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Capitulo 2 Conceitos Bdsicos de Auditoria 2.1 Introdugao O objetivo do auditor externo ou independente é emitir sua opiniao sobre as demonstragées financeiras examinadas, cujas pecas basicas sao as seguintes: + balango patrimonial; « demonstragao do resultado do exercicio; = demonstragao do resultado abrangente; = demonstragao das mutagoes do patriménio liquido; + demonstragio dos fluxos de caixa; = demonstraco do valor adicionado; = notas explicativas. Para atingir esse objetivo, o auditor independente necessita planejar adequadamente seu tra- balho, avaliar o sistema de controle interno relacionado com a parte contdbil e proceder a revisao analitica das contas do ativo, passivo, despesa e receita, a fim de estabelecer natureza, datas e extensao dos procedimentos de auditoria, colher as evidéncias comprobatorias das informagdes das demonstrag6es financeiras e avaliar essas evidéncias. Na Figura 2.1, apresenta-se um grafico com esses passos de auditoria. 2.2 Direcdo dos testes O saldo de uma conta do balango patrimonial ou da demonstragao do resultado do exercicio pode estar errado para mais (superavaliado) ou para menos (subavaliado). Devido a esse risco, todas as contas da contabilidade devem ser testadas para superavaliagio e para subavaliacéo. A experiéncia tem demonstrado que é mais pratico dirigir os testes principais de superavaliagao para as contas devedoras (normalmente, as contas do ativo e despesas) ¢ os de subavaliacao para as contas credoras (geralmente, contas de passivo e receitas). Devido ao fato de as transagoes na contabilidade serem registradas pelo sistema de partidas dobradas, quando se testam as contas devedoras para superavaliacao, as contas credoras também esto sendo testadas indiretamente nessa mesma dire¢do. Por exemplo, se durante o exame das demonstrages contébeis de uma empresa, para 0 ano findo em 31-12-20X0, o auditor descobre que as despesas de pessoal estao superavaliadas, em funcao de os salirios do més de janeiro de 20X1 terem sido provisionados in- Figura 2.1. Passos de auditoria. devidamente em 20X0, é evidente que a conta credora de salérios a pagar, classificada no passivo circulante, também esté superavaliada, Da mesma forma, quando se testam as contas credoras para subavaliacao, as contas devedoras esto sendo testadas secundariamente nessa mesma dire- 40. Por exemplo: por ocasiio da auditoria da conta credora de fornecedores a pagar (testado para subavaliagao), o auditor descobre que uma fatura de compra de matéria-prima no foi re- gistrada na contabilidade; consequentemente, as contas de fornecedores a pagar € matéria-pri- ma (conta devedora classificada no grupo de estoques do ativo circulante) estéo subavaliadas. Na Figura 2.2, sio demonstrados para as contas de ativo, passivo, despesa e receita os testes principais e os testes secundarios. A seguir, apresentaremos exemplos das situagdes previstas na Figura 2.2. TESTE TESTE ‘TESTE PRINCIPAL SECUNDARIO PRINCIPAL super = superavaliagdo sub = subavaliacio Figura 2.2 _Diregao dos testes. ey 2.2.1 Teste principal para superavaliagao de uma conta do ativo e teste secundario para subavaliacao de outra conta do ativo Durante a auditoria da conta de ativo intangivel, o auditor constatou que participagdes no ca- pital social de outras sociedades foram debitadas indevidamente nessa conta, quando o correto