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1266 rocessos, terdo de esperar dias ou semanas pela pas- sagem de certiddes ou atestados que podem perfeita- ‘mente ser substituldos por outros mcios de prova. 2— HE assim necestidade de, num contexto de mo- dernizagio da Administracio Publica, adoptar medidas de simplificagio administrativa que visem uma mais célere actuago da Administraggo Pablica, tomando também mais fécil a instrugdo de processos administra- tivos por parte dos particulares. 3—E dentro deste enquadramento que o presente diploma visa substituir, na instrugio de processos admi- nistrativos, 0 atestado de residéncia pela apresentagio do cartio de eleitor. Assi ‘© Governo decreta, nos termos da alinea a) don 1 do artigo 201.° da Constituigo, o seguinte: Artigo 1.°—1—O atestado de residéncia para instrugdo de processos administrativos, quando legal- mente exigido, & substitu(do pela apresentagio do car tao de eleitor. 2—O disposto no mimero anterior nfo prejudica 8 produgio de melhor prova através da apresentagao do atestado de residéncia, sempre que o interessado © entender. Art. — Quando a entrega da documentagio necesséria& instrugdo dos processos referidos no ar- tigo anterior for feita pelo interessado ou por outrem, deveré 0 funciondrio que a receber confirmar através do bilhete de identidade @ assinatura constante do f, apondo a0 processo 0 mimero pelo qual o requerente se encontra inscrito no recenseamento 0 interessado deverd fazer jungio a processo de cOpias do bilhete de identidade e do cartdo de eleitor. Act. 3.° Em caso de divida quanto a veracidade das declaragdes, 08 servigos promoverdo oficiosamente confirmagéo dos dados relativos & residéncia junto das juntas de freguesia respectivas, Art. 4° A confirmacao da residéncia a que se refere a parte final do corpo do artigo 257.* do Cédigo Admi- nistrativo apenas seré exigivel desde que néo se tenha Yerificado a inscri¢do ou actualizagdo do recenseamento eleitoral, por motivo de mudanga de residéncia ou outro. Visto © aprovado em Consetho de Ministros de 5 de Margo de 1987. — Anibal Anidnio Cavaco Silva, Promulgado em 17 de Margo de 1987. Publique:se. © Presidente da Repiiblica, MAnio SoaRés, Referendado em 19 de Margo de 1987. © Primeiro-Ministro, Anibal Anténio Cavaco Silva. Decroto-Lei n.* 150/87 de 20 de Margo A legislagio que se refere a0 uso da Bandeira Nacional encontra-se dispersa ¢ € incompleta, sendo datada, em alguns casos, do principio do século. I SERIE —N¢? 74—30-3-1987 Constitui excepeio a esta situago a regulamentagio, completa e actualizada, que contempla o uso’ da Bandeira Nacional no émbito militar ¢ maritimo. Considerando a necessidade de dignificar a Bandeira Nacional como s{mbolo da Pétria ¢ de avivar o seu alto entre todos os portuguesss, importa estabelecer as regras gerais pelas quals se deve reger 0 seu uso: Assi © Governo decreta, nos termos da alfnea a) don 1 do artigo 201° da Constituigéo, o seguinte: /Arigo 1° A Bandcira Nacional. como simbolo da Patria, representa a soberania da Nagéo e a indepen- déncia, a unidade ¢ a integridade de Portugal, de- vendo’ ser respeitada por todos os cidados,” sob pena de sujeigdo & cominagao prevista na lei penal. Art, 2°—1—A Bandeira Nacional seré useda, em todo 0 territ6rio nacional, de harmonia com previsto neste diploma, sem prejuizo do estabelecido ha [ei quanto ao seu uso no Ambito militar e maritimo. 2—A Bandeira Nacional, no seu uso, deverd ser apresentada de acordo com 0 padrao oficial ¢ em bom estado, de modo a ser preservada a dignidade que the € devid Art, 3°—1—A Bandeira Nacional seré hasteada ‘203 domingos ¢ feriados. bem como nos dias em que se realizem ceriménias oficiais ou outros actos ou sessGes solenes de cardcter pablico. 2—A Bandeira Nacional poderé também ser has- teada outros dias em que tal seja_julgado justifi ficado pelo Governo ou, nos respectivos. territérios, pelos érgios de governo préprio das regides aut6nomas, hem como pelos governadores civis ou pelos, Gros executivos das autarquias locais e dirigentes de insti- tuigdes privadas. 3—Nos edificios sede dos Srgios de soberania a Bandeira Nacional poderd ser arvorada diariamente, por direito préptio. Art, 4—1—A Bandeira Nacional seré em edificios de cardcter civil ow militar, quali como monumentos nacionais, e nos demuis edificios puiblicos ou instalagdes onde funcionem servigos da administragao central, regional ¢ local e da adminis- tragdo das regides auténomas, bem como nas sedes dos institutos piblicos ¢ das empresas pablicas. 2—A Bandeira Nacional poderé também ser has- teada pelos institutos piblicos © em piblicas, fora dos locais da respectiva sede, bem como por instituigdes privadas ou pessoas singulares, desde que sejam respeitados os procedimentos legais ¢ proto- colares em vigor. Art. 5°— 1— Ags domingos ¢ feriados ¢ nos dias fem que tal seja determinado pelo Primeiro-Ministro a Bandeira Nacional seré hasteada em todo o ter- ritério nacional, nos termos do artigo anterior. 2—Fora dos dias referidos no ntimero anterior a Bundeira Nacional seré hasteada nos locais de cele- bracdo dos respectivos actos. Art. 6.\—1—A Bandeira Nacional deveré per- manecer hasteada entre as 9 horas ¢ 0 por do Sol. 2—Quendo a Bandeira Nacional permanecer has- teada durante a noite, deverd, sempre que possivel, ser iluminada por meio de projectores. Art. 7°—1— Quando for determinada a obser- vancia de luto nacional, a Bandeira Nacional seré colocada a meia haste durante o nimero de dias que tiver sido fixado, steada 1 SERIE — N° 74 —30-3-1987 2—Sempre que # Bandeira Nacional seja coloceda a meia haste, qualquer outra bandeira que com ela seja desfraldada sord hastoeda da mesma forma. a tope antes de ser colocada a meia adriga, seguindo-se igual procedimento quando for arre Art, 8°—1—A Bandeira Nacional, quando des- fraldada com outras bandeiras, portuguesas ou estran- geiras, ocuparé sempre o lugar de honra, de acordo ‘90m as normas protocolares em vigor. devendo obser- varse, designadamente: @) Havendo dois mastros, 0 do lado direito de quem ¢sté voltado para 0 exterior serd reservado & Bandeira Nacional; 5) Havendo trés mastros, a Bandeira Nacional ‘ocupard 0 do centro; ©) Havendo mais de trés mastros: Se colocados em edificio, a Bandeira Nacio- nal ocuparé 0 do centro, se forem em rnimero impar, ou 0 pritoeiro a dircita do ponto central em relagdo aos mastros, se forem em nimero par; Em todos 0s outros casos, a Bandeira Na- ional ocuparé 0 primeiro da dircita, ficando todas as restantcs & sua es: querdi ) Quando 08 mastros forem de alturas diferentes, ‘a Bandeira Nacional ocuparé sempre o mastro mais allo, que deverd ser colocado por forma 2 respeitar as repras definidas nas alineas anteriores; @) Nos mastros com verga, a Bandcira Nacional serd hastada no topo do mast ov no lado direito quando 0 topo nao estiver preparado pare ter ullizedo, Em instalagdes de organismos internacionais sediadas em territério nacional ou em caso de realiza- (0 de reunides de cardcter internacional, a Bandeira Nacional seré colocada segundo a regra.protocolar fem_uso para esses casos. 3—A Bandeira Nacional, quando desfraldada com outras bandeiras, no poderd ter dimensdes inferiores as destas. Art. 9° Os mastros deverio ser colocados em lugar honroso no solo, nas fachadas ou no topo dos edificios, ‘competindo aos’ responséveis dos servigos # aprovaglo da forma e do local da sua fixagéo. Art. 10° Em actos piblicos a Bandeira Nacional, quando nao se aptesente hasteada, poderd ser suspense em lugar honroso ¢ hem destacado, mas nunca usada como decoragio, revestimento ou com qualquer finali- dade que possa’ afectar 0 respeito que the € devido. Para ser publicado no Boletim Oficial de Macau, Visto € aprovado em Conselho de Ministros de 29 de Janeiro de 1987.— Anibal Anténio Cavaco Silva —Eurico Silva Teixeira de Melo— Vasco Joa quim Rocha Vieira— Lino Dias Miguel — Joaquim Fernando Nogueita— Leonardo Eugénio Ramos Ri beiro de Almeida — Miguel José Ribeiro Cadilbe — Eurico Silva Teixeira de Melo — José Albino de Silva Peneda— Mério Ferreira Basios Raposo — Pedro José Rodrigues Pires de Miranda — Alvaro Roque de Pinho 1267 Bissaia Barreto — Fernando Augusto dos Santos Mar- tins — Joao de Deus Rogado Salvador Pinheiro— Joio Maria Leitéo de Oliveira Martins — Maria Leonor Couceiro Pizarro Beleza de Mendonca Tavares — Joaquim Maria Fernandes Marques. Promulgado em 11 de Margo de 1987. Publique-se, © Presidente da Repablica, MARto Soars. Referendado em 19 de Margo de 1987. © Primeito-Ministro, Anfbal Ant6nio Cavaco Silva, MINISTERIO DAS FINANCAS Decreto-Lel n* 151/87 de 90 de Margo © Decreto-Lei n.” 330/76, de 7 de Maio, determina, no se artigo 8 uc a concessio de diutunidades nna fungio publica depende do pedido do proprio in- teressado. ze rsp ‘Trata-se de um énus injustifiado para o funcionétio, tanto mais que sio os servigos processadores dos ven- ccimentos ¢ detentores dos processos individuais quem melhor sabe qual 0 tempo de servigo ¢ quando se vence © direito as diutumnidades CoM, 2 Prewemte diploma acaba-se com este proce fimento. © abono das diuturnidades passa a ser feito sem dependéncia de pedido do funcionério interessado. “Assim: © Governo decreta, nos termos da alinea a) do ne 1 do artigo 201.° da Constituigao, 0 scguinte: Artigo 1.°-O artigo 8.° do Decreto-Lei n° 330/76, de 7 de Maio, passa a ter a seguinte redaccio: Art. 8.° © abono das diuturnidades sori efec- tuado pelos servigos competentes sem dependén- cia do pedido dos interessados © com efeitos a partir do momento em que se adquire 0 respec- tivo direito, nos termos do artigo 1.° do presente diploma, no carecendo de visto do Tribunal de Conias nem de publicapio no Didrio da Repd- Art. 2.° B revogado o artigo 9." do Decreto-Lei 330/76, de 7 de Maio. Art, 3° © presente diploma entra em vigor no pri- dia do més imediato a0 da sua publicagio. Visto € aprovado em Conselho de Ministros de 26 de Fovereiro de 1987.— Anibal Anténio Cavaco Silva — Miguel José Ribeiro Cadithe. Promulgado em 17 de Margo de 1987. Publique-se. © Presidente da Repiiblica, MAnio Soares. Referendado em 19 de Margo de 1987. © Primeiro-Ministro, Anibal Anténio Cavaco Silva,