Literário, sem frescuras!

1664ISSN 1664-5243

UM ANO DIVULGANDO A ARTE QUE EXISTE EM TODOS NÓS!

Ano 2 - Edição no. 6

LITERÁRIO, SEM FRESCURAS
Genebra, outono/inverno de 2010 No. 6 1664ISSN 1664-5243

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Revisão geral VARAL DO BRASIL Composição e diagramação: Jacqueline Aisenman A distribuição ecológica, por e-mail, é gratuita. Se você deseja par cipar do VARAL DO BRASIL NO. 7, envie seus textos até 15 de dezembro de 2010 para: varaldobrasil@bluewin.ch

EXPEDIENTE
Revista Literária VARAL DO BRASIL NO. 6 - Genebra - CH Copyright Vários Autores O Varal do Brasil é promovido, organizado e divulgado pelo site: www.coracional.com Site do VARAL: www.varaldobrasil.ch Textos: Vários Autores Ilustrações: Vários Autores Revisão parcial de cada autor

Viní]ius ^_ Mor[_s M[]h[^o ^_ [ssis C[rlos Drummon^ ^_ [n^r[^_ João ][\r[l ^_ m_lo n_to Murilo m_n^_s M[nu_l \[n^_ir[ Jorg_ ^_ lim[ José P[ulo p[_s
Lavaux Os poemas natalinos reproduzidos nesta edição veram como fonte o site da UNESP (www.unesp.br)

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Completar um ano de aniversário é um desejo de toda publicação. Mesmo que depois venham muito mais, completar este primeiro ano é uma vitória. Significa, mais do que tudo, que o caminho seguido está sendo o bom e que, principalmente, não é um caminho solitário mas pleno de amigos que participam, leem, colaboram. Em tempos como os atuais onde se fala e vive tanto a violência, resolvemos comemorar o primeiro aniversário da revista fazendo algo diferente: uma edição separada, um suplemento especial sobre a Paz. O suplemento, que acompanha esta revista no e-mail e estará ao lado desta para download em sites como Livro Virtual e Scribd, teve a colaboração de várias pessoas que sentiram no apelo “escrever sobre a paz” uma voz que fez eco em seus corações. E enviaram textos, poemas, fotos. Nesta edição também falamos de Natal e Ano Novo, com poemas, receitas e dicas para que as festividades de fim de ano sejam plenas de tudo de bom. Lançamos também o projeto VARAL ANTOLÓGICO, o primeiro livro impresso da revista que será lançado em Florianópolis (SC, Brasil) em março de 2011 com vários autores do VARAL. Como veem, amigos, a revista, graças a vocês, está voando feliz pelos céus da literatura! E como sempre, sem frescuras! Grande abraço da EQUIPE DO VARAL!
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AGAMENON TROYAN ALBERTO CARMO ALESSANDRA NEVES ANAIR WEIRICH ANTÔNIO VENDRAMINI NETO CARLOS DIAS CHAHA FREIDAFINKEKSZTAIN DIMYTHRIUS FLÁVIA ASSAIFE GILBERTO NOGUEIRA DE OLIVEIRA ICLÉIA INÊS RUCKHABER SCHWARZER IRENE ZWETSCH JACI SANTANA JACQUELINE AISENMAN JANDIRA TORREIRO JANIA SOUZA JOÃO ROBERTO GULLINO JOSÉ CARLOS PAIVA BRUNO JOSÉ VALDIR DE OLIVEIRA LARIEL FROTA LSM LUIZ ANTÔNIO CARDOSO LUIZ CARLOS AMORIM LUIZ EDUARDO GUNTHER
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MARCELO CÂNDIDO MADEIRA MARCELO MORAES CAETANO MÁRCIO JOSÉ RODRIGUES MARIA HELOÍSA FERNANDES MARIA DE FÁTIMA BARRETO MICHELS MS OSWALDO ANTÔNIO BEGIATO PATRÍCIA LARA PAULO ROBERTO BULOS REMOR RAIMUNDO CANDIDO RENATA FARIAS RENATA IACOVINO RICARDO REIS RITA DE OLIVEIRA MEDEIROS RUI MARTINS TINO PORTES VALDECK ALMEIDA DE JESUS VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI VARENKA DE FÁTIMA VÓ FIA WALNÉLIA CORRÊA PEDERNEIRAS

E no pròximo, vo]ê t[m\ém!

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LONGE DE SER CIENTÍFICO

Tenho saudade dos sentimentos bons provocados em mim, não de quem ou o que os provoca. Só algo tão abstratamente definido (ou indefinido) quanto o fato de sentir pode estar conectado com o “sentir falta”, conexão essa que a matéria não seria, de forma alguma, capaz de fazer parte. Essa relação e esse conjunto de sentimentos que é a saudade é quase indescritível para quem sente, e ainda mais para quem tenta desvendála sem senti-la, quem busca na matéria explicação para o abstrato. Impossível de ser analisada em laboratório, é exclusivamente sentida. Essa peculiar palavra da língua portuguesa expressa em apenas três sílabas o que na maioria das línguas faz-se necessário o uso de duas ou três palavras. I miss you, tu me manques, te extraño. Saudade. Tão simples e pequena, tão abrangente quanto ao significado. Saudade é um sentimento de vazio que consome quem sente, e é ainda pior para aqueles que não podem sentir de novo aquilo de faz falta. É como se a cada instante a vontade de voltar no tempo e reviver fosse maior, à medida que ele passa. Sinto falta do que me fez bem porque não me deixou, no momento, sentir falta de mais nada. Saudade é um círculo vicioso de substituições de razões para senti-la, e a ela estamos sempre sujeitos, já que vivemos. Vem e nunca passa, só se renova; se passa, faz-nos falta sentir falta, o que é puro pleonasmo. E é tão humana, essa tal de saudade, que sufoca e logo em seguida, ao sentir de novo, faz de tudo melhor. É ela que deixa um vazio e logo o preenche para esvaziá-lo de novo. Enche e esvazia o quê, nem eu sei, assim como ninguém sabe. Pode ser algo como um espaço incurável dentro do ser humano, onde sentimentos são guardados e nem mesmo os mais brilhantes cientistas, aliados a toda a tecnologia, um dia virão a localizar. (Por LSM)

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A DANÇARINA DE FLAMENCO
Por Antônio Vendramini Neto Sapateado no tablado da fama.

Flor nos cabelos negros em rosto contemplativo! Lábios sensuais... Da cor do pecado... Gestos maestrinos com mãos sedutoras. Corpo esguio... Som Flamenco...Sabor Andaluz. Violão... Guitarra... Palmas... Ancas macias que aos olhos... Seduz... Castanholas com fúrias Espanholas... El Albacin! Espírito Cigano. Tornozelos mostrados à plateia... Sons e fantasias alucinantes. Fogo ardente! Paixão avassaladora!

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TRADIÇÕES DE ANO NOVO

Lentilhas Em muitas regiões do mundo a lentilha é sinal de fortuna. Evocam morte e renascimento, do grão enterrado na terra renascem múltiplos grãos. Uva Deve-se comer 3 dando as costas para a lua, 12 dando pulinhos ou em cima de uma cadeira, 11 guardando as sementes. Por cada uva deve-se pedir um desejo. Romã A quantidade de sementes é símbolo de fartura e fertilidade. Os judeus, no Rosh Hashaná pedem a multiplicação das bênçãos divinas ao comer a romã. As sementes representam a fartura e a esperança, pode optar por comer ou guardar debaixo da almofada.

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Rabanada de Natal
Ingredientes: • • • • • • • • • • 2 gemas 3 colheres de sopa de açúcar branco 1 colher de leite 1 colher de nata baunilha em pó (opcional) 12 fatias de pão de véspera óleo açúcar em pó canela moída frutas frescas

Coloque as gemas dentro de uma tigela e junte o açúcar. Bata a gemada até obter um creme macio e espesso. Adicione aos poucos o leite e a nata. Bata um pouco mais e aromatize com 1 colher de café de baunilha em pó (opcional). Bata novamente. Molhe o pão com esta mistura e deixe embeber durante alguns minutos. Aqueça bastante óleo numa frigideira ou num recipiente fundo. Frite as fatias, poucas de cada vez, virando-as até dourarem uniformemente. Retire da fritura com uma escumadeira e escorra o excedente da gordura sobre folhas de papel absorvente. Polvilhe as rabanadas ainda quentes com açúcar e canela. Acompanhe com tiras finas de fruta fresca.

Receita do site: h p://www.presentedenatal.com.br/

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Receita de Rabanada de forno

Existe ainda uma opção menos calórica para o preparo da rabanada. A rabanada assada é igualmente saborosa, experimente. • Ingredientes da rabanada de forno: • 10 pães • 1 lata de leite condensado • A mesma medida de leite • 2 ovos • Açúcar e canela • Margarina Modo de preparo da rabanada Misture o leite condensado ao leite comum e aos ovos. Bata ligeiramente até a mistura ficar homogênea. Fa e os pães e passe-os na calda. Escorra o excesso, polvilhe com o açúcar e a canela e coloque na assadeira untada com a margarina. Leve a rabanada ao forno e deixe assar por 30 minutos a 180º.

Receita do site: h p://www.mrbey.com.br/

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Pai
Por José Carlos Paiva Bruno

Conheço um menino... Primogênito menino, pueril genuíno, amado sistino... Nascido em alvorada de outubro, para os terráqueos dá seu urro! Menino puro, genuíno maduro, vindo em claridade divina abençoar lua de mel... Deste casal do céu! Em canções de ninar o véu, que o destino rouba cruel. Filho de genial bancário ítalo-brasileiro, abençoado em eclética costureira, luso-brasileira... Mãe faceira, desdobrada em pedagoga e até enfermeira... Diferente não poderia ser, pois que sem sua magia, Pai poderia, em solteirice Copacabana boemia, permanecer... Desfazendo vontade divina, do menino aparecer! Gratidão em todo instante, pra este belo amante... Bonito agora e antes, justificando Cervantes... Pai dedicado, amigo esmerado, sempre com todos preocupado. Quando solicitado, pela alma gêmea sempre engomado, comparecia lustrado... Sempre com seu afago, afago universal, por vezes duro, jamais amargo; dado a negros, brancos e pardos, solidário com todos, em todos... Efetivo protetor em natureza e amor! Pois que tanto ensinou-me, em tão breves onze anos de terreno convívio, que parecia saber estar alcançando seu alívio... Carinho dele nunca deixou-me, mesmo na rudeza, em que de poeta João Barbosa empresto proeza. Certa feita pleiteei aprender piano com minhas tias, genuíno italiano... Em brado logo falando, não há tempo de você ficar brincando, e depois, isto é coisa pra suas irmãs, pois... Comigo vais caminhando em aprender homem de bem, vamos o carro consertando, judô você vai lutando, filosofia estudando, nossa casa consertando, bons livros saboreando... Homem tem que ser assim, honrado, eficiente, solidário e contente... Fazendo sempre, bom uso de sua mente, longe de quem mente! Pai... E quando a palavra nos trai, golpe do destino esvai, leva sua mão segura, infalível candura? Acidente vascular cerebral, sequestrando meu Amigo em golpe letal. Corro agora do mal... Minto, agora enfrento e venço, sinto; pois com Ele aprendi, em seu brado de morte... Guerreiro sou forte! Venha toda sorte, até prisão consorte... Em seu Exemplo me conforte, meu Amigo da sorte... E eu que nunca fui primeiro de ninguém... Sou primeiro em meu Amigo do Além! Conhecido Amém!

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O QUE FIZERAM DO NATAL Carlos Drummond de Andrade

Natal O sino toca fino. Não tem neves, não tem gelos. Natal. Já nasceu o deus menino. As beatas foram ver, Encontraram o coitadinho (Natal) mais o boi mais o burrinho e lá em cima a estrelinha alumiando. Natal. As beatas ajoelharam e adoraram o deus nuzinho mas as filhas das beatas e os namorados das filhas foram dançar black-bottom nos clubes sem presépio.

O mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), cujo centenário de nascimento foi amplamente celebrado em todo o País, apresenta neste poema, retirado de Alguma poesia (1923-1930), um Natal brasileiro – sem neve e gelo – do século XX, no qual a data perdeu muito de sua sacralidade.

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O dia está clareando E eu não acordei ainda Minh’alma dorme Meu coração palpita Meu pensamento voa E eu... Eu não acordei ainda Meu corpo se movimenta Minha mente fica clara A vida está acordada O dia está claro Só falta eu...Eu não acordei ainda Versos, sussurrem para minha alma Desperte-a (Por MS)

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NA COXIA DA VIDA
“ Onde não há verdade não há poesia; o falso é sinônimo de feio.” - Manuel Cañete, escritor espanhol, 1822/1891 Por João Roberto Gullino

Só quando os olhos fecho, vejo em sonho verdes campos floridos qual miragem; e seu perfume surge, doce aragem, e para um outro mundo me transponho. Só quando os olhos fecho, bem risonho, tudo esqueço e me visto de coragem, para não dissipar pura estiagem do que a vida me faz assim tristonho. Só quando os olhos fecho, é que passeio por entre o mundo irreal da fantasia, momento em que da vida tudo anseio. Só quando os olhos fecho, da coxia vejo da vida cada devaneio

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CARTÃO DE NATAL João Cabral de Melo Neto Pois que reinaugurando essa criança pensam os homens reinaugurar a sua vida e começar novo caderno, fresco como o pão do dia; pois que nestes dias a aventura parece em ponto de vôo, e parece que vão enfim poder explodir suas sementes: que desta vez não perca este caderno sua atração núbil para o dente; que o entusiasmo conserve vivas suas molas, e possa enfim o ferro comer a ferrugem o sim comer o não.

Publicado em Museu de tudo (1952), este poema retrata bem a poesia do pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999). Pesquisador formal, sempre em busca da máxima concisão e densidade poética, mostra aqui o simbolismo do reinício da vida que todo Natal propicia.

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top secret
nem traga ticket pois envelope além de top também sou secret o meu segredo não vou mostrar não ponha o dedo é particular ruim e feio cabe no umbigo já que me veio morre comigo nem traga ticket pois envelope além de top também sou secret

Por Tino Portes

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Reprodução de ar go do site: h p://www.presentedenatal.com.br/

Arvore de natal: saiba mais sobre a tradiçã o do pinheirinho Um símbolo da vida, a árvore de natal é uma tradição muito mais antiga do que o Cristianismo e não é um costume exclusivo de nenhuma religião em particular. Muito antes da tradição de comemorar o Natal, os egípcios já levavam galhos de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano, em Dezembro, simbolizando A triunfo da vida sobre a morte. Os romanos já enfeitavam suas casas com pinheiros durante a Saturnália, um festival de inverno em homenagem a Saturno, o deus da agricultura. Nesta época, religiosos também enfeitavam árvores de carvalho com maçãs douradas para as

A tradiçã o do pinheirinho de natal
A primeira referencia à árvore de natal como a conhecemos hoje data do século XVI. Em Strasbourg, Alemanha (hoje território francês), tanto famílias pobres quanto ricas decoravam pinheirinhos de natal com papéis coloridos, frutas e doces. A tradição espalhou-se, então, por toda a Europa e chegou aos Estados Unidos no início de 1800. De lá pra cá, a popularidade da árvore de natal só cresceu. A lenda conta que o pinheiro foi escolhido como símbolo do natal por causa da sua forma triangular, que de acordo com a tradição cristã, representa a Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

A árvore de natal ao redor do mundo Na Europa, uma das tradições natalinas consiste em decorar um pinheiro com maçãs, doces e pequenos wafers brancos, representando a eucaristia. A Árvore do Paraíso, como é chamada, era o símbolo da festa de Adão e Eva, que acontecia no dia 24 de Dezembro, muito antes da tradição cristã do Natal. Hoje, a árvore não só representa o Paraíso como no início da tradição, mas também a salvação. Segundo uma antiga tradição alemã, a decoração de uma árvore de natal deve incluir 12 ornamentos para garantir a felicidade de um lar:

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Casa: proteção Coelho: esperança Xícara: hospitalidade Pássaro: alegria Rosa: afeição Cesta de frutas: generosidade Peixe: benção de Cristo Pinha: fartura Papai Noel: bondade Cesta de flores: bons desejos Coração: amor verdadeiro

SONETO DE NATAL Machado de Assis Um homem – era aquela noite amiga, Noite cristã, berço do Nazareno – Ao relembrar os dias de pequeno, E a viva dança, e a lépida cantiga, Quis transportar ao verso doce e ameno As sensações de sua idade antiga Naquela mesma velha noite amiga Noite cristã, berço do Nazareno. Escolheu o soneto... A folha branca Pede-lhe a inspiração; mas frouxa e manca, A pena não acode ao gesto seu. E em vão lutando contra o metro adverso, Só lhe saiu este pequeno verso: “Mudaria o Natal ou mudei eu?”

Nascido no Rio de Janeiro, Machado de Assis (1839-1908) é um clássico do idioma. Sua poesia apresenta um lirismo mais contido em comparação aos poetas contemporâneos, vinculados à segunda geração romântica. Este poema, publicado em Ocidentais (c. 1880), é uma reflexão sobre o ato de criação artística.

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TONINHO O SANTO ANJO DAS LAGOAS

Por José Valdir de Oliveira Santo Antônio dos Anjos navegou muitos anos a procura de um povo e aqui encontrou, como navegou como navegou, Santo Antônio dos Anjos como navegou. Bendito seja o povo que tem o santo como amigo para conversar, murmurar suas suplicas, agradecer a boa vida e um colo para aquietar os lamentos e soluços, um colo amplo e manso para os momentos de pranto e um olhar desafiador e receptivo ao regozijo hilário. Um verdadeiro santo arquétipo de deus grego, abraçando a todos com seu benévolo olhar maroto e casamenteiro, tanto àqueles de todo infiéis, os de todo credo e os apavorados de ultima hora que lhe buscam socorro e benção em profunda aflição. Santo Anjo da Laguna portentoso protetor vai aos céus em suplicas às mazelas da alma, sem se afastar da terrinha das grandes e belas lagoas, espelhos de vida e de pintura singular que se redesenha a todo tempo, ao sabor do vento, ora mar ora terra firme. Amado, em intimo legado vivencial partilha corpo e alma dos filhos, mesmo dos mais distantes e dos além mares. A Matriz, o Magalhães e a Roseta se traduzem apenas em suporte físico das romarias ano a ano. Que romaria “de sonho de fé” que toma alma e o corpo daqueles, quando da segunda e até terceira semana de junho, quando então em mente e oração, migram tal qual borboletas boreais, sem saber o porquê, ensandecidos em fervor nobre prosaico, tocados pela chama de Antônio e aportam todos as Lagoas dos Anjos. É uma semana, mais que todas, de dar inveja ao nazareno, contando é muito pouco para mensurar a experiência repartida pelos devotos em procissão ao som do repique da caixa, do baixo da tuba, dos tenores contraltos e soprano dos soberanos dobrados que cadenciam os passos da multidão no bumbar do coração, a sobressaltos dos rojões multicoloridos que rasgam a escuridão dos céus, permeado pelos cânticos e orações em coro de novenas açorianas. E sobre a cabeça dos fiéis dos devotos e curiosos, tal qual sobre as águas, paira e flutua Antônio já ao lado da praça, no compasso ondulante a cada avanço do andor como que atraído pelo incenso que emana da porta aberta da matriz. Rumo ao presépio do menino que levas aos braços em apoteose de compreensão e vontade. Bem dito sejas oh Antônio, bendito sejam os crentes que por ti e em ti veneram a ventura dos mansos e dos remansos das Lagoas dos Anjos.

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TALVEZ Talvez, recordou-se agora, não seja o melhor.

Talvez, a memória acusou, não seja o pior.

Talvez, disse-o a mente, não seja nada.

Talvez, aquilo que devia ser, ficou para depois.

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Por Luiz Eduardo Gunther

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CONSULADO-GERAL EM GENEBRA 54, rue de Lausanne 1202 Genève Horário de atendimento ao público: de segunda a sexta-feira das 09:00 às 14:00 (de 02.07.2010 a 12.07.2010, o ingresso no Consulado será até 13:00)

Telefones
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CONSULADO-GERAL DO BRASIL EM ZURIQUE Stampfenbachstrasse 138 8006 Zürich-ZH Fax: 044 206 90 21 www.consuladobrasil.ch

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Escapulário
(Por Renata Iacovino) Pela janela avisto uma paisagem... Cá dentro, vou tecendo meu sudá rio. As duas telas sã o como visagem, mas... eis que ambas retratam meu calvá rio. No lado externo, imune e falsa imagem cumpre, cé tica, tã o triste fadá rio! Por dentro, o per il mais do que selvagem segura as ré deas de um mundo precá rio. Intimamente, busco o escapulá rio – ú nico bem que me salva da estiagem! Tudo mais, a mim, é , pois, refratá rio! Deste meu corpo ele é a cartilagem – meu protetor de sé culos... lendá rio. Ele é você ... amor de antiga viagem.

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Venha par cipar do livro VARAL ANTOLÓGICO! VARAL ANTOLÓGICO Gostaríamos muito de contar com sua presença. Como a revista ou site não possuem fins lucrativos, cada autor terá assim uma participação: 5 páginas por autor (textos e uma biografia) Com o custo de RS 200,00 (duzentos reais por escritor), livro a ser lançado em Santa Catarina. O número de participantes será limitado e cada autor receberá 15 exemplares. Se você gostou da ideia, venha para nossa primeira edição! Todos os detalhes são enviados por e-mail (varaldobrasil@bluewin.ch) e a previsão de lançamento da Antologia é março de 2011.

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Transação ou Estou Morrendo
Ele sai, faz amor com outros Troca meu amor eterno por uns momentos de tesã o Satisfaz um desejo carnal E me esvazia Me seca a fonte de fantasia. Pago um preço alto Por sentir amor verdadeiro Sofro uma dor lancinante Por querer ele por inteiro Aos poucos perco tudo Corpo, alma, coraçã o Viro um ser fantasmagó rico Oco, vazio, sem emoçã o Tenho medo de virar inexistê ncia Perder minha alma, essê ncia E a capacidade de amar por inteiro.

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Vadeck Almeida de Jesus

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VERSOS DE NATAL Manuel Bandeira

Espelho, amigo verdadeiro, Tu refletes as minhas rugas, Os meus cabelos brancos, Os meus olhos míopes e cansados. Espelho, amigo verdadeiro, Mestre do realismo exato e minucioso, Obrigado, obrigado! Mas se fosses mágico, Penetrarias até o fundo desse homem triste, Descobririas o menino que sustenta esse homem, O menino que não quer morrer, Que não morrerá senão comigo, O menino que todos os anos na véspera do Natal Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.

O pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968) é um mestre em transformar a sua ironia amarga e seu humor mordaz em versos de profunda sensibilidade. Publicado em 1917, em A Cinza das Horas, livro de estréia do poeta, este poema evoca a passagem do tempo numa dimensão metafísica.

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Emigrantes: integração ou desadaptação
Rui Mar ns
Os emigrantes brasileiros nos Estados Unidos, nos países europeus ou no Japão vivem realidades bem diversas, quando conseguem ter residência definitiva, principalmente com relação aos seus filhos e netos. Quando se fala na necessidade do governo criar um órgão institucional emigrante, autônomo e independente do Ministério das Relações Exteriores, já que nossos emigrantes constituem nos seus mais de três milhões um autêntico Estado emigrante virtual, isso não quer dizer criar no Exterior comunidades brasileiras alheias à soberania dos países onde vivem. É verdade que, embora os EUA deem mesmo a nacionalidade estadunidense aos emigrantes documentados e aos seus filhos nascidos no território americano, são o exemplo típico do comunitarismo emigrante, ou convívio em separado. Os emigrantes vivem em bolsões separados, segundo sua nacionalidade, sejam os italianos, os porto-riquenhos, os chicos, os chineses, os cubanos e, mais recentemente, os brasileiros. Seus filhos, seja qual for a pele ou o tipo de olhos, assumem rapidamente a consciência de cidadãos estadunidenses, porém conservam mais facilmente os vínculos com a origem por crescerem dentro de comunidades verdeamarelas. No caso de casais mistos, a ligação com as tradições brasileiras e com o idioma brasileiro nem sempre se preservam ou são mais atenuadas. Nos países europeus existe uma maior preocupação com a integração dos emigrantes na vida do país, para se evitar a criação de bolsões de nacionalidades estrangeiras diversas. O que nem sempre é fácil, visto a rejeição dos nacionais a certos estrangeiros, como os africanos e os árabes vindos do Magreb, norte da África. Na Alemanha, por exemplo, formou-se um grande bolsão turco. Filhos e netos de emigrantes turcos continuam sendo turcos e essa política desfavorece o processo de integração. O mesmo ocorre na Suíça, onde a nacionalidade suíça, só se transmite pela mãe ou pelo pai suíços, porém, no caso da emigração brasileira, em grande parte por casamento misto, há muito clima para uma rápida integração. O Japão é o país onde os emigrantes brasileiros sofrem maiores dificuldades para se integrar. Paradoxalmente, é o único país onde não existe imigração ilegal e onde a quase totalidade dos emigrantes brasileiros é de origem japonesa, geralmente netos dos imigrantes japoneses no Brasil. Existe um órgão japonês no Brasil encarregado da emigração e diversas escolas privadas para os filhos dos nossos emigrantes foram criadas no Japão. Essas escolas acabaram se tornando o principal fator de desintegração dos emigrantes brasileiros no Japão. Não sendo totalmente bilíngues, mas dando formação em brasileiro e um aprendizado rudimentar do japonês, impedem ao jovem brasileiro ingressar profissional e socialmente na fechada sociedade japonesa que não reconhece como japoneses os descendentes dos que se expatriaram. O movimento Estado do Emigrante não tem nenhum interesse em criar bolsões de filhos e netos de brasileiros não integrados na sociedade do país de acolha. Ser estrangeiro no país de acolha não é coisa que se almeje transmitir para seus filhos e netos. A perfeita integração é um ideal para a felicidade pessoal do emigrante e sua descendência. E quando se fala em integração se marca a diferença com a assimilação, processo pelo qual o estrangeiro abre mão de todas suas origens e se submete à cultura e língua do país de acolha. Pela integração, se adiciona a língua e a cultura do país de acolha ao que se trouxe do país de origem.

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Em Berna, capital suíça, se pode bem exemplificar essa situação com os emigrantes francófonos vindos de países africanos de língua francesa. Durante mais de 60 anos, os próprios suíços mas de língua francesa viveram isolados em Berna, cidade de língua alemã, numa opção comunitarista, negando-se a aprender o dialeto local e o alemão, excluindo-se praticamente da vida bernesa. Em 2002, criamos a associação www.francophones-de-berne.ch , em favor do ensino bilíngue franco-alemão nas escolas primária, secundária e colegial, como maneira de se integrar os emigrantes francófonos, vindos do Magreb e da própria França, dentro da cidade de Berna. Com o objetivo de se guardar a língua de origem, o francês, aprendendo-se o dialeto e o alemão da cidade que os acolheu. O movimento bilíngue tem evoluído e atualmente o prefeito local estuda nosso projeto de integração da população francófona pelo ensino bilíngue nas escolas. O movimento dos Brasileirinhos Apátridas não visava um desenvolvimento emigrante comunitarista, mas evitar que filhos dos nossos emigrantes se tornassem apátridas ao chegar à maioridade, já que o Brasil tinha retirado em 94 a nacionalidade nata dos filhos de brasileiros nascidos no Exterior. Esse absurdo, corrigido em setembro de 2007 por uma emenda constitucional, lançada e apoiada pelo movimento Brasileirinhos Apátridas, mostrou igualmente a inércia do MRE diante do grave problema e é a base do movimento por um órgão institucional emigrante independente e autônomo do MRE, ligado diretamente ao governo, como uma Secretaria de Estado da Emigração. Porém, um mal-entendido precisa ser desfeito – os filhos de pai e mãe brasileiros emigrantes, exceto em países fechados com o Japão, Suíça, Alemanha, onde continuam sendo considerados estrangeiros mesmo lá nascendo – não são mais emigrantes. Porém crianças e jovens estadunidenses, franceses, e de outras nacionalidades, com vínculos brasileiros, cultura e língua, que, de preferência devem ser preservados como um capital de origem. Crianças em grande parte binacionais, mas perfeitamente integradas no país onde nasceram e onde vivem. Tenho quatro filhas, duas do exílio nascidas em Paris, e duas nascidas em Berna, na Suíça. As quatro são binacionais, mas na verdade são duas francesas e duas suíças, com ligações fortes com o Brasil. Seria ridículo considerá-las emigrantes, assim como os filhos de nossos imigrantes vindos da Itália, Espanha e Alemanha são brasileiros e nem passa pela cabeça de ninguém considerá-los ainda imigrantes.
Leia este e outros textos do jornalista em h p://www.diretodaredacao.com/ 30

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Ingredientes - 1 kg Bacalhau Tipo Porto - 4 colheres (sopa) de azeite - 2 dentes de alho, 2 cebolas grandes - 1 kg de batatas palha - 10 ovos, sal e pimenta a gosto - salsa e azeitona - azeite português Modo de Preparar Escalde o Bacalhau em água a ferver por 5 minutos, escorra e separe em pequenas postas. Descasque as batatas e corte igualmente em pequeninas palhas. Parta os ovos dentro de um recipiente e bata bem. Pique a cebola e o dente de alho, e leve-os ao fogo para refogar. Logo que comecem a dourar junte o bacalhau. Mexer sempre, sobre o fogo, durante 2 min. Junte depois as batatas palha, mexa muito bem durante 1 min. e, por fim, junte os ovos ba dos. Mexa com cuidado até os ovos estarem mais ou menos passados, a gosto. Deite então em travessa ou pirex e sirva quente, polvilhado com salsa picada e azeitonas. Decore com raminhos de salsa.

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ABSOLUTA
(Por Maria Heloísa Fernandes)

Coração inquieto Amores e dissabores Não é eterno! Percebo-te a chorar! A lágrima quente que rola Minha alma consola Solidão, decepção, Desilusão! Você indecisa Lamenta, chora, pisa Descontente com o mundo Absoluto! Profundo! Agora em meu canto Que canto, encanto e te ofereço Não te iludo te reconheço Sei que sou quem procuras. Se um dia quiseres Admire a linha do horizonte Há um mundo único De amor a te ofertar. Hoje te gosto! Sussurro, suspiro! Em ti aspiro Meu amor! Pedra preciosa, afanosa no lapidar Receberás mil flores! Conquistas muitos amores! Mas único e seguro? Somente o meu!

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NATAL Murilo Mendes Meu outro eu angustiado desloca o curso dos astros, atravessa [os espaços de fogo e toca a orla do manto divino. O ser dos seres envia seu Filho para mim, para os outros que O [pedem e para os que O esquecem. Uma criança dançando segura uma esfera azul com a cruz: Vêm adorá-la brancos, pretos, portugueses, turcos, alemães, [russos, chineses, banhistas, beatas, cachorros e bandas de música. A presença da criança transmite aos homens uma paz inefável [que eles comunicam nos seus lares a todos os amigos e parentes. Anjos morenos sobrevoam o mar, os morros e arranha-céus, [desenrolando, em combinação com a rosa-dos-ventos, grandes letreiros onde se lê: GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE. Murilo Mendes (1901-1975) nasceu em Juiz de Fora, MG. Este poema, publicado em Tempo e eternidade (1935), representa bem a fase mais religiosa do poeta. Destaca-se o abrasileiramento do tema, com a presença de “anjos morenos” e a busca da paz de espírito anunciada pelo nascimento de Jesus.

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Almas soterradas
Por Lariel Frota
No documentário exibido pela TV a cabo, cenas inebriantes de um campo florido, são um deleite para os olhos ressecados pela falta de umidade do ar. um organismo mais debilitado, contaminando a todos, num espaço físico tão limitado? 4. Numa falha humana ou tecnológica de qualquer um dos equipamentos montados nessa complicadíssima mega operação de resgate? Não. O maior perigo talvez esteja indetectável dentro de cada um daqueles pobres homens: Imerso na ânsia pela sobrevivência, no medo da morte, no pavor silencioso que brota no interior da alma, igual a gota de suor pegajoso,que surge e desce pela pele suja, causando uma sensação ruim.

Em tempos de poluição absurda, quando se respira o mesmo clima desconfortável do deserto, ver as florezinhas multicoloridas, espalhando-se deliciosamente sobre a relva verdinha é um providencial refresco para a alma. De repente o noticiário nada auspicioso interrompe Esse medo contido, que mina por dentro, contaminado o espírito, deteriorando as forças, o momento relax. criando a certeza neurótica de que seu ar, sua De fato há alguns dias, manchetes escritas, fa- água, seu suprimento, sua chance de sobreviladas, televisadas, e via internet, falam, mosda, pode estar sendo desviado para outra pestram, exploram, explicam, explicitam aquele soa. horror dos mineiros chilenos enterrados vivos Se por acaso essa fagulha de insegurança desob uma montanha incalculável de terra e romoníaca brotar em qualquer um daqueles mixas. Diante das imagens, tem-se a nítida impres- seráveis, a história testemunhará ao vivo e a são de que se trata de um filme de ficção, com cores um flagelo humano de proporções cósmicas. invisíveis monstros aterradores sugando vidas, como petiscos saborosos. Impossível imaginar o tamanho do pavor da es- Mais um boletim de notícias se encerra. De novo o documentário mostra o tapete de flores do curidão em que estão imersos aqueles seres campo, onde frágeis insetos se banqueteiam, imundos, suados, famintos, apavorados. borboletas agregam mais beleza e cor a cena O ar ficando pesado, o clima tétrico diante do encantadora, enquanto delicados beijadores, desconhecido, a falta de espaço, água, comi- amam as flores em voos rasanda, luz e pior, por um tempo que nem de longe tes, colhendo o néctar à disposição. imaginam qual seja. Agora pensemos um pouco, onde está o mais aterrorizante dos perigos para esses trinta e Entre o silêncio e o grito, três seres humanos, literal e verdadeiramenHá um sufoco, um agito, te enterrados vivos: Um ser enterrado e aflito, Procurando o próprio ar! 1. Numa rocha que pode a qualquer momento Entre o grito e o silêncio, deslizar e matá-los impiedosamente? Há uma paz, um consenso, Uma certeza: se penso, 2. Num vírus ou bactéria destruidoE posso soltar o meu grito, res, originados dos seus dejetos, depositados Então ainda há tempo de vida, sem condições sanitárias? Pra alma insana e atrevida, Que não deixa de acreditar!!!! 3. Numa doença que se desenvolva dentro de
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RESPEITO

Respeito tua opinião Respeito tua decisão Somente quero que saibas Que respeito meu coração Nesta ilusão deixei meus sonhos me levar Onde somente em pensamentos eu posso chegar Desta louca paixão vi em meus olhos brotar As lagrimas que temem em rolar Lembrando dos doces momentos Da ilusão da minha alma Da alegria de um dia te amar Hoje em minha alma Teus rastos persistem em ficar Mesmo que eu queira Não consigo te evitar Saudades, dor ilusão Lamentos do meu coração

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Por Icléia Inês Ruckhaber Schwarzer

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Poema de Natal Jorge de Lima

Ó Meu Jesus, quando você ficar assim maiorzinho venha para darmos um passeio que eu também gosto das crianças. Iremos ver as feras mansas que há no jardim zoológico. E em qualquer dia feriado iremos, então, por exemplo, ver Cristo Rei Corcovado. E quem passar vendo o menino há de dizer: ali vai o filho de Nossa Senhora da Conceição! — Aquele menino que vai ali (diversos homens logo dirão) sabe mais coisas que todos nós! — Bom dia, Jesus! – dirá uma voz. E outras vozes cochicharão: — É o belo menino que está no livro da minha primeira comunhão! — Como está forte! – Nada mudou! — Que boa saúde! Que boas cores! (Dirão adiante outros senhores.) Mas outra gente de aspecto vário há de dizer ao ver você: — É o menino do carpinteiro! E quando voltarmos pra casa, à noite, e forem pra o vício os pecadores, eles sem dúvida me convidarão. Eu hei de inventar pretextos sutis pra você me deixar sozinho ir. Menino Jesus, miserere nobis, Segure com força a minha mão. Alagoano, Jorge de Lima (1895-1953) aderiu ao modernismo em 1925. Escreveu um romance surrealista (O anjo, 1934) e teve uma fase religiosa, cujo ápice foi em 1935, com a obra A túnica inconsútil. Extraído de Poemas escolhidos (1925-30), estabelece uma relação de grande proximidade entre os homens e o Menino Jesus.

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OS CASACOS GEMEOS
Por Vó Fia O casal Lordosa era conhecido como pessoas ilustres, eram orgulhosos e prepotentes e ningué m jamais esperou um escâ ndalo promovido por eles; mas dona Julia a esposa nã o teve ilhos, e por isso toda sua devoçã o ia para o marido, que considerava acima de qualquer suspeita: seu Tomé o marido era um homem culto e també m curto e grosso, como dono de farmá cia ele vendia xaropes, pomadas e pozinhos, mas coitado de quem o contrariasse, ai ele mostrava toda sua grosseria. O maior prazer do farmacê utico era se colocar acima dos pobres mortais, se gabava de ser um homem honesto e de nã o possuir nenhum vı́cio, tudo bem ele nã o bebia, nã o fumava e nã o jogava, mas ao se gabar se esquecia de seu ú nico vicio: mulheres, porque seu Tomé Boticá rio adorava as mulheres e em noites sem luar, ele aproveitava a escuridã o e ia procurar as damas da casa de tolerâ ncia da Marrequinha, e nesse vai e vem ele se apaixonou por uma louraça recé m chegada da capital do estado. A mulher o convenceu a montar uma casa para ela numa rua afastada do centro da Vila, a casa era modesta mas com bons moveis, quadros e tapetes, e com as roupas inas e bons calçados que a dona exigia os gastos eram bem altos, a mulher gostava de comer bem e só tomava vinhos importados; naquele lugar pequeno as noticias corriam rapidamente de boca em boca, em pouco tempo o arranjo de Tomé tornou-se publico e apenas dona Julia a esposa traı́da ignorava o assunto, mas ela descobriu a coisa por culpa do pró prio Boticá rio.
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A cada dois meses Tomé viajava para uma cidade maior, para comprar remé dios e perfumarias para sua farmá cia, e quando voltava ele trazia sempre um bom presente para dona Julia, e naquela viagem ele comprou dois casacos exatamente iguais, e deu um para a esposa e o outro para a amante; ele se descuidou porque já estava naquela vida dupla há mais de dois anos e achou que ningué m ia contar nada para dona Julia, mas ningué m precisou contar, porque as duas vestiram os casacos gê meos no mesmo domingo, e foram à missa no mesmo horá rio na ú nica igreja do lugar. Ao se esbarrarem na saı́da da igreja deu-se a calamidade, dona Julia entendeu que seu marido era um traidor e partiu para cima da louraça, arrancando o desastroso casaco do corpo da mulher e enchendo-lhe a cara de tabefes, foi um escâ ndalo horroroso e quanto mais a turma do deixa disso se intrometia, mais brava dona Julia icava; o boticá rio veio correndo para conter a esposa e levou as sobras da pancadaria, foi um Deus nos acuda, mas naquela é poca as esposas nã o podiam abandonar os maridos, mas a vingança de dona Julia foi terrı́vel. A farmá cia de seu Tomé era bem provida e claro que tinha um bom estoque de nitro, a senhora jogou uma boa dose do produto na caixa de á gua da casa, e colocou outra dose caprichada no pote da cozinha, tudo isso foi feito no mais absoluto segredo, e o pobre de seu Tomé passou a beber e comer nitro todos os dias, em poço tempo estava mais frouxo que um boi castrado, e quando a coisa se tornou irreversı́vel ela abriu o jogo e disse: está vendo Tomé agora realmente nã o tem nenhum vicio, está gordo e manso como um boi de corte.

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Seu Tomé entendeu o que havia acontecido quando fez o balanço do estoque e deu por falta do nitro, mas já era tarde e ele se tornou um santo sem ter sido rezador, a noticia correu na vila e os maridos safados se tornaram bem comportados porque sabiam que se saı́ssem da linha, suas esposas iriam buscar conselhos e uma boa dose de nitro com a vingativa dona Julia, e todos receberiam esse e icaz tratamento de santidade.

COMO ARMAR UM PRESÉPIO José Paulo Paes

pegar uma paisagem qualquer cortar todas as árvores e transformá-las em papel de imprensa enviar para o matadouro mais próximo todos os animais retirar da terra o petróleo ferro urânio que possa eventualmente conter e fabricar carros tanques aviões mísseis nucleares cujos morticínios hão de ser noticiados com destaque despejar os detritos industriais nos rios e lagos exterminar com herbicida ou napalm os últimos traços de vegetação evacuar a população sobrevivente para as fábricas e cortiços da cidade depois de reduzir assim a paisagem à medida do homem erguer um estábulo com restos de madeira cobri-lo de chapas enferrujadas e esperar esperar que algum boi doente algum burro fugido algum carneiro sem dono venha nele esconder-se esperar que venha ajoelhar-se diante dele algum velho pastor que ainda acredite no milagre esperar quem sabe um dia não nasce ali uma criança e a vida recomeça?

Paulista de Taquaritinga (1926 -1998), José Paulo Paes formou-se em química industrial em Curitiba e veio a se tornar um dos maiores poetas, tradutores e ensaístas do País. Com extrema ironia, avassalador senso de humor e um senso crítico ímpar, este poema, de Calendário perplexo (1983), vê o Natal por um ângulo dessacralizado.

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Por Carlos Dias

Este poema nã o inventei nã o tem dono nem autor neste espaço o guardei para ele nã o gritar de dor O encontrei triste e sozinho nas ruelas a vaguear sem querer um caminho ou cantinho para estar E poema vagabundo nã o procura nem a paz nem respostas para o mundo e as palavras tanto lhe faz Com rima ou por rimar nã o importa o conteú do só quer palavras soltar sem signi icado ou conteú do Este poema nã o existe foi um grito que dei com tinta transparente que em mim encontrei

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POEMA DE NATAL Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos: Para lembrar e ser lembrados Para chorar e fazer chorar Para enterrar os nossos mortos – Por isso temos braços longos para [os adeuses Mãos para colher o que foi dado Dedos para cavar a terra. Assim será a nossa vida: Uma tarde sempre a esquecer Uma estrela a se apagar na treva Um caminho entre dois túmulos – Por isso precisamos velar Falar baixo, pisar leve, ver A noite dormir em silêncio. Não há muito que dizer: Uma canção sobre um berço Um verso, talvez, de amor Uma prece por quem se vai – Mas que essa hora não esqueça E por ela os nossos corações Se deixem, graves e simples. Pois para isso fomos feitos: Para a esperança no milagre Para a participação da poesia Para ver a face da morte – De repente nunca mais esperaremos... Hoje a noite é jovem; da morte, apenas Nascemos, imensamente. O carioca Vinicius de Moraes (1913-1980) é um dos poetas brasileiros mais conhecidos em todo o mundo. Afinal, em parceria com Tom Jobim, escreveu o clássico da bossa nova Garota de Ipanema. Letrista e poeta, oferece neste poema uma visão bem pessoal dos paralelos entre a vida e a morte.

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Uirapuru Por Renata Farias

O uirapuru quando canta a mata se cala, o vento se agita caipora corre Poranga * procura passarinho miúdo e não acha, sorrindo chamando Itamirim para ajudar na busca. Macaco quando Uirapuru cessa o canto fica com olho assustado reclamando da confusão que ele apronta com os curumins, a jiboia se enrola escondida no tronco e o rio corre rápido pelo igarapé onde Itamirim molha os pés tranquila. Avessa aos encantos do pássaro a pequena Tupi sonha com fruta suculenta e banho de rio em manhã de sol forte, sente cheiro de peixe e mandioca, nó no peito ao lembrar a pintada, sua mãe usando as cores do pau Brasil, a dança da tribo em dia de festa. Poranga então chega espalhando água, pulando igualzinho macaco barrigudo, as araras parecem entender e gritam como loucas acompanhando a bagunça do curumim. Poranga diz: Uirapuru cantou, parece capivara Ita nem corre para ajudar a achar passarinho misterioso, que desejo eu ia fazer nem sei, nossa estava tão perto, macaco aranha avisou tenho certeza que eu ia chegando, arara ficou gritando, floresta escondeu meu desejo. Itamirim calma diz que acredita na lenda que Oribici se transformou em pássaro para ficar perto de seu amor e que não há desejo algum, só felicidade, Poranga dá de ombros e diz que só tem mais quatorze dias para ver Uirapuru até ele desaparecer e levar um ano para voltar. Resolvem voltar para junto da mãe e pedir a Tupã que Poranga ache passarinho vermelho que encanta a cada ano quando canta...
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ENTRE OS MORROS DA MINHA INFÂNCIA
DE JACQUELINE AISENMAN

LANÇAMENTO DO LIVRO EM LAGUNA, SANTA CATARINA, NO DIA 29 DE DEZEMBRO, QUARTAFEIRA, NO CLUBE CONGRESSO LAGUNENSE. O VALOR DAS VENDAS SERÁ REVERTIDO INTEGRALMENTE AO HOSPITAL DE CARIDADE SENHOR BOM JESUS DOS PASSOS DE LAGUNA. Detalhes pelo e-mail Coracional@bluewin.ch P[r[ f[z_r p[rt_ ^o v[r[l no. 7 ^_ j[n_iro ^_ 2011, _nvi_ s_us t_xtos []omp[nh[^os ^_ um[ foto _ ^_ um[ mini\iogr[fi[ p[r[ o _-m[il v[r[l^o\r[sil@\lu_win.]h [té 15 ^_ ^_z_m\ro ^_ 2010. os t_xtos qu_ ]h_g[r_m [pòs _st[ ^[t[ fi][rão r_s_rv[^os p[r[ o v[r[l no. 8, ^_ m[rço.

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UNHAS VERMELHAS
Por Rita de Oliveira Medeiros Unhas vermelhas me dã o uma sensaçã o de poder imenso O poder de arranhar a vida O prazer de incomodar o que me tolhe e restringe O tesã o de dizer: sou assim e daı́? Com as unhas pintadas de um vermelho intenso Pareço gata E esqueço o quanto me tornei borralheira Com o passar dos anos. Unhas vermelhas representam e me recordam Dos planos que iz, do que pensei que seria e nã o fui Do que eu pensei que viria e nã o veio. Chegou um momento na minha vida Em que, ou pintava a minha unha de vermelho Ou sucumbia ao cinza que rodeava.

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Sobreviventes
Por Valquíria Gesqui Malagoli Encolhido, à nossa porta, como algo que o mundo aborta, Muf in chegou, pele e osso; veio exausto ter conosco. Um gatinho – que é uma bençã o, dessas que só os cé us incensam! Demos a ele o bastante pra vencer a dor do instante. Mas, por mais que lhe façamos... sempre em dı́vida inda estamos, pois, gratuitamente, veio como um prê mio ao nosso meio! E a Kiwi gostou do irmã o. Foi pegando-o pela mã o... ops, digo, pela pata, a inal, ela é uma gata. Brincam té cair no sono; sequer lembram de abandono!!!

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Venha participar do livro VARAL ANTOLÓGICO!

VARAL ANTOLÓGICO
Gostaríamos muito de contar com sua presença. Como a revista ou site não possuem fins lucrativos, cada autor terá assim uma participação: 5 páginas por autor (textos e uma biografia) Com o custo de RS 200,00 (duzentos reais por escritor), livro a ser lançado em Santa Catarina. O número de participantes será limitado e cada autor receberá 15 exemplares. Se você gostou da ideia, venha para nossa primeira edição! Todos os detalhes são enviados por e-mail (varaldobrasil@bluewin.ch) e a previsão de lançamento da Antologia é março de 2011.

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O CLUBE DOS VIRA-LATAS é uma organização não governamental, sem fins lucra vos, que mantém em seu abrigo hoje mais de 400 animais que são cuidados e alimentados diariamente. Boa parte desses animais chegou ao Clube após atropelamentos, acidentes, maus tratos e abandono. Nosso obje vo é resgatá-los das ruas, tratá-los e conseguir um lar responsável para que eles possam ter uma vida feliz.

de 400 peludos em nosso abrigo, contamos hoje apenas o trabalho dos voluntários e com o diVocê sabia que no Brasil milhões de cães e gatos nheiro de doações. Todos podem ajudar, seja divulgando o Clube, seja adotando um animal ou vivem nas ruas, passando fome, frio e todos os pos de necessidades? Cerca deles 70% acabam mesmo doando dinheiro, ração ou medicamentos. Qualquer doação, de qualquer valor por meem abrigos e 90% nunca encontrarão um lar. nor que seja, é bem-vinda. As contas do Clube Parte será ví ma ainda de atropelamentos, esbem como o des no de todo o dinheiro estão pancamentos e todos os po de maus tratos. Infelizmente, não é possível solucionar este pro- abertas para quem quiser blema da noite para o dia. A castração dos animais de rua é uma solução para diminuir as futu- BRADESCO (banco 237 para DOC) ras populações mas não resolve o problema do Agência: 0557 CC: 73.760-7 agora. Sendo assim, algumas coisas que você pode fazer para ajudar um animal carente hoje: Titular: Clube dos Vira-Latas CNPJ: 05.299.525/0001-93 Ou Adotar um animal de maneira responsável Por que ajudar os animais? Voluntariar-se em algum abrigo. Doar alimento (ração) e/ou remédios para abrigos. Contribuir financeiramente com ONGs. Nunca abandonar seu animal Como o Clube vive? Somente de doações. Todas as nossas contas são públicas, assim como extratos bancários e notas fiscais. Como ajudar o Clube? Para manter esses mais (Saiba mais sobre o Clube em h p://frfr.facebook.com/ClubeDosViraLatas?ref=ts) Banco do Brasil (banco 001 para DOC) Agência: 6857-8 CC: 1624-1 Titular: Clube dos Vira-Latas CNPJ: 05.299.525/0001-93

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Astronomia para crianças: As aventuras do Cometa Finório
Por Marcelo Cândido Madeira

Em março deste ano, a Pestalozzi-Hardau realizou uma leitura em língua portuguesa para crianças da região de Zurique. Em dois dias de apresentação, mais de 240 crianças, pais e professores compareceram para assistir as “Aventuras do Cometa Finório” permeadas de brincadeiras, ilustrações e música ao vivo. O interesse da comunidade por este tipo de evento foi tanto que CEBRAC com o apoio da ABEC e do próprio Consulado brasileiro em Zurique realizam em novembro mais uma apresentação do cometa finório no centro cultural, Quartierzentrun Aussersihl Bäckeranlage. Nesse ínterim, em outubro acontece também a leitura das Aventuras do Cometa Finório em Winterthur em ocasião do “Café Mondial - Ibéria und Latino América” As atividades em torno das histórias do Cometa Finório são criadas pela dupla de animadores, o escritor e compositor Marcelo Candido Madeira e a musicóloga Jolanda Giardiello. As canções são acompanhadas por percussão, saxofone, violão e canto. Segundo o autor, Marcelo Madeira, a escolha do tema foi “uma forma de tratar sobre questões mais universais, as estrelas, os cometas, tudo que rodeia a nossa casa, o planeta Terra. Não importa se falamos o português da África, do Brasil ou de Portugal, falamos o português do planeta Terra”. A estreia realizada pela conceituada biblioteca Pestalozzi teve a presença de turmas de língua portuguesa da Escola Hardau, Escola Sihlfeld, Escola Kern/ Hohl, Escola Langdorf Frauenfeld e ABEC, entre outras, atestando o interesse da comunidade lusófona por atividades do gênero para crianças dos 2 aos 10 anos. E tudo indica que, se depender da criançada, o Cometa Finório seguirá adiante apresentando astronomia em forma de aventuras em escolas, bibliotecas e centros culturais interessados em promover o prazer da leitura às crianças de língua portuguesa na Suíça. Próximas apresentações As aventuras do Cometa Finório – Lixo Espacial Dia: Sábado, 27/11/10 Hora: 14:30 às 17h Encerramento com lanchinho para crianças Local: Quartierzentrun Aussersihl Bäckeranlage, Hohlstr. 67 8004 Zürich Saal im 1. Stock Realização: CEBRAC Apoio ABEC e Consulado Geral do Brasil em Zurique

Mais informações em http://marcelomadeira.wordpress.com/

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Por Walné lia Corrê a Pederneiras Nã o cumprimento a loucura muito embora a sinta em cotidiano social e latente... Ignoro, nego e se possı́vel, passo! Minha meta é a lucidez mesmo diante de realidade mó rbida e desconcertante. Pre iro a catalogaçã o do real. Quem sonha é a Poesia cá dentro, porque é lú cida, luida... Quem rima e versa é a escrita porque estudiosa e lú dica. Contemplar, nã o quer dizer olhar vago ou perdido Entenda-se por "concentraçã o da vista" Meditar, nã o quer dizer afastamento. De ine-se por "açã o de pensar cuidadosamente" Viver, para a pessoa que aqui escreve, é compor um verso eterno feito de uma presença constante encantadoramente interminá vel...

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Por Gilberto Nogueira de Oliveira

Dentre todas as estrelas Brancas e multicoloridas Houve uma incó gnita Foi a estrela anti-humana Que brilhou sem ningué m pedir A estrela antinatural A estrela feita com uma inteligê ncia burra Por estrelistas assassinos Para estrelar os inteligentes E os futuros gê nios Nã o havia uma estrada Pela qual o povo fugisse A estrela cortou-lhe os caminhos Lhes suprimiu a existê ncia. Só o que restou Foram os á speros caminhos Cheios de fogos bé licos Um caminho cheio de olhos Um caminho de fumaça venenosa. Nã o era um caminho. Quando o inocente povo Conseguiu transpor a fumaça Descobriu, por trá s da fumaça Da espessa cortina de fumaça Que havia fogo E o povo atô nito Voltavam de encontro aos que iam

E numa terrı́vel confusã o Todos icaram mudos Pois o espesso fogo Da espessa estrela Os tinha cercado E o povo morreu E eles sorriram Eles, os donos da estrela Que nã o passava De uma falsa estrela E que brilhava no cé u Para conquistar o povo Para hipnotizar o povo Que pensava que era Deus. E hoje, a açã o da estrela Transformou esse povo Deixando-os alienados E passaram a ser estrelistas E a vida e a morte Continuam.

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PARTICIPAÇÃO NO VARAL NO. 7

Envie seus textos para o e-mail varaldobrasil@bluewin.ch em formato Word (não serão aceitos textos colados aos e-mails) . Envie uma biografia breve acompanhada de uma ou duas fotos e dados para contato (e-mail, blog, site, etc.). Se usar pseudônimo e não desejar que seu nome verdadeiro seja colocado no Varal ou no site, envie uma biografia do seu pseudônimo. Não serão aceitas biografias e fotos Incorporadas aos e-mails, apenas em anexo. Será escolhido apenas um texto de cada autor sendo: - poemas de no máximo duas páginas contendo 20 linhas; - contos e crônicas com um máximo de três páginas de 25 linhas; - os envios deverão ser feitos até o dia 31 de DEZEMBRO (todo texto que chegar após esta data será observado automa camente para o Varal no. 8). - será dada a prioridade aos que enviarem com maior antecedência.

FAÇA SUA ESTA CAUSA!

ADOTAR É ANIMAL AJUDANIMAL, GRUPO DE AJUDA E AMPARO AOS ANIMAIS DO ABC www.ajudanimal.org.br

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ABUTRE

Por Ricardo Reis
No quadro de minha janela no azul esmaecido cruzam sinais. Eis que ressoam sentidos do que nunca houvera sido. Corta o quadro o voo planador de abutre vil sobre a cidade. Eis que renovam desejos do destino apetecido.

Afora não haja destino não mais só acaso e necessidade.

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SOLIDÃO
Por Luiz Antônio Cardoso Propensos a quereres semelhantes, tendo a poesia inata em nossas mentes, tínhamos o infinito... e como amantes seríamos estrelas reluzentes. Mas eis que seus desejos, tão arfantes, fizeram dos meus sonhos, tão descrentes, migalhas de lembranças arquejantes, fenecendo em processos deprimentes. Recusaste o poeta que há em mim, e todos os meus versos, que sem fim, esculpiram o amor que eu quis te dar... e decretaste enfim, a solidão, para me acompanhar à imensidão... onde hei de eternamente te esperar!

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VOCÊ SABIA?
A revista VARAL DO BRASIL circula no Brasil do Amazonas ao Rio Grande do Sul... Também leva seus autores até a América Latina, América do Norte e, claro, pela Europa. Quer divulgação melhor? Venha fazer parte do VARAL! E-mail: varaldobrasil@bluewin.ch Site: www.varaldobrasil.ch

COMO VOCE VE A VIDA?
Todos as pessoas possuem uma maneira diferente de ver a vida e de expressar esta visão. Algumas escrevem, outras pintam, fotografam, desenham, cantam, tocam um instrumento, esculpem, fazem artesanato… Dentro de cada um de nós existe um ar sta. Algumas vezes escondemos tanto que nem mesmo os familiares sabem que temos aquele jei nho especial! Que tal mostrar pra gente? Que tal enviar para o site do VARAL DO BRASIL o que você faz e dar uma chance para que possamos conhecer melhor você? Leia as instruções nas seções « ELES » no www.varaldobrasil.ch
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HOSPITAL DE LAGUNA Faça do Hospital de Laguna a sua causa, colabore! h p://www.hospitallaguna.com.br/ PROJETO LUZ Ilumine esta ideia! Como você deseja que o Hospital de Laguna seja? Bom? Muito bom? Ó mo? Qual o seu desejo? Com quanto você pode contribuir, na sua conta de luz, para o Hospital ser assim, do jeito que você quer? Você pode! O prêmio maior é a vida. Com certeza o seu maior desejo! CARTÃO DE BENEFÍCIOS O Cartão de Bene cios proporciona a usuários e dependentes descontos nos serviços de internação e de urgência/emergência oferecidos pelo Hospital de Laguna e pela rede de estabelecimentos e profissionais credenciados (visite no site o link do Cartão de Bene cios). Os descontos variam de 10 a 50%, podendo chegar a 90% nas farmácias. procure o representante do hospital no horário comercial.
TORNE-SE UM ASSOCIADO Para tornar-se um associado do hospital, basta preencher o formulário que se encontra no site e encaminhá-lo à direção do hospital. O valor da mensalidade e de apenas R$ 10,00. Todo associado poderá usufruir das vantagens do cartão de bene cios sem pagamento adicional.

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Por Varenka de Fá ma

Nã o era um dia outonal Nã o era um dia invernal Nã o era um dia primaveral Era um dia ensolarado de verã o A aurora timidamente desapareceu Dei graças a Deus por este dia Meu ilho ú nico adorado! Depois de anos de angú stia Momentos de a liçã o e expectativa Eis o dia desejado Dia 05 de fevereiro de 2010 A felicidade torna-se presente Diante da formatura de Vidmar Tomei um banho de rejuvenescimento Vesti o meu vestido vinho sedutor Meu ilho de terno impecá vel Perante uma plateia repleta Fez o juramento e recebe o diploma Junto aos aplausos e abraços Senti a vitó ria de uma mã e!

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RELICÁRIO
Por Patricia Lara
Depois de você passear por minhas redondezas... retas in initas. Paisagem á rida nos olhos ú midos. Visto cetim azul com lores rubras. E tudo para chamar sua atençã o. Ouço blues. Nada interfere na limpidez do pensamento. Nem mesmo o tempo, fragmentá rio. (Só o seu abraço). Mas disfarço. Se te pareço absorta, ignore. E o meu eu mais inquieto brincando de trampolim. Talvez eu devesse ser assim, mais. Alé m. Lá . Sei lá de mim! Repetidos desconcertos e urgê ncias desmedidas. O seu toque que toca os cabelos de sol. Noites de lua cheia. Serenata e acordes de prata. Um corpo jogado, sem eira nem beira. (A sua espera). Nada mais sensato. O frio é intenso, mas há saı́das. Vinho tinto e choro à luz de velas. Nada mais româ ntico... (Tenho uma estranha fé nas reticê ncias).

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Despertar
Flávia Assaife

Transformamos o cenário no que queremos acreditar! Quantos desejariam apenas despertar! Pare por um instante: como é o teu despertar?

Mais um dia que inicia O sol acorda a brilhar Anunciando que a vida precisa continuar Convidando a todos para mais um despertar! Seja agradecido pela vida, por poder acordar! Seja agradecido por ter o que realizar! Seja agradecido por poder trabalhar! Seja agradecido pela oportunidade de perdoar! Alguns levantam dispostos e ligeiros. Espreguiça gostoso e abre um sorriso faceiro. Saudando o dia com ar brejeiro! Seja agradecido porque para aprender, por vezes é necessário errar! Seja agradecido por escolhas poder efetuar! Seja agradecido pelo corpo recebido! Outros reclamam logo ao acordar. Queixam-se de pequenas coisas a realizar. Quantos desejariam apenas despertar! Seja agradecido por poder se expressar! Seja agradecido por ser amado e poder amar! Seja agradecido por ser compreendido e poder compreender! Seja agradecido por ter do que se alimentar! O corpo parece pesado, ainda não descansado, da labuta do dia passado. Quantos desejariam apenas despertar! Seja agradecido por ter onde morar, por possuir um lar! Seja agradecido por possuir uma coberta e do frio se abrigar! Seja agradecido pelo sol que vem o teu dia abrilhantar! Seja agradecido pelas estrelas que te fazem sonhar! Seja agradecido pelos amigos que sempre estão contigo! Seja agradecido... Seja agradecido, simplesmente, por mais um despertar!

As mágoas são remoídas e as dores sentidas, Deixando abertas as feridas. Quantos desejariam apenas despertar!

Desgostosos e tristes pelos caminhos percorridos Blasfemamos a injustiça, pois, sentimo-nos traídos! Quantos desejariam apenas despertar!

Olhamos para trás deixando de enxergar...
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ESTOU ESCRITORA
Por Alessandra Neves

E antes de deitar Rabiscar versos Poesias Rimas Sinto-me com alma Masculina agora. Mulher quando ama, fala Homem, poeta Ah! Poetar! Pra mim, Quase tão vital que amar!

Estou escritora. Neste momento Quero poetar Lembrar da melancolia E sofrer com a tristeza Quero escrever coisas Simples e Estrondosamente tocantes Quero te falar De coisas Que te faça pensar e Logo sorrir Confirmando a plenitude E a leveza dessa lembrança Quero ter uma musa Inspiradora, A paixão! Aquela arrebatadora Que faz chorar, rir, doer Doer, doer, doer Doer, doer o coração Quero um amor Platônico Aquele a distância Que me faça mudar O caminho para que Em um momento, Vê-lo num instante

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Gruyère

Jacqueline Aisenman

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Por Marcelo Moraes Caetano Debussy Desliza, desliza, desliza... brincando a gata e o novelozinho de lã assovia um barco cheio de inho na maré acha-se perdida no linho da manhã uma fumacinha branca entre a chaminé azuis as seis asas do céu brincam de gata que engatinha nuvem branca é o macio pêlo cá levanta suave e brisa o véu lá... lá... a lã do novelo... caiu – psiu... deixou uma linha... - miau... - E nem disse tchau...

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Gruyère Jacqueline Aisenman

PRESTIGIE E DIVULGUE ESTE PROJETO!
Penso, sinceramente, que isto pode lhe interessar. O câncer, a partir de 2010, será a doença que mais vai causar óbitos em todo o planeta e muitas razões serão os motivos, principalmente o nosso meioambiente, a alimentação e outros fatores nocivos. Sou um sobrevivente desta doença e, como escritor, coloquei no papel entre outras ricas informações, o meu e outros depoimentos, provando que com fé, perseverança, garra, luta e mil motivos podem mudar os rumos da doença. Podemos com certeza, ajudar muitas pessoas. É um livro para quem teve câncer, os que têm e os que terão a doença, pelo seu sentido epidemiológico, embora não seja contagiante. Vai ajudar muitas pessoas e o objetivo do projeto está se cumprindo. Desmistificar o câncer é hoje uma necessidade, tal o desconhecimento que a maioria dos brasileiros tem sobre esse mal e saber é preciso, assim como as prevenções. Então, coloco à disposição de todos o livro (200 páginas) e que poderá ser um belo presente, em uma interação autor/leitor, o que faz com que seu preço acessível a todos, sem a intermediação de livrarias e distribuidores: Apenas 25,00 já inclusa a despesa postal. Se você se interessar, será uma honra para mim. Faça-o através do e-mail RUIFORT2004@HOTMAIL.COM, pelo Facebook, no Orkut, através da comunidade “Os Sobreviventes do Câncer”, ou pelos telefones (41) 3085-2390 e pelo celular (41) 8436-4827.

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Templo Sagrado
Por Jaci Santana

Encostei meus lábios no leito materno, Retirando a seiva que jorrava de suas entranhas. A boca, entreaberta, colheu o fruto Que nasceu de um parto prematuro. Deixando à mostra o ventre desnudo. Livrando-me das roupagens Que me cobriam o corpo cansado, Pousei os pés descalços Na margem dourada do Templo Sagrado. Deixando lá, plantada, a semente Em cujo seio deitei raízes profundas.

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Chaja Freida Finkelsztain
Poetisa, escritora, cronista, contista, professora, pedagoga e principalmente educadora, é graduada em Filosofia e Pós Graduada em Educação. Possui Registro MEC em História, Filosofia e Psicologia. Árcade efetiva da ABRACE –Arcádia Brasílica de Artes e Ciências Estéticas no Rio de janeiro, ocupando a função de Secretária Geral; é escritora correspondente da Academia Cachoeirense de Letras; laureada com diplomas, títulos, troféus e medalhas de “ouro- pratabronze”. Tem obras publicadas em Antologias, Jornais e Revistas. Chaja é casada têm dois filhos e três netinhos: o Marcel, a Mariana e o Alexandre. End: Almirante Guilhem, 198 apt. 501 – Leblon – Rio de Janeiro – CEP : 22440-000 ; e - mail: chaja.rlk@terra.com.br

Irene Zwetsch
Jornalista, intérprete e mediadora intercultural. Há 12 anos na Suíça, está na coordenação do CIGA-Brasil e do Conselho Brasileiro na Suíça.

Jania Souza, potiguar, escritora, poeta, artista plástica. Sócia fundadora da SPVA/RN. Participa da UBE/ RN; AJEB/RN; APPERJ; Clube dos Escritores de Piracicaba. Publicações em coletâneas nacionais e internacionais. Livros solos: poemas (Rua descalça, 2007 e Fórum Íntimo, 2009), infantil (Magnólia, a besourinha perfumada, 2009). Contato: janiasouza@uol.com.br. Sítios: www.janiasouzaspvarncultural.blogspot.com; www.blocosonline.com.br; www.poetasdelmundo.com/ verInfo_america.asp?ID=1905.

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GILBERTO NOGUEIRA DE OLIVEIRA
Nasceu em 26 de agosto de 1953 em Nazaré-Ba. Foi morar em Belo Horizonte em outubro 1976. Mudou-se para Salvador em 1978 e retornou à sua terra natal em 1980. escreveu vários livros e poesias. Em 2005 lançou seu primeiro livro (Ferro Teatro). Seus livros: REVOLTA, ALEM DA MISERIA, O SANTO DEMONIO, ESSES HEROIS CAMPONESES, OS POLOS ANTAGÔNICOS, O SISTEMA, NEOLIBERALISMO NO CÉU, IMPÉRIO, ORGIAS CAPITAIS, FERRO, O HOMEM PARTIDO, ZÉ, TEATRO IMPRODUTIVO, LÁ FORA e EM MINHA TERRA.

Jandira Torreiro nasceu em Penedo onde fez seus primeiros cursos, e em Maceió, fez o pedagógico que capacitava a ensinar o curso primário, mediante prova seletiva se tornou professora de várias escolas no estado, depois cursou Serviço Social,e Direito na UFAL Ocupou cargos de confiança em Alagoas coordenadora de projetos na COHAB, e Secretaria de Saúde, foi a primeira mulher a dirigir um presídio! Apesar de sua realização, foi para o Rio de Janeiro, continuando sua escala ascendente motivada em galgar novos horizontes, assim fez 5 cursos de pós graduação.
Já se fez colaboradora de periódicos do estado, ingressou para várias agremiações literárias, é sócia efetiva da Academia Maceioense de Letras, honorária da Academia Alagoana de Cultura.e Sobrames-Al. Membro da AAl I: Tem livros vários livros publicados, entre eles “O Tabagismo visto sob vários Aspectos” Editora Medsi 2000, 500 páginas lançado na Sociedade de Medicina de Alagoas, agraciada com Menção Honrosa.

OSWALDO ANTÔNIO BEGIATO
EMAIL oabegiato@yahoo.com.br

BLOG h p://oabegiato-poesias.blogspot.com

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Antônio Vendramini Neto é aposentado, tem dois filhos e dois netos. Nasceu em Jaú e reside em
Jundiaí, ambas em São Paulo. Trabalhou intensamente nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (Normas ISO 9001), como Auditor para a Cer ficação do Sistema. Começou a escrever de forma despretensiosa, não tem formação literária, é um autodidata, que escreve com emoção. Procura colocar nos textos, temas variados, descrevendo situações do co diano e experiências vividas de inúmeras viagens realizadas. Recebeu do portal literário www.cantodoescritor.com.br, o reconhecimento como Escritor destaque do ano (2009), pelos trabalhos publicados, do Grupo Arte em Ação, evento Praça Viva, cer ficado de par cipação, e do portal www.favascontadas.com.br, o agradecimento por ter sido o Escritor a publicar o milésimo post. Par cipou da Antologia Literária Cidade – Volume V e de várias outras antologias.

ginada de Domenico Bruno, quando de sua imigração da Itália para o Brasil... Iniciou-se como menor-aprendiz no Banco do Brasil em 1979, técnico em eletrônica, advogado, integrador INTEL 602597, especialista MBA pela FGV em Direito da Tecnologia e especialista pela FOA em Docência Superior, sempre aprendiz-escritor e poeta… h p://cid-bab27cce4ad326da.spaces.live.com/blog/

J

osé carlos Paiva Bruno é a quarta geração ori-

JOÃO ROBERTO GULLINO, carioca, nascido em 30/05/33. Aposentado do comércio, iniciou-se tardiamente na poesia e a tem como ocupação primordial (junto com a pintura), opção que considera da maior valia. Antiquado, gosta sempre de adicionar uma citação após a montagem dos sonetos, para dar-lhes mais validade e corroborar os temas abordados – uma peculiaridade. De membro titular da Academia Brasileira de Poesia - “Casa de Raul de Leoni” (sucessora da Academia Petropolitana de Poesia Raul de Leoni) foi elevado à categoria de Membro Emérito e é, também, membro honorário da Academia Petropolitana de Letras, tendo integrado a sonhada e natimorta ABRASSO – Academia Brasileira do Soneto. (Esclarecimento: nossa Academia é a única, no país, dedicada exclusivamente à poesia e por tal motivo a maioria dos titulares (contra minha vontade), achou por bem transformá-la em Brasileira de Poesia).
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TINO PORTES Alber no Lineu Portes nasceu em 25 de abril de 1978, em Santa Rosa do Viterbo/SP. Incen vado pelo pai, bibliotecário, e pela mãe, psicopedagoga, dedica-se à poesia – livre – desde que tomou contato com as primeiras letras. Jovem, leitor contumaz de João Cabral de Melo Neto e Baudelaire, ditam-lhe as musas que vez por outra metrifique, embora não esconda sua predileção pelos versos e inspiração desmedidos. Funcionário público, em 2007, por ocasião do convite de uma amiga para par cipar de um varal literário, começou a divulgar seus escritos. Confesso “poeta de horas de ócio” e avesso aos critérios de avaliação, esquiva-se de concursos, não tendo portanto premiações a divulgar. Tem, isto sim, par cipado assiduamente de edições literárias eletrônicas, além de preparar a edição de seu primeiro livro individual. noportes@yahoo.com.br noportes@bol.com.br

José Valdir de Oliveira por sua esposa Rita: Zé é natural de Palhoça e um dos lagunistas mais ferrenhos que conheço. É Policial Civil aposentado, advogado, escritor, músico, compositor e tudo o mais que lhe interessar fazer, além de amigo, pai e marido dedicado. Escreve poesias, contos, crônicas, letras de música, peças teatrais de maneira ímpar, num misto de seriedade e descontração.

Luiz Eduardo Gunther é catarinense de Concórdia, mas radicado há muitos anos em Curitiba. Professor e juiz já tem poesias publicadas em Belo Horizonte, Bento Gonçalves, Curitiba e no Varal do Brasil virtual. Seus poetas preferidos são Helena Kolody, Paulo Leminski, Ferreira Gullar e Vinicius de Moraes.

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Renata Iacovino

Natural de Jundiaí/SP, escritora, poetisa e cantora. Cinco livros de poesias editados: Ilusões Amanhecidas, 1996; Poemas de Entressafra, 2003; e Missivas, 2006, com Valquíria Gesqui Malagoli, com quem também lançou em 2007 o livro/CD infantil uniVerso enCantado; e Ouvindo o silêncio, 2009; ainda em 2009, com Valquíria, lançou o CD infantil De grão em grão e o livrObjeto OLHAR DIverso (haicais e fotos), e em 2010 o CD inVERSO. Dois CDs solo: 1 Rumo (1999) e Igualdiferente (2001). Participa de Antologias e é jurada de concursos literários. Integra: Academia Jundiaiense de Letras, Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí, Academia Infantil de Letras e Artes de Jundiaí, Sociedade Jundiaiense de Cultura Artística, Grêmio Cultural Prof. Pedro Fávaro e Grupo Arte em Ação. Autora do Hino da Academia Jundiaiense de Letras. Organizou, a convite, dois livros (2005 e 2009). Articulista do Jornal de Jundiaí Regional. Ministra oficinas lítero-musicais e realiza Saraus para públicos diversos. Premiada em concursos literários. Edita o jornal literário CAJU com duas outras escritoras. reiacovino.blog.uol.com.br reval.nafoto.net caju.valquiriamalagoli.com.br reiacovino@uol.com.br

RUI MARTINS Jornalista, criou o movimento Estado do Emigrante www.estadodoemigrante.org sequência do movimento de cidadania Brasileirinhos Apátridas, que devolveu a nacionalidade brasileira aos filhos de emigrantes. Ex-membro do conselho de emigrantes do MRE.

Carlos Dias, nascido em Lisboa no ano de 1962, na freguesia de Marvila.

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aldeck Almeida de Jesus, 43, jornalista, funcionário público, editor de livros e palestrante. Membro correspondente da Academia de Letras de Jequié e efe vo da União Brasileira de Escritores. Embaixador Universal da Paz.. Publicou os livros Memorial do Inferno: a saga da família Almeida no Jardim do Éden, Fei ço contra o fei ceiro, Valdeck é Prosa e Vanise é Poesia, 30 Anos de Poesia, Heartache Poems, dentre outros, e parcipa de mais de 60 antologias. Organiza e patrocina o Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, desde 2005, o qual já lançou mais de 600 poetas. Site: www.galinhapulando.com E-mail: valdeck2007@gmail.com

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Maria Heloísa Fernandes, integrante do Grupo Carrossel da Letras do município de Laguna Santa Catarina, terra de Anita Garibaldi, onde resido e nasci, em 31 de outubro de 1963. Filha de Ivoly Fernandes (in memoriam) e Maria Teresa Hilário Fernandes. Casada com Tony Fernandes, e temos duas filhas Juliana e Caroline. Sou Enfermeira, exerço atividades profissionais em Saúde Pública (saúde da Família), e em Unidade de Terapia Intensiva, no Hospital Nossa Senhora da Conceição do Município vizinho de Tubarão Santa Catarina em plantões Noturnos. Desde minha adolescência gostava muito de escrever, e possuía um caderninho, onde registrei meus primeiros escritos, sendo que alguns deles tive oportunidade de publicar em meu primeiro livro como Grupo Carrossel das Letras. Gosto também de música, estudo violino no Conservatório Lagunense de Música, e participo do Coral Santo Antônio dos Anjos na categoria de Contralto. Nas horas vagas, curto pintar óleo sobre tela.

Renata Farias, 44 anos, nascida em São Sebas

ão do Paraíso

– Minas Gerais, ar sta plás ca. Sempre amei escrever, moro atualmente em Olinda, estado de Pernambuco. Tenho meu blog e nele coloco minhas opiniões e impressões, sou apenas uma contadora de histórias.

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Marli Ribeiro de Freitas e nas minhas criações utilizo o pseudônimo de LARIEL FROTA. Sou professora, educadora na área de Educação para o Trânsito, palestrante, escritora e poeta.. Fui responsável por duas colunas numa revista voltada ao público dos motociclistas, a REVISTA MOTOBOY, daí nasceu a necessidade do pseudônimo, como assinava uma coluna sobre Legislação de Trânsito e Primeiros Socorros, o editor julgou que a outra coluna com contos e crônicas sobre o quotidiano desse profissional sobre duas rodas, deveria ser assinada por outra pessoa, daí, pari Lariel. No final de 2008, enviei a título de curiosidade, um poema denominado PRESSA, para um concurso da editora Andross, surpreendentemente o trabalho foi classificado para fazer parte da coletânea UNIVERSO PAULISTANO, foi o meu primeiro trabalho publicado. Estimulada por esse primeiro passo vitorioso, enviei um outro trabalho: RELATOS DE CASSANDRA, que foi classificado para fazer parte da coletânea DIAS CONTADOS, da editora Andross, tendo sido um dos escolhidos para uma leitura no coquetel de lançamento.

Rita de Oliveira Medeiros Brasileira, casada há 21 anos, 50 anos, mãe aos 32 e 34 anos de dois adolescentes (17 e 15 anos e um de 54). Funcionária Pública Federal e advogada . Mestra de Reiki e umbandista, além de universalista.
oliveira.rita18@gmail.com

Icléia Inês Ruckhaber Schwarzer nos escreve de Gramado, no Rio Grande do Sul.

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Valquíria Gesqui Malagoli
Jundiaiense, Presidente da Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí (2010-2012) e membro de diversas entidades culturais. Articulista do Jornal de Jundiaí Regional, colabora também com outros veículos. Autora de: Versos versus Versos (2005), Testamento (2008) – poesias; O presente de grego (2009) – romance infanto-juvenil, A menina fala-fala, Sonho ou Pesadelo e Ih... racionais!, que integram a Coleção Oficinas para o público infantil (2010). Em coautoria com Renata Iacovino, lançou Missivas (2006 – parceria poética), OLHAR DIverso – haicaimagético (2009), o CD autoral inVERSO (2010), além dos infantis uniVerso enCantado (2007 – livro/CD) e De grão em grão (2008 – CD). A dupla, que realiza oficinas, saraus e atividades afins, criou e, desde 2009, mantém a CircuitoTeca, biblioteca itinerante sem fins lucrativos. Desde o mesmo ano, Renata e Valquíria distribuem, também gratuitamente, junto de Josyanne Rita de Arruda Franco, o jornal literário CAJU, e levam à público a série intitulada “O que será o sarau?”. www.valquiriamalagoli.com.br vmalagoli.blog.uol.com.br reval.nafoto.net vmalagoli@uol.com.br caju.valquiriamalagoli.com.br

Walnélia Corrêa Pederneiras – catarinense, reside em Florianópolis/SC. Formada em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora de Yoga e Meditação. Escreve desde menina. Participou das Antologias: "Poesia do Brasil" Bento Gonçalves RS (volumes 4,6,7,8,9,10), "Poeta mostra a tua cara" (volume 5), Poetas do Café (volume 3), Poemas à Flor da Pele (volumes 1 e 2), Poetas del Mundo em Poesia (volume 1), Antologia Escritores Brasileiros...e autores em Língua Portuguesa -Vitória da ConquistaBahia (volumes 6 e 7), Poetas En/Cena -Belô Poético (volumes 1, 2 e 3). É Cônsul de "Poetas del Mundo" em Florianópolis-SC. Membro da Academia Poçoense de Letras,ocupante da Cadeira número 43Poções-Bahia-Brasil. Escreve nos sites: Recanto das Letras:http:// recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=28134; Usina de Letras:http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php? user=walnelia; Apolo – Academia Poçoense de Letras: http:// www.apoloacademiadeletras.com.br/ e Varal do Brasil – Literário, sem frescuras – http://www.varaldobrasil.ch

PAULO ROBERTO BULOS REMOR, nascido em Laguna em 1952 residiu durante muitos anos em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Grande apaixonado por submarinos e pelo jogo de xadrez, Paulo Roberto é funcionário aposentado do INSS. Escreve desde muito tempo e entre seus temas preferidos está a Filosofia e o Amor.

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VARENKA DE FÁTIMA ARAÚJO
Reside em Salvador-Bahia. Filha de Francisco Chagas de Araújo e Maria Albaniza Araújo. Formada em Direção teatral pela Universidade Federal da Bahia, cursou licenciatura em Desenho na Escola de Belas Artes da UFBA É figurinista da Escola de Teatro da UFBA. Professora de teatro aqui e em 1984 no Panamá. Atriz, maquiadora e figurinista de varias peças de teatro. Participa de vários sites e é autora em várias antologias.
Celeiro dos Escritores: http://galerialiteraria.celeirodeescritores.org/perfil.asp? at=varenka Poetas Del Mundo: http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp? ID=6036 Luso Poemas: http://www.luso-poemas.net/modules/yogurt/index.php? uid=9120 Recanto das Letras: http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php? id=69129 Varal do Brasil: http://www.varaldobrasil.ch/23201/49501.html Contato: venkadefatima@hotmail.com

Flávia Flor (Assaife ) nascida em 1968 na cidade de Brasília, Distrito Federal, Brasil, casada , escreve poesias desde sua infância. É professora universitária, escritora, administradora e consultora. Formada em Administração de Empresas, pós-graduada em Gestão de Pessoas, Gestão de Negócios e Gestão de Varejo atuou por muitos anos em diversos segmentos do mercado na área de ciências humanas. Nos últimos anos vem ministrando aulas de graduação e pós-graduação nas áreas de Gestão, Recursos Humanos, Qualidade e Educação Corporativa. Sempre escreveu poesias para si mesma com o objetivo de externar o que lhe ia na alma, através do incentivo de amigos e familiares, teve o ímpeto e o desejo de compartilhá-las com o mundo, visando contribuir para as pessoas mergulharem em si próprias, descobrindo como cada um é único e belo. Autora dos livros: “Ouço a Voz do Coração através de um Mergulho Interior”, publicado em Portugal pela editora Corpos e de “Sussurros da Alma” publicado no Brasil pela editora Multifoco. Trabalhos publicados no concurso do Projeto Itáu Cultural – Delicatta V; Antologia “Poesias da Alma” e no livro infantil “Brincando de Escrever com quem Escreve Brincando” – editora Canapé. Participante com trabalhos publicados em diversas Antologias de poesias, contos e crônicas da Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Possui poesias, crônicas e contos publicados, também, via web: Blog pessoal: h p://www.flviaflor.blogspot.com Sites: WWW.camarabrasileira.com (Flavia Assaife) WWW.recantodasletras.com.br (Flavia Flor) WWW.portalliteral.com.br (Flavia Flor (Assaife)) WWW.worldar riends.com (Flavia Assaife)

JACQUELINE AISENMAN Nascida em Laguna, Santa Catarina, vive há mais de vinte anos em Genebra, na Suíça, seu segundo país. Editou livros sozinha e acompanhada em diversas antologias. Edita a revista VARAL DO BRASIL há um ano. Escreve em seu site www.coracional.com e em seu blog Certas Linhas Tortas.

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Alessandra Pacheco das Neves, nascida em 29 de abril de
1982 na cidade de Tubarão, Santa Catarina, é estudante do curso de letras na Universidade do Sul de Santa Catarina. Escreve desde os 9 anos de idade e somente agora fora incen vada por sua amiga Nelci Cris ane Stancovik, a dividir, inclusive com ela, seus escritos. Alessandra também par cipa de uma ins tuição de Bioenergia de onde ra inspiração .

Marcelo Moraes Caetano

é carioca, tradutor de inglês, francês, alemão e italiano, estudioso de latim e grego e escritor com 16 obras publicadas palas editoras EdUerj, Academia Brasileira de Letras, Academia Brasileira de Filologia, SENAI-FIRJAN, 7 letras, Vivali, Ferreira, Litteris, ONUUNESCO, Elite-Rio, Paco. Tem prêmios literários no Brasil e no exterior (Prémio Sófocles, Montevideo, 2010, Prêmio ONU-UNESCO, Paris, 2005 e 2006, Prêmio Litteris 2009, Prêmio Guttemberg, Bienal Internacional de Literatura do Rio de Janeiro 2007). É pianista clássico, vencedor de primeiros lugares no Brasil e exterior (RJ, MG, SP, Córdoba etc.) É um dos editores da Revista de Cultura ALIÁS e colunista da Revista da Cultura (Livraria Cultura). É membro da APPERJ (Associação dos Poetas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro), da UBE (União Brasileira de Escritores), dos Poetas Del Mundo, dos Anjos de Prata, da Garganta da Serpente etc.

JACI SANTANA Jaci Santana- Nasceu em Aracaju. Mora no Rio de Janeiro. Cursou Direito e, atualmente, dedica-se a poesia. Participa de Concursos Literários e Antologias Literárias. Nome: Jaci Leal Santana E-mail: grendaphinochio@yahoo.com.br E-mail: jacilealsantana@yahoo.com.br

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MARCIO JOSE RODRIGUES
Nasceu a 22 de agosto de 1941 em Gravatal, SC - Brasil. Cidadão Lagunense por lei municipal. Cirurgião Dentista Especialista em Endodontia, profissão que exerce desde 1963. Professor de Ciências e Biologia, especialista em Metodologia do Ensino. Desenhista e pintor por hobby. Contador de histórias, escritor de contos, poesias e crônicas. Publicou "A CONFRARIA", Gráfica Dehon, 1973. "ANTÔNIO DOS BOTOS", Ed. Letras Brasileiras- 2009. "RECORTE" (coletânea vários autores), Ed. SESC, 2009 "PROSA E VERSO NA TERRA DE ANITA", coletânea do Grupo de Escritores Lagunenses Carrossel da Letras - em lançamento nov/ 2010. Artigos, crônicas e poesias publicados na imprensa. "ANJOS DO MAR", especial para televisão, baseado no conto "Antônio dos Botos" produzido pela TVAL - Assembleia Legislativa SC.

Alberto Carmo
Paulistano, tradutor, aprendiz de escritor e músico.

RAIMUNDO CANDIDO TEIXEIRA FILHO

Professor e poeta, Raimundo Candido Teixeira Filho nasceu em Crateús, estado do Ceará, tem dois livros de poesias publicados, Karatis e Raiz do poema Teorema pra nos tanger e outras esquisitices ao quadrado. Faz parte da Academia de Letras de Crateús. Email: rcandidofilho@ig.com.br Site: WWW.raimundinho.hpg.com.br

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Ar go reproduzido do site Swissinfo h p://www.swissinfo.ch/

Assim como outros países europeus, a Suíça também oferece bolsas para estudantes estrangeiros. As condições são variadas, porém exigem que o candidato preencha determinados requisitos e também cumpra os prazos de inscrição. Solicitar uma bolsa

O primeiro passo que um estudante deve tomar para poder receber uma bolsa de estudos na Suíça é informar-se nas representações diplomáticas suíças nos respectivos países. Elas dispõem de todas as informações necessárias e também dos formulários que devem ser apresentados. As bolsas dividem-se em dois tipos: acadêmicas e artísticas. Suas condições são variadas. O texto abaixo foi tirado, em parte, do site da Embaixada da Suíça no Brasil. Condições

Um contingente especial de bolsas de pósgraduação é dada para estudantes de certos países da Europa central e oriental. Também um contingente especial de bolsas é reservada para a formação artística. Essas bolsas são ofertas para os melhores candidatos, sem distinção de nacionalidade. Essa oferta é limitada ao país onde o programa é baseado sobre a reciprocidade.

As bolsas de estudo na Suíça são oferecidas oficialmente aos governos estrangeiros. Dessa forma a candidatura de estudantes para uma bolsa suíça fica a cargo dos órgãos nacionais competentes, na área de bolsas para o exterior, diretamente nas representações diplomáticas da suíça no país de origem do candidato. A decisão final é tomada pela Comissão Federal de Bolsas para Estudantes Estrangeiros (CFBE) e, a partir dela, o Departamento Federal do Interior concede as bolsas, com base nessas proposições.

Bolsas de estudos universitários para estudantes e artistas estrangeiros Por intermédio da Comissão Federal de Bolsas para Estudantes Estrangeiros (CFBE), o governo oferece de bolsas de estudo universitário para estudantes e artistas estrangeiros:

Informações: Office Federal de l’Education et de la Science Commission Fédérale dês Bourses pour Étudiants Étrangers Hallwylstrasse 4 CH-3003 Berne, Tel: ++ 41 31 323-2676 Fax: ++ 41 31 323 3020 Essas bolsas são destinadas a estudantes que Internet: http://www.bbw.admin.ch já têm um diploma universitário. O objetivo é possibilitar o aperfeiçoamento de seus conhe(segue na próxima página) cimentos sobre a Suíça ou em estudos e pesquisas em áreas de conhecimento onde universidades suíças dão uma atenção particular.
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Condições da bolsa de estudo As bolsas de estudo universitárias são destinadas aos estudantes de países industrializados e em desenvolvimento. A oferta da bolsa de formação artística está limitada aos países onde o programa de bolsa é baseado em reciprocidade. Os países que obtiveram ofertas de bolsas para o ano acadêmico 2003/2004 estão divididos em grupos: a) países europeus e países industrializados extra europeus (reciprocidade): Albânia, Austrália, Belarus, Bélgica, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Coréia do Sul, Croácia, Dinamarca, Espanha, Estônia, Finlândia, Grã-Bretanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, Macedônia, Moldávia, Noruega, Holanda, Polônia, Portugal, Romênia, Rússia, Republica da Eslováquia, Eslovênia, Suécia, Republica Tcheca, Turquia, Ucrânia, EUA, Republica Federal da Iugoslávia. b) Países em vias de desenvolvimento extra europeus (sem reciprocidade): África do Sul, Argélia, Argentina, Brasil, Chile, Coréia do Norte, Costa-do-Marfim, Equador, Egito, Índia, Indonésia, Cazaquistão, Quênia, Quirguistão, Líbano, Madagascar, Marrocos, Mongólia, Palestina, Peru, Senegal, Sri Lanka, Tailândia, Tunísia, Uruguai e Vietnam. c) Países em desenvolvimento extra europeus (reciprocidade): China, Colômbia e México d) Contingente especial para artistas: todos os países com reciprocidade enumerados acima. Condições diferentes podem ser aplicadas para as bolsas dependendo do país e o grupo em que está qualificado. Com algumas exceções, as condições mencionadas abaixo valem para todos os países. A princípio, os bolsistas estrangeiros podem estudar em qualquer uma das universidades suíças, nas escolas politécnicas federais e, para aqueles que exercem atividades artísticas, nas escolas de música, conservatórios e escolas de belas-artes e de artes aplicadas. As bolsas são oferecidas por um prazo de um ano acadêmico (9 meses). As bolsas para os cidadãos de países do grupo "a" não podem, a princípio, serem prolongadas. Essa regra aplica

-se também às bolsas de formação artística (grupo d)

As bolsas dadas aos cidadãos dos países dos grupos b e c, voltadas para os estudos em universidades e escolas politécnicas federais não podem, em principio, serem prolongadas mais do que um segundo ano acadêmico. Para isso é necessário que a prolongação seja considerada indispensável, que a universidade mencionada e o representante da CFBE a apoiem e que não exista nenhum outro acordo feito com as autoridades competentes do país de origem do bolsista. A possibilidade de continuar os estudos até o doutorado não será dada, a não ser em caráter excepcional e somente após o primeiro ano de pesquisas. Atualmente nenhuma bolsa é oferecida para os estudos universitários de base (graduação). Condições de candidatura para uma bolsa Os candidatos devem poder provar suas capacidades e de ter um plano de estudos preciso. Juntamente com o preenchimento dos formulários, o candidato deve entregar um plano detalhado e preciso de estudos ou pesquisas a serem realizados na Suíça. No momento de entrega do dossiê de estudo, o candidato deve estar informado acerca das possibilidades de estudo oferecidas pelas universidades suíças. Essas informações encontram-se nos sites na internet de cada universidade e instituições de ensino. Ao mesmo tempo o candidato deve se informar sobre as possibilidades de integração profissional nos países de origem, para o momento depois do encerramento dos cursos.

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Antes de entregar a candidatura, o candidato deve assegurar-se que o seu plano de estudo ou projeto de pesquisa pode ser realizado na universidade escolhida na Suíça (se possível, entrar em contato com um professor ou com a direção de um curso de pós-graduação na Suíça). Ele deverá entregar junto com o seu pedido, as copias dos diplomas (com as notas), um plano detalhado de estudos e o Curriculum vitae. Os estudantes estrangeiros que se candidatam através de um programa de cooperação entre uma instituição universitária no seu país de origem e de uma instituição suíça têm prioridade. Candidaturas de estudantes estrangeiros que já estejam residindo na Suíça podem ser recusadas pelas autoridades competentes do país de origem do candidato ou pela representação diplomática suíça. A Comissão Federal de Bolsas as considera “não-prioritárias”, mesmo se elas são apoiadas pelas autoridades dos países de origem do candidato. Os candidatos não devem ter mais de 35 anos. Os candidatos devem ter conhecimentos suficientes das línguas utilizadas no ensinamento – francês, alemão ou italiano. As representações diplomáticas suíças são encarregadas de verificar os conhecimentos linguísticos dos candidatos. Se os conhecimentos de base são considerados insatisfatórios, a candidatura pode a principio ser recusada. Em caso de dúvida sobre a aptidão, a bolsa só poderá ser dada caso o candidato participa anteriormente de um curso intensivo de idiomas em Friburgo, entre julho e outubro. Para participar desse curso os candidatos recebem uma bolsa e não precisam pagar pela inscrição. Os candidatos que possuem os seguintes diplomas estão dispensados do curso: “Zentrale Mittelstufenprüfung (ZM) do Instituto Goethe e “DELF 2”, da Aliança Francesa, ou diplomas equivalentes. Deveres e obrigações dos bolsistas Bolsistas devem estar domiciliados na Suíça (local de estudos), se engajar e respeitar as instruções da CFBE, assim como as leis que regulam a estadia de estrangeiros na Suíça. No que concerne a possibilidade para o estrangeiro de trazer sua família para o país durante seus estudos, o Departamento Federal de Estrangeiros é responsável pela decisão e dificilmente dá a autorização para os vistos. A CFBE não é responsável pelo assunto. Tambem e necessário saber que o reagrupamento familiar não é possível durante o primeiro ano de estudos na Suíça. Ao mesmo tempo que os bolsistas aceitam a bolsa, eles devem declarar por escrito que irão partir da Suíça no momento de expiração da bolsa ou término dos estudos. As bolsas dadas pela CFBE não podem ser acumuladas com outras bolas. Caso o bolsista tenha outras bolsas ou outro tipo de ajuda financeira (exemplo: remuneração através do trabalho como assistente universitário), ele deve renunciar à bolsa da CFBE. Procedimentos comuns na apresentação das bolsas Os formulários de pedido de bolsa podem ser obtidos no Ministério da Educação, instituições nacionais competentes e uma representação diplomática suíça no país de origem do candidato. Os papeis devem ser endereçados em 3 exemplares (para os países dos grupos A,C e D) ou em 4 exemplares (para os países do grupo B) a uma instituição nacional competente, dentro dos prazos fixados por ela (em geral até o fim de outubro do ano precedente aos estudos). Cada dossiê deve conter os seguintes documento, postos na seguinte ordem: - formulário de candidatura da CFBE ou o indicado pela representação diplomática suíça no exterior. - fotocópias dos certificados de conclusão do segundo grau ou um diploma equivalente (essa exigência não se aplica aos candidatos para bolsas de atividades artísticas) - fotocópias de diplomas de nível superior (juntamente com as notas). Candidatos exercendo atividades artísticas devem também entregar certificados ou diplomas de conservatórios, academias de musica ou escolas de belas-artes. - duas cartas de recomendação de professores

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- plano detalhado e preciso de estudos ou trabalho de pesquisa previstos na Suíça. - curriculum vitae. - atestado do professor da universidade suíça escolhida, de acordo com o departamento responsável. - 1 certificado médico (dentro do formulário da CFBE) - outros documentos pedidos como diplomas de línguas, etc, etc. Para as pessoas exercendo uma atividade artística: belas-artes, artes aplicadas, musica (limitado para os cidadãos dos países dos grupos A e C)) e exigido: - pintura, artes gráficas e escultura: fotografias de 3 obras e vários esboços (indicar a época de realização). - música: gravar em CD, com boa qualidade sonora, 3 obras, de diversos estilos se trata-se de intérprete ou maestro (para os compositores: com as partituras). Se os papéis não são redigidos em alemão, francês, italiano ou inglês, eles devem ser então acompanhados por traduções juramentadas. Dossiês incompletos ou mal preparados não serão considerados. No momento do matrícula no instituto de ensino superior na Suíça, os originais das cópias apresentadas devem ser entregues para exame. A decisão da Comissão Federal de Bolsas é comunicada, em regra, no mês de maio.
O ar go sobre Bolsas de Estudos é uma reprodução de ar go publicado no site Swissinfo (www.swissinfo.ch)

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