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D I V ERS I D A D E CU LTU RA BRA S I LEI RA

P CI – PO N TOS D E CU LT URA IN D ÍG EN A

CULTUR A / EDUC AÇÃO / TECNOLOGI AS / P CI – P ONTOS DE CULTU RA I NDÍ GENA

CULTURA, EDUCAÇÃO, TECNOLOGIAS

INDÍGENAS DE OITO POVOS SE REÚNEM PARA CRIAR A REDE DE


PONTOS DE CULTURA INDÍGENAS DO NORDESTE

Os Pontos de Cultura Indígena estão em funcionamento desde214

Indígenas de 08 comunidades do Nordeste – Pataxó de Barra Velha, Pataxó de


Cumuruxatiba, Pataxó Hã Hã Hãe, Tupinambá (BA), Pankararu (PE), Xokó (SE), Kariri-
Xocó, Karapotó- Plakiô (AL) – se reunirão para debater o funcionamento e práticas de
gestão dos Pontos de Cultura que serão implantados pelo programa.

O Mensagens da Terra, de autoria da ONG Thydêwá e com o apoio do Ministério da


Cultura, visa capacitar 100 Agentes Indígenas de Cultura Viva no uso das tecnologias de
informação e comunicação para agirem a favor do Planeta e de suas comunidades. Os
indígenas participarão de uma formação continuada, presencial e a distância, no decorrer
de três anos, com o objetivo de fortalecer suas culturas e melhorar a Educação, Cidadania,
e Sustentabilidade em suas comunidades.
No encontro, através de metodolodia aberta e participativa fundamentada nas Rodas de
Conversas, serão abordados temas como o valor da cultura indígena, identidade,
diversidade cultural, cultura da paz, cidadania, sustentabilidade,entre outros. Nas rodas,
cada participante partilha seu ponto de vista, sua experiência, seus sonhos e seu futuro; a
vivência, a fala e os rituais são tidos como elementos fundamentais para a compreensão
da cultura particular de cada comunidade.

O encontro contará também com a presença de visitantes que contribuirão para a criação
de uma partilha pluricultural e multiétnica. Entre eles, Pedro Vasconscelos, Diretor da
Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura; Débora Castro, consultora
de culturas indígenas e coordenadora geral de Programas e Projetos Culturais (CGPPC);
Lula Dantas, membro da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC); Bruno
Tarin e Laila Sandroni, encarregados de realizar os Diagnósticos Situacionais do
Programa Mensagens da Terra.

Este é o primeiro dos 06 encontros presenciais de 40h que ocorrerão durante a duração
do Programa. Serão realizadas também oficinas em cada um dos Pontos de Cultura
Indígenas e será criada uma Comunidade Virtual de Aprendizagem – um espaço onde os
participantes poderão construir conhecimento e trocar experiência através da partilha em
rede na internet.

“Desejamos que as comunidades se empoderem dos Pontos de Cultura Indígena e


consigam fazer uma gestão para que as melhorias cheguem em suas comunidades”, disse
Potyra Tê Tupinambá, sócia e diretora executiva da Thydêwá, em meio aos preparativos
para o primeiro encontro, anunciando as expectativas para os três anos de projeto que
estão pela frente.

Serviço:
O quê: Programa Mensagens da Terra

Quem: Um produção da Organização Não-governamental (ONG) Thydêwá, com o apoio


do Ministério da Cultura (MinC), com a parceria e a participação de 08 comunidades
indígenas do Nordeste

Onde: Sede do Pontão Esperança da Terra (Thydêwá), em Olivença, Ilhéus (BA).


Sugestões de fonte: Sebastián Gerlic (presidente da Thydêwá); Potyra Tê Tupinambá
(indígena Tupinambá e diretora executiva da ONG) Contato: 73-3269-
1970, contatos@thydewa.org
Mais informações: www.thydewa.org

P ROJ ETO DA RÁ DI A CU N H Ã CAPACI TA


M U LH ERES IND Í G EN AS E M RÁ D IO - W EB
P ROJ ETO DA RÁDI A C UNH Ã CAP ACI TA M ULHERES I N DÍ GENAS EM RÁDI O-WEB

O perfil no soundcloud da Rádia Cunhã já teve quase três mil audições


A Rádia Cunhã é uma rádio-web protagonizada por mulheres de oito povos indígenas
(Pataxó Barra Velha, Pataxó Hahahae, Pataxó Cumuruxatiba, Tupinambá – todos os
quatro baianos; Pankararu (Pernambuco); Kariri Xoco e Karapoto (Alagoas) e Xokó
(Sergipe). O projeto faz parte da Rede Pelas Mulheres Indígenas e está realizando oficinas
de formação em rádio-web nas comunidades indígenas de Pataxó Barra Velha (município
de Porto Seguro) e outra em Pataxó 2 Irmãos (município de Cumuruxatiba), entre os dias
17 e 25 de fevereiro, com carga horária de 40h. A Rádia Cunhã foi criada em junho de
2016, e atualmente conta com o apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do
edital Setorial de Culturas Digitais 2016, do Fundo de Cultura da Bahia, para alcançar
mais mulheres indígenas com formação e fortalecimento.

Entre 2017 e 2018 foram realizados 12 novos programas de rádio (a maior parte está no
youtube) e já conta com quase três mil audições no soundcloud
(https://soundcloud.com/radia-cunha/).
Durante as oficinas as mulheres indígenas debateram sobre os tipos de violência contra
mulher, empoderamento feminino, sororidade, ciberativismo, produção de conteúdo,
etnojornalismo, técnica em rádio e outros temas. A formação tem o intuito de alcançar
mais mulheres e capacitá-las para serem autônomas no desenvolvimento de seus próprios
programas de rádio para ampliar e potencializar as vozes das mulheres indígenas no
combate ao preconceito, violência de gênero e sexismo.

Através de rodas de conversa, as mulheres puderam expor as violências que sofreram em


suas comunidades e nos seus próprios lares, com os relatos de experiências elas puderam
compreender como reagir em casos de violência e tiveram elementos para alertar outras
mulheres sobre a importância de combater esses atos.

Para Maria Pankararu, a primeira indígena a receber um título de doutorado no país, e


participante da rede Pelas Mulheres Indígenas, a rádia “deu maior oportunidade de
empoderamento a mulher indígena, tendo nossas vozes sendo ouvidas por outras
mulheres de várias comunidades, e homens também. A Rádia nos dá oportunidade de nos
fazermos ouvir, de relatar nossas histórias, nossos comportamentos culturais, nossos
anseios, medos, alegrias. É uma forma de estarmos mais presentes nas ações do mundo
com o mundo e é uma forma de fortalecimento, então é uma soma de estratégias, de ações,
que nos permitem melhorar enquanto mulheres, pessoas, mães. Esse projeto foi e é muito
bom e importante para nós”.

Para Potyra Tê Tupinambá, uma das idealizadoras do projeto, a rádia é feita por e pelas
mulheres indígenas. “As mensagens criadas para a Rádia Cunhã servem para inspirar
outras mulheres a se libertarem da violência, já que infelizmente essa é uma realidade de
muitas de nós mulheres. Queremos empoderar nossas parentes para mudar suas histórias,
tomarem a rédea de suas vidas, saírem da violência. A Rádia é capaz de transformar a
vida das mulheres”, argumenta.

Rede Pelas Mulheres Indígenas – tem como principal objetivo melhorar a realidade das
mulheres indígenas do Nordeste através da formação delas como Agentes Multiplicadoras
de Transformação Social, tendo interação direta com mais de 47.000 indígenas, e que
durante esta iniciativa atingirão 8.000 mulheres indígenas e suas famílias.
O projeto Pelas Mulheres Indígenas foi idealizado pela ONG Thydêwá e conta com o
protagonismo das indígenas para seu redesenho e com a parceria da Secretaria de Políticas
para Mulheres da Presidência da República e o apoio da rede de Pontos de Cultura
Indígena do Nordeste e o Pontão Esperança da Terra, iniciativas apoiadas pelo Ministério
da Cultura. O livro Pelas Mulheres Indígenas que foi escrito, fotografado e ilustrado por
mulheres indígenas, com uma Cartilha voltada para orientá-las a prevenir e enfrentar a
violência conjugal, está disponível gratuitamente para download no site da Thydewa
(http://www.thydewa.org/). O livro contou com o apoio da Secretaria de Política para as
Mulheres do estado da Bahia (SPM-BA) e a Rádia Cunhã conta com o apoio da Secretaria
de Cultura do Estado da Bahia (SECULT-BA).
Em 2018 a rede Pelas Mulheres Indígenas completa quatro anos de atuação, durante este
tempo muitos passos foram dados empoderando mulheres indígenas e reconhecendo o
valor e potencial delas dentro e fora de suas comunidades. Muitas ações foram realizadas:
reuniões nas aldeias, levando a milhares de mulheres indígenas informações sobre direitos
das mulheres; muitos relatos foram escritos, fotografados e filmados inteiramente pelas
mulheres indígenas, potencializando a voz destas mulheres; muitas vidas foram
transformadas: muitas mulheres formadas para prevenir e enfrentar a violência contra as
mulheres em suas comunidades.

As mulheres indígenas possuem uma vontade muito grande de ampliar seus


conhecimentos digitais e se apropriarem das ferramentas digitais para fortalecerem suas
redes de mulheres e a utilizarem como uma ferramenta no combate à violência contra a
mulher. A apropriação de ferramentas digitais é fundamental por parte das mulheres
indígenas, que sofrem de opressões por serem indígenas e ainda mais por serem mulheres.
Desta maneira, o foco em capacitação digital para mulheres indígenas é muito essencial,
para que estas sejam as próprias responsáveis por suas emancipações pessoais e coletivas
e possam se fortalecer enquanto uma rede, além do fato de aumentar muito a auto-estima
e a realização pessoal por se aproximarem de ferramentas digitais e se conectarem mais
ao mundo digital. A partir de uma maior intimidade com as ferramentas digitais e a
internet, as mulheres podem ter contato com lutas sociais e anti-machistas, indígenas e
não indígenas de todo o Brasil e do mundo.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e


estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas
Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos
estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou
privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles
que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que
dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em
4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações
Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos;
Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.
Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br
Saiba mais:
Rede Pelas Mulheres Indígenas – http://www.mulheresindigenas.org
Fanpage no Facebook – https://www.facebook.com/pelasmulheresindigenas/
Perfil da Rádia Cunhã no Soundcloud – https://soundcloud.com/radia-cunha/
Canal no youtube – https://www.youtube.com/user/mulheresindigenas
ONG Thydêwá – http://www.thydewa.org/