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PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL

Inclusão e Diversidade Cultural


APRESENTAÇÃO

Prezado aluno (a),

Você está recebendo o Guia de Estudos do curso de Pós-Graduação Lato Sensu em


Psicopedagogia Institucional.
As ciências humanas estão em crise. Uma crise que vem levantando dúvidas
bastante corrosivas acerca da natureza e da cientificidade do objeto de suas
investigações, e que coloca em cheque os objetivos que tais ciências se propõem atingir. A
relação entre a psicologia como ciência constitutiva do processo educativo e a educação
como instituição cultural e como atividade psicossocial capaz de perpetuar, sistematizar ou
estabelecer modos de comportamento, vem-se tornando cada vez mais um dos alvos mais
visados pelas reavaliações que esta crise impõe. Uma crise bastante profunda à medida
que o avanço da crítica epistemológica vem mostrando uma dificuldade - outrora não
suspeitada -em se fixar limites e fronteiras entre a vertente empírica e a vertente normativa
dessas ciências. Outrora até às ciências francamente normativas, como é o caso do direito,
atribuíam-se determinantes de natureza empírica, derivados de leis universais subjacentes. É
o que ocorre de modo flagrante na hipótese de um direito natural ou de aspectos naturais
do direito. Hoje essa problemática filosófica tende a inverter.
De acordo com Antunes (2007 apud BARBOSA 2012 p. 163 – 173) a Psicologia
Educacional pode ser descrita como uma subárea da psicologia que é considerada uma
área de conhecimento a qual entendemos como corpus sistemático e organizado de
saberes científicos, produzidos de acordo com procedimentos definidos, referentes à
determinados fenômenos ou conjunto de fenômenos constituintes da realidade,
fundamentado em questões ontológicas, epistemológicas, metodológicas e éticas
determinadas. É importante considerarmos as diversas concepções, abordagens e teorias
que constituem esta área de conhecimento.
Assim podemos afirmar que a Psicologia da Educação ou Psicologia Educacional é
uma subárea de conhecimento, que tem como vocação a produção de saberes relativos
aos fenômenos psicológicos constituinte do processo educativo.
Grato,
Prof. Esp. Kellermann dos Santos
Introdução

A disciplina que estudaremos agora tem como principal objetivo informar


ao aluno e ensiná-lo a promover em seus estudos na disciplina Inclusão e
Diversidade Cultural. A globalização econômica expandiu as fronteiras de
negócio. A competitividade mais acentuada forçou as empresas a buscarem
novos mercados, implicando na necessidade de ofertar produtos que
satisfaçam as expectativas e gostos de pessoas diferentes do mercado regional
e local. Além disso, o desenvolvimento tecnológico contribuiu efetivamente
para quebrar as fronteiras organizacionais.
A facilidade de comunicação em tempo real gerou avanços sem
precedentes para o emprego de pessoas em qualquer parte do mundo para
realizar um processo de trabalho 24 horas em cadeias contínuas. As
organizações do futuro, mais que as atuais, irão operar em um ambiente de
negócio incerto, complexo e altamente competitivo.
Há um discurso da diversidade enaltecendo os benefícios de grupos de
trabalho mais heterogêneos, principalmente para conquistar segmentos
específicos de consumidores. Ng e Tung já apontavam em 1998 que o maior
desafio para empresas estadunidenses e canadenses seria enfrentar a
diversidade da força de trabalho, exigindo uma competência diferenciada dos
gestores pertencentes às empresas mais heterogêneas.
No entanto, a diversidade constitui também um paradoxo para a
realidade dessas empresas, na medida em que grupos formados por pessoas
com diferentes dimensões de diversidade estão mais propensos em gerar
conflitos intergrupais. Desafios e paradoxos fazem da diversidade um tema
complexo, por vezes polêmico, tratado de forma incipiente na literatura
brasileira. Compreender e dar respostas a esses desafios implica na
necessidade de adotar uma abordagem multidisciplinar, buscando a raiz
fenômeno no campo da psicologia social, da sociologia e da antropologia.
O Brasil possui uma formação cultural diferente de países da América do
Norte, fato a ser considerado nos estudos organizacionais. Em particular, a
textura sociocultural da realidade brasileira é complexa e multifacetada,
influenciando as organizações e a forma como são geridas (CALDAS e WOOD
Jr., 1999). Portanto, os modelos estrangeiros nem sempre demonstram a mesma
funcionalidade na realidade brasileira.

Artigo

AS POLÍTICAS DE DIVERSIDADE NA EDUCAÇÃO NO GOVERNO LULA

Moechlecke,
Sabrina

Link do artigo para leitura completa:


http://www.scielo.br/pdf/%0D/es/v22n77/7051.pdf

MOEHLECKE, Sabrina. As Políticas de Diversidade na Educação no Governo.


2009 Cadernos de Pesquisa, v.39, n.137, p.461-487, maio/ago. 2009. Disponível
em <http://www.scielo.br/pdf/%0D/es/v22n77/7051.pdf> Acesso em: 07 out.
2015.
Resumo:

Esse artigo tem como objetivo analisar, particularmente, como o Ministério da


Educação durante o governo Lula, em sua primeira gestão (2003-2006), se
posicionou diante da questão da diversidade, temática cada vez mais
presente no debate educacional brasileiro. A partir do campo das políticas
públicas, procura-se observar até que ponto a diversidade foi um princípio que
orientou a agenda do governo no período. Inicialmente, é feita uma análise
documental de programas, ações e relatórios de gestão, por meio da qual se
identificam novos arranjos institucionais no MEC, além de vinte e quatro ações
direcionadas à “diversidade”. Contudo, observam-se pelo menos três sentidos
distintos e, por vezes, contraditórios, que podem ser associados à concepção
de “diversidade”: a) a idéia de inclusão social; b) de ações afirmativas; c) de
políticas de diferença. Nota-se que, apesar de as chamadas “políticas de
diversidade” terem alcançado maior grau de institucionalização no governo
Lula, as concepções que norteiam suas ações ainda são muito díspares e
apropriadas de forma fragmentada pelas secretarias. Há evidências de
disputas internas no governo pela definição de projetos educacionais com
propostas diferentes para responder às demandas de movimentos sociais pelo
reconhecimento das diversidades.

Palavras-Chave: Diversidade– Políticas Públicas – Educação – Ação Afirmativa

III – Referências
http://www.seer.ufrgs.br/read/article/view/40623

http://www.scielo.br/pdf/%0D/es/v22n77/7051.pdf