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FACETAS DA MULHER BRASILEIRA:

MERCADO DE CONSUMO
Março 2016
Quando são consideradas apenas as casadas/
A ROTINA DA MULHER DOS em união estável, o desequilíbrio na divisão
de tarefas domésticas é ainda maior:
TEMPOS DE HOJE: TRABALHO,
Cuidados com a roupa 83,0%
FAMÍLIA E CONSUMO
Arrumar a casa 80,0%
Atividades que mais tomam tempo no dia a dia: Alimentação 77,1%
Limpar a casa 75,8%

45,9% 22,5% 20,3% Cuidar dos filhos 63,8%

Atividades mais praticadas


Trabalho Tarefas Cuidados durante o tempo livre:
domésticas com os filhos
Ficar com a família e amigos 69,5%
Cozinhar 69,0%
Descansar/dormir 62,0%
46,3% das
entrevistadas Ver TV 61,8%
que são mães Interagir nas redes sociais 60,4%
afirmam que os 57,7% se
cuidados com os filhos sentem mais Principais motivos de discórdia
cabem a elas na sobrecarregadas entre os casais é o dinheiro:
maior parte pelos cuidados
do dia com a casa e Modo como ele é gasto 37,5%
os filhos Falta de recursos financeiros 31,2%
Divisão das tarefas domésticas 25,7%

Itens pessoais Local que concentra a maior parte das


com que as compras, exceto compras mensais:
brasileiras mais Supermercados/hipermercados 60,3%
gastam dinheiro: roupas
e sapatos (60,9%), produtos Lojas de rua 37,0%
para o cabelo (45,9%), Revendedores de cosméticos 33,8%
produtos para a casa
(39,4%) e perfumes Internet/lojas virtuais 32,4%
(37,5%)

Aspectos mais
importantes 64,7% 53,0% 34,3%
no momento
da compra:
Promoções Preço Pagamento
atrativo facilitado

Itens de consumo que pretendem comprar nos próximos


3 meses (considerando a realidade financeira atual) para
aumentar o tempo livre:
Eletrodomésticos que facilitem na cozinha 30,2%
Aparelhos que facilitem a limpeza da casa 27,1%
Cursos online 23,8%
Eletrônicos portáteis que ajudem no gerenciamento
18,1%
das tarefas do dia a dia

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INTRODUÇÃO

Rotina das brasileiras ainda é sobrecarregada pelas tarefas de


casa e o cuidado com os filhos
Dividida entre as responsabilidades do trabalho, os cuidados e tarefas com a casa e a educação dos filhos, boa
parte das brasileiras se sente mais sobrecarregada com a rotina diária do que o cônjuge, e por isso gostaria de
adquirir uma série de produtos e serviços que poderiam facilitar a vida. É o que mostra a pesquisa “Facetas da
Mulher Brasileira: Mercado de consumo”, conduzida pelo SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes
Lojistas. Os objetivos do estudo incluem a compreensão do papel da mulher na sociedade, considerando a
dinâmica profissional e familiar, bem como a identificação do potencial de consumo e satisfação em relação
a diversos segmentos do mercado junto ao público feminino.

Embora reconheça que não é fácil dar conta de tantas obrigações, a maior parte das entrevistadas não sofre
por isso. O estudo também mostra que entre as mulheres casadas ou em união estável há uma desigualdade
considerável na divisão de tarefas, e mesmo que os casais já tenham conversado a respeito, não houve
mudanças por parte do cônjuge.

Ainda assim, este não é o maior motivo de brigas, e sim a forma como o dinheiro é gasto ou a falta dele.
A pesquisa também traça o perfil de compra das brasileiras, listando os produtos mais frequentemente
adquiridos e os locais de compra que concentram as compras, além de identificar quais são os itens de
consumo e serviços mais desejados.

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ROTINA FAMILIAR E RESPONSABILIDADES
DO DIA A DIA

Um terço das entrevistadas reconhece que seu dia tem muitas


atividades, mas lida bem com essa realidade
Filhos, marido, casa, trabalho... Como fazer para dar conta de tudo? Embora haja uma gama grande de tarefas
a serem cumpridas, as mulheres entrevistadas parecem lidar com isso de maneira positiva: 32,1% dizem que
“têm muitas atividades e tentam fazer o que é possível, sem descabelar ou sofrer por isso”, especialmente as
casadas (35,1%). 26,0% acreditam que a rotina do dia a dia é normal e não a consideram melhor ou pior que
as outras e 22,9% acreditam ter uma rotina tranquila, pois fazem as coisas no próprio ritmo e sem pressão.
Além disso, 16,8% da amostra julgam que a rotina diária é muito pesada, sendo que entre essas, 12,5%
costumam entrar em pânico, pois é difícil conciliar tudo – principalmente na Classe C/D/E (13,7%).

O trabalho é a atividade que mais toma tempo no dia a dia sendo mencionado por 45,9% das entrevistadas que
tem esse tipo de atividade, com percentuais maiores entre as não casadas (51,8%) e as residentes em capitais
(59,8%). Em seguida vêm as missões de cuidar da casa (22,5%, aumentando para 25,3% entre as casadas)
e dos filhos (20,3% das que são mães). Neste último caso, à medida que diminui a idade das entrevistadas,
aumenta a percepção da maternidade como algo que toma bastante tempo (44,4% entre as mais jovens), e o
mesmo ocorre na Classe C/D/E (23,5%) e no interior (24,3%).

DISTRIBUIÇÃO DO TEMPO Praticamente a metade das brasileiras que


PARA AS ATIVIDADES DO DIA A DIA possuem filhos (46,3%) garantem que os
seus cuidados cabem a elas na maior parte
RU (PARA CADA ITEM) TOTAL do dia, sobretudo entre as casadas (50,2%),
Trabalhar (somente para quem trabalha)* 45,9% as pertencentes à Classe C/D/E (49,5%)
e as que residem no interior (50,3%). Se
Cuidar da casa 22,5% forem consideradas apenas as mulheres
Cuidar dos filhos (somente para quem tem filhos)** 20,3% que são donas de casa, observa-se que o
protagonismo em relação aos filhos aumenta
Transporte 12,5% drasticamente: 96,8% delas tomam conta
Lazer com a família 5,4% das crianças na maior parte do tempo. Já
entre as funcionárias de empresas privadas/
Lazer com os amigos 4,3% estagiárias, apenas 34,5% dizem o mesmo.
Cuidar de si mesma 3,2%

* Quem trabalha ** Tem filhos

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A mulher ainda é principal responsável pelas tarefas de casa,
mas a forma como se gasta o dinheiro é o maior motivo de briga
entre os casais
Embora tenham conquistado seu lugar no mercado de trabalho, as brasileiras ainda não se libertaram das
responsabilidades da rotina doméstica. 70,8% das entrevistadas garantem que são as principais responsáveis
por arrumar a casa, com percentuais maiores entre as casadas (80,8%) e residentes no interior (72,7%). A
pesquisa também indica que esse padrão se repete na hora de lavar e passar a roupa (69,5%), limpar a casa
(66,5%), preparar a alimentação (66,2%), fazer compras (59,5%) e cuidar dos filhos (57,1% das que são mães).

Na maioria dos casos, percebe-se que esses papéis estão associados mais frequentemente às mulheres com
idade acima de 35 anos, casadas e que residem no interior. A única exceção, no que diz respeito ao gênero,
fica por conta da tarefa de realizar pequenos consertos, como trocar lâmpadas ou desentupir a pia: neste
caso, somente 22,6% das entrevistadas dizem ser as principais responsáveis.

ATIVIDADES QUE A MULHER ENTREVISTADA É A PRINCIPAL RESPONSÁVEL EM CASA

IDADE CLASSE ESTADO CIVIL ONDE MORA


RU
TOTAL
(para cada item) DE 18 A DE 35 A 55 OU NÃO
A/B C/D/E CASADAS CAPITAL INTERIOR
34 ANOS 54 ANOS MAIS CASADAS

Arrumar a casa (colocar as coisas


no lugar, arrumar camas, guardar 70,8% 62,9% 77,2% 74,4% 65,6% 72,3% 80,8% 58,4% 64,4% 72,7%
louças, etc)

Cuidados com a roupa (lavar,


69,5% 58,8% 80,3% 70,7% 67,2% 70,2% 83,0% 52,6% 63,9% 71,1%
passar)

Limpar a casa (varrer, passar pano,


66,5% 65,1% 73,6% 57,8% 54,2% 70,1% 75,8% 55,0% 54,3% 70,1%
tirar pó, lavar banheiro, etc)

Alimentação (preparar lanches,


66,2% 55,3% 73,1% 74,0% 66,5% 66,1% 77,1% 52,6% 66,1% 66,2%
almoço, jantar, etc)

Fazer compras para abastecimento


da casa (comida, produtos de 59,5% 46,0% 67,8% 69,7% 55,2% 60,7% 61,6% 56,8% 62,9% 58,5%
higiene, etc)

Cuidados com os filhos (dar banho,


escovar dentes, fazer dever, levar a 57,1% 87,8% 57,1% 30,0% 48,0% 60,1% 63,8% 44,2% 36,3% 63,6%
médico, dentista, etc)*

Pequenos consertos como trocar


22,6% 13,7% 27,2% 30,8% 16,8% 24,3% 16,0% 30,9% 23,1% 22,4%
lâmpadas, desentupir pias, etc

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Por outro lado, se forem consideradas apenas as mulheres casadas ou em união estável, a pesquisa mostra que
o desequilíbrio na divisão de trabalho entre os cônjuges é ainda mais significativo: 80,0% das entrevistadas
assumem o protagonismo na hora de arrumar a casa, com percentuais semelhantes para os cuidados com a
roupa (83,0%), limpar a casa (75,8%), alimentação (77,1%), e cuidar dos filhos (63,8%). Novamente, o único
momento em que os cônjuges tomam a frente corresponde à realização de pequenos consertos (67,0%).

Com uma divisão tão desigual, não surpreende que praticamente seis em cada dez mulheres casadas ou
em união estável (57,7%) se sintam mais sobrecarregadas pelos cuidados com a casa e os filhos, sobretudo
no interior (59,8%). Além disso, uma em cada quatro (25,4%) já conversou com o cônjuge a respeito desta
situação, mas nada mudou, de fato. Praticamente a mesma proporção (22,3%) prefere não falar sobre o
assunto, entendendo que as atividades em questão são mesmo de responsabilidade delas. Finalmente, uma
parcela considerável (17,6%) afirma deixar o tema de lado a fim de evitar brigas.

A esse respeito, ainda que parte das entrevistadas evite tocar no assunto da divisão de tarefas para não gerar
discussões entre o casal, esse não é o principal motivo de discórdia, e sim a forma como se gasta o dinheiro,
mencionada por 37,5% das mulheres casadas ou em união estável – aumentando para 41,6% na Classe C/D/E.
A falta de recursos financeiros aparece em segundo lugar (31,2%, aumentando para 34,0% na Classe C/D/E),
e só depois surge a divisão das tarefas domésticas (25,7%, aumentando para 27,7% no interior).

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CONSUMO E DECISÃO DE COMPRA

Roupas/sapatos, produtos para o cabelo e para a casa são itens


pessoais que as brasileiras mais gastaram dinheiro
A pesquisa já mostrou que as brasileiras são extremamente dedicadas aos cuidados com a casa e os filhos.
Mas e quanto a elas mesmas? Quando podem pensar em si próprias, do ponto de vista do consumo, quais
são os itens em que elas gastam mais dinheiro? Os resultados indicam que entre os gastos pessoais, aqueles
que envolvem maiores gastos de dinheiro são roupas e sapatos (60,9%), sobretudo na Classe A/B (70,2%).

Em seguida aparecem os produtos para cabelo (45,9%), produtos para a casa (39,4%, aumentando para 51,5%
entre as mais velhas, 42,5% na Classe C/D/E e 47,8% para residentes nas capitais) e perfumes (37,5%). Por
outro lado, entre os gastos pessoais com os quais é despendido menos dinheiro são procedimentos estéticos
(4,7%), cinema (5,0%), academia (7,0%) e eletrônicos (7,7%).

Quando perguntadas sobre o lugar onde concentram a maior parte das compras (desconsiderando as compras
mensais), os supermercados/hipermercados são os locais mais citados (60,3%), principalmente na Classe
C/D/E (62,4%). Na sequência vêm as lojas de rua, exceto lojas de departamento (37,0%), revendedores de
cosméticos (33,8%) e internet/lojas virtuais (32,4%, aumentando para 42,6% na Classe A/B).

Os fatores mais importantes no momento da compra são as promoções (64,7%, aumentando para 69,1% na
Classe C/D/E), o preço atrativo (53,0%) e as facilidades para o pagamento (34,3%, aumentando para 40,7%
entre as mais velhas e 36,1% na Classe C/D/E).

A pesquisa mostra ainda que durante o tempo livre, a atividade mais praticada pelas brasileiras está
relacionada à socialização e à vida em família: 69,5% mencionam ficar com a família e amigos, com percentuais
mais expressivos entre as pertencentes à Classe C/D/E (71,5%), as casadas (76,5%) e residentes no interior
(71,5%). As entrevistadas também gostam de cozinhar (69,0%, aumentando para 79,9% entre as casadas),
descansar/dormir (62,0%), ver TV (61,8%) e interagir nas redes sociais (60,4%).

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ITENS DE MAIORES GASTOS PESSOAIS

RU (PARA CADA ITEM) TOTAL

Roupas e sapatos 60,9%

Produtos para cabelo 45,9%

Produtos para casa 39,4%

Perfumes 37,5%

Alimentação fora de casa 32,0%

Comidas que não são consideradas fundamentais como


28,6%
chocolates, lanches, biscoitos, salgadinhos, sorvetes, bebidas etc

Roupas íntimas 26,7%

Cremes 22,8%

Salão de beleza 21,1%

Conta de celular 20,8%

Sapatos 17,4%

Acessórios 15,0%

Saída com amigos 13,4%

Principal desejo de consumo para facilitar o dia a dia é contratar


uma empregada doméstica/diarista
Independente da condição financeira das entrevistadas, a pesquisa procurou saber quais são os produtos
ou serviços tidos como sonhos de consumo e que facilitariam a vida no dia a dia, garantindo tempo livre e
reduzindo o cansaço e estresse. As respostas são bastante divididas, mas ainda assim, a principal menção
diz respeito a uma empregada doméstica/diarista/faxineira (9,9%), sobretudo na Classe A/B (14,6%) e entre
as casadas (13,5%). Em seguida aparecem o automóvel (8,7%), máquina de lavar roupa (6,9%), lava-louças
(4,6%) e aspirador de pó (4,0%).
Percebe-se que a restrição financeira é um obstáculo para obter produtos e serviços que poderiam amenizar
a rotina diária das brasileiras. Considerando aquilo que elas mais gostariam de comprar ou contratar nos
próximos 3 meses, mas não poderão por motivos financeiros, a empregada doméstica/faxineira aparece em
primeiro lugar (38,3%), sobretudo na Classe C/D/E (41,6%). Logo depois vêm os eletrodomésticos para a
cozinha (25,4%) e os que facilitam a limpeza da casa (24,7%), além dos eletrônicos portáteis (22,5%). Em
todos esses casos, observam-se percentuais maiores entre as pertencentes à Classe C/D/E.
Ao mesmo tempo, levando em conta a atual realidade financeira das entrevistadas, a pesquisa procurou
saber quais são os itens de consumo que as brasileiras pretendem comprar nos próximos três meses, no
sentido de contribuir para que elas tenham mais tempo livre. Em primeiro lugar vêm os eletrodomésticos
que facilitem a vida na cozinha (30,2%), seguidos pelos aparelhos que facilitem a limpeza da casa (27,1%),
com percentuais de 34,3% e 31,5%, respectivamente, entre as casadas. Também foram mencionados os
cursos online (23,8%) e a compra de eletrônicos portáteis que ajudem no gerenciamento das tarefas do dia
a dia (18,1%).
Praticamente sete em cada dez entrevistadas (68,0%) garantem não esconder nada que compram, mas há
aquelas que admitem o hábito. Entre essas, a atitude mais comum é a de esconder a compra de roupas
(11,5%, aumentando para 16,9% entre as mais jovens), sendo que também são mencionados perfumes/
cremes/maquiagem (9,5%), comida (6,2%) e sapatos (5,4%).

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CONCLUSÕES

»» 32,1% das entrevistadas sentem que têm muitas tarefas a cumprir, mas fazem o que é possível, sem
descabelar ou sofrer por isso. 26,0% acreditam que a sua rotina é normal, enquanto 22,9% consideram a
rotina tranquila e 16,8% julgam-na muito pesada e muitas vezes entram em pânico.

»» O trabalho é a atividade que mais toma tempo no dia a dia entre aquelas que exercem esta atividade
(45,9%), seguido pelas tarefas de casa (22,5%) e os cuidados com os filhos (20,3% das que são mães).

»» 46,3% das entrevistadas que são mães afirmam que os cuidados com os filhos cabem a elas na maior
parte do dia, sobretudo as casadas (50,2%), as pertencentes à Classe C/D/E (49,5%) e as residentes do
interior (50,3%). Entre as donas de casa, 96,8% cuidam dos filhos na maior parte do dia.

»» 70,8% são as principais responsáveis por arrumar a casa, aumentando para 80,8% entre as casadas e
72,7% no interior. O padrão é o mesmo na hora de lavar e passar a roupa (69,5%), limpar a casa (66,5%),
preparar a alimentação (66,2%), fazer compras (59,5%) e cuidar dos filhos (57,1%).

»» Quando são consideradas apenas as casadas/em união estável, o desequilíbrio na divisão de tarefas é
ainda maior: 80,0% das assumem o protagonismo na hora de arrumar a casa, com percentuais semelhantes
para os cuidados com a roupa (83,0%), limpar a casa (75,8%), alimentação (77,1%), e cuidar dos filhos
(63,8%).

»» Praticamente seis em cada dez mulheres casadas/em união estável (57,7%) se sentem mais
sobrecarregadas pelos cuidados com a casa e os filhos. 25,4% já conversaram com o cônjuge e, embora
eles tenham concordado, não houve mudanças. 22,3% preferem não falar no assunto, pois entendem que
a responsabilidade é mesmo delas, enquanto 17,6% não abordam a questão para evitar brigas.

»» O principal motivo de discórdia entre os casais é o dinheiro: tanto no que diz respeito ao modo como
ele é gasto (37,5%) quanto à falta de recursos financeiros (31,2%), surge em terceiro lugar a divisão das
tarefas domésticas (25,7%).

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»» Os itens pessoais com que as brasileiras mais gastam dinheiro são as roupas e sapatos (60,9%), produtos
para o cabelo (45,9%), produtos para a casa (39,4%) e perfumes (37,5%). Já os itens pessoais com que
é gasto menos dinheiro estão os procedimentos estéticos (4,7%), cinema (5,0%), academia (7,0%) e
eletrônicos (7,7%).

»» Quando perguntadas sobre o local que concentra a maior parte das compras, exceto compras mensais, os
locais mais mencionados são os supermercados/hipermercados (60,3%), principalmente na Classe C/D/E
(62,4%). Na sequência vêm as lojas de rua (37,0%), revendedores de cosméticos (33,8%) e internet/lojas
virtuais (32,4%).

»» Os aspectos mais importantes no momento da compra são as promoções (64,7%, aumentando para 69,1%
na Classe C/D/E), o preço atrativo (53,0%) e as facilidades para o pagamento (34,3%, aumentando para
40,7% entre as mais velhas e 36,1% na Classe C/D/E).

»» Durante o tempo livre, as atividades mais praticadas pelas brasileiras são ficar com a família e amigos
(69,5%), cozinhar (69,0%), descansar/dormir (62,0%), ver TV (61,8%) e interagir nas redes sociais (60,4%).

»» Produtos ou serviços que são os sonhos de consumo e facilitariam a vida das respondentes: empregada
doméstica/diarista/faxineira (9,9%), automóvel (8,7%), máquina de lavar roupa (6,9%), lava-louças
(4,6%) e aspirador de pó (4,0%).

»» Itens de consumo que as entrevistadas pretendem comprar nos próximos três meses (considerando a
realidade financeira atual) e que poderiam contribuir para aumentar o tempo livre: eletrodomésticos que
facilitem na cozinha (30,2%), aparelhos que facilitem a limpeza da casa (27,1%), cursos online (23,8%) e
eletrônicos portáteis que ajudem no gerenciamento das tarefas do dia a dia (18,1%).

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METODOLOGIA

Público-alvo: mulheres residentes em todas as regiões brasileiras, com idade igual ou superior a 18
anos, e todas as classes sociais.

Método de coleta: pesquisa realizada via web e pós-ponderada considerando idade, escolaridade,
classe e região do país.

Tamanho amostral da pesquisa: 810 casos, gerando margem de erro no geral de 3,5 p.p. para um
intervalo de confiança a 95%.

Data de coleta dos dados: 17 de dezembro de 2015 a 4 de janeiro de 2016.

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