PROJETO ESTRUTURADO DE SISTEMAS

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE BIRIGUÍ - SP ORÁCULO CONSULTORIA DE SISTEMAS - RJ

Organizada por Gustavo Miranda Araújo - 1996 Revista por Alfredo Martins Muradas - 1997

Projeto Estruturado de Sistemas

ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO
1.1 Proposta para o Projeto 1.2 Os fundamentos do projeto 1.2.1 Contexto do Projeto 1.2.2 Principais sintomas de um projeto inadequado 1.3 Critérios de Qualidade do Projeto 1.3.1 Completeza 1.3.2 Manutenibilidade 1.3.3 Performance 1.3.4 Segurança 1.3.5 Interatibilidade 1.3.6 Confiabilidade 1.3.7 Economia

1
1 3 3 3 4 4 4 4 5 5 6 6

2. FASES DO PROJETO
2.1 Modelo de Implementação do Sistema 2.1.1 Modelo de Processador 2.1.2 Modelo de Tarefa 2.2 Modelo de Implementação de Programa

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7 7 9 10

3. DIAGRAMA DE ESTRUTURA MODULAR
3.1 Introdução 3.2 Componentes do DEM 3.2.1 Módulo 3.2.2 Hierarquia de Módulos 3.2.3 Tipos de Módulos 3.2.4 Conector 3.2.5 Especificação de Módulos 3.3 Critérios de Qualidade do DEM 3.3.1 Acoplamento 3.3.2 Comparação dos Tipos de Acoplamento 3.3.3 Coesão 3.3.4 Determinação do Tipo de Coesão 3.4 Diretrizes Adicionais do Projeto 3.4.1 Factoring 3.4.2 Divisão de Decisão 3.4.3 Formas de um Modelo 3.4.4 Informações de Erro 3.4.5 FAN-OUT e FAN-IN

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11 12 12 13 16 17 19 20 20 24 25 30 32 32 32 34 37 37

I

Projeto Estruturado de Sistemas 3.5 Estratégia para Derivar o DFD para o DEM 3.5.1 Análise de Transformação 3.5.2 Análise de Transação 40 40 43

II

Projeto Estruturado de Sistemas

LISTA DE FIGURAS
FIGURA 3.1: SIMBOLOGIA DE REPRESENTAÇÃO DE MÓDULO FIGURA 3.2: SIMBOLOGIA DE REPRESENTAÇÃO DE MÓDULO PRÉ-DEFINIDO FIGURA 3.3: HIERARQUIA DE MÓDULOS FIGURA 3.4: EXEMPLO DE UMA HIERARQUIA ENTRE MÓDULOS FIGURA 3.5: CHAMADA CONDICIONAL DE MÓDULOS FIGURA 3.6: CHAMADA REPETITIVA DE MÓDULOS FIGURA 3.7: TIPO DE PARÂMETROS ENTRE MÓDULOS FIGURA 3.8: TIPOS DE MÓDULOS FIGURA 3.9: SIMBOLOGIA PARA CONECTORES FIGURA 3.10: EXEMPLO DE PARTE DE UM MODELO FIGURA 3.11: EXEMPLO DO USO DE CONECTOR DE PÁGINA FIGURA 3.12:EXEMPLO DE ACOPLAMENTO DE DADOS FIGURA 3.13: EXEMPLO DE ACOPLAMENTO DE IMAGEM FIGURA 3.14: EXEMPLO DE ACOPLAMENTO DE CONTROLE FIGURA 3.15: EXEMPLO DE ACOPLAMENTO COMUM FIGURA 3.16: EXEMPLO DE ACOPLAMENTO DE CONTEÚDO FIGURA 3.17: EXEMPLO DE COESÃO FUNCIONAL FIGURA 3.18:EXEMPLO DE COESÃO SEQUENCIAL FIGURA 3.19: EXEMPLO DE COESÃO COMUNICACIONAL FIGURA 3.20: EXEMPLO DE COESÃO PROCEDURAL FIGURA 3.21: EXEMPLO DE COESÃO TEMPORAL FIGURA 3.22: EXEMPLO DE COESÃO LÓGICA FIGURA 3.23: EXEMPLO DE COESÃO COINCIDENTAL FIGURA 3.24: ESTRATÉGIA PARA IDENTIFICAÇÃO DOS TIPOS DE COESÃO FIGURA 3.25: EXEMPLO DE UM DIAGRAMA COM DIVISÃO DE DECISÃO FIGURA 3.26: EXEMPLO DE UM DIAGRAMA SEM DIVISÃO DE DECISÃO FIGURA 3.27: FORMATO DE UM MODELO INPUT-DRIVEN FIGURA 3.28: FORMATO DE UM MODELO OUTPUT-DRIVEN FIGURA 3.29: FORMATO DE UM MODELO BALANCEADO FIGURA 3.30: EXEMPLO DE UM MODELO COM ALTO FAN-OUT FIGURA 3.31: EXEMPLO DE UM MODELO COM ALTO FAN-IN FIGURA 3.32: EXEMPLO DE DFD COM A IDENTIFICAÇÃO DO CENTRO DE TRANSFORMAÇÃO FIGURA 3.33: EXEMPLO DE UM DEM DERIVADO A PARTIR DE UM DFD FIGURA 3.34: EXEMPLO DE UM DEM DERIVADO A PARTIR DE UM DFD FIGURA 3.35: EXEMPLO DE DFD COM LIGAÇÕES ENTRE PROCESSOS VIA DEPÓSITO DE DADOS FIGURA 3.36 FIGURA 3.36: EXEMPLO DE UTILIZAÇÃO DE ANÁLISE DE TRANSAÇÃO 12 12 13 14 15 15 16 17 18 18 19 21 21 22 23 24 25 26 27 28 29 29 30 30 33 34 35 36 37 38 39 41 42 43 44 44

III

A outra ferramenta é o diagrama de estruturas que ilustra a segmentação de um sistema em módulos mostrando a sua hierarquia. em um plano de implementação através da automação eletrônica. provenientes da fase de Análise. 5) Oferece um conjunto de critérios para avaliar a qualidade de um dado projetosolução com respeito ao problema a ser resolvido. INTRODUÇÃO 1. e pela organização dessas “caixas pretas” em uma hierarquia conveniente para aimplementações computadorizadas. mas de ser usado na organização dos pensamentos dos programadores antes da codificação. organização e comunicação. A vantagem do uso do diagrama de estruturas. Projeto estruturado é uma abordagem disciplinada de projeto de sistemas computadorizados. O projeto estruturado é uma das respostas para as falhas do passado. possuindo cinco aspectos: 1) Permite que a forma do problema guie a forma da solução.Projeto Estruturado de Sistemas 1. passando a levar em consideração o hardware e software com todas as suas limitações. O pseudo código é uma linguagem de especificação informal que não tem a intenção de ser executado em uma máquina. para tornar os sistemas de fácil compreensão. deixa-se de ter a tecnologia perfeita. 4) Oferece um conjunto de estratégias para desenvolver o projeto da solução de uma declaração bem definida do problema. 3) Utiliza ferramentas. uma atividade que no passado foi notoriamente acidentada e cheia de problemas. Apesar de ser uma ferramenta da programação estruturada ela se torna muito útil na especificação das rotinas detalhadas a serem executadas pelas caixas pretas. que é a principal ferramenta do projeto estruturado. estão no fato desta ferramenta ser: • gráfica • particionável • rigorosa mas flexível • entrada usual para a implementação estruturada • documentação do sistema 1 . Nesta fase.1 Proposta para o Projeto Projeto Estruturado de Sistemas é a atividade de transformação das necessidades do usuário. Para tornar fácil o entendimento o Projeto Estruturado se utiliza basicamente de duas ferramentas principais: O pseudocódigo e o Diagrama de Estruturas. 2) Procura a resolução da complexidade dos grandes sistemas através da segmentação de um sistema em “caixas pretas”. especialmente gráficas.

Projeto Estruturado de Sistemas • um auxílio para a manutencão e modificações Qualquer informação que não puder ser descrita pelo diagrama de estrutura pode ser suprida por pseudo código ou por alguma outra descrição de módulos do gráfico de estrutura. ou seja em sistemas de médio porte em diante. É interessante citar que o projeto estruturado entra em cena aonde a programação estruturada sai. Além do mais. a fase de Projeto procura prover os sistemas de facilidades para: • • • • construção testes modificações entendimento 2 .

inflexíveis e de difícil manutencão.2 Principais sintomas de um projeto inadequado Abaixo são apontadas os principais sintomas de um projeto inadequado: • • • • • • • inadministráveis. 3 . qualquer combinação dos itens acima. não confiáveis.Projeto Estruturado de Sistemas 1.2. ineficientes. insatisfatórios e improdutivos.2 Os fundamentos do projeto 1.1 Contexto do Projeto Geralmente as sete fases de um sistema clássico são: • • • • • • • reconhecimento do Problema estudo de viabilidade análise projeto implementação testes manutenção 1. insatisfatórios.2.

4 .devido ao tempo gasto em acesso a discos ser muito maior do que operações na CPU. temos: • • • • tempo de processamento memória ocupada through-put .dados processados por unidade de tempo tempo de resposta Dentre os fatores que afetam o desempenho. 1. deve-se prover o sistema de mecanismos que minimizem este tempo.3. 1. software e pessoal disponíveis.2 Manutenibilidade Deve-se projetar o sistema de forma a permitir facilidades de alteração devido a: • erros do sistema • novas necessidades do usuário • alterações do ambiente Verifica-se que os sistemas mais fáceis de alterar são aqueles construídos de forma modular.3 Critérios de Qualidade do Projeto 1.3.3. Como parâmetros de avaliação da Performance. e com baixo grau de interdependência ou acoplamento entre os mesmos. com cada módulo desempenhando funções bem definidas e coesas. empregando-se organizações de arquivos adequadas.Projeto Estruturado de Sistemas 1.3 Performance Performance está diretamente relacionada ao uso otimizado dos recursos de hardware. temos: • deficiência do projeto de interface • tempo de acesso a discos e periféricos .1 Completeza O Projeto não deve perder nada do que foi identificado na fase de análise como requisito essencial.

deve-se ter cuidado na escolha da implementação de funções batch/on-line. ter de seis a oito caracteres e devem ser trocadas periodicamente. atualizações de grande volume de dados em banco de dados.cpf . Como tipos de ameaças a segurança temos: • infiltração intencional .3. estes códigos de autenticação nunca devem ser expostos no terminal. o sistema deve identificar usuário e terminal. espera de processamentos longos e respostas de consulta.para validar a identificação inicialmente informada (password. identidade ou matrícula • código de autenticação . Além disso. • processos longos em horário de pique .em arquivos grandes e de muita utilização. 1. As telas devem ser padronizadas para menu. Cada usuário deve possuir um único e pessoal: • código de identificação . irradiações • acidentes .roubo. etc).deve-se evitar ao máximo a execução de processos batch de longa duração durante o horário de pique. Passwords devem ser secretas. falha de software Para controle de acesso ao ambiente. Cuidados com lay-out de telas e relatórios devem ser observados. sabotagem. restringindo as operações conforme a necessidade. consulta. 1. grampeamento • infiltração não intencional . ou particionamento do mesmo gerando um arquivo atual e um histórico.3.Projeto Estruturado de Sistemas • falta de reorganização de arquivos . tais como transferência de grandes arquivos. As teclas de função válidas em cada tela devem ser indicadas explicitamente. cartão magnético. entradas de parâmetros.5 Interatibilidade Corresponde a facilidade do usuário em interagir com o sistema.erro do usuário. voz. digital. Para tal.4 Segurança Deve-se prover mecanismos para evitar acessos indevidos ao sistema. e deve ser limitado o número de tentativas seguidas sem sucesso de um usuário.linhas cruzadas. falha de hardware. Telas devem ser providas de: • data 5 . atualização. deve-se verficar a possibilidade de limpezas periódicas.

6 Confiabilidade Confiabilidade está relacionada a redução do risco de interrupção no fluxo normal de processamento das informações causadas por: • indisponibilidade de acesso . • perda da integridade das informações Como medidas para aumentar a confiabilidade temos: • restrições de integridade que podem ser feitas via programa ou definidas no próprio SGBD. ou por grupos de campos. Mecanismos de recuperação de falhas devem ser utilizados de acordo com o nível de confiabilidade da aplicação. quando este possui esta facilidade.3. Este recurso permite que os usuários através de um mneumônico de uma aplicação. tenham acesso a mesma sem a necessidade de navegação pelas telas. 1.3. • crítica a entrada de dados.Projeto Estruturado de Sistemas • identificação do usuário • código da tela • identificação da operação referente a tela • área de menu de opções e entrada de dados • área de mensagens de erro relativos às operações • área de mensagens interativas com o decorrer da operação A crítica de campos pode ser feita campo a campo. • programas de acertos que geram ajustes.o sistema não oferece o serviço no tempo estipulado ou desejado. estornos. Linha de comando deve ser utilizada principalmente para sistemas com um alto nível hierárquico de telas. tais como back-up e Log.7 Economia O custo do projeto deve ser balanceado de acordo com: • custo da tecnologia. • custo operacional. tela cheia. Mensagens de erro devem ser padronizadas e devem deixar claro qual foi o erro. 1. • custo de construção e manutenção 6 . se necessário. cancelamentos ou correções. e a indicação do campo. Deve-se prover DEFAULTS para entradas padrões e utilização de teclas para acesso a tabelas em campos codificados.

a implementação em um processador único pode ser ou não a mais barata. Por 7 . ser alocadas a processadores.1. maximizar a confiabilidade.1 Modelo de Processador As atividades essenciais identificadas na fase de análise. Dentre as possíveis opções. bem como as atividades adicionais necessárias devido a limitação da tecnologia. Desta forma. • eficiência: a utilização de mais de um processador pode levar a um melhor tempo de reposta bem como permitir a execução paralela de atividades. Como a comunicação entre processadores é mais lenta que a comunicação entre processos no mesmo processador.Projeto Estruturado de Sistemas 2. o projetista deve tentar agrupar processos e depósitos que tenham alto grau de comunicação em um mesmo processador. 2. • pode ainda ser escolhida uma opção intermediária entre as duas citadas anteriormente.1 Modelo de Implementação do Sistema O Modelo de Implementação de Sistemas subdivide-se em um Modelo de Processador e um Modelo de Tarefa. O Modelo de Implementação do Sistema e o Modelo de Implementação de Programas. em tempo de projeto. o empacotamento de atividades e dados pode levar a uma distribuição de atividades essenciais e/ou containers por mais de um processador. Esta opção é conhecida como solução mainframe. FASES DO PROJETO Dois modelos são utilizados nas fases de projeto. repetição de atividades essenciais e/ou containers em mais de um processador. Esta solução costuma ser chamada de solução distribuída. verifica-se: • todo modelo essencial alocado a um único processador. devem. • principais funcionalidades de um diagrama nível 0 de um DFD serem alocadas a diferentes processadores. com o objetivo de minimizar custos. Os principais problemas encontrados são: • custo: dependendo da natureza do sistema. 2. ou mesmo.

tais como geração de histórico. Volume Estimado Frequên Processa cia dor 300/dia P1 Figura 2. no formato da Figura 2. Como forma de auxílio para a montagem do modelo de processador. Evento Processo Arquivos Lógicos venda vendedor item - vendedor efetua 3. • segurança: por questões de segurança.1. com as atividades essenciais acrescida das atividades tecnológicas. o projetista pode decidir por configurações que permitam que parte de um sistema fique disponível ainda que outras partes estejam inoperantes.1: Lista de Atividades para o Modelo de Processador 8 .2 uma venda . bem como cópia de processos e dados em vários processadores. definição de perfil de usuário. a comunicação entre processadores pode ser proibitiva pelos mesmos motivos. etc.Projeto Estruturado de Sistemas outro lado. Pode-se utilizar processadores de reserva. pode ser necessário a alocação de alguns processos e dados em processadores localizados em áreas protegidas. Por outro lado. • confiabilidade: em função da confiabilidade. deve-se verificar uma possível ineficiência na comunicação entre os processadores. é sugerida a montagem de uma lista.

Ao final do empacotamento tem-se a lista de tarefas por processadores. Processador: Evento Processo Tarefa: Atividade(s) Tipo: Classe do Usuário Figura 2. A estratégia de agrupar atividades em tarefas consiste em verificar a forma de utilização do sistema.2 Modelo de Tarefa A partir do Modelo de Processador. Como forma de auxílio para a elaboração do Modelo de Tarefas.2: Lista de Tarefas para o Modelo de Tarefas 9 .Projeto Estruturado de Sistemas 2. e o tempo de resposta esperado para cada atividade. Deve-se entender como tarefa uma atividade independente e assíncrona.2. deve-se fazer o empacotamento das atividades em tarefas “on-line”.1. “batch” e “real time”. é sugerida a utilização da lista da figura 2. O sistema operacional é responsável pelo gerenciamento de uma ou mais tarefas em um processador.

também conhecido como DEM.Projeto Estruturado de Sistemas 2. Existem diversas propostas para chegar a uma estrutura de software hierárquica. O Diagrama de Estrutura Modular. o objetivo é organizar o sistema em programas. Cada programa consiste em uma hierarquia composta por várias hierarquias menores.2 Modelo de Implementação de Programa Neste fase. onde destaca-se o Diagrama de Estrutura Modular proposto por Page-Jones que enfatiza a decomposição hierárquica de uma atividade em módulos individuais que sejam reutilizáveis. 10 . é descrito em detalhes no próximo capítulo.

a interface de um módulo deve precisar somente das informações necessárias para que o mesmo complete a tarefa. Assim. o modelo procura atingir os seguintes objetivos: • precisão . 11 .os módulos devem ser projetados de tal forma que possam ser utilizados em mais de uma aplicação. módulos podem utiilizar-se de outros módulos e depender destes para realizar as tarefas esperadas sem se preocupar como devem ser realizadas tais tarefas. mais difícil será a manutenção dos mesmos. • extensibilidade . e a função desempenhada pelo módulo não deve gerar nenhum “efeito colateral” inesperado. Uma vantagem da obediência deste princípio é a facilidade de depuração. Um módulo sólido não propaga erros. pois quanto mais interfaces tiverem uns com os outros. DIAGRAMA DE ESTRUTURA MODULAR 3. • clareza .os módulos devem ser de tal forma que possam ser facilmente adaptados a novas utilizações. tornando-o mais fácil de ser reutilizado. os princípios descritos a seguir devem ser considerados: • ocultar informações .as interfaces devem ser feitas de forma que todas as informações pertinentes sejam claramente especificadas no código fonte.um módulo deve fazer exatamente o que se espera dele.módulos devem ser construídos de tal forma que uma nova funcionalidade possa ser adicionada sem a necessidade de se refazer o serviço. Este princípio limita as ligações que um módulo tem com uma aplicação em particular. • pequenas interfaces .o funcionamento interno de um módulo deve estar oculto aos outros módulos. Para isso.Projeto Estruturado de Sistemas 3. Com estratégia para alcançar os objetivos mencionados. • facilidade de adaptação . • interfaces explícitas . • solidez . • poucas interfaces .1 Introdução Uma das principais finalidades do DEM é possibilitar a criação de sistemas que sejam mais confiáveis e de fácil manutenção.capacidade de um módulo manipular corretamente situações inesperadas.um módulo deve ser dedicado a uma finalidade bem definida. • reutilização .um módulo deve interagir com outros o mínimo possível.

A: Simbologia de representação de Módulo O nome do módulo deve corresponder a declaração de uma função.1.B: Simbologia de representação de Módulo Pré-Definido 12 . 3.1 Módulo “É o elemento separadamente endereçável em um sistema” “É a menor parte do sistema que realiza uma função completa independente de outras funções” “É um conjunto de instruções de um programa que pode ser chamado por um nome.2 Componentes do DEM A seguir serão apresentados os principais componentes do DEM e suas características sintáticas.2. módulos já existentes que são reutilizados.2 apresenta a simbologia para um módulo prédefinido. isto é. sendo normalmente formado por um verbo indicando uma ação. sendo ideal para que os outros módulos sejam uma caixa preta” A simbologia utilizada para representar um módulo é ilustrada na Figura 3. Validar CPF Figura 3. Calcular Salário Líquido Figura 3. Pode-se utilizar em um modelo módulos já pré-definidos. A figura 3.Projeto Estruturado de Sistemas 3.

C: Hierarquia de Módulos 13 .Projeto Estruturado de Sistemas 3.3. A B Figura 3. O módulo A chama o módulo B que executa sua função e retorna ao módulo A.2.2 Hierarquia de Módulos A hierarquia entre os módulos é representada na Figura 3.

corresponde a uma seleção ou decisão. • condicional . o módulo B é ativado através de uma chamada embutida na implementação do módulo A.4. A ativação de um módulo subordinado é determinada por uma condição embutida na implementação do módulo superior. A figura 3.4 ilustra uma outra hierarquia entre módulos: A B G H C F I J D E Figura 3. Na figura 3.D: Exemplo de uma Hierarquia entre Módulos A chamada de um determinado módulo pode ser: • incondicional .o módulo subordinado sempre será ativado pelo seu superior.Projeto Estruturado de Sistemas Já a figura 3.5 ilustra a simbologia referente a ativação condicional. 14 .

em função de uma condição.E: Chamada condicional de Módulos • repetitiva .6 apresenta uma ativação repetitiva. A B C Figura 3. A figura 3.F: Chamada repetitiva de Módulos 15 .Projeto Estruturado de Sistemas A B C Figura 3.um módulo subordinado pode ser ativado pelo seu superior mais de uma vez.

• Eferente . 16 .envia informação para seu subordinado de cima para baixo. • Coordenador .7 ilustra a simbologia utilizada para representar no diagrama os dados e controles que fluem entre os módulos. faz algum tipo de transformação e retorna uma nova informação ao seu superior. não tendo relevância para o mundo externo.G: Tipo de parâmetros entre Módulos 3. CPF indica um fluxo de dado.envia informação para seu superior de baixo para cima.recebe informação de seu superior.corresponde a informações não existentes no mundo real. • Transformador . já EOF (“end of file”) corresponde a um controle. CPF EOF Figura 3.2. A Figura 3. Os possíveis tipos de parâmetros são: • dado . Desta forma.corresponde a informações existentes no mundo real. apenas para o funcionamento do sistema A figura 3. passa algumas informações denominadas de parâmetros da chamada.8 ilustra os diferentes tipos de módulos.3 Tipos de Módulos Os módulos dividem-se em quatro tipos básicos. um módulo pode tanto receber quanto passar parâmetros.Projeto Estruturado de Sistemas Quando um módulo ativa outro módulo. ou seja fazem parte do problema • controle . determinados pela direção do fluxo dos dados: • Aferente .coordena a comunicação de seus subordinados.

9 ilustra os dois tipos de conectores.Projeto Estruturado de Sistemas Módulo Eferente Módulo Aferente Módulo de Coordenação Módulo de Transformação Figura 3. O conector minimiza o emaranhado de traços. 17 .2. A figura 3.4 Conector Conector é utilizado para representar módulos repetidos ou referenciar módulos localizados em páginas diferentes.H: Tipos de Módulos 3.

I: Simbologia para Conectores A figura 3. O conector ODC (obter detalhe cliente ) referencia um módulo localizado em outra página do modelo (figura 3. que faz referência ao módulo obter data corrente.Projeto Estruturado de Sistemas Conector de página Conector para uma mesma página Figura 3.11). Controlar Contas Cliente data-corrente dados conta EOF Obter Dados da Conta conta-atrasada Obter Data Corrente Processar Conta não Paga atraso-pequeno atraso-demasiado ODC DH Gerar Aviso Gentil atraso-grande Gerar Advertência Gerar Tratamento Legal Obter Data Corrente DH DH DH Figura 3. Note que o módulo obter data corrente é pré-definido. Para deixar o modelo mais “limpo”. que é subordinado a mais de um módulo.J: Exemplo de parte de um modelo 18 . é utilizado o conector DH.10 ilustra um exemplo de parte de um modelo.

2.Projeto Estruturado de Sistemas ODC Obter Detalhe Cliente Figura 3. • lógica interna do módulo.K: Exemplo do uso de Conector de Página 3.5 Especificação de Módulos É a forma de definir o funcionamento interno de cada módulo. e sua especificação deve conter: • função. Esta lógica pode ser expressa de forma genérica (o que fazer) ou de forma detalhada através de pseudo-código (como fazer). • entradas e saídas. 19 .

a ligação de dados é inevitável. e não é crítica desde que mantidas as taxas mínimas. Deve-se tomar cuidado com o chamado dado migrante (um grupo de informações que vagueia pelo sistema). Uma vez que os módulos têm que se comunicar. O que se deseja são módulos de baixo acoplamento para diminuir o máximo possível o efeito em cadeia quando um módulo for alterado. Os tipos de Acoplamento são: • • • • • Dados Imagem Controle Comum Conteúdo • Acoplamento de Dados Corresponde a comunicação de dados necessária entre módulos.Projeto Estruturado de Sistemas 3.12 ilustra um Acoplamento de Dados.3. indesejável e sem sentido para a maioria dos módulos pelos quais passa. Gerar Guia de IPTU área valor-taxa Calcular Taxa 20 .3 Critérios de Qualidade do DEM 3.1 Acoplamento O Acoplamento mede o grau de interdependência entre os módulos do diagrama. A figura 3.

A figura 3.13 ilustra um exemplo de Acoplamento por Imagem. Este tipo de Acoplamento tende a fornecer mais dados do que o necessário a um módulo.M: Exemplo de Acoplamento de Imagem • Acoplamento de Controle Dois módulos são acoplados por controle se um passa um grupo de dados (controle) para o outro para controlar sua lógica interna.Projeto Estruturado de Sistemas Figura 3. 21 .L:Exemplo de Acoplamento de Dados • Acoplamento de Imagem Dois módulos apresentam Acoplamento por Imagem se eles fazem referência a uma mesma estrutura de dados. A figura 3. Calcular Valor Aluguel registro aluguel custo combustível valor registro aluguel aluguel Obter Aluguel do Carro Calcular Gasto de Combustível Figura 3.14 ilustra um Acoplamento de Controle.

• Acoplamento Comum Dois módulos possuem Acoplamento Comum quando fazem referência a uma área global de dados (ex. porém o segundo exemplo exige que o módulo que enviou o controle (validar pedido) conheça o outro módulo. 22 .15 apresenta um exemplo de Acoplamento Comum.Projeto Estruturado de Sistemas Gerar Folha Pagamento Validar Pedido CPF FLAG tipo-erro Validar CPF Imprimir Mensagem Erro Figura 3. o acoplamento não é tão crítico uma vez que o controle indica uma validação. A figura 3.N: Exemplo de Acoplamento de Controle No primeiro exemplo. Working Storage Section da linguagem Cobol).

• Acoplamento de Conteúdo Dois módulos apresentam Acoplamento de Conteúdo (ou patológico) se um faz referência ou desvia a sequência de instruções para o interior de um outro módulo (GO TO). programas com muitos dados globais são de difícil entendimento.16 ilustra um exemplo de Acoplamento de Conteúdo.O: Exemplo de Acoplamento Comum Este tipo de Acoplamento não é desejável pois: um erro em uma área global pode se propagar por diversos módulos. fica difícil descobrir que módulos devem ser alterados quando um dado é modificado. 23 . Tal Acoplamento torna o conceito de caixas-pretas sem sentido.Projeto Estruturado de Sistemas Obter dados Peça Quantidade Retirada Nome Peça Atualizar Estoque Quantidade Atual Estoque de Peças Figura 3. A figura 3.

2 Comparação dos Tipos de Acoplamento Os tipos de Acoplamento especificados abaixo são apresentados em ordem descrescente (do melhor para o pior tipo). Dados Imagem Controle Comum Conteúdo 24 . P1. Efetuar desconto <instruções> Módulo B Figura 3.P: Exemplo de Acoplamento de Conteúdo 3.3.Projeto Estruturado de Sistemas Módulo A <instruções> Valor = Valor * percentual Se Valor > 1000 GO TO P1 Fim-se <instruções> <instruções>.

Os tipos de Coesão são: • • • • • • • Funcional Sequencial Comunicacional Procedural Temporal Lógica Coincidental • Coesão Funcional Um módulo apresenta Coesão Funcional quando suas funções internas contribuem para a execução de uma e apenas uma tarefa relacionada ao problema. A figura 3. pois isto levaria a um forte acoplamento entre eles.17 ilustra módulos com Coesão Funcional.Q: Exemplo de Coesão Funcional 25 . Deseja-se módulos altamente coesos.3. Por outro lado. cujos elementos são relacionados um com os outros. Ter certeza de que todos os módulos têm boa coesão é a melhor forma de minimizar o acoplamento.3 Coesão Coesão mede a intensidade da associação funcional dos elementos de um módulo. Num-Conta Obter Nome Cliente Nome Cliente Num-Conta Dados Empréstimo Obter Dados Empréstimo Figura 3.Projeto Estruturado de Sistemas 3. os elementos de um módulo não devem ser fortemente relacionados com os elementos de outros módulos.

A figura 3. ou seja. • Coesão Comunicacional Um módulo possui Coesão Comunicacional quando suas funções internas estão relacionadas por utilizarem as mesmas informações. que os dados de saída de uma atividade sirvam como dados de entrada para a próxima.18 ilustra um módulo com Coesão Sequencial. No exemplo. verificase que exibir consulta executa duas atividades bem distintas e que poderiam ser representadas pelos módulos: obter registro exibir dados Num-Conta Exibir Consulta Figura 3.R:Exemplo de Coesão Sequencial Um módulo com Coesão Sequencial caracteriza-se por ser de fácil manutenção porém de baixa reutilização. Nesta situação o módulo fornece mais informações que o necessário.Projeto Estruturado de Sistemas • Coesão Sequencial Um módulo apresenta Coesão Sequencial quando suas funções internas estão envolvidas em atividades de tal forma. pois contém atividades que são utilizadas juntas. no entanto.19 ilustra um módulo com Coesão Comunicacional. Este fluxo estabelece uma sequência de execução das funções. No exemplo Obter Detalhes Cliente recebe um mesmo parâmetro de entrada Num-Conta e executa duas atividades distintas que poderiam ser representadas pelos módulos: 26 . A Figura 3. não se pode caracterizar o conjunto delas como uma única tarefa. utilizam a mesma entrada ou mesma saída.

pois ambos contém atividades organizadas em torno dos dados do problema original. A principal diferença entre eles é que um módulo sequencialmente coeso opera como uma linha de montagem onde suas atividades são executadas em uma ordem específica. nas quais o controle flui ( e não os dados ) de uma atividade para outra. tais como: flags. chaves. É típico também que tais módulos devolvam resultados parciais. etc.Projeto Estruturado de Sistemas obter nome cliente obter resultado empréstimo Data-Vencimento Num-Conta Saldo-Empréstimo Limite-Empréstimo Obter Detalhes Cliente Figura 3. • Coesão Procedural Um módulo possui Coesão Procedural quando suas funções internas executam atividades diferentes e não correlacionadas. Já em um módulo com coesão comunicacional a ordem de execução não é importante.S: Exemplo de Coesão Comunicacional Módulos com Coesão Comunicacional e Sequencial são semelhantes. É comum em um módulo com Coesão Procedural que os dados de entrada e saída tenham pouca relação. exceto por serem executadas em uma mesma ordem. 27 .

e sua fatoração para módulos funcionalmente coesos na parte mais a direita da figura.T: Exemplo de Coesão Procedural • Coesão Temporal Um módulo possui Coesão Temporal quando suas funções internas executam atividades que estão relacionadas apenas com o tempo (as atividades não estão relacionadas entre si). Finalizar 28 .20 ilustra o módulo Tratar Saque isolado (parte esquerda da figura) com Coesão Procedural.21 ilustra um módulo com Coesão Temporal. valor num-conta Valor valor Num-Conta numconta Tratar Saque numconta numconta Bloquear Saque valor flag Tratar Saque Verificar Limite Crédito Efetuar Saque Figura 3.Projeto Estruturado de Sistemas A figura 3. A Figura 3. A ordem de execução de atividades é mais importante em módulos procedurais do que em módulos temporais.

23 ilustra uma Coesão Coincidental. A figura 3.22 ilustra um módulo com Coesão Lógica.V: Exemplo de Coesão Lógica • Coesão Coincidental Um módulo possui Coesão Coincidental quando suas funções não possuem nenhuma correlação entre si.U: Exemplo de Coesão Temporal • Coesão Lógica Um módulo possui Coesão Lógica quando suas funções internas contribuem para atividades da mesma categoria geral. Desta forma.Projeto Estruturado de Sistemas Figura 3. módulos logicamente coesos apresentam uma interface descaracterizada. não há uma ordem específica de execução. flag reg-material reg-cliente reg-fornecedor status atualização Rotina Geral de Atualização Figura 3. 29 . A figura 3. onde a atividade é selecionada fora do módulo. nem sempre todas as funções são ativadas e a ativação das funções é decidida fora do módulo.

Projeto Estruturado de Sistemas venda nummaterial conta nomematerial saldo Calcular Saldo Validar Material Figura 3.24 mostra uma estratégia para identificar o tipo de Coesão de um determinado módulo.COMUNICACIONAL NÃO O QUE RELACIONA AS ATIVIDADES DO MÓDULO FLUXO DE CONTROLE A SEQÜÊNCIA É IMPORTANTE ? SIM 4.W: Exemplo de Coesão Coincidental 3. FUNCIONAL SIM O MÓDULO PODE SER CONSIDERADO COMO EXECUTANDO UMA FUNÇÃO RELACIONADA AO PROBLEMA NÃO DADOS A SEQÜÊNCIA É IMPORTANTE ? SIM 2.3. 1.SEQÜENCIAL 3.PROCEDURAL 5.X: Estratégia para identificação dos tipos de Coesão 30 .COINCIDENTAL Figura 3.4 Determinação do Tipo de Coesão A figura 3.TEMPORAL NÃO NENHUM DELES AS ATIVIDADES ESTÃO NA MESMA CATEGORIA GERAL ? NÃO SIM 6.LÓGICA 7.

podemos classificá-los em ordem.Projeto Estruturado de Sistemas Comparando os tipos de Coesão. como descrito abaixo ( do melhor para o pior tipo ): • • • • • • • Funcional Sequencial Comunicacional Procedural Temporal Lógica Coincidental 31 .

deve-se elaborar uma nova organização dos módulos com o objetivo de aproximar o reconhecimento da execução (figura 3.25).20. ilustra uma fatoração. • obter as vantagens modulares de um projeto top-down. Escopo de Efeito de uma Decisão: conjunto de todos os módulos cujo seu procedimento depende da decisão. Escopo de Controle: conjunto formado por um módulo e todos os seus subordinados. Fan-In.4.2 Divisão de Decisão Uma decisão é constituída de duas partes: o reconhecimento da ação a ser tomada e a execução desta ação. 3. • evitar a codificação de uma mesma função em mais de um módulo. já apresentada. 3. Fan-Out.1 Factoring Corresponde a separação de uma função contida em um módulo. • simplificar a implementação. Este separação pode ter com objetivo: • reduzir o tamanho do módulo.Projeto Estruturado de Sistemas 3.26). A figura 3. A parte referente a execução da decisão deve ser mantida o mais próximo possível da parte referente ao reconhecimento. tornando o sistema mais compreensível e permitindo modificações mais localizadas. etc. Divisão de Decisão. 32 . Sempre que esta regra for violada (figura 3. a fim de que a informação reconhecida não tenha que percorrer um longo caminho para ser processada (dado migrante). passando-a para um novo módulo. Deve-se evitar ao máximo a divisão de decisão.4. A fatoração de um módulo grande deve ser efetuada se não diminuir a Coesão e não aumentar o Acoplamento do módulo original.4 Diretrizes Adicionais do Projeto Além do Acoplamento e Coesão devemos considerar outras diretrizes dentro do Projeto tais como Factoring. • prover módulos de utilização mais genérica. É importante que o Escopo de Efeito de uma Decisão de um módulo seja um subconjunto do Escopo de Controle deste módulo.

Projeto Estruturado de Sistemas Notação Efeito A Decisão C B D E X F G Figura 3.Y: Exemplo de um diagrama com Divisão de Decisão 33 .

4. 34 . A figura 3.3 Formas de um Modelo • Input-Driven Corresponde ao modelo que realiza pouco processamento em seu lado aferente.27 ilustra o formato de um modelo Input-Driven. Esta forma não é desejável pois muitos módulos no topo do sistema estão relacionados com o formato físico da entrada.Projeto Estruturado de Sistemas Notação Efeito A Decisão C B D E X F G Figura 3. de modo que os módulos superiores lidam com dados físicos e não refinados.Z: Exemplo de um Diagrama sem Divisão de Decisão 3.

porém também é desaconselhável uma vez que módulos superiores ficam presos a condições físicas de saída.28 ilustra o formato de um modelo Output-Driven. A figura 3. 35 .Projeto Estruturado de Sistemas A B C E D F H G Figura 3.AA: Formato de um modelo Input-Driven • Output-Driven Esta forma é mais rara de se verificar.

A figura 3. No lado aferente o dado é inicialmente editado e desblocado. No lado eferente.29 ilustra o formato de um modelo Balanceado. deixando de depender da forma de entrada no sistema.BB: Formato de um modelo Output-Driven • Balanceado Ocorre quando os módulos superiores lidam com dados de natureza lógica e não física.Projeto Estruturado de Sistemas A B G I C F H D E Figura 3. 36 . o dado é independente de qualquer formato especial de saída desejado pelo usuário.

é necessário um número artificial de mensagem para acessá-la.4.4 Informações de Erro Erros devem ser relatados pelo módulo que os detectou e que conhece sua natureza.5 FAN-OUT e FAN-IN 37 . 3.CC: Formato de um modelo Balanceado 3.Projeto Estruturado de Sistemas A B G H C F I J D E Figura 3. é mais fácil evitar mensagens duplicadas. a codificação não fica tão compreensível. Mensagens de erro juntas em um módulo tem as seguintes vantagens e desvantagens: • • • • é mais fácil de manter o texto e o formato da mensagem.4.

Existem duas regras para restringir o FAN-IN: • módulos com FAN-IN devem ter coesão funcional. A Figura 3. ou no mínimo coesão comunicacional ou sequencial.31 apresenta um modelo com alto FAN-IN. Para corrigir um alto FANOUT pode-se utilizar o Factoring de módulos. Um alto FAN-IN acarretando reutilização de módulos. • a interface deve ter os mesmos números e tipos de parâmetros.Projeto Estruturado de Sistemas FAN-OUT corresponde ao número de subordinados imediatos de um módulo.30 ilustra um modelo com um alto FAN-OUT. Deve-se limitar o FAN-OUT de um módulo em torno de sete. A B G H J K L M Figura 3. 38 .DD: Exemplo de um modelo com alto FAN-OUT FAN-IN corresponde ao número de módulos superiores de um módulo. A Figura 3.

EE: Exemplo de um modelo com alto FAN-IN 39 .Projeto Estruturado de Sistemas A B G H J I Figura 3.

40 . São elas: • Análise de Transformação • Análise de Transação 3.34 apresenta um novo diagrama onde o módulo “chefe” não corresponde a nenhum processo do DFD. Se há um bom candidato para chefe no Centro de Transformação Então escolha o chefe e deixe os demais subordinados a ele Senão promova um novo chefe.5 Estratégia para Derivar o DFD para o DEM A passagem da especificação produzida na fase de análise para a fase de projeto é feita através de duas estratégias. Esta estratégia baseia-se em: Passo 1: identificar o ramo aferente. Passo 2: considerar cada processo como um módulo e adotar o algorítmo a seguir para escolha do módulo de mais alto nível da hieraquia (escolha do chefe).1 Análise de Transformação A Análise de Transformação é aplicada no nível do DFD que apresenta ligação direta entre processos através de fluxos de dados. onde : • ramo aferente corresponde aos elementos considerados como entradas.Projeto Estruturado de Sistemas 3. Já a figura 3.32 apresenta um DFD já com a identificação do centro de transformação. utilizadas de acordo com as características dos DFDs a serem transformados. • ramo eferente corresponde aos elementos já alterados para a saída.5. A figura 3. o ramo eferente. • ramo de transformação corresponde a fase em que os dados passam de aferente para eferente.33 ilustra a derivação para o DEM a partir da escolha do processo P4 como “chefe”. A figura 3. e o centro de transformação do nível do DFD. considere o centro de transformação como uma única bolha do DFD e subordine a transformação central e cada ramo aferente e eferente ao novo chefe.

Projeto Estruturado de Sistemas A D P1 P3 F P4 H P6 K B G E J I L P2 P5 P7 C Figura 3.FF: Exemplo de DFD com a identificação do centro de Transformação 41 .

GG: Exemplo de um DEM derivado a partir de um DFD 42 .Projeto Estruturado de Sistemas P4 P3 P5 P6 P1 P2 P7 Exibir K Obter A Obter B Obter C Exibir L Figura 3.

• utilizar um módulo para selecionar a transação desejada.5. adicionar módulos de manipulação de erros.2 Análise de Transação A Análise de Transação é aplicada no nível do DFD que apresenta ligação de processos via depósito de dados. 3. efetuar factoring. 43 . checar critérios de projeto.HH: Exemplo de um DEM derivado a partir de um DFD Passo 3: Prover o diagrama de novas capacidades: • • • • adicionar módulos de leitura e/ou gravação. • para cada módulo individual aplicar Análise de Transformação ou Análise de Transação.Projeto Estruturado de Sistemas CHEFE P3 P4 P1 P2 P5 P6 Obter A Obter B Obter C P7 Exibir K Exibir L Figura 3. se houver explosão do mesmo. A aplicação da Análise de Transação deve seguir os seguintes passos: • selecionar como módulo raíz o processo que originou o nível em análise.

Projeto Estruturado de Sistemas A figura 3.II: Exemplo de DFD com ligações entre processos via depósito de dados PX transação Obter Transação P1 P2 P3 Figura 3. Diagrama Nível X EXT1 f1 f2 f3 f7 EXT3 P1 P3 f6 dep2 dep1 dep3 f4 P2 f5 EXT2 Figura 3.36.JJ Figura 3.35 ilustra um DFD que após a aplicação da Análise de Transação resulta o diagrama da figura 3.36: Exemplo de utilização de Análise de Transação 44 .

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