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Fundação de Ensino de Contagem – FUNEC/CENTEC

Ensino Médio Integrado ao Ensino Técnico

Departamento de Análises

Análises Clínicas

MICROBIOLOGIA

UROCULTURA

Professor: Jefferson Rodrigues

Data do experimento: 15/09/2016, 21/09/2016 e 29/09/2016

Lucas Bruno Martins - Nº 17

Mateus Oliveira Emiry - Nº 19

Mauro Henrique Agapito da Silva - Nº 21

Rafaela Coelho Mendes Pimentel - Nº 24

2º Análises Clínicas

Contagem

Setembro de 2016
RESUMO

No presente experimento foram estudadas 4 amostras. Nas quais todas se


mostraram com presença de bactérias, porém as amostras 1 e 2 possuíam a mesma
espécie. O plantio inicial foi feito nos meios de cultura MacConkey (bactérias 1, 3 e 4),
Ágar CLED (bactérias 1, 2 e 4) e Ágar Cromogênio (bactérias 1 e 3). Os meios de
cultura foram encubados numa estufa bacteriológica à 37°C. Após a análise dos
mesmos foi constatado que as bactérias 1 e 2 eram idênticas.

Para potencializar o desenvolvimento das bactérias elas foram semeadas em


novos meios de cultura: Bactéria 1 no meio de MacConkey, bactéria 3 em Ágar
Chocolate e bactéria 4 em Ágar Sangue. Em seguida foram usados testes bioquímicos
para identificar as bactérias, são eles: SIM, MIO, EPM, Uréia, Citrato de Simmons,
Rugai com lisina, Caldo de Rhamnose, Caldo de Malonato, Caldo de Lisina. Sendo
estes meios sólidos inclinados, sólidos não inclinados ou líquidos.

Após a identificação das bactérias foi realizado um antibiograma em meio de


Müeller Hinton com disco de antibióticos para definir a susceptibilidade bacteriana a
determinado antibiótico. Mas antes as bactérias foram semeadas novamente em um
meio triplo para conferir mais resistência a elas a fim de obter maior acurácia no
antibiograma.

INTRODUÇÃO

Urocultura

A urocultura, também chamada de cultura de urina ou urinocultura, serve para


diagnosticar a infecção urinária, qual a bactéria envolvida e o número de colônias
existentes em meios de culturas, onde utiliza o teste antibiograma (caso cresça
colônias bacterianas) para constatar à quais antibióticos elas são sensíveis e
resistentes.
Normalmente, para os resultados serem mais exatos, deve-se coletar a
primeira urina da manhã, no entanto, o exame pode ser feito durante o dia. O
recipiente onde se coloca a urina deve ser estéril e é fornecido pelo laboratório onde
será feito o exame. Para a coleta da urina, o laboratório deve orientar um passo-a-
passo para que esse procedimento seja feito corretamente:
– Limpar bem a região genital, principalmente ao redor do meato uretral (saída
da uretra). O ideal é usar gazes (compressas) estéreis, ou toalhas limpas sem soltar
fiapos caso não tenha a gaze, para limpar e depois secar a região.
– O pote usado para coletar a urina deve ser estéril.

– Na hora de urinar, deve se evitar o contato da urina com a pele ao redor, como
grandes lábios ou o prepúcio do pênis.

– O primeiro jato de urina é sempre desprezado, pois este serve apenas para limpar
as impurezas que ficam na uretra.

– A urocultura deve ser levada imediatamente para o laboratório após a sua coleta. Só
é preciso refrigerá-la se o tempo entre a coleta e a entrega for muito longo.

Para a diferenciação às reações bioquímicas das bactérias, nesse estudo, um


pouco sobre os meios de testes bioquímicos utilizados:

S.I.M

S.I.M é um meio solido recomendado para diferenciação de bacilos entéricos


através da produção de sulfeto de hidrogênio (H2S), Onde se o meio ficar preto a
bactéria produz H2S, formação de indol, através de 2 gotas do reagente de Kovacs
após o meio ter sido tirado da estufa com a bactéria, onde se ficar com cor rosa, a
bactéria é indol positivo, e a motilidade caso se há crescimento da bactéria
espalhando-se pela inoculação, formando "penugens"
Composição em g/L:
• Digestão Péptica de Tecido Animal: 30.00
• Extrato de Carne Bovina: 3.00
• Ferro peptonizado: 0.20
• Tiosulfato de sódio: 0.025
• Agar: 3.00

Ágar Mio

Ágar Mio (Motilidade Indol Ornitina) é um meio utilizado para análise de


bactérias para diferenciação das mesmas. O meio inoculado deve ser levado a uma
estufa por 35 +- 2°C. Se apresentar motilidade a bactéria cresce ao longo da
perfuração do meio, formando "pelugens". Para analizar o indol, é colocado 2 gotas do
reagente de Kovacs após o meio ter sido tirado da estufa com a bactéria, onde se ficar
com cor rosa, a bactéria é indol positivo. e Ornitina é quando vê se tem a presença da
enzima ornitina descarboxilase, onde se for positivo, fica roxo, e negativo, amarelado.
EPM

É um meio inclinado, onde é realizado testes de Glicose, H2S, Gás, LTD e


ureia.

a) Glicose: Após 24h da inoculação e da incubação da bactéria no meio, a base do


tubo deve tornar-se amarela para dar o resultado positivo, agora se ficar Verde, é
Glicose negativo.

b) H2S: se a bactéria em questão produzir a enzima dessulfidrase haverá


enegrecimento da base do tubo. Entretanto certas espécies podem produzir pouco
H2S, deixando apenas um anel negro na porção intermediária do tubo Quando a
bactéria produz muito H2S e enegrece toda a base do EPM a leitura da glicose fica
prejudicada. Nestes casos deve-se realizar outro teste bioquímico para saber a leitura
da glicose.

c) Gás: as bactérias que têm a capacidade de fermentar a glicose com produção de


gás promovem o aparecimento de bolhas que arrebentam o fundo do meio de EPM.
Quando a bactéria produz pouco gás pode ocorrer apenas um pequeno deslocamento
do meio, que deve ser considerado como resultado positivo.

d) LTD: deve ser lido no ápice do tubo. As bactérias produtoras de l-


triptofanodesaminase promovem a cor verde musgo (escuro), bem diferente da cor
verde original. A cor verde clara, azul ou azul esverdeada indica prova negativa.

e) Uréia: as bactérias que produzem a enzima urease desdobram a uréia,


alcalinizando a base do tubo e provocando a viragem do indicador para azul.

Ureia

Ágar uréia é um meio inclinado, onde sua função é ver se a bactéria produz ou
não a enzima urease. A uréia presente no meio é degradada pela enzima urease em
duas moléculas de amônia. A amônia formada alcaliniza o pH e esta é indicada pelo
vermelho de fenol, fazendo com que o meio antes palha torne-se rosa. O Tubo
inoculado deve ser mantido a 35 +- 2°C na estufa. Também pode ser observado se
ouve desprendimento de gás através de bolhas no meio.

Citrato de Simmons

O ágar citrato de Simmons é um meio inclinado solido, onde ele analisa se a


bactéria utiliza o carbono como fonte de energia. Quando as bactérias metabolizam o
citrato, alcalinizam o meio. O pH básico faz o meio, que antes apresentava-se verde,
ficar azul, devido ao indicador azul de bromotimol, ou seja se a bactéria utiliza o
carbono, o meio fica azul (positivo), se não utiliza fica incolor (negativo).

Composição em g/L:
• Sulfato de magnésio: 0.20
• Dihidrogenofosfato de amônio: 1.00
• Fosfato dipotássico: 1.00
• Citrato de sódio: 2.00
• Cloreto de sódio: 5.00
• Azul de bromotimol: 0.08
• Agar: 15.00
pH final: 6.8 ± 0.2

Meio Rugai

Meio sólido Inclinado, onde realiza-se ao total 9 exames conjuntos em um


único tubo, que são: Indol (tampa), fermentação da sacarose, L-Triptofano,
fermentação da glicose, produção de gás de glicose, uréia, H2S, lisina e motilidade.
Todos esses testes são separados nas partes do meio, ápice ( Indol, fermentação da
sacarose, L-Triptofano), Base (H2S, gás de glicose, Fermentação da Glicose, Uréia) e
Fundo (Lisina e Motilidade).

A eficiência do meio é alta, pois faz vários testes com apenas um tubo, porém deve-se
ter atenção em alguns exames, pois um, às vezes, mescla ofusca outro.

Caldo de Rhamnose

Caldo Rhamnose é utilizado para identificação de bactérias que fermentam


este açúcar. Quando a bactéria é depositada, deve-se levar o mesmo a estufa por 35
+- 2°C por 24 h. O resultado é comprovando evidenciado quando o meio ficar com a
coloração Amarelada (positiva) ou incolor (negativa).

Malonato

Malonato é um caldo inclinado onde sua função é detecção de bactérias que


utilizam o Malonato como única fonte de carbono e o sulfato de amônio como única
fonte de nitrogênio, produzindo hidróxido de sódio, o qual alcaliniza o meio deixando
azul. O meio deve ser mantido em refrigeração, entre 2 a 8 °C, e quando for inoculada
a bactéria no meio, evitar contato com as paredes e o fundo do tubo, onde na estufa
sua temperatura é de 35 +- 2 °C. Seu resultado é evidenciado quando o meio fica azul
(positivo), ou incolor (negativo).
Composição:

 Extrato de Levedura 1,0g/L


 Fosfato dipotássico 1,0 g/L
 Sulfato de amônio 2,0 g/L
 Fosfato monopotássico 0,4 g/L
 Glicose 0,25g/L
 Cloreto de sódio 2,0 g/L
 Malonato sódico 3,0 g/L
 Azul de bromotimol 25 mg/L
 Água Destilada q.s.p.
 pH final 6,7 ± 0,2

Caldo Lisina

O Caldo Lisina Descarboxilase possui peptonas e extrato de leveduras que


favorecem o crescimento bacteriano. A fermentação de glicose abaixa o pH e este fica
amarelo. Se ocorrer atividade da enzima lisina descarboxilase o pH aumentará, devido
a transformação da lisina em uma amina primária: a cadaverina , e o meio voltará a
apresentar uma coloração roxa. Ou seja, se o meio ficar roxo, quer dizer que a
bactéria possui a enzima lisina descarboxilase, e se ficar amarelo, não possui a
enzima.

Composição:

 Peptona de carne 5,0g/L


 Glicose 1,0 g/L
 Extrato de levedura 3,0 g/L
 L-lisina 5,0 g/L
 Púrpura de Bromocresol 0,02g/L
 Água Destilada q.s.p.
 pH final 6,8 ± 0,2

Ágar T.S.I

Ágar T.S.I (Tríplice Açúcar Ferro) é um meio inclinado que diferencia as


bactérias através de sua capacidade de fermentar a glicose, lactose e sacarose e
produção de sulfeto de hidrogênio (H2S). O Resultado é analisado através da
coloração que o meio adquire, sendo:

1- Tubo totalmente vermelho sem crescimento aparente: bactéria exigente.


2- Tubo totalmente vermelho com crescimento somente no bisel: possível BGN não
fermentador.

3- Tubo com bisel vermelho e base amarela: fermentação de glicose apenas.

4- Tubo com bisel amarelo e base amarela: fermentação de glicose, lactose / ou


sacarose.

5- A produção de H2S é detectada pela presença de precipitado preto na base do


meio, sendo a base sempre considerada ácida ( amarela ).

6- A produção de gás é visualizada pela formação de bolhas ou rachaduras no meio

Composição:
 Esculina 1,0 g/L
 Bile 40,0g/L
 Extrato de carne 3,0 g/L
 Citrato férrico 0,5 g/L
 Peptona 5,0 g/L
 Ágar 15,0 g/L
 Água Destilada q.s.p.
 pH final 6,6 ± 0,2

Antibiograma
O antibiograma ou TSA - Teste de Sensibilidade Antimicrobianos é um exame
de diagnóstico que consegue identificar qual é a bactéria que está causando a
infecção no indivíduo, indicando também qual o antibiótico mais indicado para o seu
tratamento.

O teste antibiograma consiste em uma Ágar Mueller-Hinton, e adição dos


discos de papel impregnados com antimicrobianos, onde os mesmo são selecionados
e indicados com siglas. Depois da inoculação das bactérias no meio com os
antimicrobianos, o disco é levado até uma estufa bacteriológica durante 24-48 h para
crescimento. Após esse tempo é analisado se ouve crescimento ou não, medindo o
diâmetro do halo de susceptibilidade através de uma tabela já estabelecida.
OBJETIVO

O objetivo da aula prática foi a realização e aprendizado do procedimento de


uma bateria de exames para a confirmação de bactérias presentes em 4 amostras
individuais de urina, originalmente, utilizando os métodos de identificação e tratamento
das bactérias, utilizando os meios de culturas seletivo-diferencial, testes bioquímicos e
antibiograma.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Materiais utilizados

Urocultura - semeação primaria de possíveis bactérias:

- 4 Amostras de Urina;

- Meio de Cultura – MacConkey;

- Meio de Cultura - Ágar CLED;

- Meio de Cultura - Ágar Cromogênico;

- Marcador Permanente;

- Bico de Bunsen;

- Alça Bacteriana;

- Estufa bacteriológica.

Urocultura - semeação secundária de bactérias:

- Meio de Cultura – MacConkey dividido com Ágar Sangue e Ágar Chocolate;

- Alça bacteriológica;

- Bico de Bunsen;

- Estufa bacteriológica.

Semeação de bactérias para testes bioquímicos:

- Meios de S.I.M, Mio, EPM, Ureia, Citrato de Simmons, Rugai, Caldo de Rhamnose,
Caldo de Malonato, Caldo de Lisina;

- Agulha bacteriana;
- Estufa bacteriológica;

- Marcador Permanente;

- Bico de Bunsen;

- Meio de Cultura – MacConkey dividido com Ágar Sangue e Ágar Chocolate com as
bactérias já inoculadas e crescidas.

Semeação terciária de bactérias e antibiograma:

- Caldo BHI;

- Alça bacteriológica;

- Disco de Antibióticos;

- Meio de Cultura – Ágar Müeller Hinton;

- Swab;

- Pinça metálica;

- Bico de Bunsen;

- Marcador Permanente;

- Estufa bacteriana.

Procedimento:

Urocultura - semeação primaria de possíveis bactérias:

O grupo laboratorial foi dividido em mais quatro grupos de quatro integrantes para
a realização da prática.

Para cada grupo foram disponibilizadas 4 amostras de urina, com os respectivos


números: 1, 2, 3 e 4 para identificar as possíveis bactérias presentes em cada
amostra. Cada grupo recebeu ainda, quatro meios de cultura, sendo eles:

1. Meio de MacConkey, que foi dividido em dois com um marcador permanente.


Em uma metade foi semeada a possível bactéria contida na amostra de urina
número 3 e na outra metade foi semeada possível bactéria contida na amostra
número 4.
2. Ágar CLED dividido como meio de MacConkey. Foi semeada em ambos os
lados a possível bactéria contida na amostra número 1.
3. Ágar Cromogênico de placa dividida. Em um lado foi semeada a bactéria
contida na amostra número 1 e do outro a bactéria contida na amostra número
3.
4. Ágar CLED, que foi dividido com um marcador permanente. De um lado foi
semeada a bactéria contida na amostra número 2 e do outro a bactéria contida
na amostra número 4.

Ressaltando que antes do semeio das possíveis bactérias, foi realizado o


movimento de inversão das amostras de urina, por no mínimo 10 vezes para sua
homogeneização. Em seguida, Pegou-se a alça bacteriológica não calibrada e
flambou-a ao Bico de Bunsen, em um ângulo de 45º, permanecendo com a alça no
fogo até que ela adquiria uma coloração rubra. Retira-se do fogo, onde se esperou de
30 a 40 segundos para que a alça esfriasse, pois, do contrário, introduzir a alça direto
na amostra geraria um processo de calefação, e, consequentemente, a morte das
possíveis bactérias presentes na amostra, gerando assim um falso resultado. Após
esperar o tempo necessário, abriu-se o recipiente contendo a urina, próximo ao bico
de Bunsen, e inocula-se a alça bacteriológica na amostra de urina e retirou-se sem
deixar que a alça esbarrasse nas paredes do recipiente, e em seguida realizou-se a
semeadura por esgotamento.

Passa-se a alça suavemente sobre o meio de cultura, fazendo um movimento


de zigue-zague, permanecendo no mesmo local para que haja o acumulo de bactérias
nessa parte e a amostra não fique carregada, em seguida continua-se o movimento de
zigue-zague, mas dessa vez sem deixar que as estrias se toquem, continuando em um
único sentido até que chegue na metade da placa. Mantendo o mesmo sentido, gira-se
a placa e continua o movimento. Novamente, gira-se a placa, mantendo o mesmo
sentido e com movimentos de zigue-zague, preenchendo o espaço restante.

Levou-se para a estufa bacteriológica, a 37°C de 18 a 24 horas.

Urocultura - semeação secundária de bactérias:

Após a inoculação dos meios em uma estufa bacteriológica, observou-se o


crescimento de bactérias com características próprias em todos os meios. Essas
características foram analisadas, e, logo de início, pode-se constatar que a bactéria
presente na amostra número 1 é a mesma presente na amostra número 2. Para um
melhor desenvolvimento bacteriológico, utilizou-se do plantio das bactérias dos meios
de cultura originais para um meio triplo contendo Ágar MacConkey, Ágar Sangue e
Ágar Chocolate. Optou-se pelo descarte da bactéria presente na amostra número 2 e
o uso da bactéria presente na amostra número 1, não fazendo diferença para o
presente estudo esse descarte, uma vez que tanto as bactérias encontradas na
amostra número 1, bem como as encontradas na amostra número 2 são iguais. O
meio foi inumerado para sua identificação com um marcador permanente em Nº 1 para
Ágar MacConkey, Nº 3 para Ágar Chocolate e Nº 4 para Ágar Sangue, onde os
números correspondem à bactéria presente em cada amostra.

Para a semeação das bactérias, utilizou-se de uma alça bacteriana e foi


utilizada a mesma técnica por esgotamento apresentada previamente para o cultivo
com auxilio do Bico de Bunsen. Após o plantio, a placa foi encubada a 37°C de 18 a
24 horas em uma Estufa bacteriológica.

Semeação de bactérias para testes bioquímicos:

Para a identificação confirmatória para com o tipo de cada bactéria no presente


estudo, foram utilizados vários testes bioquímicos confirmatórios. Os utilizados foram:
Meios de S.I.M, Mio, EPM, Ureia, Citrato de Simmons, Rugai, Caldo de Rhamnose,
Caldo de Malonato, Caldo de Lisina, em ordem, respectivamente.

Após a encubação do meio triplo, observaram-se as características das


colônias bacterianas em cada meio. Para a técnica de plantio das bactérias nos tubos
para os testes bioquímicos, foram utilizadas técnicas distintas para cada meio. São
eles: meio líquido (Caldo de Malonato, Caldo de Rhamnose, Caldo de Malonato e
Caldo de Lisina), meio sólido não inclinado (S.I.M, Mio) e meio sólido inclinado (E.P.M,
Ureia e Rugai) Para a semeadura das bactérias em meio líquido, foi pescado do meio
uma única colônia isolada bacteriana com uma agulha bacteriológica, após ser
flambada, dentro da área de esterilidade do Bico de Bunsen. O meio líquido foi aberto,
foi introduzida a agulha contendo a colônia, e encontrando-se dentro do líquido, foi
agitada vigorosamente. A agulha foi retirada, flambada e o tubo foi fechado. Para cada
bactéria (Nº1, Nº2 e Nº3), foram utilizados os meios líquidos utilizando da mesma
técnica para todos.

Para o plantio nos meios sólidos não inclinados, foi utilizado do mesmo
procedimento acima, porém, ao introduzir a agulha bacteriológica, não se deve
esbarrar nas paredes do tudo, bem como se deve introduzi-la até o final sem encostá-
la no fundo. A agulha foi retirada, flambada e o tubo foi fechado. Para cada bactéria
(Nº1, Nº2 e Nº3), foram utilizados os meios sólidos não inclinados utilizando da mesma
técnica para todos.

Exemplo de plantio em meio sólido não inclinado

Para o plantio nos meios sólidos inclinados, foi utilizado do mesmo


procedimento acima, ao introduzir a agulha bacteriológica se deve introduzi-la até o
final sem encostá-la no fundo, e, ao final, fazer o estriamento na parte inclinada do
meio. A agulha foi retirada, flambada e o tubo foi fechado. Para cada bactéria (Nº 1, Nº
2 e Nº 3), foram utilizados os meios sólidos não inclinados utilizando da mesma
técnica para todos.

Exemplo de plantio em meio sólido inclinado


Levaram-se os tubos para a estufa bacteriológica, a 37°C de 18 a 24 horas.

Semeação terciária de bactérias e antibiograma:

Após análise das reações bioquímicas das bactérias no presente estudo, foi
realizado um teste de suscetibilidade bacteriana à ação dos antibióticos, o conhecido
antibiograma. As bactérias Nº 1, Nº 2 e Nº 3 foram inoculadas novamente ao meio
triplo (Ágar MacConkey, Ágar Sangue e Ágar Chocolate), para que lhes confiram um
maior fortalecimento. A placa foi incubada em uma estufa bacteriológica a 37°C de 18
a 24 horas.

Após o crescimento nos meios, devidamente identificados, foi distribuído um


meio de cultura (Ágar Müeller Hinton) para cada grupo laboratorial para a realização
do plantio e a administração do disco de antibióticos. Nosso grupo ficou responsável
pelo plantio da bactéria Nº 3, identificado devidamente com o número da bactéria a
identificação do grupo com um marcador permanente.

Foi pescado 3 a 4 colônias bacterianas do meio de Ágar Chocolate, onde se


encontrava a bactéria Nº 3, com a alça bacteriana e adicionadas ao Caldo de BHI,
para a diluição de Max Forland UFC/ mL. Após serem adicionadas ao meio líquido,
baseando-se nas técnicas de plantio previamente citadas, o tubo foi levado ao Vórtex
para se observar a turbidez do meio. Após a diluição, introduziu-se uma Swab dentro
do Caldo de BHI, tirando o excesso de líquido ao apertá-la contra as paredes do tubo,
na zona de esterilidade do Bico de Bunsen. Ainda com a Swab, foi feito a semeação
das bactérias perto do Bico de Bunsen de maneira que toda a placa fosse preenchida
pelas estrias, girando a placa a cada um quarto de placa preenchida.

Com auxilio de uma pinça metálica, após tê-la levado sua ponta rapidamente
ao fogo, retirou-se o disco de antibióticos da embalagem e fixou-a no meio já estriado,
onde se esperou de 5 a 10 minutos para uma melhor fixação. Todo o procedimento foi
realizado próximo ao bico de Bunsen. A placa foi inoculada em uma estufa
bacteriológica a 37°C de 18 a 24 horas.

Após inoculação da placa, observou-se e anotaram-se os resultados do


antibiograma, podendo assim, com o presente estudo, ter identificado quais eram os
microrganismos em questão e pressupor o antibiótico adequado para determinada
bactéria pelo fator de suscetibilidade.
RESULTADO E DISCUSSÃO

Urocultura

Após os meios de cultura saírem da estufa bacteriológica é possível identificar as


características das colônias de cada bactéria, como mostrado nas tabelas abaixo:

Meio de Ágar MacConkey


Número da Tamanho Cor Brilho ou Outras
bactéria opacidade características
3 Grande Rosa Brilhante Mucoide
4 Medias Transparente Brilhante -

Como a bactéria número 3 e o meio de MacConkey, adquiriram a cor rosa, podemos


dizer que essa bactéria fermenta a maltose. Já a bactéria número 4 ficou transparente
e o meio de MacConkey amarelo, podemos dizer então que essa bactéria não
fermente maltose.

Meio de Ágar CLED


Número da Tamanho Cor Brilho ou Outras
bactéria opacidade características
2 Medias Amarelas Fosca -
(opaca)
4 Medias Transparente Fosca -
(opaca)

O meio da bactéria 2 adquiriu a coloração amarela e o meio da bactéria 4 ficou verde


azulado.

Meio de Ágar Cromogênico


Número da Tamanho Cor Brilho ou Outras
bactéria opacidade características
3 Grande Azul Brilhante Mucoide
esverdado
1 Medias Roxa Fosca -
(opaca)
O meio de ambas continuou com a mesma cor (amarelo bem claro)

Meio de Ágar CLED dividido com Ágar MacConkey


Número da Tamanho Cor Brilho ou Outras
bactéria opacidade características
1 (CLED) Medias Amarela Fosca -
(opaca)
1 Medias Rosa Fosca -
(Mac (opaca)
Conkey)

A bactéria 1 no meio de MacConkey adquiriu a coloração rosa, assim como o meio,


podemos dizer então que a bactéria 1 fermenta a Lactose

Resultado dos Testes bioquímicos

Após serem incubados e passar o tempo necessário os meios foram retirados a


estufa bacteriológica e obteve-se os seguintes resultados:

Observações dos Bactéria 1 Bactéria 3 Bactéria 4


testes
L.T.D Negativo Positivo Positivo
Glicose Positivo Positivo -
H2S Negativo Positivo Positivo
Lisina Positivo Positivo Positivo
Motilidade Positivo Positivo Positivo
Indol Negativo Negativo Negativo
Ornitina Positivo Positivo Positivo
Citrato Negativo Positivo Positivo
Raminose Positivo Positivo Positivo
Sulfeto Positivo Positivo Positivo
Ureia Negativo Positivo -
Sacarose Negativo Negativo Negativo
Desprendimento de gás Positivo Positivo Negativo
Malonato Negativo Positivo Positivo
Lactose Positivo Positivo Negativo
Observações:

Bactéria 1:

 O resultado do sulfeto foi parcialmente positivo, mas esse foi um falso


resultado, pois o correto seria um resultado negativo. Esse erro ocorreu por
uma flambagem inadequada.

Bactéria 4:

 O espaço glicose está em branco pois uma outra reação bioquímica sobressaiu
a reação da glicose, não sendo possível sua identificação.
 O espaço da ureia está m branco pois esse teste bioquímico não fo realizado
com essa bactéria.

Bactéria 3:

 O resultado do sulfeto foi positivo, mas esse foi um falso resultado, pois o
correto seria um resultado negativo. Esse erro ocorreu por ter sido semeada no
meio a bactéria errada.

Com esses resultados e consultando uma tabela, podemos constatar que as bactérias
cultivadas são:

Bactéria 1: Escherichia Coli

Bactéria 3: klebsiella pneumoniae

Bactéria 4: Proteus

Antibiograma

Realiza-se o antibiograma após o crescimento das bactérias, nosso grupo ficou


responsável pela bactéria número 3. Nessa pratica iremos medir a resistência ou
sensibilidade da bactéria aos antibióticos, isso será perceptível após medir o halo das
circunferências que se formam em torno do disco de antibiótico, de uma ponta a outra,
caso isso não seja possível, medimos o raio da circunferência e multiplicamos por
dois.

Sigla do Nome do Tamanho da Valor de Resultado


antibiótico antibiótico circunferência referencia final
AMI Amicacina 27 mm ≥17 Sensível
AMP Amicilina 24 mm ≥17 Resistente
CAZ Ceftazidina 26 mm ≥17 Sensível
CLO Clorafenicol 23 mm ≥18 Sensível
SUT Cotrimaxazol 36 mm ≥16 Sensível
GEN Gentamicina 29 mm ≥15 Sensível
CIP Ciprofloxacina 36 mm ≥21 Sensível
TET Tetraciclina 17 mm ≥15 Sensível
TOB Tobramicina 28 mm ≥15 Sensível
ATM Azetreonam 42 mm ≥21 Sensível
CFO Cefoxitina 14 x 2 = 28 ≥18 Sensível
mm
CTX Cefotaxima 18 x 2 = 36 ≥26 Sensível
mm
CRO Ceftriaxoma 16 x 2 = 22 ≥23 Sensível
mm
CMP Cefepima 15 x 2 = 30 ≥18 Sensível
mm
AMC Ácido 13 x 2 = 26 ≥18 Resistente
Clavulânico mm

Observação: os tamanhos das circunferências que estão multiplicados por dois, são os
que nós conseguimos medir apenas o raio.

Podemos constatar que a bactéria número três, identificada como klebsiella


pneumoniae é resistente apenas a dois antibióticos, a Amicilina e ao Ácido
Clevulânico, podemos perceber essa resistência, pois algumas colônias isoladas
cresceram no halo de sensibilidade.

CONCLUSÃO

Ao término deste experimento, pudemos compreender a importância dessa


prática para um conhecimento fundamental e imprescindível na rotina laboratorial,
sendo de suma importância a maior exatidão possível ao realizar o exame em um
curto espaço de tempo. O que leva a crer que um bom técnico deve sempre ter em
mente o conhecimento acerca dos meios de cultura e bactérias, assim como estar por
dentro do procedimento laboratorial padrão para atingir um patamar de excelência.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://www.biosystems.com.br/produto/1449/o-agar-citrato-simmons-e-recomendado-
para-a-diferenciacao-de-membros-da, acessado em setembro, 2016.

http://www.biomedicinabrasil.com/2011/04/meio-ial-rugai.html, acessado em setembro,


2016.

http://www.newprov.com.br/site/pdf_bulas/17-01-11_14-57-40.pdf, acessado em
setembro, 2016.

http://www.mbiolog.com.br/produtos/Caldo_Malonato.pdf, acessado em setembro,


2016.

http://pt.slideshare.net/JaquelineMesquita/53292193-aulademeiosdecultura, acessado
em setembro, 2016.