - Teoria quantitativa da moeda (TQM)

A TQM é basicamente um modo de se enxergar o papel na economia que se coaduna com a teoria
clássica. A TQM é fundamentada basicamente sobre a seguinte formulação:

MV = PT

Onde: M = oferta de moeda (base monetária), V = velocidade de circulação da moeda, P = nível geral de
preços e T = quantidade de transações ocorrida no sistema econômico.

A equação nos diz que o volume de moeda multiplicado por sua velocidade (número de transações
financiado pela mesma unidade monetária) é igual ao volume monetário das transações realizadas na
economia. Esse volume monetário é a quantidade de transações multiplicada pelos preços destas
transações (PxT).

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Assumindo-se que a economia esteja no pleno emprego, que é um pressuposto da economia


clássica (a quantidade de transações T esteja em seu máximo), e a velocidade de circulação da moeda
seja constante; aumentos da oferta de moeda M tenderão a aumentar os preços P para que se
mantenha a igualdade. Na verdade, a equação nos afirma que, na teoria clássica, coeteris paribus,
aumentos da oferta monetária provocarão somente aumento dos preços. Assim, quando a oferta
monetária é aumentada, isto acabará provocando inflação.

Ao mesmo tempo, a quantidade de moeda determina o nível de geral de preços. Se a quantidade


de moeda na economia é alta, o nível geral de preços estará alto. Se a quantidade de moeda na economia é
baixa, o nível geral de preços estará baixo. O aumento da quantidade de moeda faz surgir a inflação
(aumento do nível geral de preços).

Esta teoria não é amplamente aceita por todos os economistas, pelo fato de existirem duas
suposições que são difíceis de serem verificadas na prática: a economia deve estar em pleno emprego e a
velocidade de circulação da moeda deve permanecer constante. Outro fator importante na TQM é fato de
que ela desconsidera totalmente o papel da taxa de juros sobre a renda. Para os clássicos, a demanda por
moeda depende somente da renda e não da taxa de juros.

A dependência da demanda por moeda em relação à taxa de juros devido ao motivo especulação
foi ressaltada por Keynes, em crítica à teoria clássica.

1.6.2. Equilíbrio monetário para Keynes

Na visão keynesiana, o equilíbrio monetário é atingido quando a oferta é igual à demanda de


moeda.

Segundo Keynes, a oferta e a demanda de moeda exercem um papel importante sobre a taxa de
juros, e esta exerce um papel importante sobre a renda. Para Keynes, uma expansão monetária causaria o
seguinte, se a economia estiver abaixo do pleno emprego:

 Com mais moeda, a taxa de juros fica mais barata, incentivando os investimentos das empresas;

 Os investimentos das empresas é um dos elementos da demanda agregada. Havendo mais


investimentos, haverá mais renda, aumentando, assim, o nível de emprego.

Conforme eu coloquei, isto acontecerá se a economia estiver abaixo do pleno emprego. Se, por
outro lado, a economia estiver em pleno emprego, o aumento da oferta de moeda provocará somente
inflação (aumento de preços), exatamente como apregoa a TQM.

Veja, então, que Keynes não contraria totalmente a TQM, mas, para ele, ela só se aplica se a
economia estiver no pleno emprego.

Nota  estas questões das relações entre juros, renda, emprego, inflação, Keynes, clássicos; enfim,
tudo isso ficará mais claro na próxima aula. Portanto, se você teve dificuldades em entender essa parte

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final da aula, não se preocupe, pois mais à frente tudo ficará mais claro. Apenas coloquei nesta aula, pois
à à à à à àQ à à à à à à à à à à à à à
seja feito!), tudo se encaixará perfeitamente.

1.7. Taxa real x taxa nominal de juros

A taxa de juros nominal corresponde ao ganho monetário obtido por determinada aplicação,
independente do comportamento do valor da moeda (independente da inflação). Por exemplo, se eu
aplico hoje R$ 100,00 e resgato daqui a 01 mês R$ 130,00, a taxa de juros nominal foi de 30% a.m., ou seja,
os R$ 30,00 que eu ganhei em relação aos R$ 100,00 que apliquei. Se eu tivesse resgatasse R$ 300,00, a
taxa de juros nominal teria sido de 200% a.m.

A taxa de juros real corresponde ao ganho que se obtém em termos de poder de compra. Ou seja,
ela corresponde à taxa de juros nominal recebida, descontada a perda de valor da moeda, isto é,
descontada a inflação no período da aplicação. Ou seja, a taxa de juros real é igual à taxa de juros nominal
menos a taxa de inflação.

Suponha que eu tenha aplicado R$ 100,00 e resgatado R$ 130,00; mas a inflação no período tenha
sido de 30%. Neste caso, percebemos claramente que os 30% que eu ganhei nominalmente foram
totalmente corroídos pela inflação. Do ponto de vista real, descontada a inflação, o ganho da aplicação foi
de 0%.

Assim, podemos definir que a taxa de juros nominal corresponde à soma entre a taxa de juros real e
a taxa de inflação:

n=r+i  r=n i

O à à à à à à à à à à à à à à à àE à à à à à à
efeito Fisher, e mostra que a taxa de juros real depende, além da remuneração nominal, da taxa de
inflação.

Além da formulação acima, existe esta também:

(1 + n) = (1 + r).(1 + i)  (1 + r) = (1 + n)/(1 + i)

A expressão acima tem o mesmo significado da equação de Fisher (n = r + i). A diferença é que
estamos trabalhando com índices, e não com taxas. Nos dois casos, você pode perceber que se a taxa de
inflação é 0% (i=0), então, as taxas de juros nominal e real serão iguais. Se a taxa de inflação for maior que
a taxa nominal de juros, os juros reais indicarão perda de rendimento da aplicação.

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2. POLÍTICA FISCAL

Nota: neste tópico, procurarei dar uma resumida na política fiscal. Se parecer confuso, lembre-se de que esse
assunto será visto com maior riqueza de detalhes e demonstrado graficamente nas próximas aulas, quando
estudaremos os modelos econômicos que tratam das políticas do governo.

Por política fiscal entende-se a atuação do governo no que diz respeito à arrecadação de impostos e
aos gastos. A arrecadação afeta o nível de demanda agregada ao influir na renda disponível que os
indivíduos poderão destinar para consumo e poupança. Se os impostos forem altos, sobrará menos renda
para o consumo (menor renda disponível). Assim, altos impostos estão relacionados à baixa renda da
economia, devido à redução na demanda agregada provocada pela redução no consumo (devido à menor
renda disponível).

Conforme, estudamos nas aulas passadas, a demanda agregada DA é igual a (C + I + G + X M). Veja
que os gastos públicos (G) são elementos diretos da demanda agregada. Ao decidir gastar, o governo
aumenta a demanda agregada de forma direta, ao contrário do que ocorre no caso da arrecadação de
impostos, onde a influência sobre a demanda agregada é indireta (ocorre porque há redução na renda
disponível, que reduz o consumo, que, por sua vez, aí sim, reduz a demanda agregada).

Como os gastos públicos agem de forma direta na demanda agregada (renda) e a arrecadação age
de forma indireta, dizemos que a política fiscal via gastos é mais eficaz (intensa) que política fiscal
executada via arrecadação de impostos (tributação). Assim, podemos concluir que se, por exemplo, o
governo quiser aumentar a renda da economia (diminuir o desemprego), o aumento de gastos públicos,
coeteris paribus, será mais eficaz que a redução de impostos, visto que aquele age diretamente na renda
ao passo que esta age indiretamente. Vale ressaltar que estamos analisando sob a condição do coeteris
paribus (tudo o mais permanecendo constante). Há outras implicações que não estão sendo levadas em
conta como: possível aumento do déficit público, influência sobre a taxa de juros, etc.

Se o governo quiser reduzir o nível de renda (reduzir a demanda agregada), ele fará o inverso: ou
reduzirá os gastos públicos e/ou aumentará os impostos. Aí você perguntará: mas aumentar impostos não
significar aumentar gasto público? Não, não significa. O governo poderá utilizar o excedente arrecadado (a
poupança pública) para outros fins: emprestar para outros países, pagar dívidas realizadas no passado,
comprar moeda estrangeira para se precaver de possíveis problemas nas contas externas15, etc.

Quando a política é realizada no sentido de aumentar a renda (demanda agregada) da economia,


dizemos que ela é expansionista, expansiva, ou ainda, inflacionária (como ela aumenta a demanda
agregada, há incentivo para aumento generalizado dos preços). Quando a política é realizada no sentido de
reduzir a renda agregada, dizemos que ela é restritiva, contracionista, pró-cíclica ou anti-inflacionária
(como ela reduz a demanda agregada, como resposta, os preços tendem a baixar). Veja que o raciocínio é
igual àquele que apresentamos no estudo da política monetária.

15
Quando o governo aumenta o estoque de moeda estrangeira, dizemos que ele aumentou o nível de reservas
internacionais.

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Outra consequência da política fiscal é a alteração das taxas de juros. Considerando a oferta de
moeda sendo constante, um aumento da renda (política fiscal expansiva) fará com que os agentes
demandem mais moeda para realizar mais transações econômicas. O estudo da demanda e oferta nos diz
que quando a demanda de um bem aumenta, o preço deste bem também aumenta. Neste caso, houve
à à à à à àOà à à à à à à àá à à seguinte
encadeamento:

Política fiscal expansiva  aumenta renda  aumenta demanda por moeda  aumenta o preço da moeda
 aumenta as taxas de juros

A política fiscal restritiva provocará o caminho inverso, ou seja, redução das taxas de juros,
considerando que a oferta de moeda é constante.

Assim, temos o seguinte, resumindo os efeitos da política fiscal:

Quadro 03:
Política fiscal Instrumentos Consequências
Aumenta a renda/emprego
Aumento de gastos públicos
EXPANSIVA Aumento da inflação
Redução de impostos Aumento das taxas de juros
Reduz a renda/emprego
Redução de gastos públicos
RESTRITIVA Redução da inflação
Aumento de impostos Redução das taxas de juros

Conforme estudamos na aula passada, o uso da política fiscal como instrumento eficaz de
intervenção na economia surgiu na década de 1930, por intermédio das ideias de John Maynard Keynes,
que deram origem ao Keynesianismo ou ao modelo keynesiano. Segundo este modelo, uma política fiscal
expansionista gera aumentos de renda em proporções muito superiores ao que foi gasto pelo governo.

Por exemplo, se o governo decide gastar R$ 10 bilhões em obras ou em programas de transferência


de renda (o Bolsa Família por exemplo), o impacto sobre a renda agregada da economia será muito maior
que os R$ 10 bilhões injetados pelo governo na economia. Imagine que o governo decidiu fazer estradas
com esse dinheiro. Ao decidir fazer estradas, ele terá que pagar as empreiteiras, que terão que pagar aos
seus funcionários, que, por sua vez, aumentarão o consumo de alimentos, roupas, e outros bens. O
dinheiro, então, chegará à mão dos donos das lojas de roupas, mercados e outros estabelecimentos
comerciais nos quais os empregados das empreiteiras terão gasto o seu salário, que, em última instância,
originou-se do gasto público. Os donos destes estabelecimentos pagarão aos seus funcionários, que
comprarão mais em outros estabelecimentos, e assim por diante.

Keynes foi um grande defensor da política fiscal como forma de evitar as flutuações econômicas do
capitalismo, no sentido de se precaver dos efeitos negativos decorrentes dos períodos de estagnação
econômica (níveis de renda e demanda agregada baixas). Foi através de suas ideias que países como os
EUA conseguiram reerguer as suas economias durante a depressão da década de 1930.

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Recentemente, na crise financeira internacional de 2008/2009, os governos agiram rapidamente no


intuito de evitar efeitos ainda piores sobre os níveis de renda e emprego. Aqui no Brasil, foram adotadas
várias medidas de política fiscal puramente expansiva: redução do IPI para automóveis, eletrodomésticos e
materiais de construção; aumento dos gastos públicos por intermédio do PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento); aumento do salário do funcionalismo público (os aumentos já haviam sido acordados antes
da crise, mas acabaram funcionando como medidas fiscais expansivas); em alguns estados, houve
postergação dos prazos para pagamentos de impostos estaduais.

Além dos efeitos expostos no quadro 03, podemos também apresentar alguns instrumentos de
política fiscal compensatória, como os impostos progressivos e algumas políticas assistenciais, como o
seguro-desemprego16.

Em relação a estes instrumentos, também os chamamos de estabilizadores automáticos, pois


quando a renda e o emprego da economia diminuem, eles atuam no sentido de aumentar a renda; e
quando a renda aumenta, eles atuam no sentido de frear esse aumento.

Pegue, por exemplo, o seguro-desemprego. Em uma situação de desemprego, com muita gente
desempregada, ele funciona como um impulso para que a economia volte a ter renda circulando, evitando,
assim, que haja mais redução nos níveis de emprego.

Já o imposto progressivo atua como freio ao crescimento excessivo da renda, uma vez que a renda
adicional é taxada mais pesadamente. Ou seja, assim como o seguro-desemprego, ele funciona como um
estabilizador automático. Se a renda das pessoas diminui, elas passam a ser tributadas menos
pesadamente, impulsionando novamente a renda da economia. Se a renda aumenta, elas passam a ser
tributadas mais pesadamente, freando o aumento excessivo de renda17.

 POLÍTICA MONETÁRIA X POLÍTICA FISCAL

Conforme vimos nesta e na última aula, e será aprimorado mais à frente, as políticas monetária e
fiscal representam meios alternativos para se conseguir as mesmas finalidades: alteração do nível de
emprego, inflação e juros. Assim, pode nos parecer que essas duas políticas possuem a mesma eficácia e
efeito sobre a economia, o que não é verdade. Na realidade, é aconselhável que a política econômica seja
executada mediante uma combinação adequada de instrumentos fiscais e monetários.

Pode-se dizer que a política fiscal apresenta maior eficácia quando o objetivo é a melhoria da
distribuição de renda; isso pode ser obtido via taxação das rendas mais altas (tributação progressiva) e
aumento dos gastos do governo com destinação a setores menos favorecidos (obras públicas em locais
mais necessitados). A política monetária é mais difusa e genérica, sendo mais difícil direcioná-la a um ou
outro setor, sendo, portanto, menos eficaz no que se refere a aspectos distributivos.

16
O seguro-desemprego é uma quantia financeira que o desempregado recém demitido recebe do governo, durante
um curto período de tempo, com o objetivo de se manter financeiramente até que arrume outro emprego.
17
O aumento excessivo da renda nem sempre é desejável pois pode trazer inflação.

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No entanto, a política monetária apresenta resultados mais imediatos, dado que depende apenas
de decisões diretas das autoridades monetárias, enquanto a implementação de políticas fiscais depende da
votação do congresso (mais especificamente, a votação do orçamento), o que causa uma defasagem de
tempo entre a tomada de decisão e a adoção na prática das medidas fiscais. As medidas fiscais ainda são
sujeitas a maiores restrições de ordem institucional ou legal (só podem ser efetivadas no exercício fiscal
seguinte, tem que estar previsto na lei do orçamento, às vezes, deve constar ainda no Plano Plurianual,
etc).

Bem pessoal, por hoje é só!

Na próxima aula, nós veremos o modelo IS-LM, onde se estuda a influência das políticas fiscal e monetária
sobre o nível de renda e sobre a taxa de juros da economia.

Seguem agora alguns exercícios para fixação dos conteúdos.

Abraços a todos e bons estudos!

Heber Carvalho e Daniel Saloni

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EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (CESPE - Analista de Controle Externo - Ciências Econômicas - TCE-MG - 2018) - A respeito de
agregados econômicos e monetários, assinale a opção correta.

a) Um aumento do nível de preços reduzirá a demanda por moeda.


b) Aumentar a taxa de juros dos títulos públicos do tesouro nacional reduzirá a demanda por moeda.
c) O multiplicador monetário é igual à razão entre a base monetária e os meios de pagamento.
d) Alterar o compulsório sobre depósitos à vista implicará a criação de moeda.
e) Um aumento do PIB real reduzirá a demanda por moeda.

Comentários:
Letra A: Incorreta. O aumento do nível de preços faz com que seja necessário mais moeda para adquirir a
mesma quantidade de bens, ou seja, tende a aumentar a demanda por moeda.

Letra B: Correta. Quanto maior a taxa de juros, maior será a demanda por títulos e, por conseguinte, menor
será a demanda por moeda.

Letra C: Incorreta. O multiplicador é K = M1/BM, ou seja, é o contrário do que traz a alternativa.

Letra D: Incorreta. Diminuir o compulsório sobre depósitos à vista implicará a criação de moeda. A
alternativa, entretanto, não especifica se a alteração eleva ou diminui o compulsório, de forma que não
temos como saber se haverá criação de moeda.

Letra E: Incorreta. Quanto maior é a renda das pessoas, mais elas realizam transações econômicas e, por
conseguinte, mais demandam moeda por motivos transacionais.

Gabarito: B

2. (CESPE - Auditor do Estado - CAGE RS - 2018) - Uma economia tem as seguintes características
monetárias:

papel moeda em poder do público: 300 unidades;


reserva bancária: 100 unidades;
depósitos à vista em bancos comerciais: 2.000 unidades.

Nessa economia, o valor do multiplicador monetário é igual a

a) 5,75.
b) 3,75.
c) 4,25.
d) 4,75.
e) 5,25.

Comentários:
O multiplicador bancário é dado pela relação K = M1/BM.

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Sabemos que BM = PMPP + Encaixes totais e M1 = PMPP + DV

Substituindo os valores trazidos pelo enunciado, temos:

K = 300 + 2000/300 + 100

K = 5,75

Gabarito: A

3. (CESPE - Auditor de Controle Externo - Fiscalização - Economia - TCE-PA - 2016) - A respeito de


agregados monetários e do modelo IS LM, julgue o item a seguir. Com a reforma dos meios de
pagamento na metodologia de cálculo dos agregados monetários em 2001, o conceito de M2 passou a
corresponder ao total de M1 mais os depósitos em poupança e os títulos emitidos por instituições
depositárias.

COMENTÁRIOS:
M2 = M1 + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança + títulos emitidos por instituições
depositárias, ou seja, faltaram os depósitos especiais remunerados na assertiva.

As instituições depositárias são aquelas onde o público mantém seus depósitos a vista. Entre estes títulos
emitidos por estas instituições, temos, por exemplo, os títulos de capitalização e os próprios depósitos
remunerados.

GABARITO: ERRADO

4. (CESPE - Diplomata (Terceiro Secretário) - 2016) - A respeito de teoria monetária e política


monetária, julgue o item a seguir. A expansão de meios de pagamento é realizada exclusivamente pela
autoridade monetária, uma vez que depende da impressão de mais papel-moeda.

COMENTÁRIOS:
Como vimos, os bancos comerciais, por meio de sua capacidade de criar moeda, multiplicam a injeção de
moeda inicial no sistema, o que definimos como multiplicação monetária. A criação de moeda se dá por
meio do empréstimo de parcela dos depósitos a vista.

O Bacen possui controle sobre a base monetária que é expandida via multiplicador monetário.

GABARITO: ERRADO

5. (CESPE - Diplomata (Terceiro Secretário) - 2016) -A respeito de teoria monetária e política


monetária, julgue o item a seguir. As três funções principais de uma moeda em um sistema econômico
são a de meio de troca, a de unidade de conta e a de reserva de valor.

COMENTÁRIOS:
As funções básicas atribuídas à moeda são estas:

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- Meio de troca - Esta função da moeda é decorrência da aceitação geral da sociedade, que realiza as
transações econômicas utilizando este ativo como meio de troca.

- Unidade de conta - a moeda fornece o referencial para que os valores das demais mercadorias sejam
cotados. Desta forma, os valores dos bens e serviços transacionados são expressos em quantidade de
moeda, de tal forma que ela seja o denominador comum de valor.

- Reserva de valor - esta é função decorrente de sua primeira função meio de troca. Só há sentido em
utilizar a moeda como meio de troca se, entre uma transação em determinado momento e outra transação
em momento posterior, ela mantiver durante certo intervalo de tempo o seu valor ou seu poder de
compra.

GABARITO: CERTO

6. (CESPE - Economista - CADE - 2014) - Acerca da teoria keynesiana, das políticas fiscal e monetária
e do mercado de trabalho, julgue o item subsequente. Base monetária indica o volume da oferta de
dinheiro na economia e é composta pelo papel moeda em circulação, pelas reservas bancárias e pelo
papel moeda em poder do público.

COMENTÁRIOS:
áà à à à à à à à à à à à à à à àPMPPà
e as reservas dos bancos, sendo que o papel moeda em circulação não faz parte desta composição. Ou seja,
à à à à à à à a monetário, se todos os agentes resolverem sacar moeda ao mesmo
tempo. A esta injeção monetária inicial chamamos de base monetária (BM).

áà à à BM à à à à à à à -deposita-empresta- à
fazendo com que o valor de M1 circulante na economia seja muito maior que a base monetária.

GABARITO: ERRADO

7. (CESPE - Analista Legislativo - Consultor de Orçamento e Fiscalização Financeira - 2014) -A base


monetária é definida como a soma do papel-moeda em poder do público com os encaixes voluntários e
obrigatórios dos bancos comerciais. Os meios de pagamento no conceito restrito (M1) são definidos pela
soma do papel moeda em poder do público com os depósitos a vista nos bancos comerciais. Com relação
a esse tema e ao desenvolvimento da teoria monetária, julgue o item seguinte. Se o BCB determinar um
aumento nos encaixes compulsórios dos bancos comerciais, haverá aumento da base monetária.

COMENTÁRIOS:
Com um aumento dos encaixes compulsórios, os bancos comerciais diminuirão o volume de recursos que
poderão ser emprestados, o que representará uma diminuição dos meios de pagamentos.

GABARITO: ERRADO

8. (CESPE - Diplomata (Terceiro Secretário) - 2016) - A respeito de teoria monetária e política


monetária, julgue o item a seguir. Em um sistema econômico, a taxa de juros é um importante
determinante da demanda de moeda; ela influencia as decisões de investimento dos agentes e, por
conseguinte, o volume de moeda que será destinado à especulação.

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COMENTÁRIOS:
Uma das razões pelas quais os agentes demandam moeda é o motivo especulação, este motivo faz parte
da teoria keynesiana, sendo a taxa de juros seu principal determinante. A demanda de moda por motivo
especulação é inversamente proporcional à taxa de juros, pois quando esta é alta, as pessoas geralmente
demandam menos moeda e mais títulos.

GABARITO: CERTO

9. (CESPE Economista - PGCE Especial - MPOG - 2015) - Com relação ao modelo IS-LM e às
políticas econômicas, julgue o item seguinte. Os meios de pagamento, que podem ser definidos como o
somatório do papel moeda em poder do público e os depósitos à vista realizados no sistema bancário,
correspondem aos ativos de liquidez imediata em posse do setor não bancário, o qual pode utilizá-los a
qualquer momento para liquidar dívidas em moeda nacional.

COMENTÁRIOS:
Não há muito a acrescentar à questão, pois apresenta corretamente o conceito de meios de pagamento.

GABARITO: CERTO

10. (CESPE - Auditor de Controle Externo - Fiscalização - Economia - TCE-PA - 2016) - A respeito de
agregados monetários e do modelo IS LM, julgue o item a seguir. Com a reforma dos meios de
pagamento na metodologia de cálculo dos agregados monetários em 2001, o conceito de M2 passou a
corresponder ao total de M1 mais os depósitos em poupança e os títulos emitidos por instituições
depositárias.

COMENTÁRIOS:
M2 = M1 + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança + títulos emitidos por instituições
depositárias, ou seja, faltaram os depósitos especiais remunerados na assertiva.

As instituições depositárias são aquelas onde o público mantém seus depósitos a vista. Entre estes títulos
emitidos por estas instituições, temos, por exemplo, os títulos de capitalização e os próprios depósitos
remunerados.

GABARITO: ERRADO

11. (CESPE - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO CIÊNCIAS ECONÔMICAS - TCE/AC 2009) - Políticas
monetárias restritivas elevam as taxas de juros e contribuem para aumentar as taxas de inflação.

COMENTÁRIOS:
Políticas monetárias restritivas realmente elevam as taxas de juros, no entanto, contribuem para reduzir a
inflação (política anti-inflacionária).

GABARITO: ERRADO

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12. (CESPE - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO CIÊNCIAS ECONÔMICAS - TCE/AC 2009 - Adaptada) -
R vendas de títulos públicos no mercado aberto
atenuam as pressões inflacionárias.

COMENTÁRIOS:
Redução no coeficiente de reservas (r) aumenta o multiplicador monetário (K), logo, tem os mesmos
efeitos de política monetária expansiva. Entre esses efeitos, há a ocorrência de pressões inflacionárias e
não a sua atenuação. Se a questão falasse somente da venda de títulos públicos, ela estaria correta, pois
isso representa política monetária restritiva, atenuando a inflação.

GABARITO: ERRADO

13. (CESPE - ANALISTA ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO ECONOMIA - SEGER 2009) - A ideia de que,
no longo prazo, as políticas monetárias expansionistas contribuem apenas para elevar o nível de preços,
é consistente com a teoria quantitativa da moeda.

COMENTÁRIOS:
É exatamente o que prega a teoria quantitativa da moeda (TQM). Vale ressaltar que esta teoria não é
amplamente aceita pelos economistas, mas, como a assertiva fez clara alusão à TQM, está correta.

GABARITO: CERTO

14. (CESPE - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO CIÊNCIAS ECONÔMICAS - TCE/AC 2008) - Aumentos
da taxa de redesconto e do coeficiente de reservas são consistentes com a adoção de políticas
monetárias restritivas.

COMENTÁRIOS:
Foram dados dois exemplos de ações que são consistentes com a adoção de políticas monetárias
restritivas. O aumento da taxa de redesconto reduz a possibilidade do setor bancário oferecer mais
empréstimos ao público, pois fica mais caro para os bancos comerciais tomarem empréstimos junto ao
BACEN. O aumento do coeficiente de reservas (r) também é política monetária restritiva pois indica que um
percentual maior do dinheiro que o banco possui ficará provisionado na forma de reservas, sem pode ser
emprestado ao público.

GABARITO: CERTO

15. (CESPE MIN. SAÚDE TÉCNICO SUPERIOR 2008) A política fiscal é dividida em dois
segmentos: a política tributária, cujo objetivo é captar os recursos necessários ao atendimento das
funções da administração pública, e a política orçamentária, que trata da aplicação destes recursos.

COMENTÁRIOS:
Correta a asser àN à à à à à à à à à à à à à à
que é a mesma coisa, tendo em vista que o Orçamento Público é o instrumento de que dispõe o Estado
para realizar os seus gastos.

GABARITO: CERTO

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16. (CESPE IPAJM/ES 2010) Foi particularmente a partir da revolução Keynesiana que o
orçamento passou a ser concebido como instrumento de política fiscal, com vistas à estabilização, à
expansão ou à retração da atividade econômica.

COMENTÁRIOS:
Correta, pois foi Keynes o primeiro economista a demonstrar e convencer os governos da importância da
política fiscal em relação às flutuações econômicas.

GABARITO: CERTO

17. (CESPE - CIÊNCIAS ECONÔMICAS UEPA 2008) - Políticas fiscais expansionistas financiadas
mediante o uso de criação monetária conduzem a níveis mais elevados de produção, porém, são
potencialmente mais inflacionárias.

COMENTÁRIOS:
Políticas fiscais expansaionistas aumentam o nível de emprego e o nível geral de preços como qualquer
outra política expansionista. Se ela for financiada através da criação monetária (isto é, o governo emite
moeda para realizar os seus gastos), nós temos, além da política fiscal expansiva, política monetária
expansiva, o que aumentará ainda mais o efeito inflacionário.

GABARITO: CERTO

18. (FUNIVERSA ECONOMISTA CEB 2010) - As diferenças entre as taxas de juros nominais e taxas
de juros reais têm implicações nas decisões de investimentos. O empresário deverá sempre ter a noção
de quanto realmente está ganhando (ou perdendo) em seus negócios e aplicações financeiras. Dessa
forma, é importante distinguir o conceito e a aplicação entre a taxa de juros real e a taxa de juros
nominal. Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.
(A) A taxa nominal mede de maneira eficaz os ganhos da empresa.
(B) Se houver deflação no período, a taxa de juros nominal será maior que a taxa de juros real.
(C) A taxa de juros nominal não mede o valor pago ao poupador por suas decisões de poupar, pois
desconta a inflação.
(D) A taxa de juros real mede o retorno de uma aplicação em termos de quantidade de bens, sem
descontar a inflação.
(E) Se não houver inflação no período, a taxa de juros nominal será igual à taxa de juros real desse mesmo
período de tempo.

COMENTÁRIOS:
Segue uma questaozinha de outra banca. Decidi colocá-la, pois mede muito bem o conhecimento sobre a
diferenciação envolvendo a taxa nominal e real de juros.

a) Incorreta. É a taxa real que mede de maneira eficaz os ganhos.

b) Incorreta. Se houver deflação no período (i<0), então, a taxa real será maior que a nominal. Pela
equação de Fisher, r = n i. “ à à à à à à à à à à à à à à à
à à à à

c) Incorreta. Quem desconta a inflação é a taxa de juros real.

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d) Incorreta. A taxa real desconta a inflação.

e) Correta. Pela equação de Fisher, se i=0, então r=n.

GABARITO: E

19. (CESPE ECONOMISTA MPU 2010) - Efeito Fisher é o ajuste da taxa de juros real à taxa de
inflação.

COMENTÁRIOS:
O efeito Fisher é o ajuste da taxa de juros NOMINAL à taxa de inflação.

GABARITO: ERRADO
==34bd==

(CESPE - ANALISTA DE COMÉRCIO EXTERIOR MDIC - 2008) A teoria macroeconômica analisa o


comportamento dos grandes agregados econômicos. Com base nessa teoria, julgue os itens a seguir.

20. O crescimento substancial do agregado monetário M1, após a implantação do Plano Real, é
consistente com a recuperação da credibilidade da moeda nacional como reserva de valor.

COMENTÁRIOS:
Antes da implantação do Plano Real, o Brasil conseguiu um dos principais problemas de sua economia: a
àP à à à à à à à à à à à à à à à
comprometida. Isto faz com que os agentes econômicos queiram cada vez menos guardar sua riqueza na
forma de moeda (M1). Nestas situações, é melhor guardar a riqueza sob a forma de ativos reais (imóveis,
mercadorias, etc).

Desta forma, o controle da inflação após a implantação do Plano Real fez com que a função reserva de
valor da moeda fosse novamente preservada, aumentando, assim, a demanda por ativos monetários (M1).

O raciocínio é simples: com inflação baixa, os agentes podem guardar suas riquezas na forma de moeda.
Com inflação alta, os agentes vão procurar fugir da moeda, pois ela perde valor rapidamente com o passar
do tempo.

GABARITO: CERTO

21. O fato de que aumentos nas taxas de juros podem conduzir a reduções do coeficiente de reservas
é compatível com a adoção de um comportamento que vise minimizar os excessos de reservas por parte
do setor bancário.

COMENTÁRIOS:
Aumentos na taxa de juros são oriundas da adoção de política monetária restritiva, que, por sua vez, é
consistente com reduções do coeficiente de reservas, visando minimizar os excessos de reservas bancárias.

GABARITO: CERTO

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(CESPE/Unb - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO - CIÊNCIAS ECONÔMICAS TCE/AC - 2008)


Considerando os princípios básicos da teoria monetária e da inflação, julgue os itens.

22. Quando um indivíduo transfere fundos de sua conta de poupança para a sua conta-corrente, a
redução decorrente do agregado monetário M1 é compensada exatamente pelo aumento do agregado
M2.

COMENTÁRIOS:
Os recursos que ficam guardados na poupança fazm parte do agregado monetário M2. Assim, quando o
indivíduo transfere fundos de sua poupança para a sua conta-corrente (depósitos à vista), a redução
decorrente do agregado monetário M2 é compensada extamente pelo aumento do agregado M1. Ou seja,
a assertiva inverteu a sequência. Onde era M2, ela colocou M1, e vice-versa.

GABARITO: ERRADO

23. Na presença de excesso de reservas, o multiplicador monetário se eleva, aumentando, assim, as


possibilidades de expansão monetária.

COMENTÁRIOS:
N à à à à à à à à à à à à à à à
assim, as possibilidades de expansão monetária.

GABARITO: ERRADO

24. Retiradas em espécie da conta-corrente para financiar as despesas de consumo dos correntistas
de um banco comercial não alteram as reservas do sistema bancário como um todo.

COMENTÁRIOS:
Esta questão é bem simples. Se o dinheiro sai do banco e vai para o pagamento de despesas dos
correntistas, então, é natural que os recursos que ficam depositados nos bancos (as reservas do sistema
bancário) diminuam.

Se a questão falasse em destruição ou criação de moeda, aí sim poderíamos falar que uma operação como
esta não destruiria nem criaria moeda (M1), já que ocorreria redução de DV e aumento de PMPP.

GABARITO: ERRADO

(CESPE/Unb - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO - CIÊNCIAS ECONÔMICAS TCE/AC - 2008) As políticas


monetárias influenciam, significativamente, o desempenho da economia. A respeito desse assunto,
assinale a opção correta.

25. Quanto maior for o custo de oportunidade de detenção de moeda, mais elevada será a demanda
monetária.

COMENTÁRIOS:
Um alto custo de oportunidade de detenção de moeda significa que os agentes perdem muita coisa ao
escolher deter a moeda (M1).

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O custo de opotunidade de detenção da moeda é alto quando as taxas de juros são elevadas. Neste caso,
os agentes perdem dinheiro ao reter a moeda (M1), em vez de, por exemplo, adquirir títulos que rendem
juros.

Por sua vez, altas taxas de juros são inversamente relacionadas à demanda por moeda. Assim, deve-se
entender que:

Juros elevados  Alto custo de oportunidade de reter moeda  Demanda por moeda diminui

GABARITO: ERRADO

26. Aumentos da taxa de redesconto e do coeficiente de reservas são consistentes com a adoção de
políticas monetárias restritivas.

COMENTÁRIOS:
A assertiva está perfeita. Não há muito o que comentar, depois do que explanamos na parte teórica da
aula.

GABARITO: CERTO

27. O Banco Central pode utilizar a política monetária para estabilizar, simultaneamente, as taxas de
juros e a oferta monetária.

COMENTÁRIOS:
Ao conduzir a política monetária, o BACEN pode adotar política monetária ativa (quando controla a oferta
monetária e deixa a taxa de juros flutuar) ou política monetária passiva (quando controla a taxa de juros e
deixa a oferta monetária flutuar).

Veja que não é possível controlar simultaneamente a taxa de juros e a oferta monetária. A regra é:
controla-se um dos dois, deixando o outro flutuar.

GABARITO: ERRADO

(CESPE ECONOMISTA DFTRANS - 2008) Pesquisa acerca dos agregados monetários nacionais,
divulgada recentemente, pelo Banco Central do Brasil (BACEN), mostra que, nos últimos anos, os
brasileiros têm utilizado mais moeda corrente nas suas transações. Com relação aos agregados
monetários, julgue os itens que se seguem

28. Títulos públicos estaduais e municipais não fazem parte dos meios de pagamento no Brasil.

COMENTÁRIOS:
De um ponto de vista mais amplo, os títulos públicos (sejam estaduais, municipais ou federais) fazem parte
dos meios de pagamento no Brasil. Eles integram o agregado M4.

* geralmente, em questões envolvendo temas de política monetária, criação ou destruição de moeda,


quando se fala genericamente em meios de pagamento, considera-se apenas o M1. Mas o fato é que a

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banca, nesta questão, levou em conta corretamente que os meios de pagamento englobam M1, M2,
M3 e M4. Assim, a banca considerou a assertiva correta.

GABARITO: CERTO

29. O aumento da taxa de compulsório, pelo BACEN pode ser considerado uma política monetária
restritiva.

COMENTÁRIOS:
Mais uma questaozinha bem simples sobre instrumento de política monetária. Conforme explicamos na
aula, o aumento da taxa de compulsório é política monetária restritiva.

à à à à à à à à à à à à à à à à
mesma coisa: política monetária restritiva.

GABARITO: CERTO

(CESPE/Unb - CONTROLADOR DE RECURSOS MUNICIPAIS ECONOMIA PMV SEMAD/ES - 2008) A


teoria macroeconômica analisa o comportamento dos grandes agregados econômicos. Utilizando os
conceitos básicos dessa teoria, julgue os itens que se seguem.

30. As quotas de fundos de renda fixa, a exemplo dos depósitos de poupança, fazem parte do
agregado monetário M2.

COMENTÁRIOS:
Os fundos de renda fixa fazem parte do agregado monetário M3 (não fazem parte do M2).

GABARITO: ERRADO

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LISTA DE EXERCÍCIOS
01. (CESPE - Analista de Controle Externo - Ciências Econômicas - TCE-MG - 2018) - A respeito de
agregados econômicos e monetários, assinale a opção correta.

a) Um aumento do nível de preços reduzirá a demanda por moeda.


b) Aumentar a taxa de juros dos títulos públicos do tesouro nacional reduzirá a demanda por moeda.
c) O multiplicador monetário é igual à razão entre a base monetária e os meios de pagamento.
d) Alterar o compulsório sobre depósitos à vista implicará a criação de moeda.
e) Um aumento do PIB real reduzirá a demanda por moeda.

Comentários:
Letra A: Incorreta. O aumento do nível de preços faz com que seja necessário mais moeda para adquirir a
mesma quantidade de bens, ou seja, tende a aumentar a demanda por moeda.

Letra B: Correta. Quanto maior a taxa de juros, maior será a demanda por títulos e, por conseguinte, menor
será a demanda por moeda.

Letra C: Incorreta. O multiplicador é K = M1/BM, ou seja, é o contrário do que traz a alternativa.

Letra D: Incorreta. Diminuir o compulsório sobre depósitos à vista implicará a criação de moeda. A
alternativa, entretanto, não especifica se a alteração eleva ou diminui o compulsório, de forma que não
temos como saber se haverá criação de moeda.

Letra E: Incorreta. Quanto maior é a renda das pessoas, mais elas realizam transações econômicas e, por
conseguinte, mais demandam moeda por motivos transacionais.

Gabarito: B

02. (CESPE - Auditor do Estado - CAGE RS - 2018) - Uma economia tem as seguintes características
monetárias:

papel moeda em poder do público: 300 unidades;


reserva bancária: 100 unidades;
depósitos à vista em bancos comerciais: 2.000 unidades.

Nessa economia, o valor do multiplicador monetário é igual a

a) 5,75.
b) 3,75.
c) 4,25.
d) 4,75.
e) 5,25.

03. (CESPE - Auditor de Controle Externo - Fiscalização - Economia - TCE-PA - 2016) - A respeito de
agregados monetários e do modelo IS LM, julgue o item a seguir. Com a reforma dos meios de

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pagamento na metodologia de cálculo dos agregados monetários em 2001, o conceito de M2 passou a


corresponder ao total de M1 mais os depósitos em poupança e os títulos emitidos por instituições
depositárias.

04. (CESPE - Diplomata (Terceiro Secretário) - 2016) - A respeito de teoria monetária e política
monetária, julgue o item a seguir. A expansão de meios de pagamento é realizada exclusivamente pela
autoridade monetária, uma vez que depende da impressão de mais papel-moeda.

05. (CESPE - Diplomata (Terceiro Secretário) - 2016) -A respeito de teoria monetária e política
monetária, julgue o item a seguir. As três funções principais de uma moeda em um sistema econômico
são a de meio de troca, a de unidade de conta e a de reserva de valor.

06. (CESPE - Economista - CADE - 2014) - Acerca da teoria keynesiana, das políticas fiscal e monetária
e do mercado de trabalho, julgue o item subsequente. Base monetária indica o volume da oferta de
dinheiro na economia e é composta pelo papel moeda em circulação, pelas reservas bancárias e pelo
papel moeda em poder do público.

07. (CESPE - Analista Legislativo - Consultor de Orçamento e Fiscalização Financeira - 2014) -A base
monetária é definida como a soma do papel-moeda em poder do público com os encaixes voluntários e
obrigatórios dos bancos comerciais. Os meios de pagamento no conceito restrito (M1) são definidos pela
soma do papel moeda em poder do público com os depósitos a vista nos bancos comerciais. Com relação
a esse tema e ao desenvolvimento da teoria monetária, julgue o item seguinte. Se o BCB determinar um
aumento nos encaixes compulsórios dos bancos comerciais, haverá aumento da base monetária.

08. (CESPE - Diplomata (Terceiro Secretário) - 2016) - A respeito de teoria monetária e política
monetária, julgue o item a seguir. Em um sistema econômico, a taxa de juros é um importante
determinante da demanda de moeda; ela influencia as decisões de investimento dos agentes e, por
conseguinte, o volume de moeda que será destinado à especulação.

09. (CESPE Economista - PGCE Especial - MPOG - 2015) - Com relação ao modelo IS-LM e às
políticas econômicas, julgue o item seguinte. Os meios de pagamento, que podem ser definidos como o
somatório do papel moeda em poder do público e os depósitos à vista realizados no sistema bancário,
correspondem aos ativos de liquidez imediata em posse do setor não bancário, o qual pode utilizá-los a
qualquer momento para liquidar dívidas em moeda nacional.

10. (CESPE - Auditor de Controle Externo - Fiscalização - Economia - TCE-PA - 2016) - A respeito de
agregados monetários e do modelo IS LM, julgue o item a seguir. Com a reforma dos meios de
pagamento na metodologia de cálculo dos agregados monetários em 2001, o conceito de M2 passou a
corresponder ao total de M1 mais os depósitos em poupança e os títulos emitidos por instituições
depositárias.

11. (CESPE - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO CIÊNCIAS ECONÔMICAS - TCE/AC 2009) - Políticas
monetárias restritivas elevam as taxas de juros e contribuem para aumentar as taxas de inflação.

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12. (CESPE - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO CIÊNCIAS ECONÔMICAS - TCE/AC 2009 - Adaptada) -
R
atenuam as pressões inflacionárias.

13. (CESPE - ANALISTA ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO ECONOMIA - SEGER 2009) - A ideia de que,
no longo prazo, as políticas monetárias expansionistas contribuem apenas para elevar o nível de preços,
é consistente com a teoria quantitativa da moeda.

14. (CESPE - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO CIÊNCIAS ECONÔMICAS - TCE/AC 2008) - Aumentos
da taxa de redesconto e do coeficiente de reservas são consistentes com a adoção de políticas
monetárias restritivas.

15. (CESPE MIN. SAÚDE TÉCNICO SUPERIOR 2008) A política fiscal é dividida em dois
segmentos: a política tributária, cujo objetivo é captar os recursos necessários ao atendimento das
funções da administração pública, e a política orçamentária, que trata da aplicação destes recursos.

16. (CESPE IPAJM/ES 2010) Foi particularmente a partir da revolução Keynesiana que o
orçamento passou a ser concebido como instrumento de política fiscal, com vistas à estabilização, à
expansão ou à retração da atividade econômica.

17. (CESPE - CIÊNCIAS ECONÔMICAS UEPA 2008) - Políticas fiscais expansionistas financiadas
mediante o uso de criação monetária conduzem a níveis mais elevados de produção, porém, são
potencialmente mais inflacionárias.

18. (FUNIVERSA ECONOMISTA CEB 2010) - As diferenças entre as taxas de juros nominais e taxas
de juros reais têm implicações nas decisões de investimentos. O empresário deverá sempre ter a noção
de quanto realmente está ganhando (ou perdendo) em seus negócios e aplicações financeiras. Dessa
forma, é importante distinguir o conceito e a aplicação entre a taxa de juros real e a taxa de juros
nominal. Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.
(A) A taxa nominal mede de maneira eficaz os ganhos da empresa.
(B) Se houver deflação no período, a taxa de juros nominal será maior que a taxa de juros real.
(C) A taxa de juros nominal não mede o valor pago ao poupador por suas decisões de poupar, pois
desconta a inflação.
(D) A taxa de juros real mede o retorno de uma aplicação em termos de quantidade de bens, sem
descontar a inflação.
(E) Se não houver inflação no período, a taxa de juros nominal será igual à taxa de juros real desse mesmo
período de tempo.

19. (CESPE ECONOMISTA MPU 2010) - Efeito Fisher é o ajuste da taxa de juros real à taxa de
inflação.

(CESPE - ANALISTA DE COMÉRCIO EXTERIOR MDIC - 2008) A teoria macroeconômica analisa o


comportamento dos grandes agregados econômicos. Com base nessa teoria, julgue os itens a seguir.

20. O crescimento substancial do agregado monetário M1, após a implantação do Plano Real, é
consistente com a recuperação da credibilidade da moeda nacional como reserva de valor.

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21. O fato de que aumentos nas taxas de juros podem conduzir a reduções do coeficiente de reservas
é compatível com a adoção de um comportamento que vise minimizar os excessos de reservas por parte
do setor bancário.

(CESPE/Unb - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO - CIÊNCIAS ECONÔMICAS TCE/AC - 2008)


Considerando os princípios básicos da teoria monetária e da inflação, julgue os itens.

22. Quando um indivíduo transfere fundos de sua conta de poupança para a sua conta-corrente, a
redução decorrente do agregado monetário M1 é compensada exatamente pelo aumento do agregado
M2.

23. Na presença de excesso de reservas, o multiplicador monetário se eleva, aumentando, assim, as


possibilidades de expansão monetária.

24. Retiradas em espécie da conta-corrente para financiar as despesas de consumo dos correntistas
de um banco comercial não alteram as reservas do sistema bancário como um todo.

(CESPE/Unb - ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO - CIÊNCIAS ECONÔMICAS TCE/AC - 2008) As políticas


monetárias influenciam, significativamente, o desempenho da economia. A respeito desse assunto,
assinale a opção correta.

25. Quanto maior for o custo de oportunidade de detenção de moeda, mais elevada será a demanda
monetária.

26. Aumentos da taxa de redesconto e do coeficiente de reservas são consistentes com a adoção de
políticas monetárias restritivas.

27. O Banco Central pode utilizar a política monetária para estabilizar, simultaneamente, as taxas de
juros e a oferta monetária.

(CESPE ECONOMISTA DFTRANS - 2008) Pesquisa acerca dos agregados monetários nacionais,
divulgada recentemente, pelo Banco Central do Brasil (BACEN), mostra que, nos últimos anos, os
brasileiros têm utilizado mais moeda corrente nas suas transações. Com relação aos agregados
monetários, julgue os itens que se seguem

28. Títulos públicos estaduais e municipais não fazem parte dos meios de pagamento no Brasil.

29. O aumento da taxa de compulsório, pelo BACEN pode ser considerado uma política monetária
restritiva.

(CESPE/Unb - CONTROLADOR DE RECURSOS MUNICIPAIS ECONOMIA PMV SEMAD/ES - 2008) A


teoria macroeconômica analisa o comportamento dos grandes agregados econômicos. Utilizando os
conceitos básicos dessa teoria, julgue os itens que se seguem.

30. As quotas de fundos de renda fixa, a exemplo dos depósitos de poupança, fazem parte do
agregado monetário M2.

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GABARITO
1 B
2 A
3 E
4 E
5 C
6 E
7 E
8 C
9 C
10 E
11 E
12 E
13 C
14 C
15 C
16 C
17 C
18 E
19 E
20 C
21 C
22 E
23 E
24 E
25 E
26 C
27 E
28 C
29 C
30 E

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