Direito de Família 22 de agosto de 2007 1) Qual fator diferenciador das famílias do século passado para este?

2) Depois de 88 pra cá, todos são iguais perante a CF. Não há hierarquia entre marido e mulher, pai e mãe. Função social, qual é? Se você exerce função de pai, você é pai, se é mãe, você é mãe. Importantes: afeição e a função social. Ente educador (pai e mãe, sem distinção). Ver os pais de forma única, de acordo com sua função social. O importante é a FUNÇÃO SOCIAL. 3) Como se chama o pátrio poder na atualidade? Poder familiar. 4) O novo CC resolveu todos os anseios sociais? Não. ==================== Da união homo-afetiva • • • • Projeto de lei nº 11051/95 de autoria de Marta Suplicy e revisor Roberto Jefferson. Em parceria civil, descrita no projeto permite a união civil entre as pessoas sem especificação de sexo. Não se trata de casamento nem de união estável e sim um novo instituto denominado parceria civil. Objetiva a proteção patrimonial dos parceiros.

Casam União Estável

Subjetivo H/M H/M

Objetivo formalidade Público/ continua/ duradouro

A união homoafetiva é fundamentada no art 4º LICC. Completude da Lei: - costumes - analogia - princípios Aplica-se o art 4º da LICC, por analogia, para alterar o elemnto subjetivo do H/M para a união estável. Existe, no Brasil, o casamento entre homoafetivos? Não. Alterando a lei da união estável no seu art 1º, para existir o casamento homoafetivo, tirando H e M e colocando PESSOAS. A união estável homoafetivo é reconhecido por analogia. Direito de Família

29 de agosto de 2007 CASAMENTO Subjetivo / Objetivo Homem / Mulher - Procriação - Perpetuação União Estável Contrato = formalidade Espécies de casamento • • Casamento por procuração. (1542) Outorga por meio de instrumento público com validade de 90 dias. Casamento nuncupativo. (1540 e 1541) In Extremis. Forma extraordinária de celebração em eminente risco de vida de algum dos contraentes com a presença de 6 testemunhas sem vínculo de parentesco até o 2º grau com os nubentes. Casamento putativo. (1561) Anulável ou nulo, contraída de boa-fé por 1 ou ambos os cônjuges. Produz efeito para aquele que está de boa-fé até o dia da sentença anulatória. Com relação aos filhos, os efeitos persistirão. Casamento consular. (1544) Celebrado por brasileiros no estrangeiro perante autoridade consular brasileira. Depende de registro em cartório no Brasil 180 dias a contar da volta ao país. Passando os 180 dias e não registrando no prazo, tem que casar novamente. Qualquer um dos 2 pode registrar assim que voltar. Não precisa ser os 2.

 vínculo afetivo (garantia patrimonial)

• •

Capacidade Matrimonial • • 16 anos para ambos os nubentes, com autorização dos responsáveis quando não atingido a idade de 18 anos. O art 1520 admite, excepcionalmente, casamento de menores de 16 anos SOMENTE em caso de gravidez.

Formalidade do casamento • • • • Habilitação Matrimonial; providencia destinada a verificação de impedimentos destinada ao oficial de registro civil do domicílio de um ou ambos os contraentes. Deverá conter os documentos pessoais e declaração de 2 testemunhas. Publicação de editais por 15 dias. Audiência do MP e homologação do juiz. - impedimento - suspensão

Habilitação tem que haver:

* Proclamas = publicidade dos atos para saber se há impedimento ou suspensão.

IMPEDIMENTO (1521) O impedimento é ABSOLUTO e causa a NULIDADE do ato. Atos de nulidade: • São absolutos. • Causam nulidade automática do ato. • Impossíveis de serem sanados. • Causas relativas a parentesco próximo. • Também na hipótese de adoção. • Vigência de casamento anterior • Homicídio ou tentativa de um dos nubentes contra o ex cônjuge do outro. • Não são impedidos de se casar o adúltero com o seu cúmplice, como no código de 1916. AFINS (art 1521, II) * irmão é colateral Todos os parentes em linha reta do seu cônjuge é AFIM. Tudo que vem do seu cônjuge é AFIM. * Ex-sogra será SEMPRE ex-sogra. Cunhado é ex. * Juridicamente, primos de 1º grau não existem. Esses primos são, na verdade, de 4º grau. Oposição do impedimentos • • Durante a habilitação ou até o momento da celebração por qualquer pessoa capaz. Após a celebração do casamento, ficando sujeito a decreto pelo juiz após iniciativa do MP ou qualquer interessado.

SUSPENSÃO (art 1523) Suspensão do casamento é RELATIVA * Há um intervalo mínimo de 10 meses entre o divórcio e o novo casamento. * O art 1521 é regido pelo aspecto moral. O art 1521 é regido pelo aspecto patrimonial. Nulidade e Anulação do casamento • • • Nulo, quando celebrado com as infrações legais e por motivo de interesse público. A nulidade poderá ser promovida pelo MP ou qualquer interessado. Os anuláveis dependem de circunstâncias que agravem ou impossibilitem a formação e continuidade da família.

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1) Em sendo a procuração revogada antes do matrimônio, mas somente após a celebração ter tomado ciência. Quais são as conseqüências? R: O casamento pode ser cancelado se a parte, assim desejar, ou pode continuar casado, como se não tivesse havido a revogação da procuração. 2) Estaria válido o casamento realizado em risco de vida para um dos nubentes, mas não ocorrendo o evento morte? Explique. R: Sim. Mas haveria de ter 6 testemunhas, sem vínculo de parentesco até o 2º grau. 3) Quem é a autoridade competente para a celebração do casamento de brasileiros no exterior? R: É a autoridade consular, que tem poderes de tabelião. 4) Somente após 4 anos o casal da hipótese acima retorna ao Brasil. Seu casamento ainda é válido? Explique. R: Sim. O casal tem 180 dias, após a sua chegada ao Brasil, para registrar o casamento. Se não o fizerem, terão que casar novamente. Direito de Família 5 de setembro de 2007 PRAZOS PARA ASSIMILAÇÃO DO CASAMENTO (1560) • • • • 180 dias para hipótese do art 1550, IV, quando o incapaz de consentir se casa. 2 anos, se a autoridade for incompetente. 3 anos em casos de erro essencial (1547). 4 anos se houver coação (ha casos com tempo maior que esse e conseguida a anulação).

CULPA (1564) É um instituto que estão querendo tirar. • O cônjuge culpado pela anulação do casamento sofrerá perda de todas as vantagens havidas e na obrigação de cumprir a parte antenupcial.

DEVERES DO CASAMENTO (1566) - São relativos/subjetivos • • fidelidade (confiança) vida em comum

• •

sustenta e guarda dos filhos respeito e consideração mútuos.

Tendo em vista que a direção da sociedade conjugal é exercida igualmente entre os cônjuges, em caso de divergência, o juiz decidirá (1568). Não se considera abandona de lar a ausência de TEMPO de 1 dos cônjuges por motivos profissionais e pessoais relevantes. REGIME DE BENS (1639) • • • • inicia-se com o casamento é admissível a mudança de regime apos o casamento devendo ser consensual, demonstrando-se ao juiz as razões e ressalvando-se interesses de terceiros (é nova no CC) Não havendo estipulação, vigorará o regime de comunhão de parcial de bens. Quanto à forma, a comunhão parcial será apenas reduzida a termo, as demais por escritura pública no instrumento denominado PACTO ANTENUPCIAL.

Os diferentes tipos de regimes de bens: - comunhão parcial de bens - comunhão universal de bens - separação total - participação final nos aquestos Comunhão PARCIAL, os bens: ANTES do DEPOIS do casamento casamento - Não se - Adquirida de forma ONEROSA comunica-se. A herança e doação comunicam não se comunicam. De forma GRATUITA, não. * Na dissolução, faz-se inventario dos bens do meeiro, da parte que ele tenha adquirido DEPOIS do casamento e metade fica pra sucessão. A partilha tem que ser equânime, se não for, o Estado cobra imposto, por entender que ha uma doação. Comunhão UNIVERSAL, os bens: ANTES do DEPOIS do casamento casamento - Se - Tudo se comunica. Inclusive a herança e a doação, a não ser que comunicam no contrato haja uma cláusula expressa de incomunicabilidade. * Os frutos de um dinheiro aplicado se comunicam apos o fim do casamento. Separação Total, os bens: DEPOIS do casamento - Não se comunica - Nada se comunica. As partes podem ESCOLHAR ou LEI. No caso de

ANTES do casamento - Não se comunica

lei, o maior de 60 anos é obrigado a casar no regime de separação total de bens, não podendo pedir a mudança de regime. O STF sumulou, a esses casos, que após o casamento pode ser dividido entre os 2 os bens adquiridos em conjunto.

Na Participação do Final dos Aquestos faz-se de conta que é o regime parcial de bens e segue a regra dessa. Direito de Família 12 de setembro de 2007 Regime de Bens (1658-1688) • • Inicia-se com o casamento É admissível a mudança de regime

Regime de Separação Obrigatória de Bens • • • Casamento com inobservância nas questões suspensivas no casamento Do maior de 60 anos Dos dependentes de suprimentos judiciais

O casal pode mudar de regime. Ha a obrigatório (legal) e voluntário. Dentro do “legal”, depois de cumprido os requisitos, pode mudar. O maior de 60 anos NÃO pode mudar de jeito nenhum.. O que o STF fez, através da súmula 377, foi tentar resolver essa questão judicial, aplicando APENAS no regime obrigatório de total de bens (+ de 60 anos), sumulando que os bens onerosos obtido pelo casal depois casado, poderia ser dividido entre os dois. * Se não for no caso do regimento de comunhão total de bens, o pacto nupcial é obrigatório. Liberdade dos Cônjuges • • • • para desempenhar suas profissões administrar seus próprios bens reivindicar os imóveis que forem gravados () sem o consentimento ou suprimento judicial. requerer a rescisão do contrato de fiança e doação ou invalidação de aval realizados pelo outro cônjuge sem a sua autorização.

Independe de Autorização • • • Compra, mesmo que a crédito, quanto as necessidades domesticas. Realizar empréstimo no caso acima Obrigação solidária, ambos, quaisquer dívidas contraídas para necessidade domestica.

Necessita de Outorga (exceto na separação de bens)

• • • •

alienação ou gravame dos bens imóveis pleitear em juízo acerca desses bens doação dos bens comuns poderá o juiz suprir a outorga do cônjuge impossibilitado de faze-la ou que a negue sem justificativa. UXÓRIA (esposa) MARITAL (marido)

Outorga

Suprimento Judicial

A falta da outorga ou suprimento judicial torna ANULÁVEL o ato por 2 anos a contar do termino da sociedade conjugal. Excluídas de Qualquer Comunhão • • • os bens de uso pessoal, os livros e instrumentos de profissão os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge as pensões meios-soldos, montepios e outras rendas semelhantes.

* A substituição (sub-rogação) de bens NÃO se comunica. * Ninguém herda dívidas. A dívida é paga com o patrimônio deixado. * Entra tudo, menos aqueles com clausula de incomunicabilidade e sub-rogados. Sub-roração = substituição – vende uma e compra outra. Participação Final do Aquesto • É um misto de regimes.

* O único regime que não precisa de outorga é a total de bens. Usufruto e Administração dos Bens dos Filhos • • • • • pai e mãe são usufrutuários ambos os pais administram os bens não podem alienar ou gravar ônus reais a imóveis dos filhos. se o fizerem, os atos podem ser anulados pelos filhos, herdeiros e representantes legais. no caso de má administração dos bens poderá ser nomeado um curador para essa finalidade.

Quantos Estados Civis existem? solteiro casado viúvo divorciado

Estados Civís

* O estado civil do SEPARADO (suspensão) é CASADO.

Término da Sociedade Conjugal • • • • morte nulidade ou cancelamento do casamento separação judicial divórcio

O divórcio é a dissolução do casamento. Anular o divórcio NÃO PODE. NÃO EXISTE. Casa-se de novo com a mesma pessoa. A separação é o estágio PROBATÓRIO para se saber se é isso o casal deseja mesmo. A separação é a suspensão de casamento, incluindo a suspensão de regime de bens, ou seja, os bens não se comunicam na separação. De fato Judicial Por escritura pública (L.11441) * A “judicial” e “escritura pública” têm respaldo jurídico * A separação consensual (depois de 1 ano de casado) e litigiosa. A legislação te obriga a ficar casado pelo menos 1 ano, depois para entrar com a separação. Separação de FATO Separação JUDICIAL Separação e Divórcio • • • • • institutos jurídicos criados pela lei 6515/97 que transformou o desquite em separação. a separação suspende apenas os direitos e deveres matrimoniais e o regime de bens (1576). o separado é casado, por isso não pode se casar novamente. já o divórcio é a dissolução do vinculo. somente os cônjuges poderão requere-las. Se forem incapazes o curador, o ascendente ou irmão (1576, par. único). 2 anos 1 ano

A separação pode ser

EXERCICIO 1) Estabeleça a diferença entre o regime de separação total de bens e a participação final no aquesto. r: Os bens na separação total de bens, já mais se comunicarão. Já PFA, no momento do término da sociedade conjugal, os bens adquiridos de forma onerosa que ainda sub-existirem serão partilhados. A diferença entre os dois é que na união entre os regimes, os cônjuges tem liberdade para administrar os seus bens Outra diferença é

que para separação total de bens, não precisa de outorga para venda de imóveis, já na PFA precisa de outorga para bens imóveis. 2) Qual é o instrumento jurídico apto a estabelecer o regime patrimonial? Qual é a sua forma e quando deverá ser apresentado? r: O pacto antenupcial. É um instrumento público, escrito. Tem que fazer e registrar em hasta pública antes do casamento e apresentar no momento da habilitação, no cartório. 3) Em que momentos em que a autonomia das vontades não será respeitado no tocante da escolha do regime de bens? r: Todos aqueles que ainda estejam em curso, nas causas suspensivas (1523). Devem casar sob o regime de separação de bens. Também aqueles maiores de 60 anos (inclusive). O STF, de acordo com a súmula, entende que as pessoas que foram obrigados a casar sob o regime de separação total de bens e adquirirem bens adquiridos na constância do casamento, podem ser partilhados. 4) No regime de separação de bens, em quais momentos serão necessários a outorga para alienação de bens? r: Em nenhum momento. 5) O regime de PFA, caberá a meação do cônjuge sobrevivente de ter recebido por herança? r: Não. Só bens que foram adquiridos de forma onerosa. Para um determinado bens não entrar na meação, coloca-se uma cláusula de incomunicabilidade e inalienabilidade. Quem coloca essa cláusula é o doador e não o cônjuge! Direito de Família 19 de setembro de 2007 Consensual – após 1 ano de casamento – por escritura pública sem filhos menores e sem lide ou / por via judicial Litigiosa – a qualquer tempo; judicial - fato - cautelar

Separação

Separação de Corpos

- preventiva - incidental

A separação modifica a vida dos 2, é um período de adaptação. Separação (1562) • é um resquício conservador. No entendimento da doutrina moderna é totalmente dispensável. • na forma amigável, somente é cabível após 1 ano de casamento. • Caberá a reconciliação a qualquer momento.

• •

requer, obrigatoriamente, a partilha dos bens. suspende os deveres do casamento e o regime patrimonial.

Durante a SEPARAÇÃO, para vender um imóvel tem que ter a outorga. No regime parcial de bens, um imóvel comprado na constância do casamento, NÃO da suspensão de frutos. A ação cautelar (de separação de corpos) principal é até 30 dias que tem que propor. Divórcio direto; depois de 2 anos separado de fato, entra-se com o divórcio direto. Causas de Separação • vontade das partes. • grave violação dos deveres conjugais. • insuportabilidade da vida em comum. • ocorrência de atos graves. Classificação da Separação • separação remédio (1572 §2º) • separação falência (1572 §1º) • separação sanção (1573) Culpa na Separação • o cônjuge que incorrer nas hipóteses elencados no art 1573. • o cônjuge culpado não poderá usar o sobrenome do outro a não ser nos casos previstos no art 1578. • perde também, direito a alimentos com ressalva (15704, PU) Separação Litigiosa • caso não haja consenso, intenta-se ação litigiosa. • faz-se necessário o cônjuge que a requerer dizer o motivo e/ou a culpa do outro para justificar o pedido. • pode ser convertido a qualquer tempo para consensual. • cabível, apenas, judicialmente. Separação Consensual • deverá ser requerida conjuntamente com os cônjuges • tem como requisito 1 ano de casamento • em caso de filhos menores, a ação consensual deverá dispor sobre a guarda, alimento e visitação. • poderá ocorrer por escritura pública se não houver interesse de incapazes.

Exercícios 1) Constância, após acidente, ficou com deficiência mental e não está sendo alimentada e nem tendo a atenção necessária por parte de sua esposa. Como pode a família dele resolver o problema? R: A família pode pedir a curatela dele na justiça e fazer o divórcio. Fazendo o divórcio, haverá de ter a partilha dos bens. Art 1582 e PU.

2) Após ter conhecimento que sua esposa está tendo um relacionamento extraconjugal, Amélio quer separar-se imediatamente. Pode fazer por escritura pública? R: Depende. Se houver um consenso entre os 2 em tudo e não houver filhos menores envolvidos, pode. Do contrário, eles têm que ir ao judiciário.

3) Uma pessoa desquitada há anos está noiva e pretende casar novamente. Há algum impedimento? R: Há sim. O desquite é a separação, portanto ainda está casada. Para casar novamente, terá que se divorciar primeiro para depois casar novamente. Art 1521, VI. =========================== 1) Quais são as implicações para o cônjuge culpada pela separação? R: o cônjuge que incorrer nas hipóteses elencados no art 1573, o cônjuge culpado perde o direito da manutenção de usar o sobrenome do outro a não ser nos casos previstos no art 1578. Perde também, direito a alimentos com ressalva (1704, PU). 2) Diferencie separação e divórcio. R: A separação é uma suspensão do casamento para as partes terem a certeza que é o divórcio que eles querem mesmo. O estado civil do separado é ainda casada. Já o divórcio é o fim do contrato matrimonial. Não há como voltar. Para os mesmo casarem, não tem como anular e sim casar novamente. A separação apenas suspende os efeitos do regime de bens e os deveres do casamento. Não dissolve o vínculo, é apenas um estado em que se encontra o casamento. A separação pode ser revertida. A partilha é obrigatória, no divórcio, não. Já o divórcio é o fim do casamento. Sem qualquer possibilidade de reversão. O divórcio é um estado civil, a separação, não. Como eu posso fazer um divorcio sem partilha? Pelo divórcio direto. 3) Das questões críticas discutidas em sala de aula, qual é o moderno entendimento quanto o instituto da separação? Que é antiquado, um atraso.

R: No 1704, CAPUT e par. único: Se um dos cônjuges separados judicialmente vier a
necessitar de alimentos, será o outro obrigado a prestá-los mediante pensão a ser fixada pelo juiz, caso não tenha sido declarado culpado na ação de separação judicial. Parágrafo único. Se o cônjuge declarado culpado vier a necessitar de alimentos, e não tiver parentes em condições de prestá-los, nem aptidão para o trabalho, o outro cônjuge será obrigado a assegurá-los, fixando o juiz o valor indispensável à sobrevivência.

Direito de Família 26 de setembro de 2007 DIVÓRCIO CONVERSÃO E DIVÓRCIO DIRETO Lei 11441/07 altera os arts 982, 983, 1124 do CPC. Divórcio DIRETO CONVERSÃO • • •  2 anos de separação de fato  1 ano a contar da separação judicial, por escritura ou da medida cautelar – separação de corpos.

extingue o vinculo matrimonial não cabendo arrependimento. a partilha de bens não e condição para concessão do divorcio – art 1581 diferente da separação, o divorcio altera o estado civil.

- exercício 1) Qual e a natureza jurídica do casamento? r: não há uma definição consensual. Algumas pessoas acham que é um contrato, outras um instituto, outras que é um ato jurídico não negocial (são aqueles em que o ordenamento jurídico colocam as regras e cabe a pessoa apenas aderira essas regras ou não), outras acham que é sui generis. 2) Que medida e cabível no momento em que os cônjuges não mais suportam a vida em comum, mas ainda não cabe a separação judicial? r: só cabe a separação de fato, pois ainda está dentro do prazo de 1 ano de separação consensual. 3) No momento que foi pedida a separação consensual, descobre-se que os cônjuges eram irmãos por parte de pai. Que medida caberá para dissolução direto do vinculo? r: Caberá a anulidade do casamento, de acordo com o art 1521. 4) Uma moça com 16 anos devidamente autorizada contrai matrimônio forçada por seus pais. Que medida é cabível? r: Ela foi coagida, portanto cabe a anulação do casamento ou não. É um ato anulável. Vai depender de sua vontade, de acordo com o art 1550, II, 1558. 5) Um homem separado judicialmente ha 2 anos, muito apaixonado por sua namorada resolve casar-se. O que devera fazer para tanto? E se o mesmo estivesse separado de fato? r: Ele deve converter a separação judicial em divórcio. Estando separado de fato, entra com o divórcio direto. Extingue o casamento dele. 6) Na mesma situação acima, mas considerando que ele esteja divorciado sem partilha de bens, em que implicações teria sobre o novo matrimônio? r: É uma modalidade de suspensão de casamento. Ele só poderá casar novamente quando fizer a partilha dos bens ou o juiz pode determinar a autorização do casamento, mas com a separação total de bens. QUando resolve a questão da partilha, pode mudar o regime de bens.

7) Uma mulher casada não tem noticia do seu marido ha mais de ano, desde que o mesmo foi ao supermercado e não voltou mais. O que poderá fazer para novas núpcias? r: Requer a separação para depois o divórcio. Ajuíza um ação alegando abandono de lar e aruptura da vida conjunta mais de 1 ano. CONCUBINATO PURO ou IMPURO. E todo relacionamento não alicerçado pelo casamento. Tem que preencher todos os requisitos para ser PURO, do contrario será impuro. O “puro” e protegido pela lei, já o impuro, não. PURO – união estável (lei 8971/94) e depois a lei 9278/96 - 5 anos - prole (foi revogada) DE FATO - inicia-se no FATO e extingue-se no FATO. • duradouro • publico • continuo • homem e mulher • constituir família Agora a lei em vigor e a 9278/96. Ha requisitos, mas ha uma exceção: o art 1521 serve todo para essa lei, MENOS o inc VI.