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26-O MISTÉRIO DA REENCARNAÇÃO-10/Dezembro/2004 Existe a reencarnação? Eis mais um tema controverso.

Há religiões que contestam veementemente esta teoria dizendo que a vida é uma só e que vamos “ressurgir dos mortos” no dia do “Juízo Final”, mas, uns alegam que interpretaram mal a Bíblia, pois ressurreição quer dizer reencarnação. Esses, que acreditam na possibilidade reencarnatória, acatam peremptoriamente na viabilidade de o espírito ser capaz de “habitar” vários corpos durante muitas gerações, ou seja, o “eu” ficaria confinado num corpo físico durante um certo tempo, correspondente a uma das suas vidas. Depois, abandonaria esse corpo – decorrente da morte - e voltaria ao mundo espiritual, também por um determinado tempo. Esse período aqui e no além seria mutável. As especulações quanto ao “tempo de residência” são diversas (comentado posteriormente neste ensaio). Enfim, tal trajetória aconteceria até que se atingisse a perfeição, meta de todos seres vivos. O “eu” seria “a individualidade que abriga uma consciência”, denominada “personalidade-alma”, única, porém mutável em seu desenvolvimento. Ele carregaria um conjunto de memórias, desejos, sonhos, vontades, pensamentos, atitudes, tendências, concomitantemente ao contexto social (temporal, econômico, religioso e político) que está inserido. Esta seria uma definição mais simples para a “re-encarnação”, em outras palavras, o processo de “nascer novamente num corpo diferente”. Em síntese, muito se falou, muito se fala e muito se falará sobre este mistério que envolve o reino humano. Não obstante vários casos obtidos através da regressão da memória, terem sido registrados e catalogados, não se pode afirmar a sua autenticidade com cem por cento de certeza, uma vez que as habituais mistificações ajudam a prejudicar a sua credibilidade. Mas há histórias incríveis que carecem somente de comprovação reconhecida pelo mundo científico. A verdade, é que a mente humana continua obscura, quase indevassável. E ela é capaz de enganar e se enganar também. Por isso mesmo, a teoria da reencarnação raramente é abordada de maneira imparcial. Cada um tem seu modo peculiar de opinar sobre o tema. Uns são radicais, isto é, tanto pendem para um lado, como para outro, igualmente de forma extremada. Isto faz com que caiam no inevitável lugar-comum. Mas, cada posicionamento tem sua argumentação. A seu turno, os “reencarnacionistas” apregoam que o homem, em sua interminável busca espiritual, se coloca em duas frentes: o “darma”, que seria o conjunto de deveres que ele se submeteria livremente, visando alcançar a iluminação e o “carma” (do sânscrito “ação”), que seria a conseqüência advinda de ações, sejam boas ou ruins, com efeito de igual força (semelhante à “Terceira Lei de Newton”). Os que não acreditam na questão argumentam que se a pessoa “vive várias vezes”, isto é, volta em outro corpo, a população não poderia ter aumentado tanto. Atualmente, existem mais ou menos 6 bilhões de humanos no planeta, porém há apenas duzentos anos, a população era de 2 bilhões de pessoas. De onde teriam vindo os novos espíritos? Os adeptos do assunto contra-argumentam de maneira variada. Uns asseguram que a evolução ocorre em todos os rincões, quer dizer, almas de animais que atingiram o ápice de sua evolução, passariam a reencarnar no reino humano (é a chamada “transmigração”), outros afirmam que os habitantes de planetas mais atrasados poderiam estar reencarnando na Terra por terem evoluído em seus mundos. Os mais evoluídos daqui, renasceriam em mundos mais adiantados e, assim sucessivamente. Esta seria uma espécie de lei cósmica. Certos traços, ou doenças poderiam ser conseqüência de outras vidas que ficariam “impregnados” na alma, trazidos para a vida seguinte e podendo ser curado ou, ainda, piorado. É certo que com a decodificação do genoma, há características hereditárias, sejam físicas e psicológicas. Em outras palavras, a questão da ancestralidade está comprovada. Estaria ela, direta, ou indiretamente, ligada à teoria da reencarnação? Não se sabe. E quanto ao período “entre-encarnações”? Existem teorias alegando que o renascimento poderia ser imediato (isto é, uma pessoa morreria e, logo em seguida, se reencarnaria), ou muito tempo depois da morte (variando em termos de anos, até séculos). Há quem afirme que o “tempo de duração” de uma individualidade seria de 144 anos. Por exemplo, se alguém vivesse 44 anos na Terra, ficaria no mundo espiritual durante 100 anos, reencarnando-se após a expiração desse limite. Não se sabe como se chegou a esses números, mas pode haver coerência se for levado em conta que ninguém sabe o motivo pelo qual o período de gestação do indivíduo é de 9 meses. No mais, o homem continua questionando a sua própria existência. As justificativas acerca da reencarnação podem ser plausíveis, pois seria injusto somente uns evoluírem, e outros não. Afinal, como diria o sábio marujo: “Todos estamos no mesmo barco”.