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Análise de Investiment

Investimentos
Autor: Juliana Leite Kirchner
os

Tema 03
Técnicas de Análise de Investimentos – Aspectos
Práticos
Tema 04
O Efeito da Inflação na Análise de Investimentos
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Tema 03: Técnicas de Análise de Investimentos – Aspectos Práticos 4

Tema 04: O Efeito da Inação na Análise de Investimentos 24


Tema 03 
Técnicas de Análise de Investimentos –
Aspectos Práticos

Como citar este material:


KIRCHNER, Juliana Leite. Análise de Investimentos: 
Técnicas de Análise de Investimentos – Aspectos
Práticos. Caderno de Atividades. Valinhos:
Anhanguera Educacional, 2014.
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Tema 03 
Técnicas de Análise de Investimentos –
Aspectos Práticos
Introdução ao Estudo da Disciplina

Caro(a) aluno(a).

Este Caderno de Atividades foi elaborado com base no livro Análise de Investimentos, do
autor Rodolfo Leandro de Faria Olivo, editora Alínea, 2012, Livro-Texto 115.

Roteiro de Estudo:

Análise de Investimentos Juliana Leite Kirchner

CONTEÚDOSEHABILIDADES

Conteúdo
Nessa aula você estudará:

• Técnicas de Análise de Investimentos.

• Técnica de Avaliação 1: Período de Retorno – Payback .

• Técnica de Avaliação 2: Valor Presente Líquido (VPL).

• Técnica de Avaliação 3: Taxa Interna de Retorno (TIR).


CONTEÚDOSEHABILIDADES
Habilidades
Ao nal, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:
• Quais são as principais técnicas de análise de investimentos?
• O que é Período de Retorno - Payback ? Quais os critérios de decisão possíveis?
Quais suas vantagens e desvantagens?
• Em que consiste o Valor Presente Líquido (VPL)? O que é Taxa Mínima de Atratividade
(TMA)? Quais as interpretações possíveis? Quais suas vantagens e desvantagens?
• Em que consiste a Taxa Interna de Retorno (TIR)? Quais as interpretações possíveis
de seus resultados? Quais suas vantagens e desvantagens?

LEITURA OBRIGATÓRIA
Técnicas de Análise de Investimentos
Tendo visto os conceitos iniciais acerca da montagem de uxos de caixa e os diferentes
tipos de projetos  existentes em uma análise de investimentos , se faz necessário se atentar
ao fato de que existem diferentes técnicas de análise de investimentos a serem realizadas,
quais sejam:
1. Período de retorno : payback .
2. Valor Presente Líquido  (VPL).
3. Taxa Interna de retorno  (TIR).
Período de retorno: payback 
A técnica de avaliação denominada “período de retorno” ou payback tem como objetivo
avaliar o tempo que o projeto demorará para retornar o total do investimento inicial.

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LEITURA OBRIGATÓRIA
Assim sendo, como o payback será mensurado por intermédio de tempo, quanto menor o
tempo de retorno do investimento, mais interessante será esse investimento.

O seu cálculo e análise deve ser dar mediante a construção de uma tabela, na qual devem
ser inseridas as seguintes informações:
- Investimento inicial realizado.
- Os períodos de tempo (dias, semanas, meses, anos).
- O fluxo de caixa  de cada período (entradas e saídas de caixa).
- O valor acumulado.
Payback signica a ideia do tempo para recuperar o investimento ou que o investimento
retorne os recursos utilizados (recuperação do capital investido). Sendo assim, no momento
em que o valor acumulado dos uxos de caixa atingir o valor do investimento inicial, atinge-
se o payback.

Há diferentes critérios de decisão a serem tomados com o payback, dependendo da


aplicação de projetos únicos ou de projetos concorrentes.
- Projeto único: há a denição de um tempo máximo aceitável de payback. Se o projeto
apresentar um payback inferior ao máximo aceitável, tal projeto deve ser aceito, senão, de
modo contrário, deve ser rejeitado.
- Projetos concorrentes: há a existência de dois ou mais projetos que são excludentes
entre si, de modo que deve ser escolhido àquele que apresenta menor payback, e logo, que
apresenta um retorno mais rápido.

No entanto, algumas críticas são feitas a essa técnica de avaliação, quais sejam: não leva
em conta o valor do dinheiro no tempo, não considera os riscos de cada projeto, que podem
ser muito diferentes, não considera os uxos de caixa após o período de payback.
Valor Presente Líquido (VPL)
A técnica de avaliação denominada “Valor Presente Líquido” ou “VPL“ é um método
alternativo ao Método do Payback, tendo em vista que tem como objetivo complementá-lo
ou até mesmo corrigir as deciências apresentadas por ele.

9
LEITURA OBRIGATÓRIA
Apresenta como objetivo avaliar o valor presente do uxo de caixa do investimento. Para a
sua utilização, deve ser construído o Fluxo de Caixa do projeto, sendo que este deve conter
as seguintes informações: investimento inicial e investimentos adicionais, uxos de caixa
positivos ou negativos de retorno e valor residual do investimento (se houver).
Essa técnica considera o uxo total com as saídas (investimentos) e entradas (retornos)
descontadas a uma taxa de atratividade. E, após a montagem do uxo de caixa. Adota-se,
também, uma taxa de desconto denominada Taxa Mínima de Atratividade   (TMA) para
trazer o uxo de caixa a valor presente.
A Taxa Mínima de Atratividade (TMA) demonstra o retorno mínimo exigido para o investidor,
em porcentagem. É por meio da análise dessa taxa que o investidor verica a possibilidade,
ou não, de realizar o projeto. A taxa de atratividade a ser utilizada pode ser tanto a Taxa de
Retorno da Aplicação Financeira quanto a Taxa de Captação de empréstimo.
O Valor Presente Líquido (VPL) pode ser calculado mediante três formas:

a) Utilizando a fórmula matemática:

b) Mediante a utilização de uma calculadora nanceira


c) Mediante o uso de ferramentas da uma planilha de cálculo.
O Valor Presente Líquido (VPL) obtido pode ser interpretado da seguinte forma:
a) VPL positivo: o projeto foi capaz de recuperar o investimento inicial ( payback), de
pagar a Taxa Mínima de Atratividade (TMA) sobre esse investimento e de produzir um
retorno de valor positivo em reais, adicional ao investimento inicial e pagamento da
TMA. Portanto, o projeto deve ser aceito, já que proporciona um retorno superior ao
mínimo exigido (TMA).
b) VPL negativo: o projeto não foi capaz de recuperar o investimento inicial ( payback)
e de pagar a Taxa Mínima de Atratividade (TMA) sobre esse investimento. Portanto,
o projeto deve ser rejeitado, já que proporciona um retorno inferior ao mínimo exigido
(TMA).

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LEITURA OBRIGATÓRIA
No entanto, quando existirem diferentes tipos de projetos, os critérios de decisão diferenciam-
se da seguinte forma:

a) Projeto único: nesse caso, se o VPL for positivo, deve ser aceito o projeto. No
entanto, caso seja negativo, deve ser rejeitado.
b) Projetos concorrentes: deve-se escolher o maior VPL, mas, desde que seja positivo.
Se os dois VPLs forem negativos, deve-se rejeitar os dois projetos.
Há algumas vantagens a serem consideradas na utilização do VPL em detrimento do
payback, quais sejam: considera o valor do dinheiro no tempo, por meio da utilização da
TMA pode considerar diferentes riscos, ajustando a TMA de cada projeto, e considera
todos os uxos de caixa (inclusive com determinação de período de tempo para a correta
comparação em termos de custo de oportunidade ).
Diversamente, também são apresentadas algumas desvantagens em relação à adoção do
VPL: não leva em conta o valor do dinheiro no tempo, não considera os riscos de cada
projeto, que podem ser muito diferentes, não considera os uxos de caixa após o período
de payback.

Taxa Interna de Retorno (TIR)


A técnica de avaliação denominada “taxa interna de retorno” ou ”TIR” caracteriza-se como
um método similar ao VPL, mas, diferentemente, apresenta os resultados em porcentagem,
e não em valores monetários.
Para a sua utilização, deve ser construído o Fluxo de Caixa do projeto, sendo que esse
deve conter as seguintes informações: investimento inicial e investimentos adicionais, uxos
de caixa positivos ou negativos de retorno e valor residual do investimento (se houver).
Somente após montado o uxo de caixa, é que se é possível calcular a TIR.
Deve ser adotada uma Taxa Mínima de Atratividade para avaliar se o resultado da TIR é
compatível com as expectativas do investidor, e logo, se o projeto é interessante.
O método da TIR tem como pressuposto o cálculo do retorno composto, em porcentagem,
do uxo de caixa. Assim, será demonstrada qual é a taxa composta necessária para
transformar os investimentos iniciais nos uxos futuros, como se o valor aplicado fosse em
renda xa.

 11 
LEITURA OBRIGATÓRIA
A Taxa Interna de Retorno (TIR) pode ser calculada mediante três formas:

a) Utilizando a fórmula matemática:

b) Mediante a utilização de uma calculadora nanceira.


c) Mediante o uso de ferramentas da uma planilha de cálculo.
Para interpretar os resultados da TIR, deve-se analisar determinados critérios de decisão da
TIR. Para tanto, se faz necessário utilizar, como parâmetro, a Taxa Mínima de Atratividade
(TMA) para se aceitar ou não um projeto de investimento . Assim:
TIR > TMA – aceita-se o projeto.
TIR < TMA – rejeita-se o projeto.
Há diferentes critérios de decisão a serem tomados com a TIR , dependendo da aplicação
de projetos únicos ou de projetos concorrentes.
- Projeto único: deve-se estabelecer uma taxa mínima de atratividade. Assim, se a TIR for
maior que a taxa mínima de atratividade, deve-se aceitar o projeto. Se for menor, deve-se
rejeitá-lo.
- Projetos concorrentes: deve-se calcular a TIR de cada projeto e escolher a maior, mas
estabelecendo, tal como no projeto único, uma taxa mínima de atratividade. Caso as TIRs
dos dois projetos sejam menores que essa taxa, os dois projetos devem ser rejeitados.
Há algumas vantagens a serem consideradas na utilização do TIR , quais sejam: considera
o valor do dinheiro no tempo, por meio da utilização da TMA, pode considerar diferentes
riscos, ajustando a TMA de cada projeto e considera todos os uxos de caixa (inclusive
com determinação de período de tempo para a correta comparação em termos de custo
de oportunidade).

 12
LINKSIMPORTANTES

Quer saber mais sobre o assunto?


Então:
Sites
Acesse o site do Portal de Contabilidade.
Disponível em: <http://www.portaldecontabilidade.com.br/ >. Acesso em: 1 dez. 2013.
Você terá acesso gratuito a diferentes guias, notícias, informações e artigos de diferentes
temas, que o auxiliarão na compreensão dos conteúdos abordados.

Acesse o site da Revista Contabilidade & Finanças do Departamento de Contabilidade e


Atuária da FEA/USP.
Disponível em: <http://www.eac.fea.usp.br/eac/revista/>. Acesso em: 1 dez. 2013.
Você terá acessos a diferentes textos e artigos provenientes de pesquisas inéditas
de professores, pesquisadores e alunos (graduação e pós-graduação) de todo o país
e exterior, sobre diferentes temas e assuntos, que o auxiliarão na compreensão dos
conteúdos abordados.

Leia o artigo Análise de Investimentos, de Luiz Henrique Figueira Marquezan. Revista


Eletrônica de Contabilidade de Curso de Ciências Contábeis – UFSM, vol. III, n. 1, jan-
 jun 2006.
Disponível em: <http://w3.ufsm.br/revistacontabeis/anterior/artigos/vIIIn01/a02vIIIn01.pdf>.
Acesso em: 1 dez. 2013.
Esse artigo ampliará seus conhecimentos sobre a caracterização, requisitos e importância da
Análise de Investimento, tendo em vista que o autor evidencia os três métodos de avaliação
de investimentos por meio das projeções de Fluxos de Caixa Futuros, sendo esses os
cálculos do Valor Presente Líquido, da Taxa Interna de Retorno e o Payback  Descontado.
Embasado no pressuposto de que os investimentos são realizados visando criar valor para
os investidores, demonstra-se que as avaliações realizadas por esses métodos capacitam
 13 
LINKSIMPORTANTES
o investidor a visualizar se os projetos que estejam à sua disposição são economicamente
viáveis ou não, ou seja, se este irá agregar ou perder valor.

Leia o artigo Resumo sobre Métodos de Análise de Investimentos,l.


Disponível em: <http://www.gerenciamento.ufba.br/MBA%20Disciplinas%20Arquivos/ 
Viabilidade/Resumo%20de%20A.I..pdf>. Acesso em: 1 dez. 2013.
O texto, disponibilizado pela Universidade Federal da Bahia, trata sobre Métodos de Análise
de Investimentos.

Pesquise junto ao material disponibilizado pela Universidade de São Paulo, Campus de


Ribeirão Preto, FEA-RP, o artigo publicado sobre orçamentos e análise de investimentos.
Disponível em: <http://www.fearp.usp.br/fava/pdf/271.pdf>. Acesso em: 1 dez. 2013.

Vídeos Importantes:
Assista ao vídeo Análise de Investimentos, elaborado por Suma Econômica.
Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=llChETkYZK0>. Acesso em 1 dez. 2013.
Por se tratar de um trailer de um curso ofertado, o vídeo aborda os principais conceitos
acerca da Análise de Investimentos, abordando, de forma didática, mediante a explicitação
de um caso hipotético.

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AGORA ÉA SUAVEZ

Instruções:
Chegou a hora de você exercitar seu aprendizado por meio das resoluções
das questões deste Caderno de Atividades. Essas atividades auxiliarão
você no preparo para a avaliação desta disciplina. Leia cuidadosamente
os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido e para o modo de
resolução de cada questão. Lembre-se: você pode consultar o Livro-Texto
e fazer outras pesquisas relacionadas ao tema.

Questão 1: Questão 2:
Os investidores e administradores têm Considere a seguinte descrição:
preferência por projetos de investimentos A ______ é tecnicamente equivalente ao
menos arriscados, para o mesmo nível de ______, assim, ambos são métodos bas-
retorno. Dessa forma, quanto mais arrisca- tante superiores ao ___________ quanto à
do o projeto de investimento, maior será o análise de investimento.
retorno exigido pelo investidor.
Assinale a alternativa que completa correta
Esse retorno exigido é representado por: e respectivamente as lacunas:
a) TIR a) TMA, payback  e VPL.
b) VPL b) TIR, VPL e payback .
c) TMA c) TMA, VPL e payback .
d) Juros d) TIR, payback  e uxo de caixa.
e) Juros + VPL e) TIR, uxo de caixa e payback .

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AGORA ÉA SUAVEZ
Questão 3: c) Se o VPL for negativo o projeto deve
ser aceito.
Considere dois projetos concorrentes de
quatro anos: d) Se a TIR for menor que a TMA o projeto
deve ser aceito.
Projeto Y: investimento inicial de R$ 300
mil, retorno nos três primeiros anos de R$ e) Se o uxo de caixa for negativo o
100 mil e no quarto de R$ 400 mil. projeto deve ser aceito.
Projeto Z: investimento inicial de R$ 500
mil, retorno nos dois primeiros anos de R$ Questão 5:
250 mil e no terceiro e quarto 50 mil.
Faça a relação entre o perl do investidor
Qual dos projetos deve ser aceito pelo mé- e as preferências respectivas dos mesmos
todo do payback ? assinalando a alternativa correta:

a) Projeto Z, retorno em dois anos. (1) Aversão a Risco ( ) Moderado

b) Projeto Z, pois o retorno é de um ano. (2) Indiferença ao Risco ( ) Agressivo


(3) Tendência ao Risco ( ) Conservador
c) Projeto Y, retorno de um ano e seis
meses. a) 2, 1, 3.
d) Projeto Y, pois o retorno é de dois b) 2, 3, 1.
anos.
c) 1, 2, 3.
e) Ambos os projetos são viáveis.
d) 3, 2, 1.
Questão 4: e) 3, 1, 2.
Analise as armativas a seguir e marque
aquela que está correta: Questão 6:
a) Quanto maior o payback , melhor o O VPL mostra a relação entre o valor do ca-
projeto. pital hoje e o valor do capital futuro, sendo
o conceito mais importante em toda área
b) Quanto menor o payback , melhor o de nanças das empresas. Esse método é
projeto. tecnicamente muito superior ao método do
payback.

 16
AGORA ÉA SUAVEZ
Em relação ao payback,  identique quais Questão 9:
são as vantagens do VPL na avaliação de
Investimento é um conceito originário do
projetos de investimento.
campo da Economia que e têm uma gran-
de importância para as organizações e é
Questão 7: muito utilizado no cotidiano das sociedades
modernas. Sabe-se que ele pode ser de
O mundo empresarial apresenta uma série
diversos tipos, mas, basicamente, divide-
de incertezas: econômicas, de concorrên-
-se em três grandes categorias. Quais são
cia, evolução de mercados, preferências
esses três tipos básicos de Investimentos?
dos consumidores, dentre várias outras.
Cite dois exemplos de cada..
Dessa forma, a incerteza gera risco para a
empresa. Como denir esse risco?
Questão 10:
Considere um projeto de seis anos com in-
Questão 8: vestimento inicial de R$ 800.000. O retorno
Na análise de investimento, o uxo de caixa anual esperado é constante, de R$ 200.000.
leva em conta toda entrada e saída de re-
Qual é o payback desse projeto? Se o pay- 
cursos do caixa da empresa. É correto ar-
back máximo aceitável for de três anos, se
mar que todas as despesas com deprecia-
deve aceitá-lo
ção resultam em saída de caixa? Justique.

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FINALIZANDO
Nesse tema, você aprendeu que existem diversas técnicas de análise de investimentos,
das mais simples às mais sosticadas, sendo que as três principais são: período de retorno
(payback); valor presente líquido (VPL) e taxa interna de retorno (TIR). As principais técnicas
de análise de investimentos devem basear-se no conceito de uxo de caixa projetado,
Para tanto, o uxo de caixa, com o intuito de permitir a comparação com outras opções de
investimentos, considera os valores apenas quando são pagos ou recebidos. Na análise
de investimentos, o uxo de caixa devem ser projetados e utilizados para analisar os
investimentos das organizações, sendo denominados como uxos de caixa relevantes, e
é composto por três partes (investimento inicial, retornos de caixa do investimento, valores
residuais). Tais projetos de investimentos podem assumir duas modalidades diferentes,
quais sejam, projetos únicos ou projetos concorrentes, dependendo da decisão a ser
tomada, inuenciando, assim, a decisão nal.
O método do payback tem como pressuposto avaliar o tempo que o projeto demorará para
retornar o total do investimento inicial. Quanto mais rápido o retorno, menor o payback e
melhor o projeto.
O Valor Presente Líquido (VPL) é um método alternativo ao do payback, e visa corrigir
as principais deciências apresentadas por ele. Para a sua utilização. Faz-se necessário
construir o uxo de caixa do projeto.
A Taxa Interna de Retorno (TIR) é um método similar ao VPL, e utiliza a mesma lógica de
cálculo, mas apresenta os seus resultados em porcentagem, e não em valores monetários.
É após a montagem do uxo de caixa que se é possível calcular a TIR.
Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar
sua ATPS e verifcar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!

 18
REFERÊNCIAS
BRAGA, R. Fundamentos e técnicas de administração financeira. Editora Atlas. São Pau-
lo: 1995.
CALOBA, Guilherme Marques. Análise de Investimentos. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

CASAROTTO FILHO, Nelson; KOPITTKE, Bruno Hartmut. Análise de Investimentos. 11.


ed. São Paulo: Atlas, 2010.
COSTA, Paulo Henrique Soto. Análise de projetos de investimentos . Rio de Janeiro: Edito-
ra da Fundação Getúlio Vargas, 1984
MARQUEZAN, Luiz Henrique Figueira. Análise de Investimentos. Revista Eletrônica de
Contabilidade de Curso de Ciências Contábeis – UFSM. vol. III, n. 1, jan-jun 2006. Dis-
ponível em: <http://w3.ufsm.br/revistacontabeis/anterior/artigos/vIIIn01/a02vIIIn01.pdf>.
Acesso em: 1 dez. 2013.
OLIVO, Rodolfo Leandro de Faria. Análise de Investimentos. Campinas, SP: Alínea, 2012.

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GLOSSÁRIO

Investimentos: envolve decisões de aplicação de recursos com prazos longos (maiores


que um ano), com o objetivo de propiciar retorno.

Interpolações: “tentativa e erro” com taxas para “zerar” o VPL.

Retorno: resultado em valor nanceiro sobre o capital investido.

Fluxo de Caixa:  demonstra todos os pagamentos e recebimentos  em um determinado


período de tempo em uma empresa.

Projeto de Investimento: projeção do uxo de caixa relevante para analisar se há viabilidade


econômico-nanceira de realização, denindo, assim, se o investimento da organização é
viável ou não.

Custo de oportunidade:  custo de oportunidade é um termo usado em economia  para


indicar o custo de algo em termos de uma oportunidade renunciada. Representa o valor
associado a melhor alternativa não escolhida. Ao se tomar determinada escolha, deixa-se
de lado as demais possibilidades, pois são excludentes.

Payback: método para calcular o ano de retorno.

Projetos: objeto de análise nanceira.

Taxa Mínima de Atratividade:  é uma taxa de juros  que representa o mínimo que um
investidor se propõe a ganhar quando faz um investimento, ou o máximo que um tomador
de dinheiro se propõe a pagar quando faz um nanciamento. Composta por: custo de
oportunidade; risco do negócio; liquidez.

20
GLOSSÁRIO
Taxa interna de retorno: é a taxa necessária para igualar o valor de um investimento (valor
presente).

Valor presente líquido:  cálculo utilizado com uxos de caixa, taxa de desconto e
investimento.

GABARITO
Questão 1
Resposta: Alternativa C.
Justifcativa: A Taxa Mínima de Atratividade (TMA) possui como objetivo demonstrar o
retorno mínimo exigido, em porcentagem, para o investidor concordar em realizar o projeto.
Questão 2
Resposta: Alternativa B.
Justifcativa: TIR – Taxa Interna de Retorno: método similar ao VPL, pois utiliza a mesma
lógica de cálculo, mas, diversamente, apresenta os resultados em porcentagem, e não em
valores monetários.

VPL – Valor Presente Líquido: método alternativo ao do payback, e, mediante a construção


de um uxo de caixa, tem como objetivo suprir as deciências apresentadas pelo payback.
Payback – método que tem por objetivo avaliar o tempo que o projeto demorará para retornar
o total do investimento inicial.

Questão 3
Resposta: Alternativa A.
Justifcativa: Pelo método payback   deve ser aceito o projeto Z, pois o referido projeto
apresentar o retorno do investimento inicial (R$ 250 mil) nos dois primeiros anos, ao contrário
21 
GABARITO
do projeto Y, que somente irá apresentar o retorno do investimento inicial (R$ 300 mil) nos
três primeiros anos, e logo, esse será mais demorado, enquanto que o primeiro será mais
rápido o retorno.

Questão 4
Resposta: Alternativa B.
Justifcativa: A armativa “quanto menor o payback , melhor o projeto” está correta, pois o
método payback tem como objetivo avaliar o tempo que o projeto demorará para retornar o
total do investimento inicial, analisando e mensurando o payback em torno do tempo. Sendo
assim, quanto mais rápido o retorno, menor o payback, e logo, melhor o projeto. Logo,
quanto menor o tempo de retorno, mais interessante será para o investimento.
Questão 5
Resposta: Alternativa B.
Justifcativa:

Indiferença ao risco: moderado.


Tendência ao risco: agressivo.

Aversão a risco: conservador.


Questão 6
Resposta: Considera o valor do dinheiro no tempo, mediante o uso da TMA; pode considerar
diferentes riscos, ajustando a TMA de cada projeto; e considera todos os uxos de caixa,
inclusive com determinação de período de tempo para a correta comparação em ternos de
custo de oportunidade.

Questão 7
Resposta:  O risco pode ser denido como possibilidade de prejuízo nanceiro. Está
associado à incerteza e à variabilidade do retorno de um ativo.
Questão 8
Resposta: Não, despesas como depreciação não acabam afetando o uxo de caixa da
entidade durante o seu reconhecimento como despesa no exercício social.
22
GABARITO
Questão 9
Resposta:
Investimentos públicos: exemplos hospitais, escolas, rede de saneamento básico.
Investimento privados: exemplos fábricas particulares, empresas de prestação de serviço
particulares, loja de varejo, shopping centers.
Investimentos mistos: Petrobrás e o Banco do Brasil.
Questão 10
Resposta: Payback : quatro anos.
Rejeitar o projeto.

23 
Tema 04
O Efeito da Inflação na Análise de
Investimentos

Como citar este material:


KIRCHNER, Juliana Leite. Análise de
Investimentos:  O Efeito da Inação na Análise de
Investimentos. Caderno de Atividades. Valinhos:
Anhanguera Educacional, 2014.
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Tema 04
O Efeito da Inflação na Análise de
Investimentos
Introdução ao Estudo da Disciplina

Caro(a) aluno(a).

Este Caderno de Atividades foi elaborado com base no livro Análise de Investimentos, do
autor Rodolfo Leandro de Faria Olivo, editora Alínea, 2012, Livro-Texto 115.

Roteiro de Estudo:

Análise de Investimentos Juliana Leite Kirchner

CONTEÚDOSEHABILIDADES

Conteúdo
Nessa aula você estudará:

• O conceito de inação.

• Os tipos de índices de preços.

• As causas e consequências da inação.

• A importância da inação na análise de investimentos.

• Valores nominais e valores reais.

• Juros reais, juros nominais e a fórmula de Fisher.

27 
CONTEÚDOSEHABILIDADES
• VPL e TIR e a inação.

• Inação no Brasil.

Habilidades
Ao nal, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:
• O que é a inação? Como a inação é medida? Quais são os tipos de índices de
preços?
• Quais são as principais consequências da inação? Quais são as causas da inação?
Qual a diferença entre inação de demanda, inação de oferta e inação crônica?
• Qual a importância de se considerar a inação na análise de investimentos?

• O que são valores nominais e valores reais? O que são juros nominais e juros reais?

• Como se dá a conversão de juros reais em juros nominais? Em que consiste a fórmula


de Fisher?
• Qual a relação existente entre VPL, TIR e inação?

• Como se caracteriza a inação no Brasil?

28
LEITURA OBRIGATÓRIA
Técnicas de Análise de Investimentos
A inação consiste no aumento contínuo e generalizado dos preços na economia,
mediante a caracterização do processo inacionário, que se estende a todos os bens
econômicos.

Mediante a ocorrência do processo inacionário, há uma distorção do sistema de preços,


afetando, consequentemente, o bom funcionamento do mercado.
Para tanto, a inação deve ser denida mediante a utilização dos índices  de preços, que se
caracterizam como a média ponderada dos preços de uma cesta de bens escolhidos, em
determinado período e em certas regiões.
Os principais índices de preços que medem a inação são:
• IGP – Índice Geral de Preços: é calculado pela Fundação Getúlio Vargas. Consiste em
uma média ponderada do índice de preços no atacado (IPA), com peso 6; de preços ao
consumidor (IPC) no Rio e SP, com peso 3 (preço no varejo); e do custo da construção civil
(INCC), com peso 1. É utilizado em contratos de prazo mais longo, por exemplo, no caso
do aluguel.

Os principais índices IGP são o IGP-M e IGP-DI.


• Índice de Preços ao Consumidor: têm como intuito medir a inação do varejo que
atinge, diretamente, os consumidores (pessoas físicas). Os principais Índices de Preços
ao Consumidor são: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA); Índice de Preços ao
Consumidor (IPC) e Índice de Custo de Vida do Dieese (ICV).
Veja os principais índices de preços:
• IGP-DI – O Índice Geral de Preços: disponibilidade interna, da FGV, reete as variações
de preços de todo o mês de referência, ou seja, do dia 1 ao 30 de cada mês. Ele é formado
pelo IPA (Índice de Preços por Atacado), IPC (Índice de Preços ao Consumidor ou Preços
29
LEITURA OBRIGATÓRIA
no Varejo) e INCC (Índice Nacional do Custo da Construção), com pesos de 60%, 30%
e 10%, respectivamente. O indicador apura as variações de preços de matérias-primas
agrícolas e industriais no atacado e de bens e serviços nais no consumo.
• IGP-M – Índice Geral de Preços do Mercado, também da FGV. Utiliza a metodologia igual
a do IGP-DI, porém, é medido entre os dias 21 de um mês ao dia 20 do mês seguinte. O
IGP tradicional abrange o mês fechado. O IGP-M é elaborado para contratos do mercado
nanceiro.
• IGP-10 – Índice Geral de Preços 10, também da FGV e elaborado com a mesma metodologia
do IGP e do IGP-M. A única diferença é o período de coleta de preços, ou seja, é medido
entre o dia onze de um mês e o dia dez do mês seguinte.
• IPC-RJ - Considera a variação dos preços na cidade do Rio de Janeiro. É calculado
mensalmente pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e toma por base os gastos de famílias
com renda de um a 33 salários mínimos IPCA.
• IPC-Fipe - Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas,
da USP, pesquisado no município de São Paulo. Reete o custo de vida de famílias com
renda de um a 20 salários mínimos. Divulga também taxas quadrissemanais.
• CV-Dieese - Índice do Custo de Vida do Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Socioeconômico, também medido na cidade de São Paulo. Reete o custo de
vida de famílias com renda média de R$ 2.800 (há também índices para a baixa renda e a
intermediária).
• INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor, média do custo de vida nas onze
principais regiões metropolitanas do país para famílias com renda de um até seis salários
mínimos, medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geograa e Estatística).
• IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Amplo, também do IBGE, calculado desde 1980,
semelhante ao INPC, porém reetindo o custo de vida para famílias com renda mensal de
um a 40 salários mínimos. A pesquisa é feita nas mesmas onze regiões metropolitanas. Foi
escolhido como alvo das metas de inação ( inflation targeting ) no Brasil.
• INCC - Índice Nacional do Custo da Construção, um dos componentes das três versões
do IGP, o de menor peso. Reete o ritmo dos preços de materiais de construção e da mão
de obra no setor.

 30
LEITURA OBRIGATÓRIA
A inação apresenta diferentes causas que ensejam o seu aparecimento, sendo que as
principais são:
a) Inação de demanda.
b) Inação de oferta.
c) Inação crônica.
Mediante a ocorrência do processo inacionário, ocorre, consequentemente, a distorção do
preço de bens e serviços, o que afeta o bom funcionamento do mercado. Sendo assim, as
principais consequências da inação são:
• Imposição à sociedade de custos devido à emissão e controle de moeda.
• Aumento da concentração de renda, principalmente nas mãos dos mais ricos, que
apresentam um poder maior de proteção relativamente à inação, comparando-os aos mais
pobres.

• Diminuição do crescimento econômico, já que a instabilidade econômica importa na


redução dos investimentos  nacionais e estrangeiros.
A inação, ou processo inacionário, deve sempre ser considerada na análise de
investimentos, tendo em vista que a análise de investimentos utiliza, em geral, um período
de tempo de diversos anos, sendo que a inação acumulada pode acabar distorcendo
totalmente a análise se não for considerada corretamente, pois a inação é cumulativa, em
progressão geométrica ( “juros sobre juros” ou “juros em cascata”).
Nesse contexto, os valores nominais e os valores reais sofrem a inuência da inação.
Valores nominais são os valores correntes, ou seja, àqueles que incorporam a inação.
São todos os valores encontrados na prática, tal como em supermercados, lojas, salários,
entre outros. Já os valores reais, ou valores constantes, são àqueles que retiram o efeito da
inação, pois esses valores são efetivamente ganhos ou perdidos.
As taxas de juros também sofrem a inuência da inação. Os juros nominais são aqueles
divulgados e praticados. Mas, para que haja a conversão dos juros reais em juros nominais,
deve-se utilizar a fórmula de Fisher:
(1+i)=(1+r)x(1+j)

 31 
LEITURA OBRIGATÓRIA
Cabe destacar que, para que haja a correta utilização do VPL  e da TIR, sem qualquer
distorção de valores, deve-se contemplar corretamente a inação, mediante o ajuste de
todos os valores do fluxo de caixa  ou mediante o ajuste da TMA.

É importante destacar que a inação é a perda do poder aquisitivo da moeda. Várias podem
ser suas causas, tais como o aumento da demanda de um bem sem condições de se aumentar
proporcionalmente sua produção, aumento de custos de fatores de produção de alguns
produtos, especulação com estoques ou excessos de circulação de moeda, entre outras.
Na análise de investimentos, deve-se utilizar a inação, medida por meio de índices de
preços, em vez de correções monetárias. A variação cambial, ou seja, a valorização relativa
de uma moeda perante outra moeda aparecerá nos problemas de empréstimos de forma
análoga à correção monetária. O Brasil usa como meio de medir a inação as médias
aparadas: são cortadas as maiores altas e as maiores baixas para chegar a uma média. Em
outros países, como os Estados Unidos, são medidas as taxas de produtos mais sujeitos a
choques, como alimentos. Em terras brasileiras, a inação já chegou até mais de 2.700%
ao ano, mas com o advento do Plano Real (1994), ela foi controlada e, hoje, gira em torno
de 6 a 8% ao ano.

LINKSIMPORTANTES

Quer saber mais sobre o assunto?


Então:
Sites
Acesse o site do Portal de Contabilidade.
Disponível em: <http://www.portaldecontabilidade.com.br/ >. Acesso em: 1 dez. 2013. Você
terá acesso gratuito a diferentes guias, notícias, informações e artigos de diferentes temas,
que o auxiliarão na compreensão dos conteúdos abordados.

 32
LINKSIMPORTANTES
Consulte o informativo da VEJA que traz as dúvidas mais comuns sobre os impactos
inacionários.
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/perguntas-respostas/inacao.shtml>. Acesso em
1 dez.2013.

Acesse o site da Revista Contabilidade & Finanças do Departamento de Contabilidade e


Atuária da FEA/USP.
Disponível em: <http://www.eac.fea.usp.br/eac/revista/>. Acesso em: 1 dez. 2013.
Você terá acessos a diferentes textos e artigos provenientes de pesquisas inéditas
de professores, pesquisadores e alunos (graduação e pós-graduação) de todo o país
e exterior, sobre diferentes temas e assuntos, que o auxiliarão na compreensão dos
conteúdos abordados.

Leia o artigo Análise de Investimentos, de Luiz Henrique Figueira Marquezan. Revista Eletrônica
de Contabilidade de Curso de Ciências Contábeis – UFSM. vol. III, n. 1, jan-jun 2006.
Disponível em: <http://w3.ufsm.br/revistacontabeis/anterior/artigos/vIIIn01/a02vIIIn01.pdf>.
Acesso em: 1 dez. 2013.
Esse artigo ampliará seus conhecimentos sobre a caracterização, requisitos e importância
da Análise de Investimento.

Leia o artigo Análise de Investimentos e Inação, de Claude Machline. Revista Eletrônica da


Fundação Getúlio Vargas. RAE 18, n. 71.
Disponível em: <http://rae.fgv.br/sites/rae.fgv.br/les/artigos/10.1590_S0034-
75901966001800003.pdf>. Acesso em: 1 dez. 2013.
Esse artigo aprofunda o estudo acerca da taxa de retorno do capital investido, mediante
diversos exemplos práticos.

Vídeos Importantes:
Assista ao vídeo “Crise Financeira se espalha pelo mundo, países temem ser contaminados,
revolta mundiais”, no qual se comenta sobre os impactos da crise mundial sobre os
investimentos brasileiros, abordando, na prática, os diferentes conceitos vistos no decorrer
da disciplina.
Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=d0o30ym0k44&feature=related>.
Acesso em: 1 dez. 2013.

 33 
AGORA ÉA SUAVEZ

Instruções:
Chegou a hora de você exercitar seu aprendizado por meio das resoluções
das questões deste Caderno de Atividades. Essas atividades auxiliarão
você no preparo para a avaliação desta disciplina. Leia cuidadosamente
os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido e para o modo de
resolução de cada questão. Lembre-se: você pode consultar o Livro-Texto
e fazer outras pesquisas relacionadas ao tema.

Questão 1: c) (1+r)x(1+j)
Comente a importância do controle inacio- d) (1+i)=(1-j)x(1+j)
nário para a economia e consequentemen-
te para as empresas.
e) (1+i)=(1+r)x(1+j)

Questão 2: Questão 3:
As taxas de juros sofrem a inuência da O mercado projeta que a taxa Selic média
inuência, sendo que os juros divulgados para certo ano será de 16% (a.a.) e que o
e praticados são denominados como juros IPCA desse mesmo ano será de 7%.
nominais. Qual é a fórmula utilizada para
converter juros reais em juros nominais, Qual o valor dos juros reais projetados para
denominada Fórmula de Fisher? o ano?

a) (1+i)=(1+r) a) 8,41% a.a.

b) (1+i)=(1+j) b) 9,00% a.a.


c) 16% a.a.

 34
AGORA ÉA SUAVEZ
d) 7% a.a. Acerca dos uxos de caixa reais e uxo de
caixa nominais, assinale a alternativa que
e) 1% a.a contém a armativa correta:

Questão 4: a) Se os valores forem nominais, o uxo


de caixa deve ser descontado por uma
O processo inacionário distorce o sistema taxa real.
de preços e afeta o bom funcionamento do
mercado. Nesse contexto, há diferentes b) Normalmente, os projetos de
causas da inação. Uma delas, que tam- investimentos são feitos em valores reais,
bém é conhecida como inação de custos, pois isso facilita a sua projeção.
está relacionada ao forte aumento dos pre-
ços de insumos importantes na economia, c) Deve-se sempre manter os valores e
que acabam transformando-se em aumen- as taxas de juros em bases diferentes.
to de custos para os empresários, sendo d) Os projetos de investimentos são feitos
repassados aos preços nais, gerando, por em valores nominais, pois isso facilita a
conseguinte, a inação. sua projeção. Mas, contudo, as taxas de
A descrição acima se refere a qual causa desconto são consideradas em valores
de inação? reais, para reetir melhor o ganho ou custo
de oportunidade efetivo das empresas.
a) Inação de demanda. Nesse caso, faz-se necessário ajustar a
taxa de desconto para torná-la nominal.
b) Inação crônica.
e) Se os valores forem reais, o uxo de
c) Inação de oferta. caixa deve ser descontado por uma taxa
d) Inação econômica. nominal.

e) Inação de investimento.
Questão 6:
Um projeto de quatro anos tem investimen-
Questão 5: to inicial de R$ 500 mil, e uxo de caixa
Os uxos de caixa podem ser uxos de cai- positivo de R$ 200 mil, nos três primeiros
xa reais ou uxos de caixa nominais, de- anos, e de R$ 300 mil no quarto ano. Esses
vendo diferenciá-los para que haja a corre- valores projetados são nominais. A TMA
ta utilização da taxa de juros na análise de que se deseja do projeto é uma taxa real de
investimentos. 15% ao ano. Sabendo que a inação proje-

 35
AGORA ÉA SUAVEZ
tada para os próximos quatro anos é de 7% Quais são os dois índices de inação ado-
ao ano, qual o valor do VPL? tados no Brasil?
Observação: Realize o exercício com a cal-
culadora HP-12C. Questão 10:
Os valores reais e nominais diferenciam-se
Questão 7: na medida em que há inação, sendo pos-
sível converter o valor real em nominal, e
A partir do exercício resolvido na questão 6,
vice-versa, mas desde que se saiba qual a
e mediante interpretação do valor do VPL
inação acumulada do período. A conver-
obtido, o projeto deve ser aceito ou não?
são matemática entre valores nominais e
Fundamente a sua resposta.
valores reais é dada pela seguinte equa-
ção:
Questão 8: Valor = Valor Nominal/(1 + inação)
Um projeto de quatro anos tem investimento Em 2007, uma pessoa recebia um salário
inicial de R$ 600 mil e uxo de caixa positivo de R$ 2.000,00. No ano de 2008, essa pes-
de R$ 300 mil, nos três primeiros anos, e
soa recebeu um aumento de 20% e seu sa-
de R$ 400 mil, no quarto ano. Esses valores lário nominal foi para R$ 2.400,00. Sabendo
projetados são nominais. A TMA que se de-
que a inação no período foi de 10%, qual o
seja do projeto é uma taxa real de 18% ao
aumento (ganho) real de salário?
ano. Sabendo que a inação projetada para
os próximos quatro anos é de 8% ao ano,
deve-se aceitar esses projeto?

Questão 9:

A inação é medida pelos chamados índi-


ces de preços, que se caracterizam como a
média ponderada dos preços de uma cesta
de bens escolhidos, em determinado perío-
do e em certas regiões.
No Brasil, os índices de inação devem
possuir ampla divulgação bem como pro-
mover a justiça distributiva.

 36
FINALIZANDO
Nesse tema, você viu que a inação caracteriza-se mediante o aumento contínuo
e generalizado de preços na economia, recaindo sobre todos os bens econômicos,
caracterizando o processo inacionário. Para tanto, o controle inacionário pode trazer tanto
resultados positivos quanto resultados negativos a uma corporação, sendo que a inação
é responsável por diversas distorções na economia. As principais distorções acontecem na
distribuição de renda (tendo em vista que assalariados não tem a mesma capacidade de
repassar os aumentos de seus custos, como fazem empresários e governos, cando seus
orçamentos cada vez mais reduzidos até a chegada do reajuste), na balança de pagamentos
(inação interna maior que a externa causa encarecimento do produto nacional com relação
ao importado o que provoca aumento nas importações e redução nas exportações) e na
formação de expectativas (diante da imprevisibilidade da economia, o empresariado reduz
seus investimentos). Viu, também, os impactos nas projeções utilizando as ferramentas VPL
e TIR para cálculos utilizando as taxas de inação nominal e real na análise dos projetos. É
importante ressaltar que o gestor tem papel fundamental nas escolhas de projetos e, desse
modo, deve também acompanhar os índices inacionários da economia para a tomada de
decisão correta, tendo em vista que a inação cumulada pode distorcer totalmente a análise
de investimentos se não for considerada corretamente. Portanto, o controle inacionário se
perfaz de extrema importância para a economia, bem como para as empresas, tendo em
vista que a inação caracteriza-se mediante o aumento contínuo e generalizado dos preços
na economia, estendendo-se a todos os bens econômicos. Esse processo inacionário
apresenta diferentes consequências, tal como a distorção do sistema de preços, afeta o
bom funcionamento do mercado, impõe um maior custo à sociedade devido à emissão e
controle de moedas, aumenta a concentração de renda, e logo, a desigualdade, bem como
diminui o crescimento econômico, tendo em vista que a instabilidade econômica reduz os
investimentos nacionais e estrangeiros.

Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar
sua ATPS e verifcar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!

 37 
REFERÊNCIAS
BRAGA, R. Fundamentos e técnicas de administração financeira. Editora Atlas. São Pau-
lo: 1995.
CALOBA, Guilherme Marques. Análise de Investimentos. 1. Ed. São Paulo: Atlas, 2002.
CASAROTTO FILHO, Nelson; KOPITTKE, Bruno Hartmut. Análise de Investimentos. 11.
ed. São Paulo: Atlas, 2010.
COSTA, Paulo Henrique Soto. Análise de projetos de investimentos . Rio de Janeiro: Edito-
ra da Fundação Getúlio Vargas, 1984
MARQUEZAN, Luiz Henrique Figueira. Análise de Investimentos. Revista Eletrônica de
Contabilidade de Curso de Ciências Contábeis – UFSM. vol. III, n. 1, jan-jun 2006. Dis-
ponível em: <http://w3.ufsm.br/revistacontabeis/anterior/artigos/vIIIn01/a02vIIIn01.pdf>.
Acesso em: 1 dez. 2013.
OLIVO, Rodolfo Leandro de Faria. Análise de Investimentos. Campinas, SP: Alínea, 2012.

 38
GLOSSÁRIO
Investimentos: envolve decisões de aplicação de recursos com prazos longos (maiores
que um ano), com o objetivo de propiciar retorno.

Índices: valores calculados em percentuais

Retorno: resultado em valor nanceiro sobre o capital investido.

Fluxo de Caixa:  demonstra todos os pagamentos e recebimentos  em um determinado


período de tempo em uma empresa.

Taxa Mínima de Atratividade (TMA): é uma taxa de juros que representa o mínimo que um
investidor se propõe a ganhar quando faz um investimento, ou o máximo que um tomador
de dinheiro se propõe a pagar quando faz um nanciamento. Composta por: custo de
oportunidade; risco do negócio; liquidez.

Taxa interna de retorno: taxa interna de retorno sobre o investimento projetado. É a taxa


necessária para igualar o valor de um investimento (valor presente).

Valor Presente Líquido (VPL): cálculo utilizado com uxos de caixa, taxa de desconto e
investimento.

Indexador: taxas associadas a outras taxas.

Valor nominal: desconsidera a inação dos cálculos.

Valor real: considera a inação nos cálculos.

 39
GABARITO
Questão 1
Resposta: O controle inacionário se perfaz de extrema importância para a economia,
bem como para as empresas, tendo em vista que a inação caracteriza-se mediante o
aumento contínuo e generalizado dos preços na economia, estendendo-se a todos os bens
econômicos. Esse processo inacionário apresenta diferentes consequências, tal como a
distorção do sistema de preços, afeta o bom funcionamento do mercado, impõe um maior
custo à sociedade devido à emissão e controle de moedas, aumenta a concentração de
renda e, logo, a desigualdade, bem como diminui o crescimento econômico, tendo em vista
que a instabilidade econômica reduz os investimentos nacionais e estrangeiros.
Questão 2
Resposta: Alternativa E.
Justifcativa: A fórmula de Fisher é denida da seguinte forma:

(1+i)=(1+r)x(1+j), em que:
i = taxa de juros nominal.
r = taxa de juros real.
 j = inação.
Questão 3
Resposta: Alternativa A.
Justifcativa: Fórmula de Fisher: (1+i) = (1+r)x(1+j)

i = taxa nominal = taxa Selic = 16% = 0,16


 j = inação = 7% = 0,07
40
GABARITO
r=?
(1+0,16)=(1+r)x(1+0,07)
(1,16)=(1+r)x(1,07)
(1+r)=(1,16)/(1,07)
(1+r)=1,0841
R=1,0841-1=0,0841 = 8,41%
Questão 4
Resposta: Alternativa C.
Justifcativa: A inação de oferta, diversamente da inação crônica e da inação de
demanda, encontra-se relacionada ao forte aumento do preço de insumos importantes
na economia. Já a inação crônica é causa pelo setor público em que o governo, com o
intuito de cobrir gastos e investimentos, cria moeda, aumentando a inação. E a inação
de demanda caracteriza-se quando a demanda atinge valores próximos ou superiores ao
índice de utilização da capacidade produtiva, não sendo possível produzir bens sucientes
para atender toda a demanda.

Questão 5
Resposta: Alternativa D.
Justifcativa:

a) Incorreta, pois se os valores forem nominais, o uxo de caixa deve ser descontado por
uma taxa nominal, e não real.
b) Incorreta, pois normalmente os projetos de investimentos são feitos em valores nominais,
pois isso facilita a sua projeção.
c) Incorreta, pois se deve sempre manter os valores e as taxas de juros em bases iguais.
e) Incorreta, pois se os valores forem reais, o uxo de caixa deve ser descontado por uma
taxa real.

41 
GABARITO
Questão 6
Resposta:
i-?
r = 15% = 0,15
 j = 7% = 0,07
(1+i)=(1+r)x(1+j)
(1+i)=(1,15)x(1,07)
(1+i)=1,2305
i =1,2305-1=0,2305=23,05%-TMA nominal
HinP-12C
F Fin
500 000 [CHS] [G] [CF0]
200 000 [G] [CFJ] 3 [G] [NJ]
300 000 [G] [CFJ] 1 [G] [NJ]
23,05 [I]
[F] [NPV] = +32.826,75
Questão 7
Resposta: Tendo em vista que o VPL atingiu o valor de 32.826,75 e, logo, positivo, deve-se
aceitar o projeto, pois se cria valor adicional ao investimento inicial remunerado pela TMA
de 23,05% ao ano.
Questão 8
Resposta: i - ?
r = 18% = 0,18
 j = 8% = 0,08
42
GABARITO
(1+i)=(1+r)x(1+j)
(1+i)=(1,18)x(1,08)
(1+i)=1,2744
i=1,2744-1=0,2744=27,44%-TMA nominal
HinP-12C
F Fin
600 000 [CHS] [G] [CF0]
300 000 [G] [CFJ] 3 [G] [NJ]
400 000 [G] [CFJ] 1 [G] [NJ]
[F] [IRR] = +37,9% ao ano
Vez que a TIR nominal é maior que a TMA nominal, ou seja, estão na mesma base, podendo
ser comparadas, se aceita o projeto: TIR nominal (37,9%) > TMA nominal (27,4%).
Questão 9
Resposta: São:
- Índices Gerais de Preços (IGP): IGP-M e IGP-DI, que são divulgados pela Fundação
Getúlio Vargas.
- Índices de Preço ao Consumidor (IPC): IPCA e INPC (divulgados pelo Instituto Brasileiro
de Geograa e Estatística (IBGE) e o IPC-Fipe, divulgado pela Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (Fipe) ligada a Universidade de São Paulo (USP).
Questão 10
Resposta: Valor = valor nominal/(1+inflação)
Valor = 2.400,00/(1,10) = 2.181,82
Valor = 2.181,82/2.000,00 = 1,0909
(1,0909-1) x 100 = 9,09%
O ganho real foi de 9,09%.

43