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MEDITAÇÃO JUDAICA – ARYE KAPLAN

RESUMO FEITO POR SANDRO LUIZ MAURO DOS REIS

CAPITULO 1 – O QUE É MEDITAÇÃO

Genericamente, é uma forma controlada de pensar. Controlar a mente, parar de pensar, é um processo bastante difícil para o iniciante
desta prática. Uma das técnicas para controle da mente é a de evocar uma imagem específica e retê-la.

CAPITULO 2 – POR QUE MEDITAR?

Para que possamos enxergar com nitidez a beleza de todas as coisas. Outra meta da meditação é a de remover as interferências de nosso
campo de visão, ou seja, a de aumentar nossa atenção e percepção. Há duas maneiras para se conseguir este intento: aquietar as partes da mente
não concentradas na experiência imediata, processo mais simples, e um segundo processo mais complexo, o de aumentar o foco mental sobre a
experiência. Estes dois processos, na verdade, são interligados.

A busca de respostas para o sentido da vida por exemplo, também é uma das metas da meditação.

Um dos usos mais potentes da meditação é o de alcançar uma consciência do espiritual. Em muitas tradições religiosas, inclusive no
judaísmo, o maior objetivo da meditação é o de desgarrar-se do “self”, do ego e do antropomorfismo para se alcançar a mais alta experiência espiritual
por meio da meditação: a experiência de Deus.

CAPITULO 3 – TECNICAS

Existem 3 formas de classificar as meditações: visual ou verbal, estruturada ou não estruturada, dirigida para dentro ou para fora

A meditação verbal, quando se usa uma frase repetidamente, é chamada mantra, na tradição oriental.

A meditação não estruturada e dirigida para dentro é a mais valiosa como instrumento de exame da própria vida ou do sentido da vida.

A meditação estruturada e dirigida para fora é a mais usada para focalizar a mente e para experiências transcendentais.

Há outras formas de meditação, onde utiliza-se dos demais sentidos do corpo, podemos citar: meditação auditiva, olfativa, cinestésica.
Ainda há uma última forma de meditar, focalizada nas emoções.

CAPITULO 4 – ESTADOS DE CONSCIENCIA

Os dois estados de consciência mais conhecidos são o de vigília e de sono. Há sub níveis em cada um destes dois estados. Alguns estados
de consciência podem ser induzidos por drogas, porem o escopo deste livro é apenas os estados de consciência auto induzidos.

Há um estado de consciência que podemos chamar de “mergulhado” na questão ou problema, onde o corpo, a energia física e a mente,
estão totalmente focadas em determinada questão. Há um outro estado onde o corpo e a mente estão completamente relaxados e a mente, por si
só, vaga livremente e, por fim, dirige-se à resolução da questão. A meditação mântrica é tida como deflagradora da “resposta de relaxamento”. Esta
técnica, apesar de relaxar o corpo, eleva a atividade mental.

CAPITULO 5 – MEDITAÇÃO JUDAICA

Pode-se encontrar, na literatura judaica antiga, várias menções à meditação. Já na literatura moderna, houve uma remoção deste termo
dos últimos 150 anos para cá, por motivo do crescimento do sentimento anti-místico. Apesar das fontes bíblica e pós bíblicas demonstrarem que a
meditação era peça central na experiência profética, isto é desconsiderado. O Midrásh e o Talmude declaram explicitamente que, no período em que
a bíblia foi escrita (ano 400 E.C.) havia mais de 1 milhão de Israelitas dedicados à prática de meditação.

CAPITULO 6 – MEDITAÇÃO MANTRICA

Mantra é um termo oriental para uma palavra repetida várias vezes seguidas, como exercício de meditação. Este tipo de meditação evoca
um relaxamento físico. É um método psicológico e muito eficaz de se conseguir remover todos os pensamentos da mente, pois com a repetição, até
mesmo a palavra ou frase do mantra não é registrada na mente.

CAPITULO 7 – CONTEMPLAÇÃO

Mais um dos tipos simples de meditação. Consiste em sentar e concentrar-se em um objeto, palavra ou ideia, deixando-a preencher a
mente.

CAPITULO 8 – VISUALIZAÇÃO

Aprender a controlar as imagens que nos vêm à mente quando estamos de olhos fechados é uma prática importante em meditação.
Quando aprendemos a controla-las e quando conseguimos retê-las no olho da mente, chamamos de técnica de Visualização.

CAPITULO 9 – O NADA

A meditação sobre o Nada é avançada, não devendo ser praticada por iniciantes.

Como o puro nada não encontra correspondente no mundo real, trata-se de uma técnica útil para atingir a proximidade com Deus. Não
deve ser praticada sozinho, para que o praticante não seja “tragado” pelo Nada, e não consiga retornar
Ao imaginarmos o Nada, devemos ter em mente que é o mais próximo que podemos chegar de uma imagem de Deus. Sem dúvida, isso
não significa que Deus é o Nada. Como não há coisa alguma na mente humana que possa ser relacionada com Deus na forma como Ele é, o Nada é o
mais próximo de uma percepção do divido que podemos alcançar.

CAPITULO 10 – CONVERSANDO COM DEUS

Esta é um tipo de meditação das mais simples, porém uma das mais poderosas dentre as encontradas na meditação judaica. Embora seja
razoavelmente difícil falar sobre Ele, é bem mais fácil falar com Ele. Como é dito pelo rabi Nachman, esta é uma prática meditativa, não uma oração.

Há muitos indícios que apontam para a semelhança entre a meditação-oração e a autoanálise e, portanto, para todos os perigos inerentes
a esta última.

CAPITULO 11 – A VIA DA ORAÇÃO

Para o judeu, a meditação é um hábito estranho, assim como a própria palavra meditação é estranha. A forma mais aceita pelos judeus de
se manter contato com Deus é por meio dos serviços diários, ou seja, orações e cultos diários. Estes serviços diários concentram-se na Amidáh, uma
oração para ser feita em pé, em silencio.

CAPITULO 12 – O RELACIONAMENTO COM DEUS

O primeiro parágrafo da Amidáh é o elemento mais importante a ser utilizado como meditação.

“Bendito” é uma expressão da imanência de Deus. O nome de Deus é substituído por Adonai, que significa “meu Senhor’, já que o
Tetragrama sagrado não pode ser pronunciado.

No início do parágrafo da Amidáh nos relacionamos com Deus de forma genérica, porem ao final do primeiro parágrafo passamos a nos
relacionar com Ele de modo inteiramente pessoal.

CAPITULO 13 – UNIFICAÇÃO

O Shemá é a oração judaica mais antiga e mais importante:

“Shemá Israel, Adonai Elohênu, Adonai Echád.” Ouve, ó Israel, Adonai é nosso Deus, Adonai é UM!

O Shemá declara que Deus é Um. Se Deus e um. Uma vez que o objetivo de Deus na Criação era fazer o bem, o único motivo da existência
do mal é aumentar a bondade do mundo

CAPITULO 14 – A ESCADA

Em hebraico, o nível menos elevado da alma é conhecido como Nefésh (origem em uma raiz que significa “descansar”); em seguida, vem
rúach (vento) e o nível neshamá (associado à respiração). Acima do nível neshamáh, temos ainda o quarto nível da alma, conhecido como Chayáh,
que significa, literalmente, “força vital”. A palavra hebraica para “vivo” é chái, equivalendo ao número dezoito (8+10), que também é o número básico
de bênçãos da Amidáh.

CAPITULO 15 – EM TODOS OS TEU CAMINHOS

O judaísmo encara mesmo o ato mais cotidiano como um meio de obter consciência de Deus. Trabalhar, comer, vestir-se, tudo pode se
transformar em um ato a serviço de Deus.

CAPITULO 16 – OS MANDAMENTOS

Os mandamentos de Deus não são atos que fazemos por conta própria para expressar nosso amor por Deus, mas atos que Deus nos
solicitou fazer como prova desse amor.

Uma vez que se trata dos mandamentos de Deus, eles estão intimamente vinculados à Sua vontade. Essa expressão da vontade divina é
tão real quanto à vontade pela qual Deus criou o Universo

CAPITULO 17 – ENTRE O HOME E A MULHER

Embora façamos referência a Deus no masculino, em Sua verdadeira essência Ele não tem sexo. Ao nos referirmos no masculino estamos
nos referindo à força masculina da Providência.

A palavra hebraica para a “Divina Presença” é Shechináh, que é um nome feminino e denota o Heh final, assim como o poder feminino da
Providência.

Homem e mulher, tem o poder de fazer algo semelhante a Deus, a saber, criar a vida.

Em um nível físico, tem o poder de gerar uma criança, em um nível espiritual, a união das forças masculina e feminina da Criação.

CAPITULO 18 – COMO REMODELAR O SELF

Para um continuo crescimento espiritual, podemos ir mudando aos poucos e, no decorrer dos anos, teremos trabalhado em um
número relativamente grande de característica, não havendo limites para os níveis que podemos alcançar.