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ADOS módulo 3

MÓDULO 3
ADOS Expressão verbal com frases

Observação /codificação
Identificação da criança: ____________________ 1. Tarefa de construção
2. Jogo faz-de-conta
Data de nascimento: ____________________ 3. Jogo de interacção conjunta
4. Tarefa de demonstração
Sexo: ____________________ 5. Descrição de uma imagem
6. Contar a história de um livro
Data da avaliação: ____________________ 7. Desenhos animados
8. Relato e conversação
9. Emoções
Examinador: ____________________ 10. Dificuldades sociais
11. Intervalo
Idade cronológica: ____________________ 12. Amigos e casamento
13. Solidão
Outra informação: ____________________ 14. Criar uma história

_____________________________________________

NOTAS

Observação
1. Tarefa de construção

Foco da observação: O foco de observação está em determinar se a


criança indica a necessidade de mais peças, e o modo como o faz. (Por
exemplo, se alcança por cima do braço do examinador, se vocaliza ou
estabelece contacto ocular.

Registo de uma amostra de comunicação:

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2. Jogo faz-de-conta NOTAS

Foco da observação: O foco da observação está em determinar até que


ponto a criança produz sequências de acções que envolvam o uso de
materiais para além da sua intenção mais óbvia. Deve ser fornecida uma
atenção especial ao modo como a criança atribui um papel de ser
animado às bonecas e como faz de conta que as bonecas interagem
entre elas.

3. Jogo de interacção conjunta

Foco da observação: O foco da observação está na reciprocidade


demonstrada pela criança no jogo interactivo. O objectivo é que a criança
(não o examinador) desenvolva a interacção e demonstre uma nova
iniciativa que vá mais além que uma resposta directa às propostas do
examinador.

4. Tarefa de demonstração

Foco da observação: O objectivo desta tarefa é determinar se e como a


criança representa acções familiares por gestos, sobretudo através do uso
do seu corpo para representar um objecto (p.e. um dedo para representar
um escova de dentes) ou mimando o uso de um objecto imaginário. Para
além disso, esta tarefa fornece uma oportunidade para avaliar o relato de
um acontecimento familiar.

5. Descrição de uma imagem

Foco da observação: O objectivo desta tarefa é obter um exemplo da


discurso espontânea e comunicação da criança, assim como perceber o
que capta o seu interesse.

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NOTAS
6. Contar uma história de um livro

Foco da observação: O objectivo desta tarefa, como o da precedente, é


obter um exemplo do discurso espontânea e comunicação da criança, e
perceber o que capta o seu interesse. Esta tarefa também fornece uma
oportunidade para avaliar o grau com que a criança consegue dar um
sentido de continuidade a uma história.

7. Desenhos Animados

Foco de Observação: Os objectivos desta tarefa incluem (a) observação


do uso de gestos e a sua coordenação com o discurso por parte do
sujeito, (b) observação da sua resposta ao humor, (c) registo duma
amostra da linguagem, (d) obter uma ideia do seu grau de perspicácia
(insight) e flexibilidade de adaptação duma narrativa ao público ouvinte, e
(e) anotar quaisquer comentários que o sujeito possa fazer acerca de
afectos e relações.

8. Relato e Conversação

Foco de Observação: O foco de observação centra-se na capacidade


do sujeito em partir das frases do examinador e participar completamente
num diálogo, particularmente acerca dum tópico fora do contexto
imediato. Deve-se prestar particular atenção à forma como o sujeito relata
acontecimentos rotineiros e não rotineiros, e como descreve relações e
emoções.

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9. Emoções NOTAS

Foco de Observação: Tem um duplo objectivo: (a) identificar que


acontecimentos ou objectos suscitam diferentes emoções no participante,
especialmente se são de natureza social ou não, e (b) observar como o
sujeito descreve as suas emoções.

Questões:
 O que é que fazes para te sentires feliz ou contente?
 Que tipo de coisas te faz sentir assim? Como te sentes
quando estás feliz? Podes descrever (contar-me) isso?
 O que é que te mete medo?
 O que te faz sentir assustado ou ansioso? Como te sentes?
O que é que fazes?
 E quando estás zangado?
 O que é que te faz sentir assim? Como é que te sentes “por
dentro” quando estás zangado?
 Todas as pessoas ficam tristes de vez em quando. O que é
que te faz sentir assim?
 Como é que te sentes quando estás triste? O que é que
acontece quando estás triste? Consegues descrevê-lo?

10. Dificuldades sociais

Foco de Observação: O foco de observação centra-se na percepção


que o sujeito tem das suas dificuldades sociais, o seu insight acerca da
natureza destes problemas e se o sujeito fez alguma tentativa de alterar o
seu comportamento de modo a se adaptar melhor aos outros. Deve
prestar-se atenção à compreensão do sujeito acerca da adequação e
implicações dos seus sentimentos.

Questões:
 Alguma vez tiveste problemas com pessoas na escola (ou
no trabalho)?
 Há alguma coisa que os outros façam que te irrite ou
aborreça? O quê?
 Alguma vez foste provocado ou ameaçado? Por que é que
achas que isso aconteceu?
 E tu, fazes alguma coisa que aborreça os outros?
 Alguma vez tentaste mudar essas coisas? Alguma vez
fizeste alguma coisa para os outros não te chatearem?
Funcionou?

11. Intervalo

Foco de Observação: (a) como se ocupa o sujeito durante o tempo livre,


(b) como reage à retirada de interacção do examinador, e (c) se e como o
sujeito inicia e participa numa conversa não estruturada ou numa
interacção com o examinador.

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NOTAS
12. Amigos e Casamento

Foco de Observação: Centra-se na forma como o sujeito percebe o


conceito de amizade e/ou casamento e a natureza destas relações, e
como ele/a percepciona o seu papel nestas relações. As questões
relativas ao casamento e a relações longas também se focam na
compreensão do sujeito acerca do porquê duma pessoa querer fazer
parte duma relação a longo-prazo, e na sua percepção do seu possível
papel numa relação deste tipo.

Questões:
 Tens alguns amigos? Podes falar-me deles? (Tomar nota
das idades, nomes, ocupação.)
 O que é que gostam de fazer juntos? Como é que se
conheceram? Estão muitas vezes juntos?
 O que é que significa para ti ser amigo?
 Qual é a diferença entre um amigo e uma pessoa com
quem se trabalha ou com quem se anda na escola?
 Tens namorado/a? Como se chama? Que idade é que
tem?
 Quando foi a última vez que estiveram juntos?
 Como é que ele/a é? O que gostam de fazer juntos?
 Como é que sabes que ele/a é teu/tua namorado/a?
 Alguma vez pensaste em ter uma relação duradoura ou em
casar (quando fores mais velho)?
 Porque é que achas que as pessoas se casam quando se
tornam mais velhas?
 O que é que achas do casamento? O que é que tem de
bom? O que achas que pode ser difícil?

13. Solidão

Foco de Observação: Estas questões referem-se à percepção do


sujeito acerca do conceito de solidão, e a como se ele/a sente
relativamente a isso.

Questões:
 Alguma vez te sentiste sozinho/a?
 Achas que os outros meninos na tua situação também se
sentem sozinhos?
 Há alguma coisa que faças para te sentires melhor?

14. Criar uma história

Foco de Observação: Uso criativo de objectos por parte do sujeito para


contar uma história nova ou inventar a transmissão dum bloco noticiário
ou dum anúncio.

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Codificação
As classificações gerais atribuídas nesta secção deverão ser determinadas com base no comportamento da criança ao longo de toda a avaliação.
Se o comportamento da criança muda qualitativamente depois de um período de adaptação, as classificações deverão ser baseadas no período
após a estabilização do comportamento. As classificações deverão ser determinadas imediatamente a seguir à avaliação. As classificações estão
organizadas de acordo com cinco grupos principais: “A. Linguagem e Comunicação,” “B. Interacção social recíproca,” “C. Jogo,” “D.
Comportamentos estereotipados e interesses restritos,” e “E. Outros comportamentos anormais”.

LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO
A menos que seja indicado o contrário, a cotação deverá ser realizada de acordo com a idade cronológica e não em comparação
com o nível de desenvolvimento ou as capacidades de linguagem expressiva esperadas.

1. Nível Global de Linguagem Não-Ecolálica 3. Ecolália Imediata


A pontuação para este item deve reflectir a maioria das elocuções do Este item concerne à repetição imediata que a criança faz da
participante, não meramente as melhores. última frase ou série de frases ditas pelos pais/cuidadores ou
examinadores. Quando cotar, não inclua repetições que são uma
introdução duma resposta ao examinador ou que são usadas
0 = Usa frases maioritariamente de forma como estratégias de memorização em tarefas específicas.
correcta (tem de emitir algumas elocuções
complexas com duas ou mais orações). 0 = Nunca ou raramente repete o discurso dos
1 = Um discurso relativamente complexo outros.
(elocuções ocasionais com duas ou mais orações), mas com 1 = Repetição ocasional.
erros gramaticais sistemáticos. 2 = Repetição de palavras e frases regularmente
mas alguma linguagem espontânea (pode ser
2 = O discurso não-ecolálico resume-se basicamente a estereotipada)
elocuções de pelo menos três palavras, mas frases simples 3 = Discurso consiste basicamente em ecolália
não-elípticas. imediata.
3 = Linguagem não-ecolálica resume-se basicamente a frases
simples.

2. Irregularidades do Discurso Associadas ao Autismo 4. Uso Estereotipado/Idiossincrático de Palavras ou


(Entoação/Volume/Ritmo/Velocidade). Frases
O foco deste item centra-se nas irregularidades do discurso que são A cotação para este item inclui ecolália tardia ou outras elocuções
específicas do autismo. Devido à variabilidade dentro do espectro do altamente repetitivas com padrões consistentes de entoação, bem
autismo, os padrões de discurso que sejam invulgares de acordo com as como o uso de palavras ou frases que são inadequadamente
características identificadas, mas não tipicamente autistas, devem receber a formais. Estas palavras ou frases podem ser empregues
pontuação de 1. Cote este item relativamente ao nível de linguagem significativamente e podem ser apropriadas à conversa até certo
expressiva do participante. Aos padrões irregulares de discurso tipicamente ponto. O foco do item centra-se na qualidade estereotipada ou
associados a um atraso geral da linguagem deve ser atribuída a pontuação idiossincrática das frases, no uso invulgar de palavras ou
de 0. formação de elocuções, e/ou na sua associação arbitrária a um
determinado significado. Os neologismos devem ser cotados aqui,
0 = Entoação variada adequadamente, bem como uma prova evidente de erros nos pronomes pessoais
volume razoável e velocidade normal do (e.g., tu ou ele/ela para dizer eu). A pontuação é relativa ao nível
discurso, com um ritmo regular coordenado de linguagem expressiva do participante.
com a respiração.
1 = Pouca variação na intensidade/altura e tom; entoação 0 = Nunca ou raramente usa
bastante baixa ou exagerada mas não obviamente peculiar, palavras ou frases estereotipadas
OU volume ligeiramente invulgar, E/OU discurso que tende ou estranhas.
a ser invulgarmente lento, rápido ou soluçado. 1 = Uso de palavras ou frases
2 = Discurso claramente invulgar por qualquer das tende a ser mais repetitivo ou formal que o da
seguintes razões: lento e hesitante; inadequadamente maioria dos indivíduos com o mesmo nível de
rápido; ritmo soluçado e irregular (para além do gaguejar complexidade, mas não explicitamente estranho,
normal), de tal forma que interfira na sua inteligibilidade; OU elocuções estereotipadas ocasionais ou uso
entoação estranha ou intensidade ou saliência inadequada; estranho de palavras ou frases, também com
marcadamente baixa e sem tom (“mecânica”); volume linguagem espontânea substancial.
consistentemente anormal. 2 = Usa frequentemente elocuções estereotipadas
7 = Gaguez ou outra perturbação da fluência. ou palavras ou frases estranhas com ou sem outra
8 = N/A (discurso de frases inadequado em termos de linguagem.
frequência para ser possível avaliar a 3 = Frases quase exclusivamente estranhas ou
entoação/ritmo/velocidade). elocuções estereotipadas.

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5. Fornece Informação 7. Relato de Acontecimentos


O foco deste item centra-se no fornecimento espontâneo e apropriado de O foco deste item centra-se na capacidade do participante em
informação pessoal pelo participante, nova para o examinador. Não tem seleccionar um acontecimento espontaneamente ou em resposta ao
de ocorrer num contexto de ou fazer parte duma interacção sustentada. questionamento geral do examinador, e em descrevê-lo de forma
Pode ocorrer como elaboração ou resposta a questões mas tem de incluir compreensível, sem ser necessária nenhuma exploração específica.
nova informação, não especificada pela questão. Pode ser relativo aos Isto deve envolver uma descrição sequencial dum acontecimento
interesses do participante mas não deve ser apenas relativo a exterior ao meio imediato. Pontue o “melhor” exemplo, dados os
preocupações. Comentários acerca de factos (e.g., “Sabias que as constrangimentos de pontuação descritos abaixo relativamente a
baleias são mamíferos?”) não são cotados aqui mas podem ser preocupações e explorações.
considerados para atribuir uma pontuação posteriormente, na secção
“Conversa”. Os comentários acerca de relações ou posses (e.g., “Eu 0 = Relata um acontecimento
tenho dois irmãos” ou “A nossa família tem um barco”) podem ser cotados específico não-rotineiro (e.g., um
aqui se se referirem a uma actividade mais do que a uma lista de feriado, um filme visto uma vez, um
características. passeio no shopping) que não faz parte
de nenhuma preocupação ou
0 = Fornece informação espontaneamente acerca dos seus interesses intensos e aparenta ser real. Dá uma
pensamentos, sentimentos ou experiências descrição razoável sem nenhuma exploração
em várias ocasiões. específica mas pode ser necessário colocar uma
1 = Ocasionalmente fornece informação pergunta geral no início para começar o relato.
espontaneamente acerca dos seus 1 = Descreve razoavelmente um acontecimento de
pensamentos, sentimentos ou experiências. rotina (e.g., brincar a um jogo favorito; rotina normal
2 = Nunca ou raramente fornece informação quando chega a casa do trabalho ou da escola) que
espontaneamente, excepto acerca de interesses ou não faz parte duma preocupação ou interesse intenso
preocupações restritos OU fornece informação acerca de e parece provavelmente real. Dá esta descrição sem
factos ou conhecimento geral inclusive interesses ou ser necessária nenhuma exploração específica, mas
preocupações restritos. pode ser necessário questionar. Incluir aqui descrições
da “Tarefa de Demonstração”.
2 = Fornece uma descrição de acontecimentos
rotineiros ou não rotineiros mas dependente de
explorações específicas, OU apenas descreve um
acontecimento que parece pouco provável de ter sido
real.
3 = Respostas inconsistentes ou insuficientes mesmo
perante explorações específicas.

6. Pede Informação 8. Conversa


O foco deste item centra-se na expressão de interesse espontâneo por O foco deste item centra-se no uso recíproco de palavras e frases
parte do participante em relação às ideias, conhecimento, experiências numa conversa social. Cote este item relativamente ao nível de
ou reacções do examinador. Isto não deve fazer parte duma linguagem expressiva do participante. Cote evidências de (ou falta
preocupação. Quando atribuir uma pontuação, exclua pedido de de) reciprocidade não-verbal sob “Quantidade de Comunicação
informação não relacionado com o examinador, ou acerca dos materiais Social Recíproca” na secção B deste protocolo.
da ADOS, ou acerca de determinados factos não específicos ao
examinador; posteriormente, inclua estes quando atribuir pontuação na 0 = A conversa flui a partir do diálogo
“Conversa”. Para este item, as perguntas não têm necessariamente que do examinador. Esta pontuação requer
levar a uma conversa sustentada. Questões acerca de relações ou que muito do discurso do participante
posses podem ser cotadas aqui se se referirem a uma actividade mais do forneça tanto uma resposta ao discurso
que preencherem uma lista. do examinador como alguma conversa adicional (não
necessariamente uma questão) que parta do que já foi
0 = Questiona o examinador acerca dos seus dito e permita uma resposta do examinador (i.e., pelo
pensamentos, sentimentos ou experiências em várias menos sequências de 4 elementos: o examinador
ocasiões. inicia, o participante comenta, o examinador responde,
1 = Ocasionalmente (pelo menos um exemplo claro) o participante responde à resposta).
questiona o examinador acerca dos seus pensamentos, 1 = O discurso inclui alguma elaboração espontânea
sentimentos ou experiências. das próprias respostas do participante a favor do
2 = Responde apropriadamente aos comentários do examinador OU fornece deixas para o examinador
examinador acerca dos seus pensamentos, sentimentos seguir, mas qualquer uma destas situações é menor
e experiências, mas não o questiona espontaneamente em quantidade do que seria de esperar para o nível de
acerca disso. linguagem expressiva, ou é limitado em termos de
3 = Nunca ou raramente pergunta ao examinador pelos flexibilidade.
seus pensamentos, sentimentos ou experiências, nem 2 = Pouca conversa recíproca exibida pelo
expressa interesse por eles. participante; pode seguir o seu próprio curso de
pensamento em vez de participar numa troca; pode ter
alguma oferta espontânea de informação ou
comentários mas pouco senso de reciprocidade.
3 = Pouco discurso comunicativo espontâneo (apesar
de poder haver muito discurso ecolálico ou não-
comunicativo). Esta pontuação aplica-se aos
participantes que dêem algumas respostas limitadas,
mas muito poucas.
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9. Gestos Descritivos, Convencionais, Instrumentais ou Informativos


O foco deste item centra-se nos gestos descritivos que estabelecem ou representam um objecto ou acontecimento. O uso de gestos convencionais
(e.g., bater palmas para “muito bem!”), informativos ou instrumentais (e.g., apontar, pedir, encolher os ombros, acenar ou abanar com a cabeça)
recebe crédito parcial. Quando cotar, inclua comportamentos que ocorram durante a “Tarefa de Demonstração” e ao longo da sessão. A ênfase,
contudo, é na forma como o participante usa os gestos antes de ser incentivado ou de lhe ser pedido que o faça.

0 = Uso espontâneo de vários gestos descritivos. Estes gestos podem ser típicos ou idiossincráticos, mas têm de
ser comunicativos. Pode também usar gestos convencionais ou instrumentais.
1 = Algum uso espontâneo de gestos descritivos, mas exagerados, limitados na sua variedade e/ou contextos, OU
uso frequente de gestos convencionais ou instrumentais, mas não descritivos.
2 = Algum uso espontâneo de gestos informativos, convencionais ou instrumentais, mas não descritivos.
3 = Uso espontâneo muito limitado ou inexistência de gestos convencionais, instrumentais, informativos ou descritivos.
8 = N/A (e.g., limitado por incapacidade física).

B. INTERACÇÃO SOCIAL RECÍPROCA


Cotar em comparação com a idade mental não-verbal
1. Contacto Visual Invulgar 2. Expressões Faciais Dirigidas aos Outros
Cotar este item requer a distinção entre o olhar claro, socialmente A pontuação para este item deve indicar se as expressões faciais do
regulado e apropriado que é usado para uma variedade de propósitos e o participante são dirigidas a outra pessoa com o propósito de
olhar que é limitado na flexibilidade, adequação ou nos contextos. Se o comunicar afecto. Expressões faciais que sejam dirigidas a objectos
participante se demonstrar tímido inicialmente e o seu olhar mudar ou não dirigidas não são cotadas aqui. Expressões faciais
marcada e consistentemente à medida que ele fica mais à vontade, não adequadas devem ser cotadas mesmo que também haja expressões
basear a cotação nas primeiras impressões. Contudo, se o contacto visual estranhas.
não melhorar, a cotação deve-se basear no que é observado, mesmo que
o participante pareça tímido. 0 = Dirige uma variedade de expressões faciais
adequadas ao examinador ou outra pessoa no
0 = Olhar adequado com mudanças subtis misturadas sentido de comunicar afecto.
com outra comunicação. 1 = Algumas expressões faciais dirigidas ao
2 = Usa contacto visual pobremente ajustado para examinador ou outra pessoa (e.g., dirige apenas
iniciar, terminar ou regular a interacção social. expressões indicadoras de extremos emocionais
aos outros, ou dirige ocasionalmente uma
grande variedade de expressões). Um
participante que tenha uma variedade limitada
de expressões faciais ou que apenas tenha
expressões façais ligeiramente invulgares, mas
que dirige a maioria das suas expressões a
outra pessoa pode ser cotada aqui.
2 = Nunca ou raramente dirige expressões
faciais adequadas aos outros.

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3. Produção de Linguagem e Comunicação Não-verbal 4. Prazer Partilhado em Interacção


Encadeada
Pontue a resposta social do participante durante qualquer umas das
O propósito deste item centra-se na cotação do grau em que quando o tarefas ou conversas. Esta cotação não deve ser usada para indicar
participante vocaliza, esta vocalização é acompanhada por mudanças o estado emocional geral do participante durante a entrevista. Note
subtis no olhar, expressão facial e gestos. Este item deve ser cotado com se espera que crianças mais velhas e adolescentes demonstrem
base nas vocalizações usadas, independentemente da sua frequência. prazer de forma mais controlada e subtil do que os participantes
Cote as ocorrências mais típicas, não apenas as melhores. Quando mais novos. A pontuação aplica-se à sua capacidade de indicar
atribuir uma pontuação, inclua as vocalizações usadas para manter prazer na interacção, não apenas de interagir.
interacção ou responder ao examinador, bem como iniciações. A
pontuação de 8 (não pontuável) deve ser atribuída por exclusão de partes, 0 = Demonstra prazer definido e apropriada na
se um ou mais dos seguintes comportamentos cotados anteriormente participação ou conversa interactiva durante mais do
neste protocolo receberam uma pontuação de 2: “Contacto Visual que uma tarefa ou um tópico de conversa.
Invulgar”, “Expressões Faciais Dirigidas aos Outros” ou “ Gestos
1 = Demonstra algum gozo apropriado nos actos do
Descritivos, Convencionais, Instrumentais ou Informativos”.
examinador OU demonstra gozo definido numa
interacção.
0 = Vocalização normalmente acompanhada
de mudanças subtis e socialmente adequadas 2 = Demonstra pouco ou nenhum prazer manifesto na
nos gestos, olhar e expressão facial. interacção. Pode demonstrar prazer nas suas
próprias acções ou em parte da conversa, mas não
1 = Vocalização acompanhada por gestos,
no comportamento do examinador ou na interacção.
olhar e expressão facial anormais, limitados ou de menor
frequência e/ou variedade do que o normal, OU uso de uma 8 = Não é pontuável devido à pouca ou nenhuma
modalidade quase exclusivamente (e.g., uso frequente do interacção, ou por outros motivos.
olhar mas uso muito limitado de gestos e expressão facial).
2 = Pouca ou nenhuma comunicação não-verbal associada
a vocalização.
7 = Algum evitamento do olhar directo, sobretudo no início
da entrevista, talvez devido a timidez, mas demonstra algum 5. Empatia/Comentários sobre as Emoções dos Outros
modelamento e coordenação da linguagem com o
comportamento não-verbal. O foco deste item centra-se na comunicação da compreensão e
empatia por parte do participante em relação aos sentimentos das
8 = N/A; sem vocalização OU sem uso ou uso mínimo de outras pessoas, reais ou transmitidas em histórias ou outras tarefas.
gestos, expressão facial ou olhar dirigido socialmente. Esta Exclua o prazer partilhado com o examinador, que é pontuado no
cotação deve ser atribuída automaticamente se a ausência item precedente.
de associação pode ser tida em conta através da frequência
limitada de contacto visual invulgar, de expressões faciais 0 = Comunica claramente a compreensão e várias
e/ou gestos. emoções diferentes partilhadas com outros.
1 = Comunica algum grau de compreensão e
emoções partilhadas com outros para mais de uma
emoção, OU comunica uma compreensão clara e
para uma emoção experimentada por outro indivíduo.
2 = Comunica alguma compreensão e/ou emoção
partilhada de, pelo menos, uma experiência de outro
indivíduo.
3 = Inexistência de ou comunicação mínima de
compreensão emocional ou emoções partilhadas.

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6. Insight/Perspicácia 8. Qualidade da Resposta Social


O foco deste item centra-se na capacidade do participante em fornecer Este é um item de resumo que se foca nas respostas sociais do
exemplos espontâneos de insight acerca da natureza das relações participante ao longo da sessão.
sociais. Estes podem incluir relações duradouras, como amizade ou
casamento, ou situações interactivas, como dar-se com outros alunos na 0 = Exibe uma panóplia de respostas apropriadas que
escola, que podem ser discutidos em conversa ou em resposta a variam de acordo com as situações sociais e
questões sócio-emocionais. São cotados dois aspectos diferentes das diligências imediatas.
relações: (a) a natureza de relações específicas (e.g., o que é a amizade),
e (b) o papel do participante nestas relações. 1 = Exibe resposta à maioria das situações sociais,
mas de alguma forma limitadas, socialmente
0 = Demonstra vários exemplos de insight constrangedoras, inadequadas, inconsistentes ou
acerca da natureza de relações sociais típicas, consistentemente negativas.
incluindo o seu próprio papel em pelo menos 2 = Respostas estranhas, estereotipadas, ou
uma. respostas que são pouco variadas ou inadequadas ao
1 = Demonstra exemplos de insight acerca de várias contexto.
relações sociais típicas, mas n acerca do seu próprio papel, 3 = Sem resposta ou resposta mínima às tentativas
OU acerca de apenas uma relação incluindo o seu próprio do examinador de envolver o participante.
papel.
2 = Demonstra algum insight acerca de uma relação social
típica, mas não necessariamente acerca do seu próprio
papel nela.
3 = Não demonstra ou demonstra insight limitado acerca de
relações sociais típicas, com ou sem conhecimentos do seu
papel nelas.

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7. Qualidade das Abordagens Sociais 9. Quantidade de Comunicação Social Recíproca


Este é um item de resumo que se foca na qualidade das tentativas do O foco deste item centra-se na frequência com que ocorrem trocas
participante em iniciar interacção social com o examinador, e não na recíprocas no decorrer da sessão, usando qualquer modo de
frequência destas tentativas. Deve ser prestada especial atenção ao comunicação. Frequência é aqui definida tanto em termos de
modo das abordagens e à sua adequação ao contexto social. A pontuação número absoluto de ocorrências como de distribuição ao longo duma
deve reflectir a maioria das abordagens sociais ao examinador, não variedade de contextos imediatos. A pontuação para este tem de
apenas as melhores. resumo deve descrever aspectos do comportamento não verbal e
verbal/vocal que não necessitam de ser coordenados mas têm de
resultar em trocas recíprocas.
0 = Usa positivamente meios verbais/vocais e
não-verbais para fazer abordagens sociais
claras ao examinador. As abordagens têm de 0 = Uso extenso de comportamentos verbais e não
ser adequadas aos contextos imediatos. verbais para trocas sociais (i.e., conversa,
comentários, observações ou comportamentos não
1 = Qualidade ligeiramente invulgar de algumas abordagens verbais que parecem ter um intuito recíproco).
sociais. As abordagens podem-se restringir a exigências
pessoais ou relacionadas com interesses do próprio 1 = Algumas comunicações sociais recíprocas (como
participante, mas com alguma tentativa de envolver o foi descrito acima para a pontuação de 0) mas
examinador nesse interesse. menores em frequência ou quantidade, ou no número
de contextos nos quais tais comportamentos ocorrem
2 = Abordagens inadequadas; muitas abordagens sem (independentemente da quantidade de conversa não-
integração no contexto E/OU qualidade social. Isto inclui a social).
menção de preocupações pelo participante sem muitas
tentativas de envolver o examinador. 2 = A maioria da comunicação ou é orientada para
objectos (i.e., para pedir coisas) OU é resposta a
3 = Abordagens sociais não significativas ou inexistentes. questões, OU é ecolálica, OU é relativa a certas
preocupações; pouca ou nenhuma conversa social ou
de dar-e-receber.
3 = Pouca ou nenhuma comunicação social
recíproca.

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10. Qualidade Global do Relato


A cotação para este item é uma pontuação sumária que reflecte a avaliação geral do examinador acerca do relato estabelecido com o participante
durante a sessão. A pontuação deve ter em conta especificamente o grau em que o examinador teve de modificar o seu próprio comportamento
para manter uma interacção bem sucedido.

0 = Interacção confortável com o examinador apropriada ao contexto.


1 = Interacção por vezes confortável mas não sustentado (e.g., por vezes pode ser constrangedora ou artificial, ou o
comportamento do participante parece mecânico ou ligeiramente desadequado).
2 = Interacção unilateral ou invulgar resultando numa entrevista consistente e ligeiramente desconfortável ou numa entrevista que
teria sido difícil se o examinador não tivesse modificado continuamente a estrutura da situação para além das actividades
estandardizadas da ADOS.
3 = O participante demonstra uma atenção mínima ao examinador, OU a entrevista é marcadamente desconfortável por um período
de tempo significativo.

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C. IMAGINAÇÃO
Cotar este item em comparação com as capacidades da linguagem expressiva
1. Imaginação/Criatividade
A este item deve ser atribuída uma pontuação que reflicta o grau em que alguma de várias formas de criatividade/inventividade é exibida pelo
participante ao longo da sessão, quer através do uso de objectos quer através de descrições verbais.

0 = Várias actividades ou comentários espontâneos, inventivos, criativos durante a conversa.


1= Algumas acções criativas ou “faz-de-conta”, mas limitadas em variedade ou ocorrendo apenas em
resposta a uma situação artificial (e.g., inventando uma história).
2 = Poucas acções criativas ou “faz-de-conta” espontâneas, OU apenas acções que são repetitivas, OU estereotipadas em
qualidade.
3 = Sem acções criativas ou inventivas (nem mesmo estereotipadas ou repetitivas).

D. COMPORTAMENTOS ESTEREOTIPADOS E INTERESSES RESTRITOS


Cotar em relação às expectativas para a idade cronológica.

1. Interesse Sensorial Invulgar em Materiais/Pessoas 2. Maneirismos com as Mãos e com os Dedos ou


Outros Maneirismos Complexos
Pontue o interesse do participante em aspectos sensoriais dos brinquedos
ou do que o rodeia. Se ele tem uma preocupação baseada num interesse Pontue movimentos ou posturas invulgares e/ou repetitivos das
sensorial, isto pode ser cotado aqui como um interesse sensorial invulgar. mãos e dedos, braços ou todo o corpo. Bater palmas repetitivamente
Por exemplo, se ele demonstra um interesse por radiadores ou pode ser cotado aqui. Não incluir balançar do corpo a não ser que
canalizações, isto é cotado posteriormente na secção de “Interesses envolva mais do que o torso. Tamborilar com os dedos, roer as
Excessivos em ou Referências a Tópicos ou Objectos Altamente unhas, enrolar o cabelo ou chuchar no dedo também não são
Específicos ou Invulgares ou Comportamentos Repetitivos” do protocolo. cotados aqui. O participante não tem de observar os movimentos
Se o participante está interessado no radiador porque gosta de olhar para dos seus dedos ou mãos para ser cotado aqui.
ele, como se pode constatar pelo facto de as espreitar e de inclinar a
cabeça, balançando dum lado para o outro e abanando as mãos, isto
devia ser cotado na secção “Maneirismos das Mãos e Dedos e Outros 0 = Inexistentes
Maneirismos Complexos”, mas também pode ser cotado aqui com a 1 = Maneirismos de mãos ou dedos ou outros
pontuação de 1 devido à componente sensorial envolvida. Se o maneirismos mais complexos muito breves ou
participante gosta de espreitar pelo canto do olho para o radiador, as raros, OU maneirismos não tão claros como é
esquinas da sala, as portas do gabinete, as ripas dos caixilhos das especificado abaixo para uma pontuação de 2.
janelas, mas não fica demasiadamente preocupado com qualquer um
deles e não se mexe de forma invulgar, ele deve receber aqui uma 2 = Abanar ou enrolar os dedos claramente E/OU
pontuação de 2 para interesses sensoriais invulgares e uma cotação de 0 maneirismos de mãos ou outros maneirismos e
na secção “Maneirismos das Mãos e Dedos e Outros Maneirismos estereótipos.
Complexos”. Não cotar aqui para o tocar no (pin-art). Especifique:

0 = Não cheira, toca repetitivamente,


sente a textura, lambe, coloca na boca
ou morde, não se interessa pela
repetição de certos sons, ou examina
visualmente de forma invulgar ou 3. Comportamento de Auto-Agressão
prolongada.
Pontue qualquer comportamento que envolva qualquer tipo de acto
1 = Interesses sensoriais invulgares ocasionais OU não agressivo para o próprio, mesmo que não seja claramente
tão claro como é especificado na pontuação de 2. prejudicial.
2 = Interesse definido em elementos não-funcionais dos
materiais lúdicos, OU observação de si próprio ou dos 0 = Sem tentativas de se magoar.
outros.
1 = Auto-agressão rara e/ou dúbia (e.g., morde
Especifique: pelo menos uma vez na própria mão ou braço
quando é contrariado, arranca o próprio cabelo,
bate na própria cara ou bate com a cabeça).
2 = Presença clara de auto-agressão (e.g., mais do
que um exemplo de bater com a cabeça, bater na
cara, arrancar cabelo ou auto-morder-se).

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ADOS módulo 3

4. Interesse Excessivo por ou Referências a Tópicos 5. Compulsões e Rituais


Invulgares ou Altamente Específicos ou Objectos ou
A ênfase dada às compulsões ou rituais neste contexto e na
Comportamentos Repetitivos determinação do participante em levar a cabo uma actividade que
Uma vez que os interesses, as preocupações ou os comportamentos envolve uma sequência, um término ou uma forma previsível que
invulgares circunscritos são frequentemente difíceis de julgar durante uma não é exigida como parte da tarefa da ADOS (e.g., verificar se uma
observação breve, o foco deste item centra-se em qualquer referência que carteira está na mala, insistência em completar o livro usado para a
(a) seja inesperadamente alta na sua frequência, (b) seja relevante para tarefa de contar uma história; colocação cuidadosa dos materiais tal
um tópico invulgar ou estranho ou uso dum objecto de forma altamente como eles foram apresentados inicialmente; recitar uma lista de
específica para o indivíduo, e (c) não esteja bem integrada na conversa. colegas de turma como sendo amigos). A providência de listas deve
Tópicos que sejam apropriadas desenvolvimentalmente ou à idade não ser cotada aqui.
devem ser cotados aqui (e.g., uma criança de 8 anos que fala
repetidamente acerca dumas férias recentes em termos gerais não seria 0 = Não há actividade ou rotinas verbais óbvias
cotada aqui, enquanto que um participante que fala repetidamente acerca que tenham de ser completadas plenamente ou
de ficar no quarto de hotel nº 465 pode ser). O foco desta cotação centra- de acordo com uma sequência que não faça
se no tópico de referências ou formas invulgares de comportamento. O parte da tarefa.
uso de termos invulgares (e.g., frases estereotipadas) e/ou a falta de 1 = Discurso ou actividades invulgarmente
conversa flexível são cotados noutro sítio. Os comportamentos podem ser rotinados.
cotados de duas formas se representarem exemplos diferentes de cada
domínio. Por exemplo, se o participante disser repetidamente “Eles 2 = Uma ou mais actividades ou rotinas verbais
precisam de serviço de quarto já, imediatamente, neste preciso momento, que o participante tem de desempenhar ou dizer
neste minuto, no quarto 465?” está a usar as mesmas frases em vários de forma especial. O participante parece sob
outros contextos e faz outras afirmações acerca dos números dos quartos pressão ou torna-se ansioso se uma actividade
de hotel, isto seria cotado tanto aqui como no “Uso é perturbada.
Estereotipado/Idiossincrático de Palavras ou Frases”, mais atrás no
protocolo. Os comportamentos repetitivos envolvendo objectos que
tenham uma sequência clara (e.g., alinhar coisas) devem ser cotados no
item seguinte “Compulsões ou Rituais”.

0 = Não há interesse excessivo em


ou referências a tópicos ou
objectos invulgares ou altamente
específicos ou restritos.
1 = Referências ocasionais a tópicos ou padrões de
interesse invulgares ou altamente específicos,
ocorrendo num grau invulgar.
2 = Padrões de interesse claros, estereotipados ou
invulgares que podem ou não invadir e/ou interferir
com a comunicação social.
3 = Preocupações claras num grau que interfere com a
avaliação.

15
ADOS módulo 3

E. OUTROS COMPORTAMENTOS ANORMAIS


Excepto se for mencionado de outra forma, cote estes itens sem fazer referência ao nível desenvolvimental ou às capacidades
estimadas da linguagem.
1. Hiperactividade/Agitação
Este item descreve movimento excessivo ou agitação física. Cote este item relativamente à idade mental não verbal do participante.

0 = Permanece sentado adequadamente a longo da avaliação.


1 = Permanece sentado mas frequentemente inquieta-se ou mexe-se na cadeira. As dificuldades na avaliação não
são na sua maioria devidas à hiperactividade ou agitação.
2 = Dificuldade em permanecer sentado; sai e volta para a cadeira ou manipula objectos de forma difícil de
interromper. O nível de actividade perturba a avaliação.
7 = Sub/Hipoactivo.

2. Birras, Agressão, Comportamento Negativo ou Disruptivo.


Este item inclui qualquer forma de raiva ou perturbação para além da comunicação de frustração ligeira ou choramingar.

0 = Não se demonstra disruptivo, destrutivo, negativo ou agressivo durante a avaliação com a ADOS.
1 = Exibe ocasionalmente uma ligeira perturbação, raiva ou agressão ou comportamento negativo em relação ao
examinador (inclui ameaças verbais ou voz alta deliberada).
2 = Demonstra birras de temperamento marcadas ou repetidas ou agressão significativa (e.g, atirar coisas, bater ou morder os
outros). Gritar ou berrar está aqui incluído.

3. Ansiedade
Ansiedade inclui cautela inicial ou auto-consiência, bem como sinais mais óbvios de preocupação, aborrecimento ou inquietação.

0 = Sem ansiedade óbvia (e.g., tremer ou alerta).


1 = Sinais ligeiros de ansiedade ou auto-consciência, especialmente no início da entrevista ou em reposta a itens
específicos.
2 = Ansiedade marcada ao longo da avaliação (pode ser intermitente ou contínua).

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ADOS módulo 3

ADOS Identificação da criança: ____________ Data de Nascimento: ____________


Sexo: ___________________________ Data da avaliação: _______________
MODULO 3 Examinador: ______________________ Idade cronológica: _______________

Algoritmo ADOS Comunicação


para o
diagnóstico Quantidade de propostas sociais/Manutenção da atenção (A-2) __________
de autismo
no DSM- Uso estereotipado/idiossincrático de palavras ou frases (A-5) __________
IV/ICD10
(scores actuais Conversa (A-6) __________
de 3 no protocola
passam a 2, e Apontar (A-7) __________
tratar todos os
outros scores que Gestos descritivos, convencionais, instrumentais ou informativos (A-8) __________
não sejam 0-3
como 0) Total da comunicação __________
(ponto de corte para o autismo =5; para o espectro autista = 3)

Interacção social recíproca

Contacto ocular invulgar (B-1) __________

Expressão facial dirigida a outros (B-2) __________

Inicio espontâneo de atenção conjunta (B-6) __________

Qualidade das iniciativas sociais (B-8) __________

Qualidade da resposta social (B-9) __________

Quantidade de comunicação social recíproca (B-10) __________

Qualidade geral da obervação (B-11) __________

Total interacção social recíproca __________


(ponto de corte para o autismo =6;para o espectro autista = 4)

Total comunicação + interacção social recíproca __________


(ponto de corte para o autismo =12;para o espectro autista =8)

Imaginação/Criatividade (C-2) __________

Comportamentos estereotipados e interesses restritos

Interesse sensorial invulgar no material de jogo ou pessoa (D-1) __________

Maneirismos de mãos e dedos e outros complexos (D-2) __________

Interesses repetitivos invulgares ou comportamentos estereotipados (D-4) __________

Total comportamentos estereotipados e interesses restritos __________

Diagnóstico:
Classificação ADOS ____________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
Diagnóstico geral _____________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

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ADOS módulo 3

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