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O Renascimento

O homem é o centro do universo. Assim se pode resumir o


pensamento que começou a se difundir entre os artistas que viveram na
Itália entre os séculos XV e XVI.
Na Europa, muita coisa já vinha se modificando: a Igreja, que até
então tinha muito poder, interferindo nas decisões políticas, se
enfraquecia; com isso, os imperadores passaram a ter mais poder. A vida
econômica também se transformava. Tudo isso gerava novas ideias, a
busca de soluções, a valorização do homem. Agora, cabia ao homem
descobrir, investigar, raciocinar, pois terminava o período em que a Igreja
pensava por todos e ameaçava com o castigo de Deus aqueles que
ousassem pensar por conta própria.
Essa valorização do homem fez renascer a arquitetura, a
literatura, a música, a pintura, a escultura e ajudou a criar uma nova visão
política. Por isso, esse período é reconhecido como “Renascimento”. Pietá,
Michelangelo, 1499.
Descobria-se a beleza física do homem e da mulher, investigava-
se sua anatomia, exercitava-se a arte de pensar, criar, imaginar, e não
apenas a habilidade técnica. Isso já ocorrera na Antiguidade, muitos séculos antes. No entanto, ficou
esquecido, adormecido nessa época que ficou conhecida como Idade Média.
Os três maiores representantes do Renascimento na Itália foram Michelangelo, Rafael e Leonardo da
Vinci, que pode ser tomado como o exemplo da vontade de descobrir, inventar, conhecer e criar que
caracterizou o período renascentista.

Principais características da pintura renascentista:


 Perspectiva: arte de figurar, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que
têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria.
 Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra. Esse jogo de
contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos.
 Realismo: o artista do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do
mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. O mundo
é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada.
 Inicia-se o uso da tela e da tinta a óleo;
 Tanto a pintura como a escultura, que antes apareciam quase que exclusivamente como
detalhes de obras arquitetônicas, tornam-se manifestações independentes;
 Surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é marcado
pelo ideal de liberdade e consequentemente, pelo individualismo.

Mona Lisa (ou La Gioconda) é uma famosíssima obra de arte feita pelo italiano
Leonardo da Vinci. O quadro, no qual foi utilizada a técnica do sfumato, retrata a figura de
uma mulher com um sorriso tímido e uma expressão introspectiva.
Em 1516, Leonardo da Vinci levou a obra da Itália para a França, quando foi trabalhar na
corte do rei Francisco I da França, o qual teria comprado o quadro. Após isso, a obra
passou por várias mãos chegando até mesmo a ser roubada. Napoleão Bonaparte, por
exemplo, tomou a obra para si. Em 1911, a obra de arte foi roubada pelo italiano Vincenzo
Peruggia, que a levou novamente para a Itália. Peruggia pensava que Napoleão havia
tomado o quadro da Itália e levado para a França, assim desejou levar novamente a obra
para sua terra natal.
Uma das grandes discussões no meio artístico é sobre a mulher representada no quadro. Muitos
historiadores acreditam que a modelo usada no quadro seja a esposa de Francesco del Giocondo, um
comerciante de Florença. Outros afirmam que seja Isabel de Aragão, Duquesa de Milão, para a qual da Vinci
trabalhou alguns anos. Para Lillian Schwartz, cientista dos Laboratórios Bell, Mona Lisa é um autorretrato de
Leonardo da Vinci. Atualmente, o quadro fica exposto no Museu do Louvre, em Paris, França. Mona Lisa é
quase que certamente, a mais famosa e importante obra de arte da história, sendo avaliada, na década de
1960, em cerca de 100 milhões de dólares americanos, lhe conferindo também, o título de objeto mais valioso,
segundo o Guinness Book.