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AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA EM IDOSOS

VOZ
VOZ

Fonoaudióloga Isabela Vono

Novembro/ 2005 Belo Horizonte - MG MOTRICIDADE ORAL AUDIÇÃO FONOAUDIOLOGIA LINGUAGEM
Novembro/ 2005
Belo Horizonte - MG
MOTRICIDADE ORAL
AUDIÇÃO
FONOAUDIOLOGIA
LINGUAGEM

Gerontologia:

Estudo científico (INTER/TRANSdisciplinar) do processo de envelhecimento de todas as coisas vivas, abrangendo aspectos biológicos e biopsicossociais.

Senescência: alterações funcionais e anatômicas que ocorrem naturalmente no organismo com o decorrer do tempo. Senilidade: alterações produzidas pelas várias doenças que podem acometer o idoso.

GIGANTES DA GERIATRIA

Is

Incontinência vesical; Iatrogenia. Incapacidade Cognitiva Delirium Depressão Demência; Imobilidade; Instabilidade postural;

Insuficiência familiar Institucionalização Isolamento social Indiferença.

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FONOAUDIOLOGIA EM GERONTOLOGIA:

OBJETIVOS:

Prevenir;

Manter atividades físicas, cognitivas;

Adequar e propiciar melhor qualidade de vida.

MOTRICIDADE ORAL

•MASTIGAÇÃO

•DEGLUTIÇÃO

Fisiologia normal da deglutição:

Fase Oral (controle voluntário): lábios. Bochechas, língua, assoalho da boca, palato e dentes participam ativamente das fases preparatórias da deglutição, incluindo a manutenção dos alimentos na cavidade bucal, sua lateralização para mastigação e a formação do bolo. Quando a língua, que contém o alimento na sua depressão central, vai de encontro ao palato, o bolo é impulsionado para orofaringe; Fase faríngea (controle involuntário):

Elevação da faringe pela ação do músculo estilofaríngeo e contração do músculo constrictor superior, aproximando sua parede posterior ao palato mole, dificultando, assim, o refluxo dos alimentos para a cavidade nasal; o movimento vigoroso da língua em sentido posterior determina, em toda a faringe, um importante aumento da pressão interna do órgão; Anteriorização e elevação da laringe, contra a base da língua ocluindo a entrada das vias aéreas, que são ainda protegidas pela epiglote, pregas ariepiglóticas e pelas pregas vocais; esta movimentação aumenta o diâmetro da hipofaringe, o esôfago se alonga, havendo discreta queda da pressão interna do órgão; Segue-se contração circular rápida e forte da parte alta da faringe contra o palato, desencadeando onda contrátil propulsiva no sentido crânio caudal, progredindo para a hipofaringe e esôfago; Fase esofágica: passagem do bolo pelo esfíncter faringoesofágico, progredindo da parte superior do órgão para a inferior pela ação de contrações esofágicas coordenadas e peristálticas. Com a chegada do alimento, há a deflagração da sua atividade contrátil, relaxamento pressórico do esfíncter inferior do esôfago para facilitar a passagem do alimento para o estômago. Após transição esôfago-gástrica, o esfíncter inferior recupera seu tônus pressórico para dificultar a ocorrência de refluxo gastroesofágico.

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DISFAGIA: Dificuldade de deglutição que interfere no transporte do bolo da boca ao estômago, decorrente de um processo agudo ou progressivo. Não é uma patologia, mas sim um sinal ou sintoma de alguma etiologia •orofaríngea •esofágica.

ASPIRAÇÃO: Entrada freqüente de saliva ou de partículas de alimento nas vias aéreas (dieta/RGE). Pode desencadear complicações respiratórias, pneumonia, asfixia, desnutrição e desidratação.

Etiologias da disfagia:

neurogênica mecânica (iatrogênica) induzida por drogas (iatrogênica) psicogênica presbifagia

Disfagia Neurogênica:Causada por doenças neurológicas ou trauma. •doenças do SNC: AVE, poliomielite, ELA, Parkinson, PC, tumor cerebral, TCE, demências •doenças musculares: distrofia muscular óculo-faríngea, distrofia miotônica e miastenia gravis

Disfagia Mecânica: Controle neurológico central e os nervos periféricos estão intactos, porém não há integridade nas estruturas anatômicas responsáveis pela deglutição (OFAs). inflamações agudas dos tecidos da orofaringe;traumas (perfuro cortante, intubação endotraqueal); queimaduras inalatórias (substância cáusticas); divertículo de Zencker;CA cabeça e pescoço; cirúrgicas cabeça/pescoço, cardíacas, torácicas; radioterapia; osteófito cervical; acalasia; estenose esofágica.

Disfagia Iatrogênica: termo utilizado para o distúrbio da deglutição causado por utilização de medicamentos ( + / - ) ou por atos cirúrgicos ou terapêuticos inadequados. Efeitos que podem alterar o processo da deglutição: diminuição do estado de alerta; redução da função faríngea por miopatia medicamentosa; diminuição na transmissão neuromuscular; desor dens de movimento; aumento ou diminuição da saliva

nível de consciência: benzodiozepínicos (sedativos, hipnóticos, anticonvulsinantes), zolpiden, hidrato de cloral, hidroxine, antihistamínicos, neurolépticos, barbitúricos, fenitoína, carbamazepina, valproato sialorréia: anticolinesterásticos (hetanecol), anticolinérgicos (prostigmina), clonazepan e clozapina;

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xerostomia: anticolinérgicos, antipsicóticos, captopril, clonidina, diuréticos, antidepressivos tricíclicos. movimentos involuntários (discinesias, distonias, parkisonismos):

neurolépticos dismotilidade esofágica: anticoligérgicos, antipsicóticos, bloqueadores de canais de cálcio, relaxantes musculares, hipnóticos, teofilina, antidepressivos tricíclicos motilidade faríngea: antibióticos aminoglicosídeos, toxina botulínica (espasmos cervicais), corticosteróides lesão esofágica: ácido ascórbico, aspirina, doxiliclina, eritrominina, antiinflamatórios não-esteróides, cloreto de potássio, prednisona, tetaciclina

Disfagia Psicogênica: Por ansiedade, depressão e conversivos.:

Fase oral aumentada Fase faríngea normal; Fisiologia normal de todas as estruturas

Disfagia/Envelhecimento:

No

idoso há

uma deterioração do

sistema sensitivo e da função

motora, decorrente do processo natural de envelhecimento

O processo de envelhecimento não causa disfagia, entretanto deixa o mecanismo mais propenso à fragilização.
O processo de envelhecimento não causa disfagia, entretanto deixa o
mecanismo mais propenso à fragilização.

SINAIS E SINTOMAS engasgos, tosses e pigarros constantes sem estar se alimentando voz molhada tempo de refeição prolongado aumento da freqüência de refeições evitar algum tipo de alimento/consistência isolamento durante a refeição emagrecimento significativo desidratação regurgitação nasal sensação de estase dificuldade na mastigação ingerir líquidos para auxiliar a deglutição realizar múltiplas deglutições para o bolo alimentar pequeno engasgos, tosse e pigarro freqüentes antes, durante e/ou após a refeição apresentar incontinência salivar e alimentar, dor torácica febre

DISFAGIA: Características Fase Preparatória incontinência labial; incoordenação dos movimentos da língua; amassamento do alimento com a língua contra o palato; não tritura o alimento;

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incapaz de lateralizar o bolo;

não forma bolo alimentar;

perda prematura do bolo alimentar para faringe ;

DISFAGIA: Características Fase Oral não centraliza o bolo alimentar; não propulsiona o bolo alimentar; redução do movimento ântero-posterior da língua; contato língua-palato incompleto tempo de trânsito oral aumentado; perda prematura do bolo alimentar para faringe; aspiração antes da deglutição; Não desencadeia ato deglutição; estase na cavidade oral.

DISFAGIA: Características Fase Faríngea não ocorre o fechamento velofaríngeo; regurgitação nasal; não ocorre elevação e/ou fechamento laríngeo; tempo de trânsito faríngeo aumentado; penetração e/ou aspiração durante a deglutição disfunção do EES; estase na região da faringe ou da laringe.

DISFAGIA: Características Fase Esofágica aspiração após a deglutição; tempo de trânsito esofágico aumentado; movimentos peristálticos reduzidos; refluxo gastroesofágico

DEGLUTIÇÃO/ENVELHECIMENTO Língua hipertrófica (crescimento de tecido conectivo e depósito de gordura); Diminuição da mobilidade de língua; Alteração da força de movimentação; Alteração de paladar (perda papilas gustativas); Perdas dentárias ou próteses mal adaptadas; Diminuição da força mastigatória; Fadiga alimentar.

Achados Videofluoroscópicos: tempo prolongado da fase preparatória; alteração na excursão do osso hióide; diminuição da elevação laríngea e proteção da V.A.; alteração na motilidade do EES; redução na amplitude da contração peristáltica do esôfago; atraso no esvaziamento esofágico; diminuição de pressão de repouso do EES; RGE.

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FISIOLÓGICO

   

PATOLÓGICO

 

Diminuição salivar

 

Boca muito seca

 

Lentificação

da

mastigação

e

Presença de bába

 

deglutição Escolha de alimentos mais moles

   

Evitar várias refeições

 

Grande dificuldade de mastigação Movimentos repetitivos e incoordenados de língua e mandíbula durante mastigação

Pouca tosse

Deglutição

múltipla

do

mesmo

alimento

Alterações do sabor

     
 

Tosses e engasgos frequentes Refluxo nasaL

 
 

Restos de alimentos em cavidade oral pós alimentação

     
 

Pigarro e halitose Febres constantes

 
 

Voz rouca após as refeições

 

TRATAMENTO FONOTERAPÊUTICO NO IDOSO

Anamnese/rapport; História clínica (HPP/HMA) e levantamento de dados; Avaliação clínica: cognição, aspectos anatomorfológicos e anatomofuncionais de OFAS, sensibilidade, sistema estomatognático, estado dentário e/ou uso de próteses; qualidade vocal, avaliação funcional da deglutição ( direta e indireta / ausculta cervical, oximetria de pulso, monitoramento vocal, aspectos gerais), avaliação da linguagem (testes,conversa espontânea),AVDs, AVDIs

AVALIAÇÃO DA DEGLUTIÇÀO:

CCllíínniiccaa ((FFoonnooaauuddiioollooggiiaa));; VViiddeeoofflluuoorroossccóóppiiccaa;; NNaassooffiibbrroollaarriinnggoossccóóppiiccaa;;

AAvvaalliiaaççããoo CCllíínniiccaa:: EEXXAAMMEE

Sistema Estomatognático:Aspecto; Postura; Tônus; Mobilidade; sensibilidade; Dentição; Salivação; Ato motor da deglutição; RReefflleexxooss ppaattoollóóggiiccooss;; MMaassttiiggaaççããoo;; DDeegglluuttiiççããoo

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MMaassttiiggaaççããoo:: mmooddoo;; tteemmppoo;; pprrooffiicciiêênncciiaa;; aajjuuddaa ccoomm llííqquuiiddoo;; ccoonnttiinnêênncciiaa aalliimmeennttaarr;; ssiinnaall ddee ppeenneettrraaççããoo//aassppiirraaççããoo aanntteess ddaa ddeegglluuttiiççããoo

Deglutição:tempo; ajuda com líquidos; elevação laríngea; n° deglutições/bolo; qualidade vocal; sinal de penetração/aspiração durante ou após a deglutição; aalltteerraaççããoo rreessppiirraattóórriiaa;; rreegguurrggiittaaççããoo nnaassaall;; ssaaííddaa ddee aalliimmeennttoo ppeelloo ttrraaqquueeoossttoommaa;; pprreesseennççaa ddee ttoossssee;; sseennssaaççããoo ddee eessttaassee;; mmaannoobbrraass ffaacciilliittaaddoorraass..

oo

DDeeffiinniiççããoo ddaass ccoonnddiiççõõeess ppaarraa VVOO ((ccuurrttoo ee lloonnggoo pprraazzoo));;

oo

CCooggnniiççããoo ee eessttaaddoo ddee aalleerrttaa;;

oo

TTeemmppoo ddee ddeemmoorraa nnaa iinnggeessttããoo ddaa ddiieettaa;;

oo

EEppiissóóddiiooss ddee ppeenneettrraaççããoo ee aassppiirraaççããoo (( ddeeffeessaa ddee VVAAss));;

Diagnóstico; Planejamento terapêutico Estimulações orofaciais extra e intra orais; estimulações sensoriais (órgãos dos sentidos: olfativas, gustativas, visuais, auditivas, táteis); estimulações direta e indireta da deglutição; estimulações lingüísticas, estimulações cognitivas; Exames complementares (nível cognitivo); Discussão do caso.

PROCEDIMENTOS FONOTERAPÊUTICOS:

#Otimização do Nível Cognitivo; # “Higiene Oral”; #Estimulação Sensório-motora oral; #Postura; #Mobilidade do Sistema Estomatognático; #Deglutição; #Cuidados com traqueostomia; #Orientações

# OTIMIZAÇÃO DO NÍVEL COGNITIVO:

- Estimulação sensorial global (órgãos dos sentidos); -Orientações quanto a participação do acompanhante;

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#HIGIENE ORAL - Retirada de restos alimentares e outros resíduos, como secreções, fluídos ou excesso de saliva instalados na cavidade bucal;

  • - Objetivo: propriocepção oral, melhorar a aferência oral (gosto, temperatura,tato);

  • - Diminuir risco de proliferação de bactérias;

  • - Modificação ao longo do tempo da configuração do tecido que recobre a língua (cobertura esbranquiçada formada por resíduo alimentar, de difícil retirada);

  • - Procedimento ensinado ao cuidador e auxiliar de enfermagem ou realizado pelo próprio idoso se o mesmo apresentar condições para efetuação de tal procedimento; Fatores: frequência de alimentação via oral, presença ou ausência de estase salivar em cavidade bucal, hiposalivação, produção abundante de secreção, dificuldade para cuspir.

#ESTIMULAÇÃO SENSORIO-MOTORA ORAL:

•Massagem digital extra e intra oral;•Variedade de odores, sabores, texturas e temperaturas;•Adequar padrões musculares inadequados.

#POSTURA:

Com o envelhecimento ocorre uma diminuição de estatura, devido ao achatamento das vértebras, cifose dorsal e presença de osteófitos; que muitas vezes agravam a deglutição. Faz-se necessário o uso de manobras posturais com o objetivo de adequar o padrão de deglutição. O posicionamento do paciente durante alimentação é um dos principais cuidados tomados, a fim de evitar a ocorrência da aspiração pulmonar.

( Cuidados especiais para idosos acamados: contraturas musculares, úlceras de pressão)

#MOBILIDADE DO SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO:

* TÉCNICAS INDIRETAS: exercícios de mobilidade do SSMO, estimulação do ato da deglutição, exercícios de proteção de VAs)

# CONTROLE MOTOR ORAL DO BOLO elevar/abaixar a ponta de língua, elevar/abaixar o dorso de língua, protruir e retrair a língua, lateralizar a língua, varredura de palato, manipulação intra-oral de garrote, gaze embebida

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# ESTIMULAÇÃO DA DEGLUTIÇÃO espelho laríngeo 00 ou 0 gelado água congelada numa seringa de 5ml ou menor água congelada na luva ou dedeira gelo picado/ água gelada (utilizar técnica dos 4 dedos para verificar elevação e anteriorização laríngea)

#PPRROOTTEEÇÇÃÃOO DDAA VVIIAA AAÉÉRREEAA empuxo, ataque vocal brusco, tosse + som vocálico, deglutição incompleta sonorizada, pressão sobre a cartilagem tireóide, mudança de postura de cabeça, variação tonal protrusão e retração da língua

Terapia indireta:

Exercícios de motricidade oral Trabalhar a sensibilidade extra e intra oral (Materiais diferentes, temperatura) Inibição dos reflexos patológicos

Reflexo de procura: tocar os pontos cardiais, um de cada vez, ao mesmo tempo que se impede a movimentação de cabeça em direção à fonte; Reflexo de sucção: o estímulo é dado tocando-se os lábios que devem ser mantidos relaxados ou um pouco retraídos, impedindo a sua protrusão; RReefflleexxoo ddee mmoorrddiiddaa:: ssããoo ddaaddooss ttooqquueess nnaass ggeennggiivvaass,, llaatteerraallmmeennttee,, aaoo mmeessmmoo tteemmppoo eemm qquuee aa mmaannddííbbuullaa éé mmaannttiiddaa ffiirrmmeemmeennttee oocclluuííddaa,, iimmppeeddiinnddoo--ssee mmoovviimmeennttooss vviiggoorroossooss ddee aabbeerrttuurraa ee ffeecchhaammeennttoo;;

RReefflleexxoo ddee vvôômmiittoo:: éé ttooccaaddaa aa rreeggiiããoo ddaa llíínngguuaa eemm qquuee oo rreefflleexxoo eesstteejjaa

pprreesseennttee ee sseegguurraa--ssee,, ffiirrmmeemmeennttee ssuuaa ddaa bbooccaa,, aaoo mmeessmmoo tteemmppoo qquuee éé ffoorrççaaddaa eemm ddeessttaa mmaanneeiirraa ssuuaa pprroottrruussããoo..

ppoonnttaa ccoonnttrraa oo aassssooaallhhoo ddiirreeççããoo ppoosstteerriioorr,, iimmppeeddiinnddoo

TÉCNICAS DIRETAS (modificações nas características da dieta:

consistência, textura e volume; posicionamento da dieta na cavidade oral; controle do bolo alimentar; manobras posturais de cabeça; deglutição supraglótica; deglutição super-supraglótica; manobra de Mendelsohn) e/ou indiretas

Terapia direta: introdução da dieta por via oral, utilizando manobras terapêuticas quando necessárias

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Terapia direta:

CCOONNSSIISSTTÊÊNNCCIIAA -- Começar com o que for mais fácil para o

paciente

e

ir aumentando a dificuldade a medida em que a terapia evolui; VVOOLLUUMMEE -- Deve ser de acordo com as possibilidades do

paciente

Os volumes muito pequenos são utilizados mais para a estimulação gustativa;

Em pacientes com hipo sensibilidade intra-oral para quantidades pequenas podem provocar micro-aspirações; Volumes maiores como de 3 a 5 ml fornecem mais pistas para paciente sendo mais funcional. TTEEMMPPEERRAATTUURRAA -- ROSENBEK et al. relata que os alimentos frio tem um tempo diminuído no transito oral, com melhora no disparo do reflexo da deglutição. Os alimentos frios dão mais pistas ao paciente porque diferem da temperatura da cavidade oral.

o

Os alimentos com

temperatura mais morna podem relaxar as

estruturas da cavidade oral dando ao paciente maior tempo de preparo do bolo. PPOOSSTTUURRAA CCOORRPPOORRAALL – Sempre que possível 90°

Mudança de Postura de Cabeça

CABEÇA PARA BAIXO (fases: preparatória, oral e faríngea) Objetivos: Fechamento laríngeo (Proteção V.A) e Manutenção do alimento em cavidade oral Indicações: Paralisia laríngea; Aspiração antes e/ou durante a deglutição; Falta de controle oral e mobilidade de língua; Sensibilidade oral e/ou faríngea alterada

CABEÇA PARA TRÁS (fase oral) Objetivos: Facilitar a ejeção e Diminuir o tempo de trânsito oral Indicação: Mobilidade de língua comprometida Contra-indicado: Risco de aspiração antes e/ou durante a deglutição

CABEÇA INCLINADA (fases: preparatória, oral e faríngea) Objetivos: Manutenção do alimento em cavidade oral; Ejeção da boca até o esôfago pelo lado inclinado; Indicações: Falta de controle oral (mobilidade de língua); Sensibilidade oral e/ou faríngea alterada; Paralisia de constritores faríngeos unilateral; Paralisia laríngea unilateral;Ressecções de hemilaringe.

CABEÇA VIRADA (fase faríngea) Objetivos: Proteção de V.A.; Facilitar a passagem da faringe para esofâgo Indicações: Paralisia de constritores faríngeos unilateral; Paralisia laríngea unilateral; Ressecções de hemilaringe;

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COMBINADAS (fases: preparatória, oral e faríngea) Objetivos: variados Indicações: diversas

MANOBRA SUPRAGLÓTICA (fase faríngea) Objetivos: Manter fechamento glótico prolongado; Aumentar o tempo de apnéia da deglutição Indicações: Aspiração/penetração durante a deglutição; Sensibilidade laríngea prejudicada; Cognitivo preservado

Procedimento:

•Antes de deglutir, prender a respiração (apnéia) •Deglutir •Pigarrear •Deglutir •Volta a respirar

MANOBRA SUPER SUPRAGLÓTICA (fase faríngea) Objetivos: Manter fechamento glótico prolongado; Promover fechamento supraglótico - base de língua §Indicações: Aspiração/penetração durante a deglutição; Sensibilidade laríngea prejudicada; Cognitivo preservado

Procedimento:

•Antes de deglutir, prender a respiração (apnéia) •Deglutir com muita força cervical •Pigarrear •Deglutir com esforço •Volta a respirar

MANOBRA MENDELSOHN (fase faríngea) Objetivos: Promover elevação laríngea; Auxiliar na abertura do EES; Indicações: Elevação laríngea prejudicada; Cognitivo alterado

Procedimento:

•Passivo: terapeuta eleva laringe e a mantém •Ativo: Pc inicia a deglutição, mantem a laringe elevada até o término

Terapia direta:

MANOBRA MASAKO (fase faríngea) Objetivos: Melhorar a passagem do bolo da boca para o esôfago; Minimizar estase em recessos faríngeos;

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§Indicações: Paresia, fraqueza ou hipotonia de constritores da faringe; Cognitivo preservado

Procedimento:

•Deglutir com a língua entre os dentes

MANOBRA de LIMPEZA DOS RECESSOS FARÍNGEOS (fase faríngea)

Múltiplas deglutições (deglutições secas)

Deglutição dura (com esforço)

Emissão de fonemas guturais (“ri ri ri”)

Estalos de lábios protraídos

Valsava (deglutição com esforço inclusive abdominal)

Valsava modificada (cabeça para trás, inflar bochechas e soprar com

esforço e deglutir) Intercalar deglutições com sólidos e líquidos

A terapia fonoadiológica é individualizada, personalizada para cada paciente conforme suas necessidades, nível de cognição/compreensão, capacidades musculares e funcionais sempre respeitando capacidades, limites físicos e contexto.

#PRODUÇÃO DE SALIVA

Quanto à produção de saliva, ocorre uma diminuição com o avanço da idade que poderá influenciar o desempenho da fase de preparo e ejeção do bolo, levando o idoso a consumir maiores quantidades de líquidos durante as refeições.

#DEGLUTIÇÃO

•Monitoramento verbal; •Intermediação com colher vazia; • Inspeção oral;

# TRAQUEOSTOMIA:

o

Altera coordenação deglutição/respiração;

o

Limita a elevação laríngea;

o

Diminui a sensibilidade laríngea por desvio do fluxo aéreo e com a

o

presença do balonete; Disfunção nas pregas vocais

o

Compressão esofágica com o balonete;

o

Pressão subglótica:

probabilidade de aspiração.

#ORIENTAÇÕES:

o Estar acordado, alerta e bem disposto enquanto come; o Alimentar-se sentado (se não for possível, elevar cabeceira da cama); o Quem oferece o alimento deve se posicionar na mesma altura do paciente

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o Usar ordem verbal (“engula”, “coma devagar”, “mastigue bem”); o Utilize colher pequena e coma pequenas quantidades de comida para evitar engasgos; o Alimentar-se em lugar tranqüilo e iluminado; o Retirar fatores distrativos (TV, rádio); o Adequar utensílios (T.O.)(talheres, pratos); o Comer uma colherada de cada vez; o Mastigar bem e devagar; o Sentir bem o gosto dos alimentos o Garantir engoliu tudo antes da próxima colherada; o Variar sabor e temperatura; o Realizar higienização oral pós-refeição; o Não se deitar logo após refeição para garantir o esvaziamento completo do conteúdo alimentar do esôfago;

O FATO DE DEGLUTIR SALIVA OU ACEITAR PEQUENA QUANTIDADE DE ALIMENTAÇAO NÃO É SUFICIENTE PARA ELEGER ALIMENTAÇÃO EXCLUSIVA POR VIA ORAL.

O estabelecimento da via alimentar deve ser um procedimento cuidadoso, realizado com base no padrão de deglutição do paciente e em seu estado geral de saúde. Requer um amplo conhecimento do caso, assim como das síndromes geriátricas que acometem vários sistemas, gerando, além de problemas orgânicos, alterações de ordem motora e geral, prejudicando atividades como alimentação.

Vias de Alimentação:

o

Sonda nasoenteral; üGastrostomia;

o

Oral;

o

Mista: Transição da alimentação / Manutenção do prazer

alimentar;

Escolha da via de alimentação

Discussão com a equipe; Co-morbidades; Desempenho da dinâmica de deglutição; Aceitação de volume; Nível cognitivo; Nutrição; Hidratação. Medicação

A deglutição permanece segura nos idosos sadios. O fato de lentificar a deglutição pode permitir um tempo

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para adquirir geração de pressão adequada, o que significa que os idosos podem e devem se esforçar para

produzir pressões de deglutição adequadas, por meio de exercícios fonoaudiológicos. As doenças relacionadas com a idade expõe os pacientes a um maior risco de disfagia comprometendo

consequentemente seu estado geral.

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EXAMES COMPLEMENTARES

Indicação: avaliação clínica prévia; pacientes com desordem da deglutição com risco de broncoaspiração; obter excelência no diagnóstico da alteração da deglutição e sua etiologia; definição conduta; Contra-indicações : Segurança na deglutição / julgamento clínico; Sinais clínicos de aspiração; Comprometimento respiratório grave; Rebaixamento cognitivo; Instabilidade clínica importante

Metodologia da videofluoroscopia da deglutição orofaríngea

•Testar diferentes consistências e quantidades de alimento no plano lateral e

ântero-posterior; •Deglutição de bário: 4 consistências Volume testado: 5, 10, 20 ml, 200ml •Visão Ântero-posterior - Escolpar pulmão e deglutição de bário puro •Visão Lateral •Sólido com bário • Pastoso grosso •200 ml bário puro •líquido ( água + bário ) ••Visão oblíqua: Estudo do esôfago; Radiologista (Fase esofágica)

•Avaliação funcional da deglutição; •Detectar a disfagia, a sua etiologia e a penetração e/ou aspiração; •Permitir a visualização de todas as fases da deglutição; •Testar a efetividade das manobras terapêuticas e técnicas posturais;•Evoluir o estado nutricional do paciente; •Definir a melhor consistência e volume de alimento via oral; Vantagens:

* Detecção de alterações funcionais * Definição de posturas compensatórias e manobras

Qualquer faixa etária

DESVANTAGENS:

* Uso do contraste * Não avalia anormalidades estruturais * Método caro e pouco disponível

Fibronasolaringoscopia da deglutição

•Avaliação estrutural •Não é possível quantificar penetração ou aspiração •Black out deglutição •Testar a efetividade das manobras e das posturas • Definição de condutas

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•Avaliação estrutural (cavidade nasal, E.V.F., faringe, laringe) •Avaliação funcional : Fibroscópio na nasofaringe Voz : Emissão de vogal sustentada (Coaptação glótica, movimento mucoondulatório)

Deglutição:

Testar

3

consistências

+

corante

(Perda

prematura do bolo, aspiração ou penetração, estase em recessos faríngeos e

sensibilidade laríngea)

VANTAGENS •Detecção de alterações estruturais •Avaliação da sensibilidade laríngea •Avaliação no leito/consultorio •Ausência da radiação e de contraste •Menor custo

DESVANTAGENS

•Avaliação parcial da deglutição •Cooperação do paciente

AUDIÇÃO/EQUILÍBRIO

Fisiologia da audição:

O ouvido humano é um órgão altamente sensível que nos capacita a perceber e interpretar ondas sonoras em uma gama muito ampla de frequências (20 a 20.000 Hz). A captação do som até sua percepção e interpretação é uma seqüência de transformações de energia iniciando pela sonora, passando pela mecânica, hidráulica e finalizando com a energia elétrica dos impulsos nervosos que chegam ao cérebro. A energia sonora é captada pelo pavilhão auditivo (orelha) e penetra pelo conduto auditivo que termina em uma delicada membrana - o tímpano. O tímpano transforma as vibrações sonoras em vibrações mecânicas que são comunicadas aos ossículos (martelo, bigorna e estribo). Os ossículos funcionam como alavancas, aumentando a força das vibrações mecânicas e reduzindo sua amplitude. E também através dos ossículos que o ouvido tem a capacidade de "ouvir mais" ou "ouvir menos". Esse controle é feito através de pequenos músculos que posicionam os ossículos em condições de transferirem toda ou apenas parte da energia mecânica recebi da do tímpano. O último ossículo, o estribo, pressiona a janela oval da cóclea. Aí as vibrações mecânicas se transformam em ondas de pressão hidráulica que se propagam no fluído que a preenche. Finalmente, as ondas no fluído são detectadas pelas células

ciliadas que enviam ao cérebro sinais

nervosos (elétricos) que são

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interpretados como som. Os sinais nervosos levados pelo nervo auditivo ao cérebro já contém as informações das freqüências que compõem o som que está sendo recebido pelo ouvido. Essa análise se processa na membrana basilar da cóclea sobre a qual estão dispostas as milhares de células ciliadas.

cóclea
cóclea

Perdas auditivas:

# Condutiva: patologias que atingem ouvido externo e/ou ouvido médio. Bloqueio na transmissão das ondas sonoras através do ouvido externo e médio (rolha de cerúmen, otite média, calcificação entre os ossículos). Tendência a falar baixo; percepção melhor da própria voz. Importância da inspeção otoscópica.

# Neurossensorial: distúrbios que comprometem cóclea ou nervo coclear (VIII par craniano). Os níveis auditivos para as diferentes freqüências são desiguais. Os pacientes apresentam melhor audição para sons de baixa freqüência (sons graves). Sentem-se incomodados com a fala alta e apresentam dificuldade de ouvir a fala quando o ruído de fundo é alto. (Presbiacusia, Ototoxicidade, D. Meniere, ruídos).

A fala é alta, bilateral, usualmente simétrica, com tendência a não discriminar e entender o que é dito. Os sons altos são entendidos com precariedade. É lentamente progressiva e ocorre uma diminuição da sensibilidade para sons de alta freqüência.

Presbiacusia:

–Decréscimo fisiológico da audição; –Cuidados: exposição a ruidos intensos, uso indiscriminado de medicamentos, histórico (atividade profissional, hábitos de vida, doenças) – Problemas de alerta e defesa; –Dificuldades de comunicação –Isolamento social; –Diminuição da compreensão da fala;

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–Dificuldade maior em ouvir em ambientes ruidosos; –Maior queixa de que escutam, mas não entendem o que está

sendo dito;

–Dificuldade maior para sons agudos; –Irritação, raiva, constrangimento, tristeza

17 –Dificuldade maior em ouvir em ambientes ruidosos; –Maior queixa de que escutam, mas não entendem

AASI (Aparelho de Amplificação Sonora Individual)

# Mista: componentes condutivos e neurossensoriais;

# Central: antinge vias auditiva central (porção do nervo coclear e de suas conexões).

PRINCIPAIS EXAMES:

  • - Audiometria tonal (determinação dos limiares auditivos): detectar deficiencia auditiva, auxiliar no topodiagnóstico das lesões auditivas (OE/OM/OI), fornecer dados par indicação de AASI;

  • - Audiometria vocal/ Logoaudiometria (grau de recepção e reconhecimento do indivíduo para a linguagem oral): topodiagnóstico, detecção de perdas auditivas funcionais ou não orgânicas, evolução do rendimento auditivo-social do indivíduo, confirmação de limiares tonais, indicação do AASI;

  • - Imitância acústica

*Timpanometria: medida dinâmica da imitância acústica que verifica a mudança na complacência decorrente da variação de

pressão do ar no canal auditivo externo (JERGER, 1970) Timpanograma Tipo A: pico de máxima complacência, pacientes com ouvido médio normal Tipanograma Tipo B: não apresentam pico de máxima complacência em nenhuma pressão de ar. Indicativos de fluidos no ouvido médio (otite média serosa) ou pequenas perfurações em membrana timpânica; Tipanograma Tipo C: pico de máxima complacência. Indicativo de disfunção de tuba auditiva; Tipanograma Tipo As: baixa complacência. RIGIDEZ. Paciente com otoscleros ou timpanosclerose. Tipanograma Tipo Ad: altamente complacente. Pacientes portadores de disfunção de cadeia ossicular.

o

o

o

o

o

  • - Reflexo Estapediano: contração involuntária dos músculos do ouvido médio em resposta a um estímulo sonoro (NORRIS, 1980).

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Aparelho vestibular: receptor dos estímulos da gravidade e das acelerações linear e angulares. Oferece informação constante, tanto em repouso como em movimento, da posição do corpo no espaço.

Sinais e sintomas dos distúrbios vestibulares:

  • - Vertigem: sensação alucinatória de giro do individuo em relação ao ambiente (subjetivo) ou do ambiente em relação ao indivíduo (objetivo);

  • - Enjôo: sensação subjetiva, “mal do mar”, paciente refere como deslocamento do chão ou como caminhar sobre algodão;

  • - Nistagmo: movimento conjugado dos olhos em duas fases, involuntário e rítmico;

  • - Acúfenos (tinitus): ocorrência de ruídos nas orelhas e na cabeça, na ausência de alguma fonte externa (zumbido). Pode ser sinal de trauma acústico, doença de meniére, otosclerose, presbiacusia ou acúmulo de cerume que afeta o tímpano e oclui o canal auditivo externo.

  • - Outros: dor de cabeça, hipersensibilidade aos sons, fotofobia, dor muscular.

  • - Avaliação do Equilíbrio e da função cerebelar:

Prova de Romberg: solicita-se ao paciente ficar em pé mantendo os pés juntos e os olhos fechados Equilíbrio (normal), lateropulsão, anteropulsão ou retropulsão; Prova de Unterberger: solicita-se marchar no mesmo lugar com os olhos fechados permanência no mesmo lugar ou giro em torno de seu eixo (sinal de afecção vestibular); Prova Index-Index: paciente se senta e posiciona os braços estendidos, paralelos, na altura dos ombros, com os dedos indicadores apontando para frente e os olhos fechados (observar desvios); Prova Index-naso (pesquisa da dismetria): paciente com os olhos fechados toca com o dedo indicador (ora com a mão direita, ora com a mão esquerda) a ponta do nariz;

- EXAME VESTIBULAR

Objetivos:

  • - Analisar o a função do labirinto e suas correlações com demais órgãos e sistemas, dentre os quais o sistema-óculo motor, o cerebelo e o tronco encefálico;

  • - Determinar a existência ou não de alterações vestibulares;

  • - Identificar o(s) lado(s) que está (ão) lesados: D, E, D e E;

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  • - Verficar se a alteração é periférica (labirinto e/ou VIII par craniano até a entrada do tronco encefálico) ou central (núcleos vestibulares, vias de interligação ou cerebelo);

  • - Acompanhar a evolução do paciente durante tratamento prescrito;

Indicações:

  • - Alteração de equilíbrio: tontura, instabilidade postural, sensação de andar sobre algodão, vertigem;

  • - Alterações auditivas: sensação de abafamento, flutuação auditiva, zumbido;

  • - Síndromes neurológicas de fossa posterior p/ localizar nível da lesão;

  • - Distúrbio de aprendizagem.

Pesquisa do nistagmo postural: decúbito dorsal, decúbito lateral esquerdo, decúbito lateral direito; posição de Rose ( cabeça pendente), posição de Rose com torção cervical para a direita e posição sentada exames objetivos;

Registro dos movimentos oculares: ELETRONISTAGMOGRAFIA/ VECTO ELETRONISTAGMOGRAFIA (+ preciso/computadorizado) exames subjetivos; Vestibulometria: calibração dos movimentos oculares; pesquisa do nistragmo espontâneo; pesquisa do nistagmo direcional; rastreio pendular, nistagmo optocinético, provas rotatórias, nistagmo per- rotatório, provas calóricas.

Condutas e orientações terapêuticas (interdisciplinar):

* Reeducação alimentar: diminuição ou abolição do açúcar; não permanecer mais do que 3 horas sem ingerir alimentos; abolir frituras e gorduras; dar preferências às carnes brancas de aves ou peixes; aumentar a ingestão de verduras frescas ou pouco cozidas; evitar café, chá mate/preto e chocolate; Orientações complementares: diminuir ou abolir fumo e bebidas alcoólicas; evitar repouso excessivo e realizar atividades físicas; aumentar lazer (diminuir estresse);

*Tratamento medicamentoso: controlar sintomas (vertigem, náuseas, vômitos e zumbidos):

  • - antivertiginosos/antieméticos

  • - vasodilatores

  • - Ansiolíticos

Recomenda-se o uso da medicação num curto espaço de tempo, com

observação constante e diminuição progressiva das doses.

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efeitos colaterais: aumento de peso, sonolência, parkinsonismo, cefaléias, depressão, etc.

* Reabilitação vestibular:

- Conjunto de exercícios que promovem a recuperação funcional do equilíbrio

corporal.

  • - Necessidade de realização de anamnese detalhada, exame vestibular

completo, lesão vestibular estável e incompleto processo de compensação.

  • - Utilização de movimentos normais, naturais e não artificiais ;

  • - Visam promover a compensação vestibular para propiciar ao paciente uma adaptação para reestruturar seu equilíbrio e retomar suas atividades

rotineiras;

  • - Exercícios de habituação para estimular a compensação central e exercícios de controle postural para eliminação de respostas patológicas

relacionadas com movimentação de cabeça e atividades gerais de condicionamento. Objetivos fundamentais da reabilitação:

  • - Promover a estabilização visual durante os movimentos da cabeça;

  • - Melhorar a interação vestibulovisual durante a movimentação cefálica;

  • - Ampliar a estabilidade postural estática e dinâmica nas condições que produzem informações sensoriais conflitantes;

  • - Diminuir a sensibilidade individual à movimentação cefálica;

Principais técnicas de reabilitação vestibular: exercícios de Cawthorne & Cooksey; exercícios para incrementar a adaptação vestibular; exercícios para incrementar a estabilização da postura estática e dinâmica; estratégias alternativas para incrementar a estabilização do olhar, estimulação optovestibular; estimulação do reflexo vestibular horizontal e vertical; treinamento de coordenação de equilíbrio, protocolo de Bolonha, treinamento de habituação vestibular

VOZ

Presbifonia: processo de deterioração vocal inerente a idade decorrente da perda natural da eficiência biomecânica do organismo, que é variável para cada indivíduo conforme sua saúde, treino de voz e história de vida. Deve ser compreendida como parte do processo de envelhecimento normal e não como uma desordem vocal. –Alteração da qualidade vocal; nasalidade e intensidade; tempo máximo de fonação; pausas articulatórias; – velocidade de fala;

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Orientações:

•Hidratação constante; •Dieta equilibrada e diversificada; •Exercícios respiratórios; •Alongamento e atividades físicas;

•Não cometer abusos vocais. Deve-se pesquisar pelo motivo da alteração vocal (tumores, doenças

musculares e/ou degenerativas progressivas

...

).

LINGUAGEM

Afasia: termo que designa o distúrbio que afeta todos os aspectos da linguagem (compreensão e expressão), em decorrência de uma lesão cerebral. A afasia em si não é uma doença, mas um sintoma complexo relacionado a uma desordem neurofisiológica que envolve os mecanismos cerebrais. O distúrbio de linguagem pode vir acompanhado de modificações no comportamento, nas esferas intelectuais e emocionais, nas atitudes e na personalidade.Os distúrbios afásicos não são relativos somente à localização, extensão e severidade da lesão, mas aos hábito, experiências, educação e inteligência do indivíduo.

Causas mais frequentes do desenvolvimento da afasia:

o

Distúrbios vasculares (AVEs);

o

Infecções;

o

Tumores;

o

Traumas cranianos;

o

Doenças desmielizantes;

o

Distúrbios tóxicos;

o

Idiopáticas;

o

DOENÇAS DEGENERATIVAS (perda de neurônios e consequente atrofia cerebral)

O Hemisfério Esquerdo é considerado o hemisfério “especializado na fala e linguagem”. A área de BROCA, no lobo frontal (região anterior), é a área nobre do processamento motor da fala (expressão); a área de WERNICKE, no lobo temporal (região posterior), é a área nobre do processamento sensorial da fala (compreensão). Alguns distúrbios da comunicação humana, como as afasias, originam-se de lesões focais do HE; outros como decorrentes das doenças degenerativas, têm sua origem em lesões difusas nos dois hemisférios.

Distúrbios específicos de linguagem relacionados mais freqüentemente aos quadros de lesões no HE: perda total da linguagem; neologismo; disprosódia;

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manutenção da fala automática com redução da fala intencional; ecolalia, anomia; dificuldade de acessar o léxico ou recuperar informações a ele referentes; agramatismo; parafasia; linguagem perseverativa; distúrbios pragmáticos e discursivos.

Distúrbios específicos de linguagem relacionados mais freqüentemente aos quadros de lesões no HD: dificuldade em adequar a linguagem e o discurso ao contexto de produção; usar linguagem contextualizada quando houver necessidade de negociação de sentido (entre os interlocutores) para o desenvolvimento natural do diálogo; processar lingüisticamente os vários aspectos semânticos do léxico; processa habilidade de nível textual; processar prosódia; perceber e organizar as informações que envolvam aspectos emocionais da comunicação; processar informações referenciais e inferenciais; lidar lingüisticamente com ambigüidade. (Mac Kay et al ,2003)

Avaliação (doenças neurogênicas):

Uso de testes e de protocolos tais como: Afasia de Schuell, teste de Boston para afasia, teste de afasia Rio de Janeiro, protocolo de avaliação motora oral, protocolo de comunicação funcional de M.T. que normalmente abrangem aspectos de repetição, nomeação, leitura, relato de estória ou texto descritivo de figura e análise de conversa espontânea.

Avaliação de linguagem em pacientes com DEMÊNCIA

Comprometimentos mais comuns:

•Dificuldade em definir, nomear objetos ou itens de uma categoria; •Dificuldade de associar palavras; •Dificuldade em processar significado; •Decrescente sensibilidade ao contexto comunicativo; •Dificuldade na tradução de idéias em símbolos linguísticos; •Problemas com pensamentos abstratos, raciocínio e compreensão de relações lógicas; •Déficits no raciocínio verbal; •Dificuldades com ambiguidades; •Dificuldades com reprodução de histórias; •Discurso com tendência repetitiva; •Problemas de interação; •Decréscimo gradual do vocabulário,

....

dentre

outros.

Avaliação: Parâmetros das avaliações das doenças neurogênicas + avaliação do estado mental (atenção, orientação, linguagem, fala, habilidades visuo- espaciais, memória, habilidades de abstração e funções executivas). Deve-se analisar também: memória verbal e não verbal, construção visuo espacial, orientação espaco-temporal, raciocínio linguístico, repetição, leitura/escrita,

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nomeação,

compreensão auditiva, fluência e qualidade de conversa

espontânea.

(MINI-MENTAL •TESTE DE LISTA DE PALAVRAS DO CERAD (MORRIS et al, 1989; BERTOLUCCI et al, 1998); •FLUÊNCIA VERBAL (1 minuto), TESTE DO RELÓGIO; Teste de Boston (teste de descrição da Figura da cena do roubo do biscoito).

Cuidados e relações do dia-a-dia •Ouvir com atenção; •Falar de frente ao ouvinte; •Falar uma pessoa de cada vez; •Manter contato visual; •Vocabulário simples; •Utilizar linguagem gestual como apoio; •Conversar em locais tranquilos e iluminados •Ser direto; •Evitar questões abertas (ex: Onde vamos? Vamos ao supermercado?);

 

DEMENCIA

   

AFASIA

 

Início

gradual

do

 

problema

Início rápido do problema

 

(geralmente) Lesão cerebral bilateral

 

Lesão no hemisfério esquerdo

 

Pode apresentar variações de humor, retraimento, agitação

Apresenta humor apropriado, embora ocorram fases de depressão e demonstração de frustração

Cognição moderada ou severamente

Habilidades

de

linguagem

comprometida, mas as habilidades

comprometidas,

mas

a

cognição

de linguagem mantém-se até

preservada

estágios mais tardios Problemas de memória em graus variados

Memória preservada

 

Comportamento

desorganizado

e

Comportamento

organizado

e

socialmente inapropriado

 

socialmente apropriado

 

Confusão mental e desorientação de

Aspectos

mentais

e

orientação

tempo e espaço

espaço-temporal preservados

 

Desorientação do “eu” nos estágios mais tardios

Não há desorientação do “eu”

 

Deterioração

 

progressiva

 

da

Performances sintático-semântica e

performance

semântica

para

a

fonológica comprometidas ao

sintática e fonológica

 

mesmo tempo.

Fluência

até

o

início

do

estágio

Fluência e não- fluência

 

severo

 

Respostas pouco corretas para

Respostas

relativamente

corretas

tarefas de reconhecimento espacial

para

tarefas

de

reconhecimento

e verbal

espacial verbal

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Problemas nas habilidades de

Melhor

habilidade

de

reconto

de

reconto de estórias

estória

Problemas na descrição de objetos comuns

Melhor habilidade na descrição de objetos comuns

Compreensão do texto em situação

Melhor compreensão do texto em situação de leitura silenciosa

de leitura silêncios prejudicada Pior habilidade nas tarefas de

Melhor

habilidade

nas

tarefas

de

desenho

desenho

Afasia e demência podem ocorrer juntas: um paciente afásico pode desenvolver uma doença neurológica que resulte em demência; um paciente com demência pode sofrer um AVE que resulte em uma afasia e, ainda há casos em que pacientes com afasia podem ser confundidos com pacientes com demência e há pacientes com demência que apresentam sintomas afásicos (Mac Kay et al, 2003)

Os objetivos terapêuticos apóiam-se na manutenção da qualidade da comunicação do paciente ou, em casos mais avançados, do mínimo necessário para uma comunicação rotineira.

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DADOS RELEVANTES PARA ANAMNESE E AVALIAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

ANAMNESE FONOAUDIOLÓGICA

I - IDENTIFICAÇÃO:

25 DADOS RELEVANTES PARA ANAMNESE E AVALIAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA ANAMNESE FONOAUDIOLÓGICA I - IDENTIFICAÇÃO: Nome, Sexo; Idade;

Nome, Sexo; Idade; DN; Peso; Endereço; Bairro; Cidade; UF; Fone; Escolaridade; Profissão; Estado Civil; Encaminhamento; Responsável; Profissional; Data de realização.

II - MOTIVO DA CONSULTA:

III- HPP:

IV – DADOS ESPECÍFICOS:

a) Internação Hospitalar: Tempo; UTI; Coma; Traquestomia; Utilização de sonda; Alta; Exames médicos; Medicação (Anterior e Atual); Diagnóstico; Conduta médica; Exames radiológicos; Doenças associadas

ATENDIMENTOS ANTERIORES E EXAMES REALIZADOS

b) Condições de saúde física e mental da família / Antecedentes familiares:

c) Desenvolvimento e/ou condições atuais das seguintes áreas: (anteriores, concomitantes ou posteriores a queixa)

COMUNICAÇÃO: Linguagem; Articulação; Fluência e Voz;

 

Aspectos cognitivos: Memória; Atenção; Compreensão

Aspectos

broncopulmonares:

Episódios

de

pneumonia;

Febre

freqüente sem causa aparente:

 

AUDIÇÃO: Exames; Uso de AASI; Queixas; Sintomas;

 

VISÃO: -Queixas; Uso de óculos;

SONO: Duração; Características; Tranqüilo; Bába; Ronca; Apnéia;

Bruxismo; MOTOR: Motricidade global; Coordenação motora;

PSICOLÓGICO: Alterações; Convivência familiar;

FÍSICA: Limitações;

FUNÇÕES

ESTOMATOGNÁTICAS:

-Mastigação; Deglutição;

Respiração; Fala; HÁBITOS DELETÉRIOS:

 

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Dieta Atual: Condições alimentares atuais; Tipo de via utilizada para alimentação; ORAL: consistência; volume; temperatura; tempo necessário para cada refeição; ingestão de líquidos; utilização de manobras ou instrumentos específicos; quantidade total consumida por via oral; nível de independência alimentar; alimentos preferidos e que não gosta; quem prepara a alimentação

ENTERAL: Tipo de sonda: nasogástrica, nasoentérica ou gastrostomia; Higienização e troca da sonda; Dieta industrializada ou caseira; Volume ingerido; Tempo de utilização da sonda; Responsável pelos horários e administração da dieta.

INVESTIGAÇÀO SOBRE OS MECANISMOS DE PROTEÇÃO DAS VIAS AÉREAS:

Presença ou ausência de alteração vocal depois da deglutição; Presença ou ausência de tosse; Presença ou ausência de alteração respiratória depois da deglutição.

CONDIÇÕES

SOCIAIS

E

INTERACIONAIS:

Família,

Amigos,

Cuidador.

INFORMAÇÕES

ADICIONAIS:

Autorização

foto/filmagem;

Expectativas do paciente e familiares quanto a reabilitação:

AVALIAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

IDENTIFICAÇÃO:

1 – Aspectos anatomomorfológicos e de postura (intra e extra oral)

  • - Língua (normal, alargada, rebaixada, frênulo);

26 • Dieta Atual: Condições alimentares atuais; Tipo de via utilizada para alimentação; ORAL: consistência; volume;
  • - Lábios (fechados, abertos,entreabertos, com possibilidade de vedamento, evertido, encurtado);

  • - Bochechas (simétricas, marcas ou ferimentos);

  • - Palato Mole (amigdalas e úvula);

  • - Palato Duro (profundo, estreito);

  • - Arcada dentária (dentição, oclusão, uso de próteses, higienização);

  • - Paredes posteriores da faringe;

  • - Região vestibular (aspectos e coloração);

  • - Simetria facial.

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2- Aspectos anatomofuncionais (avaliados de forma contextualizada) Tonicidade:

-

Lábios

(funcionamento

normal,

hipo

ou

-

hiperfuncionante); Língua (tensão normal, aumentada ou diminuída);

-

Bochechas (com resistência);

Mobilidade/

Motricidade

(em

repouso e durante

movimentos) Lábios (selamento; protrusão, retração, abaixamento, elevação, estalos e vibração);

Língua (protrusão, retração rotação interna, rotação

 

externa,

lateralização

para

baixo,

acima,

D,

E

e

vibração); Véu palatino (elevação e rebaixamento).

Sensibilidade intra-oral;

Sensibilidade Especifica: Tátil; Térmica; Gustativa; Olfativa

3 – Funções Neurovegetativas:

Respiração: Tipo, Modo, Capacidade respiratória

Deglutição:

Avaliação sem dieta (indireta):

Desencadeamento

do

ato

de

deglutição

(presente, ausente, lentificado); Posicionamento da laringe;

Selamento labial

Presença de sialorréia;

Qualidade vocal;

Coloração facial;

Aspectos respiratórios

Ausculta cervical (presença de ruídos)

Prazer alimentar

Tempo de trânsito oral

-

Avaliação com dieta:

 
  • - Consistência: _______________

 
  • - Pressão do esfíncter labial (normal ou alterada);

  • - Elevação da laringe (normal, reduzida, trepidação);

  • - Ausculta cervical (normal ou alterada)

 
  • - Qualidade vocal após deglutição (normal ou alterada)

-

Deglutição completa ou incompleta

 

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Mastigação: VO: ________________

Velocidade (normal, aumentada ou diminuída);

 

Tipo

mastigatório

(bilateral,

unilateral

Dou

e

ou

alternado); Movimentos (verticais, rotatórios)

 

4 – Linguagem:

Pragmática: Atenção conjunta; Função regulatória; Interação social; Intenção comunicativa; Troca de turno

 

Linguagem não– verbal: Expressão facial; Gestos;

Contato visual; Expressão corporal; Linguagem verbal

Linguagem oral:

-

Fala:

Fluência;

Velocidade;

Ritmo;

Entonação;

Prosódia; Discurso; Fonética; Fonologia;

Aspectos morfo-sintático-semantico;

 

Linguagem Escrita:

  • - Emissão:

a-) aspectos morfo-sintático-semântico (coerência temporal, temática semântica e nível de construção);

b-) Aspectos grafêmicos; c-) Aspectos motores

  • - Recepção:

 

Leitura:

Nível,

Velocidade;

Entonação;

Respeito

a

pontuação;Tipo Interpretação

Tempo Máximo de Fonação

5-) Voz:

  • - Qualidade vocal;

/a/ -

  • - Ressonância;

/e/ -

  • - Altura;

/

i /

-

  • - Intensidade;

/ o / -

  • - CPFA:

/ u / -

6-) Aspectos Cognitivos:

  • - Compreensão de ordens simples;

  • - Compreensão de ordens complexa;

  • - Atenção

  • - Memória. 7) Equilíbrio:

HD:

CONDUTA:

Ass. / CRfa

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PLANEJAMENTO TERAPÊUTICO:

Aspectos a serem trabalhados:

Orientações Número de sessões OBS: _________________________________________________________ _________________________________________________________

Referências Bibliográficas:

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RJ, 2002; FURKIM, AM; SANTINI, CS – Disfagias Orofaríngeas - Pró-fono – SP, 2001; JACOBI, Juliana. Disfagia: Avaliação e tratamento. Revinter, 2003 MACEDO FILHO, E.D. e col. - Disfagia: Abordagem multiprofissional. São Paulo. Frôntis Editora, 1999 MACEDO FILHO, E.D. e col. - Manual de cuidados do paciente com disfagia. São Paulo, Lovise, 2000 MAK KAY, APMG; ASSENCIO-FERREIRA,VJ; FERRI-FERREIA, TMS Afasias e demências: Avaliação e tratamento fonoaudiológico. Santos Editora: SP, 2003 MOR, R.;FRAGOSO, M;TAGUCHI, CK;FIGUEIREDO, JF – Vestibulometria e Fonoaudiologia. Lovise: SP,2001. VIDIGAL, MLN; RODRIGUES< KL; NASRI,F – Efeitos do envelhecimento sadio na deglutição In HERNANDEZ, A.M.; MARCHESAN, I. – Atuação Fonoaudiológica no Ambiente Hospitalar - Editora Revinter, RJ, 2001; OLIVEIRA, S.T. (org.) – Fonoaudiologia Hospitalar - Editora Lovise. SP, 2003. RIOS, I.J.A. – Fonoaudiologia Hospitalar – Coleção CEFAC – Pulso Editorial – SP, 2003; RUSSO, I – Intervenção Fonoaudiológica na Terceira Idade – Editora Revinter, RJ, 1999. RUSSO, IP; SANTOS, TMM – A Prática da Audiologia Clínica. Cortez Editora, 4 Ed. SP,

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SUSUKI, H.S – Idoso. Coleção CEFAC – Pulso Editorial – SP, 2003;

Anotações Aulas Pós-graduação em Reabilitação do Idoso – CIAPE/FELUMA (Profs. Drs. Ana Cristina Faria, Maria de Mello, Edgar Nunes entre outros)/2005 Anotações Aulas/ Grupos de Estudos – Fga. Laelia C. Vicente/2005

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www.who.org,br

www.gerontologia.com.br

www.parkinson.org.br

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Fonoaudióloga Isabela Vono – Novembro/2005