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DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01

Considerações iniciais – ( A 1ª aula foi anotada por Bruna)

• Prof. Guilherme Moro

• Enfoque Constitucional

• Código de Direito Tributário

• Avaliações sempre se darão nas segundas – feiras.

• Permitido consulta ao código na prova

• Avaliações: duas com valor 8,0 – discursiva/objetiva ou mista.

• 2 Seminários em sala – valor 2,0

-Primeira modalidade: 2 ou 3, com grupos de até 5 alunos

-Segunda modalidade: fichamento de texto com prazo de
uma semana, com, no máximo uma folha (frente e verso), MANUSCRITO.

• 1º Bimestre - Primeira avaliação: 06/04

• 2º Bimestre – imunidade (limitação do poder de tributar)

- isenção

- espécies tributárias – imposto é diferente de tributo

- Legislação tributária – característica do Direito tributário

- lei ordinária pode derrogar esse benefício?

• Métodos de estudo: caderno

Seminários - jurisprudências

Bibliográfico

• Bibliografia Básica: Paulo de Barros Carvalho – curso de direito tributário (trib. I e II).

Roque Antonio Carrazza – curso de direito Constitucional
tributário (possui viés mais constitucional, utilizado em concursos e direito
tributário I).

Geraldo Ataliba – hipóteses de incidência tributária ( não dá
conta de toda a matéria, somente aborda conceito e classificação).

• Bibliografia complementar: Sasha Calmon Navarro Coelho – Curso de dto trib.

José Roberto vieira – Regra matriz de incidência
de IPI (somente a primeira parte).

José Eduardo Soares de Mello

Ariomar Baleeiro – limitações ao poder de tributar

______Aula 01/02
1

Marly A.B. Tomasoni

2 Marly A. Teoricamente. enquanto a ciência do direito tributário se encarrega de interpretar estas normas que prescrevem obrigações e direitos. atos e decretos. e refere-se à portarias.B. Tomasoni . é um decreto. o jurista descreve. segundo a Constituição Federal. Norma jurídica é uma construção feita por interpretes.. Existem mais de 65 leis ordinárias versando sobre IR. não pode ser considerado imposto. de decreto. medida provisória. ou seja. Deve passar pela análise de constitucionalidade. e quem estabelece qual é a forma que a lei deverá ser interpretada é o poder judiciário. leis complementares CTN. portaria. vez que o Imposto em si. somente ele que tem o poder de tributar. • Linguagem descritiva X prescritiva Na ciência do Dto. Elabora-se a lei após se fazer a leitura de mais de 65 leis. Texto positivado é o sinônimo de lei. A ele é conferido o Poder de Tributar. O direito tributário positivado consiste nas obrigações e direitos. O direito tributário positivado é o conjunto de instruções normativas que regulam a tributação. A norma é construída abstratamente. ou seja. não tem finalidade determinada. ______Aula 02/02 • Direito Tributário (PESQUISAS PREFERENCIALMENTE EM OBRAS ANTERIORES A 2004) Noções fundamentais: • Ciência do Direito Tributário x Direito Tributário Positivo Norma é diferente de lei. já no dto positivado. • Norma Jurídica x texto positivado Norma jurídica não é sinônimo de lei. este possui uma finalidade e sendo assim. A interpretação da lei e da norma deve sempre ser compatível com direitos fundamentais de 88. a linguagem é prescritiva –ordens. por exemplo. deve ser constitucional. • Linguagem científica x comum “técnica” A linguagem utilizada pelo jurista é cientificamente adequada. e sim uma contribução social. A CPMF – tributo criado com a finalidade de financiar o setor da saúde.DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 O Estado ao exigir tributo realiza atos administrativos. O regulamento IP.

B.Hipótese –Se ocorrer o evento X(hipótese de incid.Constitucionalização . exclusiva do direito tributário brasileiro. A conseqüência é sempre a obrigação de pagar tributo.Autonomia didática – O direito tributário tem a sua autonomia meramente didática.Denominação – ente tributante: tem direitos e deveres . Tomasoni . A norma é estabelecida por: .DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 A norma tributária estabelece uma obrigação tributária. vez que o direito possui interdisciplinaridade.tributo . exemplo: se a empresa importar algum produto . ou seja. porém.Objeto . originária: . ex:financiamento 3 Marly A. . surge uma obrigação de pagamento de ICMS. o advogado deve ter conhecimento de mais searas para poder exerce-lo e entende-lo.Conseqüência . pois grande parte de sua matéria. se a pessoa física aufere renda. .RECEITA – O tributário está na receita. e é sempre de natureza pecuniária.Aspectos práticos – o direito tributário está centrado na atividade financeira. Ela tem uma compostura muito semelhante à da norma jurídica.contribuinte: direitos e deveres O direito tributário possui ampla constitucionalização. Se a empresa vender. . é estabelecida pelos dois elementos fundamentais: hipótese de incidência tributaria e conseqüência. Tributária). característica esta.Interdisciplinariedade . encontra-se na Constituição Federal. que são praticamente 90% das receitas brasileiras.O Estado aufere equiparada aos particulares.Então deve ser a conseqüência Y . na pratica.é abstrata e dela surge uma obrigação jurídica que poderá ou não ser cumprida. • Ciência do Dto Tributário . é obrigada a pagar IR.

F. Os elementos que formam o sistema são dois: TÉRCIO S. faculdade ou obrigação.DESPESA – ________AULA – 08/02 SITEMA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO NOÇÃO DE SISTEMA: é o conjunto de elementos (unidades) organizados em torno de uma estrutura principal. Norma Inconstitucional: norma que não se enquadra na nossa estrutura do sistema jurídico. As Normas Jurídicas podem ser classificadas como: -Normas de conduta: regulam o comportamento das pessoas.DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 . Esse principio diz como a norma pode ser aplicada. o fundamento de validade das demais normas jurídicas.O Estado sempre aufere renda através de seu Poder de Estado e exige dos particulares aquela receita.Estrutura: principio unificador.REPERTÓRIO. a C. SISTEMA JURÍDICO O sistema jurídico pode ser assim organizado: . apresenta-se como fundamento para todas as normas. FERRAZ . ou seja. Essas normas organizadas por principio limitador que compõe o sistema jurídico. como outra norma deve ser aplicada. refere-se a organização destas individualidades. ou seja.Derivada .B. A estrutura é a CF. estrutura o sistema. elementos que formam o sistema em que o elemento maior comanda essa organização.F. . como votam. . sempre interrelacionando-as.GESTÃO . Ou seja. alterada ou extinta. cujo direito positivado.conjunto de individualidade que dá substrato ao sistema.Normas de estrutura: regulam outras normas jurídicas: norma de competência que diz qual é a casa. . estabelecendo proibição. informa como a norma poderá ser incluída. quantos membros. A carta constitucional é uma estrutura que tem normas hierarquizadas com relação de subordinação tal qual traça Kelsen demonstrando o sistema numa pirâmide cuja a C. 4 Marly A.Repertorio: conjunto de normas jurídicas . Tomasoni .organização que direciona os demais elementos do sistema. Tal principio unificador está contido na constituição. que nada mais é do que a diretriz.ESTRUTURA. 40 % do PIB é constituído de tributação. está no ápice. alterada ou extinta.

. . capacidade cognitiva etc. podem ser instituídos por cada setor ao mesmo tempo em que limita o poder de tributar. tais como: propriedade e liberdade. 155 traz capacidade ao estado de instituir impostos. ou estabelecem faculdade. apenas outorga poderes tributários. 153. As normas de comportamento obrigam o comportamento. que não retroaja a ponto de prejudicar o particular.existe poder de tributar.B. O fato de não tributar a igreja.Amplitude . pois seus temas são amplos. traz norma de estrutura que diz que compete à União instituir impostos sobre importação e exportação. .F. momento coeficiente tributário. . 156 municípios. é regrado pela constituição: art. Trata-se de lei ordinária determinando alíquota. I. mas a aplicação ordinária infraconstitucional é péssima.Ampla Constitucionalizacao: suas principais normas estão na CF. e toda norma de estrutura está contida no texto constitucional. art. A norma de estrutura não cria. .discrimina as competências tributarias ou mecanismos pelos quais se estrutura dizendo quais impostos podem ser tributados. e um fato cultural que axiologicamente influenciou a aplicação da norma. que já se esgotou ao tema.Discriminação de Competência. art.Carga Axiológica O sistema constitucional tributário é um subsistema. As normas constitucionais são normas impregnadas de valores. . e nada restou-se ao legislador infraconstitucional. Os princípios são os meios pelos quais se limitam o poder de tributar. ou seja. Significa dizer que o problema do nosso sistema tributário é que a constituição é ótima. Quando uma norma imuniza alguém. Tomasoni .Paridade CARACTERÍSTICAS .Pouca mobilidade . podendo-se cobrar impostos desde que haja fisionomia.existem 4 esferas que pode ejetar normas: 5 Marly A.Quatro Plexos Normativos . . C. deve estar em lei. a instituição está tutelando valores. ou proíbem. Normas de imunidade é norma de estrutura. . 153 traz competência da união para tributar desde que de forma isonômica. possuem grande carga axiológica.DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 O art. capacidade cognitiva.O sistema constitucional tributário não deixa mobilidade ao legislador ordinário sendo que este não poderá inovar ou criar nova lei.nosso sistema constitucional discrimina competência tributaria.Rigidez: depende de um processo complexo e formal para a sua alteração .Exaustividade : tem tanta norma tributaria na CF. SISTEMA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO Antes de ser tributário é constitucional.Limitações: as formas de limitação do poder de tributar são: princípios tributários e imunidades.

Instabilidade Normativa.Extensão e Complexidade . que varia de estado para estado.O tributo pode ser oriundo de alguma sanção.A doutrina entende que os serviços obrigatórios também podem ser considerados tributos.Existem normas que são estritas. Ex: taxa de ICMS . . 60. de pagar. __________Aula 09/ 02 TRIBUTO REGRA MATRIZ DE INCIDÊNCIA: toda prestação pecuniária compulsória.DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 --união.inalteráveis. pois os mesmos tem cunho pecuniário. com isso. ao ver da lei. e tratam diretamente de um tributo. da construção civil. . estado e município ( âmbito interno) e perspectiva internacional (âmbito externo). . ASPECTOS CRÍTICOS .Baixa adesão social .o conjunto de normas leva à necessidade de analisar as normas tributarias da União. . tem de ser cumprido e pode ser exigido. É uma obrigação de dar. são os tratados internacionais em que a união federal representa o Brasil e atua na captação dupla interna e externa.atores da sociedade atuam no Congresso Nacional.O tributo tem natureza compulsória. .Cláusulas Pétreas. portanto arca com uma carga tributaria superior. que criam micro sistemas com sistema tributário diferenciado a fim de favorecer o setor. dentre outros. Estados (mais de 20). . desde que devidamente prevista em lei.BINÔMIO – HI X BC 6 Marly A. o fato tem de ser localizado no tempo e no espaço. que não constitua sanção de ato ilícito. temporal e especial.pelo exposto acima. e Câmara dos vereadores conformando o sistema tributário resultante em menos dano para eles. química.necessita ser acompanhada constantemente.A hipótese de incidência tributaria possui três elementos: o critério material. as normas acessórias.Seminário __________Aula 23/02 NATUREZA JURÍDICA DOS TRIBUTOS A natureza jurídica do tributo é formada pela hipótese de incidência. . em moeda cujo valor nela se possa exprimir. § 4º .B. . Existem também. Geraldo Ataliba. Tomasoni . o serviço não é considerado um tributo. ou seja. Ou seja. que impõe sanção e prevêem como deve ser feito para se prevenir a sanção tributaria. . são os setores da metalurgia. . pois vive mudando.Sistema tributário é plasmado por políticos . __________Aula 22/02 . Porém. o sistema tributário possui baixa adesão social pelos indivíduos com menor capacidade de pressão sobre o poder político. municípios (mais de 5 mil) ficando inviável tal análise .art. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Assembléia Legislativa. o estado tem dispêndio pelo aparato de fiscalização e controle do cumprimento das obrigações pelos particulares. Uma eventual reforma tributaria não pode alterar tais temas contidos nas clausulas pétreas.

4ª.CF .BC – art. Ex: multa por dirigir alcoolizado.HI – art. C/C 154. não é para arrecadação. __________Aula 01/03 __________Aula 02/03 __________Aula 08/03 __________Aula 09/03 __________Aula 15/03 7 Marly A.CONFLITOS – refere-se ao conflito de arrecadação entre a união e o município. tem o objetivo de prevenir acidentes. Tomasoni . Ex. .TRIBUTOS DIRETOS E INDIRETOS.OBJETIVOS 4. É indiretamente vinculado. quantitativo Alíquota . §2º.DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 ________________________________________RMIT__________________________________________ __________HI (normas tributárias)___________________CONSEQÜÊNCIA TRIBUTÁRIA____________________ Descrevem o fato gerador do tributo Sujeito ativo Critério material Critério pessoal Critério espacial Sujeito passivo Critério temporal Base de Cálculo .Extrafiscalidade: quando o tributo possui funções extrafiscais. 3. incentivar ou inibir comportamentos sociais.CONFLITO HI X BC CLASSIFICAÇÃO *** (concurso) • VINCULADOS – DIRETAMENTE . como o ISS e o INSS.Contribuicao de melhoria: é um tributo que decorre de uma obra publica. TRIBUTAÇÃO 1-PERSPECTIVA SÓCIO-POLÍTICA 2. INDIRETAMENTE • NÃO VINCULADOS -ATUAÇÃO ESTATAL .B. 145. mas sim para controlar. CTN . como o asfalto.BC Crit. pois não necessita somente da atuação do Estado.: uma obra publica. ou seja.I. acaba por valorizar um imóvel. Este é um motivo para cobrar tributos do contribuinte.

I. Ex 5. PRINCÍPIO DA ISONOMIA TRIBUTÁRIA – acaba sendo previsto e confirmado pelo art. O indivíduo pode escolher seu regime.. entre as empresas automotivas. • FATOR DISCRÍMEM deve guardar pertinência a lógica do regime de tributação. – artigo 150. Ninguém pode submeter a regime jurídico diferenciado um indivíduo nas mesmas condições que um outro que não recebeu o mesmo tratamento. Todas as empresas são diferentes entre si. Não existe liberdade absoluta para o legislador adotar os critérios de diferenciação. Quando um particular assina acordo – contrato com o Estado = esse ato é administrativo e para ele não poderá ser criado lei estabelecendo regime jurídico diferenciado. Tal critério deve ser ponderado atendendo ao principio da função social que obrigatoriamente deve ser observada. Ex3. a igualdade material é o que interessa e não a formal que está em lei. é autorizado por lei. Ex2 – critério de diferenciação: empresas de pequeno porte – afronta valores constitucionais. Há critérios de diferenciação para averiguar a igualdade. por exemplo.DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 Existem dentre os princípios tributários. Deve-se analisar a igualdade no plano concreto. Ex4 . Se a tributação se dá sobre a 8 Marly A. por mais que estejam atuando no mesmo ramo. Deve-se trabalhar com a análise de que se deve ter os mesmos direitos e obrigações. Tomasoni . portanto.Regime jurídico diferenciado para empresas Ltda. devem ser genéricas. A Constituição estabelece que o regime jurídico deve ser plasmado por esse nonagesimal. sem identificar o contribuinte. ou S/A – critério afronta valores constitucionais. apresentam o mesmo tipo de sociedade. Ex1:uma lei ordinária que institui o regime jurídico sobre o IR – que diz que a alíquota para homens é de 10% e para mulheres. mas sim. não podem ser submetidas ao mesmo regime. o Estado concedeu benefícios fiscais.B. criar normas voltadas a uma empresa ( é o que ocorre com normas que concedem benefícios fiscais). ofendendo aos valores constitucionais. 5º caput. Este exemplo não se aplica. Essa norma não seria válida e os indivíduos estão numa situação diferente. de 30%. Duas empresas nunca são semelhantes. Quando se fala em isonomia. 150. O critério de diferenciação utilizado nesse exemplo é o sexo. ao contrário.IPTU – tomado como critério de diferenciação quando não obediência à função social. e art. dois que são fundamentais: o principio da isonomia e o principio da capacidade tributária. CF. de forma isonômica. a norma tributária não pode singularizar. Ninguém pode ser tratado de modo diferenciado pela lei. Tal fator deve ser comparativo com valores constitucionais.CF. Por exemplo. Para ser isonômica. • CRITÉRIOS DE DIFERENCIAÇÃO – que devem ser igualitários isonômicos. abstratas. II. O constituinte determina que o critério FUNÇÃO/OCUPAÇÃO é vedado para evitar o favorecimento de certas classes ou funções. CABM – analisou o principio da isonomia e concluiu que dele decorrem critérios de diferenciação que sejam igualitários: • SINGULARIZAR O DESTINATÁRIO – da norma tributária. à empresas do ramo alimentício.Normas ambientais cujo critério de diferenciação é a poluição. leis de favorecimento para esse setor. todos os contribuintes estão em situação diferente. II. Trata-se do fator discrímem. o setor automotivo – em Curitiba. Em verdade.

ou seja. a capacidade contributiva (IR). Impostos Reais .maior a tributação. Porém. PORÉM. O § 1º traz a idéia de que se deve atender a capacidade contributiva. o critério lógico é o volume da folha. Se . No IR – há a gradação da alíquota conforme a capacidade contributiva: quem ganha até 700 reais é isento daí para mais. porém acabou resultando no desdobramento da geral para a nonagesimal. Impostos Pessoais – são os impostos que permitem observar a capacidade contributiva.refere-se: “sempre que possível “ os impostos serão pessoais. A capacidade contributiva é a capacidade de o indivíduo contribuir sem colocar em risco a sua existência e vida digna.são os impostos que levam em consideração as características da coisa. ICMS. ] -No caso de IPTU – a lógica se dá sobre o bem imóvel (zoneamento. essa aplicação não é satisfatória. Mais tarde.B. por exemplo. função social. Sempre que possível – diz respeito aos impostos pessoais no sentido de classificação entre impostos reais e pessoais não havendo uma obrigação de ser um ou outro. pela regra geral só poderia ser aplicada no exercício 9 Marly A. a empresa tem um prazo para se adequar à aplicação da lei. O artigo 145.o critério lógico a ser adotado será a essencialidade do produto. 145 trata-se da capacidade contributiva . do universo da capacidade econômica do indivíduo. III. Ou seja. Capacidade contributiva é diferente de capacidade econômica. O critério de diferenciação = capacidade contributiva. Tomasoni .folha de salário.ISS – o tipo de serviço prestado é o critério lógico (advocacia=5%. Anterioridade Geral: é o que sempre informou o regime jurídico no Brasil. **PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA – ART. considera as características particulares da pessoa.IPI – o critério lógico é decorrente do principio da seletividade e diz respeito à essencialidade do produto. “b” e “c” – cada alínea trata de um principio.5%) . O principio da anterioridade trata da questão de que se aumentar a carga tributária.consumo . Os principais princípios estão no art. transporte pú. uma parcela corresponde à sua capacidade contributiva e ela é que será tributada. CF – tratando do ajuste que se faz para aquele com menor capacidade contributiva pague menos. do bem imóvel – IPTU. __________Aula 16/03 ANTERIORIDADE X IRRETROATIVIDADE – são dois princípios importantes por trazerem exceções. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA . OBRIGATORIAMENTE DEVERÁ SER OBSERVADA A CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. Há diferenças entre eles. §1º . se a lei tributária for instituída nos últimos dias de dezembro de 2010. Trata-se de um desdobramento da isonomia e capacidade contributiva. 150. No Brasil. 150. PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. Relaciona-se o principio da anterioridade com o exercício financeiro. Se sobre o .DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 . A idéia de que só se pode cobrar o tributo no exercício financeiro seguinte.é o desdobramento do principio da isonomia partindo de valores fundamentais.= 2.ART. há graus de alíquota. Mais essenciais – menor a tributação/ menos essenciais . -No caso de IR – o critério lógico adotado deverá ser a renda auferida.

porém para ele a alíquota será de zero %. é vedado cobrar tributos antes de 90 dias da data em que haja publicada a lei que institui a lei. Contribuições sociais. III traz a Anterioridade Específica : por ela. ou seja.setor dos combustíveis – a alíquota do ICMS pode ser alterada sem observância do exercício financeiro – trata-se de exceção ao principio de legalidade e anterioridade geral – do exercício financeiro. sobre esse produto incidiria uma alíquota de 2%. esse indivíduo começará a pagar o tributo de maneira imediata no exercício do ano seguinte.I I ( imposto de importação). V. IR. o IR pode ter sua alíquota majorada em 31 de dezembro e ser aplicado dia 01/01 do exercício financeiro 10 Marly A. um comerciante de determinado produto – computadores. A Constituição permite. III. IV. mas também no momento em que haja revogação de um benefício fiscal. A) EXCEÇÕES – “b” – EXERCÍCIO FINANCEIRO – exceções à anterioridade geral. IOF (regula o mercado financeiro) . observando-se a alínea “b”.II – também é exceção ao principio da anterioridade. IPI (imposto de importação de produtos industrializados).estes impostos podem ser instituídos ou majorados dentro do mesmo exercício financeiro. salvo se a lei dispuser de modo mais favorável e observado o art. mas deve respeitar o transcurso do exercício financeiro – trata-se de uma exceção à anterioridade nonagesimal. Trata-se de exceção à anterioridade geral – alínea “b”.150. Art. somente em março –proporciona ao contribuinte. Não observa o exercício financeiro seguinte. só seguem o prazo de 90 dias e não é preciso observar a anterioridade geral. I. II. 153.I.IMPOSTOS EXTRAFISCAIS – ART. B) EXCEÇÕES – ligadas à anterioridade nonagesimal alínea “c” I.III CTN. referentes aos imposto sobre o patrimônio ou renda. “c” . Se posteriormente à data de hoje existir uma lei revogando essa isenção. Esses impostos apresentam caráter regulatório . o IR pode ser alterado sem observância do prazo nonagesimal (noventa dias e não 3 meses – obs fevereiro não tem 30 dias). III – EC – 148.DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 financeiro seguinte. §6º . e há uma lei que cria isenção. Para se evitar essa situação.ISENÇÕES – SRT 104. a alínea “c” do art. I – IMPOSTOS EXTRAFISCAIS – ART. já poderia ser cobrada no início de janeiro de 2011. II. 153. Ex – lei nos últimos dias de dezembro não poderá ser aplicada em janeiro.I. sobre a alíquota de 2%. 104. Impostos: IE. Ou seja. 178. II – IEG ( imposto extraordinário de guerra) – 154. II.ver acima. IE(imposto de exportação). CTN . I – Empréstimos compulsórios em calamidade de guerra – o inciso II (anterioridade geral) não é incluído.esse dispositivo trata da questão de isenções – entra em vigor no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra sua publicação os dispositivos de lei. maior segurança jurídica. IV – AL – ICMS – COMBINADO COM 155. Portanto. Tomasoni . Pela regra geral. IV.extrafiscais – no que tange à lei esses impostos podem ter sua alíquota alterada por meio de DECRETO – ato do Poder Executivo. Ressalva que o aumento da carga tributária não se dá somente em decorrência da alíquota. SOCIAIS – 195. VI – CONTRIB. implica um aumento de carga tributária.B. § 1º .Exercício FINANCEIRO . IOF – Não é o mesmo rol extrafiscais da alínea b – nesse inciso. Obviamente que nesse caso. . inclusive nas hipóteses em que haja extinção e isenções. §4º.

______I__________I__________________I_________________________I IR 1º/01/09 16/03/09 31/12/09 30/04/10 O fato gerador do IR não ocorre de maneira instantânea. Ou seja. III e 156. CF – proíbe que a União.criando situação mais favorável. O ICMS. sem observância do prazo nonagesimal. ao contrário é um fato gerador instantâneo. . 105. . O indivíduo paga o IR sobre toda a renda que auferiu durante o exercício financeiro. O artigo 105 – a doutrina e súmula consideram superado e inconstitucional o art. . O momento de aplicação da lei é diferente do momento da criação dela. que já ocorreram. multas.FATOS PERIÓDICOS – Ex. A lei pode retroagir resultando em benefício. 5º.-se de segurança jurídica estabelecida no art 5º. CF . no campo da tributação. Estados e Municípios cobrem tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes da vigência da lei que os houver instituído ou majorado. Então o fato gerador se apresenta no período do exercício financeiro – por isso é periódico.SÚMULA 584. para regular fatos pretéritos. é muito comum. etc. A CF veda que a tributação seja confiscatória. I – exceção às duas regras também. CTN . parcelamentos. porém algumas leis são criadas hoje. que venda o próprio bem para pagar o tributo. O IPI não. IV – BC DO IPVA/IPTU – 155. O IPI pode ser alterado no mesmo exercício financeiro. PRINCÍPIO DO NÃO CONFISCO 11 Marly A. II – IEG – exceção à anterioridade geral e nonagesimal III – EC – 148. “a”. para regular fatos futuros. - ART. A irretroatividade não comporta exceções. 150.B.ADV – REDUÇÃO/DISPENSA – Tal postulado não impede a redução e dispensa de tributos. EX- REFINS .APLICAÇÃO X CRIAÇÃO DA LEI . para dispensar tributos.IR . PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE – a irretroatividade trata da segurança jurídica. XXXVI. parcelamentos. mas deve ser observado o prazo de noventa dias. Basta virar o exercício financeiro. ou dispensa tributos que já estão prescritos. -QUESTÃO – FATOS PENDENTES – ART. estabilidade das relações -ART. De modo geral.Esse postulado impede a criação de tributo em relação a fatos geradores antes da publicação da lei. I – no final do ano as prefeituras ( IPTU) e Estado (IPVA) podem majorar a BC do IPTU e IPVA. __________Aula 22/03 Existem situações no ordenamento jurídico que permitem que o Estado incida no patrimônio dos particulares e exproprie bens que são convertidos em pecúnia.CF . ao vender a mercadoria ocorreu o fato gerador. o CC estabelece que as leis devem se projetar ao futuro. tais como anistia. ou seja. 105. Tomasoni .DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 seguinte. perdão de dívidas. Irretroatividade – limite que regula esse tipo de lei que se volta a regular fato passado que. STF Esses casos são tratados de maneira diferenciada tendo em vista as peculiaridades que eles carregam. III.

PRINCÍPIO DO NÃO CONFISCO – ARTIGO 150. 12 Marly A. Prof. não terá sucesso. IR – a tributação. cigarro – 30 %.5% é considerado constitucional. pois são gerados instantaneamente.B. Dec. § 1º . 100% do valor do PIB. fica mais fácil visualizar. Numa empresa. Eventualmente o caráter confiscatório não será analisado a partir de um único tributo. estaria indo contra o princípio do não confisco. Ex2. inconstitucional ou não. confiscatória. IPI – fica mais difícil a visualização do caráter confiscatório. Sobre os tributos diretos tais como IPTU. Estados e Municípios utilizar tributos para efeito de confisco. CF – faz referência expressa aos tributos. São cobrados periodicamente. Ex1. não é suficiente para comprovar o caráter confiscatório. Fica claro o caráter confiscatório nos tributos diretos. Portanto. O FISCO de modo geral argumenta que o valor do tributo é que não pode ter caráter confiscatório diferentemente da pena aplicada ao seu não cumprimento.DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 Esse principio não vai dizer se a cobrança do tributo é confiscatória. Essa redação diz respeito a multas que incidem sobre o não cumprimento de obrigações tributárias. exemplo.IPTU. José Soares de Mello. TRIBUTOS INDIRETOS – São aqueles com repercussão econômica – ICMS. quando confiscatória. O IPTU cobrado a 25 % é considerado confiscatório. porém o ICMS a 2. em 4 anos. A tributação não pode ser tão gravosa a ponto de incidir na propriedade como um todo. por exemplo. O princípio do não confisco Não diz se o tributo é confiscatório. A parte interessada deve comprovar. IV. Em algumas ocasiões fica fácil visualizar.Telefonia – 27%. são multas altíssimas. Tais multas nesse valor adquirem caráter confiscatório por serem muito altas. A parte que alega ser alta a alíquota fundamentada apenas no princípio do não confisco. Tomasoni . Se o indivíduo entrar com uma medida judicial contra a cobrança judicial por achar que a alíquota é muito alta e. há uma carga de subjetividade nisso. Imóvel urbano. O consumidor paga ele somente uma vez. Não é o princípio do não confisco que vai determinar de modo isolado se a cobrança é ou não confiscatória. O artigo 150. 145. Traça um valor que apenas deve ser observado. Tal princípio comporta um elevado grau de discricionariedade por parte do aplicador. A Atividade de tributação não pode ser confiscatória.traça um rumo. IPTU etc. portanto. o município arrecadaria o valor equivalente ao valor da propriedade em 100 %.ICMS – uma alíquota de 10 % sobre o valor de ICMS (imposto sobre a venda de mercadoria) não é considerada confiscatória. IPVA.fica fácil visualizar que o município ao instituir uma alíquota de 25% sobre o IPTU está aplicando um tributo de natureza confiscatória. na compra de um produto. IPVA. Tribunais superiores aplicando multa a 75% . deverão ser analisados todos os tributos que ela paga. Tem-se leis estadual e municipal estabelecendo multas no valor de 150% do valor de operação. Não se trata de princípio que a tudo resolve. não é suficiente se dizer que alguns tributos são inconstitucionais porque não atendem ao princípio do não confisco. Ex3.representando um não caráter confiscatório. ele obviamente apenas traça uma diretriz. apenas traça bases um rumo. não confiscatório. Artigo 150. Não são periódicos. TRIBUTOS DIRETOS – São aqueles que incidem sobre a materialidade econômica e acabam deixando transparecer o caráter confiscatório mais facilmente – são eles: IR. em torno de 27 a 30%. em seu inciso IV diz que:– é vedado à União. uma diretriz sobre o poder de tributar. A tendência é que se aplique alíquotas menores. A jurisprudência não pacificou. mas sim constitucional. porque.

agora venderá o produto a mil reais devendo pagar um tributo de cem reais. • IPI – art. a geração de empregos. II CF – será não cumulativo.00 Crédito:R$ 20.00 R$ 200. Será compensado o que foi cobrado nas operações anteriores com o que é devido naquela operação. É isso que prega o princípio da não cumulatividade. Contribuinte de fato Débito: R$ 10. I CF. o distribuidor se credita na operação anterior em dez reais. CF – pode-se instituir novos impostos desde que sejam NÃO CUMULATIVOS.B. ele teria que receber 100 reais da loja. 195. Ou seja. • Contribuições Residuais – art. mas a Constituição é que não permite a cumulatividade. Aos cofres públicos foram arrecadados em 100 reais = 10 % de 1000. • ICMS – art. Se maior o número de elos dentro da cadeia econômica não significa que irá onerar mais o tributo.00. etc. Não é um benefício dado pelo Estado. por sua vez vende para a loja. 13 Marly A. • Impostos residuais – art. O princípio da não cumulatividade diz que o contribuinte no momento em que vai pagar o ICMS ou IPI pode abater os valores que forem pagos em transações anteriores.00 “ + R$ 10. CF – devem ser não cumulativos também.00 Fabric contrib de direito Distribuidor-contrib de dir. Informa o regime jurídico de alguns impostos: PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE – é muito importante porque informa o regime jurídico do ICMS. o distribuidor pagaria de modo acumulado com o que já teria sido pago pelo fabricante na operação anterior.00 R$ 1000. 155.§2. assim como o lojista na operação anterior em vinte reais. 154. impostos residuais.00 p/ Estado = 100 % Ex: na venda de calçados: Fabricante produz o calçado e cobra do distribuidor cem reais pelo produto e paga alíquota de dez por cento de ICMS ao Estado. § 3. novos elos econômicos que os produtos tenham dentro do mercado econômico interno.00 p/ Estado + R$ 80. apresenta-se cobrança de tributo na forma cumulativa porque seguindo essa lógica.DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 PRINCÍPIOS TRIBUTÁRIOS ESPECÍFICOS – Não cumulatividade/ Seletividade/ Progressividade ( IR).O Estado pode instituir ICMS e será não cumulativo. 153.Tributo cobrado – ICMS numa Alíquota de 10 % para cada operação: R$ 100. se o Estado aplica uma alíquota de dez por cento sobre o valor da venda da loja.ICMS e IPI – o Estado pode cobrar tributos como ICMS e IPI desde que de modo não cumulativo. Tal princípio garante eficiência econômica. porém na prática estaria recebendo 10 do fabricante + 20 do distribuidor + cem reais do lojista = 130 reais – mais de 100 % de mil que foi o preço final – ou seja.00 Débito: R$ 100.IPI.00 Crédito: 10. Tomasoni . EX . O distribuidor. §6º. Lojista –contrib de dir. . O lojista. PIS e COFINS. agora por duzentos reais e pela alíquota de dez por cento deverá vinte reais.00 Débito: R$ 20. maior valor agregado. o mesmo produto. Assim observado. I.

ele se creditou. O consumidor final é quem se apresenta como contribuinte de fato = sujeito ativo é ele quem vai suportar o encargo financeiro. Já para outros tributos como os infraconstitucionais. no pagamento de um ICMS.BENEFÍCIOS -DIREITO SUBJETIVO CONSTITUCIONAL . fez o recolhimento do tributo. 155 __________Aula 23/03 CONTRIBUINTE DE FATO E DE DIREITO – art. distribuidor. o ente tributante pode optar pela não cumulatividade. A jurisprudência e doutrina adotam esse entendimento.PIS / COFINS NC – art. -NC PRINCÍPIO DO VALOR AGREGADO – Os tributos diretos se integram dentro de uma cadeia econômica – IPTU Já. por exemplo. Existe relevância a favor do indivíduo que está comprando que é quem arca com o ônus – contribuinte de fato. futuro. Esse artigo trata de restituição de valores pagos indevidamente diz que a restituição de tributos que comportem por sua natureza transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita por quem comprove haver assumido o devido encargo. 166.“COBRADO” . Se o fabricante acabar recolhendo valor a maior quererá pedir de volta o valor a mais.Pela EC nº 42/2003 foi estabelecido o regime da não cumulatividade – São impostos que incidem sobre o faturamento da empresa. 14 Marly A. CTN. desse modo se entende que nessa cadeia exista o contribuinte de direito e contribuinte de fato. CTN. no caso. o artigo diz no caso ele é o contribuinte de direito. 195. o que poderá ser feito. o ônus econômico. O valor a maior não será restituído integralmente.DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 Para esses tributos expostos nos itens ABCD esse princípio é obrigatório e sua aplicação não é uma faculdade. E . não é um benefício do Estado. no caso de restituição de tributos pagos indevidamente – art. Nos tributos indiretos. é ser creditada a diferença paga à maior. CONTRIBUINTE DE DIREITO E CONTRIBUINTE DE FATO O contribuinte de direito é aquele que vai recolher o ICMS – é o sujeito passivo na cadeia econômica. **Lembrar que no PIS e COFINS coexistem o sistema não cumulativo . . lojista O contribuinte de direito emite a nota fiscal. o contribuinte de direito emite a nota e recolhe o valor do ICMS. portanto somente poderia pedir restituição dos valores pagos a maior seria o contribuinte de fato ( sujeito ativo). o fisco exigirá do vendedor. = fabricante. Tomasoni . os indiretos repercutem na cadeia econômica.25% podendo se creditar e o sistema cumulativo com uma alíquota de 3. CF. mas quem arcou com o valor a maior foi o contribuinte de fato.65 % e não podem se creditar. na repetição de indébito tributário.B.Numa alíquota de 9.VEDAÇÃO – art. porque ele não tem como repassar. recolhe o valor do ICMS – é o sujeito passivo. Se ele não pagar. 166.

não bastando como prova. O indivíduo pode creditar dos valores pagos anteriormente. serão verificados todos os créditos que ele possui e será abatida diferença próximo mês( segue o principio temporal). NÃO CUMULATIVIDADE X PRINCÍPIO DO VALOR AGREGADO O princípio se dá mediante a compensação dos valores perdidos num determinado momento com os valores cobrados nas operações anteriores. Essa vedação só existe em relação ao ICMS e não ao IPI. não poderá se creditar. alguns FISCOS tentaram vedar o creditamento nas situações em que não havia o pagamento dos tributos. deveria ser confirmado se esse fabricante teria efetivamente pagos os 10 % aos cofres públicos.Na não cumulatividade. 166. Se a operação anterior foi beneficiada por um caso em que houve isenção ou a não incidência. mobilidade para Trabalhar com o IVA. Ex: se um fabricante consegue um benefício fiscal do estado. § 2º. ou seja. ICMS X IVA O regime do ICMS é completamente diferente do regime jurídico do IVA Regime do ICMS IVA ( imposto sobre valor agregado.os estados podem legislar sobre o ICMS mas de maneira não cumulativa. .países europeus -É não cumulativo Há compensação. **VEDAÇÃO – A não cumulatividade é regra. CTN – fala sobre os casos em que se pleiteiam valores pagos a maior – somente é o contribuinte de fato que pode pedir a restituição do valor integral. “COBRADO” Com base no termo “cobrado”. II. esse indivíduo não pode se creditar.O indivíduo só pode se creditar no quando vende a mercadoria. Por esse princípio só pode ser creditado no momento em que vende a mercadoria. mas apresenta uma exceção . a nota fiscal – essa tentativa foi entendida como inconstitucional. .DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 O art. -Previsto na Constituição. mas a jurisprudência entendeu que somente o consumidor final. Tomasoni . CF. por ter arcado com o custo do ICMS poderia pleitear a restituição do valor a maior – essa é a repercussão do ICMS. para esse contribuinte se creditar na operação anterior do ICMS. . A vedação só existe em relação ao ICMS. pagavam antecipadamente o ICMS e pediram a restituição dos valores a maior. A não cumulatividade se dá com a não compensação. 155. A regulamentação é infraconstitucional Portanto apresenta maior mobilidade.ISENÇÃO NI - LIMITES TEMPORAIS 15 Marly A.O creditamento só não ocorre – art. Ex: montadoras de veículos.B.

O contribuinte pode pleitear correção monetária desse crédito. ela acaba prejudicando.B. aparência de legitimidade) e é suficiente para se creditar. A legislação que estabelece que no setor de transportes as empresas não vão fazer financiamento de débito e de crédito. Esses princípios não informam a capacidade contributiva de todos os tributos. Os tribunais entendem que se o crédito não pode ser aproveitado por culpa exclusiva do contribuinte ele não pode ser atualizado monetariamente. sem direito de creditamento. A constituição garantiu esse direito. mas na maioria dos casos. Esse princípio da capacidade contributiva é aplicado de maneira diferente nos tributos indiretos – ICMS e do IPI.caso em que o contribuinte demora a creditar determinado crédito. O mesmo quilo de farinha será vendido a um mesmo preço para o contribuinte de fato de maior e para o de menor capacidade contributiva.Transporte – BC presumida Existem legislações em alguns setores como transporte. o creditamento é um princípio constitucional e se o contribuinte quiser sair desse regime lhe é facultado. ao lado da não cumulatividade. 16 Marly A. em 5 anos. PRINCÍPIO DA SELETIVIDADE – Trata-se de desdobramento da capacidade contributiva - o princípio da seletividade deve ser conjugado ao princípio da progressividade que são. ferro. No caso de base de cálculo nas operações de vendas. Já nos tributos indiretos como o ICMS. Se ele quiser. (não cumulatividade) ou seguir a base de cálculo presumida. caso queira optar pelo regime de base de cálculo presumida. só poderia se creditar de maneira parcelada. 25 parcelas. IDONEIDADE (LEGITIMIDADE) DOCUMENTAL – Alguns estados dizem que só poderia abrir aproveitamento do crédito em caso de completa idoneidade documental. ou o fisco impede que ele utilize determinado crédito. nem na forma temporal.DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 A não cumulatividade é considerada um direito subjetivo. por temerem que o contribuinte invente um crédito que não é devido. cimento. é muito mais difícil se analisar a capacidade contributiva – um calçado vendido a mil reais. ofende também o princípio da não cumulatividade. BASE DE CÁLCULO PRESUMIDA. apenas não pode ser imposto sobre o contribuinte. O fisco não aceita a atualização. Não se trata de um benefício dado ao contribuinte é um direito decorrente da Constituição. Alguns estados discutem a possibilidade de que um indivíduo que compra mercadoria com um crédito de 10 %. Tomasoni . com uma alíquota de 10%. CORREÇÃO MONETÁRIA dos créditos do ICMS – chamados créditos escriturais. por exemplo. Presunção refere-se à capacidade contributiva. nem pelos entes tributantes. Mas se o contribuinte não pode utilizar o crédito por culpa do fisco. Esse regime sobre a base de cálculo presumida não é inconstitucional. não pode ser limitável. É muito mais fácil personalizar a carga tributária. independe se quem compra o calçado tem muita ou pouca capacidade contributiva. A não cumulatividade. O posicionamento do STF em relação a essa limitação é no sentido de que a idoneidade documental é presumida (se a nota fiscal não apresenta rasuras. a atualização monetária deve ocorrer. só pode gerar crédito de maneira parcelada – trata-se de uma limitação temporal ao creditamento. segue a regra geral. Há uma base de cálculo presumida de 20 ou 30 % do valor do serviço que ela presta. A doutrina é pacífica no sentido de entender que essa limitação é inconstitucional. princípios específicos. A legislação do ICMS atual diz que quando uma empresa compra um bem. além de ofender a capacidade contributiva. É muito mais fácil se estabelecer a capacidade contributiva em tributos diretos como o IR. em que tal legislação estabelece que o valor devido do ICMS não será cobrado através do regime não cumulativo. A BC presumida favorece em alguns valores. A seletividade é um desdobramento da capacidade contributiva. Aplicar-se-ia uma alíquota de 10 % sobre 500 reais e se chegaria ao valor de 50 a ser pago. Se o produto é vendido por mil a lei presume que a alíquota de 10 % incide sobre uma base de cálculo presumida de 50% do valor da venda.

§4º. O Estado do Paraná possui 7 alíquotas diferentes sobre o ICMS – telefonia:27% - questiona-se se a telefonia não seria um serviço essencial.I FACULTATIVA – IPTU – 156. IPI – OBRIGATÓRIO – 153. IE.) incide uma alíquota maior. IGF e IOF PROGRESSIVIDADE X PROPORCIONALIDADE “ESCALA” 17 Marly A. aquisição de bens essenciais à empresa ( maquinários.ITR -153. §2º. a alíquota se altera de acordo com a essencialidade do produto.PREÇOS – PROGRESSIVIDADE CAPACIDADE CONTRIBUTIVA DISCRICIONARIEDADE PRINCÍPIO DA PROGRESSIVIDADE OBRIGATÓRIA – IR – 153. já sobre os produtos mais essenciais à vida. só que com valor maior.I . valor da mercadoria acaba sendo seletividade combinada com progressividade. III. §3º. Portanto. ICMS – FACULTATIVO – 155. ESSENCIALIDADE DO PRODUTO Sobre os produtos de menor essencialidade deve ser cobrada alíquota maior para os que apresentam maior capacidade contributiva. Sobre produtos menos essenciais (luxo. etc. Tomasoni . CF – quando se analisa a seletividade em relação ao ICMS.A seletividade pode se dar pela variação da alíquota e natureza do produto ou em relação ao mesmo produto. I e IV. CF – A seletividade tem comando obrigatório – “ O IPI SERÁ SELETIVO em função da essencialidade do produto. e no inciso I e IV há uma repercussão nas empresas.DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 Como regra na seletividade.B. etc) para seu aprimoramento. O ICMS “PODERÁ SER SELETIVO” em função da essencialidade do produto e serviço. Na prática observa- se que a variação da alíquota de acordo com o preço. ALÍQUOTA – PRODUTOS . Por exemplo. §2º. Ayres Barreto .§1º OUTROS – II. o ICMS não precisa necessariamente guardar relação com a seletividade e essencialidade do produto. Outro ponto é se a seletividade pode ser argüida perante o judiciário para impugnar cobrança de tributo. qual seja. se observa que há uma faculdade. O legislador tem liberdade para avaliar se um bem é mais ou menos essencial e quanto mais ou menos essencial à sociedade. a alíquota incidente é menor. conclui-se que a seletividade há certo grau de discricionariedade. terão a alíquota minorada ao IPI devido ao caráter da essencialidade. O que norteia tal princípio é a essencialidade do produto.carro importado. cigarro. o IPI terá seu impacto reduzido sob essa visão de bens na forma da lei. Portanto.

Tomasoni .B.DIREITO TRIBUTÁRIO I – 2010/01 18 Marly A.