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Árvore é um vegetal de tronco lenhoso cujos ramos só saem a certa altura do solo.

Em termos
biológicos é uma planta permanentemente lenhosa de grande porte, com raízes pivotantes,
caule lenhoso do tipo tronco, que forma ramos bem acima do nível do solo e que se estendem
até o ápice da raiz
As árvores são formadas por raiz, caule e folhas e podem ter ou não flores e frutos. O
crescimento das árvores se da por meio das células meristemáticas, estes se multiplicam por
meio de estímulos hormonais, dentre eles a auxina e a giberelina. O crescimento longitudinal
das plantas é de responsabilidade do meristema primário, que surge nas extremidades das
radículas e dos cotilédones, chamado de meristema apical é formado por células iguais, com
múltiplos vacúolos envoltos nas suas paredes celulares finas[14] e que se diferenciam
promovendo o crescimento da árvore em seu primeiro ano).[4]

O crescimento em espessura nas plantas lenhosas (árvores) se dá devido à ação do meristema


secundário por meio dos tecidos meristemáticos denominados câmbio e felogênio, é através
destes que serão formados os tecidos de sustentação e de condução do vegetal, bem como o
súber ou casca da árvore, renovados continuamente.[4][14]

Mamoeiro, espécie de crescimento monopodial.


Cada espécie arbórea possui uma arquitetura específica, evidenciada quando o indivíduo se
desenvolve isolado, sem a interferência de outras árvores e sem a influência excessiva de
outros fatores externos. Porém, isso não quer dizer que todas as árvores da mesma espécie
cresceriam de forma idêntica, porém é facilmente verificado um padrão de crescimento entre
indivíduos de uma mesma espécie. A forma específica da árvore tem relação com a atividade
de seus gomos, algumas espécies, entretanto são de crescimento livre, não há a formação de
um gomo e seu crescimento vai de acordo com a produção de ramos por meio do meristema,
como é o caso do eucalipto. De regra geral os gomos são importantes para o desenvolvimento
da copa das árvores, em alguns casos é a única estrutura de crescimento, em outros coexiste
com ramos de crescimento livre.[4]

Em relação ao tipo de crescimento podemos classificar as árvores como monopodial,


crescimento vertical por meio da gema apical, como exemplo temos as coníferas, mamoeiros e
palmeiras; o crescimento simpodial se dá de forma lateral por meio das gemas de sua base,
caso da maioria das árvores tropicais, esse crescimento se deve ao fato da gema apical perder
a dominância ou deixar de ser ativa.[15] Gimnospermas como as cycas, apesar de serem
semelhantes a palmeiras, apresentam crescimento simpodial devidoa produção de
estróbilos.[16]

Mangueira, espécie de crescimento simpodial.


As raízes das árvores são do tipo pivotante ou axiais, típica de dicotiledôneas, onde se verifica
uma raiz principal, maior que as demais, a partir da qual partem as raízes laterias.[17] O seu
crescimento é contínuo, já que a raiz explora o solo a procura de água. Além da função de
fixação ao solo, as raízes tem como função a absorção de água e nutrientes para a planta,
essa absorção é exercida apenas pelas raízes mais novas. O processo de absorção só é
possível graças ao gradiente de pressão da água criado ao longo de toda a planta graças ao
efeito da transpiração efetuada pelas folhas na copa, esse gradiente gera um efeito de sucção
da solução de água mais sais minerais presentes no solo.[4] Muitas raízes se combinam
simbioticamente com o micélio do fungo. Cogumelos podem conectar diferentes árvores e
formar uma rede que transmite nutrientes.[18][19]