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MIGUEL ÂNGELO D’AGOSTIN

HOMOGEINIZAÇÃO DE PLACAS CORRUGADAS

Monografia apresentada ao Departa-
mento de Engenharia Mecânica da Es-
cola de Engenharia da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, como
parte dos requisitos para obtenção do
diploma de Engenheiro Mecânico.

Orientadores: Prof. Dr. Ignácio Iturrioz
André Kramer Souto (Doutorando - UFRGS)

Porto Alegre
2005

2

Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Escola de Engenharia
Departamento de Engenharia Mecânica

HOMOGEINIZAÇÃO DE PLACAS CORRUGADAS

MIGUEL ÂNGELO D’AGOSTIN

ESTA MONOGRAFIA FOI JULGADA ADEQUADA COMO PARTE DOS RE-
QUISITOS PARA A OBTENÇÃO DO DIPLOMA DE
ENGENHEIRO MECÂNICO
APROVADA EM SUA FORMA FINAL PELA BANCA EXAMINADORA DO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA

Prof. Francis Henrique Ramos França
Coordenador do Curso de Engenharia Mecânica

BANCA EXAMINADORA:

Prof. Dr.
UFRGS / DEMEC

Prof. Dr.
UFRGS / DEMEC

Prof. Dr.
UFRGS / DEMEC

Porto Alegre
2005

. a funcionaria Julia do departamento de engenharia mecânica. por toda a atenção. Prof. 3 AGRADECIMENTOS Agradeço. Ignácio Iturrioz. aos meus orientadores. pela a ajuda nos ensaios práticos. incentivo e ensinamen- tos e André (Doutorando – UFRGS). a todos meus amigos. carinho e com- preensão ajudaram na realização deste trabalho.. aos meus pais Mario e Nilda e meus irmãos Giovanni e Graziella cujo apoio. pelo incentivo e momentos de descontração nos momentos difíceis.. pela atenção prestada durante o semestre. Dr.

equivalente ortotrópico. RESUMO Chapas metálicas têm grande aplicação em estruturas de engenharia. como: telhados. . 4 D’AGOSTIN. chapas corrugadas. homogênea ortotrópica de espessura constante. containeres estruturas de prédios e silos são os casos mais conhecidos. A. Uma forma de realizar a modelagem deste tipo de estrutura é tratando a mesma como uma placa fina. 22f. Neste trabalho se realiza uma análise das expressões sugeridas para o cálculo das propriedades desta placa ortotrópica equivalente. 2005. 2005. Porto Alegre. Homogeneização de Placas Corrugadas. Diversos trabalhos teóricos tem mostrado já a algum tem- po que a aproximação de uma estrutura corrugada por seu equivalente ortotrópico é possível e traz benefícios quanto a tempo de análise e custos. PALAVRAS-CHAVE: chapas corrugadas. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. M. Monografia (Tra- balho de Conclusão do Curso de Engenharia Mecânica) – Departamento de Engenharia Me- cânica.

Monografia (Traba- lho de Conclusão do Curso de Engenharia Mecânica) – Departamento de Engenharia Mecâni- ca. 22f. steel chimneys. 5 D’AGOSTIN. The solution thus obtained is both time con- suming and costly. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. corrugated sheet . ABSTRACT Thin plates and shells are extensively used in various engineering structures. equivalent orthotropic plate of uniform thickness. M. Porto Alegre. The proposal here is the anal- ysis of the expressions for the equivalent rigidities of orthotropic plates. A. side shell of ships. Rigorous analysis involving plates lying in different planes will entail the re- quirement of high core memory of the computer. This approached results in a substantial saving in computational time and effort. A few examples of stiffened plate structures are roofs. The approach of using the theory of orthotropic plates has been considered by many investigators. pipes. 2004. containers. Homogenization of Corrugated Plates. equivalent orthotropic. The analysis of corrugated plates is based on the assumption that they can be analyzed as thin. 2005. KEYWORDS: folded plates. and bridges.

3 Resultados do Experimento Prático 19 .2 Analise por Elementos Finitos 14 5. METODOLOGIA 13 5.1 Análise dos Modelo Equivalentes Ortotrópicos 16 6.2.2 Condições de Contorno 14 5.1.2. 6 SUMÁRIO RESUMO 4 ABSTRACT 5 1.2 Análise das Freqüências Naturais 18 6. INTRODUÇÃO 8 2.1. ANÁLISES E RESULTADOS 16 6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 9 3.1 Teoria das Placas Ortotrópicas 9 3.3 Análise do Modelo Experimental 15 6.1 Verificação das Propriedades Equivalentes Ortotrópicas 13 5.2 Homogeneização das Pacas Corrugadas 11 3.1 Homogeneização de Placas Corrugadas Trapezoidais 11 3. APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA 12 5.1.2 Homogeneização de Placas Corrugadas em Forma de Onda 12 3.3 Aplicação da Carga 14 5.1 Cálculo das Propriedades Ortotrópicas e Dimensões 13 5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 9 3.3 Método dos Elementos Finitos 12 4.

7 6.3.1 Comparação entre Modelo Experimental e Homogeneizado 19 6.2 Verificação da Influência da Espessura 20 7.3. CONCLUSÕES 20 8. REFERÊNCIAS 21 .

Estrutura de prédios Figura 3 – Silos Figura 4 . satisfazendo o objetivo de um mínimo peso para a es- trutura. Figura 2 . telhados. silos. recobrimento de contêineres. E em algumas vezes a aparência obtida destas estruturas é um bônus. Elas são enrijidecidas de diversas maneiras para obter uma maior resistência com uma quanti- dade relativamente menor de material. com o desenvolvi- mento de pontes de aço e estruturas de aeronaves. O grande uso de estruturas com elementos enrigecedores começou no século dezenove. folhas. etc. Figura 1 . Alguns exem- plos de estruturas com placas enrijidecidas podem ser encontrados em chaminés de aço. 8 1. tubu- lações. (b) equivalente ortotrópico . principalmente com a aplicação de placas de aços em cascos de navios. pontes. (a) atual elemento. entre outros. cascos de navios. Troitsky (1976). vegetais.Exemplos de extruturas com enrijidecedores Hoje em dia placas e cascas são largamente usadas em varias estruturas da engenharia. tem sido proposta uma aproximação por um modelo equivalente ortotrópico. Estes elementos enrigecedores representa- vam uma pequena parte no peso da estrutura.Container A análise por elementos finitos de placas corrugadas requer longos períodos de simula- ção o que representa grande custo para o projeto. como pode ser visto na figura 5. INTRODUÇÃO Estruturas enrijidecidas são encontradas em grande quantidade na natureza. como por exemplo: conchas do mar. Na figura 1 podemos ver alguns exemplos de estruturas enrijidecidas. porém tinham grande influência na performance destas estruturas quando submetidas a diferentes carregamentos. As Figuras de 2 a 4 mostram alguns exemplos de aplicação de chapas corrugadas. Como uma alternativa para essa análise. Figura 5 – Modelo de um elemento da folha equivalente corrugada pelo equivalente ortotrópico plano de tensão .

Em seu trabalho são calculadas as rigidezes. Timoshenko (1959). . Um material é chamado ortotrópico quando apresenta simetria de suas propriedades elásticas relativamente a três planos ortogo- nais. através de métodos de conservação de energia. novas expressões foram obtidas u- sando expressões derivadas do teorema de Castigliano. Das bibliografias pesquisadas. Troitsky (1976). Troitsky (1976). requer a determinação a determinação das propriedades das constantes de rigidez elásticas para a placa equivalente ortotrópica. Samanta (1999) faz a primeira abordagem de uma análise não linear para uma placa corrugada com perfil trapezoidal. Timoshenko (1959). Em seu trabalho são calculadas expressões para o cálculo da rigidez extensional para placas com este tipo de perfil. para uma placa corrugada com perfil em forma de onda. esta apresenta diferentes propriedades elásticas em duas direções ortogonais.1 TEORIA DE PLACAS ORTOTRÓPICAS A ortotropia é um caso particular da anisotropia. MacFarland (1967). 2. como Mang (1976). obtidas de uma tese de pós-doutorado. Samanta (1999). depa- ra-se com uma grande dificuldade de encontrar trabalhos que tratem de alguns casos de perfis como o trapezoidal. pôde-se verificar que a teoria de placas ortotrópicas é usualmente apresentada para o caso de chapas corrugadas com os perfis em forma de onda. Outro estudo realizado pelo autor na análise não linear de outros tipos de estrutura de placa enrijidecidas com vigas. comprovam ser válidas aproximações uti- lizando a teoria de placas ortotrópicas. Briassoulis (1986) propôs uma derivação de novas expressões para o cálculo das pro- priedades de um modelo equivalente ortotrópico. Como se sabe o módulo de elasticidade da madeira na direção das fibras é consideravel- mente maior que o módulo nas direções perpendiculares a fibra. Tratando-se de uma placa fina. FUNDAMENTAÇAO TEÓRICA 3. Um elemento triangular plano de tensões e um elemento de flexão. Em seu trabalho. realizada com uma combinação de dois elementos finitos. por uma análise de elementos finitos pela imposição de um estado de deformação e então são comparadas com valores obti- dos com expressões da literatura. A análise não linear por elementos finitos proposta no trabalho de Samanta. Quando foi necessário. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Diversos pesquisadores. A homogeneização de placas corrugadas em um modelo de placa ortotrópico. Nestas bibliografias podem ser encon- tradas também. Porém nada se encontrou nestas bibliografias em relação a uma chapa com perfil trapezoidal. 9 O objetivo neste trabalho é realizar a homogeneização de placas corrugadas criando uma placa ortotrópica equivalente. Verificar as expressões utilizadas para o cálculo das pro- priedades desta equivalência. No levantamento bibliográfico referente a homogeneização de placas corrugadas. Ahmed (2000). As expressões para o cálculo da rigidez flexional são referenciada no trabalho de Sa- manta (1999). expressões para a rigidez flexional de placas corrugadas com perfil em forma de onda ou para outras aplicações como placas com reforçadores cruzados eqüidistantes entre outras configurações. A madeira é um exemplo típico deste tipo de mate- rial. 3. ele utiliza esta mesma combinação de elementos para realizar uma análise não linear de um modelo equivalente de placas corrugadas.

Assumimos que a placa é perfeitamente elástica. Este plano permanece neutro de acordo com a teoria de Kirchoff.Representação das tensões 2 xy Nas quais: . Para pequenas deformações. A placa possui diferentes propriedades elásticas em duas direções ortogonais. e nenhuma força de corpo existe. então podemos negligenciar os efeitos da tensão na direção z. conforme mostrada na figura 5 (b). E’y. Como pode ser visto são necessários neste caso quatro constantes para caracterizar as propriedades elásticas do material. pode ser representada pelas seguintes equações. Oñate (1995): h   2  2  M x    x zdz   Dx 2  Dv 2  2  h 2  x y  h   2  2  M y  h2  y zdz   D y 2  Dv 2  (4) 2  y x  h  2 M xy   h2  xy zdz  2 Dxy Figura 6 .  x  E x  x  Ev  y (1)  y  E y  y  Ev  x  xy  G xy Onde E’x. Tomando-se o plano xy como plano de coordenada. A placa quando submetida a ação de um carregamento obedecerá a seguinte hipótese de que não haverá deformação no plano central da placa. resultam as seguintes equações para as componentes de deformação. admitindo-se que as secções permaneçam planas após a deformação. Oñate (1995). x e y. G’xy e E”x são as constantes elásticas a serem definidas. Timoshenko (1959). tem-se as expressões para momentos representados na figura 6. contínua e homogênea. A relação entre tensão e deforma- ção. obedecendo a lei de Hooke. Timoshenko (1959). Assumindo que a placa é fina e que quando submetida a um carregamento a deforma- ção sofrida é pequena. 10 Consideremos uma placa ortotrópica. e Mxy é um momento produzido pela tensão tangencial τxy. Onde Mx e My são os momentos fletores das tensões σx e σy.  2  2  2  x  z 2  y  z 2  xy  2 z (2) x y xy Substituindo (2) em (1) tem-se as seguintes equações de tensão:   2  2   x   z E ' x 2  E" 2    x y    2  2   y   z E ' y 2  E" 2  (3)  y x   2  xy  2Gz xy Usando as equações (3).

3. a qual tem dife- rentes rigidezes flexionais em duas direções perpendiculares. temos que a relação entre tensão-deformação para uma placa orto- trópica pode ser escrita como:  x  E x Ev 0   x    1     y   Ev Ey 0   y  (6)   (1   1 2 )  0 (1  v1v 2 ) E xy   xy   xy   0   3.2. . temos a seguinte equação diferencial de equilíbrio:  4  4  4 Dx  2 H  D q (6) x 4 x 2 y 2 y 4 y Onde: H = Dv+2Dxy A equação (6) pode ser aplicada na investigação de placas não isotrópicas e eventual- mente em casos de materiais não homogêneos. analisaremos aqui so- mente as equações referentes a rigidez flexional (7). em linha mais escura. Timoshenko (1959). Como um primeiro passo neste trabalho. tais como: lajes de concreto. De Samanta (1999).Representação de um corrugado trapezoidal (em c6(1  v) linha grossa se verifica o que chamamos de módulo) Onde Iy é o momento de inércia de um modulo cruzando seu eixo neutro. Expressões analíti- cas para obter a rigidez do equivalente ortotrópico de placas corrugadas apresentadas na lite- ratura são obtidas analiticamente. cEt 3 Dx  s12 Dv  0 EI y (7) Dy  c sEt 3 D xy  Figura 7 . Que são validas para pequenos desloca- mentos (analise linear). A figura 8 mostra o perfil. 11 E' x h3 E' y h3 E" h 3 Gh 3 Dx  Dy  Dv  D xy  (5) 12 12 12 12 De Timoshenko (1959).2 HOMOGEINIZAÇÃO DE PLACAS CORRUGADAS A análise teórica de uma placa corrugada é baseada assumindo que esta pode ser anali- sada como uma fina placa equivalente ortotrópica de espessura uniforme.1 Homogeneização de Placas Corrugadas Trapezoidais As expressões para cálculos das rigidezes de uma chapa corrugada trapezoidal foram obtidas de Samanta (1999). para o calculo do momento de inércia. em muitos casos através de métodos de conservação de e- nergia.

temos de Timo- shenko (1959) a seguinte expressão (8). Conforme pode-se verificar na figura 7. Será realizada a análise linear através de um programa de elementos finitos.2. “f” é a distancia do eixo até a linha de cento do perfil e “s”é o comprimento ao longo de um módulo do perfil. A figura 8 mostra um as dimensões do perfil em forma de onda. .  2f 2  s  c1   (9)  4c 2  3. 12 As variáveis “c”. Zienkiewicz (1971). c Et 3 Dx   s 12 1   2  Et 3 Etf 2 Dy   12(1  v 2 ) 2 Dv  vDx (8) 3 Figura 8 . Serão analisados dois diferentes tipos de telhas corrugadas conforme pode ser visto nas figuras 9 e 10. apresentados na sua forma integral. Especifi- cadamente no caso da mecânica esta forma integral pode ser o princípio de trabalhos virtuais. 4. Onde “c” é o comprimento de meia onda. A análise linear é válida para pequenas deformações. sendo que a solução do problema dentro do domínio elemental. e é o primeiro passo para o estudo da homogenei- zação destas estruturas. a fim de verificar comparar com o modelo obtido por elementos fini- tos. APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA Neste trabalho se propõe realizar a homogeneização de estruturas corrugadas por um modelo ortotrópico. “f” e “s” estão associadas a geometria do perfil da chapa corruga- da. Será analisado o comportamento de modelos equivalentes ortotrópico de estruturas corrugadas com perfis em forma de ondas e trapezoidais.Perfil em forma de onda Et Dxy  121    Para o cálculo de “s”.2 Homogeneização de Placas Corrugadas em Forma de Onda Para o modelo equivalente ortotrópico de uma chapa corrugada em forma de onda fo- ram utilizadas as desenvolvidas no trabalho de Briassoulis (1986). Para isso serão calculados valores de rigidez para um modelo equivalente ortotrópico e a verificação das propriedades mecânicas dos mesmos. Onde “c” é o comprimento de meia onda. principio de energia potencial mínima.”t”. Essencialmente o método dos elementos finitos consis- te em discretizar o domínio em estudo em porções chamadas elementos. “t” é espessura. Também será feito uma análise experimental com uma telha corrugada trapezoidal. “f” é a distancia do eixo até a linha de cento do perfil. (comprimento ao longo de um módulo do perfil). 3..3 MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS O método de elementos finitos é um método numérico que permite resolver em forma aproximada problemas de valores de contorno. é idealizado utilizando funções de interpolação como referência física deste tema. “t” é espessura.

Telha corrugada com perfil trapezoidal onda 5. utilizando as equações (7) e (8) e a se- guir calculadas as propriedades mecânicas relacionando estes resultados com as expressões (3).8 mm f = 5.1 VERIFICAÇÃO DAS PROPRIEDADES EQUIVALENTES ORTOTROPICAS Para verificação das expressões referentes a homogeneização da chapa corrugada em uma placa ortotrópica. Figura 11 .Perfil do corrugado trapezoidal Figura 12 . METODOLOGIA 5.3 Dimensões c = 50.8 mm f = 5.3 E = 210 GPa v = 0.1 Cálculo das Propriedades Ortotrópicas e Dimensões Foram calculadas as propriedades ortotrópicas. a fim de verificar o comporta- mento da aproximação proposta. Os perfis corrugados estão representados nas figuras 11 e 12.Propriedades mecânicas da chapa e dimensões dos perfis de corrugação Para a chapa corrugada trapezoidal Para a chapa em forma de onda Propriedades mecânicas E = 210 GPa v = 0.556 mm t = 6.1.Em (a) modelo corrugado e em (b) seu modelo equivalente ortotrópico . Figura 13 . foram inicialmente analisados dois modelos de chapas corrugadas. 13 A análise das freqüências naturais também é realizada. 5.556 mm t = 6. A tabela 1 mostra as dimen- sões dos perfis utilizadas no cálculo. Figura 9 .35 mm θ = 45º c = 50.Telha corrugada com perfil em forma de Figura 10 .Perfil do corrugado em forma de onda Tabela 1 . Samanta (1999).35 mm As dimensões da placa ortotrópica são as mesmas da placa corrugada. como pode ser visto na figura 13 e tabela 2.

2 203.8 812. Figura 14 . As freqüências foram calculadas para um modelo equivalente ortotrópico de com ângulos de inclinação “θ” de 45 graus com oito . 14 Tabela 2 .8 812. Ainda utilizando o programa de elementos finitos foi calculado o primeiro modo de fre- qüência natural para dois modelos de engastes da figura 14.4 406.4 406. Foi utilizado um elemento de casca isoparamétrico linear de quatro nós para apli- cação em casos gerais de placas.2 203. conforme mostrado na figura 15.2 203.Dimensões usadas nas análises das placas Dimensões para a análise do problema (mm) Nº de corru.Condições de contorno. Em (a) a placa esta apoiada e em (b) a placa está engastada 5. Figura 15 . Na fi- gura 12.8 5. tem-se a representação destes engastes para um quarto da placa.4 406. isto é. Para análise do modelo corrugado foram usadas as proprie- dades isotrópicas. a carga foi aplicada na extremidade que representa o centro.Nº de corruga- gados dos para análise Modelo Trapezoidal Modelo Em forma de onda (1/4 da folha) a b a b 04 02 203.8 812.2 Condições de Contorno Foram considerados dois tipos de engastes.4 16 08 812.Aplicação da carga 5.3 Aplicação da Carga Para verificação do deslocamento foi aplicada uma carga de valor 1000 N no centro da placa. Como foi analisado apenas um quarto do modelo. com os quatro lados apoiados ou engastados. Para a análise por elementos finitos do modelo ortotrópico. foi feito um modelo de placa plana e para a entrada dos dados se utilizou as propriedades mecânicas calcu- ladas relacionando as expressões (5) com as de (7) e (8) dependendo da forma do corrugado. a placa apoiada e a placa engastada.2 08 04 406.2 Analise por Elementos Finitos Para analise do modelo foi utilizado um programa de analise por elementos finitos.1.1. porém considerando a folha intei- ra. ABAQUS.

conforme se pode verificar na figura 17.Uma placa de madei- uma telha trapezoidal ra foi colocada sobre as barras e sobre esta foi então aplicado o carregamento Figura 18 . 15 corrugados. foi realizado um ensaio experimental para uma telha trapezoidal conforme figura 16 para usar como comparativo para um modelo equivalente ortotrópico. Ainda para garantir a distribuição da carga foi colocada uma tabua com 6 kg sobre os tubos.Barras sobre as quais foi aplicada a carga Para medir o deslocamento no eixo “z” foram colocados dois relógios comparadores posicionados nos pontos centrais da telha conforme figuras 20. E a seguir foi feita a análise em elementos finitos aplicando a condição de contorno de engastamento nas extremidades. Com base nas equações (7) foram calculadas as propriedades de um equivalente orto- trópico de uma telha trapezoidal. . Uma telha trapezoidal foi fixada sobre vigas com o uso de hastes galvanizadas com porca. Figura 17 . que foram apoiados uniformemente sobre as telhas com o auxílio de calços de isopor. porém com um grau livre para rotação no eixo ao longo da linha do perfil. Para aplicação da carga foram usados dois tubos quadrados de 40 mm x 40 mm x 3 mm com 1.3 ANÁLISE DE MODELO EXPERIMENTAL Como verificação cerificação das expressões utilizadas para a homogeneização da pla- ca. As figuras 17 e 18 mostram o posi- cionamento deste carregamento. Foi analisado apenas o deslocamento no centro da placa.Modelo prático de Figura 19 . 21 e 22. com quatro corrugados. 5. Figura 16 .86kg cada.Dimensões da telha usada para ensaio prático Em um segundo passo foi feito à análise experimental da placa. Também foi calculada a freqüência natural para um modelo representativo do perfil analisado no modelo experimental. Acima da tabua foi colocado um garrafão que foi cheio com água aplicando assim o carregamento. arruela e anel de borra- cha.

0.9255 E5 1.0544 E6 1. Tabela 5 Propriedades de rigidez flexional do modelo equivalente ortotrópico Propriedades de rigidez flexional do equivalente ortotrópicas Folha trapezoidal Folha em forma de onda Dx 4.Pontos de medição dos relógios relógios comparadores deslocamentos A tabela 3 mostra as dimensões e propriedades mecânicas para o cálculo das proprieda- des equivalentes ortotrópicas utilizando as expressões (7).038 A primeira coisa que se verifica na simulação do modelo equivalente ortotrópico e a di- ferença nos valores das tensões.5 mm f = 20 mm t = 10 mm θ = 48º Dimensões da chapa a = 956 mm b = 956 mm Espessuras analisadas 10. 16 Figura 21 .2330E6 Dy 4. 2.5234 E5 2.3 Dimensões c = 119. 1. 3.1 ANALISE DOS MODELOS EQUIVALENTES ORTOTRÓPICOS A tabela 5 mostra os resultados para a rigidez flexional para os dois modelos de chapas corrugadas e as propriedades mecânicas obtidas a partir destes dados. 1.45 mm θ = 48º Em um terceiro passo foi realizada a análise das propriedades ortotrópicas no programa de elementos finitos da telha do experimento prático e re-analisada com algumas alterações nas dimensões e espessuras.029 0. RESULTADOS E ANÁLISES 6.3835 E7 2. As propriedades e dimensões estão na tabela 4.2729E5 v 0.5153E5 Ey 2. .5 mm 6. Tabela 3 . Tabela 4 – Propriedades do modelo da telha modificada Propriedades mecânicas E = 206 GPa v = 0.1773E6 Gxy 3.3 Dimensões do Perfil c = 119.5122E7 Dxy 7.5181 E6 4.8499E6 Propriedades Mecânicas para o equivalente ortotrópico Ex 1.Posicionamento dos Figura 22 – Posições dos Figura 20 .5 mm f = 20 mm t = 0.Propriedades da telha corrugada Propriedades mecânicas E = 206 GPa v = 0.1085 E6 3.5.

703 2.674 4.994 14% 4.096 10. Pode- se verificar o aumento da rigidez “Dy” e a diminuição “Dx” com o aumento da inclinação. Placa Err Ortot.649 0. Estes cálculos não serão analisados neste trabalho.354 15% 1. 45 e 60 graus.300 0.141 0. Os resultados mostram que uma boa aproximação entre os modelos. Foram analisados três ângulos “θ” de 30. O valor das tensões de Von Misses encontrados são maiores para o modelo homogeneizado. 17 Figura 23 – Tensões de Von Misses para a placa trapezoidal Nas figuras 23 e 24 pode-se ver a distribuição de tensões nos dois modelos.775 6% no centro da placa. como que cerca de duas vezes.Comparação entre modelos corrugados de uma folha em forma de onda Numero de corrugado para modelo em forma de onda. Carga 1000 N Placa Apoiada 4 8 16 Ortot.759 14% 2. Placa Err Deslocamento 0.427 11% 10. Tabela 6 .033 15% Na Tabela 7 tem-se a comparação de rigidez em função do ângulo de inclinação do cor- rugado mostrado na figura 11. (mm) Placa Engastada 0. Figura 24 – Tensões de Von Misses para a placa equivalente ortotrópica A tabela 6 mostra os resultados para a análise do modelo equivalente da folha corrugada em forma de onda. Placa Err Ortot. A Tabela 8 mostra a comparação entre os deslocamentos para um ponto central das três placas. . Pode-se notar que o erro diminui com o ângulo de inclinação do corrugado. O valor da tensão crítica em um ponto deve ser calculado utilizando os resultados do modelo homogeneizado em expressões que relacionam com a geometria da fo- lha corrugada.

2 ANÁLISE DAS FREQÜÊNCIAS NATURAIS A análise do da freqüência natural é mostrada na Tabela 10 para o primeiro modo de um modelo corrugado com angulo de inclinação de 45 graus e seu modelo homogeneizado.Comparação entre os modelos ortotrópicos para uma folha corrugada trapezoidal Deslocamento Numero de corrugado para modelo trapezoidal.Primeiro modo de freqüência para mo- modelo corrugado delo ortotrópico Tabela 10 .553 9% 2. Nas figuras 23 e 24 pode-se ver a simulação numérica para o primeiro modo.731 3% 6. Fazendo a análise destes dados verifica-se que o modelo equivalente ortotrópico tem uma melhor aproximação com o aumento do número de corrugados e com a condição de contorno engastado.912 5% 3.1º Modo – (Hz) Modelo Vinculação Ortotrópica Placa Erro .627 9.7641 E6 Tabela 8 .501 0.501 0.500 0.553 9% 0.595 11% 0. conforme mostrado na Tabela 9. Figura 25.5181 E6 7. Tabela 9 .2102 E7 4. Rigidez flexional θ 30º θ 45 º θ 60 º Dx 4. Placa Err U (mm) 0. Placa Err Ortot.836 3. Placa Err U (mm) 0.2970 E6 7. Placa Err Ortot. 18 Tabela 7 .224 3% 0. no centro da Placa Apoiada Placa Apoiada Placa Apoiada placa.958 0.230 0.2320 E6 4.Comparação entre os modelos corrugados trapezoidal e ortotrópico em função do angulo Deslocamento Modelo ortotrópico de uma folha corrugada com quatro corrugados no centro da 30º 45 º 60 º placa Ortot.311 10% 8.Carga de 4 8 16 1000 N Ortot.Primeiro modo de freqüências naturais para modelos analisados Freqüências naturais .395 8% Placa Engastada Placa Engastada Placa Engastada U (mm) 0.070 2.Propriedades de rigidez em função do ângulo de inclinação para perfil trapezoidal Modelo ortotrópico de uma folha corrugada com quatro corrugados.Primeiro modo de freqüência para o Figura 26 . Placa Err Ortot.1085 E6 3. Placa Err Ortot.2144 E7 Dxy 7. A análise é para uma folha corrugada com oito corrugados.7240E7 4.9782 E6 Dy 3.527 0.531 6% Foram analisados os deslocamentos obtidos no ponto central da placa para uma carga concentrada aplicada no centro da placa.

353 0. A curva topo. Os valores para a rigidez flexional calculados estão descritos na tabela 11.9171E7 2819 Propriedades Ex Ey Gxy ν Mecânicas 1. condições de engastamento e aplicação de carga. mede o deslocamento na onda alta da folha e a curva base.677 1. Tabela 12 .49 0.8276E5 3.7122E5 0.3288 5.0000142 Na tabela 12 pode-se comparar os resultados experimentais com os obtidos por elemen- tos finitos para um modelo para um modelo ortotrópico. que os deslocamentos ficaram dentro do regime elástico do material.Comparação entre os resultados experimentais e por elementos finitos Deslocamento no centro da placa U (mm) Carga Ensaio Experi.5 1 0.95 1.8018 2. Como por exemplo.010 13 % 174. em azul.7 % Analisando os valores obtidos pode-se verificar que o equivalente ortotrópico tem um melhor comportamento quando submetido a condições de contorno de apoiado. Tabela 11 . 19 Apoiado 2.3 RESULTADOS DO EXPERIMENTO PRÁTICO A figura 27 mostra o gráfico obtido em ensaio prático.317 10 % 115.81 1.167 1.4 % Trapezoidal Engastado 5.Curva obtida em ensaio prático 6. na onda baixa da telha. em verde.5 2 1.5 0 0 5 10 15 20 25 30 Carga (Kg) Topo Base Figura 27 . Carga x Deformação 3 Deformação (mm) 2. Pode se notar no gráfico. Os valores foram melhores que o esperado em virtude das dificuldades de simular as condições de um ensaio real.0856 4. Pode-se notar um elevado valor para a pro- priedade elástica Ey.8276E5 3.Propriedades do modelo experimental homogeneizado Propriedades ortotrópicas do modelo Dx Dy Dxy Rigidez flexional 1387 2.3.Elementos Finitos Erro (N) mental 36. 6.8430 1. Verifica-se que o erro ficou em torno de 11%.1 Comparação entre Modelo Experimental e Homogeneizado De posse dos dados foi modelado um equivalente ortotrópico para a telha a fim de veri- ficar a aplicação da aproximação pela homogeneização da telha.523 9% .

2892E5 1.935 15. Podemos verificar.193 2.8276E5 1.228 7.1120E5 1. CONCLUSÕES Neste trabalho se construiu um modelo que equivalente de uma placa ortotrópica que representar folhas dobradas que devido a sua geometria assumem um comportamento ortotró- pico.0935E4 3.7122E5 3.2458E7 3. c) Em relação à freqüência natural de vibração foi observada uma boa aproximação do modelo homogeneizado para o cálculo destas.0935E7 8.5 Dx 1.029 7% 6. .5 Corrugado 1.0818E7 Dxy 3. d) Quanto as tensões foi observado que estas tem um comportamento diferente nos dois modelos.8276E5 Ey 7.077 7.7122E5 3. Durante a realização do trabalho foi possível obter as seguintes conclusões: a) Foi observado que o erro nas aproximações do modelo equivalente ortotrópico tende a diminuir à medida que se aumenta o numero de módulos na placa.7 % 1. 20 233. Espessuras (mm) dades 10 3 2 1.4149E8 1.03 12.6979E6 8.0442E5 3.1401E4 1.3112E9 2.81 126 Erro 12 % 1.3 % 49 % 49 % 59 % 7.5 1 0.3.2343E8 9.2510E7 9. que o modelo equivalente é valido até uma espessura mínima de 2 mm.59 309 Ortotrópico 1.7122E5 Pela tabela 14 verificamos a relação entre a espessura e a deformação para os modelos corrugado e equivalente ortotrópico.8276E5 1.3520E5 2. Tabela 14 .8660E3 Ex 1. Foram analisados diferentes tipos de geometria e verificada o desempenho destas em termos de deslocamentos e primeiro modo de vibração.8276E5 1.2184E5 5.5 1 0.4271E7 3.5230E4 1. ou seja.7122E5 3.72 28.801 15. quanto maior for o modelo. melhores serão os resultados. nesta primeira análise.7122E5 3. quando comparado com os resulta- dos obtidos na simulação da chapa corrugada.02 56.01 25.9030E3 Dy 6.8276E5 1.7122E5 3.Variação das propriedades em função da espessura do modelo homogeneizado Proprie.8551E8 1. Tabela 13 .4748E5 1.67 2.2 Verificação da Influência da Espessura Pode-se verificar pela tabela 13 que com o aumento da espessura tem-se um aumento na rigidez “Dy” por estar esta propriedade associada ao momento de inércia do perfil. b) Foi observado que melhores aproximações para a condição de contorno de placa en- gasta para a relação de deslocamento.9587E9 Gxy 3.7122E5 3.5230E7 4.Comparação entre o deslocamento em “z” em função da variação na espessura Modelo Espessuras (mm) Analizado 10 3 2 1. Foi observado um erro menor quando calculada para a condição de contorno apoiada nas quatro bordas. o que justiça um diferente valor para carga crítica.8276E5 1. Talvez porque não esteja analisando somente a rigidez flexional e não a extencional.

International Student Edition. 187-208. Gíria Vallabhan C V. 33. MacGraw-Hill. Brutti C. A partir daí então poderia se fazer análise de flambagem em vasos de pressão e etc. Samanta A. Argentina. Finite Element Static and Dinamic Analyses of Folded Plates. 38. 129-138. The Netherlands. Madhujit Mukopadhyay. relacionando assim a rigi- dez extencional e a rigidez flexional. Nº 2. O tema desenvolvido aqui se mostrou se muito amplo em relação a teoria de cascas or- totrópicas e suas aplicações. Computers and Struc- tures. Madhujit Mukopadhyay. 1976. pp. Cálculo de Estrutura por el Método de Elemetos Finitos – Análisis estático linear. Thin-Walled Structures. 1979. Smith J H. Journal of the Structure Division. Vol. Wright H D. E. O que também validaria o modelo para análise de gran- des deformações. 1986. Vol. Vol. 1999. Ahamed E. Espanha. Approximate solution for free vibrations of thin ortho- tropic rectangular plates. Barcelona. Vol. Badaruzzaman W H. 102. 2033-2050. 29 ed. 8. Troitsky M S. Centro Internacional de Métodos Numéricos de Ingeniería. Timoshenko S P. Mang H A. Experimental and Finite Element Study of Profited Steel Sheet Dry Board Folded Plate Structures. Elsevier Scientific Publishing Company. Finite Elements in Analysis and Design. 1976. 2000. Introduccion a la Mecânica de los Sólidos. 1999. M E. Stiffened Plates. 2005. 1971. Engineering Structures. 21. Editora Universitária de Buenos Aires. Reccia L. 1959. Assim como uma continuação para este trabalho pode-se sugerir como um passo inicial aprofundar os estudos em relação a variações de comportamento como variações na espessura e aplicar a teoria a outras formas de corrugados. Amsterdam. Briassoulis D. Zienkiewicz. Maurizi M J. McGraw-Hill Book Company. Muito melhores que os esperados uma vez que é muito difícil simular as condições reais do experimento pelo grande número de variáveis envolvidas. pp. pp. Theory of Plates and Shells. Um segundo ponto seria verificar as expressões que relacionam as tensões entre o mo- delo homogeneizado por um modelo ortotrópico equivalente e o modelo de chapa dobrada. The Finite Element Method in Engineering Science. 277-287. Oñate. 23. Laura A A P. Finite Element Large Deflection Analysis of Shallow and Deep Stiffened Shells. Samanta A. 1-24. pp. REFERÊNCIAS Biancolini. pp 125-143. Woinowsky-Krieger S. Second Edition. Finite Element Analysis of Doubly Corrugated Shells. os resultados mostraram-se satisfatórios em uma primeira análise. Vol. Journal of Sound and Vibration. O C. Outro importante ponto a ser analisado é a análise não linear. Bueno Aires. 1995. Equivalent Orthotropic Properties of Corrugated Sheets. 21 e) Em relação ao modelo experimental. . pp.

Allman D J. 1967.edu/courses/En175/Abaqustut/abaqustut. pp. Computers & Structures.htm. . ABAQUS tutorials. Lawrence. A compatible Triangular Element Including Vertex Rotations for Plane Elasticity Analysis. PhD thesis.Division of Engineering. 19. 1984. Vol. Na investigation of the static stability of corrugated rectangular laded in purê shear. KS. Brown University . 1-8.brown. University of Kansas. 22 MacFarland D E.engin. Disponível no site: www. Acessado em 20 de março de 2005. Nº 1-2.