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História da astrologia

A Astrologia se desenvolveu de forma mais criteriosa na Mesopotâmia, com um conjunto de


elementos classificados e organizados entre si com os povos da Babilônia, Pérsia, Suméria
e Assíria, além dos Caldeus (povos semitas do sul da Mesopotâmia que habitavam na
margem oriental do rio Eufrates). Para se ter uma ideia da importância da Caldeia na
astrologia, basta dizer que por séculos os Caldeus eram chamados apenas de astrólogos.

Na região onde viviam existiam grandes planícies, o que permitia uma observação perfeita
do céu. A primeira noção de zodíaco vem deles, que observaram que a Lua e o Sol
atravessavam sempre as mesmas constelações inseridas em uma faixa do céu, que
chamavam de Caminho de Anu. Anu era o deus assírio-babilônio do céu e era o deus "An"
na mitologia dos sumérios, que o descrevia como rei das estrelas, dos espíritos e dos
demônios, um ente que habitava o ponto mais alto do céu, julgando homens e outros
deuses, já que também era tido como o pai dos Anunnaki, suposto grupo de divindades
sumérias, acádias e babilônicas as quais eles diziam que eram o "povo vindo do céu".

Os sacerdotes Caldeus observaram também que 5 estrelas se moviam, enquanto as outras


estavam paradas. Eram os planetas que conhecemos hoje e que também trilhavam o
Caminho de Anu, o círculo imaginário, correspondente à aparente órbita do Sol em volta da
Terra, a Eclíptica.

Porém, em sítios arqueológicos na Índia, com mais de 23 mil anos, foram encontrados
fragmentos ósseos com marcas parecidas com tabelas de planetas. Isso dá indícios de que
há muitos milhares de anos o homem já tinha percebido que o nosso comportamento estava
de alguma forma relacionado com o movimento dos astros, e que o mesmo era cíclico. O
que não se sabe é se esse conhecimento foi uma descoberta ou foi transmitido de fato por
seres ditos superiores - ou até mesmo vindos do espaço, como pregam algumas correntes.

A tapeçaria celeste

Quando os Sumérios começaram a viver na Mesopotâmia mais ou menos em 5.000 a.C.,


eregiram torres bem altas que serviam a vários propósitos. Além de depósito de alimentos e
templos religiosos, eram observatórios astronômicos. A ciência ainda não era separada da
religião, nessa época os templos eram os responsáveis por ampliar o conhecimento do
povo, decidindo também o que revelar ou não, e de que jeito revelar, por vezes tirando
vantagem de eventos celestes para controlar o povo.

O conhecimento que os Sumérios acumularam nessa época foram roubados e compilados


por Acádios, Hititas e Persas, que invadiram a região por volta de 3.000 a.C. Logo as
técnicas sumérias de observação astronômica foram incorporadas e a Babilônia se tornou a
capital do Oriente Médio, estendendo sua influência por todos os povos e regiões próximas.
Por volta de 668 - 627 a.C., Assurbanípal, o último grande rei dos Assírios, mandou
construir uma enorme biblioteca na cidade de Nínive, que passou a abrigar uma coletânea
com obras em caracteres cuneiformes, que é uma escrita gravada inicialmente em tábuas
de argila com auxílio de objetos em forma de cunha. Estas tábuas foram as responsáveis
por muito do que se sabe dos povos da Mesopotâmia e muitas dessas obras eram
referentes a Astrologia.

Os mapas celestes (chamados efemérides) mais antigos são da época de Assurbanípal.


Eram tábuas de movimentação dos planetas, obtidas através do conhecimento que de
alguma forma possuiam dos ciclos planetários. As efemérides traziam previsões como
cheias de rios, melhores épocas para plantar e outros fenômenos da natureza. Podiam
ainda prever catástrofes trazidas pelo homem, como guerras. Assim, a astrologia da
Babilônia era dedicada a prever eventos que causariam impacto na vida coletiva. Tudo
passava pelo rei, personificação do bem-estar de todos no reino.

A astrologia influenciou tanto a Babilônia que passou a se dedicar também aos indivíduos,
com cálculos cada vez mais acurados. Um dos mapas astrológicos mais antigos que
existem é o do rei Sargão I da Babilônia (2.350 a.C), o que mostra como o estudo
astrológico do indivíduo através da noção de Mapa Astral tomou importância e
direcionamento.

Astrônomos surgiram e passaram a se dedicar ao estudo do céu. No século IV a.C Kidinnu,


um astrônomo Caldeu, conseguiu calcular quanto tempo a Lua levava para completar seu
ciclo. Ele chegou ao resultado de 29 dias, 12 horas, 44 minutos, 3 segundos e 3 décimos de
segundo. Considerando as ferramentas que Kidinnu tinha na época (cerca de 2.400 anos
atrás), podemos dizer que foi um feito incrível, já que a medição atual só corrige em
centésimos suas projeções: ao invés de 3 segundos e 3 décimos, são 2 segundos e 87
centésimos de segundo, o que dá meros 43 centésimos.

Os gregos e a astrologia

A forma que a sociedade da Babilônia tinha de pensar e entender o mundo foi aos poucos
sendo incorporada e substituída pelo pensamento grego. Isso aconteceu quando o
macedônio Alexandre o Grande conquistou o Império Persa. Mas engana-se quem pensa
que o conhecimento dos Sumérios foi soterrado pelos pensadores gregos. Na verdade,
Platão, Sócrates e Aristóteles beberam na fonte babilônica, comungando da ideia de que
tudo que existe está de alguma forma interligado, que uma lei universal rege tudo e todos
em uma organização única. Os pensadores gregos acreditavam ainda que os elementos
(ar, terra, água e fogo) eram a base dessa essa organização, assim cada signo astrológico
era então associado a um desses elementos.

Pitágoras, por exemplo, desenvolveu a numerologia, ciência que prega que a cada número
está associado a um símbolo sonoro (letra, fonema). Ele acreditava em uma relação mística
da matemática com as coisas, além de ter a convicção de que a terra era redonda. O
pensamento de Pitágoras influenciou outros filósofos gregos como Aristóteles e Platão, que
acreditavam que tudo o que ocorria no mundo tinha relação com o movimento dos astros e
planetas.

Há mais indicativos dessa fusão do pensamento babilônico com o pensamento grego. Um


sacerdote Caldeu chamado Berosus manteve uma escola de astrologia na Grécia, por volta
de 640 a.C. Ele escreveu um texto entitulado "Babiloníaca", onde difundia a Astrologia que
seu povo havia desenvolvido.

O grego Hiparco, um construtor, cartógrafo, matemático e astrônomo da escola de


Alexandria (hoje Iznik, na Turquia) que é considerado pai da trigonometria, usou sua tabela
trigonométrica e o conhecimento dos babilônios nos seus estudos em astronomia.
Introduziu na Grécia a divisão da circunferência em 360 graus, melhorando algumas
constantes astronômicas importantes tais como a duração do dia e do ano.

Calculando melhor essas medidas de tempo, Hiparco conseguiu fazer previsões de eclipses
lunares e solares com um grau de precisão jamais obtido antes (uma margem de erro de 6
minutos foi descoberta nos seus cálculos mais tarde). Descobriu a precessão dos
equinócios, mostrando que a cada ano o céu mudava de posição e que a cada 2.000 anos
aproximadamente o equinócio da primavera atrasava 30 graus, mudando de signo, o que
estabeleceu a noção de Era Astrológica.

Hiparco ainda dividiu o mundo em zonas climáticas, criou o primeiro astrolábio que media a
distância de qualquer astro em relação ao horizonte, além de inventar o sistema de
localização através do cálculo da latitude e longitude.

Com um dispositivo que seria o percursor do teodolito moderno, confirmou que a distância
das estrelas não era fixa na esfera celeste. A partir dessas observações, chegou à
conclusão de que o plano que contém a órbita da Terra deveria ter se deslocado em sentido
anti-horário.

Convencido de que a esfera celeste não era constante, criou um mapa estelar, pois queria
um catálogo onde pudesse registrar a luminosidade apresentada por cada estrela da sua
época. A ideia era baseada na configuração dos astros que poderiam sofrer outras
alterações além das periódicas, já conhecidas. Essas alterações talvez só tenham passado
despercebidas por conta da lentidão com que se processavam.

Na mesma época Roma começava a abrir suas portas para a Astrologia, iniciando o período
em que esta ciência entrou em ascensão no Ocidente. Isso ajudou a aperfeiçoar as regras
de interpretação do mapa individual. O Ascendente foi incluído no mapa astral da pessoa
em 80 a.C., quando os gregos notaram que era importante incluir o signo que surgia no
horizonte na hora que a pessoa nascia. Exatamente aí incluiu-se na Astrologia a noção de
Casas Astrológicas. O céu foi dividido em doze partes e o início era no Ascendente. A
influência de cada planeta foi estabelecida, assim como o signo de seu domínio (vale
lembrar que na época apenas 7 astros móveis eram conhecidos).

A Astrologia egípcia também bebeu na fonte dos sumérios. Talvez a maior diferença fosse o
signo de Escorpião, que no Egito era simbolizado por uma águia.A fusão das duas linhas de
pensamento astrológico aconteceu quando Alexandre conquistou o Egito. A conquista se
deu de forma pacífica, com a rendição egípcia. O faraó havia ouvido relatos de que o
conquistador preservava a cultura e religião dos povos conquistados. Aristóteles teve
grande influência, pois o faraó levou em conta seus ensinamentos sobre a importância das
ciências e da cultura dos povos.

Quando Alexandre morreu, seus generais dividiram os territórios. Ptolomeu ficou com o
Egito e se instalou em Alexandria, que se tornaria berço do conhecimento ocidental,
transmitindo o conhecimento dos Sumérios para os povos do ocidente.

O auge e declínio da astrologia no Império Romano

O Império Romano conquistou a Grécia e foi em Roma que a astrologia atingiu seu auge.
Políticos proeminentes como Tibério, Augusto e os primeiros Césares abraçaram o
conhecimento astrológico grego, passando a consultar a Astrologia para diversos fins.
Tibério, por exemplo, estudava o mapa astrológico dos seus rivais. O Imperador Augustus
ordenou que se cunhassem moedas com seu signo. Logo a astrologia estava espalhada
pelo povo. Os intelectuais romanos que influenciavam os nobres perderam espaço para os
astrólogos. Isso causou enorme furor entre os intelectuais, que declararam guerra contra a
astrologia.

As culturas da Grécia e do Oriente começaram a sofrer um declínio juntamente com a


decadência do Império Romano. Foi justamente aí que a astrologia começou a virar
superstição e a guerra contra a astrologia iniciada pelos intelectuais da época ganhou a
adesão da Igreja. Em 1666 o Primeiro Ministro da França decretou que o estudo da
Astrologia não seria mais praticado nas academias francesas. Antes dessa época, não
existia diferença entre Astrologia e Astronomia, que significavam uma coisa só.

As referências astrológicas que existiam no Evangelho de Lucas e no livro do Apocalipse


passaram a ser ignoradas pela Igreja. No Evangelho, por exemplo, os Reis Magos eram
chamados de astrólogos.

Astrologia na Idade Média

Isidoro de Sevilha, arcebispo espanhol, foi um dos primeiros a querer separar a astrologia
da astronomia, no ano de 636 d.C., mas a separação oficial foi mesmo no século XVI, com
a substituição do sistema de Ptolomeu pelo sistema de Copérnico.

Com a separação feita entre astrologia e astronomia no ocidente, e a subsequente


perseguição à astrologia, a ciência só não foi praticamente enterrada por causa dos árabes
e do Califado de Bagdá. Bagdá era a capital da astronomia no século X e a astrologia era
baseada na experiência e na observação, utilizada de forma prática para realizar previsões.
A astrologia árabe baseada em previsões (o maktub, ou seja, o que já estava escrito, tinha
que acontecer) influenciaram a astrologia mediterrânea.

O maior astrólogo árabe foi Albumazer, que teve seu livro de introdução à astronomia
traduzido na Espanha, no começo da Idade Média. Nas universidades espanholas e
italianas ainda havia cadeiras de Astrologia e há estudos que indicam que a Cabala teve
influência direta da astrologia.
Havia outros defensores da astrologia na Idade Média, espalhados por vários países da
Europa. Santo Alberto Magno defendia que a astrologia era uma ciência legítima e não
aceitava a alcunha de "arte da advinhação" que a astrologia ganhou durante o declínio do
Império Romano. Ele recuperou os ensinamentos de Aristóteles, há muito esquecidos e a
importância da ciência e filosofia dos árabes e gregos para a teologia. Outros defensores
foram Michael Scott (morto em 1235), com o livro "Liber Introductorium" e Tomás de Aquino,
que aproximou os conceitos cristãos da astrologia.

A astrologia passou a fazer parte do currículo da Universidade de Bolonha em 1125. Lá,


estudaram Dante Alighieri e Petrarca. Por conta de toda essa defesa e reconhecimento, os
astrológos passaram a ser chamados de Mathematici, pois a astrologia era uma aplicação
importante da matemática. Até os médicos eram chamados assim, pois utilizavam a
astrologia para auxiliar no tratamento de enfermidades.

Mesmo assim a perseguição à astrologia e aos astrólogos continuou. Cecco d’Ascoli, por
exemplo, que era professor de astrologia em Bolonha, foi morto na fogueira em 1327 por
conta do que a igreja católica considerava ser "ideias hereges".

No Inferno da Divina Comédia, o autor Dante Alighieri expôs ao ridículo os astrólogos


Michael Scott e Guido Bonatti, mas somente porque ambos misturaram outras coisas à
astrologia, como necromancia. Para Dante, eles abusavam do conhecimento astrológico
que tinham recebido.

Astrologia na Renascença

Na época do Renascimento a astrologia passou a ser mais difundida e até a Igreja, através
do Papado, apoiou a ciência. Nomes como Galileu, Newton, Kepler, Tycho Brahe,
Nostradamus e Paracelso estudaram e utilizaram a astrologia de forma ampla.

Copérnico e seu trabalho sobre heliocentrismo foram ajudados tanto pelo astrólogo Reticus
(que acrescentou um capítulo sobre astrologia e imprimiu o trabalho), quanto por
Tyco-Brahe (médico e astrônomo), que ao observar com precisão a movimentação dos
planetas conseguiu comprovar a teoria de Copérnico. A obra de Kepler (assistente de
Tycho-Braher) entitulada "Concerning the more certain fundamentals of astrology (1602)"
mostra como a Lua, o Sol e os planetas exercem influência sobre as pessoas, suas vidas e
o que acontece na Terra.

Poucas décadas depois, a astrologia passou a ser novamente desacreditada, o que pode
ser visto no livro de Isaac Newton "Diálogos astronômicos entre um cavalheiro e uma
dama", que explica elementos da astronomia, utilizações dos globos terrestres e a doutrina
da esfera celeste.

Astrologia nos Tempos Modernos

Na década de 1930, o conhecimento da astrologia havia sido resgatado. Por conta da


introdução de novos planetas, ocorreu uma separação entre Astrologia tradicional e
Astrologia moderna. Essa mudança trouxe bastante controvérsia, já que astrólogos mais
tradicionais refutam as bases da astrologia moderna, achando principalmente que houve
uma padronização e generalização da astro

A astrologia começou a ser resgatada de fato após meados do século 20. Com o avanço da
tecnologia, cálculos antes complexos foram facilmente feitos por computadores, assim fazer
um Mapa Astral ficou muito mais preciso e rápido. Antes eram necessários inúmeros
cálculos feitos à mão para se descobrir o desenho do céu na hora do nascimento de um
indivíduo.

Pesquisas modernas passaram a ignorar o conhecimento de culturas milenares e passaram


a testar a astrologia cientificamente, através de hipóteses que acreditavam ser testáveis.
Claro que os resultados dessas pesquisas foi sempre negativo, contribuindo para uma visão
cada vez mais manchada da astrologia.

Não ajudava também o fato dos astrólogos envolvidos nas pesquisas utilizarem a Astrologia
moderna, ou seja, a astrologia para eles era um negócio. Estudos com astrólogos que
utilizavam a astrologia tradicional nem sempre eram negativos. Esse pode ser um indicativo
de que a astrologia que é amplamente divulgada na mídia mainstream sob uma forma
mercantilizada e rasa está longe de ser validada, pois na maioria das vezes não é utilizada
ou estudada à fundo como nos séculos passados. O conhecimento da astrologia clássica
ainda existe para que quiser se aprofundar no assunto.

Não é possível acreditar incondicionalmente em horóscopos diários genéricos publicados


em revistas e jornais, pois eles levam em consideração apenas a posição do Sol nos
signos. O astro é apenas um, em meio a outras variáveis necessárias para a realização de
um mapa astral.

Outro fator é que mesmo a astrologia possuindo fundamentação matemática, o próprio


indivíduo traz o elemento humano à receita, fazendo com que as informações obtidas sejam
convertidas. Assim, os resultados sempre serão subjetivos e nunca uma verdade absoluta.

Resumo básico

Basicamente, na astrologia tradicional, leva-se em consideração a posição, interatividade e


movimento de 7 astros distintos:

SOL ☼, LUA ☽, MARTE ♂, MERCÚRIO ☿, VÊNUS ♀, JÚPITER ♃ e SATURNO ♄.

Na moderna, adentram mais 3 no escopo:

URANO ♅, NETUNO ♆ e PLUTÃO ♇.

O ZODÍACO, uma esfera, é dividido em 12 partes de 30 graus cada. Cada conjunto de 30


graus é relacionado a uma constelação / signo.
Portanto, há 12 SIGNOS no zodíaco:

Áries ♈, Touro ♉, Gêmeos ♊, Câncer ♋, Leão ♌, Virgem ♍, Libra ♎, Escorpião ♏,


Sagitário ♐, Capricórnio ♑, Aquário ♒ e Peixes ♓.

Esses 12 signos possuem 4 ELEMENTOSassociados a eles, formando então 4 grupos com


3 signos cada:

O FOGO, que representa ação e criatividade, é o combustível de Áries, Leão e Sagitário;


A TERRA, que significa substância, estrutura e praticidade, é a marca de Capricórnio, Touro
e Virgem;
O AR, que corresponde ao intelecto e a comunicação, é a força motriz de Libra, Aquário e
Gêmeos;
A ÁGUA, que simboliza as emoções, sublinha os signos de Câncer, Escorpião e Peixes.

Os signos também possuem 3 QUALIDADES: Um signo pode ser CARDINAL, FIXO ou


MUTÁVEL.

CARDINAL: Áries, Câncer, Libra e Capricórnio.


FIXO: Touro, Leão, Escorpião e Aquário.
MUTÁVEL: Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes.

Por fim, todos os signos possuem um PLANETA REGENTE. Aqui há uma diferença entre os
dois conceitos astrológicos - tradicional e moderno. Na astrologia tradicional, os planetas
regentes dos signos são:

♈ Áries –- ♂ Marte
♉ Touro –- ♀ Vênus
♊ Gêmeos -– ☿ Mercúcio
♋ Câncer -– ☽ Lua
♌ Leão -– ☼ Sol
♍ Virgem –- ☿ Mercúrio
♎ Libra -– ♀ Vênus
♏ Escorpião -– ♂ Marte
♐ Sagitário -– ♃ Júpiter
♑ Capricórnio -– ♄ Saturno
♒ Aquário -– ♄ Saturno
♓ Peixes –- ♃ Júpiter

Já na astrologia moderna, há uma alteração na regência - ou são adicionados como


co-regentes de alguns signos:

♏ Escorpião -– ♇ Plutão
♒ Aquário –- ♅ Urano
♓ Peixes -– ♆ Netuno
Portanto, primariamente, ao ser evocado, um signo possui atributos básicos que
futuramente são utilizados dentro do escopo matemático / psicológico da astrologia:

♈ ÁRIES é um signo CARDINAL de FOGO regido por ♂ MARTE.


♉ TOURO é um signo FIXO de TERRA regido por ♀ VÊNUS.
♊ GÊMEOS é um signo MUTÁVEL de AR regido por ☿ MERCÚRIO.
♋ CÂNCER é um signo CARDINAL de ÁGUA regido pela ☽ LUA.
♌ LEÃO é um signo FIXO de FOGO regido pelo ☼ SOL.
♍ VIRGEM é um signo MUTÁVEL de TERRA regido por ☿MERCÚRIO.
♎ LIBRA é um signo CARDINAL de AR regido por ♀ VÊNUS.
♏ ESCORPIÃO é um signo FIXO de ÁGUA regido por ♂ MARTE.
♐ SAGITÁRIO é um signo MUTÁVEL de FOGO regido por ♃JÚPITER.
♑ CAPRICÓRNIO é um signo CARDINAL de TERRA regido por ♄ SATURNO.
♒ AQUÁRIO é um signo FIXO de AR regido por ♄ SATURNO.
♓ PEIXES é um signo MUTÁVEL de ÁGUA regido por ♃ JÚPITER.

Vertentes astrológica

temas e abordagens astrológicos.

Astrologia védica (hindu)

Também é chamada Joytisha, que significa luminoso, celeste, brilhante, pertencente ao


mundo da luz. Desenvolveu-se na Índia a partir de 1.500 a.C., com objetivo de fazer brilhar
a luz cósmica sobre o verdadeiro caminho de vida de um indivíduo. Neste sistema, o mapa
astral é levantado a partir da data, hora exata e local de nascimento, considerando as
posições planetárias do zodíaco sideral, que utiliza a posição fixa das estrelas. O mapa
astral védico representa os padrões cármicos do passado da pessoa. Seus planetas e
casas têm significados semelhantes aos da vertente ocidental.

Astrologia chinesa

Os chineses foram um dos poucos povos a desenvolverem um sistema complexo de


astrologia inteiramente independente das influências mesopotâmicas. Do mesmo modo que
a linguagem ocidental tem 12 signos solares, a versão chinesa inclui 12 signos anuais,
representados por igual número de animais. E em vez de quatro elementos da natureza
vistos na linha tradicional, na chinesa há cinco: Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água.

Astrologia asteca (maia)

Desenvolvida e praticada na América Central, sua proposta é guiar a religião, a guerra e a


vida cotidiana. "Há evidências da prática astrológica em entalhes de pedra feitos por
artesãos desde 600 a.C.", comenta Maura.

Outras vertentes são:


Astrologia esotérica: usa os conceitos da astrologia mais para especulações filosóficas do
que para aplicação prática às preocupações da vida cotidiana.Astrologia medieval:
desenvolvida e praticada pela civilização árabe entre 750 d.C. até 1.500 d.C.Astrologia
cabalística: fusão de princípios astrológicos e da cabala judaica.Mais derivações

Além dos sistemas astrológico, há diferentes ramos ou aplicações que foram desenvolvidas
e são seguidas no mundo todo. De acordo com Maura Lanari, alguns dos desdobramentos
são:

Astrologia médica
Traduz o simbolismo astrológico especificamente para questões de saúde. Ou seja, avalia
Sol, Lua, ascendente e regente, casas VI (saúde, trabalho e cotidiano em geral) e XII
(saúde mental e inconsciente coletivo), seus ocupantes e regente, bem como as relações
(aspectos), como significadores de saúde.

Astrologia vocacional
Interpreta o mapa levando em conta todos os indicadores de talentos, vocação,
predisposições, ritmos, potenciais e desafios, voltados para as escolhas profissionais,
transições de carreira etc.

Astrologia empresarial
Aqui, as análises levam em conta fatores como: compatibilidade entre sócios, mudanças de
objeto social, fusões, cisões e aquisições, entre outros. A intenção é chegar a um
diagnóstico abrangente e preciso de todas as áreas que compõem a empresa, revelando
aspectos geralmente não detectados por técnicas convencionais. Ao identificar ciclos de
expansão e estruturação, desafios e potencialidades, serve de base para o planejamento de
curto, médio e longo prazo.

Astrologia horária
Parte do princípio de que as condições de qualquer pergunta feita, bem como de sua
resposta, encontram-se refletidas na configuração celeste do momento. "O maior atrativo é
sua eficácia", opina Maura. Pode ser usada para informações imediatas, sem a necessidade
de análise prolongada de tendências ou do mapa individual de quem faz a pergunta.

Astrologia eletiva
Busca, dentre um período específico, o melhor momento para iniciar algo – um projeto, uma
empresa, um casamento, uma cirurgia. Usa os mesmos conceitos da astrologia horária.
Dependendo do contexto, conjuga os princípios horários com os do assunto em questão,
tais como entrevista de emprego (vocacional) e agendamento de cirurgia (médica).

Astrologia mundial ou mundana


Era uma categoria abrangente, que incluía tudo que não se referisse às astrologias natal
(análise do mapa astral) e horária. Ou seja, desde clima, terremotos, negócios, agricultura,
entre outros, caíam no domínio da mundana. Na prática moderna, o termo se refere de
maneira mais restrita à política e grandes movimentos coletivos. Os mapas são calculados
para nações, eventos específicos (como assinatura de tratados e acordos internacionais),
chefes de estado, eleições, partidos políticos etc.

Astrocartografia
Metodologia usada em astrologia de localização. O horóscopo é recalculado para um local
diferente do de nascimento.