You are on page 1of 8

•! PRÃI ! CA QF M QREQSS!NIU.L.i: h"' ~ •i FST!

IOO QOS IER MQS QA OQACÃO l pEQ ÍOOO ((Mp(fS) 1 •

. .;~
que é a de ter uma carga significativa completa, ao se somarem ao :'~ li oração: funções acessórias (sintagmas autônomos e
seu sujeito . Acreditamos, co mo alguns teóricos, que o melhor senqj \f,
i11temos)
chamá-los de transadverbiai s, isto é, verbos não significativos cujo,~J~
sentido incompleto exige um adjunto adverbial como complemento :1. Tradicionalmente, as gramáticas consideram termos acessórios os
obrigatório. .. .idjuntos adnominais e adverbiais, o apos to e o vocativo , e eh.amam
~
Resta-n os, finalmente , fazer algumas considera ções ao último t ,, rn mplemento nominal de termo integrante (como, também , os
j ?<l tipo d e complemento verbal: o AGENTE DA PASSIVA (AP). Esse tipo de ·; 11hjctos e o agente da passiva), Em nossa vis ão , esses termos pod
complemento aparece exclusivamente em construções com verbo na H'

jJ
~n mais bem avaliados quando os vemos representados nas oracões
voz passiva com auxiliar (a voz passiva analftica ) 17 • É representado
Q,
1· <"1> mo sintagmas autônomos ou como sintagmas internos .
por um sintagma preposicionado , introduzido geralmente pela pre- .'),• Assim, têm "vida própria" no eixo sintagrnático , como autõno-
posição por ou , algumas vezes, pela preposição de: 111os, os sintagmas que funcionam como sujeito , objeto direto, obje.to
i11clireto, predicativo do sujeito , predicativo do objeto , agen te da
(184) Este exerclcio foi feito por alunos experientes. passiva e adjunto adverbial. O aposto e o vocativo também se cons-
(1 85) Bons jornais deviam .se_cJJcjos por muita gente. 1i1uem au tonomamente , não sendo realmente termos obrigatórios na
(1 86) A carta será assinada por ambos. 1•ração . O predicativo do suj eito, como vimos, pode ser obriga tório
(1 87) O pobre menino é ignorado de todos. m m verbos de ligação e acessório com verbos s ignificativos. Já os
;1dj untos adnominais , que também possuem a caracteri.s úca de ser
Com referência a este último tip o de complemento ve rbal , tt·rmos acessórios, nã o têm , normalmente, na lfngua em uso. uma
co ncluímos o estudo dos si ntagmas autônomos que podem ocu par t' xistên cia independente da de outros termos , isto é, consdruem ele-
a posição C do padrão S + V + C, funcionand o como termos obriga- 111cntos ou sintagmas internos a outros sintagmas.
tórios de verbos copulativos o u de verbos signifi cati vos. Reservamos um item próprio para comentar o complemento
IA Examinemos , a seguir, como devem se r analisados os sintag mas 1H1minal. uma vez que esse termo da oração é um sintagma interno.
~ autônomos que exercem funções sintáticas ditas acessórias e as fun- rn nstituinte da estrutura de outros sintagmas , mas necessári o pan

"~ ções dos sintagmas internos . co mp letar a ca rga semantica dessas estruturas.
o ADJUNTO ADNOMINAL (A. ADN) tem, portanto , como prirne::-s
tl- grande ca ra cterísti ca diferenciadora em relação a outros termos con.-
ü ~i ue rados acessórios, o fato de constituir-se como sintagma mterno,
integrante de outro sintagma . Por isso , dizemos que ele não te:n
17 No uso moderno , o mite-se o agente da passiva co m a voz passiva pronominal : Viu -se cxistência sintática autônoma e escará sempre preso a um nudeo
um sinal estranho e~ um sinal estran ho foi visto), ~ ubstantivo , existente em qualquer outro tipo de sintagma. nomina

J 106 10-

~ ~ ··--: .
~
.,
~ LlilJJJ>JLD.O.S.J.LJl.M.Q.5..J>A.JlJl.A.CÁD. ÚOJl..D-UM..U.U.l-1..:
~ . !...J'..ILUJLA...D.LM.a.a.E.lU..U.lil .•~
;''ii
1>:;'t~
Adh,·f.~, Naquela galo/a cantavam, tristes, \ dois canáríos
1111 preposicio n ado. Dessa fo rma, uma or ação poderá ter tantos A.
qu:111Los forem os substa ntivos exisLentes em seu s termos sintáticos.·
(189)
dourada
Adj. adverbial VI PS
branca~.
s \
principais ou autônomos . Morfologicamente , os A. Adn. sã.o repra~..• .
sc nLados por sintagmas preposicionados intern os , p or det e rminantes .c1:•. "f'1rv
;~.J.
A. Adn. de gaiola= aquela, dourada
ou por adjetivos modificadore s internos. Obse rve: '
A. Adn . de canários =dois, de penas branca
A. Adn . de penas= brancas
( 1B8) 1 Dois pobres garotos \ pediam 1 um pedaço de 1 à boa senhora.
pão duro
O bserve co mo a identi.ficaçào d os adjuntos ad n omínais pode. se
s VTD I 00 OI
,·i-; ual iz.ad a:
Núcleo do sujeito : garotos
gaiola rnda
A Adn . de garotos = dois. pobres (em) aquela
dois canários
Nú cleo do OD : pedaço penas
(de)
A. Adn . de pedaço= um. de pão duro núcleo substancivo
Substantivo do OI: senhora
A Adn. de senhora = a. boa U m a vez. q u e se prende ou se refere a um substantivo , o adjunlo
;1(lnominal também tem uma natureza adjetiva , como o pred.icati...-o
Perceba que a decom p osição do sintagma que co nsti tu i o objeto .i d t l sujeito ou como o predica tivo d o objeto . Entretan to , estes úlúmos
! ind ireto é a segu inte: a + a boa senhora (prep. + SN), e, p o r isso, a f,~ ,,;10 termos sintáticos au tôno m os que têm existência própria como
~~
pre posição a n ão é a na lisada sintaticamente, mas sim o a co m o de- ".'; ~' '-> il1Lagma independente n o eixo sintagmático, enquanto os adjuntos
termin an te a rt igo e boa co m o modificador adjetivo . · ;1Jnominais integram qualqu er outro sintagma , desde que est e tenha
1
rj
Também é possível e n contrar adjunto adnomi n al no pró prio ad - 11m subs tantivo em sua compleição morfológica .
I~
j unto adnominal , desde que este tenha um substantivo em sua co n s- Se usa rm os o sistema d e pergunta e resposta, essa inct>graçào C.os
tituição morfológica. É o que acontece dentro do adjunto adnominal .ttlju nt os adnominais fica mais evidente . Compare ~19Cj a ...· 9-'
de pão duro. Se isola rm os o s ub stantivo pão , o adju nto ad n ominal
1
~,t será duro (a preposição iso lada de não tem função s intática , po is é (190) A criança sorridente brincava na calçaoa?
.~
./ um mero conecLO r) . Sim, ela brincava na calçada .
'i Observe outro exemp lo : (191) A criança, sorrídente, brincava na ca1çaca?
Sim. ela, sorridente, brincava na ca1caoa.

1!f
09
·:1
108

~l >r
'.;··.
~. .,.
..; ....---

:u riv .. - .h l!'li -
:_J_u Á T 1(A Q E M O B fO S S lJil .u..LJ~ Esr u ()_o ..D .o.LU R11co.; J> A..0 .IU U...O..U.1.J'.JJ>.JW, U .l -·

1
E m (190), o termo sorridente é parte integrante do s intag mil/'1, (1fl3 ) Ele não cantará sem p
sujeiw da oração: é um adjunto adnominal. Em (191), o termo s1n~J
,\
(194) Amanhtf jantaremos cedu.
ridente con stitui sintagma isolado, independente do sujeito, se ndo :~ (1 95) Aqui se trabalha mufto.
um predicativo do suj eito . Nesse caso, esse predicativo do sujei to ~)·
poderia, até mes mo , ocupar outra posi ção na estrutura da oração, n.f~ Nos exemplos dados , todos os sintagmas
que confirma ainda mais sua condição autônoma: '"f
,:i, 11111<1 determinada circunstância (tempo , m odo , l
:-.}
.111 iculada acessoriamente ao verbo da oração. Por íss
Somdente, a criança brincava na calçada? .1dvc rbiais - preferencialmente os que indicam tempo
~
!) A criança brincava, sorridente, na calçada? hdns semanticamente a verbos também costumam s
1irc unstanciais.
j
;: Semanticamente, também fica evidente a diferença entre um . Todavia, no caso de ocupar uma posição interna a outro sim.a~
·· termo adjunto adnom inal e um termo predicativo: como adjunto, a' 1, sintagma adverbial pode articular-se ao núcleo adj eúvo, inte:IlSÚ
atribuição adjetiva indica uma cara~t~!i~-t~.c~ ~-~t~ínseca ao subs~~t!-Y.9) 1·ando ou modificando-lhe o sentido (196), ou ao n úcleo adv &1no.
a que se refere , enquanto , como predicativo , a atribuição é acidental'; · 1:1mbém intensificando ou modificand o -lhe o senúdo
.'J eventual.
J (196) [Muito esperta}, sabia deixá-lo tna
O ADJ U NTO ADVERB IAL , em razão de sua extrema mobilidade se-
mântica , apresenta muitas nuan ces de posicionamentos sintáticos e (muito esperta e naturalmenre
~ de estruturas módicas . Quando autônomo, é representado apenas adjetivais autônomos funcionando si
pelo núcleo adve rbial ou por um sintagma preposicionado de natu- PS e PO , respectivamente)
reza adverbiaJl 8 . Nesses casos , na maior parte das oco rrências, são
considerados termos acessórios, quando, então , se articu lam a um Percebe-se que, em (196), há um adjunto adve.rb·
verb o , at ribu indo -lh e uma determinada circunstãncia 19 : si ficando o sentido do núcleo adjetivo esperta e ou
modificando o sentido do adjetivo curioso.
(192) De madrugada, todos conversavam animadamente/ no
salão nobre. (197) Parecia estar [perto demais da -e.'

Em (197), o sintagma adverbial autõno;:10 pcw :iL''' 'C''- =~ .: 'r~:·­


18 Quando n os referimos a uma "natureza adverbial ", refe ri mo-nos ao fa to de que o
sintagma preposi ci o nad o ocuparia uma mesma posição sintagmáti ca preenchida por ção funciona como adj unto adverbial de luga~. ln~crn.ln~~ , t~ ~ ~~~ ,
um sintagma adverbial "puro ", como vim os no Capitulo 2. demais funciona com o adj unto adverbial cie imensh.:.t..!e i...o~ men..'
19 Circunstâncias são pormenores , detalhes que podem aco mpanhar os fatos relat ados
pelos ve rbos . i n tensi ficador) do núcleo perto, e o sint~ma ptep._'lS-!CiC'nJ..io !~ terno

110 111

- -----·--- --
·-· f.5.lll..D.CJ.J>O.S....U.&MD..Lll.J.
~!JJJ. Lil.LM.llJV OS SJJOAXJ.. _.l ~

i/<1 1l"cii(uu l'u nciona com o co m plemento nominal, pe<lid o obriga LO· : ·li"1>c nder de u ma visào subjetiva do usu
. 11 l1unto adve rbial apenas pelo seu "sentido"
ria 111 c11tc pelo se ntido in co mple to elo mes mo n úcleo 1º.
q11 ;1ndo não insuficiente. Até mesmo a classi.fi em um
(1 9U) Parecia estar {irremediavelmente perto da traição}. q11L' o adjunto adverbial expressa acaba se tornan
lJ 111L·smo contexto , pois dependerá d.a compree:nsão
j ·~ Sob uma perspectiva meramen te in terpr
A análise de (198) é semelhante à de (197), funcionando irreme- ;l\
l} diavelme nle como adjunto adverbial de modo do núcleo ou como seu ''.~ 111;\ior poderá decorrer do fato de se considerar u
,;;: modificador adverbial , em uma visão mais si mples. ,·~~ 1111no de tem po ou de lugar, por exemplo? E com
Corno vis to anteriormente , há co nstruções em que os adjuntos ad- :~ 111 cntar a favor de uma ou de outra opção de se
verbiais perdem sua característica acessória e se comportam como se fos.., ,}{! 1·o mo No enterro do carcereiro, os deLentos chor.
,1 sem termos necessariamente obrigatórios na estrutura SYC 21 . Há, aindaJ J rn r se o termo no enterro do carcereiro indica lu:
[;
'i'l os poucos casos em que o adjunto adverbial parece ser representado por.·· \quando ?). Morfossi.ntaticamente, basta termcs
j um sintagma nominal. Na verdade, esse tipo de sintagma nominal nada · sintagma preposicionado funcionando como ~dju
mais é do que um sintagma preposicionado no qual ocorre a omissão · :: Todavia , qualquer boa gramática traz uma r·
da preposição . O fato ocorre geralmente na indicação de tempo, modo ,:·. w dessa classificação . Vamos apenas referir
ou quantidade , como se percebe nos exemplos a seguir: ;~: co muns :

(199) Toda manhã ele sai cantarolando. (=em toda manhã) ('203) Por que aciraste pedras na j ane;a -
r&:.-::: ··~
~ ..... -----~

(200) Vou visitar meus pais domingo próximo. (=no domingo ('2 04) Cheguei à casa de Pedro exauSIC- L

próximo) (205) Não moras com tua famflia? (oe co


5
(201 ) Voltei-me para ele, cabeça erguida e olhar firme. (206) Talvez todos vivam para alguém. [de
(=com a cabeça erguida e com o olhar firme) fina lidade)
(207) Todas as manhãs, ela passeava vsgarosEmen re ce
(202) Abaixei a j anela meio metro. (= até meio metro)
bicicleta. (de tempo, de modo. cfe rre.

....
Do ponto de vista apenas semântico, os adjuntos adverbiais
podem ser classificados conforme as circunstâncias que estej am Existem ainda dois últimos termos sintáücos q'.le. tê.:n e...xistencia
1
;J
indicando em variados contextos . Yale ressaltar que, justamente por autônoma como sintagmas e se comportam.acessorhmente na ora1.,.;.o:
.1
·1 o aposto e o vocativo . O APOSTO (.'\~ e termo de ns.ture.=.3. ne:cessa-
rian1enLe substantiva e possibilit::i... s~1n:müc:.t.F.".er.te. 3.. t:-::\.p:1c-.1ç:iv, o
1~
!
~
·~
20 O complemento nominal será abordado mais adiante . dcsenvolvimenrn ou o resumo do sentidv d~ out-:ü terrn.o si.ntanco ,
2 l São os casos já apo n tados em que os verbos deveriam se chamar tra11sadve rbiais .

~
113
112

: _l

':J ..-.. \
'-!.~LA...D E Mo R Eo< H.lilJ..A.X.L.L!
~a oos rr rn o.L1U...D.u...c.!..Q rpra!opo m o 1 ES 1

1;1 111bé m de natu reza subslantiva . Esse fato (sintagma nominal X Em (2 1O), o mesmo não pode ocorrer com granaes e com:
s intagma nominal ) permite que o aposto troqu e de pos ição com o clns, uma vez que esse sintagma tem uma base morf1
tt:rmo ao qual estava se referindo . Observe:
nessa oração, ele é um predicativo do suj eito. Se o sín
(grandes e concentrados) mudar de posição no enunciado. s
(2 013) São Paulo, a maior cidade da ~·<io sin tática não se altera , nem a do sintagma nominal sujello ' os
América Latina, graves ra slanhei ros ).
A maior cidade da tem problemas
São Paulo, Co m o termo que desenvolve o sentido de outro termo e.e ru:-
Aménca Latina, sociais.
1 ureza subslantiva , temos o caso do aposto enumera.tiva (21 ")
s 1 A 1 VTO 1 OD rn apicu/a ci vo (212):

O aposto costuma ser confundido com o sujeico da oração, quan-


. do nao com o pred icativo do sujeito . Isso se deve ao fa LO de cost umar
(211) Precisava de apenas duas coisas: fé e esperança.
(2 1 2) Matemática, geografia ou hisrória. nada conseouie
vir separado p or vírgulas, como o predi calivo do sujeito , o u por te · interessá-lo na escola.
também uma na tu reza substantiva , como o sujei lo . É justam ente essa
sua característica morfológica substantiva que faz com que não possa Existe ain da um caso muiw particular de aposto , cham.ad..o es-
~:1
Í ;•
ser confundido com o predicalivo do sujeilO, uma vez que este tem 11ecificali vo, que ocorre quando um termo , preposicionado ou não ,
uma base ou natu reza n ecessa riam ente adje tiva. p re nd e-se internamente a um núcleo substannvo genérico para
Compare: 1·spec ifi ca r o u individualiza r esse núcleo . Forma-se, então . uma sô
11111dacle desi gnati va. É o q ue ocorre em :
(209) As estrelas, olhos do céu. pairavam sobre nós.
S A (2 13) Praça da Sé.
(2 1O) Os castanheiros, grandes e concentrados, ouviam a relva (L. 14) Rua do Ouvidor.
cresce.. (215) Professor A lencar.
s PS (2 16) Padre Ernesto.
(2 17) Ilha de Tenerife.
Em (209), o Lermo destacado é um aposlo e pod e tro car de lugar
com o sintagma as estrelas, invenendo-se também a fun ção sintática : Finalmente, o VOCATIVO (V) fecha a sequência de te?"mos onci ....•
nais co nstiluídos por sintagmas autônomos. O YOcativo t:u:i~m e
Olhos do céu, as estrelas, paira vam sobre nós. rn nstituído po r um sintagma de base substantiva '-e um sir..tag_rr:.J.
S A 11nminal) , e reveste-se de algumas características muno pecult.ltt."'$

114 ~13

.....
~,_.. -a
,__uJjJ Q.O Q os TE R MJl.LlJJ. _ Oll/>..C .UA..IJlJl.Q... 5J.M.l'. l..U
• ' _P. RÁ.T l.C.A_.D_LM O A FO S S 1N TA X E 1...!

.;;

Cos i uma es tar Lotai mente d esli gado de qualquer ouLro term o da Complemento nominal
u ra ção, solto sob o aspec to sintático , mas se reporta a ou tro termo da , mas , ao

:~
Por constituir um sintagm a interno a outro sin ta
oração, geralmente um sujeito elíptico . Tem, no contex to, uma função dos
ex tre mamente bem defini d a, pois serve apenas para cham ar, invoca r mesmo Lempo , ser um termo símático o brigatóri
a pessoa ou coisa personificad a a qu e se dirige. Po rtanto , em razão co mplementos verbais de verbos transitivos , o COMPLE
dessa sua carac terísti ca sem ânti ca , o voca tivo habiLualmenLe apa rece 1C NJ merece ser descrito em item à parte.
em orações cujos verbos estão no modo imperativo , anteced endo-se Todo complemento nomina l será sempre representado por um
ou podendo ser antecedido por uma inte rjeição ó: sintagma p reposici o nado, pedido obrigatoriameme pelo sentido in -
~I co mpl eto de um substantivo (geralmente abstrato ), de um adj e úvo
(218) Ponha as mãos para o alto, seu bandido ! ou d e um advérbio . Corno não é termo s intático autôno mo , pode
(219) ó Senhor, dai-me paz para os dias de wrmenta ! inLegrar outro sintagma que funcione sintaácamente como suj eito ,
.4
(220) Não voices carde para casa, querida, pois fará muito frio. predicativo, objeto direto o u indireto , agente da passiva, adjunro a.rL
J ve rbial , ap osto ou vocativo , isto é , qualquer sintagma qu e zprese'1:e
Observe como n os exemplos existe um suj eito oculLo: você, vós em s.ua constitu ição um elemento de base substantiv a , ad1e tiva
'1
'! e tu , respectivamente , o que prova que o s ujeito e o voca tivo nunca adve rbial.
·~ podem ser representados pelo mesmo sintagma . Além diss o , não se Na condiç ão de complemento de adj etivo ou de adv érbio , :ião se
pode co nfund i-lo com qualquer outra fu n ção sintá tica: não h2: o"..l
;l pode esquecer da característica bem marcante do voc ativo, que é a
termo si ntático que possa integrar o sentido d e c ena s adjec,·os ª"--
d e poder ser retirad o da oração, sem pro voca r qualquer alte ração
semântica ou defeito de natureza sintática . advérbios nuclea res de sintagmas autônomos , a não ser o co::u::>le-
' Veja mais alguns exemplos de o rações com vocativo: menta nominal. Observe 2 2 :
'~~

(221) Não vás ao monte, Nise, com 1eu gado! {Camões) (22 5) [A lh eio éi alga,;m,;1 elos Jlu110::.],

~ (222) Que me quereis, perpétuas saudades? (Camões) parar.


(223) Serenai; verdes mares, e alisai docemente a vaga (226) Sua vida é [n ecessária aus f:11 'Ch.
impetuosa ( .. ) (José de Alencar) (227 ) Estamos [ansiosos , 1e1dS ·, ··,a::, l.
' ..\
j (224) Deus te leve a salvo, brioso e altivo barco, por entre as (228) Sentia-se [tem erosa ú 1:; 1t,d0J.
vagas revoltas ( .. ) {José de Alencar) (229) Pareciam [distanres u:::· cuaoj.
!

. Em todos os exemplos dados, os sintagmas en tre colcheces sl.:> .:i.ijcti, '2tS ,~:5 ~ l.:-. ·-

~
!2
~ i'Hncionando como predicativos, ou adverbiais (230 a~~°' - foncton.intl.J ~.., .iJ1:.t'""''
~ adverbiais . O complemento nominal está posicicn.ado inttr1..:-t~U 3. C§.l~ ~n·l";_"U'
A l I~
116

)A

- ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
. """ '"" " · u L..N .QR f QU LN.LU. l_,!_·
· UTJJDO OOS UJU'.
\ , .\ , ·-·
(230) Sentou-se [per(o de num}. :_)
( \. · ·
1

(231) Decidiram-se [favoravelmente ti sua a/Jsolviç&o}.


d1 ve rbo transitivo ou intransitivo. P
(232) [Relativamente ao processo), acho que podemos esperar:
i 1 .\r rnmplemen Lo nominal o
1
. . . ( /\ "
A d i fi culdad e d e 1d cnt1fi ca r u m complcm em o n o min al s urgl'
(234) A volta do heró;
qu a n do e le p assa a ser term o se m a nti ca m en te co mpl e m enta r de
(235) A salvaçtJo do cdozính
um n úcle o subs ta nti vo. Essa dificul dad e oco rre p orqu e é possfv(• I
(236) O desejo de l!berda
co n fundi -lo co m o a djun to adn o min al preposic io na do, qu e tamb ém
(237) A salda da escola. (= safram ,,,
s e prende a um substamivo , intern a m en te a outro term o si n tático .
(238) A crenca na humanidade. f=
N ão b asta di ze r qu e o comp lemento n o m ina l é term o obriga tório e o
adjunto adn omin al é acessó rio : ambos serve m para expand ir o núcleo em
São casos de co mp lemen to nominal , Lambem, a c~ese

substan tivo de um sintagma e o con ceito d e "o brigat o ri edad e" acaba pode de ri va r um predicativo , corno em:
s en do mui to re lati vo e su bjetivo, po rtanto , falho.
Pa rece-n os que o comp lemento nominal tem, na co nstrução elas (239) A ceneza de sua vo/,
o rações, uma imp ortâ n cia muito ma is semâ n tica , ex igida pelo sign i- (240) A imprudência do motorrsca.
fica d o incom p leto de certos no mes em português , q u e s intá tica. Se
o bserv arm os um a co n s trução como (233), veremos que ce rtamen te o Em Lü da essa pequena relaçã o de exemplos
co mpl emento n omi nal da penicilina é sema n tica mente imp resci nd lvel, comp lemen to nominal , o que nos parece importante, por o ... .
m as , estrutu ra lmente (po rtanto, sinta ti ca m ent e), o adjun to adverbial ceb er qu e u m termo comp le m ento nominal não poce ser s
no século X IX é m uito m ais importa nt e:
men te "apagad o" da oração sem que ela sofra um prejuf= o .:
acentu ado em seu sen tido 23 . Observe o que ocorreria com u !> ~;tantes
(2 33) [A descoberta da penicilina) ocorreu [no século XIX} enun ciad os se o com plemento nominal fosse apagado

i m po rtâ n c ias à pane , devemos nos ate r aos casos clássicos e (241) A volta de meu filho deixou-me
bem defi n idos d e co mpl em ento nominal d e term o subs ta ntivo, dei- (242) Fo; ;ncdvel o salvamento do cão.
xand o os du vi d osos para polê mi cas gramati cais qu e certamen te n ão
interferirão n o uso de um co mpl emento n o m inal ou de um adj unto
(243) Minha esperança é a ceneza de sua
ª
adn ominal , apenas em sua id ent ifi cação. Assim , é basLante evidente
q u e o term o s ubstantivo a qu e se prende um co mp le m en to no min al ----- ----
B Embora hap casos em que o adjunto adnomuul umbem r.l.:- :""'--l "~ ª:'2f3..:.:- ;:i
gera lmente é de caráter abstrato (o qu e não oferece mui ta seguran ça oração , como em Meu chefe rem uma'º:: de gral

, tS
118

......

,..
· PRATl!A. DL.hl.QRfQS..SJll.LU.t__:_: '1
'. .L.5Jll oo
(230_) Sentou-se [per(o de Olim}. :..J . ·..-
( \ \·,.\
(231) Decidiram-se [favoravelmente à sua ahsolviç:ão}. lossint.ática) e que, também
11 1111 m liza
' ili· ve rbo transitivo ou in tra nsitivo.
(232) [Relativamente ao processo}, acho que podemos esperar.
1 1 1!1· rn mplemen to nominal os seguln
.. f\
A dificul d ade de identifica r u~ compleme n to nominal s urgl'
(234) ofta do herói 1=
q uand o el e passa a ser le rmo semantica m en te comp lementa r d t·
(235) A salvação do c~ozính
um n ú cleo substanti vo. Essa d ificu ldade ocorre porque é possfvrl
(236) O desejo de liberdade.
confundi-lo com o adju n to adno mina l p reposicionado , que também
(237) A salda da escola. (=saíram
se prende a um substantivo, internamen te a outro termo sintático.
N ão basta dizer que o complem ento nom inal é termo obrigatório e o
(238) A crença na humanidade. r= ·r:~,:;

adjunto adnom ina l é acessório : ambos servem para expandir o núcleo


s ubstantivo de um sintagma e o conceito de "obrigatoriedade" acaba São casos de complemento nominal, também , aqcetes ec ~.;e. x
send o muito relati vo e subjetivo , portanto, fa lh o. pode derivar um pred icativo, co m o em:

Parece-nos que o co mplem ento n omin al tem , na co ns trução das


(239) A certeza de sua volta (=s
orações, uma importância muito mais semâ ntica, exigida pe lo signi -
fi cad o in compl e to de certos nomes em português , que si ntática. Se
(2 40) A imprudénaa do mowosra. e
o bservarmos u ma con strução como (233), veremos que ce rtamente o
comp lem ento nominal da penicilina é semanticamen te imprescind ível , Em toda essa pequena relação de exemplos de smu~ ...
m as, es truturalmente (portanto, sintaticamente), o adju nto adverbial complem en to nominal, o que nos parece importante.. po: o.-:i ::
no século XIX é muito mais impo rtante: ceber que u m termo complemento nominal não poC..e ;;er 5Ím~
mente "apagado " da oração sem que ela sofra um prejuto n..~
acen tuado em seu sentido 23 . Observe o que ocorrena com
(233] [A descoberta da pemólina} ocorreu [no século XIX)
enu nciad os se o complemento nominal fosse apagaC.o.

Importân cias à pane , devemos nos ater aos casos clássicos e


(2 4 l) A volta de meu filho deixou-me
bem definidos de complemento nominal de termo substantivo, dei- .....
(242) Foi incdvel o salvamemo do cão. '~ ~:· ~
xando os duvidosos pa ra po lêmicas gramaticais que certamen te não
(243) M inha esperança é a cerreza de sua vit · ·
interferirão no uso de um complemento nomina l ou de um adju nto
adnominal , apenas em sua identificação. Assim , é bas tante evidente
que o termo substantivo a qu e se prende um complemento nominal
ge ralmente é de caráter abstrato (o que não oferece muita segurança 2 ~ Embora haja casos em que o adjunto adnomuu: u..-nttm r..lC' f'....,,._'1 ~r s;n.~~ à
oração, como em Mni chef' cem uma \·o:: de g
118
itS

'::

., ..t- ·