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COLÉGIO SÃO FRANCISCO

Diabetes Mellitus

- Introdução - Diagnóstico
- Diabetes tipo 1 - Sintomas
- Diabetes tipo 2 - Tratamento
- Diabetes Gestacional - Medicamentos
- Transportadores de Glicose - Cetoacidose
- Difusão Facilitada
- Prevenção
- GLUT
- SGLT
Introdução
- Doença caracterizada pelo excesso de glicose no
sangue.
- Ocorre devido à problemas com a insulina - é o
hormônio responsável para que ocorra o transporte
de glicose para dentro das células.
- Pode evoluir com complicações oculares, renais,
vasculares, neurológicas, dentre outras.
Diabetes Mellitus tipo 1 ou insulino-dependente
- Geralmente é diagnosticada em jovens; era conhecida como “diabetes juvenil”
- Ocorre em conseqüência da destruição das células β do pâncreas por
processos auto-imunes
- 5 a 10% dos casos de diabetes.
- Usualmente, a destruição das células β leva è deficiência absoluta de insulina.

Diabetes Mellitus tipo 2


- Caracterizada por problemas nas proteínas receptoras de insulina, que são
responsáveis pela sinalização da mesma, fazendo com que a célula sintetize
GLUT, que é a proteína responsável pelo transporte de glicose para o meio
intracelular.
- Desenvolve-se freqüentemente em etapas adultas da vida e é muito
freqüente a associação com a obesidade. O acúmulo de lipídios em alguns
tecidos pode alterar a sinalização de insulina
- 90 a 95% dos casos de diabetes.
- Resistência à insulina: como o organismo não consegue absorver
adequadamente a glicose, as células β passam a produzir cada vez mais
insulina, levando à uma “exaustão” das células β.
- Diabetes Gestacional

- Embora possa ser temporária, a diabetes gestacional pode trazer danos à saúde do feto e/ou da mãe, e
cerca de 20%–50% das mulheres com diabetes gestacional desenvolvem diabetes tipo 2 mais tardiamente
na vida.
- Suas causas são explicadas pela elevação de hormônios contra-reguladores da insulina, pelo estresse
fisiológico imposto pela gravidez e a fatores genéticos ou ambientais. O hormônio lactogênico placentário
é o principal hormônio relacionado com a resistência à insulina durante a gravidez, entretanto sabe-se
que outros hormônios também estão envolvidos como o cortisol, estrógeno, progesterona e prolactina.
- Pâncreas passa a produzir mais insulina. Embora a insulina não passe pela placenta, glicose e outros
nutrientes passam, então a glicose(que está super-concentrada na corrente sangüínea materna) passa
para a corrente do bebê. Isso leva o pâncreas dele à produzir mais insulina para se livrar da glicose em
excesso, já que o bebe está absorvendo mais energia do que ele precisa, a glicose extra é armazenada
como gordura.
- O excesso de insulina no bebê pode levá-lo a ter hipoglicemia, e pode levar também a problemas
respiratórios. Esses bebês tem maior risco de se tornarem obesos e adquirir diabetes tipo 2 na sua fase
adulta.
- O tratamento para diabetes gestacional inclui dietas especificas e exercícios físicos; pode incluir
também testes diários de níveis de glicose e injeções insulina.
- Transportadores de Glicose

- É fundamental para o metabolismo energético celular.


- A glicose não pode difundir-se através dos poros da membrana, visto que seu
peso molecular é de 180, e o máximo das partículas permeáveis é cerca de
100.
- Existem dois mecanismos de transporte de glicose através da membrana
celular: transporte facilitado, mediado por transportadores de membrana
específicos (GLUT) e o co-transporte com o íon Sódio (SGLT).
✓ Difusão Facilitada
- A velocidade de transporte da glicose é aumentada pela insulina.
- A quantidade de glicose passível de se difundir para o interior da maioria das células, na ausência
de insulina, a exceção dos hepatócitos e neurônios, é insuficiente para o metabolismo energético.

✓ GLUT
GLUT 1 e 3 - transportam glicose ao cérebro, não dependem da insulina
1 - bastante presente no feto
3 - em maior quantidade num adulto
Alzheimer: redução dos transportadores 1 e 3

GLUT 2 - está presente nos hepatócitos, células β pancreáticas, mucosa intestinal e rins. Não depende
da insulina pra agir.
- uma hiperglicemia estimula a expressão de GLUT 2
- raquitismo: defeito no GLUT 2

GLUT 4 - abundante nas membranas celulares do músculo esquelético, cardíaco e tecido adiposo,
dependente da insulina, possui grande afinidade.
- lesões celulares com inflamação tecidual podem levar a uma
resistência à insulina e assim fica mais difícil absorver glicose

Existem mais 8 tipos de GLUT conhecidas.


✓ SGLT

Co-transporte de glicose juntamente com íons sódio

- Não depende da insulina.


- Proteína carregadora tem, na sua membrana externa, dois locais
de fixação, um para a glicose e outro pro sódio.
- Energia para o transporte é dada pela diferença de concentrações
do sódio intra e extracelular.
- A proteína só sofre transformação conformacional depois que
ambos estiverem ligados.
- Há dois tipos de transportadores SGLT. A absorção intestinal de glicose é mediada
pela SGLT1 onde há o co-transporte de um íon sódio para uma molécula de glicose,
esse transportador tem alta afinidade pela glicose, mas baixa capacidade. A
reabsorção renal de glicose é feita pela SGLT1 e SGLT2 esta ultima possui baixa
afinidade pela molécula de glicose, porem tem alta capacidade, realizando o
co-transporte de dois íons sódio para cada molécula de glicose.
- Diagnóstico
Critério:
A Diabetes Mellitus é caracterizada pela hiperglicemia recorrente ou persistente, e é diagnosticada ao se
demonstrar qualquer um dos itens seguintes:

Nível plasmático de glicose em jejum maior ou igual a 126 mg/dL (7,0 mmol/l) em duas ocasiões.
Nível plasmático de glicose maior ou igual a 200 mg/dL ou 11,1 mmol/l duas horas após uma dose de 75g de
glicose oral como em um teste de tolerância à glicose em duas ocasiões.
Nível plasmático de glicose aleatória em ou acima de 200 mg/dL ou 11,1 mmol/l associados a sinais e
sintomas típicos de diabetes.
- Sintomas
- Urinação Freqüente Aumento da concentração de glicose > aumenta osmolaridade >
água sai do intra vai pro meio extracelular > do extra vai pra
- Sede excessiva urina(devido à incapacidade do rim de reabsorver toda a glicose).
- Apetite aumentado
- Perda de peso Incapacidade de usar glicose, leva o organismo a utilizar
reservas de proteínas e lipídios.
- Cansaço
- Irritabilidade
- Visão borrada
- Tratamento
- A diabetes mellitus é atualmente uma doença crônica, sem cura, e sua ênfase médica
deve ser necessariamente em evitar/administrar problemas possivelmente
relacionados à diabetes.
- Um controle cuidadoso é necessário para reduzir os riscos das complicações a longo
prazo. Isso pode ser alcançado com uma combinação de dietas, exercícios e perda de
peso (tipo 2), várias drogas diabéticas orais (tipo 2 somente) e o uso de insulina (tipo 1
e tipo 2 que não esteja respondendo à medicação oral).
- Além disso, devido aos altos riscos associados de doença cardiovascular, devem ser
feitas modificações no estilo de vida de modo a controlar a pressão arterial e o
colesterol, se exercitando mais, fumando menos e consumindo alimentos apropriados
para diabéticos.
- Desidratação

Com a concentração de glicose aumentada, ela passa a não se difundir facilmente através dos poros
das membranas celulares, e o aumento da pressão osmótica nos líquidos extracelulares causa
transferência de água para fora das células, causando desidratação do meio intracelular.
Além disso, a perda de glicose na urina – causada por uma incapacidade do rim de reabsorver tanta
glicose que passa pelos túbulos – causa diurese osmótica, fazendo com que água se concentre também
na urina, causando uma desidratação no meio extracelular.

- Lesões teciduais

Devido às altas concentrações de glicose no sangue, os vasos começam a funcionar anormalmente e


sofrem alterações estruturais que resultam numa distribuição deficiente de sangue para os tecidos.
Isto, leva a um aumento do risco de ataque cardíaco, derrame, cegueira, isquemia e gangrena(falta de
suprimento nutritivo, que causa deterioração dos tecidos) nos membros.
Além disso, hipertensão(em decorrência da lesão renal) e aterosclerose(em decorrência do
metabolismo anormal de lipídios), amplificam a lesão tecidual.

- Retinopatia

A retina possui capilares que são fáceis de danificar. A alta taxa de glicose do sangue e a pressão
arterial alta por muito tempo podem danificar estes vasos.
Após alguns anos, os vasos de sangue inchadas e fracas podem formar no tecido uma cicatriz e puxar a
retina, descolando-a da parte traseira do olho. Se não tratado, pode levar à cegueira.
- Medicamentos
Classes de Drogas Agente Principal Ação

Sulfaniluréias 1ª Geração Secretor beta-pancreático


Clorpropamida - Usado em pessoas com
2ª Geraçao deficiência insulínica.
Glibenclamida; Glicazida; Clipizida;
Glimepirida

Glitinidas Repaglinida; Nateglinida Secretores beta-pancreáticos de


ação rápida.
Biguanidas Metmorfina diminui produção hepática de
glicose e aumenta a sensibilidade à
insulina.
- usado em obesos com DM2

Tiazolenedionas Rosiglitazona; Pioglitazona Mesma ação da metmorfina


- Usado em casos de
pré-diabetes como prevenção.
Inibidores da Acarbose Retarda absorção intestinal de
alfa-glicosidase(enzima presente carboidratos
na digestão de amido)
- Cetoacidose

- Uma das mais sérias complicações agudas do diabetes mellitus


Sintomas:
- Hálito cetonico
- Respiração rápida e profunda(Kussmaul)
- Poliúria(urinação freqüente)
- Fadiga
- Náusea
- Dor abdominal
- Ocorre devido a não aderência ao tratamento ou por infecção
- Corpo usa os lipídios ao invés da glicose para o metabolismo, assim
liberam cetoácidos acima do normal e as células não conseguem
oxidar todos corpos cetônicos.
- Pode levar ao coma diabético em associação com a desidratação; pode levar à
morte.
Tratamento:
- Tratar a desidratação
- Correção do déficit dos eletrólitos(principalmente do potássio)
- Correção da hiperglicemia
- Administração de insulina
- Prevenção

- Os mais beneficiados com uso de medicamentos são os intolerantes à glicose.


- Rosiglitazona reduziu em 60% a evolução da pré-diabetes para diabetes.

- Para o tipo 2:
- mudança nos hábitos alimentares;
- exercícios físicos (aeróbios);
- perda de peso;
- remédios como: metformina, acarbose...
- Mitos

1. Pessoas com diabetes não podem consumir doces.


- Mentira. Se consumidos como parte de uma alimentação planejada saudável
ou combinados com exercícios físicos, não fazem mal algum.

1. Comer muito doce causa diabetes.


- Mentira. Diabetes é causada por uma combinação de fatores relacionados à
genética e a estilo de vida. Entretanto, estar acima do peso aumenta as chances de
adquirir diabetes tipo 2.