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a) Um mês depois do voto ele, seu filho e filha órfãos de mãe e

Adhemar Vuilleumer saíram de Boston. Passaram pela


Inglaterra e daí à Suíça.

b) Sua experiência como editor da Review, como presidente por 2


anos da C. G. sua habilidade em línguas, sua longa
experiência na causa levaram E. G. W. a declarar: “que os
adventistas americanos enviaram o mais capaz homem de seu
meio”.

c) Em 1876, ele e Bordeau publicaram um jornal para circular na


Suíça, Itália e França intitulado Les Signes Des Temps.

d) Em 1883 Andrews morreu, deixando vários conversos, um jornal


estabelecido, e no ano seguinte foram publicados um jornal
mensal para Alemanha, e um jornal trimestral para Itália e outro
para a România.

2 - J. G. Watteson foi enviado como missionário na Dinamarca e


Noruega conforme voto da C. G.., em 1877.

3 - William Ings, um inglês criado nos EEUU, depois de trabalhar na


Suíça com Andrews foi a Inglaterra como missionário. Assim ele e J.
N. Loughborough estabeleceram a obra na Inglaterra, em torno de
1880.

4 - Em junho de 1885 chegaram a Austrália S. N. Haskell e J. O. Corliss,


conforme decisão da C. G. Através do evangelismo público e obra
de publicações, na Austrália, como em quase todos os lugares, se
fundou a obra da IASD nestes países.
XIII - JUSTIÇA PELA FÉ - MINNEÁPOLIS - 1888
A - As Crenças Adventistas de Primeiras Geração - Circunstâncias que
conduziram à Crise de Minneápolis - Qualquer pessoa que lesse a
declaração das crenças básicas adventistas, publicadas em 1872, podia
com muita razão ter a impressão que se tratava de um grupo religioso
legalista e ariano. A ênfase estava posta naquilo que o homem deve
fazer em lugar de encarecer aquilo que Cristo tinha feiro e faria através
de seus seguidores. No centro das declarações estava o ensinamento
de que nenhuma pessoa podia por si mesma render obediência à lei de
Deus, mas que todos dependiam da graça para render aceitável
obediência à Sua Santa vontade. Desta forma era bem enfatizada a
obrigação de todo homem guardar os 10 mandamentos. Eles foram
insuficientes em declarar que somente a justiça de Cristo oferecida e
apropriada pela fé fazia o crente aceitável a Deus.

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1 - Os fundadores da IASD não tinham esta intenção. Era o seu amor
por Jesus, seu apreço por tudo quanto Cristo fizera por eles, que os
fizera tão ansiosos pelo seu retorno em 1844.

2 - Com o desapontamento eles agora tinham uma clara consciência da


obra que tinham a fazer antes do retorno de Cristo:

a) Reparar a lei de Deus, na restauração do Sábado.

3 - Nas décadas de 1870 e 1880 uma nova geração de ASD surgiu.


Estes foram ridicularizados como legalistas e judaizantes pelos
outros cristãos; outras vezes perseguidos em diferentes regiões, e
por isso pesquisaram a Bíblia para sustentar suas crenças no
Sábado.

a) Eles encontraram um arsenal de textos que podiam provar com a


mais estrita lógica a perpetuidade do Sábado.

b) A tendência deles era se tornar legalistas, olhando para suas


próprias obras de Salvação do que para Jesus Cristo.

4 - Tivesse os ASD ouvido e praticado tudo o que E. G. W. disse


durante estes anos, a história poderia ter sido outra. Em 1856, ela
chamou os crentes para entenderem sua condição Laodiceana; se a
atenção tivesse sido dada, contrição e arrependimento teriam se
seguido. Além disso, outras coisas assumiram lugar de importância,
que desviara a atenção dos ASD deste foco:

a) A Guerra Civil Americana.

b) Reforma de Saúde.

c) Organização da Igreja.

d) O avanço missionário.

e) Com tudo isso, foi fácil tirar a atenção de uma religião pessoal de
dependência total de Cristo, para se centralizar naquilo que
cada um devia fazer.

(1) Além de tudo os americanos eram conhecidos como


fazedores de coisas.

B - A Mensagem de Waggonner e Jones - Alguém precisava surgir, em


nosso meio, para enfrentar o desafio de fazer a igreja se voltar deste
caminho de legalismo para ver as inestimáveis riquezas de sua graça.

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1 - Em 1882, E. G. W. escreveu um artigo dirigido às reuniões campais
daquele ano, em que dizia: “Nós precisamos renunciar nossa
própria justiça, e buscar a justiça de Cristo para que nos seja
imputada”. Ellen viu que a fé no sacrifício de Cristo e nos seus
méritos deveriam ser seguidos pelo amor, e este pela obediência.

2 - No verão de 1882 o apelo de E. G. W. alcançou a um jovem médico


de 27 anos, sentado num canto da Campal de Healdsburg,
Califórnia, em meio a uma grande multidão. Seu nome era Ellet J.
Waggonner. Como por um Dilúvio ele foi coberto com a grandeza
do amor de Deus, manifesto no Cristo pendurado o madeiro. Como
nunca, ele recebeu o impacto deste ato de amor pelos seus próprios
pecados. E movido de íntima gratidão, este jovem médico resolveu,
que em toda a sua vida futura ele estudaria as Escrituras para
adquirir uma clara compreensão desta verdade gloriosa e a faria
inteligível aos outros.

3 - E. J. Waggonner era um adventista de 2ª geração. Seu pai J. H.


Waggonner tinha sido um dos primeiros a se unir ao adventismo
sabatista. Logo, ele se tornou bem conhecido no meio adventista,
era respeitado por seus convincentes sermões e por seus artigos na
Review.

a) A convite de J. White, J. H. Waggonner (pai) se transferiu de


Michigan para a Califórnia para ajudar no editorial da Pacific
Press. Em 1881 ele substitui o Pr. White como Editor ao Signs
Of The Times.

4 - No ano seguinte, 1882, um outro rapaz, Alonzo T. Jones, também


tornou-se um editor assistente do Signs Of The Times. Jones era
marcadamente diferente do jovem Waggonner, que era baixo,
troncudo, e algo acanhado. Waggonner era um homem educado,
sendo de uma boa percepção para aprender idéias novas e
possuidor de uma língua de prata.

a) Jones tinha passado 3 anos no Exército Americano. E aceitou a


doutrinas da IASD enquanto servia no Forte Walla Walla. Ele
estudava dia e noite para alcançar um bom conhecimento
bíblico e histórico. Tinha uma maneira brusca de ser, e uma
postura e gesticulações grosseiras, e uma maneira singular
para falar. Era alto, de feições retilíneas. Jones tornou-se um
poderoso pregador que salvou muitas pessoas para a causa do
Advento.

b) Estes dois homens tão distintos no temperamento e no físico


estavam intimamente associados na campanha de sacudir o
Adventismo como se um terremoto fossem.

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5 - Em 1886, ambos foram para a Europa, na transferência de J. H.
Waggonner para cuidar da obra de publicações. E seu filho e Jones
se tornaram co-editores do Signs.

a) Intensivo estudo pessoal, especialmente de Romanos e Gálatas,


os fez poderosos pregadores da Justiça pela Fé nos méritos de
Cristo.

b) Esta doutrina, pensavam eles, deveria se tornar algo mais do que


uma teoria doutrinária abstrata. Ela deveria ser uma realidade
viva, uma experiência transformadora da vida dos crentes.

C - Reação da Liderança à mensagem - Parecia que tal campanha


alcançaria a aprovação oficial da igreja mundial. Não aconteceu assim.
Dois líderes da Conferência Geral se posicionaram contra as novas
idéias que agitavam as convicções adventista da época. Eram eles:
George I. Butler, Presidente da Conferência Geral, e Uriah Smith, Editor
da Review. Eles consideravam a interpretação exegética de Waggonner
e Jones, no que se relaciona a Gálatas 3, uma visão muito particular
deles. Eles diziam (Jones e Waggonner) que a lei em Paulo, que é “Aio
que nos conduza Cristo” (24) , era todo o corpo da lei moral, incluindo
os 10 mandamentos.

1 - Esta posição, os adventistas tinham quase inteiramente abandonado,


durante as décadas de 1860 e 1870. A Lei como aio era
interpretada como sendo a lei cerimonial e sacrificial de Moisés que
apontava a Cristo.

a) Esta reinterpretação dos rapazes do Oeste, se parecia com a


maneira de entender dos ministros protestantes, que assim
explicavam para dizer que a lei dos 10 mandamentos tinha sido
abnegada, assim o 7º dia não teria mais validade.

b) Para Butler, Presidente da IASD, o ensino dos dois rapazes


sobre Gálatas 3 estaria apoiando diretamente os inimigos do
Sábado. E isto fortaleceria a perseguição aos sabatistas como
violadores do Domingo, como já acontecia no Tennessee e em
Arkansas.

c) Smith também rejeitava a posição deles, porque Jones, com base


num extenso estudo histórico, apontava um erro aos ASD em
relacionar Hunos como um dos 10 reinos descritos,
profeticamente, em Daniel 7.

(1) Jones acreditava que os Alemani deveriam substituir os


Hunos. isto não agradava a Smith, que animara a Jones
nesta pesquisa, pois lhe parecia um erro insignificante.

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2 - Para o Pr. Butler, o que eles também não aprovavam era a ampla
publicidade dada ao assunto antes de levá-lo à liderança da igreja
para receber aprovação.

a) A maneira como o assunto estava sendo tratado os levaria à


divisão e à controvérsia, por isso Butler sentia ser seu dever
trazer o assunto primeiro à Conferência Geral ... “o único
tribunal em nossa igreja, onde tais questões podem ser
propriamente consideradas”.

b) Em 1886, no verão, Butler apelou a E. G. W. que estava, há dois


anos na Europa, para que desse alguma luz sobre o tema da
lei em Gálatas 3, não recebendo resposta imediata, Butler
formou uma comissão teológica constituída de 9 membros,
para considerar os pontos de vista divergentes.

(1) Depois de horas de debate, esta comissão, que incluí


Butler, Smith e Waggonner, dividiu-se em 5 e 4 para
apoiar que a lei referida em Gálatas 3 era a lei cerimonial.

c) Temendo que esta cisão interna, já estabelecida, e sabendo que


a discussão do assunto só intensificaria a controvérsia, Butler
estabeleceu uma decisão por voto, expressando desaprovação
de qualquer discussão doutrinária nas escolas e jornais da
IASD, que pudesse causar dissensão. Ele teve neste seu
propósito apoio de 8 membros, menos E. J. Waggonner.

d) Na primavera seguinte, a maioria dos participantes no debate


receberam palavras de censura de E. G. W. Waggonner e
Jones foram reprovados por sua atitude de desrespeito ao
sigilo e pela agitação que causaram em torno do assunto. Os
ASD, disse ela aos dois jovens, devem apresentar uma frente
unida ao mundo.

(1) Butler e Smith foram lembrados que eles não eram


infalíveis. Eles deveriam cuidar em não tomar nenhuma
atitude demasiadamente severa em relação ao rapazes.

(2) E. G. W. Recusou tomar qualquer posição em relação ao


assunto Lei em Gálatas, capítulo 3, e no tema
controvertido Huno-Alemani.

(3) Em lugar disso, ela declarou que uma aberta e franca


discussão da matéria deveria acontecer.

e) Dezoito (18) meses se passaram até que a discussão,


aconselhada por E. G. W., tivesse lugar. Durante este período

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Waggonner e Jones aprofundaram vigorosamente seu ponto
de vista.

(1) Em 1888, Dr. Waggonner preparou uma pequena


publicação intitulada “O Evangelho no livro de Gálatas”
como resposta ao livro do Presidente da C. G., Pr. Butler,
intitulado, “A Lei em Gálatas”. O livro de Waggonner foi
distribuído para aqueles que tinham recebido o de Butler e
pra outros que desejassem conhecer melhor sua posição.

f) Algum tempo antes da Conferências Geral de 1888, foi


convocada uma reunião para 17 de outubro, em Minneápolis,
Minnesota, onde ficou decidido deixar Waggonner e Jones
apresentarem seus pontos de vista diante da liderança da
Igreja reunida em Assembléia.

(1) Jones foi convidado a falar sobre sua pesquisa de Daniel 7,


especialmente convocado para semana anterior às
reuniões da Conferência Geral.

(2) E. Waggonner foi convidado para os devocionais durante o


Instituto Bíblico e as Reuniões da C. G. Esperava-se que
ele apresentaria, nestas condições, a relação entre Cristo
e Sua Justiça.

g) A Malária e a exaustão nervosa causadas pelos anos de excesso


de trabalho, não permitiram que o Pr. Butler se fizesse
presente às conferências de Minneápolis. Apesar disso, ele
tinha lá seus fortes representantes: Uriah Smith, J. H. Morrison,
presidente da Associação de Iowa, para manterem os “marcos
da fé” conforme ele entendia.

(1) Mas, Butler recebeu uma carta da Califórnia dizendo que os


dois rapazes tinham ao seu lado W. C. White, o filho mais
novo de James e Ellen White, além dele havia outros que
concordavam com suas explicações, da costa oeste dos
EEUU.

D - A Conferência Geral de 1888 - De 17/10 a 4/11 de 1888. - Muitos


delegados da Conferência de Minneápolis vieram com um forte
preconceito contra os jovens do Oeste, porque entendiam que eles
queriam remover os marcos doutrinários da IASD e desafiar sua
Liderança. Estes preconceitos foram fortalecidos durante a exposição
do Pr. Jones sobre as Grandes Profecias. Ele fizera um bom trabalho de
pesquisa, e ninguém estava apto para contradizer as evidências
históricas por ele mencionadas em favor de Alemani no lugar dos
hunos, como um dos 10 reinos em que Roma se dividiu. O próprio

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Smith admitiu ter seguido simplesmente a linha Millerita de
Interpretação.

1 - A esta altura Jones fez uma observação cáustica. “Pastor Smith tem
dito a vocês que não sabe tudo sobre esta matéria. eu sei, e não
quero que vocês me culpem por aquilo que ele não sabe”.

A) E. G. W. imediatamente o reprovou, mas a impressão negativa


permaneceu sobre os delegados. Embora eles não tenham
replicado a argumentação de Jones, eles estavam aborrecidos
e se posicionaram ao lado da posição Tradicional. A
assembléia se dividia. Um grupo se chamava Huno e o outro
Alemani. Assim a discussão sobre um ponto secundário
encheu o Pote da Controvérsia antes de começar a
apresentação do ponto teológico realmente importante.

2 - Enquanto os estudos de Waggonner, sobre Romanos e Gálatas


prosseguiam, muitos delegados achavam que sua exposição não
era aquilo que eles aguardavam sobre a lei no capítulo 3 de
Gálatas.

a) O ponto importante, ele afirmou: é que, o que toda e qualquer lei


pode fazer, é demonstrar a natureza pecaminosa e a
incapacidade para justificá-lo diante de Deus. Waggonner
então apontou entusiasticamente para o divino e eficaz médico
para todo o crente que tinha fé para crer em Cristo, em quem
“habita corporalmente toda a plenitude da Divindade”.

b) Ele, Cristo, estava pronto a cobrir com seu manto de justiça todo
pecador arrependido, e assim fazê-lo aceitável diante de Deus.
Cristo não só cobria com seu perdão os pecados dos passado,
como dava vitória sobre os pecados do futuro.

3 - Muitos delegados tradicionalistas ficaram surpresos com os estudos


de Waggonner. E muitos chegaram a dizer que sua experiência
verdadeiramente cristã começara naqueles dias.

a) O que desconcertou o grupo tradicionalista foi o forte endosso de


confiança dado por E. G. W. às mensagens do Pr. Waggonner.

b) Em suas 10 apresentações (de E. G. W), durante o instituto e a


conferência, ela conclamou o povo a um estudo mais profundo
da Palavra de Deus e a genuína conversão à Cristo.

(1) Ela confessou ter visto a beleza da verdade nas


apresentações do pr. Waggonner, sobre a relação da
justiça de Cristo em relação à lei.

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(2) Com palavras simples, ela disse aos delegados, repetidas
vezes, que considerassem a Cristo, Seu sacrifício, e oq eu
Ele quer fazer pelo Seu povo.

c) Nesta altura o Pr. R. M. Kilgore, membro da C. G., levantou-se


para dizer que deviam postergar a discussão do tema até
quando o Pr. Butler pudesse estar presente. E. White, pôs-se
de pé, imediatamente, protestando que a obra do Senhor não
devia esperar por homem nenhum.

d) O principal esforço para responder a Waggonner, foi feito pelo Pr.


J. H. Morrison. Ele começou por declarar que os ASD sempre
creram a Justificação pela Fé. O que era tecnicamente correto;
só que Morrison falhou em reconhecer que a exagerada ênfase
na obediência a lei obliterou na maioria dos ASD esta vital
doutrina.

(1) Pr. Morrison expressou o temor de que a Doutrina de


Waggonner estava tirando a atenção do povo da
mensagem especial dos ASD: a necessidade de retornar à
explícita obediência ao mandamento do Sábado.

(2) A isto os dois rapazes apresentaram uma única réplica.


Eles se limitaram a ler alternadamente, sem comentário,
16 passagens da Escritura. Na opinião de um observador
isto causou “uma eterna impressão... que o tempo nunca
poderá apagar”.

E - A Aparente Rejeição da Mensagem - Embora a oposição recusasse a


admitir derrota, nisto residia o aspecto mais triste da reunião: orgulho e
inveja degeneraram em crítica e zombaria. E. G. W. declarou que “os
servos a quem Deus enviou foram caricaturados, ridicularizados e
colocados numa situação vexaminosa.” As críticas se estenderam até a
E. G. W., dizendo que ela estava senil e que tinha sido monitorada por
Jones e Waggonner.

1 - A um correspondente ela escreveu: “Meu testemunho foi ignorado, e


nunca em minha vida eu fui tratada como nesta conferência”.

2 - Disse mais ainda: “Foi uma terrível experiência... um dos capítulos


mais tristes da história dos crentes na verdade presente.”

3 - Não foi tomado nenhum voto aprovando ou rejeitando os pontos


controvertidos, pois E. G. W., mesma disse que os delegados não
estavam em condição de fazê-lo, por causa do espírito com que
vieram às reuniões, e porque não sabiam ao certo em que criam.

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F - Os primeiros Resultados de Minneápolis - Podia se perceber uma
profunda divisão entre os delegados que teriam a responsabilidade de
conduzir a denominação no próximo ano.

1 - O Pr. Butler já anunciara que seu estado de saúde não lhe permitiria
continuar na presidência da C. G.

a) E. G. W. aprovou a decisão de Butler em retirar-se. Par um


membro da família ela confidenciou, que a administração dele
tinha sido de 3 anos muito longos, e pensava de si mesmo
como virtualmente infalível.

b) Quem seria seu sucessor? Quando esta pergunta lhe foi dirigida,
como uma solicitação de conselho, ela sugeriu o nome do Pr.
O. A. Olsen, que então trabalhava na Escandinávia, e não tinha
estado presente em Minneápolis. Não podia ser por isso
identificado como sendo de qualquer facção.

c) A experiência do Pr. Olsen como presidente de 4 outras


associações, em estreita associação com o Pr. Butler, o
habilitaram para a responsabilidade.

d) Enquanto o Pr. Olsen se preparava para voltar aos EEUU, o Pr.


W. C. White foi escolhido pela comissão executiva da C. G.
para atuar como Presidente Interino.

G - A Posição de E. G. W. sobre Minneápolis - Ellen ficou profundamente


triste com o preconceito e orgulho de opinião, que tinham mantido
muitos Ministros de Liderança sem uma vida de oração, e sem estudo
da Escritura. Ela reconhecia nos estudos do Pr. Waggonner as mesmas
verdades gloriosas que tinham sido, repetidas vezes, apresentadas pelo
Espírito Santo à ela, cuja mensagem ela tinha por 44 anos a comunicar
a Igreja. Isto não é nova luz, ela dizia, mas “antiga luz posta onde ela
deve estar na mensagem do 3º ano”. As reuniões da C. G. tinham sido
“a mais dura, mais incompreensível e violenta guerra que tivemos entre
o nosso povo.” Minneápolis decepcionou a confiança que E. G. W. tinha
em seus mais íntimos associados. Mas ela encontrou dois novos
aliados com quem ela poderia apresentar com poder a mensagem que
ela cria ser provida por Deus, e era a que o povo necessitava. Ela
estava determinada a ser ouvida.

1 - Se os líderes não quisessem ouvi-la, ela se dirigiria ao povo. Mas 1º


deveria alcançar os que tinham a liderança.

a) No mês seguinte, após o término da C. G. ela esta Battle Creek.


Seus relatórios confirmavam os preconceitos e desconfianças
de Butler. Ellen tentou impressionar a Butler com a importância

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da unidade. Mas ela sentiu que ele a ignorava. Ele achava que
conhecia a mensagem especial de Deus. Com a tristeza ela
decidiu que nada mais podia fazer para ajudá-lo naquelas
circunstâncias.

b) Outros em Battle Creek também a trataram friamente. Quando


convidada a pregar por dois pastores locais, ela foi inquirida
sobre que mensagem pregaria. Ela lhes disse duas coisas:

(1) A mensagem que falaria era o melhor que Deus lhe havia
dado.

(2) E que era urgente convidar A. T. Jones para falar no


Tabernáculo.

(3) Eles disseram que 1º eles precisavam checar com U. Smith.

(4) Então ela lhes disse que A. T. Jones tinha a mensagem de


Deus para seu povo, e que muitos seriam beneficiados.

c) Rejeitada pela liderança começou a fazer um trabalho mais


amplo visitando as Igrejas do Leste, South Lancaster,
Washington, D. C., Chicago. Em South Lancaster ela foi muito
bem recebida por S. N, Haskell. Para ela a mensagem estava
sendo acompanhada do mesmo poder do Movimento de 1843-
1844.

(1) Em Washington ela viu a obra de Deus e disse: ”Seu


Espírito foi derramado em rica medida.”

d) Em Chicago, deu-se outro triunfo. Ellen foi encontrada pelo


quebrantamento de coração de um dos líderes que tinham
fechado os ouvidos e o coração para a mensagem em
Minneápolis, Pr. R. M. Kilgore.

(1) Como Presidente da Missão de Illinois telegrafou às


Conferências para se unirem a esta festa espiritual
realizada pela pregação de E. G. W. e Alonzo Jones.

e) Mas na Missão de Michigan a mensagem não foi bem recebida


pelo Presidente, Pr. Isaac Van Horn, o duvidador de
Minneápolis.

(1) Ellen viajou a Potterville para encontrar-se com os pastores


desta missão. Ela esperava por grandes coisas, contudo
foi desapontada.

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(2) O mesmo aconteceu em Des Moines, onde ela se
encontrou com líderes da Missão do Iowa. Eles não
estavam conscientes de sua rebelião contra a mensagem
de Deus em Minneápolis.

2 - De julho a dezembro de 1889, Ellen Jones e Waggonner viajaram


por toda nação, falando em Reuniões Campais e Institutos
Ministeriais.

3 - Muitos participaram da posição de U. Smith, que dizia temer que o


ensino de Jones e Waggoner levaria o povo ao antinomianismo. A
posição escrita e falada de Smith levou Ellen a protestar contra
Smith, pois ensinava: “Perfeita obediência desenvolverá perfeita
justiça, e esta é a única maneira de alguém poder alcançar a
justiça”.

4 - Um ano depois de Minneápolis outra seção da C. G. teve lugar,


desta vez em Battle Creek. desta ocasião E. G. W. declarou: “O
Espírito que estava em Minneápolis não está aqui.”

a) De 1889 a 1891 houve uma mudança na compreensão e vivência


do assunto Justificação pela Fé, em virtude do trabalho de
esclarecimento feito por Jones, Waggonner e EGW, nos
Institutos Bíblicos. Em 1891 Waggonner apresentou uma série
de 16 temas sobre epístolas de Romanos, na C. G.

b) Contudo os preconceitos e oposição contra a mensagem de


Jones e Waggonner continuavam, e tudo isso tinha influente
apoio de Smith. Ele era um obstáculo para que outros líderes
exercessem a plena capacidade de suas realizações.

H - Confissão e Contrição - Durante os últimos dias de 1890 E. G. W.


estava preocupada com o Pr. Smith. Ela escreveu-lhe diversos apelos.
Durante uma semana de oração dirigida por Ellen ela fez um apelo para
os membros da Igreja para um verdadeiro arrependimento como
preparo para a vinda de Cristo.

1 - Este apelo alcançou o coração de Smith, que solicitou uma entrevista


pessoal com ela. Percebeu E. G. W. uma positiva mudança no
espírito de Smith.

a) Poucos dias mais tarde ele teve um encontro com alguns líderes,
para confessar seu erro em se opor a mensagem de 1888.

2 - Ela viu a obra do reavivamento começando com a “Revelação da


Justiça de Cristo”, em 1888. Era “o início da luz do anjo cuja a glória

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encheria toda a terra”. Isto era o “alto clamor” que era
imediatamente precedente do 2º advento.

a) Mas a cegueira de muitos tinha “impedido o avanço da


importante mensagem, que a partir de Minneápolis se
espalharia por toda a terra”. E o resultado é que os adventistas
estavam anos atrasados em relação ao que deus intencionava
para eles.

b) Declaração como estas causaram profundo constrangimento de


alma entre os opositores da mensagem de Minneápolis.

(1) Em 1893 diversos oponentes de Minneápolis mudaram de


posição. Eram eles: I. D. Van Horn, Leroy Nicola e J. H.
Morrison.

c) Em junho de 1893 o “antigo general”, que tinha repudiado


Minneápolis - G. I. Butler - reconheceu seu erro. Após a morte
sua esposa ele voltou a uma ativa liderança na Igreja.

3 - Nem todos seguiram o exemplo de arrependimento destes homens.


Especialmente, um grupo que trabalhava na gerência financeira da
Review and Herald, se opôs obstinadamente: Clement Eldridge, A.
R. Henry, Harmon Lindssy e Frank E. Belden. mas de todos Henry
cortou relações com o Adventismo.

a) Um escarnecedor foi Louis R. Conradi, que se opôs abertamente


a Igreja em 1930. Contudo seu desvio doutrinário começou em
1888.

4 - No início do Século XX, Jones E. Waggonner diferiam em suas


crenças em alguns aspectos da mensagem adventista. E.G. W.
tinha profetizado esta possibilidade ao dizer: “è possível que Jones
e Waggonner caiam pelas tentações do inimigo” ... “mas isto não
provaria que eles não tivessem tido a mensagem de Deus, ou que o
trabalho que tinham feito era um engano”. Esta provisão tornou-se
realidade, e fatal desilusão.

5 - Apesar de tudo, o espírito de críticas, controvérsia e acusação


continuava no seio da Igreja. E havia entre outros as seguintes
causas:

a) A preocupação na Construção de Instituições Diversas.

b) Tempo gasto em planejar diversos aspectos da obra. Tudo em


detrimento de fazer Cristo o centro de nossas Doutrinas.

c) Reorganização da Igreja.

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d) Explosão Evangelística. Tudo isto e ainda mais fazia com que os
dirigentes da Igreja deixassem de olhar para Jesus, como
solução de todas as coisas.

e) Esta situação levou a Igreja a enfrentar uma série crise teológica


e administrativa, com o Panteísmo do Dr. Kellogg.
XIII - A REORGANIZAÇÃO DA IGREJA 1888-1903
Pres. da C. G. - George A. Irving, com 250 delegados, 5.000 pessoas
no tabernáculo. O tamanho e a extensão da Igreja era muito diferente,
em 2/4/1901, do que tinha sido quando foi organizada em 1863. No
lugar de um grupo de 6 associações locais espalhadas em parte do
Oeste americano, agora, estava composta de 57 Associações locais e
41 Missões Organizadas, localizadas em diversas partes do mundo. De
3500 membros em 1863, havia, em 1901, 78.188 crentes,
representando todos 2.000 congregações locais. Não podia o
Presidente da C. G. dar atenção para cada detalhe do crescimento e
nutrição da Igreja, como fizera J. White nas décadas de 1860 e 1870,
pois foi predominantemente o líder principal da IASD neste período.
Mesmo recusando ser seu primeiro presidente, ele ainda dirigiu a Igreja
de 1865-1867, e de 1869 e 1871, e de 1874 e 1880.

A - A Liderança Centralizada - Em 1873, G. Butler, naquele tempo, chefe


executivo da IASD, escreveu um ensaio sobre Liderança. Neste ele
declarava que “Nunca houve um grande Movimento no mundo sem um
líder, e conforme a natureza das coisas não podia ser diferente”. Ele
acreditava que Deus qualificava, especialmente homens e mulheres
para liderar a causa, tais como: Moisés, Davi, Josué e os apóstolos. E
que, hoje, os ASD tinham “a liderança incontestável de E. G. W. e Tiago
White”. E que era dever de todos os adventistas dar um apoio especial
a estas pessoas que dirigiam a obra. Agir de outro modo, era até
mesmo uma “usurpação da posição que Deus tinha confiado a eles”.

1 - Embora o panfleto de Butler, fosse oficialmente e dosado pela C. G.,


em sessão. Isto era exaltar os White e repreender os críticos deles.
Esta declaração de Butler deixou os White apreensivos.

a) James declarou que Cristo não apontou a nenhum discípulo para


dirigir os trabalhos da Igreja.

b) “Satanás ficaria muito contente em ter na Igreja um homem cujo


juízo controlasse as mentes e o julgamento daqueles que
crêem na verdade presente”. E. G. W.

c) Ela chegou a dizer que ela e seu marido erraram em assumir


responsabilidades que outros deveriam levar.

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