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Revista Brasileira de Saúde Ocupacional

IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS E AVALIAÇÃO DA


IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE
RISCOS EM LAVRAS GARIMPEIRA DE GEMAS: AS AMETISTAS
DE SENTO SÉ -BA.
Fo
Journal: Revista Brasileira de Saúde Ocupacional

Manuscript ID Draft
rR

Manuscript Type: Article

Plano de Gerenciamento de Riscos, Mineração de Ametistas, Riscos na


Keyword:
Mineração de Ametistas
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3 IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS E AVALIAÇÃO DA IMPLEMENTAÇÃO DO
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5 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS EM LAVRAS
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7 GARIMPEIRA DE GEMAS: AS AMETISTAS DE SENTO SÉ -BA
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10 RISK IDENTIFICATION AND EVALUATION OF THE IMPLEMENTATION
11
12 OF THE RISK MANAGEMENT PROGRAM IN LAVRAS GARIMPEIRA DE
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14 GEMAS: THE AMBETISTS OF SENTO SÉ -BA
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19 RESUMO
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21 O Presente trabalho buscou trazer informações inerentes a atividade minerária, na forma
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23 de garimpagem, de extração de ametistas do município de Sento Sé – BA com intuito de
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identificar os agentes de riscos inerentes a atividade, avaliando o grau de atendimento a
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26 alguns itens da Norma Regulamentadora 22 e propondo um plano de Gerenciamento de
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28 Riscos alicerçando-se na Norma Regulamentadora 09. Para essa avaliação foi definido
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29
30 uma nota de atendimento aos quesitos selecionados, variando de 1 a 5, onde: 1 significa
31 o pior atendimento, esse classificado como de grau inaceitável; e 5 quando possivelmente
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32
33 for enquadrado como excelente. Em seguida foi apresentado um quadro resumido com a
34
35 avaliação global, sendo definido que a atividade se encontra em exercício de maneira
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inaceitável levando em consideração as NR’s estudadas. Por fim foi apresentado
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37
38 instruções para atenuar os efeitos dos agentes de riscos, apresentando recomendação para
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40 que a atividade melhore seu grau de atendimento.
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Palavras-chave: Plano de Gerenciamento de Riscos, Mineração de Ametistas, Riscos na
44
45 Mineração de Ametistas.
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49 ABSTRACT
50
51 The present work sought to bring information inherent to the mining activity, in the form
52
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of mining, to extract amethysts from the municipality of Sento Sé - BA in order to identify
54 the risk agents inherent to the activity, evaluating the degree of attendance to some items
55
56 of the Regulatory Norm 22 and proposing a Risk Management plan based on Regulatory
57
58 Standard 09. For this evaluation, a note was defined to serve the selected items, ranging
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from 1 to 5, where: 1 means the worst service, which is classified as unacceptable ; and 5
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3 when possibly framed as excellent. Next, a summary table with the overall evaluation
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5 was presented, and it was defined that the activity is in an unacceptable way taking into
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7 account the NR's studied. Finally, instructions were presented to mitigate the effects of
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risk agents, with a recommendation that the activity improve its level of care.
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12 Keywords: Risk Management Plan, Amethyst Mining, Risks in Amethyst Mining
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16 1 INTRODUÇÃO
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20 O Programa de Gerenciamento de Riscos tem como finalidade preservar a vida e
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evitar danos às pessoas, como também a necessidade de se manter sob controle todos os
23 agentes ambientais, com monitoramentos periódicos, levando-se em consideração a
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25 proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. Busca-se também, evitar danos à
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27 propriedade e a paralisação da produção, através da identificação de fatores de risco,
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avaliação e consequente controle dos riscos ambientais existentes ou que venham a existir
29
30 no ambiente de trabalho1. Compete ao profissional habilitado realizar a pré-seleção de
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32 quais riscos ou de quais medidas de controle serão mais adequados e propícios para a
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34 realidade da atividade.
35 A Lavra Garimpeira se caracteriza por ser uma modalidade de extração de
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37 substâncias minerais com aproveitamento imediato do jazimento mineral que, por sua
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39 natureza, sobretudo seu pequeno volume e a distribuição irregular do bem mineral, não
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justificam, muitas vezes, investimento em trabalhos de pesquisa, tornando-se, assim, a
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42 lavra garimpeira a mais indicada2. A Lavra Garimpeira de Ametistas de Sento Sé – BA é
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44 desenvolvida por trabalhadores individuais, ou de forma coletiva através de cooperativa,
45
46 onde a retirada dos “piões” (Figura 1) é realizada predominantemente de forma manual,
47 por catação, e a abertura dos Shafts (Figura 2) são feitas com auxílio de ferramentas de
48
49 pequeno porte, como: picaretas, marretas e enxadas. Eventualmente faz-se o uso de
50
51 explosivos (Figura 3) para o rompimento das camadas mais profundas e mais resistentes,
52
53
viabilizando, dessa maneira, o efetivo avanço da frente de lavra. O transporte do material
54 bruto é realizado com carros de mão, onde são armazenados em locais próximos, e por
55
56 veículos automotores, quando esses são levados para a sede do município para serem
57
58 beneficiados3. No Beneficiamento, os piões são martelados para retirada das imperfeições
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(fraturas e trincas) e do quartzito incrustrado, para que então possam ser lapidados. Nesse
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3 processo de transformação, há uma perda de 75%, em média, desde a peça original até o
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5 produto final (Figura 4).
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Figura 1 – Pião retirado do Garimpo Figura 2 – Shaft (Boca de Serviço)
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22 Fonte: Autor, 2018. Fonte: Autor, 2018.


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26 Figura 3 – Explosivos Figura 4 – Produto Final
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40 Fonte: Google Images, 2018. Fonte: Autor, 2018.
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45 Apesar de ser caracterizada como uma atividade de pequeno porte, médio grau
46 poluidor e de impacto ao meio físico de baixa relevância3, a operação mobiliza uma
47
48 grande quantidade de pessoas, que estão expostos a riscos ambientais. Além disso, como
49
50 o garimpo não é legalizado, não há fiscalização do exercício das atividades pelos órgãos
51
52
fiscalizadores competentes, fazendo com que a preocupação com a segurança no
53 ambiente de trabalho seja negligenciada, pois ao ignorar as normas, o custo de produção
54
55 é efetivamente reduzido. É por esse motivo que buscou-se realizar um estudo de
56
57 identificação dos riscos presentes nessa atividade, a fim de definir um programa de
58
gerenciamento que possa ser seguido pelos garimpeiros, para que os riscos inerentes ao
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60 desenvolvimento dos serviços sejam minimizados ao máximo possível.

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2 REFERENCIAL TEÓRICO
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9 2.1 Risco Ambiental
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12 Riscos ambientais de trabalho podem ser agentes físicos, químicos ou biológicos,
13
14 riscos de acidentes e riscos ergonômicos, que podem causar danos à saúde do profissional
15
16 em função da sua natureza, concentração, intensidade, tempo de exposição ou falta de
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equipamentos de proteção apropriados3.
18
19 Agentes físicos: ruídos, vibrações, pressões anormais, temperaturas
20 extremas, radiações, etc.;
21 Agentes químicos: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores
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22 que podem ser absorvidos por via respiratória ou através da pele, etc.;
23 Agentes biológicos: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários,
24
vírus, entre outros;
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25
Riscos de acidentes: arranjo físico inadequado, máquinas e
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equipamentos sem proteção, ferramentas inadequadas ou defeituosas,
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28
Iluminação inadequada, eletricidade, probabilidade de incêndio ou
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29 explosão, armazenamento inadequado, animais peçonhentos, entre


30 outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de
31 acidentes;
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32 Riscos ergonômicos: esforço físico intenso, levantamento e transporte


33 manual de peso, exigência de postura inadequada, controle rígido de
34 produtividade, imposição de ritmos excessivos, jornadas de trabalho
35 prolongadas, monotonia e repetitividade, além de outras situações
36 causadoras de estresse físico e/ou psíquico.
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2.2 Análise de Risco Ambiental
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44 A Análise de Riscos Ambientais é uma espécie de estimativa prévia da
45
46 probabilidade de ocorrência de um acidente e a avaliação das suas consequências sociais,
47
48 econômicas e ambientais5. Dessa maneira, essa análise versa sobre a identificação de
49 situações de risco em um empreendimento em funcionamento, bem como da
50
51 caracterização das consequências potencias ao meio ambiente, à comunidade, ao
52
53 empreendimento e seus funcionários, caso o acidente ocorra. É empregado em
54
empreendimentos de médio e grande porte, incluindo projetos de mineração. A análise
55
56 deve ser instrumento permanente nos programas de gerenciamento ambiental,
57
58 principalmente nas atividades que se encontrem em áreas onde os processos do meio
59
60 físico possam acarretar acidentes, como é o caso do objeto em estudo.

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5 2.3 Normas Regulamentadoras NR-22 e NR-09
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Segundo o Ministério do trabalho a NR-22 tem por objetivo disciplinar os
9
10 preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar
11
12 compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a busca
13
14 permanente da segurança e saúde dos trabalhadores, sendo assim, aplicado ao garimpo
15 em todas suas fases: pesquisa, lavra e beneficiamento3.
16
17 Já a NR-09 estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte
18
19 de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados,
20
21
do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação da saúde
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22 e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e


23
24 consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a
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25
26 existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e
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dos recursos naturais3.
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31 3 MATERIAIS E MÉTODOS
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34 3.1 Localização e Acesso
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37 O trabalho foi realizado no município de Sento Sé, mais precisamente na Serra da


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39 Quixaba, localizado na região de planejamento do Baixo Médio São Francisco do Estado
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da Bahia, limitando-se a leste com Sobradinho e Campo Formoso, a sul com Umburanas,
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41
42 Morro do Chapéu, São Gabriel e Jussara, a oeste com Itaguaçu da Bahia e Pilão Arcado,
43
44 e a norte com Remanso e Casa Nova4. Como pode ser observador na Figura 5 referente
45
46 ao mapa de localização.
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3 Figura 5 - Mapa de Localização.
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28 Fonte: autor, 2018.
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A área central do garimpo, está localizado a uma distância de 56 km da sede de
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32 Sento Sé. Para chegar até lá, deve-se seguir pela BA-210 em direção ao município de
33
34 Sobradinho-Ba, percorrendo, nesse trajeto, 43 km sobre rodovia pavimenta até convergir
35
36 a direita e seguir por 13 km de estrada de terra.
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39 3.2 Procedimento de Avaliação
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43 Para realização desse trabalho, foi feita uma visita à campo nos dias 11 e 12 de
44 junho do corrente ano, onde foram observadas e registradas com fotografias as condições
45
46 de higiene e segurança, estritamente da área de garimpo, que pudessem comprometer a
47
48 saúde e o bem-estar das pessoas envolvidas. Logo em seguida, foram identificados os
49
50
agentes de riscos presentes relacionando com cada etapa da atividade. Para desenvolver
51 o Plano de Gerenciamento de Riscos foi necessário conhecer todo processo de extração
52
53 de ametistas, observando as fontes geradoras de riscos e seus agentes passivos,
54
55 alicerçando-se nas normas regulamentadoras que versam sobre os cuidados referentes à
56 segurança e saúde ocupacional na mineração (NR-22) e aos Programas de Prevenção de
57
58 Riscos Ambientais (NR-9). Para realizar essa avaliação foi atribuído uma nota entre 1 e
59
60 5, para definir o grau de relevância de cada item estudado, onde: 1 corresponde a

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3 Inaceitável; 2-Insatisfatório; 3-Médio; 4-Bom; 5-Excelente. Ao final foi realizado uma
4
5 média aritmética de todos os itens avaliados, classificando a atividade quanto ao grau de
6
7 atendimento ao gerenciamento de riscos. A partir daí foi proposto medidas de gestão
8
visando diminuir a probabilidade de dano que pudessem ser causados por cada um desses
9
10 agentes.
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14 3.3 Identificação dos Agentes de Riscos.
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17 Para identificação dos Agentes de Riscos, levou-se em consideração a Área
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19 Diretamente Afetada (ADA), contornada pela linha de cor verde, presente na Figura 6,
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cuja a área é alvo de intervenção direta com a instalação das estruturas e infraestruturas
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22 de apoio4.
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Figura 6 – Áreas de Influência Direta e Diretamente Afetada
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Fonte: Autor, 2018.
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53 3.3.1 FÍSICO:
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Ruído - Causado pelos motores das máquinas e equipamentos de carregamento de
58 transporte.
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3 Vibração - Devido a circulação e funcionamento de equipamentos, e proveniente
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5 de detonações.
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7 Calor - Em função da proximidade dos motores das máquinas e da própria
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temperatura externa a que operador fica exposto.
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10 Umidade - Presente principalmente no interior dos Shafts, onde inexiste aeração
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12 adequada.
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15 3.3.2 BIOLÓGICO:
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19 Venenos - Como se trata de uma atividade numa região de caatinga com presenças
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de animais peçonhentos como: serpentes, abelhas, aranhas, escorpiões e morcegos, o risco
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22 associado é grande.
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24 Contaminação – Contaminação por vírus, bactérias, fungos e parasitas em
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25
26 decorrência da alta densidade populacional na região e condições sanitárias adversas.
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29 3.3.3 QUÍMICO:
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33 Poeiras – Como se trata de carregamento de um garimpo de ametistas encrustadas
34 em quartzitos, essa operação gera poeira de Sílica (SiO2). A sílica livre em granulometria
35
36 muito fina, na faixa de 5 a 10 mícron pode penetrar através das vias respiratórias atingindo
On

37
38 os pulmões, podendo causar a doença profissional denominada pneumoconiose.
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41 3.3.4 ERGONÔMICO:
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44
45 Exigência de postura inadequada - A operação de transporte com carros de mão,
46
47
assim como a escavação realizados com picaretas e auxilio de rompedores como
48 marteletes, por exemplo, exige a utilização das mãos e pés do operador para o seu efetivo
49
50 funcionamento, o que facilmente leva a uma situação de postura inadequada.
51
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53
3.4 Avaliação de Riscos Baseado na NR-22.
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56
57 Para Avaliação de Riscos foi levado em consideração a probabilidade eminente
58
59 da ocorrência de um acidente a partir do descumprimento dos itens mais relevantes da
60 Norma Regulamentadora 22.

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5 3.4.1 ORGANIZAÇÃO DO LOCAL DE TRABALHO.
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A NR-22.6 diz que: Os locais de trabalho devem ser concebidos, construídos,
9
10 equipados, utilizados e mantidos de forma que os trabalhadores possam desempenhar as
11
12 funções que lhes forem confiadas, eliminando ou reduzindo ao mínimo, praticável e
13
14 factível, os riscos para sua segurança e saúde. E que esses locais sejam projetados e
15 instalados segundo princípios ergonômicos4.
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19 Figura 6 – Local de Trabalho
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Fonte: Autor, 2018.
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34 Como pode ser observado na Figura 7, em relação a organização do local de
35
trabalho, são percebidas: instalações de máquinas, acampamentos e equipamentos de
36
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37 maneira difusa, sem organização adequada o que diminui eficiência das operações
38
39 inerentes a atividade e aumenta a possibilidade de acidentes físicos; refeitório próximo as
40
bocas de serviços, propiciando a contaminação por material particulado; ausência de
ly

41
42 banheiro químico e bebedouro com água potável, o que aumenta a probabilidade de
43
44 contaminação por dejetos sanitários despejados4. Em termos de organização pode-se
45
46 classificar o ambiente como inaceitável (Grau 1).
47
48
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50
51 3.4.2 CIRCULAÇÃO E TRANSPORTE DE PESSOAS E MATERIAIS.
52
53
54
Segundo a NR-22.7 toda mina deve possuir plano de trânsito estabelecendo regras
55
56 de preferência de movimentação e distâncias mínimas entre máquinas, equipamentos e
57
58 veículos compatíveis com a segurança, e velocidades permitidas, de acordo com as
59
60 condições das pistas de rolamento5. Como pode ser observado na Figura 7, a disposição

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3 de máquinas e equipamentos são totalmente desprovidas de critérios e postas de maneira
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5 difusa, o que leva a classificar esse item como inaceitável (Grau 1).
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8 Figura 7 – Disposição de Máquinas e Equipamentos
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23 Fonte: Autor, 2018.
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27 3.4.3 MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS, FERRAMENTAS E INSTALAÇÕES.
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30 Já no que diz respeito a NR-22.11 onde todas as máquinas, equipamentos,
31
iew

32 instalações auxiliares e elétricas devem ser projetadas, montadas, operadas e mantidas em


33
34 conformidade com as normas técnicas vigentes e as instruções dos fabricantes e as
35 melhorias desenvolvidas por profissional habilitado, encontram-se minimamente
36
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37 atendidas uma vez que, as instalações auxiliares e elétricas são feiras de maneira
38
39 improvisadas5, considerando esse item como insatisfatório (Grau 2).
40
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43 3.4.4 EQUIPAMENTOS DE GUINDAR.
44
45
46 Conforme a NR-22.12 Os equipamentos de guindar devem possuir: indicação de
47
48 carga máxima permitida e da velocidade máxima de operação e dispositivos que garantam
49
50 sua paralisação em caso de ultrapassagem destes índices; indicador e limitador de
51 velocidade para máquinas com potência superior a quarenta quilowatts; em subsolo,
52
53 indicador de profundidade funcionando independente do tambor; freio de segurança
54
55 contra recuo, e freio de emergência quando utilizados para transporte de pessoas5. Como
56
57
pode ser visto na Figura 8 inexiste qualquer menção aos critérios determinados pela NR-
58 22.12 o que leva a classificar esse item como inaceitável (Grau 1)
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Figura 8 – Equipamentos de Guindar
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20 Fonte: Autor, 2018.
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23 3.4.5 PROTEÇÃO CONTRA POEIRA MINERAL
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27 A NR-22.17 define que nos locais onde haja geração de poeiras na superfície ou
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no subsolo, a empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deverá realizar o


29
30 monitoramento periódico da exposição dos trabalhadores, através de grupos homogêneos
31
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32 de exposição e das medidas de controle adotadas, com o registro dos dados. Também
33
34
deve estar disponível água em condições de uso, de forma a impedir a dispersão da de
35 poeiras nos postos de trabalho, onde rocha ou minério estiver sendo perfurado, cortado,
36
On

37 detonado, carregado, descarregado ou transportados6.


38
39 A não observância da presença de água em abundância para a realização de tal
40
procedimento faz qualificar esse item como inaceitável (Grau 1).
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44 3.4.6 SINALIZAÇÃO DE ÁREAS DE TRABALHO E DE CIRCULAÇÃO
45
46
47 A NR-22.19 diz que as vias de circulação e acesso das minas devem ser sinalizadas
48
49 de modo adequado, para a segurança dos trabalhadores. As áreas de utilização de material
50
51 inflamável, assim como aquelas sujeitas à ocorrência de explosões ou incêndios devem
52
53
estar sinalizadas, com indicação de área de perigo e proibição de uso de fósforos, de fumar
54 ou outros meios que produzam calor, faísca ou chama6. Na Figura 9 é perceptível a falta
55
56 de cumprimento dessa norma, uma vez que recipientes de combustível se encontram
57
58 próximo a cozinha improvisada, devendo assim esse item ser classificado como
59
inaceitável (Grau 1).
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3
4
5 Figura 9 – Presença de calor próximo a recipiente combustível.
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
Fo

22 Fonte: Autor, 2018.


23
24
3.4.7 OPERAÇÕES COM EXPLOSIVOS E ACESSÓRIOS
rR

25
26
27
28 Conforme a NR-22.22, as operações envolvendo explosivos e acessórios devem
ev

29
30 observar as recomendações de segurança do fabricante, sendo que o manuseio e utilização
31
iew

32 de material explosivo devem ser efetuados por pessoal devidamente treinado,


33 respeitando-se as normas do Departamento de Fiscalização de Produtos Controlados do
34
35 Ministério da Defesa, e que o plano de fogo para tal operação deve ser elaborado por
36
profissional legalmente habilitado6. Na atividade em estudo não há qualquer uso de
On

37
38
39
explosivos de forma regular, uma vez que para aquisição desse material a empresa ou
40 cooperativa deve está registrada nos órgãos de controle de explosivos (Exército e Policia
ly

41
42 Civil da Bahia), como a atividade não se encontra legalizada esses insumos são adquiridos
43
44 de forma clandestina, sendo assim esse item de ser classificado como inaceitável (Grau
45
1).
46
47
48
49 3.4.8 VENTILAÇÃO EM ATIVIDADES DE SUBSOLO
50
51
52 A NR-22.24 diz que as atividades em subsolo devem dispor de sistema de
53
54 ventilação mecânica que atenda aos seguintes requisitos: suprimento de oxigênio;
55
56 renovação contínua do ar; diluição eficaz de gases inflamáveis ou nocivos e de poeiras do
57
58
ambiente de trabalho; temperatura e umidade adequadas ao trabalho humano e ser
59 mantido e operado de forma regular e contínua6. No garimpo em estudo possui shafts com
60

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2
3 profundidade de até 40 metros, apesar de não ser tão profundo como as minerações
4
5 subterrâneas convencionais, as suas dimensões são extremamente reduzidas o que
6
7 favorece a baixa oxigenação para os trabalhadores que exercem a escavação, o que pode
8
proporcionar um grande desconforto e em caso mais extremos asfixiação por conta do
9
10 ambiente confinado. Essa situação é classificada como inaceitável (Grau 1)
11
12
13
14 3.4.9 INFORMAÇÃO, QUALIFICAÇÃO E TREINAMENTO
15
16
17 O Permissionário de Lavra Garimpeira deve proporcionar aos trabalhadores
18
19 treinamento, qualificação, informações, instruções e reciclagem necessárias para
20
21
preservação da sua segurança e saúde, levando-se em consideração o grau de risco e
Fo

22 natureza das operações. Esse treinamento abordará, no mínimo, os seguintes tópicos:


23
24 treinamento introdutório geral com reconhecimento do ambiente de trabalho e
rR

25
26 treinamento específico na função que consistirá de estudo e práticas relacionadas às
27
atividades a serem desenvolvidas, seus riscos, sua prevenção, procedimentos corretos e
28
ev

29 de execução, é o que rege a NR-22.356. No garimpo não há qualquer sala ou local para
30
31 treinamento e qualificação de profissionais, a execução das atividades é coordenada de
iew

32
33 maneira empírica por indivíduos que nasceram e cresceram no ambiente de garimpo.
34 Dessa maneira o atendimento a esse item pode ser definido como insatisfatório (Grau 2).
35
36
On

37
38 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
39
40
ly

41
42 Como forma de apresentar o nível de atual de gerenciamento de riscos do garimpo
43
44 de Ametistas de Sento Sé, levou-se em consideração os itens que se jugou relevantes da
45
46 Norma Regulamentadora 22, estando essa, resumidamente apresentada na Tabela 1.
47
48
49 Tabela 1 - Grau de Atendimento as Normas Regulamentadoras NR-22
50
N° Itens da NR-22 Grau de
51
52 Atendimento
53
1 ORGANIZAÇÃO DO LOCAL DE TRABALHO 1
54
55 2 CIRCULAÇÃO E TRANSPORTE DE PESSOAS E MATERIAIS 1
56 3 MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS, FERRAMENTAS E INSTALAÇÕES 2
57
4 EQUIPAMENTOS DE GUINDAR 1
58
59 5 PROTEÇÃO CONTRA POEIRA MINERAL 1
60

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2
3 N° Itens da NR-22 Grau de
4
5 Atendimento
6 6 SINALIZAÇÃO DE ÁREAS DE TRABALHO E DE CIRCULAÇÃO 1
7
7 OPERAÇÕES COM EXPLOSIVOS E ACESSÓRIOS 1
8
9 8 VENTILAÇÃO EM ATIVIDADES DE SUBSOLO 1
10 9 INFORMAÇÃO, QUALIFICAÇÃO E TREINAMENTO 2
11
12 Fonte: Autor, 2018.
13
14
15 Como pode ser observado na Tabela 1, a maioria dos itens encontram-se com grau
16
17 de atendimento às normas de maneira inaceitável, tendo obtido uma média de 1,22 o que
18 corresponde a 24,4 % do nível excelente. Para que o grau de atendimento possa ser
19
20 aumentado, é preciso, de maneira preliminar, que se observe os agentes de riscos
21
Fo

22 presentes na atividade, buscando suprimi-las ou atenua-las de maneira mais eficiente


23
24
possível. Para isso apresenta-se medidas de prevenção e controle para cada Risco
rR

25 identificado.
26
27
28
ev

29 4.1 Medidas de Prevenção e Controle dos Agentes de Riscos


30
31
iew

32 4.1.1 RISCOS FÍSICOS


33
34
35
36
Ruído: Visando a redução dos níveis de ruído nos locais em que o
On

37 enclausuramento da fonte é impraticável pode ser realizado o enclausuramento do agente


38
39 receptor, através do uso de abafadores adequados, tipo concha ou plug que melhor se
40
adaptaram às condições de operação e conforto do pessoal, permitindo uma redução de
ly

41
42
aproximadamente 25% do nível de ruído.
43
44 Vibrações: Este agente de risco se apresenta nos setores de frente de serviços
45
46 pelas circulações das máquinas e equipamentos. Para atenuar as vibrações deve-se manter
47
48 as condições dos motores e amortecedores desses equipamentos em perfeito estado de
49 conservação, passando por manutenção preventivas periódicas. No caso a utilização de
50
51 marteletes pneumáticos deve ser estabelecido o uso intermitente desse equipamento com
52
53 tempos de descanso que favoreça a saúde do trabalhador.
54
55
Calor: Em função da proximidade dos motores das máquinas, os operadores
56 ficam expostos ao calor dessa fonte de forma eventual, é recomendável que as máquinas
57
58 e equipamentos possuam isolamento térmico para atenuar a dissipação do calor. Para a
59
60 exposição da temperatura externa, não se faz necessário nenhuma intervenção, mas

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2
3 quando os trabalhadores estiverem no interior dos Shafts, é necessário que exista uma
4
5 circulação de ar suficiente para trazer o máximo de conforto nas operações.
6
7 Umidade: Para controlar essa propriedade, o uso de exaustores seria uma
8
alternativa para propiciar uma semelhança com um ambiente mais natural possível.
9
10
11
12 4.1.2 RISCOS QUÍMICOS
13
14
15 Poeiras: O combate às poeiras de sílica é feito de forma combinada, através do
16
17 uso da água e de um bom sistema de ventilação do garimpo. Quanto a poeira gerada pelo
18
19 tráfego em vias não pavimentadas, os garimpeiros ou a cooperativa deve utilizar uma
20
21
fonte de água para umedecer os caminhos durante toda a jornada de trabalho. Aliado a
Fo

22 isso é imprescindível a utilização de máscaras de proteção especiais contra poeiras em


23
24 quaisquer situações em que se faça necessário, de acordo com a avaliação do serviço de
rR

25
26 segurança.
27
28
ev

29 4.1.3 RISCOS BIOLÓGICOS


30
31
iew

32
33 Animais Peçonhentos: É um risco inerente a própria atividade, porém o uso de
34 botas, luvas e macacões apropriados são recomendados para minimizar esse risco.
35
36
On

37
38 Vírus, Bactérias, Fungos, e Parasitas: É necessário criar condições sanitárias
39
adequadas, como instalação de banheiro químico em condições higiênicas aceitáveis;
40
ly

41 possuir um depósito com kit de primeiros socorros coordenado por um profissional


42
43 habilitado, como um enfermeiro(a) do trabalho; e possuir uma unidade móvel de
44
45 emergência para situações que demande um translado rápido e seguro até uma unidade
46 de pronto atendimento para casos mais complexos.
47
48
49
50 4.1.3 RISCOS ERGONÔMICOS
51
52
53 Levantamento e Transporte Manual de Peso: Agente de risco conforme
54
55 descrito, proveniente do transporte de materiais diversos, tais como, material de
56
57 escoramento, mangueiras de equipamentos pneumáticos, todavia não são de peso
58
superiores a 30 kg, sempre que exceder utiliza-se equipamentos devidamente apropriados
59
60 para tal ou com auxílio de outro serventuário, além do uso de carrinhos transportadores.

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3
4
5 Postura Inadequada: Os postos de trabalho devem possuir um bom
6
7 dimensionamento, para que sejam evitadas as fadigas ou qualquer situação que possa
8
ocasionar LER/DORT. É de extrema relevância a pratica de treinamentos para que os
9
10 trabalhadores estejam bem informados quanto a importância da boa postura como medida
11
12 mais eficaz de prevenção às lesões relacionadas.
13
14
15 4.2 Implantação do Programa de Prevenção a Riscos Ambientais
16
17
18
19 Identificados os agentes de riscos com suas diversas formas de eliminação e
20
21
controle, e essa sendo parte integrante de um Programa de Prevenção de Riscos
Fo

22 Ambientais - PPRA, caberá aos garimpeiros e/ou cooperativa, visando à preservação da


23
24 saúde e a integridade dos trabalhadores: realizar o planejamento anual com
rR

25
26 estabelecimento de metas, prioridades e cronograma; estabelecer estratégia e metodologia
27
de ação, definindo forma de avaliação e registro, manutenção e divulgação dos dados,
28
ev

29 bem como sua periodicidade. Devendo ser efetuada uma análise global para avaliação do
30
31 seu desenvolvimento e realização dos ajustes necessários e estabelecimento de novas
iew

32
33 metas e prioridades.
34
35
36
On

37
38 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
39
40
ly

41
42 Fica evidente nesse trabalho, que as condições de segurança e higiene da lavra
43 garimpeira de ametistas da serra da Quixaba, no município de Sento Sé - BA, referentes
44
45 aos aspectos considerados a partir da Norma Regulamentadora 22, é inexistente e
46
47 totalmente inaceitável, necessitando que se promova um plano de prevenção e
48
49
gerenciamento de riscos ambientais de maneira mais criteriosa afim de se promover um
50 ambiente laboral digno e seguro. Para que isso ocorra é improtelável uma intervenção
51
52 governamental a fim de regularizar a atividade, pois dessa maneira se poderá exigir o
53
54 cumprimento legal das normas que garantem a seguridade da vida do trabalhador.
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2
3 6. REFERÊNCIAS
4
5
6
1. ANM - AGÊNCIA NACIONAL DA MINERAÇÃO. Portal Da Outorga. Cartilha:
7 Lavra Garimpeira. Disponível em:
8
9 <outorga.dnpm.gov.br/SiteAssets/SitePages/ReqPLG/Cartilha_PLG.pdf>.
10
11 Acesso em: 23 nov. 2018.
12 2. BRASIL. Ministério do Trabalho. Disponível em:
13
14 <http://trabalho.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/normas-
15
16 regulamentadoras/norma-regulamentadora-n-22-seguranca-e-saude-ocupacional-
17
18
na-mineracao>. Acesso em: 10 out. 2018.
19 3. MARQUES, M. J. G. Avaliação dos Impactos Ambientais Relativos ao Meio
20
21 Físico e Econômico da Lavra Garimpeira de Ametistas de Sento Sé – BA. UFRB,
Fo

22
23 Cruz das Almas - BA, 2018.
24
4. SANCHEZ, L.E. Avaliação de Impacto Ambiental: conceitos e métodos. São
rR

25
26 Paulo: Oficina de Textos, 2011.
27
28 5. UNESP. Instrumentos de Gerenciamento Ambiental: Análises de Riscos
ev

29
30 Ambientais. Disponível em:
31 <http://www.rc.unesp.br/igce/aplicada/ead/estudos_ambientais/ea23.html>.
iew

32
33 Acesso em: 01 nov. 2018.
34
35 6. VIEIRA, A. T.; MELO, F.; LOPES, H. B. V; CAMPOS, J. C. V.; BOMFIM, L.
36
F. C.; COUTO, P. A. A.;BEVENUTI, S. M. P. Projeto de Cadastro de Fontes
On

37
38 de Abastecimento por Água Subterrânea: Diagnóstico do Município de Sento
39
40 Sé, Estado da Bahia. Salvador. CPRM, 2005.
ly

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