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Avaliação da Aprendizagem

Entrevista com a Professora Maria Ainda – Coordenadora do Curso de


Bacharelado em Música – UFPE

1. Como são escolhidos os conteúdos para o Teste de Habilidades Específicas?

O teste de habilidade específica tem como objetivo trazer para a universidade alunos
que já tenham um determinado nível de conhecimento musical, então os conteúdos são
escolhidos baseados no que aplicam nos cursos técnicos, então existe um programa de
curso técnico que a universidade entende que é um programa mínimo.
O que seria esse programa? - Leitura de música, leitura de ritmos básicos, armadura
de clave, escrita musical, reconhecimento e identificação de acordes, ou seja, todo esse
conhecimento que se aplica em escolas técnicas, então a escolha do que vai cair na
prova esta baseada nesse programa encontrado nas escolas de música tais como
Conservatório Pernambucano, Centro de Criatividade, Cemo e nas escolas de ensinam
música em nível médio, então é nesse patamar que a universidade espera que os seus
futuros alunos estejam, além de tocar um instrumento ou canto.
Então seria uma continuidade do ensino técnico? – Não exatamente, porém seria o
ideal que se tivesse uma escola de ensino técnico que desce sequência, já existem
algumas universidades que funcionam assim, onde elas têm uma extensão de nível
médio que o aluno ao terminar ele faz o vestibular e ingressa nessa universidade, ou
seja, uma situação ideal onde o aluno pudesse paralelamente ao colégio estudar música
e assim ingressar na universidade dando continuação a seus estudos.
Na verdade o que acontece no THE não é nada mais do que acontece, por exemplo,
para quem vai fazer Letras, onde o mínimo exigido para isso é que o aluno seja
alfabetizado, as quatro operações para fazer um curso de Matemática, e não seria
diferente em música tendo que ter no mínimo que seria o domínio da leitura e da escrita
musical, ou seja, que o aluno seja alfabetizado em música para fazer um curso superior,
caso a universidade passasse a aceitar músicos para aprender música na universidade,
estaríamos cumprindo o papel de curso técnicas.
Então pra resumir os critérios são:
• Minimamente alfabetizados e dominando a linguagem musical básica;
• Tocando um instrumento ou cantando.
2. O THE influencia no Curso? Caso sim? Como?
Entendemos que sim, o

3. Na elaboração do THE é levado em consideração o aprendizado Formal e


Informal?
Sim, apesar do nosso foco de um aprendizado formal, porque universidade vai
trabalhar em cima dessa formalidade, então é preciso desse inicio mais sólido, porém
como isso é resolvido nas provas, colocamos repertórios variados, ou seja, não sendo
colocado apenas repertório erudito “faz tempo que o curso deixou de ser voltado apenas
para esse tipo de música”, procurando então variar o máximo o repertório, música
popular, música erudita, também a maneira de elaborar as perguntas como, por
exemplo, uma pergunta sobre ritmo, que pode ser associado a um ritmo de música
erudita, como associado a um ritmo regional, ou um timbre de um determinado
instrumento relacionado a um de tal época como de uma determinada região do
contexto brasileiro, assim atendendo o repertório mais amplo possível.
A prova de teoria musical tem um conteúdo encontrado nos livros mais básicos de
teoria tais como: Maria Luisa Priolli, Bohumil Med, ou seja, mesmo quem estuda em
bandas, igrejas, de forma particular e quer ter o mínimo de conhecimento de teoria
musica vai buscar informações nesses livros. Então os conteúdos da prova de teoria são
encontrados nesses livros, aproximando assim os que tiveram aprendizado formal e
informal.
Porém o que não é a prova ser aplicada em uma linguagem que não seja a formal,
porque realmente a estrutura é formal, é utilizado na prova termos de música, ou seja, a
prova não é adaptada a uma linguagem comum do dia a dia.