Revestimentos

Condições Técnicas de Execução

Série MATERIAIS

joão guerra martins

Versão provisória (não revista)

REVESTIMENTOS

1. Revestimento de Paredes e Tectos
1.1 Generalidades
A natureza dos revestimentos das diversas superfícies será a indicada nos mapas de acabamentos e nas Cláusulas Técnicas Especiais. Todos os revestimentos serão executados com a máxima perfeição sendo rejeitados todos os que se não apresentem devidamente desempenados ou que apresentem saliências e rebaixos, ou outros defeitos designadamente os indicados, nas normas em vigor, referente a pinturas. Todas as superfícies serão cuidadosamente limpas de gordura, óleos, partículas em suspensão, antes da execução dos revestimentos. Deverão também ser tomadas todas as providências para evitar o pó durante a execução dos revestimentos, lavando os pavimentos, protegendo as superfícies já acabadas, etc. No exterior nenhum trabalho poderá ser executado com tempo húmido, devendo as superfícies estarem perfeitamente secas antes da execução dos trabalhos. Todos os materiais para revestimentos, de características indicadas ou a indicar, deverão entrar na obra nas suas embalagens originais intactas. Os materiais deverão ser armazenados em local coberto, fora da acção da humidade. Os materiais sem as características necessárias serão imediatamente retirados da obra. Todas as concordâncias, quando não venham indicadas nas peças desenhadas, serão indicadas pela Fiscalização, não devendo o empreiteiro executá-las sem essa indicação; sempre que possível essas ligações serão feitas por superfície curvas.

1.2 Tolerâncias dimensionais
Os paramentos em geral, depois de acabados, terão de observar as tolerâncias máximas seguintes:

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REVESTIMENTOS

Implantação e cotas principais: 5mm Desvios de esquadria: 10mm Verticalidade: 4mm na altura de um andar Desempenamento: 1 mm em relação a régua de 0.20m e 2mm em relação a régua de 2.00m. As superfícies de tectos e tectos falsos depois de acabados terão de observar as tolerâncias máximas seguintes: Em tectos revestidos a reboco: Nivelamento: 7mm com a régua de 2.0m; 3mm com a régua de 20cm; Em tectos revestidos a estuque: Nivelamento: 5mm com a régua de 2.0m; 2mm com a régua de 20cm.

1.3 Cantarias 1.3.1 Aspectos gerais
Deverão ser grãos homogéneos, não geladiços, inatacáveis pelos agentes atmosféricos, limpos de matérias estranhas e isentos de cavidades, abelheiras, fendas e lesins. Os leitos e sobreleitos, ficarão em esquadria com os paramentos aparelhados, com aparelho fixado no projecto e Clausulas Técnicas Especiais e sem falha sensível em toda a sua extensão. As pedras deverão ser trabalhadas, de forma que assentem sobre o leito da pedreira, ou seja, comprimidas perpendicularmente a esse plano. As juntas deverão ser bem desempenadas, em esquadria com os paramentos e de forma a apresentarem a menor espessura possível, salvo determinação especial em contrário. Não será aceite o granito que tenha cristais de feldspato muito grosso, ou mica em grande quantidade.

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REVESTIMENTOS

Os mármores não deverão apresentar o mínimo defeito, e serão perfeitamente cristalizados, sem fendas ou cavidades por mais insignificantes que sejam, com faces perfeitamente desempenadas e com uma coloração perfeita e bem polidos nos paramentos que ficarem à vista. Todas as pedras terão proveniência, a configuração, as dimensões e a execução fixadas no projecto e Clausulas Técnicas Especiais do Caderno de Encargos da empreitada. As cantarias e mármores só serão empregues depois de terem perdido completamente a água da pedreira, e serão rejeitados aqueles que oferecerem uma coloração diferente, e aqueles cujos defeitos tenham sido dissimulados com betume ou qualquer outra substância. Ao Adjudicatário compete a execução de todos os trabalhos deste projecto relativos a cantarias, seus reforços, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos trabalhos inerentes, conforme desenhos e caderno de encargos.

1.3.2 Cantaria Artificial (Betão Vibrado)
Será de betão ligeiramente armado com a dosagem mínima de 350 Kg/m3, moldado e vibrado em estaleiro, conforme os pormenores constantes das Clausulas Técnicas Especiais. Os inertes serão escolhidos por forma a que as peças depois de vibradas e desmoldadas, apresentem um acabamento perfeito. Para o assentamento desta cantaria empregar-se-á argamassa de cimento e areia ao traço 1:3 e os pernes necessários serão em ferro zincado ou protegidos por qualquer forma que ofereça garantias e seja aprovada pela Fiscalização.

1.4 Enxilharia ou cantaria – paredes
Antes de se assentar as cantarias ou enxilharias deverá começar-se por picar a argamassa da camada inferior, a fim de lhe tirar os fragmentos friáveis, e tornar a superfície desigual, limpando-se a pedra que se vai cobrir com a cantaria ou enxilharia, a humedecendose.

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por forma a encher todos os espaços vazios. Deverá ter-se o cuidado de. mas devendo neste caso os leitos serem cuidadosamente cheios com argamassa. ao assentar as pedras. As pedras das diferentes fiadas. A largura máxima das juntas nos leitos será de 0. a peça de cantaria ou enxilharia. devido às grandes dimensões das peças. ou mesmo calda de cimento.005 m a 0. As juntas verticais serão tapadas com argamassa. deverá estender-se sobre ela uma camada de argamassa com a espessura conveniente. É expressamente proibido o emprego de cunhas para o assentamento das pedras.REVESTIMENTOS Em seguida. fazendo-se ressumar a argamassa. dever-se-á batê-lo com maço de madeira.25 m. não apoiar as extremidades das alvenarias a menos de 0. Para que o seu assentamento seja perfeito. A menor distância entre uma junta vertical e um ângulo reentrante será de 0. se esse assentamento oferecer dificuldades. fixando então a forma e natureza delas e exigindo que sejam tiradas imediatamente após o assentamento.008 m e de 0. A qualidade e o traço das argamassas a empregar no assentamento das cantarias e caixilharias será o previsto no projecto e Cláusulas Técnicas Especiais. empregando-se para isso algumas lascas de pedra quando for necessário. a Fiscalização poderá tolerar o emprego de cunhas. contudo. limpa e humedecida. bem nivelada. a fim de se evitar que sejam esfolhadas.35 m entre uma junta vertical e um ângulo saliente. sobre o leito.30 m dos paramento e de resguardar as suas arestas com pedaços de madeira.25 m e de 0. sendo de 1:2 de cimento e areia quando nada estiver especificado em contrário. colocando-se então. empregando-se frinchideira. serão assentes para que as juntas verticais de duas fiadas consecutivas não distem entre si menos de 0. 5 .006 m nas juntas verticais.

2 Revestimentos Os revestimentos de mármore ou cantarias serão feitos com material devidamente escolhido pela Fiscalização quanto ao tipo. sendo a colocação das pedras realizada de acordo com as indicações da Fiscalização.REVESTIMENTOS 1. e em todo o seu comprimento assentando-se as aduelas para que os leitos e juntas sejam normais ao paramento do intradorso. a espessura das juntas não excederá 0. O tamanho das peças será o adequado para dar o aspecto indicado no projecto.4. etc. Para os mármores deverá ter-se em atenção também os veios. A qualidade e traço das argamassas a empregar na execução das abóbadas será o prescrito no projecto e Cláusulas Técnicas Especiais. serão bem ligadas e travados com os paramentos e executados por fiadas. Os rins e o resto das espessuras das abóbadas. Toda a peça será fixada convenientemente por gatos e pernos de bronze ou latão em número adequado à natureza da peça mas nunca inferior a dois. serão escolhidos pela Fiscalização perante amostras a preparar pelo empreiteiro. o aparelho dos paramentos. dimensões e colocação das pedras.. formando o prolongamento das aduelas do intradorso.02m. 1. cujos leitos tenderão para o centro das abóbadas. A espessura do material será a mais adequada para a natureza do revestimento não se admitindo porém espessura inferior a 0.002 m se nada for indicado em contrário.1 Abóbadas de cantaria Depois de se disporem os simples e cochins deverão começar-se as abóbadas simultaneamente por ambas as nascenças. 6 . sendo de 1:2 de cimento e areia quando nada estiver especificado em contrário.4. talhe de arestas. A disposição de juntas.

1. Estes revestimentos. As placas de mármore poderão ainda ser fixadas às paredes a revestir. devidamente tratados.4. depois de concluídos. se outro acabamento não for indicado. 7 . Os revestimentos assim concebidos são independentes do suporte e a ele fixados mecanicamente por gatos dimensionados de forma a garantir a estabilidade ao derrubamento. Nenhuma peça metálica deve ficar aparente. e bem acompanhados com argamassa hidráulica de cimento. se assim for fixado.3 Métodos de Fixação Os revestimentos de pedra natural podem ser autoportantes (ou resistentes). O assentamento poderá ser feito com argamassa de cimento. e peças côncavas a empregar nas arestas reentrantes de paredes. com rodapés lisos ou com concordâncias côncavas. neste caso. espaço esse que será cheio com aparas de cortiça ou outro material aprovado pela Fiscalização. os tacos de madeira. serão completados.0 cm entre as placas de mármore e as paredes. calcário e areia a 2:5:7. serão embebidos nas paredes. serão bem lavados e polidos com pedra de rebolo. tendo o cuidado de limpar previamente o material e a superfície de assentamento e de verificar se a argamassa se espalha uniformemente por toda a superfície de forma a não haver espaços vazios. Os revestimentos com placas de mármore. esta forma de assentamento só poderá ser adoptada se os pormenores respectivos constarem das peças desenhadas ou se for objecto de autorização expressa da Fiscalização.REVESTIMENTOS Estes gatos ou pernos devem ficar solidamente ligados às peças por meio de cavidades adequadas destinadas a receber a argamassa de ligação. Como norma será deixado um espaço de cerca de 1. quando são constituídos por placas capazes de suportarem o seu peso próprio por encosto topo a topo. por meio de parafusos cromados que atravessando-as se irão roscar a tacos de madeira nelas embebidos.

a interposição de isolamento térmico. Os revestimentos assim concebidos têm um campo de aplicação em exteriores mais vasto que os revestimentos de fixação directa. um cimento cola ou um adesivo sem cimento. . 8 . Mais frequentemente. por implicarem menos restrições de dimensões e peso das placas e de altura da parede a revestir e por reunirem condições para constituírem revestimentos de estanquidade. B) FIXAÇÃO INDIRECTA .através de uma estrutura intermédia constituída por perfis metálicos ou por um ripado de madeira. No subcapítulo seguinte vão ser tratados apenas os revestimentos independentes do suporte. a parede – a que estão ligados. os revestimentos de pedra natural são não-resistentes. . fixadas mecanicamente através de gatos ou agrafos. também.REVESTIMENTOS São constituídos por placas com uma espessura mínima de 75mm e permitem a definição de uma caixa-de-ar ventilada e.selagem – quando se usa uma argamassa de cal hidráulica ou de cimento branco (menos susceptíveis de originar manchas na pedra). suportado pelos elementos construtivos – em geral. com ou sem resina incorporada. . tal como as restantes solicitações a que estão sujeitos.através de gatos.através de agrafos e pontos de argamassa. à qual as placas de pedra são. eventualmente. Os processos de fixação ao suporte dos revestimentos de pedra não-resistentes podem ser dos seguintes tipos: A) FIXAÇÃO DIRECTA .colagem – quando se usa uma cola. sendo o seu peso próprio. que pode ser uma argamassa cola.

REVESTIMENTOS 1. 9 .4 Revestimentos de Estanquidade de Pedra Natural ELEMENTOS CONSTITUINTES Placas de pedra As placas de pedra são de forma rectangular. . a relação comprimento largura das placas é. em qualquer caso. quase sempre. terraços.a largura dos espaços. pelas dimensões da placa. no caso de placas obtidas por clivagem. atrás referidos.60m.75mm. A espessura é condicionada pela natureza da rocha. etc. contudo. Estas duas condições visam reduzir os riscos decorrentes da queda eventual de placas. permitem recobrir 1m2 de parede com uma a três unidades. com dimensões faciais variáveis. Não pode.sejam aplicadas em zonas de parede de cota superior a 6m relativamente ao piso de espaços de circulação ou de permanência de utentes (ruas corredores.4. sem excepção. Placas resistentes . mas tais que. varandas.). 2º . inferior a três. ser inferior aos seguintes valores: Placas não resistentes .27mm no caso geral e. não seja inferior a 0. pelo modo de fixação e pelas solicitações a que a placa irá ser submetida. em geral.20mm no caso de placas talhadas e desde que se verifiquem ainda as duas seguintes condições: 1º .

eventualmente.). .35ºC.55ºC. para uma temperatura ambiente de 26ºC. devendo. não tendo. no caso de revestimentos de cor verde. .65ºC. entre o revestimento e o suporte. do isolamento térmico. etc. os gatos ou agrafos utilizados. . qualquer função de suspensão de placas.4.natureza e estado do suporte (possibilidade de fixação mecânica dos agrafos ou gatos ao suporte. por exemplo) e impedir o derrube das placas em consequência dessas acções. de onde em onde.absorver deformações diferenciais. esse dimensionamento ser verificado por cálculo. A estabilidade de um tal painel é assegurada por gatos que. no caso de revestimentos de cor branca. com juntas de assentamento de argamassa de cal ou bastarda. no caso de revestimentos de cor negra. portanto. O dimensionamento de agrafos e gatos basear-se-á em ensaios. Estes gatos destinam-se apenas a evitar o derrube desse painel.REVESTIMENTOS 1. estabelecem a ligação com a parede. reduzindo as tensões no revestimento. 10 . A escolha do processo de fixação a adoptar para as placas não resistentes deve ter em conta os seguintes factores: .resistir a solicitações horizontais (vento. variações dimensionais previsíveis do suporte. Por sua vez. . na fixação das placas não resistentes devem desempenhar as seguintes funções: . sempre que possível. a incidência directa dos raios solares sobre um revestimento eleva-lhe a temperatura para os seguintes valores: .suportar o peso das placas de revestimento e.5 Fixações As placas resistentes são montadas umas sobre as outras segundo a técnica de execução de paredes de alvenaria. 1 – Segundo a norma em vigor. sobretudo de origem termo-higrométrica (1).

etc.REVESTIMENTOS . O dimensionamento dos agrafos através de cálculo é inviável face à aleatoriedade inerente aos pontos de argamassa. Sempre que possível. . a inserção dos agrafos pode fazer-se no tardoz das placas.0. etc.0. nos topos verticais ou horizontais das placas. em função da espessura das placas: . A existência de inúmeros pontos de argamassa que este processo implica não permite a inserção de isolante térmico na caixa de ar formada entre a parede e o revestimento. em geral. A) FIXAÇÕES DE AGRAFOS E PONTOS DE ARGAMASSA Neste tipo de fixação. Os agrafos inseridos nos topos horizontais superiores das placas apenas podem ter função de posicionamento.). vigas.natureza das placas de revestimento (peso próprio. socos. Quando não seja possível a agrafagem pelos topos.4mm para placas de 20mm de espessura. os agrafos serão colocados (nos topos) entre 1/4 e 1/5 do comprimento dos lados das placas.5mm para placas de espessura entre 30mm e 40mm. como acontece nas pedras de clivagem evidente. actuando. . A ligação dos agrafos ao suporte pode fazer-se por chumbagem de argamassa ou mecanicamente. .problemas relativos ao revestimento de pontos singulares (vãos. . contados a partir dos extremos.).).0. Razões de durabilidade aconselham a utilizar fios com os seguintes diâmetros. Habitualmente. variações dimensionais previsíveis. Os agrafos podem ser de cobre.6mm para placas de espessura superior a 60mm. etc. pilares. 11 . as placas de pedra são fixadas à parede com agrafos de fio de secção circular envolvidos em argamassa (pontos). latão ou aço inoxidável.presença eventual de isolamento térmico (distância entre o suporte e o plano médio das placas. são empregues quatro agrafos por placa – dois agrafos de suspensão e dois agrafos de posicionamento -.

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são empregues quatro gatos por placa – tendo dois deles funções de sustentação e os outros dois funções de posicionamento – actuando nos topos verticais e horizontais das placas. 13 . mas há alguns modelos que atravessam as juntas entre as placas e surgem no paramento exterior. Os gatos podem comportar dispositivos de regulação para facilitar o posicionamento correcto das placas. as excepções a esta regra têm que ser devidamente fundamentadas. bronze. Quase todos os modelos de gatos ficam invisíveis. Habitualmente. Neste caso. C) FIXAÇÕES ATRAVÉS DE UMA ESTRUTURA INTERMÉDIA A utilização de uma estrutura intermédia permite a execução do revestimento sem ter em conta a natureza e o estado da parede em zona corrente. A fixação mecânica é feita. depois de colocadas as placas. latão. eventualmente. a ancoragem da estrutura ao suporte tem. Os gatos que actuem em topos horizontais superiores das placas podem ter função de posicionamento. ou apenas para revestimento de pontos singulares de paredes onde em zona corrente tenha sido adoptado um dos outros processos de fixação. bronze de alumínio. com cavilhas de expansão. O espaço entre as placas e a parede constituirá uma caixa-de-ar com largura mínima de 20mm. com chumbadouros de argamassa ou mecanicamente. Este processo de fixação por estruturas intermédias pode ser empregue como solução única em toda a parede. introduzido um isolante térmico. cobre e suas ligas. que ser feita em zonas resistentes (ou tornadas resistentes) deste. Em geral os gatos ficam colocados a uma distância dos cantos das placas de 1/4 a 1/5 do comprimento dos lados.REVESTIMENTOS B) FIXAÇÕES ATRAVÉS DE GATOS Nos revestimentos deste tipo. para evitar a corrosão. no entanto. caso em que haverá que deixar uma lâmina de ar entre o revestimento e o isolante. Nessa caixa-de-ar poderá ser. necessariamente ventilada pelo exterior. geralmente. tal como no caso da fixação por agrafos e pontos. os gatos e as cavilhas devem ser do mesmo material. as placas de pedra são fixadas ao suporte por meio de gatos resistentes. Os gatos são constituídos por placas ou perfis metálicos das mais diversas configurações e dos seguintes materiais: aço inoxidável.

mas podendo nalguns casos ser a madeira tratada contra fungos e insectos (revestimento de pequenas áreas com intuitos predominantemente decorativos). . doutros metais desde que protegidos contra a corrosão por tratamento adequado -.edifícios de altura não superior a 28m. do tipo de fixação utilizado. inclusivamente.distância entre o suporte e o tardoz das placas entre 20mm e 50mm. A ligação da estrutura ao suporte pode ser efectuada com gatos chumbados com argamassa ou fixados mecanicamente. em geral. cuja argamassa deve ser armada com linhada. 1. A fixação das placas à estrutura intermédia é.4. se a estrutura ficar protegida da acção directa das intempéries e do escorrimento de água.40m. caso em que os agrafos podem contornar a estrutura e ser completamente envolvidos pelos pontos. de índole mecânica – com agrafos de fios. em grande parte. quer porque são possíveis movimentos relativos das placas e gatos. em geral.placas de área não superior a 1m2 e com a maior dimensão não superior a 1. gatos. Por outro lado. ligas de alumínio ou. soldados ou introduzidos em cavilhas. quer ainda porque os gatos 14 .6 Campo de aplicação Os revestimentos de pedra natural independentes do suporte são aplicáveis em paramentos exteriores de paredes. ou peças mais elaboradas. aparafusados. o processo de fixação por agrafos com pontos de argamassa só pode ser utilizado quando se verificarem simultaneamente as seguintes conclusões: . um metal – aço inoxidável. As restrições ao seu campo de aplicação dependem.REVESTIMENTOS O material constituinte da estrutura é. Pode. Todas as peças intervenientes na fixação devem ser inoxidáveis. em geral. . das deformações diferenciais revestimento-suporte. os processos de fixação por gatos – chumbados ou fixados mecanicamente ao suporte – não estão. ser utilizado o processo de fixação por agrafos e pontos para revestimento de pontos singulares. Assim. sujeitos às duas primeiras condições atrás referidas porque possibilitam a absorção. quer porque as placas contíguas não são solidarizadas de modo rígido. em cada placa.

se essa liberdade de deformação não se verificar – porque as juntas entre placas ou os gatos são rígidos. pelo que deverão respeitar as mesmas limitações de emprego. Porém.REVESTIMENTOS possuem alguma flexibilidade. A natureza do suporte é uma das condicionantes do processo de fixação. 15 . têm um grande potencial de utilização na reabilitação de edifícios antigos com paredes de pedra. Os revestimentos de parede natural. para além de constituírem uma solução sempre actual e com variadas possibilidades de aproveitamento estético. ou porque existem pontos de argamassa a envolver os gatos – o funcionamento daqueles métodos de fixação ficará próximo do dos agrafos com pontos de argamassa. O quadro (quadro 1) estabelece as respectivas compatibilidades. permitindo reconstituir o aspecto original.

marcação.REVESTIMENTOS 1. na parede.limpeza e humedecimento dos furos. dos locais onde irão ser executados os chumbadores de argamassa.abertura dos furos na parede.4.7 Colocação em obra REVESTIMENTOS FIXADOS COM AGRAFOS E PONTOS DE ARGAMASSA a) Sequência de operações A sequência das operações de fixação das placas é a seguinte: . . . 16 .

a introdução de cunhas de madeira nas juntas entre placas. 60mm de profundidade para permitir a penetração do agrafo de não menos de 50mm. estando ainda fresca a argamassa dos chumbadouros e dos pontos.REVESTIMENTOS . chumbados no suporte e não nos pontos de argamassa. b) Fixação dos agrafos ao suporte Os agrafos de uma mesma placa devem ficar ligados a um mesmo tipo de suporte – o plano detalhado de localização das fixações deve ser estabelecido de modo a evitar que uma placa possa fazer a ponte entre dois suportes de natureza diferente.preenchimento. 17 . os furos devem desenvolver-se paralelamente ao plano bissector do diedro formado. ou mesmo segundo esse plano. entre nembos e panos de peito – deve corresponder uma junta entre placas. claramente. Os furos deverão. portanto. da parede. das juntas entre as placas. Na vizinhança de ângulos. fixados às placas).aprumo e alinhamento das placas. . . mediante. à transição entre duas zonas diferentemente solicitadas dum mesmo suporte – por exemplo. nomeadamente. O furo onde será chumbado o agrafo deve ter.5:2 a 3 (cimento Portland: cal apagada em pó: areia).5:0. como já atrás se disse.extracção das cunhas de madeira depois do endurecimento da argamassa dos chumbadouros e dos pontos. Os agrafos devem. pelo menos. . eventual.preenchimento dos furos com argamassa (chumbadouros) e execução simultânea dos pontos de argamassa. pode ser feita com chumbadouros de argamassa ou mecanicamente. . Os chumbadouros são executados com argamassa de traço volumétrico 1:2 a 3 (cimento Portland: areia) ou 0. ser. o diâmetro do furo será de cerca de 40mm. Também. apresentar perfil em cauda de andorinha. A fixação dos agrafos à parede.encosto das placas de modo a inserir os agrafos nos chumbadouros (os agrafos já vêm. portanto. preferencialmente.

a sua é igual à da caixa-de-ar entre as placas e a parede.REVESTIMENTOS A areia deve ser limpa e com granulometria entre 0. 18 . A argamassa dos pontos terá a mesma constituição da utilizada para os chumbadouros e será aplicada com consistência suficiente para se manter em posição durante a subsequente operação de montagem das placas. desde que a cavilha e o agrafo sejam metais da mesma natureza e não corrosíveis. Nos suportes de betão pode ser utilizada a fixação mecânica com cavilhas de expansão. Antes da introdução da argamassa. os furos devem ser limpos e humedecidos. c) Execução dos pontos de argamassa Os pontos de argamassa são necessários ao correcto funcionamento dos agrafos e constituem zonas de encosto das placas. Transbordam largamente dos furos. Uma cavilha de expansão pode ser ligada a dois agrafos de duas placas contíguas. ficando com diâmetro da ordem dos 100mm. Os pontos devem envolver completamente os agrafos e preencher integralmente os furos dos chumbadouros.008mm e 2 ou 3mm. As placas devem ser previamente humedecidas.

Estas juntas não podem.) A largura das juntas entre placas dependerá da natureza da pedra e das dimensões e regularidade dimensional das placas. no caso de placas de espessura inferior a 30mm. Porém. quando esta colmatagem for feita com calda de cimento. ou a 1/3 da espessura (contado a partir do paramento exterior). Os furos são cilíndricos. a inserção dos agrafos nos furos só será feita depois destes terem sido preenchidos com a calda de cimento. os furos terão de ser previamente humedecidos. ter largura inferior a 4mm nem exceder 1/3 da espessura das placas. para evitar o balanceamento das placas. pelo menos.REVESTIMENTOS d) Fixação dos agrafos às placas Os agrafos penetram. A furação das placas é uma operação melindrosa. de diâmetro superior em cerca de 1mm ao do fio dos agrafos e profundidade superior em 5mm ao comprimento de penetração dos agrafos. quando as placas têm espessura igual ou superior a 30mm. e) Juntas (juntas correntes entre placas. pelo que haverá toda a vantagem em que decorra em fábrica. 19 . 25mm em furos efectuados nos topos das placas. etc. juntas de dilatação do suporte. A furação deve ser feita a meia espessura da placa. contudo. cola ou mastique. com um mínimo de 30mm. juntas elásticas dos painéis de esquartelamento.

respectivamente. Todas as juntas de dilatação existentes na parede devem ser respeitadas pelo revestimento. mantendo-se a localização e a largura. Nas juntas elásticas horizontais os agrafos que se situariam ao longo dessas juntas serão substituídos por peças mais resistentes (patas). geralmente. pelo que nessas juntas os agrafos das duas placas vizinhas não devem ficar envolvidos pelo mesmo ponto. contudo. em zona corrente. porque não haveria possibilidade de os envolver convenientemente pelos pontos. etc. As juntas elásticas verticais devem atravessar toda a espessura dos pontos. A largura destas juntas deve ser. O inglês CP 298:1972 recomenda argamassas de traços volumétricos entre 1:5:7 e 1:2:8 (cimento: cal apagada: areia). todos os 3m e 6m. e porque os pontos de argamassa tornam muito rígida a ligação daqueles dois elementos. é necessário promover a formação de juntas elásticas horizontais e verticais delimitando painéis de revestimento de área reduzida. 20 . pelo menos. Estas juntas são. Terão que existir juntas deste tipo em torno de todas as saliências das paredes (lintéis. Neste caso. Serão vedadas com mastique sobre empanque. de 10mm para as juntas horizontais e de 8mm para as juntas verticais.) e.4mm. peitoris. o pó de pedra deve passar no peneiro de malha de 1. ser inferior a 20mm. que não deve. preenchidas com argamassa. Para minimizar os efeitos das variações dimensionais diferenciais revestimentos suporte. para juntas horizontais e verticais. podendo a areia ser adicionada de (ou substituída por) pó de pedra da mesma natureza da das placas. varandas.REVESTIMENTOS A utilização de calibres (réguas) de madeira durante a execução do revestimento permite a obtenção de maior regularidade de largura das juntas.

REVESTIMENTOS REVESTIMENTOS FIXADOS COM GATOS 21 .

embora. essa profundidade é.preenchimento dos furos com argamassa. 22 . quase sempre. os gatos já fixados às placas.abertura dos furos na parede.preenchimento. por exemplo. eventual.aprumo e alinhamento das placas.REVESTIMENTOS a) Sequência de operação A sequência das operações de colocação em obra das placas. . geralmente. São. cilíndricos. . No caso dos gatos chumbados ao suporte. Os furos a executar na parede para chumbagem dos gatos devem ter a profundidade necessária a uma correcta ancoragem. . de 80mm. .encosto das placas de modo a inserir nos chumbadouros. mediante. . com a argamassa ainda fresca. a fixação dos gatos ao suporte pode ser feita com chumbadouros de argamassa ou mecanicamente. da ordem dos 40mm. é a seguinte: . b) Fixação de gatos ao suporte Como já se disse. devessem apresentar perfil em cauda de andorinha. é semelhante à referida à referida para os revestimentos fixados com agrafos. na parede. dos locais onde irão ser executados os chumbadores de argamassa. introdução de cunhas de madeira nas juntas entre placas . . preferencialmente.marcação. .extracção das cunhas de madeira depois do endurecimento da argamassa dos chumbadouros.limpeza e humedecimento dos furos. das juntas entre placas. com diâmetro que garanta o envolvimento completo dos gatos.

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Os chumbadouros são executados com argamassa de cimento e areia de traço volumétrico 1:2 a 3 ou com argamassa de cimento, cal apagada em pó e areia de traço volumétrico 0,5:0,5:2 a 3. A areia deve ser limpa e com granulometria entre 0,08mm e 2 ou 3 mm. Antes da introdução da argamassa, os furos devem ser limpos e humedecidos. Junto aos ângulos de confluência de duas paredes, os furos devem desenvolverse paralelamente ao plano bissector desse diedro, ou mesmo segundo esse plano. Nos suportes de betão pode ser preferida a fixação mecânica dos gatos ao suporte com cavilhas de expansão. O dispositivo completo de fixação mecânica com cavilhas deve ser objecto de ensaio prévio, para verificação da resistência ao arrancamento da cavilha e da ligação gato-cavilha.
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c) Fixação dos gatos às placas

Os dispositivos dos gatos destinados a estabelecerem a ligação com as placas (que podem ser, por exemplo, estiletes) devem penetrar nestas, pelo menos, 25mm, em furos

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(quase sempre cilíndricos, embora alguns modelos de gatos exijam ranhuras) existentes para o efeito. No caso, dos gatos com estilete, a inserção desde elementos nos furos deve ser colmatada com calda de cimento numa das placas e com uma bucha de plástico na placa contígua; esta bucha de plástico tornará possíveis pequenos movimentos da placa. Tal como no caso dos agrafos, os furos para alojamento dos estiletes dos gatos são cilíndricos, de diâmetro superior em 1mm ao diâmetro do estilete e com profundidade superior em 5mm ao comprimento de penetração do estilete, com um mínimo de 30mm. A furação das placas deve preferencialmente ser feita em fábrica e os furos localizarse-ão a meia espessura da placa, se a espessura das placas for inferior a 30mm, ou a 1/3 da espessura (contado a partir do paramento exterior), quando as placas têm espessura igual ou superior àquele valor. d) Juntas

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Quando os gatos ou as ligações gatos-placas foram concebidas de modo a possibilitarem a absorção ao nível de cada placa das deformações diferenciais do revestimento e do suporte, as juntas entre as placas podem ser consideradas como juntas elásticas, de fraccionamento do revestimento. Estas juntas devem, então, ser deixadas abertas ou preenchidas com mastique, não devendo nunca ser colmatadas com argamassa. A espessura destas juntas dependerá da deformação previsível das placas – função das dimensões das placas, do coeficiente de dilatação térmica linear do material das placas e da amplitude térmica a considerar –, do material a utilizar em eventual preenchimento e, se for o caso, da espessura do prato dos gatos. A espessura das juntas não deve, contudo, ser inferior a 4mm ou 5mm conforme, respectivamente, se trate de junta aberta ou preenchida com mastique. As juntas de dilatação do suporte devem ser prolongadas através do revestimento, mantendo a respectiva largura. Se o processo de fixação dos gatos não garantir a elasticidade das juntas correntes entre placas, haverá então que proceder ao esquartelamento do revestimento com juntas flexíveis, nos moldes já explicados para o caso dos agrafos com pontos de argamassa.

REVESTIMENTOS FIXADOS COM INTERPOSIÇÃO DE ESTRUTURA INTERMÉDIA A colocação em obra dos revestimentos de pedra fixados através de uma estrutura intermédia foi já sinteticamente descrita. Para fixação às placas de pedra dos agrafos ou gatos que ligam aos elementos metálicos ou de madeira da estrutura intermédia e para a concepção e execução das juntas, são aplicáveis as recomendações feitas quando se falou de Revestimentos fixados com agrafos e pontos de argamassa e de Revestimentos fixados com gatos. Quadro 1 - Compatibilidades entre suportes e processos de fixação de revestimentos de pedra

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1 - A estabilidade da ligação da estrutura intermédia ao suporte deve ser, inequivocamente, assegurada. 2 - Processo de fixação admissível se a resistência característica do betão aos 28 dias de idade for >= 15MPa. 3 - processo de fixação admissível apenas em paredes não resistentes, até um máximo de 6m de altura do paramento e desde os agrafos ou gatos sejam chumbados com argamassa de cimento e linhada numa profundidade mínima de duas fiadas de furos. 4 - Processo de fixação admissível em paredes resistentes ou não resistentes, desde que os gatos de posicionamento se insiram em juntas horizontais da alvenaria. 5 - Processo de fixação admissível apenas no caso das juntas entre placas de revestimento serem deixadas abertas ou, então, preenchidas com material resiliente.

1.4.8 Qualidade das peças e dos trabalhos
As peças que se destinem ao mesmo local devem ser obtidas de blocos que permitam manter uniformidade de aspecto e cor. Não serão aceites peças com riscados de serra ou de discos no acabamento amaciado ou brunido de cantarias.

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Quando é especificado um determinado acabamento para uma peça tal significa que, salvo expressa indicação em contrário, esse acabamento se aplica a todas as faces visíveis da peça. Quando forem definidos remates, juntas, bordaduras, soluções de canto, etc., tais soluções deverão, salvo expressa indicação em contrário, ser generalizadas para o revestimento em questão, com o mesmo aspecto, e dimensões rigorosamente repetidas. O Adjudicatário deve respeitar a estereotomia definida no Projecto, sendo responsável pelas correcções a efectuar e todas as consequências por erros de cotas e deficiente implantação. O Adjudicatário deve apresentar à Fiscalização antes do trabalho de preparação das peças pelo canteiro, um desenho das unidades a executar com as cotas definidas já em relação ao levantamento da obra. Esses desenhos darão às peças as dimensões necessárias para que as estereotomias sejam as indicadas no Projecto, tendo em conta as espessuras exigidas para as juntas, e mantendo sempre as espessuras definidas no Projecto. Sempre que não haja indicação em contrário as peças apresentarão 0.03m e 0.04m de espessura conforme as dimensões das peças:

1.4.9 Tolerâncias dimensionais
A qualidade geométrica obedecerá às seguintes exigências: Dimensão e fuga da esquadria: ± 2%. As tolerâncias de espessura não devem ceder: 2mm. Disposição da fixação diferente da aprovada: máx. 1 por 10m2. Desaprumo das placas: máximo 1/1000 no interior e nulo no exterior. Nivelamento: 2mm de afastamento máximo da superfície a uma régua de 2.00m, em qualquer direcção. As tolerâncias não se devem somar no mesmo sentido mais do que duas vezes seguidas.
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Espessura das juntas: 2.5mm a 0.5mm.

1.4.10 Assentamento
Quando o assentamento for húmido a base de assentamento será rugosa e deverá, no momento de assentamento da cantaria ter pelo menos 30 dias de feita e estar limpa de poeiras, ou outras impurezas. As peças devem ficar assentes sem chochos. O Adjudicatário substituirá todas as peças em que se verifique, por simples toque, a existências de chochos, e as que se partirem no período de garantia da obra. O assentamento de cantarias em pavimentos será realizado com argamassa ao traço 1:4.O acabamento de pavimentos e degraus poderá ser realizado em obra. Nos revestimentos de fachadas as peças serão fixas com suportes metálicos, ocultos, em aço inox ∅ 4 mm, cujo modelo terá de ser aprovado pela Fiscalização. As cavidades onde se aplicam os suportes, bem como o espaço entre as placas e o tosco do paramento, serão preenchidos com argamassa ao traço 1:3 com aditivo do tipo, "Lacticrete 3701-S0LVEY". Os furos a efectuar nas peças serão ∅5 mm, terão uma profundidade mínima de 40mm, e serão efectuados na metade exterior da espessura das peças.

1.4.11 Juntas
As juntas terão 2mm, em geral, nunca podendo exceder 3mm. Serão preenchidas com leitada de cimento branco e pó de pedra, colorida à tonalidade da pedra, e levarão aditivo do tipo "Laticrete 3701-S0LVEY" quando em revestimentos exteriores. O Adjudicatário poderá utilizar argamassas pré-doseadas especiais para fechamento de juntas, do tipo "Keracolor". As peças deverão ser colocadas com afastamentos definidos por separadores em PVC de 2.0mm que serão retirados antes do fechamento das juntas.

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1 Generalidades As cores serão definidas sobre amostragens feitas em obra. se a tinta apresentar depósito mole a parte mais fluida deverá passar 30 . o ar deve encontrar-se suficiente seco para evitar condensações (a humidade relativa deve ser inferior a 85%). Deve ser mantido absoluto asseio no local de execução dos trabalhos pois será indispensável evitar poeiras e sujidades que possam arruinar pinturas e equipamentos. deverão ser removidas dos substratos e bem assim as humidades. resinas. provocar incêndios ou constituir perigo para a saúde dos operadores e utentes dos edifícios. Na fase de emprego das tintas e produtos similares deverão verificar-se as seguintes condições: a temperatura ambiente deve ser superior a + 5°c. As sujidades (poeiras. mobiliário. os substratos não podem estar gelados nem excessivamente quentes (por exemplo: as superfícies expostas ao sol poderão ser pintadas depois de suficiente arrefecimento). coberturas. guarnecimentos de vãos. Como as tintas são sistemas instáveis devem ser executadas cuidadosamente as operações necessárias para assegurar a uniformidade da composição a aplicar (agitação e passagem por peneiro).).5. gases absorvidos. O empreiteiro tomará as precauções necessárias respeitantes à protecção das superfícies que possam ser manchadas ou danificadas durante os trabalhos de pinturas. Se utilizadas tintas de silicato. etc. pavimentos.5 Pinturas (PAREDES E TECTOS) 1.REVESTIMENTOS 1. As tintas de silicato para serem aplicadas necessitam de tempo seco e sem vento. tais como soalhos. os vidros e as superfícies de zinco ou pintadas a óleo devem ser protegidas para se evitar o ataque químico da referida tinta a esses materiais. calamina. eflorescências e exsudações. produtos de oxidação. gorduras. etc. etc.

com textura e grau de absorção uniformes.2 Teor de Humidade das Superfícies A pintura de qualquer substrato exige. das condições exteriores. rugosidade e absorção do substrato. se a consistência do material for demasiado alta. Para avaliação do teor de humidade das superfícies poderá recorrer-se a métodos laboratoriais ou aparelhos de tipo eléctrico (revestimentos). preparação da superfície. adicionando-se posteriormente a parte fluida. A temperatura e humidade ideais para a aplicação são as referidas na caracterização. O rendimento em m²/litro varia de acordo com a diluição.5. rolo ou pistola). ponto que varia em função da natureza do material.grande secagem correspondente ao estado de equilíbrio com a atmosfera circundante. etc. 1. pelo menos. mas não devem ser inferiores a 10 ºC nem superiores a 40 ºC.REVESTIMENTOS para um recipiente limpo e iniciar-se a homogeneização mexendo muito bem a parte sedimentada que ficou na embalagem inicial. a pouco e pouco. mofo. A secagem compreende várias fases. se ao abrir a embalagem existir uma pele sobrenadante. esta deve ser cuidadosamente removida. isenta de partículas soltas. óleos. método e técnicas de aplicação (pincel. deverá ser cautelosamente ajustada com diluente apropriado. sendo possível dividi-la em quatro fases: → Ao toque: 1 hora → Manuseio: 2 horas → Completa: 4 . no caso de paredes e tectos poderse-ão usar os seguintes processos expeditos: aplicar contra a superfície a pintar um vidro de 31 .6 horas → Demão seguinte: 6 horas A superfície a ser pintada deverá estar limpa e seca. com humidade relativa sempre abaixo de 80%. sais solúveis ou qualquer outra sujidade. que se tenha atingido . graxas.

32 . a trincha pode ser de dimensão variável de acordo com o tipo de aplicação a efectuar. pois a humidade impede a adesão do primário ao metal e facilita o estabelecimento e progresso da corrosão.5. vedar e manter durante um período de 24 horas.Muito mais rápida que a aplicação à trincha embora com algumas limitações. utilização de painéis "Iitmus". se for hidrolisável. a humidade excessiva no substrato provoca a mudança de cor do sulfato para azul.3 Processos de aplicação das Tintas Aplicação à trincha . apenas se permitirá a pintura de paredes e tectos que apresentem um teor de humidade inferior a 5%. É usado nas grandes áreas a pintar permitindo poupar tempo relativamente à aplicação à trincha.é um processo muito usado na pintura de tintas e vernizes embora seja o que consome mais tempo. à diminuição da adesão. deverão estimar-se convenientemente os tempos necessários para a obtenção dos graus de secagem acima referidas. que permitem também apreciar a alcalinidade do substrato. Não permite por exemplo. as superfícies se apresentem perfeitamente secas. Quando se trate de estruturas metálicas será obrigatório que. Aplicação ao rolo . A presença de humidade em paredes e tectos favorece a agressividade química dos rebocos e estuques e pode conduzir à formação de manchas e de eflorescências. A pintura de madeira apenas se poderá iniciar quando o material apresente um teor de humidade que não exceda 16 a 20% para as peças expostas ao tempo e 10 a 12% para as peças mantidas ao abrigo de intempéries. 1. pois as demoras que resultem do cumprimento desta exigência nunca poderão ser invocados para justificar pedidos de prorrogação do prazo para a execução da empreitada. ao retardamento no endurecimento da película de tinta e até mesmo ao seu ataque. na ocasião da pintura. chegar aos cantos.REVESTIMENTOS relógio contendo alguns gramas de sulfato de cobre anidro. Para a programação da obra. assim.

A limpeza do pó de rebocos e estuques pode ainda fazer-se por lavagem de toda a superfície com água limpa. grãos de areia e restos de tinta esfoliada ou esfarelada. jactos de ar limpo. Tem o inconveniente de produzir pulverizações. para remoção das restantes partículas proceder-se-á. Para retirar o pó das superfícies referidas na cláusula anterior utilizar-se-ão em regra. betumes. e dependem fundamentalmente do tipo e condições da superfície a ser pintada. vassouras. salvo no caso de se usarem apenas panos húmidos em que tal prazo poderá ser reduzido para 1 a 2 dias. obriga a adiar a execução do trabalho seguinte durante um período de secagem que nunca será inferior a 2 a 3 dias. panos limpos.. 1. nomeadamente poeiras. pois a experiência e os conhecimentos adquiridos determinarão a escolha do método a ser usado em cada caso individual. escovas rijas ou tacos de madeira. O método de preparação a seguir mencionado deve servir como guia. vernizes. 33 .4 Preparação de Superfícies A preparação de uma superfície compreende um conjunto de operações que têm por fim obter uma superfície homogénea de porosidade conhecida e apta a receber a pintura.5. o empreiteiro fica obrigado a libertar as superfícies de todas as partículas pouco aderentes. Os trabalhos preparatórios são bastantes controversos. com perdas significativas de tinta.REVESTIMENTOS Aplicação à pistola .É o processo mais rápido de aplicação e o que permite obter maiores uniformidades nas espessuras aplicadas. a uma passagem prévia com abrasivos. mas. pois existem diversos métodos de execução e os produtos utilizados têm por vezes composições diferentes. conforme os casos. REMOÇÃO DE PARTÍCULAS POUCO ADERENTES A fim de assegurar a indispensável aderência das tintas. massas de barramento e preparações similares ao respectivo material de base ou aos produtos já aplicados. tal operação. espanadores. etc. do tipo de tinta seleccionado sem esquecer os métodos e condições de aplicação.

obriga a remover as gorduras e sujidades que existam nas superfícies a pintar.REVESTIMENTOS REMOÇÃO DE GORDURAS E SUJIDADES A necessidade de garantir a aderência das películas que constituem o sistema de pintura ou envernizamento ao respectivo material de base. deve ser executada com materiais de características precisamente iguais às usadas no revestimento inicial e obriga a alegrar as fendas. fissuras. admite-se o emprego de massa de gesso sem qualquer mistura. etc. mossas ou fracturas até se encontrar uma base sã. nós de madeira e outros defeitos isolados dos substratos. zonas destruídas. fendas. nomeadamente o disfarce de rachas.. que. para que a área do remendo não fique nem mais áspera nem mais lisa que o conjunto. No caso de substratos metálicos a remoção destas gorduras e sujidades deverá ser particularmente eficiente pois a adesão depende não só a durabilidade de todo o sistema da protecção mas também a maneira mais ou menos eficaz como os elementos anticorrosivos do primário exercem a acção inibidora que deles se espera. depois da reparação dos defeitos anteriores as superfícies devem ficar contínuas e constituir boa base para os trabalhos seguintes: Irregularidades em rebocos e estuques A reparação de irregularidades notórias em rebocos e estuques. a argamassa a empregar em rebocos areados deverá conter areia da mesma granulometria e na mesma dosagem que a inicial. seja difícil de trabalhar e conduza a superfícies de elevada 34 . há que assegurar a completa remoção do cascão de laminagem (ou carepa) e da ferrugem. REMOÇÃO DO CASCÃO DE LAVAGEM E DA FERRUGEM Antes da execução de qualquer pintura sobre ferro. NIVELAMENTO DE IRREGULARIDADES Consiste em efectuar o disfarce de todas as pequenas cavidades. No caso dos estuques se os defeitos a reparar apresentarem pequena gravidade e limitam profundidade. embora tenha pouca plasticidade. o que correntemente poderá ser efectuado por lavagem com água limpa depois da aplicação de solvente ou detergente apropriados.

admite-se a correcção de tal anomalia com um barramento geral de betume. como já se referiu não será permitida nenhuma reparação e a existência de anomalias obriga o empreiteiro a demolir e refazer inteiramente todas as superfícies defeituosas. se após o isolamento se verificar que a parede. a aplicar segundo as técnicas já descritas neste Caderno de Encargos. Nos casos previstos nos dois casos anteriores só se poderão iniciar as reparações se a base e vizinhança imediata da área do remendo tiverem sido bem saturadas com água. pois não se admitirão ulteriores operações de planificação. constatar que a superfície apresenta aspecto uniforme. No caso de pinturas a óleo. tanto quanto possível. No caso de rebocos areados antes de se iniciar a pintura é necessário. Para cumprir o efeito a aplicação de betumes no disfarce de irregularidades de peças para as quais as pinturas tenham predominantemente uma função de protecção. pois é necessário assegurar que a superfície onde o remendo assenta não irá absorver a água indispensável ao endurecimento da massa. salvo no caso previsto na cláusula seguinte. seria como em peças de madeira. Deverá providenciar-se para que a área exterior do remendo fique bem desempenada e ao nível geral da parede. está mal planificada. ao último dos processos indicados. eles apenas serão dispensados quando as superfícies se apresentem lisas e uniformes e o aspecto decorativo da pintura não seja fundamental. tem a vantagem de secar a água indispensável ao endurecimento da massa. Embora na lixagem das superfícies metálicas esboçadas ou barradas se possa usar lixa a seco ou água deverá sempre que possível dar-se preferência. como em interiores os prejuízos resultantes da aplicação de betume são muito reduzidos. Irregularidades em peças metálicas Em princípio as irregularidades das peças metálicas deverão ser disfarçadas com ferramentas apropriadas de modo a evitar-se. 35 . é sempre prejudicial para a conservação dos sistemas de pintura.REVESTIMENTOS porosidade. do ponto de vista de regularidade da aspereza de areado e esta perfeitamente nivelada.

REVESTIMENTOS Irregulariedades em peças de madeira A primeira operação a realizar para disfarçar as irregularidades das peças de madeira consiste em bater os pregos até ficarem abaixo da superfície geral. se as eflorescências voltarem a aparecer com o tempo. reboco ou betão depende da cura e secagem de cada um destes materiais. REBOCO OU BETÃO O sucesso de uma pintura sobre uma superfície nova de estuque. o contacto da película tinta oleosa com os álcalis tem tendência a produzir glicerol e sais de sódio (sabões alcalinos) que se depositam e obrigam a película seca a fissurar. Esta penetração deverá ser convenientemente evitada antes de nova repintura. com excepção para algumas tintas de cimento. pode-se exemplificar como se segue. embora o interior possa ainda conter alguma humidade e se pretende um acabamento com tintas oleosintéticas. A reacção hidrolítica que se dá. Uma superfície de betão ou alvenaria rebocada deve curar e secar durante vários meses antes de aplicação de uma tinta. Consoante o estado e o tipo da superfície de betão (descofrado). Contudo. é uma indicação que existe penetração de água em direcção à superfície. O teor de humidade da superfície não deve ser superior a 5%. SUPERFÍCIES DE ESTUQUE. Com efeito. Como se sabe a alcalinidade e o movimento da humidade através da superfície ataca determinadas tintas (oleosas. por 36 . Se nesta superfície forem visíveis depósitos salinos (eflorescências) estes devem ser removidos por escovagem com uma escova macia ou com um pano seco. Sob condições favoráveis. em virtude da sua porosidade deixar a humidade sair. de reboco ou até de fibrocimento e o estado final pretendido. e fazer o acabamento com a mesma tinta sem diluição ou então usar-se uma tinta não-aquosa. oleosintéticas). “ tinta de água) bastante diluída com primário. 30 dias de secagem é o tempo considerado mínimo para uma superfície estucada. não oleosintética e resistente aos álcalis. Neste caso contudo é preferível usar uma tinta “ plástica”. a preparação da superfície para remoção dos contaminantes (óleos de cofragem). Pode-se utilizar um primário antialcalino quando a superfície está seca. defeitos e asperezas poderá consistir numa decapagem por escovagem por projecções de abrasivos ou lixagem mecânica seguida de aspiragem.

ao betume seco e lixado será aplicada nova demão de isolante para que ele fique compreendido entre duas demãos de primário anti-alcalino. há que efectuar um barramento geral. Se a pintura existente está em bom estado e foi executada com tinta de água. As velhas superfícies de betão ou de reboco devem também ser escovadas ou decapadas por projecção de areia e aspiradas as poeiras até obter-se uma superfície adequada à pintura. à planificação segue-se um isolamento geral. serão lavadas com detergente e água todas as áreas a pintarem. se tiver sido realizada com tinta de óleo. Nos casos previstos na cláusula anterior. O nivelamento final da superfície deverá ser executado com um betume quando se pretende um efeito estético. 37 . depois de realizada a lavagem e de executados os necessários consertos. devera ser completamente lixada antes de proceder à repintura. planificam-se os remendos com betume apropriado. a não ser que o acabamento existente seja inteiramente mate. Preparação de Rebocos e Estuques para Pinturas Sempre que a repintura de paredes e tectos tenha apenas por objectivo modificar a cor ou tipo de decoração. ou ainda disfarçar as reparações realizadas nas próprias paredes. Quando a pintura existente exigir reparações. uma aplicação de primário. de baixo para cima para reduzir o desnível das emendas e portanto o trabalho de lixagem. após a lixagem da superfície. riscadas ou danificadas por acções exteriores. o empreiteiro fica dispensado de remover as tintas aplicadas. sob o ponto de vista da planificação for muito deficiente. aplicado à betumadeira. isto é.REVESTIMENTOS projecção de água sob pressão ou por processos químicos. admite-se a aplicação directa de material de acabamento. Se o estado original da parede. Tratando-se de pintura a óleo não fosco. após o que executarão as reparações necessárias. encobrir pinturas demasiadamente sujas. mas deverá preparar as superfícies. e salvo indicação em contrário da Fiscalização ou das Cláusulas Técnicas Especiais será obrigatória a aplicação de isolante anti-alcalino. depois de reforçado o isolamento da área em causa.

em tal caso a reparação consiste na remoção da tinta. Existindo formações de eflorescências. e da execução do acabamento. no último caso. quer por 38 . ou se formam sobre a película. No caso de decorações originalmente feitas com cal. uma demão de primário anti-alcalino. dois casos se podem dar ou estas se desenvolvem entre a parede e o filme primário anti-alcalino e então há que remover toda a pintura. se for este o caso. sem mostrarem sinais de rachamento ou esfoliação. obriga o empreiteiro a aplicar sucessivamente o tratamento já referido por produtos fungicidas. se não houver perda de adesão admitese que a reparação se limitará ao isolamento adicional com primário anti-alcalino. para a remoção da tinta velha. ao emprego do jacto de areia. Em regra geral as manchas esbranquiçadas resultam de eflorescências calcárias ou de diferença de brilho angular devidas à deficiente execução do isolamento inicia. com tintas de cimento ou com produtos baseados em silicatos solúveis atende-se a que estes filmes contêm produtos químicos altamente alcalinos e capazes portanto de afectarem as pinturas. sobre a pintura existente terá de se aplicar. segundo as instruções do fabricante. seguido de nova pintura. diluído segundo instruções do fabricante. novo isolamento com primário anti-alcalino e nova pintura. resultam muitas vezes da falta de isolamento ou de ele se ter realizado em más condições. que realiza um trabalho eficiente e dá origem a uma superfície áspera que constitui uma boa base para a nova pintura. O aparecimento de manchas causadas por fungos. No caso da pintura ter sido realizada sobre reboco duro e liso.REVESTIMENTOS Se na pintura existente se manifestarem os defeitos de perda de adesão. recorrer-se-á sempre que possível. e só depois se pode proceder ao acabamento. A deterioração de pinturas antigas a tinta de água que apresentam esfarelamento acentuado e manchas. aparecimento de eflorescências ou de manchas derivados de fungos e bolores. operação que é seguida de aplicação de duas demãos de primário anti-alcalino. provavelmente estarão relacionados com o excesso de humidade do substrato e portanto a primeira precaução a tomar consiste em efectuar a respectiva secagem. Verificando-se perda de adesão será obrigatório remover toda a tinta existente.

conforme o fixado pela Fiscalização. A lavagem das pinturas velhas. e depois das madeiras bem secas. LAVAGEM. e seguidamente ao respectivo isolamento com duas demãos de primário anti-alcalino. No caso de pinturas de metais ferrosos se o enferrujamento se desenvolver em mais de 1 % da área total e a tinta antiga mostrar tendência a esfoliar com sinais de haver corrosão subjacente. deverão as pinturas existentes serem previamente raspadas. Nas lavagens que tiverem apenas por fim limpar as pinturas e reanimar as cores das tintas. QUEIMA OU RASPAGEM DE PINTURAS VELHAS Quando as pinturas a executar forem feitas sobre superfícies já pintadas. serão estas passadas á lixa no sentido do correr das fibras de madeira. Sendo unicamente raspadas. acabando-se de tirar a tinta velha. Na protecção de metais leves como o alumínio e suas ligas ficam interditos os primários que contenham zarcão porque este pigmento promove a corrosão daqueles metais. e depois passadas à lixa. quando não for definido outro produto nas Cláusulas Especiais. diluído segundo as instruções do fabricante. será feita com o emprego de lixívia de potassa muito fraca. 39 . a pintura de água de tais superfícies obriga portanto à remoção dos filmes deteriorados por meios mecânicos e por lavagem. quer por fornecerem os elementos indispensáveis ao estabelecimento de eflorescências. Quando as pinturas primitivas tiverem que ser completamente tiradas. lavadas e raspadas. ou queimadas e raspadas. deverão então empregar-se lixívia de potassa muito fraca ou melhor. serão então queimadas com o emprego de um maçarico e raspadas com a faca de betumar. mas sem se esfolarem as arestas ou perfis das molduras. executar-se-á esta operação de forma a tirar toda a tinta que estiver estalada e separada dos parâmetros. estabelece-se como obrigatória a remoção de toda a pintura. água de sabão que deverá ser sempre preferida na lavagem dos vernizes e pinturas finas. pela sua raspagem com a faca de betumar. com um grau de concentração adequada ao trabalho a realizar.REVESTIMENTOS saponificação. Arrancada a tinta.

também chamados isolantes porque estabelecem uma barreira entre os materiais alcalinos existentes nos rebocos e nos estuques e as restantes películas de pintura. isto é. quer em pinturas de raiz quer em repinturas. mas pode ser aconselhável regularizar a absorção da base. se foram isolados adequadamente os fundos e se foi eliminada a porosidade. dispensa-se o recurso aos isolantes. portanto. tem inteira aplicação às pinturas existentes em superfícies estucadas e guarnecidas. com as quais apenas se pretende tapar ou selar os poros da superfície. um brilho angular uniforme indica que o isolamento foi 40 . Quando nada conste na escolha dos sistemas de pintura a realizar. antes de se proceder à pintura. à resultante de 3 demãos. deverá atender-se às incompatibilidades.5 Sistemas de Pintura Os sistemas de pintura deverão constar no mapa de acabamentos e nas Cláusulas Técnicas Especiais. 1. isto é. para isso. 1. A espessura final dos filmes nunca poderá ser inferior a 125 microns. Se as superfícies são inofensivas. deverá observar-se a superfície tratada segundo um ângulo razante e tanto quanto possível em contra-luz.REVESTIMENTOS O que acima foi prescrito. por serem velhas e estarem bem secas. serão estas previamente picadas e raspadas para se tirar toda a ferrugem. sob o ponto de vista de agressividade química. há que verificar se foi atingido o resultado pretendido. Terminada a aplicação do primário anti-alcalino. Tratando-se de peças de ferro. primários sem função de protecção química. adoptar-se-ão então selantes. ou.6 Primários para Paredes e Tectos Na pintura de paredes e tectos com tinta do tipo saponificável devem usar-se primários anti-alcalinos. satisfazendo a sua absorção. se os materiais de acabamento são resistentes aos álcalis.5.5.

e sobretudo. seria bastante provável que a eflorescência se formasse entre a parede e a tinta e não sobre esta. pressão esta que pode atingir valores extremamente altos e forçar a película quando a temperatura exterior aumenta. podendo resultar deste facto levantamento forçado de película. 1. iniciar a pintura. ii. devido à alta impermeabilidade do primário. se esta situação não se atingiu.5. sem receio.7 Tintas de Película Seca APLICAÇÃO A boa aplicação de uma tinta depende de vários factores relacionados com: • base de aplicação que deve ser seca.REVESTIMENTOS eficaz e se pode. mas ainda. • condições atmosféricas (tempo seco. Em superfícies que mostrem nítida tendência para desenvolverem eflorescências. A diluição e formas de aplicação dos isolantes anti-alcalinos fica sempre condicionada às recomendações do fabricante. • tinta utilizada (perfeitamente homogénea. isto é. pode verificar-se efeito idêntico. limpa. A aplicação de primários anti-alcalinos fica interdita nos seguintes casos: i. convenientemente formulada e adequada ao fim pretendido). deverá procederse à aplicação de demãos adicionais de primário. De facto no primeiro caso. Os remendos efectuados em paredes e tectos deverão ser sempre isolados antes de se proceder ao isolamento geral. desagregação e descascamento em paredes contendo um teor de humidade superior ao admitido anteriormente. sol forte e o frio). não só por perda de adesão específica em estuques pouco porosos. 41 . Em superfícies exageradamente húmidas. e convenientemente preparada. com teor de humidade superior a 5%. evitar a humidade. pela pressão exercida pelo vapor de água retido na parede sob o filme primário.

sendo a resina que entra na sua composição um polímero ou copolímero disperso em água. se a superfície apresentar um brilho uniforme. Numa verificação em ângulo razante e em contra-luz.REVESTIMENTOS • aplicação (o tempo entre camadas deve ser o especificado e a técnica de aplicação a conveniente). no geral.8 Pintura a Tintas Diluíveis em Água As tintas diluíveis com água usadas na Construção Civil pertencem todas ao grupo das tintas ditas Plásticas ou de emulsão. de preferência tipo Plastron. e tomadas com massa de gesso e areia. à trincha. diluída com 20 a 30%. As cores das tintas a aplicar. o isolamento ficou capaz. aplicada depois de seca a 18. copolímeros estireno-acrílicos ou copolímeros acrílicos. 1. com traço adequado à natureza dos seus revestimentos. 42 . caso contrário terá de ser corrigida com demãos adicionais de primários. As tintas a aplicarem no exterior deverá ser resistentes às intempéries e impermeabilizantes e no interior resistente à lavagem. Todas as superfícies a pintar com tinta de água e antes da sua aplicação. Se a aplicação do isolamento se fizer sobre estuques brunidos deve aplicar-se. A aplicação faz-se. Os tipos de resina mais usados são: Acetatos depolivinilo (PVA). uma demão de primário diluída com cerca de 20% de diluente. serão devida e convenientemente limpas. sendo a 18 e diluída com cerca de 50% e a 28 demão. a função desse primário é de estabelecer uma barreira entre os sais alcalinos contidos na parede e a tinta de acabamentos. à aprovação da Fiscalização. Uma vez preparada a superfície segue-se o seu isolamento com a aplicação de um primário anti-alcalino. e todas as fendas existentes alegradas. As tintas de água serão aplicadas seguindo-se rigorosamente as instruções fornecidas pelo seu fabricante. se for um estuque poroso recorre-se a duas demãos. deverão ser sempre submetidas em amostras.5.

5. sobre esses remendos. isto é. mais demorada será a libertação da água do filme de tinta aplicado e portanto mais lenta a secagem. 1. o betume fica entre as duas demãos de primário. a secagem processa-se à medida que a água se vai evaporando. É o que se chama a coalescência que é um fenómeno que não existe quando aresina está em solução. normalmente inferiores a 0. Nas tintas de emulsão. o filme fica depois de seco insolúvel na água. a sua permeabilidade em relação ao vapor de água é tal que torna possível o estabelecimento de um equilíbrio entre a humidade existente na parede e aquela que está contida no ar ambiente. 43 . nova demão de primário diluída com 20%. Naturalmente que a velocidade de evaporação da água depende quer da temperatura. quer da humidade do ambiente.9 Acabamentos com Tintas Plásticas Na pintura de estuques. estas gotículas de resina vão-se encostando umas às outras até se fundirem umas nas outras num filme contínuo e homogéneo. Ao evaporar-se a água. betuma-se e dá-se. as tintas de emulsão permitem que a parede “ respire”. as partículas de resina são da ordem dos 0. Devido às características próprias. rebocos interiores e exteriores a função das tintas plásticas é equivalente à dos esmaltes. Devido à natureza do polímero. Quanto mais baixa for a temperatura e mais alto o teor de humidade no ar.5-1 microns. PROCESSOS DE SECAGEM Por evaporação da água e coalescência dos polímeros dispersos.REVESTIMENTOS Se após o isolamento se verifica que a parede não está bem planificada ou apresenta alguma fenda.001 milímetros. isto é. Numa resina de PVA (acetato de polivinilo) dispersa em água e normalmente usada nas tintas plásticas. isto é conferir a cor e o brilho desejados e contribuir para a durabilidade de todo o sistema de pintura.

e de não passar a brocha mais de uma vez no mesmo ponto. Depois de secas. nunca inferior a duas.10 Pinturas a Cola ou Têmpera As Pinturas a cola ou têmpera só poderão ser aplicadas em interiores. Depois de bem secas. devendo então o adjudicatário raspá-la e refazê-la à sua custa. e as cores a aplicar.5. será depois aplicada uniformemente no número de demãos prescritas. a superfície depois de bem limpa e desempenada. à aprovação da Fiscalização. em cada demão. As cores da pintura a aplicar. O número de demãos de cola e tinta. todas as juntas. Quando a pintura depois de bem seca. a que se juntará cola a ferver na proporção de um quarto do volume da pasta. devendo a brocha correr perpendicularmente à direcção em que se faz a colagem. será tratada com primário anti-alcalino. e as cores. deverão ser sempre submetidas em amostra. As superfícies a pintar. será rejeitada. aplicar-se-ão as demãos prescritas de cola quente. 1. constituídas por tintas bem muídas com água. serão previamente raspadas. e não devendo voltar a pintar. alisadas e bem lavadas. e passadas por passador. nas condições indicadas para a tinta de água. esfregando-se com a mão. serão as fixadas no projecto e nas Cláusulas Técnicas Especiais.5. saia.REVESTIMENTOS 1. buracos e fendas dos parâmetros a pintar.11 Pinturas a Óleo Tratando-se de pinturas novas sobre paramentos estucados ou rebocados. serão betumadas com massa e cola. 44 . A tinta constituída por pasta de cré e água. as partes que já tenham secado. tendo-se sempre o cuidado de se pintar na mesma direcção.

os paramentos serão lixados ou passados a pedra-pomes ao de leve. os nós serão rebaixados. serão previamente bem limpas à escova. Depois da primeira demão estar bem seca. e de forma a resultar um acabamento homogéneo. repete-se a mesma empregando-se lixa de água depois do que se aplicarão as restantes de mãos de tinta. empregando-se então a massa um pouco mais plástica que na primeira betumagem e aplicando-se a segunda demão. que deverá encher as depressões feitas. e de novo betumados com todo o cuidado. molduras ou rebaixos. depois uma demão de verniz isolador especial. sem que a antecente esteja bem seca. uma vez os paramentos secos. picados ou queimados. serão feitas por forma a evitar que os sais alcalinos do cimento ataquem as tintas dos seus acabamentos e por qualquer dos processos a seguir indicados. recomenda-se o emprego de selantes. aplicando-se o número de demãos de tintas fixadas. Seca a segunda demão. de forma a ficarem à face dos restantes parâmetros. a aprovar pela Fiscalização. 1. à base de cauchu. levando.12 Pinturas em Cimento ou Fibrocimento As pinturas em cimento ou fibrocimento. tirando-se-lhes a resina com aguarrás.REVESTIMENTOS Se as pinturas forem feitas sobre paramentos de madeira. e cobrindo-se em seguida com massa de cré e óleo fervido. não se devendo nunca aplicar uma demão. EMPREGANDO-SE TINTAS ESPECIAIS As superfícies a pintar. Depois de bem secas. Depois de bem secos esses paramentos serão cuidadosamente passados à lixa ou pedra-pomes. 45 . aplicar-se-ão as tintas especiais em duas demãos. sem estriações nem engrossamentos nas arestas.5. segundo as especificações oficiais e instruções do fabricante.

As quantidades das tintas. Na aplicação de tintas de esmalte. no número fixado. 46 . As cores das tintas a aplicar. para se eliminar os vestígios do ácido empregado. esta será aplicada com o mínimo de duas demãos. ao abrigo da acção dos raios solares. para que resultem superfícies perfeitamente aderentes e com brilho e aspecto uniforme. serão lavadas com água acidulada a 5% e. serão bem lavadas com muita água. e o número de demãos a aplicar. Os vernizes. não se devendo aplicar qualquer das demãos sem que a antecedente esteja bem seca. isenta de defeitos. Aplicar-se-á então uma demão de verniz especial e as de tinta vulgar ou esmaltes. deverão ser sempre previamente submetidas. que serão empregadas sem qualquer diluição e que entrarão na obra em embalagens intactas. sendo empregues com os primários e subcapas indicados pelo fabricante.REVESTIMENTOS EMPREGANDO-SE TINTAS VULGARES OU ESMALTES As superfícies a pintar depois de bem limpas à escova. depois de secas. consoante os casos. serão aplicados com as demãos necessárias. Quando for fixado que o acabamento de qualquer pintura seja feito com tinta de esmalte. mas sempre de modo a resultar uma superfície uniforme e brilhante. esmaltes e vernizes a empregar. a aprovar pela Fiscalização. à aprovação da Fiscalização. a forma de execução das diferentes pinturas. sem que nada se especifique em contrário tintas de marca. substituirá a última de tinta de óleo. e em que seja perfeita a aderência das camadas entre si. em amostras. serão as prescritas no projecto e Cláusulas Técnicas Especiais do Caderno de Encargos da Empreitada. entende-se sempre que a aplicação da sua primeira demão. As tintas serão aplicadas a frio e sempre que possível. deixando-se secar novamente. A fluidez das tintas a empregar deverá obedecer às regras da boa técnica e às instruções dadas pela Fiscalização.

20m a 0. classificando-se separadamente os perfis com larguras até 0. a executar de acordo com as indicações do fabricante das tintas ou suas homologações.REVESTIMENTOS 1.5. 1. Portas. que deve ser feita para que o produto depois de aplicado tenha um perfeito comportamento.15 Critério de Medição As medições realizam-se.10m de 0. Na preparação do produto deverá haver todo o cuidado. 47 .30m.5.elementos com largura inferior a 0.14 Pintura de Tectos com Alvaiado e Gesso Esta pintura só pode ser aplicada em tectos com acabamento estucado e muito bem secos. em especial na diluição da gelatina em água. 1. por m2 de superfície de base. As tintas serão de marca homologada e empregues nas condições rigorosamente indicadas no respectivo documento de homologação. usam a água como um dos componentes e por vezes em quantidades abundantes. quando a descrição do artigo não for parte do elemento a pintar.16 Factores Responsáveis pelo Insucesso HUMIDADE Todos os materiais de construção usados nas paredes e tectos. no geral. 1.13 Pinturas com Tintas de Base em Resinas Epoxidas Estas pinturas serão sempre executadas sobre um reboco forte.10m a 0. janelas.serão feitas em m. As medições de tubos e de perfis .30m .5.20m e de 0. Pequenas peças serão medidas à unidade. muito bem desempenado.5. caixilharia e estruturas metálicas serão medidas em m2 ou à unidade.

quer em estuques. PULVERULÊNCIA (MATÉRIAS FRIÁVEIS) Se uma parede está seca. manchas de cor e favorece o aparecimento de fungos. as áreas de maior e menor porosidade. pode afectar a aderência das tintas causando o descasque. Podem aparecer quer em rebocos. EFLORESCÊNCIAS Consiste na cristalização de sais existentes nos materiais de construção. larga pó sujando o pano) . recomenda-se a aplicação de uma primeira demão de tinta muito diluída. O estuque defeituoso. As eflorescências podem provocar o descasque das tintas. Convém portanto só proceder à pintura. e conduzidos pela humidade até à superfície quando o substrato seca. 48 . muitas vezes melhor os defeitos depois de ser pintado do que antes.REVESTIMENTOS A presença de humidade excessiva nas paredes e tectos. ou pode noutros casos resultar num filme duro de difícil remoção. depois da secagem completa da superfície. darão origem a brilhos distintos da tinta após secagem. MANCHAS As manchas resultam normalmente de sais solúveis existentes em alguns materiais de construção. No caso de pinturas com tintas plásticas as eflorescências formam-se sobre a superfície das tintas na forma de flocos . A cristalização dos sais pode formar uma camada facilmente removível. Por isso. e se apresenta friável (quando esfregada com um pano áspero.Devem ser retiradas por lavagem (para tal existem vários produtos no mercado). Por isso devem ser removidas das paredes escovando vigorosamente com escova áspera.é necessário escová-la até todo o material não aderente seja retirado e apareça a superfície sã.

perdendo dureza e em certas condições manchando. Os estuques quando misturados com cal.REVESTIMENTOS Um selante resistente aos álcalis.. sobre as películas de tinta (Ex: cozinhas. As tintas oleosas alquídicas (base solvente). são fortemente alcalinas. favorecem o desenvolvimento de fungos (bolores). Deverá então 49 . Algumas tintas plásticas. podem ser alteradas por álcalis fortes. Por isso recomenda-se a aplicação de um primário (existem no mercado vários tipos de primário para o efeito). etc. As paredes ou tectos com fungos ou ambientes propícios à formação dos mesmos. acabando o filme da tinta por apresentar áreas com brilhos distintos. normalmente impediria as manchas. é natural que a tinta aplicada sofra efeitos de absorção diferenciados em zonas mais porosas e menos porosas. quando em percentagens elevadas. salas de sauna. Quando existe a presença de álcalis num substracto deverá aplicar-se previamente um primário álcali.. aparentando manchas tanto mais visíveis quanto mais brilhantes forem as tintas. FUNGOS (BOLORES) Os ambientes com elevada humidade e altas temperaturas. deverão ser pintadas com primários específicos para o efeito. tornam-se também alcalinos. balneários. ALCALINIDADE (SAPONIFICAÇÃO) As paredes em cujas argamassas foram utilizados cimentos Portland ou cal.) Para eliminar os fungos já existentes.resistente. casas de banho. deve-se tratar a área afectada com uma solução anti-fungos (todas as marcas possuem este produto) e após 24 a 28 horas escovar a área afectada para remoção completa dos fungos. podem ser saponificadas pelos álcalisem presença da humidade. ABSORÇÃO DIFERENCIAL Se o estuque não tem uma composição ou aspecto uniforme em toda a área estucada.

sendo a primeira a 1/2 cal em pasta e areia apertada e rugosa. 50 .REVESTIMENTOS aplicar-se uma primeira demão mais diluída que o normal. aplicando-se a segunda a 2/1 quando a primeira estiver convenientemente seca. a adição de sebo. Os paramentos guarnecidos. Serão executados por duas camadas. verificar pelo menos se a mesma é límpida. depois de os materiais onde a água intervém perderem humidade. O seu acabamento será liso ou áspero. conforme o fixado. por vezes extremamente prejudiciais. podendo provocar eflorescências. à aprovação da Fiscalização. deverão apresentar tonalidades uniformes. a Fiscalização poderá exigir. serem. 1. sendo submetido previamente em amostras. Os guarnecimentos. QUALIDADE DA ÁGUA Sendo a água utilizada em grande quantidade na construção civil. alinhadas e definidas. ou contaminação de bactérias ou fungos. com composição adequada para resultarem perfeitamente aderentes aos paramentos sobre que serão aplicados. perfeitamente desempenados. e as suas arestas deverão ficar bem desempenadas. serão executados à base de argamassa de cal em pasta e areia branca e fina. se assim o julgar conveniente. Como apenas as impurezas em suspensão podem ser verificadas à vista desarmada. só a análise química permite avaliar as impurezas dissolvidas. as suas impurezas atingem uma percentagem considerável. para melhor penetração reforçando a camada nas zonas que pelo aspecto mostrarem maior absorção até se obter uniformidade de aspecto visual. isentos de fendilhação. Não podendo fazer-se a análise química da água. será o fixado no projecto e nas Cláusulas Técnicas Especiais. O acabamento das superfícies e arestas.6 Guarnecimentos Nos guarnecimentos exteriores. ataque químico no filme da tinta. para efeitos de melhorar as condições de impermeabilização.

alinhadas e definidas. Depois de bem seca esta camada. à aprovação da Fiscalização. a coloração deverá resultar com tonalidade uniforme. molduras e outros ornatos. As sancas. etc. deverão apresentar-se perfeitamente desempenadas.REVESTIMENTOS Nos guarnecimentos a cor. ou aplicada posteriormente à esponja. aplicada à talocha. Em qualquer dos casos.5 . devendo antes da sua execução serem submetidos. Todas as superfícies estucadas. em que se aplicará massa de areia branca fina. na proporção de 4:1:1. Os estuques serão executados por duas camadas: a do esboço.7 Estuques As cores e os acabamentos das superfícies e o tipo das sancas. será executada a de dobrar ou estender. e desempenada com a régua.Camada de esboço gesso e areia a 1:1.Camada de estender gesso e cal em pasta a 1:1 51 . e salvo determinação expressa em contrário. e as suas arestas deverão ficar bem desempenadas. e isenta de manchas.005 m. molduras. a sua massa será fabricada com gesso em pó e cal em pasta em partes iguais. gesso em pó e cal em pasta. Nos tectos a espessura do estuque não deve exceder 0. regulares e isentas de manchas ou de quaisquer outras imperfeições. será aplicada e alisada à talocha. esta camada deverá ter cerca de 0. lisas. e de forma a garantirem a sua conveniente ligação aos paramentos. e ficarem isentos de fendilhação. serão executados com toda a perfeição. em amostra. conforme for aprovado pela Fiscalização.015 m. esta poderá ser metida na massa. será indicado no projecto e nas Cláusulas Técnicas Especiais. e alisada à colher.01 m no total e a sua composição será: . esta camada deverá ter cerca de 0. 1.

depois de bem molhados em tanque durante 12 horas serão de modo a ficarem não só bem acompanhados com argamassa. sempre que nada conste em contrário nas Cápsulas Especiais. cordões e roda-pés do mesmo material.8 Revestimentos de Paredes com Azulejo A aplicação de faixas ou cercaduras. seu tipo. e cumprir-se-á a NP 56. ser verticais. As suas juntas. cordões e roda-pés. as juntas dos azulejos serão refechadas com leite de cal. desencontradas ou em diagonal. azulejos de meia cana. as disposições a adoptar nos desenhos das suas juntas e a qualidade e traço das argamassas a utilizar no seu assentamento. se assim for determinado. que poderão. se outra coisa não for determinada. destinadas a servir de guia na sua colocação e a poder verificar-se o seu alinhamento por meio de uma régua. e os revestimentos serão cuidadosamente limpos. Os ângulos reentrantes e salientes das paredes a revestir levarão. Em lambris. cercaduras. Os revestimentos de azulejos. Concluído o assentamento. serão as fixadas no projecto e Cláusulas Técnicas Especiais. Os azulejos.REVESTIMENTOS 1. deverá ser sempre precedido da colocação de mestras de madeira nas paredes a revestir. cimalhetes. O assentamento dos azulejos. serão completados. cimalhetes. sendo o aglutinante uma mistura de cimento e cal apagada variando de 2:5 a 1:4. cores e dimensões dos azulejos a empregar. com faixas. Sempre que nada indicado em contrário aplicar-se-á azulejo NOR 15 x 15 assente com argamassa de 2:5 de aglutinante e inerte.001 m. deverão ficar bem desempenadas e a sua largura não poderá ultrapassar 0.005m em relação ao azulejo. 52 . côncavos ou convexos. o revestimento da parede acima do azulejo ficará saliente 0. como bem ligados às paredes a revestir e por forma que as superfícies resultem lisas e perfeitamente regulares.

As paredes a revestir.juntas. podendo o seu acabamento ser igual ao da parte dessas paredes que não será revestida. Serão executadas com argamassa de cimento e areia ao traço 1:3 e terão a espessura 53 . em partes iguais. O assentamento desses revestimentos.envernizamento do revestimento. a aplicação de cobre . um pouco de água e cola à base de caseína por forma que todos os poros da cortiça fiquem bem tapados.limpeza do revestimento. que conforme o fixado. os revestimentos deverão ser novamente lixados com lixa fina. serão os prescritos no projecto e Cláusulas Técnicas Especiais.9 Revestimento de Paredes com Placas de Aglomerados de Cortiça O assentamento de placas de cortiça no revestimento de paredes. será executado pela forma prescrita nestas Cláusulas Técnicas Gerais para assentamento de ladrilhos deste mesmo material. quando nada haja sido indicado em contrário nas peças desenhadas ou mapa de acabamentos. deverá ser excepcionalmente cuidado. será um dos a seguir indicado: . para que as placas fiquem devidamente coladas em toda a sua superfície posterior.10 Lambris de Cimento Os lambris de cimento terão a altura de 2 metros. terra de Siene crua. seu afagamento e enceramento. serão primeiramente bem lixadas. 1. passadas 48 horas.REVESTIMENTOS 1. A altura dos revestimentos. só com verniz. molduras e roda-pés do mesmo material. e seu acabamento final. a primeira demão. cor e desenho das placas. . e envernizamento com 3 demãos de verniz. deverão ser prévia e devidamente regularizadas e alisadas. e depois bem barradas com massa feita com cré. será dada com verniz e aguarás. o acabamento final destes revestimentos. e as restantes demãos. aplicadas com intervalos de 12 horas. neste caso as superfícies dos revestimentos. Competirá ainda ao adjudicatário.

e antes de secarem.REVESTIMENTOS total de 0. em relação às arestas. O lambril será executado em 3 camadas com espessura não inferior a 0. não devendo ser alisadas com muita rapidez ou muito seguidamente. proceder-se-á por igual forma. A argamassa depois de ter começado a endurecer.006m nem superior a 0. O refechamento das juntas.11 Refechamento de Juntas O acabamento e limpeza dos paramentos e refechamento das juntas. até que desapareçam as fendas produzidas pela sua retracção. devendo ser abertas a cinzel. e que será bem comprimida. deverá começar-se por lhes tirar com a legra a argamassa ainda existente.025 m.01 m bem apertadas uma contra as outras. O acabamento dos paramentos. A camada final deve ter 0. 54 . A superfície das argamassas das juntas. serão bem cheias com argamassa bastante consistente. deverá ficar recolhida de 0. na profundidade de 0.005 m nas de cantaria. e ser acabada com uma talocha metálica. iniciar-se-á pela sua limpeza com a legra.01m de espessura. quer do assentamento de pedras.03 m. As juntas serão depois lavadas. que deverão ficar bem limpas.01 m nas pedras de enxilharia ou alvenaria de paramentos. nos pontos em que as suas arestas se toquem. Na reparação das juntas velhas. será recalcada e alisada com uma espátula de ferro. devendo a superfície ficar desempenada e com côr uniforme.03 m. e de 0. tanto nas cantarias como nas enxilharias e alvenarias aparelhadas. devido ao deficiente aparelho ou assentamento de pedras. 1. No refechamento das juntas das alvenarias de tijolo em paramentos. far-se-á depois de concluir o seu assentamento. até à profundidade mínima de 0. consistirá na supressão das saliências e outras irregularidades resultantes quer da imperfeição do aparelho.

12 Termolaminados O material a empregar. O sabão depois de farripado. alternando as chapas em xadrez. Devem evitar-se as juntas contínuas ao longo dos suportes. será indicado nas Cláusulas Técnicas Especiais. quando outra não for definida nas Cláusulas Técnicas Especiais. espessura. voltando de novo a mexer muito bem. 1. esta deve ser dada antes de secar completamente a primeira. e antes de enxugar. se for necessário para diluir o leite de cal junta-se mais água à mistura. cal em pedra 22. As demãos seguintes são dadas com leite de cal a que se junta sabão. deve raspar-se a superfície a caiar e varrê-la muito bem. serão bem atacadas com fibras de estopa ou sizal. mexendo-se muito bem. sal de alúmen. será dissolvido em água. mistura-se depois o alúmen. 55 . Faz-se depois a aplicação dando-se as demãos necessárias.5 Kg. A sua fixação será feita por meio de parafusos a uma estrutura de madeira conforme indicação da Fiscalização. e a cal será caldeada. A 1ª demão deve ser dada com leite de cal bem diluída e em camada delgada de forma que penetre e adira à superfície visto a cal reagir com os silicatos da areia e do cimento dos rebocos. 0.REVESTIMENTOS As juntas serão depois bem limpas com piaçabas. etc. cor. 1.9 Kg. no caso de ser necessária 2ª demão de impressão. embebidas em massa de gesso.13 Caiações Antes de proceder-se à caiação. de seguida mistura-se o sabão com o sal e cal.

resistência aos álcalis dos ligantes hidráulicos e boa permeabilidade ao vapor de água. Aponta-se. sendo por isso um bom material para o revestimento de tectos. no nosso país como acabamento final dos tectos. No entanto não é aconselhável utilizar em interiores tintas com muito brilho. numa película sólida. boa resistência ao calor e não propaga a chama. cimento e asfalto. apresentando por isso um óptimo isolamento acústico.1 Tectos revestidos com aglomerados de cortiça A cortiça é um bom isolante térmico e acústico. insolúvel na agua. resistente. Em relação à sua resistência mecânica apresenta uma boa resistência ao esmagamento. resistência à lavagem.14 Tectos Aplicados Directamente sobre as Lajes 1. a sua baixa resistência aos agentes biológicos pois este material é susceptível de ser atacado por organismos roedores.2 Tectos pintados A tinta é um produto pigmentado. geralmente líquido que. A sua colocação pode ser efectuada directamente sobre o tecto. quando aplicado em camadas finas sob uma superfície se transforma. solúveis em água). normalmente de acabamento mate acetinado.14. As tintas a implementar nos tectos devem ter algumas características entre as quais se destacam a boa aderência à base de aplicação. Este material tem também. como desvantagem.14. colada ou aplicada com argamassa de gesso. pela evaporação dos seus constituintes voláteis e pela transformação química da substancia filmogénica que contem. a cortiça absorve bem os sons especialmente os sons agudos. devido a reflexão da 56 . 1. Devido à sua constituição molecular e à sua leveza. Este material é largamente utilizado. podendo esta ser pregada. As mais usadas são as tintas de água.REVESTIMENTOS 1. aderente e opaca de características protectores e decorativas. embora exista quem prefira acabamentos brilhantes (esmaltes aquosos.

do qual se podem obter dois aspectos completamente distintos: um irregular. 57 . etc. consiste em fornecer ao tecto um determinado grau de acabamento para que se obtenha uma superfície com o grau de acabamento pretendido para a execução das operações de pintura. METODOLOGIA UTILIZADA PARA A SUA APLICAÇÃO Depois de concluída a laje. dependendo a escolha da finalidade pretendida. tais como mate. Para tal. Para os interiores. semi-brilhante. por baixo dos elementos estruturais do tecto. Fig. Nas zonas húmidas. nomeadamente nas cozinhas e casas de banho as tintas a aplicar devem ser resistentes à humidade e aos fungos. Por fim e depois do reboco “secar” é aplicada a tinta no número de demãos necessárias para o acabamento pretendido. apenas com o áspero da areia aparente. plano. incluindo-se os tectos. rugoso. existe uma grande variedade de tintas que permitem obter aspectos muito diversificados.13 – Aspecto de um tecto rebocado e pintado. policromática. o primeiro passo para o revestimento do tecto que esta alberga.REVESTIMENTOS luz que afecta quem esta a trabalhar. imitação de mármores. agora em uso e de fácil execução ou outro desempenado. brilhante. realiza-se um reboco com argamassa. acetinado.. liso. estapulado.

A necessidade de acerto de cadências. Estas pastas de variadas composições. 58 . Fig. é a principal justificação encontrada para a adopção destes métodos. A cadência com que são projectadas nas superfícies reclama ferramentas e métodos especiais de aperto e regularização.3 Estuque projectado Pratica-se hoje muito o estuque projectado por meio de bombas acopladas a grandes depósitos onde se introduzem pastas compósitas muito plásticas e de grande poder de aderência.14. embora a talocha corrente tenha que intervir em muitos remates e retoques. Fig. 15 – Afagamanto à talocha. mas vê a sua utilização ainda mais limitada em certos tipo de construções e acabamentos. com maior ou menor predominância de gesso. pé de pedra e até resinas sintéticas. 14 – Protecção do estuque. cal. ferramentas e materiais. e que é hoje em toda a parte uma importante componente dos custos finais.REVESTIMENTOS 1. comportam-se como as massas de estuque depois de acabadas.

como a blocos de espuma cálcica ou betão celular e. na maior parte destas. dentro da capacidade do depósito da bomba. se combinarem características de vários produtos correntes. sem necessidade de utilização de água em excesso. Aderência perfeita a superfícies de betão. Trabalhabilidade bastante para permitir o espalhamento. assim designadas pelo facto de. em tectos ou paredes. até à superfície a revestir. alvenarias de tijolo ou blocos de cimento. 59 .REVESTIMENTOS Não dispensa no entanto a intervenção do estucador e dos seus conhecimentos ligados aos métodos tradicionais. a libertação da massa remanescente nos tubos e caixa da bomba e a regularização e acabamento continuo ao posto de trabalho de 3 a 4 homens. por meio de bombagem. Tempo de utilização longo que permita a distribuição em grandes superfícies. quem domine as ferramentas e materiais com maiores exigências. As propriedades requeridas para a mistura podem resumir-se em: Plasticidade suficiente para ser transportada através de um tubo. A PRÁTICA DO ESTUQUE PROJECTADO As pastas compósitas. Terá que acrescentar a estes o domínio dos meios mecânicos a utilizar e habituar-se a explorar as capacidades das novas e enormes talochas que estes reclamam. com vista à obtenção de condições que permitam a aplicações por bombagem e uma coesão perfeita entre os componentes e as superfícies a revestir. regularização e acabamento liso ou com relevo em grandes panos sem interrupção. Só utilizará bem e fará bom acabamento com esses meios.

Os referidos 230 dm3 de pasta devem cobrir cerca de 20 m2 de superfícies planas e regulares. com pesos variando de 25 a 50kg (segundo as origens). em sacos de papel ou plástico. ou creme muito claro. Estes dois misturadores alimentam a bomba. 16 – Aplicação manual das pastas compósitas. levemente acinzentado. depois de se lançar lentamente o pó sobre 40% do seu peso em água potável previamente introduzida no amassador. contando-se já com os desperdícios normais. A paragem de 5 minutos destina-se a permitir a absorção da água pelos grânulos que se formam na primeira fase da amassadura (para homogenização) e. Para fazer face ao consumo de material admissível para um posto de trabalho no rendimento máximo.REVESTIMENTOS Para isto. Todas estas pastas são fornecidas sob a forma de um pó fino branco. a pasta deve manter a trabalhabilidade durante o mínimo de 1 hora. voltar actuar durante mais 1 minuto. repousar cerca de 5 minutos e.5 a 3 minutos. este deve dispor de 2 misturadores com 50 dm3 de capacidade cada. O agitador mecânico deve actuar durante 2. 60 . Fig. para uma produção horária de 230 dm3 de pasta. a mistura final de 1 minuto para lhe imprimir a plasticidade característica. A preparação da pasta deve fazer-se num amassador de cantos arredondados e com agitador de pás mecânicas. que deve ser assistida para evitar a mistura de pasta “fresca” com outras já próximo do fim do período de utilização.

o aperto final e o acabamento a pano ou à trincha como no estuque normal. e com a pasta cortada pela régua. Nesta operação. Esta distribuição é feita de acordo com a possibilidade de execução à talocha. faz-se a raspagem final com o cabo da talocha. processa-se exactamente como foi antes descrito. preenchem-se também algumas depressões que se verifiquem.17 – Distribuição da pasta. apenas com a diferença de que se dispõe de mais tempo para a utilização da pasta.REVESTIMENTOS A distribuição da pasta sobre o tecto é feita por meio de agulheta com válvula e comando da bomba e tem como acessório um rolete que auxilia o controlo da distribuição desejada. A aplicação manual destas pastas. Quando em superfícies regulares. Fig. Ainda com a pasta plástica processa-se o aperto à talocha (talocha longa) e. ainda que com espessuras maiores. logo em seguida à regularização por régua (sarrafagem) cortando as saliências deixadas pela operação anterior. 61 . em colunas com a largura da amplitude de movimentos do operador e por fitas horizontais distribuídas de cima para baixo. que podem atingir se necessário 10 mm sem o risco de fendilhamento. com esta pasta pode fazer-se a aplicação directa. Logo que a pasta tenha endurecido o bastante.

estando suspensas sob a base das lajes assumem a função de suportarem os painéis. MATERIAIS UTILIZADOS NA SUA MONTAGEM Painéis – Em alumínio com 0. Estão também disponíveis painéis microperfurados que permitem o arejamento dos compartimentos a partir de ventiladores colocados no interior do vão. União das Portadoras – São fabricadas em alumínio e servem para unir as portadoras quando temos tectos que ultrapassam as dimensões das portadoras disponíveis no mercado.15 Tectos Falsos 1. encaixando-as nestes.18 . a preparação da pasta pode fazer-se num balde ou gamela de plástico e a agitação da mistura. 1. mas recomenda-se uma limpeza cuidada de todas as poeiras e sujidade. de preferência com escova de piaçaba de fibras longas. com um berbequim eléctrico a que se adapta uma vara de ponta curvada um helicoidal para acelerar a molhagem homogénea do pó. Com esta pasta não se exige a molhagem prévia das superfícies a revestir.1 Tectos Lineares de Alumínio Fig.Aspecto de um tecto linear em alumínio. cuja largura varia geralmente entre os 75 e os 150mm e o comprimento máximo é geralmente 6m.REVESTIMENTOS Neste caso.15. Portadoras – São fabricadas em alumínio. União dos Painéis – Servem para unir os painéis longitudinalmente quando se pretende revestir tectos com mais de 6m de vão.hh 62 . Os tempos de mistura e repouso são os indicados para o misturador mecânico.5mm de espessura.

que servem para o aperfeiçoamento do remate entre o tecto falso e a parede. Arame de Suspensão – Fabricado em aço. Depois são colocados os arames de suspensão.REVESTIMENTOS Perfil de Remate – Em alumínio. a altura final do tecto falso. estabelece a ligação entre as portadoras e o arame de suspensão. para serem marcados os pontos onde se iram aparafusar os suportes dos arames de suspensão. Mola de Suspensão – Fabricada em aço galvanizado. são geralmente cantoneiras em L. consiste em se marcar nas paredes adjacentes. As localizações das suspensões são marcadas no tecto real. pode ser necessária a utilização de suspensões adicionais para suportar o acréscimo de peso. serve de suporte ao tecto falso a implementar. não podendo as distâncias entre si ultrapassar os valores máximos indicados nos catálogos dos respectivos fabricantes. devidamente ligados aos suportes colocados no tecto real e todos do mesmo comprimento para se garantir o correcto nivelamento do tecto. A área do tecto deve ser medida e seguidamente dividida. METODOLOGIA UTILIZADA PARA A SUA APLICAÇÃO O primeiro passo. 63 . No caso de se pretender incorporar no tecto armaduras de iluminação ou outros elementos integrados.

Por fim.REVESTIMENTOS Fig.20 – Aplicação de um material que estabelece o isolamento térmico e acústico destes tectos. De seguida. 64 . suportando-os. que se ligam às portadoras que por sua vez se encaixam nos painéis de alumínio.19 – Aspecto Estrutural De Um Tecto Linear De Alumínio. são colocados os perfis de remate. Fig. são colocadas as molas de suspensão.

tintas metalizada..15.21 . os sistemas e condutas de ventilação e os elementos de iluminação. No mercado é possível encontrarem-se tectos deste tipo realizados a partir dos mais díspares materiais.). não desempenhando qualquer função ao nível do isolamento térmico ou acústico.REVESTIMENTOS 1. Não sendo o tipo de tecto falso mais utilizado no nosso país.. mates. Este tecto consiste numa sequência visualmente ininterrupta de células quadradas que formam uma malha que geralmente assume as seguintes dimensões: 75 – 86 – 100 – 120 – 150 e 200 mm. etc. 65 . é frequente encontrar-se esta solução nas grandes superfícies e em edifícios de escritórios.2 Tectos Quadrícula Este tipo de tecto é um bom exemplo dos tectos falsos que têm como única função o estabelecimento de uma certa harmonização visual do espaço interior.Aspecto de um tecto quadrícula. onde desempenham a função de camuflarem: o mau acabamento da parte inferior das lajes. assumindo as mais diversas cores e acabamentos (lacados. Fig.

madeira. Portadores – Perfis que servem de suporte aos painéis quadrícula. Perpendicularmente aos portadores são colocados tirantes paralelamente uns aos outros e distanciados de forma a garantirem uma das dimensões dos painéis. prosseguindo-se com a colocação dos portadores paralelamente uns aos outros e distanciados de forma a que seja respeitada a largura dos painéis. são colocados. no tecto existente. ficando o tecto formado. Mola de Suspensão – Fabricada em aço galvanizado. marca-se em todas as paredes de contorno a altura final a que ficará o tecto. os arames de suspensão que se ligam aos portadores por intermédio das molas de suspensão. METODOLOGIA UTILIZADA PARA A SUA APLICAÇÃO Primeiramente. Depois e respeitando-se as distâncias máximas referidas nos catálogos dos fabricantes.REVESTIMENTOS MATERIAIS UTILIZADOS NA SUA MONTAGEM Perfis de Borda – Ao longo das paredes que ladeiam o tecto. Por sua vez. etc. Por fim encaixam-se os painéis nos portadores e nos tirantes. serve de suporte ao tecto falso a implementar. Painel – Elemento formado por uma malha de perfis em U ou laminados. estabelece a ligação entre os portadores e o arame de suspensão. derivados a partir dos mais diversos materiais (alumínio.. também servem de suporte aos painéis quadrícula. Tirantes – Perfis que estabelecem ligações entre os portadores.. Arame de Suspensão – Fabricado em aço.). 66 . fornecendo estabilidade à estrutura. montam-se os perfis de montagem nas paredes. De seguida. aparafusam-se os perfis de borda que servirão de apoio aos portadores.

REVESTIMENTOS

Fig.22 – Aspecto estrutural de um tecto quadrícula

1.15.3 Tectos falsos em painéis de gesso cartonado
Largamente difundidos, estes tectos constituídos por painéis prefabricados reúnem as condições técnicas e decorativas requeridas na construção actual. São constituídos por gesso de estucar, lã mineral e papel metalizado, materiais incombustíveis capazes de evitar a propagação de um eventual foco de incêndio. Uma das principais características destes painéis consiste na anulação das ressonâncias, o que se deve ao seu elevado grau de absorção do som. Por esse facto, é um material de larga aplicação em locais de trabalho, como fábricas, oficinas, etc..., em suma, em todos os locais onde se pretenda um ambiente tranquilo e, de uma forma geral, em locais onde é grande a afluência de público (clinicas, hospitais, hotéis, salas de espectáculo, etc...). Para se obterem ganhos adicionais, ao nível dos diversos tipos de isolamento, pode-se ainda: • Incorporar fibra de vidro ao gesso, conseguindo-se assim uma maior capacidade de resistência ao fogo;

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REVESTIMENTOS

Colar no dorso das placas de gesso, uma placa de poliestireno (isolante térmico) de espessura variável;

Colar no dorso das placas de gesso, uma placa de fibra de vidro o que lhe confere um notável ganho de no isolamento acústico. Estes painéis são formados por ma placa de gesso entre dois suportes de cartão

especial, com os quais se consegue um material de grandes dimensões, fácil manejo e elevadas características mecânicas. É um material agradável ao tacto, não inflamável, resistente e isolante, que se pode furar, pregar, aparafusar e que admite qualquer tipo de decoração tradicional: pintura, papel, azulejo, etc. Este tipo de painéis aplicados em tecto falsos, permite-nos obter: a) Tectos contínuos; b) Tectos modulados (com estrutura à vista).

TECTOS CONTÍNUOS Com esta solução consegue-se a altura de suspensão necessária para a instalação de equipamento (ex: condutas de água e de ar e sistemas eléctricos) no interior do vão formado, conseguindo-se também uma grande precisão de nivelamento.

Fig.23 – Aspecto de um tecto contínuo.

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REVESTIMENTOS

Materiais utilizados na sua montagem Para a execução deste tipo de tecto são necessários, para além das placas de gesso, constituídas por uma alma de gesso prensada entre cartão especial, uma série demateriais complementares, tais como: perfis metálicos, pastas e cintas de juntas e parafusos.

Fig.24 – Aspecto de alguns dos materiais metálicos que constituem estes tectos.

Metodologia utilizada para a sua aplicação A montagem inicia-se com aplicação do perfil de perímetro e com a fixação ao suporte (base) de varetas roscadas, com a dimensão correspondente á altura de suspensão desejada. Seguidamente, procede-se ao nivelamento da estrutura, juntando as forquilhas às varetas roscadas, de modo a que a base destas forme uma linha plana. Os perfis longitudinais (carris), introduzem-se nas forquilhas por pressão. A junta entre perfis faz-se por meio de peças de união especialmente concebidas para este fim.

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REVESTIMENTOS

Uma vez fixada a estrutura, procede-se ao aparafusamento das placas, por forma a que a sua dimensão longitudinal fique perpendicular aos elementos metálicos.

Fig. 25 – Fases da execução de tectos contínuos.

Tratamento de juntas A última operação é o tratamento de juntas, que consiste em unir as placas entre si, obtendo-se uma face continua com a superfície apta para decorar. Para o efeito utilizam-se os seguintes materiais: Pastas de juntas. Adesivo com base vinílica. Apresenta-se em pó para amassar, em sacos de 25 Kg. Cinta de juntas. Fita de papel especial microperfurado de alta resistência. Cinta guardavivos. Cinta de juntas reforçada por duas lâminas de chapa galvanizada. Utiliza-se na protecção das arestas de esquinas.

Fig.26 – Execução do tratamento das juntas.

A execução do tratamento de juntas pode realiza-se da seguinte forma:

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Materiais utilizados na sua montagem Podem-se utilizar dois tipos de placas: 71 . TECTOS MODELADOS Fig. etc. esticando-a convenientemente desde cima até baixo.27 – Aspecto de um tecto modelado.REVESTIMENTOS 1. Os tectos modelados são formados por uma estrutura modulada de perfis primários e secundários sobre a qual se colocam as placas de gesso. 3. procurando que a fenda existente no centro da cinta coincida com o eixo da junta. Seca a primeira mão dáse uma Segunda que deve Ter maior largura que a anterior. 4. utilizando uma espátula. Uma vez perfeitamente seco o tratamento de juntas a face fica pronta para decorar admitindo qualquer tipo de acabamento tradicional: pintura. dá-se uma mão de acabamento de pasta de juntas. mais larga que a anterior. Seguidamente coloca-se a cinta de juntas. Posteriormente. e uma vez seca a operação anterior. A primeira operação é o estender da pasta de juntas previamente preparada sobre a junta entre placas por meio de uma espátula estreita. 2.

Os perfis a utilizar são de aço galvanizado revestidos por uma lâmina pré-lacada na sua parte à vista. No caso de iluminação. em que esta admite qualquer tipo de decoração tradicional. Os perfis contra-fogo encontram-se desenhados para manter a integridade do tecto no caso de incêndio. Metodologia utilizada para a sua aplicação Antes de se traçar e modular o plano do tecto dispõem-se os pontos de suspensão necessários para os perfis primários.28 – Representação esquemática dos perfis metálicos usados.REVESTIMENTOS Placa com uma face revestida por uma lâmina vinílica de cor branca ou creme claro. O empalme e união entre perfis vem assegurado pelo seu sistema especial de ensambladura. No caso de haver risco de condensações é conveniente utilizar uma placa que incorpore uma lâmina de alumínio no dorso da placa actuando como barreira de vapor. ela é suspensa em cada um dos seus vértices. 72 . Fig. Exista também outro tipo de placa formada por uma alma de gesso entre duas lâminas de cartão especial.

fixa-se mediante o sistema adequado: pregos. Fig. Fig. colocam-se os perfis primários suspendendo-os nos pontos de fixação. Seguidamente no perfil angular. Ao mesmo tempo que se colocam os perfis secundários. 73 .30 – Colocação das placas.29 – Colocação dos pontos de suspensão. etc. através de peças de suspensão. Por fim colocam-se as placas.REVESTIMENTOS O perfil angular em todo o perímetro. fixam-se os pontos de suspensão e nivela-se o conjunto.

resistente à humidade. estético. isolante térmico e acústico. incombustível. ecológico. Não contém amianto. 31 – Aspecto de um tecto em placas de gesso aligeirado com fibras. permitindo um fácil acesso das condutas de ar condicionado.REVESTIMENTOS 1. etc.4 Tecto em Placas de Gesso Aligeirado com Fibras Este tipo de tecto apresenta soluções técnicas e decorativas para todos os locais onde é preciso combinar a estética e a funcionalidade. Fig. de refrigeração. Apresenta também todos os requisitos que um tecto moderno exige para a arquitectura actual: é desmontável. etc. 74 . ligeiro.15. electricidade.

é um produto 100% mineral. o que confere uma grande resistência ao conjunto. Fig. o sulfato de cálcio semihidratado. isolamento. de acordo com modelos. incombustibilidade e inércia química. podendo os perfis ficar à vista ou semi-oculto.32 – Estrutura de um sistema à vista. mas podem pintar-se.REVESTIMENTOS COMPOSIÇÃO DOS PAINÉIS DE GESSO Gesso. 75 . utilizada como armadura dos painéis. ente outras características. O processo de aplicação é semelhante ao do tecto mencionado anteriormente. rocha de origem vulcânica que lhe confere ligeireza. incombustível e regulador higrométrico. Aconselham-se pinturas à base de água. totalmente inerte. natural. Fibra de Vidro. MANUTENÇÃO E PINTURA Estes tectos não necessitam de manutenção e a sua limpeza não requer a utilização de produtos abrasivos nem químicos.. Perlite. METODOLOGIA UTILIZADA PARA A SUA APLICAÇÃO Este tipo de tectos falsos têm medidas normalizadas e instalam-se em perfilaria de 24 e 15 mm. Não necessitam de pintura.

5 Tectos com Painéis de Lã de Rocha Vulcânica DESCRIÇÃO A lã de rocha é constituída por painéis autoportantes de lã de rocha vulcânica. 76 . 1.REVESTIMENTOS Fig.33 – Estrutura de um sistema semi-oculto. revestido por um tecido de lã de vidro natural na face oculta e decorativa na face à vista.34 –Aspecto de um tecto em lã de rocha.15. Fig. de grande absorção acústica.

e decorativas este tipo de tecto poderá ser utilizado em todo o tipo de locais do sector terciário (escritórios. ginásios e escolas). sendo por isso muitas vezes utilizados como barreira protectora em estruturas de madeira. restaurantes. zonas comerciais.6x0. aço ou cimento. devido à sua constituição. pois permite controlar o tempo de reverberação em todo o tipo de locais. hotéis. melhorar o conforto visual do meio graças a uma decoração seleccionada por especialistas do meio ambiente.6 m2. A sua resistência ao fogo é boa (incombustível à acção do fogo). tendo uma estabilidade de 30 minutos. 77 . podendo mesmo ser pequena a sua deflexão na presença de ambientes húmidos. Os painéis possuem uma espessura variável entre 25-80mm.REVESTIMENTOS O seu processo de fabricação assegura uma perfeita resistência mecânica ao longo do tempo.6 m2 ou 0.2x0. Pelas suas qualidades acústicas. e podem apresentar dimensões de 1. Os tectos. piscinas. Este tipo de painéis apresenta uma boa resistência à humidade. não contêm nenhum elemento que possa favorecer o desenvolvimento de micróbios. APLICAÇÕES Este tipo de painéis tem como finalidade.

etc.Sistema de colocação de tectos falsos de lã de rocha.REVESTIMENTOS SISTEMA DE COLOCAÇÃO Fig. é inflamável na presença de fogo. Devido ao seu poder de isolamento térmico e acústico é utilizado em naves industriais. inodoro.35. 1. facilmente modulável e desmontável como se pode aferir no esquema apresentado de seguida. As propriedades deste material é a sua leveza.6 Lã de Vidro DESCRIÇÃO É um material constituído por painéis de vidro aglomeradas com resinas termoendurecidas e cobertas numa das suas faces por uma película de plástico branca. não é atacado por agentes químicos excepto pelo ácido fluídrico. Os painéis colocam-se sobre a perfilaria à vista. tectos falsos em pavilhões pré-fabricados.15. não constitui alimento 78 .

Fig. COLOCAÇÃO Os painéis são colocados sobre estruturas metálicas com dimensões previamente definidas.36 – Placas de fibras de vidro.37 – Sistema de montagem deste tipo de tectos. tem dimensões estandardizadas sendo estas de fácil manejo. Fig. nem é meio adequado para o desenvolvimento de microorganismos. como se demonstra na figura seguinte.REVESTIMENTOS para os roedores. 79 .

1 Pormenor de Execução Fig.Pormenor de execução do arranque sobre uma laje de uma parede dupla com o pano exterior em Bloco Split Legenda: 1.16 Blocos de Split 1.REVESTIMENTOS 1.5 2. 38 . Plaqueta Split 39x19x4.16. Bloco Split 39x19x14 80 .

Caixa de ar 3cm 5. Poliuretano projectado 3cm. para regularizar a espessura. Grampos 1. Impedem que se acumulem grandes tensões na parte inferior dos pavimentos. Betão de preenchimento de alvéolos 10. As juntas entre peças são muito importantes pois: • • Absorvem as deformações dos suportes. sol intenso. Fazer uma colagem dupla para peças de grande formato. limpo e seco.17 Colar Correctamente Cerâmica Devem-se evitar as condições de aplicação desfavoráveis (chuva. Eliminar o pó e as gorduras. Meia cana devidamente tratada 9. Regularizar o suporte pelo menos 48 horas antes da colagem. Comprovar que o suporte esteja consistente. Revestimento interior 3cm 8. Varão de 8mm de fixação à laje 11.…). Estender sobre o suporte e pentear. vento forte. Tijolo vazado de 11 6. funcionando como amortecedores. Amassar a cola com a água indicada até obter uma pasta homogénea. que diminuem a aderência das colas. Tubo para ventilação da caixa de ar 12. Colocar as peças e pressioná-las até conseguir o nivelamento dos sulcos. Comprovar periodicamente a pegajosidade da pasta. ou outro 4. 81 . levantando a peça previamente colada.REVESTIMENTOS 3.

Em todos os casos lavar com água e detergente. 1. …A transferência completa da cola só é assegurada por colas fluidas ou por colagem dupla (suporte e peça) em colas de aplicação convencional.REVESTIMENTOS • Melhoram a aderência pois o produto das juntas adere ao canto das peças e ao cimento-cola. limpar bem e deixar secar. caso eliminar contrário eliminar as peças que soem a oco e reconstituir o suporte com um produto compatível. Deixar secar durante 24 horas. para eliminar todos os restos de gordura e pó. Não esquecer… …Que só um contacto contínuo da cola entre a peça e o suporte pode garantir uma boa aderência. deixando o suporte respirar. Aplicar a pasta em pequenas porções e passar com uma talocha dentada para regular a espessura. em função da peça e do suporte. e betumar as juntas. no mínimo.18 Colar Azulejo sobre Azulejo ou Pintura Antiga Comprovar que o revestimento existente está aderente. para assegurar que o suporte fica consistente. 82 . …. No caso de pintura. eliminar a tinta que não esteja aderente. Colocar e pressionar as peças novas até conseguir o nivelamento dos sulcos.De utilizar a ferramenta necessária para obter uma espessura de cola suficiente. • Permitem a passagem de vapor de água pelo revestimento. RECOMENDAÇÕES: Não utilizar este processo em exteriores.

Eliminar as leitadas com lavagem a alta pressão. no mínimo. É aconselhável deixar juntas entre peças de 3 mm como mínimo. 83 . em panos pequenos e pentea para regular a espessura. tolerando-se uma humidade de 3% (um suporte húmido pode dar origem a babamentos). tenha efectuado todas as retracções próprias do cimento e tenha estabilizado as possíveis fissuras. Aplicar a pasta adesiva. Comprovar também que a estrutura metálica esteja montada de modo correcto e seguro.REVESTIMENTOS 1.19 Colar cerâmica sobre placas de gesso cartonado Revisão geral da montagem das divisórias. esteja limpo e seco. Sobre betão muito liso e sem absorção é conveniente criar rugosidades (ex. O suporte deve estar seco. Deixar secar 24 horas. Encher os buracos com argamassa.20 Colar Cerâmica Correctamente em Fachadas Comprovar que o suporte seja consistente. 1. e betumar. Proteger as arestas superiores do revestimento cerâmico com cornijas para evitar a penetração de água entre o suporte e a peça durante e depois da colocação. As juntas entre peças absorvem as dilatações e contracções. Tratar as juntas entre placas com os produtos adequados. Pode-se utilizar cola de ligantes mistos até10 mm. Escova de aço). Comprovar a qualidade do acabamento e que os paramentos estejam planos. Colocar e pressionar as peças até conseguir nivelar os sulcos. Porem com tempo seco e vento forte deve humedecer-se ligeiramente o suporte.

REVESTIMENTOS Realizar juntas de fraccionamento. Deve-se usar colas de ligantes mistos (cimento+resinas). Enche-las com mastique ou utilizar cobrejuntas flexíveis.:grés) são cada vez mais utilizadas. Esta juntas devem ser cheias com mastique. Realizar juntas perimetrais à volta dos pontos duros da fachada (cornijas. Para a colocação de peças de grande formato (mais de 40x60x1. O cimento não cola o vidro! As peças pouco porosas (ex.5) ou elevado peso (mais de 40 kg/m2) reforçar com fixações mecânicas. 84 .). para evitar tensões causadas pela dilatação de materiais diferentes.p. Comprovar periodicamente a pegajosidade da pasta levantando a peça. cada 60 m2. Efectuar uma colagem dupla. etc. Respeitar as juntas estruturais tanto no revestimento.m. Deixar secar 24 horas e betumar. para garantir a flexibilidade e a resistência a temperaturas elevadas. Realizar juntas de esquina na zona de encontro entre 2 panos verticais. peitoris. como no reboco. Amassar a cola de ligantes mistos com um misturador eléctrico lento (500 r. sendo imperativa a opção por colas de ligantes mistos.) até obter uma massa homogénea. Estender a cola sobre o suporte em panos pequenos. isto é a cola é aplicada no suporte e na peça. Colocar as peças. penteando-o para regularizar a espessura. de 5 mm. pressioná-las e movê-las de cima para baixo até conseguir o nivelamento dos sulcos.

Colocar as tijoleiras e pressioná-las bem para conseguir o nivelamento dos sulcos. aplicado com trincha ou pulverizador.21 Colar Tijoleira de Alheta ou Revestimento de (forra) de Barro em Fachadas Comprovar que o suporte esteja seco. Respeitar as juntas estruturais e revesti-las com mastique. Estender cola de ligantes mistos sobre o suporte. 6 m de altura) e também juntas nos cantos. seja consistente e esteja limpo.REVESTIMENTOS 1. em panos pequenos. com o hidrófugo de superfície. Proceder do mesmo modo para colar forra de barro. incolor. Impermeabilizar as peças porosas. com uma talocha dentada de 6 mm. Deixar juntas horizontais de 3 mm. 85 . juntas de fraccionamento cada 60 m2 (10 m de comprimento.

ceras.REVESTIMENTOS 2. ferrugens. produtos descofrantes e outras substâncias desagradáveis que possam prejudicar a adesão. 86 . gorduras.1 Preparação do Suporte Todas as superfícies de assentamento têm de ser planas sólidas. Nos períodos de calor. Revestimentos de Pavimentos 2. é indispensável humedecê-los previamente com água.2 Indicações para Assentamento 2. vernizes. óleos. salitre.2. compactas e isentas de pó.1 Natureza dos Materiais A natureza dos revestimentos dos materiais a empregar será indicada nas Cláusulas Técnicas Especiais e mapa e acabamentos se houver. ou sobre suportes muito absorventes. 2.

secas e resistentes à compressão. cera. estando em condições de suportar as cargas e as solicitações previstas pela sua utilização.) deve usar-se um primário isolante para impermeabilização do suporte. 2.REVESTIMENTOS As superfícies em betão devem ser suficientemente estáveis. Nas zonas sujeitas a forte humidade (instalações sanitárias. 87 . O betão deve Ter sido sujeito a um período de suficiente maturação (pelo menos dois meses em condições normais de temperatura e humidade). gorduras. devem estar sólidos. A temperatura não deve ser inferior a +5°C nem superior aos 30 a 40°C durante o assentamento dos ladrilhos Sogrés. isentos de salitre. Pavimentos antigos a recuperar constituídos por cerâmica antiga.2 Condições Ambientais Iniciar o assentamento só depois de asseguradas as condições de temperatura e humidade prescritas nas fichas técnicas dos adesivos utilizados. que assegure a total eliminação de sujidade mesmo em profundidade. cozinha. etc. bem fixos ao suporte. A limpeza de óleos. balneários. copa suja etc.2.. Pinturas existentes e chumbadouros dos mármores devem ser eliminados. Prestar atenção às superfícies fortemente expostas ao sol em ambiente seco e ventoso (executor o assentamento durante os períodos mais favoráveis do dia). mármore ou marmorite. deve ser feita com uma solução de água e soda caústica ou outro detergente experimentado. Devem ser neutralizados todos os vestígios de ácidos fortes ou bases presentes na superfície. As lages devem ter uma "flecha" inferior a 1/360 do vão total.

3mm com régua de 20cm.3. 88 .REVESTIMENTOS 2.0. afastamentos frequentes 3mm.0m. Juntas: 2.5mm +/. afastamentos frequentes 1 mm.3.3. entre peças: 2mm.5mm Outros pavimentos: 2.1 Em Pavimentos a Revestir a Mosaicos de Grés Fino Porcelanico Nivelamento: 5mm com a régua de 2.5mm +/.0m.5mm 2. Juntas: 2.2 Em Pavimentos a Revestir a Pedra Nivelamento: 5mm com a régua de 2. afastamentos frequentes 2mm.3 Outros Pavimentos Nivelamento: 5mm com a régua de 2.0.3 Tolerâncias Dimensionais Os pavimentos depois de acabados terão de observar as tolerâncias máximas seguintes: 2.0m.

1 Características Gerais As características gerais das pedras para cantaria. 89 . por simples toque.4 Cantarias 2.REVESTIMENTOS 2. a existências de chochos. O acabamento de pavimentos e degraus poderá ser realizado em obra. As peças devem ficar assentes sem chochos.4. 2. O Adjudícatário substituirá todas as peças em que se verifique. ou outras impurezas.2 Assentamento Quando o assentamento for húmido a base de assentamento será rugosa e deverá. e as que se partirem no período de garantia da obra. O assentamento de cantarias em pavimentos será realizado com argamassa ao traço 1:4. no momento de assentamento da cantaria ter pelo menos 30 dias de feita e estar limpa de poeiras.4. já foram expostas na secção de Revestimentos de Paredes e Tectos.

com todos os materiais e trabalhos inerentes. e lacrimal na sua face inferior. Serão de diversos tipos.REVESTIMENTOS 2. com todos os materiais e trabalhos inerentes. canal.S. Terão acabamento amaciado nas superfícies visíveis e arranhados na base para fixação ao suporte.4. em Vidraço . O topo do batente será inclinado para o exterior com inclinação superior a 10%. drenos. As soleiras e peitoris com mais de 1. Serão aplicadas ao traço 1:3 de argamassa de cimento CPN.S.02m para aplicação de caixilharia de alumínio. Sempre que essa variação for superior a 50 mm deve ser dado conhecimento à Fiscalização. 90 .00 m de comprimento terão duas furações ou canais para o exterior. Soleiras completas.S. em paramentos exteriores Peitoris completos. drenos e. Jorge.S. com desnível de aproximadamente 0. As soleiras e peitoris deverão ainda incluir reentrância para cordão impermeabilizante. Inclui selagem com silicone de cor idêntica à do Vidraço . canal. com todos os materiais e trabalhos inerentes. As peças uma vez assentes devem ficar niveladas com as arestas bem marcadas e formando os ângulos necessários a que os desenhos do projecto se realizem. em princípio não paralelas entre si e não perpendiculares à maior dimensão das peças. para aplicar na generalidade dos vãos exteriores. Jorge. mesmo que o levantamento da obra apresente uma geometria ligeiramente diferente por motivo de variação de cotas. com desnível de aproximadamente 0. e a inclinação do canal será de 0.02 m para aplicação de caixilharia de alumínio. lacrimal.5 %.3 Soleiras e Peitoris As soleiras e peitoris terão batente. Terão acabamento amaciado nas superfícies visíveis e arranhados na base para fixação ao suporte. em pedra Vidraço . Soleiras completas. Jorge. com batente. Jorge. em Vidraço .

Nas escadas denominadas "suspensas". em que os degraus só se apoiam por uma das suas extremidades. cal e areia a 2:5:7.4 Degraus Os degraus de cantaria. Jorge. No caso de revestimento.02 m de largura por 0. estes assentar-se-ão uns sobre os outros por mais de um rebaixo. quando se apoiem somente nas duas extremidades. A fim de evitar o escorregamento dos degraus. latão ou " bronze.04 m e os espelhos 0. Inclui selagem com silicone de cor idêntica à do Vidraço .30 m.025 m e serão assentes com argamassa de cimento.03 m. a cantaria deverá ficar encastrada no comprimento de 0.03 de altura devendo esta ser normal à linha de inclinação da escada. em paramentos exteriores.S. 91 . os cobertores terão a espessura de 0.REVESTIMENTOS Terão acabamento amaciado nas superfícies visíveis e arranhados na base para fixação ao suporte.10 m nas paredes de apoio.03 m. Os espelhos levarão ainda. 2 grampos em cobre. 2.16 m a 0. sobrepondo-se igualmente de 0.4. no mínimo. deverão sobrepor-se 0. quando assentam em todo o seu comprimento sobre maciços de alvenaria. com 0. ficarão encastrados de um mínimo de 0.

serão gateadas e chumbadas com gatos de cobre para as lajes ou cabeças assentes nas paredes. As cabeças do lancil. e quando se empregarem socos cada um deles levará um gato na cabeça. etc.5 Lancil O assentamento do lancil. pingadeiras. Serão usados no mínimo 3 para cada ombreira e 2 para vergas ou peitoris. cada peitoril. canais. Todas as peças em contacto com as alvenarias deverão ser revesti das com uma argamassa bastarda de 1:3:2 de cimento. se nada for indicado em contrário. cada ombreira levará um gato. A pedra será polida ou aparelhada à bujarda fina conforme indicação da Fiscalização. dois.4. aprovada pela Fiscalização. Os peitoris e outras peças salientes em relação às alvenarias ficarão sempre com pendente de 2% para fora e serão munidos de todos os elementos para recolha e evacuação das águas para o exterior (meias-canas. calcário e areia ou com outra preparação adequada.). 92 . As ombreiras. deverá ser feito por meio de parafusos chumbados nas cantarias e ligados com arames ao betão ou cantaria metidas nas alvenarias. peitos e vergas deverão ser feitos de uma só pedra.REVESTIMENTOS 2. os canais ligando as meias canas com as pingadeiras deverão ser estabelecidos em número suficiente para uma boa drenagem e nunca menos de um em cada metro.

93 .REVESTIMENTOS 2. b) Para larguras superiores e espessuras inferiores a 20 cm.6 Critério de Medição Os elementos com as mesmas funções construtivas devem ser individualizadas e descritos. cornijas. etc. corrimãos. a unidade de medição será o m3. e não serão deduzidos vãos ou aberturas inferiores a 0. a unidade de medição será o m. serão medidos em m3. composição e dosagem dos ligantes. A medição dos pilares será realizada em m3. rodapés. mísulas. nomeadamente: • • • • Natureza e qualidade da pedra ou material artificial. Formas geométricas e dimensões. bases e capitéis de pilares quando não solidários ao fuste. ombreiras.. em rubricas próprias. em que o comprimento é a dimensão predominante: molduras. dados. Regra geral a medição dos perfis (elementos prismáticos de secção constante. A medição de muros e de paredes de cantaria (só as que impõem a intervenção de canteiros na sua execução) será realizada em m2 para espessuras até 35 cm e em m3 nos restantes casos. salvo se de geometria complicada em que a medição será realizada por unidade. Modos de assentamento e ligação.50 m2. etc. c) Para larguras e espessuras superiores a 20 cm. de acordo com as suas características principais.4. vergas. As placas com espessuras inferiores a 20 cm serão medidas em m2 e com espessuras superiores em m3. a unidade de medição será o m2. A medição dos arcos será realizada em m3 ou em metros e as medidas serão determinadas de acordo com as maiores superfícies que ficam aparentes na construção. Outros elementos como cachorros. balaustres.) de cantaria será realizada: a)Para larguras e espessuras até 20 cm. Acabamentos dos paramentos vistos.

balaustradas e corrimão será geralmente realizada em metros. A medição das guardas. 2.15 m de espessura. estes pavimentos ficarão com pendentes de 1 %. Betões e Massames serão executados como a seguir se indica: a) Pisos exteriores .05 m2 . sendo os troços curvos dos corrimãos medidos à unidade.10m de espessura.idem. b) Pisos interiores .REVESTIMENTOS A medição das abóbadas será realizada em m2 da área em projecção horizontal. e) Em todos os pontos que o terreno se deformar. deverão efectuar-se a necessária estabilização. 94 . por efeito da compactação. g) Depois de preparada. com 0. c) O terreno será escavado de forma que o pavimento depois de acabado fique às cotas do projecto. Argamassas. substituindo as camadas de características deficientes por outras de material seleccionado que poderá ser constituído por camadas de brita e areia. d) Os métodos de preparação do terreno serão da escolha do empreiteiro mas terão que ter a aprovação da Fiscalização. e será consolidado convenientemente.Massame de betão de 1/4/5 com 0. f) Nos pontos em que for autorizada a compactação manual os aparelhos usados não poderão ter peso inferior a 25 Kg nem superfície superior a 0. a base deve ficar com uma superfície paralela à do acabamento e ser assim conservada até à construção das camadas superiores.5 Toscos Os toscos dos pavimentos térreos quando não incluídos nos art°s.

5mm (3/8"). 95 a 100% o 1.5mm (3/8"). com uma granulometria estudada de forma a conseguir-se a maior compacidade possível.REVESTIMENTOS 2.6 Betonilhas A camada de desgaste dos pavimentos de betão (betonilha).01 m e a sua granulometria estará compreendida: Malha de 12.8mm N° 4. Esta camada será feita com inertes muito duros e muito resistentes ao desgaste. 0 a 5% A areia será constituída principalmente por grãos grossos dentro da seguinte granulometria: o 9. O acabamento da superfície será feito com talocha metálica ou meios mecânicos de forma a obter a perfeição uniforme de água. 100% o 4. A dimensão máxima da brita será de 0.7mm (1/3"). 95 .8mm N° 4.025m quando não for especificada outra espessura. Antes do lançamento desta camada deverá ser cuidadosamente retirada a argamassa superficial de forma a aparecer o agregado grosso. 100% Malha de 9.8mm N° 16. 40 a 60% Malha de 2.5. e será feita em simultâneo e acabada antes do endurecimento do betão do tosco. 0 a 5% A dosagem para esta camada será feita com uma mistura em peso de 1/1/1. 95 a 100% Malha de 4.4mm N° 8. 45 a 65% o 297/v N° 50. terá 0. 5 a 15% o 149/v N° 100.

0 m. devendo formar ângulos rectos rigorosos e serem normais à superfície do pavimento. a executar conforme os pormenores a fornecer estas juntas devem ser dispostas de forma a dar um aspecto agradável ao pavimento. o enchimento com o material plástico só será feito depois do endurecimento completo.06 m em cada 3.0 m por juntas de contracção. Na execução de todos os pavimentos está incluída a construção dos Rodapés que terão 96 . homologado pelo LNEC. Em nenhum caso será permitido o lançamento de cimento em pó para facilitar o acabamento. Em princípio serão usados para 2/3 inferiores das juntas de dilatação placas de madeira e para o terço superior destas juntas e para o enchimento das de contracção um produto asfáltico com as características necessárias. serão cheias com materiais plásticos apropriados e formarão uma linha contínua abrangendo toda a espessura e largura dos pavimentos. Todas as juntas de construção devem coincidir com as juntas de expansão ou contracção e o reinício da betonagem deverá fazer-se como se especificou no artigo respectivo.02 m de espessura.0 m x 6. pilares e com os pavimentos de betão armado estas juntas terão 0. Estes pavimentos levarão juntas de expansão junto a todas as ligações com as paredes.REVESTIMENTOS A passagem deve fazer-se até que a superfície endureça o suficiente para evitar o aparecimento superficial da água. Todo o pavimento será dividido em faixas com as dimensões máximas de 6. mas aprovados pela Fiscalização. nem ser geladiço. O material de enchimento das juntas deverá ser perfeitamente elástico. Todas as juntas depois da betonagem devem ser cuidadosamente acabadas conforme os pormenores e limpas de toda a argamassa ou corpos estranhos. Todas as peças usadas como cofragem devem ser perfeitamente desempenadas e rígidas. de forma a aguentar sem desvios ou empenamentos os esforços durante a betonagem. inalterável não podendo refluir pela acção do calor ou esforços sofridos. a junta depois de acabada deverá ficar perfeitamente impermeabilizada. O pavimento deve ser conservado em permanente estado de humidade durante os primeiros 10 dias por meios de escolha do empreiteiro. não se admitirão desvios superiores a 0.

Cerâmicos. aplicar uma camada de material à base de resinas . Vinte e quatro horas depois deverá ser aplicado novo revestimento com o mesmo tipo de produto mas com o teor de 36% a 40% de resinas e 18% a 20% de pigmentos.15m de altura. Hidraulicos. antes da secagem da 2 aplicação. O assentamento. Limpar a superfície. epoxi que o de ser do tipo Krautoxine incolor com o teor e 25% a 30% de resinas. endurecedor e anti-pó usando-se. Querendo obter uma superfície anti-derrapante. Para casos especiais e especificados no projecto.REVESTIMENTOS 0. tudo de acordo com as normas em vigor. de modo a formar uma película com a espessura mínima de 70 a 80 microns. usar-se-á pintura a tintas de epoxi devendo verificar-se o seguinte: I. utilizando o mesmo produto mas incolor de forma a obter uma espessura total da película pelo menos 140 a 160 microns. Na execução das betonilhas está incluído o seu tratamento superficial. quer sobre as lajes. etc. a fim de fechar todos os poros e provocar o endurecimento. III. quando outra coisa não esteja especificado. estes Rodapés ligarão os pavimentos por meio de curvas de concordância. se outra coisa não for especificada. quer sobre o maciço de betão dos pavimentos térreos. num total de 55% a 60% de matéria sólida. elementos à base de silicatos homologados pelo LNEC e empregues rigorosamente de acordo com o respectivo documento de homologação. com argamassa de cimento e areia ao traço 1:3. II.) e Tacos de Madeira Os pavimentos de mosaico serão executados com material de primeira qualidade da escolha da Fiscalização e sempre com tardoz áspero e rugoso.7 Mosaicos (Pedra. com 97 . espalha-se a areia quartzífera seca e muito fina. que será bem limpo antes do assentamento. 2. será feito sobre uma camada de regularização e com interposição entre esta e maciço duma camada de separação constituída por papel encorporado (tipo papel cenográfico).

Os inertes para todas estas argamassas deverão ter a maior dimensão possível com o máximo de 7/10 da espessura da camada. que serão polidos com pedra de reboco. quando nada for indicado em contrário. e que ficará registado no livro de obra. O assentamento do mosaico só se fará depois da base bem endurecida e esta será bem limpa com escova de aço. Todos estes pavimentos ficarão com o contorno limpo. como camada de separação será utilizada argamassa de cimento e areia a 1:3. O fornecedor deverá dar uma garantia do seu produto de pelo menos 5 anos e a aplicação deverá ser feita por pessoal experiente. para o caso de tacos de pinho o rodapé será pintado a esmalte. A Fiscalização poderá. levando antes duas demãos de óleo de linhaça de fluidez adequada. para os referidos locais de recolha de águas. Os mosaicos de pedra. sempre que este pavimento disponha de ralos ou outros dispositivos onde se possam receber as águas de lavagem ou outras. Os pavimentos de mosaico serão raspados. serão assentes com argamassa de cimento e areia a 1:3. juntas de 0. nos casos em que achar mais conveniente. 98 . o assentamento dos mosaicos deverá ser feito com pendentes muito ligeiras. e deverão dar entrada na obra parafinados na face vista para protecção durante a execução.REVESTIMENTOS sobreposições mínimas de. autorizar que não se utilize a camada de separação. Estes pavimentos serão conservados em permanente estado de humidade durante os primeiros 10 dias. ou ainda cartão asfáltico quando houver humidades nos pavimentos. Considera-se implícito aos pavimentos. devendo então a camada de regularização ser constituída por argamassa bastarda a 1:2:8. hidráulicos ou cerâmicos. betumados e encerados. exceptuando-se os de mármore. o rodapé em material da mesma qualidade e com 0.05m.15m de altura. separado de paredes ou pilares por uma junta de dilatação cheia de mastic conveniente.

seja esta de estilo moderno ou antigo. já que os soalhos não se dão bem com a água.8.2 A SUA FORMA O soalho pode apresentar diversas formas. Como tal. as várias combinações e os jogos de desenhos contribuem. O calor e os tons da madeira. 2. em grande parte.REVESTIMENTOS 2.8. Porém existe um factor de cuidado. A solidez e o preço dependem. 99 .8 O SOALHO O soalho está sempre na moda. É normalmente composto por ripas de madeira maciça.1 OS PARQUÉS E SUA MADEIRA As madeiras mais utilizadas entre as europeias são: Carvalho – madeira dura e densa Castanheiro – castanho médio Faia – bege Freixo – bege As madeiras mais utilizadas entre as tropicais são: Mogno – castanho avermelhado escuro Wengé – castanho escuro quase preto Iroko Kambala – castanho avermelhado Panga Panga – castanho avermelhado escuro 2. Em relação à manutenção. Deverão ser escovados e encerados no sentido dos veios. para criar a atmosfera geral de uma divisão. na limpeza destes não se deve utilizar grandes quantidades de água. basta aspirar ou passar com uma escova de seda. unidos por sistemas de entalhes e de linguetas. obviamente. No caso de soalhos modernos. da madeira utilizada. lacados ou vidrados. Os parqués tradicionais devem ser regularmente encerados.

1 Estilo Inglês É constituído por ripas colocadas perpendicularmente às vigas.REVESTIMENTOS 2. sensivelmente. 30 X 30 cm.2 Em espinha As lâminas são colocadas alternadamente em diagonal.8. As extremidades das lâminas são unidas de forma desencontrada. 2. formando ângulos de 45º. em que o veio é vertical relativamente à superfície (estes rectângulos não são muito grandes). 100 .2. mas as suas extremidades são também cortadas a 45º.2.8. 2.2.5 Mosaico Actualmente encontra-se no mercado soalhos já montados.8. 2.Desta forma. que formam quadrados alternados de.8. O tipo de soalho assim formado é extremamente resistente ao uso. 2.4 Madeira cortada perpendicularmente ao veio Pavimento constituído por um conjunto de rectângulos de madeira. contudo o seu preço é elevado. São compostos por elementos acabados.3 Em forma de ponto húngaro As lâminas são colocadas como no caso anterior.2.2. É constituído por pequenas lâminas com cerca de 2 X 15 cm. as lâminas formam ângulos de 90º. lacados ou vidrados.8. de colocação e manutenção mais fáceis.

A sua parte superior é constituída por uma camada de madeira dura.2.REVESTIMENTOS 2.6 Contraplacado É geralmente feito com motivos de estilo inglês ou em mosaico. com uma alma (parte interior) e uma textura semelhante à do abeto.8. 2. As placas são unidas através de entalhes e de linguetas. A colocação é muito fácil.3 TIPOS DE PARQUÉS Tipo Tradicional (6mm) Vantagens • Existe em numerosos motivos e madeiras Inconvenientes • • • • • Difícil de colocar sem ajuda Colocação suspensa difícil Ligações visíveis Não pode ser removido Preço elevado 101 .8.

REVESTIMENTOS Tipo Maciço (22mm) Vantagens • • • • Fácil de colocar É possível uma colocação suspensa Portátil Pode remover-se (se a colocação for suspensa) Inconvenientes • • • • Apenas disponível em lâminas Atenção às juntas. sobretudo se não tiver sido colocado por um especialista Dilata-se com facilidade (necessita de uma folga considerável) Necessita frequentemente de um acabamento Tipo Mosaico (pré .montado) Vantagens • • Fácil de colocar Razoavelmente barato Inconvenientes • Só existe com o desenho em mosaico 102 .

montado) Vantagens • • • Fácil de colocar É possível uma colocação suspensa Pode remover-se (se a colocação for suspensa) Inconvenientes • Disponível em lâminas (por vezes em blocos) 2. precisa de ser polido Não pode ser removido Tipo Lâminas (pré .REVESTIMENTOS • • • • Colocação suspensa difícil Necessita de um acabamento Geralmente.8.4 Tipo Contraplacado Vantagens • • Fácil de colocação É possível uma colocação suspensa 103 .

deve-se analisar os seguintes aspectos do suporte: natureza.4. entre si.8. e através da utilização de juntas apropriadas que poderão absorver as tensões geradas pelos movimentos da estrutura.8. Se o suporte não cumprir os requisitos de colocação ou estiver sujeito a movimentos estruturais. 104 . 2. deve-se assegurar que o Porcelanato seja aplicado num suporte plano. Deste modo. consistente. material. sólido. recomendamos alguns cuidados a ter com todos os elementos – suporte.4. acabamento. um sistema interactivo. 2. de reforço ou de isolamento.3 O Material Antes de iniciar o assentamento: Confirmar se existe material suficiente para realizar toda a obra.8.4. Antes de proceder à colocação do material.REVESTIMENTOS Inconvenientes • • • Corre o risco de dilatar Necessita de uma folga considerável Não pode ser removido 2.1 Assentamento do material O resultado final da aplicação do Porcelanato depende também do profissionalismo e da perfeição do assentamento do material. estabilidade dimensional. cola e juntas – que constituem. Recomendamos ter caixas. regularidade. adicionais para cortes especiais e para fazer qualquer eventualidade que surja no futuro.2 O suporte Antes do assentamento. limpo e isento de pó. grau de absorção de água e de humidade e a compatibilidade com a cola a utilizar. recomenda-se a correcção do mesmo mediante tratamentos de nivelamento.

4. Após a colocação da peça no suporte. Para furos: guia fura-grés com brocas diamantadas (refrigeradas) disponíveis em diversos diâmetros ( de 28 mm a 120 mm). recomenda-se a utilização de uma cola de ligantes mistos e (cimento+resina) com as seguintes características: flexível para suportar as deformações e as dilatações térmicas. 2. com elevada aderência. com cortantes de 8 mm e 10 mm gold. nomeadamente: Para cortes rectos: máquina manual profissional.8. o verso da peça deve estar isento de vazios na camada de cola.5 A COLA Os produtos utilizados para o assentamento devem ser compatíveis com a porosidade reduzida do Porcelanato com o tipo de suporte e com o local de aplicação (interior. exterior. existe um tipo de controlo para verificar se as peças ficaram bem 105 . aplicar a cola em áreas pequenas e utilizar uma tocha dentada para aplicar a quantidade correcta de cola e regularizar a espessura. este resultado pode ser obtido utilizando o sistema de dupla colagem ou utilizando uma cola auto-molhante. Para peças de dimensões maiores.4. Aplicar a cola a uma temperatura ambiente entre 5 e 30 º C. Tonalidade e Calibre Durante O assentamento. com resistência à água. pavimento. de pecas retiradas. A utilização da cola deve obedecer às instruções do fabricante relativamente à preparação e aplicação. pressioná-la de modo a embeber a peça na cola. Para garantir uma boa aderência do porcelanato. revestimento) do mesmo. de várias caixas por forma a uniformizar a tonalidade do produto colocado.REVESTIMENTOS Verificar que todas as caixas pertencem à mesma Qualidade. 2. Durante o assentamento. aconselhamos a utilização alternada. Após a colocação das peças.8. consoante o tipo de corte que se pretende fazer.4 Corte do material O assentamento do porcelanato requer a selecção de máquinas adequadas. respeitando as quantidades e tempos indicados.

cerca de 24 horas após o assentamento das peças cerâmicas. As juntas destas cores exigem também uma limpeza mais cuidada e frequente durante o assentamento. No caso de. o som for oco.4. é aconselhável a aplicação de juntas de dilatação.REVESTIMENTOS colocadas: teste do som.6 As Juntas As juntas têm a função de absorver as tensões geradas entre peças. 106 . recomendamos. A betumação das juntas deve ser feita com argamassa própria e com uma talocha apropriada.8. No caso de serem utilizadas juntas negras ou verdes (feitas com negro de fumo). etc. entre secções do pavimento de aproximadamente 60 m2.) para juntas perimetrais. significa que o assentamento dessa peça não está correcto. etc. No caso do porcelanato rectificado desde que o suporte assegure a estabilidade dimensional e o assentamento do material seja feito de um modo profissional. As juntas de dilatação e as juntas perimetrais devem ser seladas. do tipo de produto. nomeadamente. pois o cimento cola não foi aplicado devidamente. o suporte e a estrutura. A selecção do tipo de junta adequada depende de vários factores. as juntas podem ser praticamente eliminadas. É aconselhável também deixar uma separação entre o pavimento e elementos estruturais (parede. do local de aplicação e sua finalidade. degrau.) será aconselhável fazer juntas. que seja feita uma experiência em peças de reserva para verificar o comportamento das mesmas. em situações em que o suporte não ofereça regularidade e estabilidade dimensional (exemplo de fachadas exteriores. Em áreas amplas. No entanto. 2. como medida preventiva. as camadas adesivas. assentamento do material cerâmico sobre madeira. devido à sua pigmentação. ao bater numa determinada peça. coluna.

aconselhamos fazer uma limpeza utilizando desincrustantes ácidos (à base de ácido clorídrico. podese recorrer ao uso de produtos de limpeza apropriados para cerâmica. No caso de ainda existirem resíduos de cimento cola seco sobre o material cerâmico. Não utilizar demasiada água durante a limpeza. 2. recomendamos a protecção do pavimento durante o resto da obra. sob risco de deteriorar as juntas frescas. deve-se fazer uma limpeza geral com um pano humedecido / seco. cobrindo-o com plástico grosso. Posteriormente. A utilização de ceras é totalmente desaconselhada.7 Limpeza após o assentamento Cerca de 30 minutos após a betumação das juntas.8 Manutenção O porcelanato proporciona boas condições de higiene e conservação. deve-se fazer a limpeza dos resíduos de colocação com uma esponja húmida.4. existe um produto apropriado para a sua remoção. A limpeza dos resíduos de colocação requer as seguintes precauções: • • • Não utilizar produtos ácidos para limpar um pavimento recém colocado. sendo normalmente feita com água e um detergente normal neutro. Nunca utilizar ácido fluorídrico. para cada tipo de mancha. Não utilizar espátulas metálicas ou material abrasivo para limpar. A sua manutenção e limpeza é muito prática e fácil. Dado que normalmente.8.8. Recomenda-se os seguintes procedimentos: 107 . ácido fosfórico e ácido sulfâmico). Na eventualidade de ocorrer uma mancha difícil de limpar com detergente normal.REVESTIMENTOS 2. Todas as manchas são removíveis. sendo recomendado o uso de esponjas naturais. o assentamento do material cerâmico não corresponde à fase final de uma determinada obra. quando as juntas estiverem endurecidas. já que a porosidade quase nula do porcelanato impede uma aplicação e absorção correcta da mesma.4.

3. É muito importante identificar claramente o que provocou a mancha pois. para cada tipo de mancha. serão feitos regularizando.REVESTIMENTOS 1. sobre o qual se assentarão as lajes. aparelho. existe um produto específico para a sua remoção. Não se deve utilizar produtos aleatoriamente. sem covas ou depressões e com as inclinações e alinhamentos previstos no projecto. Os pavimentos depois de concluídos deverão apresentar superfícies perfeitamente regulares.Fazer um teste de limpeza – de acordo com as instruções de aplicação destes produtos incluídas nas respectivas embalagens – numa peça de reserva ou mesmo numa zona menos visível. No entanto. antes de iniciar a utilização de outro produto. qualidade e procedência do lajedo.08m de espessura. 108 . e execução das suas juntas. 2. no caso de ter utilizado um produto que não resulte.Verificar o grau de resistência química das juntas aos produtos de limpeza. a espessura do massa me e a natureza e traço das argamassas a empregar. Os pavimentos do lajedo. 2.Identificar o agente da mancha.9 Pavimentos de Lajedo As dimensões. serão as prescritas no projecto e nas Cláusulas Técnicas Especiais. 4.Aplicar o produto de limpeza apropriado para a remoção da mancha. com as juntas tomadas ou não tomadas a cimento. regando e batendo a maço o solo sobre que devem assentar e executando depois nele um massame de betão a 1:4:6 tendo o mínimo 0. assegurar que o produto inicial foi completamente eliminado.

Utiliza-se para o efeito. tanto naturais como sintéticos ou ainda numa mistura de ambas. 109 . cujas propriedades variam de acordo com o grau de cozedura e de acabamento. os ladrilhos propriamente ditos e as lajotas. O tipo não vitrificado é o mais usado para pisos. Este pavimento tem um resultado resistente e decorativo. mas o contrário nem sempre é possível. Vantagens • • • Duradouro e fácil de limpar Elástico e anti-derrapante Disponível numa grande gama de cores e acabamentos Desvantagens • • Risca-se facilmente e com o tempo as marcas vão também difundindo As manchas escuras são muito evidentes 2. Os ladrilhos de cerâmica. limpa-se a seco e puxa-se o lustro com uma escova de frangas. nas paredes. são peças de pequena espessura e formas variadas. para pisos. água e detergente.REVESTIMENTOS 2. Os ladrilhos destinados ao chão podem utilizar-se. Os tipos mais usados são : as pastilhas.10 PAVIMENTO IMPERMEÁVEL (COM RELEVO) Disponível em lâminas ou em ladrilhos. A limpeza dos mosaicos não é uma tarefa difícil. também. Os mosaicos encerados deverão levar regularmente uma camada de encáustica (preparada com cera para polir superfícies).11 OS LADRILHOS Os ladrilhos são feitos de materiais cozidos. Se os mosaicos são envernizados ou encerados.

sendo até usados em pavimentações de vias. Existem as seguintes técnicas. durabilidade e resistência à abrasão. sendo fornecidas peças especiais para remates. 110 .REVESTIMENTOS TIPOS DE LADRILHOS As pastilhas – podem ser vidradas ou não. Desenhos de tipos de pastilhas Os ladrilhos distinguem-se pela sua resistência e solidez. Os tamanhos são variados. durabilidade. dureza e fácil manutenção. amarelo e marron. Oferecem variação de desenhos. As lajotas não são vitrificadas e as suas cores reduzem-se ao preto e encarnado. Os pisos de tijolos (lajotas) são frequentemente usados em áreas internas ou externas. 15 X 15 Os ladrilhos e as lajotas – têm dimensões maiores do que as pastilhas. São fabricadas em várias cores e têm espessuras de 5 mm. ou 20 X 20 mm. São fornecidas em folhas (coladas numa base de papel) de mm. Os tijolos oferecem côr. possibilidade de variação de desenhos.

Utilização : Pavimentos. Tintas : Do bege claro ao castanho avermelhado.: casa de banho). Utilização : Pavimentos (ex. Paredes Resistência : Média ao uso – Impermeável .12 TERRACOTAS Argila cozida a baixa temperatura (entre 800 e 1000º C). Dificilmente se riscam 111 .13 AZULEJOS São terracotas recobertas por uma esmaltagem. Paredes Resistência : Fraca – Porosa 2.REVESTIMENTOS 2. Tintas : A escolher de acordo com o tipo de esmalte. Resistente aos ácidos .

REVESTIMENTOS 2.1 GRÉS ESMALTADO Tem as mesmas características que o anterior tipo de ladrilho.14. 2.15 MASSA DE VIDRO Preparada a frio. Resistente às nódoas e ao gelo 2. é depois. Utilização : Pavimento Resistência : Não se gasta .14 GRÉS É feito com minerais adicionados à terracota. mas dispõe de uma superfície esmaltada. cozida a alta temperatura (1300ºC). submetida a uma temperatura de fusão. Paredes Resistência : Muito grande • Sua Classificação 112 . Tintas : Muito variadas Utilização : Pavimentos.

apresentando a vantagem de ser um bom isolante térmico e acústico. mole e bastante silencioso Barato e é fácil de instalar. torna-se bastante resistente à sujidade DESVANTAGENS • • • A côr. VANTAGENS • • • É um pavimento quente. este pavimento é barato mas.REVESTIMENTOS É possível dividir os mosaicos em categorias.16.: casa de banho privada) Grupo 3 : Uso médio (frequência média de passagem) Grupo 4 : Uso relativamente frequente 2. 1 CORTIÇA Fabricado em peças de cortiça aglomerado. comparado com outros pavimentos naturais é um pouco monótono. 113 .16 Pavimento de Aglomerados de Cortiça 2. não necessita ajuda profissional Se for aplicada uma camada de verniz. Grupo 1 : Muito pouco uso Grupo 2 : Pouco uso (ex. a cortiça contribui para criar um ambiente caloroso e agradável. a textura e o motivo são uniformes e monótonos Só se prende com cola e por isso solta-se facilmente com a humidade Todo aquele que danificado pela água deve-se substituir Revestimento misto para o pavimento e as paredes.

Apresenta-se sob a forma de rolos ou de placas. A cortiça é industrializada em dois tipos de pisos : os carpetes e as placas . serão os prescritos no projecto e nas Cláusulas Técnicas Especiais. utiliza-se a cola recomendada pelo fabricante. torna-se estanque e resistente. Poderá aplicar-se de tempos em tempos um produto para dar lustro. Placas de cortiça – São feitas de casca de sobreiro. tons de marron (a côr depende do método de cozimento ). As placas são obtidas a partir de uma mistura de resina fenólica ou termofixa. Para aplicar este material. serão previamente nivelados e regularizados. Quando tenha de levar um enchimento. com grânulos de cortiça. os seus desenhos de assentamento e bem assim os das faixas e os tipos de rodapés. São produzidas as espessuras de 6 mm e 3 mm. No que se refere à limpeza. Os acabamentos realizados fabrica são: natural. As placas de cortiça não são adequadas para pisos abaixo do nível do terreno. encerado. de espessuras e cores diversas. As cores são três. 114 . e vinílico.REVESTIMENTOS Ao ser envernizado e plastificado. Os pavimentos a revestir com ladrilhos de aglomerados de cortiça. adequando-se assim ao revestimento do chão. deverá empregar-se nele um material que receba com facilidade os pregos com que serão pregados os ladrilhos. as dimensões e cortes dos ladrilhos de cortiça a empregar. encerado e reforçado com resina. deve-se utilizar uma serapilheira húmida. na A qualidade do material a usar no revestimento dos pavimentos e a sua espessura.

o 115 .16. e acabamento dos pavimentos que constará da sua limpeza. sendo a colocação dos restantes ladrilhos feita do centro para a periferia. com concordâncias côncavas. 2.7/8". ensaiar-se-á primeiro esta. pela forma já indicada para esta. pelo que competirá também ao adjudicatário a execução de todos os trabalhos complementares necessários a esse fim. serão as indicadas no projecto e nas Cláusulas Técnicas Especiais. Os pisos a revestir com corticite. de água. sendo então colocados no seu lugar.2 Pavimentos e Corticite A corticite a empregar. a fim de se verificar os cortes que haja a fazer junto à faixa. deverão estar perfeitamente firmes. dando-se cola preta em todo o pavimento. Uma vez seca. na proporção de 2 Lts. Considera-se implicitamente incluído o assentamento de roda pés do mesmo material. será feita com materiais de primeira qualidade convenientemente doseados e manipulados. e cola branca nos seus topos. Os pavimentos depois de concluídos. deverá espalhar-se nova camada de cola preta no local do seu assentamento.REVESTIMENTOS Deverá começar-se por tirar a esquadria das divisões onde se fará o assentamento destes ladrilhos. e não sujeitos a assentamentos ou vibrações que possam fender esse revestimento depois de seco. A espessura e cor da camada da corticite a empregar. deverão apresentar superfícies perfeitamente lisas e regulares. afagamento e enceramento ou envernizamento. e no caso de levar faixa. e pregados ao pavimento com pregos de arame redondo n° 18 . depois do que se procederá ao seu assentamento. deste produto para 3 Lts. por forma a ficar bem espalhada. dando-se a mesma cola na face interior dos ladrilhos da faixa. Para a sua execução começar-se-á por preencher todas as irregularidades pintando à brocha com uma calda de lencite. e sem juntas perceptíveis entre os ladrilhos. sem cabeça. O assentamento dos ladrilhos deverá ser excepcionalmente perfeito e respeitar as juntas de dilatação dos pavimentos.

O traço desta argamassa e sua espessura e a percentagem das partículas de mármore. sem fendas. 2. serão as fixadas no projecto e nas Cláusulas Técnicas Especiais. os pavimentos serão devidamente polidos com pedra de rebolo e devidamente encerados. sendo depois devidamente afagada à colher.REVESTIMENTOS pavimento a revestir por tiras com 0. e nunca antes de 12 horas no Verão e 30 horas no Inverno. Antes daquela pintura. bolhas ou espaços vazios. 116 . na sua contextura de cor uniforme e serem impermeáveis e incombustíveis. A camada de desgaste será constituída por reboco de argamassa de cimento.17 Pavimentos de Marmorite A camada da fundação destes pavimentos. Estas operações repetir-se-ão sucessivamente até completo revestimento do pavimento com a massa de corticite. e por forma a obterem superfícies bem lisas. será executada de acordo com o . será estendida a massa de corticite sobre a parte pintada do pavimento. bem nivelados e desempenados. Os pavimentos de corticite.30m a 0. depois de concluídos deverão resultar perfeitamente lisos. Depois de bem seco.40m de largura e em todo o comprimento do compartimento. na qual serão misturadas partículas de mármore de várias cores. indicado no projecto e nas Cláusulas Técnicas Especiais.

5 mm. e ligados por concordância curvas. com 0. Marmoform para rodapés permitindo uma perfeita união parede/chão. decorativo e muito colorido. Não apenas porque o Marmóleo Real é produzido com matérias-primas naturais. hotéis e áreas de lazer bem como em utilização doméstica. Finalmente. resinas naturais. levando em seguida uma impregnação de produto a indicar nas Cláusulas Técnicas Especiais destinado a aumentar a dureza e impedir a absorção de gorduras. escolas. produtos para limpeza e manutenção e sessões de 117 . deverão ficar bem desempenados. para zonas de tráfego muito intenso.17. ferramentas especiais para profissionais. como por exemplo em entradas de prédios ou junto a balcões. tais como o óleo de linhaça. O Marmóleo Real é cada vez mais usado em escritórios. etc. higiénico. restaurantes. Na execução dos pavimentos de marmorite. flor de madeira e cortiça. 2.1 Marmóleo Real O Marmóleo Real é a escolha natural como pavimento para viver. o qual inclui: materiais para preparação de superfícies. calcários e juta. Use a espessura de 2. do mesmo material. A sua estrutura marmorizada esconde a sujidade e torna-o profundamente indicado para aplicações institucionais. Os pavimentos uma vez concluídos. se outra altura não for fixada. Marmoweld para soldar e tornar estanques as juntas bem como para efeitos decorativos.REVESTIMENTOS Esta camada executada pela forma prescrita no "Pavimento de Betonilha" será devida e cuidadosamente esmerilada e polida. colas. aeroportos. mas também porque é altamente durável.O mm em zonas domésticas e escritórios de tráfego pouco intenso. O Marmóleo Real é parte integrante do SISTEMA MARMÓLEO. deve ser utilizada a espessura 3.15m.2 mm. prático. sem fendas ou imperfeições com dureza uniforme e apresentar bom aspecto e cor uniforme. ficará implícitamente I considerada a colocação dos rodapés. enquanto para zonas de tráfego médio a intenso deve ser usada a espessura de 2. edifícios públicos. como hospitais. trabalhar e relaxar.

O Marmóleo é durável O Marmóleo dura muito tempo.O Marmóleo resiste às queimaduras de cigarros As marcas podem ser fácil mente removidas da superfície do Marmóleo. A limpeza e manutenção a seco é mais fácil mente feita no Marmóleo.REVESTIMENTOS especialização e apoio técnico aos utilizadores. cadeiras de rodas. reduzindo em 30% o custo deste trabalho quando comparado com sistemas de limpeza húmida. Aplicar a seguir uma nova camada de DUOPOL. São conhecidos exemplos de Marmóleo com 20 e 30 anos de utilização.. DEZ BOAS RAZÕES PARA PRESCREVER MARMÓLEO 1.O Marmóleo suporta cargas pesadas e tráfego com rodas Para isso é endurecido em estufas de secagem. para reconstituir o filme de protecção. camas de hospitais. mantendo a sua aparência por muitos anos. Tem também propriedades bacteriológicas: alguns microorganismos. 2. como o Estafilococos.O Marmóleo é resistente ao fogo Não é auto-inflamável. 118 .Aureus param de se multiplicar numa superfície de Marmóleo. resistindo assim a elevadas cargas específicas causadas por vagonetas de carga. e numa situação de incêndio não contribui de nenhuma forma para a propagação da superfície incendiada. etc. 5. Se bem conservado. segundo normas internacionais. 4.O Marmóleo é higiénico Sendo fácil remover a sujidade do Marmóleo. friccionando levemente com lã de aço fina. 6. 3. é aconselhado para pessoas com problemas respiratórios. suporta as mais severas condições de utilização.O Marmóleo tem uma excelente relação custo/qualidade O tempo de vida do Marmóleo torna-o muito económico quando comparado com outros produtos.

O Marmóleo é um produto natural Óleo de linhaça. treino e assistência pós-venda. rodapés direitos e cantos Marmoform. cordão de soldar Marmoweltd. resistentes ao desgaste. 9. serrim e pigmentos são os ingredientes básicos para fabricar o Marmóleo. 10.O Marmóleo pode ser soldado a quente Pode tornar estanques as juntas pela fusão de um cordão de soldar. mantendo a possibilidade de combinações do Marmoweld (cordão de soldar) para fins decorativos mais refinados. cigarro aceso. ácidos fracos e detergentes. E. logotipos ou composições especiais para arquitectura de interiores. colas. permite-lhe obter variadíssimos desenhos através de inserções. mais importante ainda. O sistema AOUA JET abriu ainda mais as já enormes possibilidades de decorar com o Marmóleo. na junta previamente preparada. produtos para manutenção e limpeza. o Marmóleo é absolutamente ecológico e amigo do ambiente. empregando um equipamento de soldar semelhante ao utilizado para os vinílicos. 2.O Marmóleo é decorativo Com o seu vasto conjunto de cores. O assentamento será feito com cola própria homologada pelo LNEC e por pessoal devidamente especializado e aceite pela Fiscalização. Deverão ter grande poder de recuperação à deformação por compressão. conforme homologação do LNEC. resinas.REVESTIMENTOS 7. tipo semi-flexível.5mm. o Marmoweld. cortiça. 119 . ferramentas específicas para a sua instalação. 8.O Marmóleo é parte de um sistema integral O Marmóleo é o único revestimento de chão que é parte de um sistema integral que inclui produtos para preparação de superfícies. a gorduras.18 Pavimentos de Plástico Serão em princípio de mosaico de 30 x 30cm com a espessura mínima de 1. O oxigênio endurece o Marmóleo e torna-o "resiliente" e flexível.

Todos estes pavimentos ficarão com inclinação de 1 % para pontos a indicar pela Fiscalização. 120 .005m. As pedras serão assentes sobre um leito de areia com espessura conveniente e serão batidas a maço de peso não inferior a 20Kg.04 a 0. entendendo-se. As pedras serão molhadas e assentes de forma que a espessura das juntas não exceda 0. de secção quadrada e juntas alinhadas. a bordadura dos passeios será feita com lancil de cantaria com 0. sendo substituídas todas as pedras que se quebrarem e reatando as que se desnivelarem.20 Pavimentos de Calçada A natureza e dimensões das pedras serão indicadas nas Cláusulas Técnicas Especiais.12m de largura. de que se trata de vidraço com dimensões 0.19 Pavimentos Especiais Os pavimentos do tipo especial serão assentes de acordo com as normas indicadas pelo fabricante e especificações oficiais conforme amostra aprovada previamente pela Fiscalização. Quando nada for indicado nas Cláusulas Técnicas Especiais.06m. 2.REVESTIMENTOS 2. quando nada for especificado em contrario.

0m. 121 . Construída a fundação proceder-se-á ao assentamento das pedras de lancil sobre uma camada de argamassa. mas depois de estar bem batido. Quando o lancil tiver apenas a largura de 0.21 Pavimentos de Passeios 2.088m em passeios de pouca importância. em alvenaria ou betão de 200Kg nas dimensões indicadas nos desenhos. de forma a ajeitarem-se umas às outras sem necessidade de refechar as juntas. que será de 0. Não serão permitidas peças com comprimento inferior a 1. devendo ser batidas para que fiquem bem firmes e atacadas com lascas de pedra dura que se introduzirão na argamassa até a fazer refluir. constrói-se seguidamente a fundação.001 m. com os topos cortados em esquadria perfeita. assentará sobre o terreno. 2. o fundo.REVESTIMENTOS Os topos dos lancis deverão ser perfeitamente regulares de forma que se ajustem perfeitamente e que as juntas não necessitem ser refechadas.001 m. proceder-se-á à abertura dos caboucos. na profundidade e largura necessárias. e com a aresta boleada. As pedras a empregar não terão comprimento inferior a 1.21. de modo que as juntas não sejam superiores a 0.0m. Quando a Fiscalização assim o determinar a regularização e compressão do fundo dos caboucos será executada simultaneamente com caixa de pavimento.2 x 0. ficando com a espessura máxima de 0. depois do que se regularizará e comprimirá a massa. Na execução desta alvenaria empregar-se-á argamassa hidráulica de cimento 1/4.2m na falta de outros elementos. as pedras serão molhadas na ocasião do seu emprego.1 Lancil de Pedra Estabelecidos os alinhamentos e cotas.

convém que a última camada seja de barro de saibro com alguma argila.REVESTIMENTOS 2.< 25 e I. 122 . quando não for possível empregar cilindros mecânicos. cujos limites de Atterberg deverão ser. os moldes só se poderão retirar quando a Fiscalização o permitir.21.21. 2. A dosagem do betão para a construção do lancil será a do betão C 12/15. L.4 Passeio de Terra Após a colocação do lancil e quando as argamassas estiverem bem secas procede-se ao lançamento de terras com caliça ou pedra miúda.P. por delgadas camadas.2 Lancil de Betão Este lancil será executado na própria obra ou em estaleiro e será colocado sobre fundação de alvenaria ou betão pobre.21. Quando houver casas deve executar-se uma faixa de calçada de 1. por forma a ultrapassar a vertical dos beirais.21.0m de largura.10m de espessura.6 Passeio de Macadame Executa-se o macadame com uma camada única de fundação e desgaste tendo 0. < 9.3 Declive Transversal dos Passeios Os passeios de terra e de macadame devem descer no sentido do lancil com uma inclinação de 3%. 2. a compressão do macadame será feita com maço de 20Kg.L. em todos os outros tipos de pavimentação esta inclinação será de 2%. 2. depois da descofragem o lancil deverá ficar isento de rebaixos e rebarbas. tal como no lancil de pedra a aresta deve ser boleada. que serão regadas e bem batidas com um maço de 20Kg.

à razão de 51 por m2. regularizase e comprime-se finalmente com cilindro ou maço metálico de forma a que a superfície se apresente perfeitamente lisa e regular.7 Passeios de Pavimento Betuminoso Aberta e regularizada a caixa do passeio. com 3cm de profundidade deve bater-se bem o fundo com maço de 20Kg. regando. espalha-se e regulariza-se uma segunda camada constituída por uma mistura de areia grossa. Depois de consolidada a caixa. cilindrando-o ou batendo-o a maço. sobre a qual irá fazer-se a calçada.200Kg de betume para 1 m2 e procede-se ao seu batimento com maço metálico. quente.REVESTIMENTOS 2. 123 . com 0. calcária ou quartzosa. dando-lhe a inclinação e o perfil que forem indicados no projecto. se previamente não foi construído o macadame de fundação.21. feita a quente.800Kg de betume para 1 m2 e cilindra-se novamente. a quente. Seguidamente espalha-se com pá e rodo uma mistura betuminosa. ou de preferência fazendo o cilindramento com um rolo metálico tão pesado quanto possível. espalha-se uma camada de areia ou saibro com a espessura indicada no projecto (não inferior a 6cm). e procedese à sua consolidação. Por último lança-se areia fina e calcária se for possível. 2. Depois. de 30 litros de gravilha fina com 1.22 Calçadas de Paralelipipedos ou de Cubos Na execução da calçada de paralelipipedos ou de cubos começa-se pela regularização do fundo da caixa.

2. espalha-se sobre esta uma camada de areia ou saibro.mas sempre de forma que as juntas de cada fiada transversal fiquem desencontradas com as fiadas contíguas. a calçada. As juntas não deverão ter a largura superior a 1 cm. a concavidade da espinha deve ficar voltada para o lado descendente do trainel do arruamento. excepto na primeira passagem de maço que será feita a seco. Um ligeiro cilindramento antes do arruamento ou estrada ser aberta à circulação. A flecha no final do trabalho deve ser a que constar do projecto (1/66 a 1/80). segundo as inclinações e os alinhamentos que forem determinados. e substituídas todas as que se partirem. Se os alinhamentos das fiadas forem inclinados a 45° formando espinha.o projecto indicará . serão todas as pedras batidas. assentam-se. Concluídos os trabalhos de compressão da calçada. ao mesmo tempo que se rega a calçada. 124 . Durante o assentamento dos paralelipipedos ou dos cubos as juntas serão preenchidas com areia ou saibro e depois de concluído o assentamento.23 Revestimento Superficial Betuminoso Os revestimentos superficiais deverão executar-se sobre um pavimento betuminoso antigo ou sobre pavimento de macadame. uma a uma. Serão levantadas e colocadas de novo todas as pedras que formen saliências ou depressões. segundo as indicações da Fiscalização e os perfis tipo. as pedras que devem formar as mestras e que ficarão bem firmes. com um maço de peso não inferior a 15Kg até adquirirem estabilidade. A curvatura da calçada será regulada por meio de cérceas. Construir-se-á em seguida.REVESTIMENTOS A seguir. constitui uma precaução que muito se recomenda. de preferência a 45° em relação ao eixo da estrada . devendo os paralelipipedos ou os cubos ficar alinhados em fiadas perpendiculares ou.

Procede-se imediatamente a seguir ao espalhamento. que tem por fim evitar que o betume escorra para as bermas procurando-se. Se se notarem depressões serão estas regularizadas com pedra miúda e emulsão betuminosa.200 salvo indicação em contrário.REVESTIMENTOS Verificando-se que o pavimento está bem seco. empregando-se nesse espalhamento dispositivos apropriados. na junção do empedrado com a berma. com tempo chuvoso. até à temperatura de 165° a 175°. A abertura ao tráfego só se fará com prévia autorização da Fiscalização. especialmente argilosos. procede-se à limpeza dos materiais não aderentes. Os trabalhos de aplicação betuminosa suspender-se-ão quando as condições de humidade e o estado atmosférico sejam inconvenientes. e ao seu cilindramento de peso não superior a 10 toneladas nem inferior a 5 toneladas. a superfície manter-se h perfeitamente limpa de quaisquer materiais estranhos. também uniforme e de preferência mecânico. nas quantidades previstas no projecto geralmente de 1 a 1. Depois de preparado o pavimento. 125 . do pó e dos detritos. manuais ou de preferência mecânicos. obter um melhor alinhamento nessa junção. do material de agregação na quantidade prevista e precisa para se obter uma perfeita aglutinação do betuminoso (geralmente de 8 a 11m2). previamente aquecido. deverão colocar-se dum e doutro lado. espalhando-se seguidamente areia e batendo-se a maço. em onde devem ser untados com mistura de água com gasóleo para que o betume não lhes adira. em caldeiras apropriadas. uns anteparos constituídos por tábuas com a inclinação de 45°. os quais. desagregada mas tenha as juntas bem limpas e descobertas.2Kg/m2 sobre pavimentos betuminosos antigos e de 2 a 3kg sobre macadames. designadamente quando os pavimentos estiverem molhados. por meio de varreduras. fole ou . de modo que a pedra que constitui o pavimento não fique . convindo ser de dois rolos. munidas de termómetro. Seguidamente faz-se uma rega de colagem. e quando a temperatura for inferior a 5°c. devendo durante o mês seguinte à execução. de onde. ventoinha. por forma a ficar uniformemente distribuídos. o betume será de 180 . assim. espalhando-se o betume.

bem perfilada com a cércea no sentido transversal e esteja completamente seca. limpa-se cuidadosamente a sua superfície de forma que fique isenta de detritos ou de matérias estranhas. o betume será de penetração 180 200 salvo indicação em contrário. bem desempenada no sentido longitudinal.1 Semi-penetração Assentará em regra numa fundação de macadame. previamente aquecido.24.10m que será regularizada e cilindrada com cilindro de peso não inferior a 10 toneladas. Feito isto.24. para se obter uma perfeita aglutinação do betuminoso. rega-se abundantemente a superfície e. na quantidade necessária.08 a 0. em caldeiras apropriadas e munidas de termómetros.03 a 0. manuais ou mecânico.2 Revestimento Executada a camada de semi-penetração e decorrido o prazo que a Fiscalização julgue conveniente. A flecha no final deste trabalho deve ser a que constar no projecto. conforme a pedra é mais ou menos dura). enquanto ela se conservar molhada. 126 . de forma a que o betume fique uniformemente distribuído no pavimento.REVESTIMENTOS 2. também uniforme. procede-se à aplicação do betume. estes de preferência. até à temperatura de 165° a 175°C e nas quantidades previstas no projecto (geralmente 3 a 5 Kg/m2. Logo que o empedrado apresente uma superfície regular e estável. do material de agregação. far-se-á a aplicação do revestimento superficial betuminoso. devendo a compressão ser lenta e. empregando-se dispositivos. e ao seu cilindramento até se obter uma superfície desempenada. em geral de 1/16.24 Gemi-Penetração 2.5 numa camada de 0. sem excesso. Procede-se imediatamente a seguir ao espalhamento. espalha-se a brita de 0. Os bordos inacessíveis ao cilindro serão comprimidos por meio de maços metálicos. acompanhada de rega. 2. consolidada e sem vincos.

Antes de se proceder ao espalhamento do betume. periodicamente. Geralmente. adicionado com um colorante e com um plastificante. 2.2 Kg/m2). 2.REVESTIMENTOS Para se proceder a esta operação deverá limpar-se o pavimento por meio de varredura manual ou mecânica.15 mm (resina vinílica). lisa e acetinada. 127 .25.25 REVESTIMENTOS TERMOPLÁSTICOS 2. deve-se passar com cera para dar lustro. são folhas de feltro de betume e de fibras vegetais ou minerais. Espalha-se o material de agregação necessário e cilindra-se nas condições atrás indicadas. A colocação faz-se com fitas autocolantes. A sua colocação é feita através de colagem em toda a superfície. mencionada no projecto (geralmente de 1 a 1. A espessura mínima é de 0. na proporção em peso por m2. vendem-se em placas de 30 X 30 cm. corrigir-se-ão todos os defeitos que possam existir no pavimento. Lava-se com água e detergente e. completando-se a limpeza com uma ventoinha. sem carga. A aplicação do betume far-se-á pelos mesmos dispositivos empregados na semipenetração.26 FELTROS DE VERNIZES VINÍLICOS Os feltros de verniz vinílicos.1 PVC O PVC é constituído por cloreto de vinil. com um revestimento de espessura mínima de 0. 40 X 40 cm e 60 X 60 cm ou em rolos de 2 e 4 m de largura.7 mm. mas não brilhante. sendo o betume previamente aquecido até à mesma temperatura de 165° a 175°c.

Misturar a cola em pequenas quantidades. O asfalto é um termoplástico. óleos e outros resíduos.28 Colar Facilmente um Pavimento Cerâmico Novo sobre um Antigo Sondar o pavimento existente e eliminar as partes descoladas ou que soem a oco.: pisos do metropolitano de Paris. Reparar os defeitos e encher os buracos. Ex. As membranas de asfalto para pisos são feitas com feltro grosso saturado de asfalto. 128 .27 PISOS FUNDIDOS DE ASFALTO É tanto usado em ladrilhos como em pisos fundidos. O piso de asfalto não é escorregadio. Deixar secar 24 horas. Verter cola de ligantes mistos e presa rápida sobre 2 m2 de cada vez. não devendo ser instalado em áreas quentes. com argamassa.REVESTIMENTOS 2. não é atacado seriamente por substâncias químicas. é resistente à abrasão (porque se deforma). respeitando a percentagem de água. Pentear com um pente 9x9x9mm. onde amoleceria e fluiria sob a pressão do tráfego de veículos. 2. Limpar a superfície de ceras.

Encher as juntas. Esperar 3 a 4 dias antes da circulação de tráfego pesado. Para peças de formato superior a 20x20 fazer uma colagem dupla. No caso da 2ª basta esperar 8 horas depois de realização das juntas.29 Colar Cerâmica em Locais de Tráfego Intenso Verificar se o suporte está plano. alinhando-se com as juntas da betonilha. Estender e pentear a cola. no caso da 1ª cola. Respeitar a quantidade de água. se necessário nivelá-lo com um produto adequado. 2. 129 . amassar 1 saco de cada vez e utilizar um pente 9x9x9. Respeitar e tratar as juntas estruturais. Eliminar as leitadas de cimento. Realizar uma junta perimetral (de 10 mm) para evitar tensões entre o pavimento e o revestimento. OBSERVAÇAO: Este processo pode ser usado em exteriores. A utilização de uma cola de ligantes mistos e presa rápida facilita o trabalho e permite uma mais rápida utilização do pavimento. fixados com cola de ligantes mistos. A circulação é possível 3 horas depois de betumadas as juntas. com uma lavagem de alta pressão e limpar com cuidado. Fraccionar o plano de colagem. Pressionar as peças até conseguir uma transferência completa. O ideal é utilizar perfis metálicos. com uma talocha adequada. O nível superior do perfil deve ficar à mesma altura que a cerâmica.REVESTIMENTOS Encher as juntas 3 horas após a colagem das peças.30 Colar Grés Porcelâmico em Pavimentos Comprovar que o reboco esteja seco. 2. com boa aderência e consistente.

Para a utilização do pavimento é conveniente esperar entre 1 e 4 dias. Colocar as peças e pressionar bem. 2. dependendo da utilização a dar ao pavimento. Limpar cuidadosamente o pó. Verificar se o pavimento está plano.31 Colar Cerâmica sobre um Pavimento de Madeira Comprovar que o suporte esteja plano. até esmagar os sulcos. que será fixada pelo primário. Eliminar os vernizes e ceras. Se o suporte não tiver estas condições. Pregar as tábuas menos estáveis. Deixar secar 3 a 6 horas. Em peças de peso ou formato elevado efectuar uma colagem dupla. no mínimo. Estender e pentear a cola de ligantes mistos. Para utilização esperar 1 a 3 dias.REVESTIMENTOS Verificar que a humidade do suporte não seja superior a 3%. Aplicar o primário de aderência. Depois de 24 horas betumar as juntas. se necessário nivelá-lo 24 horas antes. 24 horas e betumá-las. é necessário tratá-lo. Deixar secar. Deixar sempre juntas entre peças de 2 mm como mínimo. Colocar as peças de grés porcelânico e pressioná-las até conseguir o nivelamento dos sulcos. estável e resistente. 130 . é necessário enchê-las com mastique e cobri-las com malha de fibra de vidro 9x9. dependendo do uso e do tráfego a que fique sujeito o pavimento. Se existem juntas entre painéis. Estender uma cola de ligantes mistos sobre o suporte e penteá-lo com uma talocha dentada para regularizar a espessura.

inertes de granulometria compensada e aditivos que melhoram a retenção de água. Espalhar a cola sobre o suporte.33 Tipos de produtos 2. Realizar as juntas de fraccionamente e dilatação com perfis adequados à utilização dos locais. plasticidade e aderência. diferenciando-se pela quantidade de cimento e aditivos na sua composição. 2. respeitando a água de amassadura. As juntas podem ser realizadas 3 horas depois da colagem. por zonas de cerca 2m2. Uma circulação normal é possível 3 horas depois da betumação. 131 . Há dois tipos de cimentocola: convencionais e de altas prestações.1 Cimento Cola Cola é a base de cimento cinza ou branco. Esta cola tem uma consistência muito mais fluida do que as outras colas.33.32 Renovar Rapidamente o Pavimento duma Superfície Comercial Eliminar as partes descoladas e limpar cuidadosamente. Mistura a cola de ligantes mistos em peque nas quantidades (1 saco no máximo).REVESTIMENTOS 2. e regular a espessura com uma talocha dentada 9x9.

que se misturam entre si.33. aditivos orgânicos e inorgânicos. indicado para exteriores e para peças de baixa absorção. inertes seleccionados e pigmentos minerais. 2. De excepcional aderência e alta resistência mecânica e química. 2. que permite a colagem de pavimentos com maior facilidade e rapidez de utilização.4 Pasta adesiva Pasta à base de resinas sintéticas em dispersão aquosa.REVESTIMENTOS 2. assegurando uma aderência mecânica e química.3 Cola fluida de presa rápida e ligantes mistos para pavimentos Cola à base de cimento aluminoso e resinas.33. Um dos componentes é a resina epoxy e o outro o endurecedor junto com as cargas minerais.33.2 Cola de ligantes mistos Cola com dois tipos de ligante: cimento e resina.5 Argamassa epoxy Argamassa de dois componentes. utiliza-se para colar e betumar. Apto para betumar com diferentes espessuras. 2. 132 . pré-dosoficados.33.

um excelente isolante térmico e acústico.REVESTIMENTOS 2. Podemos encontrar no mercado uma variedade de alcatifas. deve-se limpar com regularidade Pode requerer uma conservação periódica As fibras sintéticas queimam-se com facilidade As alcatifas são os revestimentos. cores. mas não servem para todos os locais. com uma multiplicidade de desenhos. desde veludos até tecidos de “pelos largos” Gama ilimitada de cores e estampados Se o material se danificar pode ser removido facilmente Desvantagens • • • Para que dure. desde alcatifas muito caras fabricadas com mistura de lã até combinações sintéticas mais económicas. Todas estas hipóteses são muito cómodas. 133 .primas. A alcatifa também pode cobrir uma parede. Vantagens • • • Vasta gama de acabamentos. que cobrem a totalidade da superfície do chão. em fibras naturais ou sintéticas.34 ALCATIFAS Existem múltiplos tipos de alcatifas. Uma alcatifa de boa qualidade é também. espessuras e preços. nem para todas as pessoas. matérias . já que este pavimento é favorável à criação de microorganismos.

os tapetes em fibras sintéticas suportam a acção de um aspirador desde os primeiros dias. retira-se delicadamente a maior parte da nódoa. tratando das nódoas das bordas para o centro.REVESTIMENTOS Em relação a manutenção: para manter-se a alcatifa em perfeito estado de conservação pelo maior período de tempo possível. absorve-se a nódoa com um pano branco (para não manchar). as carpetes e as alcatifas em lã deverão ser limpas com uma vassoura de palha ou com uma sabrina. tem que se tirar o pó com regularidade e limpar rapidamente as eventuais nódoas. migalhas. Não se deve nunca andar sobre as superfícies molhadas ou húmidas. a fim de evitar uma grande formação de cotão. A limpeza consiste na eliminação das poeiras. tem que se agir imediatamente. Escova-se então o veludo no sentido contrário ao pêlo. etc. pêlos de animais. Antes de se utilizar directamente um tira nódoas. Após a acção do tira nódoas. Com uma colher ou uma faca. passa-se com a aspirador. gravilha). este não deve ser aplicado directamente mas sim num pano. tem que se absorver os restos do mesmo com um pano seco e apropriado. No final e depois de seco. De seguida.) e de partículas cortantes (saibro. Dois ou três meses depois da colocação. Para limpar nódoas de qualquer natureza. deve-se efectuar um teste numa extremidade da alcatifa ou num local escondido. que se depositam na superfície da alcatifa. da sujidade (fios. Os aspiradores adequam-se a todos os tipos de alcatifas. Deixa-se secar. 134 . qualquer que seja a sua estrutura e modo de colocação. Se utilizar-se um solvente. Pelo contrário.

Estas fibras podem ser classificadas da seguinte forma: 2.1 TIPOS DE ALCATIFAS O veludo.34.34. cabra ou camelo) 135 .2 Fibras Animais • • • Lã Seda Pêlo (vaca.REVESTIMENTOS 2. isto é. a parte superior visível da alcatifa. é composto por fibras têxteis.

4 Fibras sintéticas Poliamidas • • • Nylon Perlon Enkalon Seagrass 136 .3 Fibras Vegetais Algodão Cânhamo Linho Juta Coco Natural Panamá Bouclé Scotch e Mallorca Tatami 2.34.REVESTIMENTOS 2.34.

34.5 Fibras sintéticas acrílicas • • • • Dralon Acribel Crylor Acrilon 2. Cânhamo. Uma agulha retém o fio. Algodão. Depois. Latex.6 Fibras de Polipropilenos • • Meraklon Herculon A talagarça (parte onde assentam os pêlos) pode ser feita em : Juta. O fio é implantado a partir do verso da alcatifa. Assim.34. Espuma ou Fibras Sintéticas. deverá passar-se latex pela alcatifa. à semelhança de uma máquina de costura. 2. que vai formar uma argola. Linho. a fim de fixar os “tufos”.7 A SUA TÉCNICA DE FABRICO “Tufada” É feita através de um processo que consiste em introduzir verticalmente os fios (que formam o veludo) ao longo da talagarça. No fim do trabalho. a parte superior das argolas é cortada. obtém-se um veludo cortado.REVESTIMENTOS 2.34. “Agulha” 137 .

outras inteiras 138 . No fim do processo. as agulhas apresentam o aspecto do feltro. Os fios são entrelaçados longitudinalmente e transversalmente.REVESTIMENTOS As fibras são dispostas horizontalmente sobre um suporte.8 REFERENTE AO ASPECTO Veludo cortado A sua superfície é composta por tufos de fibras cortadas Veludo em argolas A sua superfície é formada por múltiplos tufos de fios Veludo com argolas inteiras e cortadas Trata-se da carpete com tufos que formam diversos desenhos através da altura das argolas. O conjunto é prensado e aglomerado por meio de um líquido à base de resina.34. umas cortadas. o que assegura a fixação das argolas do veludo. Alcatifas Tecidas O veludo e a talagarça são trabalhados simultaneamente. 2.

As alcatifas portuguesas não estão abrangidos pela classificação internacional.REVESTIMENTOS Veludo frisado Os seus fios são muito torcidos. Contudo. infelizmente.80% lã.20% nylon).O. de 5m.C. as alcatifas de lã são mais resistentes ao fogo do que as sintéticas. geralmente. têm as mesmas características que as de pura lã. as alcatifas são classificadas por este organismo de acordo com o seu tipo de utilização. 2. Por outro lado. A largura das alcatifas é.9 CLASSIFICAÇÃO DAS ALCATIFAS Algumas alcatifas e tapetes obedecem à classificação internacional I. Em geral. 139 .3. de 2. as alcatifas misturadas(por exemplo. No entanto.4 e nalguns casos.C. Apenas as alcatifas em 100% pura lã virgem podem usufruir da etiqueta “woolmark”. enrolam-se depois de terem sido cortados Alcatifa de pêlo alto Como o nome indica trata-se de pêlos mais altos que o costume. trata-se de modelos importados. A única desvantagem é o preço.34. Porém ao encontrar os símbolos de certificado numa alcatifa pode-se ter confiança na qualidade e na classificação atribuída.

e cortam os fios nas de lã. AO USO Boa traça) (atenção ELASTICIDADE a Muito boa RESIST.10 CARACTERÍSTICAS DE ALGUNS TIPOS DE ALCATIFAS TIPO LÃ RESIST.REVESTIMENTOS 2. às nódoas Menos à gordura Suja-se facilmente Fácil de limpar Resist. às nódoas Suja-se facilmente Fácil de limpar. Resist. À SUJID. • • • • • • • • • • • • • • Óptima Fácil de limpar Suja-se facilmente Fácil de limpar Resist.34. às nódoas Boa Fácil de limpar NYLON Muito boa Aceitável POLIÉSTER Boa Má / Aceitável ACRÍLICO Boa Boa POLIPROPILENO Muito boa Má Atenção: Os cigarros deixam marcas nas alcatifas sintéticas. 140 .

006 Da lusotufo Impacto 3000 Pura lã Base de juta Pura lã 8. 012 Da Tolemonde Papertweed 55% Sisal 45% Papel Reciclado 78. 011 Da Tolemonde Bayalaine Pura lã 61.11 PREÇÁRIO DE ALCATIFAS Ref. 010 Da Toulemonde Tatami 67.56€ /m2 Ref.10€ /m2 Ref. 007 Da Nani Marquina Palavras 446€ /m2 Ref.07€ /m2 141 .REVESTIMENTOS 2.009 Da Nani Marquina Kuba Pura lã 446€ /m2 Ref. 008 Da Nani Marquina Ângulos Pura lã 446€ /m2 Ref.600$ /m2 Ref.34.10€ /m2 Ref. 013 Da Tolemonde Tasitweed Puro sisal 75.

. servindo para encher as juntas verticais.F. Porém essa espessura pode ser controlada com uma linha que se faz coincidir com a aresta superior da fiada que se está a assentar.A aplicação de um bom hidrofugante nas argamassas de assentamento do T. .A elevação das paredes deve fazer-se com grande precisão.Deve procurar-se que a argamassa aplicada nas juntas horizontais tenha uma espessura constante (entre 1 e 1.F.35 Tijolo face-à-vista 2.V. fixando-se as mestras com o auxilio do fio de prumo. . o que se consegue com o auxílio de cordéis. . rectilínea e não sobressair da superfície exterior. Posteriormente. . e quando estiverem parcialmente secos devem ser removidos com sisal seco ou com auxílio de uma escova adequada e seca e só com movimentos horizontais. . a espessura de cada fiada.A argamassa que escorre das juntas horizontais aquando do assentamento dos tijolos deve ser recolhida. evitando a desidratação deste material. areia. A horizontalidade comprova-se com o nível de bolha de ar. .V.REVESTIMENTOS 2. assinala-se.35.5 cm) com um calibre apropriado.O aplicador deve utilizar os restantes materiais (água. No entanto antes de assentar o T. deve-se aplicar uma pequena pirâmide de argamassa no topo de encosto para melhor enchimento da referida junta. para que sirvam de orientação no levantamento da parede. com um cordel.A fiada deve ficar perfeitamente horizontal.1 Técnicas de Aplicação . A limpeza dos eventuais restos de argamassa depositados na face do tijolo deve fazer-se de imediato com auxílio da colher.Nas réguas que servem de mestras. em 142 .Os tijolos devem utilizar-se sempre molhados (mas sem estarem a escorrer) para garantir uma aderência adequada com a argamassa. cimento e aditivos) com a mínima quantidade possível de sais solúveis.

REVESTIMENTOS fachadas exterior é funcional para evitar as infiltrações de humidade através das juntas. Posteriormente deve fazer-se o acabamento final com auxílio de ferramentas adequadas.Seja qual for o tipo de assentamento. Para evitar a entrada de humidade esse reboco deve ser hidrófugo (ceresitado). deve ser convenientemente limpa. as recomendações seguintes devem ser adoptadas: i) ii) Aplicar sempre que possível tijolos inteiros. As juntas verticais devem ser sempre perpendiculares ao alinhamento da parede.Designa-se por assentamento o sistema de união dos tijolos que permite obter uma resistência adequada. pode utilizar-se uma régua calibrada. de molde a dar à junta a configuração pretendida. 2. Deste modo. 143 .No caso em que reboco na superfície interior do parâmetro (por detrás dos produtos) a aplicação de argamassa só deve ter lugar 24 horas após a execução do parâmetro.Para o corte em comprimento faz-se com o auxilio de uma colher de pedreiro ou uma picadeira. deve-se utilizar uma mesa de corte com disco de diamante refrigerado a água a qual. . Para executar uma parede com junta refundada. de modo a evitar contaminações. .35. não suja a face do tijolo aplicado.2 Tipo de Assentamento . o refundamento da junta é uniforme e a argamassa removida por estar semi-seca. No entanto se se deixar a junta parcialmente cheia passado algum tempo a argamassa começa a secar e o excesso pode ser removido com o auxílio de uma régua em chapa metálica com um dente na extremidade o qual terá aproximadamente a configuração final da junta. No corte em largura. . quando utilizada em produtos de cor diversa. Este processo evita o transbordo da argamassa e melhora o aspecto visual da parede. principalmente se atendermos ao facto de que elas representam cerca de 20% da superfície exposta.

Em principio. correspondendo entre si. de ½ ou ¼. que podem ser de ¾. Tem aplicação quase exclusiva em alvenarias de tijolo rebocadas. de forma que a largura corresponda à espessura da parede.REVESTIMENTOS iii) Os tijolos devem colocar-se de modo a interromper as juntas (contrafiada). 2. 144 . são os seguintes: 1.Assentamento inglês Os tijolos são dispostos alterando fiadas a uma vez com fiadas a meia vez.3 Principais Tipos de Assentamento Os principais tipos de assentamento. alternadamente. as juntas e os eixos das fiadas a uma vez. 3. De acordo com o assentamento adoptado. O extremo da parede necessita de três quartos de tijolo nas fiadas pares. aplicam-se fracções de tijolos no inicio da parede. Pela sua regularidade e solidez.35. cujas disposições esquemáticas se apresentam em anexo. em que as sucessivas fiadas de tijolo a uma vez estão desviadas meio tijolo. 4.Assentamento belga Assentamento do tipo inglês. a união dos tijolos não deve coincidir com a união dos tijolos da camada seguinte.Parede a meia vez – (muro de meia peça) A parede é formada por tijolos colocados ao baixo. 2. ou seja. coloca-se meio tijolo nas fiadas pares.Parede de uma vez – (muro de uma peça) Parede composta por tijolos em que o seu comprimento é a espessura da parede. este tipo de assentamento é o mais comum na construção de edifícios.

a camada de inerte assenta numa caixa previamente regularizada onde se colocam os “pavers”. pó de pedra ou um “traço seco” (mistura reslizada em seco de areia fina com 5 a 10% de cimento) com posterior “rega”.36. que posteriormente se compactam. conferindo ao pavimento desenhos variados.1 Técnicas de Aplicação e Tipo de Assentamento O assentamento do “Paver” cerâmico processa-se sobre camadas de areia preferencialmente podendo no entanto ser assente em argamassa de acordo com as condições do piso. Nos assentamentos em areia.36 “Paver” cerâmico 2.REVESTIMENTOS 2.36. Para assentamentos em argamassa. A sua forma rectangular permite variadas combinações (esquematizadas em anexo). 2. As juntas podem ser refechadas a areia fina. a camada base ou inferior de regularização é constituída por uma argamassa menos rica em cimento mais grosso. Posteriormente.2 Comparação de Custos Parede de tijolo Face-à-vista e parede tradicional Para além do efeito estético obtido com um revestimento de tijolo Face-à-vista de 145 . uma segunda camada rica em cimento e inerte fino constitui a superfície onde assenta o paver.

146 .REVESTIMENTOS qualidade e da ausência de manutenção da parede exterior do beneficio em termos de melhoria das condições de isolamento térmico e acústico. o custo por m2 de uma parede deste tipo é inferior ao custo por m2 de uma parede em alvenaria tradicional pintado.

Revestimento de Madeiras MADEIRA O “calor” da côr. fazem deste material muito popular. a variedade de madeiras e o seu agradável tacto. Vantagens • • • Tem um preço razoável. e é relativamente fácil de instalar A porcelana não quebra facilmente quando cai sobre a madeira Conjuga-se bem com outros materiais Desvantagens • • Tem que se ter cuidado com a preservação e não molhar a madeira Requer uma manutenção contínua 147 .REVESTIMENTOS 3. porém deve-se ter cuidado para dar um tratamento impermeabilizador.

148 . qualquer vestígio de ataque por insectos. E assim varia o seu aspecto consoante o local de onde provém a madeira. Utilizadas para contraplacados ou para fazer painéis de folhas múltiplas. faixas escuras. A madeira pode ser encontrada sob 3 formas Maciça. não se admitindo podridão. Aglomerada. Esta variação no corte.REVESTIMENTOS 3. de acordo com a NP. O corte em fatias ou por desenrolamento proporciona finas folhas de madeira. 3. ou outros defeitos ou anomalias prejudiciais. é efectuada consoante o destino da madeira. O corte transversal ou em quartos permite obter pranchas de madeira maciça. perfurações.1 Características Gerais Toda a madeira deve ser sã. Contraplacada.1. mesmo que se esteja a falar do mesmo tronco. gretas anelares ou em zig-zag.1 Corte Um aspecto muito importante quando se fala da madeira é o seu corte. entre 1 mm e 8 mm.

tendo em conta os diversos casos e o tipo de corte.Edifícios com aquecimento local 13 a 15 % .Edifícios sem aquecimento 15 a 17 % .3 Forma Todas as madeiras a empregar terão as formas e as dimensões indicadas no projecto. atender-se-á às normas em vigor. 3.4 Humidade Todas as madeiras a empregar devem ter um grau de humidade inferior a 20 %. salvo indicação expressa em contrário.1. 3.1.2 Secagem A secagem nas madeiras provocam um encolhimento ou uma deformação mais ou menos pronunciados.Edifícios com aquecimento central 12 a 14 % 149 . Todos os vigamentos e demais peças a empregar quer em pavimentos quer em cobertura devem ser de quina viva rigorosa. que se entendem para o acabamento final.1. . No caso especial dos tacos.REVESTIMENTOS 3. e os teores de humidade admissíveis são os indicados a seguir com tolerância de +2 %.

Não serão admitidas peças com quaisquer nós viciosos ou soltos.5 Fibras As madeiras a empregar terão fibras direitas paralelas ao bordo longitudinal da peça admitindo-se uma tolerância até uma inclinação de 1/10 em relação a esse bordo quando para peças resistentes e 1/15 nos restantes casos. sem exceder 5 cm no caso de peças resistentes. e até 1/2. 150 .0 m.1.REVESTIMENTOS 3. 3. A soma dos diâmetros. sem exceder 8 cm nas restantes. No caso de peças compridas a flecha máxima permitida será de 1/400 do seu comprimento.6 Peso O peso mínimo de madeira para peças resistentes será de 550 Kg/m3.1.7 Curvatura Não serão admitidas flechas superiores a 5 mm medidas num comprimento de 2.até 1/5 de largura. devendo a madeira para revestimento á vista ser isenta de qualquer nó. medindo sobre cada face um comprimento de 0. Nas restantes peças são admissíveis os nós sãos com um diâmetro . não deve exceder 2/5 da largura nas peças resistentes e % nas restantes.15 m.1. No caso de madeiras para tacos admitem-se fibras paralelas ou perpendiculares às faces. 3.

poeiras. ceras. dever-se-á remover a tinta ou o verniz existente em zonas danificadas.. a fim de remover a resina. quando temos madeiras novas. sujidades. afastamentos entre peças: 0. Os mais utilizados são: 151 . sendo necessário remover todos os vestígios de eventuais gorduras. deve-se proceder tal como se tratasse de uma madeira nova. 3.etc. tais como perda de aderência. No geral. existem alguns produtos com características e objectivos particulares. má secagem. ou escovar a mesma utilizando uma escova adequada. Juntas encostadas. De seguida. má dureza superficial.3 Preparação das Superfícies Existem alguns procedimentos que são necessários efectuar. com uma lixa de papel de grão médio no sentido das fibras. etc. através de uma lixagem e/ou raspagem (com ou sem a utilização de decapante). deve-se lixar ligeiramente a mesma. Se estes procedimentos não forem tidos em atenção ou forem mal executados. No caso de se tratar de madeiras resinosas. é necessário proceder a uma limpeza da superfície a tratar. antes de se proceder a qualquer pintura ou envernizamento.REVESTIMENTOS 3.. poderão resultar defeitos na película do sistema aplicado.2 Tolerâncias dimensionais 3.1 Em Pavimentos a Revestir a Madeira Nivelamento: 5mm com régua de 2m.2. 2mm com régua de 20cm. assim como garantir que a mesma está isenta de qualquer humidade. Como complemento a estes procedimentos. deve-se primeiro limpar com um solvente. Quando forem madeiras anteriormente pintadas ou envernizadas.5mm. Mais especificamente.

ou juntas que eventualmente possam existir. Esta situação pode ser evitada recorrendo à realização de um ensaio prévio.3.3.4 Massas Produtos que derivam. 3. A sua utilização em exteriores deve restringir-se ao mínimo indispensável.3 Betumes Produto formulado por resinas alquídicas modificadas e pigmentos adequados (conforme a cor pretendida). Como referência aos esquemas mais correntes no mercado. uma vez que pode comprometer a aderência do novo sistema de pintura. como é o caso das madeiras.3. necessita de um cuidado especial. já que é um produto oleoso. 3. temos o esquema “Bondex” e esquemas compostos por sais metálicos solúveis em água (Cuprinol). uma vez que faz com que estas empolem. É um produto muito sensível às condições atmosféricas na altura de aplicação. Caso isto se verifique. Permitem efectuar uma regularização geral de pequenos defeitos da superfície. será necessário um tratamento completo da superfície. São utilizados na regularização das superfícies.2 Decapantes Produto destinado. principalmente. A utilização de decapante em superfícies porosas. utilizados como tratamento preventivo em madeiras novas e como tratamento curativo nas madeiras já atacadas por insectos e/ou fungos. 3.3. tal como os betumes. de modo a que o produto não penetre para o interior. destacando-as assim do suporte.1 Imunizadores Produtos oleosos. de resinas utilizando pigmentos adequados. de modo a não comprometer a resistência global do revestimento. nomeadamente defeitos pontuais. para a remoção de tintas velhas de pinturas anteriores. 152 .REVESTIMENTOS 3.

Disponível nos padrões Carvalho 005.REVESTIMENTOS 3. duma forma fácil. Trata-se de um pavimento bastante versátil. com 2 400x70mm. que se adapta facilmente a qualquer tipo de projecto. de fácil limpeza e de fácil manutenção.4 Pavimentos em madeira 3. Trata-se de um pavimento versátil. nomeadamente arquitectura. Tecnicamente é recomendado como sendo de fácil aplicação. pois dispõe de um exclusivo sistema de juntas de encaixe. que se adapta facilmente a qualquer tipo de projecto. Tecnicamente é recomendado como sendo de fácil aplicação. Pela comodidade e pelo conforto que proporciona. rápida e limpa.1 FLUTUANTE TIMBERMADE Finfloor Home O Flutuante Timbermade é um pavimento de madeira laminada de elevada resistência e durabilidade. design de interiores e carpintaria. A grande novidade deste pavimento é não necessitar de cola. As suas qualidades excepcionais fazem com que este pavimento seja frequentemente recomendado por profissionais de várias áreas. Este novo sistema de junção do pavimento sem necessitar de cola apresenta as seguintes 153 . este pavimento é especialmente indicado para habitações. de fácil limpeza e de fácil manutenção. Faia 007 e Pau Rosa 008. 3. as placas têm a dimensão de 1200x192x8mm. perfil de transição também na mesma cor do pavimento com 2 400x44mm e o perfil de desnível 2 400x65 mm também na mesma cor do pavimento.4. (1189x289x8mm) e na facilidade de instalação. O pavimento encaixa e assenta na perfeição. Cerejeira 006. cuja aposta acenta principalmente numa largura maior do que o habitual.2 Nova linha NATURE 30 O pavimento NATURE 30 é um pavimento com textura de madeira laminada. Este pavimento dispõe dos seguintes acessórios: rodapé largo na mesma cor do pavimento.4.

onde excluímos o nosso produto NATURE 30. batente plástico 154 . fácil de mudar placas danificadas. instalação rápida e fácil. . anula o efeito óptico de levantamento de pontas na união das juntas e proporciona um acabamento mais perfeito. recomendamos a utilização das seguintes ferramentas e acessórios: . .REVESTIMENTOS vantagens: . . . pois dispõe de um exclusivo sistema de juntas de encaixe. . . Mesmo a propósito. possibilidade de corrigir erros durante a instalação. 3. para os pisos flutuantes que exijam a utilização de cola. . inauguramos esta secção com conselhos para aplicação de pisos flutuantes.4. espuma de polietileno. acabamento perfeito. De uma forma geral. Entre elas destacamos.2. utilização imediata do pavimento logo após a sua instalação. este pavimento apresenta um revolucionário sistema de protecção de juntas. que se traduz num discreto rebaixamento na zona das juntas e que apresenta inúmeras vantagens. Também como inovação. possibilidade de reutilização do material. a protecção e resistência dessas mesmas juntas. enorme resistência à transição transversal. A grande novidade deste pavimento é não necessitar de cola. as junções entre placas são praticamente ínvisiveis: .1 Conselhos de Aplicação Pavimento Flutuante Iniciamos com este número da projectos uma nova secção dedicada a dicas e truques para aplicações e utilizações dos nossos produtos. cola de PVA tipo D3.

batente metálico para fecho. ou longitudinalmente em locais estreitos. Retirar os roda pés existentes. martelo. Em obras recentes. 3. espaçadores. limpas e planas (variação máxima de 2 mm/ml). óculos de protecção.4. fita métrica. Sugestões de Aplicação As embalagens do pavimento flutuante devem ser colocadas em posição horizontal e no local onde vai ser instalado. .2 Preparar o local de Aplicação Retirar todo o mobiliário do local de instalação. material para isolamento sonoro. 48 horas antes do inicio da aplicação. O pavimento deverá ser instalado a uma temperatura ambiente entre os 18° e 27°C. . a menos que esteja prevista a utilização de perfis decorativos sobre os existentes. . para cobrir as juntas de dilatação. confirmar a sua consistência. No caso de pavimentos velhos. Os aros de portas deverão ser serrados por forma a permitir que os painéis possam deslizar por baixo destes. sugere-se a colocação dos painéis na direcção da fonte de luz dominante.2. . . . o pavimento de betão deve secar pelo menos 8 semanas. se usar ferramentas eléctricas . esquadro com 20 cm.REVESTIMENTOS . antes de iniciar a instalação. . . Colocar um painel virado ao contrário sobre o material de 155 . O pavimento flutuante não deve ser instalado sobre alcatifa ou outros materiais idênticos. apenas sobre superfícies secas (humidade inferior a 5%). Por razões decorativas. serra eléctrica. lápis.

-Dimensões adaptáveis a qualquer design (até 1220mm de largura).4.Madeira sem manutenção. com as variações climatéricas. A superfície onde vai ser instalado o pavimento flutuante deve estar completamente limpa e nivelada.REVESTIMENTOS isolamento. 156 . pilares. . sofre contracções e expansões.3 prf ( parquet de alto rendimento) É um painel composto por uma alma contraplacada de madeira impregnada de resinas fenólicas termoendurecíveis e superfície de madeira natural protegida com revestimento de formulação própria que conferem ao parquet características até agora inimagináveis: -Altíssima resistência à abrasão. tubos de aquecimento. por isso. As junta de dilatação deverão ser igualmente consideradas entre divisões e em áreas com comprimentos superiores a 12m ou larguras superiores a 8m. O pavimento que vai instalar é flutuante. Por este motivo é fundamental deixar sempre uma junta de dilatação de 8mm a 10mm entre os painéis e a parede. Como produto natural que é. Se necessário proceda também ao acerto da porta (fig. utilizando-o como referencia para serrar (fig. 3. A colagem só deverá ser efectuada entre macho e fêmea dos painéis. em nenhuma circunstância os painéis deverão ser colados. escadas ou qualquer outro elemento fixo. Após instalação.1). 2). pregados ou aparafusados ao solo. os rodapés deverão ser fixos na parede ou nos roda pés a substituir e nunca ao pavimento.

3. -No sistema flutuante o número máximo de peças que podem coincidir num ponto é de três.5%. Seguidamente coloca-se a manta de neopreno que habitualmente se utiliza neste tipo de montagens. Nota: -Só se recomenda utilizar o sistema flutuante quando a relação comprimento/largura da lâmina for igual ou superior a quatro.Parquet flutuante.Parquet colado.4.1 Sistemas de montagem . 157 . . Parquet flutuante O parquet deve ser colocado sobre uma superfície bem nivelada e com um grau de humidade inferior a 2.REVESTIMENTOS 3. Deve-se colocar faixas de material plástico de PVC ou polietileno com o objectivo de criar uma “barreira de vapor”. pilares. Recomenda-se a colocação de cunhas nos “pontos de contacto” (paredes.

é conveniente colar a fêmea com um cordão contínuo de adesivo. 158 . por exemplo numa soleira de betão. Para poder utilizar este sistema é absolutamente necessário que a superfície seja lisa. Se se utilizar o sistema de colagem sobre uma base em cuja formação exista água. Finalmente elimina-se as cunhas e coloca-se o radapé para ocultar a junta de dilatação criada. Parquet colado Este sistema deve ser utilizado sempre a relação comprimento/largura da peça seja menor que quatro.REVESTIMENTOS tubagens. etc…) com o parquet para assegurar uma junta de dilatação de aproximadamente 10 mm. Para que exista uma boa adesão entre as peças. que esteja bem nivelada e que na sua composição não exista água. é necessário criar uma superfície intermédia à base de painéis MDF hidrófugos.

REVESTIMENTOS 3.4. Linguentas de regulação para suspender e nivelar as peças. Colagem Colagem sobre régua de madeira ou de metal com adesivo estrutural. fixados à parede com cunha de fixação HRD-HDS 10/80/10.5x19mm.5x19mm. perfil em forma de “T” como montante vertical em liga de alumínio 6005. fixo a separador com parafusos autoroscantes de aço inoxidável HES-MD53Z 5. Fixação oculta Fixação invisível executada com separadores à parede em forma de “L” de 80x40 mm em liga de alumínio 6005. Parafusos de aço inoxidável tipo SFS TWSD 12 com possibilidade de lacar na mesma cor que o painel. 3.4. fixadas na parte posterior. Perfil guia horizontal aparafusado ao vertical com parafusos autoroscantes HES-MD53Z 5.4 Bak (revestimentos exteriores) Painel de alta densidade composto por uma alma de fibras de celulose impregnadas em resinas fenólicas termoendurecíveis e superfície de madeira natural protegida com revestimento de formulação própria.4. ou régua metálica adequada.1 Tipos de fixação / Sistema de montagem Fixação à vista Fixação visível com régua de madeira tratada em autoclave para exteriores 40x40 mm e 80x40 mm. primário de 159 .

5. Se a régua for de madeira. 6. 2. 4. 3. Em caso de sujidade excessiva.Limpar as réguas e deixar secar pelo menos 10 min.Limpar o painel na zona de adesão e deixar secar.Retirar o papel de protecção da fita de face dupla. não realizar esta operação. Parafusos de aço inoxidável tipo SFS TWSD com possibilidade de lacar na mesma cor que o painel. 7.É fundamental respeitar o tempo mínimo de secagem de cada pimário.Colocar o painel. 3. e não mais de 1 hora antes de aplicar o adesivo. sobrepor o painel na zona onde deve ir colocado sem pressionar. 8. 3.4.5 mad (revestimentos interiores) Painel de alma contraplacada de madeira impregnada de resinas fenólicas termoendurecíveis e superfície de madeira natural protegida com revestimento de formulação própria. Ajustar na sua posição definitiva e só então pressionar com força.REVESTIMENTOS régua e utilização de fita adesiva de face dupla.Dar uma primeira demão na zona a aderir do painel e deixar secar no mínimo 15 min. ou régua metálica adequada. Para o efeito. A distância máxima entre as réguas é de 60 cm. Fixação oculta Fixação oculta à base de subestrutura de alumínio formada por guias contínuas 160 . 1.1 Tipos de fixação / Sistema de montagem Fixação à vista Fixação visível com régua de madeira de pinho de 40x40 mm.4.Aplicar uma banda contínua do adesivo ao lado da fita de face dupla.5. lixar previamente a zona a aderir.Colocar uma banda contínua da fita adesiva de face dupla e não retirar o papel de protecção até ao final para evitar a formação de pó.

Nota A subestrutra portante coloca-se em cada 60mm para uma espessura de 11mm e em cada 400mm no caso de uma espessura de 8mm.6 act (revestimentos acústicos) 3.REVESTIMENTOS (P4952) e linguetas de suspensão (p5012). 3.6.1 Tipos de fixação / Sistema de montagem Revestimentos acústicos 161 .4. Colagem Colagem elástica sobre régua de madeira ou metal com adesivo e fita adesiva de face dupla.4.

7 CONTRAPLACADOS Os contraplacados são feitos com folhas obtidas pelo corte em fatias ou por desenrolamento. A sua estabilidade dimensional. Painel de concepção exclusiva para revestimento de tectos e paredes de elevada exigência acústica. Fixação oculta Fixação oculta à base de subestrutura de alumínio formada por guias contínuas e ligantes de suspensão. Fixação à vista Fixação visível com régua de madeira de pinho de 40x40mm ou régua metálica adequada. Colocado sobre lã de rocha de 50mm de espessura. Colocado sobre lã de rocha tipo de 50mm de espessura. coladas em diversas espessuras e de acordo com um certa ordem. alternando os veios verticais e horizontais. depois. Colocado sobre lã de rocha de 50mm de espessura. (não tem tendência para dilatar ou encolher) é uma das vantagens comparando-a com a madeira maciça. com superfície de madeira natural protegida com revestimento de formulação própria. 162 . A utilização do contraplacado vai desde as estruturas até aos acabamentos. O painel apresentado com três tipos de perfurações em função da absorção acústica desejada. 3.4. Colagem Colagem elástica sobre régua de madeira ou de metal com adesivo e fita adesiva de face dupla. Estas folhas de madeira são. Parafusos da aço inoxidável tipo SFS TWSD com possibilidade de lacar da mesma cor que o painel.REVESTIMENTOS Painel de alma de fibras de madeira e cimento.

• Painéis em multiplex. 17. a faia e o mogno. 5. são feitos com dois contraplacados similares ou com multiplex.. A essência das folhas exteriores é. O contraplacado é feito com varias dimensões.4. blockboard.. Pois o contraplacado tem que terminar com o mesmo tipo de veio como começou. etc. a bétula. As madeiras mais usadas para estes fabricos são o choupo..7.6 mm de espessura · Os interiores são normalmente de Okoumé. geralmente. 9. • Painéis em ripas. são obtidos da mesma forma que os de ripas.1 Contraplacado Decorativo · Faces constituídas por folhas decorativas com 0. a mais corrente é a folha de 20 X 122 X 244 mm. mas o seu interior é feito com uma série de pequenas ripas de 7 mm a 8 mm.REVESTIMENTOS Os contraplacados são designados de forma diferente consoante o modo de fabrico e o número de folhas do contraplacado. ou de outras madeiras exóticas 163 . 3.. 7. 3. As faces exteriores são revestidas por duas ou três folhas. designado assim pelas suas diversas folhas. mas o seu interior é obtido através de ripas de secção quadrada. executada em madeiras mais nobres do que as ripas. coladas lado a lado.. • Painéis em laminados. sempre em numero ímpar.

5 PINTURA MADEIRA PINTADA Vantagens • • • Pode-se controlar a intensidade e tonalidade da côr Pode-se voltar a pintar sempre que se queira É compatível com o sistema de aquecimento debaixo do solo 164 .2 Contraplacados Desenrolados . painéis não têm veios.8 PAINÉIS DE PARTÍCULAS OU AGLOMERADOS São painéis feitos com aparas de madeira ou com partículas de linho cobertas por uma resina sintética que. 3.4. Ao contrario da madeira maciça e do contraplacado estes. E por isso mesmo ao cortar não é necessário Ter em conta o sentido do veio.7. são submetidos a uma prensagem a alta temperatura. Quando o painel é recoberto por uma imitação de madeira ou de tinta. depois.4. Desta forma.marítimo · Este tipo de contraplacado é constituído por folhas de madeira desenrolada com alta densidade e resistência · As folhas de madeira utilizadas têm um teor de humidade máximo que varia entre os 6 e 8 % 3. com uma grande estabilidade dimensional. obtém-se um material sólido. designa-se por folheado.REVESTIMENTOS 3.

subcapa 3. Tratam-se de tintas fortemente pigmentadas.2 Subcapa ou aparelho São tintas utilizadas como camada intermédia entre o primário e o esmalte de acabamento. normalmente.5. Quando a sua aplicação é feita à pistola. As suas características principais são a boa penetrabilidade. Ao penetrar na madeira e mantendo-se elástico ao longo do tempo. três tipos de tintas. 165 . É utilizada. consegue-se que o desgaste natural ou a madeira de má qualidade. mas se for aplicada uma camada de tinta. como primeira camada de tintas e é essencial aplicá-la quando os suportes são muito absorventes.REVESTIMENTOS Desvantagens • • • Com a água e a humidade a madeira dilata-se A madeira não é demasiado resistente aos golpes e pode lascar Amplifica os sons A madeira tem o seu próprio encanto. que servem principalmente para dar espessura e tornar a base o mais uniforme possível. geralmente.5. No processo de pintura utilizam-se. designa-se por aparelho. fique bem melhor. 3. boa aderência ao suporte. São elas o primário.1 Primário Trata-se de uma tinta que serve de isolante ou selante da superfície. bom espalhamento e boa resistência à água. ou aparelho e tinta de acabamento ou esmalte. o primário forma uma base que permite uma perfeita ligação dos acabamentos ao suporte.

4. em princípio. eventualmente. acetinado) consoante o tipo de características da tinta escolhida. Desaconselhado na aplicação da tinta no chão. as características da superfície onde a tinta é aplicada e. Utilização : Trabalhos comuns.3 Tinta de acabamento ou esmalte TINTAS As tintas e os vernizes têm por função decorar a superfície dos objectos. Todas as tintas são feitas à base de um pigmento incorporado num ligante (ou veículo).5. deverá ser adaptado à superfície em que é aplicado. protegendoos simultaneamente. Os tempos de secagem dependem de diversos factores. cal ) diluídos num único solvente a água. dos fabricantes e das marcas. mate.1 TINTA DE ÁGUA NATURAL É o tipo que se conhece há mais tempo.4 TIPOS DE TINTAS 3. cola animal. mesmo. Cada tipo de tinta ou de verniz. Deve-se verificar primeiro a superfície antes de aplicar a Segunda de mão. brilhante. A esta mistura poderão ser. composto. Actualmente vai caindo em desuso. independentemente do seu aspecto final. A tinta destinada para o chão trata-se de uma tinta especial. adicionadas resinas naturais ou sintéticas. por óleo secante tratado. gelatina.5. 3. É composta por ligantes naturais (clara de ovo. caseína do leite. a ventilação. tais como a temperatura. 166 . Não resiste se for esfregada ou lavada frequentemente.5.REVESTIMENTOS 3. a humidade. A superfície tratada tomará um aspecto (esmaltado. Trata-se de uma tinta sensível à humidade.

Utilização : Como tinta primária para proteger os metais ferrosos da ferrugem. chumbo e outros metais). entre outros) utiliza-se tintas que não contenham muito chumbo. Desaconselhado na aplicação da tinta no chão. 3. 167 . Têm um tempo de secagem muito curto. Caracteriza-se por uma película estanque de uma grande flexibilidade e boa aderência.5. Utilização : Em interiores ou exteriores. Composta por ligantes sintéticos e por solventes à base de óleo ou de água. trata-se de uma superfície flexível e impermeável. Para os metais não ferrosos (alumínio. Resiste à maior parte dos agentes químicos.4.5. Têm uma secagem lenta entre 2 e 5 dias.3 TINTA GLICEROFTÁLICA É uma tinta mais recente.4. Não é uma tinta destinada á aplicação no chão. associados a uma ligante à base de gordura. de acordo com as condições climatéricas. Desaconselhado na aplicação da tinta no chão. mas de aderência durável.4. diluídos por um solvente de terebentina. 3.5. É lavável. especialmente a evitar a ferrugem (compostos de zinco.REVESTIMENTOS 3. Porém amarelece rapidamente e é pouco resistente ás altas temperaturas.2 TINTA DE ÓLEO Conhecida há muito tempo. Utilização : Em interiores ou exteriores. É composta essencialmente por branco de zinco e por óleo de linho. zinco. De fácil aplicação.4 TINTA ANTI FERRUGEM Contém pigmentos destinados.

Utilização : Em interiores e exteriores. de uma preparação cuidadosa da superfície.4. impermeável e lavável. progressivamente.REVESTIMENTOS 3. De difícil aplicação. São tintas especialmente desenvolvidas para conferir ao suporte um aspecto agradável. Têm uma secagem muito rápida no máximo 30 minutos. deve-se proceder a uma lixagem da superfície. por forma a obter-se. A durabilidade da esmaltagem depende.5 TINTA CELULÓSICA É constituída por uma base de acetato de celulose. subcapa e acabamento. Trata-se de uma película muito brilhante. através do brilho e cor que lhes são característicos. essencialmente. O esquema de pintura segue a descrição já apresentada: primários. 168 . Entre cada aplicação destes produtos. à sua regularização.5.

REVESTIMENTOS

Quadro 2 – Pinturas de madeiras – esmaltagem.

169

REVESTIMENTOS

3.6 Encerramento e Envernização

3.6.1 Enceramento de madeira interiores

As madeiras interiores não pintadas, serão em princípio enceradas. Este trabalho compreende a raspagem e lixagem da madeira, a velatura à base de anílinas para uniformização das tonalidades das várias peças e o enceramento propriamente dito. A raspagem, a lixagem e enceramento devem fazer-se à máquina. O envernizamento é um processo que deixa à vista a textura da madeira. Assim, pode-se executar um acabamento do tipo poro fechado ou do tipo poro aberto. Para se conseguir um acabamento do tipo poro fechado, é conveniente utilizar-se um outro produto, antes da aplicação do verniz - o tapa-poros.

3.6.2 Tapa-poros
Este produto, de aspecto muito semelhante ao verniz, tem como principais características o enchimento dos poros e veios da madeira, bem como a regularização da absorção da superfície. É um produto baseado em resinas nitro-celulósicas ou nitrosintéticas, especialmente estudado para, quando utilizado como primeira(s) camada(s) no envernizamento de madeiras novas para interiores, permitir obter um acabamento perfeitamente liso (poro fechado). É ainda recomendado para a protecção de madeiras durante

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REVESTIMENTOS

a construção, evitando as manchas devidas ao contacto da madeira com as massas de reboco, cimento e gesso. Este produto não deve ser utilizado em exteriores.

3.6.3 Verniz
O verniz protege a superfície com uma película transparente, de aspecto mate ou brilhante. O esmalte é também um verniz, porém colorido devido ao óxido metálico. O esmalte é possível ser aplicado no chão mas não é recomendado. As restantes madeiras à vista serão enceradas, depois de convenientemente preparadas com três demãos de óleo de linhaça fervido, dadas com intervalo de tempo suficiente para que a anterior tenha secado.

3.6.3.1 TIPOS DE VERNIZES

VERNIZES GORDOS
Compostos por óleos combinados com gomas e resinas naturais ou artificiais. Utilização : Protecção da madeira em interiores ou em exteriores. Características : película flexível, impermeável, muito brilhante, secagem rápida.

VERNIZES SINTÉTICOS
Compostos por resinas sintéticas (vinílicas, silicones). Utilização : Protecção da madeira e dos metais em interiores ou exteriores.

172

De preferência.REVESTIMENTOS Características : resistentes aos agentes químicos VERNIZES DE ÁLCOOL Compostos pela dissolução de uma goma natural em álcool ou em essência de terebentina.) ou na utilização em pavimentos de madeira (sujeitos a um maior desgaste). Sempre que nada for dito em contrário. Os vernizes com compostos poliuretanos têm características superiores às das conseguidas com vernizes alquídicos convencionais. todas as madeiras exteriores à vista serão envernizadas. para o que se executarão os seguintes trabalhos: lixar toda a superfície das madeiras imunizar conforme o especificado . três demãos no mínimo de verniz conforme amostra aprovada pela fiscalização O verniz. etc. Utilização : Para envernizar móveis Características : secagem muito lenta. secagem mais rápida e resistência à abrasão. para garantir que aí se obtenha a espessura adequada. a superfície deve ser lixada ligeiramente antes da aplicação da demão seguinte. a álcoois e a água a temperaturas mais elevadas. Depois de seca. deve ter-se especial cuidado no envernizamento das arestas. poliuretano. por isso. conforme a sua natureza pode ser mais adequado na utilização em interiores/exteriores (no caso de sistemas alquídicos. 173 . deve-se bolear as arestas vivas já que as espessuras de película aí obtidas são normalmente baixas e. esses são pontos de cedência prematura do verniz. nomeadamente. Quanto ao modo de aplicação do verniz.

REVESTIMENTOS 174 .

175 .REVESTIMENTOS Quadro 3 – Madeiras – envernizamento.

aplainadas simplesmente na face vista ou em ambas as faces. estas deverão ser previamente submetidas em amostras. à aprovação da Fiscalização. dispor-se. 176 . betumados e encerados e no caso de se meterem cores. As tábuas deverão assentar sobre o vigamento. se outra não for fixada.002m. os pregos não deverão ficar aparentes. Cada tábua será pregada com dois pregos a cada viga sobre que assentar e com três nas extremidades. e ficar bem apertadas umas contra as outras. conforme o prescrito no projecto. e ligadas a meio fio (soalho aparelhado à portuguesa). Considera-se implicitamente obrigatória a execução de rodapés de 0.15m de altura. Nos soalhos aparelhados à inglesa. ou a macho e fêmea (soalho aparelhado á inglesa). como acontecerá quando os soalhos forem de madeira de pinho. Os pregos serão posteriormente rebatidos. por forma que a espessura das suas juntas não seja superior a 0.REVESTIMENTOS 3. acabados de acordo com o especificado anteriormente.7 Sobrados Os sobrados serão feitos com tábuas da mesma largura e espessura igual à fixada. Quando o vão do sobrado exigir mais de uma tábua em cada fiada. e da mesma madeira empregada nos sobrados. e as tábuas serão replainadas por forma obterem superfícies bem desempenadas. Salvo indicação expressa em contrário os sobrados serão depois de raspados.ão as tábuas por forma que as juntas de uma fiada alternem com as da seguinte. de modo que os sobrados fiquem bem planos e nivelados.

O seu assentamento será feito com um produto e por processo a aprovar pela Fiscalização.002m. Todos estes pavimentos ficarão com o contorno limpo. Antes do acabamento final.023m. quando outra coisa não for especificada. o rodapé em material da mesma qualidade e com 0. separado de paredes ou pilares por uma junta de dilatação cheia de mastic conveniente. não deverão ser superiores a 0. destinado a facilitar a sua colocação e a evitar que a massa do assentamento reflua. rebaixos ou tacos defeituosos serão supridos. sobre as superfícies previamente preparadas. desempenadas. e lateralmente. bem desempenadas. com as dimensões indicadas no projecto. uniformes e com as inclinações que forem previstas no projecto. para o caso de tacos de pinho o rodapé será pintado a esmalte. de modo a resultarem superfícies desempenadas. quando nada for indicado em contrário. um chanfro. e deverão apresentar na sua face inferior estrias. As juntas perfeitamente regulares. mas com uma espessura nunca inferior a 0. e deverão ficar bem preenchidas. Considera-se implícito aos pavimentos. com arestas vivas e em perfeita esquadria. para garantir maior aderência. 177 . por forma a ficarem bem niveladas. em toda a periferia e junto da face inferior.8 Tacos Os tacos de madeira a empregar serão de 1ª qualidade. todas as arestas salientes.REVESTIMENTOS 3. lisas.15m de altura.

REVESTIMENTOS 3. Serão bem aparelhado e aplainados nas faces exteriores e terão superiormente um matajuntas de acordo com o indicado pela Fiscalização. a tacos de madeira. os rodapés serão pregados ou aparafusados.9 Rodapés e Guarda-cadeiras Os rodapés serão executados nas madeiras com as dimensões e molduras indicadas no projecto e nas Cláusulas Técnicas Especiais. Quando as paredes não tenham gaiola de madeira. Se nada for especificado em contrário serão pintados ou acabados de forma igual ao especificado para as portas. conforme o indicado Cláusulas Técnicas Especiais. por forma a ficarem solidamente ligados. devidamente tratados e embebidos nas alvenarias. 178 .

por forma a ficarem em condições de receber o acabamento final. apresentar qualquer nó marca de martelo ou outras deformações. Os paramentos vistos serão aplainados e limpos. As peças das grades serão ligadas entre si por meio de respigas engasgadas. As grades ou caixilhos. serão os indicados no projecto e Cláusulas Técnicas Especiais do Caderno de Encargos da Empreitadas. Estes trabalhos. nas superfícies à vista. podendo exigir-se a sua cobertura por madeira igual à do revestimento. de comprimento. quando à vista. 179 . deverão ser executados com maior esmero. os painéis ou almofadas. tendo os machos ou linguetas 0. Os parafusos. suas molduras e dimensões das madeiras a empregar. podemos encontrar lâminas numa ampla gama de cores. devem ser colocados por forma a não prejudicarem o aspecto. 3. o seu acabamento final (enceramento ou pintura).02 m no mínimo.REVESTIMENTOS 3. 11 LAMINADO EM MADEIRA Fabricados com papel prensado e impregnado com resina. serão pregados ou aparafusados a tacos de madeira devidamente tratados e embebidos nas paredes. desenhos e texturas. não devendo.10 Painéis de Madeira em Revestimento de Paredes O número de painéis. unindo-se o macho e fêmea com as grades. serão bem ligados e colados.

180 . material de construção por excelência. não se mancha e é de fácil manutenção Os desenhos e as cores não desaparecem com o tempo Desvantagens • As superfícies duras podem ser ruidosas A sua reparação é complicada 3. elevada sensibilidade à humidade. cedro. susceptibilidade de ser atacadas por fungos. Para revestimento de tectos. a madeira pode ser encontrada nas mais diversas formas. madeira comprimida. freixo. castanheiro. falta de homogeneidade. nomeadamente elevado grau de acabamento. são. alteração à cor devido à exposição da luz. os sistemas mais usados no nosso pais.12 Tectos Revestidos a Madeira A madeira. abeto. madeira laminada. nogueira. Este material. faia. etc. recorrendo-se hoje em dia cada vez mais ao uso de materiais derivados da madeira contraplacado. tais como. desde os primórdios da construção civil é ainda utilizado. pelo facto de conjugar as características mais importantes que um revestimento deve ter. é amplamente utilizado nos revestimentos interiores de tectos.).REVESTIMENTOS Vantagens • • • Revestimento para o solo extremamente resistente e duradouro Sistema higiénico. aspecto agradável e harmonioso. mogno. carvalho. No mercado. termolaminados) onde foram corrigidos certos problemas que a madeira no seu estado natural apresenta. os laminados de madeira natural ou de fibras revestidos a madeira e os tectos onde se aplicam placas de aglomerados de madeira. principalmente como elemento de decoração/acabamento nos actuais edifícios. madeiras melhoradas. baixo coeficiente térmico e acústico. grande variedade ao nível de padrões e cores protagonizado pelo elevado número de tipos de madeira existente (pinho.

1 Metodologia para a sua aplicação Em primeiro lugar há que estabelecer no tecto original uma estrutura que servirá de base de sustentação ao revestimento de madeira.REVESTIMENTOS Fig.12.Abertura de caixas para a colocação de tacos. 181 . 3.º . onde irá fixar a moldura. 39 – Aspecto de um tecto revestido a madeira. em todo o contorno superior do compartimento a revestir. As fases de construção destes tipos de tectos. pois a madeira para ter maior durabilidade necessita de ter as duas faces bem arejadas. são: 1.

Fig. 182 .º .40 – Execução da abertura de caixas para a colocação de tacos. por intermédio de pregos ou agrafos das molduras.Fixação. Apoiadas nas longarinas e perpendicularmente a estas. 3. colocam-se travessas que são fixadas através de pregos.Colocação de longarinas paralelamente umas às outras. apoiadas nas molduras e dispostas segundo a menor dimensão do compartimento.º . 41 – Execução da fixação.REVESTIMENTOS Fig. 2. aos tacos.

Fig. 183 . 43 – Aplicação do revestimento de madeira sobre a estrutura.º . tendo o cuidado de deixar entre os elementos um certo espaçamento devido ao facto das dimensões se alterar com as variações da humidade. aplicam-se o revestimento de madeira sobre a estrutura. 4.REVESTIMENTOS Fig.Por fim. 42 – Execução da colocação das longarinas.

do tipo "Sika . 184 . óleos e gorduras e deverá apresentar-se bem seca.2 Primário Depois das superfícies a tratar estarem bem desengorduradas e secas será aplicada uma demão de primário de epoxi e pó de zinco. 4.REVESTIMENTOS 4.1 Limpeza Toda a serralharia de ferro deverá ser bem desengordurada por imersão em solvente ou por lavagem com água e detergente. devendo ficar isenta de poeiras.Friazinc R" ou equivalente.1 Pintura sobre metais 4.1. segundo as instruções do fabricante.1. Pintura sobre Ferro e sobre Revestimentos Alcalinos 4.

Icosit EG . inclusive. nas demãos e segundo as instruções do fabricante. iv) Devem evitar-se as esquinas vivas e substituí-las por arestas boleadas especialmente em exteriores e zonas de circulação. O processo de isolamento deve respeitar as normas em vigor. iii) Deve preferir-se sempre a soldadura aos rebites e aquela deve.System" ou equivalente. ser realizada a topo. 185 . e gesso. ii) Orifícios ou fendas inevitáveis e desnecessárias devem ser preenchidas com soldadura ou mastrque. vi) Para que a pintura se realize em boas condições. para assegurar a drenagem total da água ou humidade. o que pode implicar.REVESTIMENTOS 4. v) Deve ser evitado o contacto directo entre aço e outros materiais de construção corrosivos.3 Tinta de Acabamento Após correcta secagem do primário aplicado conforme artigo anterior. a temperatura ambiente deve situar-se entre 10 e 30°C e o teor de humidade deve ser inferior a 90%. sempre que possível. vii)Após a primeira demão de acabamento o ensaio de poros deve apresentar uma densidade inferior a 100/m2. do tipo "Sika . a colocação de tubagens e de desníveis em determinadas calhas e superfícies horizontais. Quando no projecto não se encontrem claramente indicados os seguintes requisitos nos elementos metálicos a pintar deve o Adjudicatário cuidar do seu cumprimento: i) Devem prever-se orifícios de diâmetro adequado onde seja necessário.1. será aplicado o sistema de pintura à base de epoxi com cargas lamelares e acabamento à base de poliuretano e de cor a escolher.

alumínio. serão os primários epoxíricos em zinco.4 Primários anti-corrosivos i) Salvo indicação expressa em contrário nas especificações dos trabalhos. Aplicação de 2 demãos de acabamento (mínímo 25 microns/demão) 186 . Os melhores primários para pinturas em oficinas. iii) Sempre que a área a pintar ultrapasse 1000m2.1. os primários que pretende aplicar e submeter o respectivo parecer à Fiscalização que só aceitará a sua aplicação se tal parecer for favorável.1. Salvo indicação explícita em contrário nas especificações dos trabalhos.5 Esquema de Pintura sobre Metal 1. as pinturas anti-corrosivas recomendadas são do tipo "inibidor" cujos pigmentos contrariam fortemente a oxidação do aço. nomeadamente de alumínio não flutuantes ou pigmentos de óxido de ferro micáceo.REVESTIMENTOS 4. ii) Para os aços novos deve proceder-se à pintura do primário sobre coberto. aço inox em lamelas. grafite. v) São recomendáveis os primários contendo pigmentos metálicos. deve o Adjudicatário ou fornecedor ter ensaiado ou mandar ensaiar ao LNEC. Aplicação de sub-capa (30-50 microns) 4. Aplicação de primário (30-50 microns) 3. Desengorduramento 2. em duas demãos. a execução da pintura deve obedecer aos seguintes esquemas: 4. iv) A qualidade do zarcão e respectiva aplicação devem respeitar as normas em vigor.

→ 1 demão de primário anticorrosivodo tipo Primário Universal → 1 demão de tinta intermédia do tipo Subcapa Universal → 2 demãos de esmalte . Limpar a superfície a pintar com diluente. 3 demãos de verniz de acabamento. escovagem com escova de arame. óleo. de modo a ficar isenta de sujidade. Remover a calamina e ferrugem usando meios mecânicos. Passagem final com "lã de aço" para acabamento de muito brilho. Limpar a superfície a pintar com diluente. 4. de modo a ficar isenta de sujidade.6 Esquema de Envernizamento sobre Metal Desengorduramento Passagem de lixa fina e limpeza da superfície. em geral. etc. picagem. óleo. ou com palha de aço muito fina para acabamento de semi-brilho ou mate. gordura ou outros contaminantes. 4 demãos em exteriores (mínimo 25-30 microns/demão).1.2 Pintura e outros acabamentos sobre superfícies metálicas Incluído com as respectivas SERRALHARIAS e REVESTIMENTOS.3 Pintura e outros acabamentos chapa galvanizada Incluído com as respectivas SERRALHARIAS e REVESTIMENTOS. gordura ou outros contaminantes.formulado à base de resinas alquídicas uretanadas. Preparação das superfícies: Metalizadas (ver Serralharias).REVESTIMENTOS 4. 187 . do tipo Lacolux 4.

aplicar-se-á a demão de aparelho. com pigmentos activos ( cromato de zinco e óxido de ferro ).A 21/2 ( branco nublado) a 120 microns. 188 . terá de ser anti-corrosivo. 4. De seguida levarão aplicação de uma demão de primário anti . aplicar-se-ão três demãos. no caso de metalização empregar-se-á primário de cromato de zinco para estruturas metalizadas. 4. → 2 demãos de Esmalte. e nunca zarcão. logo após a metalização.5 Pinturas a óleo sobre metais Nas pinturas em ferro. de secagem rápida. O primário a aplicar nas tintas sobre ferro. se não se tiver especificado a metalização ou fosfatização.110". tipo "Duracin".4 Pintura de Esmalte sobre superfícies Metálicas Nas pinturas a esmalte. com tinta de óleo e zarcão.REVESTIMENTOS → 1 demão de primário anticorrosivo do tipo Shopprimer → 1 demão de tinta intermédia do tipo "Subcapa Universal reF 45. e depois das suas superfícies serem bem limpas por decapagens a jacto de areia e estarem isentas de ferrugem. devendo possuir excelente adesão.corrosivo apropriado. depois do que se dará o número fixado das demãos de tinta finais. Em seguida. com primário. Todas as superfícies de ferro serão decapadas a jacto de areia e metalizadas a zinco grau S. ser o mais indicado para o ferro exposto à intempérie e à água. as suas superfícies serão betumadas com massa de óleo fervido a fim de se corrigirem todas as suas imperfeições. Após a sua montagem levarão aplicação de uma demão do mesmo primário serão lixadas emassadas levarão uma demão de esmalte diluído a 50% e duas demãos de esmalte puro de base acrílico. do tipo "Lacolux ". após desengorduramento e preparação conveniente das superficies.formulado à base de resinas alquídicas uretanadas.

ser realizadas antes do assentamento dos pavimentos. 4. seguindo-se depois as operações acima indicadas. a última a negro de fumo. deverão ser previamente . Sempre que o prazo seja inferior a trinta dias deverá o Adjudicatário aplicar uma demão de primário Anti-alcalino adequado ao tempo de execução dos suportes.decapadas. Quando as superfícies se apresentem porosas deve ser aplicado um primário adequado. e uma segunda demão de tinta de tom castanho. essas superfícies deverão ser bem lavadas com muita água para se eliminar os vestígios do ácido empregado. esta camada deve ser retirada por decapagem por Jacto abraslvo ou por ataque com solução ácida adequada. ter sido é concluídas trinta dias antes do início das pinturas. o Adjudicatário deve submetê-las a aprovação da Fiscalização. o qual. em regra. e só depois de bem secas é que levarão a demão de aparelho. Aos ferros forjados ou outros que não forem pintados a cor e salvo indicações em contrário. nas proporções respectivamente de 25 e 10%.REVESTIMENTOS Entre a aplicação do primário e da tinta deverá haver um prazo mínimo de 8 dias. e finalmente. em regra. Havendo necessidade de recorrer à aplicação de massas de barramento a fim de se obterem as tolerâncias dimensionais especificadas.6 Pintura sobre revestimentos alcalinos As argamassas. com uma antecedência de 24 horas. Nas superfícies de pavimentos que se apresentem revestídas com "leitada de cimento". deverá ser também Anti-fungos. Após a lavagem ácida. em locais húmidos como cozinhas e casas de banho. com água acidulada com ácido clorídrico ou sulfúrico. betões e estuques a pintar devem. 189 . As superfícies de zinco ou cobre a pintar. As pinturas em paredes e tectos devem. será aplicada uma demão de aparelho com tinta de óleo de linhaça e zarcão. bastante penetrante e aglutinante. devendo ser previamente preparadas com uma demão de primário Anti-alcalino.

resulta em cobertura irregular da superfície. Possíveis Causas • Aplicação de uma camada muito espessa. logo após ser aplicada. reparando-se defeitos e fissuras superficiais. 190 .7 Escorrimento da Tinta Escorrimento de tinta. a execução da pintura deve obedecer ao seguinte esquema: . fungos ou outros contaminantes.REVESTIMENTOS Salvo indicação explícita em contrário nas especificações dos trabalhos. • Usar pistola com o bico muito próximo à superfície que recebe a tinta. • Aplicação da tinta sob condições de frio ou humidade. poeiras. Devem remover-se todos os vestígios de gorduras. • Uso de uma tinta muito diluída.Esquema de pintura: 1 demão de primário 2 demãos de acabamento Preparação das superfícies Devem deixar-se curar todas as superfícies a pintar. 4.

• Ao pintar portas. lixe a superfície e reaplique uma nova demão. • Se a tinta estiver seca. 191 . antes de pintá-las. • Não dilua a tinta para fazê-la render mais. 4. na taxa de espalhamento recomendada. são melhores do que uma demão extremamente espessa. • Duas demãos de tinta. passe o rolo novamente sobre o local a fim de uniformizar a superfície. se possível. • Uso incorrecto das técnicas de pintura com rolo. • Evite realizar a pintura sob condições de frio e humidade. retirá-las e pintá-las na posição horizontal. convém.8 Marcas causadas pelo rolo Marcas causadas pelo uso de um rolo inadequado. • Uso de um rolo de baixa qualidade. • Uso de uma tinta de baixa qualidade.REVESTIMENTOS Soluções • Se a tinta ainda estiver húmida. • A tinta deve ser aplicada com taxa de espalhamento indicada pelo fabricante. • Lixe superfícies brilhantes. Possíveis Causas • Uso do tipo de rolo errado.

em linhas paralelas e uniformes. • Tintas de alta qualidade tendem a deslizar com maior facilidade. fazendo a forma de zigzag (M ou W). sem tirar o rolo da superfície. • Humedeça o rolo com água e tire o excesso antes de molhá-lo com tinta base água.REVESTIMENTOS Soluções • Use um rolo apropriado à superfície a ser pintada. devido à alta concentração de conteúdos sólidos e as propriedades de nivelamento que possui.9 Migração de surfactantes Concentração de ingredientes solúveis em água sobre superfície pintada com tinta base água. • Ao pintar uma parede. comece bem próximo ao teto e vá descendo. • Procure pintar a superfície por partes (secção de aproximadamente 1m2). • Use um rolo de boa qualidade. • Em seguida. preencha os espaços. 4. 192 .

como em quartos de banho. Só então repinte-a. adquirindo. certifique-se que superfície pintada está seca antes de utilizar o chuveiro. • • Remova todas as manchas antes de repintar. 193 . às vezes. principalmente no tecto. aspecto brilhante. O problema pode ocorrer mais uma ou duas vezes até que os surfactantes sejam totalmente removidos. Quando uma tinta for aplicada no quarto de banho. aparece no tecto de ambientes que possuem alta humidade ( quartos de banho e cozinhas ). Possível Causa • Todas as tintas base água podem desenvolver esse problema se aplicadas em áreas húmidas. com água e sabão e limpe bem. Soluções • • • Lave a área.REVESTIMENTOS Geralmente. áspero e pegajoso. Pode se tornar evidente pela formação de manchas amareladas ou acastanhadas. que apresenta as manchas.

Geralmente. Isso também pode ocorrer quando a aplicação da tinta nos recortes é feita com pistola. tanto com uso de pincel ou de rolo. • Adição de corantes em uma tinta imprópria para tingimento ou uso em quantidade inadequada de corante.REVESTIMENTOS 4. às vezes. pode aparecer quando uma superfície é pintada com rolo. 194 . • Pinturas feitas com pincel. Possíveis Causas • Usualmente um efeito de diferença na cobertura. os recortes pintados com pincel ficam mais escuros e. 10 Não uniformidade de cor Efeito de cor não uniforme. Solução • Certifique-se de que a taxa de espalhamento seja similar. geralmente. um filme mais espesso e consequentemente com maior cobertura. mais brilhantes. produzindo assim. e os cantos são com pincel. resultam em menor taxa de espalhamento que o rolo.

o anterior não esteja totalmente seco. certifique-se de que tenha sido usada a combinação correcta da base de corantes. que ao iniciar a pintura de um novo trecho.11 Pobre alastramento / nivelamento Ao secar. • Uso de tipo rolo ou pincel de baixa qualidade ou inadequados. Isso evitará. Trabalhe em pequenos espaços para manter uma borda húmida. Soluções 195 . • Se usar tintas tingidas. a tinta apresenta marcas visíveis de rolo ou pincel. • "Retoque" em áreas parcialmente secas. 4. Possíveis Causas • Uso de tinta de baixa qualidade.REVESTIMENTOS • • Não faça os recortes com pincel em todo o ambiente antes da aplicação do rolo.

• Uso de tintas de baixa qualidade.12 Polimento da tinta Aumento do brilho e poder de reflexão da tinta. onde é aconselhável usar tintas alto brilho. são formuladas com ingredientes que aumentam o poder de escoamento da tinta. 4. • Móveis pressionados contra a parede. pois um pincel ruim pode causar insuficiente escoamento e nivelamento da tinta. geralmente. quando esfregada. • Quando usar rolo.REVESTIMENTOS • Use tintas base água de alta qualidade que. verifique se é o tipo indicado para a pintura. que oferecem pouca resistência a manchas e à limpeza. evitando a ocorrência de marcas de pincel ou de rolo sobre a superfície. • Se optar por uso do pincel. 196 . • O local recebe frequente limpeza para a remoção de manchas. Possíveis Causas • Uso de tintas foscas em locais de grande tráfego. Isso resulta em um acabamento liso e uniforme. é importante escolher um de boa qualidade.

sobre superfície porosa. janelas. a fim de melhorar o poder de cobertura de um produto de baixa qualidade. Possíveis Causas • A tinta é aplicada em uma camada muito espessa. 4. Soluções • Remova a camada afectada.13 Rachaduras na superfície Rachaduras profundas e irregulares na superfície. • Para a limpeza de superfícies pintadas use um pano ou esponja macia e não abrasiva e enxagúe bem. como portas. 197 . raspando e lixando a superfície. • Em áreas de grande tráfego escolha uma tinta alto ou semi brilho ao invés de fosca. • A tinta é aplicada em uma camada muito espessa. geralmente. rodapés e peitoril de janelas.REVESTIMENTOS Soluções • Pinte áreas que sofrem desgaste constante e necessitam de limpeza diária. com uma tinta base água de alta qualidade. durante a aplicação. pois esse tipo de tinta oferece maior durabilidade e facilidade de limpeza. • Acúmulo de tinta nos cantos da superfície.

4. apenas o lixamento é necessário. facilitando a aplicação e proporcionando grande poder de cobertura. • Rolos de boa qualidade.REVESTIMENTOS • • Em alguns casos. prepare a superfície e repinte-a com uma tinta base água de alta qualidade. Possíveis Causas • Uso interno de uma tinta indicada para superfícies externas. previne o reaparecimento do problema.14 Respingo O rolo respinga tinta durante a aplicação. • Uso de uma tinta base água de baixa qualidade. base óleo e. geralmente. também reduzem o risco de respingos. Em seguida. à base água de baixa qualidade. • Esse tipo de tinta. o que evita a aplicação de demãos muito espessas. por ser mais flexível que as tintas alquídicas. mesmo. • Tintas de alta qualidade têm alta concentração de conteúdos sólidos. Soluções • Tintas de boa qualidade são formuladas para minimizar os respingos. que reduzem a tendência a rachaduras na superfície. 198 .

no teto. para a diminuição de respingos.REVESTIMENTOS • Em alguns casos. preencha os espaços.15 Adesão de duas superfícies Adesão de duas superfícies quando pressionadas uma sobre a outra. • Uso de tintas alto ou semi brilho de baixa qualidade. Possíveis Causas • Não aguardar portas e janelas secarem totalmente antes de fechá-las. Exemplo: a porta gruda no batente. em linhas paralelas e uniformes. • Procure pintar a superfície por partes (secções de aproximadamente 1m2). sem tirar o rolo da superfície. pode-se usar uma tinta indicada para paredes. • Excesso de tinta no rolo resultará em excessivo respingamento e desperdício de tinta. 4. • Em seguida. Soluções • Usar tintas alto ou semi brilho acrílicas de alta qualidade. 199 . fazendo a forma de zigzag (M ou W).

Possíveis Causas • Escolha do tipo de brilho incorrecto para o ambiente. 4. • Uso de uma tinta de baixa qualidade.16 Baixa resistência ao atrito Remoção parcial ou total do filme. A aplicação de talco pode atenuar o problema. base óleo ou alquídica. • • • Esta última. desenvolve sua resistência à adesão com o passar do tempo. • Limpar o local com um material muito abrasivo. • Limpar a superfície sem que a tinta esteja totalmente seca.REVESTIMENTOS • As tintas de qualidade inferior possuem pouca resistência ao problema. • As tintas acrílicas são mais resistentes à esse problema que as tintas vinílica. quando esfregado. 200 . Siga sempre o tempo de secagem recomendado pelo fabricante. principalmente sob condições de calor e vapor.

201 . a sujeira pode ser removida com facilidade. Possíveis Causas • Uso de tinta de baixa qualidade que seja muito porosa. • Quando for limpar a superfície utilize um material não abrasivo e um detergente bem suave.REVESTIMENTOS Soluções • Áreas que necessitam de frequente limpeza ou que estejam expostas a grande tráfego requerem um tipo de tinta que ofereça grande resistência. Soluções • Tintas base água de alta qualidade contêm mais emulsão.17 Baixa resistência às manchas A tinta não apresenta resistência contra ao acumulo de sujeiras e manchas. ingrediente que ajuda a evitar com que as manchas penetrem na superfície pintada. 4. • Com isso. • Nesses casos é aconselhável o uso de tintas alto ou semi brilho ao invés de tintas foscas. • Aplicação de tinta em uma superfície que não tenha sido selada.

• Falha na selagem de uma superfície porosa ou superfície que apresenta vários graus de porosidade. • Se a superfície não for selada. proporcionam formação do filme em uma espessura correcta. 202 . Solução • Substratos novos devem ser selados antes da aplicação da tinta.18 Baixa uniformidade de brilho Brilho desigual da pintura que apresenta manchas brilhantes ou foscas sobre a superfície pintada. que tenham sido seladas. uma segunda demão de tinta é indicada. • Aplicação da tinta de maneira errada. oferecendo fácil remoção de manchas. Possíveis Causas • Desigual taxa de espalhamento durante a pintura. assegurando uma uniformidade de porosidade na superfície. 4.REVESTIMENTOS • Superfícies novas.

pois proporcionam um melhor escoamento e poder de cobertura. • Aplicação de tinta com taxa de espalhamento maior que o recomendado. verifique se é o tipo indicado para a pintura. • Use rolos ou pincéis de boa qualidade. • Uso de uma combinação imprópria de base de tingimento e cor de tingimento. mesmo pintada. Quando optar por rolo. 203 . • Uso de pincel ou rolo de baixa qualidade. Possíveis Causas • Uso de uma tinta de baixa qualidade. • Uso de uma tinta muito mais clara que o substrato ou que contenha pigmentos orgânicos de baixo poder de cobertura.19 Baixo poder de cobertura A superfície.REVESTIMENTOS 4. • Pobre alastramento e nivelamento da tinta (ver Alastramento e Nivelamento). não encobre totalmente a camada subjacente. Soluções • Use sempre tintas de alta qualidade.

Possíveis Causas • Aplicação de tinta base óleo ou alquídica sobre uma superfície húmida ou molhada. indicada para interiores. Soluções • Se nem todas as bolhas baixaram remova-as. logo após a secagem.REVESTIMENTOS 4. raspe e lixe o local e aplique um selador antes de aplicar a tinta. geralmente é resultante de perda localizada de adesão e levantamento do filme da superfície. • Considere a possibilidade de instalar.20 Bolhas Esse problema. raspando e lixando as regiões comprometidas e repinte com tinta acrílica. 204 . • Humidade infiltrando através de paredes externas (menos provável com tintas base água). um exaustor no ambiente. • Se todas as bolhas baixaram elimine a fonte de humidade. principalmente se houve inadequada preparação da superfície. • Superfície pintada exposta à humidade.

se elas clarearem certamente trata-se de bolor. acinzentados ou acastanhadas sobre a superfície. faça-a com alvejante /detergente.21 Bolor Esse problema é caracterizado pela existência de manchas ou pontos pretos. remova todo o bolor do local com a seguinte solução: 1 parte de alvejante para 3 de água. • Uso de uma tinta alquídica ou base óleo. ou de uma tinta base água de baixa qualidade. • A instalação de um exaustor em locais de intensa humidade é uma boa opção.REVESTIMENTOS 4. • Pinte a superfície com uma tinta base água de alta qualidade e quando houver necessidade de limpeza. cozinhas ou lavandarias. fazendo o seguinte teste: Pingue algumas gotas de alvejante doméstico sobre as manchas. em áreas húmidas ou que recebem pouca ou nenhuma luz do sol. como banheiros. Pintura sobre substrato ou camada de tinta na qual o bolor não tenha sido removido. • • Inadequada selagem de uma superfície de madeira. geralmente. Possíveis Causas • Aparece. protegendo mãos e olhos. antes da aplicação da tinta. • Em seguida. 205 . Soluções • Certifique-se de que o problema seja mesmo bolor.

REVESTIMENTOS 5. www.pt 206 . Bibliografia Apontamentos fornecidos pelo docente da disciplina.weber-cimenfix.

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