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CONCLUSÃO

As enteroparasitoses, em especial a ambíase, constituem um relevante problema


de saúde pública no Brasil e no mundo. São endêmicas em países subdesenvolvidos e
em desenvolvimento, afetando desproporcionalmente populações desfavorecidas social
e economicamente. No Brasil, requerem investigação epidemiológica mais intensa que
inclua a identificação das variáveis de prevalência nas diversas regiões geográficas,
visando estratégias de ação integrada no controle das mesmas.

Indivíduos que vivem em condições precárias de saneamento básico, de


abastecimento de água, de habitação e da falta de hábitos de higiene pessoal e coletiva,
são os mais propensos à aquisição de enteroparasitoses. Portanto, há necessidade de
formulação e aplicação de medidas políticas intersetoriais que garantam o acesso
universal aos serviços de saúde e a promoção de projetos de educação sanitária e
ambiental. Acrescenta-se a isso a padronização de procedimentos terapêuticos com a
eleição de quimioterápicos de fácil administração e, sobretudo, de baixo risco e de baixo
custo para o doente. São oportunos também os incentivos governamentais para a
pesquisa e para o desenvolvimento de novas drogas antiparasitárias, preferencialmente,
as de amplo espectro, tal como a nitazoxanida.
As enteroparasitoses, em especial a ambíase, constituem um relevante problema
de saúde pública no Brasil e no mundo. São endêmicas em países subdesenvolvidos e
em desenvolvimento, afetando desproporcionalmente populações desfavorecidas
socialmente e economicamente. No Brasil, requerem uma investigação epidemiológica
mais intensa que inclua a identificação das variáveis de prevalência nas diversas regiões
geográficas, visando estratégias de ação integrada no controle das mesmas.

Seguindo esse viés, sob o prisma das doenças transmitidas por parasitas, é
plausível sancionar que são gerenciadas pelos órgãos públicos, uma vez que cabe ao
governo implantar o saneamento básico na sociedade, seja na zona urbana ou rural, bem
como elaborar projetos e programas sociais para que a população se conscientize da
necessidade de seguir as medidas de higiene.

Entretanto, a população deve exigir que os governos bem como os órgãos


interligados com a Secretária de Saúde Estadual e Municipal cumpram com o seu dever.
É necessário que o Estado introduza medidas sanitárias não apenas nas comunidades. É
necessário que seja realizado fiscalizações em estabelecimentos comerciais e locais
onde há o preparo e o transporte de água e alimentos, como: bares, restaurantes,
lanchonetes, escolas, faculdades e agricultores.

Ações educativas devem ser implantadas nas comunidades, como a visita dos
agentes de saúde na residência dos indivíduos com o objetivo de orientar a população
sobre o que fazer para evitar a contaminação de agentes parasitológicos, bem como
aprimorar o atendimento no posto de saúde para que o indivíduo infectado seja tratado
evitando que demais pessoas sejam contaminadas.

Para o controle das parasitoses intestinais em crianças frequentadoras de


instituições de ensino (sendo elas da rede pública ou privada), e que residem em áreas
com saneamento básico precário, indica-se medidas de educação para a saúde, visando à
melhoria das condições de higiene individual e comunitária e ao uso periódico de
antiparasitários para as enteroparasitoses mais prevalentes, como é o caso da amebíase.

O plano de intervenção será possível de ser implantado se for realizado por


equipe multidisciplinar e com o envolvimento de todos os profissionais de saúde das
UBS, bem a participação ativa de toda a sociedade.

Espera-se que este plano de intervenção proporcione aos escolares maior


conhecimento sobre as parasitoses e sua veiculação através da água e alimentos
contaminados e do seu reflexo na saúde de cada um. Além disso, como consequência
dos novos conhecimentos, que os escolares sejam capazes de levar as informações
obtidas na escola para suas famílias e a profilaxia passe a ser rotina nas vidas das
pessoas que não tem água tratada e rede de esgoto.

Portanto, diante do exposto, o plano de ação irá proporcionar a redução da


amebíase no nordeste brasileiro e irá garantir atendimentos de qualidade aos escolares
na UBS como apoio ao trabalho prestado pelas escolas. Assim, permitirá inclusive
mecanismos de monitoramento e avaliação de todas as etapas do processo e se
necessário fazer correções de rumo necessárias para se garantir qualidade durante o
processo.