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Investigações Geotécnicas

Prof. D.Sc. Eng. Bruno Lima.


Investigações Geotécnicas

Métodos Semidiretos

Ensaio CPT e CPTu (medição de


poropressão)
Aplicabilidade
Tipo
Grupo Equipamento de Perfil u f´ Su Dr mv cv K0 G0 sh OCR s-
Solo
Elétrico (CPT) B A - C B A/B C - - B B/C B -
Piezocone (CPTu) A A A B B A/B B A/B B B B/C B C
Sísmicos (SCPT/SCPTu) A A A B A/B A/B B A/B B A B B B
Penetrômetro Dilatômetro (DMT) B A C B B C B - - B B B C
Standart Penetration Test
A B - C C B - - - C - C -
(SPT)
Resistividade B B - B C A C - - - - - -
Pré-Furo (PBP) B B - C B C B C - B C C C
Autoperfurante (SBP) A/
B B A B B B B A B A A/B B
Pressiômetro B
Cone-pressiométrico
B B - C B C C C - A C C C
(FDP)
Palheta B C - - A - - - - - - B/C B
Outros Permeabilidade C - A - - - - B A - - - -
Sísmicos C C - - - - - - - A - B -
Aplicabilidade: A = alta; B = moderada; C = baixa; - = inexistente
Definição de parâmetros: u = poropressão in situ; f´ = ângulo de atrito efetivo; Su = resistência ao cisalhamento não drenada; Dr =
densidade relativa; mv = módulo de variação volumétrica; cv = coeficiente de adensamento vertical; K0 = coeficiente de empuxo no repouso; G0
= módulo cisalhante a pequenas deformações; sh = tensão horizontal; OCR = razão de pré-adensamento; s- = relação tensão-
deformação. Fonte: Lunne, Robertson e Powell (1997)
Ensaio de Cone – CPT / Piezocone
– CPTu (PCPT)
Ensaio de Cone – CPT / Piezocone
– CPTu
Ensaio de Cone – CPT / Piezocone
– CPTu
Tensões e Medidas
Haste

Luva de atrito
(150 cm2)

fs Ponteira
instrumentada
(células de
carga,
Elemento poroso
u2 transdutores)

Ponta cônica (10 cm2)


qc
Piezocone – CPTu – em operação
Dados Obtidos
 qc – Resistência de Ponta
 fs – Atrito Lateral
 u – Poropressão – CPTu
 Inclinação e Profundidade

 Rf– fs/qc - A ser ajustado na


frente
Ponteiras
 Área de Ponta de – 4,10,15
ou 40 cm² - mais usuais o
de 10 cm² e 15 cm²;
 10 cm² - diâmetro de 35,3
a 36,0 mm;
 Ângulo de ponta = 60º (ou
50º);
 Área da luva de atrito
lateral de 150 cm2
 Luva - acima – reduzir
atrito;
 Pedra porosa para medição
da poropressão
Luva
Medição de poropressão / Pedra Porosa

 Usual– u2
 Universidades – u1 e u2
Vantagens CPT
 Rápida Determinação do Perfil (2cm/s) e
Contínuo (lentes);
 Dados Confiáveis e Repetibilidade (não é
dependente do operador);
 Produtivo e “Econômico”;
 Bases teóricas “fortes” para a
interpretação do ensaio;
 Uso em até rochas alteradas (casos
específicos);
 Dados em Tempo Real.
Desvantagens CPT
 Extensão do ensaios função do solo /
Equipamento utilizado;
 Custo Relativamente Alto de
Investimento Inicial;
 Requer Operadores Técnicos;
 Sem Amostragem Durante o Ensaio;
NBR
 NBR 12069-1997;
 ASTM D-5778;
 EN ISO 22476-1:2012 (Ensaios de
campo);
Parâmetros e Aplicabilidade
Tipo de
Solo

Areias

Argilas
Aplicação
 Resistência e deformabilidade;
 Capacidade de Carga em Fundações
Profundas e Rasas;
 Controle de compactação;
 Controle de melhoria solo;
 Estratigrafia;
 História de tensões;
 Etc... e Etc..... E mais etc...;
 Particularmente em solos moles.
Amostragem tipo Push-in
 Amostras com 
2,5 a 32 mm (1” a
1,5”);
 Comprimento de
até 45 cm (18”);
 Na mesma
profundidade – ou
retira amostra ou
faz ensaio.
Ensaio Piezocone – CPTu
0 2 4 6 8 10 0 25 50 75 100 0 200 400 600 800 0 5 10 15 20 25 0
0 0 0 0
0 P.F.
2 7
2 2 2 2
8
4 1
4 4 4 4

6 6 6 6
6
7
8 8 8 8 8

7
10 10 10 10 10
8
12 12 12 12 12

7
14 14 14 14 14
8
16 16 16 16 16

18 18 18 18 18
6
20 20 20 20 20

22 22 22 22 22 6
Profundidade (m)

24 24 24 24 24
7
26 26 26 26 26

28 28 4
28 28 u0 28

30 30 30 30 30

Resistência de ponta corrigida - qt (MPa) Atrito lateral - fs(kPa) Poro pressão - u(kPa) N (SPT) Estratigrafia

22
CPT versus CPTu
Estratigrafia via CPT/CPTu
Baseado no
comportamento do solo –
na resposta a cravação do
cone – carregamento
rápido;
Não é a mesma coisa que
classificação do solo!!!!!
COMPORTAMENTO SOLO – CPT
Robertson et al. (1986)
Correção devido u – CPTu
COMPORTAMENTO SOLO – CPTu

Zona
Zona Comportamento
Comportamentododo
Solo
Solo Zona
Zona Comportamento do Solo
Comportamento do Solo
11 Solo
Solofino
finosensível
sensível 7 7 Areia siltosa
Areia - silte
siltosa arenoso
- silte arenoso
22 Material
Materialorgânico
orgânico 8 8 Areia - areia
Areia siltosa
- areia siltosa
33 Argila
Argila 9 9 Areia
Areia
44 Argila
Argilasiltosa
siltosa- argila
- argila 10 10 Areia grossa
Areia - areia
grossa - areia
55 Silte
Silteargiloso
argiloso- argila
- argilasiltosa
siltosa 11 11 Solo finofino
Solo duroduro
66 Silte
Siltearenoso
arenoso- silte
- silteargiloso
argiloso 12 12 Areia - areia
Areia argilosa
- areia (cimentação)
argilosa (cimentação)
COMPORTAMENTO SOLO – CPTu

• Classificação fácil de ser


implementada em tabelas;
• Condições de drenagem
em obras correntes de
engenharia;
• Ic < 1,8 – Drenados
• Ic > 2,76 – Não drenados
Ensaio de Dissipação – ch
 Ensaio de Dissipação do Excesso de
Poropressão Gerado pela Cravação do
Cone;
 Solos com comportamento não-drenado;
 Cálculo do ch – Adensamento Radial
 “Simplesmente” parar a cravação no
ensaio – medir a redução da poropressão
(dissipação);
 Dissipação de pelo menos 60%;
Exemplo Ensaio de Dissipação
Cálculo do ch

Ir argilas - 50 a 500
• 47 – Baixada de Jacarepaguá
• 80 – Baixada Fluminense
• 120 – Rio Grande do Sul
Resultados – Baixada de Jacarepaguá
Cálculo de Parâmetros
Tipo de
Solo

Areias

Argilas
Deformabilidade
ARGILAS
E.C.
AREIAS

RESTRITO A ESTIMATIVAS DE ANTE-PROJETO

Int.
K0

E.C.

SOMENTE PARA
ARGILAS
OCR
𝜎′𝑣𝑚
𝑂𝐶𝑅 =
𝜎′𝑣0

𝐾1 (𝑞𝑡 − 𝜎𝑣0 ) 𝐾2 (𝑞𝑡 − 𝑢2 ) 𝐾3 (𝑞𝑡 − 𝑢1 )


𝑂𝐶𝑅 = 𝑂𝐶𝑅 = 𝑂𝐶𝑅 =
𝜎′𝑣0 𝜎′𝑣0 𝜎′𝑣0

K1 de 0,143 a 0,333
K2 de 0,265 a 0,530
Para Argilas Brasileiras

Comparar com Ensaios de


Laboratório.

Literatura Internacional Baixada de Jacarepaguá


Permeabilidade

Int.
Ângulo de Atrito

Int.

Int.

E.C.
Peso Específico

Int.
Resistência não drenada – Su

(qc - s v 0 )
Nk =
Su ( palheta )

(qt - s v 0 )
N kt =
Su ( palheta)
Resistência não drenada – Su
Nkt

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22
0

4
Profundidade (m)

Gleba F_PZ2
8
CM I_PZ3

9 CM II_PZ1_Su

CM II_PZ1_Su2
10
CM II_PZ2_Su1

11 CM II_PZ2_Su2

CM II_PZ1_Su3
12 CM II_PZ2_Su3

Média Geral = 12
13
Resistência não drenada – Su
Resistência não drenada – Su Su (kPa)
Su (kPa) 0 5 10 15 20 25 30 35 40
0 5 10 15 20 25 30 35 40 0.0
0,0
80 kPa
Turfa
1.0

1,0
2.0
Palheta 1
Palheta 2 3.0
2,0 Palheta 01
Palheta 3
4.0 Palheta 02
PZ 1_Nkt 12
3,0
PZ 2_Nkt 12 PZ2_Nkt 12
5.0

Profundidade (m)
4,0
Profundidade (m)

6.0

7.0
5,0

8.0
6,0
9.0

7,0 10.0

500 kPa 11.0


8,0

12.0

9,0
13.0

10,0 14.0
Resistência não drenada – Su
OCR OCR
OCR OCR
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
0 0
0 0

1
1

1 2 2
1

3 3

2 2 4 4

5 5

3 3 6 6

7 7
Profundidade (m)
Profundidade (m)

4 4 8 8

9 9

5 5 10
10

11 11

6 OCR_CPTU 01 12
6 OCR_CPTU 01 12 OCR_CPTU 02
OCR_CPTU 02
OCR_CPTU 02
OCR_CPTU 02 13
13 OCR_Adensamento
OCR_Adensam ento OCR_Adensamento
7 OCR_Adensamento
7 14
14
15
15
8 16
8 16
17
A) 17
9A)
B)
9
B)
18
18
COEFICIENTES DE ADENSAMENTO CAMPO E
LABORATÓRIO
cv (m2/s)
1.00E-10 1.00E-09 1.00E-08 1.00E-07 1.00E-06 1.00E-05
0

1 Turfa

?
2

4
Profundidade(m)

7 Solo Arenoso

8
cvmed = 3,05E-8
9
adensamento
10 u1_PZ_kPa
11 u2_PZ_kPa
u2_SD_kPa Solo Arenoso
12
média
13
Tipos de Cone / Sensores
especiais para cones
•Diversos tipos / sensores – mais de 20 tipos;
•Uso para determinar contaminações, bioremediações,
condutividade…..
•Possibilidade de acoplar mais de um sensor;

Piezocone Sísmico – SCPTu


Cone Resistivo
Cone Ambiental
Tipos de Cone / Sensores
especiais para cones
Tipos de Cone / Sensores
especiais para cones
Piezocone Sísmico – SCPTu
•Medição Ondas de Compressão (P) e de Cisalhamento (S);
•Possibilita determinar o módulo cisalhante do solo – G0;
•Determinação das espessuras das camadas.
Cone Resistivo
• Incorporação de medidores de
condutividade elétrica (ou resistividade
= condutividade) ao fuste do cone;
• Resistividade elétrica é medida por um
par de eletrodos montados no fuste
do cone;
• Sabendo-se que as propriedades
elétricas do solo podem variar na
presença de fluidos contaminantes é
possível por meio de medidas de
resistividade, mapear espacialmente a
extensão de áreas contaminada.
Cone Ambiental
Ultra Violet Optical Screening Tool (UVOST)
•Detectar e Identificar a contaminação por
hidrocarbonetos de petróleo, alcatrão e creosoto – Zona
saturadas ou não;
• Condutividade hidráulica e elétrica;

Membrane Interface Probe (MIP)


•Identificar presença de hidrocarbonetos clorados (CHC)
e outros compostos orgânicos clorados (VOC);
•Aquecimento ;
Cone Ambiental
Cone Ambiental
 http://www.revistageociencias.com.br/23_
1/8.pdf
 http://www.cpt-
robertson.com/doc/view?docid=xnhqTpm
rnRdPTvYHHRSr6hcNdKJLWy
 http://www.youtube.com/watch?v=0YWbI
WerbvE
 http://www.youtube.com/watch?v=WWl
OoIEAU8A
Inclinação