You are on page 1of 43

Início PADRE ROBERTO LANDELL DE MOURA NIKOLA TESLA ELETRICIDADE PARA

A ELETRÔNICA CURSO DE ELETRÔNICA MULTÍMETRO ANALÓGICO DIODO


EMISSOR DE LUZ ELETRÔNICA DIGITAL MANUTENÇÃO DE AMPLIFICADORES DE
ÁUDIO INVERSORES E CONVERSORES FILTROS ATIVOS FORNO DE
MICROONDAS MODULAÇÃO PWM SIMBOLOGIA ARDUINO FONTE AT E
ATX CONSTRUÇÃO DE TRANSFORMADORES DIVISOR DE 3 CANAIS PARA
SISTEMAS DE SOM TELEVISÃO ELETRÔNICA APLICADA ELETRÔNICA
INTERMEDIÁRIA PROTEGENDO FONTES DE ALIMENTAÇÃO TRANSISTORES E
SUAS GENERALIDADES RÁDIO-RECEPTORES TELEFONIA E INTERFERÊNCIAS ▼

MULTÍMETRO ANALÓGICO
Como Funciona oMultímetro?

Conforme podemos ver, uma bobina de fio


esmaltado muito fino, na forma de retângulo, é
apoiada em dois eixos e fixada entre os pólos de um
forte imã permanente em forma de ferradura.

Os movimentos da bobina são limitados por um


par de molas espirais, que também servem para
fazer contato elétrico da bobina com o circuito
externo.

Quando uma corrente circula pela bobina, aparece


um campo magnético que interage com o campo do
imã, de modo a haver uma força que tende a girar o
conjunto.

O movimento da bobina é, então, limitado pela


ação da mola.

O giro desta bobina será proporcional ao campo


magnético criado que, por sua vez, é proporcional à
corrente que passa pela bobina.

Fixando um ponteiro neste conjunto, podemos fazê-


lo correr sobre uma escala que poderá ser
diretamente graduada em termos da corrente que
circula pela bobina.

Este conjunto básico é, portanto, um sensível


medidor de correntes elétricas.

A unidade de corrente elétrica é o Ampere, mas as


correntes da ordem de amperes são fortes demais
para poderem ser medidas diretamente por este
delicado instrumento.

Assim, as escalas dos instrumentos normalmente são


especificadas em termos de milésimos de ampere
(mA) ou milionésimos de ampere (µA).

Os instrumentos que encontramos nos multímetros


são miliamperímetros ou microamperímetros, pois
são sensíveis o bastante para poderem dar uma
indicação da corrente desta ordem.

A especificação de um instrumento é dada pela


corrente que causa a movimentação da agulha até o
final da escala.
Dizemos que esta é a corrente de fundo de escala
do instrumento.

Corrente de fundo de escala — corrente que causa a


movimentação da agulha até o final da escala ou a
corrente máxima que o instrumento pode medir.

Para os multímetros comuns, são típicos valores de


instrumentos usados os seguintes:

0 a 50µA, 0 a 100µA, 0 a 200 µA, 0 a 1 mA

Quanto menor for o valor do fundo de escala do


instrumento usado no multímetro, mais sensível ele
é, pois menor é a corrente que ele pode medir.

Na realidade, a sensibilidade não será propriamente


especificada em função desta corrente de fundo de
escala do instrumento, mas sim em função de outra
que decorre desta e que veremos mais adiante.
Um princípio importante da física nos mostra que
não podemos medir nenhuma quantidade sem
afetá-la.

Para medir a temperatura de um corpo, um


termômetro, na realidade, extrai um pouco de calor
deste corpo, modificando-o.

Quando usamos um instrumento de bobina móvel


para medir a corrente num circuito, esta corrente
tem sua intensidade afetada porque o instrumento
representa uma resistência que a reduz.

Um instrumento será tanto melhor quanto menor


for a resistência de sua bobina, pois assim sua
influência na corrente que está sendo medida
também será menor.

Mas, e se a corrente que quisermos medir tiver uma


intensidade maior do que a de fundo de escala do
instrumento?

Suponhamos que queremos medir a corrente de uma


lâmpada, em torno de 50 mA, usando um
instrumento que apenas alcance 1 mA.
Como proceder?

Neste ponto começa a amadurecer a idéia de um


multi-instrumento, ou seja, de um instrumento
capaz de medir mais correntes do que a alcançada
simplesmente com seu uso sozinho.

Para medir intensidades de correntes maiores do


que a alcançada pelo simples instrumento, o que
fazemos é desviar o excesso de maneira conhecida,
através de um elemento externo denominado
"shunt".

Se ligarmos um shunt que desvie 90% de uma


corrente, de modo que só 10% passe pelo
instrumento, para cada 10 mA total, externamente
passam 9 mA e pelo instrumento 1 mA.

Assim, quando o instrumento indicar 1, a corrente


será 10, quando o instrumento indicar 2, a corrente
será 20 m A, e assim por diante.

Podemos ampliar em 10 vezes a escala com o uso de


tal recurso.
Com um shunt que desvie 99% da corrente, podemos
ampliar em 100 vezes a escala, ou seja, podemos
usar um instrumento que alcance apenas 1 mA para
medir correntes de até 100 mA.

Shunt — Resistência, de pequeno valor que é ligada


em paralelo com os instrumentos para ampliar a
escala de
correntes.

Se quisermos ter um instrumento capaz de medir


correntes em diversas faixas, podemos utilizar
diversos shunts, de valores apropriados, que serão
colocados em ação no momento oportuno.

No primeiro caso (a), os shunts são comutados por


meio de uma chave.
A cada posição da chave, multiplicamos por 10 o
alcance do instrumento.

Se tivermos um microamperímetro de 0-100 u A, por


exemplo, poderemos ter as novas escalas de:

0 – 1 mA, 0 – 10 mA, 0 – 100 mA.

No segundo caso, a escolha de escala é feita pela


posição em que são ligados os elementos de prova.

Veja que esta configuração (B) é mais complexa por


causa dos percursos que a corrente faz nos diversos
casos o que leva a um cálculo mais elaborado de
valores.

Para medir tensões, ligamos entre os pólos do


circuito o instrumento, de modo que ele fique
submetido à tensão que deve ser medida.

Neste ponto, também podemos pensar em


ampliações de escala.

E se quisermos medir tensões maiores que 0,1


V, por exemplo?

Conforme percebemos, o problema também


consiste em mudar a resistência do circuito, de
modo que tenhamos a corrente de fundo de escala
com uma tensão maior.

Supondo que desejamos medir a tensão de 1 V no


fundo de escala com o mesmo instrumento, vemos
que a resistência apresentada deve ser:

R = 1/0,001 R = 1000 ohms

Como a bobina do instrumento já tem 100 ohms,


tudo que fazemos é ligar em série um resistor de
900 ohms.

Fazemos, então, com que 90% da tensão fique sobre


o resistor e 10% sobre o instrumento, multiplicando
por 10 seu fundo de escala.

O resistor, que é ligado em série com o instrumento


para multiplicar seu alcance na faixa de tensões, é
denominado "multiplicador".

O instrumento que obtemos para a medida de


tensão será denominado voltímetro, pois a unidade
de tensão é o volt (V).
Resistência Multiplicadora — Resistência ligada em
série com o instrumento indicador num voltímetro.

Se o resistor representar 99% do valor da resistência


total e o instrumento 1%, a escala será multiplicada
por 100.

Poderemos medir até 10 V com o instrumento que


tomamos como exemplo.

Do mesmo modo que fizemos no caso do


multiamperímetro, também podamos ter um
multivoltímetro, se pudermos ligar a qualquer
momento, em série com o instrumento, resistências
multiplicadoras de valores apropriados.

Para medir uma resistência elétrica, partimos de


sua própria definição: a oposição á passagem da
corrente oferecida por um circuito.

Se quisermos medir a resistência basta, então,


aplicarmos uma tensão nesta resistência, de modo
que uma corrente seja forçada a circular.
Pela intensidade desta corrente, podemos ter uma
idéia da resistência: se a corrente for intensa
é porque a resistência é pequena, e se a corrente
for fraca é porque a resistência é maior.

Para medir a resistência, precisamos, então, além


do instrumento que mede a corrente, que já temos,
de uma fonte de energia, uma pilha ou mais para
estabelecer uma tensão no circuito ou componente
que deve ser medido.

O elemento adicional, um trim-pot de ajuste, tem


uma finalidade importante, que será estudada a
seguir.

Quando uma ponta de prova é encostada


diretamente na outra — o que corresponde a uma
resistência nula (O ohm) — ajustamos o trim-pot
para que a corrente circulante e, portanto, indicada
pelo instrumento, seja máxima, ou seja, a
corrente de fundo de escala.
A separação das pontas de prova resulta numa
resistência infinita, não havendo, portanto,
corrente no instrumento.

A corrente é zero.

Temos, então, para a resistência, uma escala


completa de 0 a infinito (¥), mas disposta "ao
contrário", com o zero à direita e o infinito à
esquerda.

Para os valores intermediários, podemos raciocinar


da seguinte forma: supondo que o instrumento
tomado como exemplo seja de 0-1 mA.

Nestas condições, se a tensão de alimentação for de


1,5 Volt (uma pilha), para a corrente total (fundo
de escala), precisamos que o circuito tenha uma
resistência total de 1500 ohms.
Se formos medir com este instrumento uma
resistência de mesmo valor, ou 1 500 ohms, ela será
colocada em série com o circuito.

A resistência total passará a ser a soma, isto é, 3


000 ohms, de modo que a corrente indicada pelo
instrumento será metade de 1 mA, ou 0,5 mA (500
µA).

O instrumento terá sua agulha deslocada até o


centro da escala.

Neste instrumento, a escala poderá ser feita com


uma resistência de 1500 ohms no centro.

Para uma resistência total de 15 000 ohms, por


exemplo, o que corresponde a uma resistência
externa de 13 500 ohms (1 500 ohms são do
instrumento), teremos uma corrente de 1/10 de
fundo de escala.
O ponto que causa 1/10 da deflexão corresponde a
13 500 ohms, portanto.

Veja que podemos ter com facilidade leituras na


faixa central da escala, que corresponde a mais ou
menos de 500 ohms a 5 000 ohms.

E se quisermos ter outras faixas de resistências,


como proceder?

Neste caso também devemos proceder segundo o


raciocínio empregado no caso de correntes e
tensões.

Para mudar o fundo de escala, o que podemos fazer


é alterar a corrente do instrumento, ligando um
shunt.
Se for colocado no circuito um shunt que
multiplique o alcance do instrumento por 10, de
modo que, no exemplo, ele passe de 0-1 mA a 0-10
mA, já teremos outras condições de medida de
resistências.

Veja que, para uma tensão de alimentação de 1,5 V


(que se mantém), a resistência total do instrumento
passará a ser:

R = 1,5/0,01 R = 150ohms

Unindo as pontas de prova, a corrente de fundo de


escala será obtida com uma resistência total de 150
ohms.

O centro da escala igualmente será obtido quando


tivermos o dobro desta resistência o que significa
agora uma resistência de 150 ohms.

Na nova escala, o novo centro será de 150 ohms e o


ponto de 1/10 da deflexão também ficará dividido
por 10, equivalente, portanto, a 1350 ohms!

Com mais uma multiplicação de corrente,


poderíamos chegar a um meio de escala de 15
ohms, mas isso não é conveniente neste caso, pois
correntes elevadas pelas pontas de prova, além de
sobrecarregar o circuito em prova, podem gastar
rapidamente as pilhas.

E se quisermos ter escalas mais altas de


resistências?

Uma maneira consiste em se trabalhar com tensões


mais altas.

Se em lugar de 1,5 V, tivermos, por exemplo, 15 V,


a
escala será alterada.

Para uma corrente de 1 mA, por exemplo, a


resistência total do circuito para fundo de escala
será:

R = 15/0,001 R = 15000 ohms

Para meia escala, o valor será 30 000 ohms total —


o que corresponde a resistência externa de 15 000
ohms.

Alguns instrumentos mais sensíveis, que possuem


escalas de resistências centros de até 500 000 ohms
ou mais, utilizam duas baterias, uma de 1,5 V para
as escalas mais baixas e outra de 15 V para escalas
mais altas.
A combinação das escalas num único instrumento
pode também ser feita por meio de chaves ou pela
troca dos pinos em que as pontas de prova são
ligadas.

O multímetro é a combinação, em um único


instrumento, de multivoltímetro, multiamperímetro
e o multiohmímetro.

Com um único instrumento indicador, podemos


utilizar uma chave seletora de muitas posições ou
então um conjunto maior de pontos de ligação e
construir um multímetro.

Um multímetro comum terá:diversas escalas de


correntes, diversas escalas de tensão e diversas
escalas de resistências.

Os multímetros comerciais têm ainda outros


recursos, como, por exemplo, a medida de tensões
alternantes.

Neste caso, o que se faz é acrescentar ao circuito


um sistema retificador formado por diodos de
germânio (porque têm uma tensão de início de
condução menor).

Outras escalas são de dB (decibéis) e em alguns


casos até um sistema para determinar o ganho de
transistores.

O preço de um multímetro vai depender de diversos


fatores, como, por exemplo, a qualidade do
instrumento indicador e a quantidade de escalas
que o aparelho possui.

A precisão do multímetro também é muito


importante, variando tipicamente entre 1 e 2%, o
que é bom, se levarmos em conta que a maioria dos
componentes têm tolerâncias de 10% até 20%.

O botão "zero adj" serve para compensar o desgaste


natural da pilha que tem sua tensão caindo com o
tempo.

Com este ajuste, zeramos o instrumento nas escalas


de resistências, de modo que variações de tensão
da pilha não afetem muito a precisão das medidas.

COMO ESCOLHER UM MULTIMETRO


Existe uma variedade muito grande de tipos de
multímetros à disposição dos interessados.

Desde os menores, com instrumento menos sensível


e menor número de escalas, até os maiores, com
instrumentos ultra-sensíveis e grande número de
escalas, alguns dispondo de recursos para a medida
de outras unidades elétricas além da corrente,
tensão e resistência.

Como escolher um multímetro?

Que fatores levar em consideração?

Para cada tipo de atividade, qual é o


melhor instrumento?

É claro que o multímetro de maior sensibilidade e


maior número de escalas seria o recomendado para
qualquer aplicação, mas, evidentemente, não são
todos que têm condições de adquiri-lo.

Por este motivo, vamos analisar, a seguir, os


principais tipos, ensinando-o como fazer sua
escolha, em função da disponibilidade e aplicação.

São os seguintes os pontos que você deve observar


ao fazer a escolha de um multímetro:
a) Sensibilidade

Melhor será o multímetro quanto menor for a


corrente de fundo de escala do instrumento de
bobina móvel usado.

Multímetros com escalas menores de corrente de 50


uA são excelentes, mas de preço bem elevado.

Entretanto, a especificação de sensibilidade não é


dada normalmente em termos de corrente de fundo
de escala para o instrumento.

As especificações de sensibilidade são dadas em


termos de Ohms por volt ou W/V.

O que significa isso?


Conforme vimos, não podemos realizar nenhum tipo
de medida sem influir no que está sendo medido.

No caso de um multímetro, o instrumento precisa


de corrente que é desviada do circuito que está
sendo testado para movimentar a sua agulha.

Isso quer dizer que a introdução do instrumento no


circuito significa uma alteração que afeta a
quantidade que está sendo medida, qualquer que
seja ela.

O instrumento será tanto melhor quanto menos


alteração ele introduzir na medida que está sendo
feita.
Em especial, no caso dos multímetros, as alterações
que se fazem sentir de forma mais acentuada são
as referentes à tensão.

Assim, quando medimos a tensão num circuito, o


multímetro representa uma resistência adicional
que está sendo ligada em paralelo com o circuito
sobre o qual se tira a medida.

Veja que se o instrumento representa uma


resistência de 1000 ohms, sua ligação em paralelo
com o resistor de 1000 ohms, no qual medimos a
tensão, pode alterar sensivelmente o valor lido.

Quando a tensão real era de 5 Volts, com a


introdução do instrumento, por sua influência, ela
cai para 3,33 Volts, que é a tensão assinalada.

Isso representa um enorme erro!

Se o multímetro na escala de tensão representasse


uma resistência de 10000 ohms, em lugar de 1000
ohms apenas, o valor lido seria outro.
Teríamos uma leitura de 4,76 Volts.

A diferença entre o valor real e o lido seria de


apenas 0,24 V.

É claro que o ideal seria que o multímetro tivesse


uma resistência infinita na escala de tensões, pois
assim sua influência seria nula, mas isso é
impossível.

Do mesmo modo, vemos que a própria resistência


que o instrumento representa na medida de tensão
depende da escala usada, pois trocamos as
resistências multiplicadoras.

Veja, então, que: se tomarmos como exemplo um


instrumento de 1 mA, conforme calculamos, sua
resistência para cada escala de tensão será:

Para 1 Volt -1000 ohms

Para 10 Volts - 10 000 ohms


Para 100 Volts - 100 000 ohms

Mas, observando estas escalas, vemos que existe


uma relação que, qualquer que elas sejam, se
mantém constante:

dividindo a resistência que o instrumento apresenta


pela tensão de fundo de escala, obtemos um valor
constante:

1000/1 = 10000/10 = 100000/100 = 1000

Este valor 1 000 pode servir para indicar a


sensibilidade do instrumento em ohms por volt.

Um voltímetro, construído a partir de um


instrumento de 1 mA, terá uma sensibilidade de 1
000 ohms por volt.

Um voltímetro, construído a partir de um


instrumento de 200 uA, terá uma sensibilidade de 5
000 ohms por volt.

Tanto melhor será o instrumento quanto maior for o


valor em ohms por volt que indica sua sensibilidade
na escala de tensões, pois também é uma indicação
da sensibilidade do instrumento usado.
Os multímetros comuns que você vai encontrar à
disposição no mercado especializado têm
sensibilidades na faixa de 1000 ohms por volt até
100 000 ohms por volt, que representa um
instrumento de fundo de escala de apenas 10 uA.

b) Número de Escalas Para Cada Grandeza

Os multímetros comuns devem ser capazes de medir


as seguintes grandezas:

- Tensões contínuas (DC) e tensões alternadas (AC)

- Correntes contínuas (DC mA)

- Resistências (OHMS)

Para cada grandeza é comum encontrarmos de 1 até


5 ou 6 escalas diferentes, conforme a faixa
de valores que o instrumento alcance.

São típicos os seguintes alcances e números de


faixas:

Para tensões contínuas, os multímetros devem ser


capazes de medir valores tão baixos como 0,5
ou 0,6 V encontrados em circuitos transistorizados,
até 1500 ou 1800, encontrados em circuitos de TV.
É comum encontrarmos de 3 a 8 escalas de tensões
em multímetros comuns.

Existe ainda a ponta de alta tensão (MAT = Muito


alta tensão) para medidas acima de 3 000 volts,
como as encontradas nos tubos de televisores e que
acompanha alguns tipos de multímetros.

Para faixa de tensões alternantes é muito


importante o valor 110 V e 220 V que será
encontrado na maioria dos eletrodomésticos, nas
tomadas de instalações domésticas e em instalações
elétricas.

Multímetros comuns têm de 2 a 5 faixas de tensões


alternantes, varrendo valores que vão de 6 a 1 200
Volts.

Para as correntes, podemos ter de 1 a 5 faixas com


valores tipicamente não alcançado 1 ampere, já
que correntes maiores devem ser medidas com
procedimentos especiais.

As resistências são dadas em faixas cujos fatores de


mutiplicação podem ser x1, x 10, até x10 k
(10 000), quando, então, tipicamente, teremos
centros de escalas com resistências de 60, 6000, 60
000 e 600000 ohms.
Com um multímetro que tenha uma escala de
resistências x10 k, podemos, com facilidade e
precisão, ler uma resistência de mais de 10 000 000
ohms ou 10 M.

Escolhendo o Multímetro

Para facilitar aos interessados na aquisição de um


multímetro, podemos dar uma tabela de opções
com os tipos existentes divididos por faixas.

São 5 faixas com custos que variam na proporção de


1 para 20 e até mais.

Ao elaborar esta tabela, levamos em conta tanto o


custo do instrumento como a utilidade para
você, segundo sua atividade.
A nossa subdivisão por categorias terá as seguintes
características típicas:

Multímetro Tipo A

Características: -

Sensibilidade ......................... 1 000 a 5000


ohms por Volt

Escalas de tensões contínuas ............2 a 4 com


valores entre 1,5 e 1 500 V

Escalas de tensões alternantes ....... .. 2 a 4 com


valores entre 6 e 1 000 Volts

Escalas de resistências .................. 1 ou 2 (x1 e x


10)

Fonte de alimentação ................. 1 ou 2 pilhas

Observações: este é o mais barato dos multímetros,


sendo recomendado para iniciantes em
geral, estudantes que estejam começando suas
atividades na eletrônica, hobistas de áreas não
ligadas à eletrônica, como os que mexem em
instalações elétricas domiciliares, que fazem
reparação de eletrodomésticos e também para
eletricistas de automóveis e pequenas oficinas.

Multímetro Tipo B

Características:

Sensibilidade ........................ 5 000 a 10 000


ohms por volt DC

Escalas de tensões contínuas .............. 3 a 5 entre


1,5 e 1 500 V

Escalas de tensões alternantes ............. 3 a 5 de 6


V a 1 500 V

Escalas de resistências .................. 2 ou 3 (x1


x10e x100)

Fonte de alimentação .................. Pilhas comuns

Observações: este instrumento já pode equipar as


oficinas mais modestas de reparadores de rádio
e mesmo TV, deve fazer parte da bancada dos
estudantes de cursos técnicos e hobistas dedicados.
No lar, este instrumento será de ajuda na
localização de problemas de instalações e
eletrodomésticos.

Os eletricistas de automóveis também pode ter


grande ajuda de um instrumento deste tipo.

Profissionais da informática poderão fazer análises


imediatas de circuitos com este tipo de
instrumento, que pode ser carregado facilmente
em qualquer maleta de serviço.

Multímetro Tipo C

Características:

Sensibilidade ........................ 10 000 a 50


000ohms por volt DC

Escalas de tensões contínuas .............. 5 a 7 entre


1,5 e 3 000 volts

Escalas de tensões alternantes ............. 5 a 7


entre 6 e 3 000 Volts

Escalas de resistências .................. 4 (x1, x100,


x1 k e x10 k)
Fonte de alimentação .................. Pilhas mais
bateria (15 V)

Observações: este multímetro já pode ser


considerado de tipo profissional, sendo o indicado
para o técnico reparador de rádio, TV, aparelhos de
som, para o instalador de som em carro, para o
técnico projetista, para o estudante de
eletrônica de nível superior.

Nos laboratórios de pesquisa, de eletrônica, deve-se


ter no mínimo um instrumento como este.

Na informática, o multímetro com estas


características será de grande utilidade.

Multímetro Tipo D

Características:

Sensibilidade ........................ 50 000 a 100 000


ohms por Volt

Escalas de tensões contínuas .............. 5 a 7 entre


1,5 e 3 000 V

Escalas de tensões alternantes ............. 5 a 7


entre 6 e 3 000 V e MAT (15000 ou mais)
Escalas de resistências .................. 4 ou 5 (x1,
x10, x 100, x1 k e x10k)

Fonte de alimentação .................. Pilhas ou


bateria (15 V)

Observações: dos instrumentos comuns, ou seja, de


bobina móvel sem circuitos ativos, este é o
multímetro mais avançado com que podemos contar
em nosso trabalho, sendo, por isso, recomendado
para os profissionais de eletrônica.

Multímetro Tipo E

Este é um multímetro especial, "etetrônico", porque


usa transistores de efeito de campo e outros
elementos ativos nas etapas de entrada, capazes de
fornecer uma sensibilidade extremamente grande.

A resistência de entrada de um multímetro deste


tipo pode alcançar valores tão altos como 22 000
000 (22 M) ohms em todas as escalas de tensões.

Veja que, neste caso, não indicamos ohms por volt,


pois o valor é o mesmo para todas as escalas.
Se levarmos em conta a escala mais baixa, basta
dividir a resistência em questão pelo valor de fundo
de escala e, assim, obter a sensibilidade.

Características:

Sensibilidade (na realidade,resistência de entrada).


22 M ohms

Escalas de tensões contínuas .............. 4 a 8 com


valores entre 1,5 e 5 000 Volts ou mais e ponta MAT

Escalas de tensões alternantes ............. 4 a 8 de 6


a 5000 V

Escalas de resistências .................. 5 de x1 a


x10k

Fonte de alimentação .................. Rede e pilhas

Algumas aplicações de medidas com Multímetro


Analógico.
Nenhum comentário:
Postar um comentário