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Contração muscular e Transmissão

Neuromuscular (acoplamento
excitação- contração)
Anatomia Fisiológica do músculo Várias fibras se organizam
para formar o músculo
esquelético.

Fibra muscular: a reunião


das fibras musculares
levaram a formação do
músculo como
conhecemos
Anatomia Fisiológica do músculo
esquelético.

Sarcolema: é a membrana
plasmática da célula muscular

Revestida por material


polissacarídeos, contendo
muitas fibras colágenas
delgadas.

Nas extremidades, o sarcolema


funde-se com fibra do tendão.
Anatomia Fisiológica do músculo
esquelético.

Cada fibra muscular é


composta por milhares de
Miofibrilas

São compostas
basicamente por dois tipos
de filamentos:
Filamento de actina e
Filamento de miosina.
Anatomia Fisiológica do músculo esquelético

Disco Z: formado por proteínas filamentosas e entre dois discos Z define-se


o Sarcômero.
Durante a contração muscular o sarcômero apresenta redução de
tamanho.
Anatomia Fisiológica do músculo esquelético

Banda A: apresenta sobreposição


entre miosina e actina Banda I: presente apenas
moléculas de actina
Anatomia Fisiológica do músculo esquelético

Moléculas de Titina conecta os filamentos de miosina aos


discos Z.
São moléculas altamente flexíveis, que atuam como molas.
O Retículo
sarcoplasmático –
retículo
endoplasmático
da célula muscular
e possui papel
central no controle
da contração
muscular.
Contração muscular
Mecanismo de contração muscular – junção
neuromuscular – Placa motora
Placa motora: trata-se do complexo formado pelos terminais nervosos
ramificando-se pela fibra muscular.

Duas visões da placa motora.


Mecanismo de contração muscular – junção
neuromuscular
Axônio terminal Goteira sináptica
Espaço sináptico
ou fenda sináptica

Fibra muscular
Mecanismo de contração muscular – junção
neuromuscular

•  Impulso nervoso
atinge o terminal do
axônio, estimulando
a abertura de canais
de cálcio
dependente de
voltagem.

•  A entrada de cálcio
na célula atraem
vesículas de
aceltilcolina, que
liberam o seu
conteúdo no espaço
sináptico por
exocitose.
Mecanismo de contração muscular – junção
neuromuscular

•  A acetilcolina
liberada se liga a
receptores
específicos
(estimulados por
ligante), levando a
estimulação dos
mesmos.
Mecanismo de contração muscular – junção
neuromuscular

•  Após desempenhar o
seu papel, a
acetilcolina é
degradada pela
ação da enzima
acetilcolinesterase
(processo principal).
Mecanismo de contração muscular – junção
neuromuscular

•  Outro processo que


pode ocorrer é o
vazamento da
acetilcolina da
fenda, onde não
desempenhar o seu
papel.
Mecanismo de contração muscular – junção
neuromuscular

•  Após a ligação da acetilcolina a


seu receptor, ocorre mudanças
conformacionais que abrem o
canal, permitindo a entrada de
sódio na célula.

•  A entrada de sódio leva a


elevação de potencial de
membrana para valores positivos
(Potencial da placa motora)

•  O valores positivos são capazes


de estimular os canis de sódio
voltagem dependente iniciando
um novo potencial de ação.
Mecanismo de contração muscular – junção
neuromuscular

Fármacos bloqueadores não


despolarizantes: atuam
inibindo o receptor pós –
sináptico.

Atuam como adjuvante de


anestesia

Fármacos derivados do curare,


tais como d-tubocurarina
(protótipo), pancurônico,
metocurina, galamina,
atracúrio, fazadínio e o
vecurônio
Mecanismo de contração muscular – junção
neuromuscular

Toxina botulínica:
Impede a
liberação de
neurotransmissores
no terminal pré-
sináptico.
Mecanismo de contração muscular – junção
neuromuscular

Os túbulos T (túbulos
transversos) são muito
pequenos e penetram na
fibra muscular de um lado
a outro.

Permitem que o potencial


de ação gerado, e
propagado pelos túbulos
estimula o retículo
sarcoplasmático a
liberarem íons cálcio,
levando a contração
muscular.

Esse processo é chamado


excitação – contração.
Mecanismo de contração muscular – junção
neuromuscular

Potenciais de ação,
estimulam os receptores
di-idropiridina, que leva a
liberação de cálcio do
retículo sarcoplasmático,
através de canais de
cálcio.

Quando não há
potencial o receptor
estimula o fechamento o
fechamento dos canais
de cálcio.
Mecanismo de contração muscular – junção
neuromuscular

Após a passagem do potencial de ação, o cálcio deve retornar ao


retículo, ação desempenhada por um bomba de cálcio (ocorre gasto
de energia, e opera contra o gradiente de concentração).
Mecanismo de contração muscular – junção
neuromuscular

Outro processo de desligamento envolve a proteína calsequestrina, que


quela o cálcio presente no sarcoplasma.
Contração muscular – Filamento de miosina

Filamento de miosina:
Possui uma cauda e
duas cabeças por
moléculas de miosina.

O Filamento se orienta
de forma que as
cabeças ficam
orientadas para fora,
podendo fazer contato
direto com os
filamentos de actina.
Contração muscular – Filamento de miosina

A cabeça da miosina
possui atividade
ATPásica, ou seja
quebra do ATP para
fornecimento de
energia para o
processo de contração
muscular.
Contração muscular – Filamento de actina

Cada filamento de actina é composto por três componentes.


-  Duas moléculas de actina F – em forma de helice.
-  Uma molécula de tropomiosina – enrrolada sobre a actina F
-  Complexo troponina – ligada ao lado dos filamentos de tropomiosina.
Contração muscular – Filamento de actina

Ao longo dos filamentos de actina F existe uma série de Sítio ativos, onde a
cabeça da miosina pode se ligar.
Contração muscular – Filamento de actina

Sem a presença de cálcio os sítios ativos na actina F estão ocluídos


pela topomiosina. Portanto, para que ocorra a ligação da miosina a
actina existe a necessidade de íons cálcio.
1) No momento que íons cálcio se ligam a troponina, ela desloca a
tropomiosina que estavam ocluindo os sítios ativos da actina F.
2) Neste momento a cabeça da miosina se liga (formando Pontes
cruzadas) aos sítios ativos.
3) Com a clivagem do ATP ocorre movimento da miosina, levando ao
movimento da actina, reduzindo os espaços entre os discos Z.
4) O ADP e fosfato são liberados. Novo ATP se liga, o que permite
desligamento da cabeça da miosina da actina. Se ainda existir cálcio,
ela se liga novamente e um novo ciclo recomeça, ou seja, se liga a
actina, cliva ATP em ADP e P, e rotaciona de novo a actina.
Contração muscular

Movimento da miosina, puxando o filamento de


actina.
Contração muscular

Para cessar a contração muscular é necessária a retirada dos


íons cálcio e recolocação de ATP na cabeça da miosina.
Contração muscular

Aproximação das bandas Z, e o processo de contração.


Sobreposição dos filamentos de actina e miosina

O Grau de sobreposição da fibra demonstra a força de contração pela fibra


muscular

B e C: sarcômero entre 2 e 2,2 µm, D: Sarcômero estirado


força máxima de contração

A: Abaixo de
1,6µm força cai
muito. Disco Z
encostam no
filamento de
miosina.
Fontes de energia para a contração muscular

A energia utilizada vem da molécula de ATP.

Processos que gasta ATP:

1)  Atividade ATPásica da cabeça da miosina, em cada momento em que as


pontes cruzadas puxam os filamentos de actina (maioria);

2)  Retorno do Cálcio para o retículo sarcoplasmático;

3)  Bombeamento de íons sódio e potássio através da membrana.


Fontes de energia para a contração muscular

Fontes de energia:

Fosfocreatina: molécula energética, que restabelece o ADP em ATP.


Estoque extremamente baixo na célula, manutenção da contração por 5 a 8
segundos.
Fontes de energia para a contração muscular

Fontes de energia:

Glicogênio: a glicólise do glicogênio

•  Desdobramento de glicogênio em ácido pirúvico e ácido lático, com


geração de ATP

•  Pode operar em baixa concentração de oxigênio, entretanto, ocorre


acúmulo dos componentes no músculo.

•  Pode manter a contração muscular por 1 min.


Fontes de energia para a contração muscular

Fontes de energia:

Metabolismo oxidativo:

Combinação dos produtos de glicólise e de outros nutrientes celulares para


formar ATP.

Principal processo, cuja a energia vem de nutrientes como carboidratos,


lipídeos e proteínas.

Mantem a contração por 2 a 4 horas (principal fonte carboidratos)


Contração isotônica e isométrica

Sistema isotônico: quando


ocorre encurtamento do
músculo
Contração isotônica e isométrica

Sistema isométrico:
Não se observa encurtamento
do músculo
Contração muscular com forças diferentes

Dois processo levam a contração muscular com forças


diferentes:

Somação: significa a soma dos abalos indivíduais

Somação por fibras múltiplas: quando o aumento no


número de fibras leva ao aumento da força de
contração.
Contração muscular com forças diferentes

Somação por frequência (temporal) e tetanização.

Abalos
individuais não a
força de
contração
máxima.
Contração muscular com forças diferentes

Somação por frequência e tetanização.


Contração muscular com forças diferentes

Somação por frequência e tetanização.


Contração muscular com forças diferentes

Somação por frequência e tetanização.


Fadiga muscular

Incapacidade de contração muscular e pode ter várias


causas:

-  Depleção dos nutrientes do músculo, em especial o


glicogênio;

-  Mudança no padrão iônico da fibra após várias


contrações;

-  Raramente diminuição da produção do


neurotransmissor
Rigidez cadavérica (Rigor mortis)

Resulta da ausência de ATP necessário para desligar as


ligações cruzadas entre os filamentos de actina e miosina.

Pode durar entre 15 a 25 horas, quando as proteínas


começam a degradar.
Questões

1.  Quais elementos são essenciais para que ocorra


qualquer tipo de contração muscular?

2.  Conceitue somação temporal e tetania.

3.  Diferencie o potencial de membrana do potencial de


ação.

4.  O que é a despolarização de uma célula?

5.  Qual a principal razão para o aparecimento de um


potencial hiperpolarizante após um potencial de
ação?
Questões

6. Descreva detalhadamente o que ocorre no processo de


repolarização damembrana plasmática durante o potencial de ação.

7. Quais são as funções de cada uma destas sinapses?

8. Defina o que é uma transmissão sináptica.

9. Explique o que é o período refratário que pode ocorrer em uma célula


com relação ao seu potencial de ação.

10. O que é a condução saltatória?

11. Qual é a relação entre o Nódulo de Ranvier e a bainha de mielina?

12. Como se dá a transmissão neuromuscular? Ela é uma transmissão


sináptica?
Questões

13. Para que serve e o que é a acetilcolina?

14. O que é uma junção neuromuscular? Qual é a sua principal função?

15. Explique o mecanismo pelo qual o neurotransmissor é removido da


junção neuromuscular. Qual é o componente responsável por tal coisa?

16. A toxina Botulínica destroi as proteinas SNAREs localizadas no terminal


pré-sináptico e, consequentemente, interfere no processo de transmissão
sinaptica. Descreva o processo de liberação de neurotransmissores na
sinapse, começando com a chegada do potencial de ação é
terminando no momento em que a toxina botulínica começaria a atuar.
Questões

11. Após a ativação do músculo estriado esquelético pelo potencial de


ação, explique o processo de contração do mesmo.

12. Qual é a importância do cálcio para a contração muscular?

13. Como ocorre o relaxamento muscular?