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SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA

ESCOLA MUNICIPAL POLITÉCNICA ANTÔNIO LUIZ PEDROSA

GESTÃO DOS RESIDUOS DA CONSTRUÇÃO
CIVIL

ARARUAMA - RJ
2010

ADALBERTO BARBOSA DOS SANTOS
JOSE ADRIANO DA SILVA
KEYLA OLIVEIRA DOS SANTOS
ROGERIO DA SILVA LEMOS
THIAGO DA SILVA FARINHA RODRIGUES MAGALHÃES

GESTÃO DOS RESIDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

TRABALHO DE AVALIAÇÃO SUBMETIDA ÀO
PROFESSOR DE CONSTRUÇÃO DO CURSO DE
TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES DA ESCOLA
POLITÉCNICA ANTÔNIO LUIZ PEDROSA COMO
PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA A
OBTENÇÃO DE NOTA INTEGRANTE DO SEMESTRE.

Professor:
Laudelino

ARARUAMA - RJ
2010
„  

SUMÁRIO 

 


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INDICE DE FIGURAS FIGURA 1 .VANTAGENS DO PROGRAMA   $ FIGURA 18 .RELATÓRIO    $$ FIGURA 17 . „   .BAG    $ FIGURA 10 . FIGURA 8 .FATORES DE AVALIAÇÃO .ACONDICIONAMENTO FINAL $& FIGURA 16 .ASSOREAMENTO DE RIOS E CÓRREGOS    FIGURA 3 .LIMPEZA E SEGREGAÇÃO NA FONTE    $# FIGURA 14 ± QUADRO B .PROLIFERAÇÃO DE AGENTES TRANSMISSORES DE DOENÇAS   FIGURA 2 .MODELO DE FICHA CADASTRAL   & FIGURA 7 .DEGRADAÇÃO DA PAISAGEM URBANA    FIGURA 4 .FATORES DE AVALIAÇÃO .VANTAGENS DO PROGRAMA   %.BAIA    $ FIGURA 11 .LIMPEZA E SEGREGAÇÃO NA FONTE (CONTINUAÇÃO)    $# FIGURA 15 ± QUADRO C .FATORES DE AVALIAÇÃO .CRIME AMBIENTAL     FIGURA 5 ± EXEMPLO DOS MATERIAIS CLASSIFICADOS   # FIGURA 6 .ETIQUETAS ADESIVAS    $ FIGURA 13 ± QUADRO A .CAÇAMBA ESTACIONÁRIA    $ FIGURA 12 .BOMBONAS   $ FIGURA 9 .MODELO DE FORMULÁRIO    $.

DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS   #& TABELA 5 .ASPECTOS POSITIVOS    $ TABELA 16 .RESÍDUOS NÃO ORIUNDOS DA ATIVIDADE CONSTRUTIVA  && TABELA 14 .REUTILIZAÇÃO E CUIDADOS EXIGIDOS   & TABELA 12 .PARTICIPAÇÃO EM RELAÇÃO AOS RESIDUOS SOLIDOS URBANOS GERADOS DIARIAMENTE     TABELA 2 .TRANSPORTE INTERNO DE CADA TIPO DE RESÍDUO  & TABELA 9 .RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO EM ARGAMASSAS  .RESÍDUOS ORIUNDOS DA ATIVIDADE CONSTRUTIVA ± ACONDICIONAMENTO INCIAL    &. TABELA 7 .VARIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO EM CONCRETO EM FUNÇÃO DO CONSUMO DO CIMENTO     TABELA 20 .RESÍDUOS NÃO ORIUNDOS DA ATIVIDADE CONSTRUTIVA ± ACONDICIONAMENTO INCIAL    &.DISPOSITIVOS E AC ESSÓRIOS  # TABELA 6 .VARIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO EM CONCRETO   „   .RESÍDUOS ORIUNDOS DA ATIVIDADE CONSTRUTIVA  && TABELA 13 .ASPECTOS CRÍTICOS    $ TABELA 17 . TABELA 18 .RESÍDUOS ORIUNDOS DA ATIVIDADE CONSTRUTIVA ± ACONDICIONAMENTO FINAL    & TABELA 10 ± RESÍDUOS NÃO ORIUNDOS DA ATIVIDADE CONSTRUTIVA ± ACONDICIONAMENTO FINAL    & TABELA 11 .SUGESTÃO DE CRONOGRAMA   # TABELA 4 .SOLUÇÕES DE DESTINAÇÃO PARA OS RESÍDUOS  & TABELA 15 . INDICE DE TABELAS TABELA 1 .PREÇO TIPICO DOS EQUIPAMENTOS PARA PROCESSAMENTO DE RCD  TABELA 3 . TABELA 19 .RESISTÉNCIA À COMPRESSÃO E À TRAÇÃO EM ARGAMASSAS . TABELA 8 .

Propõe-se uma metodologia específica para a gestão diferenciada dos resíduos de construção e demolição. condicionando os gestores públicos a adotarem soluções mais eficazes para a gestão desses resíduos. Este trabalho analisa os graves problemas causados por eles e os limites estreitos dos atuais procedimentos de gestão. „   . destinando-os ao atendimento de demandas sociais urgentes. que preserva recursos não- renováveis e possibilita a valorização de materiais nobres. que são definidos sem um conhecimento preciso da quantidade gerada nos ambientes urbanos.  — p RESUMO A urbanização acelerada e o rápido adensamento das cidades de médio e grande porte têm provocado inúmeros problemas para a destinação do grande volume de resíduos gerados em atividades de construção. renovação e demolição de edificações e infra-estrutura urbanas. baseada na facilitação do descarte pela oferta de espaços adequados para captação. no caso dos resíduos de construção e demolição. na diferenciação obrigatória dos resíduos captados e na alteração de seu destino. pela adoção. da reciclagem enquanto alternativa economicamente atrativa e ambientalmente sustentável.

comporta-se. ainda sem respostas satisfatórias. requer grandes mudanças culturais e ampla conscientização. vem conquistando espaços quase sempre em detrimento de uma continua e crescente pressão sobre recursos naturais. como grande geradora de impactos ambientais.  R p INTRODUÇÃO A preservação ambiental é hoje uma preocupação mundial. por outro lado. Com isso. por ser uma questão bastante complexa. Sem dúvida. através dos séculos. Neste contexto. A cada dia. ela abre caminho para que os setores públicos e privados possam juntos. embora antiga. portanto. responsabilidade e deveres. a união entre o empresariado. menos agressivo ao meio ambiente? É uma pergunta. então. prover os meios adequados para o manejo e disposição desses resíduos. fiscalizar o setor em todo o processo e implementar o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. A humanidade. quer seja pelo consumo de recursos naturais. O setor tem um grande desafio: como conciliar uma atividade produtiva desta magnitude com as condições que conduzam a um desenvolvimento sustentável consciente. ainda. Cabe. „   . inclusive de necessidade de cada município licenciar as áreas para disposição final. ao setor da construção adaptar-se e saber tirar proveitos dessa tendência. a sociedade civil e a gestão publica é extremamente relevante para a minimização dos problemas relativos ao meio ambiente. e. A citada Resolução define. Com a entrada em vigor da Resolução n° 307/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). percebemos a legislação mais rígida no que se refere ao meio ambiente ± tendência mundial que visa minimizar ao máximo a sua degradação e a preservação de uma vida mais saudável. pela modificação da paisagem ou pela geração de resíduos. o setor da construção civil começa a integrar as discussões a respeito do controle e a respeito do controle e da responsabilidade de pela destinação de seus resíduos sólidos. A Construção Civil é reconhecida como uma das mais importantes atividades para o desenvolvimento econômico e social.

„ . além de mais saudável.  O gerenciamento adequado dos resíduos produzidos por suas empresas. Só assim. incluindo a sua redução. poderemos realmente acreditar que o desenvolvimento sustentável fará parte de nossas vidas em um futuro muito breve. tornará o processo construtivo mais rentável e competitivo.  . reutilização e reciclagem.

EMBASA ± Empresa Baiana de Águas e Saneamento. Historicamente. mas não chegaram ainda aos RCD . Assim. drenagem e controle de vetores) que influenciam a qualidade do meio urbano. tem-se dado ênfase aos aspectos de abastecimento em detrimento dos de coleta. „   . As concessionárias. a ação dos concedentes ± os municípios. CEDAE ± Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro.  ÿ p ASPECTOS DA QUESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS NO BRASIL As preocupações com o saneamento dos ambientes urbanos e com a necessidade de ampliar o conceito desse termo para a totalidade dos componentes que interferem com a qualidade de vida das populações têm crescido nos últimos tempos. e de ambos sobre os de destinação. que lidasse de forma integrada com os diversos componentes (água. ocorreu. e outras) e inibiu. resíduos sólidos. A percepção da necessidade de ampliar o conceito de saneamento básico para saneamento ambiental. canalizam para si todos os recursos de saneamento. e os sete centralizam em ações voltadas apenas ao abastecimento de água e esgotamento sanitário (INSTITUTO BRASILEIRO DE ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL . com a amplitude de poderes conquistada. política centralizadora que construiu instrumentos de ação baseados nas concessionárias estaduais de saneamento básico (SABESP ± Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. E se dá no mesmo período em que fica patente a total falência do modelo ditado pelo PLANASA. antes e após a instituição do PLANASA (Plano Nacional de Saneamento) no início da década de 70. COPASA ± Companhia de Saneamento de Minas Gerais. esgoto. secundarizando-se as preocupações em relação à destinação dos resíduos líquidos e só recentemente introduzindo- se alguma atenção à questão do conjunto dos resíduos sólidos urbanos (RSU). no período do regime autoritário. Nas últimas décadas o suprimento de água às comunidades tem tido primazia em relação à coleta de esgotos. em função mesmo do rápido incremento da urbanização. CORSAN ± Companhia Rio-grandense de Saneamento.Resíduos de Construção e Demolição. só recentemente vem acontecendo. 1995).IBAM.

  Exemplo disso está contido no documento interno „     .

sem o correspondente suporte de políticas e instrumentos de ação específicos (estruturas de apoio institucional e técnico). 1995). com foco na integração dos diversos componentes do saneamento ambiental. de dezembro de 1995. as questões da limpeza urbana e gestão dos resíduos sólidos foram sendo deixado ao encargo das municipalidades. Na contextualização dos problemas nacionais de saneamento o texto da extinta SEPURB (Secretaria de Política Urbana) dedica 67 linhas a questões relativas à água e esgoto e apenas quatro linhas aos resíduos sólidos (BRASIL. hoje se denomina Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento. a temática dos resíduos sólidos definitivamente foi introduzida na agenda dos administradores. regiões metropolitanas e estados da federação. técnicos e legisladores. com a agudização dos problemas urbanos. que já insere na visão governamental o problema dos resíduos sólidos às questões de saneamento. instituição nacional que congrega as autarquias municipais de saneamento. Mas. ainda. Há.    (BRASIL. onde o esgotamento do modelo PLANASA é patente e a necessidade de uma nova política nacional de saneamento e de instrumentos para implementá-la estão na ordem do dia. Esses esforços também „   . O exemplo da ASSEMAE. como proposta de técnicos e gestores para a consolidação de uma nova política nacional de saneamento. 1995). inicialmente Associação dos Serviços Municipais de Água e Esgoto. vários os exemplos de esforços em municípios. São. 1995). o Projeto de Lei (PLC-199) aprovado na Câmara e no Senado e elaborado coletivamente em 1993 por diversas instituições do setor. Esse processo de ampliação do conceito de saneamento é recente e vem acontecendo num período considerado de transição. Neste cenário. diversos exemplos de entidades que foram constituídas para ação em água e esgoto e atualmente estão assumindo a gestão dos problemas de drenagem e resíduos sólidos. É interessante notar que esse documento. é produzido no mesmo ano em que a presidência da República veta integralmente. o que só fez por determinar padrões de gerenciamento extremamente precários (IBAM. hoje. para a definição de políticas e estruturas de apoio. em janeiro. é ilustrativo: fundada em 1985 com o objetivo de atuar em questões da água e esgoto (AE). paralelamente ao acentuado crescimento das populações urbanas.

SWANA. que registrou a geração anual de 210 milhões de toneladas para os outros resíduos municipais. Outro documento legal japonês. definindo como seus objetivos gerais a redução dos resíduos. que provocou reações. existente desde 1960 (HONG KONG. e em função de sua elevada industrialização e carência de recursos naturais. a Lei de Reciclagem.A.A. „   . alertando quanto à subestimação do verdadeiro volume de resíduos gerados na construção e demolição. estabelece que em alguns ramos industriais. quanto aos RCD. absorveu em suas revisões de 1985 e 1991 as novas requisições.5 milhões de toneladas de RCD nos EUA.P. está sendo revisado quanto à geração real de RCD.). na Europa Central. e limpeza de terrenos (C&D DEBRIS RECYCLING. dada a sua densidade demográfica e a exigüidade de espaços para o alojamento de resíduos sólidos. .Agência de Proteção Ambiental dos EUA apresentam enfoques diversificados: em 1986 foi estimada a geração anual de 31.. traçando-se uma estimativa de geração nacional de 136 milhões de toneladas. 1991). no início da atual década. os RCD só voltaram a ser analisados no relatório de 1996. por missões técnicas de Hong Kong em busca de soluções para os óbvios problemas de destinação de resíduos daquele território (Id. No Japão.  aconteceram ou vêm acontecendo em outros países. Japão e EUA. Os países europeus e o Japão. 1990 e 1992 não fazem referência aos RCD (THE SOLID WASTE ASSOCIATION OF NORTH AMERICA . Ibid. os relatórios de 1988. É interessante notar que também em países desenvolvidos há dificuldades de caracterização dos resíduos. e entre eles a construção civil. 1998b). notadamente.P. prevendo-se políticas específicas e o papel a ser cumprido pelo Estado. a garantia da saúde pública pela disposição apropriada e a preservação de recursos naturais pela reciclagem. 1993). A experiência japonesa é acompanhada. possuem as políticas mais elaboradas e consolidadas. 1998a. O relatório da E. A      Indústria da Construção e Demolição ± junção das empresas processadoras destes resíduos. a Lei de Limpeza e Tratamento de Resíduos. Relatórios da E. por desconsiderar os resíduos gerados na construção e reparo de estradas e outras obras viárias. 1993) suscitando em especialistas opiniões de que a Agência não considerava tais resíduos como parte dos RSU (DONOVAN. foram os pioneiros no desenvolvimento de esforços para o conhecimento e controle dos RCD. vem travando com a Agência uma acirrada discussão. a reciclagem de seus resíduos precisa ser promovida.

se são menos agressivos à saúde e ao ambientes humanos. inertes como os RCD. relevando a presença acentuada de outros resíduos. Ohio. ao nível dos RSU. mas estagnou na percepção apenas dos resíduos não-inertes. administradores e legisladores apenas a bandeiras como a da coleta seletiva de embalagens recicláveis e outros produtos contidos nos resíduos domiciliares. gerados em elevados percentuais. possibilitando. são. além da necessária coleta seletiva. o avanço de ações integradas que ataquem o conjunto dos problemas. reciclagem e participação comunitária´ (IBAM. Por outro lado. necessárias para o lançamento das bases de metodologias mais modernas para a gestão de resíduos sólidos urbanos. 1989). enquanto a totalidade dos RSU era estimada em 320 mil toneladas anuais. 1991) indicou uma estimativa de 300 mil toneladas anuais de RCD. Deverá significar. devido ao encerramento de aterros e dificuldades de aceitação dos resíduos em instalações de incineração (SPENCER. E revela que a visão do saneamento. 1995) não poderá significar a dedicação dos técnicos. Também no Brasil a análise de alguns dos documentos produzidos nos últimos anos revela que ainda subsiste uma séria carência de informações sobre as completas características dos RSU. „ #  . interferindo enormemente em todo o processo de gestão dos resíduos.  Informações coletadas em alguns estados (New York. avançou para a consideração dos problemas gerados pelos resíduos sólidos. levantamento realizado pela Agência de Recursos Naturais de Vermont no início da década (DONOVAN. E a carência de informação mais nítida é justamente sobre a efetiva presença dos RCD. na perspectiva do saneamento ambiental. perspectivas eficientes para a compostagem e reaproveitamento de resíduos orgânicos. soluções para os resíduos perigosos e volumosos e o equacionamento dos sérios problemas que vêm sendo causados pelos RCD. reaproveitamento. E será necessário. que há pouco esteve centrada apenas nos aspectos de suprimento de água e coleta de esgoto sanitário. no entanto. especialistas indicavam que a incidência de deposições ilegais de RCD no Nordeste dos EUA atingia proporções epidêmicas em muitas áreas. Rhode Island e outros) demonstravam já há vários anos que a quantidade de RCD pode ser tão significativa quanto às parcelas restantes dos RSU. A busca de ³conceitos modernos de gestão dos resíduos sólidos´ que apontem para a ³redução na fonte. o que pode comprometer as proposições realizadas. Tal grau de discrepância revela a enorme carência de informações precisas. que.

dos agentes envolvidos e dos fluxos ocorrentes nas áreas urbanas. 1993). com a identificação precisa das características dos diversos componentes dos RSU. definir objetivos claros de restrição à geração de resíduos para a redução dos problemas ambientais e poupança de recursos não renováveis.  como na Lei de Reciclagem japonesa (HONG KONG. a partir da constatação de que nunca tanta matéria-prima transformou-se em tantos resíduos inúteis num ambiente de acelerada urbanização. se constitua uma base sólida de informações. „ &  . Porém todas essas ações não conseguirão se consolidar sem que.

E demonstraram que as municipalidades não estão estruturadas para o gerenciamento de volume tão significativo de resíduos. quando rotineiras. acarreta efeitos ³perversos´ na medida em que a prática contínua de aterramento de volumes tão significativos elimina progressivamente as áreas naturais nos ambientes urbanos (várzeas. à semelhança do que já era observado em regiões densamente povoadas de outros países. têm significado sempre atuações em que os gestores se mantêm como coadjuvantes dos problemas. e se sustenta enquanto houver a disponibilidade de áreas de aterramento nas proximidades das regiões fortemente geradoras de RCD. que servem como escoadouro dos elevados volumes de água concentrados nas superfícies urbanas impermeabilizadas. A Gestão Corretiva caracteriza-se por englobar atividades não preventivas. „ $  . por isso profundamente ineficiente. como analisado no Capítulo I. vales. conformando. que. A Gestão Corretiva se sustenta na ³inevitabilidade´ de áreas com deposições irregulares degradando o ambiente urbano. uma prática que pode ser denominada de Gestão Corretiva. e para o gerenciamento dos inúmeros problemas por eles criados. Assim. Além disso.  D p A NECESSIDADE DE POLÍTICAS ESPECÍFICAS PARA OS RESÍDUOS GERADOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL A aceleração do processo de urbanização e a estabilização da economia nos últimos anos colocaram em evidência o enorme volume de resíduos de construção e demolição que vem sendo gerado nas cidades brasileiras. mangues e outras regiões de baixada). num ou noutro caso. só recentemente buscam incorporar preocupações com os resíduos sólidos (não-inertes). As soluções atualmente adotadas na imensa maioria dos municípios são sempre emergenciais e. repetitivas e custosas das quais não surtem resultados adequados. a pressão da alta geração de RCD encontra municipalidades desaparelhadas que só têm a ineficácia da Gestão Corretiva como solução e não podem contar com o suporte de políticas centrais de saneamento. mas ainda não detectaram a extensão da geração de resíduos na construção e demolição.

São várias as conseqüências do grande volume de RCD que vem sendo gerado nos centros urbanos. A inexistência de solução impõe a rotina da correção pela administração pública. da drenagem urbana. D — pDESTINAÇÃO DE PEQUENOS VOLUMES DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO Os dados apresentados no Capítulo II indicaram a presença da geração de RCD em pequenos volumes em serviços quase sempre qualificáveis como construção informal. no extremo. seus geradores ou os pequenos coletores que os atendem. atraindo. todo e qualquer tipo de resíduo para o qual não se tenha solução de captação rotineira. atração de resíduos não-inertes. considere que "o meio ambiente deve ser encarado como condição primária das atividades humanas. pequenos ou grandes coletores. e das características dos agentes envolvidos. A característica típica das deposições irregulares resultantes da inexistência de soluções para a captação dos RCD é a conjunção de efeitos deteriorantes do ambiente local: comprometimento da paisagem. pode-se caracterizar a Gestão Corretiva como uma prática sem sustentabilidade e que a sua ineficiência impõe a necessidade do traçado de novas políticas específicas para o domínio dos resíduos de construção e demolição. num processo cíclico que não pode ser interrompido nos marcos da Gestão Corretiva. e que. Tais efeitos danosos se multiplicam pelo espaço urbano e a Gestão Corretiva. Inexistindo soluções para a captação dos RCD gerados nessas atividades construtivas. por se constituírem predominantemente de atividades de reforma e ampliação. consegue deslocar os problemas de determinadas regiões das cidades para outras. multiplicação de vetores de doenças e outros efeitos. por fim. Elas advêm do fluxo irracional e ³descontrolado´ dos resíduos. Havendo ou não a aceitação da vizinhança imediata. essas áreas acabam por se firmar como sorvedouros dos RCD.  Por todos esses aspectos. de sua sustentabilidade". num ³pacto´ local. inevitavelmente. como destacado por CAVALCANTI (1996). pequenos ou grandes geradores. buscarão áreas livres nas proximidades para efetuar a deposição dos resíduos. de seu progresso. „ %  . típico do processo que se denominou de Gestão Corretiva. do tráfego de pedestres e de veículos.

conquistar valorização no momento da sua comercialização. a consolidação de alguns outros revela os condicionantes desses mesmos usuários (geradores ou coletores) quanto às suas possibilidades de deslocamento para a disposição dos resíduos. em função do esgotamento das áreas de destinação e não recepção dos RCD em instalações de incineração. A oferta dessas áreas por agentes privados se faz em função principalmente do interesse de planificá-las e. „   .uma das motivações de regulamentos emitidos pelo Conselho de Bruxelas. D R pDESTINAÇÃO DE GRANDES VOLUMES DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO O quadro mais comumente encontrado nos municípios de médio e grande porte é a adequada disposição dos grandes volumes de RCD em aterros de inertes. também denominados de ³bota-foras´. Os bota-foras são áreas de pequeno e grande porte. em 1991 (INSTITUT BRUXELLOIS POUR LA GESTION DE L¶ENVIRONNEMENT. Problemas similares acontecem em outros países em desenvolvimento SPENCER (1989) relata que. É interessante notar que. com isso. que vão sendo designadas oficial ou oficiosamente para a recepção dos RCD e outros resíduos sólidos inertes. 1995). A designação dessas áreas pela administração pública se faz necessária pelo fato de a ampla maioria das Leis Orgânicas Municipais preverem como competência das municipalidades a definição do destino dos resíduos municipais.    . se alguns locais de deposição irregular revelam um descompromisso de seus usuários com a qualidade ambiental.  sendo comum nos municípios a presença mais constante e acentuada dos efeitos nos bairros mais periféricos. ocupados pela população de menor renda. A percepção desses condicionantes é importante ferramenta para a definição de novas práticas de gestão que visem à superação dos problemas que vêm sendo detectados nos maiores municípios brasileiros. Constitui o problema mais significativo na destinação dessa parcela dos resíduos o inexorável e rápido esgotamento das áreas designadas para disposição. privadas ou públicas. com outra designação . o Nordeste dos EUA recebia uma incidência epidêmica de deposições ilegais (    ) que eram também.

US$ 16 por jarda cúbica. e R$ 3. Soma-se a isso o fato de que. Na região metropolitana de São Paulo são freqüentes os custos na ordem de R$ 30 por tonelada de resíduo domiciliar disposta. num processo incessante e infrutífero. seu esgotamento é extremamente rápido.  Os bota-foras constituem. num processo de substituição de áreas. O distanciamento e esgotamento crescente dos bota-foras é fator complicador para as ações corretas de coleta e disposição dos RCD. em Vermont. a componente ³deslocamentos´ é parcela importante do custo de coleta por poliguindastes. pois. e disposição de RCD. tanto pela elevada geração de RCD verificada em cada município. O distanciamento crescente dos bota-foras é mais perceptível nas zonas metropolitanas. O mesmo diferencial também acontece em outros países: SWANA (1993) relata a distinção em Minnesota (USA). entre preços de disposição de resíduos domiciliares. R$ 40 a R$ 150 por tonelada de resíduo industrial. como pelo fato de que muitas das áreas são de pequeno porte. nas proximidades das regiões geradoras dos resíduos. em média. em conjunto com o aterro sanitário ou controlado para resíduos domiciliares (quando esta solução está presente). os mesmos „   . o sistema de aterros dos municípios. para a disposição da tonelada de RCD. O acelerado processo de adensamento urbano dos últimos anos fez com que as áreas mais próximas se esgotassem rapidamente e se criasse a necessidade de recurso a áreas continuamente mais periféricas. US$ 2 a U$ 4. o rareamento das áreas de bota-fora introduz nas áreas ativas a cobrança de taxa para o descarte de resíduos. e entre eles certamente devem ser inseridas as características dos resíduos (ser ou não inertes) e a sua periculosidade. Como já afirmado. A designação contínua de novas áreas faz parte do cotidiano dos gestores de RCD nos municípios de médio e grande porte. pois são poucas as áreas nos municípios que resistem a prazos maiores que um ano de deposição de resíduos gerados. mesmo em cidades em que os percursos sejam extremamente menores que em regiões metropolitanas. Uma característica comum aos sistemas de aterros nos municípios é a extrema ³volatilidade´ das áreas utilizadas para deposição de resíduos inertes. nas regiões metropolitanas. inseridas integralmente na malha urbana.50 por jarda cúbica. A cobrança de taxas de descarte nos sistemas de aterro varia em função de uma série de fatores.

no entanto. quer por geradores.  preços estavam estabelecidos em US$ 67 por tonelada de resíduo domiciliar e US$ 3. por processos de renovação de espaços e edificações. que grandes parcelas dos RCD continuarão sendo inevitavelmente gerada nas áreas urbanas centrais.20 a U$ 15 por tonelada de RCD. quer por coletores. „ .  . também introduz maiores custos e preços. A obrigatoriedade de maiores deslocamentos para os coletores. tornando cada vez mais custosa e complexa a Gestão Corretiva. o que se reflete na redução da parcela dos geradores que aderem às remoções corretas e induz à maior incidência de deposições irregulares. sofrendo elevação conforme escasseia a disponibilidade de bota-foras. Ocorre. Os valores cobrados para a disposição específica de RCD em regiões mais adensadas variam em função da proximidade das áreas de destinação às regiões geradoras.

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etc. além da própria degradação da paisagem urbana(Figura 3). tais como piscinões. L Obstrução dos sistemas de drenagem. com prejuízo à circulação de pessoas e veículos. L Existência e acúmulo de resíduos que podem gerar risco por sua periculosidade. FIGURA — . sarjetas.ASSOREAMENTO DE RIOS E CÓRREGOS FIGURA ÿ . L Ocupação de vias e logradouros públicos por resíduos.  L Assoreamento de rios e córregos (Figura 2). galerias.PROLIFERAÇÃO DE AGENTES TRANSMISSORES DE DOENÇAS FIGURA R .DEGRADAÇÃO DA PAISAGEM URBANA „   .

V Geradores de resíduos . „   . com medidas paliativas. ou seja.responsável pelo controle e fiscalização sobre o transporte e destinação dos resíduos. as soluções para a gestão dos resíduos da construção e demolição nas cidades devem ser viabilizadas de um modo capaz de integrar a atuação dos seguintes agentes: V Órgão público municipal . causando impactos ambientais significativos e expondo a atividade da construção empresarial a riscos de autuações e penalidades decorrentes da responsabilização por crime ambiental (dispor resíduos sólidos em desacordo com a legislação é considerado crime ambiental). o poder público municipal atua.CRIME AMBIENTAL Portanto. os resíduos provenientes da construção formal podem ser destinados da mesma maneira. incentiva a continuidade da disposição irregular nos locais atendidos pela limpeza pública da administração municipal. Ao contrário.responsável pela destinação aos locais licenciados e apresentação do comprovante da destinação.  Diante da situação caótica de disposição dos resíduos nas cidades. V Transportadores . Estudos realizados em alguns municípios apontam que os resíduos da construção formal têm uma participação entre 15% e 30% na massa dos resíduos da construção e demolição. Tal prática não soluciona definitivamente o problema de limpeza urbana por não conseguir a remoção da totalidade dos resíduos. freqüentemente. Embora representem uma parcela menor em relação à construção informal. (Figura 4) FIGURA D . fazendo sua gestão interna e externa. desordenadamente. realizando serviços de coleta e arcando com os custos do transporte e da disposição final.responsável pela observância dos padrões previstos na legislação específica no que se refere à disposição final dos resíduos.

  [ p A RECICLAGEM DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO E O USO DE RECICLADOS A elevada geração de resíduos sólidos. em torno de 1860. Os processos de gestão dos resíduos em canteiro. em resposta à necessidade de satisfazer a enorme demanda por materiais de construção e à necessidade de remover os escombros das cidades européias (SCHULZ. 1992). 1995c). o uso significativo de RCD reciclado só veio acontecer após a Segunda Guerra Mundial. Historicamente. em 1928. a atividade construtiva sempre se caracterizou como grande geradora de resíduos e também como potencial consumidora dos resíduos gerados por ela mesma ou por outras atividades humanas de transformação. No período mais recente. A reciclagem de resíduos da própria construção é praticada há milênios. determinada pelo acelerado desenvolvimento da economia neste século. nos países desenvolvidos e em amplas regiões dos países em desenvolvimento. que são subprodutos da atividade refinadora de petróleo. vão conformando um respeitável e sólido ramo da engenharia civil. igrejas renascentistas) constituírem base usada por edificações do período seguinte (INSTITUT DE TECNOLOGIA DE LA CONSTRUCClÓ DE CATALUNYA . dos quais foram reciclados cerca de 11. na Alemanha.ITEC. coloca como inevitável a adesão às políticas de valorização dos resíduos e sua reciclagem. A então República Federal da Alemanha herdou da guerra um volume entre 400 e 600 milhões de metros cúbicos de escombros. como é o caso do asfalto e produtos betuminosos. de especialização no tratamento e reutilização dos RCD.5 milhões de „ #  . atento à necessidade de usar parcimoniosamente recursos que são finitos e à necessidade de não sobrecarregar a natureza com dejetos evitáveis. sendo comuns na história das civilizações antigas exemplos de resíduos de construções de um determinado período histórico (vias romanas. de sofisticação dos procedimentos de demolição. há notícias do uso de blocos de concreto britados como agregado para novos produtos de concreto. Os primeiros estudos sistemáticos sobre as características dos agregados reciclados têm início neste mesmo país. HENDRICKS. No entanto.

Alguns objetivos e resultados são exemplificadores dos esforços realizados: 6 A Alemanha definiu como objetivo de política de governo a elevação do número de instalações de reciclagem no país. apud LAURITZEN. desenvolvendo-se no período mais recente esforço de consolidação de normativa única para toda a comunidade. em que os interesses de diversos países e regiões. 1994).000 no ano 1998 (NORDBERG NEWS. passam a se interessar pela reciclagem dos RCD os países e regiões da Europa que têm deficiências na oferta de materiais granulares: Holanda. como parte do „ &  . países de menor área territorial.  metros cúbicos. Num segundo momento. normas e políticas específicas para esse tipo de resíduo.000 unidades habitacionais até o ano de 1955 (SCHULZ. Bélgica e regiões da França (ITEC. Em praticamente todos os países- membros existem instalações de reciclagem de RCD. o objetivo de quintuplicar o volume de RCD a ser reciclada. também para o final do século. como na Bélgica e Suíça. que possibilitaram a produção de 175. Para a Comunidade Européia é estimada a geração anual de 500 milhões de toneladas de RCD (IVBR. [1995]). estão ancorados também na necessidade de solucionar o destino de expressivos volumes de RCD gerados em regiões urbanas cada vez mais adensadas. sd). 6 A Suíça traçou. 6 A França definiu para o ano 2000 a meta de reciclar 50% dos RCD gerados (MOREL. no Japão e nos EUA. a reciclagem de RCD foi implantada e consolidou-se na Europa Ocidental. para 1. 1992). em vários continentes. das 550 existentes em 1992. HENDRICKS. Dinamarca. [ — pRECICLAGEM EM PAÍSES DO HEMISFÉRIO NORTE Resultado das necessidades anteriormente descritas. Pode-se caracterizar a ocorrência hoje em dia de um terceiro momento. somatória de gerações elevadas como a da Alemanha e outras bem menos significativas. 1995c).

6 O Reino Unido também abastece 10% do mercado de agregados com produtos reciclados e é política do governo ampliar essa taxa. 1993). o Japão estava reciclando 22% dos RCD gerados.800 instalações de reciclagem em operação no país. induzindo o mercado local (id. avanços significativos vêm sendo obtidos no último período. Ainda em 1996. 1993). para uso principalmente em obras viárias (KASAI apud LAURITZEN. processando 10. 1994). ao percentual obtido no conjunto dos outros setores industriais (HONG KONG. mas esse não é um indicador seguro. pois só na década de 80 observou-se a geração nacional de RCD saltar de 30.  esforço de redução em 25% do material levado a aterramento (MILANI. em função do considerável potencial do mercado (COLLINS. mas já era equivalente à meta traçada pela Suíça para o ano 2000.4 para 83. ibid. Nos EUA a EPA estimou. nos simpósios internacionais. em 1988. exclusivamente para a reciclagem de concreto. esse percentual era inferior.). operando com equipamentos de origem alemã. dada a celeuma provocada na "C&D industry" e a posterior revisão do relatório.000 toneladas ao dia e gerando novos produtos a custo inferior ao dos agregados convencionais (HONG KONG. foi estimada a existência de 1. Em 1991.6 milhões de toneladas anuais. O Japão é reconhecido. abastecendo 10% do mercado de agregados com estes produtos (NORDBERG NEWS. sd). que prevêem claramente o papel governamental e a necessidade de combater a deposição ilegal e descontrolada. que 20 a 30% dos RCD gerados no país estavam sendo recuperados (YOST. 1998). 1. 1998). Também no Japão.000 delas „ $  . 1994). como o país mais adiantado em técnicas de demolição adequadas à necessidade de gestão do meio ambiente (LAURITZEN. em seu relatório de 1996. em Tóquio já existiam 12 instalações de reciclagem. 1990). em 50%. 6 A Holanda e a Dinamarca no início da década de 90 já reciclavam 60 % dos RCD gerados. o Ministério da Construção tem incentivado estudos e medidas legais para a reutilização de reciclados. Sob as diretrizes da Lei de Reciclagem. Em função das diretrizes nacionais.

Svedala. Hazemag. para um total de 3. 1998a). varia em função das suas características. Os equipamentos trituradores são os mais importantes na linha de produção de uma instalação de reciclagem. bastante suscetíveis à presença de resíduos de madeira e metálicos. Há. podem ser distinguidos dois tipos de instalações de reciclagem: as que produzem agregados para todo tipo de aplicação e as que produzem agregados para uso específico em concreto. todos os grandes fabricantes têm produtos específicos para a reciclagem (Kleemann-Reiner. Para 1998. sd). caso não disponham de dispositivo de alívio para essas eventualidades. 1998). Ratzinger. como é usual na atividade mineradora. processo ao qual muito se assemelha a reciclagem. nos países desenvolvidos. Nordberg.CUR. Geralmente são adotados britadores de mandíbulas †    ou britadores de impacto †    mas não há um tipo específico de britador que apresente ótimos resultados em todos os aspectos (CIVIELTECCHNISCH CENTRUM UITVDERING RESEARCH EM REGELGEVING . no entanto. o que as faz possuir controle de qualidade mais estrito (ITEC. geralmente concebidas. a estimativa traçada é a de que o número de instalações processadoras tenha praticamente dobrado.  processando asfalto. num intervalo. 500 processando madeira e 300 operando com resíduos misturados. sendo dominante a madeira nos resíduos gerados nas novas construções e dominante o concreto nos processos de demolição (LEE apud C&D. portanto de dois anos. para produções diárias elevadas. Tem-se geralmente os britadores de mandíbulas como melhores produtores de agregados para concreto quando associados a outro equipamento para britagem secundária. Atualmente. Tellsmith e outros) e vários deles têm parcela importante de sua produção (até 25%) já dirigida para o mercado da reciclagem de RCD. A composição dos RCD. Em geral. São soluções fixas ou móveis. são. dezenas de fabricantes de equipamentos para a reciclagem de RCD sendo que praticamente todos são antigos produtores europeus de equipamentos para mineração. 1995c).500 em todo o país (YOST. Os britadores de impacto são menos sensíveis à presença „ %  . no Hemisfério Norte. provenientes das atividades construtivas de edifícios relatadas pela EPA.

e são tidos como o melhor equipamento para a produção de novos agregados para uso em serviços de pavimentação (ITEC. incorporando tecnologias específicas. que permite conferir maior qualidade aos produtos da reciclagem (BAKKER. algum nível de sofisticação. em circuito fechado de água. oferecem capacidade de redução de partículas muito superior à do britador de mandíbula. A Tabela 3. As instalações do Hemisfério Norte têm. ou mesmo procedimentos de pré-seleção dos RCD por aspiração (ITEC. TABELA R . 1995c). junto com o incremento no tráfego de veículos pesados.PREÇO TIPICO DOS EQUIPAMENTOS PARA PROCESSAMENTO DE RCD Instalações montadas sobre essa tipologia de equipamentos são unidades com capacidade de processamento entre 150 e 250 toneladas horárias. „   . como o processamento dos RCD por via úmida.600 toneladas diárias. constituem os potenciais impactos das instalações no entorno onde operam (HANSEN. volume de geração de RCD atingido por poucos dos municípios brasileiros. Tal sofisticação se revela também no controle de emissões de ruídos e material particulado que. 1996). via de regra. 1992). 1995c). Nos países desenvolvidos há a predominância de instalações de grande porte. TRÃNKLER.  desses materiais.11 apresenta a ordem de valor dos equipamentos mais importantes no mercado norte-americano.000 e 1. que implicam a imobilização de um capital de porte significativo. provavelmente produzindo entre 1. 1993.

1986). o uso de "masseiras-moinho". Paralelamente a esses estudos. mas vem chamando a atenção dos gestores urbanos pelas possibilidades que apresenta enquanto solução de destinação dos RCD e solução para a geração de produtos a baixo custo. LATTERZA (1998) e LIMA (1999). onde as taxas para estes materiais variavam entre 260 e 2. como para a venda do material beneficiado.  É parte da lógica do negócio da reciclagem a diferenciação dos preços. entre outros fatores. O resultado de seu uso é bastante positivo. principalmente os de alvenaria e argamassas. LEVY (1997). possibilitando sustentação para novos instrumentos legais de gestão. tanto pela indução ao gerenciamento dos resíduos na obra. Esse equipamento propicia moagem intensa de resíduos menos resistentes. possibilitando sua reutilização em serviços de revestimento da própria edificação em produção. acabam induzindo os processos de gerenciamento dos resíduos no canteiro de obras e de otimização dos procedimentos de demolição. ZORDAN (1997). equipamentos de pequeno porte para uso exclusivo em obras de edificações (também conhecidos como moinhos de galgas dos quais já foram produzidas 700 unidades no Brasil). a partir do início da década de 80. o preço do descarte nas instalações de reciclagem é nitidamente inferior ao da deposição em aterros de Bruxelas. Como pode ser observada. favorecendo. esses fatores. Os primeiros estudos sistemáticos foram realizados a partir de 1983 (PINTO.800 BEF/t em 1995 (INSTITUT BRUXELLOIS POUR LA GESTION DE L¶ENVIRONNEMENT. tanto para o descarte dos resíduos pelos geradores e coletores. nos países desenvolvidos.o que propicia rápida amortização do investimento e é positivo. inclusive. os resíduos coletados com maior percentual de pureza. por contribuir para a minoração do impacto dos RCD nas áreas urbanas. 1995). „   . como pela redução dos custos das perdas nos processos construtivos . além de uma série de outros estudos pontuais em várias instituições de pesquisa do País. Além desse incentivo no preço do descarte. Logicamente. estendeu-se bastante rapidamente. a lógica da reciclagem incentiva a diferenciação dos RCD na origem. [ R pRECICLAGEM NO BRASIL .POSSIBILIDADES A reciclagem dos resíduos de construção e demolição no Brasil é bastante recente. ocorrendo na seqüência os estudos de SILVEIRA (1993).

O traço comum entre as instalações brasileiras que ofereceram sucesso. Como todas as instalações de reciclagem brasileiras são controladas pelo poder público ou autarquias locais tornam-se complexa a determinação do custo operacional em cada uma delas. A pequena intensidade da atividade de demolição nas cidades brasileiras faz com que. menores custos e com capacidade de adequação à intensidade de geração nos municípios de médio e grande porte. tendo se iniciado em 1991 e expandido para uma série de municípios. tipicamente.custos de manutenção e reposição. reconhecimento de fluxos e atores inseridos (BELO HORIZONTE.  Já a experiência brasileira com equipamentos de maior porte é mais recente. com a implantação das instalações acontecendo em alguns deles como resultado de planos de gestão dos RCD e. a consideração criteriosa dos componentes necessários . força e luz. pelo volume de material que vêm processando e pelo impacto ambiental que eliminam. amortização. provisão de água.  . equipamentos importados que já tivessem operado em instalações mineradoras. A partir da capacitação dos produtores brasileiros (atualmente sete empresas de capital nacional ou filiadas a grupos internacionais) é possível afirmar-se não haver qualquer dificuldade tecnológica para a produção dos equipamentos típicos das instalações de reciclagem. juros. é o fato de terem sido originadas de processos iniciados com quantificações precisas. com isso. 1993a. „ . Os equipamentos utilizados nas instalações brasileiras são de produção nacional ou. em dois casos. 1995a. como mera aquisição de equipamentos descoordenada de um planejamento de ações. equipamentos para manejo interno . A viabilização da reciclagem dos RCD em um centro urbano é resultado de uma série de fatores. eliminando em alguns casos qualquer impacto positivo da presença das instalações de reciclagem. dos quais certamente um dos mais importantes é sua viabilidade econômica em confronto com os preços dos agregados naturais. o que inevitavelmente compromete os resultados a serem alcançados. permitindo. em outros. RIBEIRÃO PRETO. os RCD gerados se apresentem com pequena dimensão máxima (em torno de 300 mm). No entanto. menor capacidade de produção.tem apontado para valores na ordem de R$ 5. a utilização de equipamentos de menores dimensões. 1995b). custos de mão-de-obra.00 por tonelada processada. 1993b.

tal como ocorre em países do Hemisfério Norte (COLLINS. ampliando-se as possibilidades de reutilização segura.  [ ÿ pUSO DE RECICLADOS Os países desenvolvidos vêm consolidando o uso de RCD reciclado como material de enchimento para a preparação de terrenos. para a sub-base de vias e estradas. como o Brasil. a utilização dos elementos e materiais recuperados da construção é muito diversificada. sendo este último uso o ocorrente em menor volume. suporte pelas políticas governamentais locais. Mas também para ele. de demolição e de processamento na reciclagem. sd). e como agregado para a produção de novo concreto (HANSEN. no entanto. Nos países onde a reciclagem está mais consolidada. vale dizer: métodos de gerenciamento de resíduos em canteiro. para que mais e mais „   . oriundos de fatores diversos como custo de agregados naturais. 1992). que recentemente iniciam suas experiências com a gestão dos RCD e sua reciclagem. concentrando-se as possibilidades de alojamento dos reciclados em serviços de manutenção e outros tipos de utilização. típicos da região geradora. para projetos de drenagem. Há. 1998). Subsistirão sempre os condicionantes econômicos locais. porém. e outros. valor das taxas de deposição em aterros. estando. Processos menos sofisticados podem gerar material com total adequação ao uso em sub-base de vias e outros produtos simples. custos de transporte. Tal diretiva é válida também para os países. não há aspectos técnicos que ofereçam obstáculo significativo à aplicação dos RCD reciclados (CUR. tal qual já ocorre há dezenas de anos para os primeiros citados. Os estudos que vêm sendo desenvolvidos no Brasil nas décadas de 80 e 90 já dão sustentação suficiente para a disseminação dos procedimentos de reciclagem como alternativa de destinação dos RCD para um número maior de centros urbanos. pois. pouca demanda há para a pavimentação de novas vias8. Mas certamente precisam ser aprofundados. sempre de acordo com as injunções de mercado e com a sofisticação dos métodos de obtenção dos resíduos. importância em ampliarem-se ao máximo as opções e a solidez dos usos. processos mais controlados podem levar a novos agregados com a qualidade requerida para a produção de concreto com elevada requisição de desempenho. em alguns centros urbanos brasileiros.

1997). Os estudos brasileiros para a utilização de RCD reciclado em argamassas e concreto vêm avançando nos últimos anos. 1995). As características de expansão dos solos são contidas. sua massa específica praticamente não se altera com a mistura. no caso das argamassas. apontam para bons resultados em composições com baixo consumo de aglomerante. possibilitando facilitação do processo executivo em conseqüência da melhor homogeneização e menor dispersão da umidade (BODI et al.  os municípios de médio e grande porte possam se aproximar de um "sistema de cicio fechado" (SCHULZ apud LAURITZEN. o uso já bastante significativo desse material por centenas de empresas construtoras do País. A investigação sobre o uso dos RCD em obras de pavimentação foi iniciada por técnicos da Prefeitura Municipal de São Paulo / SP. certamente. 1995. 1994) para os materiais da construção. no ano de 1989. „   . As verificações do comportamento dos RCD na produção de concreto para uso enquanto massa ou para produção de artefatos são mais recentes e. onde ocorre o lançamento de RCD in natura para manutenção de condições mínimas de tráfego. caso utilizado o RCD reciclado. ZORDAN. Comente-se que a agregação de RCD reciclado mostrou-se extremamente benéfica para os dois tipos de solos. Os dados de PINTO (1986) e LEVY (1997) indicam o bom desempenho dos RCD em argamassas e o resultado positivo da presença significativa de produtos cerâmicos em sua composição. tendo sido ancorada em metodologias que consideram as características específicas dos solos tropicais típicos (BODI et al. Os resultados das verificações realizadas indicaram a possibilidade de obter-se idêntica capacidade de suporte com o uso de quantidade muito menor de agregados. corroborando. 1995). coerentemente com os resultados verificados na ampla bibliografia internacional existente sobre o tema. quando os agregados miúdos e graúdos são substituídos integralmente pelo reciclado (PINTO. diminuindo a possibilidade de segregações indesejáveis e o teor de umidade ótima também pouco se altera. Essas vantagens do uso dos resíduos em pavimentos. não são ignoradas pelos gestores urbanos.

  Estudos mais detalhados sobre o comportamento dos RCD em concreto ainda devem ser feitos. pois cada uma dessas aplicações constitui importante apoio à alteração dos graves problemas gerados pelos RCD nas áreas urbanas. resultados perfeitamente alcançáveis com os RCD reciclados (VÁZQUEZ. „   . Os esforços devem estar focados na ampliação e consolidação do roi de aplicações para os resíduos. 1997). para que se imprima segurança a um tipo de utilização concreto de média resistência . Nos países da Comunidade Européia estima-se que 80% do mercado atual estejam centrados em concreto com resistência na faixa de 20 a 25 MPa.para o qual certamente há demanda no Brasil.

4 Resolução CONAMA nº 275 ± Gestão no Tratamento de resíduos.NBR 15113:2004. 4 Resíduos sólidos da construção civil .Diretrizes para projeto. de cinco de julho de 2002.NBR 15112:2004. 4 Lei Federal nº 9605.Execução de camadas de pavimentação .NBR 15115:2004 „ #  .  r p NOVA LEGISLAÇÃO. 4 Legislações municipais referidas à Resolução CONAMA. de 25 de abril de 2001. dos Crimes Ambientais. implantação e operação .Diretrizes para projeto. implantação e operação . 4 Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil .Procedimentos .Aterros . Normas Técnicas: 4 Resíduos da construção civil e resíduos volumosos .Diretrizes para projeto.NBR 15114:2004. NORMAS TÉCNICAS E RESPONSABILIDADES Há um conjunto de leis e políticas públicas.Programa Brasileiro da Produtividade e Qualidade do Habitat.Áreas de transbordo e triagem .Áreas de reciclagem . 4 Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes . implantação e operação . contribuindo para minimizar os impactos ambientais. 4 PBPQ-H . além de normas técnicas fundamentais na gestão dos resíduos da construção civil.Gestão dos Resíduos da Construção Civil. Políticas Públicas: 4 Resolução CONAMA nº 307 . de 12 de fevereiro de 1998.

Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural . em bota-foras.Requisitos . busca disciplinar a destinação dos resíduos em todo o Estado com o estabelecimento de prazos para a adequação das áreas de bota-fora existentes . r — pRESOLUÇÃO CONAMA Nº ÿr O destaque entre os elementos apontados é a Resolução CONAMA nº 307. 6 Princípios . de fevereiro de 1998 que prevê penalidades para a disposição final de resíduos em desacordo com a legislação. a Resolução CONAMA nº 307 leva em consideração as definições da Lei de Crimes Ambientais. Definição e princípios 6 Definição . Editada em outubro de 2002. com condições específicas de operação previstas nas normas técnicas já existentes. Essa resolução exige do poder público municipal a elaboração de leis. corpos-d'água. reformas. Ao disciplinar os resíduos da construção civil. demolição. como aterros sanitários. Os principais aspectos dessa resolução são os seguintes: A.  4 Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil . foram integrados às atividades do órgão de controle ambiental estadual (CETESB) o licenciamento e a fiscalização das áreas utilizadas para aterro dos resíduos da construção.esses locais devem ser transformados em áreas de aterro para resíduos de construção e inertes. Desse modo. que define. decretos. lotes vagos. além de atribuir responsabilidades para o poder público municipal e também para os geradores de resíduos no que se refere à sua destinação. reparos e da preparação e escavação de solo.Resíduos da construção e demolição são os provenientes da construção. No âmbito estadual de São Paulo. classifica e estabelece os possíveis destinos finais dos resíduos da construção e demolição. encostas e áreas protegidas por lei. portarias e outros instrumentos legais como parte da construção da política pública que discipline a destinação dos resíduos da construção civil. „ &  .NBR 15116:2004. a Resolução SMA nº 41.priorizar a não-geração de resíduos e proibir disposição final em locais inadequados.

C.elaborar Plano Integrado de Gerenciamento. 6 Classe B . 6 Classe D . „ $  .  B. conforme NBR 10004:2004 (Resíduos Sólidos . por exemplo).devem estar elaborados até janeiro de 2004 e implementados até julho de 2004. Responsabilidades 6 Municípios .Classificação). Destinação: conforme norma técnica específica.alvenaria.resíduos perigosos (tintas. que incorpore: a) Programa Municipal de Gerenciamento (para geradores de pequenos volumes).devem ser apresentados e implementados a partir de janeiro de 2005. argamassas e solos.elaborar Projetos de Gerenciamento em obra (caracterizando os resíduos e indicando procedimentos para triagem. metal. reciclagem ou armazenamento temporário. plástico e papel. Classificação e destinação 6 Classe A . transporte e destinação). Prazos 6 Plano Integrado e Programa Municipal . 6 Geradores . b) Projetos de Gerenciamento em obra (para aprovação dos empreendimentos dos geradores de grandes volumes). além da disposição final em aterros licenciados. Destinação: conforme norma técnica específica. Destinação: reutilização ou reciclagem com uso na forma de agregados.madeira. 6 Classe C . acondicionamento. D. 6 Projetos de Gerenciamento . concreto.). solventes etc. óleos.produtos sem tecnologia disponível para recuperação (gesso. Destinação: reutilização.

direta e indireta. para reduzir o consumo de matérias-primas. a ser adotado na identificação de coletores e transportadores.179. recursos naturais não-renováveis. geração. organizações não-governamentais e demais entidades interessadas. viabilizando a reciclagem de materiais. de 21 de setembro de 1999. no uso das atribuições que lhe conferem a Lei no 6. de 31 de agosto de 1981. 2º .605. providas de um sistema de identificação de fácil visualização. a ser adotado na identificação de coletores e transportadores. tratamento e destinação final de matérias primas.Fica recomendada a adoção de referido código de cores para programas de coleta seletiva estabelecidos pela iniciativa privada. igrejas. bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva. de validade nacional e inspirada em formas de codificação já adotada internacionalmente. devem seguir o padrão de cores estabelecido em anexo.Os programas de coleta seletiva. e no Decreto no 3. Art. criados e mantidos no âmbito de órgãos da administração pública federal. bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva. Considerando que as campanhas de educação ambiental. escolas. e Considerando que a reciclagem de resíduos deve ser incentivada facilitada e expandida no país. cooperativas.  r R pRESOLUÇÃO CONAMA nº Rr Estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos. provocando o aumento de lixões e aterros sanitários. 1º . Considerando a necessidade de reduzir o crescente impacto ambiental associado à extração. beneficiamento. sejam essenciais para efetivarem a coleta seletiva de resíduos. resolve: Art. § 1º . transporte. „ %  . O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA.938. e entidades paraestatais.Estabelecer o código de cores para os diferentes tipos de resíduos. energia e água. de 12 de fevereiro de 1998. e tendo em vista o disposto na Lei no 9. estadual e municipal.

4º . V ROXO: resíduos radioativos.  § 2º .Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. V AMARELO: metal. não serão objeto de padronização. V VERDE: vidro. „   . de acordo com a necessidade de contraste com a cor base. V CINZA: resíduo geral não reciclável ou misturado. V VERMELHO: plástico.As inscrições com os nomes dos resíduos e instruções adicionais. quanto à segregação ou quanto ao tipo de material.As entidades constantes no deste artigo terão o prazo de até doze meses para se adaptarem aos termos desta Resolução. Art. porém recomenda . Padrão de cores: V AZUL: papel/papelão. V PRETO: madeira. V BRANCO: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde. V MARROM: resíduos orgânicos. Art. 3º . ou contaminado não passível de separação. V LARANJA: resíduos perigosos.se a adoção das cores preta ou branca.

esgotos.PROGRAMA BRASILEIRO DA PRODUTIVIDADE E QUALIDADE DO HABITAT O Sistema de Qualificação de Empresas de Serviços e Obras (SIQ . considerando critérios para reservação dos materiais para uso futuro ou disposição adequada ao aproveitamento posterior da área. „   .solução adequada para disposição dos resíduos de classe A. A falta de observância desses requisitos poderá resultar na restrição ao crédito oferecido por instituições financeiras que exigem tal qualificação como critério de seleção para seus tomadores de recursos.NBR 15113:2004 .Diretrizes para projeto. como condição para qualificação das construtoras no nível "A". processar resíduos para valorização e aproveitamento. implantação e operação . de acordo com a Resolução CONAMA nº 307.Aterros . prevê. em seu escopo. Õ Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes . a necessidade da "consideração dos impactos no meio ambiente dos resíduos sólidos e líquidos produzidos pela obra (entulhos.Diretrizes para projeto. representam importante instrumento para a viabilização do exercício da responsabilidade para os agentes públicos e os geradores de resíduos.Áreas de transbordo e triagem . foram preparadas as seguintes normas técnicas: Õ Resíduos da construção civil e resíduos volumosos .  r ÿ pPBPQ-H . do PBQP-H.Construtoras). Têm importante papel na logística da destinação dos resíduos e poderão. águas servidas). integradas às políticas públicas. implantação e operação . se licenciados para esta finalidade. r D pNORMAS TÉCNICAS As normas técnicas.NBR 15112:2004 - possibilitam o recebimento dos resíduos para posterior triagem e valorização. definindo um destino adequado para os mesmos". Para viabilizar o manejo correto dos resíduos em áreas específicas.

Diretrizes para projeto.NBR 15115:2004. será viável na medida em que haja especificação técnica para o uso de agregados reciclados pela atividade da construção.possibilitam à transformação dos resíduos da construção classe A em agregados reciclados destinados à reinserção na atividade da construção.  .NBR 15116:2004 „ #. As normas técnicas que estabelecem as condições para o uso destes agregados são as seguintes: Õ Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil . destinação.Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural .Áreas de reciclagem .NBR 15114:2004 .Execução de camadas de pavimentação .Requisitos . por sua vez. implantação e operação .Procedimentos . Õ Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil . O exercício das responsabilidades pelo conjunto de agentes envolvidos na geração.  Õ Resíduos sólidos da construção civil . fiscalização e controle institucional sobre os geradores e transportadores de resíduos está relacionado à possibilidade da triagem e valorização dos resíduos que.

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área em construção. locais de destinação dos resíduos utilizados pela obra/coletor. 6 Definição dos locais para a destinação dos resíduos e cadastramento dos destinatários. orçamentos e projetos. 6 Prévia caracterização dos resíduos que poderão ser gerados durante a obra com base em memoriais descritivos. 6 Preparação e apresentação de proposta para aquisição e distribuição de dispositivos de coleta e sinalização do canteiro de obras. 6 Definição dos responsáveis pela coleta dos resíduos nos locais de acondicionamento inicial e transferência para armazenamento final. os resíduos predominantes. identificando a quantidade de funcionários e equipes. atividades.  Ñ — R p PLANEJAMENTO Realizado a partir dos canteiros de obra visando: 6 Levantamento de informações junto às equipes de obra. considerando as observações feitas por mestres e encarregados. concreto e cerâmico. 6 Verificação das possibilidades de reciclagem e aproveitamento dos resíduos. a área de suprimentos deve cumprir o papel fundamental de levantar informações sobre os fornecedores de insumos e serviços com possibilidade de identificar providências para reduzir ao máximo o volume de resíduos (caso das embalagens) e desenvolver „ #  . 6 Elaboração de rotina para o registro da destinação dos resíduos. notadamente os de alvenaria. arranjo físico do canteiro de obras (distribuição de espaços. empresa contratada para remoção dos resíduos. 6 Qualificação dos coletores. Nesta fase. fluxo de resíduos e materiais e equipamentos de transporte disponíveis).

Ñ R — p FORNECEDORES DE DISPOSITIVOS E ACESSÓRIOS No caso da aquisição de bombonas e bags reutilizados. Envolve também a implantação de controles administrativos. Ñ — ÿ p IMPLANTAÇÃO Iniciada imediatamente após a aquisição e distribuição de todos os dispositivos de coleta e respectivos acessórios. em relação à limpeza. tanto nos aspectos da gestão interna dos resíduos (canteiro de obra) como da gestão externa (remoção e destinação). por meio do treinamento de todos os operários no canteiro. Ñ R pQUALIFICAÇÃO DOS AGENTES Os agentes envolvidos na gestão dos resíduos devem ser previamente identificados e qualificados. principalmente. Isso deverá servir como referência para a direção da obra atuar na correção dos desvios observados. „ #  . triagem e destinação compromissada dos resíduos. O fornecedor deve possuir licenças dos órgãos de controle ambiental competentes. sua completa triagem. higienizando e tratando adequadamente os efluentes decorrentes da higienização. verificar se o fornecedor tem licenças específicas para remover os resíduos dos recipientes.  soluções compromissadas de destinação dos resíduos preferencialmente preestabelecidos nos respectivos contratos. Devem ser feitas novas sessões de treinamento sempre que houver a entrada de novos empreiteiros e operários ou diante de insuficiências detectadas nas avaliações. visando. por meio de   e relatórios periódicos. para garantir a segurança dos processos posteriores à geração. com treinamento dos responsáveis pelo controle da documentação relativa ao registro da destinação dos resíduos Ñ — D p MONITORAMENTO Avaliar o desempenho da obra. com ênfase na instrução para o adequado manejo dos resíduos.

inclusive na Resolução CONAMA nº 307. Ñ R ÿ p DESTINATÁRIOS DOS RESÍDUOS A destinação dos resíduos deverá estar vinculada às seguintes condições: Ñ ÿ pGESTÃO NO CANTEIRO DE OBRAS A questão do gerenciamento de resíduos está intimamente associada ao problema do desperdício de materiais e mão-de-obra na execução dos empreendimentos.  Ñ R R p EMPRESAS TRANSPORTADORAS As empresas contratadas para o transporte dos resíduos deverão estar cadastradas nos órgãos municipais competentes e isentas de quaisquer restrições cadastrais. Em relação a não-geração dos resíduos. há importantes contribuições propiciadas por projetos e sistemas construtivos racionalizados e também por práticas de gestão da qualidade já consolidadas. A preocupação expressa. „ ##  . com a não-geração dos resíduos deve estar presente na implantação e consolidação do programa de gestão de resíduos.

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No que se refere ao fluxo dos resíduos no interior da obra. o transporte interno e o acondicionamento final. Por conta disso é importante observar: 4 Acondicionamento adequado dos materiais É extremamente importante a correta estocagem dos diversos materiais. Há considerações gerais sobre a possibilidade de reutilização ou reciclagem dos resíduos dentro dos próprios canteiros. formalizem o compromisso de cumprimento dos procedimentos propostos. de um modo geral. Ñ ÿ — p ORGANIZAÇÃO DO CANTEIRO Há uma profunda correlação entre os fluxos e os estoques de materiais em canteiro e o evento da geração de resíduos. obedecendo a critérios básicos de: I. Haverá possibilidade de reaproveitamento de resíduos antes de descartá-los. Freqüência de utilização. Classificação. II. possibilitando a identificação de possíveis focos de desperdício de materiais. „ #$  . Finalmente. Os aspectos considerados na gestão de resíduos abordados a seguir dizem respeito à organização do canteiro e aos dispositivos e acessórios indicados para viabilizar a coleta diferenciada e a limpeza da obra. impedindo sua mistura com insumos. Haverá a triagem de resíduos. Serão quantificados e qualificados os resíduos descartados. considerando que: I. O canteiro fica mais organizado e mais limpo. são sugeridas condições contratuais específicas para que empreiteiros e fornecedores.  A gestão nos canteiros contribui muito para não gerar resíduos. II. IV. são descritas condições para o acondicionamento inicial. III.

III. II. (Figura 05) „ #%  . Intensidade da utilização. Preservação da limpeza e proteção contra a umidade do local (objetivando principalmente a conservação dos ensacados). VIII. Distanciamento entre as fileiras. respeitando critérios de: I. trincas e quebras pela simples fricção). Separação. VII. Mesmo em espaços exíguos. (no caso de louças. V. papelão. Distância entre estoque e locais de consumo. é possível realizar um acondicionamento adequado de materiais.  III. IV. o controle dos estoques e aperfeiçoa a utilização dos insumos. Preservação do espaço operacional. vidros e outros materiais delicados. Distanciamento do solo. isolamento ou envolvimento por ripas. Os materiais classificados para a reutilização devem obedecer aos critérios acima relacionados. Empilhamento máximo. Alinhamento das pilhas. A boa organização dos espaços para estocagem dos materiais facilita a verificação. isopor etc. VI. passíveis de riscos.

Ñ ÿ R p DISPOSITIVOS E ACESSÓRIOS Dependendo da finalidade. A dinâmica da execução dos serviços na obra acaba por transformá-la num grande almoxarifado. pode gerar economia substancial. Isso permite reduzir a quantidade de resíduos gerados e aperfeiçoar o uso da mão-de-obra. visando localizar possíveis "sobras" de materiais (sacos de argamassa contendo apenas parte do conteúdo inicial. A redução da geração de resíduos também implica redução dos custos de transporte externo e destinação final. deve ser equacionada a disposição dos resíduos. os materiais permanecem espalhados pela obra e acabam sendo descartados como resíduos. conforme abordam os próximos itens. A prática de circular pela obra sistematicamente. para resgatá-los de forma classificada e novamente disponibilizá-los até que se esgotem. 4 Planejar a disposição dos resíduos No âmbito da elaboração dos projetos de canteiro. etc. uma vez que não há a necessidade de transportar resíduos para o acondicionamento. alguns blocos que não foram utilizados. recortes de conduítes com medida suficiente para reutilização. considerando os aspectos relativos ao acondicionamento diferenciado e a definição de fluxos eficientes. Em alguns casos. podendo haver "sobras" de insumos espalhadas e prestes a se transformar em resíduos.). os seguintes dispositivos são utilizados na maioria dos casos „ #  .  FIGURA ± EXEMPLO DOS MATERIAIS CLASSIFICADOS 4 A organização do canteiro e suas vantagens A boa organização faz com que sejam evitados sistemáticos desperdícios na utilização e na aquisição dos materiais para substituição.

melhor será o resultado final. transporte interno e acondicionamento final de cada resíduo identificado e coletado. melhoria da segurança na obra e aumento da produtividade dos operários.4.  para o manejo interno dos resíduos: TABELA 5 . ACONDICIONAMENTO INICIAL Deverá acontecer o mais próximo possível dos locais de geração dos resíduos. Quanto maior for à freqüência e menor a área-objeto da limpeza.ASPECTOS GERAIS As tarefas de limpeza da obra estão ligadas ao momento da geração dos resíduos.1. Um exemplo: É melhor fazer a limpeza "por ambiente" do que fazê-la por pavimento. evitando comprometimento da limpeza e da organização da obra. à realização simultânea da coleta e triagem e à varrição dos ambientes. decorrentes da dispersão dos resíduos. Há a necessidade de dispor com agilidade os resíduos nos locais indicados para acondicionamento. Verifique essas condições. com redução do desperdício de materiais e ferramentas de trabalho. dispondo-os de forma compatível com seu volume e preservando a boa organização dos espaços nos diversos „ #  . Ñ ÿ D p FLUXO DOS RESÍDUOS Devem ser estabelecidas condições específicas para acondicionamento inicial.DISPOSITIVOS E ACESSÓRIOS Ñ ÿ ÿ p LIMPEZA . 8. A limpeza preferencialmente deve ser executada pelo próprio operário que gerar o resíduo.3.

Em alguns casos.3. os resíduos deverão ser coletados e levados diretamente para os locais de acondicionamento final. Eles ficam com a responsabilidade de trocar os sacos de ráfia com resíduos contidos nas bombonas por sacos vazios.RESÍDUOS NÃO ORIUNDOS DA ATIVIDADE CONSTRUTIVA ± ACONDICIONAMENTO INCIAL 8. TRANSPORTE INTERNO Deve ser atribuição específica dos operários que se encarregarem da coleta dos resíduos nos pavimentos.2. e. TABELA [ . em seguida. O transporte interno pode utilizar os meios convencionais e disponíveis: transporte horizontal „ &. de transportar os sacos de ráfia com os resíduos até os locais de acondicionamento final.4.  .RESÍDUOS ORIUNDOS DA ATIVIDADE CONSTRUTIVA ± ACONDICIONAMENTO INCIAL TABELA r .  setores da obra.

por exemplo. respeitar o conjunto de fatores mencionado. „ &  .4. por exemplo). grua. segurança para os usuários e preservação da qualidade dos resíduos nas condições necessárias para a destinação. No decorrer da execução da obra as soluções para o acondicionamento final poderãovariar. podem propiciar melhores resultados. agilizando o transporte interno de resíduos de alvenaria. facilitação para a coleta. no planejamento da implantação do canteiro. concreto e cerâmico.3. ACONDICIONAMENTO FINAL Na definição do tamanho.mentos como o condutor de entulho. giricas. do qual foram excluídos alguns resíduos que precisam de acondicionamento final imediatamente após a coleta: TABELA Ñ .  (carrinhos. controle da utilização dos dispositivos (especialmente quando dispostos fora do canteiro). Equipa.TRANSPORTE INTERNO DE CADA TIPO DE RESÍDUO 8. O ideal é que. quantidade. haja preocupação específica com a movimentação dos resíduos para minimizar as possibilidades de formação de "gargalos". transporte manual) ou transporte vertical (elevador de carga. Mas para o êxito da gestão dos resíduos basta. condutor de entulho). As recomendações para transporte interno de cada tipo de resíduo estão na tabela abaixo.3. As rotinas de coleta dos resíduos nos pavimentos devem estar ajustadas à disponibilidade dos equipamentos para transporte vertical (grua e elevador de carga. localização e do tipo de dispositivo a ser utilizado para o acondicionamento final dos resíduos deve ser considerado este conjunto de fatores: volume e características físicas dos resíduos.

O correto manejo dos resíduos no interior do canteiro permite a identificação de materiais reutilizáveis. evitando sua remoção e destinação.  TABELA 9 . A tabela abaixo menciona alguns materiais ou resíduos com possibilidade de „ &  . que geram economia tanto por dispensarem a compra de novos materiais como por evitar sua identificação como resíduo e gerar custo de remoção.RESÍDUOS ORIUNDOS DA ATIVIDADE CONSTRUTIVA ± ACONDICIONAMENTO FINAL TABELA — ± RESÍDUOS NÃO ORIUNDOS DA ATIVIDADE CONSTRUTIVA ± ACONDICIONAMENTO FINAL Ñÿ p REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DOS RESÍDUOS Deve haver atenção especial sobre a possibilidade da reutilização de materiais ou mesmo a viabilidade econômica da reciclagem dos resíduos no canteiro.

Investimento e custos para a reciclagem (equipamento.REUTILIZAÇÃO E CUIDADOS EXIGIDOS Em relação à reciclagem em canteiro dos resíduos de alvenaria. mão-de-obra. Possíveis aplicações para os agregados reciclados na obra. consumo de energia etc. Tipos de equipamentos disponíveis no mercado e especificações. II. Alocação de espaços para a reciclagem e formação de estoque de agregados. V. Volume e fluxo estimado de geração. VII. devem ser examinados os seguintes aspectos: I. VIII. TABELA —— . III.). A decisão por reciclar resíduos em canteiro somente poderá ser tomada após o exame cuidadoso dos aspectos acima relacionados e uma análise da viabilidade econômica e financeira. VI. Custo da remoção dos resíduos. concreto e cerâmico.  reutilização e cuidados exigidos. Controle tecnológico sobre os agregados produzidos. IV. „ &  . Custo dos agregados naturais.

em casos específicos. merecendo destaque para os seguintes aspectos: 6 Evidenciar a necessidade do zelo com a limpeza e a organização permanentes da obra. precisam contar com os agentes integrantes da cadeia produtiva. no exercício de suas responsabilidades. Esse compromisso precisa ser formalizado e deve estar expresso nos respectivos contratos. 6 Obrigar a observância das condições estabelecidas para a triagem dos resíduos. inclusive do apoio dos fornecedores de insumos. materiais e dispositivos de uso comum. empreiteiros e direção da empresa com a metodologia proposta. Os resultados são obtidos conforme o nível de comprometimento dos operários. 6 Examinando e aprovando solução para destinação e exigindo a apresentação da documentação pertinente. triagem e destinação dos resíduos. a responsabilidade pela destinação dos resíduos. 6 Avaliar os empreiteiros em relação à limpeza da obra.  Ñ ÿ [ p FORMALIZAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS A implantação da Gestão de Resíduos interfere no dia-a-dia de todos os agentes que atuam na obra. atribuindo notas e penalizando os responsáveis por irregularidades. a adesão dos agentes dependerá de treinamento. acondicionamento final e destinação (quando for aplicável). Ñ D pREMOÇÃO DOS RESÍDUOS DO CANTEIRO A coleta dos resíduos e sua remoção do canteiro devem ser feitas de modo a conciliar alguns fatores. triagem dos resíduos nos locais de geração. 6 Responsabilizar empreiteiros pela má utilização dos insumos. Cumpre destacar que os construtores. a saber: „ &#  . Desse modo. 6 Compartilhar com o contratado. capacitação e respeito às novas condições necessárias para a limpeza da obra.

Compatibilização com a forma de acondicionamento final dos resíduos na obra. Adequação dos equipamentos utilizados para coleta e remoção aos padrões definidos em legislação. III. IV. TABELA —R . Possibilidade de valorização dos resíduos. Ñ D — p FLUXO DOS RESÍDUOS A tabela abaixo relaciona tipos de resíduo à sua forma adequada de coleta e remoção.RESÍDUOS ORIUNDOS DA ATIVIDADE CONSTRUTIVA TABELA —ÿ . II.  I. Minimização dos custos de coleta e remoção.RESÍDUOS NÃO ORIUNDOS DA ATIVIDADE CONSTRUTIVA „ &&  .

6 Disponibilizar equipamentos em bom estado de conservação e limpos para uso. obediência às especificações da legislação municipal. citado no item 4. Ñ pDESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS As soluções para a destinação dos resíduos devem combinar compromisso ambiental e viabilidade econômica.2. Os aspectos que devem ser considerados nos contratos para prestação de serviços de coleta e remoção são os seguintes: 6 Quando da utilização de caçambas estacionárias. notadamente nos aspectos relativos à segurança. devem cumprir rigorosamente o que lhes for determinado. áreas de reciclagem.2). Os fatores determinantes na designação de soluções para a destinação dos resíduos são os seguintes: „ &$  . portanto. garantindo a sustentabilidade e as condições para a reprodução da metodologia pelos construtores. 6 Observância das condições de qualificação do transportador (regularidade do cadastro junto ao órgão municipal competente. 6 Condicionar o pagamento pelo transporte à comprovação da destinação dos resíduos. 6 Estabelecer a obrigatoriedade do registro da destinação dos resíduos nas áreas previamente qualificadas e cadastradas pelo próprio gerador dos resíduos (observadas as condições de licenciamento quando se tratar de áreas de transbordo e triagem. áreas de aterro para resíduos da construção civil ou aterros de resíduos perigosos).  Ñ D R p FORMALIZAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS Os coletores de resíduos das obras são os agentes que devem remover os resíduos para os locais de destinação previamente qualificados pelos geradores e.

Conveniência do uso de áreas especializadas para a concentração de pequenos volumes de resíduos mais problemáticos. Possibilidade de reutilização ou reciclagem dos resíduos nos próprios canteiros. II. passíveis de utilização pelos construtores. III. visando à maior eficiência na destinação.  I. „ &%  . Ñ — p FLUXO DOS RESÍDUOS A tabela abaixo permite a identificação de algumas das soluções de destinação para os resíduos. Proximidade dos destinatários para minimizar custos de deslocamento.

Estas são algumas informações relevantes que devem fazer parte deste cadastro: „ &  .  TABELA —D .SOLUÇÕES DE DESTINAÇÃO PARA OS RESÍDUOS Ñ R p FORMALIZAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS A formalização da destinação dos resíduos deve ser iniciada por meio da identificação e do cadastramento dos destinatários.

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tipo de veículo e placa).  obra). Ú Resíduos destinados. CNPJ / CPF. A primeira via deve ser devolvida à obra. „ $.  . Ú Dados do transportador (Razão social / nome. a segunda via fica com o transportador e a terceira via é retida pelo destinatário. as três vias deverão ser apresentadas ao destinatário para coleta de assinaturas e carimbos. .MODELO DE FORMULÁRIO Que deve ser emitido em três vias.Assinaturas e carimbos (gerador. .Termo de responsabilidade para devolução de bags da obra: quantidade. CNPJ / CPF. Feita a remoção dos resíduos. FIGURA r . nome e assinatura do responsável. transportador e destinatário). com volume ou peso e unidades correspondentes. Ú Dados do destinatário (Razão social / nome. inscrição municipal. endereço da destinação).

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ETIQUETAS ADESIVAS „ $  .BAIA V Caçamba estacionária: recipiente confeccionado com chapas metálicas reforçadas e com capacidade para armazenagem em torno de quatro m3.  FIGURA — . (Figura 11) FIGURA —— . A fabricação deste dispositivo deve atender às normas ABNT.60 cm.90 x 0. V Etiquetas adesivas: tamanho A4-ABNT com cores e tonalidades de acordo com o padrão utilizado para a identificação de resíduos em coleta seletiva (Figura 12) FIGURA —R . Normalmente são reutilizados os "sacos de farinha" confeccionados em ráfia sintética. Os sacos de ráfia deverão ser compatíveis com as dimensões das bombonas.CAÇAMBA ESTACIONÁRIA V Sacos de ráfia: dimensões 0. de forma a possibilitar o encaixe no diâmetro superior.

associando cada espaço às notas de limpeza e segregação de resíduos. À direita das notas atribuídas estão apresentadas as quantidades de dispositivos (bombonas) presentes em cada pavimento. Regular = 5.9. Bom = 7. Nele estão organizados três blocos de informações para a descrição das características dos canteiros de obras. Na parte inferior deste quadro são apresentadas as médias ponderadas de limpeza e segregação na fonte. A avaliação deve se dar pela designação de pontos para cada aspecto analisado (níveis da pontuação: Péssimo = 1.0 a 10).  Ñ r pAVALIAÇÃO DE RESULTADOS Ñ r — p CHECK-LIST O  é uma ferramenta fundamental para avaliar o desempenho da obra em relação à gestão dos resíduos.9.0 a 2.0 a 6.9. O quadro A apresenta os espaços avaliados e respectivos fatores de ponderação.9 e Ótimo= 9. Fraco = 3.0 a 8. „ $  .0 a 4.

LIMPEZA E SEGREGAÇÃO NA FONTE (CONTINUAÇÃO) O quadro C apresenta os itens para avaliação do acondicionamento final dos resíduos com respectivos fatores de ponderação utilizados no cálculo da média. feito a partir das notas parciais atribuídas. às observações gerais em relação aos itens avaliados.  FIGURA —ÿ ± QUADRO A .FATORES DE AVALIAÇÃO . „ $#  . FIGURA —D ± QUADRO B . A primeira coluna destina-se aos registros numéricos fotográficos e a última.FATORES DE AVALIAÇÃO . devendo ser assinalados aqueles observados nos respectivos espaços avaliados.LIMPEZA E SEGREGAÇÃO NA FONTE No quadro B estão tabulados os problemas mais freqüentes que ocorrem em relação à limpeza e à segregação dos resíduos. Há colunas específicas para a identificação dos resíduos acondicionados em bags ou baias e também para registro dos problemas mais comuns observados na utilização dos dispositivos de acondicionamento final.

num intervalo de tempo. São consideradas.  FIGURA — ± QUADRO C .ACONDICIONAMENTO FINAL Ñ r R p RELATÓRIO O relatório além de expressar de forma sintética os resultados obtidos através do   . as quantidades de resíduos gerados.FATORES DE AVALIAÇÃO . as destinações adotadas. também avalia e dá ênfase ao registro da destinação compromissada dos resíduos. os custos ou as remunerações atuais e anteriores para efeito de comparação e nota da avaliação. „ $&  .

conforme a Resolução CONAMA nº 307.RELATÓRIO Ñ Ñ pPREPARAÇÃO DO PROJETO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS O Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil é um documento que. deverá ser elaborado pelos geradores de grandes volumes de resíduos.  FIGURA —[ . devendo ser apresentado ao órgão competente juntamente com o projeto da obra. „ $$  .

conforme as quatro classes estabelecidas. explicitamente. ‡ Destinação: designada de forma diferenciada. às exigências dos seguintes aspectos da Resolução CONAMA nº 307: Ú Caracterização: identificação e quantificação dos resíduos. antecipar as orientações já descritas nos itens anteriores sobre a Gestão Interna no canteiro.  O Projeto de Gerenciamento deve. a remoção e a destinação dos resíduos. de forma sumária. dando atenção. Ú Acondicionamento: garantia de confinamento até o transporte. respeitadas as quatro classes estabelecidas. Os projetos de gerenciamento de empreendimentos e atividades sujeitos ao licenciamento ambiental deverão ser apresentados aos órgãos ambientais competentes. Ú Transporte: em conformidade com as características dos resíduos e com as normas técnicas específicas. „ $%  . Ú Triagem: preferencialmente na obra.

podem comprometer o desempenho do programa de gestão de resíduos: TABELA — . e os aspectos críticos que.ASPECTOS CRÍTICOS „ $  .ASPECTOS POSITIVOS TABELA —[ . onde o programa de gestão dos resíduos é Implementado. se não seguirem as diretrizes determinadas na fase de planejamento.  9 p ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA GESTÃO DOS RESÍDUOS Relacionamos abaixo os principais aspectos positivos que puderam ser evidenciados nos canteiros de obra.

VANTAGENS DO PROGRAMA „ $  .  — p VANTAGENS IDENTIFICADOS COM A IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE GESTAO DE RESÍDUOS FIGURA —r .

  FIGURA —Ñ .VANTAGENS DO PROGRAMA „ %.  .

estão sujeitos a essas metas. medidas estão sendo tomadas pelo Governo Brasileiro para minimizar este Problema. no entanto. —— — p DEFINIÇÃO O Protocolo de Kyoto é conseqüência de uma série de eventos iniciada com a . assinado por 141 países. apenas 30 países industrializados. mas não teve de se comprometer com metas específicas porque é considerado país em desenvolvimento. passando a se chamar de Tratado de Kyoto. O Brasil ratificou o tratado. Mas visto o alto índice de queimadas. tanto na Região Amazônica como no Cerrado. O documento.  —— p TRATADO DE KYOTO O Protocolo de Kyoto entrou em vigor no último dia 16/02/2005.

depois que a Rússia o ratificou em Novembro de 2004. foi aberto para assinaturas em 16 de março de 1998 e ratificado em 15 de março de 1999. o ratificassem. Constitui-se de um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa. Brasil (junho de 1992). Discutido e negociado em Kyoto no Japão em 1997. como causa do aquecimento global. seguida pelo „ !    "  em Sundsvall. considerados. de acordo com a maioria das investigações científicas. no Canadá (outubro de 1988). produzem 55% das emissões. assim entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005. „ %  .                . ou UNFCCC em inglês) na ECO-92 no Rio de Janeiro . Suécia (agosto de 1990) e que culminou com a   #$ %    #&  '    (   )  #  *(CQNUMC. Sendo que para este entrar em vigor precisou que 55% dos países. que juntos. Também reforça seções da CQNUMC.

4 ºC e 5. f Promover o uso de fontes energéticas renováveis.2% em relação aos níveis de 1990 no período entre 2008 e 2012. a queda aconteceu principalmente por causa do declínio econômico nas ex-repúblicas soviéticas e mascarou um aumento de 8% nas emissões entre os países ricos. estima-se que deva reduzir a temperatura global entre 1. No entanto. isto dependerá muito das negociações pós período 2008/2012. —— R p AS METAS O total de emissões de dióxido de carbono caiu 3% entre 1990 e 2000.8ºC até 2100. como os membros da UE. entretanto. através de algumas ações básicas: f Reformar os setores de energia e transportes. A redução das emissões deverá acontecer em várias atividades econômicas. 5. Se o Protocolo de Kyoto for implementado com sucesso. O protocolo estimula os países signatários a cooperarem entre si. pois há comunidades científicas que afirmam categoricamente que a meta de redução de 5% em relação aos níveis de 1990 é insuficiente para a mitigação do aquecimento global. também chamado de           (para muitos países. isso corresponde a 15% abaixo das emissões esperadas para 2008). pelo menos. f Proteger florestas e outros sumidouros de carbono. f Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção. f Limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos. „ %  .  Por ele se propõe um calendário pelo qual os países desenvolvidos têm a obrigação de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em.

Devido à necessidade de manter sua produção industrial. poderiam transferir parte de suas indústrias mais poluentes para países onde o nível de emissão é baixo ou investir nesses países. é necessário fazer estudos minuciosos sobre a quantidade de carbono que uma floresta é capaz de absorver. A Casa Branca também questiona a teoria de que os poluentes emitidos pelo homem causem a elevação da temperatura da Terra. os maiores emissores de CO2 e de outros poluentes. como parte de negociação. poderia usar essas florestas como crédito em troca do controle de suas emissões. para que não haja super ou subvalorização de valores pagos por meio dos créditos de carbono. —— ÿ p OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA E O PROTOCOLO DE KYOTO Os Estados Unidos da América negaram-se a ratificar o Protocolo de Kyoto. os países que tivessem grandes áreas florestadas.  A ONU afirma que os países industrializados estão fora da meta e prevê para 2010 um aumento de 10% em relação a 1990. por sua vez. Segundo essa proposta. de acordo com a alegação do presidente George W. os países desenvolvidos. que absorvem naturalmente o CO2. Porém. a partir da Conferência de Joanesburgo esta proposta tornou-se inconsistente em relação aos objetivos do Tratado. através da criação dos "sumidouros de carbono´. Entretanto. o Protocolo de Kyoto foi referendado em Bonn. quando abrandou o cumprimento das metas previstas anteriormente. qual seja a redução da „ %  . Estados (Califórnia) e donos de indústrias do nordeste dos Estados Unidos já começaram a pesquisar maneiras para reduzir a emissão de gases tóxicos ² tentando. apenas quatro países da União Européia têm chance de atingir as metas. —— D p SUMIDOUROS DE CARBONO Em julho de 2001. Mesmo o governo dos Estados Unidos não assinando o Protocolo de Kyoto. alguns municípios. Bush de que os compromissos acarretados por tal protocolo interfeririam negativamente na economia norte-americana. Segundo a organização. não diminuir sua margem de lucro com essa atitude. Alemanha.

como o plantio de árvores e a conservação do solo. pois o saldo desta forma continuaria negativo para com o planeta. Com a compra de créditos de carbono. Deste modo.00 (cinco dólares). Depois de muitas negociações. os países também podem agora ganhar créditos por atividades que aumentam a sua capacidade de absorver carbono. „ %#  . f Metano. —— p COMÉRCIO DE EMISSÕES. ou o assim chamado de ³Crédito de Carbono´.00 (três dólares) a US$ 5. consiste em permitir que países comprem e vendam cotas de emissões de gás carbônico. O CHAMADO ³CRÉDITO DE CARBONO´? O comércio de emissões. O Tratado de Kyoto aponta que o chamado Crédito de Carbono.que precisam emitir muito carbono . Nesse momento inicial. e não poluir onde há florestas. irá contribuir na redução do lançamento de gases poluentes como: f Dióxido de carbono (CO ). Dessa forma. países que poluem muito podem comprar "créditos" não usados daqueles que "têm direito" a mais emissões do que o que normalmente geram. os países desenvolvidos . a política deve ser deixar de poluir. f Óxido de nitrogênio e f Clorofluorcarbono na atmosfera. continuar emitindo o gás por algum tempo. o preço da tonelada de gás carbônico no mercado de crédito de carbono pode variar de US$ 3.poderão trocar certificados de emissão com os países em desenvolvimento e com isso.  emissão de gases que agravam o efeito estufa.

a mais de 1000 metros de profundidade. E. B. em parceria com a Prefeitura local. que opera o Aterro Sanitário do Município de Nova Iguaçu. „ %&  . Os projetos do DOE's Office of Science dos EUA são: A. reduziria 1% do aquecimento. Melhorar o ciclo terrestre natural através da remoção do CO2 da atmosfera pela vegetação e estoque da biomassa criada no solo. a Renova Soluções. mostram que esse mercado tem potencial de movimentação de US$ 3. O seqüenciamento de genoma de microorganismos para o gerenciamento do ciclo do carbono. D. C. empresa do Grupo S/A Paulista.Fundação Getúlio Vargas. Enviar através de foguetes (naves) milhares de mini-satélites (espelhos) para refletir parte do sol. no subsolo e nos oceanos. Por exemplo. no Estado do Rio de Janeiro.  Estudos da FGV . —— [ p SEQ ESTRO DE CARBONO O "carbon sequestration" é uma política oficial dos EUA e da Austrália que trata de estocar o excesso de carbono.5 bilhões (de dólares) por ano na América Latina e grande parte desse potencial é relativo a projetos no Brasil. por prazo longo e indeterminado. em média 200. na biosfera.000 mini-satélites. Seqüestrar o carbono em repositórios subterrâneos. O seqüestro do carbono nos oceanos através do aumento da dissolução do CO2 nas águas oceânicas pela fertilização do fito plâncton com nutrientes e pela injeção de CO2 nas profundezas dos oceanos. que estão sendo feitas com a Holanda. é uma das primeiras empresas a se habilitar a estas negociações.

A Austrália possui um plano semelhante ao dos EUA.  O plano de seqüestro de carbono norte-americano já está em andamento e demonstra a preocupação dos céticos em ajudar a remover uma das causas (embora a considerem insignificante) do aquecimento global. Para maiores detalhes sobre os programas de seqüestro de carbono norte-americano e australiano ver as publicações ³(  .

+    .

de março de 2003. DOE Office of Fossil Energy . do U.National Technology Laboratory e o ³(   -       .S.    "     „   „ .

principalmente aqueles provenientes da queima de combustíveis fósseis. A União Européia esperava atingir as metas compromissadas. França e Alemanha de reduzir suas emissões aos níveis de 1990. Considerando estas vantagens. estes países aumentaram maciçamente suas emissões. todas as nações européias e o Japão ratificaram o Protocolo. as outras nações não precisariam ser tão severas na redução das suas emissões sob a política original do Protocolo de Kyoto. é a única forma de se atingir a abundância de bens e serviços de que tanto necessita a humanidade. De fato. aumentar o uso da energia nuclear e fechar as portas das indústrias poluidoras do leste alemão. o segundo maior emissor de gases estufa do planeta. os Estados Unidos. provavelmente não o ratificarão num prazo previsível. em médio prazo. e algumas delas. já admitem que não consiga atingir esta meta e somente poderão conseguir reduzir as emissões em 1% em 2010. não ratificaram e. Como conseqüência. aproveitando as possibilidades da Inglaterra. Pelo menos 12 dos 15 países „ %$  . Tal atitude é considerada prudente por parte dos céticos. apagando assim os ganhos dos países grandes. Como conseqüência do Protocolo. o seu            que. Assim. inviabilizando. do "              2004. utilizando a política de abandonar o uso do carvão. embora tenham concordado em diminuir suas emissões em 2010 em 8% abaixo dos níveis de 1990. —— r p OS CÉTICOS E O PROTOCOLO DE KYOTO O Protocolo de Kyoto somente faz sentido para aqueles que acreditam que as emissões de gases poluentes. acreditam os céticos.  . os países desenvolvidos teriam que diminuir drasticamente suas emissões. são os principais responsáveis pelo aquecimento global.

O desenvolvimento deste tema pode melhor ser apreciado no artigo de Iain Murray. sendo tal o maior contribuídor para o aquecimento global.  europeus estão preocupados em poder cumprir as suas metas. nove deles romperam-nas. O consumo de carvão mineral em 2006 na China saltou 8. se tornou o maior emissor desse gás no mundo emitindo sozinha quase um quarto do total mundial. a China ultrapassou em 8% o volume de gás carbônico emitido pelos EUA. é a queima do carvão mineral. crêem os céticos. As realidades. tem cada vez mais entendido que a mudança climática já começou e que medidas são necessárias. tais países já respondem por quase 52% das emissões de CO mundiais. o quadro mudou consideravelmente em 2007 com a publicação dos relatórios do IPCC sobre mudança climática. quase o dobro do aumento mundial. —— Ñ p O AUMENTO DAS EMISSÕES DOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO Um dos fatores alegados pelos Estados Unidos para a não ratificação do Protocolo de Kyoto foi à inexistência de metas obrigatórias de redução das emissões de gás carbônico para os países em desenvolvimento. são provenientes da queima desse mineral. A opinião pública. está destinada a revelar isto ao mundo. assim como de políticos de todo o mundo. publicado pelo Tech Central Station. sua grande defensora.4% da produção de energia na China. Segundo a Agência de Avaliação Ambiental da Holanda. Um dos motivos dessa escalada das emissões chinesas. em cinco de maio de 2005. em 2006. mais do que toda a UE. o consumo de energia elétrica teve uma elevação de 8. e responderam por 73% do aumento das emissões em 2004.7%. paralelamente. é que o Protocolo de Kyoto tornar-se-á "letra morta" e que a Comunidade Européia. e segundo relatório da AIE 40. Apesar de não serem obrigados a cumprir metas de redução.4% „ %%  .5% das emissões mundiais do CO . com emissões aumentando entre 20% e 77%. então. No entanto. que responde por cerca de 68.

algo também verificado na Índia. o aumento nas emissões de gás carbônico parece inevitável para as próximas décadas. Logo. segundo um relatório do Tyndall Center for Climate. e seu PIB aumentou 10. que deve acompanhar rapidamente a crescente demanda. assim os atuais 27 bilhões de toneladas de CO lançadas anualmente na atmosfera passariam para 42 bilhões em 2030. bem como das emissões de CO na China. então. Frente ao rápido crescimento econômico de economias emergentes. a tendência é um crescimento continuado do consumo de carvão mineral. já que apagões parciais viraram rotina em algumas cidades chinesas. bem como dos demais países emergentes. tamanho o consumo de eletricidade. o crescimento vertiginoso da economia chinesa. gera pressão pelo aumento da produção de energia. há também uma contribuição desses países nas emissões crescentes da China. dessa forma. cuja matriz energética é extremamente dependente da queima de combustíveis fósseis. esses dois países juntos responderão por 45% do aumento mundial da demanda por energia até 2030.7%. „ %  . em especial do carvão mineral. para suprir a demanda há atualmente cerca de 560 usinas termelétricas em construção no território chinês Sendo que em 2007 quase duas novas termelétricas eram inauguradas por semana. frustrando as pretensões do Protocolo de Kyoto. Por outro lado. tal país se tornará até 2010 o maior consumidor de energia do mundo. 23% das emissões chinesas de gás carbônico em 2004 foram resultantes da fabricação de produtos que seriam exportados para países desenvolvidos.  nesse país. tal aumento pode significar uma elevação em 57% das emissões de gás carbônico no mesmo período.

e várias pesquisas têm sido realizadas nesta área. areia. sempre haverá perda e. Ainda. No Brasil este movimento teve início após a EC0-92. segundo o (CIB. brita. Observa-se que houve um grande avanço na qualidade da construção civil nos últimos anos.12 Ton/m2. Em relação à quantidade de materiais. mesmo que se melhore a qualidade do processo. quando foram estabelecidas algumas metas ambientais locais. 2000: 17). são gerados resíduos devido às perdas ou aos desperdícios neste processo. além da qualidade (implantada para a garantia da satisfação do usuário com relação a um produto específico). portanto. instituições de pesquisas e agencias privadas no mundo inteiro. Pode-se dizer que já há um grande movimento neste sentido. que nas próximas décadas. demandando grandes quantidades de cimento. Não há dúvidas. Esta inclui ocupação de terras. porém. construção de edifícios e geração e disposição de resíduos sólidos. (SOUZA. haverá também uma grande preocupação com a sustentabilidade. antes de tudo. resíduo. extração de matérias-primas. incluindo a produção e a avaliação de edifícios e a busca do paradigma do desenvolvimento „ %  . obtido principalmente por meio de programas de redução de perdas e implantação de sistemas de gestão da qualidade. Além disto. 2005: 13) estima que em um metro quadrado de construção de um edifício são gastos em torno de uma tonelada de materiais. subsidiadas por agências governamentais. alguns levantamentos em canteiros de obra em Brasília-DF estimaram uma média de geração de entulho de 0. etc. já que a indústria da construção causa um grande impacto ambiental ao longo de toda a sua cadeia produtiva. realizada no Rio de Janeiro. a indústria da construção é um dos grandes contribuintes do desenvolvimento sócio-econômico em todos os países. produção e transporte de materiais.  —R p CONSIDERAÇÕES FINAIS —R — p OS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO: PROBLEMA OU SOLUÇÃO? —R — — pA BUSCA DA SUSTENTABILIDADE NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL DEVIDO AO GRANDE IMPACTO AMBIENTAL A sustentabilidade na construção civil hoje é um tema de extrema importância. para garantir o próprio futuro da humanidade.

como a criação da Resolução nº.  . obtido pela produção da maior quantidade de bens com a menor quantidade de recursos naturais e menor poluição. pode-se dizer que nos últimos anos ela tem diminuído. 2005: 9). visando a sua maior sustentabilidade. tendo sua potencialidade desperdiçada. Com relação à construção civil. uma porcentagem destes resíduos em torno de 50% do volume total de resíduos sólidos produzidos pelos grandes centros urbanos. 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA. —R — R pO RESÍDUO SÓLIDO DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO E ESTIMATIVAS DE GERAÇÃO O resíduo sólido de construção e demolição é responsável por um grande impacto ambiental. Merecem.. pois. em terrenos baldios e outras áreas públicas. Japão e Alemanha apresentam alguns dos maiores índices. O potencial do reaproveitamento e reciclagem de resíduos da construção é enorme. 1999: 49). foi apontado à geração de cerca de 5.  sustentável. o aproveitamento de resíduos é uma das ações que devem ser incluídas nas práticas comuns de produção de edificações. Para o Brasil (ÂNGULO et al. Apesar desta prática ainda ser presente na maioria dos centros urbanos. e é freqüentemente disposto de maneira clandestina. (PINTO. EUA. classificando-os em quatro diferentes classes.500 ton/dia de resíduos sólidos de construção e demolição no Distrito „ . Em recente pesquisa realizada por (ROCHA & SPOSTO. em decorrência principalmente do avanço nas políticas de gerenciamento de resíduos sólidos.5 milhões de toneladas por ano. De acordo com (JOHN. 2000: 29). e a exigência da incorporação destes resíduos em determinados produtos pode vir a ser extremamente benéfica. 2002). aponta para o Brasil. critérios e procedimentos para a gestão destes resíduos. ou em bota fora e aterros. proporcionando economia de recursos naturais e minimização do impacto no meio-ambiente. Estimativas de geração anual destes resíduos apontam índices mundiais variáveis. 2004: 2) indica 68. já que proporciona economia de matéria-prima e energia. que estabelece diretrizes. uma atenção especial quanto ao seu manejo e disposição.

O Distrito Federal conta atualmente com duas mini-usinas de beneficiamento destes resíduos. —R — ÿ pPESQUISAS REALIZADAS NA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA . principalmente em se tratando do resíduo de Classe A. na via Estrutural. contou com o apoio do Sebrae-DF. O resíduo da construção apresenta um grande potencial de uso. Este projeto. Com relação à gestão. principalmente nas grandes capitais (maiores geradoras) e construção de usinas de reciclagem em todo o Brasil (conforme já é feito em cidades como Santo André-SP e Belo Horizonte . reaproveitamento e reciclagem de resíduos. e a outra na cidade de Ceilândia. contemplando planos „   . que vem sendo realizado em parceria com a Universidade de Brasília ± UnB (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Departamento de Engenharia Civil e Ambiental) e o setor produtivo (empresas construtoras) em Brasília. Isto pode ser viabilizado pela criação de um sistema eficiente de gestão municipal. está em funcionamento. com alternativas para a sua redução. Para a viabilização da sua reciclagem. e sua capacidade de produção é baixa. sendo que foi apresentado um piloto para o Distrito Federal e Goiânia. em amostras coletadas em 14 canteiros de obras de Brasília. na sua primeira fase. reutilização e reciclagem. ciências sociais. requerendo um manejo ambientalmente adequado. Somente a mini-usina situada no aterro do Jóquei.UNB As instituições de pesquisa têm uma contribuição importante a dar. ressaltando-se a importância de abordagens interdisciplinares. com pesquisas nas áreas de educação ambiental. uma situada no Aterro do Jóquei. são necessários: mais investimentos em pesquisas nesta área. porém. incluindo a coleta seletiva em canteiros de obra e a oficialização de áreas adequadas para a disposição e reciclagem dos resíduos. engenharia. aponta-se o Projeto de Gerenciamento de Resíduos Sólidos em Canteiro de Obras. gestão.MG). utilizada quase que somente para correções do terreno e pavimentação dentro do próprio aterro. ciências ambientais e arquitetura.DF.  Federal . porém. Ainda. Sinduscon-DF e várias outras instituições. entre outras. nas áreas de economia. Observa-se que a quantidade destes resíduos é elevada. programas de coleta e gestão adequadas. constatou-se a ocorrência de 85% de resíduos recicláveis (30% de classe A e 55% de classe B).

devido à necessidade de priorização também de aspectos econômicos. seguida da economia de energia elétrica. do ponto de vista econômico. entre outros (BLUMENSCHEIN & SPOSTO. melhoria da organização e limpeza da obra e contribuição da empresa com a educação ambiental de sua mão de obra. argamassas. e a segunda fase. tenha privilegiado o impacto no meio-ambiente (biodiversidade. será iniciada no mês de março. etc. de desenvolvimento de componentes. não reciclar significa deixar de auferir rendimentos da ordem de bilhões de reais todos os anos. E do ponto de vista social. permitindo economia de matéria-prima e de energia. o uso e a reciclagem de resíduos da construção e demolição proporcionam novas oportunidades de emprego para uma parcela da „   . reutilização e reciclagem. por meio do uso de materiais e componentes reciclados. meio-fio. Observa-se que o entulho de construção (classe A) tem um grande potencial para a construção de habitações de interesse social. realizadas por meio de autoconstrução. sociais e culturais. a tecnologia de reciclagem é apontada como uma das alternativas para a geração de emprego e renda. 2003: 319).  de redução de resíduos. e embora a maior parte das abordagens. ao invés de materiais mais nobres. A UnB já iniciou pesquisas nesta área. O resultado é que além da economia de matéria-prima e energia na produção de novos agregados. nível de tolerância da natureza e dos recursos). blocos de vedação. sendo que a primeira fase do projeto tratou da caracterização e quantificação dos resíduos em Brasília. —R — D pA RECICLAGEM DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO E A GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA Muito se tem ouvido falar em sustentabilidade nos dias atuais. Sobre pesquisas de reciclagem. Observou-se que os principais resultados deste projeto para as empresas construtoras foram: redução de custo devido o menor numero de caçambas necessárias à coleta em canteiro. 2003). Segundo o mesmo autor. entre eles o Brasil. até agora. ressalta-se a potencialidade destes resíduos para a produção de novos materiais e componentes para habitações e infra-estrutura. segundo (CALDERONI. como placas de piso. esta começa a mudar (ou a ser ampliada). a economia de matéria-prima constitui o principal fator de economia. Quanto à reciclagem. especialmente nos países não-desenvolvidos.

tanto na coleta (catadores) quanto em cooperativas de reciclagem (na produção de novos materiais e componentes). econômicos. portanto. o benefício trazido para a indústria. têm sido tomadas para minimizar os danos causados pelos seus resíduos. Em Brasília algumas iniciativas. tendo em vista a integração de todos os agentes envolvidos no processo. carrinheiros e catadores em geral. são ainda insuficientes para a resolução do problema. sucateiros. Estas iniciativas.  população que freqüentemente é excluída. que passa a se organizar em grupos e efetivamente a gerar renda. transporte e disposição dos resíduos urbanos. e apesar de serem muito importantes. É inegável. políticos e de direitos humanos. „   . além de inúmeros benefícios sociais. particularmente parcerias entre secretarias governamentais e a iniciativa privada. buscam a adequação das atividades de coleta. ambientais. ainda em estágio inicial. que requer em caráter de urgência o desenvolvimento e a implantação de um plano integrado de resíduos sólidos para a cidade de Brasília e Distrito Federal.

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RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO EM ARGAMASSAS TABELA —Ñ .  ANEXO TABELA —r .  .RESISTÉNCIA À COMPRESSÃO E À TRAÇÃO EM ARGAMASSAS        „ .

VARIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO EM CONCRETO EM FUNÇÃO DO CONSUMO DO CIMENTO   TABELA R .VARIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO EM CONCRETO     „   .   TABELA —9 .