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A PRÁTICA DO URBANISM0

fORMAS URBANAS das interrogações que acompanharam

E sta contribuição nos dá a oportuni-
dade de fazer um balanço de um
trabalho ao mesmo tempo individual e
o questionamento do ensino da escola
de belas-artes, cujas repetidas crises
(1962, 64, 66) encontraram sua saída
coletivo que se desenvolve, há 20 anos, na explosão de 1968 e na criação das
em tomo das mesmas questões: a forma Unidades Pedagógicas, hoje trans-
da cidade, as formas na cidade.Itinerário formadas em escolas de arquitetura.
que permite, esperemos, precisar certas Porém, para além da questão do ensino,
noções ou até mesmo alguns conceitos. essas pesquisas são sensíveis à própria
Essas reflexões e esses trabalhos evolução das práticas profissionais dos
desenvolveram-se no seio de uma escola arquitetos e dos urbanistas. Algumas
de arquitetura, ou seja, são indissociáveis vezes elas acompanharam essas
mudanças fornecendo uma referência
teórica ou um suporte de conhecimento
a maneiras de fazer que se pre-
As pesquisas sobre as relações entre tendiam novas: elas sofreram os
a arquitetura e as cidades nos últimos 20 anos contragolpes das modificações da
na França é o percurso escolhido pelo autor demanda, conseqüência das condições
para discutir as lógicas territoriais que econômicas e dos efeitos da moda que
estruturam os tecidos urbanos e os processos constituem a resposta superficial do meio
de construção informados pelas práticas e arquitetônico a essas novas condições.
pelas técnicas. Desenvolvendo sua reflexão Pretendendo retraçar o trabalho de
a partir da tipomorfologia e em torno de uma equipe, não se pode ignorar a
quatro eixos - escala territorial, traçados e produção de outros grupos com os quais
tecidos urbanos. tipos construídos e tecidos numerosas trocas aconteceram. É
urbanos e formas urbanas -. o autor defende necessário se resguardar ainda de passar
que, mais que colocar em evidência formas- a posteriori a imagem idílica de uma
o~jetos oferecidas em modos sucessivos, a convergência organizada desde o início.
análise urbana deve perseguir a compreensão O ponto de vista adotado, ao privilegiar
dos fenômenos que ancoram a cidade na as formas urbanas, pode dar essa
duração. A abordagem das formas urbanas impressão. Mesmo se os encontros
é, portanto, inevitavelmente diacrônica e ocorridos enriqueceram a problemática
aberta a determinações complexas. inicial, eles não impediram o
desenvolvimento de outros trabalhos os
Tradução: Ana Fernandes quais não serão aqui abordados.
Revisão: Marco Aurélin A. de Filgueiras Gomes

HERANÇAS
Aproximações diversas,embrionárias,
• Arquiteto, pesquisador do Laboratório de
incompletas e, às vezes, incertas só
História Arquitetural e Urbana e professor tomaram uma significação plena à
da Escola de Arquitetura de Paris-Versailles medida que diversas ocasiões pennitiram

Experimentada primeiramente nos estudos se desenvolveram nossas primeiras interrogações. O caráter da distribuição dos edificios AS PRIMEIRAS PISTAS E O DEBATE SOBRE A TIPOLOGIA e as lógicas da associação entre eles possibilitaram levar em Sem fazer uma concessão ao fetichismo da conta a estrutura de parcelamento no interior da qual pluridisciplinaridade. dos catálogos. a arquitetura le de seu ensino) era. antes de mais nada.é concretamente produzido por aquisições fundiárias de grande envergadura: grandes conjuntos habitacionais e arquiteturais e atividades aparecem aí como manifestações pesadas operações de renovação urbana testemunham esse datadas cuja sucessão revela a permanência dos traçados processo. se caracteriza no após Segunda Guerra pela aliança generalizada de duas tendências até então opostas: a tradição acadêmica e o movi- mento modemo. quão deslocado ele estava da realidade. Sucintamente. no tempo. o interesse pela anteriores de seus membros. Este. Lefebvre e do Instituto um espaço geográfico moldado pela longa duração. podemos citar arquitetura parisiense. depois. 1971). um arquitetura erudita e arquitetura banal. parcelamento agrícola/tecido urbano. no entanto. hoje. tantas manifestações concretas. A cidade é aqui Ao mesmo tempo. Partindo de uma escala mais familiar aos arquitetos. entre outros. particularmente a dos séculos XVIII e quatro eixos de reflexão que. que relaciona a análise dos fatos urbanos à compreensão de Enfim.em que os efeitos gráficos do neoplasticismo substituíram a composição à Ia belas-artes sobre uma folha branca e no qual a realidade é levada tanto quanto possível a esta situação de tábula rasa pregada pelos CIAMs2 . a crise tipologia revelou-se um meio de dar conta do conjunto das das relações entre a arquitetura e as cidades. conservando-se afàstada de abordagens pitorescas e folclóricas. subúrbios onde esses fenômenos são observáveis em considerada apenas como sua projeção. a É nesse contexto. qual seja aquele de se situarem em oposição às práticas do meio arqui- tetônico e aos discursos dominantes do ensino da arquitetura. e a inscrição de lógicas estáveis no solo. independentes na origem.associá-Ias em tomo de um objeto de estudo. em que a forma urbana. análise do construido constituiu uma primeira aproximação confusamente. e depois consciência viva. O formalismo modernista . onde o número de objetos é limitado. não desmentida depois. de que a crise da em alguns bairros parisienses (Castex. mensurarmos a importância dos álbuns. no interior da das formas arquitetônicas in situ àquela da organização do Associação de Pesquisa ADROS e. construções banais. Elas. Tanto uma quanto o outro esvaziaram qualquer referência à cidade existente. de uma maneira caricatural na escola de belas-artes. sem dúvida. e um desejo de derivando daí um interesse particular no estudo dos racionalizar as relações sociais. não é objeto de processo. Formas de Sociologia Urbana. a relação rua/estrada ou o de Pesquisa sobre História Arquitetural e Urbana-Sociedades. Um trabalho diferentes trazendo seus próprios métodos e problemáticas. de uma história dos territórios planificação territorial. tornam-se os elementos primordiais. do Laboratório território e apreender. favoreceu seu desenvolvimento e sua associação. é largamente tributária dos trabalhos e das preocupações Ainda nesse período (1970-1974). pode-se ver na criação das escolas de construções são edificadas e refletir sobre o papel dos espaços arquitetura uma ocasião de reunir professores de disciplinas públicos como suporte dessa estrutura. o urbanismo oscila entre um sonho de um momento. na linha de trabalhos de H. Panerai. tinham desde a origem um ponto comum que. foram XIX. e mais sutilmente nas escolas estrangeiras. permitiu que nos interrogássemos sobre as relações entre progressivamente entremeando-se até se tornarem. no qual os fluxos e as auto-estradas apreendida a partir do binôm io permanência/transformação. do qual nos apercebíamos. assim como conjunto de problemáticas comuns. que das fonnas urbanas. sistemático sobre as modalidades físicas do crescimento das A corrente que se desenvolveu na Escola de Arquitetura de cidades (ou dos vilarejos) permitiu relacionar a compreensão Versailles a partir de meados dos anos 70. taxada de todos os males. uma reflexão sobre o espaço do . dos A Escala Territorial manuais e dos tratados como veículos de modelos A escala territorial e os grandes fatos de estrutura arquitetônicos e urbanos dos quais as cidades apresentam dependem de uma abordagem de geógrafo (M. com uma de vilarejos. nenhum estudo específico. Demorgon).

um trabalho paciente e modesto cujo interesse só aparecerá muito mais tarde e que vai colocar em termos novos a relação da arquitetura com a cidade. tipo de parcelamento. cidade propriamente dita. Dele retomaremos duas passagens. portanto. dimensão histórica pois sua realidade sefitnda no tempo por Deste período largamente marcado pela assimilação uma sucessão de reações e de adições a partir de um eslado de trabalhos italianos (Muratori. estética". as ruas. o tecido urbano é tomado como um todo."0 tipo não se caracteriza[ora de sua aplicação concreta. Elas dependem de lógicas que se inscrevem urbana". 1979. À diferença de outros definido como uma história do construído. com os professores e estudantes do Instituto de Arquitetura de Veneza. um estudo do tecido urbano da cidade baseado no método tipológico.-. é o primeiro marco de uma série de estudos e de pesquisas que marcam a reflexão arquitetônica contemporânea. Depaule). isto é. Nós nos lembraremos das primeiras traduções mimeografadas de Aymonino assim como do artigo de C. osjardins. Localização dos objetos. não se caracteriza fora de das apropriações diversas que não concernem apenas à esfera seu quadro."o tecido urbano. por • a importância do espaço público como organização do outro lado. Um artigo por mim publicado em 1979 tentava fazer um balanço e propor um método de análise tipológica sistematizando as proposições de Muratori e Aymonino. construído e.:~ ••• To?:5.iC' a debate sobre a tipologia domina este período. O trabalho de Saverio Muratori.'~~f. De onde a e como suporte das práticas. Nomeado em 1950 para a cadeira "Características Distributivas dos Edifícios" e em 1954 para a de "Composição Arquitetônica". Muratori orienta o seu ensino para o duplo objetivo de evitar a ruptura entre as disciplinas técnicas e as disciplinas históricas e teóricas. expressão de typologia edilizia que retomará Aymonino. e isto em diferentes os muros. a análise arquitetônica. A propósito do trabalho de Muratori: Em Veneza se desenvolve. onde as • a importância do parcelamento como base da edificação edificações só desempenham o papel de elementos.\.-'. essas pesquisas concederam precisa de amostras importantes do tecido urbano. A~(. o autor tira papel importante â observação das manifestações três lições fundamentais: concretas da prática relacionando-as âs disposições do . Cursos e trabalhos práticos formam um todo que integra o estudo histórico. o construido da cidade. • o papel da tipologia para dar conta da construção banal numa visão de conjunto que a história da arte tradicional se . bairros classificá-Ias em relação a uma forma urbana de um periodo ou fragmentos do tecido. isto • a importância do conhecimento dos estados anteriores é. num tipo de parcelamento e se orientam em relação a um . ·. isto é.) . Deste estudo pesquisadores3 que procediam exclusivamente a partir da largamente documentado pelo levantamento e pela análise análise do discurso dos habitantes. e de recolocar a arquitetura (e a crise da arquitetura) na crise urbana. a se isolar numa contemplação puramentc tecido e a permanência de seu traçado. mas para compreender as situações atuais.•:-e :n. familiar. Devillers (1974). fora do tecido construido". Rossi). o levantamento construtivo e que pode ser habitante foi iniciada (J-Ch. (Panerai.~rf' mostra incapaz de apreender. Aymonino. sobressaem algumas noções que continuam úteis a nosso Apreendido por "uma análise tipológica que tenta evitar ver: cair na classificação puramente abstrata e que se recusa.. por sua vez. Durante 10 anos ele realiza. levantamento das transformações e dos acréscimos. fora do estudo do conjunto da estrutura íntima. Ele se prolonga ainda nos anos que se seguem.o estudo de uma estrutura urbana só se concebe em sua espaço público. uma tipologia que engloba "não apenas as edificações. publicado em 1959. anotações . anterior". durante esse período.. à cidade. afim de escalas de análise: território. histórico dado".

.. É o momento em que não há mais um dentro e dL~posições sobre as práticas dos habÍlantes". entende-se. aparecia-nos como delimitado pelas ruas. ?"_)?!.) intuição. e os traços de traçados ou de figuras supõe uma outra reflexão.) Uma outra.é apresentada como "um instrumento e não uma categoria .~ >l. A questão da quadra. Mas essa determinação público: ruas.\Amedievais.. deixando claro que cada cidade demanda um trabalho particular e uma redefinição dos conceitos empregados.. um fora. elemento "A quadra se impõe primeiramente como o resultado de base das grandes urbanizações voluntárias e reguladas (as de um recorte. espaço uma cultura e uma localização. ~~ a expansão de estudos análogos a fim de recolher material para (O» o conhecimento da "cidade européia" e verificar ou contradizer suas hipóteses. Instrumento de trabalho. Depaule. Os tipos não estivessem ainda tão precisas quanto hoje. Estudar a quadra tradicional e alguns de seus da cidade contemporânea (chega-se aqui a problemática que avatares recemes é não apenas conhecer a lógica da será desenvolvida em Le Cillà capitali). . estimula _ ~~.«( c••••.. a quadra é um agrupamento de edifícios dado e numa localização precisa mas. abandonando sua relação dos edifícios com os espaços que eles determinam forma precedente. dos trabalhos de Aldo Rossi sobre Milão.:'>. intuições e mal-entendidos A quadra. interna: sobre seu interior). consideradas do não tem nada de delerminismo._ &. etc.c~ ))(OO6O((4)OO(<(. Escolher a quadra para maIs a casa ou a parcela construida. o estudar a evolução das formas urbanas depende de uma ]oteamento.)f a partir do (seu) estudo sobre Pádua.. ele não constitui um fim em si e se faz acompanhar de uma análise dos elementos da estrutura urbana e dos processos de crescimento. bulevares. "é necessário . Panerai. caracterizada arquitetonicamente pela e depois se interrogar sobre as conseqüências dessas presença do muro". (Panerai. na época (1975). as noções permite uma compreensão estrutural do tecido.. as relações entre eles.:":'. Unidade constitutiva porque não se trata apenas de fixar uma imagem em um instante do tecido. ao mesmo tempo. que se Assim terminava uma pesquisa realizada em 1974-1975 produz no momento em que a unidade de intervenção não é e publicada alguns anos mais tarde. Se a quadra urbana cidades gregas e romanas. isto pode ser reduzida a essa definição._-_.~~)cits.o/~ redefinições constantes emfimção das pesquisas". mas um centro e uma periferia no sentido atual.~$:~ •. o bloco..~~. (($l:~st. guarda edificio existem escalas intennediárias que permitem verificar toda sua pertinência: "A tipologia."'~'o(:~~ Veneza.. cidade antiga ou aprofúndar tal ou qual capÍlulo da Uma dessas rupturas é "o momento em que a cidade história da arquitetura.tx(:. isolado. tal como a entendemos. particular as modificações que afetam a cidade no tempo e no assegurando a cada e!)paço um estatuto reconhecido pela espaço.. o negativo do tecido. up. "isolada" pelas ruas que a circundam.. cit. se precipitaram após os anos (externa: sobre a rua.o estudo dos tipos (é apenas por extensão que a palavra designa as vezes a totalidade dos tipos estudados) . a "mudança de escala tipo!ógico". (Castex.•••«+. de uma leitura. E Aymon ino.: '.. aquela de que entre a cidade como totalidade e o E O parágrafo de conclusão que. ~~t:~~.'~. mas a quadra.. várias soluções são possíveis.. Em um ponto dado e numa ponto de vista de sua continuidade (apreendê-Ia em termos época precisa.. ~~4t~.é um dos instrumentos que permitem conduzir o estudo dos fenômenos urbanos".:>- •. ~ ~. . das ocupações anteriores continuam a marcar a forma complementar a esta) e o conjunto de lotes construídos que urbana .) constituem.•• não se prender a uma definição única da tipologia..)~(d.. do de Muratori sobre ~ ~. <~... praças.•. 1977. construí dos aí aparecem duplamente determinados por Por tecido urbano. O estudo da relação entre os tipos construídos e a forma urbana é"o meio para se compreender a estrutura da cidade ao mesmo tempo enquanto continuidade histórica de um processo e como fenômeno parcial de uma tal continuidade". as bastide. mesmo se. ela não 30 para transformar radicalmente a concepção dos tecidos .. A propósito do trabalho de Aymonino: A tipologia . •••• ""')0(<0)0( ~ 'Vlo 00)11: ~ <<. mas a ):«It. cit.~oCo:Jc {. através de uma atenção organizados segundo uma lógica determinada. continuidade de sua epiderme e a oposição de suasfaces anunciadas na virada do século.'*i: $. numa primeira leitura. passagens. op. (Panerai.XôX q+. em nossa opinião.. identificar as rupturas que estão na origem da formação prática. É colocar o problema atual da engloba a muralha em sua prôpria[orma. as cidades tradicional se apresenta como o conjunto de parcelas hispano-americanas e anglo-saxônicas). e se caracteriza pela uma amostra cômoda para observar as rupturas que. ~ )oX.

em seguida. 1978. Mangin. as quais incapacidade de analisar ou de projetar um tecido urbano. . a quadra Duas pesquisas sobre a cidade de Versalhes. está na origem de vários urbanas. Versalhes num jogo de simetria com o desenho dos jardins Esta recuperação formalista que acompanha o permitiu precisar a noção de figuras e vinculá-Ias à desenvolvimento. esvazia a questão da forma. um perímetro construído circundando um centro vazio. Panerai. realizadas aparecia cada vez mais como um resultado. sobrecarrega quase inevitavelmente a reflexão sobre a pode estar na origem de um tecido complexo? Quais são as arquitetura. Esta Panerai.urbanos e. tório preciso. Celeste. de numerosos modificação. de um desenho acabado . conjuntos de lotes construídos ordenados e distribuídos pelas ruas. o formalismo. PaneraL construído e a evolução e mesmo a renovação das práticas 1986) girando em torno das mesmas questões: como um traçado dos habitantes. 1980) permitiram prosseguir a reflexão sobre as formas comodidade de análise. reduzindo-a a um unidades constitutivas deste tecido e os mecanismos de sua debate estilístico. em consequencia. realizado freqüentemente num tempo relativamente curto. Castex. Curiosamente. que simples.não é e uma satisfação barata para os outros (Mangin.Seja no domínio da pesquisa ou no do projeto. permitindo a adaptação. reunindo diversas interrogações sobre um terri- mal-entendidos. em razão Assim a composição erudita . O estudo dos grandes traçados que fundam a cidade de incumbido de produzir. a das cidades. combatem o pós-modernismo uma organização monumental. num lance seguro. a densificação ou a substituição do quadro estudos (Divorne el a/ii. o urbano. comJ2lexificação? Traçados e tecidos urbanos A medida que se desenvolviam nossas análises. porém. concorrente mas complementar no que concerne a procedimentos Nos dois casos as conseqüências são as mesmas: a mais expeditos fundados sobre a repetição e a série.figura que evoca a idéia de de outras escolhas estilísticas. 1985. 1985. respondem às necessidades da urgência e da quantidade. Elas deram origem a numerosos trabalhos assiste-se a um fetichismo da quadra reduzida a uma forma: posteriores. implementação de loteamentos sucessivos que marcam a engendra dois tipos de atitudes: uma recusa em considerar construção da cidade. como a reunião de entre 1976 e 1978 (Castex et alii. a de criação do tecido urbano foi objeto. ] 985). isto é. sobretudo na França do pós-modernismo. a pertinência da questão por parte daqueles que. um conjunto de disposições que garantam um estatuto Esta evidenciação do loteamento como técnica fundamental claro e estável dos espaços.

O estudo tipológico nos parcelamentos) e da estabilidade parece útil aqui para colocar desta organização conduziram à em relação elementos de reflexão sobre a persistência. dar conta de tecidos produzidos origem. anteriores. de terraces profundo. um novo tipo de edificação destinada à habitação Panerai. assim como compará. ele a cidade. uma localização na cidade. nem como fruto Tais interrogações são de uma longa maturação em que se esclarecidas por um paralelo. racionalizado modificações. a periferia das as resoluções geométricas que cidades espanholas ou do Cairo eles requerem. superpõem os traços da história: a sobretudo com a Itália. a abordado em diversos trabalhos sobre Paris é objeto de várias b . de onde deriva um trabalho sobre as lógicas e as das construções nas parcelas ao mesmo tempo que dimensões dos parcelamentos. a incorporação. conseqüência de um longo imaginar. desenvolve-se tipos de edificações que aí podem serconstruídas (Mangin. s/d). da evolução (Demorgon et alii. com modificações. Oedificio inventado que fornece. forma a base. e da con. geral. testemunho dos mecanismos nhos.onde a cidade medieval reorganizada na tradiçãodo palácioaristocrático época barroca e no século XIX. urbanas do século XIX. de séries O papel desempenhado pelo pátio no imóvel urbano.A noção de fileira e preciosa na medida em que permite. ligando a cidade ao campo O trabalho sobre Paris e às cidades vizinhas. parcelamentos sobre os quais sas sobre o subúrbio parisiense. nas uma configuração espacial: cidades. aristocráticos a ruas de loteamentos especulativos. no final do século XVIII. a se edificam estes imóveiscom periferia londrina. se opõe o pátio diferentes tipos em constituir tecidos urbanos. conseqüências afetam tanto A forma da cidade não aparece a distribuição interna da ha- aí como o produto de uma decisão bitação quanto aquela. que busca relacionar a afirma sua unidade. voluntária (a fundação e o traçado do imóvel. não é tão grande quanto se possa pesquisas7• Ao pátio "residual". pennitiram aprofundar essa questão na arquitetura. a distribuição na cidade. cujas 1987)5. devida ao a constituição do tecido de crescimento da população. a Entre elas. com efeito. e codificado durante a Mo- Tipos construídos e tecidos urbanos narquia de Julho8. ritório. é em épocas e em contextos diferentes. cami. o estudo sobre Versalhes revelou diferentes tipologias. nos permite apreender uma figuração do território cultivado evolução. ritório agrícola cujas rotas. de uma só vez. progressivamente transformada em uma organização los. canais e campos formaram a fundiários da época. já de palácios ou de mansões a fileiras de casas populares. distância. Ela tira cidades como Turim. às vezes quase sem no século XVI. Ao menos no que se refere à capacidade desses processo de densificação do tecido. em associar-se ordenado que organiza. Diferentes pesqui. De casas tradicionais alinhadas ao longo de uma avenida heterogênea de diversos imóveis distribuídos por um pátio a loteamentos operários de cidades mineiras. Com a cobertura do pátio. uma única edificação baixa dando para a rua. das disposições espaciais o imóvel de pátio ordenado. que regiam um ter. 1985: Sabatier. Gênova partido da lógica dos grandes Roma ou Milãonasampliaçàes itinerários que estruturam o ter. dos modos de vida. o estudo do imóvel parisiense organização geométrica. desenvolvimento dospalazzi e freqüentem ente rápida. aquelas dos grandes lotes onde a construção de partir dos mesmos termos. burguesa ao mesmo tempo em que explicita uma nova A análise da organização do solo (traçado de vias e organização da vida familiar.o suportedaedificação. das Prendendo-se aos diferentes loteamentos que compõem operações haussmannianas. técnica ejurídica do solo com os mostra como. fornece o modelo da construção industrial e comercial . Assim. os sua trama fisica. Ela marca profundamente o é a conseqüência de uma extensão. que a acompanha).

As formas urbanas são apressadamente tentativa de conciliar as convenções urbanas . ''jogo erudito. anunciam o inicio de uma desintegração do tecido. mesmo que ainda implantados em situação na duração." (Boudon. esplanadas. 1977. continuam submetidas. segregação das atividades e do isolamento das formas que induz à dissociação entre os lugares onde se arquitetônicas . ela ignora entre os lugares e a cidade: ela explica a relação de os mecanismos concretos da produção do tecido urbano e da vizinhança. há 10 anos. urbana (praças. edifícios. assiste. seria acessível a todos. Dessa maneira. às formas estabelecidas . malhas e mais num tecido. se a uma monumentalização geral da construção. perspectivas). tiveram econômicas. notadamente em tennos que nada perderam de sua atualidade: "A história da habitação social que concentra a grande parte dessa da cidade está inscrita em seu tecido de parcelamentos. a abertura do pátio sobre debate sobre arquitetura. Com o Movimento Moderno.) .. Ela procura sua justificativa na mesmas. o mérito de recolocar a questão da cidade no centro do Suas transfonnações posteriores. paisagem urbana. já se libertam das Pode-se. que realiza Lançando a questão da forma urbana. Essa monumentalização se faz acompanhar da Já é tempo de renunciar ao modo de análise tradicional. é a organização do território . As O objeto "urbano" substitui o objeto puro mas continua habitações coletivasY dos anos 30 marcam a última um objeto. Françoise Boudon já indicava. os italianos. parcelamentos . que é um dos aspectos fundamentais da apropriação do construído pelos habitantes. freqüentemente abordada de uma maneira formalista. inteiramente controlado pela lugar e função e permite desbloquear a solidariedade coletividade. essa necessidade.o respeito reinterpretadas como peças urbanas. A análise do parcelamento é o instrumento esperança ingênua de uma nova distribuição da propriedade científico que faz aparecer em diacronia a ligação entre fundiária em que o solo. triunfo do vidro e do metal. mas eles se destinam muito mais a conjuntos consagram a ruptura entre a arquitetura e a aparecer que a organizar o território.. correIO e magnífico dos exercem as atividades urbanas e essas atividades elas volumes sob a luz"lo. cidade: os edifícios tomados autônomos não se inscrevem Ora. no tecido urbano a integração das novas atividades logo seguidos por numerosos grupos aqui e acolá.. Mais que colocar fORMAS URBANAS E fORMALlSMO ARQUITETÔNICO em evidência formas-objetos oferecidas em modos A autonomia dos edifícios e da arquitetura com relação à sucessivos. Mas esta questão é ainda a rua. A reconstrução e os grandes traçados da cidade.do fim do século. produção. para concluir. a introdução de equipamentos de conforto.e as novas idéias sobre a higiene Certamente estes aceitam algumas restrições dos e a aeração do tecido. isto é.que condiciona a capacidade do tecido de evoluir e de se adaptar a novas condições. a análise urbana deve hoje perseguir a cidade começa no século XIX com o isolamento dos compreensão dos fenômenos que ancoram a cidade monumentos que. lembrar que os instrumentos restrições de parcelamento às quais as outras edificações existem e que o trabalho já começou de forma vigorosa.redes.

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