 Agrupamento de Escolas de Vialonga 

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

Projecto TEIP – 2ª Geração
INTRODUÇÃO
TEIP desde 1996, este Agrupamento reconhece a importância de manter o estatuto de discriminação positiva de que beneficiou ao longo destes anos e que tornou possível a criação de uma cultura de Escola, reconhecida por diversas instituições e investigadores que estudaram “o nosso caso”. Reduzir a algumas palavras o percurso feito ao longo destes anos é humanamente impossível e necessariamente redutor. Procuraremos salientar aquilo que consideramos ser particularmente significativo para a mudança e, seguidamente, definiremos quais as nossas prioridades para que, de facto, à nossa Comunidade Educativa seja assegurada igualdade de oportunidades. O TEIP de 1996 a 2006 (1ª Geração) Ao longo destes anos os nossos Projectos Educativos definiram como metas: • • • • Eliminação do clima de indisciplina/violência Combate ao abandono escolar Melhoria dos resultados escolares Educação para a Cidadania, com particular enfoque na definição de regras de conduta claras, relações inter-pessoais, responsabilização e respeito pelos equipamentos disponibilizados

Para atingir estas metas utilizámos várias estratégias diversificadas, dirigidas aos diferentes intervenientes. 1. Os professores Um dos principais problemas identificados era a instabilidade do corpo docente. Terminado um ano lectivo a debandada era em massa. A maioria dos professores partia, o que inviabilizava a construção de um verdadeiro “corpo docente”. A partir de 1998/1999 definimos como prioridade decisiva a estabilidade do corpo docente. Esta estabilidade dependia do Ministério da Educação e dos professores. A maior dificuldade que tivemos de enfrentar foi com o ME. Negociações longas e muitas vezes extremamente penosas, em que procurávamos explicar a importância da estabilidade dos professores, foram tendo sucesso à custa de muita persistência e determinação.

Os professores, sentindo que tinham espaço para desenvolver um Projecto de Trabalho, foram mais fáceis de conquistar. Pensamos que, no momento actual – e com a nova visão consubstanciada na nova legislação sobre colocação de professores – esta situação está ultrapassada e, em 2006/2007, tem expressão nos seguintes dados:
Escolas JI 1º ciclo 2º ciclo 3º ciclo Total de Professores 7 54 47 70 Novos Professores 2 19 14 18 % 28% 35% 29% 25%

Mas a estabilidade, só por si, era muito pouco. Progressivamente fomos introduzindo uma cultura de escola assente em princípios como: • • Continuidade pedagógica – o professor deve acompanhar as suas turmas ao longo de um ciclo de escolaridade e, sempre que seja possível, do 5º ao 9º ano. Desta decisão decorreu, naturalmente, a constituição de equipas pedagógicas, conhecedoras da realidade da “sua turma” e “comprometidos” com o acompanhamento e sucesso educativo dos “seus alunos” O Director de Turma – figura central neste processo organizativo – deve ter o perfil adequado à responsabilidade da tarefa que lhe cabe: coordenar uma equipa pedagógica; acompanhar o trabalho dos seus alunos; estabelecer relações fortes com os encarregados de educação. Foi sendo criado um “corpo “ de directores de turma essencial à sustentação do projecto de escola. O acompanhamento do Director de Turma, este ano lectivo, ganhou nova dimensão. Os 2 tempos resultantes da aplicação do Despacho 13781/2001 destinam-se ao trabalho directo com os alunos, num contexto que designamos de “Tutoria”.

2. Os alunos A tendência para um elevado absentismo, com elevadas taxas de retenção, clima de indisciplina e violência tornavam necessário a aplicação de medidas organizacionais capazes de alterar estas práticas. No trabalho de alterar estes comportamentos toda a escola se envolveu, O Conselho Executivo definiu um conjunto de procedimentos que pareciam ser capazes de corrigir estas situações em que envolveu os Conselhos de Turma, trabalhando com eles de forma regular.

Salientamos algumas estratégias: Reuniões com alunos • No início do ano lectivo fazemos a primeira reunião. Três turmas do mesmo ano de escolaridade, respectivos Directores de Turma, Presidente do Conselho Executivo e Pais. Definimos metas para o ano lectivo; relembramos princípios que nos parecem importantes: os “papéis” de cada um dos intervenientes; a importância do trabalho que temos pela frente; o respeito pelas pessoas, pelos equipamentos, pelos bens colocados à disposição de todos. Na primeira semana de aulas do 2º e 3º períodos reunimos com todos os alunos (em cada reunião participam 2 turmas, respectivos Directores de Turma e o Presidente do Conselho Executivo). Analisamos os resultados do trabalho realizado ao longo de um período de trabalho; evidenciamos “pontos fortes” e “pontos fracos”; definimos novas metas para o novo período. A estas reuniões segue-se a reflexão do Director de Turma com os alunos e, posteriormente, com os Encarregados de Educação. Situações que consideramos mais graves – resultados muito fracos dos alunos; desadequado clima de sala de aula, … – dão origem a uma reunião com todos os professores de turma, o Presidente do Conselho Executivo, os alunos e os pais. Aqui são analisados os factores que impedem um bom funcionamento da turma e estabelecem-se novas formas de intervenção.

Reforço da ligação com as famílias O trabalho com as famílias assume uma importância muito grande, existindo um contacto permanente entre os Directores de turma e os pais. As situações que nos parecem mais preocupantes ou mesmo graves (um comportamento desajustado, uma gravidez de uma adolescente, …) são analisadas conjuntamente com o director de turma, o encarregado de educação, o aluno e, muitas vezes, também o Conselho Executivo. Nestas reuniões procuram-se soluções, definem-se metas, asseguram-se apoios (algumas vezes exteriores à procura escola: Segurança Social, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, Maternidade Alfredo da Costa, Clínica da Juventude…) Procuramos, também, promover um contacto menos formal com as famílias, convidando-as a participarem nalgumas iniciativas. Destacamos o “almoço de turma” por considerarmos que é uma situação que agrada particularmente aos pais: o director de turma organiza com a sua turma o almoço no Refeitório. Convidam o Conselho Executivo mas também os pais que participam trazendo sobremesas (algumas feitas com a colaboração dos seus filhos). É um momento em que “conversamos” sem a pressão dos resultados escolares. Acontece que, nalgumas turmas, todos os pais comparecem.

Este trabalho continuado com os pais e a disponibilidade para com eles partilharmos os nossos espaços tem permitido criar um clima de confiança e partilha entre “os dois lados”. Granjeamos “bom nome” junto da nossa comunidade. A escola é credível e os pais, de um modo geral, confiam que ela está verdadeiramente preocupada com os seus filhos. 3. Adequação das aprendizagens aos perfis dos alunos Existe, na escola, uma permanente discussão interna sobre a necessidade de diferenciar as aprendizagens, adequando-as a todos os alunos. Para além dos momentos informais de discussão, o aspecto central do real sucesso educativo é discutido, no início de cada período, e com base nos resultados dos alunos, em Conselho Pedagógico, em reunião geral de professores (dividida em 2 grupos de trabalho) e em todos os grupos de docentes de ano de escolaridade ( 1º ciclo), e de grupos disciplinares (do 5º ao 9º ano). Esta questão do sucesso e da necessária diferenciação de aprendizagens tem também sido objecto de acções de Formação Contínua de que destacamos: • Formação em Matemática (1º ciclo, em 2005/2006; 1º e 2º ciclos, em 2006,2006), • Análise dos programas de Matemática – trabalho que envolveu professores dos 3 ciclos de escolaridade • Reflexão sobre as Áreas Curriculares não Disciplinares e seu papel na promoção do sucesso – formação a decorrer este ano e que envolve 4 conselhos de turma (2 do 2º ciclo e 2 do 3º). • A Oficina de Língua Portuguesa, projecto dirigido a alunos para quem o Português é 2ª língua e iniciado na EB 2,3 em 2002 /2203 e na EB 1 nº 2 (escola onde o número de crianças nesta situação é significativo) em 2005/2206. Apesar destas medidas e conscientes de graves dificuldades de aprendizagem/integração de alguns alunos, promovemos, desde 1998/99, medidas de diferenciação de percursos, previstas no quadro legal existente. Assim, os Professores Titulares de Turma/Directores de Turma, em cooperação com os Serviços de Psicologia e Orientação, promovem o despiste de alunos cuja continuidade no ensino regular é manifestamente desajustada, e propõem a sua integração numa turma de percurso curricular alternativo ou num Curso de Educação e Formação. A integração num Percurso Curricular Alternativo reveste, sempre, à partida, um carácter transitório. Isto significa que um aluno aqui integrado pode regressar a uma turma de ensino regular desde que ultrapassado o problema que levou à decisão da sua integração numa situação diferenciada. É importante referir que esta possibilidade já tem sido concretizada.

Também é importante deixar claro que existe um cuidado acrescido na constituição da equipa pedagógica que vai trabalhar com estas turmas. Os professores devem estar disponíveis para enfrentar este desafio e ter uma proposta de trabalho que garanta que os objectivos de inclusão e aprendizagem serão atingidos. Os resultados de todas estas medidas adquirem visibilidade em dados como: • • Inexistência de processos disciplinares – há mais de 5 anos que não sentimos necessidade de recorrer a esta medida punitiva Baixíssima taxa de abandono escolar1:
5º ano 2000/2001 200172002 2002/2003 2003/2004 2005/2006 Total 161 183 205 180 165 aban 3 0 2 0 0 6º ano Total 187 164 186 197 190 aban 4 1 2 0 2 7º ano Total 207 204 150 178 134 aban 7 6 0 2 2 8º ano Total 147 185 179 145 167 aban 6 5 0 2 2 9º ano Total 125 166 192 220 130 aban 3 4 4 10 2

Taxa de retenção abaixo da média nacional
5º ano Total 2000/2001 200172002 2002/2003 2003/2004 2005/2006 161 183 205 180 165 ret 15 31 23 18 7 6º ano Total 187 164 186 197 190 ret 25 25 24 20 15 7º ano Total 207 204 150 178 134 ret 46 22 27 28 18 8º ano Total 147 185 179 145 167 ret 14 22 18 22 13 9º ano Total 125 166 192 220 130 ret 21 20 18 19 17

também visível nas médias de idade por ano de escolaridade
2005/2006 Ensino Regular Percurso Curricular Alternativo Curso Educação e Formação Tipo 2 Fase 1 Curso Educação e Formação Tipo 2 Fase 2 Curso Educação e Formação Tipo 3 5º ano 10,1 13,1 6º ano 11,3 13,5 7º ano 12,1 14,2 15,1 16,4 16,2 8º ano 13,3 15,4 9º ano 14,1 16,0

1

No 1º ciclo não temos abandono excepto em relação às crianças de etnia cigana com quem, este ano, já iniciámos um trabalho diferenciado

4. Responsabilização de alunos, professores e funcionários pela adequada utilização de espaços e equipamentos • Todos os alunos têm sala própria, que partilham com outra turma, não obstante termos enormes dificuldades de espaço2. Todos são responsabilizados pela correcta utilização do espaço e bens disponíveis. A Assembleia de Bloco – reunião em que participam os delegados de turma “sedeados” nesse bloco, respectivos Directores de Turma, funcionários que exercem funções nesse espaço, e representantes de Coordenadores de Turma e Conselho Executivo – tem como objectivo detectar anomalias de funcionamento, identificar comportamentos desajustados e propor soluções. Jornadas de limpeza dos espaços educativos - de acordo com uma escala -, para todas as turmas, acompanhadas pelo Director de Turma. Pretendemos desenvolver comportamentos cívicos e ajudar a “ver” o nosso espaço, assim como a forma como com ele nos comportamos.

5. Discriminação positiva • Pensamos que é importante valorizar o trabalho realizado por muitos alunos que, muitas vezes com um meio sócio-familiar adverso, obtêm resultados excelentes. Assim, publicitamos na Escola os nomes dos alunos de “Excelência”. No final do ano organizamos uma festa em que participam os pais. Um lanche e um presente. Este ano acrescentámos a ida a um espectáculo na Fundação Calouste Gulbenkian.

Muito mais poderíamos dizer. Mas podemos concluir afirmando: • • • Temos uma escola em que as pessoas não se sentem ameaçadas Os alunos vão às aulas O sucesso escolar tem melhorado, embora tenhamos uma ambição maior: queremos menos retenções e uma maior qualidade de aprendizagem.

Por que continuamos, então, a afirmar a nossa qualidade de Território Educativo de Intervenção Prioritária?

2

A taxa de ocupação de espaços é de cerca de 90% o que torna difícil a elaboração de horários

TEIP (2ª Geração) O percurso já feito poderia deixar concluir que concluíramos a nossa “missão”. Deixara de existir razão para sermos um Território Educativo de Intervenção Prioritária. Esta não é, claramente, a nossa opinião. Pelo contrário, pensamos que as “vitórias” já conseguidas são, ainda, insuficientes e muito frágeis. A descontinuidade do trabalho poderia deitar por terra todo o esforço e empenhamento dispendidos. O TEIP 2ª Geração é, assim, acolhido por nós como uma oportunidade de consolidarmos trabalho já realizado e abrirmos novas frentes de intervenção. Parece-nos, então, evidente que, se conseguimos eliminar alguns problemas que, nestas comunidades, se reflectem vivamente nas escolas, grande é o trabalho – desafio – que temos pela frente! Queremos: 1. Consolidar o nosso trabalho mantendo – e revitalizando – as estratégias já implementadas, nomeadamente as anteriormente referidas, com enfoque particular em: Qualidade das Aprendizagens – Educação para a Cidadania – Articulação com as famílias • Reforço de medidas de diferenciação pedagógica, tanto no ensino regular, como nos Percursos Curriculares Alternativos, Cursos de Educação e Formação e Currículo Funcional, de acordo com os Projectos discriminados. Transição da constituição de equipas pedagógicas para um verdadeiro trabalho cooperativo, suporte fundamental do desenvolvimento de competências por parte dos alunos. Articulação entre ciclos, do Pré-escolar ao 9º ano, como uma prática permanente e capaz de assegurar o necessário acompanhamento do percurso escolar dos nossos alunos. Monitorização/acompanhamento de percursos, terminado o 9º ano Soluções mais eficazes que assegurem competência – e consequente correcta integração social - na utilização da Língua Portuguesa a todos os alunos para quem esta é a 2ª língua. Generalização do Ensino Experimental Combate ao insucesso em Matemática Combate à info-exclusão Melhoria de resultados nas Provas Nacionais, nomeadamente nos Exames. Concertação de esforços no sentido do alargamento da rede do préescolar de forma a garantir o seu acesso a todas as nossas crianças.

• • • • • • • • •

Aprofundamento do trabalho de Educação para a Cidadania, com particular incidência no desenvolvimento de um clima de escola assente em regras claras atitudes de civismo, nas relações interpessoais e no respeito pelos bens comuns. Desenvolvimento - Participação em Projectos que promovam, para além da consciência nacional, uma consciência de cidadão europeu

2. Propomo-nos abrir novas frentes de intervenção em: • Criando núcleos de excelência, valorizando a cultura e as competências de uma parte da população escolar através do desenvolvimento do Ensino Artístico e Prática Desportiva Garantindo o acesso à cultura e educação artística - partindo da experiência iniciada em 2005/2006, com a criação do Grupo de Violinos, e alargando-a a outros Projectos e outras áreas.3 Assim, propomo-nos: • • • • Criar, para além do Grupo de Violinos, uma Orquestra, dirigida a crianças a partir dos 7 anos de idade Alargar o trabalho de Teatro/Expressão Dramática Criar um Núcleo de Dança4 Dinamizar o Núcleo de Expressão Plástica, alargado a todos os alunos e professores dos vários níveis de ensino deste Agrupamento

A pobreza e a dificuldade de acesso a bens de cultura criam-nos o dever de garantir condições que permitam aos nossos alunos assistir a espectáculos culturais e conhecer museus e espaços dedicados à cultura. • • Dando uma maior dimensão ao trabalho na área do Desporto Escolar, incluindo um maior número de crianças e jovens e dando oportunidade de realização a verdadeiros talentos. Criando condições para que a população adulta possa, também, usufruir de condições para a prática desportiva, promovendo a articulação Escola/Comunidade.

Aprofundamento do trabalho de inclusão social • Alargando o sentido de “inclusão social” para todos, abrangendo, no nosso trabalho, as crianças e jovens de etnia cigana, com alguma expressão numérica no nosso Território e que permanecem excluídos do cumprimento da escolaridade obrigatória e, na maioria dos casos, em situação de analfabetismo.

3 4

Projectos que visam eliminar a tendência de guetização e valorizar competências Projecto que apresentaremos muito brevemente

Este trabalho só poderá ser realizado com uma intervenção conjunta que inclui a autarquia, saúde, segurança social. • Organizar um serviço de apoio ao aluno e família (Projecto de criação de um Gabinete de Apoio ao Aluno e Família) que estabeleça “pontes” entre os diferentes intervenientes no processo educativo e crie condições de efectiva inclusão da nossa comunidade.

Criar um Centro de Reconhecimento e Validação de Conhecimentos e Competências (CVRCC) e promover a escolarização da nossa população adulta, em muitas situações sem ter concluído nem mesmo o 6º ano de escolaridade. A esta preocupação não pode ser alheia a abertura de formação na área do conhecimento da Língua Portuguesa. em parceria com os outros

Intervenção na Comunidade serviços/instituições

Pensamos que o TEIP 2ª Geração tem uma perspectiva mais abrangente das necessárias interacções entre a escola e os restantes parceiros. Rompendo uma perspectiva centrada na Escola, assume uma verdadeira dimensão “territorial”, envolvendo todos na construção da mudança O Agrupamento de Escolas de Vialonga está empenhado em participar num trabalho conjunto com todos os parceiros (autarquia, saúde, serviço social, GNR, associações), convicto de que apesar de ser “periférico” pode, também, significar qualidade de vida e igualdade no acesso a novas oportunidades. São estas as motivações que nos levam a apresentar um conjunto de projectos, todos eles com um único sentido:

Transformar Vialonga num verdadeiro território educativo

Dezembro de 2006 Armandina Soares, Presidente do Conselho Executivo

Vialonga, com cerca de 20 000 habitantes, é uma freguesia do concelho de Vila Franca de Xira. A uma população com uma baixíssima escolarização, um bairro de habitação social, que alberga numerosas famílias Oriundas dos PALOP’S 2 bairros de etnia cigana além de outras famílias pobres e desestruturadas começam, nos últimos anos, a juntar-se, famílias de classe média. As assimetrias acentuam-se: as novas casas, com acabamentos de qualidade, rodeadas de jardins e com parques infantis, tornam mais gritante a  T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P  pobreza das casas sociais e das barracas. Cresce, assim, o risco, de guetização de alguns bairros. É este o nosso Território!

 Agrupamento de Escolas de Vialonga 

Problemas iniciais
Insucesso repetido Abandono Escolar Indisciplina Violência

Respostas
Estabilidade do corpo docente Constituição de equipas pedagógicas Percursos Diferenciados Humanização das relações Clarificação das Regras / Autoridade

Resultados
Baixo abandono escolar (1%) Melhores resultados escolares Melhorar os resultados de Provas de Aferição / Exames Clima de escola assente em relações interpessoais de respeito

Consolidar sucessos Que Projecto para o triénio 2006/2009? Enfrentar novos desafios

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

 Agrupamento de Escolas de Vialonga 

Melhorar os Níveis de Aprendizagem

Promover a Formação Ao longo da Vida

Valorizar o Território Combatendo a guetização

Projecto TEIP
2006/2009
Articular Escola / Família Educar para a Cidadania

Reforçar / Melhorar Processos Organizativos

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

 Agrupamento de Escolas de Vialonga 

Projecto TEIP 2006 / 2009
Condições de Exequibilidade
Estabilidade Corpo Definição de Programa de construções escolares Nº Alunos turma: 1º e 2º ciclos: máximo 20 3º ciclo: máximo 25 ´ Reforços de recursos humanos e financeiros

Parcerias
Autarquia Autarquia Câmara Câmara Junta Freguesia Junta Freguesia
c

Resultados Esperados
Garantir igualdade oportunidades

Serviços Públicos: Saúde; Segurança. Serviços Públicos: Saúde; Segurança. Social; Social; GNR; CPCJ GNR; CPCJ Escolas: Secundárias Profissionais Ensino Artístico

Eliminar o abandono escolar Reduzir o insucesso escolar 10%

Promover o direito Acesso à cultura

Alargamento Rede Pré Escolar

Associações Acompanhar os alunos Terminado o 9º ano Sector Empresarial Promover Escolarização dos adultos

Definição de Programa de Construções Escolares

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

Projecto TEIP 2006 / 2007
Melhorar Níveis de Aprendizagem Eliminar abandono escolar Melhorar o sucesso educativo Valorizar o Território, combatendo a guetização
Reforçar / Melhorar Processos organizativos

Educar para a Cidadania

Articular Escola/ Família

Promover a Formação ao longo da vida

Percursos Educativos
Ensino Regular
Alargamento Rede Pré Cursos Educação e Formação Percurso Curricular Alternativo

Ofertas Educativas
Currículo Funcional

Ensino Artístico e Desportivo

Intervenção Comunitária

Dimensão Pessoal

Dimensão Dimensão Nacional Europeia

Criação do GAAF

Criação CRVCC

Cursos EFA

Certificação de Competências Qualificação Espaço Urbano Criação Espaços Lazer Desporto Voluntariado Alfabetização Conclusão Escolaridade Obrigatória Português p/estrangeiros

Escolar
Diferenciação Metodologias Ensino Aprendizage m Centrar Aprendizagem no Aluno

Construção do Bloco Oficinal

Reforço Área Vocacional

Preparação p/ Vida Activa Encaminhame nto Estágio

CRE / Bibliotecas

Expressão Dramática Melhorar a Comunicação Português 2ª Língua Expressão Plástica Grupo Violinos “Escola de Música” Escola de Dança Construção de Espaço Prática Desportiva

Diversificação de Ofertas

Estágios

Oficina Língua Plano Acção Matemática CRIE / Unidades Móveis Projectos

Estágios

Promover Pesquisa de Informação

Promover Ensino Experimental Reforçar Utilização das TIC

Promover A Orientação Escolar e Profissional Acompanhar / monitorizar percursos terminado o 9º ano

A nossa população escolar – ensino regular

Melhorar Níveis de Aprendizagem Eliminar abandono escolar Melhorar o sucesso educativo
Consolidar Sucessos
Diferenciação Metodologias Ensino / Aprendizagem Centrar Aprendizagem no Aluno Promover Pesquisa de Informa鈬o Promover Ensino Experimental Reforçar Utilização das TIC Promover A Orientação Escolar e Profissional

Anos 7150 346

Turmas Alunos Escolas Pré Escolar 3 1º ciclo 50866 6 2º ciclo 16 1 3º ciclo 21450

Enfrentar novos desafios
Alargamento Rede Pré Escolar Reduzir o Insucesso Escolar

Objectivo: Garantir, até 2009, o acesso a: todas as crianças de 5 anos 90% das crianças dos 3 aos 4 anos

1º ciclo – máximo 1 retenção 2º/3º ciclos – máximo 1 retenção

Acompanhar percursos terminado o 9º ano

Tipo 2 Nível 2 (fase 1)

Serralharia - Mecânica Ourives Acabamentos de madeira e Mobiliário Pré Impressão Serralharia - Mecânica Pré Impressão Fotografia

12 11 11 12 15 14 7

Tipo 2 Nível 2 (fase 2) Tipo 2 Nível 3

Melhorar Níveis de Aprendizagem • Eliminar abandono escolar •Melhorar o sucesso educativo

Alunos em Cursos de Educação e Formação  Agrupamento de Escolas de Vialonga 

Consolidar Sucessos
Estágios em contexto real de trabalho

Enfrentar novos desafios
Construção do Bloco Oficinal

Promover A Orientação Escolar e Profissional

Diversificar Ofertas

Aumentar o  Agrupamento de Escolas denúmero de Ofertas Vialonga 

Alunos em Percurso Curricular Monitorização/Acompanhamento dos alunosAlternativo
Terminado o 9º ano

Melhorar Níveis de Aprendizagem • Eliminar abandono escolar •Melhorar o sucesso educativo

1º ciclo  T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I18  P 5º ano 15 6º ano 7º ano 8º ano 9º ano 16 12 12 10

Consolidar Sucessos

Enfrentar novos desafios

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

Criar condições de cumprimento da escolaridade obrigatória (alunos c/dificuldades de integração /aprendizagem)

Melhorar a oferta Vocacional

Estágios em contexto real de trabalho

Monitorização/Acompanhamento dos alunos Terminado o 9º ano

Promover A Orientação Escolar e Profissional

 Agrupamento de Escolas de Vialonga 

Melhorar Níveis de Aprendizagem • Eliminar abandono escolar •Melhorar o sucesso educativo

Currículo Funcional – Alunos ao abrigo do Decreto-Lei 319/91 art. 2º i)
Nº alunos 8 Idades Dos 12 aos 18 anos

Consolidar Sucessos

Enfrentar novos desafios

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

Inclusão social Preparação p/ Vida Activa

Melhorar a Formação vocacional

Monitorização Acompanhamento

Encaminhamento

Estágio

 Agrupamento de Escolas de Vialonga 

Ofertas Educativas

Melhorar Níveis de Aprendizagem Eliminar abandono escolar Melhorar o sucesso educativo

Consolidar Sucessos

Enfrentar novos desafios
Plano Acção Matemática

CRE / Bibliotecas

Melhorar a Comunicação

Computadores, Redes e Internet na Escola Unidades Móveis

Oficina de Língua

Português 2ª Língua

Projectos

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

E os professores ?

Melhorar Níveis de Aprendizagem Eliminar abandono escolar Melhorar o sucesso educativo
Enfrentar novos desafios
Co-responsabilização pelos resultados dos alunos
Formação Centrada na Escola

Consolidar Sucessos
Estabilidade do Corpo Docente Equipas Pedagógicas

Pedagogia de sucesso

Ensino Experimental

Responsabilização pelo Percurso dos alunos DT / C T Esbater roturas Entre ciclos

Adequação Metodologias/ Perfis dos alunos Definição de Metas Resultados de Aprendizagem

Liderança

Metodologias Diferenciação Trabalho Projecto

D T / Tutorias

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

 Agrupamento de Escolas de Vialonga 

Ensino Artístico e Desportivo

Valorizar o Território, combatendo a guetização

Consolidar Sucessos
Núcleo Teatro/Expressão Dramática

Enfrentar novos desafios
Orquestra de Vialonga Alunos do 1º ciclo

Grupo Violinos EB 1 nº 2

Grupo de Dança

Desporto Escolar

Expressão Plástica

Construção de Espaço Prática Desportiva

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

 Agrupamento de Escolas de Vialonga 

Intervenção Comunitária

Valorizar o Território, combatendo a guetização

Consolidar Sucessos

Enfrentar novos desafios
Qualificação Espaço Urbano

Parcerias

Autarquia

Saúde; Segurança. Social; GNR; CPCJ

Criação Espaços de Lazer /Desporto

Escolas: Secundárias Profissionais Ensino Artístico

Voluntariado

Associações

Sector Empresarial

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

 Agrupamento de Escolas de Vialonga 

Educar para a Cidadania

Consolidar Sucessos

Dimensão Pessoal

Dimensão Local / Nacional

Dimensão Europeia

Alimentação

Assembleia de Bloco

Clube Europeu

Civismo

Assembleia de Turma

ELOS

Empreendedorismo

Intervenção / Animação do Bairro

EPALS

Relação Inter-pessoal

Património

E-Twinning

Sexualidade

Projecto “Inscrire”

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

Projectos Comenius

 Agrupamento de Escolas de Vialonga 

Reforçar / Melhorar Processos organizativos
Consolidar Sucessos
Atribuição horário do Professor centrado na turma Continuidade Pedagógica Ao longo do/s ciclo/s

Enfrentar novos desafios

Perfil Director Turma/ Critérios de Selecção

Atribuição de uma sala/turma

Organização do Espaço

Permanente Mediação de Conflitos

Inexistência de Processos Disciplinares

Clara definição de Regras Rigor no Cumprimento

Respeito nas Relações Interpessoais

Reunião com turmas/DT/CE

Início de todos os períodos: Análise do trabalho realizado

Regime Normal. Para quando?

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

 Agrupamento de Escolas de Vialonga 

Articular Escola/ Família
Consolidar Sucessos
Recepção aos Encarregados de Educação Início ano lectivo Informações Criação de um GAAF Visita à Escola

Enfrentar novos desafios

Reunião por período

Atendimento individualizado

Participação nos almoços de turma

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

 Agrupamento de Escolas de Vialonga 

Promover a Formação ao longo da vida Centro NOVAS OPORTUNIDADES
Enfrentar novos desafios

Criação CRVCC

Cursos

EFA

Certificação de Competências

Alfabetização

Conclusão Escolaridade Obrigatória Português P/ estrangeiros

 T E I P  Território Educativo de Intervenção Prioritária  T E I P 

Melhorar Níveis de Aprendizagem Eliminar abandono escolar •Melhorar o sucesso educativo

28

Melhorar Níveis de Aprendizagens
• Oficina de Língua Portuguesa, pag. 30 • Ensino Experimental das Ciências, pag. 42 • Currículo Funcional, pag. 51 • Ofertas Diferenciadas, pag. 57
Cursos de Educação Formação, pag. 57 Percursos Curriculares Alternativos – 2º e 3º ciclos, pag. 60 Percursos Curriculares Alternativos – 1º ciclo, pag. 62

• Acompanhamento/Monitorização dos Alunos após conclusão do 9º ano de escolaridade, pag. 65 • Serviço de Apoio à Formação Profissional, pag. 70 • Rede de Computadores, pag. 73
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OFICINA DE LÍNGUA PORTUGUESA
Lema: Português, língua de afectos e sonoridades Triénio 2006-2009
Coordenador: Olívia Soutenho – Luís Ventura 1. ENQUADRAMENTO LEGAL De acordo com: - O Despacho Normativo nº7/2006, relativo ao Ensino da Língua Portuguesa como Língua Não Materna; - O Documento Orientador “Português Língua Não Materna no Currículo Nacional” de Julho de 2005; - O Decreto-Lei nº6/2001 que estipula os princípios da reorganização e gestão curricular; - O Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas - O Despacho Ministerial, datado de 26 de Setembro de 2006, relativo aos “Contratos de desenvolvimento para escolas em meio social difícil”; é apresentada a seguinte proposta de projecto Oficina de Língua Portuguesa, sob o lema Português, língua de afectos e sonoridade.

2. MOTIVAÇÕES DA ELABORAÇÃO DO PROJECTO Os motivos para a concretização deste projecto são de duas índoles: sócio/culturais e educacionais SÓCIO/CULTURAIS - Grande heterogeneidade sócio/cultural e linguística dos alunos que fazem parte da nossa comunidade escolar e respectivas famílias; 30

- Chegada frequente, ao longo de todo o ano lectivo, de alunos provenientes dos PALOP e de outros países, nomeadamente do Leste da Europa; - Baixo nível das qualificações profissionais e consequente elevado índice de trabalho precário da comunidade envolvente; EDUCACIONAIS - Baixo nível de escolaridade da comunidade envolvente e significativa taxa do analfabetismo; - Transversalidade da Língua Portuguesa e o facto de ser uma segunda língua para grande parte destes alunos; - Desfasamento sentido entre as competências exigidas no Currículo Nacional e as efectivamente adquiridas pelos alunos; - Inexistência de um acompanhamento específico destes alunos, à luz da legislação existente; - Ausência de ensino pré-escolar para alguns destes alunos, sobretudo devido à dimensão do parque escolar; - Extensão dos currículos; - Falta de formação específica dos professores;

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3. DIAGNÓSTICO SÓCIO/LINGUÍSTICO DA COMUNIDADE EDUCATIVA Partindo de um diagnóstico efectuado entre o final do ano lectivo 2005/2006 e o início deste, elaborou-se o seguinte diagnóstico sócio/linguístico, referente aos alunos do 1º ciclo e dos 2º e 3º ciclos do ensino básico, o qual a seguir se apresenta: Quadro-Resumo nº1: Proveniência dos alunos do 1º ciclo de todas as escolas do 1º ciclo
ROMÉNIA MOLDÁVIA UCRÂNIA

Anos de escolaridade

Total de alunos

PORTUGAL MOÇAMBIQUE GUINÉ/Bissau CABO VERDE SÃO TOMÉ ESTÓNIA ANGOLA RÚSSIA BRASIL

1º 2º 3º 4º Totais

220 210 202 209 841

174 143 141 133 591

13 8 3 22 46

CIGANOS

LUSOS

8 6 2 3 33 8 7 4 23 8 9 8 27 19 1 3 91 41 19 18

2 2 2 1 7

5 1 3 3 12

2 3 5

1

1 1 1 3

1 1 2

1

3 1

1

1

4

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OUTROS PAÍSES

Quadro-Resumo nº2: Domínio da Língua Portuguesa dos alunos do 1º ciclo da Escola nº2 de Vialonga Ano de escolaridade 1º 2º 3º 4º Totais Total de alunos 83 67 66 68 284 Insuficient e 9 5 4 7 25 Suficiente S- S S+ 1 21 2 9 16 8 5 29 5 25 3 124 Bom 31 22 15 17 85 Muito Bom 18 7 13 11 49

Quadro-Resumo nº3: Domínio da Língua Portuguesa dos alunos dos 2º e 3º ciclos (de acordo com o níveis indicados no Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas) Nível de proficiência Nº de alunos Anos de Escolaridade

A1 13 5º, 6º, 7º, 8º e 9º

A2 11

B1 6 7º, 8º e 9º

C1 2 6º e 9º

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DISTRIBUIÇÃO POR GRUPOS DE ALUNOS

4 alunos: 5º e 6º Crioulo 4 alunos: 7º e 9º Crioulo 3 alunos: 5ª, 6º e 8º Moldavo/Ucranian o

4 alunos: 5º e 6º Crioulo 3 alunos: 7º e 9º Crioulo 3 alunos: Curso Prof. e 5º Port./Brasil

2 alunos: 9º Crioulo 3 alunos: 7º e 8º Moldavo/ Ucraniano

1 aluno: 9º Crioulo

1 aluno: 6º Moldavo 2 alunos: 6º e 7º Romeno 1 aluno: 8º Ucraniano 1 aluno: 8º Port./Brasil

Horas propostas por semana (por grupo)

4 a 6 horas

2 a 3 horas

2a3 horas

2 horas

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4. Tendo em conta o enquadramento atrás apresentado, os coordenadores do projecto definiram dois tipos de objectivos que se visa alcançar:

Objectivos Gerais (médio/longo prazo) e Objectivos Prioritários (curto prazo), a saber:

OBJECTIVOS GERAIS - Promover o sucesso escolar como forma de garantir a igualdade de oportunidades; - Desenvolver as competências linguísticas necessárias à integração efectiva dos alunos no Currículo Nacional e em qualquer nível ou modalidade de ensino; - Fomentar o diálogo inter e multicultural, em condições de igualdade e de reciprocidade; - Permitir a partilha de saberes culturais entre a sociedade de acolhimento e a comunidade de origem; - Implicar, gradualmente, os Encarregados de Educação dos alunos envolvidos no processo de ensino/aprendizagem dos seus educandos; OBJECTIVOS PRIORITÁRIOS - Desenvolver, de forma gradual e específica, a proficiência linguística dos alunos, nomeadamente ao nível da expressão e compreensão oral e da expressão e compreensão escrita; - Mobilizar os conhecimentos linguísticos e culturais dos alunos no processo de aquisição da Língua Portuguesa; - Colmatar dificuldades inerentes ao bilinguismo sentidas pelos alunos (nomeadamente ao nível de interferências, transferências e inferências);

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- Promover, por intermédio de actividades diversificadas, a integração social destes alunos no grupo/turma a que pertencem; - Criar condições de acompanhamento e regulação diferenciadas no processo de ensino/aprendizagem de cada aluno; - Adequar práticas de ensino específicas, indo ao encontro das necessidades e dos interesses dos alunos;

4. DESTINATÁRIOS - O presente projecto apresenta como prioridade apoiar os alunos do Agrupamento para quem o Português é uma língua não materna (Língua Segunda ou Estrangeira); 5. PLANO DE ACÇÃO Desta forma, pretende-se elaborar, com e para cada aluno, um plano de trabalho individualizado que permita a cada um atingir, de forma gradual mas efectiva, e no respeito pelo seu ritmo de aprendizagem, os três níveis de proficiência linguística referidos no artigo segundo do Despacho Normativo nº7/2006, a saber:

Quadro-Resumo nº4: Indicação dos domínios de aprendizagem a privilegiar em cada nível de proficiência Níveis de proficiência linguística A) Iniciação (A1, A2); B) Intermédio (B1); C) Avançado (B2,C1); COMPREENDER Compreensã Leitur o a Oral +++ ++ + + ++ +++ FALAR Interacçã o Oral +++ ++ + Produçã o Oral ++ +++ ++ ESCREVER Escrita ++ ++ +++

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E no respeito pelos seguintes pressupostos: − Aceitação das variantes do português como norma; − Respeito pela cultura do aluno; − Recurso a uma base textual da cultura de origem do aluno e da cultura portuguesa; − Consideração especial da oralidade; − Recurso a uma metodologia inicial de Língua Segunda ou Língua Estrangeira; − Perspectivação cultural e literária das diversas comunidades de Língua Portuguesa; − Estudo comparativo das línguas; No cumprimento deste plano, propõe-se a realização de diversas actividades relativas aos domínios de aprendizagem atrás enunciados e que serão postas em prática, tendo em conta a especificidade de cada aluno/grupo, a saber:

• •

• • • • • • • • •

COMPREENDER Análise do discurso oral dos alunos; Utilização de jogos de linguagem para: o sensibilização aos sons e ao desenvolvimento da percepção auditiva; o discriminação fonética o compreensão oral o fonética e articulação Visitas a exposições; Utilização de folhetos, postais, revistas,..., dos países de origem dos alunos, para proporcionar situações comunicativas significativas; De forma lúdica, levar os alunos a adquirir uma maior discriminação visual e organização espácio-temporal; Analisar registos orais do Português em diversos formatos e suportes; Pesquisar informações relacionadas com o seu país e a sua língua; Interpretar imagens e textos de fontes diversas; Prática do aperfeiçoamento de textos próprios e outros; Verificar experimentalmente a coerência e a coesão de um texto; …

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• • • • • • • • • • •

• • • • • • • • • •

FALAR Utilização de jogos de linguagem para: o Ritmo e entoação o Expressão oral Exploração de situações comunicativas do quotidiano, de forma a desenvolver o vocabulário temático e activo; Estimulação da expressão oral, a partir de outras linguagens (dramática, musical e plástica); Exploração de diferentes produções do património oral (trava-línguas, lengalengas, adivinhas, quadras populares e pequenas narrativas), em diferentes variedades do Português; Divulgação do património oral de cada grupo cultural, no programa de rádio da escola; Reconto de textos lidos e ouvidos; Reconto de histórias alterando a ordem dos acontecimentos; Troca de impressões sobre leituras realizadas; … ESCREVER Treino da grafomotricidade; Elaboração de inícios/fins de histórias a partir de: o elementos da narrativa o mapas de histórias o binómio fantástico o salada de contos o ficheiros de imagens o baralho de histórias o ... Reflexão sobre a linguagem escrita, a partir dos suportes escritos utilizados, para compreensão dos desvios ocorridos relativamente ao Português-padrão; Realização de exercícios relacionados com situações do quotidiano; Produção pequenos textos: dedicatórias, postais, cartas, com intencionalidade comunicativa; Produção diversos tipos de texto, tendo em conta o seu Plano Individual de Trabalho; Confrontação de textos próprios com textos de outros aprendizes da Língua, de forma a tomar consciência das regras inerentes à aprendizagem da língua; Organização de um portfólio pessoal com todos os trabalhos realizados ao longo do ano; Criação do Diário da Oficina de Língua, onde os alunos se dispõem a escrever de forma livre e despreocupada, tudo o que vai acontecendo no processo de ensino-aprendizagem da Língua; Escrita de textos a partir de textos de diferentes géneros (narrativas, poesia, teatro, …); Constituição de um dossiê de textos, agrupando-os de forma a evidenciar distintas intenções comunicativas; 39 Auto e Hetero-aperfeiçoamento de textos próprios e outros;

6. REGULAÇÃO DAS APRENDIZAGENS - Contínua e qualitativa; - Baseada em instrumentos reguladores (EX: grelhas de planificação e registo das actividades realizadas; critérios de avaliação específicos para cada actividade; relatórios individuais relativos às aprendizagens efectuadas, progressos verificados e dificuldades sentidas; criação, por aluno, de um portfolio de trabalhos realizados;…) 7. PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO ESPAÇOS: - Sala cedida pela autarquia, no Pavilhão Gimnodesportivo; - Sala polivalente da escola/Sala de Estudo; - Salas de Aula; - Biblioteca/Centro de Recursos; 1º CICLO: Pequenos grupos: 3 alunos Carga horária: 2h30 por semana (1h30 + 1h00) Regime: em contra horário Assiduidade: perdem o direito à frequência após a 4ª falta injustificada Total de alunos abrangidos: entre 30 a 40 Professores envolvidos: - dois professores responsáveis pelo projecto ao nível do 1º ciclo; - os professores dos alunos; - os professores de Apoio Educativo; - a animadora do Centro de Recursos; - o professor de Expressão Dramática

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Total de horas semanais dos professores responsáveis: 50 horas lectivas 2º e 3º CICLOS Pequenos grupos: 1 a 4 alunos Carga horária: entre 1h30M (1x90m) e 4H (90+90+45) por semana Regime: horas de Estudo Acompanhado, de Área de Projecto e de Língua Portuguesa no horário dos alunos e horas avulsas Assiduidade: perdem o direito à frequência após a 4ª falta injustificada Total de alunos abrangidos: 31 Professores envolvidos: - os professores responsáveis pelo projecto ao nível do 2º e 3º ciclos; - os professores dos alunos; - os professores de Apoio Educativo; - a responsável pelo Centro de Recursos; Total de horas semanais dos professores responsáveis: 44 horas lectivas 8. RECURSOS MATERIAIS (disponíveis na escola) • • • • • • • • • • • Tecnologias de informação (Computadores e Internet) Meios audiovisuais (Cd’s e Cd-Roms) Materiais inter e multiculturais (Manuais e Cadernos de actividades especializados) Livros e outros recursos da Editora Lidel Maleta das Novas Literaturas de Língua Oficial Portuguesa Ficheiros Bola de Neve e outros Gramáticas Prontuários Dicionários ilustrados de Língua Portuguesa Dicionários e gramáticas das línguas em presença ...

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9. ORÇAMENTAÇÃO • • • • • • Contratação de mais um docente para o apoio aos alunos do 1º ciclo; Contratação de mais um docente para o apoio aos alunos do 2º e 3º ciclos; Computador e impressora para a escola do 1º ciclo; Um placard/expositor dedicado ao trabalho realizado na Oficina de Língua; Gravador de voz Material Didáctico (70 €)– Editora Lidel - 7 Vozes, Léxico coloquial do Português; - Colecção Ler Português (2 títulos de cada um dos níveis); - Português ao vivo, Nível Elementar 1; -… • Cd-Roms (300€) - Cd-Rom Diálogos de um Quotidiano Português; - Dicionário Mágico; - Escola Virtual; - 102 desafios; -… 10. PARCERIAS ACIME Associação dos Africanos Embaixadas Centro Comunitário de Vialonga Associação para o Bem-estar Infantil de Vialonga Junta de Freguesia …

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11. DIVULGAÇÃO • • • • • • • • • Página web da escola Jornal da escola “De Mão em Mão” Exposição ou peça de teatro; Placard da Oficina da Língua; Rádio Escolar; Correspondência Interescolar; Brochuras e Panfletos; Pequenas publicações; Comunicações às turmas e a outras escolas;

12. PROFESSORES RESPONSÁVEIS Olívia da Silveira Peixoto Soutenho Licenciada em Ensino do Português como Língua Segunda Luís Miguel Martins Ventura Licenciado e Profissionalizado em Língua Portuguesa e Língua Francesa

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E N S I N O E X P E R I M E N TA L D A S C I Ê N C I A S
Equipa de Trabalho Emília Silva Fernanda Serra Maria dos Anjos Nabais Maria do Rosário Félix Coordenação Área de Acção Ciências Naturais Ciências Físico-Químicas Ciências Naturais Ciências da Natureza Maria dos Anjos Nabais

1. Identificação do problema Uma das intenções fundamentais da nova organização curricular no ensino básico visa imprimir uma nova orientação ao processo educativo, no sentido de proporcionar a formação integral dos alunos. É assim dada especial ênfase ao desenvolvimento de atitudes e à consciencialização de valores e a aquisição de conhecimentos subordina-se ao desenvolvimento de competências. Apesar disso, embora muitos professores variem as suas metodologias de ensino, muitas vezes nas aulas tendem a privilegiar o método expositivo, focando-se na memorização de factos, conceitos e princípios. O desenvolvimento de atitudes perante a ciência é considerado, muitas vezes, como um objectivo periférico às finalidades cognitivas delineadas pelos professores. Este tipo de ensino provoca falta de motivação e envolvimento dos alunos nas tarefas que lhe são propostas na sala de aula, tornando-os sujeitos passivos e apáticos. Provoca, também, falta de cultura científica e tecnológica, grandes dificuldades de pesquisa, selecção e apresentação da informação assim como a falta de prática na participação em projectos de índole investigativa, Para

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além disso, é um tipo de ensino propiciador de um clima social caracterizado pela insatisfação, desagrado, levando à criação de uma rede clandestina de comunicação entre os alunos ou ao confronto directo com o professor. Tudo isto potencia situações conflituosas que conduzem ao insucesso, à falta de

assiduidade e, em casos mais extremos, ao abandono escolar. Embora as causas geradoras desta situação sejam inúmeras, consideramos que a falta de formação dos professores de ciências desta escola, assim como a falta de recursos físicos e materiais em muito contribuem para esta situação. Na realidade, a actual sociedade, em constantes transformações económicas, tecnológicas e sociais, exige novas habilidades e competências do professor. Neste contexto, o papel do professor torna-se bastante mais complexo e assume contornos para os quais muitas vezes não foi preparado. Por outro lado, os espaços laboratoriais de Ciências Naturais e Ciências Físico-Químicas que existem na escola não estão organizados de forma razoavelmente adequada à natureza do trabalho que neles decorre com equipamentos e material didáctico relevante e actualizado para as áreas das ciências. Em relação às Ciências da Natureza, não existe nenhum espaço laboratorial específico nem material disponível para o ensino experimental das ciências devido à falta de recursos físicos existentes na escola. Urge, assim, quebrar o hiato existente entre as transformações rápidas da sociedade e a “imutabilidade” da escola. A sala de aula deverá ser um local de aprendizagem de valores e comportamentos, de aquisição de uma mentalidade científica lógica e participativa, propiciando vivências ricas em ambientes cooperativos na procura de soluções para os problemas reais da sociedade. Deste modo, será necessário planificar o desenvolvimento de atitudes positivas perante a ciência, num ensino que enfatiza competências e processos de pensamento científicos e atende à natureza da ciência mas também na sua perspectiva de interdependente da tecnologia e de factores sociais. Caminharse-á, assim, para a preparação de futuras carreiras científicas e, 45

principalmente, para preparação do cidadão comum que se verá forçado a viver numa sociedade científica-tecnológica onde terá que pensar e agir de acordo com princípios científicos. É necessário que os jovens percepcionem a ciência como uma actividade humana, ligada à resolução de problemas da nossa sociedade assim como à criação de tecnologias que abrem novas possibilidades ao Homem. Torna-se fundamental que encontrem relação entre as matérias científicas que estudam na sala de aula e os seus próprios problemas – deverão sentir-se identificados com o objecto de estudo, de forma

a preencher a lacuna entre o que se aprende na sala de aula e a vida “fora dos muros da escola”.

O plano de acção que a seguir se propõe vai ao encontro desta nova forma de abordar o ensino das ciências, reformulando a organização do espaço laboratorial e as metodologias de ensino-aprendizagem de forma a proporcionar aos alunos experiências que lhes desenvolvem competências científicas e relacionais com a intensa participação de cada aluno na construção e avaliação das suas próprias aprendizagens. Os objectivos delineados vão ao encontro do Projecto TEIP do Agrupamento, nomeadamente no que diz respeito à diminuição do abandono escolar, ao aumento do sucesso educativo caminhando em direcção a um ensino de excelência e à construção da cidadania. A investigação laboratorial, o trabalho de equipa, o trabalho interdisciplinar dos temas e a ênfase na resolução de problemas reais, na procura, interpretação e análise reflexiva de informação são formas de facilitar a consecução de tais objectivos. 2. Estratégias propostas e resultados esperados Neste projecto, propõem-se diferentes estratégias de ensino-aprendizagem que se complementam, com o objectivo de conseguir alunos alfabetizados do ponto de vista científico, com um bom desenvolvimento sócio-afectivo, qualidades imprescindíveis na construção de cidadãos responsáveis que saibam inovar, 46

reflectir, decidir, ser críticos e éticos. A aprendizagem tem de ser activa e permanente, não se restringindo aos conteúdos científicos ou aos processos para os adquirir. A utilização exclusiva ou sistemática da mesma estratégia por parte do professor conduzirá a uma aprendizagem rotineira devendo, por isso, ser alcançado um equilíbrio de diferentes abordagens, potencialmente úteis nas aulas de ciências. Torna-se imprescindível enfatizar, nas estratégias de ensinoaprendizagem, o papel do aluno, do grupo-turma, do professor, as questões que dizem respeito ao currículo, ao clima social da sala de aula,

potencialmente motivador do ensino e da aprendizagem. Salientam-se assim, as seguintes estratégias:

Estudo da história da ciência, do conceito de ciência e do trabalho do cientista. O estudo do processo de construção das teorias científicas permite seguir uma lógica de raciocínio de aprofundamento teórico semelhante ao que ocorreu, na realidade, durante a construção do conhecimento científico e adquirir uma perspectiva histórica da construção do conhecimento científico. Por outro lado, o estudo das pressões sociológicas e psicológicas a que o cientista está sujeito pode mostrar as várias condicionantes a que a construção do conhecimento científico se sujeita, dentro e fora da comunidade científica. A Tecnologia e a sua Relevância no dia-a-dia. A abordagem da diversidade tecnológica existente na sociedade assim como as pressões que a tecnologia exerce sobre a ciência para que ambas evoluam no sentido de proporcionar meios técnicos cada vez melhores.

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Trabalho Laboratorial Abordagem dos trabalhos experimentais numa perspectiva construtivista e investigativa, reforçando a socialização nas práticas científicas. O aluno, em laboratório, simula as condições de trabalho laboratorial de um cientista, visando obter capacidades de investigação científica laboratorial. Deste modo, as estratégias laboratoriais não se limitam à execução de uma experiência mas, antes, envolvem o aluno em todos os passos do raciocínio científico, permitindo-lhe trabalhar como um cientista, vivendo e compreendendo os processos da ciência. Para a realização de actividades experimentais torna-se imperioso proceder ao desdobramento das turmas, também nas Ciências da Natureza (2º ciclo). Tal como já se verifica no 3º ciclo, a operacionalização das actividades a desenvolver pelos alunos é mais eficaz assim como o apoio do professor a

cada grupo de alunos.

Realização de visitas de estudo Pretende-se alcançar um maior contacto entre a Escola e o meio, motivando os alunos para a aprendizagem, favorecendo uma boa relação professor-aluno e estimulando a participação e a interactividade. Poderão ser recolhidas amostras e dados que serão analisados no laboratório assim como organizadas exposições. Entre estas visitas de estudo salientam-se as visitas ao Museu da Ciência, ao Museu da Água, ao Museu de História Natural, ao Pavilhão do Conhecimento, ao Jardim Botânico, ao Instituto Gulbenkian da Ciência, à Serra de Sintra, à praia do Portinho da Arrábida e a Parques e Reservas Naturais. Trabalho de Projecto

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Pretende-se que o aluno aprenda a aprender, pois a construção de projectos de investigação obriga-o a seleccionar os conceitos essenciais respeitantes a um assunto, a hierarquizá-los e a relacioná-los. Proporciona, também, a exteriorização das concepções erróneas que o aluno possui em relação a um determinado assunto proporcionando uma melhoria da aprendizagem. Incentiva-se o trabalho de pesquisa bibliográfica em revistas, livros, jornais, dicionários, enciclopédias electrónicas e na Internet. Desta forma, o aluno adquire capacidade de seleccionar e organizar a informação, não a recebendo de forma passiva, mas antes sabendo analisar, discutir, descobrir discrepâncias, distinguir os factos das ideias, pôr em causa as fontes, tirar as suas conclusões, isto é, julgar por si numa forma de pensar crítica toda e qualquer informação recebida. Estratégias de Discussão São um meio para chegar ao conhecimento científico propriamente dito mas também uma forma de alcançar importantes objectivos do domínio afectivo, dando ao aluno oportunidades de discutir e argumentar acerca de assuntos

actuais que permitam estabelecer a ligação dos conteúdos científicos à realidade actual assim como a questões de cidadania com vista à formação de cidadãos conscientes e intervenientes. A comunicação empática entre professor e aluno surgirá mais facilmente uma vez que o professor mantém uma atitude menos directiva, auxiliando o aluno na construção de uma aprendizagem mais duradoura. Exploração de Filmes Temáticos e de Artigos em Revistas Utilização de filmes didácticos, relacionados com a realidade, de forma a promover a aprendizagem, quer de um tema científico, quer dos processos de investigação científica, constituindo uma boa motivação para os conteúdos científicos. Utilização, também, de filmes desenvolvidos em torno de situações que suscitam uma abordagem científica e de artigos em revistas.

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Utilização de Computadores na Sala de Aula São um recurso que se pretende que seja usado em várias valências, nomeadamente para que os alunos possam introduzir os seus dados experimentais e escrever os seus relatórios directamente num processador de texto dentro do próprio laboratório. Estes relatórios podem ser impressos e entregues ao professor imediatamente no final da sessão de laboratório, permitindo-lhe corrigi-los e devolvê-los de seguida, com o respectivo feedback. Para além disso, a utilização de software interactivo e de outros tipos de software (texto, desenho, cálculo) e o recurso à Internet serão essenciais na aquisição de competências científicas.

Formação de professores Os professores de ciências têm uma responsabilidade acrescida na formação integral dos alunos, necessária à sua futura participação activa enquanto cidadãos de uma sociedade científica e tecnologicamente desenvolvida. A tarefa dos professores das áreas científicas é, hoje em dia, a de criar uma nova visão do ensino-aprendizagem da ciência que permita aos jovens acompanhar as mudanças sociais, o avanço das fronteiras da ciência e da tecnologia e o

significado que estas têm para a vida, não só no momento presente, mas igualmente no futuro. A educação tem de se abrir para uma visão pluralista e mutável do mundo, uma visão que permita a cada um desenvolver a sua singularidade e integrar-se depois no conjunto social. O professor deve empenhar-se numa contínua formação pedagógica, metodológica científica e relacional. A reflexão do professor acerca das suas próprias ideias sobre a ciência e sobre como se produz o conhecimento científico influenciam as opções que faz a nível pedagógico. Para tal, necessitam de treino específico para esse tipo de ensino, bem como partilhar 50

impressões e conhecimentos com outros professores assim como com cientistas e associações científicas. Estabelecimento de protocolos com Instituições e Empresas Estes protocolos visam quer a possibilidade de visita e utilização das instalações, quer a colaboração na formação dos professores e ainda a possibilidade de deslocação de especialistas à escola para participação em seminários temáticos ou demonstrações. Serão efectuados contactos com o Instituto Gulbenkian da Ciência, Quercus, Jardim Botânico, Museu da Ciência, Museu de História Natural, Faculdade de Ciências de Lisboa, Universidade de Aveiro, Universidade de Coimbra, Solvey, entre outros. Organização de actividades para o 1º ciclo Serão organizadas actividades nos espaços laboratoriais criados com os alunos do 1º ciclo, especialmente com os do 4º ano de escolaridade de forma a desenvolver o gosto pela ciência e algumas competências científicas adequadas ao nível de ensino. 3. Recursos necessários Os recursos solicitados neste Projecto visam a criação e reorganização de três espaços laboratoriais respeitantes cada um deles às Ciências da Natureza, às

Ciências Naturais e às Ciências Físico-Químicas. Cada um deles terá, de acordo com o esquema 1, os recursos de acordo com as estratégias e os resultados que se querem obter. Pretende-se criar espaços diferenciados de trabalho dos alunos, com mobiliário e equipamentos adequados, nomeadamente um espaço de estudo e de trabalho de pesquisa e outro de trabalho experimental. Para além disso, criarse-ão soluções de arrumação do material didáctico de forma a proporcionar um 51

funcionamento adequado no laboratório. Em função do número de alunos por turma, os alunos serão organizados em cinco ou seis grupos de trabalho, prevendo-se a necessidade de material didáctico em quantidades apropriadas.
Recursos materiais Mobiliário 12 Móveis de bancada 12 Armários de parede 3 Armários de arrumação 18 Computadores 3 Impressoras multifunções 3 Projectores de vídeo 3 Retroprojectores 12 Microscópios 3 Écrãs murais Preparações definitivas Reagentes Material de vidro Modelos educativos 2 mini estufas Kits didácticos 4 Placas de aquecimento 2 Mantas de aquecimento Enciclopédias Verba necessária (euros) 5 000 4 800 1 500 13 000 300 3 600 750 10 800 270 450 400 200 5 500 80 3 500 160 280 800

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Balanças escolares Quadros murais Software educativo Filmes didácticos Material de desgaste Visitas de estudo Formação de professores Total

210 400 900 800 1 000 5 000 1 200 60 900

4. Avaliação do Projecto Estão previstas várias formas e instrumentos de avaliação ao longo do projecto relativas quer ao percurso seguido, quer aos resultados finais efectivamente atingidos. Em relação à avaliação do percurso, realizar-se-ão reuniões periódicas com os professores da equipa de trabalho e far-se-á o levantamento das dificuldades sentidas quer pelos professores quer pelos alunos, em função de recolha de informação elaborada na sala de aula pelos professores das diferentes turmas. Para a recolha desses dados, os professores usarão grelhas de observação e realizarão inquéritos de satisfação aos alunos. Uma das características importantes do ambiente construtivista que se deverá implementar é a capacidade de o aluno se auto-avaliar e avaliar os outros colegas. O acto de avaliar as capacidades práticas dos colegas é geralmente muito proveitoso, na medida em que ajuda a melhorar as próprias capacidades. Assim, cada professor proporcionará discussões em grupo e todas as actividades serão sujeitas a recolha e análise sistemática de dados sobre a forma como decorreram e o sucesso das mesmas. No final de cada ano lectivo, far-se-á a análise dos resultados escolares obtidos pelos alunos na área das ciências e tomar-se-ão as respectivas medidas tendo em vista o caminhar para a excelência nesta mesma área.

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Com este processo de avaliação pretende-se salientar os aspectos negativos, e positivos das actividades realizadas assim como o levantamento das dificuldades sentidas quer pelos professores quer pelos alunos e permitir a adequação e alteração de procedimentos. A avaliação será entendida não como uma forma de punição aos alunos ou de “lamento” das situações negativas ocorridas, mas sim como um processo de construção e melhoria do sucesso educativo dos alunos, com constantes reformulações e adaptações.

CURRÍCULO FUNCIONAL

Coordenadora de Projecto: Maria Inês Arêz Equipa de Projecto: Anabela Raposo/ Mª do Rosário Conceição/ Mª Inês Arêz

O Currículo Funcional é uma resposta educativa para jovens com Necessidades Educativas Especiais de carácter prolongado, que funciona há alguns anos no Agrupamento de Escolas de Vialonga, sendo a única escola, no concelho de Vila Franca de Xira, com esta resposta educativa. Consideramos 54

este Projecto inovador porque concilia a formação em contexto protegido, com a formação em contexto real sempre que possível. Também porque estes alunos estão integrados em turmas, frequentando apenas as disciplinas de carácter prático e paralelamente usufruem de acompanhamento individualizado (em pequeno grupo) nas restantes disciplinas, por uma equipa multidisciplinar. Equacionou-se esta solução tendo em conta o cariz funcional das disciplinas, a problemática apresentada pelos alunos e as suas necessidades educativas. Privilegiar a vertente prática, o aprender fazendo, em detrimento da vertente teórica, exclusivamente académica, são, no caso destes alunos com deficiência mental, uma mais valia na transição para a vida adulta. Desta forma consegue--se também o desenvolvimento de competências sociais, potencializando-se o relacionamento inter-pessoal com os pares. O público alvo, deste Projecto, são todos os jovens com deficiência mental do Agrupamento de escolas de Vialonga.

O número de jovens atendidos neste âmbito tem vindo a aumentar, prevendose que esta tendência se confirme a partir de dados obtidos do levantamento efectuado nas diversas escolas/agrupamento, constantes da tabela seguinte: Escolas/Jardins do Agrupamento Jardins Públicos E.B.1 nº1 de Vialonga E.B.1 nº2 de Vialonga E.B.1 Cabo E.B.1 nº1 de Alpriate E.B. 1 nº2 de Alpriate (Granja) 2005/06 2006/07 4* 1 1 1 2 2 1 1 3 2007/08 2008/09 2009/10

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E.B.1 de Santa Eulália E.B. 2 3 de Vialonga Projecto Currículo

5 5

8 8

5 8

1 8 14

14 18

Func. * Crianças não contempladas no número de alunos que frequentarão o Currículo Funcional.

Da análise da tabela, verifica-se que o número de alunos irá aumentar de forma expressiva. O Projecto de Currículo Funcional funciona nos diversos blocos da escola e socorre-se de instalações exteriores à mesma por forma a optimizar a qualidade da intervenção em actividades de Vida Diária. Devido às problemáticas apresentadas por este tipo de população e por questões de segurança, houve a necessidade de assegurar, em transporte cedido pela Autarquia a deslocação destes jovens. Por razões alheias à vontade da Autarquia, acontecem alguns imprevistos tais como: falta dos funcionários,

avaria da viatura, etc, o que conduz a situações de instabilidade, agitação e ansiedade implicando incumprimento de horários, o que contribui para que os alunos quebrem rotinas tão necessárias à sua estruturação sócio-emocional. Equacionou-se a situação de os alunos utilizarem as instalações exteriores à escola, um dia por semana, porque desta forma realizavam as aprendizagens em contexto natural e também devido ao facto de nesse dia não haver nenhuma sala disponível na escola. Neste momento esta solução tornou-se menos eficaz pelos constrangimentos mencionados e também porque retira durante um dia, estes alunos da comunidade escolar, privando-os de uma área essencial para o seu desenvolvimento, a socialização em contexto educativo natural. As circunstâncias apresentadas levaram-nos a reflectir e a equacionar diferentes factores: o aumento do número de alunos no Projecto Currículo Funcional, a melhoria da qualidade da intervenção junto dos mesmos, a salvaguarda de rotinas que permitam o seu equilíbrio emocional. Esta constatação conduziu-nos ao problema de partida: 56

♦ Insuficiência na resposta educativa do Projecto de Currículo Funcional face ao aumento do número de alunos. PLANO DE ACÇÃO ACTIVIDADES RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS 1- Criação de uma sala de referência, adaptada, para o melhor funcionamento do Projecto de Currículo Funcional; 1.1-Equacionar o espaço segundo as diferentes áreas de trabalho: área da casa/cozinha; área da casa/quarto; área da casa/wc; área polivalente; Na área polivalente irão desenvolver-se disciplinas de carácter profissional/práticas e artísticas: carpintaria, cerâmica, tapeçaria/lavores, hortofloricultura, expressão dramática, musicoterapia e informática; 2- Constituição de uma bolsa de recursos humanos especializada em áreas

profissionais práticas e artísticas: professores de carpintaria, cerâmica, tapeçaria/lavores, hortofloricultura, expressão dramática, musicoterapia, informática, culinária e auxiliar de acção educativa a tempo inteiro (ver orçamento previsional); 3- Aquisição de materiais diversificados para as áreas profissionais, artísticas e académicas (ver orçamento previsional); 4- Constituição de uma bolsa de estágios em meio protegido (Ex: refeitório, reprografia, etc) e contexto real (Ex: empresas da comunidade), em articulação com as turmas de percurso curricular alternativo; 4.1- Supervisão dos estágios nas duas modalidades; 4.2- Visitas de estudo em articulação com as turmas de percurso curricular alternativo. META ▪ Dotar os alunos de competências de modo a serem cidadãos autónomos e com projectos de vida saudáveis.

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FORMAS DE AVALIAÇÃO Objecto de avaliação 1- Resultados obtidos pelos jovens em termos de competências: qualidade das interacções comunicativas, sociabilidade, autonomia, competências nas áreas profissionais, artísticas e académicas de acordo com o Plano Educativo Individual e Plano Individual de Trabalho (aquisição de 75%). 2- Número de estágios obtidos em meio protegido (50%) e em contexto real (25%); 3- Número de visitas de supervisão aos estágios nas duas modalidades. 4- Desenvolvimento do processo interno do trabalho de projecto.

Instrumentos de avaliação utilizados • Grelha de assiduidade; • Plano Educativo Individual e Plano Individual de Trabalho; • Registo em vídeo, para avaliação naturalista; • Auto – avaliação, dos jovens relativa ao trabalho desenvolvido nas diferentes áreas e resultados comportamentais; • Grelha de assiduidade das visitas de estudo; • Grelha de assiduidade das visitas aos locais de estágio; • Actas das reuniões. ORÇAMENTO PREVISIONAL DO PROJECTO CURRÍCULO FUNCIONAL

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Despesas de instalação/ remodelação do edifício Mobiliário Consumíveis Equipamento de carpintaria Equipamento de horticultura Equipamento de tecelagem/ lavoures Equipamento de culinária Equipamento de cerâmica Equipamento de musicoterapia Equipamento de expressão dramática Equipamento de informática Custos com pessoal Professor hortofloricultura/8h por semana Professor carpintaria/8h por semana Professor lavoures/8h por semana Professor de musicoterapia/4h por semana Professor de expressão dramática/ 10h por semana Professor de cerâmica/8h por semana Cozinheiro/8h por semana Total de Custos

50.000,00 € 3.000,00 € 6.000,00 € 1.000,00 € 1.000,00 € 1.000,00 € 1.000,00 € 1.000,00 € 500,00 € 500,00 € 3.500,00 €

68.500,00 €

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C. Funcionais / Psicólogas
Memória descritiva Objectivo: Construção de um edifício de apoio. Localização: Entre o bloco “C” e o futura “Bloco Tecnológico”. Construção: Edifício de cerca de 50 m2 com três salas e entrada, em dois pisos, de construção de alvenaria de tijolo, e interiores de madeira, com laje maciça, ou como alternativa, dois blocos tipo contentor, “Casa de Madeira”, Estimativa de Custo: 20 000€. (vinte mil euros) Utilizando alguns recursos humanos da escola, como a colaboração de professores e alunos dos C.E.F., na execução dos interiores.

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O F E R TA S D I F E R E N C I A D A S
CURSOS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO/ PERCURSO CURRICULAR ALTERNATIVO
O Território Educativo de Intervenção Prioritária de Vialonga procurou, desde 1998, dar uma resposta educativa diferenciada aos alunos em risco de abandono escolar. Nesse sentido criámos Cursos de Educação e Formação, Turmas de Percurso Curricular Alternativo e, mais recentemente, grupos de alunos em Currículo Funcional, procurando assim que todos os alunos concluam com sucesso a escolaridade obrigatória. Esta oferta educativa diferenciada tem, na EB 2,3, a seguinte dimensão:
Total de alunos da EB 2,3 (2006/2007) 943 Ens. Regul. 796 85% C. Ed.Form. 82 8% PCA 65 6% Cur. Func. 8 0,8%

Estas experiências revelaram-se muito positivas contribuindo de modo decisivo para diminuir os níveis de abandono e insucesso escolares. Uma maior qualidade do trabalho que nos propomos fazer implica a remoção de 2 principais constrangimentos, a saber: • Desde há 8 anos que solicitamos à DREL a construção de um Bloco Oficinal que garanta maior segurança e melhor qualidade no trabalho que realizamos. Esta necessidade foi entendida: a construção do Bloco está autorizada, o projecto feito e orçamentado também há vários anos. Pensamos que a fase de concurso também está concluída. Acreditamos que, no próximo ano lectivo, o trabalho já esteja concluído, permitindo-nos cumprir, com maior rigor, esta Formação diferenciada. 61

Estas áreas profissionalizantes/vocacionais necessitam de professores/técnicos com formação diversificada, capazes de corresponder aos interesses/necessidades dos nossos alunos. O Concurso Nacional de Professores nem sempre permite responder da

melhor forma às nossas necessidades. Pensamos que este problema está ultrapassado com a nova legislação (Oferta de Escola) sobre contratação de professores para estas formações.

CURSOS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO
Coordenador: Professor João Lopes Esta Oferta Diferenciada, existente em Vialonga desde 1998, ganhou grande prestígio entre os alunos e encarregados de educação que pensamos ser atribuível à qualidade do trabalho que temos realizado, com elevados níveis de satisfação e sucesso dos nossos alunos. Todos os anos a procura é superior à nossa capacidade de oferta. Não só um número razoável dos nossos alunos manifesta vontade de transitar do ensino regular para esta formação profissionalizante, mas também jovens de outras escolas do nosso Concelho e de outros da nossa proximidade. As propostas de candidatos começam a ser elaboradas a partir de início do 2º período pelos directores de turma, em cooperação com os alunos e encarregados de educação. Com o objectivo de conseguirmos conciliar os interesses/competências dos alunos com as ofertas existentes na escola (ou noutros centros de formação) os professores das áreas técnicas, juntamente com os Serviços de Psicologia e Orientação, organizam, desde há 3 anos, testes de orientação vocacional. A experiência mostra – expressa no elevado número de candidatos - que esta é uma oferta indispensável no nosso Território. Também os resultados

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comprovam que a temos realizado com qualidade, não obstante os constrangimentos atrás referidos. Esta qualidade é visível nas Provas de Avaliação Final (PAF) que têm de ser realizadas, desde há 2 anos, terminada a Formação em contexto de escola e na apreciação feita pelos parceiros com quem estabelecemos protocolos para realização de estágio em contexto real de trabalho. Pensamos que é importante dar novos passos que nos permitam, de forma sistemática, acompanhar o percurso destes alunos, terminado o 9º ano. Mantemos contactos informais com muitos deles e, apesar de não existir ainda um observatório com dados quantitativos, sabemos que: • • • • Alguns, terminada a formação, ingressaram no mercado de trabalho, já em muitos casos nas áreas em que fizeram formação. Muitos continuaram a sua formação, ingressando em Cursos Profissionais ao nível do Ensino Secundário Poucos regressaram ao ensino regular e estão matriculados no Ensino Secundário Outros estão um pouco perdidos, com dificuldade em organizar o seu Projecto de Vida Pretendemos organizar um programa de “Acompanhamento/Monitorização de alunos após conclusão do 9º ano” com o objectivo de conhecermos os resultados do nosso trabalho e, podermos, sempre que necessário, ajudar os nossos ex-alunos na organização do seu percurso de vida. Também consideramos que devemos reforçar o apoio dado a estes jovens, nomeadamente através daquilo que designamos “Serviço de Apoio à Formação Profissional”. Para finalizar, propomos que a Direcção Geral de Formação Vocacional promova uma discussão sobre a duração dos cursos de Nível 2 Tipo 2.

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Actualmente com a duração de 2 anos, integram alunos com uma muito diversificada formação escolar (podem ingressar desde alunos com o 6º ano concluído até àqueles retidos no 8º ano). Parece-nos que o modelo anterior – em que a formação tinha a duração de 3 anos – permitia melhor trabalho em todos os domínios e não originava uma carga curricular tão pesada.

PERCURSOS CURRICULARES ALTERNATIVOS DE 2º E 3º CICLOS
Coordenadora: Professora Maria Graciete Fonseca

Fundamentação do Projecto Consideramos que esta é, desejavelmente, uma medida transitória nos percursos escolares , dirigida a alunos com graves problemas de aprendizagem/integração na escola. Acreditamos que medidas educativas como: • • • Alargamento do pré-escolar Oficina de Língua Portuguesa dirigida a crianças para quem o Português é 2ª Língua Maior diferenciação das aprendizagens desde os primeiros anos de escolaridade

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• •

Escolarização da população adulta …

a tornem desnecessária. No momento actual é uma solução indispensável no combate ao abandono escolar e sucesso educativo. Uma experiência de 8 anos com estas crianças/jovens – na maioria dos casos sinalizadas como “de risco” – permiti-nos afirmar que este trabalho tem cumprido os objectivos previstos. O caminho feito desde que iniciam o trabalho – com elevado deficit de motivação, comportamentos desajustados e gravíssimas dificuldades de aprendizagem – até à sua conclusão torna visível a importância do trabalho realizado pela equipa de professores “voluntária” que, desde o trabalho de constituição da turma até à conclusão do 9º ano:

• • • • • •

Colabora na selecção dos alunos, com base na legislação sobre estes percursos Prepara um projecto de trabalho articulado para os vários anos de escolaridade Organiza a Formação Vocacional, procurando que ela seja diversificada ao longo do percurso educativo dos alunos Promove alterações curriculares, ajustando-as aos interesses/ne – cessidades do grupo turma Individualiza as aprendizagens Organiza o estágio profissional que deve ser realizado ao longo do 9º ano, em contexto real de trabalho, com recurso a parceiros do sector empresarial ou de serviços, de acordo com os interesses manifestados pelos alunos

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Este trabalho é realizado pela equipa pedagógica, em reuniões semanais. E esta situação remete-nos para a importância, em todas as modalidades de aprendizagem, da construção de equipas pedagógicas fortes, com tempo para trabalhar cooperativamente. Pretendemos, e enquanto se manifestar necessário a existência desta oferta, melhorar a sua qualidade, nomeadamente solicitando autorização para que a equipa pedagógica seja reforçada com um professor de 1º ciclo, recurso importante nas situações em que o principal obstáculo à aprendizagem é a falta de competências básicas do 1º ciclo, nomeadamente o domínio da técnica de leitura e escrita. Também pretendemos, com estes alunos, aplicar os programas de “Acompanhamento/Monitorização de alunos após conclusão do 9º ano” e “Serviço de Apoio à Formação Profissional”. Avaliação do projecto É feita no decurso do trabalho pela equipa pedagógica. Sempre que necessário serão feitas as alterações para ultrapassar / melhorar e ajustar os objectivos delineados de forma a alcançar as competências pretendidas.

PERCURSOS CURRICULARES ALTERNATIVOS NO 1º CICLO
Coordenador: Professor Norberto Augusto dos Santos Albuquerque e Silva Função: Professor Titular de Turma

A constituição do Agrupamento de Escolas de Vialonga tornou visível um problema grave. Verificámos que: • • Havia um razoável número de crianças inscritas no 1º ciclo que não efectuavam a sua matrícula no 2º ciclo Muitas destas crianças, apesar de matriculadas, tinham um gravíssimo absentismo

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Permaneciam anos seguidos na escola, sem conseguirem adquirir as competências essenciais do 1º ano

Estas crianças são todas de etnia cigana e residem em 2 áreas de Vialonga: Cabo e Granja. Pensamos que era necessário encontrar uma solução para este grave problema. Recorremos à actual legislação sobre Percursos Curriculares Alternativos e que prevê estas soluções para o 1º ano. Seleccionámos um grupo de crianças que estavam nas condições atrás descritas. Inicialmente 11 (com idades compreendidas entre os 9 e os 14 anos) são no momento actual 18 o que originou um pedido já feito à DREL para desdobramento da turma. Criámos uma equipa de professores e desafiámo-los para apresentarem um projecto centrado nas seguintes questões: • • Combate ao abandono escolar Promoção de aprendizagens diferenciadas capazes de motivar

crianças/jovens • Desenvolvimento de competências sociais

Concluída esta fase do trabalho iniciámos reuniões com os encarregados de família (na maioria dos casos apenas as mães, porque os pais estão presos) a quem apresentámos o projecto. Assegurámos que ia ser feito um trabalho de qualidade com os seus filhos. Concedemos que teriam direito a pequeno almoço e almoço. Estabelecemos as seguintes condições: • • • 67 passariam a ir à escola todos os dias cumpririam as regras sociais comuns a todos os alunos da escola

O projecto foi aceite e o trabalho iniciado na EB 1 do Cabo. É tarefa claramente difícil. A primeira prioridade está centrada na aquisição de competências sociais: relações inter-pessoais, higiene, alimentação, o estar (nomeadamente no Refeitório – trabalho em que são acompanhados pelo professor titular de turma e pela professora de Apoio Educativo) … A par deste trabalho estão a ser trabalhadas as competências curriculares, tarefa desenvolvida cooperativamente pela equipa pedagógica constituída por: • • • • • • • • Professor titular da turma Professor de Apoio Educativo Professor de Música Professor de Expressão Plástica Professor de Educação Física Professor de Técnicas Comerciais Professor de Expressão Dramática Profissional da área da costura

Nas actividades da sala de aula é utilizado o método global da leitura e da escrita, contextualizado nas suas vivências, assim como a área da Matemática. As actividades feitas pelos outros professores são integradas nessa actividade

principal, adaptadas ao trabalho que está a ser realizado nesse dia na sala de aula. Há um grupo de alunos que, no período da tarde, tem uma Oficina de Costura. Procuramos sensibilizar um grupo de rapazes para que, também no período da tarde, se integrem nas actividades oficinais do Curso de Serralharia Mecânica

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Temos consciência de que o sucesso deste trabalho depende da constituição de parcerias em particular com a Câmara Municipal, Junta de Freguesia, Centro de Saúde, Segurança Social e Centro de Emprego. As condições de vida destas 2 comunidades, em Vialonga, constituem um verdadeiro atentado à dignidade humana e saúde pública. Pensamos que cada um de nós deve assumir as suas responsabilidades sociais. O Agrupamento compromete-se a: • • Envidar esforços no sentido de estas crianças passarem a ter acesso à educação pré-escolar Acompanhar, atentamente, o trabalho de todas as outras crianças, pertencentes a esta minoria étnica, matriculadas nas nossas escolas para evitar que se perpetuem situações de abandono e insucesso escolares • Sensibilizar o corpo do docente para a importância da diferenciação pedagógica, em todas as situações, mas particularmente com crianças com dificuldades de aprendizagem • Articular o nosso trabalho com o Centro de Saúde com o objectivo de prevenir/tratar situações que possam ser causa destas dificuldades.

A C O M PA N H A M E N T O E M O N I T O R I Z A Ç Ã O de alunos após conclusão do 9º ano,

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particularmente aqueles que realizaram percursos diferenciados
Coordenadoras: Rosário Conceição – Paula Tiago SITUAÇÃO PROBLEMA 1 – Inexistência de estudos do percurso escolar/ profissional dos alunos após conclusão do 9º ano, em especial os que realizaram percursos diferenciados neste agrupamento SITUAÇÃO PROBLEMA 2 – Inexistência de acompanhamento/monitorização de alunos após conclusão do 9º ano, em especial os que realizaram percursos diferenciados neste agrupamento

OBJECTIVO GERAL: ▪ Acompanhamento/monitorização de alunos após conclusão do 9º ano, em especial os que realizaram percursos diferenciados. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS: ▪ Fazer levantamento do percurso escolar e profissional dos ex-alunos dos percursos curriculares alternativos, projecto currículo funcional e cursos de educação e formação; ▪ Conhecer o grau de sucesso dos percursos curriculares, projecto currículo funcional e cursos de educação e formação na inserção escolar e profissional; ▪ Explorar a influência da realização de percursos diferenciados na vida escolar/profissional e pessoal dos ex-alunos que os frequentaram; ▪ Constituir uma base de dados que possibilite divulgar as diferentes ofertas educativas, formativas e de emprego, de acordo com a tomada de decisão de cada ex-aluno que realizou um percurso diferenciado; ▪ Promover o contacto com jornais, revistas, Internet, Centro de emprego e estimular o seu emprego como fontes de informação e instrumentos de orientação escolar e profissional; Incentivar uma postura activa e autónoma quanto às pesquisas de informação, sua exploração e integração; 70

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PLANO DE ACÇÃO A – Estratégias/Acções a realizar 1- Estudo longitudinal sobre o percurso escolar e profissional dos exalunos que concluíram o 9ºano Actividades 1.1-Construção/aplicação de questionários 1.2-Consulta das listagens dos ex-alunos 1.3-Análise dos resultados obtidos nos questionários 1.4-Saber a opinião dos ex-alunos sobre a importância dos percursos diferenciados na sua vida pessoal/escolar e profissional 2- Divulgação dos resultados obtidos

Actividades 2.1- Criação de um pequeno livro sobre os resultados obtidos 3- Estabelecer protocolos com várias entidades de forma a incentivar percursos escolares de prosseguimento de estudos na continuidade das áreas dos cursos ministrados no agrupamento

Actividades 3.1- Reuniões com as escolas secundárias do concelho de V. F. Xira, o IEFP e o Centro de Emprego 4 - Estabelecer protocolos com várias entidades de forma a proporcionar a divulgação da sua oferta de emprego e de formação nas áreas dos cursos ministrados no agrupamento Actividades 4.1- Reuniões com as várias entidades 72

5-

Construção de uma base de dados sobre as diferentes ofertas educativas, formativas e de emprego no concelho de Vila Franca de Xira Actividades

5.1-Elaboração de listagens 6- Sessões de orientação escolar e profissional Actividades 6.1-Actividades promotores de técnicas de procura de emprego B- POPULAÇÃO ALVO Ex-alunos do 9º ano, particularmente aqueles que realizaram percursos diferenciados e alunos do projecto currículo funcional C- RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS Alocação de um psicólogo a meio tempo - cerca de 500 € /mês Verba para consumíveis – 150 € Verba para a construção do livro – 200 € D- CALENDARIZAÇÂO 1º ano de execução: • Estudo longitudinal sobre o percurso escolar e profissional dos ex-alunos que concluíram o 9ºano 2º e 3º anos de execução: • • Divulgação dos resultados obtidos Estabelecer protocolos com várias entidades de forma a incentivar percursos escolares de prosseguimento de estudos na continuidade das áreas dos cursos ministrados no agrupamento

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Estabelecer protocolos com várias entidades de forma a proporcionar a divulgação da sua oferta de emprego e de formação nas áreas dos cursos ministrados no agrupamento

• •

- Construção de uma base de dados sobre as diferentes ofertas educativas, formativas e de emprego no concelho de V. F. Xira Sessões de orientação escolar e profissional

E – CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO Construção do livro Quantidade de protocolos estabelecidos Construção da base de dados Número de sessões de orientação escolar e profissional efectuadas

F – PARCERIAS IEFP Centro de emprego Escolas secundárias do concelho de V.F,Xira CERCI AIPNE

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SERVIÇO DE APOIO À FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Coordenador: A designar Tendo em conta a diversidade de oferta educativa existente na Escola E.B. 2,3 de Vialonga, na qual se inserem os Cursos de Educação e Formação, Percursos Curriculares Alternativos e Currículo Funcional, e que são frequentados por jovens com uma grande heterogeneidade de problemas que vão das dificuldades de aprendizagem acentuadas a problemas comportamentais, parece-nos importante um reforço do apoio ao SPO na área da formação profissional. O processo de orientação e selecção dos alunos para as diferentes ofertas formativas é feita pelo SPO, mas para além dessa selecção é importante que inicialmente o aluno possa ter um contacto efectivo com os cursos que a escola oferece para ser feita uma opção mais consciente por parte do aluno; é também essencial que exista uma boa articulação com os directores de turma para que estes possam informar melhor os seus alunos e os respectivos encarregados de educação das diferentes opções formativas para o seu educando. Como estas ofertas formativas têm uma grande carga horária de componente prática e um estágio profissional que visam uma melhor e mais fácil integração profissional torna-se imprescindível o levantamento do tecido empresarial da área de influência da nossa escola para sabermos quais as necessidades em termos de emprego e assim adaptar as ofertas da escola às necessidades dos empregadores, bem como a criação de protocolos para estágio e articulação com as empresas/instituições que trabalham com a nossa população (jovens). Por tudo isto, parece-nos que seria importante um complemento ao trabalho realizado pelo SPO com os seguintes objectivos:

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Após o processo de orientação dos alunos e ponderado a melhor alternativa de integração deste, sempre que solicitado pelo director de turma será feito um acompanhamento mais individualizado e ponderados futuros apoios.

Despiste pré-vocacional em colaboração com o SPO para alunos dos Percursos Alternativos, Cursos de Educação e Formação e Currículo Funcional;

• • • •

Apoio à colocação dos alunos no local de estágio em colaboração com o Director / Coordenador de Turma; Estabelecimento de protocolos de estágio entre a escola e as diversas entidades do Concelho; Inventariação dos cursos de formação (Centros de Formação Profissional / Escolas Profissionais); Levantamento do tecido empresarial com vista a permitir uma adequação da oferta formativa da escola às necessidades do meio laboral;

Apoio às visitas de estudo.

O Serviço de Apoio à Formação Profissional terá sempre como princípio de acção: • • • • • • • Articulação com o SPO; Articulação com os professores de Apoio Articulação com os Coordenadores de Turma; Articulação com os professores de 1º Ciclo; Articulação com o Centro de Emprego de Vila Franca de Xira; Câmara Municipal e Junta de Freguesia; Articulação com o GAAF.

Recursos
Para desenvolver este projecto de apoio ao SPO torna-se importante a contratação de um Psicólogo.

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Avaliação A avaliação será feita ao longo do ano por todos os professores / técnicos envolvidos. Caso seja necessário serão feitas as alterações para ultrapassar / melhorar e ajustar os objectivos delineados de forma a alcançar os objectivos pretendidos. RECURSOS SOLICITADOS PARA TODO O PROJECTO • • • • • Bloco oficinal; Técnicos de diferentes áreas profissionais; Professor 1º ciclo; Terapeuta da fala; Psicólogo.

Subjacente a todo este projecto está a necessidade de material de apoio para o bloco oficinal e para cada técnico poder desenvolver o seu trabalho.

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R E D E D E C O M P U TA D O R E S

Coordenador: Orlandino Silva Objectivo Pretendemos criar uma rede de computadores que abranja todo o agrupamento de escolas. Esta rede será implementada em duas fases. A primeira fase consiste em alargar a rede por cabo existente no edifício do bloco A a todos os outros blocos que constituem a escola e implementar a rede wireless no interior de todos os blocos. Na segunda fase pretende-se que todas as escolas que fazem parte deste agrupamento estejam ligadas em rede. A responsabilidade deste projecto fica a cargo do Professor Orlandino Silva e da empresa que vai instalar esta rede. Calendarização Visto que este projecto se vai realizar em duas fases iremos ter dois momentos de implementação. A primeira fase do projecto será implementada no início do ano civil de dois mil e sete (2007). A segunda fase do projecto será implementada no final do ano civil de dois mil e oito (2008) ou início do ano civil de dois mil e nove (2009).

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Plano de Acção Identificação do Problema Com este projecto pretendemos tornar funcional a sala móvel e a plataforma de ensino/aprendizagem (Moodle), através do acesso à Internet. Com a implementação da rede vai ser possível aceder á base de dados de gestão dos alunos através de um terminal instalado em cada sala de aula, com a funcionalidade de registar os sumários e as faltas dos alunos. A sala móvel é constituída por catorze portáteis e um projector, adquiridos no âmbito do projecto do CRIE, que se deslocam por todas as salas de aula, disponíveis para todas as disciplinas e para uso exclusivo dos alunos. Primeira fase do projecto Nesta escola temos uma rede de computadores no edifício do Bloco A que serve toda a parte administrativa, Biblioteca e duas salas de aula. Nesta rede está instalado um servidor com uma base de dados (PAAE) que faz a gestão dos alunos e dos vencimentos de todos os funcionários e Professores. Pretendemos melhorar esta rede e alargá-la a todos os blocos que constituem a escola e no interior de cada bloco instalar rede wireless.

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Esta imagem dá-nos uma visão geral do que pretendemos fazer numa primeira fase do projecto. Nesta imagem podemos ver todos os edifícios que constituem a escola interligada por uma rede wireless entre si. Esta rede vai servir Internet a todos os blocos (como pode ser constatado na imagem anterior) e, ao mesmo tempo, servir a base de dados que faz a gestão os alunos. A portaria da escola vai estar ligada a um dispositivo de controlo de Alunos, Funcionários e Professores no que diz respeito à entrada e saída das instalações. Nesta rede será criado um domínio privado para acesso a base de dados (PAAE). Segunda fase do Projecto Na segunda fase do projecto pretendemos alargar esta rede a todas as escolas do agrupamento. Este agrupamento é constituído por seis escolas do 1º Ciclo e por três jardins-de-infância.

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É importante para o agrupamento que as escolas estejam ligadas entre si por uma rede que forneça uma base de dados de gestão dos alunos. Recursos Financeiros Para a implementação da primeira fase do projecto, foi consultada uma empresa a qual orçamentou o projecto em 15 000€. Acresce a este valor cerca de 4 000 € para aquisição de 1 servidor. No que diz respeito à segunda fase do projecto, não nos é possível apresentar um orçamento visto que este apenas será implementado daqui a dois anos. Devido à constante evolução das novas tecnologias, apresentaremos o respectivo orçamento a posteriori com uma data mais próxima da sua realização. Resultados Esperados Com esta rede de computadores pretendemos promover, por parte dos professores, a utilização de novas tecnologias, como suporte aos processos de ensino/aprendizagem. Com esta rede temos a possibilidade de passar de um sistema tradicional de educação para um sistema que auxilie a prática pedagógica do professor e ajude a aprendizagem do aluno.

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O registo de sumários e as faltas dos alunos nos terminais de acesso à rede no início de cada aula possibilita a diminuição de tarefas dos Directores de Turma e, ao mesmo tempo, liberta-os para um melhor acompanhamento dos alunos. Esta rede vai permitir desenvolver competências básicas na utilização das novas tecnologias, para actividades lectivas na realização de tarefas on-line. Avaliação A avaliação do projecto será feita no final de cada ano lectivo, recorrendo a questionários a preencher pelos professores e alunos, onde vão manifestar a importância desta rede de computadores no processo de novos métodos de ensino/aprendizagem.

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Valorizar o Território, combatendo a guetização

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Valorizar o Território
• Educação Artística, pag. 79 • Núcleo de Teatro, pag. 86 • Grupo de Violinos, pag. 90 • Orquestra de Vialonga, pag. 91 • Teia Musica, pag. 93l

• Musicoterapia, pag. 97 • Educação Física – Desporto Escolar, pag. 106

EDUCAÇÃO ARTÍSTICA

Coordenador: Carlos Batalha Subcoordenador Expressão Dramática: Maria João Mesquita Subcoordenador Núcleo de Teatro: Ângela Ferreira Subcoordenador Musicoterapia: Edna Pinto

1. Identificação do problema Tendo em conta a multiculturalidade do meio envolvente à escola e os hábitos e perfis sociais contrastantes da população, a escola presta um papel insubstituível no desenvolvimento individual, social e cultural da comunidade, no combate à marginalidade e exclusão social. Apesar de próxima da cidade de Lisboa, Vialonga assume contornos de gueto, tendo a população residente escassas oportunidades de acesso a eventos artísticos/culturais, não só devido a factores económicos, pois a grande parte da população escolar é subsidiada 84

e proveniente de famílias carenciadas, mas porque a oferta cultural na vila é muito escassa. A Cultura entendida como uma dimensão da cidadania torna-se um elemento básico para a coesão e inclusão social e gera ao mesmo tempo confiança e auto-estima não só nos indivíduos mas também nas comunidades. Deste modo, julgamos fundamental a inclusão da vertente artística no Projecto TEIP. Uma inclusão que incida em diferentes faces da expressão artística, neste caso, através da expressão musical e dramática, proporcionando experiências múltiplas e férteis a crianças que muitas das vezes nunca assistiram a um concerto ou peça de teatro durante as suas vidas. Nas propostas abaixo enunciadas pretende-se também abarcar todas as idades neste projecto, desde o pré-escolar ao 3º ciclo, e levando a restante comunidade escolar a participar,

mais ou menos directamente. Esta vertente pretende assim dinamizar, quase arriscaríamos, revolucionar a vida cultural na escola e freguesia, ressaltando que a diversidade cultural é uma condição fundamental para a existência humana e as suas expressões constituem factor valioso para o avanço e bem estar da humanidade em geral. 2. Plano de Acção: Como referido, o Plano de Acção nesta vertente cultural do projecto, baseia-se nas áreas artísticas da Expressão Dramática/ Teatro e Música. Daqui surge a implementação de vários projectos ou medidas, a saber: Inclusão da Expressão Dramática no 1º ciclo Expressão Dramática/Teatro Núcleo de Teatro Inclusão da Expressão Musical no Pré - Escolar Grupo de Violinos 85

Música

Musicoterapia

Projecto Teia Musical Programa Geração Oportunidades Expressão Dramática/Teatro A Expressão Dramática torna-se uma área privilegiada na expressão artística uma vez que assume um carácter fortemente globalizador, contemplando as dimensões plástica, sonora, da palavra e do movimento em acção. Como prática de grupo, a Expressão Dramática desenvolve a partir dos conhecimentos, experiências e vivências individuais que os alunos detêm a aquisição e compreensão de novas aprendizagens através da exploração de

conteúdos dramáticos. Para além disto pode proporcionar uma participação mais activa da família na vida escolar através de uma participação efectiva na concretização dos projectos, ou apenas estando, acompanhando as actividades desenvolvidas. As práticas dramáticas desenvolvem também competências criativas, estéticas, físicas, técnicas, relacionais, culturais e cognitivas, não só ao nível dos seus saberes específicos, mas através da mobilização e sistematização de saberes oriundos de outras áreas do conhecimento ou de hábitos culturais, factor que nos parece determinante num contexto multicural como o de Vialonga. O projecto do Núcleo de Teatro tem dado uma dinâmica à vida artística da escola de alguns anos a esta parte, bem como a oferta de escola no 3º ciclo. Neste sentido sugerimos como plano de acção a integração e implementação desta área artística desde o 1º ciclo do ensino básico, materializando-a numa formação co-adjuvada com uma carga horária de 2 horas semanais. Por outro lado torna-se também urgente a criação de um espaço que veicule as condições necessárias no Agrupamento de Escolas de Vialonga para

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apresentação das criações e representações que daqui irão advir, por forma a que o trabalho desenvolvido pelos alunos e professores nesta área seja apresentado com a qualidade original nas apresentações à restante comunidade escolar. Música A Expressão e Educação Musical integra-se na Educação Estética e Cultural a que todo o cidadão deve ter direito e livre acesso. Constitui um elemento essencial num Sistema Educativo que se propõe oferecer uma formação equilibrada, competências reprodução, onde as artes aparecem com objectivos através com próprios de os e, simultaneamente, relacionados com as demais áreas curriculares5. As artístico-musicais de criação e desenvolvem-se de processos níveis de diversificados de apropriação de sentidos, de técnicas, de experiências de reflexão, acordo desenvolvimento das crianças e dos jovens. Neste sentido, como acima referido, o plano de acção para a Música irá incidir em diversas vertentes,

começando pela sua implementação desde o pré-escolar com a disciplina de Expressão Musical, julgando nós pertinente uma carga horária de 2 horas semanais por sala. Numa outra vertente e observando o quadro comportamental “desviante” de alguns dos nossos alunos, bem como daqueles que apresentam necessidades educativas especiais, consideramos a inclusão da valência de musicoterapia nos currículos deste alunos como um factor determinante para o seu sucesso. A proposta que delineamos passaria pela inclusão desta valência no currículo dos alunos com necessidades educativas especiais e dos alunos das turmas de percursos curriculares alternativos, em sessões de duas horas semanais. O programa GERAÇÃO OPORTUNIDADES proposto pela Escola de Música do Conservatório Nacional e o projecto TEIA MUSICAL da Iniciativa Comunidade Virtual de Educação Musical são iniciativas que vêm também de
5

Lei de Bases do Sistema Educativo (1986) e Decreto-Lei nº 6/2001 (Revisão Curricular do EB)

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encontro

aos

objectivos

que

delineamos

para este

projecto

e

que

consequentemente julgamos determinantes incluir. O primeiro, baseado no sucesso da iniciativa das Orquestras Infantis e Juvenis de Venezuela, tenta enquadrar jovens provenientes de zonas com clivagens culturais acentuadas e com fracos recursos económicos, da qual a população de Vialonga é espelho, através de uma prática artística consequente. Este projecto irá ser implementado ao nível do 1º ciclo e pretenderá criar uma orquestra com 80 alunos das escolas do Agrupamento. O projecto TEIA MUSICAL é como referimos uma iniciativa que julgamos determinante, estimulante e como que motor para o desenvolvimento das práticas artísticas no agrupamento, pois irá criar uma forma de divulgação através da produção de cds áudio, da música que é feita na escola, mas também auxiliando a prática dos professores de Educação Musical nas escolas do nosso país.

3. Estimativa de Custos Tratamento acústico do Palco e sala de espectáculos: Para uma adequada apresentação das produções musicais e cénicas na escola, revela-se fundamental criar condições no espaço para que as mesmas possam ser divulgadas à comunidade escolar de forma adequada, num espaço

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preparado para o efeito. Deste modo enumeramos os recursos e medidas que consideramos pertinentes, após termos consultado a opinião de peritos:

Material/Medidas Material necessário para o tratamento acústico da sala 6 pares de microfones – Behringer STUDIO CONDENSER MICROPHONES C-2 4 microfones Shure PG 48 dynamic Microphone vocal 2 Microfone bounderie – AKJ - C 542 BL 2 Colunas Behringer de 400 watts: EUROLIVE B215A Mesa de mistura Behringer: XENYX 2442-FX Mixer, USB 24-Bit Multi-FXProcessor Leitor de cds duplo – Gemini- CD-200 /Double CD Player Cue, Pitch, Loop Equalizador Behringer - DEQ 1024 Ultragraph Digital Rack Sub total

Preço aproximado (A aguardar orçamento) 360 € 200 € 600€ 600€ 345€

300€ 200€ 200€ 2805€

Implementação de Expressão Dramática no 1º ciclo Horas semanais para cada sala 2 Horas semanais no total 104

Número Turmas 52

Gravação de cd áudio com os alunos do no âmbito do Projecto CVEM –

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TEIA MUSICAL Produção (gravação, mistura e masterização do cd) Custos de fabrico de 1000 CD (em jewel case, embrulhado em papel celofane, com inlet de 4 páginas a cores) Custos administrativos com a SPA emissão de licenças de fabricação e reserva de direitos de autor Sub total Implementação do projecto a 3 anos

1500 € 1000 €

500 € 3000 € 9000€

Ensino da Música no Pré-escolar Horas semanais para cada sala 2 Horas semanais no total 14

Número de salas 7

Instrumentos Necessários Pandeiretas, Reco-reco, triângulos, bombo, bloco de dois sons, guizeiras, Maracas, clavas, pau de chuva, tamborins, Bongós A aguardar orçamento

Implementação da valência de Musicoterapia Horas semanais para cada sala 2 Horas semanais no total 18

Número Turmas 96

Instrumentos necessários:
6

8 – Currículo Alternativo + 1 Necessidades Educativas Especiais

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Tambores, Bongós, Djambé, Xilofones soprano, contralto e baixo, Congas, metalofones soprano, contralto e baixo, Jogo de Sinos, Tamborins, Pandeiretas, Pau de Chuva, Maracas, Caixa-Chinesa, Clavas, Reco-Reco A aguardar orçamento

AVALIAÇÃO: A avaliação dos projectos e medidas acima descritos será feita através de relatórios anuais por parte do coordenador e sub-coordenadores referidos que deverão discriminar o progresso e cumprimento das actividades/medidas propostas.

N Ú C L E O D E T E AT R O
Coordenadores: 91

Ângela Ferreira, Paulo Antunes, Sandra Filipe

CARACTERIZAÇÃO / SITUAÇÃO ACTUAL
A Escola E.B. 2, 3 de Vialonga, inserida numa vila pertencente ao concelho de Vila Franca de Xira e a poucos quilómetros de Lisboa, compreende uma população estudantil que mistura gentes de Cabo Verde, Angola, Moçambique, São-Tomé, Guiné-Bissau e mais recentemente alunos provenientes da Europa de Leste e Brasil. Vialonga é, pois, uma “ amálgama” de costumes, hábitos e perfis sociais antagónicos que dão uma certa peculiaridade ao seu modus-vivendi que é, no entanto, um fenómeno de importância crescente na sociedade e nas escolas portuguesas, de que a nossa é um bom exemplo. Assim se compreende também que seja uma das Escolas mais subsidiadas do Concelho, pois a maior parte dos alunos vem de um meio económico de fracos recursos, o que provoca por vezes um quadro comportamental “desviante” muitas vezes superado pelo esforço dos professores, participantes empenhados em mudanças de atitudes, mentalidades e valores. Neste sentido, e porque acreditamos que a Expressão Dramática pode partilhar das intenções da finalidade geral da educação que é o desenvolvimento global da personalidade da criança, foi criado um Núcleo de Teatro que desde há 10 anos tem trabalhado para um desenvolvimento harmonioso e global das competências e atitudes dos alunos, através de actividades que os levem a exprimir, comunicar, sentir, e experimentar, aprender e conhecer mais e melhor o mundo em que vivem, as pessoas com quem vivem ou vão viver. Instrumento cultural, educativo e social, o teatro poderá certamente enriquecer o projecto “ Educação para a vida” dirigido aos jovens. E tanto melhor contribuirá para a sua realização pessoal quanto “mais actividades deles exigir, quanto mais espontâneo for o seu envolvimento na tarefa e a sua alegria na participação prestada”. É muito importante que se desenvolva no jovem o desejo de criar obra verdadeiramente sua, para que os outros a apreciem, tanto no plano artístico, como no trabalho quotidiano. Empenhado numa actividade que se lhe afigure atraente, em que a componente cognitiva se esbate entre as tarefas de carácter mais prático e aparentemente simples que será levado a fazer, para o que muito contribui a sua própria experiência de vida, certamente que se sente realizado, tanto mais que não é avaliado nos parâmetros habituais. O gosto pelo trabalho bem feito depende da apreciação dos outros, mas depende acima de tudo da entrega, da responsabilidade e do espírito de grupo que se cria e que se consegue estabelecer também, um elo enorme de solidariedade e cumplicidade entre os elementos do grupo. O teatro é, desta forma, uma arte que proporciona cinco ingredientes fundamentais para o prazer na aprendizagem, a saber: acção, criatividade, actividade lúdica, espontaneidade e trabalho de grupo.

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Além disso, liberta a palavra e a expressão corporal, desenvolvendo a autonomia e a alegria. As práticas do núcleo têm posto em acção a totalidade da pessoa /aluno/criança, uma vez que solicitam tanto o físico como a afectividade ou o intelecto, e recorrem a todas as formas de expressão. Assim, ao longo da sua existência, o núcleo, anualmente renovado pela força das circunstâncias, (alunos que concluem o 3º ciclo) tem abraçado projectos que envolvem peças inéditas ou de clássicos (Shakespeare ou Dickens) representando-os no final de cada ano lectivo, na escola, para toda a comunidade, num espaço próprio que tem vindo a crescer, juntamente com o trabalho e o empenho do grupo: O palco, o camarim e o guarda-roupa. Foi neste espírito de partilha que decidimos fazer parte dos “ Aprendizes do Fingir”, Projecto da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, que envolve várias escolas do concelho com Núcleos de Teatro e que todos os anos dão a conhecer os seus trabalhos num festival realizado em Maio, numa sala de teatro da comunidade. Para além dos Aprendizes, o núcleo participa, sempre que solicitado, em iniciativas que visam celebrar o “ Dia do Teatro”, o “ 25 de Abril”, o Natal e outras efemérides. Com este trabalho esperamos ajudar os alunos a ser os actores do seu próprio destino sobre o grande palco do mundo e há fortes razões para crer que toda a gente ganhará com isso, até mesmo o teatro. OBJECTIVOS: Para a sociedade do futuro, a escola tem de formar espíritos flexíveis e empreendedores. Uma pedagogia da expressão pode ajudar e favorecer o desabrochar dos jovens que passam na escola uma considerável parte do seu tempo, através de actividades lúdicas que permitam uma aprendizagem global (cognitiva, afectiva, sensorial, motora e estética). Assim, para clarificar os objectivos e permitir uma avaliação dos resultados privilegiámos os seguintes itens: • • • • • • • • • • • • • Despertar o prazer do trabalho em equipa; Favorecer a socialização do aluno; Optimizar as relações alunos/professores; Construir formas de comunicação diversificada; Optimizar as capacidades de comunicação e intervenção; Desenvolver a expressão (oral e corporal); Proporcionar a extensão dos conteúdos curriculares; Valorizar a escola; Ocupar tempos livres; Estreitar o contacto escola/ família/meio; Promover leituras; Melhorar a dicção e a leitura; Possibilitar o desenvolvimento dos alunos como pessoas e como cidadãos europeus;

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• • • • • •

Transmitir valores (solidariedade, responsabilidade); Desenvolver a capacidade de auto-crítica e a autoconfiança e autoestima; Despertar vocações artísticas e/ou técnicas; Contactar com as técnicas do teatro; Estimular o imaginário e a criatividade; Proporcionar uma abordagem cultural;

Alguma fundamentação: • A expressão oral O jogo verbalizado e as dramatizações permitem uma adaptação do aluno às mais variadas situações de fala e comunicação, assim como as discussões e debates desenvolvem a argumentação e favorecem a escuta, a atenção ao outro e a aceitação da diferença. • Corporal A expressão dramática, pelo desempenho dos corpos no espaço, o movimento, a abordagem rítmica, o desenvolvimento dos reflexos, permite construir, modificar e apurar o esquema corporal. • A Comunicação O atelier de expressão dramática é um lugar de práticas colectivas, de encontros com o outro, de interacções entre indivíduos. Neste contexto, desenvolvem-se simultaneamente as aptidões individuais e o sentido da acção colectiva. Ao prazer de participar, junta-se o da descoberta do outro, da permuta e da partilha. Além disso, propicia a possibilidade de gerir relações complexas e reconciliações que preparam para a vida social. • A auto-confiança É a trabalhar neste domínio que o professor/educador pode ter algumas possibilidades de modificar os dados dos insucessos escolares, melhorando a comunicação inter individual e restaurando a autoconfiança que muitas vezes falta a alguns. Um dos resultados esperados por estas práticas no meio educativo é um melhor bem-estar, um conhecer melhor, um compreender melhor. • A abordagem cultural A exploração da linguagem dramática, a transposição do real, a abordagem dos textos dramáticos e não dramáticos, a colaboração com os profissionais do espectáculo, a descoberta de espectáculos vivos, são abordagens culturais indispensáveis a uma verdadeira educação artística. Ao abrir-se à diversidade das artes, a escola proporciona às crianças um acesso ao património artístico e cultural.

PARTICIPANTES: Alunos, Funcionários e outros.

professores,

Encarregados

de

Educação,

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RECURSOS: Biblioteca, Sala de Convívio, Palco, Camarim, Guarda-roupa, aparelhagem de som, mesa de luz, matéria - prima para elaboração de cenários, adereços e outros. ACTIVIDADES: • • • • • • • • • • Colaboração nas actividades da escola e da autarquia; Ensaios semanais das peças escolhidas; Pequenas dramatizações e hapennings; Representação de uma peça de teatro no Natal e final de ano; Visitas a teatros; Idas ao teatro; Participação na iniciativa “ Aprendizes do Fingir “; Participação noutras iniciativas para as quais a escola e o Núcleo sejam solicitados. Reuniões periódicas com Técnicas da Câmara ( Aprendizes); Acções de Formação para alunos do núcleo e professores;

CUSTOS: A apresentar posteriormente CONCLUSÃO Ao longo deste nosso percurso, tivemos o privilégio de constatar que os caminhos da pesquisa, da imaginação, da invenção, da criação artística, conduzem às aprendizagens fundamentais. O adulto/ professor descobre uma nova abordagem pedagógica, um outro tipo de relação com as crianças/ alunos. No grupo cada um se exprime, se interroga, escuta e é escutado; o interesse e a curiosidade despertam. Muitas vezes cada um encontra o seu lugar, recupera a confiança em si próprio, empenha-se e liberta-se das angústias do insucesso escolar, pondo

em prática a dinâmica da valorização e do sucesso. É gratificante quando se ouve dizer “ aprendemos muito com o teatro”.

GRUPO DE VIOLINOS

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Projecto iniciado no ano lectivo de 2005/2006, na EB 1 nº 2 de Vialonga, escola com uma população genericamente carenciada, tem sido “bandeira” de um Território pobre, sem oportunidades de acesso à cultura. Esta experiência tem sido seguida com particular atenção pelo Ministério da Educação (que a viabilizou, em conjunto com a Centralcer, e que a deu a conhecer na Revista Noesis de Setembro), e tem tido direito a “tempo de antena” na televisão. Também a comunicação escrita local sobre este projecto tem feito algumas reportagens. Inicialmente eram 21 crianças do 1º e 2º ano. A estas juntaram-se, este ano, mais 12. Sobre a importância deste projecto falam os rostos das crianças que nele participam. Também as que as escutam ficam fascinadas. Não sabemos se, mais tarde, algumas destas crianças nos irão deliciar com os sons dos seus violinos em salas de espectáculos. Uma coisa temos certa: esta será uma extraordinária experiência que perdurará na sua vida.

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ORQUESTRA DE VIALONGA

Programa GERAÇÃO OPORTUNIDADES É também tempo de nos interrogarmos: será que a música – ou a dimensão artística na Educação – não terão uma importância decisiva no sucesso educativo?

Esta questão levantámo-la acerca do Projecto do Grupo de Violinos. Voltámos a colocá-la quando, decorrido mais de um ano sobre esse projecto, pretendemos crescer e dar Novas Oportunidades à Música e aos nossos alunos. Estamos a falar do projecto “Orquestra de Vialonga, apresentado há um ano à Direcção Regional de Educação. Para a sua concretização a Fundação Calouste Gulbenkian dispôs-se a financiar uma parte da aquisição dos instrumentos. A Câmara Municipal está disponível para organizar o espaço necessário no Centro Comunitário. Este projecto ganhou, entretanto, novas dimensões. Inicialmente destinado a cerca de 20 crianças das nossas escolas do 2º ano do 1º ciclo, vai integrar, no seu primeiro ano de realização, 60 crianças a que se juntarão mais 20 no ano seguinte. Inspirado na experiência das Orquestras Infantis e Juvenis de Venezuela, também centrado em bairros periféricos, irá contribuir, fortemente, para introduzirmos uma dimensão artística na formação dos nossos alunos. Estamos certos que este é um caminho importante para melhorar o sucesso educativo dos nossos alunos e garantir o indispensável acesso à cultura em zonas de risco de exclusão social de que Vialonga é um caso. O Projecto Numa primeira fase serão crianças dos 7 anos que frequentarão o programa durante 4 anos. Será no entanto ministrado às crianças de 5 e 6 anos, através as disciplinas específicas de música ou nas actividades de enriquecimento curricular uma sensibilização à música e ao programa. Assim teremos 60 crianças no 1º ano exclusivamente instrumentistas de cordas, que aumentará para 80 crianças no 2º e restantes anos com a introdução dos instrumentos de sopro e percussão.

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Esquema das Aulas Semanais - ocupação efectiva de 10 horas semanais: Formação Musical Aula de Instrumento em Grupo - por naipes Aula de Naipe Aula de Orquestra Aula de Movimento Orçamento Compra de Valor Quantidade Instrumentos unitário Violinos 30 180€ Violetas 12 180€ Violoncelos 10 680€ Contrabaixos 8 1200€ Flautas 3 824€ Oboés 2 1559€ Clarinetes 3 579€ Trompas 2 3421€ Trompetes 2 600€ Trombones 2 1335€ Bombardinos 2 1961€ Tímpanos 2 1690€ Marimba 1 3188€ Pratos 1 189,75€ Pequenas percussões Total dos instrumentos Professores e 1º ano 2º ano Coordenação Formação Inicial: 50 h x 20€ 2 formadores Coordenação 3000€ 3000€ Pedagógica/Artística Professores de 1890€ 1890€ Formação Musical Professores de 11340€ 17640€ Instrumento Professores de 4410€ 5670€ Orquestra e naipe Workshops 13500€ 6840€ Total SubTotal 5400€ 2160€ 6800€ 9600€ 2472€ 3118€ 1737€ 6842€ 1200€ 2670€ 3922€ 3380€ 3188€ 189,75€ 500€ 47 487,75 € 3º ano 2 000 € 3000€ 1890€ 17640€ 5670€ 6840€ 9 000€ 5 670€ 46 620€ 15 750€ 27 180€ 153 707,75 Total 1 hora semanal (turmas de 10 alunos 2 horas semanais 2 horas por semana 3h por semana 2 h por semana

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TEIA MUSICAL

Comunidade Virtual de Educação Musical

Responsáveis: Abel Arez Carlos Batalha Octávio Inácio

1. INTRODUÇÃO “Como arte performativa a música adquire sentido no âmbito da realização de práticas artísticas em diferentes contextos e espaços, com fins, pressupostos e públicos diferenciados. Pela sua natureza, a realização de projectos artísticos diversificados constitui terreno propício para o desenvolvimento de actividades de trabalho interdisciplinar, individual e em grupo” In Livro de competências Essenciais

O projecto “Teia musical” é uma iniciativa da CVEM (Comunidade Virtual de Educação Musical) e pretende com a contribuição dos alunos construir um recurso pedagógico de apoio aos docentes de Educação Musical do ensino básico. Como vem descrito no livro de competências essenciais do ensino básico a realização deste projecto artístico irá proporcionar aos alunos do Agrupamento de Escolas de Vialonga uma oportunidade única de interpretar e gravar obras originais de compositores portugueses em estúdio com o apoio de músicos e técnicos profissionais. Pretende-se assim que se crie como que uma teia, dando uma oportunidade de o aluno contribuir com a sua voz e perícia instrumental para um recurso que será útil para os professores leccionarem Educação Musical a outros alunos nas escolas. Pretende o presente documento caracterizar mais

99

pormenorizadamente

este

projecto

elucidando

a

respeito

do

processo

de

desenvolvimento do mesmo.

2. COMUNIDADE VIRTUAL DE EDUCAÇÃO MUSICAL O projecto Comunidade Virtual de Educação Musical (CVEM) teve o seu início em Outubro de 2005 no âmbito de uma investigação de mestrado em Ciências da Educação – Informática Educacional da Universidade Católica Portuguesa, realizada por Carlos Batalha, docente da Escola EB 2,3 de Vialonga. Foram identificados diversos constrangimentos que afectam directamente a prática do professor de Educação Musical do ensino básico português, como o isolamento nas escolas, a acomodação, as poucas oportunidades de trabalho colaborativo e reflexão sobre questões relacionadas com a prática pedagógica, os escassos recursos educativos disponíveis e a necessidade de formação a diversos níveis. O projecto CVEM tenta dar uma resposta a este conjunto de entraves proporcionando a todos os docentes envolvidos oportunidades de partilha de recurso, sobre prática lectiva da educação musical. Com o apoio em termos de alojamento e auxílio técnico por parte da Escola Superior de Educação de Lisboa, nomeadamente por Mário Relvas, docente desta instituição, a CVEM beneficia da qualidade do interface moodle na concretização do seu trabalho. Das inúmeras actividades desenvolvidas até aqui nesta comunidade podemos destacar as profícuas discussões nos fóruns e no chat semanal da comunidade, os tutoriais disponibilizados relacionados com variado tipo de software musical, a construção colaborativa de planificações diárias e portfólios sobre temáticas específicas e um enorme conjunto de recursos disponibilizados pelos participantes, desde testes, fichas de trabalho, ficheiros áudio, vídeo, webquests entre outros. Esta comunidade conta até à data, com mais de 170 professores de Educação Musical inscritos de nacionalidade portuguesa e brasileira e de três moderadores responsáveis, docentes de Educação Musical, que apoiam o trabalho de todos os envolvidos Abel Arez, Carlos Batalha e Octávio Inácio. Um dos objectivos deste projecto é também a criação de recursos pedagógicos de qualidade que possam apoiar os professores na sua prática lectiva, nomeadamente a gravação de produções áudio originais compostas pelos membros da CVEM, de onde resulta o projecto “Teia Musical” já referido. Foi neste sentido que este projecto decidiu contactar as escolas por forma a que os alunos possam dar uma contribuição no desenvolvimento destes materiais pedagógicos com a sua voz e musicalidade e por sua vez proporcionando-lhes a oportunidade de trabalho com criadores, técnicos e discussão negociação de ideias

100

músicos profissionais, sobrelevando o que vem referido nas orientações curriculares para a música, nomeadamente na realização e produção e participação em projectos artísticos diferenciados. 3. PROCESSO (Duração, Público Alvo...)  O Projecto TEIA MUSICAL terá a duração de cerca de seis meses, culminando com o final do ano lectivo 2006/2007 e destina-se aos alunos do 2º e 3º ciclos do ensino básico.  Será seleccionada uma turma da escola para cada canção do cd, sendo a mesma a interpretá-la e a gravá-la.  Os instrumentos utilizados na interpretação das canções por parte dos alunos serão os que a escola disponibilizar.  Os professores responsáveis pelas turmas ficarão encarregues de ensaiar as respectivas canções aos alunos, bem como a parte instrumental de acompanhamento nos instrumentos da sala de aula.

 Serão entregues cerca de 300 cópias dos cds gravados à escola o que permite um
retorno de todo o custo que a escola teve com o projecto, sendo os restantes cds destinados ao projecto CVEM. 4. PRODUTO Com este projecto “Teia Musical” pretende-se criar um CD áudio resultante da selecção de temas musicais originais compostos por membros da CVEM, cantados e tocados por crianças em idade escolar, envolvendo-os directamente no processo de criação de um recurso educativo de qualidade. Para além das faixas áudio com os diferentes temas, serão incluídos no CD as partituras, sugestões de exploração, e faixas de trabalho para cada tema o que permite uma maior autonomia do professor no acompanhamento do processo de aprendizagem dos alunos. 5. OBJECTIVOS DO PROJECTO
 Optimizar as relações alunos/professores;  Desenvolver a musicalidade e o controlo técnico-artístico;  Registar em suporte áudio peças musicais diferenciadas  Valorizar o trabalho desenvolvido pelos alunos;  Promover o nome da Instituição Escolar através da participação num projecto de

construção de recursos educativos originais de qualidade;

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 Criar um recurso pedagógico útil para os professores de Educação Musical do

ensino básico. 6. CALENDARIZAÇÃO 1ª Fase – Selecção de repertório e escolha das turmas a envolver no projecto: Até 15 de Janeiro de 2007 2ª Fase – Ensaio das peças musicais seleccionadas: De 16 de Janeiro a 23 de Março de 2007 3ª Fase – Gravação das peças musicais: De 10 de Abril a 10 de Maio de 2007 4ª Fase – Masterização das gravações, edição e entrega dos CD’s nas escolas De 11 de Maio até 11 de Junho de 2007

7. PREVISÃO DE CUSTOS DO PROJECTO

Produção (gravação, masterização do cd)

mistura

e

1500 Euros

Custos de fabrico de 1000 CD (em jewel case, embrulhado em papel celofane, com inlet de 4 páginas a cores) Custos administrativos com a SPA emissão de licenças de fabricação e reserva de direitos de autor Total de custo do projecto

1000 Euros

500 Euros 3000 Euros

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MUSICOTERAPIA

Necessidades Educativas Especiais

Este Projecto tem como público-alvo alunos com: - Deficiência mental moderada - Perturbações da relação e da comunicação. - Perturbações do desenvolvimento - Perturbações ao nível da atenção / concentração - Perturbações do comportamento (agressividade) - Perturbações da aprendizagem (atraso no desenvolvimento mental) - Perturbações afectivas e do humor (angústia, ansiedade, depressão) - Alterações no desenvolvimento e utilização da linguagem - Perturbações linguísticas gerais (desenvolvimento da fala atrasado) - Alterações da comunicação - Problemas de expressão - Perturbações auditivas e visuais -Dificuldades motoras ou neuro-musculares. - Diminuição do tónus muscular (hipotonia) - Perturbação da relação e comunicação: • Perturbação ou ausência de comportamentos de reciprocidade e antecipação; • Perturbação ao nível expressivo e de interpretação das nuances entoações / inflexões do discurso oral e seu contexto; - Perturbação da percepção e integração / coordenação sensorial: • Incapacidade para discriminar a expressão emocional do rosto; • Incapacidade para organizar a informação sensorial; - Perturbação da actividade simbólica:

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• Incapacidade e limitação ao nível do jogo simbólico e imaginativo, adequado ao seu nível etário; • Padrão de interesses, comportamentos e actividades limitadas, estereotipadas, compulsão de repetição através de rotinas, rituais. Objectivos Terapêuticos da Musicoterapia • Efeitos Fisiológicos: - Resposta muscular e motora. - Aumento do tónus muscular - Fortalecimento da musculatura - Reforço do posicionamento correcto do corpo - Regulação do ritmo cardíaco - Regulação do ritmo respiratório - Regulação da actividade hormonal - Consciencialização do esquema / imagem corporal - Consciencialização da interacção corporal com o outro - Consciencialização da sincronia do movimento - Aumento da amplitude do movimento - Consciencialização da expressão corporal de sentimentos - Melhoramento das deficiências da fala - Resposta da actividade eléctrica do cérebro - Estimulação sensorial (visão / audição) - Relaxamento • Efeitos Psicológicos. - Facilitação dos processos cognitivos (atenção / concentração / memória) - Facilitação da verbalização / comunicação - Verbalização de emoções - Canalização de sentimentos e emoções - Mobilização da expressão corporal e do movimento - Promoção do prazer e bem-estar - Promoção da auto-estima

(de ordem afectiva, cognitiva e comportamental)

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- Despertar a motivação - Facilitação da aquisição de informação académica - Orientação espacial e temporal - Redução da ansiedade - Regularização do humor - Controlo da agressividade - Promoção de sentimentos de auto-realização - Desenvolvimento da criatividade • Efeitos Psico-Sociais - Expressão de si próprio e escuta do outro - Estabelecimento do contacto e escuta do outro - Aumentar / melhorar a socialização - Coesão grupal - Abertura de canais de comunicação - Integração em actividades sociais - Desenvolvimento de competências sociais e de relacionamento interpessoal - Organização de rotinas e ritmos de vida Contexto de Intervenção: • • Reabilitação Pedagogia

Plano de Intervenção: • • • Duração do Projecto: um ano lectivo (mínimo) Periodicidade: uma /duas vezes por semana Entre 45 minutos e 1 hora

Acções a desenvolver: 105

Técnicas Receptivas de Musicoterapia • • Técnicas de relaxamento por indução musical.

Técnica de escuta em grupo, seguida de verbalização.

Selecção musical para controlo da agressividade, com a participação do paciente, de acordo com ele (ISO musical). Selecção de música gravada para actividades de escuta e verbalização de sentimentos. Programas de relaxamento para controlo da agressividade. A escuta musical ajuda a estruturar o movimento, o gesto, o grafismo e depois a comunicação verbal; a tomar contacto com a vida afectiva, através da verbalização de sentimentos; ajuda a diminuir e conter a agressividade, angústia. Técnicas Activas de Musicoterapia • • • • • Tonning vocal Recriação ou criação de canções Improvisação vocal e instrumental, individual ou em grupo. Execução musical Expressão corporal com suporte musical

- Trabalho vocal “tonning vocal”, para libertar tensões e controlara a agressividade. - Música como acompanhamento para guiar e estruturar as actividades motoras. - Sincronização rítmica do movimento.

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-Tocar instrumentos musicais exercita os músculos e melhora as capacidades motoras; reforça o posicionamento do corpo e melhora a amplitude do movimento. - Relaxamento musical activo pelo movimento, libertação através do movimento e do controlo da respiração, das tensões acumuladas. - Actividades de comunicação e interacção rítmica. - Trabalho com canções. - Canções com associação de movimentos. - Jogos de espelho. - Jogos musicais de imitação. - Percussão corporal rítmica. - Diálogos musicais rítmicos. - Jogos e contos musicais. Cantar canções com ritmos simples e iguais; tempo lento (mas com agilidade suficiente para incitar a acção); melodia simples e repetitiva; com poucas palavras; Exposição clara da canção, delimitando frases, clara pronunciação de palavras pelo terapeuta. Apresentação das ideias principais da canção e palavras através de recursos audiovisuais. Cantar, recriar canções (completar letras, criar letras alusivas a um tema, mudar letras), musicar afectos, improvisar. A improvisação instrumental, tendo os instrumentos um papel intermediário na expressão de sentimentos e na gestão de conflitos interiores, e sendo estes também facilitadores da relação criança /jovemterapeuta. A improvisação em grupo, quer vocal, quer instrumental, pode promover o desenvolvimento e treino de competências sociais, de relacionamento inter-pessoal e abertura de canais de comunicação. Formação dos grupos

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Após a classificação geral por nível de desenvolvimento, teremos a avaliação cognitiva para poder organizar os grupos segundo o tempo mental de cada um; a partir dessa organização, devem ser feitos subgrupos para que se observe como cada criança está afectivamente. É benéfico misturar crianças com mais dificuldades com outras com menos; fazer com que o grupo melhor “puxe” o que está com mais dificuldade, mas com o cuidado de nunca juntar um grupo com muitas dificuldades com outro que esteja muito bem. Formulação de Objectivos É de grande importância ter sempre formulados os objectivos. Estes objectivos têm que ser sempre progressivos. É importante que haja a possibilidade de progressão. Os musicoterapeutas devem ter sempre claros os objectivos, para se poder estimular os potenciais de cada criança. O primeiro objectivo é fazer uma ficha. Em seguida é estabelecer a relação terapêutica, pois, sem ela, o terapeuta não consegue trabalhar com a criança. Os outros objectivos surgem no decorrer das sessões, com a progressão do trabalho com o paciente. Estimular a expressão do paciente é de suma importância numa sessão de musicoterapia. Se ele tem problema de comunicação e fala mal, o musicoterapeuta deve fazer com que se expresse através da música, corporalmente, sonoramente e pelas canções da sua preferência; pode trabalhar as palavras da letra dessas canções. Poderá, também, trabalhar o aspecto afectivo, funcional e o rítmico da música; assim, estimulará o paciente para uma expressão corporal, como a dança, conseguindo, desta forma, que ele se movimente. Poderá, ainda, ampliar o seu vocabulário, fazendo com que articule palavras novas, como as da letra de uma música conhecida. “É maravilhoso ver que a música como estímulo, no momento certo e adequado, tem a capacidade de retirar estas pessoas deste mundo de

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incapacidades onde elas estão rotuladas; neste momento, ficam livres deste estigma da deficiência mental.” (Uricoechea, 2003).

Recursos Humanos: • Equipa Multidisciplinar (musicoterapeuta, terapeuta da fala, terapeuta ocupacional, psicólogo, professores). Recursos materiais: - Instrumentos • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Tambores Bongós Djambe Xilofones soprano, contralto e baixo Congas Metalofones soprano, contralto e baixo Jogo de Sinos Tamborins Pandeiretas Pau de Chuva Maracas Caixa-Chinesa Clavas Reco-Reco Bloco de dois Sons Castanholas Guizeira Teclado Guitarra Clássica

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• • • • •

Flauta de Bisel Equipamento de som Microfones Manta / tapete Almofadas

Caracterização do espaço / local de actuação: • A sala

- Boa iluminação - Com armários (para guardar o material) - Cadeiras e mesas Meios de avaliação do projecto Antes do processo • Questionários

Durante o processo • • • Registo áudio/vídeo Grelhas Escalas A avaliação é um dos aspectos mais importantes de toda a terapia, pois é o meio através do qual se constata a evolução do paciente.

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Diário Clínico das sessões: consiste em anotar o mais importante em cada sessão, os objectivos, a técnica utilizada, as composições escutadas, as reacções de cada paciente e tudo o que se deva ter em conta para a sessão seguinte. Estas observações são muito importantes, pois a sessão seguinte deve ser planeada de acordo com o ocorrido na sessão anterior. O diário é muito importante pois ajuda o terapeuta a recordar detalhes importantes na evolução do paciente, uma vez que há um processo psicoterapêutico centrado no paciente. Grelha / folha de avaliação, feita pelo musicoterapeuta de acordo com as características de cada paciente ou grupo. Esta folha ou grelha deve conter: nome do paciente, diagnóstico, objectivos da sessão, condutas observadas, estados emocionais observados e o que os motivou, interacções, técnicas, composições musicais, atitudes do paciente face ao terapeuta ou ao grupo, objectivos conseguidos, e / ou objectivos que se devem modificar.

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EDUCAÇÃO FÍSICA DESPORTO ESCOLAR

Coordenadora do projecto – Professora Tânia Batista Equipa de trabalho – Professores do grupo de Educação Física: Alexandra Ramos, Ana Gomes, Carla Nascimento, Filipe Luís, José Paulo oliveira, Luís António, Odete Oliveira, Ana Serafim.

O êxito das aprendizagens escolares depende, em grande parte, da qualidade do ensino, isto é, da competência do professor em criar condições de sucesso para os alunos. Importa ainda referir que a melhoria das condições de trabalho nas escolas está directamente ligada com a melhoria da qualidade do ensino e dos resultados obtidos pelos alunos, logo com a diminuição do insucesso escolar.

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As actividades físicas e desportivas devidamente orientadas e realizadas em locais adequados são hoje em dia uma questão de formação, de saúde e de cidadania, isto é: - estimulam e desenvolvem as capacidades motoras, sócio - afectivas e cognitivas das crianças e jovens; - contribuem para a manutenção de estilos de vida activos que se adquirem pelos hábitos, atitudes e práticas desportivas desenvolvidas na escola; - proporcionam a todas as crianças e jovens uma diversidade de actividades físicas e desportivas a que algumas dificilmente teriam acesso fora da escola; Para além dos espaços exteriores, as escolas necessitam de espaços cobertos adequados às características dos alunos, para a prática das actividades curriculares de Educação Física e do Desporto Escolar. O desenvolvimento deste projecto tem por base a construção de infra-estruturas que permitam independentemente do seu uso comunitário uma efectiva e generalizada implantação da actividade desportiva ao nível da escola. Só a Escola pode garantir igualdade de oportunidades para a prática desportiva a todas as crianças e jovens. Identificação do problema - A escola não dispõe: • de infra-estruturas desportivas cobertas minimamente capazes de assegurar o apoio a uma prática desportiva de âmbito curricular e extra curricular. • O de um espaço adequado para a realização da modalidade de patinagem. Polidesportivo exterior e balneários adjacentes necessitam de reestruturação, pequenas obras de reparação da rede e caixa de saltos. Publico alvo Comunidade educativa da Escola Básica 2.3 de Vialonga População Escolar do Agrupamento de Escolas de Vialonga População em geral.

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Objectivo Geral Maior desenvolvimento das Actividades Físicas e Desportivas na escola, através da: - construção e apetrechamento de espaços cobertos adequados, conforme sugestão em anexo; - construção de um ringue de patinagem; - reorganização do polidesportivo exterior com pintura das marcações de campos, arranjo da rede de protecção e substituição da areia da caixa de saltos. Objectivos específicos - Proporcionar à comunidade escolar um local adequado para a prática das actividades físicas curriculares e extra – curriculares; - Melhoria das condições de segurança na realização das aulas curriculares de Educação Física e do Desporto Escolar, evitando-se as saídas e deslocações para fora da Escola; - Criação de um núcleo de Desporto Escolar por Professor; - Integração dos alunos do 1º ciclo do Agrupamento nas actividades de Desporto Escolar; - O pavilhão seria prioritariamente utilizado pela escola durante o seu período de funcionamento, reservando-se a utilização pela comunidade não escolar, através da criação de núcleos de actividades físicas, fora daquele período; - Rentabilização dos espaços e equipamentos durante a semana e mesmo ao fim -de-semana, dando resposta às necessidades da população, colectividades, associações; - Ocupação dos tempos livres das crianças e jovens através da realização de actividades saudáveis e do seu agrado, diminuindo-se assim comportamentos de risco que surgem quando não existe nada para fazer; - Organização de eventos desportivos a nível concelhio. Plano de Acção Fase 1 – Construção dos espaços cobertos e do ringue de patinagem; reestruturação do polidesportivo descoberto; Fase 2 – Apetrechamento dos espaços cobertos; 114

Fase 3 – Reestruturação dos Núcleos de Desporto Escolar; Fase 4 – Elaboração do regulamento de utilização dos espaços desportivos escolares em horário pós-escolar; Fase 5 – Abertura dos espaços desportivos escolares à população para a prática de actividade física devidamente orientada; Fase 6 – Incentivo para que os alunos do Desporto Escolar participem em competições a nível local, regional e nacional. Calendarização Fase 1 e 2 – Ano civil 2007 Fase 3, 4 – Inicio do ano lectivo 2007/2008 Fase 5 – Ano civil 2008 Fase 6 – Ano lectivo 2007/2008 Recursos necessários - Empresa de construção civil para a construção e reestruturação dos espaços; - Materiais fixos e móveis para apetrechamento dos espaços; - Professores da escola envolvidos no projecto; - Auxiliar de Acção Educativa / Funcionário para fazer horário pós-escolar; Orçamento A verba prevista para a implementação deste projecto é de 6500 euros + (A) +(B) Construção dos espaços cobertos – (A) (até ao momento não se conseguiu orçamento) Reestruturação do polidesportivo, pintura de campos – 500 euros Arranjo da rede – 1000 euros Apetrechamento dos espaços – 5000 euros Contratação de funcionário – (B) Parcerias Câmara Municipal de Vila Franca de Xira Junta de Freguesia de Vialonga 115

Associações Culturais e Desportivas Resultados esperados - 100% de utilização dos espaços para as aulas curriculares de Educação Física e actividades dos núcleos de Desporto Escolar entre as 8h15 e as 18h30, aumentando os factores de sucesso nas aprendizagens que caracterizam as actividades físicas; - 40 % da população escolar inscrita nas actividades de Desporto Escolar; - 10% dos alunos do 1º ciclo inscritos nas actividades do Desporto Escolar; - Utilização das instalações em horário pós-escolar (após as 18h30) e fim-desemana para aulas, treinos e dinamização de actividades desportivas, por colectividades, associações, grupos de jovens organizados, entre outros. Actualmente existem grupos organizados com formador que utilizam o polidesportivo descoberto da escola, sempre que as condições climatéricas o permitem, em horário pós-escolar. Existem também professores interessados em deslocarem-se à escola para realizarem actividades de carácter voluntário com os alunos ao nível da modalidade de Andebol. Com a construção de instalações cobertas a percentagem de utilização aumentaria, ficando a comunidade escolar e envolvente consideravelmente beneficiada. Avaliação Intervenientes no processo de avaliação – Comunidade escolar; Encarregados de Educação; Entidades que usufruirão dos espaços. - Instrumentos de Avaliação – Observação e registos de ocupação dos espaços; registos de assiduidade dos alunos inscritos no Desporto Escolar;

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Salas de Educação Física
Memória descritiva Objectivo: Construção de ginásio com várias salas. Localização: Espaço de Educação Física, junto aos balneários Construção: Edifício de cerca de 800 m2 com quatro salas para actividade física e arrumos, com cobertura metálica e construção de alvenaria de tijolo rebocado e pintado a tinta de areia, com vãos exteriores de alumínio e interiores em madeira, com pavimento em soalho de madeira flutuante. Criação de acesso directo ao exterior, para utilização pela população. Estimativa de Custo: 300 000€. (trezentos mil euros).

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Ringue
Memória descritiva Objectivo: Construção de um ringue para a prática de patinagem Localização: Nas traseiras do bloco “C” Construção: O pavimento, por ser executado num espaço já consolidado, será composto por uma betonilha afagada a “helicóptero” e delimitado por gradeamento em ferro, devidamente pintado, e com protecção em madeira ao nível do chão Estimativa de Custo: 15 000€. (quinze mil euros) Utilizando alguns recursos humanos da escola, na execução do gradeamento, com a colaboração de professores e alunos dos C.E.F.

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Educar para a Cidadania
• Clube Europeu, pag 115 • Património, pag. 118

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CLUBE EUROPEU
Coordenadora: Joana Moreira – Nuno Santos – Maria Anjos Fonseca Há já alguns anos que a escola EB 2,3 de Vialonga se encontra envolvida em projectos europeus, nomeadamente os do Plano Comenius – Acção 1. O interesse por este tipo de iniciativas é óbvio pois permite à escola envolver-se em parcerias transnacionais em que existe a possibilidade de envolver alunos, professores, instituições e a comunidade educativa, de um modo genérico. Para enquadrar as iniciativas da escola a nível europeu, foi criado no final do ano lectivo de 2005/2006 o Clube Europeu da EB 2,3 de Vialonga, nos moldes em que é proposto pelo GAERI. Este Clube encontra-se essencialmente vocacionado para o trabalho da dimensão europeia na educação. O Clube Europeu será um centro dinamizador de actividades no domínio da educação europeia, surgindo na escola de acordo com as condições disponíveis e disponibilidade desta. Actualmente o Clube possui 8 vertentes de abordagem prioritárias: os Projectos Europeus – Comenius; a inventariação de informação sobre a Europa na escola e participação em Concursos; a participação no Projecto Europeu e-Twinning, a apresentação/harmonização gráfica das iniciativas do Clube; a participação no Projecto NEAC; a participação no Projecto e-pals; a promoção de actividades de sensibilização da comunidade educativa e iniciativas relativas à valorização do património. Assim, pensam a Comissão Europeia e o Clube Europeu da EB 2,3, é possível reforçar a dimensão europeia na educação, através da promoção da cooperação transnacional entre as escolas. O Projecto e-Twinning tem como objectivo promover a Dimensão Europeia na escola recorrendo aos blogues e à Internet como ferramentas fundamentais. Os alunos do sétimo ano criarão os blogues e utilizá-los-ão como forma de comunicação com o intuito de melhorar as relações entre os estudantes da União Europeia, utilizando, para isso, o inglês. Será dado particular destaque à 121

criatividade, que funcionará como uma janela cultural entre Portugal e o resto da Europa. Os projectos Comenius 1 possuem a seguinte nomenclatura:

Projectos de Escola Comenius

Envolvendo a participação de um mínimo de três países, é dirigido à escola, devendo esta integrar as actividades do Projecto na rotina curricular da escola e na comunidade educativa. Estas actividades são escolhidas a partir de interesses comuns da equipa do Projecto. A mobilidade proposta é 4 a 6 professores por ano do Projecto e 2 a 4 alunos no mesmo período.

Projectos de Línguas Comenius

Este tipo de Projecto envolve somente duas escolas europeias e prevê o desenvolvimento de conhecimentos de uma determinada língua através das actividades propostas no Projecto que serão de interesse comum. Privilegia-se o uso de línguas pouco comuns na União Europeia. A mobilidade propõe um intercâmbio de cerca de 10 alunos, durante um mínimo de 14 dias, acompanhados de professores para a execução das actividades propostas.

Projectos de Desenvolvimento Escolar

Este Projecto propõe uma parceria com um mínimo de três países e uma duração máxima de três anos consecutivos. Os trabalho a desenvolver, propondo uma abordagem multidisciplinar em equipa, deve privilegiar à direcção da escola e ao pessoal educativo o intercâmbio de experiências e informações e a concepção conjunta de métodos e estratégias relativas a questões do ensino e gestão. Mais do que em qualquer um dos anteriores, este projecto prevê a participação de associações, empresas e autarquias. A mobilidade proposta é 4 a 6 professores por ano do Projecto e 2 a 4 alunos no mesmo período. Presentemente a escola tem três projectos em fase de apreciação de candidatura ou aprovados. A saber: 122

. Projecto CINEVIA – Projecto de Língua (coordenado pela EB 2,3 e parceria com a Govan High School da Escócia) | Comenius Acção 1 (aprovado e financiado); . Projecto ARS LONGA, FILM BREVIS – Projecto de Escola (coordenado por uma escola estónia e envolvendo escolas belga, holandesa, romena, italiana, grega, polaca, francesa e portuguesa) | Comenius Acção 1 (aprovado e a aguardar financiamento da Agencia Nacional); . Existe ainda um Projecto Comenius – Acção 2.1 a aguardar informação sobre a sua aprovação. A adesão à rede europeia ELOS (a Europa como ambiente de aprendizagem nas escolas | Europe as a learning environment in schools), coordenado em Portugal pelo Centro de Informação Europeia Jacques Delors, encontra-se planificada para o presente ano lectivo, se possível, ainda antes do fim do ano civil. Este projecto envolve 11 países (Alemanha, Espanha, Irlanda, Itália, França, Holanda, Lituânia, Malta, Noruega, Polónia, Portugal, Reino Unido) e conta com o apoio directo da Comissão Europeia por meio da acção Comenius 3. O objectivo deste projecto é o de conseguir um nível elevado de educação, o qual inclui necessariamente a realidade da União Europeia e a preparação dos alunos para o papel fundamental que podem e devem desempenhar enquanto cidadãos europeus, inserindo-os num ambiente de aprendizagem Europeu e Internacional.

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PAT R I M Ó N I O
Coordenadora: Helena Raínho

Vialonga é uma vila integrada no Concelho de Vila Franca de Xira. Zona predominantemente ligada à actividade agrícola, até meados do século passado, tem vindo a sofrer uma forte pressão imobiliária e rapidamente os solos férteis deram lugar a numerosos prédios onde vive uma população desenraizada, sem referências e desconhecedora da História e riqueza Patrimonial de Vialonga. A par desta nova população, ainda existe uma grande percentagem de pessoas cujas famílias aí residem há várias gerações e que ainda mantêm uma vivência diária muito partilhada, onde os espaços de convívio como pequenos jardins, centros comunitários, bem como as relações de vizinhança são uma realidade ainda muito viva. A população escolar de Vialonga é pois composta por estas dois grandes núcleos de pessoas. OBJECTIVO Partindo desta realidade e na perspectiva de que a escola deve proporcionar e incentivar o conhecimento do Património Local/Regional de modo a contribuir para a construção de uma identidade de pertença bem como o desenvolvimento da consciência cívica dos alunos a favor da defesa, da protecção e valorização da paisagem cultural, revela-se pertinente realizar todo um conjunto de actividades que mobilizem e dinamizem a relação escola-meio, envolvendo e articulando vários parceiros locais, como autarquias, museus, empresas, técnicos, associações culturais, alunos, professores e pais.

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ACTIVIDADES - Visitas de estudo, - Levantamento e inventariação do património material e imaterial - Acções de intervenção no meio (nomeadamente divulgação de trabalhos sobre o património, limpeza e restauro do património imóvel, reabilitação de espaços de interesse patrimonial abandonados ou esquecidos) - Realização de actividades culturais nos espaços de interesse patrimonial da Freguesia - Realização de encontros com habitantes da Freguesia que possam partilhar vivências de como era a vida quotidiana no passado recente - Digitalização de fotografias que reproduzam o trabalho no campo, actividades artesanais, tradições culturais, vestuário etc. - Encontros com especialista no âmbito do Património - Contacto e, se possível, acções de formação com artesãos locais, técnicos do Museu Municipal e empresas locais (Vilafranquense, empresa de construção e restauro de edifícios) - Recuperação e reabilitação de um dos moinhos da Freguesia, onde se poderia instalar um pequeno núcleo museológico com utensílios, fotos, vestuário e posters informativos sobre a actividade agrícola na Freguesia ao longo dos tempos, (O presidente da Junta de Freguesia de Vialonga mostrou-se muito interessado e disse que a hipótese de concretização desta ideia era viável, visto que vão ser construídas duas urbanizações em Vialonga e que uma das contrapartidas exigidas pela Junta à empresa imobiliária era precisamente a reabilitação de um ou dois moinhos que estão localizadas nessas urbanizações).

Conhecer, valorizar e preservar a memória é também um modo de resistir à uniformização cultural tão prontamente assimilada pelos jovens.

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Articular Escola / Família

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• Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família, pag. 121

GABINETE DE APOIO AO ALUNO E À FA M Í L I A ( G A A F )
Coordenadora: Madalena Cordeiro

Diagnóstico da situação/problemática
A criação de gabinete de apoio ao aluno e à família (GAAF) no Agrupamento de Escolas de Vialonga resulta da necessidade de promover uma melhor formação parental e um maior envolvimento e responsabilização das famílias no processo educativo dos filhos com vista a melhorar o sucesso das aprendizagens e a construção de um projecto de vida das crianças e jovens. Uma parte significativa dos alunos que frequentam os Jardins de Infância e Escolas deste agrupamento são provenientes de famílias de diversas Etnias, com baixo grau de escolaridade e com acentuadas carências sócioeconómicas. Estes factores reflectem-se nas baixas expectativas da família relativamente aos resultados escolares dos filhos e no fraco incentivo à escola e ao sucesso das aprendizagens. Por outro lado, parte dos alunos revela falta de interesse em relação à escola, problemas de comportamento/ aprendizagem, baixa expectativa relativamente ao seu próprio percurso escolar e nalguns casos verifica-se a tendência para o absentismo e abandono escolar. A Comunidade de Vialonga, onde residem as famílias e jovens, tem sofrido um grande desenvolvimento com a construção de novas zonas e áreas residenciais com melhores condições de habitabilidade e lazer. Estes factores têm vindo acentuar ainda mais as desigualdades e as desvantagens sociais dos grupos étnicos minoritários que vivem em condições precárias. Por outro lado, verifica-se uma falta de oferta cultural e desportiva fora do contexto escolar, falta de dinamização e rentabilização dos espaços existentes e falta de

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articulação entre as várias entidades no sentido de melhorar as condições de vida (habitação, saúde, higiene e alimentação) dos grupos desfavorecidos. A Intervenção com os alunos e com as famílias exige o envolvimento de todos os agentes educativos (professores, coordenadores, directores de turma, serviços de psicologia e orientação, auxiliares), exige o reforço de recursos humanos na área do serviço social, psicologia e animação sócio-cultural e implica uma articulação estreita entre a escola e a Comunidade na mobilização de recursos necessários e na criação de uma rede social de apoio que possibilite a operacionalização das respostas adequadas a cada aluno e cada família. A caracterização da situação e a identificação das problemáticas permitem-nos criar dois grupos-alvo de abrangência de intervenção do GAAF – a família e os alunos. Definimos assim o plano de acção a desenvolver no triénio 2006-2009, identificando os objectivos, metas a atingir, os recursos necessários e o processo de avaliação do projecto.

Objectivos
A Criação do Gabinete de apoio ao aluno e à família tem como objectivos: • • • • • • • • • • Promover o sucesso das aprendizagens Promover a relação escola /família/ aluno Reforçar competências familiares Responsabilizar e envolver a família no processo educativo dos filhos Identificar situações problemáticas e encaminhar ajudando a família a encontrar soluções Promover a inclusão social das crianças/jovens e suas famílias Promover redes de suporte na comunidade Prevenir situações de risco e de exclusão Prevenir o abandono e o absentismo escolares Prevenir situações de gravidez na adolescência

Estratégias
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A implementação do plano de acção implica um conjunto de estratégias diversificadas a desenvolver com os alunos e com as famílias, de forma coordenada entre os vários intervenientes – professores, coordenadores, directores de turma, serviços de psicologia e orientação, técnicos, conselho executivo, conselho pedagógico e outros agentes da comunidade. A desenvolver com os alunos  Humanização do espaço escolar  Acompanhamento e atendimento ao aluno (observar, escutar, dialogar e apoiar de modo informal/formal)  Animação dos recreios  Visitas domiciliárias  Orientação escolar e profissional em articulação com SPO  Apoio psicológico  Encaminhamentos  Educação sexual e planeamento familiar (com a colaboração do Centro de Saúde – unidade de apoio familiar) A desenvolver com as famílias  Atender as famílias (levantamento de preocupações e necessidades)  Orientar e capacitar as famílias para encontrar soluções para resolução dos seus problemas  Envolver e responsabilizar as famílias no processo educativo dos filhos e na construção do seu projecto de vida  Aumentar o nível de escolaridade e a formação profissional das famílias  Desenvolver acções de formação parental de acordo com as necessidades  Potenciar as interacções familiares

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 Encaminhar para as possíveis soluções dentro da escola e da comunidade (Seg. social, formação e emprego, colectividade, ACIME)  Envolver a comunidade local no sentido de melhorar a qualidade de vida das famílias (habitação, saúde, higiene, alimentação)  Apoio psicológico  Mediação familiar  Visitas domiciliárias

Metas
Estabelecemos algumas metas a atingir com os alunos e com as famílias, ao longo dos 3 anos do projecto:  Identificar as situações de risco social das famílias dos alunos referenciados nas escolas do Agrupamento.  Atender e encaminhar os casos mais problemáticos: 1º ano – 20% 2º ano – 30 % 3º ano – 50 %  Aumentar a resposta a nível do pré-escolar com a abertura de novas salas de Jardim-de-infância: 2006/2007 – 2 salas no cabo de Vialonga . 2007/2008 – 1 sala na Granja de Alpriate 2008/2009 – 3ª salas no Cabo de Vialonga  Finalização do 1º ciclo até aos 11 anos.  Aumentar a frequência escolar das crianças de Etnia Cigana, nomeadamente as raparigas.  Finalização do 2º ciclo até aos 13 anos.  Continuar com a oferta dos Cursos de Educação e Formação, ao nível do 3º ciclo.  Proporcionar a frequência/conclusão da escolaridade obrigatória a todos os pais que o desejem.  Desenvolvimento de acções de formação parental:

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2007/2008 - Cuidados básicos de alimentação e higiene 2008/2009 – Construir os afectos - Ajudar o seu filho na escola - Promoção de estilos de vida saudável

Recursos
A implementação do projecto requer a mobilização e o envolvimento dos recursos humanos existentes nas várias escolas do agrupamento (educadores, professores, coordenadores, directores de turma, auxiliares, professores de educação especial e apoios educativos, psicólogos do SPO), bem como dos parceiros das várias instituições da comunidade (centro de saúde, autarquia, segurança social, CPCJ, GNR, IPSS, associações, empresas locais). Para além dos recursos existentes no agrupamento e na comunidade, a viabilidade do projecto implica a contratação de técnicos da área do serviço social, da psicologia clínica e educacional, mediação social e animação sócio-cultural. Nesse sentido, identificamos alguns dos recursos necessários para a implementação do GAAF. Recursos Humanos

2 técnicos de serviço social 2 psicólogos 1 mediador de etnia cigana 3 animadores Recursos materiais 1 Gabinete/espaço de atendimento/reunião equipado Orçamento previsto para a contratação dos técnicos 131

2 Psicólogos 2 Técnicos de serviço social 1 Mediador de etnia cigana 3 Animadores Total

2000€ Mês 2000€ Mês 600€ Mês 1800€ Mês 6400 € Mês

Avaliação
A avaliação será feita no final de cada período nas diversas escolas, nas reuniões de avaliação de turma e nas reuniões de equipa do GAAF. A implementação do projecto exige uma monitorização dos serviços e uma avaliação de todo processo de implementação e eficácia do projecto. No final de cada ano lectivo serão apresentados os resultados da avaliação com a divulgação de dados qualitativos e quantitativos – relativos ao número de casos atendidos e ao grau de sucesso da intervenção. Perante os resultados da avaliação serão reformulados os objectivos e definidas novas estratégias de intervenção. Serão ainda definidos os seguintes critérios de avaliação: - Percentagem de alunos atendidos - Percentagem de famílias atendidas - Número de salas de educação pré-escolar criadas - Articulações estabelecidas - Número de acções de formação desenvolvidas

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Promover a Formação ao longo da vida
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Promover a Formação ao Longo da Vida
• Centro de Novas Oportunidades, pag. 129

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CENTRO DE NOVAS OPORTUNIDADES CRVCC E EFA

Coordenadora: Anabela Brito

PLANO ESTRATÉGICO DE INTERVENÇÃO

IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA: o Os adultos possuem saberes e competências adquiridos ao longo da vida que nunca foram formalmente certificados (aprendizagens que decorrem da experiência de vida, da experiência profissional e de acções de formação diversas não certificadas). o Esses saberes e competências são por vezes incompletos, estruturados e sistematizados. Público-alvo: o Adultos – Auxiliares de acção educativa, funcionários administrativos, desempregados, trabalhadores no activo, principalmente no âmbito geográfico do Agrupamento. OBJECTIVOS: o Colocar o CRVCC ao serviço de toda a população; o Contribuir para a elevação dos níveis de educação e formação da população adulta; o Facilitar o acesso dos adultos a planos de formação/educação, a desenvolver pelo Centro; não

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o Desenvolver planos de formação centrados em quadros de competências certificáveis;

o Conceber e construir planos de educação/formação adequados às populações alvo; o Flexibilizar e diversificar trajectos formativos, no quadro dos princípios da Agência Nacional de Formação de Adultos; o Promover uma rede local de formação e educação de adultos, articulando entidades e valências de formação profissional; o Divulgar a formação de adultos como serviço público de educação/formação. ESTRATÉGIAS: - Na comunidade – o Divulgação o Processo de diagnóstico local o Promoção e divulgação do CRVCC o Estabelecimento de redes de parcerias - Junto do público-alvo – o Divulgação o Acolhimento o Orientação o Acompanhamento o Criação de Cursos EFA ACTIVIDADES: o Quantificação das necessidades através de diagnóstico local. o Acolhimento o Identificação de competências 137

o Informação e aconselhamento o Formações complementares o Validação e certificação de competências o Provedoria – Cursos EFA... PARCERIAS: o Associações diversas o Casa do Povo o Centro de Emprego o Empresas o Junta de Freguesia o Segurança Social INTERVENIENTES: o Adultos o Coordenador o Profissionais de RVCC o Formadores o Administrativo RECURSOS: o Sala própria o Dez computadores ORÇAMENTAÇÃO: o 10 000€

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RESULTADOS ESPERADOS: - 1º ano o Ver concluída a implementação do Centro de Novas Oportunidades o Inscrever 40% do público-alvo o Criar cursos EFA que respondam às necessidades - 2º e 3º anoso Inscrever o público-alvo restante o Ter o público anteriormente identificado em processo de RVCC o Emitir Carteiras Pessoais de Competências, pelo processo de RVC e Formação AVALIAÇÃO: o Cumprimento dos critérios da Carta de Qualidade o Cumprimento dos objectivos o Grau de aproximação face aos resultados propostos

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Estimativa de Custos
Projecto
1 Oficina de Língua Portuguesa

Humanos
2 profes 1º ciclo 2 professores 2º ciclo

Custos
42000,00 42000,00

Materiais /Equipam

Custos
1000,00 150,00 150,00 350,00 600,00 2250,00

Obras

Custos

1 computador (1º ciclo) 1 impressora (º ciclo) 1 expositor 1 Gravador de voz material didác diverso

Subtotal 2 Ensino Experimental das Ciências Formaç Professores

84000,00 1200,00 Mobiliário 18 Computadores 3 impressoras 3 projectores video 12 microscópios 3 ecrãs murais Material didáctico

11300,00 13000,00 300,00 3600,00 10800,00 270,00 14680,00 53950,00

Subtotal 3 Currículo Funcional

1200,00 Mobiliário Prática Oficinal Equip. informático

3000,00 Espaço 6000,00 3500,00 12500,00

50000,00

Subtotal 4 Acompanhamento/monitorização… Subtotal 5 Serviço de Apoio à Formação… GAAF Prof 1º ciclo / EB 23 Psicólogo Subtotal 6 Rede Computadores 21000,00 Rede servidor Subtotal 7 Educação Artística 7.1 Teatro (Percursos Alternativos) 3 prof expres dramát 42000,00 Mat acústico … material som 7.2 7.3 7.4 7.5 Teia Musical Musicoterapia (Perc Alternativos Grupo de violinos Orquestra de Vialonga (1º ano) b) Subtotal 8 Ed Física - Desporto Escolar 1/2 prof mús pré esc 1/2 prof música 1 prof violino Professores 7000,00 7000,00 14000,00 36140,00 106140,00 instrumentos gravação (1 ano) instrumentos 21000,00 psicólogo -1/2 horário 6979,00 6979,00 consumíveis

50000,00

350,00 350,00

BOficinal

..

15000,00 4000,00 19000,00

2805,00 3000,00 400,00

47487,75 53692,75 Ginásio ringue 300000,00 15000,00 315000,00

Subtotal 9 GAAF 2 psicólogos 2 técn serviço social 1 mediador 3 animadores Subtotal 10 CRVCC Subtotal 27910,00 27910,00 9. 800 29400,00 85220,00 10 computadores 2500,00 10000,00 10.000,00 mat avali psicológica 2500,00

140

11 Outros custos: Perita intervenção… 0,00 Deslocações Visitas de estudo Subtotal Total 304539,00 2500,00 2500,00 5000,00 159242,75 365000,00

a) b)

Os recursos humanos foram contabilizados para 1 ano Existe o acordo de financiamento com a Fundação Calouste Gulbenkian de 11 768 euro

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INTRODUÇÃO.................................................................................................................2 Melhorar Níveis de Aprendizagens.................................................................................29 Oficina de Língua Portuguesa, pag. 30........................................................................29 Ensino Experimental das Ciências, pag. 42.................................................................29 Currículo Funcional, pag. 51.......................................................................................29 Ofertas Diferenciadas, pag. 57 ..................................................................................29 Cursos de Educação Formação, pag. 57.................29 Percursos Curriculares Alternativos – 2º e 3º ciclos, pag. 60........................29 Percursos Curriculares Alternativos – 1º ciclo, pag. 62...........................................29 Acompanhamento/Monitorização dos Alunos após conclusão do 9º ano de escolaridade, pag. 65...................................................................................................29 Serviço de Apoio à Formação Profissional, pag. 70....................................................29 Rede de Computadores, pag. 73..................................................................................29 Valorizar o Território.......................................................................................................84 Educação Artística, pag. 79.........................................................................................84 Núcleo de Teatro, pag. 86............................................................................................84 Grupo de Violinos, pag. 90..........................................................................................84 Orquestra de Vialonga, pag. 91....................................................................................84 Teia Musica, pag. 93l...................................................................................................84 Musicoterapia, pag. 97.................................................................................................84 Educação Física – Desporto Escolar, pag. 106............................................................84 Educar para a Cidadania................................................................................................120 Clube Europeu, pag 115............................................................................................120 Património, pag. 118..................................................................................................120 Articular Escola / Família..............................................................................................126 Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família, pag. 121...................................................127 Promover a Formação ao Longo da Vida......................................................................135 Centro de Novas Oportunidades, pag. 129................................................................135 Estimativa de Custos.....................................................................................................140

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